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ALEITAMENTO

MATERNO
Um guia prático para

gestantes

Prepare-se para a amamentação

durante a gestação

POR CAMILA FRESSATTI


01

MÓDULO I
PREPARAÇÃO PARA A AMAMENTAÇÃO

Benefícios da Amamentação

Para a mãe
O contato físico imediato, logo após o parto, O contato
físico durante o período pós pós-parto imediato
auxilia no a alongamento alongar do período de
aleitamento exclusiva exclusivo e total. O contato
pele a pele com o recém recém-nascido aumenta os
laços entre mãe e bebê, incluindo a estimulação tátil
do mamilo — por meio da sucção —, que resulta na
liberação de ocitocina, o hormônio essencial para o
reflexo de ejeção do leite. A liberação de ocitocina estimula o fluxo sanguíneo na região do peito,
aumentando a temperatura,  e transformando o colo da mãe em um local quente e acolhedor.

Para o bebê
O leite materno proporciona a nutrição ideal em termos de
gordura, lactose, proteína e macronutrientes para ajudar no
crescimento e no desenvolvimento do bebê. Além disso, é
uma proteção completa contra infecções, pois contém
componentes bioquímicos e celulares, ou seja, é
praticamente uma vacina feita exatamente para o seu
bebê.

Bebês que recebem leite materno mostram melhoras


significativas no estado geral de nutrição, na maturação
gastrointestinal, no desenvolvimento neurológico e melhor
controle de doenças infecciosas e crônicas.

CAMILA FRESSATTI
CONSULTORA DE ALEITAMENTO MATERNO
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MÓDULO I
PREPARAÇÃO PARA A AMAMENTAÇÃO

Preparação das mamas durante a gestação

A melhor forma de se preparar para a amamentação durante a gestação


é se informar.

Por anos a preparação das mamas para a amamentação foi difundida e


recomendada rotineiramente às gestantes. Entretanto, atualmente não
é mais uma recomendação oficial. Manobras para aumentar, fortalecer
ou “calejar” os mamilos durante a gravidez não são recomendadas,
pois, além de não haver estudos que comprovem a sua eficácia, na
maioria das vezes, são prejudiciais. A gravidez se encarrega de preparar
o nosso corpo para a amamentação.

Receitas “milagrosas”, como passar bucha vegetal, esfregar a toalha,


usar casca de banana, cremes especiais, entre outros, não são
recomendados e podem ainda ser fonte de fissuras ou infecções
mamilares.

“Os resultados das pesquisas referentes ao preparo das mamas para a amamentação
demonstram que mulheres têm capacidade natural para o aleitamento, e que qualquer
preparação deve se fundamentar no oferecimento de condições sociais, familiares, psicológicas
e emocionais para amamentação saudável, além de um estímulo constante à auto-estima da
futura nutriz.”

CAMILA FRESSATTI
CONSULTORA DE ALEITAMENTO MATERNO
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MÓDULO I
PREPARAÇÃO PARA A AMAMENTAÇÃO

Uso de bicos artificias

Bicos artificias são as famosas chupetas, mamadeira e bicos protetores de silicone


para mamilo, que prometem auxiliar você no aleitamento. São hábitos culturais
muito conhecidos, divulgados e incentivados em nosso meio.

O uso de bicos artificiais — quaisquer um que sejam — promove um reflexo


de expulsão e uma deglutição atípica, resultando na dificuldade de fala mais
adiante e em problemas dentários, entre outras coisas. Para o aleitamento,
o uso pode modificar a forma de abocanhar o peito e a
sucção do bebê, reduzir o tempo do aleitamento materno exclusivo e total, além de provocar confusão de
bicos, ou seja, mudança de posturas orais do bebê e possível rejeição da mama.

Durante a amamentação, aproximadamente 20 músculos trabalham simultaneamente para a ordenha e


extração do leite materno. Nos bicos artificiais, menos de 30% do potencial desses músculos é trabalhado.

Confusão de bicos

Comumente, após a inclusão de bicos artificias na rotina do


bebê, as mães começam a notar os sinais de confusão de
bicos. Inicialmente podem ser leves e quase imperceptíveis,
porém, com o passar dos dias, podem-se agravar e levar ao
desmame precoce.

As mães que desejam manter o aleitamento materno devem


ter a atenção voltada ao bebê que está em uso dos bicos
artificiais. Esses são sinais importantes e servem como alerta
de que algo não vai bem com a amamentação.

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MÓDULO II
ENTENDENDO AS MAMAS

Os mamilos

Existem vários tipos de mamilos (protrusos, duplos, pequenos, planos ou invertidos), que podem levar a
dificuldades na amamentação. Na maioria das vezes, é devido à falta de informação e manejo incorreto
que surgem obstáculos no aleitamento. Basicamente existem três tipos de mamilos e vamos falar deles
agora.

Bico normal 
É ligeiramente protuberante no seu estado normal e fica rígido quando estimulado, facilitando a pega. Um
bebê não apresenta qualquer dificuldade em encontrar e efetuar a pega com esse mamilo, de modo a
introduzir boa parte do tecido mamário na boca e estirá-lo até atingir o palato.

Bico plano
Não é nem para fora, nem para dentro. Ele pode ser macio, maleável e ter a capacidade de ficar
protuberante, o que lhe permite se moldar à boca do bebê sem maiores problemas. Pode haver uma
pequena “haste” que dificulta a protrusão, dificultando que o bebê realize a pega corretamente. Quando
estimulado, esse mamilo pode manter-se inalterado ou se retrair.

Bico invertido
O mamilo invertido se mantém retraído no estado normal ou quando estimulado, tornando mais difícil a
pega do bebê. Entretanto, mesmo se o mamilo se mantiver retraído, o bebê é capaz de fazer a pega com o
auxílio da mãe para introduzir a mama na boca.

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MÓDULO III
OS PRIMEIROS DIAS DO BEBÊ

A primeira semana com o seu bebê é excitante, mas também pode ser assustadora, principalmente se
nunca amamentou antes. Após o parto, suas emoções estarão uma bagunça, devido às quedas hormonais
bruscas por qual o seu corpo vai passar. O mais importante a se fazer nesse momento é estar conectada
com o seu bebê e focar na amamentação.

Apojadura Após o nascimento do bebê, o leite não desce


imediatamente. É preciso que os hormônios entrem
em ação para a efetiva descida. Entretanto, não há
necessidade alguma de introduzir fórmulas lácteas,
pois, desde a gestação, a mãe produz o colostro, que
é essencial para o bebê, além de muito nutritivo e
suficiente para esse momento.

A apojadura é o preparo da mama para o início da


produção do leite, que acontece entre 48 e 72
horasapós a expulsão da placenta.

Pega correta

A pega correta ocorre quando a boca do bebê fica bem aberta e


com os lábios voltados para fora, ou seja, grande parte ou toda a
aréola está dentro da boca de bebê. Dessa maneira ele
conseguirá efetuar a ordenha e sucção do leite de forma
eficiente. Ao mamar, as bochechas do bebê devem ficar
arredondadas, enchendo e esvaziando, conforme a deglutição do
leite. O queixo do bebê também deve tocar a mama ou quase
tocá-la, pois dessa forma o nariz não ficará obstruído.

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MÓDULO III
OS PRIMEIROS DIAS DO BEBÊ

Posições para amamentar

É comum se questionar sobre qual é a melhor posição para amamentar o bebê. Mas adianto desde já: não
tem segredo. A melhor posição para amamentar é aquela em que a dupla mãe-bebê se sentirem mais
confortáveis. Basicamente, o bebê deve estar virado para a mãe, bem próximo ao seu corpo, bem apoiado
e com os braços bem posicionados.

Posição tradicional
É aquela posição em que a cabeça do bebê fica apoiada no braço da mesma
mama que está sendo oferecida.

Posição invertida
Com o cotovelo dobrado, segure o bebê ao seu lado, apoiando, em seu antebraço, a
cabeça do bebê. Você deverá segurar com a mão aberta, colocando seu rosto em direção
ao seio.

Deitada de lado
Deite-se em uma posição confortável de lado e coloque o rosto do bebê de frente
para seu peito, apoiando seu corpo de lado com o braço e elevando ligeiramente a
cabeça do bebê.

Posição Cavaleiro
Sua mão você deverá apoiar a cabeça e a coluna dele, de forma que o indicador e o dedão
ficarão sustentando a cabeça do bebê próximo a nuca e a palma da sua mão dará apoio à
coluna.

Posição para amamentar gêmeos


Se você quiser amamentar ao mesmo tempo, pode colocar
os dois na posição invertida ou um na invertida e outro na
tradicional os dois bebês na posição tradicional.

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MÓDULO IV
DIFICULDADES NA AMAMENTAÇÃO

Ingurgitamento mamário

No início da amamentação, seus seios produzem colostro em pequenas


quantidades, que aumentam de forma gradual nos primeiros dias. Após a
apojadura, começa a produção em quantidades muito maiores. Para a maioria
das mães, se o bebê estiver mamando bem, com a pega correta e uma
extração eficiente, a sensação de peso passa sem grandes problemas.

Trauma mamilar

No início do aleitamento materno, no primeiro momento das mamadas, a


maioria das mulheres sente uma discreta dor, desconforto ou pressão, o
que pode ser considerado normal. No entanto, mamilos muito doloridos e
machucados, apesar de comuns, não são normais. Os traumas mamilares
incluem eritema, edema, fissuras, bolhas, marcas brancas, amarelas ou
escuras e equimoses.

Ducto obstruído

A obstrução dos ductos lactíferos ocorre quando o leite produzido em


uma determinada área da mama, por alguma razão, não é drenado
adequadamente. Isso ocorre com frequência quando a mama não está
sendo esvaziada adequadamente — como quando a amamentação é
infrequente ou quando a criança apresenta sucção ineficaz.

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MÓDULO IV
DIFICULDADES NA AMAMENTAÇÃO

Mastite

Mastite é um processo inflamatório de um ou mais segmentos da mama,


mais frequentemente do quadrante superior esquerdo que pode ou não
progredir para uma infecção bacteriana. Ela ocorre mais comumente na
segunda e terceira semanas após o parto e raramente após a 12ª semana.
O leite acumulado, a resposta inflamatória e o dano tecidual resultante
favorecem a instalação da infecção, sendo as fissuras, na maioria das
vezes, a porta de entrada da bactéria.

Candidíase

A infecção da mama por cândida no puerpério é bastante comum. Pode ser


superficial ou atingir os ductos lactíferos e costuma ocorrer na presença de
mamilos úmidos, pois cresce em meio com carboidrato e com lesão.
Costuma se manifestar por sensação incômoda na pele, que leva a coçar,
sensação de queimadura e fisgadas nos mamilos, que persistem após as
mamadas.

Fenômeno de Raynaud

O fenômeno de Raynaud, uma isquemia intermitente causada por vasoespasmo que frequentemente
ocorre nos dedos das mãos e dos pés, também pode acometer os mamilos. Os vasoespasmos podem causar
palidez dos mamilos, por falta de irrigação sanguínea, e costumam ser dolorosos. Podem se manifestar
antes, durante ou depois das mamadas, mas é mais comum que ocorram depois — provavelmente porque
o ar é mais frio do que a boca da criança.

CAMILA FRESSATTI
CONSULTORA DE ALEITAMENTO MATERNO
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