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IGREJA CRISTÃ EM CAMPO GRANDE

CONFISSÃO DE FÉ E REGULAMENTO INTERNO

Este documento faz parte integrante do Estatuto Social da Igreja Cristã em Campo Grande,
doravante denominada simplesmente de Comunidade, e juntos constituem-se na lei
orgânica da Comunidade, sendo obrigatório a todos os seus membros o seu cumprimento
fiel.

1) DA ESCRITURA SAGRADA:

1.a - A Comunidade adota como única e suficiente regra de fé e prática a “Escritura


Sagrada”, a qual denominamos simplesmente “Bíblia”, composta pelos 39 livros do antigo
testamento e pelos 27 livros do novo testamento.

1.b - Ela norteará e regerá desde a nossa fé salvadora, até a nossa fé e conduta diárias.

1.c - Ela, em sua inerrância, é a revelação perfeita, completa e suficiente sobre Deus, sobre
Seu Filho Jesus Cristo e sobre a obra do Espírito Santo; sobre a criação, salvação e todo o
decreto divino, em todos os tempos.

(Sl. 19: 7 a 11; Sl. 119: 105; Mt. 5: 18; 24: 35; 2ª Tm. 3: 16 e 17; 2ª Pe. 1: 20 e 21; Ap. 22: 18
e 19)

2) DOS FUNDAMENTOS DA FÉ:

2.a - A Comunidade crê, baseada na Bíblia, que Deus Pai criou e sustenta soberanamente
todas as coisas, além de conduzir a história pelo Seu poder, amor, providência e decreto
eternos. (Gn. 1: 1; 2: 1 a 3; Ef. 1: 11; Hb. 1: 2 e 3; Jo. 1: 2 e 3; At. 17: 24 e 25; Rm. 11: 36; Cl.
1: 16; Sl. 139: 13 a 16)

2.b - Também cremos que Deus Pai criou homem e mulher, estabelecendo sua união
matrimonial heterossexual. (Gn. 1: 27 e 28; Gn. 2: 18, 22 e 23)

2.c - Cremos na queda do homem e, com ele, de toda a sua raça, e em sua total
incapacidade de buscar a Deus, e restaurar seu relacionamento com Ele; mas que, em Seu
beneplácito, Deus providenciou, em tempos eternos, o resgate pela fé em Jesus Cristo, Seu
Filho, sendo este o único Senhor, Salvador e Mediador entre Deus e todo aquele que crê;
mas que todo o que não reconhecê-lo assim, sofrerá condenação e tormentos eternos. (Gn.
3: 17 a 19; Ef. 2: 1 a 10; Jo. 3: 16 a 18; 1ª Jo. 5: 11 e 12; 1ª Co. 15: 21 e 22; Rm. 5: 1 E 2; At.
2: 36; 4: 11 e 12; 1ª Tm. 2: 5)

2.d - Cremos que Jesus Cristo veio em carne e habitou na terra, nasceu de mulher, padeceu
pelas mãos de iníquos, morreu pelos nossos pecados, ressuscitou ao terceiro dia para nossa
justificação, apareceu ressurreto aos discípulos e a muitas outras testemunhas, subiu aos
céus, enviou o seu Espírito Santo como garantia antecipada da herança de todo o que crê,
e, por fim, voltará segunda vez para buscar Sua Igreja, que é o Seu “Corpo” ou o número
total de Seus eleitos, e estabelecer novos céus e nova terra. (1ª Jo. 4: 2; Lc. 24: 50 e 51; At.
1: 9 e 10; 1ª Co. 15: 3 a 8; At. 2: 33; Ef. 1: 13 e 14; 2ª Co. 1: 22; At. 1: 10 e 11; 2ª Pe. 3: 13;
Rm. 4: 22 a 25)

2.e - Cremos no Deus Triuno, ou seja, na trindade divina, composta por Deus Pai, Deus Filho
e Deus Espírito Santo; três, porém um, todos de uma mesma substância, poder e
eternidade. (Mt. 3: 16 e 17; Mt. 28: 19; 2ª Cor. 13: 13; Jo. 1: 14, 18; Jo. 15: 26; Gl. 4: 6)

2.f - Cremos, ainda, que através da Bíblia, o crente tem ciência dos sacramentos
estabelecidos pelo Senhor Jesus à igreja, que são dois: o Batismo e a Ceia do Senhor. (Mc.
16: 16; Lc. 22: 19 e 20; At. 2: 38; 1ª Co. 11: 26 a 29)

2.g - Cremos que a Bíblia determinou a prática da disciplina na igreja, que deverá ser
obedecida nos termos bíblicos, para se manter a ordem, a unidade, a paz e decência em si
mesma, bem como para vindicar a honra devida ao nome do Senhor, e sempre objetivando
a restauração do transgressor pelo arrependimento e confissão dos pecados cometidos.
(Mt. 18: 15 a 20; Hb. 12: 4 a 13; Tg. 5: 16; Pv. 28: 13 e 14; Pv. 29: 1; 1ª Co. 5: 1 a 13; 2ª Co.
2: 5 a 11; 1ª Jo. 1: 9)

2.h - Cremos que a Bíblia orienta na instituição de igrejas locais, governadas por seus
oficiais denominados “presbíteros e diáconos”, e que todos os seus membros se submetem
a esta forma de governo eclesiástico, sendo somente estes membros inscritos no Rol de
membros da igreja local, denominada também “Membresia”, a esfera de ação e
responsabilidade espiritual destes oficiais, não eximindo-se, entretanto, tanto oficiais
como qualquer outro membro, de obedecer ao mandato do Senhor para a expansão do
evangelho. (Mt. 16: 18 e 19; 18: 17 a 20; 28: 19 e 20; At. 6: 1 a 7; Tt. 1: 5 a 9; 1ª Ts. 5: 12 e
13; Hb. 13: 7, 17; 2ª Co. 10: 13 a 16; Gl. 6: 6, 10; 1ª Co. 12: 12 a 14, 25)

3) DA IGREJA E SUA MEMBRESIA:

3.a - A Comunidade reconhece que a Bíblia denomina o povo eleito de Deus, a partir do
Novo Testamento, de “Igreja”, e que seus membros serão reconhecidos desde que
cumpram os seguintes requisitos:

Confessar publicamente a Jesus Cristo como seu único Senhor e Salvador; arrepender-se e
deixar seus pecados outrora cometidos; ser batizado nas águas por imersão, que é a prática
adotada pela Comunidade; analisar e submeter-se à nossa Confissão de fé e Regulamento
Interno; assinar o Rol de Membros da Comunidade.

3.b - Também poderão ser admitidos como membros da Comunidade, crentes professos
que vierem de outras igrejas evangélicas, que deverão:
Portar “Carta de Apresentação” da igreja de origem, comprovando já ter feito sua profissão
de fé e ter sido batizado; analisar e submeter-se à nossa Confissão de fé e Regulamento
Interno; participar regularmente de nossos cultos e estudos por prazo mínimo de 90
(noventa) dias; assinar o Rol de Membros da Comunidade.

3.c - São direitos dos membros da Comunidade:

Receber assistência espiritual em sua jornada de fé; receber ministração da Palavra de Deus
e dos sacramentos; participar dos cultos e reuniões regulares; receber assistência material,
comprovando-se a real necessidade; votar nas assembleias; candidatar-se para os ofícios
da Comunidade, desde que cumpridos os requisitos bíblicos; usufruir do patrimônio da
Comunidade; questionar, exortar e receber esclarecimentos por condutas ou ensinos
inadequados dos demais membros ou da liderança, quando houver prova incontestável e
embasamento bíblico para tal.

3.d - São deveres dos membros da Comunidade:

Submeter-se à direção da igreja, composta de presbíteros e diáconos; submeter-se à


Confissão de fé e Regulamento Interno da Comunidade; adotar a Bíblia como única regra
de fé e prática; contribuir financeiramente com ofertas regulares para manutenção da
Comunidade; submeter-se a disciplina eclesiástica; participar regularmente dos cultos e
reuniões; viver de acordo com a doutrina cristã e propagar a fé cristã; sujeitar-se às demais
regras disciplinares a serem adotadas futuramente pela Comunidade.

3.e - Serão desligados do Rol de Membros da Comunidade:

Aqueles que solicitarem voluntariamente seu desligamento por motivos pessoais,


apresentando formalmente um “Pedido de Desligamento” à liderança; aqueles que
deixarem de congregar por prazo superior a 6 (seis) meses, sem apresentar uma causa
justa; aqueles que quebrarem princípios bíblicos e não se arrependerem, mesmo depois da
exortação e disciplina impostas pela liderança e pela Comunidade; por motivo de
falecimento.

4) DA DISCIPLINA ECLESIÁSTICA:

4.a - A Comunidade, através de seus presbíteros, deverá aplicar a disciplina coerente com
os padrões e parâmetros da Bíblia, a toda e qualquer conduta, ação ou omissão contrárias
aos ensinos e exigências da Palavra de Deus, e que tal fato seja comprovado por no mínimo
2 (duas) testemunhas fiéis, ou por outro meio idôneo de prova, ou ainda seja incontestável
por sua evidência.

4.b - A disciplina será exercida da seguinte maneira:


Advertência ou exortação verbal em particular; advertência mediante comunicação à
Comunidade; suspensão temporária da comunhão mediante comunicação à Comunidade;
suspensão dos direitos da Membresia; suspensão do ofício, se exercer algum; exclusão do
Rol de Membros.

4.c - Seja qual for a pena imposta devido a falta cometida, o membro faltoso jamais perde
o direito de congregar, e estas sanções serão aplicadas de acordo com a gravidade e/ou a
reincidência do ato.

4.d - Todo o esforço da liderança, bem como de toda a Comunidade, quando da aplicação
da disciplina, sempre será a restauração do membro faltoso, através do encaminhamento
ao arrependimento e, consequentemente, à comunhão.

4.e - O enquadramento e a tipicidade do delito serão analisados à luz do Novo Testamento,


mediante confronto entre o ensinamento bíblico e a conduta do membro faltoso.

5) DA LIDERANÇA DA COMUNIDADE:

5.a - A liderança da Comunidade, denominada também de Ministério Local, será exercida


por um grupo de presbíteros, com assistência exercida por uma junta diaconal, sendo
ambos escolhidos pela Comunidade, através de processo eleitoral.

5.b - Tanto o número de presbíteros, quanto o de diáconos, deverá ser indicado pelo
presbitério vigente, sempre anteriormente às eleições, de forma que a assembleia possa
votar em tantos quantos bastem para preencher as vagas necessárias.

5.c - Compete aos presbíteros o governo, a orientação doutrinária, a assistência espiritual,


a supervisão e o exercício da disciplina eclesiástica da Comunidade, conforme previsto na
cláusula 4 deste documento.

5.d - Aos diáconos, compete a administração e decisões sobre os recursos financeiros,


atendimento às necessidades materiais e sociais dos membros, manutenção da boa ordem
nos cultos e reuniões e manutenção do patrimônio da Comunidade.

5.e - Somente poderão se candidatar às vagas de presbíteros ou diáconos os “homens” que


primeiramente preencherem os requisitos bíblicos definidos em 1ª Tm. 3: 1 a 13 e Tt. 1: 5
a 9. Além disso, deverão estar inscritos no Rol de Membros da Comunidade a no mínimo 2
(dois) anos. Estes tornar-se-ão os “oficiais” da Comunidade, se eleitos.

5.f - O mandato dos presbíteros e dos diáconos será de 4 (quatro) anos, com início sempre
no mês de Abril de cada ano. Também poderá encerrar-se o mandato por morte, renúncia
ou imposição disciplinar.
5.g - Consideram-se responsabilidade desta liderança, denominada, também de Ministério
Local, única e tão somente os membros inscritos oficialmente no Rol de membros da
Comunidade, conforme itens 2.h, 3.a e 3.b deste documento.

6) DAS ELEIÇÕES:

6.a - As eleições serão realizadas por votação secreta, em assembleia convocada


previamente, com antecedência mínima de 30 (trinta) dias, via edital fixado em local visível
no salão de reuniões da Comunidade, e ocorrerão a cada 4 (quatro) anos.

6.b - Será realizada uma reunião com todos os homens da Comunidade, com o objetivo de
alistar todos os membros que aspiram às vagas determinadas previamente, conforme item
5.b e, assim, confirmar todos os candidatos, novos ou para reeleição.

6.c - Poderão ocorrer eleições extraordinárias para preenchimento de vagas, devido ao


encerramento antecipado de mandato, conforme item 5.f.

6.d - Serão considerados eleitos, tanto para presbíteros como para diáconos, os candidatos
que obtiverem 50% + 1 (cinquenta por cento mais um) dos votos dos presentes à
assembleia, mesmo que ultrapasse o número fixado pelo presbitério.

6.e - Caso não se obtenha o número mínimo indicado previamente pelo presbitério, será
realizado um segundo escrutínio, nos mesmos critérios anteriores, imediatamente em
sequência ao primeiro escrutínio, para preenchimento da(s) vaga(s) faltante(s).

6.f - Tanto o esquema para execução da eleição, como todo o material para sua realização
serão elaborados pelo presbitério em conjunto com a junta diaconal, ou, se necessário,
será convocada uma comissão composta por membros da Comunidade, escolhida pelos
presbíteros e diáconos, para tal tarefa, que poderá ser a mesma comissão que trabalhará
no dia da execução da eleição.

7) DOS CASOS OMISSOS:

7.a - Para todos os casos ocorridos dentro da esfera de ação deste ministério local, que não
estão previstos neste Regulamento Interno, fica automaticamente sob a responsabilidade
do presbitério, juntamente com a junta diaconal, o dever de dirimir tais casos, objetivando
sempre a manutenção da unidade, da paz e da saúde da Comunidade.

7.b - Em situações especiais onde ocorra gravidade tal que os presbíteros, mesmo com o
auxílio dos diáconos, não puderem solucionar a questão, deverá ser convocada toda a
assembleia, para análise e auxílio na solução do problema em questão, com os mesmos
objetivos finais mencionados no item 7.a.

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