Você está na página 1de 58

INSTITUIÇÃO DE ENSINO SUPERIOR DE CACOAL

FANORTE

FARMACOLOGIA II
ANTIINFLAMATÓRIOS NÃO-ESTEROIDAIS (AINEs)

Profº Dr. André Tomaz Terra Júnior


SINAIS CARDINAIS DA INFLAMAÇÃO
Irritação química nas
terminações nervosas,
compressão das fibras nervosas
Aumento da permeabilidade
devido ao acúmulo de líquidos e
vascular (5 – 7X)
de células.

Hiperemia Arterial
Aumento da circulação
sanguínea no local.

Hiperemia Arterial Decorrente do tumor (Edema),


Aumento da temperatura principalmente em articulações, impedindo
local. a movimentação e da própria dor,
dificultando as atividades locais.

É uma resposta do organismo à uma


agressão sofrida.
CASCATA DE INFLAMAÇÃO
MEMBRANA CELULAR
ESTÍMULO LESIVO FOSFOLIPÍDICA
FOSFOLIPASE A2
Enzima que quando ativada por um
estímulo lesivo libera o AA da
membrana celular para o citoplasma.
ÁC. ARACDÔNICO
CICLOOXIGENASE
(COX1 e COX2)
Enzimas que vão transformas o AA
nos mediadores inflamatórios
MEDIADORES INFLAMATÓRIOS (ENDOPERÓXIDOS)

PROSTACICLINA PROSTAGLANDINAS TROMBOXANO


(vasodilatação e inibição (sensibilidade exagerada à dor, febre, (agregação
da agregação vasodilatação, inibição da agregação plaquetária e
plaquetária) plaquetária, inibição da secreção de Ác. gástrico, vasoconstrição)
aumento da secreção gástrica de muco)
HISTÓRICO - AINES

 Há relatos com mais de 3.500 anos que descreve o uso do


Extrato da casca de Salgueiro e de outras plantas, como
a Spiraea ulmaria para aliviar resfriado, febre, dores (Doenças
reumáticas).
 Principio ativo  Salicina (sabor amargo)

 460 a.C. e 377 a.C. – Hipócrates deixou registros históricos do tratamento


da dor, incluindo o uso de pó feito da casca e folhas do Salgueiro para
ajudar a curar dores de cabeça, dores e febres. Prescrevia essas
preparações para o tratamento de febres e para aliviar as dores do parto.
 Dioscórides (Seculo I – Grécia) receitava emplastros feitos com cascas e
folhas do Salgueiro para o tratamento de dores reumáticas.
HISTÓRICO - AINES

 1894 – Felix Hoffman juntou-se a BAYER® e começou a modificar a


estrutura do Ácido Salicílico de para reduzir os efeitos colaterais do
produto original.
 1897 – Felix Hoffmann - relatou o procedimento para a obtenção
da chamada “Aspirina”.

 1897 – O químico Felix Hoffmann, com a ajuda do Profº Heinrich Dreser, sintetizou o Ácido
Acetilsalicílico para aliviar as dores reumáticas do seu pai. O nome do medicamento mais
popular do século foi formado assim:
• A”  vem de acetil
• “spir”  Spiraea ulmaria, a fonte de Salicilina, quimicamente idêntica ao AAS.
• “ina”  sufixo que se adicionava ao nome de todos os medicamentos no final do
século XIX.
HISTÓRICO - AINES

 1897 - Felix Hoffmann - relatou o procedimento para a obtenção


da chamada “Aspirina”.
HISTÓRICO - AINES

 1898 – Bayer® testa a nova droga com 50 pacientes e a droga era


extremamente eficaz.

 1899 – Heirnch Dreser – descreve a eficácia terapêutica como um


Analgésico e Anti-inflamatório desse composto e é submetida a
registro de marca no Escritório Imperial de Patentes em Berlim –
registra como “Aspirina”.

 1900 – Chegam ao mercado os novos comprimidos. Acredita-se que tenha sido o primeiro
medicamento vendido sob este formato (dose padronizada).
 1901 – Passa a ser comercializado no Brasil.

 1904 - Embalagens com comprimidos de Aspirina® agora


estão disponíveis no mercado.
HISTÓRICO - AINES
Mastigar casca de Salgueiro aliviava a dor

Sabor muito amargo


Provoca irritação no estômago

Reduz sabor amargo


Provoca irritação no estômago
Melhora efeito analgésico
HISTÓRICO - AINES
 1966 – Embora tenha seu efeito Analgésico, Antiinflamatório,
Antipirético comprovado, seu mecanismo de ação ainda era
desconhecido, o New York Times chamou Aspirina de “A droga
milagrosa que ninguém entende."
 1971 – John Vane, da London Royal College for Surgeons publica seus
estudos sobre os mecanismos de ação do AAS na revista "Nature“,
explicando que a AAS inibe a formação de substâncias mensageiras
chamadas Prostaglandinas (mediodores inflamatórios).
 1982 - Recebeu o Nobel de Medicina por seu trabalho

John R. Vane (1927-2004). Premio Nobel de Medicina e Fisiologia 1982


(compartilhado com Sune Bergström e Bengt Ingemar Samuelsson )
Inhibition of prostaglandin synthesis as a mechanism of action for Aspirin-like drugs. Nature New
Biology 1971; 231:232-5.
AINEs

 Os Antiinflamatórios Não Esteroidais (AINEs) estão entre os agentes farmacológicos mais


utilizados na prática médica.

 Apresentam um amplo espectro de indicações terapêuticas, como:


• Analgésico
• Antiinflamatório
• Antitérmico
• Profilático contra doenças cardiovasculares (AAS <100mg).
MECANISMO AÇÃO
FOSFOLIPÍDEOS DE
MEMBRANA

LESÃO
INJÚRIA
ÁCIDO ARAQUIDÔNICO
Ações Farmacológicas:
AINES • Antiinflamatório
• Analgésico
• Antipirética
LIPOOXIGENASE CICLOOXIGENASE Bloqueio da ação da COX2

LEUCOTRIENOS TROMBOXANOS PROSTAGLANDINAS

 Funções Homeostáticas:
• Proteção da mucosa gástrica
• Fisiologia renal COX1 COX2
• Gestação Fisiológica Patológica
Constitutiva Indutiva
• Agregação plaquetária
• Efeitos colaterais: resultantes da inibição da COX1.
SÍNTESE DE EICOSANOIDES E EFEITOS DOS AINES
AIEs

AINEs
SÍNTESE DE EICOSANOIDES E EFEITOS DOS AINES
Ácido Araquidônico (AA)

Prostaglandinas
(PGs)

 Efeitos Homeostáticos  Efeitos Inflamatórios


 Proteção gástrica  Inflamação
 Homeostasia renal  Dor
 Função plaquetária  Febre
CLASSIFICAÇÃO DOS AINES
 Derivados do Ácido salicílico : AAS, Salicilato de sódio, Trissalicilato de magnésio e
colina, Diflunisal, Sulfassalazina
 Derivados do p-aminofenol: Paracetamol ou Acetaminofeno
 Ácidos Indolacético e Indenacético: Indometacina e Sulindaco
 Ácidos heteroaril acéticos: Tolmetina, Diclofenaco, Cetorolaco
 Ácidos Arilpropiônicos: Ibuprofeno, Naproxeno, Flurbiprofeno, Cetiprofeno,
Fenoprofeno, Oxaprozina

 Ácidos Antranílicos (fenamatos): Ácido mefenâmico, Ácido meclofenâmico

 Ácidos Enólicos: Piroxicam, Meloxicam

 Derivados Pirazolônicos: Antipirina, Aminopirina, Dipirona, Fenilbutazona, Feprazona


CLASSIFICAÇÃO DOS AINES
 Alcanonas: Nabumetona
 Furanonas diaril substituídas: Rofecoxib
 Pirazóis diaril substituídos: Celecoxib
 Sulfonanilidas: Nimesulida
 Inibidores seletivos da COX1  Aspirina (em baixas doses)
 Inibidores não-seletivos da COX  Aspirina (em altas doses), Piroxicam, Indometacina,
Diclofenaco, Ibuprofeno, Nabumetona
 Inibidores preferencialmente seletivos da COX2  Meloxicam, Etodolaco, Nimessulida,
Salicilato
 Inibidores altamente seletivos da COX2  Celecoxib (Celebra), Etoricoxib
(Arcoxia), Rofecoxib (Vioxx/2004), Valdecoxib (Bextra /2005) e Lumiracoxib (Prexige/
2008).
CICLOOXIGENASE

CICLOXIGENASE 1 (COX1) CONSTITUTIVA

 É expressa constitutivamente em todos os tecidos do organismo.

 Presente em plaquetas, onde leva à formação de TXA2.

 É responsável pela manutenção do estado fisiológico normal de muitos tecidos como a

mucosa gástrica, endotélio vascular e a maioria dos tecidos, onde se pensa para exercer

"housekeeping" das funções homeostáticas.


CICLOOXIGENASE
CICLOXIGENASE 2 (COX2) INDUZIDA
 Tem sua expressão aumentada principalmente durante processos inflamatórios e
transformação celular.
 Induzida na inflamação por vários estímulos:
• Citocinas
• Endotoxinas
• Fatores de crescimento
• Origina PGs  Desenvolvimento de edema, rubor, febre e hiperalgesia.
 COX2 se expressa fisiologicamente nos Rins, Cérebro, Medula espinhal, Células vasculares
endoteliais (secretam PGI2 em resposta ao estresse de cisalhamento (fluxo sanguíneo),
ovários, útero e outros órgãos – Bloqueio da COX2  Inibe da síntese de PGI2 .
A INIBIÇÃO DO SÍTIO ATIVO DA COX1 PELA ASPIRINA
INIBIÇÃO DO SÍTIO ATIVO DA COX1

• AA ganha acesso ao sítio catalítico (área


vermelha) através de um canal hidrofóbico que
leva para o núcleo da enzima, onde é
metabolizado, produzindo PGs.

CANAL DE ACESSO
• AAS bloqueia o acesso de AA para o sítio catalítico
por uma ligação irreversível (Acetilação)
a um resíduo Ser529 em plaquetas na COX1,
impedindo a metabolização do AA.
• AAS impede a formação de TXA2 pelas
plaquetas até que novas plaquetas são geradas.
INIBIÇÃO DO SÍTIO ATIVO DA COX1
IBUPROFENO

AAS

 Ibuprofeno inibidor competitivo reversível do sítio catalítico , que resulta na inibição


reversível da formação de TXA2, durante o intervalo de dosagem.
 AAS impede a ocupação do sítio catalítico pelo AA e impede o Ibuprofeno de tenha
acesso à Ser529.
CITOPROTEÇÃO GÁSTRICA

 AINES inibem a COX1 no estômago:


• Inibem assim a síntese de PGI2 e PGE2 (Citoprotetoras)
• Aumentam a produção de HCl
• Diminuem a produção de muco (HCO₃⁻), deixando a
mucosa gástrica exposta.

 Consequências:
• Gastropatia por AINE (não-seletivos).
• Diminui a adesividade plaquetária,
• Aumenta os riscos de sangramento
• Podendo causar úlceras e gastrites
MUCOSA GÁSTRICA

NORMAL ASPIRINA
CONTRAÇÃO UTERINA
DISMENORREIA PRIMÁRIA GRAVIDEZ :
• Dor causada por excesso de PGF2α liberada • Inibição da COX1 e COX2 : inibe PGF2α
pelo endométrio durante a menstruação. • Consequências:
• Causa as contrações musculares uterinas • Diminui Contração Uterina
• Inibindo as PGF2α alivio nas cólicas • Prolongando parto
menstruais • Risco de Aborto

FDA emitiu o seguinte aviso:


“É especialmente importante não usar Aspirina nos
últimos 3 meses de gravidez, a não ser quando
diretamente recomendado pelo médico pois pode
causar problemas no feto ou complicações durante o
parto”
CONTRAÇÃO UTERINA

 ANÁLOGOS DAS PROSTAGLANDINAS

 Usos terapêuticos das PGs

• Misoprostol

• É um análogo da PGE1 usado para proteger a mucosa gástrica durante o


tratamento crônico com AINEs.

• Ele interage com receptores de PGs nas células parietais gástricas, ↓Secreção
de ácido gástrico e além disso, tem efeito Citoprotetor TGI por estimular a
produção de muco e bicarbonato.

• Essa combinação de efeitos ↓Incidência de úlceras gástricas causadas por


AINEs.
CONTRAÇÃO UTERINA
 ANÁLOGOSO DAS PROSTAGLANDINAS

 Usos terapêuticos das PGs

• Misoprostol

• Também é usado extrabula (off label) em obstetrícia para indução do parto,


pois ↑Contrações uterinas ao interagir com receptores de PGs no útero,
oferecendo risco de aborto em gestantes

• Contraindicado durante a gestação.

• Seu uso é limitado pelos efeitos adversos comuns, incluindo Diarreia e Dor
abdominal.
AGREGAÇÃO PLAQUETÁRIA

• Ateroma: placa de gordura, Ca2+ e outras


substâncias que forma nas paredes das artérias
• Ateroma se rompe e expõe sua camada interna,
onde há receptores de plaquetas, que se ligam na
placa
• AAS inibe TXA2 diminuindo agregação das
plaquetas
• Sem o medicamento vai evoluir para formação de
um trombo rico em fatores de coagulação
provocando obstrução arterial.
AGREGAÇÃO PLAQUETÁRIA

AAS
FUNÇÃO RENAL

 Funções: PGI2 e PGE2


• Ações Vasodilatadoras
• Controle do fluxo sanguíneo renal
• Filtração glomerular
• Excreção de sal
• Antagonizam os efeitos ANG II e NOR

 Efeitos Adversos:
• Vasoconstrição Renal
• Diminuição do Fluxo sanguíneo
• Diminuição da excreção de sódio
• Maior retenção de água
• Aumento Risco : ICC, Insuficiência renal em pacientes HAS
INIBIÇÃO DA COX1 / COX2
↓ Síntese de TXA2
↓ Atividade Plaquetária

Inibição da COX1 ↓ PGs Renais - Vasoconstrição


↓ Filtração Glomerular

↓ Síntese de PGI2 e PGE2 no TGI


↑ Secreção gástrica – Erosões, Erupções, Hemorragias

↑ Síntese de TXA2 – Ativação plaquetária (↑ Risco de Trombose)


↓ Síntese de PGI2
Vasoconstrição
Inibição da COX2
↓ PGs Renais - Vasoconstrição
↓ Filtração Glomerular
↓ Antagonismo a ADH (Vasopressina) Retenção Na+ e H20
Agravamento da ICC
ANALGÉSICOS
 Analgésicos

• Dor leve a moderada

• Aliviam a dor relacionada à inflamação

 PGs: sensibilizam as terminações nervosas


nociceptoras às ações da BK, Histamina, entre
outros mediadores.

 Cefaleias: inibição do efeito vasodilatador das


PGs sobre os vasos sanguíneos cerebrais.

Inibidores da COX
Diminuem a produção de PGs que
sensibilizam os nociceptores.
ANTIPIRÉTICOS
PIROGÊNIO
AINES  Hipotálamo possui uma temperatura predeterminada
(37ºC), funcionando como ponto de ajuste (set point),
↑PGE2 que condiciona sua atividade. Qualquer desvio desse
Hipotálamo
padrão é detectado pelos termorreceptores, aciona o
ELEVAÇÃO DO Temperatura normal centro termorregulador do hipotálamo, que faz um
SET POINT 36,5ºC – 37,5ºC reajuste na temperatura corporal.
 AINEs: reajustam o termostato e os mecanismos de
ELEVAÇÃO DA FEBRE
TEMPERATURA  PGs (PGE2 ) Termorregulação passam a atuar para reduzir a
temperatura, através da inibição da produção de PGE2
 PGs não são os únicos mediadores da febre.

 Endotoxinas bacterianas causam a liberação de pirogênios pelos macrófagos (IL-1, TNFα , IL-6), que
estimulam a produção de PGE2 no Hipotálamo, que elevam o Set point, produzindo Vasoconstrição
periférica, Piloereção e Tremores que causa aumento da Temperatura corporal.
EFEITO CARDIOVASCULAR DA ASPIRINA

Em baixas doses (<100mg/kg): Efeito cardioprotetor

SISTEMA VASCULAR

Homeostasia

PGI2 TXA2
Endotélio Plaquetas

Antiagregante Agregante
plaquetário plaquetário
EFEITO CARDIOVASCULAR DA ASPIRINA

Ex.: SISTEMA VASCULAR


Aspirina em baixas doses
PGI2
Endotélio
Antiagregante

TXA2
Plaquetas
Agregante

DIMINUIÇÃO DOS EFEITOS TROMBÓTICOS


SISTEMA VASCULAR

ROFECOXIB

TXA2
Plaquetas
COX2
CONSTITUTIVA Agregante
PGI2
Endotélio
Antiagregante

AUMENTO POTENCIAL NOS EVENTOS TROMBOEMBÓLICOS


Consequências da inibição da COX2 na produção de PGI2 e TXA2
NORMAL ATEROTROMBOSE

INIBIÇÃO
TXA2
 Inibição da COX2: COX2
• Suprime a produção PGI2
• Efeito no equilíbrio antitrombótico

TXA2 PGI2
PGI2

COX2
• Desempenha um papel mais importante como uma
fonte de PGI2 , aumenta a produção de TXA2.
• Tem um efeito mais profundo sobre a balança
Prostanóide, favorecendo a produção TXA2 e
promovendo formação de trombose plaquetas-
Células endoteliais  Fonte de PGI2
dependente.
Plaquetas Fonte de TXA2
TRATO GASTROINTESTINAL
Indometacina  não seletivo
Diclofenaco  não seletivo
Meloxicam  não seletivo
Celecoxib  inibidor COX 2

ULCERAÇÃO INTESTINAL APÓS ADMINISTRAÇÃO DE AINES


INCIDÊNCIA DE ÚLCERA GASTRODUODENAL APÓS
TRATAMENTO - CELECOXIB
NAPROXENO  Não seletivo. Maior afinidade por COX2
CELECOXIB  Inibidor COX2
30
26%
Incidence of ulcers (%)

25

20
15

10
6%* 6%*
4% 4%*
5

0
Placebo Naproxen Celecoxib Celecoxib Celecoxib
500 mg bid 100 mg bid 200 mg bid 400 mg bid
GRAUS RELATIVOS DE SELETIVIDADE
Risco Cardiovascular Risco Gastrointestinal

Implicação dos graus relativos de selectividade.

• Graus de seletividade:
• COX1 estão associados do risco GI
• COX2 associados ao risco cardiovascular
DOSE E POSOLOGIA

Tabela 1 – Dose e posologia dos AINES:

DOSE DIÁRIA Nº DE IDADE MÍNIMA RECOMENDADA


MEDICAMENTO
(mg) TOMADAS (dia) (anos)
AAS 80 – 100 3–4 12
NAPROXENO 10 – 20 2 2
IBUPROFENO 20 – 40 3–4 6 meses
INDOMETACINA 1,5 – 3 3 14
MELOXICAM 7,5 – 15 1 13
CELECOXIBE 200 – 400 2 18
VALDECOXIBE 40 1 18
PARECOXIBE 40 (EV / IM) 1 18
ETEROCOXIBE 60 – 120 1 16
LIMIRACOXIBE 100 – 400 1 18
CLASSIFICAÇÃO

Tabela 2 – Classificação quanto a ação:


DOSE DIÁRIA DURAÇÃO
MEDICAMENTO ANALGESIA ANTI-INFLAMATÓRIA ANTIPIRÉTICA
(mg) (hrs)
AAS 325 – 1000 4–6 +++ +++ +++
PARACETAMOL 325 – 1000 4–6 +++ 0 +++
DIPIRONA 0,5 – 2 4–6 +++ + +++
INDOMETACINA 25 – 75 6–8 +++ +++ +++
DICLOFENACO 50 8 +++ +++ +++
NAPROXENO 250 – 500 8 – 12 +++ +++ ++
CETOPROFENO 50 – 100 6 ++ +++ +
PIROXICAM 20 >24 +++ +++ +
CELECOXIBE 200 12 ++ ++ +
PARECOXIBE 40 – 80 24 +++ +++ +
ETORICOXIBE 60 24 +++ +++ +
DOSE E POSOLOGIA

 EFEITOS ADVERSOS:
• Possuem a eficácia similar, a escolha do AINE a ser indicado, deve basear-se em outros
critérios como: Toxicidade relativa, Conveniência para o paciente, Custo.
• Eventos gastrintestinais – Idade avançada, doença ulcerosa péptica prévia,
sangramento prévio e uso concomitante de outro AINEs ou Corticosteróide são fatores
de risco para as complicações gástricas como: Ulcerações de mucosa, Esofagite de
refluxo, Estreitamento esofagiano e a Úlcera péptica.
• Eventos renais – ICC, Cirrose, Diabetes, Nefropatia hipertensiva, Idade avançada e
depleção de volume constituem fatores de risco.
• Efeitos indesejáveis – retenção de sal, insuficiência renal aguda reversível e nefrite.

HILARIO; TERRERI; LEN, 2006.


DOSE E POSOLOGIA

 EFEITOS ADVERSOS:
• Eventos cutâneos – Fotossensibilidade, Eritema multiforme, Urticária e Síndrome de
Steven-Johnson (Febre, Erupções graves na pele – bolhas, esfoliação e descamação)
• Hepatoxicidade – Paracetamol
• Eventos cardiovasculares – IAM, Isquemia cerebrovascular, Hipertensão e exacerbação
da ICC podem estar associadas aos AINEs (COX2)
• Interação Medicamentosa – se ligam fortemente às proteínas plasmáticas, podendo
deslocar outras medicações de seus sítios ligantes. Ex. – Metotrexato, Fenitoína e as
Sulfonilureias, aumentando sua Atividade e Toxicidade.
REVISÃO

 PROSTAGLANDINAS
 FUNÇÕES FISIOLÓGICAS DAS PROSTAGLANDINAS
• Estimulação da agregação Plaquetária  TXA2
• Inibição da Agregação Plaquetária  PGI2
• Relaxamento vascular  PGE2, PGI2
• Contração Vascular  PGF2α, TXA2
• Contração Brônquica  PGF2, LCT, LTD, TXA
• Relaxamento Brônquico  PGE2
• Citoproteção da mucosa gástrica  PGE2, PGI2
REVISÃO

 PROSTAGLANDINAS
 FUNÇÕES FISIOLÓGICAS DAS PROSTAGLANDINAS
• Manutenção do fluxo renal e regulação do metabolismo de Na+ e K+  PGE2, PGI2
• Indução contração uterina  PGE, PGF2
• Produção de febre  PGE2
• Hiperalgesia por potencialização dos mediadores da dor
• Sensibilização das terminações nociceptivas periféricas
REVISÃO

 PROSTAGLANDINAS
 APLICAÇÕES TERAPÊUTICAS DAS PROSTAGLANDINAS
• Estimulação uterina  aborto entre 12a e 20a semana
• TGI  Antiulceroso
• Agregação Plaquetária  Substituto da heparina
• Impotência masculina  Corpos cavernosos
• Inibidores dos leucotrienos  Asma
REVISÃO - AINEs

 AINES

• AAS pode ser considerado um AINEs tradicional, mas ele apresenta efeito anti-
inflamatório apenas em dosagens relativamente altas, raramente usadas.

• Ele é mais usado em dosagens baixas para a prevenção de eventos cardiovasculares,


como o AVE e o IAM

• AAS é diferenciado dos outros AINEs, frequentemente, por ser um inibidor irreversível
da atividade da ciclooxigenase.
REVISÃO - AINEs

 MECANISMO DE AÇÃO:

• AAS é um ácido orgânico fraco que acetila irreversivelmente e, assim, inativa a


ciclooxigenase.

• Todos os outros AINEs são inibidores reversíveis da ciclooxigenase.

• AINEs, inclusive o AAS, realizam três ações terapêuticas principais: Reduzem a


inflamação (Efeito anti-inflamatório), Reduzem a dor (Efeito analgésico) e Reduzem a
febre (Efeito antipirético).
REVISÃO - AINEs
 MECANISMO DE AÇÃO:

 AÇÃO ANTI-INFLAMATÓRIA:

• A inibição da ciclooxigenase diminui a formação de PGs e, assim, modula os


aspectos da inflamação nos quais as PGs atuam como mediadoras.

• AINEs inibem a inflamação na artrite, mas não evitam o avanço da doença nem
induzem remissão.
REVISÃO - AINEs

 MECANISMO DE AÇÃO:

 AÇÃO ANALGÉSICA:

• Acredita-se que a PGE2 sensibiliza as terminações nervosas à ação da Bradicinina


(BK), da Histamina e de outros mediadores químicos liberados localmente pelo
processo inflamatório, diminuindo a síntese de PGE2, a sensação de dor pode
diminuir.

• COX-2 é expressa durante inflamações e lesões, parece que a inibição dessa enzima
é responsável pelo efeito analgésico dos AINEs.
REVISÃO - AINEs

 MECANISMO DE AÇÃO:

 AÇÃO ANALGÉSICA:

• Todos os AINEs demonstraram eficácia equivalente na ação analgésica.

• AINEs são usados, principalmente, para combater dores de leves a moderadas


originadas de distúrbios musculoesqueléticos, exceto o Cetorolaco, que pode ser
usado contra dores mais graves, mas por um curto período.
REVISÃO - AINEs

 MECANISMO DE AÇÃO:

 AÇÃO ANTIPIRÉTICA:

• Febre ocorre quando o “ponto de referência – set point” do centro


termorregulador hipotalâmico anterior é aumentado.

• Isso pode ser causado pela síntese da PGE2, que é estimulada quando agentes
endógenos causadores de febre (pirógenos), como as citocinas, são liberados pelos
leucócitos ativados por infecção, hipersensibilidade, câncer ou inflamação.

• AINEs – ↓Temperatura corporal em pacientes febris, impedindo a síntese e a


liberação da PGE2.
REVISÃO - AINEs

 MECANISMO DE AÇÃO:

 AÇÃO ANTIPIRÉTICA:

• Esses fármacos, essencialmente, recolocam o “termostato” no normal, e


rapidamente diminui a temperatura corporal de pacientes febris, aumentando a
dissipação do calor como resultado da vasodilatação periférica e da sudoração.

• AINEs não têm efeito sobre a temperatura normal do organismo.


REVISÃO - AINEs

 USOS TERAPÊUTICOS:

 USOS ANTI-INFLAMATÓRIO E ANALGÉSICO:

• AINEs são usados no tratamento – Osteoartrite, Gota e da AR.

• Esses fármacos também são usados para tratar condições comuns que requerem
analgesia – Cefaleia, Artralgia, Mialgia e Dismenorreia.

• Associação de Opióides com AINEs pode ser eficaz no tratamento da dor causada
pelo câncer e, além disso, o acréscimo de AINEs pode levar a um efeito poupador
de opióide, ao permitir o uso de dosagens menores desse fármaco.
REVISÃO - AINEs

 USOS TERAPÊUTICOS:

 USOS ANTI-INFLAMATÓRIO E ANALGÉSICO:

• Salicilatos exibem apenas atividade analgésica em ↓Dosagens e somente em


↑Dosagens eles têm atividade anti-inflamatória.

• Exemplo – 2 comprimidos de 325 mg de AAS administrados 4x ao dia produzem


Analgesia, ao passo que 12 – 20 comprimidos diários de 325 mg produzem
Analgesia e Atividade Anti-inflamatória.
REVISÃO - AINEs

 USOS TERAPÊUTICOS:

 USO ANTIPIRÉTICO:

• AAS, Ibuprofeno e Naproxeno podem ser usados para combater a febre.

• AAS deve ser evitado em pacientes com menos de 20 anos de idade com infecção
viral, como Varicela (Catapora) ou Gripe (Influenza), para prevenir a Síndrome de
Reye (Doença rara e grave que causa confusão mental, inchaço no cérebro e danos
ao fígado), que pode causar Hepatite fulminante com Edema cerebral,
frequentemente levando ao Óbito.
REVISÃO - AINEs

 USOS TERAPÊUTICOS:

 APLICAÇÕES CARDIOVASCULARES:

• AAS é usado para inibir a aglutinação plaquetária.

• ↓Doses de AAS inibem a produção de TXA2 mediada por COX-1, reduzindo a


vasoconstrição e a aglutinação de plaquetas mediada por TXA2 e o subsequente
risco de eventos cardiovasculares.
REVISÃO - AINEs
 USOS TERAPÊUTICOS:

 APLICAÇÕES CARDIOVASCULARES:

• ↓Doses de AAS (< 325 mg; muitos consideram doses de 75 – 162 mg, comumente 81
mg) são usadas profilaticamente para:

• ↓Risco de eventos cardiovasculares recorrentes e/ou morte em pacientes com


IAM prévio ou angina de peito instável

• ↓Risco de ataques isquêmicos transitórios (AITs) recorrentes ou AVEs

• ↓Risco de eventos cardiovasculares ou morte em pacientes de alto risco, como


aqueles com angina estável crônica ou diabetes.
OBRIGADO

Você também pode gostar