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O ADVENTISMO DO 7º DIA

Introdução:
Não podemos pensar na origem dos "sabatistas" sem recordar os conflitos entre o apóstolo Paulo
e os judaizantes. A luta entre o legalismo e o evangelho da graça de Deus é muito antiga.
Continua em tempos modernos no vigoroso programa dos adventistas do Sétimo Dia. O
sabatismo não é uma seita como, muita gente pensa: "uma denominação igual às outras, com a
única diferença de guardar o Sábado". É uma seita perigosa que mistura muitas verdades
bíblicas com erros tremendos no que se refere as doutrinas cristãs ou interpretações de profecias.

Origem do Adventismo:
Duas das Igrejas que estaremos estudando neste trimestre podem traçar sua origem nos ensinos
de Guilherme Miller, embora não tivesse fundado nenhuma delas. São as Testemunhas de Jeová
e os Adventistas do Sétimo dia.

a) Síntese Histórica:
No princípio do século dezenove houve um despertamento de interesse pela Segunda vinda de
Cristo entre os cristãos. Guilherme Miller, pastor batista no Estado de Nova Iorque, dedicou-se
ao estudo detalhado das escrituras proféticas. Convenceu-se de que Daniel 8.14 se referia à
vinda de Cristo para "purificar o santuário". Calculando que cada um dos 2.300 dias
representava um ano, tomou como ponto de partida a carta de regresso de Esdras e seus
compatriotas a Jerusalém e 457 a.C., e chegou à conclusão de que Cristo voltaria à terra em
1843, Isto foi em 1818.

b) O fracasso de Miller:
Por um quarto de século, Miller proclamou a mensagem para classes especiais a cristãos de
diferentes Igrejas. O interesse dos crentes em relação à mensagem era crescente e o número
deles ia de cinqüenta a cem mil pessoas preparando-se para o fim do mundo. Muito crentes
doaram suas lavouras, e se prepararam para receber o Senhor no dia 21 de março de l843.
Chegou o dia e o evento esperado não aconteceu.. Miller revisou os seus cálculos, descobriu um
erro de um ano. Devia ser no dia 21 de março de l844. Ao chegar essa data, nada aconteceu.
Uma vez mais um novo cálculo indicou que seria o dia 22 de outubro de mesmo ano. Porém
essa previsão também falou.

c) O Arrependimento de Miller:
Guilherme Miller, dando toda a prova de sua sinceridade e honradez, confessou simplesmente
que se havia equivocado em seu sistema de interpretação bíblica. É preciso certa grandeza de
alma, ou graça do Senhor para reconhecer abertamente seu próprio erro. Miller a teve e não mais
tratou de defender a interpretação que havia proclamado por um quarto de século. Porém nem
todos os seus discípulos estavam dispostos a abandonar a sua mensagem. Dos muitos que o
haviam seguido, três se uniram para formar uma nova Igreja, baseada numa nova interpretação
da mensagem professada por Miller.

O desenvolvimento da seita
O dia depois "da grande desilusão", Hiram Edson um fervoroso discípulo e amigo pessoal de
Miller, teve uma "revelação". Nela compreendeu que Miller não estava equivocado em relação a
data, mas sim em relação ao local. Disse que Cristo havia entrado no dia anterior no santuário
celestial, não no terrenal, para fazer uma obra de purificação ali. Edson partilhou com outros
membros de seu grupo as "boas-novas". Outros dois grupos se uniram a essa nova revelação: um
dirigido por Joseph Bates que dava ênfase a guarda do Sábado e outro dirigido por Hellen G.
White, que dava ênfase aos dons do Espírito.

a) As revelações de Helen White:


As revelações de Helen White tiveram muito que com a formação das doutrinas dos adventistas,
e seus escritos prolíficos contribuíram grandemente para a expansão da Igreja. Ela e seu esposo
disseminaram amplamente seus ensinos proféticos e doutrinários por meio de revistas e livros.
Embora a Igreja adventista afirme que a Bíblia é sua autoridade doutrinária, ainda crê que Deus
inspirou Helen White em sua interpretação das Escrituras e em seus conselhos, conforme se
encontram em seus livros.

b) Obras da Sra White:


Como já dissemos, os livros da Sra. White são considerados "inspirados" por Deus e no mesmo
nível da Bíblia, que citam apenas para comprovar o que ensinam, buscando versículos ou
passagens isoladas. O livro "o grande conflito" é considerado a obra prima da Sra. White e
recomendam-no largamente. Tal livro já foi editado em mais de 30 línguas com uma vendagem
superior a dois milhões de exemplares. Entre outras obras, as mais importantes são: Vida de
Jesus, Patriarcas e Profetas, Veredas de Cristo, O desejado de Todas as Nações.

c) Os nomes da Seita:
Os adventistas do sétimo dia já usaram através dos tempos os seguintes títulos: Igreja Cristã
Adventista (1855); Adventistas do Sétimo dia (1860); União da Vida e Advento (1864);Igreja de
Deus Adventista (1866); Igrejas de Deus Jesus Cristo Adventistas (1921); Igreja Adventista
Reformada; Igreja Adventista da Promessa; Igreja Adventista do sétimo dia ( Atual). Existem
outros grupos como Igreja Adventista da Promessa, Igreja Adventista do pacto, etc, porém o
mais importante é a Igreja Adventista do Sétimo dia, conhecida como Sabatista ou Sabatismo.

As Doutrinas do Adventismo
Os sabatistas misturam algumas verdades com seus abundantes erros, daí poder enganar aos que
com sinceridade se lançam em busca da verdade. Normalmente, citam a Bíblia, porém sem o
cuidado de examinar o contexto. Embora muitas de suas doutrinas sejam ortodoxas, existem
outras que desviam o crente do caminho real. Convém que os membros das Igrejas evangélicas
conheçam essas doutrinas e saibam como refutá-las, tendo em vista que eles também se dedicam
ao proselitismo entre as Igrejas Evangélicas. Veja Mt 23.15

a) A expiação incompleta:
Os adventistas ensinam que Jesus entrou no santuário celestial no ano de 1844, e agora está
cumprindo a obra de expiação. Esta doutrina a expiação incompleta e contínua é uma
tergiversação das Escrituras num esforço para justificar as previsões errôneas de Miller. Não
duvidamos da sinceridade dos que creram haver achado uma solução para o problema nessa
"revelação" de Edson, porém ela não concorda com as Escrituras. A Bíblia ensina que Jesus
penetrou no santuário celestial ao ascender ao céu e não no ano de l844. (Hb 6.19,20;8.1,2;
9.11,12, 23-26; 10.1-14).

b) Nossos pecados lançados sobre Satanás?


Os adventistas ensinam que o bode emissário (ou bode para azazel) de Levíticos 16.22,26
simboliza Satanás. Todas as nossas iniqüidades serão carregadas pelo diabo. Segundo eles
durante o milênio, Satanás, levará sobre si a culpa dos pecados que fez o povo de Deus cometer,
e será confinado e esta terra desolada e sem habitantes. Parece fantástico que alguém que se diz
evangélico aceite doutrina tão contrária ao evangelho. Será que não se dão conta das
implicações de tal ensino? Isto faria o diabo nosso co-salvador com Cristo, a expiação de nossos
pecados seria realizada em parte por Cristo e em parte por Satanás. O simbolismo real desta
passagem mostra Cristo levando sobre si os nossos pecados. Veja Jo 1.29; Is 53.6; Hb 10.18; J0
19.30; 2 Co 5.21; Rm 8.32.

c) O Sono da Alma:
Os adventistas ensinam que as almas dos justos dormem até a ressurreição e o juízo final. Este
"sono da alma" é um estado de silêncio, inatividade e inteira inconsciência" . Baseiam esta
crença principalmente em Eclesiastes 9.5, que diz: "Os mortos não sabem coisa nenhuma". O
contexto demonstra que o autor deste versículo está falando sobre a relação dos mortos com a
vida terrena e não sobre o estado da alma depois da morte. Leia os versículos 4 a 10 desse
capítulo. Provas bíblicas da consciência da alma depois da morte acham-se nas palavras de
Paulo quando diz que ao deixar o corpo estaria com o Senhor, cf. Fp 1.23,24 2 Co 5.1-8). Veja
também Lc16.19-31; Lc 23.43. No monte da transfiguração, Moisés não estava "silencioso,
inativo e totalmente inconsciente" enquanto falava com Cristo, cf. Mt 17.1-6. Veja ainda Ap 6.9-
11. Etc.

Outras crenças errôneas


Normalmente, as crenças de uma seita ou religião baseiam-se em motivos muito fortes
relacionados a experiências de seus fundadores, ou livros escritos e interpretados por eles. Nesse
caso, os escritos dos fundadores tornam-se regra de fé e prática. No adventismo, como em outras
seitas, temos verificado que os escritos de seus fundadores continuam sendo seus sustentáculos
doutrinários, independentes da Bíblia.

a) A aniquilação de Satanás e dos maus:


 Os adventistas ensinam que Satanás seus demônios, e todos os maus serão aniquilados,
completamente destruídos. A Senhora White diz que a teoria do castigo eterno é "uma das
doutrinas falsas que constituem o vinho das abominações da Babilônia". Jesus Cristo usou a
mesma palavra para referir-se à duração das bênçãos dos salvos e os tormentos dos perdidos em
Mt 25.46: Eterno. Além disso, ele não disse aniquilação eterna, mas castigo eterno. Veja
Também Mc 9.43,44. Em Ap 14.10,11, vemos que os adoradores do Anticristo serão
atormentados "e o fumo de seu tormento sobe pelos séculos dos séculos". Isto não parece com
aniquilação. Confira ainda: Ap 19.20; 20.2,7,10,15 etc.

b) A observância obrigatória do Sábado:


Os adventistas ensinam que os cristãos devem observar o Sábado como o dia de repouso, e não
o Domingo. Crêem que os que guardam o Domingo aceitarão a "marca da besta". A senhora
White ensina que a observância do Sábado é o selo de Deus. O selo do Anticristo será o oposto a
isto, ou seja, a observância do Domingo. Vemos, pois, que o Sábado é uma parte do pacto
especial feito entre Deus e Israel (Ez 20.10-13). O próprio Moisés explicou que era uma
memorial de sua libertação da terra do Egito. Ao repousar de seu trabalho semanal, deviam
recordar como Deus lhes havia dado o repouso da dura servidão do Egito ( Dt 5.12-15).

c) O Sábado foi abolido: 


A palavra profética previa a chegada do Novo Concerto (Jr 31.31-33) e o fim do Sábado (Os
2.11), que se cumpriu em Jesus(Cl 2.14-17). Por essa razão, o Sábado não aparece nos quatro
preceitos de Atos 15.20,29. O texto de Colossenses 2.16,17 deita por terra todas as teses dos
adventistas. Paulo parece que está escrevendo aos adventistas quando escreve aos Gálatas e trata
de livrá-los dos enganos dos judaizantes que queriam fazê-los guardar a lei. O livro inteiro
ressalta que a salvação não é pelas obras da lei, mas pela fé em Cristo. Faz menção da
observância de certos dias como uma parte da escravidão da lei (Gl 4.3-11)./ Cristo é o fim da
lei ( Rm 6.14; 10.4).

Conclusão:
O discutir com os adventistas não dá nenhum bom resultado. Estão bastante preparados para
discutir e convidam a discussão. Recorde-se que as discussões somente fazem que a pessoa
resolva defender melhor a sua própria doutrina. É quase certo que o adventista citará Ap 14.12 e
1 Jo 2.4, para provar que devemos guardar o Sábado. Para isto devemos mostrar-lhes quais são
os andamentos de Deus no Novo Testamento. Que ele mesmo leia 1 Jo 3.23; Jo 6.29; Rm 4.5;
Gl 2.16; Jo 13.34,35; 5.10 e Rm 13.8-10; Ap 22.14. Procure fortalecer sua fé na obra perfeita de
Cristo e guiá-los a um repouso perfeito nele, fazendo-os ver que agora a pessoa pode ter a
certeza da salvação
As 4 heresias mais perigosas da atualidade
ABíblia nos alerta a ficar atentos contra heresias, ou “doutrinas falsas”, que podem nos enganar
(1 Timóteo 4:1). Para não ser enganado por uma heresia é importante estudar a
Bíblia. Algumas das principais heresias da atualidade são:

1. Teologia da Prosperidade
A Teologia da Prosperidade ensina que Deus dá riquezas e sucesso a quem O ama e obedece.
Problemas, sofrimento e doenças são sinal que a pessoa está em pecado, porque quem está de
bem com Jesus não sofre. Ser crente é um investimento: quanto mais você dá para Deus (ou a
igreja), mais bênçãos materiais você vai receber.

Por que é perigosa: A Teologia da Prosperidade se baseia em alguns versículos da Bíblia


tirados fora do seu contexto e ignora muitas outras passagens (como o livro todo de Jó e a vida e
obra de Jesus). A Bíblia ensina claramente que quem segue Jesus enfrentará muitas aflições
(João 16:33; Romanos 8:35-37). Servir a Deus não é uma troca comercial. Jesus não veio para
nos dar tesouros materiais; ele veio para dar tesouros espirituais! - Mateus 6:19-21

Leia aqui mais sobre o que é a Teologia da Prosperidade.

2. Marianos
Os Marianos são muito influentes na Igreja Católica. Eles colocam Maria quase ao mesmo nível
que Jesus. Os Marianos acreditam que Maria nasceu sem pecado, foi sempre virgem, ressuscitou
e subiu ao Céu como Jesus. Para eles, o sofrimento de Maria foi igual ao de Jesus na cruz, por
isso ela também levou nossos pecados. Maria intercede por nós junto a Deus.

Por que é perigosa: A Bíblia diz que todos pecaram (Romanos 3:23-24). Maria não foi exceção.
Apenas Jesus nunca pecou porque ele é Deus. Também não há razão para acreditar que Maria
foi sempre virgem (Mateus 13:55-56), nem que subiu viva ao Céu. Apenas Jesus levou os
nossos pecados, apenas ele nos salva e apenas ele intercede por nós (Atos dos Apóstolos
4:12; 1 Timóteo 2:5-6). O que a história de Maria realmente nos ensina é que Jesus pode morar
dentro de pessoas normais, como você e eu.

Descubra aqui: como surgiu a adoração a Maria?

Veja também: é bíblico adorar Maria e os santos?

3. Testemunhas de Jeová
As Testemunhas de Jeová negam que Jesus é Deus. Para eles, Jesus é a primeira criação de
Deus. Não acreditam que Jesus ressuscitou com um corpo físico. Também ensinam que apenas
144 mil pessoas vão morar no Céu; todos os outros crentes vão morar na terra.

Por que é perigosa: As Testemunhas de Jeová ignoram ou distorcem todas as passagens da


Bíblia que ensinam claramente que Jesus é Deus, como Isaías 9:6 e Tito 2:13. A divindade de
Jesus é uma verdade fundamental da Bíblia, que não pode ser negada (João 8:24). A Bíblia
diz que Jesus ressuscitou com um corpo físico e não diz exatamente quantas pessoas irão para o
Céu.
Veja aqui: quem são as Testemunhas de Jeová? Em que acreditam?

4. Adventistas do Sétimo Dia


Os Adventistas do Sétimo Dia acreditam na Bíblia e nas palavras de uma senhora chamada Ellen
G. White. Segundo os Adventistas, ainda é preciso obedecer a certas regras cerimoniais do
Antigo Testamento, como guardar fielmente o sábado, porque descansar no domingo é errado e
evitar alimentos "impuros".

Descubra aqui: cristãos devem guardar o sábado?

Por que é perigosa: Os escritos de Ellen G. White não têm a mesma autoridade que a Bíblia,
que é a Palavra de Deus. Muitos ensinamentos e profecias dela estavam errados. Em Jesus, as
leis cerimoniais do Antigo Testamento foram cumpridas totalmente (Hebreus 10:8-10). Regras
exteriores não se aplicam mais aos cristãos. Vivemos pela graça de Deus, que perdoa nossos
pecados e muda nosso interior (Efésios 2:8-9). Ninguém deve ser julgado pelo dia em que
descansa, seja sábado, seja domingo (Colossenses 2:16-17)

O que é Igreja Adventista do 7º Dia?


AIgreja Adventista do Sétimo Dia (IASD) é uma denominação cristã de origem norte-americana,
conhecida por sua forte ênfase na guarda do sábado e na volta de Cristo. Mantém um carácter
diferenciado e exclusivo com base nas suas doutrinas, regras de conduta e na restrição de
alimentos.

Embora apresentem muitas semelhanças com a maioria das igrejas cristãs evangélicas, os
adventistas do 7º dia possuem doutrinas bastante controversas à fé protestante. Algumas delas
foram baseadas em interpretações incorretas sendo, à luz da Bíblia, completamente erradas em
muitos aspectos.

Nos últimos anos, a IASD vem ganhando projeção no meio evangélico, através de estratégias de
aproximação dessa parcela cristã. Possui programas veiculados na Internet, TV e rádio (Novo
Tempo e Evidências, p.ex), cantores e grupos musicais conhecidos no mundo gospel (Leonardo
Gonçalves, Os Arrais), e intervenções sociais (em escolas, hospitais, etc.) que atingem milhares
de pessoas.

Origem da igreja Adventista do 7º dia


A igreja nasceu no século XIX nos Estados Unidos, de um movimento de crentes no adventismo.
Este grupo pregava o retorno próximo de Cristo. Depois do “Grande Desapontamento”,
desencadeado pelo movimento Millerita de 1840, seguidores que mantiveram suas crenças nas
previsões fracassadas de G. Miller, organizaram oficialmente a denominação Adventistas do
Sétimo Dia, em 21 de Maio de 1863. Muitas das suas crenças tiveram como base visões e
revelações de seus fundadores.

Em que acredita a Igreja Adventista do 7º Dia?


A Igreja Adventista do 7º Dia possui 28 crenças fundamentais dispostas num documento oficial
chamado “Nisto cremos”. Esses fundamentos são estruturados em seis categorias: doutrinas de
Deus, dos homens, da salvação, da igreja, da vida cristã e do tempo do fim.

A maior parte das doutrinas adventistas tem boa base bíblia. Contudo, alguns fundamentos não
são equivalentes com a fé e interpretação bíblica evangélica nos seguintes pontos:

1. Ênfase na guarda do sábado - Segundo essa doutrina, a guarda do sábado é fundamental para o
crente.
2. Fonte de autoridade extra-bíblica - Os seguidores da IASD fazem uso, em paralelo com a Bíblia,
de amplo material escrito advindo de revelações e visões da sua profetisa Ellen G. White.
3. Polêmicas sobre a Doutrina de Jesus Cristo - Documentos oficiais da igreja interpretam que
Jesus teria herdado a natureza humana caída e que Ele teria sido o arcanjo Miguel no Antigo
Testamento.
4. Polêmicas sobre a Doutrina da Salvação - Defendem a doutrina do Sono da alma ou estado de
inconsciência após a morte; a existência de um Santuário Celestial para onde Jesus teria ido em
1844 para concluir a Sua obra de expiação e a doutrina do Juízo investigativo de Cristo, segundo a
qual Jesus estaria examinando nos registros quem está apto para se beneficiar ou não do perdão
dos pecados. Também afirmam que Satanás será o bode expiatório ou emissário; segundo esta
interpretação, no fim, Satanás levará sobre si os pecados dos crentes que foram removidos no
santuário celestial para purificação do universo. Destruição final dos ímpios: para os adventistas
acontecerá o extermínio final dos ímpios e de Satanás.
5. Regras de conduta legalistas - Além de considerarem a observância do sábado como essencial
para a salvação, advogam a necessidade de realização de sacrifícios pessoais, através de usos e
costumes restritivos na alimentação, vestuário e em seu estilo de vida.

Veja aqui mais: como interpretar a Bíblia?

O adventismo e a Bíblia
A Igreja Adventista do Sétimo Dia possui algumas doutrinas bastante controversas. Algumas
delas devem ser consideradas falsas ou distorcidas. A começar por sua origem, iniciada com um
grupo que tentou datar a volta de Cristo e que manteve essas convicções a todo custo. Muitos
dos seus ensinamentos tiveram base em revelações extra-bíblicas e visões dos seus líderes
fundadores, que ultrapassam e refutam a suficiência da Bíblia. Veja:

 A guarda do sábado não é essencial para os cristãos nem importante para a sua salvação.
Nenhum dia da semana é mais importante do que Cristo e a sua obra perfeita. Somente a graça,
por meio da fé em Jesus Cristo, pode nos garantir a eternidade com Deus. A Bíblia nos diz em
(Colossenses 2:16-17) que as ordenanças da lei eram sombra do que se cumpriu em Cristo. É Ele
o Senhor do sábado, portanto devemos nos submeter a Ele e não às obras da Lei.
 A Bíblia é a única fonte plena e suficiente para a doutrina cristã. A Palavra é inspirada e
autorizada por Deus para alimentar e munir o seu povo (2 Timóteo 3:16-17). Por outro lado, os
adventistas do sétimo dia acreditam que os escritos de Ellen White sejam o testemunho de Jesus -
o espírito de profecia, descrito em Apocalipse 19:10, o que não faz sentido, de acordo com a
revelação total da Bíblia.
 A crença na aniquilação dos ímpios e de Satanás, é uma doutrina defendida pelos adventistas e
pelos testemunhas de Jeová, que afirma que os ímpios serão destruídos completamente. Mais uma
vez, a Bíblia não confirma este ensinamento. Diversas passagens bíblicas, inclusive o próprio
Jesus nos alerta sobre a punição e condenação eterna: Mateus 25:30, Mateus 25:41 e Mateus
25:46. Satanás, a besta e o falso profeta também serão atormentados eternamente (Apocalipse
20:10).
 Regras de conduta - As normas e orientações sobre alimentação, vestuário, saúde e conduta são
bastante restritivas. Alguns adventistas consideram que essas regras são essencialmente
necessárias, beirando ao legalismo. Contudo, não são as obras que salvam nem tornam alguém
mais propício a receber a justiça e graça de Deus. Quanto à restrição de ingestão de carne e
outros alimentos, a recomendação bíblica no Novo Testamento (Atos dos Apóstolos 21:25) não
deve ser diminuída em relação às revelações da sra. White (Romanos 14:2). Infelizmente, uma
forte característica da igreja é se considerar exclusiva, em relação a outras igrejas cristãs
evangélicas, justamente por observarem muitas regras de usos e costumes como obras justificadas
pela lei (Gálatas 2:16).

Veja aqui: Cristãos devem guardar o sábado?

Doutrinas de Cristo:

1. Jesus Cristo não herdou a natureza pecaminosa de Adão. Se assim fosse, Ele precisaria de um
salvador tal como toda a humanidade. Cristo é plenamente Deus e plenamente homem, mas sem
pecado (Hebreus 4:15). O Seu sacrifício foi perfeito e suficientemente aceito por Deus para redimir
e tirar os pecados do mundo porque Ele era o cordeiro perfeito.
2. Jesus nunca foi o arcanjo Miguel: a Bíblia relata claramente que Jesus Cristo é
extraordinariamente superior aos anjos (Hebreus 1:3-5). Cristo é Deus criador, Miguel é criatura.
Erros gravíssimos de interpretação como esses, de relativizar a divindade de Cristo, colocando-o
ao mesmo nível de homens pecadores ou de anjos devem ser considerados como heresias e
falsas doutrinas.

Veja também: Quem é o arcanjo Miguel

Doutrinas da Salvação:

1. A doutrina do sono da alma após a morte é bastante controversa. Em passagens como a do rico


e o Lázaro (Lucas 16:22-23) e no diálogo de Jesus com o ladrão (Lucas 23:43) nota-se que a alma
daquele que morre permanece consciente (no Paraíso ou no Hades) onde aguarda o julgamento
final (Apocalipse 20:13).
2. As doutrinas do pré-advento: santuário celestial e juízo investigativo foram promovidas para
justificar as falhas das profecias de Miller em 1844 e a insistência de alguns seguidores em afirmar
que Jesus teria de fato saído do Céu naquela data. Essas doutrinas nasceram de visões e
revelações humanas dos fundadores desta igreja. A Bíblia nunca incentiva aos crentes a
descobrirem o dia e a hora do retorno de Cristo (Mateus 24:36). Por outro lado, nos revela que,
quando se der a segunda vinda de Jesus, esta será visível a todos (Atos dos apóstolos 1:9-11). As
Escrituras nos ensinam sobre a obra expiatória de Jesus, sem jamais mencionar o juízo
investigativo defendido pelos adventistas do 7º dia. Sua obra (vida, morte na cruz do Calvário e
ressurreição) foi completa e suficiente para salvar os pecadores (substituição, perdão e
justificação) e cumprir a exigência da justiça e santidade de Deus (Hebreus 9:28). Na Cruz Jesus
disse: Está consumado! (João 19:30). Ao derramar o seu sangue, Jesus concluiu a obra de
redenção. De forma nenhuma Ele deixou o seu trabalho incompleto.
3. Satanás como o bode emissário é outra interpretação adventista que está completamente
errada. A referência sobre o bode emissário está registrada no livro de Levítico, no Antigo
Testamento, nas orientações sobre o dia da expiação (Levítico 16:20-22). Tanto o bode sacrificado
pelo pecado do povo - bode expiatório (Levítico 16:15), quanto o bode vivo, enviado para o deserto
- bode emissário, simbolizando o pecado retirado para fora do arraial, são sombras da obra
completa que Cristo fez na cruz. Ele é o Cordeiro de Deus que tira os pecados do mundo (João
1:29). É Cristo quem levou sobre si os nossos pecados e não Satanás.

Os cristãos protestantes têm na Palavra de Deus a sua única regra de fé e conduta para a vida.
Por isso, antes de aderir a qualquer confissão religiosa devem analisar e avaliar sempre, tendo a
Bíblia como referência (João 5:39) para não serem enganados por falsas doutrinas.
Há de se salientar que não são todos os adventistas que creem e confessam essas doutrinas
mais controversas. O envolvimento social da IASD através de escolas, faculdades, hospitais e
outros programas comunitários é outro ponto positivo a se referenciar

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