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PLANO DE SESSÃO HORA:
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TURMA:
CURSO: )
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GRUPAMENTO:
PERÍODO: Conforme QTS
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FASE: Técnica

MATÉRIA: Técnicas Especiais

UNIDADE DIDÁTICA: I – Armadilhas Anti-pessoal Improvisadas

ASSUNTO: 01- Armadilhas Anti-pessoal


OBJETIVOS: - Identificar os tipos de armadilhas – Listar o material empregado na construção de
armadilhas – Descrever os processos expeditos de detecção e neutralização de
armadilhas – Definir defesa passiva – Identificar as técnicas de construção de
armadilhas AP empregando explosivos militares, armamento, equipamento, e os
meios de fortuna encontrados na selva – Escolher adequadamente a armadilha, tipo
de gatilho e local para confecção (DECISÃO) – Insistir até conseguir o emprego
eficiente da armadilha (PERSISTÊNCIA).

LOCAL DA INSTRUÇÃO: Conforme QTS

TÉCNICA(S) DE INSTRUÇÃO: P–D


Quadro Mural, Mat Cx Instrução e Mat Dep BI-2 (Bonecos e
MEIOS AUXILIARES:
armadilhas)
INSTRUTOR(ES): MONITOR(ES): AUXILIAR(ES):
Conforme QTS Conforme QTS Conforme QTS
MEDIDAS ADMINISTRATIVAS: Ver orientação ao Instr e Mon.

MEDIDAS DE SEGURANÇA: Ver Plano de Segurança.


FONTES DE CONSULTA: Manual do Combatente de Selva – Manual para Forças
Armadas do Vietnã (EUA-1965) – Manual de Trampas (Che
Guevara-Gerrilha na Bolívia) – Manual do Para-quedista
militar.

Elaborado em ___/___/___ TUDO Visto em ___/___/___

PELA
_________________________
Instr
AMAZÔNIA! _________________________
Ch Div Ens
Tempo DISTRIBUIÇÃO DO ASSUNTO MAI e
1
Obs

1. INTRODUÇÃO
a. Apresentação do assunto e ligação com sessões anteriores
Prosseguindo na fase Técnica que visa atingir os seguintes
objetivos:
- Relembrar conhecimentos técnicos já adquiridos.
- Adquirir novos conhecimentos.
O assunto da nossa sessão é ARMADILHAS ANTI-PESSOAL.
Este assunto tem íntima ligação com a instrução de armadilhas para
caça pois, como veremos a seguir, vários gatilhos vistos serão
utilizados também para acionar as Armadilhas AP.

b. Objetivos a serem atingidos


- Identificar armadilhas.
- Listar o material empregado na construção de armadilhas.
- Descrever os processos expeditos de detecção e neutralização
de armadilhas.
- Definir defesa passiva.
- Identificar as técnicas de construção de armadilhas AP
empregando explosivos militares, Armt, Eqp e os meios de
fortuna encontrados na selva.

c. Sumário
- Introdução
- Generalidades
- Material empregado
- Locais adequados para emprego
- Gatilhos / classificação
- Defesa passiva e neutralização
- Armadilhas com armas e Gr Mão
- Estacas Panji
- Armadilhas com explosivos
- Princípios de emprego
- Elementos de uma armadilha
- Tipos de acionadores
- Oficinas / Pista de armadilhas
- Conclusão.

d. Conduta durante a missão


- Alertar os alunos quanto ao procedimento em caso de:
- Dúvidas
- Sono
- Quando interrogado pelo Instrutor
Tempo DISTRIBUIÇÃO DO ASSUNTO MAI e
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- Quanto as anotações a serem realizadas
- Durante a demonstração na pista de armadilhas o turno
serrará em coluna por um, sem sair da trilha em nenhuma hipótese.

2. GENERALIDADES
Estamos nos preparando para o combate em selva que é sem
dúvida, um dos mais versáteis e difíceis que encontramos na
atualidade. A selva é o lugar ideal para construção de Armadilhas
Anti-pessoal, não só porque a vegetação facilita consideravelmente a
camuflagem, como o material a ser empregado é encontrado em
abundância em qualquer parte.
Poderemos nos valer de nossa imaginação e engenhosidade para
improvisar verdadeiros obstáculos a preparação do inimigo, abatendo
sua moral e criando um estado de pânico que nos facilita a vitória.
O emprego judicioso das Armadilhas Anti-pessoal é mais um
recurso que dispõe o combatente de selva. Torna possível, ainda,
substituir pessoal e material necessário ao cumprimento das missões,
causar baixas ou produzir ferimentos, retardar o inimigo e canalizar o
seu movimento.

3. MATERIAL EMPREGADO

Para a confecção da armadilhas anti-pessoal usamos normalmente,


pedaços de madeira e cipós. Quando não se tem bastante tempo para
explorar as vantagens de material existente na selva, podemos utilizar
material do equipamento individual (corda, facões de mato,
armamento, Gr de Mão, etc).
Usamos em quase todas armadilhas, estacas panji de tamanho
variável, dependendo da finalidade.
As madeiras utilizadas serão duras ou flexíveis de acordo com a
montagem de cada armadilha.

4. LOCAIS ADEQUADOS PARA EMPREGO

Os locais mais adequados para colocação de armadilhas anti-


pessoa são:
- Trilhas, pontes, locais de provável passagem de tropa, áreas
prováveis para estacionamento, abrigos abandonados, zonas de pouso
de helicópteros e locais de aterragem, clareiras, reforçando a defesa
de estacionamento ou base e emboscadas.
Nas trilhas, um bom local é após troncos caídos onde o Ini está, ao
ultrapassá-lo, em posição de desequilíbrio.
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5. GATILHOS/CLASSIFICAÇÃO

a. Quanto ao acionamento classificamos os gatilhos em:


- Tração (tropeço)
- Pressão
- Desequilíbrio
- Misto (pressão / tração)

b. Quanto ao funcionamento classificamos os gatilhos em:


- Por Peso
- Por Açoite

c. Quanto a utilização classificamos os gatilhos em:


- Gatilho de Ponto e Área

6. DEFESA PASSIVA E NEUTRALIZAÇÃO

Deve-se tomar cuidado quando se operar em área de selva, a fim


de evitar o acionamento de armadilhas.
a. Desconfiar sempre de pontes, trilhas e locais em que a
progressão é fácil e cômoda.
b. Observar indícios denunciadores de armadilhas, tais como
vegetação pisada, rastros humanos, cortes de árvores caídas, cipó
tenso ou material abandonado.
c. Ao serem descobertas, procura-se neutralizá-las desmontando se
possível ou sinalizando, devendo observar qual o tipo mais utilizado,
pois isto aumentará a confiança e facilitará novas descobertas.
d. Em clareiras, estacionamentos ou bases, antes de se deslocar ou
iniciar algum trabalho, verifica-se cuidadosamente os locais de
passagem ou de trabalho.
e. Usar um cadarço com um graveto na ponta da arma para detectar
cordel de tropeço.

7. ARMADILHAS C/ ARMAS GR MÃO

a. Armadilhas c/ Armas
Lembretes: sempre deveremos deixar seu funcionamento e
manejo livres das amarrações.
- Quando possível colocar um Gr para auto-destruição (mostrar).
- Altura adequada e sempre enfiando a trilha (Ressaltar esta
diferença em relação a armadilhas p/ caça).
- Sempre que possível usar Armt do inimigo.
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Obs: Após os lembretes mostrar as armadilhas do
anfiteatro 03.

b. Gr de mão
Lembretes: - dobrar a tecla do capacete para facilitar amarração.
- Não deixar a Gr em posição que prejudique o funcionamento
do capacete.
- A colocação acima da trilha produz um efeito de
“VARREDEURA” obtendo-se assim o efeito máximo.

8. CONFECÇÃO DE ESTACAS PANJI

Uma estaca panji possui as seguintes características:


- Feita com madeira dura (Ex: Âmago, cascas, talo de palha,
madeira de lei, bambú, aquariquara, etc).
- Pontiaguda
- Temperatura
- Infectada
A têmpera é dada levando-se a parte pontiaguda da estaca ao fogo,
e quando se inicia a carbonização da madeira, raspa-se com um objeto
cortante qualquer. Adquirindo maior poder de perfuração. Uma vez
temperada coloca-se a estaca em contato com uma substância
infecciosa qualquer (excremento humano, veneno ofídico, curare ou
agente químico) para torná-lo mais mortífera.

Obs: O Instrutor deverá mostrar a confecção de uma estaca bem como


sua fixação no chão (duas pontas). “INFECTAR” com pasta de
“LOURO-BOSTA” misturado a tabatinga ou banana amassada.

9. ARMADILHAS COM EXPLOSIVOS

a. Princípios de emprego

1) Conservação da aparência exterior


Deve-se tomar o máximo de cuidado, para remover ou
camuflar todo o sinal de sua instalação.

2) Locais limitados
Quanto mais exíguo for o lugar no qual é colocada a
armadilha mais oportunidade terá em ser ela atingida pelo inimigo e
maior dificuldade terá em ser detectada e retirada.

3) Concentração de armadilhas
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Elas devem ser deixadas em grande concentração para
reduzir as oportunidades de serem descobertas sem que alguma
produza efeitos.

4) Duplo engano
Uma armadilha não muito bem instalada pode servir para
mascarar uma outra bem camuflada e próxima a primeira.

5) Atração
O pessoal pode ser atraído para o local de uma armadilha
de ação retardada.

6) Combinação dos processos de explosão


É sempre vantajoso colocar em algumas ou em todas as
armadilhas, 2 (dois) ou mais processos que farão explodir. Esta
prática geralmente diminui o entusiasmo dos especializados nas
remoções de armadilhas.

7) Variedade
Diferentes espécies de armadilhas devem ser empregadas.

b. Elementos de uma armadilha

1) Ação de iniciação  São os gestos normais de um


homem no seu procedimento comum, como pisar, levantar um objeto,
puxar ou empurrar qualquer coisa, fechar uma porta, cortar uma
arame ou movimentar um veículo, etc..., o que dará início ao
acionamento da carga explosiva.

2) Conjunto Acionador Espoleta  Quando a ação inicial se


processa ela dá início ao acionador da carga explosiva.

3) Carga explosiva  É a carga empregada na instalação de


uma armadilha.

c. Tipos de acionadores

- Pressão;
- Tração;
- Descompressão;
- Corrente Elétrica;
- Ondas Rádio-Elétricas;
- Ondas Sonoras.
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10. OFICINAS/PISTA DE ARMADILHAS

Percorrer a pista explorando os detalhes da construção de cada


armadilha.

11. CONCLUSÃO

Feita na posição de uma armadilha “FALSA” (apenas um cipó na


trilha) explorando os efeitos, inquietantes e de abate a moral da tropa,
das Armadilhas mostradas na Instrução.

TIPOS DE ARMADILHAS

1. Cerca com estacas “ Panji ”

Construção – aproveita-se duas árvores como esteios amarra-


se nelas duplas varas horizontais onde são fixadas as estacas panji.
Todas as amarrações podem ser feitas com cipó.

Funcionamento – Pela obstrução do movimento do inimigo.

2. Fosso com estacas “ Panji”

Local – nas trilhas após um tronco ou obstáculo em local de


passagem de tropa.
Construção – fosso de 1,50 m, estacas panji fincadas e
infectadas, coberta por uma grade de varinhas e folhas para a
camuflagem.
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3. Vôo da morte
Construção – monta-se uma cerca de estacas panji, construída
sobre travessas fixadas às árvores, semelhante a cerca de estacas
panji. Pela dificuldade de se conseguir árvores que enverguem na
Amazônia, utiliza-se tronco com o peso que Quando liberado, lança o
combatente inimigo sobre a parede de estacas panji.
Funcionamento – gatilho comum, disparador de varinha
amarrado a um engate ou gatilho misto.
Acionamento – por pressão, com o peso do combatente ao
pisar na pequena depressão libera um gatilho de ponto.

4. Chapéu chinês
Construção – Com auxílio de dois quadrados superpostos e
paus intermediários amarram-se as estacas panji
Funcionamento – gatilho Misto, disparador de varinha
amarrado em um cipó c/ uma depressão. Erguida sobre uma trilha
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quando acionado cai sobre o combatente inimigo.

5. Quebra canela
Construção – Fosso pequeno com degraus nas laterais onde se
apoiam marajás ou tábuas c/ pregos interligados por tela de cipós
(marajás) ou sustentados por varas (tábuas com pregos) e camuflado.
Funcionamento: por desequilíbrio do combatente ao pisar no
fosso.

6. Atirador de tocaia com túnel de fuga


Construção – abertura de uma vala, de comprimento variável
com as características do terreno, com cobertura, madeira e terra, e
devidamente camuflada.
Funcionamento – O atirador na tocaia executa fogo sobre o
inimigo e retrai pelo túnel.
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7. Arco e flecha
Construção – arco fixado a uma árvore e tracionado por cabo,
que é fixado a uma trave, e esta ao sistema de gatilho.
Funcionamento – ao acionar o gatilho de tropeço a flecha é
arremessada.

8. Armadilha com armas automáticas


Construção – Várias armas, em torno de seis, fixadas pelas
coronhas e com os canos apoiados em varas.
Funcionamento – acionamento por tropeço, através do gatilho
múltiplo com um peso (tronco) ligado à trave do gatilho. Varas de
pressão dos gatilhos ligadas ao peso por cordéis, tendo-se o cuidado
para não haver defasagem de esforço.
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9. Ponte com fundo falso
Construção – Ponte de madeira cerrada, tendo o cuidado de
fazer coincidir os toros de abertura com os da parte fixa da ponte. Em
baixo são colocadas estacas panji infectadas.
Funcionamento – o fundo falso cederá com o peso do
combatente, fazendo-o cair sobre as estacas panji no leito do igarapé.

10. Gr Mão c/ tropeço


Construção – a Gr é presa próximo ao ponto de travessia.
“adoça-se” o grampo de segurança e prende-se a um arame de tropeço
que fica submerso.
Funcionamento – por tração no arame de tropeço colocado na
água.
11. Fura cara (Mão de gato)
Construção – fosso com sessão de apoio de armadilhas de 1
m por 1,20 de comprimento. Deve-se colocar duas forquilhas para
apoiar o giro da gangorra. A armadilha é constituída de uma grade
com estacas panji no terço apoiado na parte mais rasa do fosso.
Funcionamento – por pressão do peso do combatente fazendo
com que as estacas atinjam seu rosto, peito, abdômen ou região
genital.
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12. Atirador de tocaia em copa de árvore


Local – trilhas e pontos de passagens obrigatória.
Funcionamento – o atirador ocupa posição na copa da árvore
e atira nos alvos que surgirem dentro de sua área de observação.
Cuidado – Fixar um saco na janela de ejeção da arma para
evitar a queda de um estojo que venha denunciar a posição do
atirador.

13. Balanço baiano


Emprego – em trilhas e em locais prováveis de passagens de
tropa.
Construção – utiliza-se um tronco de árvore, com várias
estacas panji fixadas, pendurado numa travessa por duas cordas ou
cipós.
Funcionamento – como, pêndulo sobre uma trilha, utilizando
gatilho comum, disparador de varinha amarrado em tropeço
transversal à trilha.
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14. Gr Mão alta
Construção – Uma Gr é colocada em posição alta, acima da
trilha para que seus estilhaços tenham um efeito máximo. O pino é
“adoçado” e ligado a um cordel de tropeço.
Funcionamento – Por tropeço de um combatente.

15. Açoite preciso


Local – Trilha ou passagem obrigatória, com direção de
deslocamento identificada.
Construção – Utilizando arma automática, Gr Mão e açoite de
matá-matá.
- Preparação das Gr M
1) Atarraxar completamente a espoleta da Gr.
2) Dobrar a tecla do capacete da espoleta, visando facilitar a
amarração da Gr M e o seu funcionamento.
3) Adoçar o grampo de segurança da Gr M, posicionando
sua saída, no sentido do aperto (atarraxamento) da
espoleta da Gr M, visando que, na saída do açoite, ao
invés da retirada do grampo, haja apenas um
desatarraxamento do corpo da espoleta.
4) Entalhar a estaca ou árvore de amarração da Gr M, para
que a mesma fique bem fixada ao ponto de amarração.

OBS: Em caso de Gr M e Espoletas de lote antigo, colocá-


las ao sol, para diminuir o número de negas. Colocar junto um
petardo de 100g já escorvado para facilitar uma destruição eventual.
Funcionamento – Ao acionar um tropeço as granadas são
detonadas sucessivamente do local de tropeço para retaguarda, nos
lados da trilha, se a direção de deslocamento for conhecida. Caso
contrário coloca-se séries nas duas laterais com o tropeço
centralizado.
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Obs

16. Gatilho elétrico improvisado


Construção – Num ponto onde uma palha ou galho está
atravessando a trilha próximo a uma árvore, coloca-se um gatilho de
tração preso as mesmas com uma carga explosiva na trilha.
Funcionamento – Ao afastar a palha/galho ou cortá-la (o) o
combatente acionará o gatilho.
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Obs

17. Cancela da morte ou mão de gato


Construção – Com vara de madeira forte apoiada em sua
base, constrói-se uma grade com as estacas panji na sua parte
superior, sustentada por travessas horizontais fixadas às árvores.
Funcionamento – Como um açoite sobre a trilha, utilizando
gatilho comum, com disparador de varinha amarrado em um gatilho
de ponto na trilha.

18. Portão malaio


Construção – Utiliza-se vara de madeira forte, flexível, como
matá-matá ou macuco, que possua uma forquilha para facilitar a
construção da grade com estacas Panji.