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INTRODUÇÃO – AULA 01/02

PONTES
Prof. MSc. Igor Lima
CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO
Frequência:
Além da média mínima igual a 6,0 (seis) na avaliação de aprendizagem da
disciplina curricular, para ser considerado aprovado o aluno deve apresentar
frequência mínima de 75% (setenta e cinco por cento) nas atividades previstas
para a disciplina (Resolução UNINOVE nº 001, de 14/05/2008).

Avaliações
AV1 – Composição da Nota AV1 – trabalho com valor de 10,0 pontos, em 4
entregas de 2,5 pontos.
PONTES
ESTRUTURAS DE PONTES I

Ponte Akashi-Kaikyo - Japão - dez/1998


3911 m de comprimento total e 1991 m de vão central
Ponte com o maior vão do mundo
ESTRUTURAS DE PONTES I
Evolução histórica das pontes
Pré-história - Estruturas de pedra e Madeira
Idade antiga - Aquedutos romanos de pedra.
ESTRUTURAS DE PONTES I
Evolução histórica das pontes
Idade média - Arcos góticos de pedra.
ESTRUTURAS DE PONTES I
Evolução histórica das pontes
Era Moderna – Ponte JK – Brasília/DF - Brasil
ESTRUTURAS DE PONTES I
Evolução histórica das pontes
Para fixar ideias vale relacionar alguns dos maiores vãos atualmente
existentes:
Viga de concreto: 301m (Stolmasundet, Noruega, 1998)
Viga de aço: 300m (Rio-Niterói, Brasil, 1974)
Treliça de aço: 549m (Quebec, Canadá, 1917)
Arco de concreto: 390m (Krk, Croácia, 1980)
Arco de aço: 510m (New River Gorge, USA, 1977)
Estaiada de concreto: 530m (Skarnsund, Noruega, 1991)
Estaiada de aço: 404m (Saint Nazaire, França 1998)
Estaiada de aço/concreto: 890m (Tatara, Japão 1999)
Pênsil de aço: 1990m (Akashikaikyo, Japão1998)
ESTRUTURAS DE PONTES I
Conceitos Gerais
Construção que possui o objetivo de transpor um obstáculo para
estabelecer a continuidade de uma via de qualquer natureza.
 Ferrovia; rodovia e/ou passagem para pedestres

Quando na parte inferior da estrutura, tivermos um lago ou curso


d’água, a estrutura recebe o nome de Ponte.

Quando o obstáculo não tem água a ponte é chamada de Viaduto.

Existe ainda um tipo de construção que em determinadas situações,


pode ser enquadrado na categoria de pontes: as galerias.
ESTRUTURAS DE PONTES I
Propriedades Fundamentais
Funcionalidade
 Devem atender às condições de uso para o qual foram
projetadas;
 Deve escoar de forma satisfatória o fluxo de veículos e pedestres
que circula pela mesma;

Segurança
 Deve atender às condições necessárias de segurança;
 Aspecto da rigidez da obra deve apresentar certo conforto
quando da passagem de cargas dinâmicas, ou seja, as vibrações
devem ser pequenas;
ESTRUTURAS DE PONTES I
Propriedades Fundamentais
Estética
 Devem ser projetadas para apresentar o mínimo contraste com o
local ao qual será implantada;
 Devem apresentar alguns aspectos importantes como: esbestez da
estrutura, detalhes simples e harmoniosos e materiais de
características diferentes;

Economia
 Devem ser dimensionadas de forma a serem estruturas
economicamente viáveis;
ESTRUTURAS DE PONTES I
Classificação das Pontes
Quanto ao comprimento:
 Galerias (de 2 a 3 metros)
 Pontilhões (de 3 a 10 metros)
 Pontes (acima de 10 metros)

Quanto a natureza do tráfego:


 Rodoviárias – cargas acidentais definidas pela NBR 7188
 Ferroviárias – cargas acidentais definidas pela NBR 7189
 Passarelas (pontes para pedestres) – Cargas acidental = 5KN/m2
(0,5tf/m2)
 Utilitárias (aquedutos)
 Mistas (rodo-ferroviária)
ESTRUTURAS DE PONTES I
Classificação das Pontes

Quanto ao desenvolvimento planimétrico;


 Retas
 Curvas

Quanto ao desenvolvimento altimétrico:


 Retas: horizontal ou em rampa
 Curvas: tabuleiro convexo ou côncavo

Quanto a seção transversal


 Ponte de laje (maciça, vazada)
 Ponte de viga (seção T, seção celular, treliça)
ESTRUTURAS DE PONTES I
Classificação das Pontes
Quanto ao material da superestrutura
 Madeira
 Alvenaria
 Concreto simples
 Concreto armado
 Concreto protendido
 Aço
 Mistas (aço e concreto)
ESTRUTURAS DE PONTES I
Classificação das Pontes
Quanto ao esquema estrutural:
❖Viga Bi-apoiadas e sucessão de vãos isostáticos – Possuem altura
constante, executadas em concreto armado ou protendido e com
vigas principais pré-moldadas ou não. Para vãos até 25 metros
serão extremamente econômicas.
❖Relação altura do vigamento x comprimento da ponte:
ESTRUTURAS DE PONTES I
Classificação das Pontes
Quanto ao esquema estrutural:
❖Viga Bi-apoiadas
ESTRUTURAS DE PONTES I
Classificação das Pontes
Quanto ao esquema estrutural:
❖Sucessão de vãos isostáticos
ESTRUTURAS DE PONTES I
Classificação das Pontes
Quanto ao esquema estrutural:
❖Viga Bi-apoiadas com balanços – Essa solução é a mais usada
profissionalmente, sobretudo para vãos pequenos. Em geral são
executadas em concreto armado e moldadas in loco. Para vãos até
25 metros serão extremamente econômicas.
ESTRUTURAS DE PONTES I
Classificação das Pontes
Quanto ao esquema estrutural:
❖Viga Bi-apoiadas com balanços
ESTRUTURAS DE PONTES I
Classificação das Pontes
Quanto ao esquema estrutural:
Constituída de vãos contínuos – as pontes com vãos contínuos,
portanto sem juntas de dilatação são usadas para vencer grandes
vãos com altura menor. As vigas moldadas in loco podem ter altura
constante ou variável.
ESTRUTURAS DE PONTES I
Classificação das Pontes
Quanto ao esquema estrutural:
Em Arcos – o esquema estático em arco é muito interessante, pois
permite vencer grandes vãos com estrutura razoavelmente esbelta,
devido a redução do efeito da flexão. Vãos até 300m e relação
h/L = 1/100
ESTRUTURAS DE PONTES I
Classificação das Pontes
Quanto ao esquema estrutural:
Pontes em balanços sucessivos
ESTRUTURAS DE PONTES I
Classificação das Pontes
Quanto ao esquema estrutural:
Pontes em balanços sucessivos

Cimbramento é uma estrutura de suporte provisória, composta por


um conjunto de elementos que apoiam as fôrmas horizontais (vigas e
lajes), suportando as cargas atuantes (peso próprio do concreto,
movimentação de operários e equipamentos etc.) e transmitindo-as
ao piso ou ao pavimento inferior.
ESTRUTURAS DE PONTES I
Classificação das Pontes
Quanto ao esquema estrutural:
Pontes em balanços sucessivos
ESTRUTURAS DE PONTES I
Classificação das Pontes
Quanto ao esquema estrutural:
Pontes em balanços sucessivos
ESTRUTURAS DE PONTES I
Classificação das Pontes
Quanto ao esquema estrutural:
Pontes em balanços sucessivos
ESTRUTURAS DE PONTES I
Classificação das Pontes
Quanto ao esquema estrutural:

Pontes Estaiadas – nesse caso, o vigamento fica suspenso por cabos


denominados de estais que são fixados nas torres. O vão da viga
fica reduzido entre os estais. As vigas são em geral pré-moldadas e
são executadas conjuntamente para os 2 lados da torre. Os estais
são tracionados e ocorre compressão nas vigas.
ESTRUTURAS DE PONTES I
Classificação das Pontes - Pontes Estaiadas
ESTRUTURAS DE PONTES I
Classificação das Pontes - Pontes Estaiadas
ESTRUTURAS DE PONTES I
Classificação das Pontes - Pontes Estaiadas
ESTRUTURAS DE PONTES I
Classificação das Pontes - Pontes Estaiadas
ESTRUTURAS DE PONTES I
Classificação das Pontes
Quanto ao esquema estrutural:

Pontes Suspensas – Este tipo é uma ponte que está segura


por cabos de aço que são suportados por torres em cada
extremidade. Tecnicamente, a carga da ponte é transformada na
elasticidade dos cabos. Algumas das pontes suspensas populares
incluem a ponte Golden Gate de Estados Unidos, a Ponte Humber
da Inglaterra e da Ponte Tsing Ma da China.
ESTRUTURAS DE PONTES I
Classificação das Pontes - Pontes Suspensas
ESTRUTURAS DE PONTES I
Classificação das Pontes
Quanto a seção transversal:
Seção com duas vigas principais
 USADAS EM PONTES RODOVIÁRIAS DE PEQUENAS LARGURAS E EM PONTES
FERROVIÁRIAS (B< 10 M).
ESTRUTURAS DE PONTES I
Classificação das Pontes
Quanto a seção transversal:
Seção com três ou mais vigas principais
 USADAS PARA OBRAS COM GRANDES LARGURAS (B >10 m). NESSES CASOS
DEVEMOS ESTUDAR O CHAMADO “EFEITO GRELHA”.
ESTRUTURAS DE PONTES I
Classificação das Pontes
Quanto a seção transversal:
Seção em estrado celular
 USADAS PARA OBRAS LARGAS. APRESENTAM UM ASPECTO ESTÉTICO MAIS
ADEQUADO EMBORA A CONSTRUÇÃO SEJA MAIS TRABALHOSA.
ESTRUTURAS DE PONTES I
Classificação das Pontes
Quanto a seção transversal:
Seção caixão
 ESSAS SEÇÕES TÊM AS MESMAS CARACTERÍSTICAS DAS SEÇÕES CELULARES E
SÃO USADAS, EM GERAL, QUANDO TIVERMOS LARGURAS RELATIVAMENTE
PEQUENAS.
ESTRUTURAS DE PONTES I
Classificação das Pontes
Quanto a seção transversal:
Seção em laje maciça
 ESSA SEÇÃO É UTILIZADA PARA VENCER VÃOS PEQUENOS, DA ORDEM DE
ATÉ 12 METROS; TEM A VANTAGEM DA FACILIDADE DA EXECUÇÃO.
ESTRUTURAS DE PONTES I
Gabaritos de Passagem
ESTRUTURAS DE PONTES I
Gabaritos de Passagem
ESTRUTURAS DE PONTES I
Gabaritos de Passagem
ESTRUTURAS DE PONTES I
Projeto Estrutural
O projeto estrutural de pontes é composto pelas seguintes etapas:
1. Estudos Preliminares – São as informações sobre sistema viário
topografia, cargas, gabaritos, drenagem, estudos geotécnicos e
etc.

2. Ante-Projeto – envolve os seguintes elementos: Memorial de


Cálculo, Desenhos e Estimativa de quantidades de materiais

3. Projeto Estrutural – envolve os seguintes elementos: Memorial


Descritivo, Memorial de Cálculo, Desenhos Executivos e Descrição
dos Materiais a serem utilizadas na obra.
ESTRUTURAS DE PONTES I
NOMENCLATURA
Tendo em vista os aspectos estruturais, as pontes podem ser
subdivididas nos seguintes elementos:
ESTRUTURAS DE PONTES I
NOMENCLATURA

Fundação
ESTRUTURAS DE PONTES I
A superestrutura é a parte da ponte destinada a vencer o
obstáculo. A superestrutura pode ser subdividida em duas partes:

Estrutura principal (ou sistema estrutural principal ou simplesmente


sistema estrutural) - que tem a função de vencer o vão livre;

Estrutura secundária (ou tabuleiro ou estrado) - que recebe a ação


direta das cargas e a transmite para a estrutura principal.
ESTRUTURAS DE PONTES I
O aparelho de apoio é o elemento colocado entre a infraestrutura
e a superestrutura, destinado a transmitir as reações de apoio e
permitir determinados movimentos da superestrutura.
A infraestrutura é a parte da ponte que recebe as cargas da
superestrutura através dos aparelhos de apoio e as transmite ao
solo.
A infraestrutura pode ser subdividida em suportes e fundações. Os
suportes podem ser subdivididos em:
Encontro - elemento situado nas extremidades da ponte, na
transição de ponte com o aterro da via, e que tem a dupla função,
de suporte, e de arrimo do solo;
Pilar - elemento de suporte, normalmente situado na região
intermediária, e que não tem a finalidade de arrimar o solo.
ESTRUTURAS DE PONTES I
Cabe destacar que além da subdivisão aqui apresentada,
encontra-se na literatura nacional, outra subdivisão que é a
seguinte:
SUPERESTRUTURA
MESOESTRUTURA (aparelho de apoio, pilar e encontro)
INFRAESTRUTURA (fundação).
ESTRUTURAS DE PONTES I
Com relação à seção transversal, podem aparecer os seguintes
elementos:
Pista de rolamento - largura disponível para o tráfego normal dos
veículos, que pode ser subdividida em faixas;
Acostamento - largura adicional à pista de rolamento destinada à
utilização em casos de emergência, pelos veículos;
Defensa - elemento de proteção aos veículos, colocado
lateralmente ao acostamento;
Passeio - largura adicional destinada exclusivamente ao tráfego de
pedestres;
Guarda-roda - elemento destinado a impedir a invasão dos
passeios pelos veículos;
Guarda corpo - elemento de proteção aos pedestres.
ESTRUTURAS DE PONTES I
Com relação à seção longitudinal, tem-se as seguintes
denominações:
Comprimento da ponte (também denominado de vão total) -
distância, medida horizontalmente segundo o eixo longitudinal,
entre as seções extremas da ponte;
Vão (também denominado de vão teórico e de tramo) - distância,
medida horizontalmente, entre os eixos de dois suportes
consecutivos;
Vão livre - distância entre as faces de dois suportes consecutivos;
Altura de construção - distância entre o ponto mais baixo e o mais
alto da superestrutura;
Altura livre - distância entre o ponto mais baixo da superestrutura
e o ponto mais alto do obstáculo.
ESTRUTURAS DE PONTES I
CARGAS PERMANENTES
EM PONTES DE CONCRETO ARMADO OU PROTENDIDO, NO ENTATNTO, ESBOÇA-SE UM ANTEPROJETO,
FIXANDO-SE AS DIMENSÕES COM BASE EM OBSERVAÇÃO DE ESTRUTURAS ANTERIORMENTE PROJETADAS
E CÁLCULOS EXPEDITOS. UMA VEZ FEITO O PRÉ-DIMENSIONAMENTO CALCULA-SE A CARGA
PERMANENTE A PARTIR DO VOLUME DE CADA PEÇA. A CARGA PERMANENTE ASSIM OBTIDA NÃO DEVE
TER DISCREPÂNCIA MAIOR QUE 5% DA CARGA DEFINITIVA.
PESOS ESPECÍFICOS A SEREM ADOTADOS:
CONCRETO SIMPLES ---------------------- = 22 KN/m3
CONCRETO ARMADO ---------------------- = 25 KN/m3
CONCRETO ASFÁLTICO -------------------- = 20 KN/m3
LASTRO FERROVIÁRIO --------------------- = 18 KN/m3
DORMENTES, TRILHOS E ACESSÓRIOS: 8 KN/m, POR VIA.
RECAPEAMENTO ADICIONAL: 2 KN/m2
OBSERVAÇÃO: A AVALIAÇÃO DAS CARGAS PERMANENTES SERÁ FEITA NO DECORRER DO CURSO.
CARGAS PERMANENTES
Quando se inicia o projeto de uma ponte, admitem-se dimensões para os elementos portantes
(estruturas), determinando-se em seguida o peso próprio.
Ao serem verificadas as tensões provocadas por todas as solicitações, muitas vezes, é preciso
modificar algumas das dimensões admitidas inicialmente, sendo então, necessário refazer o cálculo
do peso próprio.
Normalmente dispensa-se novo cálculo das solicitações quando o peso próprio, obtido depois do
dimensionamento definitivo da estrutura, não diferir mais que 5% do peso próprio inicialmente
admitido para o cálculo.
EXERCÍCIO
Montar o diagrama de corpo livre da ponte abaixo, a partir da seção transversal
da superestrutura de concreto armado dada:
REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS
FREITAS, MOACYR; “Infraestrutura de Pontes de Vigas”, Editora Edgard Blucher,
São Paulo. 2001.
LEONHARDT, “Princípios Básicos da Construção de Pontes de Concreto”, Editora
Interciência, Rio de Janeiro, 1979.
MARCHETTI, OSVALDEMAR, “Pontes de Concreto Armado”, Editora Edgard Blucher,
São Paulo, 2000.