Você está na página 1de 2

POLO DE APOIO PRESENCIAL: ARTICULAÇÃO DE SABERES À DISTÂNCIA.

Igor Marconi

Pretende-se abordar neste texto aspetos referenciais da percepção do autor


sobre as instalações, equipe e receptividade obtidas no encontro do dia 22 de
Setembro de 2017 no município de Astorga, polo de apoio presencial ao curso de
especialização em História das Revoluções e dos Movimentos Sociais. Espero ser
sucinto e direto, já que se trata de explanação ensaística e de relato que
demonstrará visão única e particular sobre a presença física no polo citado.
Segundo Knuppel (2013), o polo de apoio presencial é um “elemento
articulador”, “a extensão física da Universidade” (p. 37). Pensando e analisando
desta maneira, ele deve se estabelecer como um meio de interação aluno x tutor x
professor x universidade x demais alunos, isto é, meio de conexão entre os diversos
membros que devem interagir entre si na construção da educação, mas não
somente, como também expansão do espaço de atuação da Instituição de Ensino
Superior (IES). É interessante ressaltar que no Brasil somente 50% dos domicílios
possuem acesso à internet e apenas 14% da população tem Ensino Superior
(CETIC, 2016 e INEP, 2016, respectivamente). Desta forma, o polo de apoio
presencial é uma maneira de expandir e democratizar tais números.
Como membro favorecido da sociedade (Ensino Superior Completo, Homem
Cis e Branco), é possível que minha perspectiva sobre o que me cerca esteja muito
além do que se dá como trivial, por termos de diferença de acesso e ausência de
preconceitos os mais variados. É somente possível pensar em meritocracia quando
todos possuem oportunidades iguais, o que, seguramente, não é possível afirmar no
Brasil atual.
O encontro do dia 22 de Setembro aconteceu das 19:30 às 22:00,
aproximadamente, na Casa da Cultura de Astorga. Um ponto a se apresentar é que
o encontro não aconteceu na escola em que existe a instalação de todo aparato
físico do polo. A explicação da coordenadora Adriana para tal se devia ao fato de
que a estrutura da escola, agora com novos alunos em ingresso, não abarcaria a
todos e que já se estão tomando providências para a reforma e alteração do local.
Desta forma, tivemos uma apresentação formal que objetivava muito mais o
conhecimento pessoal que de estrutura.
A equipe estava toda presente, com os secretários dos dois turnos, tutores,
coordenadora e auxiliar geral, totalizando em torno de 10 pessoas, salvo engano.
Mostraram-se todos atenciosos e pró-ativos. Tivemos a coordenadora apresentando
todo o polo, que já faz parceria com a Universidade Aberta do Brasil (UAB) a nove
anos, com parcerias com diversas universidades com a UEM e a UEL; A tutora Rita,
recém-contratada e que será responsável por acompanhar os cursos que se
inicializavam naquele momento; o vice-prefeito Claudiner demonstrando apoio à
iniciativa. Tivemos posteriormente um coffee break que, além de delicioso, foi
importante meio de interação entre os calouros e a equipe.
Um fato importante, a meu ver, que foi ressaltado no encontro pela
coordenadora é que a estruturação do polo se dá em um conjunto de ações dos
governos federal, estadual e municipal, ou seja, um esforço (nada tranquilo) em prol
da educação e da especialização profissional em busca da qualidade, já que o curso
se destina, preferencialmente, a professores do Ensino Básico.

BIBLIOGRAFIA

CETIC. Panorama Setorial da Internet – Acesso à internet no Brasil: Desafios para


conectar toda a população. Universalização do Acesso. Ano 8, nº 1, Março 2016.
Disponível em:
<http://www.cetic.br/media/docs/publicacoes/6/Panorama_Setorial_11.pdf>. Acesso
em: 03 Out 2017.

INSTITUTO NACIONAL DE ESTUDOS E PESQUISAS EDUCACIONAIS ANÍSIO


TEIXEIRA. Panorama da Educação: Destaques do Education at a Glance 2016.
Brasília: INEP/MEC, 2016. Disponível em:
<http://download.inep.gov.br/acoes_internacionais/eag/documentos/2016/destaques
_do_panorama_da_educacao_2016_eag.pdf>. Acesso em: 03 Out 2017.

KNUPPEL, M. A. C. Gestão articulada de polos: espaço múltiplo e diverso. IN:


COSTA, M. L. F. (org.). Educação à distância no Brasil: Avanços e perspectivas.
Maringá: Eduem, 2013.

Você também pode gostar