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Introdução

O estudo desta disciplina será norteado pelo Estatuto da Advocacia e


a Ordem dos Advogados do Brasil (EAOAB – Lei 8.906/94), pelo Código de
Ética e Disciplina (CED), como também pelo Regulamento Geral do
Estatuto da Advocacia e a OAB (RGEAOAB). Além da Legislação
mencionada, faremos menção também a outros ramos do Direito, a
começar pela Constituição Federal, a qual em seu Art. 133 comenta acerca
da indispensabilidade do Advogado na administração da Justiça, quando
estabelece:

Art. 133 - O advogado é indispensável à administração da justiça,


sendo inviolável por seus atos e manifestações no exercício da profissão,
nos limites da lei.

Bem assim estabelece o Art. 2º do Estatuto da Advocacia e a Ordem


dos Advogados do Brasil (Lei 8906/94):

Art. 2º - O advogado é indispensável à administração da justiça.


§ 1º No seu ministério privado, o advogado presta serviço público e exerce
função social.
§ 2º No processo judicial, o advogado contribui, na postulação de decisão
favorável ao seu constituinte, ao convencimento do julgador, e seus atos
constituem múnus público.
§ 3º No exercício da profissão, o advogado é inviolável por seus atos e
manifestações, nos limites desta lei.

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Atividade Privativa
da Advocacia

De acordo com o Art. 1 º do Estatuto, são atividades privativas


da Advocacia a postulação a órgão do Poder Judiciário e aos Juizados
especiais, bem como as atividades de consultoria, assessoria e direção
jurídicas.

ATENÇÃO

❖ Consultoria: primeiro atendimento;


❖ Assessoria: atos posteriores; e
❖ Direção Jurídica: gerência jurídica que qualquer empresa pública,
privada ou paraestatal deve possuir referentes à mesma.

O Art. 4º do EAOAB estabelece que são nulos todos os atos privativos


do Advogado praticados por pessoas não inscritas na OAB, como também
aqueles atos praticados por Advogados impedidos, suspensos, licenciados
ou que passar a exercer atividade incompatível com a advocacia.

Fique sabendo!

A) Impedimento (Art. 30, I e II do EAOAB): é a proibição parcial do


exercício da Advocacia;
B) Suspensão (Art. 37 do EAOAB): é a punição aplicada pela OAB
afastando o Advogado por um determinado tempo, podendo variar
entre 30 dias a 12 meses;

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C) Licenciamento (Art. 12 do EAOAB): solicitação de afastamento por
motivo justificado;
D) Atividade incompatível (Art. 28 do EAOAB): Ao exercer atividade
incompatível com a Advocacia, o profissional será impedido de atuar, em
se tratando de incompatibilidade temporária, será concedida a licença
do mesmo.

Entretanto, importante atentar que as atividades privativas não são


absolutas, apresentando algumas exceções:

- Postulação perante a Justiça do Trabalho


- Postulação perante o Juizado Especial Cível;
- Postulação perante o Juizado Especial Cível Federal;
- Impetração de Habeas Corpus;
- Postulação perante o Juiz de paz; e
- Visar atos e contratos constitutivos de empresas individuais,
- ME e EPP

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Advocacia Pública

A Advocacia Pública, como regulamenta o Provimento 114/ 2006


editado pelo Conselho Federal da OAB, deve ser exercida por Advogado
inscrito na OAB, que ocupe cargo ou emprego público, ou de direção de
órgão jurídico, em atividade de representação judicial, de consultoria ou
orientação judicial e de defesa dos necessitados.

ATENÇÃO

Os profissionais que exercem advocacia pública estão sujeitos


primeiramente ao regime da Lei da Advocacia, e só posteriormente ao
seu regime próprio. Porquanto, tais profissionais podem integrar
qualquer órgão da OAB.

O Advogado público pode atuar nas seguintes áreas:

a) Federal: Advogados da União; Procuradores da Fazenda, Procuradores


Federais e Procuradores do Banco Central;

b) Estadual e Distrito Federal: Procuradores do Estado e Procuradores


das Autarquias e Fundações públicas; e

c) Municipal: Procuradores do Município e Procuradores das


Autarquias e Fundações Públicas.

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Mandato Judicial

O profissional para advogar em favor dos interesses de


terceiros precisa possuir poderes de representação. Esta representação se
estabelece pela figura contratual do mandato, através do qual alguém
(mandatário ou procurador) recebe poderes de outra pessoa (mandante)
para, em seu nome, executar atos de efeitos jurídicos ou administrar
interesses. Ademais, vale lembrar que o referido contrato será
consolidado pelo instrumento de procuração.

ATENÇÃO

O Advogado sem procuração poderá atuar em casos urgentes, devendo,


entretanto, juntá-la no prazo de 15 dias, prorrogáveis por igual período,
sob pena dos atos praticados serem reputados como inexistentes (Art.
104, § 1º, NCPC e Art. 5 § 1°, EAOAB).

A extinção do mandato poderá ocorrer por meio das seguintes


hipóteses: a) Renúncia: o Advogado poderá renunciar os poderes de
representação unilateralmente, todavia, devendo notificar de forma
inequívoca o mandatário, ademais, deverá o Advogado permanecer em
seu pleno exercício durante o período de 10 (dez) dias, salvo se for
substituído; b) Revogação: Trata-se de ato unilateral do cliente que poderá
revogar sem aviso prévio os poderes de outorga do Advogado, embora
que tal ato não o desobrigará o pagamento de honorários advocatícios e
verbas honorárias de sucumbência; c) Substabelecimento sem reserva de
poderes: revoga os poderes concedidos ao Advogado substabelecente, o
qual não mais poderá atuar no processo e d) Forma presumida:
configurada pela conclusão da causa ou o arquivamento do processo.

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Fique sabendo!

A renúncia é um ato do Advogado, ao passo que a revogação é um ato


do cliente.

O Advogado poderá outorgar os poderes que recebeu do cliente por


meio do instrumento de Substabelecimento que poderá ser com reserva
de poderes ou sem reserva de poderes. Para isso, importante que conste
na procuração poderes expressos para substabelecer.

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Inscrição na OAB

Os Cidadãos de nacionalidade brasileira diplomados por


qualquer faculdade de Direito do Brasil ou de Portugal, legalmente
habilitados a exercer a advocacia no Brasil, podem inscrever-se na Ordem
dos Advogados (Art. 3° EAOAB), depois de preenchidos os requisitos
constantes no Art. 8° do EAOAB, a saber:

Art. 8º - Para inscrição como advogado é necessário:


I – capacidade civil;
II – diploma ou certidão de graduação em direito, obtido em instituição de
ensino oficialmente autorizada e credenciada;
III – título de eleitor e quitação do serviço militar, se brasileiro;
IV – aprovação em Exame de Ordem;
V – não exercer atividade incompatível com a advocacia;
VI – idoneidade moral;
VII – prestar compromisso perante o Conselho.

I – Capacidade civil: O bacharel em Direito deverá possuir capacidade de


direito e de fato, ou seja, ter 18 anos completos e gozar de sanidade
mental.

II – Diploma ou certidão de graduação em direito: deve ser obtido em


instituição oficialmente autorizada e credenciada pelo MEC. O curso
concluído em instituições estrangeiras apenas terá validade se for
devidamente revalidado no Brasil.
III – Título de eleitor e quitação do serviço militar: o bacharel em Direito
deverá comprovar a regularização eleitoral e, em sendo do sexo
masculino, a regularização militar.

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IV – Aprovação em exame da ordem: o exame atualmente é
regulamentado pelo Provimento 144/ 2011, sendo realizado três vezes ao
ano.

V – Não exercer atividade incompatível com a advocacia: no Art. 28 do


EAOAB teremos elencadas todas as atividades que são incompatíveis com
o exercício da Advocacia. Entretanto, muito embora o candidato exerça
atividade incompatível, este poderá realizar o exame, obtendo, acaso
aprovado, uma certidão de aprovação.

ATENÇÃO: A certidão de aprovação não possui prazo de validade.

VI – Idoneidade moral: o bacharel em direito deverá ser pessoa idônea,


pela importância da função social e da própria atividade da advocacia.

ATENÇÃO: O requisito para inscrição na OAB é Idoneidade moral, ao passo que


Inidoneidade moral é uma hipótese de exclusão dos quadros da OAB.

VII – Prestar compromisso perante o Conselho: O bacharel em Direito terá


que prestar compromisso perante o Conselho Seccional, trata-se de ato
personalíssimo, não sendo possível a figura do procurador.

Inscrição principal (Art. 10 EAOAB): Deverá ser realizada no Conselho


Seccional em que o Advogado estabelecer seu domicílio. Vale lembrar que
o domicílio profissional poderá abranger todo o território nacional.
Inscrição suplementar (Art. 10 EOAB, § 2°): Será necessária quando o
Advogado exercer atividade profissional fora da sua sede principal,
excedendo 5 (cinco) causas por ano.
Inscrição por transferência (Art. 10 EOAB, § 3°): Em caso de mudança de
domicílio profissional, deverá o Advogado solicitar junto ao Conselho
Seccional em que se encontra inscrito, a transferência de seu registro para
a Seção que pretende atuar.

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Estrangeiros e a Advocacia
no Brasil

O Cidadão estrangeiro, como também o brasileiro formado no


exterior, poderá validar seu diploma desde que atenda aos requisitos
constantes no já mencionado Art. 8° do EAOAB, além de realizar prova de
título de graduação e revalidar no MEC.

Muito embora o Advogado estrangeiro não revalide seu diploma,


poderá este atuar no território nacional, todavia, com algumas restrições
impostas pelo provimento 91/ 2000. De modo que, os Advogados
estrangeiros ou sociedades de advogados deverão obter autorização
precária no Conselho Seccional do local onde tiver o domicílio profissional,
restringindo-se apenas à prestação de serviços de consultoria/ assessoria
em Direito estrangeiro ao país de origem.

Fique sabendo!
O Advogado de nacionalidade portuguesa que queira se inscrever junto
a OAB, será dispensado do Exame de Ordem e da revalidação do
diploma.

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Cancelamento e
Licenciamento da Inscrição

O Estatuto, em seu Art. 11, disciplina sobre o cancelamento da


inscrição na OAB, apontando algumas hipóteses: a) assim o requerer; b)
sofrer penalidade de exclusão; c) falecer; d) passar a exercer, em caráter
definitivo, atividade incompatível com a advocacia; e e) perder qualquer
um dos requisitos necessários para inscrição.

O cancelamento difere da licença (Art. 12) uma vez que esta significa
afastamento temporário e aquele possui caráter definitivo. Ademais,
quanto as hipóteses, a licença pode ser requerida: a) requerer por motivo
justificado; b) exercer atividade incompatível com a advocacia em caráter
temporário; e c) sofrer doença mental curável.

Fique sabendo!

Em nova solicitação de inscrição, deve o Advogado fazer prova dos


requisitos do Art. 8° do EAOAB, exceto prestar novo Exame da Ordem.

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Sociedade de Advogados

Aprovada no começo deste ano, a LEI Nº 13.247, DE 12 DE JANEIRO DE


2016, em seu Art. 2 alterou os Artigos 15 e 17 que regulavam sociedade
de Advogados. Vejamos a seguir a Lei e suas alterações:
Art. 2°- Os arts. 15, 16 e 17 da Lei no 8.906, de 4 de julho de 1994 - Estatuto da
Advocacia, passam a vigorar com as seguintes alterações:
“Art. 15. Os advogados podem reunir-se em sociedade simples de prestação de
serviços de advocacia ou constituir sociedade unipessoal de advocacia, na forma
disciplinada nesta Lei e no regulamento geral.
§ 1º A sociedade de advogados e a sociedade unipessoal de advocacia adquirem
personalidade jurídica com o registro aprovado dos seus atos constitutivos no
Conselho Seccional da OAB em cuja base territorial tiver sede.
§ 2º Aplica-se à sociedade de advogados e à sociedade unipessoal de advocacia o
Código de Ética e Disciplina, no que couber.
§ 4º Nenhum advogado pode integrar mais de uma sociedade de advogados,
constituir mais de uma sociedade unipessoal de advocacia, ou integrar,
simultaneamente, uma sociedade de advogados e uma sociedade unipessoal de
advocacia, com sede ou filial na mesma área territorial do respectivo Conselho
Seccional.
§ 5º O ato de constituição de filial deve ser averbado no registro da sociedade e
arquivado no Conselho Seccional onde se instalar, ficando os sócios, inclusive o titular
da sociedade unipessoal de advocacia, obrigados à inscrição suplementar.
§ 7º A sociedade unipessoal de advocacia pode resultar da concentração por um
advogado das quotas de uma sociedade de advogados, independentemente das
razões que motivaram tal concentração.”

“Art. 17. Além da sociedade, o sócio e o titular da sociedade individual de advocacia


respondem subsidiária e ilimitadamente pelos danos causados aos clientes por ação
ou omissão no exercício da advocacia, sem prejuízo da responsabilidade disciplinar
em que possam incorrer.”

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ATENÇÃO

Natureza Jurídica: Sociedade simples;


Personalidade Jurídica: Adquirida junto ao Conselho Seccional da OAB
onde se encontrar a sede da Sociedade;
Responsabilidade dos sócios: Subsidiária e ilimitadamente;
Objeto social: atividade de advocacia;
Razão social: a Sociedade deverá ter obrigatoriamente o nome completo
ou abreviado de um Advogado responsável pela Sociedade, não é
permitido nome fantasia.

ATENÇÃO

Cai na Prova: O contrato social deve ser averbado no Conselho


Seccional da matriz e arquivado no Conselho Seccional da filial.

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Espécie de Advogados

a) Profissional liberal: é o profissional que não mantém vínculo


empregatício;
b) Sócio: Advogado regulamente inscrito no local da sede da Sociedade;
c) Associado: Advogado que poderá participar dos lucros da Sociedade a
qual for associado. Não possui vínculo empregatício, sendo apenas uma
relação contratual. Ademais, quanto a responsabilidade civil, este
responderá subsidiária e ilimitadamente pelos danos causados.
d) Advogado empregado: será aquele que mantém um vínculo
empregatício, sob o regime celetista. Vale lembrar que este não perderá a
isenção técnica nem a independência profissional, inerentes à advocacia.

Fique sabendo!

O salário mínimo não é formalizado pela OAB e sim por sentença


normativa.

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Honorários Advocatícios

Trata-se da contraprestação, sem caráter obrigatório, paga pelo


Cliente ao Advogado em razão de serviços judiciais e extrajudiciais.

Tipos de Honorários:
a) Honorários convencionados: honorários acordados livremente entre o
Advogado e seu cliente; b) Honorários arbitrados: na ausência de estipulação
de valores, os honorários poderão ser judicialmente arbitrados; e c)
Honorários de sucumbência: honorários provenientes da parte vencida,
como também nas execuções de títulos extrajudiciais.

Natureza jurídica: os Honorários Advocatícios têm natureza alimentar.

A forma de pagamento dos honorários advocatícios é livremente


pactuada entre as partes. Na falta de convenção, será observada a norma
supletiva do Estatuto (art. 22, § 3°, do EAOAB), prevendo a divisão do
pagamento dos honorários em três momentos, em partes iguais (1/3 no
início da prestação do serviço, 1/3 após a decisão de 1ª instância e 1/3 no
final do processo), quando se tratar de processo judicial, bem como de
serviços extrajudiciais. Ademais, o Advogado poderá fixar sua remuneração
sempre acima do mínimo fixado na Tabela de Honorários.

Os honorários integram o patrimônio civil da pessoa do advogado, portanto,


em caso de morte, transmite-se a seus sucessores legítimos. O mesmo vale
para casos de incapacidade civil superveniente.

Regra: Pago em pecúnia Exceção: Quota litis (pagamento em bens final do


processo).

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A eterna luta dos causídicos no combate ao aviltamento dos honorários
ganha reforço no novo código de Ética.

O art. 29 prevê que quando as empresas públicas ou privadas forem


detectadas pagando honorários considerados “aviltantes”, o respectivo
departamento jurídico será solicitado a intervir para corrigir o abuso, “sem
prejuízo de providências que a Ordem dos Advogados do Brasil venha a
tomar junto aos órgãos competentes, com o mesmo objetivo.”

A minuta do anteprojeto foi elaborada pela Comissão Especial para Estudo


da Atualização do Código de Ética e Disciplina da OAB.

“Art. 29. O advogado que se valer do concurso de colegas na prestação de


serviços advocatícios, seja em caráter individual, seja no âmbito de
sociedade de advogados ou de empresa ou entidade em que trabalhe,
dispensar-lhes-á tratamento condigno, que não os torne subalternos seus
nem lhes avilte os serviços prestados mediante remuneração incompatível
com a natureza do trabalho profissional ou inferior ao mínimo fixado pela
Tabela de Honorários que for aplicável.

Parágrafo único. Quando o aviltamento de honorários for praticado por


empresas ou entidades públicas ou privadas, os advogados responsáveis
pelo respectivo departamento ou gerência jurídica serão instados a corrigir
o abuso, inclusive intervindo junto aos demais órgãos competentes e com
poder de decisão da pessoa jurídica de que se trate, sem prejuízo das
providências que a Ordem dos Advogados do Brasil possa adotar com o
mesmo objetivo.”

Prescrição dos honorários

(art. 25 EAOAB) - 5 (cinco) anos

A) Vencimento do contrato;
B) Trânsito em julgado da decisão;
C) Término do serviço extrajudicial;
D) Desistência ou da transação (acordo); e
E) Renúncia ou revogação.

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Incompatibilidade e
Impedimento
Incompatibilidade e Impedimento são espécies de restrições ao exercício da
advocacia. A Incompatibilidade refere-se à proibição total do exercício da
advocacia (art. 28 EAOAB), de modo que o Advogado não poderá advogar
em hipótese alguma, nem mesmo em causa própria. Entretanto, tal
proibição poderá ensejar apenas uma licença quando a atividade
incompatível tiver natureza temporária (art. 12, II, do EAOAB), ou pode
gerar o cancelamento da inscrição, nos casos de atividade incompatível em
caráter definitivo.

O impedimento significa que o Advogado poderá exercer parcialmente suas


atividades advocatícias, são espécies de impedimentos:

Art. 30. São impedidos de exercer a advocacia:


I - os servidores da administração direta, indireta e fundacional, contra a
Fazenda Pública que os remunere ou à qual seja vinculada a entidade
empregadora;
II - os membros do Poder Legislativo, em seus diferentes níveis, contra ou a
favor das pessoas jurídicas de direito público, empresas públicas, sociedades
de economia mista, fundações públicas, entidades paraestatais ou empresas
concessionárias ou permissionárias de serviço público.
Parágrafo único. Não se incluem nas hipóteses do inciso I os docentes dos
cursos jurídicos.

Apesar de serem servidores públicos, os docentes dos cursos


jurídicos podem advogar livremente. O impedimento é a proibição parcial do
exercício da advocacia, todavia, existem algumas hipóteses diferentes, nas
quais a pessoa pode advogar, mas somente no âmbito do cargo público que
ocupa ou, então, pode advogar menos no setor onde trabalha, tratando de
impedimento especial

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Incompatibilidade e Impedimento são espécies de restrições
ao exercício da advocacia. A Incompatibilidade refere-se à proibição total
do exercício da advocacia (art. 28 EAOAB), de modo que o Advogado não
poderá advogar em hipótese alguma, nem mesmo em causa própria.
Entretanto, tal proibição poderá ensejar apenas uma licença quando a
atividade incompatível tiver natureza temporária (art. 12, II, do EAOAB),
ou pode gerar o cancelamento da inscrição, nos casos de atividade
incompatível em caráter definitivo.

ATENÇÃO

Os atos praticados pelo Advogado que passa a exercer atividade


incompatível são nulos. A nulidade é absoluta, não devendo ser
confundida com a anulação ou a anulabilidade.

Fique sabendo!

A Lei 13.245, publicada em 13 de janeiro de 2016 trouxe algumas modificações


importantes que devemos por em destaque. A nova lei altera o Estatuto da Ordem
dos Advogados do Brasil, dispondo ser direito dos advogados: Art. 7°. “XIV -
examinar, em qualquer instituição responsável por conduzir investigação, mesmo
sem procuração, autos de flagrante e de investigações de qualquer natureza, findos
ou em andamento, ainda que conclusos à autoridade, podendo copiar peças e
tomar apontamentos, em meio físico ou digital.”

Outra novidade trazida pela nova lei se traduz na inclusão do inciso XXI no rol dos
direitos dos advogados. Transcreve-se o dispositivo: “XXI – assistir a seus clientes
investigados durante a apuração de infrações, sob pena de nulidade absoluta do
respectivo interrogatório ou depoimento e, subsequentemente, de todos os
elementos investigatórios e probatórios dele decorrentes ou derivados, direta ou
indiretamente, podendo, inclusive, no curso da respectiva apuração:
a) apresentar razões e quesitos.”

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Responsabilidade Civil,
Penal e Disciplinar do
Advogado
No exercício profissional, o Advogado é responsável pelos atos
que praticar com dolo ou culpa. A relação estabelecida entre o cliente e o
advogado é de consumo, sendo prestador de serviço, a regra é a
responsabilidade objetiva, mas a própria Lei condicionou-a à existência de
culpa no que se refere aos profissionais liberais. A responsabilidade civil do
Advogado, portanto, decorre da culpa e tem fundamento na
responsabilidade civil subjetiva, exigindo que se comprove a efetiva culpa.

Portanto, o Advogado será responsabilizado civilmente quando:


pelo erro de direito, pelo erro de fato, pelas omissões de providências
necessárias para ressalvar direitos do seu constituinte, pela perda de prazo,
pela desobediência às instruções do constituinte, pelos pareceres que der
contrário à lei, à jurisprudência e à doutrina, pela omissão de conselho, pela
violação de segredo profissional, pelo dano causado a terceiro, pelo fato de
não representar o constituinte, pela circunstância de ter feito publicações
desnecessárias sobre alegações forenses ou relativas a causas pendentes,
por ter servido de testemunha nos casos arrolados no art. 7°, XIX, do EAOAB,
por reter ou extraviar autos que se encontravam em seu poder, pela violação
ao disposto no art. 34, XV, XX, XXI, da Lei 8.906/94.

Responsabilidade Penal
O crime de Patrocínio Infiel é um dos crimes praticados contra a
administração da Justiça, ocorre quando o Advogado prejudica o interesse
do seu cliente (art. 355, do CPB). O sujeito ativo desse crime é o Advogado,
membros da Advocacia Geral da União, da Procuradoria da Fazenda
Nacional, das Defensorias Públicas, Procuradorias e Consultorias Jurídicas
dos Estados, Municípios, Distrito Federal, Autarquias e demais entidades da
Administração indireta e fundacional. O sujeito passivo é o Estado e,
secundariamente, a parte prejudicada.

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ATENÇÃO

Os atos praticados pelo Advogado que passa a exercer atividade


incompatível são nulos. A nulidade é absoluta, não devendo ser
confundida com a anulação ou a anulabilidade.

Para configurar o crime de Patrocínio Infiel, não basta ter a


configuração de negligência ou imperícia, sendo necessário dolo e malícia.

Patrocínio simultâneo e Patrocínio sucessivo são crimes praticados por Advogado, ou


Procurador judicial, contra a Administração da justiça. O Advogado comete crime de
Patrocínio simultâneo quando defende, na mesma causa, ao mesmo tempo, os
interesses de partes contrárias. Ocorrerá o Patrocínio sucessivo, entretanto, quando
o Advogado deixar de patrocinar a parte autora e passar a representar a parte
contrária.

Importante mencionar também o crime de Exercício da


atividade com infração de decisão administrativa, configurado pela prática
reiterada dos atos próprios da atividade da qual o sujeito se encontra
impedido de exercer por decisão administrativa. Por fim, temos o crime de
Sonegação de autos por meio do qual o Advogado inutiliza ou não restitui
as peças referentes a um processo.

Responsabilidade Disciplinar:

Trata-se da apuração e aplicação, pela OAB, ao Advogado ou


estagiário que infringir as normas contidas no EAOAB, no RGEAOAB e no
CED, de processo e punição pela OAB.

ATENÇÃO

São três as infrações disciplinares: censura, suspensão e exclusão.


Enquanto que a sanção se divide em quatro: censura, suspensão,
exclusão e multa (art. 35 EAOAB).

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Sanções Disciplinares:

a) Censura: Pode ser convertido em advertência – na presença de


circunstâncias atenuantes. Ademais, as causas atenuantes serão utilizadas
para determinar o valor da multa e o período da suspensão.

b) Suspensão: Proíbe o exercício da advocacia em todo território nacional


pelo período mínimo de 30 dias e máximo de 12 meses.

c) Exclusão: Implica no cancelamento do número da inscrição, que jamais


se restaura, mas depende da manifestação favorável de 2/3 de todos os
membros do conselho seccional competente, permite o retorno aos
quadros da OAB, por meio de nova inscrição desde que comprido os
requisitos dos §§ 2ºm e 3º do art. 11 EAOAB.

d) Multa: É uma sanção acessória. Aplicada com a censura ou suspensão


na presença de situação agravante.

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Procedimento Disciplinar

O Processo disciplinar será iniciado mediante representação


protocolada na OAB, ou por ato de ofício. A competência ficará a cargo do
Conselho Seccional do local da infração, salvo se ela for cometida sob o
Conselho Federal ou quando o representado for membro do Conselho
Federal ou presidente de Conselho Seccional, que passará a ser
competência do Conselho Federal.

ATENÇÃO

Órgãos da OAB: Conselho Federal, Conselho Seccional, Subsecções e


Caixa de Assistência..

Após o recebimento da representação, o Presidente do


Conselho Seccional ou da Subseção deverá designar um Relator para a
instrução do processo e parecer preliminar, o qual será submetido ao
Tribunal de Ética Disciplinar. O Relator nessa fase terá a função apenas de
instruir o processo, posteriormente será nomeado outro Relator que
apresentará o voto ao TED.

O pedido de arquivamento será submetido ao Presidente do


Conselho que, estando de acordo, determinará a extinção do processo
sem a apreciação do mérito, todavia, se entender que os pressupostos
estão presentes, ele determinará o prosseguimento do feito, podendo,
caso necessário, substituir o Relator.

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Presentes os requisitos, o Relator determinará a notificação do
Advogado representado para que este, no prazo de 15 dias, apresente sua
defesa prévia com rol de testemunhas. Caso o Advogado não apresente
sua defesa prévia no prazo mencionado, o Presidente do Conselho
Seccional ou da Subseção solicitará a nomeação de Defensor Dativo.

Após a apresentação da Defesa Prévia devidamente instruída


de todos os documentos e o rol de testemunhas, até no máximo 5 (cinco),
será proferido o despacho saneador e marcada a audiência para oitiva do
Interessado, do Representado e das Testemunhas das partes,
respectivamente. Posteriormente, concluída a instrução, será concedido
um prazo de 15 dias às partes para apresentação de suas Alegações Finais.
Por fim, o Relator irá proferir Parecer preliminar com sua conclusão,
submetendo-o ao TED.

Após a apreciação do TED, o Presidente do Tribunal irá designar


um novo relator para proferir o voto. O CED faculta ao Relator nomeado,
realizar diligências, caso haja alguma dúvida acerca de todo o processo. O
processo será inserido automaticamente na pauta da primeira sessão de
julgamento.

Fique sabendo!

Prazos: para todos os atos deste processo, aplica-se o prazo de 15 dias.


O prazo da Defesa Prévia, poderá ser prorrogado pelo relator, ao seu
juízo. Prescrição do processo disciplinar (Súmula 01/2011) ocorrerá
contado da data da constatação do fato (data do protocolo. O Processo
Disciplinar utiliza-se subsidiariamente o Código de processo penal e nos
não disciplinares as regras do procedimento comum e da legislação
processual civil, nesta ordem.

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Recursos

A Lei permite apenas um tipo de Recurso contra decisão de qualquer


Órgão da OAB. Além do recurso comum, o RGEAOAB dispõe que há mais de um
recurso à disposição das partes, sendo eles:

- Recurso Comum: previsto nos Arts. 75 e 76 do EAOAB


Art. 75. Cabe recurso ao Conselho Federal de todas as decisões definitivas
proferidas pelo Conselho Seccional, quando não tenham sido unânimes ou,
sendo unânimes, contrariem esta lei, decisão do Conselho Federal ou de outro
Conselho Seccional e, ainda, o regulamento geral, o Código de Ética e Disciplina
e os Provimentos.
Parágrafo único. Além dos interessados, o Presidente do Conselho
Seccional é legitimado a interpor o recurso referido neste artigo.
Art. 76. Cabe recurso ao Conselho Seccional de todas as decisões proferidas por
seu Presidente, pelo Tribunal de Ética e Disciplina, ou pela diretoria da
Subseção ou da Caixa de Assistência dos Advogados.

- Embargos: Embargo da decisão não unânime do Conselho Federal, Conselho


Seccional e de subseção, por seu Presidente, para que a matéria seja revista na
sessão seguinte.

- Revisão do Processo Disciplinar: previsão no art. 73, § 5° EAOAB


Efeitos dos Recursos e Prazo: Os Recursos têm duplo efeito; Suspensivo: por
meio do qual a penalidade fica suspensa até a confirmação da decisão pelo
Órgão julgador hierarquicamente superior; e Devolutivo: o qual devolve ao
Órgão julgador hierarquicamente superior a matéria para reapreciação. Todos
os Recursos têm efeito suspensivo e devolutivo, exceto quando tratarem de
eleições, suspensão preventiva decidida pelo TED e cancelamento da inscrição
obtida com falsa prova, situações que apenas caberá o efeito devolutivo.

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Recursos ao Conselho Federal – Art. 75, EAOAB: cabe Recurso ao
Conselho Federal todas as decisões definitivas proferidas pelo Conselho
Seccional, quando não tenham sido unânimes, ou, sendo unânime,
contrariarem o Estatuto da Advocacia, decisão do Conselho Federal ou de
outro Conselho Seccional.

Recursos ao Conselho Seccional – Art. 76, EAOAB: em todas as decisões


emanadas pelo Presidente do Conselho Seccional, pelo tribunal de Ética e
Disciplina ou, ainda, pela Diretoria da Subseção ou da Caixa de Assistência
dos Advogados caberá recurso ao Conselho Seccional.

Reabilitação: O Advogado punido também poderá requerer sua


reabilitação, após um ano de cumprimento efetivo da sanção, inclusive a
exclusão. Ademais, quando a sanção disciplinar resultar da prática de
crime, o pedido de reabilitação depende também da correspondente
reabilitação judicial.

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Segredo Profissional

Com cinco artigos, o novo código de ética dispõe, entre outros, que o segredo
profissional cederá “em face de circunstâncias imperiosas” que levem o
causídico a revelá-lo em sua defesa, “sobretudo quando forçado a tal por
atitude hostil do próprio cliente”.

Legislação de acordo com o novo código de ética.

“Art. 35. O advogado tem o dever de guardar sigilo dos fatos de que tome
conhecimento no exercício da profissão.
Parágrafo único. O sigilo profissional abrange os fatos de que o advogado
tenha tido conhecimento em virtude de funções desempenhadas na Ordem
dos Advogados do Brasil.

Art. 36. O sigilo profissional é de ordem pública, independendo de solicitação


de reserva que lhe seja feita pelo cliente.
§ 1º Presumem-se confidenciais as comunicações de qualquer natureza
entre advogado e cliente.
§ 2º O advogado, quando no exercício das funções de mediador, conciliador e
árbitro, se submete às regras de sigilo profissional.

Art. 37. O sigilo profissional cederá em face de circunstâncias excepcionais que


configurem justa causa, como nos casos de grave ameaça ao direito à vida e à
honra ou que envolvam defesa própria.

Art. 38. O advogado não é obrigado a depor, em processo ou procedimento


judicial, administrativo ou arbitral, sobre fatos a cujo respeito deva guardar
sigilo profissional.”

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O escritório do advogado é um confessório. Muitas vezes, o cliente
expõe fatos de sua vida que o preocupa ou tem o temor pelas
consequências. O advogado deve guardar sigilo, mesmo em depoimento
judicial, sobre o que saiba em razão de seu ofício. Pode recusar-se a depor
como testemunha em processo no qual funcionou ou deva funcionar, ou
sobre fato relacionado com pessoa de quem seja ou tenha sido advogado.

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Publicidade

Por sua vez, o capítulo VI trata especificamente da Publicidade


Profissional, e está composto de nove artigos.

De acordo com a proposta do novo código, o advogado que mantiver


colunas em veículos de comunicação ou participar de programas de
televisão opinando sobre temas jurídicos “haverá de pautar-se pela
discrição, não podendo valer-se desses meios para promover publicidade
profissional”.

Quando a participação dos advogados em meios de comunicação envolver


casos concretos pendentes de julgamento “o advogado deverá abster-se
de analisar a orientação imprimida à causa pelos colegas que delas
participem”.

O texto veda a participação “com habitualidade” de programas de rádio ou


televisão, bem como de comunicações em redes sociais, por meio da
internet, com o fim de oferecer respostas a consultas formuladas por
interessados, em torno de questões jurídica.

O art. 48 do referido capítulo, por sua vez, determina a “máxima discrição”


quanto à vida particular do advogado, “de modo a evitar, sobretudo,
ostentação de riqueza ou de status social”.

O texto trata também das placas de identificação da sede profissional ou


residência dos causídicos, que devem “ser confeccionadas segundo
modelo sóbrio, tanto nos termos quanto na forma e na dimensão”.

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Advocacia Pro Bono

A advocacia pro bono passa a ter previsão específica no texto que se


encontra sob consulta pública.

“Art. 30. No exercício da advocacia pro bono, e ao atuar como defensor


nomeado, conveniado ou dativo, o advogado empregará o zelo e a
dedicação habituais, de forma que a parte por ele assistida se sinta
amparada e confie no seu patrocínio.

§ 1º Considera-se advocacia pro bono a prestação gratuita, eventual e


voluntária de serviços jurídicos em favor de instituições sociais sem fins
econômicos e aos seus assistidos, sempre que os beneficiários não
dispuserem de recursos para a contratação de profissional.
§ 2º A advocacia pro bono pode ser exercida em favor de pessoas naturais
que, igualmente, não dispuserem de recursos para, sem prejuízo do
próprio sustento, contratar advogado.
§ 3º A advocacia pro bono não pode ser utilizada para fins político-
partidários ou eleitorais, nem beneficiar instituições que visem a tais
objetivos, ou como instrumento de publicidade para captação de
clientela.”

Muitos são contrários, outros são a favor da advocacia pro bono. Em


termos legais, o importante é que foi regulamentada e agora tem regras
claras para sua utilização.

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