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EDUCAÇÃO EM SAÚDE SOBRE CRISE CONVULSIVA: RELATO DE

EXPERIÊNCIA
1
Luiza Helena Holanda de Lima Silva
2
Fernanda Aline Rodrigues dos Santos
3
Willy Marcos Alves de Andrade
3
Cinthia Maria Rodrigues Araújo
3
Maria Priscila Oliveira da Silva
4
Jeanny Marques Menezes

EIXO 5: ENFERMAGEM EM SAÚDE DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE

RESUMO

Crise convulsiva é definida como a ocorrência transitória de sinais e/ou sintomas devido a
uma atividade neuronal síncrona ou excessiva no cérebro. Objetivou-se relatar a experiência
de acadêmicos de enfermagem na realização de uma atividade educativa sobre crise
convulsiva. Trata-se de um relato de experiência, desenvolvido na disciplina de estágio
supervisionado III referente à área de saúde da criança, realizado em uma escola de ensino
Fundamental, no município de Fortaleza, no mês de abril de 2017. A atividade educativa foi
apresentada para 40 adolescentes, na faixa etária de 10 a 14 anos. Para o desenvolvimento
da atividade, optou-se por construir um banner com imagens e informações sobre a crise
convulsiva, como recurso audiovisual a fim de possibilitar uma melhor compreensão da
temática. Também foram confeccionados folhetos informativos para distribuí-lo aos alunos.
A educação em saúde foi realizada respeitando os aspectos éticos e legais presentes na
resolução nº 466/12 do Conselho Nacional de Saúde. O ambiente escolar é propicio para o
desenvolvimento de ações que visam informar, conscientizar os alunos sobre a crise
convulsiva, suas causas e cuidados a serem tomados durante e depois da crise.

Palavra – chave: Educação em saúde, Convulsões, Saúde escolar.

INTRODUÇÃO

Crise convulsiva é definida como a ocorrência transitória de sinais e/ou


sintomas devido a uma atividade neuronal síncrona ou excessiva no cérebro. Esses
sinais ou sintomas incluem fenômenos anormais súbitos e transitórios tais como
alterações da consciência, ou eventos motores, sensitivo-sensoriais, autonômicos ou
psíquicos involuntários percebidos pelo paciente ou por um observador (THURMAN
et al, 2011).

1. Enfermeira, pós-graduando em Gerontologia e Saúde do Idoso – UCAM.


2. Acadêmica de Enfermagem do Centro Universitário Estácio do Ceará.
3. Enfermeiros pelo Centro Universitário Estácio do Ceará.
4. Orientadora Docente do curso de Enfermagem do Centro Universitário Estácio do Ceará.
E-mail do autor: luizahelena97@yahoo.com.br
ISSN: 24465348
A crise convulsiva é a forma mais conhecida pelas pessoas e é identificada
como "ataque epiléptico". Nesse tipo de crise a pessoa pode cair ao chão,
apresentar contrações musculares em todo o corpo, mordedura da língua, salivação
intensa, respiração ofegante e, às vezes, até urinar (BRASIL, 2018).

O processo de educar em saúde, parte essencial do trabalho de cuidar da


enfermagem, pode ser entendido como “um diálogo que se trava entre as pessoas
com o objetivo de mobilizar forças e a motivação para mudanças, seja de
comportamento, atitude ou adaptações às novas situações de vida”. A educação em
saúde é uma das principais funções dos profissionais da enfermagem e uma área de
atuação em que nossos colegas de todos os níveis usam e abusam da criatividade,
inovação e capacidade de improvisação (TREZZA et al, 2014).

Quando trabalhamos a educação em saúde, acreditamos que devemos partir


da realidade já existente, respeitando a cultura, os valores, e o conhecimento de
cada individuo, para junto construir um novo conhecimento e alcançar a
transformação da realidade (FARIA 2014).

Neste contexto a importância do conhecimento em primeiros socorros em


uma crise convulsiva por parte dos alunos na escola é essencial para a formação de
indivíduos capazes de agir em defesa da vida.

OBJETIVO

Relatar a experiência de acadêmicos de enfermagem na realização de uma


atividade educativa sobre crise convulsiva.

METODOLOGIA

Trata-se de um estudo descritivo de natureza qualitativa na modalidade


de relato de experiência. O relato de experiência é uma ferramenta da pesquisa
descritiva que apresenta uma reflexão sobre uma ação ou um conjunto de ações
que abordam uma situação vivenciada no âmbito profissional de interesse da
comunidade científica.
O relato de experiência é uma ferramenta da pesquisa descritiva que
apresenta uma reflexão sobre uma ação ou um conjunto de ações que abordam
uma situação vivenciada no âmbito profissional de interesse da comunidade
científica. O estágio que resultou na redação deste relato foi desenvolvido na

ISSN: 24465348
disciplina de estágio supervisionado III referente à área de saúde da criança,
realizado em uma escola de ensino Fundamental, localizado na Regional VI, no
município de Fortaleza, no mês de abril de 2017.
Participam do projeto cerca de 40 adolescentes, na faixa etária de 10 a 14
anos. Para o desenvolvimento da atividade, optou-se por construir um banner com
imagens e informações sobre a crise convulsiva, como recurso audiovisual a fim de
possibilitar uma melhor compreensão da temática. Também foram confeccionados
folhetos informativos para distribuí-lo aos alunos. A educação em saúde foi realizada
respeitando os aspectos éticos e legais presentes na resolução nº 466/12 do
Conselho Nacional de Saúde.

RESULTADOS E DISCUSSÃO

A atividade foi desenvolvida a partir do pedido da diretora da unidade


escolar sugerir o tema devido a vários episódios de crises convulsivas na instituição.
Inicialmente ocorreu a apresentação oral, em que os acadêmicos fizeram uma
exposição teórica do assunto utilizando um banner com imagem ilustrativa de uma
crise convulsiva, com intuito de informar sobre a crise convulsiva e conscientizar os
jovens sobre a forma adequada de prestar os primeiros socorros.

No ato da apresentação foram feitas várias demonstrações do


procedimento correto no atendimento a vítima de convulsão com a participação dos
alunos, que demonstraram bastante entusiasmo. Ao final das demonstrações
entregamos um folheto informativo contendo as informações repassadas, a fim de
validar o aprendizado.

A educação em saúde é uma atividade planejada que objetiva criar


condições para produzir mudanças de comportamento nos pacientes em relação à
saúde. A prática de educação em saúde às pessoas com epilepsia possibilitará que
tanto os próprios pacientes quanto seus familiares entendam da doença,
principalmente sobre os cuidados que devem ser realizados caso aconteça uma
crise convulsiva (BARBOSA E OLIVEIRA, 2012).

Assim, podemos compreender a importância da assistência de


enfermagem ao paciente epilético junto com o familiar cuidador, realizando ações
educativas e de capacitação da equipe para um cuidado com qualidade, propondo
ISSN: 24465348
um atendimento digno e humanizado diante de uma visão autonômica, enfatizando e
fortalecendo os laços afetivos (FARIA, 2014).

CONCLUSÃO

A enfermagem assume um papel de destaque na assistência de enfermagem


contribuindo com educações em saúde com vista a contribuir e transformar o olhar
das pessoas seja elas crianças, adolescentes, adultos ou idosos.

O ambiente escolar é propicio para o desenvolvimento de ações que visam


informar, conscientizar os alunos sobre a crise convulsiva, suas causas e cuidados a
serem tomados durante e depois da crise.

Com o conhecimento das principais técnicas de primeiros socorros, é possível


que os cidadãos passem a usar corretamente os atendimentos de saúde e consiga
prestar os primeiros socorros em qualquer situação até o serviço especializado
chegar, diminuindo assim as seqüelas fisico-psico-social, que muitas vezes são
causadas devido à demora do socorro especializado, com medidas simples de
educação em saúde pode-se melhorar muito a qualidade de saúde da população de
modo geral.

REFERÊNCIAS

BARBOSA, S. P.; OLIVEIRA, A. D. A EPILEPSIA NA ESTRATÉGIA SAÚDE DA


FAMÍLIA: A ASSISTÊNCIA SOB A ÓTICA DO PACIENTE. Revista de
Enfermagem do Centro Oeste Mineiro, set/dez; v. 2, n.3, p. 369-375. 2012.

BRASIL, Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de


Atenção Especializada e Temática. Avaliação e conduta da epilepsia na
atenção básica e na urgência e emergência [recurso eletrônico] / Ministério da
Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Atenção
Especializada e Temática; tradução de Li Li Min. – Brasília : Ministério da
Saúde, 2018.

EPILEPSIA. Biblioteca virtual de saúde. Ministério da Saúde. Disponivel em:


<http://bvsms.saude.gov.br/dicas-em-saude/2046-epilepsia>. Acesso em:
17.04.2018.

ISSN: 24465348
FARIA, R. L. A EDUCAÇÃO EM SAÚDE EM UM CENTRO DE EPILEPSIA: UMA
CONTRIBUIÇÃO PARA AUTONOMIA DOS PACIENTES. Monografia
apresentada ao Curso de Especialização. Departamento de Enfermagem da

Universidade Federal de Santa Catarina. UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA


CATARINA. FLORIANÓPOLIS (SC) 2014.

HONJOYA, M. M. B.; RIBEIRO, P. P. M. CRISE CONVULSIVA RELATO DE UM


TREINAMENTO. Brazilian Journal of Surgery and Clinical Research – BJSCR.
V.20, n.1,p.104-107 (Set - Nov 2017).

TRURMAN, D. J. et al. ILAE Commission on Epidemiology. Standards for


epidemiologic studies and surveillance of epilepsy. Epilepsia; 52 Suppl 7:pg. 2-
26, 2011.

TREZZA, M. C. S. F.; SANTOS, R. M.; FARIAS, M. B. M.; SANTOS, J. M. A arte de


educar em saúde: uma contribuição nascida do cotidiano da enfermagem.
Maceió (AL): EDUFAL; 2014.

ISSN: 24465348