Você está na página 1de 51

Componente Curricular:

Metrologia e Controle Dimensional


Prof: Narciso Abel De Col
narcisoabel@hotmail.com
Fone: (047) 9905 9156 Tim
INSTRUMENTOS BÁSICOS DE MEDIÇÃO
PAQUÍMETROS
Paquímetro: Tipos e Usos
O paquímetro é um instrumento usado para medir as dimensões
lineares internas, de ressalto, externas e de profundidade de
uma peça.
Paquímetro: Tipos e Usos
Formas de medir com o Paquímetro:
Paquímetro
O paquímetro consiste em uma régua graduada, com encosto
fixo, sobre a qual desliza um cursor e é composto pelas
seguintes peças:
Funcionamento do Paquímetro
O paquímetro é usado quando a quantidade de peças que se
quer medir é pequena.

24,0 + 0,70

Os instrumentos mais utilizados apresentam uma resolução de:


0,05 mm, 0,02 mm, 1/128″ ou .001“

As superfícies do paquímetro são planas e polidas, e o


instrumento geralmente é feito de aço inoxidável.
Suas graduações são calibradas a 20ºC.
Paquímetro Universal

Este paquímetro é o mais usado na metalomecânica.


Ele serve para fazer medições externas, internas e de
profundidade. É usado quando a quantidade de peças que se
quer medir é pequena.
Tipos: Paquímetro Com Relógio

Este paquímetro é o mais usado a gente precisa


executar um grande número de medidas em pouco
tempo.
Tipos: Paquímetro Com Bico Móvel

Este paquímetro é empregado para medir peças


cônicas ou peças com rebaixos de diâmetros
diferentes.
Tipos: Paquímetro de Profundidade

Este paquímetro serve para medir a profundidade de


furos não vazados, rasgos, rebaixos etc.
Pode haver dois tipos, com haste simples ou de haste
com gancho.
Tipos: Paquímetro de Profundidade

A seguir duas situações de uso do paquímetro de profundidade


Tipos: Paquímetro Nônio Duplo

Este paquímetro serve para medir dentes de engrenagens


Tipos: Paquímetro Digital

Este paquímetro é utilizado para leitura rápida, livre de erro de


paralaxe, e ideal para controle estático
Obs. Erro de paralaxe: Erro de leitura, que acontece porque a coincidência
entre o traço da escala fixa com o traço da escala móvel depende do ângulo
de visão do operador.

Este instrumento pode ser utilizado em


controle dimensionais com recursos na
interface informatizada.
Traçador de Altura

Esse instrumento baseia-se no mesmo princípio de


funcionamento do paquímetro, apresentando a escala fixa com
cursor na vertical. É usado na metalomecânica para traçagem
de linhas paralelas a um plano de referência e controle
geométrico das peças.
Traçador de Altura e a Mesa de Traçagem

É empregado na traçagem de
peças, para facilitar o processo de
fabricação e, com auxílio de
acessórios, no controle dimensional.
Fórmula para o cálculo da Resolução

As diferenças entre a escala fixa e a escala móvel de um


paquímetro podem ser calculadas pela sua resolução.

A resolução é a menor medida que o instrumento oferece.

Ela é calculada utilizando-se a seguinte fórmula:


Fórmula para o cálculo da Resolução

Fórmula:
Princípios do Nônio
A escala do cursor é chamada de nônio ou vernier, em
homenagem ao português Pedro Nunes e ao francês Pierre
Vernier, considerados seus inventores.
Pierre Vernier – Pedro Nunes

O nônio possui uma divisão


a mais que a unidade usada
na escala fixa.

Fonte: Telecurso 2000 profissionalizante


Princípios do Nônio
No sistema métrico, existem paquímetros em que o nônio
possui dez divisões equivalentes a nove milímetros (9 mm).

Há, portanto, uma diferença de 0,1 mm entre o primeiro traço


da escala fixa e o primeiro traço da escala móvel.
Princípios do Nônio

Essa diferença é de 0,2 mm entre o segundo traço de cada


escala; de 0,3 mm entre o terceiros traços e assim por diante.
Princípios do Nônio – Sistema de Leituras

Vamos analisar o exemplo abaixo: Escala principal em milímetros e


escala auxiliar (nônio) com 10 divisões.
Neste caso, cada divisão da escala principal tem 1 mm, e o nônio
tem 10 divisões, de acordo com fórmula a resolução é de 0,10 mm.
Princípios do Nônio – Sistema de Leituras

Vamos analisar o exemplo abaixo: Escala principal em milímetros e


escala auxiliar (nônio) com 20 divisões.
Neste caso, cada divisão da escala principal tem 1 mm e o nônio
tem 20 divisões, de acordo com fórmula a resolução é de 0,05 mm.
Princípios do Nônio – Sistema de Leituras

Vamos analisar o exemplo abaixo: Escala principal em milímetros e


escala auxiliar (nônio) com 50 divisões.
Neste caso, cada divisão da escala principal tem 1 mm e o nônio
tem 50 divisões, de acordo com fórmula a resolução é de 0,02 mm.
Erros de Leitura

Paralaxe:

Dependendo do ângulo de visão do operador, pode ocorrer o


erro por paralaxe, pois devido a esse ângulo, aparentemente
há coincidência entre um traço da escala fixa com outro da
móvel.
Erros de Leitura

Paralaxe:

O cursor onde é gravado o nônio, por razões técnicas de


construção, normalmente tem uma espessura mínima (a), e é
posicionado sobre a escala principal. Assim, os traços do
nônio (TN) são mais elevados que os traços da escala fixa
(TM).

Fonte: Telecurso Profissionalizante 2000


Erros de Leitura

Paralaxe:

Colocando o instrumento em posição não perpendicular à


vista e estando sobrepostos os traços TN e TM, cada um dos
olhos projeta o traço TN em posição oposta, o que ocasiona
um erro de leitura.
Erros de Leitura

Paralaxe:

Para não cometer o erro de paralaxe,


é aconselhável que se faça a leitura situando o paquímetro em
uma posição perpendicular aos olhos.

Fonte: Telecurso Profissionalizante 2000


Erros de Leitura

Pressão de Medição:

O erro de pressão de medição origina-se no jogo do cursor,


controlado por uma mola.
Pode ocorrer uma inclinação do cursor em relação à régua, o
que altera a medida.

Fonte: Telecurso Profissionalizante 2000


Recomendações:
Posições corretas do Instrumento para Leitura:

As recomendações seguintes referem-se à utilização do


paquímetro para determinar medidas:
· externas; · internas; · de profundidade; · de ressaltos.

Nas medidas externas, a peça a ser medida deve ser colocada


o mais profundamente possível entre os bicos de medição
para evitar qualquer desgaste na ponta dos bicos.

Fonte: Telecurso Profissionalizante 2000


Recomendações:
Para maior garantia nas medições, as superfícies de medição
dos bicos e da peça devem estar bem apoiadas na peça.

Fonte: Telecurso Profissionalizante 2000


Recomendações:
Nas medidas internas, as orelhas precisam ser colocadas o
mais profundamente possível.
O paquímetro deve estar sempre paralelo à peça que está
sendo medida.

Fonte: Telecurso Profissionalizante 2000


Recomendações:
Para maior segurança nas medições de diâmetros internos, as
superfícies de medição das orelhas devem coincidir com a
linha de centro do furo.

Toma-se, então, a máxima leitura


para diâmetros internos e a
mínima leitura para faces planas
internas.
Exemplos:
Fonte: Telecurso Profissionalizante 2000
Recomendações:

No caso de medidas de profundidade, apoia-se o paquímetro


corretamente sobre a peça, evitando que ele fique inclinado.

Fonte: Telecurso Profissionalizante 2000


Recomendações:
Nas medidas de ressaltos, coloca-se a parte do paquímetro
apropriada para ressaltos perpendicularmente à superfície de
referência da peça.

Não se deve usar a haste de profundidade para esse tipo de


medição, porque ela não permite um apoio firme.

Fonte: Telecurso Profissionalizante 2000


Manutenção, cuidados e conservação

Para que a escala auxiliar, se desloque com facilidade sobre a


régua, o cursor deve estar bem regulado (justo):
O operador deve, portanto, regular a mola, adaptando o
instrumento à sua mão.
Caso exista uma folga anormal, os parafusos de regulagem da
mola devem ser ajustados.
Girar até encostar no fundo e
retornando 1/8 da volta
aproximadamente.
Após esse ajuste, o movimento do
cursor deve ser suave,
porém sem folga.

Fonte: Telecurso Profissionalizante 2000


Manutenção, cuidados e conservação

Selecione o paquímetro adequado pra atender plenamente a necessidade


de medição. Leve em conta os seguintes aspectos:
Tipo (normal ou especial) para ter acesso ao lugar que será medido na
peça.
Leitura, de acordo com o campo de tolerância especificado na peça

Limpe cuidadosamente as partes móveis, eliminando poeira e sujeiras com


um pano macio. A presença de partículas abrasivas causam desgaste
prematuro. Repita esta operação antes e depois do uso.
Manutenção, cuidados e conservação

1) Evite aplicar o paquímetro em esforços excessivos.Tomo providências


para que o instrumento não sofra quedas ou seja usado no lugar do
martelo.
Manutenção, cuidados e conservação

2) Evite danos nas pontas de medição. Procure que as orelhas de medição


nunca sejam utilizadas como compasso de traçagem. Nem outras
pontas.
Manutenção, cuidados e conservação

3) Limpe cuidadosamente após o uso. Utilize um pano seco para retirar


partículas de pó e sujeira, bem como as marcas dos dedos deixadas
pelo manuseio.
Manutenção, cuidados e conservação

4) Proteja o paquímetro ao guardar por longo período. Usando um pano


macio embebido em óleo fino anti-ferrugem, aplique suavemente em
todas as faces do instrumento uma camada bem fina e uniforme.
Formas de Medir com o Paquímetro

a
Procedimento para medir

Para ser usado corretamente, o paquímetro precisa ter:


· seus encostos limpos;
· a peça a ser medida deve estar posicionada corretamente
entre os encostos.

Fonte: Telecurso Profissionalizante 2000

É importante abrir o paquímetro com uma distância maior que


a dimensão do objeto a ser medido.
O centro do encosto fixo deve ser encostado em uma das
extremidades da peça.
Procedimento para medir

Convém que o paquímetro seja fechado suavemente até que o


encosto móvel toque a outra extremidade.

Fonte: Telecurso Profissionalizante 2000

Realizado a leitura da medida, o paquímetro deve ser aberto e


a peça retirada, sem que os encostos a toquem.
Procedimento para medir

a.
Recomendações Gerais

· Manejar o paquímetro sempre com todo cuidado, evitando


choques.
· Não deixar o paquímetro em contato com outras ferramentas,
o que pode lhe causar danos.
· Evitar arranhaduras ou entalhes, pois isso prejudica a
graduação.
· Ao realizar a medição, não pressionar o cursor além do
necessário.
· Limpar e guardar o paquímetro em local apropriado, após
sua utilização.
Referências
Referências Bibliográficas para o Plano de Ensino

Básicas:

ALBERTAZZI, Armando; SOUSA, André Roberto de. Fundamentos de metrologia


científica e industrial. Barueri, SP : Manole, 2008. xiv, 407 p, il.

ALVES, Artur Soares. Metrologia geométrica. Lisboa : Fundação Calouste


Gulbenkian, 1996. 269 p, il. (Manuais universitários).

ASSOCIACAO BRASILEIRA DE NORMAS TECNICAS. NB-71: Terminologia de


tolerancias e ajustes: terminologia.In: ASSOCIACAO BRASILEIRA DE NORMAS
TECNICAS Normas para desenho tecnico, 1981 332 p. Porto Alegre, 1981. p.211-212.
Comite: CB-4. Substituida por: 6173.

CASILLAS, A. L. Tecnologia da medicao. Sao Paulo : Mestre Jou, 1967. 100p, il.

INMETRO; SENAI. Vocabulário internacional de termos fundamentais e gerais de


metrologia: portaria INMETRO n. 029 de 1995.5. ed. Rio de Janeiro : Ed. SENAI,
2007. 67 p.
Referências
Referências Bibliográficas para o Plano de Ensino

Complementares:

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. TB-30: Dicionário multilíngue


de termos técnicos de tolerâncias, ajustes e calibradores: terminologia. Rio de Janeiro :
ABNT, 1972. 8 p.

PROVENZA, Francesco. Desenhista de máquinas. Sao Paulo : Pro-tec, 1978. 1v.


(várias paginações), il.

PROVENZA, Francesco. Projetista de máquinas.5. ed. Sao Paulo : Escola Pro-Tec,


1984. 1v. (várias paginações), il.
Referências
Outras Referências complementares para o plano de ensino

ABNT NBR ISO 4287:2002, Especificações geométricas do produto (GPS) – Rugosidade:


método do perfil – Termos, definições e parâmetros de rugosidade. ABNT, 2002

ABNT NBR 6409:1997, Tolerâncias geométricas - Tolerâncias de forma, orientação,


posição e batimento - Generalidades, símbolos, definições e indicações em desenho.
ABNT, 1997.

AGOSTINHO, Oswaldo Luiz; RODRIGUES, Antônio Carlos dos Santos; LIRANI, João.
Tolerâncias, ajustes, desvios e análise de dimensões. São Paulo (SP): Edgard
Blücher, c1995. 295 p.

BERNARDES, A. T. SANTOS, M. C. H. CARDOSO, C. A. SANTOS, L. A. S. A metrologia e


a avaliação da conformidade no ensino de engenharia: uma proposta do Inmetro. Instituto
Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial – Inmetro. COBENGE, 2010.

CNI- Confederação Nacional da Indústria. Projeto Sensibilização e Capacitação da


Indústria em Normalização, Metrologia e Avaliação da Conformidade. 2ª edição, Brasília,
2002.

CONEJERO, A. S.. “A importância da metrologia”. Disponível em:


http://www2.desenvolvimento.gov.br/arquivo/publicacoes/sti/indBraOpoDesafios/coletanea/
Metrologia/Artigo3-AntonioConejero.pdf. Acesso em: 05 abr. 2009.
Referências
Continuação - Outras Referências complementares para o plano de ensino

DIAS, José Luciano de Mattos. Medida, normalização e qualidade; aspectos da história da


metrologia no Brasil. Rio de Janeiro: Ilustrações, 1998. 292 p.

ESTEVES, F. S. O ensino de metrologia no Instituto Federal do Rio de Janeiro ciência ou


ferramenta? V Congresso Brasileiro de Metrologia, 2009.

FROTA, M. Finkelstein, N. L. Educação em metrologia e instrumentação: demanda


qualificada no ensino das engenharias. Revista de Ensino de Engenharia, v. 25, n. 1, p.
4965, 2006 – ISSN 0101-5001.

International Organization for Standardization, International Electrotechnical Commission -


ISO/IEC GUIDE 99:2007(E/F) International vocabulary of metrology — Basic and general
concepts and associated terms (VIM). Genebra. 2007. 2. Instituto Português da Qualidade
- Vocabulário Internacional de Metrologia. Conceitos Básicos e Gerais e Termos
Associados. Caparica. 2008. ISBN 972-763-00-6.

INMETRO-Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial.


Vocabulário internacional de termos fundamentais e gerais de metrologia VIM, 2008.

INMETRO-Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial.


Metrologia. Disponível em: <http://www.inmetro.gov.br/> Acesso em: 05 mai. 2006.
Referências
Continuação - Outras Referências complementares para o plano de ensino

INMETRO-Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial. Histórico


do Inmetro. Disponível em: <http://www.inmetro.gov.br/inmetro/historico.asp> Acesso em:
20 fev. 2011.

PUC-RIO. Ensino de Metrologia no Brasil. Disponível em:


<http://www2.dbd.pucrio.br/pergamum/tesesabertas/0212163_05_cap_04.pdf> Acesso
em: 15 abr. 2011.

SCHMIDT, Walfredo. Metrologia aplicada. São Paulo (SP): EPSE, 2003. 66 + 46 p.


[anexos]

SENAI.SP. Tolerância Geométrica. Brasília, SENAI/DN, 2000.

TELECURSO 2000. Metrologia. Ed. Globo, 1995. Rio de Janeiro, RJ.

ZANETTINI, José Julio. Mecânica Geral; acabamento superficial. Porto Alegre, CPF
SENAI Artes Gráficas, 1994.

VIM – Vocabulário Internacional de Metrologia. 2008, INMETRO.

Catálogos e Tabelas Técnicas.

Você também pode gostar