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INSTITUTO DE ENSINO SUPERIOR MÚLTIPLO- IESM

PÓS-GRADUAÇÃO EM LIBRAS/EDUCAÇÃO ESPECIAL

GISLENE FERREIRA DA SILVA SANTOS

A IMPORTÂNCIA DA LIBRAS PARA INCLUSÃO ESCOLAR DO SURDO.

BATALHA-PI
2020
GISLENE FERREIRA DA SILVA SANTOS

A IMPORTÂNCIA DA LIBRAS PARA INCLUSÃO ESCOLAR DO SURDO.

Trabalho de conclusão de curso


apresentado ao Instituto De Ensino
Superior Múltiplo- IESM como requisito
parcial para conclusão da disciplina de
TCC II.

Orientado pela profº.: Cleia Aguiar Oliveira

BATALHA-PI

2020
A IMPORTANCIA DA LIBRAS PARA A INCLUSAO ESCOLAR DO SURDO.
Gislene Ferreira da Silva Santos1
Cleia Aguiar Oliveira2

RESUMO
O presente artigo tem como objetivo mostrar a importância da língua brasileira de
sinais e das adaptações de pequeno porte para a inclusão do surdo no Ensino
Regular, sendo esta essencial para o desenvolvimento e aprendizagem do mesmo
no contexto educacional. A inclusão não pode ser visto como algo, imposto e sim
como uma premissa onde o sujeito surdo seja parte dos contextos sociais com os
quais vive. Onde não haja diferenças no atendimento a um surdo em sala de aula
que seja comum ao ambiente escolar ter surdos e ouvintes no mesmo espaço. Mas
para que isso aconteça devemos começar pela formação de professores,
fortalecendo a mesma para que tenham acesso a língua de sinais e que a libras se
torne não só parte da formação inicial e continuada dos profissionais de educação,
mas de uso frequente nas escolas.

Palavras-chave: Inclusão, Libras, Formação, Docente.

ABSTRACT
This article aims to show the importance of the Brazilian sign language and small
adaptations for the inclusion of the deaf in Regular Education, which is essential for
its development and learning in the educational context. Inclusion cannot be seen as
something, imposed, but as a premise where the deaf subject is part of the social
contexts with which he lives. Where there are no differences in the care of a deaf
person in the classroom that is common to the school environment having deaf and
hearing in the same space. But for this to happen we must start with teacher training,
strengthening it so that they have access to sign language and that libras becomes
not only part of the initial and continuing training of education professionals, but of
frequent use in schools.

Keywords: Inclusion, Pounds, Training, Teacher.

INTRODUÇÃO

A língua brasileira de sinais, ou LIBRAS como é mais conhecida, é a forma


de comunicação e expressão das comunidades de pessoas surdas do Brasil. Na
língua portuguesa utiliza-se sons que são emitidos pela voz, que para um surdo é

1
Aluna do curso de Pós-Graduação em Libras, Graduada em Pedagogia.
2
Professora Orientadora IESM Especialista em Libras, Português, Educação Especial-IESM e
Graduada em Letras Portuguesas/ Inglês FTC Letras Libras-UFPI, Serviço Social-UNOPAR.
impossível de se perceber. Enquanto a língua portuguesa e uma língua oral-auditiva,
a língua como toa língua de sinais é uma língua de modalidade gestual-visual
porque utiliza movimentos gestuais e expressões faciais que são percebidos através
da visão. O bilinguismo apresenta uma distinção essencial entre a L1( primeira
língua) e a L2( segunda língua).
Aprender uma nova língua é um grande desafio e se for uma modalidade
diferente, como no caso da Libras, maior será essa dificuldade. Desde que língua de
sinais passou a ser utilizada na sala de aula, a partir do final da década de 80, os
educadores de surdos, de um modo geral, buscam ter maior conhecimento dessa
língua, para que sua atuação seja mais adequada e cumpra com seu verdadeiro
papel. É importante que os governantes atuem na formação de professores
capacitados e compromissados com a educação das pessoas com deficiência
auditivas.
Na língua de sinais, o sinal representa o conjunto de configuração, ponto de
articulação e movimento da mão que expressa um significado, formando dessa
maneira um meio de comunicação que se constitui em uma língua. Para conversa,
em qualquer língua, não basta conhecer as palavras, é preciso aprender as regras
de combinação destas palavras em frases.
A língua de sinais para surdos tem características especiais que são bastante
diferentes daqueles da língua falada. As línguas de sinais não são universais, assim
como as línguas faladas. Cada país define sua própria estrutura gramatical. A luta
pelo reconhecimento dos direitos das pessoas surdos ganhou apoio legal nas
ultimas décadas, a Libras foi oficializada, como língua natural dos povos surdos no
Brasil através do decreto de Lei nº 10.436 de 24 de abril de 2002 (BRASIL, 2002) e
em seguida regulamentada pelo Decreto de Lei nº 5.626 de 22 de dezembro de
2005 ( BRASIL, 2005).
O Decreto de Lei nº 5.626, de 22 de 12 de 2005, no artigo 2º, considera-se
pessoa surda como “aquele que, por ter perda auditiva compreende e interage com
o mundo por meio de experiências visuais, manifestando sua cultura principalmente
pelo uso da língua Brasileira de Sinais- LIBRAS” (BRASIL, 2005). Esse decreto, que
oficializou língua Brasileira de sinais, foi um marco importante para a comunidade
de surdos do Brasil abrindo novos caminhos para a comunicação, inclusão e o
ensino da língua de sinais.(Streiechen 2012, p. 113) diz que “a inclusão do aluno
surdo no ensino regular tem gerado conflito e angustias aos profissionais envolvidos
nesse processo”. Pois os professores reclamam que não tem formação ou estão
despreparados para trabalhar com o aluno surdo enfrentando dificuldades de
comunicação e sem sucesso na aprendizagem. Sem duvida nenhuma o profissional
da educação deve ter conhecimento em praticas inclusivo para desenvolver um
trabalho acessível e adequado ao aluno incluso, pois ele é o eixo principal para que
aconteça a aprendizagem, independente se é ou não especial, compete a esse
profissional desenvolver habilidades para aquisição do conhecimento. Mas os outros
profissionais da comunidade escolar são complementos necessários para que a
aprendizagem se caracterize, pois o aluno não é só do professor, e sim da escola.
Além do conhecimento em LIBRAS para o processo inclusivo, é muito
importante a participação da família para que o surdo tenha sucesso na escola, pois
ela é base legal e moral da vida escolar do aluno, pois é o primeiro grupo ao qual ele
pertence em seguida, religião, vizinhança, escola, entre outros e com tudo isso a
ação inclusiva de fazer parte e interagir com esses grupos.
Fernandes considera:

A participação dos pais, por meio do estabelecimento de uma relação


de confiança mútua com os filhos surdos, contribui para a elevação
da autoestima destes, bem como para que não se sintam diferentes,
rejeitados ou incapazes ao ingresso em uma escola e iniciam os
primeiros contatos com leitura e a escrita (Fernandes, 2011, p. 96).

Para que a inclusão se concretize é fundamental o conhecimento em LIBRAS


para todas as pessoas que fazem parte desse processo para facilitar a comunicação
entre ambos, porém o professor não é obrigado a dominar a língua de sinais, essa
tarefa compete ao interprete, que faz a conexão. Mas como podemos pensar em
inclusão do surdo sm saber LIBRAS ?

É até positivo que o professor da criança surda não saiba Libras, porque
esta te, que entender a língua portuguesa escrita. Ter noção de Libras
facilita a comunicação. Mas não é essencial para a aula. Uma criança surda
aprende com o especialista em Libras e leitura labial. Para ser alfabetizada
em língua portuguesa para surdos conhecida como L2 a inclusão não
admite qualquer tipo de discriminação (RESVISTA NOVA ESCOLA.
Entrevista MONTON, maio, 2006).

Para a efetiva inclusão dos alunos surdos em turma de ensino regular é


necessário que os profissionais tenham clareza de quem estamos falando sobre o
que esta sendo falado.
Acredita-se que o fator acolhimento é muito importante porem, não é o
suficiente. De repente, o sentimento de inclusão esta focado na questão da
sociedade, do bom relacionamento, do respeito e não vai além disso porem isso não
é suficiente para que o aluno surdo aprenda e se desenvolva. Como afirma Carvalho
(2007) a linguagem constitui um processo determinante paro o desenvolvimento do
cognição e da consciência, por isso, há que se estabelecer a comunicação entre o
professor e o aluno de Libras mostra-se uma ferramenta decisiva na elaboração das
formações discursivas dos surdos.

2 HISTÓRIA DA LINGUA DE SINAIS

A língua de sinais se mistura com a história dos surdos no Brasil de Libras foi
criada, então junto com o INES, Instituto Nacional de Educação de Surdos, a partir
de uma mistura entre a língua Francesa de sinais e de gestos, já utilizados pelos
surdos brasileiros.
Ela foi ganhando espaço pouco a pouco, mais sofreu uma grande derrota em
1880. Um congresso sobre surdez em Milão proibiu o uso das línguas de sinais no
mundo acreditando que a leitura labial era melhor forma de comunicação para os
surdos. Isso fez com que eles parassem de se comunicar por sinais, com a
persistência do uso é uma crescente busca por legitimidade da língua de sinais, a
Libras voltou a ser aceita. A luta pelo reconhecimento da língua, no entanto, não
parou. Em 1993 uma nova batalha começou, com um projeto de lei que buscava
regulamentar o idioma no país. Quase dez anos depois, em 2002, a língua
Brasileira de Sinais foi finalmente reconhecida como língua oficial no Brasil.
Nos últimos anos não foram poucas as leis e recomendações que buscam
regulamentar propagar seu uso e garantir direitos à comunidade surda.
No caso dos surdos, duas leis podem ser consideradas como referência. A lei
da Acessibilidade, de 19 de novembro de 2000, define que o poder público deve
garantir às pessoas com deficiência auditiva o direito à informação, por meio da
eliminação de qualquer barreira que possa impedir a comunicação, e deve promover
a formação de interpretes de Libras.
A Lei nº 10.436, de 2002, conhecida como Lei da Libras, reconhece a Libras
como língua natural dos surdos e coloca como dever dos órgãos públicos apoiar e
difundir a Libras e promover a língua em cursos de licenciatura e outros. Mesmo
com todos esses avanços, a Libras ainda é pouco conhecida e usada entre os
ouvintes. Para mudar essa realidade precisamos tratar a Língua Brasileira de Sinais
como realmente nossa defendo-a e procurando aprender mais sobre ela.
2008: Instituído o Dia Nacional do Surdo, comemorada em 26 de setembro,
considerado o mês dos surdos.

2.1. LIBRAS (Língua Brasileira de Sinais )

A língua Brasileira de sinais é conhecida amplamente por Libras, é usada por


milhões de brasileiros surdos e também ouvintes. De acordo com o IBGE, há mais
de dez milhões de pessoas com alguma deficiência auditiva no Brasil. O
desenvolvimento de politicas de inclusão para a comunidade surda fez com o que,
em 2002, a Libras fosse reconhecida como língua oficial, durante o governo de
Fernando Henrique Cardoso, pela Lei nº 10.436, isso foi resultado de ampla
modificação da comunidade surda na luta pela ampliação de seus direitos.
A Libras não é universal, cada país possui a sua própria língua de sinais. O
termo “Surdo-mudo” não existe mais, pois os surdos podem aprender a falar se
forem submetidos a técnicas de oralização. Por isso, o correto é dizer apenas
surdo. Na comunidade surda, cada pessoa recebe um sinal próprio. Esse sinal
costuma ser relacionado à aparência física, como cabelos, uma cicatriz ou ate
mesmo aparelho para um dos ouvidos, outro ponto importante é que, na Libras,
cada palavra possui um sinal próprio e, quando ainda não há uma sinal, podemos
identifica-las com ajuda da datilografia, ou seja com a soletração por meio do
alfabeto de Libras.

2.2. Alfabeto Manual

É uma forma escrita pelas mãos que representam as letras do alfabeto do


país de origem. Apresenta-se na língua 01 o alfabeto manual ou datilológico utilizado
no Brasil, que é composto por 27 formados incluindo a letra “Ç”, que representam as
letras do alfabeto da escrita na língua portuguesa (Gesser, 2009).
Fonte: https://www.librasol.com.br/wp-content/uploads/2018/11/foto_14112016131953.jpg

O alfabeto manual de Libras teve origem ainda no Império. Foi criado pelo
Abade Charles-Michel de l’Épée, no século XVI. Ele foi o fundador da primeira
escola para deficientes auditivos em Paris, e o percursor no uso da língua de sinais.
O alfabeto manual consiste na soletração de letras e numerais com as mãos. Para
fazer uso dele, é necessário soletrar pausadamente formando as palavras com
nitidez.

Fonte: https://ildetefips2.blogspot.com/2017/03/atividade-portugues-x-libras.html
Resposta da atividade
1- Cama
2- Bola
3- Pato
4- Gato
5- Dedo
6- Casa
7- Faca
8- Copo

A representação de soletrar com as mãos do alfabeto, sendo a parte mimica


da língua oral escrita, permitindo que a junção possa formar palavras frases e textos,
é uma das alternativas que se propõem para a comunicação para os surdos. Dentre
deste contexto, fragilizam-se as abordagens pedagógicas no ensino para surdos
quando os atuais materiais didáticos são escritos somente em português oral.

3 CULTURA SURDA

Os surdos, por norma são utilizadores de uma comunicação espaço-visual,


como principal meio de conhecer o mundo em substituição à audição e a fala, e
podem ter ainda uma cultura característica.
O surdo difere do ouvinte, não apenas porque não ouve, mais porque
desenvolve potencialidades psicoculturais próprias. No Brasil os surdos
desenvolveram a Libras com influencia da língua de sinais francesa, portanto, elas
não são universais; cada país, ou comunidade de surdos possui sua própria língua
de sinais.
A língua de sinais é o idioma natural dos surdos, ao longo dos séculos, os
surdos foram formando uma cultura própria centrada principalmente em sua forma
sinalizada de comunicação, com modelo cultural diferente dos ouvintes.
Do ponto de vista e familiar, surgem problemas de origens comuns que são
vistos sob dois aspectos, o preconceito social e a presença de um diferente sobre o
dinamismo familiar, decorrendo daí as causas que tem gerado a formação de
organizações próprias de surdos em defesa de uma causa comum. Em quase todas
as cidades do mundo, vamos encontrar associações de surdos onde eles se reúnem
e convivem socialmente.
Toda língua é uma construção cultural utilizada como forma de transmissão
de conhecimentos e da cultura da comunidade que a utiliza. Segundo Bagno (2003;
apud Novaes, 2010) a língua sinalizada deve ser vista “não só como ferramenta
devemos usar para obter resultados”, ela é produtora e transmissora de cultura.

4 BILINGUISMO E A EDUCAÇÃO DE SURDOS

O Bilinguismo tem como pressuposto básico a necessidade do surdo ser


bilíngue, ou seja, este deve adquirir a Língua de Sinais, que é considerada a língua
natural dos surdos, como língua materna e como segunda língua, a língua oral
utilizada em seu país.
O Bilinguismo surgiu na década de 80. Esta linha teórica defende que o
aprendizado da língua sinalizada deve preceder a língua oral, utilizada na
comunidade a qual o surdo pertence.
Nesta proposta entende-se a Língua sinalizada como materna para o sujeito
surdo, devido suas características, por primazia visual, que compensam eficazmente
a falta de comunicação, situação imposta pela deficiência auditiva. A Língua
sinalizada e reconhecida como L1, ou primeira língua.
Por seres a principal característica das Línguas oficiais que são utilizadas pela
grande maioria nas comunidades orais e auditivas, são entendidas nesta proposta
como segunda língua para o sujeito surdo ou L2.
A educação do surdo pela proposta bilíngue apresenta como primordial o
acesso da criança, como deficiência auditiva, a sua Língua materna, sendo de
preferencia a vivência e aprendizagem desta estimulada pelo contato com a
comunidade surda, na qual estará inserida quando maior.
Seu desenvolvimento na língua materna é considerado primordial para o
aprendizado da segunda língua ( língua oral), em sua forma escrita a ser aprendida
na escola.
A educação bilíngue de surdos no Brasil esta amparada pela Lei e é
recomendada pelo Ministério Nacional da Educação (MEC), como sendo uma
proposta valida e eficaz para o ensino das duas línguas reconhecidas pelo país,
Língua Portuguesa e LIBRAS, necessárias para a inclusão social efetiva destes
sujeitos.
O Decreto nº 5.626 de 22/12/2005, que regulamenta Lei nº 10.436/2002, em
seu capitulo VI, artigo 22, determina que se organize, para a inclusão escolar:
“I ? escolas e classes de educação bilíngue, abertas a alunos surdos e
ouvintes, com professores bilíngues, na educação infantil e nos anos iniciais do
ensino fundamental;
II? Escolas bilíngues ou escolas comuns da rede regular de ensino, aberta a
alunos surdos e ouvintes, para os anos finais do ensino fundamental ensino médio
ou educação profissional, com docentes de diferentes áreas só conhecimento,
cientes da singularidade linguística dos alunos surdos, bem como a presença de
tradutores e interpretes de Libras? Língua Portuguesa.
O reconhecimento pela Lei brasileira nº 10.436/2002, da LIBRAS como
Língua oficial abriu o caminho para a educação bilíngue para os surdos e a
aceitação da existência de uma “cultura surda”.

5 A IMPORTÂNCIA DA LIBRA PARA O PROGRESSO ESCOLAR DO SURDO.

Ensinar Libras ao aluno surdo é, portanto, uma maneira democrática e


legitima de promover sua integração na sociedade, de uma forma plena, para que
ele se realize como cidadão e que de fato haja inclusão social e educacional dos
alunos surdos, e importante frisar uma necessidade de se montar uma
infraestrutura.
O surdo tem como sua primeira língua, a língua de sinais (LIBRAS), mas
necessita de um período de maturação cognitiva para somente depois iniciar um
processo de bilinguismo, ou seja, usar de Libras e língua oral, a língua brasileira de
sinais é um instrumento de comunicação que vem sendo melhorado a cada dia que
se passa, dessa forma, podemos dizer que a utilização da Libras deve receber cada
vez mais incentivo e principalmente ser incentivada pela maioria dos educadores,
como também na sociedade como um todo, promovendo assim, a melhoria da
qualidade de vida dos surdos, descrito na constituição e o respeito para com todas
as diferenças, afinal, ser diferente é normal.

6 PROCESSO ESCOLAR DO ALUNO INCLUSO

Para contemplar essa diversidade, basta colocar em prática o que já existe e


aceitar os alunos com algum tipo de deficiência estão presentes no dia a dia e a
escola tem por responsabilidade, oferecer um ambiente propicio ao ensino
aprendizagem levando em consideração o processo inclusivo.
Vista que a língua brasileira de sinais é essencial para a realização do
processo inclusivo, então, cabe a nós resgatar, fortalecer e disponibilizar recursos
pedagógicos para os alunos usufruir dos conteúdos, curriculares propostos, com
autonomia e liberdade de expressão.
O processo educacional inclusivo e um longo caminho a ser percorrido, mas,
sabe-se que, surdo e o sujeito com perca auditiva, é necessário que saibamos
também que é (LIBRAS).
A LIBRAS é língua brasileira de sinais utilizada para a comunicação com o
surdo, sendo esta vista como língua materna do mesmo. De acordo com Fernandes.

“A Libras é a sigla utilizada para designar que língua expressa os


elementos culturais daquela comunidade de surdos. E utilizado pelas
comunidades surdas brasileiras, principalmente dos centros urbanos pois
muitas vezes os surdos que vivem em localidades distantes e em zonas
rurais acabem por desconhece-la e, assim, acabam, por desenvolver um
sistema gestual próprio de comunicação restrito e as vivencias cotidianas.
Há também, alguns surdos que vivem nas grandes cidades que
desconhecem a língua de sinais por inúmeros fatores ou não aceitação pela
família, a falta de contato com outros surdos que utilizam a opção
tecnológica da escola em que foi educado entre outros aspectos”
(Fernandes, 2011 p.82).
A língua de sinais é materna do surdo, porém ela não é universal, sofre
variações de acordo com cada cultura. A língua de sinais possui estruturas
gramaticais próprias, sendo ela composta de níveis linguísticos, o fonológico,
morfológico, semântico e o sintático.
E o que diferencia a língua de sinais das demais línguas e percepção viso
espacial, que, para ela ser compreendida, depende da habilidade das mãos e da
percepção visual para execução dos movimentos com precisão. É através deles que
será feito a comunicação entre ouvintes e surdos.
De acordo com essa autoria LIBRAS é :

“A LIBRAS é uma língua que modalidade visual espacial que diferentemente


das línguas orais auditivas, utilizam-se da visão para sua apropriação e de
elementos corporais e faciais e organizados em movimentos no espaço para
construir unidades de sentido as palavras ou, como se referem os surdos,
os sinais. Os sinais podem representar qualquer dado da realidade social,
não se reduzindo a um simples sistema de gestos naturais, ou mimicas
como pensa a maioria das pessoas. Aliás, esse é o principal muito em
relação a língua de sinais, pois por utilizar as mãos e o corpo na
comunicação, costuma-se compara-la a linguagem gestual, contextual e
restrita, a referentes concretos, palpáveis, transparentes que tem seu
significado facilmente apreendido por que os observa”.(FERNANDES,2011
p.82).

Para que haja realmente uma comunicação clara é, preciso que os sinais
sejam realizados de maneira adequada, representado pelo movimento da mão e a
expressão facial que retrata dando sentido à palavra exposta.
Sendo necessário para a realização do sinal, a configuração, a forma, a
locação, o movimento, orientação e direcionamento da mão e demais expressões
faciais e corporais que o sinal exige.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Após estudo, analise e reflexão sobre a importância da LIBRAS para inclusão


escolar do surdo, ficou evidente que para sentir-se parte desse grupo, participando
ativamente das atividades propostas, é necessário o conhecimento em Língua de
Sinais por todos que fazem parte desse convívio escolar.
Caso contrario, a interprete, e o mesmo nem sempre está presente para fazer
a mediação entre o surdo e o ouvinte. Fica claro que, a língua brasileira de sinais
LIBRAS, é a principal ferramenta para que haja a inclusão com responsabilidade e
comprometimento, com o interprete e outras ações educacionais necessárias para
praticas inclusivas, não apenas no ambiente escolar, em todos os lugares onde há
presença de surdos.
A partir do momento em que o aluno surdo aprende a comunicar com clareza,
deve praticar LIBRAS de modo adequado, pois ela é fundamental para aprimorar e
melhorar seu conhecimento.
Para que a inclusão do surdo realmente se concretize é preciso conhecimento
e habilidade em LIBRAS, interprete quando necessário, praticas pedagógicas
adequadas, fazendo valer o que compete num contexto legal e moral, com o
envolvimento de todos, só assim podemos dizer que a educação está acontecendo.

A tarefa é criar espaços educacionais onde à diferença esteja presente,


onde se possa aprender com o outro, sem que aspectos fundamentais do
desenvolvimento de qualquer dos sujeitos sejam prejudicados. A escola
além dos conteúdos acadêmicos, tem espaço para atividades, nas quais
podemos conviver crianças com diferentes fossem preparadas e pensadas
para isso, não se trata de inserir a criança surda nas atividades propostas
para ouvintes, mas de pensar em atividades que possam ser integradoras e
significativas para surdos e ouvintes (LACERDA, 2006, Cad, Cede, p.183).

Desse modo, em concordância dizemos que a inclusão aconteceria de


maneira natural sem preconceito e exclusividade para determinado grupo, podendo
assim ser visto como educação para todos.
Objetivo Geral

 Verificar como ocorre a inclusão social de alunos com deficiência auditiva na


educação infantil contribuindo para formação social e sua inclusão na escola
regular.
 Evidencia as dificuldades do professor para trabalhar com crianças com
deficiência auditiva.

Objetivo Geral:
 Identificar habilidades na interpretação da língua de sinais Brasileira
(LIBRAS).
 Compreender a LIBRAS como uma língua natural.
 Definir objetivo para o ensino da Libras-LI de acordo com os diferentes níveis
de ensino.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS

BRASIL. Presidente da Republica, Lei de Libras nº10.436, de 24 de abril de 2002.


http//www.planalto.gov.br/cuvi.03/leis/2002.

Brasil Decreto nº 5.626, de 22 de Dezembro de 2005. Ato 2004.

FERNANDES, Sueli. Educação de Surdos. Curitiba: Editora Ibepex, 2ª edição,


2011, 159 p.

LACERDA, Cod. Cedes Campinas vol 26, nº69, p.163-184, maio/ago. 2006.

STREIECHEN, Eliziane, Língua Brasileira de Sinais: LIBRAS/Eliziane Streiechen;


ilustrado por Sergio Streiechen-Guarapuava; UNICENTRO, 2012, 136 p.11.

MANTOAN. Maria Teresa Egler, Rosangela Gavioli Pietro; Valeria Amorim Arantes,
inclusão Escolar, pontos e contrapontos São Paulo: Summus 2006-p. 103.

Revista Nova Escola, São Paulo; Abril, V-20, nº 182, p 24-26, maio,
2005,www.infoescola.com/português/língua_brasileira-de-sinais-libras.

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