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Medidas de Dispersão

Professor Cleber Giugioli Carrasco


Câmpus Central – Sede: Anápolis – CET
Universidade Estadual de Goiás – UEG
Professor Cleber Carrasco

Medidas de Dispersão (Variabilidade)


As medidas de tendência central são tanto mais apropriadas para
descrever um conjunto de dados quanto menor for a dispersão. Então
também é necessário e importante estudar essas medidas.

Dentre as medidas de dispersão destacamos:

• Amplitude

• Variância

• Desvio-Padrão

• Coeficiente de Variação
Professor Cleber Carrasco

Amplitude Total

É a diferença entre os valores extremos do conjunto de dados.

Exemplo 1:
A produção diária de comprimidos na indústria farmacêutica A durante
uma semana foi de (em milhares): 10, 14, 13, 15, 16 e 18.

At = 18 – 10 = 8 mil comprimidos

Observação: Dois conjuntos de dados podem ter dispersão diferentes e


apresentar a mesma amplitude total.

Exemplo 2:
Considere os dados da indústria B (em milhares): 7, 15, 14, 15, 14, e 15.

At = 15 – 7 = 8 mil comprimidos

A amplitude total é a mesma para os dados das duas indústrias, porém os


dados da indústria B tem menor dispersão (variabilidade) do que da A.
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Embora a amplitude total seja a medida de dispersão mais simples,
existem várias restrições ao seu uso devido a sua instabilidade, uma vez
que, ela utiliza somente os valores extremos do conjunto de dados, sendo
muito sensível à presença de valores extremos (outliers). Neste caso
precisamos de uma medida que foge a essa “falha”, isto é, que leva em
consideração todos os valores de um conjunto de dados.

Variância
É uma medida da variação de todos os valores de um conjunto de dados
em torno de sua média.
Quando os dados representar uma amostra a variância amostral será
calculada por: n

 ix  x 2

S2  i 1
.
n 1
Quando os dados representar uma população a variância populacional
será calculada por:
N

 ix   2

2  i 1
, onde  é a média da população.
N
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Exemplo:
Seja os dados, em miligramas por decilitro (mg/dL), do nível de colesterol
de uma amostra de cinco pacientes: 260, 160, 200, 210, 240. Calcule a
variância.
n

x i
260  160  200  210  240 1.070
x i 1
   214 mg/dL
n 5 5
n

 ix  x 2

S2  i 1

n 1

(260  214) 2  (160  214) 2  (200  214) 2  (210  214) 2  (240  214) 2
 
5 1

2.116  2.916  196  16  676 5.920


   1.480 (mg/dL)2
4 4
Portanto, a variância da amostra é de S 2  1.480 (mg/dL)2 .
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Desvio Padrão
A variância tem a desvantagem de apresentar unidade de medida igual ao
quadrado da unidade de medida dos dados. Dessa forma surge a
necessidade de se extrair a raiz quadrada da variância, definindo assim o
desvio padrão como a raiz quadrada positiva da variância.

Quando os dados representar uma amostra o desvio padrão será


calculado por:
n

 ix  x 2
3 na calculadora científica
S i 1
. (xn-1 ou Sx)
n 1

Quando os dados representar uma população o desvio padrão será


calculado por:
N

 x   
2
i 2 na calculadora científica
 i 1
. (xn ou x)
N

Observação: Tanto a variância quanto o desvio padrão são medidas que


fornecem informações complementares à informação contida na média.
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Exemplo:

Para os dados anterior de colesterol determine o desvio padrão.

n

 ix  x 2

5.920
S i 1
  1.480  38,47 mg/dL.
n 1 5 1

Ou simplesmente

S  S 2  1.480 (mg/dL)2  38,47 mg/dL.

Observação: O desvio padrão tem a vantagem de ter a mesma unidade


de medida dos dados.
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Exercício:
Os dados a seguir referem-se ao tempo, em minutos, de reação de um
medicamento segundo três laboratório.

Tabela: Tempo de reação de um medicamento segundo os laboratórios.


Laboratório Tempo de reação (min) Média
A 4 5 5 6 6 7 7 8 6,0
B 1 2 4 6 6 9 10 10 6,0
C 0 6 7 7 7 7,5 7,5 6,0
Pergunta: De qual laboratório comercializar esse medicamento?
8 8

 xi  x  2

12

 ix  x 2

12
S A2  i 1
  1,71 min 2 e S A  i 1
  1,31 min;
8 1 7 8 1 7
8 8

 x i  x
2

86  x i  x
2

86
S B2  i 1
  12,29 min 2 e S B  i 1
  3,51 min;
8 1 7 8 1 7
7 7

 x  x  x  x
2 2
i i
43,5 43,56
S 
2
C
i 1
  7,25 min 2 e S C  i 1
  2,69 min.
7 1 6 7 1 6
Professor Cleber Carrasco

Portanto é preferível comercializar o medicamento do laboratório A, pois


este se apresenta mais “confiável” (menor variabilidade), em relação ao
tempo de reação, quando comparado aos outros dois laboratórios.

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