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Modelos que explicam a génese das células eucarióticas:

 Autogénico;
 Endossimbiótico;

˗ˏˋOrigem das células eucarióticas e da multicelularidade´ˎ˗

As primeiras células eucarióticas devem ter-se formado a partir de células procarióticas já existentes.

Segundo o modelo autogénico, algumas células procarióticas tornaram-se progressivamente mais


complexas através de invaginações na membrana citoplasmática para o interior do citoplasma. Essas
invaginações teriam rodeado o nucleoide, originando o núcleo e formando compartimentos
separados do resto do citoplasma. Prolongamentos da membrana celular desenvolveram-se para o
interior do citoplasma originando compartimentos separados que viriam a construir organelos
celulares.

(segundo esta hipótese o material genético do núcleo e de certos organitos deveria ter a mesma
estrutura o que não acontece)
:*˚:✧

Segundo o modelo endossimbiótico, as células procarióticas primitivas de menores dimensões


foram endocitadas por células procarióticas maiores e passaram a viver em simbiose no seu interior
(endossimbiose) e após algum tempo a endossimbiose tornou-se cada vez mais estreita formando
alguns organelos.

✧ Dados que apoiam a hipótese endossimbiótica ✧

Os cloroplastos e mitocôndrias:

 Assemelham-se a bactérias em termos de forma e tamanho;


 Produzem as suas próprias membranas internas;
 Dividem-se independentemente da célula;
 Contêm DNA em moléculas circulares e em regra não associado a proteínas;
 São semiautónomos;
 Os ribossomas e cloroplastos são mais semelhantes em tamanho e características
bioquímicas aos ribossomas de procariontes do que aos ribossomas que existem no
citoplasma de eucariontes;
 Algumas bactérias e eucariontes unicelulares formam associações simbióticas (flora
intestinal);

✧ Limitações da hipótese endossimbiótica ✧

- Não explica de forma muito clara a origem do núcleo da célula eucariótica;

- Não esclarece de que forma o dna nuclear comanda o funcionamento do cloroplasto e da


mitocôndria;

: ✧É provável que em algumas células eucarióticas associadas em colonia tenha ocorrido a


diferenciação das células passando assim a desempenhar funções especializadas. A colónia começou a
comportar-se como um indivíduo surgindo a multicelularidade.
A multicelularidade conferiu vantagens aos organismos como por exemplo:

 A utilização mais eficaz da energia (devido à especialização celular no desempenho de


algumas funções); -uma melhor adaptação ao ambiente (devido a uma maior diversidade de
formas vivas);
 Maior autonomia em relação ao meio externo (pois os sistemas de órgãos passaram a
contribuir para a manutenção (homeostasia) do meio interno em condições favoráveis à vida;
 Permitiu uma defesa mais eficaz dos predadores;

---//--

✧ Fixismo

As três correntes fixistas explicativas da biodiversidade têm em comum não aceitarem alterações nos
seres vivos, sendo imutáveis.

 Geração espontânea: explica a origem e diversidade de seres vivos por receitas, através das
quais a matéria inorgânica se transforma em seres vivos;
 Criacionismo (apoiada por Aristóteles): Explica a origem e diversidade de seres vivos por um
criador/Deus
 Catastrofismo (enunciada por cuvier) : Explica a biodiversidade por catástrofes que
eliminaram os seres vivos substituindo-os por outros diferentes;

✧ Evolucionismo

˚:✧ Lamarckismo

O lamarckismo combateu o fixismo, foi a primeira teoria científica sobre a evolução e tem como
princípios fundamentais a lei do uso e desuso e a lei de transmissão dos caracteres adquiridos.

Segundo Lamarck, o ambiente em mudança é o principal responsável pela evolução dos seres.

A necessidade que os seres sentem de se adaptar às novas condições ambientais conduz ao uso e
desuso contínuo de certos órgãos. Desta forma, a utilização de um órgão acabará por determinar o
seu desenvolvimento estrutural como forma de adaptação ao meio.

Lamarck considerava também que as transformações no desenvolvimento e atrofia dos órgãos eram
transmitidas à descendência- lei da transmissão dos caracteres adquiridos. Essas transformações ao
acumularem-se ao longo de gerações sucessivas iriam dar origem a novas espécies.

O lamarckismo foi contestado por várias razões, tais como:

 As modificações nos órgãos obtidas devido ao uso e desuso são individuais;


 Não é possível testar a hipótese de que as alterações orgânicas, que conduzem à adaptação
do meio, resultem das necessidades do organismo;

˚:✧ Darwinismo

(seleção natural é apresentada como mecanismo essencial que dirige a evolução)

Darwin utilizou fundamentos:

 Geológicos: assumiu que, tal como a terra, a vida sobre a terra sofre mudanças constantes e
graduais;
 Biogeográficos: apercebeu-se da diferença entre as espécies de diferentes locais devido às
condições ambientais;
 Seleção artificial: apercebeu-se que se se podia obter tanta biodiversidade por seleção
artificial então também é possível que ocorra na natureza pelos fatores ambientais por
seleção natural;
 Crescimento das populações: Embora as populações naturais tendam a crescer em
progressão devido à sua capacidade reprodutiva, o nº de indivíduos não aumenta muito entre
gerações devido a mortes, em competição por alimento, acasalamento, habitat etc.;
 Variabilidade Intraespecífica: Darwin verifica que existe uma grande variabilidade dentro de
cada espécie;

A principal crítica ao darwinismo é o facto de nunca ter explicado a causa das variações nos indivíduos
de uma população e o seu modo de transmissão à descendência;

˚:✧ Neodarwinismo

(Combinação das ideias originais de Darwin com dados de genética, paleontologia, biogeografia,
embriologia e etologia)

O neodarwinismo engloba duas ideias fundamentais: mutações e recombinação genética;

*quanto maior a diversidade dos seres vivos, maior a sua probabilidade de se adaptarem a um meio
em mudança e evoluírem*

O conceito de individuo “ mais apto” é um conceito temporal, pois quando as características do meio
se alteram, o conjunto génico mais favorável pode deixar de o ser nas novas condições do meio.

Fatores de evolução: Seleção Natural; mutações; Deriva genética; Fluxo genético; cruzamentos
não ao acaso; seleção artificial.

 A seleção natural pode determinar a manutenção de um fundo genético ou alteração da


sua composição;
 As Mutações são a fonte primária da variabilidade genética que introduz nas populações
novos genes e para estas terem valor evolutivo não podem ser letais e terão de ocorrer
nas células reprodutoras;
 A Deriva genética consiste na variação do fundo genético como resultado do acaso
ocorrendo normalmente nas populações mais pequenas: efeito fundador- um grupo de
indivíduos de uma dada população coloniza um novo habitat, transportando com eles
uma parte do fundo genético de uma população. Há genes que podem não ser
transportados sendo assim os fundadores diferentes da população inicial;
 Efeito de gargalo- sucede quando uma dada população passa por um período com falta
de alimento, incêndios, terramotos, etc. (devido a fatores ambientais) e apenas alguns
indivíduos sobrevivem. Pode ocorrer a fixação de certos genes, enquanto os outros são
eliminados.
 O fluxo génico: migrações que são movimentações de indivíduos de uma região para
outra, o que vai corresponder à existência de um fluxo de genes; A migração pode
ocorrer por emigração (saída de genes) e imigração (entrada de genes).
 A Seleção artificial consiste na modificação das espécies por parte do homem, de acordo
com os seus interesses, alterando o sentido da evolução natural.
Whittaker

Processos de evolução convergente e divergente

 Estruturas homólogas: órgãos com a mesma origem, a mesma estrutura básica e posição idêntica
no organismo, podendo apresentar formas e funções diferentes; à medida que os indivíduos se
adaptam a ambientes diferentes, os órgãos evoluem de forma diferente a partir de uma estrutura
ancestral comum, nesses contextos ambientais, as estruturas passam a desempenhar funções
diferentes, refletido uma evolução divergente.

 Estruturas análogas: órgãos que tem origem, estrutura e posição relativa diferentes,
desempenhando a mesma função, apesar de não evidenciarem parentesco evolutivo entre os
organismos que os possuem, estes órgãos tem interesse como argumento favor da evolução
convergente, uma vez que documentam o efeito adaptativo da seleção natural; a existência de
semelhanças na estrutura e nos processos celulares dos seres dos vários reinos e constitui também
um forte argumento a favor de uma origem comum para os seres vivos.

Sistemas de classificação de seres vivos

 Práticos: de acordo com a utilidade, interesse económico, etc.;


 Racionais: de acordo com as características morfológicas, anatómicas e fisiológicas;
Horizontais:
 Não tem em conta a evolução dos organismos;
 Classificações fenéticas;
Verticais:
Baseia-se no agrupamento de organismos de acordo com as suas relações evolutivas;
 Classificações filogenéticas;

Lineu propôs as categorias taxonómicas (espécie, género, família, ordem, classe, filo e reino) e criou a
nomenclatura binominal para a categoria “espécie”, é uma classificação horizontal;

Classificações pós-darwinistas: filogenéticas (o grau de semelhança entre os grupos reflete o tempo


em que ocorreu uma divergência evolutiva); *Margulis*
Minerais

Os minerais são sólidos naturais, inorgânicos, com estrutura cristalina e com uma composição
química bem definida ou variável dentro de limites estabelecidos;

Propriedades:

 Cor: resulta da absorção por parte do mineral de alguma das radiações que compõem a luz
branca;
Idiocromáticos: apresentam cor constante;
Alocromáticos: apresentam cor variável;
 Risco ou traço: A risca é a cor do mineral quando reduzido a pó;
 Brilho: é o aspeto do material apresenta quando reflete a luz, deve ser observado numa
fratura recente;
 Clivagem: propriedade na qual o mineral se fratura por planos paralelos entre sim com
superfícies lisas e brilhantes, os planos de clivagem resultam de ligações mais fracas em
determinadas direções da rede cristalina;
 Dureza: corresponde á resistência que um mineral apresenta ao ser riscado por outro; a
dureza pode ser medida pela escala de Mohs;
Ciclo das rochas

As rochas magmáticas resultam do arrefecimento e consolidação do magma à superfície (rochas


vulcânicas ou extrusivas) ou em profundidade (rochas plutónicas ou intrusivas),

As rochas sedimentares formam-se a partir da meteorização e erosão de rochas preexistentes


(magmáticas, metamórficas e outras sedimentares), originando um sedimento que pode sofrer
transporte e deposição noutro local; a deposição sucessiva de camadas de sedimentos pode
provocar a compactação, cimentação e afundamento das camadas inferiores, que sofrem litificação,
originando rochas sedimentares consolidadas; estas também se podem formar pela precipitação de
compostos dissolvidos na água ou pela atividade dos seres vivos;

As rochas metamórficas formam-se após as rochas sofrerem um afundamento, estando sujeitas a


temperaturas bastante elevadas (principais fatores do metamorfismo), podem fundir e originar
magma que por arrefecimento e consolidação formam uma rocha magmática;

As rochas quimiobiogénicas resultam da acumulação de organismos depois de mortos ou de


detritos da sua atividade;

As rochas quimiogénicas resultam da precipitação a partir de substâncias dissolvidas na água que


poderão a partir dela serem transportadas a longas distâncias.

Rochas sedimentares

Possuem duas etapas fundamentais:

 Sedimentogénese
Elaboração dos materiais que as vão constituir até à sua deposição;
-> Meteorização -> erosão -> transporte -> deposição
 Diagénese
Evolução posterior dos sedimentos, conduzindo à formação de rochas consolidadas;
-> Compactação -> cimentação

Materiais constituintes das rochas sedimentares.

Detríticos- Dimensões variadas desde pequeniníssimas dimensões até grandes blocos; Resultantes
dos afloramentos rochosos;

Origem química- Resultam da precipitação de substâncias transportadas dissolvidas na água;

Origem biológica- Restos de seres vivos, como por exemplo: conchas, peças esqueléticas,
fragmentos de plantas, pólenes;

o Sedimentogénese

Meteorização
Alterações (físicas e/ou químicas) provocadas pelo vento, água, variações de temperatura,
pelos próprios seres vivos.
Meteorização física:
 Crioclastia - expansão de fraturas nas rochas devido à congelação da água nas
mesmas;
 Haloclastia – formação e desenvolvimento de sais ou outros minerais que
expandem as fraturas existentes nas rochas;
 Termoclastia – dilatações e contrações dos diferentes minerais constituintes de uma
rocha quando submetidos a grandes variações de temperatura;
 Atividade biológica – por exemplo as galerias escavadas ou ampliadas pelos animais
e o engrossamento das raízes que dilatam as fraturas;
 Esfoliação – Separação da rocha originada por diáclases paralelas à superfície,
devidas à descompressão pelo alívio do peso das camadas superiores;

Meteorização química:
Pode ocorrer de duas formas - os minerais são dissolvidos completamente, podendo
posteriormente precipitar formando os mesmos minerais (exemplos: calcite ou halite);
Os minerais são alterados, formando posteriormente minerais (exemplo: os feldspatos
originam minerais de argila).
Depende das condições ambientais e é mais intensa em regiões de clima quente e
húmido.

 Hidrólise – substituição dos catiões da estrutura de um mineral pelos iões de


hidrogénio. Estes iões têm origem na água ou num ácido e pode originar:
Formação de novos minerais: feldspato para minerais de argila e sílica dissolvida;
Completa desintegração do mineral original: Olivinas e piroxenas;

 Oxidação – O oxigénio também é responsável pela meteorização química,


provocando oxidações (atingem minerais ricos em ferro):
Hematite – novo mineral rico em óxidos de ferro
Oxidação: perda de Iões / Redução: ganho de Iões;
 Carbonização – As águas acidificadas podem reagir, por exemplo com minerais
formados por carbonato de cálcio (exemplo: Calcite);
Estas reações podem provocar o alargamento de fissuras onde a água se infiltra e
circula – originar rede de galerias e grutas.
 Hidratação/desidratação – aumento do volume dos minerais facilitando a
desintegração da rocha;
 Dissolução – reação dos minerais com a água ou ácido na qual o mineral desaparece;
Erosão
É o processo pelo qual os agentes erosivos arrancam e separam fragmentos da rocha mãe;

Baseada em 2 processos:
Remoção das partículas sedimentares, deixando descoberta a rocha sã (que passa a estar sujeita à
meteorização);
Desgaste provocado pelo vento juntamente com as partículas que transporta nas rochas (em geral
diferenciando ao nível do solo);

Transporte
Os agentes de transporte (dos materiais resultantes da meteorização e erosão) mais
importantes são:
Gravidade
Vento (suspensão, saltação ou deslizamento)
Água

Deposição
Quando a ação dos agentes de erosão e transporte se anula ou é reduzida;

o Diagénese

Compactação
Compressão de sedimentos pelas camadas superiores que sobre eles se foram
depositando (com consequente expulsão de água; diminuição de porosidade e do seu
volume);

Cimentação
Preenchimento dos espaços entre os sedimentos por um “cimento”;

Transgressão- mar recua


Regressão- mar regressa

https://www.biologianet.com/evolucao/teoria-endossimbiotica.htm
https://uniarea.com/forum/index.php?threads/biologia-e-geologia-d%C3%BAvidas-
apontamentos-e-discuss%C3%B5es.707/page-243
https://www.examesnacionais.com.pt/exames-nacionais/11ano/2012-1fase/Biologia-
Geologia.pdf