Você está na página 1de 10

Impresso por fernando físico, CPF 024.171.471-06 para uso pessoal e privado.

Este material pode ser protegido por direitos autorais e


não pode ser reproduzido ou repassado para terceiros. 20/02/2021 13:00:48

Monitoria de Anatomia
MMF-I / 2011.2
Marina Mota

ARTROLOGIA
Impresso por fernando físico, CPF 024.171.471-06 para uso pessoal e privado. Este material pode ser protegido por direitos autorais e
não pode ser reproduzido ou repassado para terceiros. 20/02/2021 13:00:48

Artrologia
Marina Mota

GENERALIDADES

Articulações ou junturas são uniões funcionais entre os ossos do esqueleto, podendo ser
móveis ou não móveis. Sua existência permite o deslocamento e sua total integridade proporciona a
harmonia dos movimentos. Os ligamentos, que podem estar presentes, auxiliam na sua estabilização.
Para classificá-las é analisada a natureza do tecido interposto entre as superfícies ósseas, existindo as
articulações fibrosas, cartilagíneas e sinoviais.

Classificação das Articulações

o Junturas fibrosas ou Sinartroses


As superfícies ósseas estão interpostas por tecido conjuntivo fibroso. Não realizam movimentos
apreciáveis.
1. Sindesmose
Dois ossos estão unidos por uma lâmina de tecido fibroso, que pode ser um ligamento ou uma
membrana fibrosa.
Exemplo: Articulação tibiofibular distal.

2. Sutura
As margens ósseas estão unidas por uma fina camada de tecido fibroso. É um tipo
de articulação encontrada apenas no crânio e pode ser dividida em suturas
verdadeiras e falsas. As suturas verdadeiras são caracterizadas por reentrâncias
encaixadas em conjunto, podendo ser denteada (presença de saliências em forma
de dente, como a sutura sagital), serrátil (margens ósseas serrilhadas, como na
sutura frontal) ou limbosa (apresenta certa sobreposição óssea, como na sutura
coronal). Já as suturas falsas se caracterizam por uma superfície áspera colocada em aposição com
outra, podendo ser escamosa (sobreposição de amplas margens
biseladas de ossos contíguos, como na sutura escamosa ou
parietotemporal) ou plana (há uma simples aposição de superfícies
rugosas contíguas, como na sutura intermaxilar).

3. Esquindilese
Forma de articulação na qual uma fina lâmina de osso é recebida em uma fenda formada pela
separação de duas lâminas de outro osso.
Exemplos: Articulação do rostro do esfenóide e da lâmina perpendicular do etmóide com o vômer;
Recepção do vômer na fissura entre as maxilas e entre os ossos palatinos.

4. Gonfose
Articulação por inserção de um processo cônico em uma cavidade.
Exemplo único: Articulação entre as raízes dos dentes e os processos alveolares da maxila e da
mandíbula.

o Junturas cartilagíneas ou Anfiartroses


O tecido interposto entre os ossos é cartilaginoso. Trata-se de articulações capazes de realizar
movimentos limitados.
1. Sincondrose (Articulação cartilagínea primária)
É uma articulação temporária na qual a cartilagem interposta, hialina, se ossifica antes da idade
adulta.
Exemplos: Sincondrose esfenoccipital, articulação da primeira cartilagem costal com o manúbrio do
esterno, sincondrose sacroilíaca e linhas epifisiais dos ossos longos.

2. Sínfise (Articulação cartilagínea secundária)

2
Impresso por fernando físico, CPF 024.171.471-06 para uso pessoal e privado. Este material pode ser protegido por direitos autorais e
não pode ser reproduzido ou repassado para terceiros. 20/02/2021 13:00:48

Artrologia
Marina Mota

Articulação em que se interpõe um disco


fibrocartilagíneo entre as superfícies ósseas.
Exemplos: Articulações entre os corpos das
vértebras, sínfises manubrioesternal e xifoesternal, sínfise mentoniana,
sínfise púbica.

o Junturas sinoviais ou Diartroses


Apresentam superfícies ósseas recobertas por cartilagem hialina e unidas por uma
cápsula articular formada por uma camada fibrosa externa e uma membrana
sinovial interna (a qual produz o líquido sinovial ou sinóvia para lubrificação da
articulação). Possuem também uma cavidade articular transposta e revestida pela
cápsula articular. Permitem amplos movimentos e ligamentos estão presentes
para estabilização das articulações.

1. Quanto ao número de eixos do movimento


a. Uniaxiais
Articulações nas quais os movimentos ocorrem em torno de um único eixo. São elas: Gínglimo ou
articulação em dobradiça (o eixo é transverso) e Trocóide ou articulação em pivô (o eixo é
longitudinal).

b. Biaxiais
Articulações nas quais os movimentos ocorrem em torno de dois eixos perpendiculares. São elas:
Condilar e Selar.

c. Poliaxiais
Articulações nas quais os movimentos ocorrem em torno de vários eixos. O único exemplo é a
Juntura esferóide ou Enartrose.

d. Não-axiais
Junturas que não apresentam eixo em seus movimentos. O único exemplo é a Juntura plana.

2. Quanto à forma geométrica


a. Gínglimo ou Juntura em dobradiça
As superfícies articulares são moldadas uma para outra de modo a permitir movimento
em um só plano, mantendo considerável a sua extensão.
Movimentos permitidos: Flexão e Extensão
Eixo dos movimentos: Transverso
Plano dos movimentos: Sagital

3
Impresso por fernando físico, CPF 024.171.471-06 para uso pessoal e privado. Este material pode ser protegido por direitos autorais e
não pode ser reproduzido ou repassado para terceiros. 20/02/2021 13:00:48

Artrologia
Marina Mota

b. Trocóide ou Juntura em pivô


É formada por um processo em forma de pivô rodando dentro de um anel, onde este
é formado parcialmente de osso e ligamento.
Movimento permitido: Rotação
Eixo do movimento: Longitudinal
Plano dos movimentos: Transversal

c. Condilar ou Articulação elipsóidea


Uma superfície articular ovóide ou condilar é recebida em uma cavidade elíptica.
Movimentos permitidos: Flexão, Extensão, Abdução, Adução e Circundução.

d. Selar
As faces articulares são reciprocamente côncavo-convexas.
Movimentos permitidos: Flexão, Extensão, Abdução, Adução e Circundução.

e. Esferóide ou Enartrose
Recepção de uma cabeça globosa em uma cavidade caliciforme. O osso distal é capaz
de movimentos em torno de um número indefinido de eixos, que têm um centro
comum.
Movimentos permitidos: Flexão, Extensão, Abdução, Adução Circundução e Rotação.

f. Articulação Plana
Aposição de superfícies planas ou uma ligeiramente côncava e uma ligeiramente convexa.
Movimento permitido: Deslizante.

Tipos de movimentos admitidos nas articulações


Os movimentos admissíveis em articulações podem ser deslizantes, angulares, circundução e rotação.

o Movimento deslizante: Uma superfície escorrega ou move-se sobre outra sem movimentos
angulares ou rotatórios.
*Este movimento pode existir entre duas superfícies contíguas com qualquer forma.

o Movimentos angulares: Há aumento ou diminuição do ângulo entre os ossos. Estes movimentos


são flexão, extensão, abdução e adução.

1. Flexão: Diminuição do ângulo entre os ossos.


a. Eixo: Transverso
b. Plano: Sagital

2. Extensão: Aumento do ângulo entre os ossos.


a. Eixo: Transverso
b. Plano: Sagital

4
Impresso por fernando físico, CPF 024.171.471-06 para uso pessoal e privado. Este material pode ser protegido por direitos autorais e
não pode ser reproduzido ou repassado para terceiros. 20/02/2021 13:00:48

Artrologia
Marina Mota

3. Abdução: Afastamento de um membro do plano mediano do corpo ou afastamento de um dedo


da mão ou do pé do plano mediano da mão ou do pé.
a. Eixo: Ântero-posterior
b. Plano: Coronal

4. Adução: Deslocamento de um membro para ou além do plano mediano do corpo ou


deslocamento de um dedo da mão ou do pé em direção ao plano mediano da mão ou do pé.
a. Eixo: Ântero-posterior
b. Plano: Coronal

o Circundução: Ocorre entre a cabeça de um osso e a sua cavidade articular quando o osso é levado a
circunscrever um cone no espaço. É a associação de flexão, abdução, extensão e adução, em
sequência.

o Rotação: Deslocamento em torno de um eixo central sem afastamento deste eixo.


*A rotação medial do antebraço é denominada pronação e a rotação lateral, supinação.

5
Impresso por fernando físico, CPF 024.171.471-06 para uso pessoal e privado. Este material pode ser protegido por direitos autorais e
não pode ser reproduzido ou repassado para terceiros. 20/02/2021 13:00:48

Artrologia
Marina Mota

ARTICULAÇÕES DO ESQUELETO AXIAL

o Articulação da Mandíbula (Temporomandibular)


1. Classificação: Combinação de gínglimo e juntura plana.
2. Estruturas envolvidas: Côndilo da mandíbula e parte anterior da fossa mandibular do temporal.
3. Componentes:
a. Cápsula articular
Fino envoltório frouxo inserido na circunferência da fossa mandibular e tubérculo articular e no
colo do processo condilar da mandíbula.

b. Ligamento Lateral
Insere-se superiormente na face lateral do arco zigomático e inferiormente na face lateral e
borda posterior do ramo da mandíbula.

c. Ligamento Esfenomandibular
Insere-se superiormente na espinha do esfenóide e inferiormente na língula do forame
mandibular (localizado na face medial do ramo da mandíbula).

d. Ligamento Estilomandibular
Insere-se superiormente no processo estilóide do temporal e inferiormente no ângulo da
mandíbula e na sua borda posterior.

e. Disco Articular
Lâmina ovalada e fina situada entre o côndilo da mandíbula e a fossa mandibular.

4. Movimentos: Afastamento e aproximação dos maxilares, protrusão, retrusão e deslocamentos


laterais.

o Articulações da Coluna Vertebral com o Crânio


Articulação Atlantoccipital
1. Classificação: Condilar
2. Estruturas envolvidas: Côndilos do occipital e facetas articulares superiores do atlas.
3. Componentes:
a. Duas cápsulas articulares
Circundam os côndilos do occipital e os une ao atlas.

b. Membrana atlantoccipital anterior


Estende-se da margem anterior do forame magno à borda cranial do arco anterior do atlas.

c. Membrana atlantoccipital posterior


Estende-se da margem posterior do forame magno à borda cranial do arco posterior do atlas.

d. Ligamentos atlantoccipitais laterais


Estende-se do processo jugular do occipital à base dos processos transversos do atlas.

4. Movimentos: Flexão e extensão da cabeça, além de ligeiro movimento lateral.

Ligamentos que fazem a conexão do Áxis com o Occipital


a. Membrana tectória

6
Impresso por fernando físico, CPF 024.171.471-06 para uso pessoal e privado. Este material pode ser protegido por direitos autorais e
não pode ser reproduzido ou repassado para terceiros. 20/02/2021 13:00:48

Artrologia
Marina Mota

Estende-se do sulco basilar do occipital (adiante do forame magno) à face dorsal do corpo do
áxis recobrindo o processo odontóide e seus ligamentos. Aparenta ser um prolongamento
cranial do ligamento longitudinal posterior da coluna vertebral.

b. Ligamentos alares
Inserem-se nas faces mediais dos côndilos do occipital e nas partes laterais da borda cranial do
dente do áxis.
*Limitam a rotação do crânio, sendo chamados ligamentos de bloqueio.

c. Ligamento apical do dente


Estende-se do ápice do dente do áxis à margem anterior do forame magno.

 O Áxis não se articula com o occipital, havendo apenas uma conexão ente eles por ligamentos.

Articulação Atlantoaxial
1. Classificação: Consiste em três junturas, uma trocóide e duas sinoviais planas.
2. Estruturas envolvidas: O dente do áxis e a fóvea do dente; Facetas articulares inferiores do atlas e
facetas articulares superiores do áxis.
3. Componentes:
a. Duas cápsulas articulares
Unem as margens das massas laterais do atlas às da face articular posterior do áxis.

b. Ligamento atlantoaxial anterior


Estende-se da borda inferior do arco anterior do atlas à face ventral do corpo do áxis.

c. Ligamento atlantoaxial posterior


Estende-se da borda inferior do arco posterior do atlas à margem superior das lâminas do áxis.

d. Ligamento transverso do atlas (atlantotransverso ou de Lauth)


Divide o forame vertebral do atlas em duas porções; A maior aloja a medula espinhal e a menor
compõe o anel do atlas, que aloja o dente do áxis. Mantém o dente em contato com o arco
anterior e ao cruzá-lo um pequeno fascículo se dirige cranialmente e outro caudalmente
formando o ligamento cruciforme do atlas. O feixe cranial se insere na parte basilar do occipital
e o caudal, na face dorsal do corpo do áxis.

4. Movimentos: Rotação do atlas (e do crânio) sobre o áxis – ovieto do ão.

o Articulações da Coluna Vertebral


Articulação dos corpos vertebrais
1. Classificação: Sínfises
2. Estruturas envolvidas: Corpos das vértebras
3. Componentes:
a. Ligamento longitudinal anterior
Estende-se ao longo das faces ventrais dos corpos vertebrais.

b. Ligamento longitudinal posterior


Estende-se ao longo das faces dorsais dos corpos vertebrais.

c. Discos Intervertebrais
Inserem-se entre as faces adjacentes dos corpos vertebrais do áxis
até o sacro. São compostos por uma substância gelatinosa (núcleo
pulposo) envolvida por um anel fibroso externo. O núcleo pulposo
consiste em 80-85% de água com alto teor de glicosaminoglicanos,

7
Impresso por fernando físico, CPF 024.171.471-06 para uso pessoal e privado. Este material pode ser protegido por direitos autorais e
não pode ser reproduzido ou repassado para terceiros. 20/02/2021 13:00:48

Artrologia
Marina Mota

fuioado oo ua alofada auosa aoteedoa; Já o ael fioso exteo é u


envoltório de tecido conjuntivo resistente à tração.

Articulações dos arcos vertebrais


1. Classificação: Sinoviais planas
2. Estruturas envolvidas: Facetas articulares inferiores de uma vértebra e facetas articulares
superiores da vétebra abaixo
3. Componentes:
a. Cápsulas articulares
Inserem-se nas margens dos processos articulares das vértebras adjacentes.

b. Ligamentos amarelos
Reúnem as lâminas das vértebras vizinhas desde o áxis até a primeira peça do sacro, se
estendendo das raízes dos processos articulares até as bases dos processos espinhosos.

c. Ligamento nucal
Estende-se da protuberância occipital externa até o processo espinhoso de C7 (vértebra
proeminente) passando pela linha mediana da nuca ao longo dos ápices dos processos
espinhosos das vértebras cervicais.

d. Ligamento supra-espinhal
Une os ápices dos processos espinhosos desde C7 (vértebra proeminente) até o sacro,
constituindo a continuação caudal do ligamento da nuca.

e. Ligamentos interespinhais
Reúnem os processos espinhosos contíguos e estendem-se da raiz ao ápice de cada processo.

f. Ligamentos intertransversários
Unem os processos transversos.

4. Movimentos permitidos na Coluna Vertebral: Flexão, extensão, flexão lateral, circundução (muito
limitada) e rotação.

o Articulações Costovertebrais
Articulações da cabeça das costelas
1. Classificação: Sinoviais planas
2. Estruturas envolvidas: Cabeça das costelas e as facetas articulares presentes nas margens contíguas
dos corpos vertebrais ou nas vértebras de número correspondente.
3. Componentes:
a. Cápsula articular
Une a cabeça da costela à circunferência da cavidade articular formada pelo disco intervertebral
e vértebras adjacentes.

b. Ligamento radiado ou costovertebral anterior ou estrelado


Une a parte anterior da cabeça da costela aos lados dos corpos das duas vértebras com que se
articula e ao disco intervertebral entre elas.
*Como a 1ª, 10ª, 11ª e 12ª costelas se articulam, cada uma, com uma única vértebra, nas suas
articulações o arranjo trirradiado não está presente.

c. Ligamento intra-articular
Insere-se na crista da cabeça de uma costela e no disco intervertebral.

8
Impresso por fernando físico, CPF 024.171.471-06 para uso pessoal e privado. Este material pode ser protegido por direitos autorais e
não pode ser reproduzido ou repassado para terceiros. 20/02/2021 13:00:48

Artrologia
Marina Mota

*Como a 1ª, 10ª, 11ª e 12ª costelas se articulam, cada uma, com uma única vértebra, não possuem
cristas nas suas cabeças. Conseqüentemente, nas suas articulações o ligamento intra-articular não está
presente.

4. Movimentos: Deslizamentos.

Articulações Costotransversárias
1. Classificação: Sinoviais planas
2. Estruturas envolvidas: Porção articular (caudal e medial) do tubérculo das costelas e os processos
transversos adjacentes.
3. Componentes:
a. Cápsula articular
Insere-se na circunferência das superfícies articulares.

b. Ligamento Costotransversário ou ligamento do colo


Insere-se na face dorsal do colo da costela e na face anterior do processo transverso adjacente.

c. Ligamento Costotransversário superior ou anterior


Insere-se na crista do colo da costela e na base do processo transverso da vértebra superior com
que se articula.

d. Ligamento Costotransversário lateral ou ligamento do tubérculo


Insere-se na porção não articular (cranial) do tubérculo da costela e no processo transverso da
vértebra de número correspondente.

4. Movimentos: Discretos deslizamentos.

o Articulações Esternocostais
1. Classificação: Sinoviais planas exceto a primeira, que se trata de uma sincondrose.
2. Estruturas envolvidas: Cartilagens costais e as incisuras costais nas bordas laterais do esterno.
3. Componentes:
a. Cápsulas articulares
Circundam as articulações das cartilagens das costelas verdadeiras com o esterno.

b. Ligamentos Esternocostais radiados


Irradiam das faces anterior e posterior das extremidades esternais das cartilagens costais por
três fascículos (superior, médio e inferior) para as respectivas faces do esterno.

c. Ligamento Esternocostal intra-articular


Une as segundas cartilagens costais ao disco fibrocartilagíneo da sínfise manubrioesternal.

d. Ligamentos Costoxifóideos
Une as faces anterior e posterior da sétima (e às vezes sexta) cartilagem costal às respectivas
faces do processo xifóide.

Articulações intercondrais
As bordas contíguas da 6ª, 7ª e 8ª (às vezes também as da 9ª e 10ª) cartilagens costais se articulam
entre si por pequenas facetas articulares lisas. Cada articulação possui uma cápsula articular revestida
por membrana sinovial e reforçada por ligamentos intercondrais.

9
Impresso por fernando físico, CPF 024.171.471-06 para uso pessoal e privado. Este material pode ser protegido por direitos autorais e
não pode ser reproduzido ou repassado para terceiros. 20/02/2021 13:00:48

Artrologia
Marina Mota

o Articulações do Esterno
Articulação Manubrioesternal
1. Classificação: Sínfise.
*Ocasionalmente se ossifica em idade avançada.

Articulação Xifoesternal
1. Classificação: Sínfise.
*Está comumente ossificada aos cinqüenta anos.

o Articulações da Coluna Vertebral com a Pelve


1. Classificação: Sínfise.
*Não esquecer que embora o sacro constitua um único osso, na verdade derivou de uma sinostose
entre vértebras; Assim esta articulação se assemelha à encontrada entre as vértebras da coluna espinhal
em classificação e em componentes.
2. Estruturas envolvidas: Face caudal da quinta vértebra lombar e base do sacro.
3. Componentes:
a. Ligamento longitudinal anterior

b. Ligamento longitudinal posterior

c. Disco intervertebral

d. Ligamentos amarelos

e. Ligamento supra-espinhal

f. Ligamento inter-espinhal

g. Cápsulas que unem os processos articulares

h. Ligamento iliolombar
Estende-se do processo transverso de L5 à pelve por dois feixes: o superior se insere na crista
ilíaca e o inferior, anteriormente na base do sacro. Limitam notavelmente os movimentos de
flexão lateral.

4. Movimentos: Flexão e extensão leves.

o Articulações da Pelve
Articulação Sacroilíaca
1. Classificação: Sincondrose.
2. Estruturas envolvidas: Faces auriculares do sacro e do ílio.
3. Componentes:
a. Ligamento sacroilíaco ventral
Une a face ventral da parte lateral do sacro ao sulco pré-auricular do ílio.

b. Ligamento sacroilíaco dorsal


A parte superior (ligamento sacroilíaco dorsal curto) se estende do 1º e 2º tubérculos
transversos da face dorsal do sacro à tuberosidade do ílio. Já a parte inferior (ligamento
sacroilíaco dorsal longo) vai do 3º tubérculo transverso à espinha ilíaca póstero-superior.

c. Ligamento sacroilíaco interósseo


Une a tuberosidade do sacro à do ílio. É profundo ao ligamento sacroilíaco dorsal.

10

Você também pode gostar