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Bernadete Francelino Alberto Chapo

Perturbações de Aprendizagem e do Comportamento

Licenciatura em Ensino de Química

Universidade Licungo
Extensão da Beira
2021
Bernadete Francelino Alberto Chapo

Psicologia de Aprendizagem

Perturbações de Aprendizagem e do Comportamento

Trabalho de Psicologia de
Aprendizagem, a ser apresentado ao
curso de Química para avaliação
parcial.

Docente:

MSc. Bulaque

Universidade Licungo
Extensão da Beira
2021
Índice
1.0. Introdução............................................................................................................................1

2.0. Perturbações de Aprendizagem e do Comportamento.........................................................2

2.1. Perturbações de Aprendizagem...........................................................................................2

2.1.1. Perturbação da Aprendizagem não é o mesmo que insucesso escolar.............................3

2.1.2. Perfil do Transtorno de Aprendizagem............................................................................5

2.2. Perturbações do comportamento.........................................................................................5

2.2.1. Definição..........................................................................................................................6

2.2.2. Epidemiologia...................................................................................................................6

2.2.3. Diagnostico.......................................................................................................................8

3.0. Conclusão..........................................................................................................................10

Referencias Bibliográficas........................................................................................................11
1

Introdução
Neste
presente
trabalho da
cadeira de
Psicologia de
Aprendizage
m faz uma
abordagem
minuciosa
sobre as
Perturbações
de
Aprendizage
m e do
Comportame
nto, sendo ela
uma pesquisa
bibliográfica.

Nesta
vertente
iremos
começar a
debruçar
sobre as
Perturbações
de
Aprendizage
m,
começando
com o seu
conceito,
explicar que
2

a Perturbação
da
Aprendizage
m não é o
mesmo que
insucesso
escolar e por
fim Perfil do
Transtorno de
Aprendizage
m. De
seguida
iremos falar
sobre as
Perturbações
do
comportamen
to,
começando
com o
conceito,
epidemiologi
a e
diagnóstico
da mesma.
3

1. Processos cognitivos
Processo
cognitivo é a
realização
das funções
estruturais da
representação
ligadas a um
saber
referente a
um dado
objecto.
Constitui na
execução em
conjunto das
unidades do
saber
da consciênci
a, que foram
baseados
nos reflexos
sensoriais,
representaçõe
s, pensament
os e
lembranças,
com o
processo
mental que
consiste em
escolher ou
isolar um
determinado
aspecto de
4

um estado de
coisas
relativamente
complexas, a
fim de
simplificar a
sua
avaliação,
classificação
ou para
permitir a
comunicação
do mesmo
através
da abstracção
.

Wundt o pai
da psicologia
estudava a
consciência,
por muito
tempo ela
não foi aceita
como objecto
de estudo na
ciência, mas
a psicologia
cognitiva
promove uma
revolução
paradigmátic
a ao colocar a
consciência
5

no centro das
pesquisas em
psicologia
novamente.

1.1 Sensação
Segundo
Saraiva
“ Sensação, é
o estado da
consciência
provocado
pela
excitação de
um órgão
sensorial”. É
o fenómeno
primário e
mais simples
de toda a vida
prática,
falando com
rigor não
pode definir-
se mas pode
descrever-se
como:
 Fenómeno psicofisiológico provocado pela excitação de um órgão sensorial;
  É uma reacção da consciência `a um estímulo externo ou interno;
 É um dado imediato da consciência pelo qual ela intui uma qualidade sensível dos
objectos (cor, som, sabor).
A aquisição
de
6

conheciment
os é feita pela
sensação e
percepção
que são as
bases do
conheciment
o sensível,
conheciment
o este que
nos
representa os
objectos do
mundo
exterior por
intermédio
dos sentidos.
Os objectos
externos
excitam os
órgãos dos
sentidos por
meio de
estímulos e
provocam as
sensações
graças as
quais o
espírito os
percebe.

1.1.1 Fenómenos do processo da sensação


Excitação ou
acção do
7

excitante
sobre as
terminais
nervosas dos
órgãos
sensoriais Fe
nómeno
físico.
Exemplo: rai
os luminosos,
vibrações
Impressão pr
ovocada pela
excitante nas
células
terminais, a
condução
pelos nervos
sensitivos aos
centros
nervosos
cerebrais e a
recepção da
impressão do
cérebro –
Fenómeno
fisiológico;
A sensação
que se produz
no termo de
todo este
processo e
constitui o
8

fenómeno
psíquico

1.1.2 Aspectos da sensação


Na sensação
podemos
encontrar três
aspectos:
 Aspecto Afectivo – a sensação é no dizer de Spencer agradável ou desagradável
– aspecto da vida activa.
 Aspecto Activo – a sensação corresponde um movimento e até frequentemente ela
exige uma adaptação motriz do órgão sensorial;
 Aspecto representativo – a sensação representa e intui uma qualidade sensível do
objecto; que pode caracterizar-se sob este ponto de vista, a representação sensível de
uma qualidade do objecto  sem qualquer referencia ao objecto a que pertence, pois
neste caso, teríamos a percepção que envolve sempre juízo da exterioridade, embora
implícito a uma interpretação da sensação

1.1.3 Leis da sensação


As leis da
sensação
podem
dividir-se em
três grupos:
 Leis Psicofísicas – respeitam as condições de eficácia do estímulo e podem ser: leis do
limiar inicial ou diferencial.
 Leis Psicofisiológicas – respeitam  ao papel dos aparelhos receptores e podem ser: leis
de especialização dos órgãos receptores e a lei específica dos neuros.
 Leis Psicológicas – que se referem ao condicionamento recíproco das sensações e
podem ser: leis da relatividade e leis da fusão
9

1.2 Percepção
Segundo
Fouquié
citado por
Ribeiro
(2005) “ Per
cepção é o
acto pelo
qual o
espírito
interpreta os
dados
sensoriais e
os refere a
um objecto
exterior ou é
o
conheciment
o de um
objecto
externo,
provocado
por uma
excitação
sensorial e
acompanhado
de um
sentimento da
realidade”.
Percepção é a
função cerebr
al que
atribui signifi
cado a estímu
10

los sensoriais
, a partir de
histórico de
vivências
passadas.
Através da
percepção um
indivíduo
organiza e
interpreta as
suas
impressões
sensoriais
para atribuir
significado
ao seu meio.
Consiste na
aquisição,
interpretação,
selecção e
organização
das
informações
obtidas
pelos sentido
s. Ela pode
ser estudada
do ponto de
vista
Psicológico
ou
fisiológico,
envolvendo
estímulos
11

eléctricos
evocados
pelos
estímulos nos
órgãos dos
sentidos.

1.2.1 Teorias da percepçào


1.2.1.1.
Teoria
associacionis
ta
Segundo
Thomas
Reide
(m.1796)
admite como
base primeira
do
conheciment
o, a
existência de
“ unidades
psíquicas
elementares “
( as
sensações )
as quais
combinando-
se entre si e
associando-se
a
representaçõe
s de
12

experiências
passadas, se
estruturam
em
percepções.
Sendo esta
(percepção) “
a síntese de
sensações
actuais e de
lembranças
de
experiências
anteriores”

1.2.1.2.
Teoria
gestalista
Uma
totalidade,
longe de ser
soma, dos
elementos
que contém, é
antes o seu
acondiciona
mento. Pelo
que, um
elemento
integrado
numa
totalidade, é
diferente
desse mesmo
13

elemento
quando
isolado, ou
integrado
numa outra
totalidade.

1.2.2 Tipos de Percepção


Nos seres
humanos, as
formas mais
desenvolvida
s são a
percepção
visual e
auditiva, pois
durante muito
tempo foram
fundamentais
à
sobrevivência
da espécie
(A visão e
a audição era
m os sentidos
mais
utilizados na
caça e na
protecção
contra
predadores).
Além da
percepção
ligada aos
14

cinco
sentidos, os
humanos
também
possuem
capacidade
de percepção
temporal e
espacial.
 Percepção visual:  A visão é a percepção de raios luminosos pelo sistema visual.
 Percepção auditiva: A audição é a percepção de sons pelos ouvidos. A psicologia,
a acústica e a psicoacústica estudam a forma como percebemos os fenómenos sonoros.
 Percepção olfactiva: O olfacto é a percepção de odores pelo nariz. Este sentido é
relativamente tênue nos humanos, mas é importante para a alimentação. A memória
olfactiva também tem uma grande importância afectiva. A perfumaria e a enologia são
aplicações dos conhecimentos de percepção olfactiva.
 Percepção Gustativa: O paladar é o sentido de sabores pela língua. Importante para a
alimentação. Embora seja um dos sentidos menos desenvolvidos nos humanos, o
paladar é geralmente associado ao prazer e a sociedade contemporânea muitas vezes
valoriza o paladar sobre os aspectos nutritivos dos alimentos.
 Percepção táctil: O tacto é sentido pela pele em todo o corpo. Permite reconhecer a
presença, forma e tamanho de objectos em contacto com o corpo e também sua
temperatura. Além disso o tacto é importante para o posicionamento do corpo e a
protecção física. O tacto não é distribuído uniformemente pelo corpo. Os dedos da
mão possuem uma discriminação muito maior que as demais partes, enquanto
algumas partes são mais sensíveis ao calor.
 Percepção temporal: Não existem órgãos específicos para a percepção do tempo, no
entanto é certo que as pessoas são capazes de sentir a passagem do tempo. A
percepção temporal esbarra no próprio conceito da natureza do tempo, assunto
controverso e tema de estudos filosóficos, cognitivos e físicos, bem como o
conhecimento do funcionamento do cérebro (neurociência).
 Percepção espacial: Assim como as durações, não possuímos um órgão específico
para a percepção espacial, mas as distâncias entre os objectos podem ser
15

efectivamente estimadas. Isso envolve a percepção da distância e do tamanho relativo


dos objectos. A razão para separar a percepção espacial das outras modalidades
repousa no fato de que aparentemente a percepção espacial é supra-modal, ou seja, é
compartilhada pelas demais modalidades e utiliza elementos da percepção auditiva,
visual e temporal. Assim, é possível distinguir se um som procede especificamente de
um objecto visto e se esse objecto (ou o som) está aproximando-se ou afastando-se.

2.0. Perturbações de Aprendizagem e do Comportamento


2.1. Perturbações de Aprendizagem
As
perturbações
de
aprendizagem
são casos
relacionados
a imperfeição
de leitura,
fazer cálculos
e outros
aspectos
relacionados
a
aprendizagem
conforme
explicam:
A
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7
)

O diagnóstico
de
Perturbações
da
Aprendizage
m é feito pela
25

síntese da
história
clínica do
indivíduo
(neuro
desenvolvime
nto, saúde,
família,
educação),
por relatórios
psicopedagóg
icos
(pontuações
obtidas em
testes e
observações),
e pela
resposta à
intervenção,
utilizando os
seguintes
critérios de
diagnóstico:

a) História ou apresentação de dificuldades persistentes na aquisição da leitura, escrita,


aritmética, ou capacidade de raciocínio matemático durante os anos de escolaridade (ou
seja, durante o período de desenvolvimento). O indivíduo deve apresentar pelo menos um
dos seguintes:
 Leitura lenta, difícil e imprecisa de palavras.
 Dificuldade em perceber o significado do que se está a ler (por ex., poderá
apresentar uma leitura correcta, mas não perceber a sequência, as relações, as
inferências, ou os significados mais profundos do que está a se ler).
 Ortografia pobre (por ex., pode adicionar, omitir ou substituir vogais ou
consoantes).
26

 Expressão escrita deficitária (por ex., faz múltiplos erros gramaticais ou de


pontuação dentro das frases, revela falta de clareza na expressão de ideias escritas,
uma pobre organização de parágrafos, ou uma caligrafia excessivamente pobre).
 Dificuldade em recordar factos numéricos.
 Cálculo aritmético impreciso e lento.
 Raciocínio matemático ineficaz ou impreciso.
 Evita actividades que impliquem leitura, escrita, ortografia ou aritmética.

b)
Capacidades
actuais
(numa ou
mais das
capacidades
académicas
anteriorment
e
mencionadas
) estão muito
abaixo da
média para a
idade ou para
a inteligência
do indivíduo,
grupo
cultural ou
grupo do
mesmo
idioma, sexo
ou nível de
educação,
conforme
indicado pela
27

pontuação de
testes
padronizados
de
desempenho
académico na
leitura,
escrita ou
matemática,
administrado
s
individualme
nte, cultural e
linguisticame
nte
apropriados
ao indivíduo.

c) As
dificuldades
de
aprendizage
m não se
devem a
Perturbações
do
Desenvolvim
ento
Intelectual,
Atraso no
Desenvolvim
ento Global,
nem a um
Distúrbio
28

Neurológico,
Sensorial
(visão,
audição), ou
Motor.

d)
Dificuldades
de
aprendizage
m,
identificados
no Critério A
(na ausência
das
ferramentas,
suportes, ou
serviços que
foram
fornecidos
para permitir
que o
indivíduo
compense
essas
dificuldades),
interferem
significativa
mente no
rendimento
académico,
desempenho
ocupacional,
ou
29

actividades
da vida
quotidiana
que requerem
capacidades
académicas,
individualme
nte ou em
qualquer
combinação
(Palha, s/d.,
p. 12)

2.1.1. Perturbação da Aprendizagem não é o mesmo que insucesso escolar.


Na etiologia
do insucesso
escolar, que
poderá
determinar a
adopção de
medidas
especiais no
âmbito da
educação,
susceptíveis
de poderem
levar, entre
muitas outras
opções
constantes na
legislação
portuguesa
aplicável, à
retenção no
30

mesmo ano
da
escolaridade,
e,
consequente
mente, a um
ciclo vicioso
de fracasso
pessoal e
social,
contamse
inúmeras
variáveis,
incluídas, por
questões de
ordem
prática, em
quatro
grandes
grupos:

1) Variáveis orgânicas (por exemplo, a anemia, o hipotiroidismo, o saturnismo, as


doenças genéticas com ou sem afectação do Sistema Nervoso Central, as doenças
crónicas do foro cardíaco, reumatológico, hematológico, neurológico, pneumológico,
gastrenterologico, endocrinologico);
2) Variáveis neurodesenvolvimentais (por exemplo, o Défice de Atenção, as
Perturbações Específicas da Linguagem, as Perturbações do Desenvolvimento
Intelectual, o Estado Limite do Funcionamento Cognitivo, as Perturbações do
Espectro do Autismo, as Perturbações da Aprendizagem, as Perturbações da
Coordenação Motora, as Perturbações de Hiperactividade com Défice de Atenção);
3) Variáveis comportamentais e emocionais (por exemplo, as Perturbações de
Ansiedade, as Perturbações Depressivas, as Perturbações de Adaptação, as
Perturbações do Sono, as Perturbações da Relação, as Perturbações do
31

Comportamento Alimentar, a Perturbação de Oposição e Desafio, a Perturbação da


Conduta);
4) Variáveis familiares, escolares, sociais e culturais (por exemplo, o baixo índice
sociocultural familiar, a pobreza, as baixas expectativas educativas, a inadequação
pedagógica, a legislação desajustada) (Palha, s/d., p. 4)

O diagnóstico
de
Perturbação
Específica da
Aprendizage
m (DSM5,
American
Psychiatric
Association,
2013),
corresponden
te às antigas e
inapropriadas
designações
de Dislexia,
Disgrafia e
Discalculia,
só poderá ser
formulado
quando é
possível
demonstrar
que há uma
discrepância
específica
(isto é, só em
determinada
área) entre as
32

capacidades
cognitivas do
sujeito,
mormente
verbais, e as
capacidades
de
aprendizagem
da leitura, da
escrita e da
matemática.
Por outras
palavras, de
uma criança
com
determinado
desenvolvime
nto cognitivo
(que, de um
ponto de vista
do
neurodesenvo
lvimento,
poderá ser
inferior à
mediana da
população),
esperaríamos
uma muito
melhor
aprendizagem
(Palha, s/d.,
p. 4)
33

Assim, é com
base numa
função
neurodesenvo
lvimental
específica
(neste caso a
aprendizagem
, mas, noutras
situações, a
linguagem ou
a
coordenação
motora,
geradoras,
respectivame
nte, de um
quadro de
Perturbação
Específica de
Aprendizage
m ou de um
quadro de
uma
Perturbação
do
Desenvolvim
ento da
Coordenação
Motora)
desproporcio
nalmente
inferior ao
desenvolvime
34

nto cognitivo,
que se poderá
evocar o
diagnóstico
de uma
Perturbação
Específica da
Aprendizage
m.

Existem
muitas
causas,
amiúde
concomitante
s, para a
ocorrência de
insucesso
escolar: umas
de base
orgânicas (a
anemia, por
exemplo);
outras de
origem
ambiental (a
pobreza,
etc.). No que
se refere à
Perturbação
Específica de
Aprendizage
m, uma das
muitas causas
35

do insucesso
escolar, ela é
considerada
uma
Perturbação
Neurodesenv
olvimental
específica,
logo de
origem
orgânica, ou,
se preferirem,
do foro
médico (a
patologia é
sempre um
conceito
médico e não
educativo).

Com efeito,
ela é o
resultado de
uma
disfunção
específica do
Sistema
Nervoso
Central (é,
pois, uma
perturbação
de base
neurocognitiv
a) e, no
36

âmbito do
processo de
taxonomia
nosológica
(classificação
das doenças),
ela deverá
assumir uma
relevância
idêntica a
qualquer uma
das outras
Perturbações
do Sistema
Nervoso
Central.
(Palha, s/d.,
p. 4)

A
Perturbação
da
Aprendizage
m, cuja
incidência na
população
escolar é,
pensase, de,
pelo menos,
5%, é
susceptível
de gerar
graves
desvantagens
37

de ordem
pessoal,
académica e
profissional
aos sujeitos
por ela
afectados; ou
seja, de lhes
limitar ou
dificultar a
actividade ou
a participação
em condições
de igualdade
com as
demais
pessoas.

2.1.2. Perfil do Transtorno de Aprendizagem


Segundo
Capellini
(s/d., p. 13)
são perfis
do
transtorno
de
aprendizage
m os
seguintes:
 Redução de memória a longo prazo;
 Perda da automação para fatos numéricos;
 Lentidão na escrita/leitura;
 Disfunção no circuito tempo parietooccipital (processamento);
38

 Atenção sustentada.

2.2. Perturbações do comportamento


SILVA
(2008, p. 4),
defende que
as
perturbações
do
comportamen
to é uma
conduta
destrutiva,
agressiva
e/ou
desafiadora
podendo ser
considerada
leve,
moderada ou
severa. Os
níveis
solitário,
Grupal e
Indiferenciad
o que por sua
vez abrange
vários tipos
de distúrbios
de
comportamen
to. As
Perturbações
do
39

Comportame
nto são
situações
psicopatológi
cas
complexas e
de difícil
tratamento.

Segundo Apa
(2002) apud
Rosando
(2013, p.
118), a
Perturbação
do
Comportame
nto é
caracterizada
pela
ocorrência de
um padrão de
comportamen
to persistente
e repetitivo
no qual são
violados
direitos
básicos de
terceiros ou
importantes
regras e
normas
sociais
40

próprias para
a idade do
sujeito.

Para (Bordin
& Offord,
2000; APA,
2002, apud
Rosando,
2013, p. 119),
a Perturbação
do
Comportame
nto, está
frequentemen
te associada a
comportamen
tos de risco
como: início
precoce da
actividade
sexual,
consumo de
álcool,
consumo de
tabaco ou
substâncias
ilegais.

Os
comportamen
tos
disruptivos,
que os
41

sujeitos com
esta
Perturbação
apresentam,
integramse
em quatro
grupos
principais,
designadame
nte,
comportamen
to agressivo
que ameaça
ou causa
sofrimento a
pessoas ou a
animais,
comportamen
to não
agressivo que
causa
prejuízo ou
destruição de
propriedade,
falsificação
ou roubo e,
violação
grave das
normas (Apa,
2002, apud,
Rosando,
2013, p. 118).
42

Durante o
desenvolvime
nto das
crianças e
adolescentes,
podem ser
observados
vários
comportamen
tos
disruptivos,
como mentir
ou faltar às
aulas. A
detecção
precoce e a
implementaç
ão de
medidas de
vigilância e
apoio às
famílias em
risco parecem
ter resultados
mais
encorajadores
do que
actuações
mais tardias.

No entender
de (Grillo &
Silva, 2004,
p. 22), o
43

reconhecimen
to das
primeiras
manifestaçõe
s que afectam
o
comportamen
to permitira
que, quando
necessário,
esses
pacientes
sejam
encaminhado
s a diferentes
profissionais
para
intervenções
precoces que
possam
modificar o
curso da
enfermidade.

2.2.1. Definição
Pardilhao et
all (2009, p.
592), defende
que os
critérios de
diagnóstico
das
Perturbações
Disruptivas
44

do
Comportame
nto
encontram-se
definidos nas
classificações
internacionais
. Este grupo
complexo de
situações
engloba as
Perturbações
de Oposição
e as
Perturbações
do
Comportame
nto
propriamente
ditas. De uma
forma geral,
as
Perturbações
de Oposição
são
caracterizada
s por um
padrão
habitual de
comportamen
to negativista,
desobediente
e desafiante
em relação às
45

figuras de
autoridade.

Para
Pardilhao et
all (2009, p.
592). As
Perturbações
do
Comportame
nto
caracterizam-
se pela
presença de
padrões
recorrentes e
persistentes
de:
 Dificuldade de aceitação de regras;
 Actos agressivos, desencadeados frequentemente por situações de frustração;
 Comportamentos antisociais, de violação dos direitos básicos dos outros, com
gravidade variável (roubos, mentiras, fugas, destruição de propriedade, agressão de
pessoas e animais).

2.2.2. Epidemiologia
Na óptica de
Pardilhao et
all (2009, p.
593), Estudos
internacionais
apontam para
uma
prevalência
de cerca de
5% das
46

Perturbações
do
Comportame
nto em idade
escolar, com
predomínio
no sexo
masculino.

As
Perturbações
de Oposição
também são
mais
frequentes no
sexo
masculino e
parecem
constituir
uma forma
atenuada ou
inicial das
Perturbações
do
Comportame
nto. A
maioria dos
casos de
diagnóstico
deste tipo de
perturbações
durante a
infância
mantém os
47

sintomas na
adolescência.
Nos rapazes
em idade
escolar
predominam
os
comportamen
tos de
oposição e
heteroagressi
vos, que
evoluem com
frequência
para
comportamen
tos de
característica
s antisociais
na
adolescência.

As raparigas
apresentam
menos
comportamen
tos
agressivos,
mas mais
atitudes de
manipulação
e, na
adolescência,
são habituais
48

os
comportamen
tos de risco,
nomeadament
e de cariz
sexual, com
risco de
gravidez
precoce
(Idem, 2009,
p. 593).
Algumas das
condições
que
produzem
transtornos
do
comportamen
to são
geneticament
e
determinadas
e obedecem a
padrões de
herança
mendeliana.

O
reconhecimen
to precoce
dessas
condições
será
importante
49

também para
o
aconselhame
nto genético.
O caso, por
exemplo, de
um menino
que procura o
pediatra por
transtornos
do espectro
autista e que,
ao final da
investigação,
mostra ter a
síndrome do
X frágil. Este
diagnóstico
determina
condutas
muito
concretas,
especialment
e no que diz
respeito ao
aconselhame
nto genético
da mãe, das
irmãs e tias
maternas.

Classificação
dos
transtornos
50

mentais
Transtorno
mental pode
ser
conceituado
como uma
síndrome ou
padrão
comportamen
tal ou
psicológico
que ocorre
em um
indivíduo e
que se mostra
associado
com
sofrimento ou
incapacitação
, ou com um
risco
significativa
mente
aumentado de
sofrimento
actual, morte,
dor,
deficiência
ou perda
importante da
liberdade
(Vinocur &
Pereira, 2011,
p. 31)
51

De acordo
com Vinocur
& Pereira
(2011, p. 31),
podese
considerar
três
principais
grupos
diagnósticos
na psiquiatria
infantil:
a) Desordens emocionais (também descritas como problemas internalizantes), a exemplo
da depressão, ansiedade, desordens obsessivo compulsivo e sumarização, em que os
sinais estão, especialmente, interiorizados nos indivíduos;
b) Desordens de comportamento disruptivo (nomeadas também como problemas
externalizantes), tais como conduta desafiadora excessiva e transtornos de conduta
agressividade a pessoas e animais e comportamento transgressor, em que as condutas
estão mais dirigidas para o outro;
c) Transtornos do desenvolvimento, como, por exemplo, problemas de aprendizagem,
desordens autistas, enurese e encoprese.

A
classificação
da
Perturbação
encontrase
divida em
dois subtipos,
de acordo
com a idade
de início, tipo
início na
infância –
52

antes dos 10
anos de idade
e tipo início
na
Adolescência
depois dos 10
anos de
idade. Cada
um deles
pode, ainda,
apresentar-se
de forma
Ligeira,
moderada ou
grave. Depois
dos 18 anos
de idade, este
tipo de
padrão
comportamen
tal passa a ser
designado de
Perturbação
Antisocial da
Personalidade
(Bordin &
Offord, 2000;
Apa, 2002,
apud
Rosando,
2013, p. 118).
53

2.2.3. Diagnostico
Segundo a
classificação
proposta pela
American
Psychiatric
Association,
em 1987
(DSM111R),
o diagnóstico
das
perturbações
de
comportamen
to implica a
ocorrência de
transgressões,
roubo, furto,
mentira,
desobediênci
a, fuga,
invasão,
destruição,
dano de
propriedade
alheia,
crueldade
para com
animais ou
pessoas, uso
de armas,
confronto
físico com
outros e
54

abuso sexual
(Benavente,
s/d., p. 322)

O mesmo
sistema de
classificação
distingue
entre o tipo
grupal,
solitário e
indiferenciad
o. No
primeiro, as
perturbações
de
comportamen
to ocorrem
predominante
mente
enquanto
actividade de
grupo,
podendo estar
ou não
presente a
agressão
física. No
segundo,
prevalece o
comportamen
to agressivo,
quer contra
adultos, quer
55

contra pares,
iniciada pela
criança, sem
carácter de
grupo. No
tipo
indiferenciad
o, existe uma
mistura de
comportamen
tos dos dois
tipos
anteriores
que não
permitem a
classificação
num deles.
Tratamento O
tratamento da
Perturbação
do
Comportame
nto deve
passar por
uma
abordagem
integrada que
actue sobre as
várias
dimensões da
vida da
criança e do
jovem,
nomeadament
56

e a família, a
escola, o
grupo de
pares e o
próprio, de
forma
concomitante
e a longo.
Para o
sucesso da
intervenção, a
mesma deve
incluir o
treino
parental, o
treino de
habilidades
sociais com o
indivíduo e a
inclusão
académica.

As
intervenções
devem ser
centradas na
família para
que esta
assuma um
papel activo
na prevenção
e correcção
das
dificuldades
57

da criança e,
esta
necessidade é
tanto maior,
quanto menor
for a idade da
criança. Para
a intervenção
com a família
o terapeuta
poderá
recorrer à
terapia
familiar, à
orientação
parental e a
programas de
treino
(Benavente,
sd; Bordin &
Offord, 2000,
apud,
Rosando,
2013, p. 125).

Contudo,
importa
referir que
muitas vezes
os
progenitores
necessitam de
encaminhame
nto para
58

tratamento
psiquiátrico.
Ainda na
intervenção
de (Bolsoni-
Silva & Del
Prette, 2003,
citado por
Rosando,
2013, p. 125),
é
extremament
e importante
que os pais
possam
desenvolver
habilidades
sociais
educativas,
melhorando o
seu
relacionamen
to com a
criança e
possivelment
e prevenindo
e/ou
remediando
problemas de
comportamen
to. Deste
modo, foi
possível
verificar que
59

os
comportamen
tos anti-
sociais são
frequentemen
te observados
no período da
adolescência
como
sintomas
isolados e
transitórios.

Contudo,
estes podem
surgir
precocemente
na infância e
persistir ao
longo da
vida,
constituindo
quadros
psiquiátricos
de difícil
tratamento.
Factores
individuais,
familiares e
sociais estão
implicados
no
desenvolvime
nto e
60

persistência
do
comportamen
to antisocial,
interagindo
de forma
complexa e
ainda pouco
clarificada.
61

3.0. Conclusão
Terminado o trabalho de Psicologia de Aprendizagem, foi o fruto de grande aquisição de
conhecimento científico, onde concluímos, as perturbações de aprendizagem são casos
relacionados a imperfeição de leitura, fazer cálculos e outros aspectos relacionados a
aprendizagem. São perfis do transtorno de aprendizagem os seguintes: redução de memória a
longo prazo; perda da automação para fatos numéricos; lentidão na escrita/leitura; disfunção
no circuito tempo parietooccipital (processamento) e atenção sustentada.

A
Perturbação
do
Comportame
nto é
caracterizada
pela
ocorrência de
um padrão de
comportamen
to persistente
e repetitivo
no qual são
violados
direitos
básicos de
terceiros ou
importantes
regras e
normas
sociais
próprias para
a idade do
sujeito. As
Perturbações
62

do
Comportame
nto
caracterizam-
se pela
presença de
padrões
recorrentes e
persistentes
de:
dificuldade
de aceitação
de regras;
actos
agressivos,
desencadeado
s
frequentemen
te por
situações de
frustração;
comportamen
tos anti-
sociais, de
violação dos
direitos
básicos dos
outros, com
gravidade
variável.
63

Referencias Bibliográficas
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tratamento e propostas de investigação futura. s/título do Jornal.
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obtenção do grau de licenciatura de psicologia clínica. Portugal, Instituto Superior de
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 Writiting, A. (1981). Psicologia Geral; S/E; São Paulo.

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