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curiosidades
sobre a Psicanálise
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Você sabia que para ser
psicanalista não é preciso,
necessariamente, ser formado
em Psicologia?
Essa é uma das grandes curiosidades que intrigam a
todos! Embora a Psicanálise seja parte da grade do curso
de Psicologia, não é necessária a formação em Psicologia
para exercer função de Psicanalista, ou seja, profissionais
de outras áreas, que se especializam em Psicanálise Clínica
estão aptos para considerarem as técnicas psicanalíticas em
seus consultórios. Embora isso seja um pouco estranho para
algumas pessoas, é natural que correntes de pensamento ou
filosofia sejam aplicadas em outras áreas do conhecimento.
Por exemplo, autores freudianos e pós-freudianos são
estudados nos cursos de filosofia e sociologia, pois o seu
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legado é útil também em outros saberes. Para ser Psicanalista,
porém, é necessário mais do que a graduação, pois Freud,
“pai da Psicanálise”, deixou claro que é imprescindível os três
pontos abaixo:
• Percurso Teórico (e é aqui que entra a pós-graduação
da Sanar Saúde Pós, por exemplo);
• Estar em análise;
• Ter uma supervisão clínica.
E isso, Freud chamou de Tripé da Psicanálise.

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Não existe valor fixo da sessão
de análise!
O valor da sessão deve ser negociado entre o analisado e
o analista. A Ordem Nacional dos Psicanalistas têm uma
tabela de sugestão, baseada em um cálculo médio, porém
ela não indica um teto máximo ou mínimo, eles deixam claro
que é apenas uma sugestão. Por isso, a precificação é muito
relativa e depende muito de muitos outros fatores, como
tempo, frequência e gravidade. Cada caso é único.

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É diferente
de psicologia!
Diferente e talvez na contramão da Psicologia, pois a
Psicanálise não trabalha com métodos sugestivos, como a
Psicologia propõe. A Psicanálise atua sobretudo com o desejo,
e o desejo é intransferível e subjetivo. Já a Psicologia foca no
comportamento, e atua com uma modificação/adequação do
sujeito. Essa explicação também ajuda a esclarecer o item 1!

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Freud não falava
só de sexo
Freud falou sobre sexualidade! É diferente. Sexualidade
para Freud é a base das nossas estruturas. Quando em sua
teoria Freud fala sobre sexualidade, ele está se referindo
principalmente à libido, que atravessa e forma a constituição
psíquica de cada um. Podemos ver isso de forma clara quando
estudamos as fases do desenvolvimento psicossexual, por
exemplo.
Ou seja, sexualidade, da maneira explorada pela
Psicanálise, não se relaciona ao genital, é uma construção
relacionada a desejos, e é maior do que a simplicidade
atribuída comumente à definição de sexo.

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A psicanálise é considerada por
Freud "a cura pelo amor"
Para que uma análise aconteça, é necessário que haja o que
Freud chamou de transferência, entre analisando e analista.
A transferência é considerada um fenômeno universal,
e Freud denominou a transferência como Amor, pois é a
repetição, a atualização das histórias dos nossos amores, dos
nossos encontros. Assim, o que se faz em análise é repetir
modalidades, afetos, demandas.
Quem faz análise pode se lembrar de quantas vezes não
sentiu medo ou receio de seu analista se decepcionar com
alguma decisão que tomou? Essa ação é muito parecida com
as relações fraternas e até amorosas.

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Psicanalista NÃO trabalha
com hipnose
A hipnose foi deixada por Freud em 1889, pois ele percebeu
que os sintomas dos pacientes eram deslocados e não
eliminados. Desde então, a Psicanálise só trabalha com o
método de associação livre – falar tudo que vem à mente,
sem censura.

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O divã é um móvel que Freud
começou a utilizar para que os
pacientes pudessem associar
livremente
Usar um móvel confortável facilita para que o paciente se
mova para algo que é íntimo e interno.
Muitas pessoas se sentem constrangidas em falar olhando
para o analista, assim, o divã ajuda no método de associação
livre.

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Lacan, o Freudiano que deu
sequência a obra psicanalítica
Fazendo uma releitura da obra freudiana, Lacan chegou ao
seu mais citado aforismo nos dizendo que: “O inconsciente é
estruturado pela linguagem”.
Deste modo, ele traz a teoria psicanalítica para algo mais
inteligível, mas sem abandonar os conceitos da psicanálise.
Lacan facilita o impasse clínico, trazendo à tona três registros
do nosso psiquismo:
• o real • o simbólico • o imaginário
imagin
Ele trabalha esses três registros no formato de um nó
ár

borromeano.
io

nó borromeano
co

re a
ó li

l simb
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O famoso
Édipo
Freud parte do mito, assim como em vários outros conceitos
de sua teoria, para falar da constituição do sujeito.
O Complexo de Édipo não deve ser visto de uma forma
simplista como ouvimos por aí “a menina se apaixona pelo
pai e o menino pela mãe”, e sim, deve ser entendido da forma
como nós, no começo da nossa vida, entre os 3 e 6 anos,
aprendemos a nos relacionar.
Aqui é importante lembrar que, em Psicanálise, quando
se fala de pai e mãe, refere-se às funções tanto maternas
quanto paternas, e é por isso que toda criança passa pelo
édipo, independente do meio a que ela está inserida. Sempre
há alguém que faça esse papel. É a partir do Édipo que
podemos ver a questão do limite do sujeito, que sempre

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nomeamos como castração. O Complexo de Édipo é uma
história para que possamos dar conta disso que todos nós
passamos, que é a forma que aprendemos a amar, a nos
relacionar e inclusive perder.

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Identificar as estruturas de
personalidade
A Psicanálise não deixa de lado a ideia de diagnóstico,
pelo contrário, considera de extrema importância. Porém
o entende de uma forma diferente. Freud se baseou na
psiquiatria clássica para os termos estruturais.
A primeira questão sobre diagnósticos é o manejo clínico.
É necessário que se saiba a estrutura do sujeito para manejar
uma análise possível. A Psicanálise utiliza a linguagem da
psiquiatria para dar nome a essas estruturas, sendo elas:
neurose, psicose e perversão.
Todos nós, segundo a Psicanálise, somos constituídos em
uma dessas estruturas, e uma das grandes diferenças em
cada uma delas são as formas que os sintomas vão surgindo.

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Referências
bibliográficas

FREUD, Sigmund. (1912a) A dinâmica da LAPLANCHE, J.; PONTALIS, J.-B.


transferencia. Obras Completas. Rio de Vocabulário de psicanálise. Trad. Pedro
Janeiro: Imago, 1976, 129-143. (Edição Tamen. São Paulo: Martins Fontes, 1998.
Standard Brasileira, Vol. XII.
ROUDINESCO, E.; PLON, M. Dicionário
FREUD, Sigmund. (1912b) de psicanálise. Trad. Vera Ribeiro e Lucy
Recomendações aos médicos que Magalhães. Rio de Janeiro: Zahar, 1998.
exercem a psicanálise. Obras Completas.
Rio de Janeiro: Imago, 1976, 145-159.
(Edição Standard Brasileira, Vol. XII.
FREUD, Sigmund. (1915) Observações
sobre o amor transferencial (Novas
recomendações sobre a técnica da
psicanálise III). Obras Completas. Rio de
Janeiro: Imago, 1976, 205-223. (Edição
Standard Brasileira, Vol XII)

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