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RELATÓRIO CONTÁBIL LOJAS

AMERICANAS
Análises Contábeis - Exercício 2017-2016
10/2020
Elaborado por: Cristiana Valle Moraes Drumond
Disciplina: Contabilidade Financeira
Turma: 0920-0_7

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Introdução
Esse relatório tem como objetivo analisar as demonstrações contábeis da empresa Loja

Americanas S.A., referente aos exercícios dos anos 2017 e 2016.

Será feita uma análise dos seguintes índices:

 Análise Horizontal

 Aanálise Vertical

 Cálculo dos índices de liquidez;

 Cálculo da estrutura de capital;

 Cálculo da lucratividade;

 Cálculo da rentabilidade

Usaremos o Balanço Patrimonial e a Demonstração do resultado do exercício dos anos 2017

e 2016 como base para os cálculos. Esses relatórios são alguns dos principais relatórios

contábeis existentes.

No balanço patrimonial, consta como está o patrimônio da empresa. Ele apresenta o

equilíbrio entre o ativo, passivo e patrimônio líquido, ou seja, entre os bens e direitos com as

obrigações, e participações. Já a Demonstração do Resultado do Exercício tem como objetivo

apresentar um resumo das despesas e receitas da empresa no período selecionado. (LIMEIRA et

al., 2015)

Através de cada análise realizada nesse relatório, podemos indentifcar a situação econômica

e financeira da Lojas Americas S.a. É importante analisarmos as demonstrações contábeis de,

pelo menos, dois exercícios sociais para garantir a segurança das informações, pois elas a

servirão de base para a tomada de decisão na empres dos usuários internos e servirá para os

usuários externos avaliarem a viabilidade de aplicação de crédito, recursos etc. (LIMEIRA et al.,

2015)

O objetivo desse relatório é, portanto, analisar os indicadores citados acima, a fim de extrair

informações precisas acerca da situação economômica-financeira da empresa para os

steakholders envolvidos.

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Desenvolvimento

1- Análise Horizontal

A Análise Horizontal compara os resultados de um mesmo indicador em relação a períodos

anteriores. Sendo assim, na Análise Horizontal, identificaremos a evolução ou não dos

compontes entre cada período, permitindo a análise de tendência. (LIMEIRA et al., 2015; BOZZA,

2019)

1.1– Balanço Patrimonial:

Balanço Patrimonial
Análise Horizontal
  31/12/2017 31/12/2016 A.H
Ativo Total 17.400.408 12.769.527 136,27%
Ativo Circulante 10.022.613 6.596.830 151,93%
Disponível (caixa e bancos) 2.029.213 293.239 692,00%
Aplicações Financeitas 3.015.768 1.992.235 151,38%
Contas a Receber 1.562.301 1.446.172 108,03%
Estoque 2.400.868 2.146.536 111,85%
Tributos a Recuperar 408.889 340.554 120,07%
Despesas Antecipadas 23.660 24.429 96,85%
Outros Ativos Circulantes 581.914 353.665 164,54%
       
Ativo Não Circulante 7.377.795 6.172.697 119,52%
Realizável a Longo Prazo 990.528 785.025 126,18%
Investimentos 3.188.906 2.665.136 119,65%
Imobilizado 2.810.785 2.347.609 119,73%
Intangível 387.576 374.927 103,37%
       
Passivo e Patrimônio Líquido 17.400.408 12.769.527 136,27%
Passivo Circulante 5.519.766 4.336.474 127,29%

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Obrigações Sociais e Trabalhistas 80.349 47.382 169,58%
Fornecedores 2.699.348 2.436.543 110,79%
Obrigações Fiscais 241.729 232.744 103,86%
Empréstimos e Financiamentos 2.169.848 1.233.657 175,89%
Dividendos e JCP a Pagar 101.733 115.007 88,46%
Outros Passivos Operacionais 226.759 271.141 83,63%
       
Passivo não Circulante 7.258.958 6.442.597 112,67%
Empréstimos e Financiamentos 7.001.300 6.306.674 111,01%
Passivo com partes relacionadas 195.976 76.639 255,71%
Provisões Fiscais Previdenciárias 61.682 59.284 104,04%
       
Patrimônio Líquido 4.621.684 1.990.456 232,19%
Capital Social Realizado 3.926.518 1.441.673 272,36%
Reservas de Capital 71.587 46.142 155,14%
Reservas de Lucros 597.146 482.214 123,83%
Ajustes de Avaliação Patrimonial 26.433 20.427 129,40%

Na análise horizontal no Balanço Patrimonial das Lojas Americanas, pode-se verificar que

houve um crescimento de 36,27% no ativo total em 2017 em relação a 2016. Esse crescimento do

ativo total se deve principalmente as contas de disponível do ativo circulante, que aumentou em

592,00% com relação ao período anterior. As aplicações financeiras também tiveram aumento de

51,38%. Contribuiram também para o aumento do ativo total o aumento do contas a receber

(8,03% de aumento), estoque (+11,85%) e tributos a recuperar (+20,07%), somando juntos 39,94%

de aumento. Outros ativos circulantes aumentaram 64,54% e Despesas antecipadas caíram

-3,15%.

No ativo não circulante, a margem de acréscimo foi menor: 19,52%, influenciado

principalmente pelo aumento do realizável a longo prazo (+26,18%). Todos os montantes que

formam o ativo não circulante tiveram aumento no período.

Já o Passivo e patrimônio líquido cresceram 36,27%. O passivo cresceu principalmente

por impacto de Empréstimos e Financiamentos no curto prazo (+75%) e passivo com partes

relacionadas (+155,71%) no longo prazo. Observa-se que o compromisso com dívidas no curto

prazo (passivo circulante) está maior do que no período anterior em 36%. Já o Patrimônio líquido

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cresceu 132,19% impactado principalmente pelo crescimento de 172,36% do Capital Social

Realizado.

1.2 - Remonstrativo de Resultado do Exercício - DRE

Remonstrativo de Resultado do Exercício - DRE


Análise Horizontal
  31/12/2017 31/12/2016 A.H
Receita Líquida de Bens ou Serviços 11.000.183 10.372.345 106,05%
Custo dos Bens ou Serviços Vendidos - 7.110.019 - 6.676.398 106,49%
Lucro Bruto 3.890.164 3.695.947 105,25%
       
Despesas Operacionais - 2.462.426 - 2.281.406 107,93%
Despesas com vendas - - 1.486.372 107,62%
1.599.579
Despesas gerais e administrativas - - 425.286 123,99%
527.291
Res. De Equivalência Patrimonial - - 276.571 86,23%
238.484
Outras receitas e despesas Oper. - - 93.177 104,18%
97.072
Resultado antes das Receitas e Desp 1.427.738 1.414.541 100,93%
Financeiras
       
Receitas Financeiras 480.869 404.262 118,95%
Despesas Financeitas - 1.515.602 - 1.523.650 99,47%
Resultado antes dos Tributos sobre o Lucro 393.005 295.153 133,15%
       
Imposto de Renda e Contr. Social - 155.377 - 83.496 186,09%
       
Lucro Líquido do Exercício 237.628 211.657 112,27%

A Análise Horizontal do DRE nos mostra que o resultado do exercício (receita líquida)

aumentou em 6% e o lucro líquido do exercício aumentou 12,27% em relação ao exercício

anterior. Os totais de receitas e despesas tiveram pouca diferença, se mantiveram quase

inalterados.

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2- Análise Vertical

A análise vertical é a “metodologia de análise que mostra a participação percentual de cada

um dos itens das demonstrações contábeis em relação ao somatório de seu grupo.” (LIMEIRA et

al., 2015).

Através dessa análise, conseguiremos ver representatividade de cada componente das

demonstrações contábeis em relação ao todo.

2.1 – Balanço Patrimonial:

Balanço Patrimonial
Análise Vertical
  31/12/2017 A.V 31/12/2016 A.V
Ativo Total 17.400.408 100,00 12.769.527 100%
%
Ativo Circulante 10.022.613 57,60% 6.596.830 51,66%
Disponível (caixa e bancos) 2.029.213 11,66% 293.239 2,30%
Aplicações Financeitas 3.015.768 17,33% 1.992.235 15,60%
Contas a Receber 1.562.301 8,98% 1.446.172 11,33%
Estoque 2.400.868 13,80% 2.146.536 16,81%
Tributos a Recuperar 408.889 2,35% 340.554 2,67%
Despesas Antecipadas 23.660 0,14% 24.429 0,19%
Outros Ativos Circulantes 581.914 3,34% 353.665 2,77%
       
Ativo Não Circulante 7.377.795 42,40% 6.172.697 48,34%
Realizável a Longo Prazo 990.528 5,69% 785.025 6,15%
Investimentos 3.188.906 18,33% 2.665.136 20,87%
Imobilizado 2.810.785 16,15% 2.347.609 18,38%
Intangível 387.576 2,23% 374.927 2,94%
       
Passivo e Patrimônio Líquido 17.400.408 100,00 12.769.527 100,00%
%
Passivo Circulante 5.519.766 31,72% 4.336.474 33,96%
Obrigações Sociais e Trabalhistas 80.349 0,46% 47.382 0,37%

8
Fornecedores 2.699.348 15,51% 2.436.543 19,08%
Obrigações Fiscais 241.729 1,39% 232.744 1,82%
Empréstimos e Financiamentos 2.169.848 12,47% 1.233.657 9,66%
Dividendos e JCP a Pagar 101.733 0,58% 115.007 0,90%
Outros Passivos Operacionais 226.759 1,30% 271.141 2,12%
       
Passivo não Circulante 7.258.958 41,72% 6.442.597 50,45%
Empréstimos e Financiamentos 7.001.300 40,24% 6.306.674 49,39%
Passivo com partes relacionadas 195.976 1,13% 76.639 0,60%
Provisões Fiscais Previdenciárias 61.682 0,35% 59.284 0,46%
       
Patrimônio Líquido 4.621.684 26,56% 1.990.456 15,59%
Capital Social Realizado 3.926.518 22,57% 1.441.673 11,29%
Reservas de Capital 71.587 0,41% 46.142 0,36%
Reservas de Lucros 597.146 3,43% 482.214 3,78%
Ajustes de Avaliação Patrimonial 26.433 0,15% 20.427 0,16%

Conseguimos ver que o ativo circulante teve um aumento de 2016 para 2017 de 5,94% na

participação do ativo total, enquanto o ativo não circulante sofreu uma queda de também 5,94%

de um ano para outro, evidenciando uma mudança de investimentos do ativo não circulante

para o ativo circulante. Em 2016 tinhamos um equilíbrio de investimentos de curto e longo prazo

mais próximo. Em 2017, evidenciou-se uma concentração maior de investimentos no ativo

circulante (57,60%).

Também merece destaque na análise do ativo a conta do disponível: em 2016

representava 2,30% do ativo circulante, contra 11,66% em 2017.

Já com relação ao Passivo e Patrimônio líquido, conseguimos ver uma queda no Passivo

não Circulante de 8,74%, impactada principalmente pela queda da conta Empréstimos e

Financiamentos, com 9,15% de queda de 2016 para 2017. No Patrimônio Líquido tivemos um

aumento de 10,97% de 2016 para 2017, impactado principalmente pelo aporte em Capital Social

Realizado, com um aumento de 11,28% em relação ao ano anterior, o que evidencia que a

empresa recebeu mais aplicações por partes dos acionistas e do Disponível (caixa e bancos).

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Por fim, nas outras contas, tanto do Ativo quanto no Passivo, houve mudanças muito

pequenas, sem impacto relevante para análises.

2.2 - Remonstrativo de Resultado do Exercício – DRE

Remonstrativo de Resultado do Exercício - DRE

Análise Vertical

31/12/2017 A.V 31/12/2016 A.V

Receita Líquida de Bens ou 11.000.183 100,00% 10.372.345 100,00%


Serviços

Custo dos Bens ou Serviços Vendidos - 7.110.019 -64,64% - 6.676.398 -64,37%

Lucro Bruto 3.890.164 35,36% 3.695.947 35,63%

Despesas Operacionais - 2.462.426 -22,39% - 2.281.406 -22,00%

Despesas com vendas - -14,54% - 1.486.372 -14,33%


1.599.579

Despesas gerais e administrativas - -4,79% - 425.286 -4,10%


527.291

Res. De Equivalência Patrimonial - -2,17% - 276.571 -2,67%


238.484

Outras receitas e despesas Oper. - -0,88% - 93.177 -0,90%


97.072

Resultado antes das Receitas e 1.427.738 12,98% 1.414.541 13,64%


Desp Financeiras

Receitas Financeiras 480.869 4,37% 404.262 3,90%

Despesas Financeitas - 1.515.602 -13,78% - 1.523.650 -14,69%

Resultado antes dos Tributos 393.005 3,57% 295.153 2,85%


sobre o Lucro

Imposto de Renda e Contr. Social - 155.377 -1,41% - 83.496 -0,80%

Lucro Líquido do Exercício 237.628 2,16% 211.657 2,04%

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A análise vertical no DRE é importante para verificarmos principalmente se a empresa

está dando lucro ou prejuízo dentro do período analisado. Na análise vertical da DRE da Lojas

Americanas, a conta mais expressiva é a Receita Financeira, com 4,37% de participação no total

das receitas em 2017. Todas as contas variaram muito pouco de um ano para o outro. Podemos

ver que em ambos os anos houve lucro no período e que o Lucro líquido representou em torno

de 2% da Receita Líquida de Bens ou Serviços, em ambos os períodos analisados, evidenciando

uma tendência de constancia na relação entre o Lucro líquido do exercício- receita líquida de

bens. (BOZZA, 2019)

3- Cálculo dos Índices de Liquidez


Os índices ou indicadores mostram a relação entre contas ou grupo de contas das

demonstrações contábeis para evidenciar algum aspecto da situação econômico-financeira da

empresa. Para uma análise precisa, os indicadores precisam ser vistos em conjunto, de forma

dinâmica (LIMEIRA et al., 2015)

O primeiro índice analisado nesse relatório são os indices de liquidez, que medem a

posição financeira da empresa em termos de capacidade de pagamento, ou seja, a capacidada

da empresa de honrar seus compromissos. (LIMEIRA et al., 2015)

INDICADORES 2017 2016

IMEDIATA 0,37 0,07

CORRENTE 1,82 1,52

SECA 1,38 1,03

GERAL 0,861 0,68483

A Liquidez Imediata avalia a capacidadede pagar as dívidas com o dinheiro disponível. A

empresa teve uma melhora da liquidez imediata, o que demonstra que em 2017 houve uma

piora na eficiência de gestão de caixa, pois existem mais recuros em caixa parados que poderiam

ser investidos. De toda forma, esse índice segue abaixo de 1, o que mostra uma boa gestão de

caixa. (LIMEIRA et al., 2015)

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A Liquidez Corrente avalia a capacidade da empresa em termos de capital de giro, ou seja, a

capacidade da empresa em pagar suas dívidas de curto prazo. Em 2016, a empresa tinha R$ 1,52

em ativos circulantes para cada R$ 1,00 de dívidas de curto prazo. Em 2017 houve um aumento

para 1,82. Em ambos os períodos é evidenciado uma ótima capacidade de solvência no curto

prazo. (SOUZA; MARTINS, 2010; LIMEIRA et al., 2015)

A Liquidez Seca também avalia a capacidade da empresa em termos de capital de giro para

fazer frente a suas dívidas de curto prazo, mas exclui-se a conta estoques. Vemos que em 2017

houve melhora na liquidez seca, R$ 1,38 em ativos circulantes descontados do estoque para cada

R$ 1,00 dedívidas a curto prazo. Isso mostra que a empresa não sofre dependência do estoque

para quitar as dívidas do curso prazo. (SOUZA; MARTINS, 2010)

Com a Liquidez Geral, avaliamos a capacidade de quitação de dívida de curto e de longo

prazo. A Liquidez Geral de 0,861 em 2017 contra 0,684 em 2016. Houve uma melhora na liquidez

em 2017, mas a empresa não tem capacidade de solvência de todas as suas dívidas. Entretanto,

a preocupação principal de uma empresa deve ser em pagar suas dívidas de curto prazo e gerir

as de longo prazo. Ao comparar a liquidez corrente com a liquidez geral, vemos que o

endividamento maior da empresa está concentrado no passivo não circulante, ou seja, dívidas de

longo prazo, que é muito bom para o negócio. (SOUZA; MARTINS, 2010)

Analisando todos os indicadores de liquidez em conjunto, percebemos que a empresa tem

uma excelente capacidade de solvência, principalmente no que se refere a corrente.

4- Cálculo da Estrutura de Capital


Os cálculos da estrutura de capital avaliam se a empresa depende mais de acionistas ou dos

bancos. Ou seja, avalia a relação da empresa com capital de terceiros e mostra a composição da

dívida, se se concentra no curto ou longo prazo. (LIMEIRA et al., 2015)

INDICADORES 2017 2016

Endividamento Geral 0,734 0,844

Composição do Endividamento 0,432 0,402

Grau de imobilização do capital próprio 1,382 2,707

Grau de imobilização de recursos não correntes 0,538 0,64

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Passivo Oneroso Sobre o Ativo 0,542 0,601

O Grau de Endividamento Geral identifica se a empresa tem mais dependência de capital

próprio ou de terceiros. Vemos que houve uma queda no grau de endividamento geral em 2017

(73,4%) com relação a 2016 (84,4%). Com base nesse indicador, podemos ver que a empresa

depende mais de capital de terceiros e tem alto grau de endividamento. (LIMEIRA et al., 2015)

O índice da Composição de endividamento compara as obrigações a Curto Prazo

comparadas com as obrigações totais. No caso analisado, esse indicador aponta que em 2017,

43,2% da dívida da empresa se concentra no curto prazo, contra 40% em 2016. Portanto, em

ambos os períodos temos uma concentração maior da dívida no longo prazo, sendo 56,8 % em

2017 e 60% em 2016, o que é mais eficiente para empresa em termos de capacidade para gerir

as dívidas. (SILVA, 2019)

Na imobilização do capital próprio, vemos que a empresa em ambos os anos não

consegue financiar os aportes no ativo. Além de imobilizar 100% de seu capital próprio, a

empresa ainda precisou captar recursos de terceiros para complementar aimobilização. Vemos

que houve uma melhora significativa de 2016 para 2017, mesmo assim a empresa ainda se

mostra muito dependente de capital de terceiros para cobrir os investimentos do ativo. (SOUZA;

MARTINS, 2010).

A análise do grau de imobilização de recursos não correntes é fundamental quando o capital

próprio não é suficiente para cobrir as aplicações de recursos, como é o caso da Lojas

Americanas. Podemos ver que em ambos os anos a maior parte da dívida do capital de terceiros

é no longo prazo (indicador menor que 1), o que é positivo para a empresa. (LIMEIRA et al., 2015)

Por fim, temos o Passivo Oneroso sobre o ativo que indicou que em 2016, a dependência das

instituições financeiras foi de 60%, caindo em 2017 para 54%. Em ambos os anos, vemos uma

alta dependência dessas instituições. (LIMEIRA et al., 2015)

De forma geral, podemos verificar que houve uma melhora significativa de 2016 para 2017

com relação a estrutura de capital das Lojas Americanas, principalmente no que diz respeito ao

grau de imobilização do capital próprio. Apesar da dependência acentuada de capitais de

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terceiros e instituições financeiras, a empresa concentra a maior parte da sua dívida no longo

prazo, o que é bom em termos de gestão de dívidas.

5- Cálculo da Lucratividade
Os índices de lucratividade avaliam o retorno das atividades operacionais da empresa com
base no DRE.

INDICADORES 2017 2016

Margem Bruta 35,4% 35,6%

Margem Operacional 3,6% 2,8%

Margem Líquida 2,16% 2,04%

Giro do Ativo 0,63 0,81

A Margem Bruta nos mostra a lucratividade sobre a mercadoria, avalia o core business da

empresa. Vemos que a lucratividade caiu 0,2% em relação a 2016, o que demonstra maior

parcela do seu faturamento líquido destinado a cobrir despesas operacionais. (LIMEIRA et al.,

2015)

A Margem Operacional nos mostra a eficiência operacional da empresa, evidenciando o

ganho operacional com relação ao seu faturamento. No caso analisado, vemos que tivemos uma

melhora na eficiência operacional de 0,12% em 2017 com relação a 2016. É importante

evidenciar que, apesar da melhora na eficiência, a margem da empresa nesse quesito ainda é

baixa. (LIMEIRA et al., 2015)

A Margem Líquida demonstra o retorno líquido da empresa sobre seu faturamento líquido,

mas deduzindo imposto de renda, participações no resultado e contribuição social sobre o lucro

líquido. A Magem líquida demonstra que tivemos uma pequena melhora de 2016 para 2017, mas

que a empresa mantém pequenas margens líquidas. (LIMEIRA et al., 2015)

Por fim, o Giro do Ativo tem o objetivo de mostrar se o faturamento líquido foi suficiente

para cobrir o investimento total realizado na empresa. Vemos que a Lojas Americanas conseguiu

faturar 81% do valor investido no seu ativo total em 2016 e 63% em 2017. Isso mosta que, além

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de não conseguir cobrir o valor dos investimentos houve uma piora no quadro em 2017.

(LIMEIRA et al., 2015)

6- Cálculo da Rentabilidade

Os índices de Rentabilidade têm, principalmente, a função de avaliar o retorno gerado sobre

os investimentos na companhia. (LIMEIRA et al., 2015)

INDICADORES 2017 2016

Retorno do Patrimônio Líquido (ROE) 5,14% 10,63%

Retorno Sobre o Investimento (ROI) 1,37% 1,66%

Payback 73 anos 60 anos

O ROE mede a remuneração dos capitais próprios aplicados na empresa. Em 2016

resultado foi de 10,63%, isto é, houve um retorno de 10,63% do capital investido, enquanto em

2017, a rentabilidade do patrimônio líquido caiu pela metade, para 5,14%. O ideal é sempre

analisarmos o custo de oportunidade do capital, confrontando o ROE com outros investimentos.

Um título de renda fixa pode mostrar se a aplicação é atrativa ou não. No caso das lojas

Americanas, se tomarmos como base o ano de 2018, o CDB estava rendendo em média, 7,41%

ao ano. O que nos mostra que o ROE da empresa em 2017 está muito baixo, não está atrativo.

(LIMEIRA et al., 2015; CDB OU POUPANÇA, 2018)

Já o ROI mostra o quanto a empresa está obtendo de retorno em relação aos

investimentos totais. Em 2016 obteve apenas 1,66% e em 2017 caiu para 1,37%. Com base no

ROI podemos calcular o Payback dos investimentos é alto: cerca de 60 anos em 2016 e 73 anos

para o de 2017 para recuperar todo o investimento realizado na empresa. (MORAES, 2016)

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Conclusão
Com as análises realizadas nesse relatório, podemos concluir que, em geral, a situação da

Lojas Americanas melhorou de 2016 para 2017. Entrentanto, existem alguns pontos sensíveis a

serem considerados:

O crescimento do ativo ocorreu principalmente por causa de aportes de capital dos

sócios e por empréstimos. Esse ponto está claro ao comparamos a vertical e horizontal do BP

com a DRE e dos indicadores: houve pouca influência dos resultados operacionais em ambos os

períodos no crescimento do ativo.

Apesar do grau de endividamento, da dependência de capitais de terceiros e do baixo

resultado evidenciado na DRE e pelos indicadores, a empresa apresenta boa solvência e

capacidade de honrar os compromissos no curto prazo, o que trás uma garantia para a empresa

frente ao mercado de continuar operando. (LIMEIRA et al., 2015)

A rentabilidade para os acionistas está com margens muito baixas e o payback está alto,

o que torna a empresa menos atrativa para o mercado. Essa é uma situação preocupante, uma

vez que a empresa está apresentando forte dependência do capital de terceiros e isso pode

impactar diretamente nos seus aportes de investimento.

É necessário atenção por parte dos usuários internos da Lojas Americanas, pois ela está

operando com baixas margens de lucro. O ideal é que seja traçado um plano de ação para

melhorar o desempenho das operações da empresa nos próximos períodos, garantindo

margens mais seguras de rentabilidade, contribuindo para o crescimento saudável da empresa e

manutenção das suas atividades.

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Referências bibliográficas
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