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CADERNO DA 5ª JORNADA

PEDAGÓGICA NACIONAL DE
EDUCAÇÃO PROFISSIONAL
28 e 29/01/2021
SENAI – DEPARTAMENTO NACIONAL

UNIDADE DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL E TECNOLÓGICA - UNIEP

Felipe Esteves Morgado


Gerente Executivo

Deusa Carvalho Ramos


Gerente de Educação Profissional e Tecnológica

Sinara Sant’Anna Celistre


Gestora do Programa SENAI da Prática Pedagógica

Nathália Falcão Mendes


Analista de Desenvolvimento Industrial
© 2021. SENAI – Departamento Nacional

© 2021. SENAI – Departamento Regional de Santa Catarina

A reprodução total ou parcial desta publicação por quaisquer meios, seja eletrônico, mecânico, fotocópia,
de gravação ou outros, somente será permitida com prévia autorização, por escrito, do SENAI.

Esta publicação foi elaborada pela equipe de Educação a Distância do SENAI de Santa Catarina, com a
coordenação do SENAI Departamento Nacional.

SENAI Departamento Nacional


Unidade de Educação Profissional e Tecnológica - UNIEP

SENAI Departamento Regional de Santa Catarina


Gerência de Educação

SENAI Sede
Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial Setor Bancário Norte • Quadra 1 • Bloco C • Edifício
Departamento Nacional Roberto Simonsen • 70040-903 • Brasília – DF •
Tel.: (0xx61) 3317-9001 Fax: (0xx61) 3317-9190 •
http://www.senai.br
SUMÁRIO

Apresentação 09

Configuração 11

Programação – 28/01 14

Programação – 29/01 15

Publicações dos palestrantes 16

Pesquisa de satisfação 32
APRESENTAÇÃO

A Jornada Pedagógica Nacional de Educação Profissional, realizada anualmente, des-


de 2016, é o principal evento educacional do SENAI, que tem como público-alvo do-
centes, coordenadores pedagógicos, analistas educacionais e gestores de todas as
escolas SENAI do Brasil, totalizando aproximadamente 8.000 mil participantes a cada
edição.

A 5ª Jornada Pedagógica, realizada nos dias 28 e 29 de janeiro de 2021, visa contribuir


para o fortalecimento da cultura digital nas escolas do SENAI e impulsionar reflexões e
mudanças educacionais, tendo em vista as características e as necessidades da socie-
dade contemporânea e da indústria brasileira.

Para garantir o envolvimento do público, em diferentes pontos do País, o evento total-


mente virtual, propões distintas estratégias, tais como painéis com especialistas na-
cionais e internacionais, webinars e game digital envolvendo todos os participantes da
Jornada.

O presente caderno sistematiza a dinâmica desta 5ª edição da Jornada Pedagógica Na-


cional de Educação Profissional e traz algumas reflexões propostas pelos palestrantes,
que contribuirão para melhor entendimento dos temas abordados no evento.

Boa leitura!

Felipe Morgado Sinara Celistre


Gerente-executivo de Educação Gestora do PSCD
Profissional e Tecnológica

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CONFIGURAÇÃO

PÚBLICO
• Docentes
• Coordenações Pedagógicas
• Gestores e equipe técnica dos Departamentos Regionais e CETIQT

PILARES
• Transformação Digital: uma nova cultura em construção
• Docência na era digital
• Metodologias Ativas de Aprendizagem – Conhecer para Aplicar

PROPOSIÇÕES
• Oportunizar o desenvolvimento de insights para as ações pedagógicas
• Fortalecer a cultura digital nas escolas
• Impulsionar mudanças educacionais, considerando as características e necessidades da socie-
dade contemporânea

TEMAS
• A docência na educação profissional - Cenários Internacionais
• Softskills na Docência & Metodologias Ativas de Aprendizagem
• Cultura Digital na Escola
• A educação profissional em tempos de digitalização
• Life Long Learning - Profissionais mais digitais

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COORDENAÇÃO

SINARA CELISTRE NATHÁLIA MENDES

Gestora do Programa SENAI da Analista Educacional (SENAI/DN)


Prática Pedagógica (SENAI/DN) Designer de interatividade e mobilização
Curadora de conteúdos da da Jornada Pedagógica
Jornada Pedagógica nmendes@senaicni.com.br
sinara.celistre@senaicni.com.br

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ESTRATÉGIAS

PAINÉIS COM ESPECIALISTAS NACIONAIS


E INTERNACIONAIS

INTERAÇÃO VIRTUAL COM O PÚBLICO


DOS DRS

WEBINARS

GAME DIGITAL ENVOLVENDO TODOS


OS PARTICIPANTES DA JORNADA

VÍDEO INSTITUCIONAL COM DOCENTES,


COORDENADORES E GESTORES DO SENAI

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PROGRAMAÇÃO – 28/01

09:00
A Docência na era digital: O que mudou?
Vídeo Institucional com docentes, coordenadores, aluno
e gestores do SENAI

09:15
O SENAI e os novos desafios da educação
Rafael Lucchesi – Diretor Geral SENAI/DN

09:30
A docência na educação profissional - Cenários
Internacionais.
Painel com especialistas internacionais da Alemanha, África
do Sul, Colômbia e Finlândia.

11:00
Softskills na Docência & Metodologias Ativas
de Aprendizagem
Painel com Leticia Lyle (Camino Education), Andréa Filatro
(Somos Educação), Lilian Bacich ( Tríade Educacional) e
docentes do SENAI

12:30 - INTERVALO PARA ALMOÇO

13:30
Lançamento do game: Cultura Digital na Escola
Equipe do PSCD

14:00
Realização do game pelos participantes
da 5ª Jornada
Jogo na plataforma digital em que as equipes terão das 14 às
17h para completar todos os desafios

14
PROGRAMAÇÃO – 29/01

09:00 Abertura

09:10
A educação profissional em tempos de
digitalização
Webinar com Conrado Schlochauer (Nōvi)

10:10 Highlights da 5ª Jornada!

10:15
Life Long Learning - Profissionais mais digitais
Webinar com José Cláudio Securato
(Saint Paul Escola de Negócios)

11:15
Resultado do game: Cultura Digital na Escola
Equipe do PSCD e participantes do game

12:00 Encerramento

15
PUBLICAÇÕES DOS
PALESTRANTES
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em um trocadilho que estende as metodolo-
SOFT SKILLS NA DOCÊNCIA E
gias ativas para abarcar fundamentos e práti-
METODOLOGIAS ATIVAS DE cas inovadores.
APRENDIZAGEM As metodologias inov-ativas são compostas
por quatro grandes grupos de metodologias,
Andrea Filatro
consideradas inovadoras porque mudam os
papéis que as pessoas desempenham no pro-
Há tempos vem sendo gestado no cam-
cesso de ensino-aprendizagem (metodologias
po educacional um novo paradigma para a
cri-ativas), o tempo no qual a aprendizagem
relação ensino-aprendizagem. Essa forma ino-
acontece (metodologias ágeis), a relação das
vadora de aprender e ensinar coloca o aprendiz
pessoas com mídias e ferramentas (metodolo-
no centro do processo, por isso é adjetivado
gias imersivas) e as formas de acompanhar e
como um paradigma centrado nas pessoas.
avaliar a aprendizagem (metodologias analíti-
As metodologias ativas são uma expressão
cas).
clara e genuína dessa mentalidade, uma vez
que geram práticas educacionais em que o
Metodologias cri-ativas
foco está no aluno, e não no professor; na
aprendizagem, e não no ensino.
Como o próprio nome diz, as metodologias
Essa constatação não é tão nova assim.
cri-ativas estão assentadas sobre a ideia da
John Dewey, Paulo Freire, Malcolm Knowles,
cri-atividade. Contrapõem-se ao ensino tradi-
Carl Rogers e Lev Vygotsky, apenas para citar
cional, em que os alunos assumem uma postu-
alguns, já defendiam a aplicação desses princí-
ra mais receptiva diante de um professor ou de
pios, mesmo que não utilizassem a expressão
uma série de recursos didáticos cujo propósito
tal como é aplicada hoje.
principal é apresentar um conjunto de conteú-
Além disso, no contexto da Educação Profis-
dos a serem assimilados de fora para dentro.
sional e Tecnológica, a aprendizagem baseada
As metodologias cri-ativas representam
em problemas, a aprendizagem baseada em
um desdobramento das metodologias ativas
projetos e a aprendizagem baseada em casos
no sentido de valorizarem a criatividade e fa-
são metodologias assentadas na descoberta e
vorecerem a (co)criação – expressão tangível
na resolução de problemas há muito presentes
da aprendizagem em um produto criado pelos
nos documentos de planejamento do ensino,
alunos como resultado da construção de con-
na execução das situações didáticas e nas es-
hecimentos e do desenvolvimento de com-
tratégias de avaliação da aprendizagem.
petências.
Então, o que há de realmente inovador no
Em última instância, apresentam um forte
âmbito educacional, que possa atender às de-
componente de integração entre o que é
mandas por desenvolvimento das chamadas
aprendido em uma situação formal de ensi-
soft skills na contemporaneidade?
no-aprendizagem e sua aplicação prática na
Para responder a essa questão, lançamos
vida “real”, seja na sociedade ou no mundo do
mão dos termos “metodologias inov-ativas”,1
trabalho.

1 Termo cunhado por Filatro e Cavalcanti em FILATRO,


Andrea; CAVALCANTI, Carolina Costa. Metodologias inov-
ativas na educação presencial, a distância e corporativa. São
Paulo: Saraiva, 2018.

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Assim, os princípios baseados no protag- periências agradáveis e inesquecíveis. Para
onismo do aluno, na aprendizagem social e isso, buscam o engajamento e a diversão, pos-
colaborativa e no binômio ação-reflexão se sibilitando a vivência integrada de sensações,
traduzem em estratégias como o movimento intuições, sentimentos e pensamentos.
maker, o design thinking e o coaching reverso, A aprendizagem baseada em jogos e a
que conferem às pessoas, individual e coletiva- gamificação são exemplos de estratégias que
mente, oportunidades de expressar em termos trazem novos elementos para o desafio de
concretos o processo e os resultados de sua aprender, como níveis de dificuldade, pontu-
aprendizagem. ação, recompensas, regras, storytelling, con-
flitos, competição e cooperação, tão atraentes
Metodologias ágeis em contextos de entretenimento e diversão.
Tecnologias imersivas, como a realidade
As metodologias ágeis ajudam a gerenciar o aumentada, a realidade virtual e a simulação
tempo e a atenção dos alunos – dois dos re- digital, propiciam a experimentação, a par-
cursos mais valiosos na caixa de ferramentas tir de perspectivas diversas, de uma realidade
humanas. “real” ou inventada. Permitem aos aprendizes
Elas favorecem a microaprendizagem (mi- visualizar e vivenciar as consequências de suas
crolearning) e a aprendizagem no tempo exato decisões, em um ambiente seguro e atrelado a
(just-in-time learning), que trabalham com a objetivos claros de aprendizagem.
variável “tempo”. Assim, microconteúdos, mi-
croatividades e microavaliações são “entreg- Metodologias analíticas
ues”, ou melhor, são “acessados” por quem
deles necessita, no momento em que se fazem As metodologias analíticas fazem uso do
necessários. poder computacional para coletar, tratar e
Dessa forma, os princípios baseados na transformar dados relativos à aprendizagem,
economia da atenção, no “microtudo” e na apoiando assim a tomada de decisão de edu-
mobilidade tecnológica e conexão contínua cadores, gestores e dos próprios alunos.
(que viabilizam a aprendizagem móvel e São baseadas em abordagens como a min-
ubíqua) podem ser expressos em estratégias eração de dados educacionais, a analítica da
como o Minute Paper (visando a participação aprendizagem e a inteligência artificial para
em atividades cronometradas), o Discurso de subsidiar o design e a implementação de sit-
Elevador e o Pecha Kucha (entrega ou elab- uações de aprendizagem personalizadas e ad-
oração de apresentações orais em vídeos de aptativas, nas quais a avaliação retroalimenta
curtíssima duração). o processo de ensino-aprendizagem com base
em dados e evidências.
Metodologias imersivas Dessa forma, emergem estratégias práticas
como diagnósticos coletivos aplicados digi-
As metodologias imersivas visam projetar talmente, extratos de participação que infor-
a aprendizagem como um conjunto de ex- mam ao aluno sobre seu desempenho ao lon-

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go de uma ação formal de estudo, e trilhas de crescimento e de superação. E, ainda que tudo
aprendizagem que propiciam caminhos flex- isso seja conseguido por meio de estratégias
íveis conforme as necessidades e os interesses inovadoras e centradas nas pessoas, as metod-
de cada aprendiz. ologias analíticas fecham o ciclo ao verificar se
a aprendizagem está realmente acontecendo
Inovação para atender às necessidades (e subsidiar a decisão sobre o que fazer caso
críticas da educação não esteja).
Dessa maneira, as metodologias inov-ativas
Como vimos, as metodologias cri-ativas podem potencializar os princípios das metod-
buscam responder à questão educacion- ologias ativas, colocando as pessoas de fato no
al chave do porquê é preciso estudar este centro do processo de ensino-aprendizagem e
ou aquele conteúdo, ou desenvolver esta ou atendendo às demandas por uma educação
aquela competência. As metodologias ágeis mais criativa, mais efetiva em termos de gestão
procuram ofertar estratégias educacionais no do tempo, mais atraente e motivadora e mais
momento em que elas são necessárias, confer- baseada em dados e evidências.
indo maior sentido à ação didática. As metod-
ologias imersivas propõem uma nova forma
de olhar o mundo, que traz prazer, senso de

ANDREA FILATRO

Andrea Filatro é mestra e doutora pela Fa-


culdade de Educação da Universidade de São
Paulo. Formada em Gestão de Projetos pela
FIA. Consultora em educação on-line no setor
acadêmico e corporativo e autora de diversos
livros, tais como Metodologias inov-ativas na
educação (2018), Learning analytics (2019), DI
4.0: Inovação na educação corporativa (2019),
Novos produtos e serviços na Educação 5.0
(2020) e Data science na educação (2021).

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METODOLOGIAS ATIVAS E não significa “estar em movimento” o tempo
todo. A mobilização cognitiva para a resolução
A EDUCAÇÃO DO FUTURO, de um desafio que levará à construção de um
HOJE! conceito está mais conectada ao que se con-
sidera como condição para as metodologias
Lilian Bacich
ativas. Nesse aspecto, há várias práticas e es-
tratégias, que podem envolver tecnologias
digitais, ou não, e que contribuem com esse
O tema “metodologias ativas” tem ocupa-
propósito. A aprendizagem baseada em pro-
do um espaço significativo nas discussões so-
jetos, a aprendizagem baseada em problemas,
bre a escola do futuro e sobre o que se espera
a aprendizagem criativa, o ensino híbrido, e
para a educação daqui a alguns anos, mas, não
muitas outras abordagens oferecem possib-
canso de repetir, não adianta discutirmos so-
ilidades de valorizar a colaboração, a criativi-
bre o que se espera da educação de amanhã e
dade, o pensamento crítico e a comunicação,
aguardarmos que a mudança ocorra como em
entre outros aspectos fundamentais das aulas
um passe de mágica… A educação do futuro
que envolvem metodologias ativas.
começa hoje! Talvez ela não comece daque-
A Base Nacional Comum Curricular consid-
la forma que encontramos na literatura e nos
era, em seu texto introdutório, a importância
registros das escolas mais inovadoras do mun-
dessas experiências para o desenvolvimento
do. Mas, ela começa com os pequenos passos
das habilidades dos diferentes componentes
dos educadores envolvidos com a formulação
curriculares e, principalmente, das competên-
de experiências de aprendizagem que associ-
cias gerais apresentadas no documento. A
am o desenvolvimento da autonomia e do pro-
cultura digital é uma das competências gerais
tagonismo do estudante com a possibilidade
que passa a ser vista com novos olhos quando
de colocá-lo no centro do processo educativo.
falamos em metodologias ativas. As tecnolo-
Que passos são esses e como colocar o
gias digitais podem favorecer a personalização,
estudante no centro do processo? Não há re-
mais um recurso que pode ser utilizado para
ceita de bolo, mas, certamente, uma dica im-
oferecer experiências de aprendizagem que
portante é deslocar o foco, de uma proposta
não eram possíveis antes e que, hoje e não no
educacional centrada na exposição feita pelo
futuro, podem estar presentes nas aulas. Não
professor, para aquela em que ocorre um papel
se trata de colocar os alunos para acompanhar
ativo do aluno na construção de conhecimen-
aulas síncronas, como evidenciamos no perío-
tos, de forma que ele veja sentido, sinta-se de-
do da pandemia de Covid-19, nem, tampouco,
safiado e possa trilhar esse caminho contando
oferecer ao aluno um vídeo ou levá-lo a con-
com o professor e com seus pares. O educador
sumir informações por meio de pesquisas em
passa a planejar experiências de aprendizagem
buscadores, mas oferecer suporte para a con-
que o estudante pode vivenciar e refletir sobre,
strução de conhecimentos, como ocorre no
construindo conceitos e aproximando-se da
uso das tecnologias digitais na programação
teoria. Dewey reforça que a aprendizagem não
ou na produção de um documentário, por ex-
acontece pela experiência, mas pela reflexão
emplo.
feita a partir da experiência. Assim, ser ativo

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Considerar as metodologias ativas nas propostas pedagógicas, portanto, vai muito além de
inserir uma prática ou outra em uma aula que continua centrada exclusivamente na exposição,
mesmo que dialogada, feita pelo professor. Significa mergulhar em todas aquelas teorias que
estudamos em educação – retomando Piaget, Freinet, Vygotsky, Dewey e Freire – e conectá-las
com os recursos que estiverem disponíveis e, um passo por vez, avançar na oferta de experiên-
cias por meio das quais os alunos possam construir sentidos e significados. E, mais importante,
que esses passos comecem a ser dados hoje!

LILIAN BACICH

Diretora da Tríade Educacional, doutora em


Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Hu-
mano (USP), Mestre em Educação: Psicologia
da Educação (PUC-SP), Bióloga (Mackenzie) e
Pedagoga (USP). Com ampla experiência na
área de Educação, atuou por 28 anos na Ed-
ucação Básica (professora e coordenadora),
na graduação e na pós-graduação. Organ-
izadora dos livros: Psicopedagogia: teorias da
aprendizagem, Ensino Híbrido: personalização
e tecnologia na educação, Metodologias ati-
vas para uma educação inovadora e STEAM em
sala de aula.
Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.
br/0251916117872077

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ESTRATÉGIAS PARA autoconhecimento, autorregulação, habili-
dades sociais e habilidades de relacionamento.
TRABALHAR SOFT SKILLS
EM CASA, NA ESCOLA E NO ESTRATÉGIAS PARA TRABALHAR O AUTO-
TRABALHO CONHECIMENTO:

Letícia Lyle 1. Deixar de tratar seus sentimentos como


bons ou maus.
2. Observar o efeito cascata de suas
As soft skills podem ser definidas como ha- emoções. 
bilidades que reúnem características como 3. Observar o seu desconforto e a causa
resiliência, empatia, colaboração e comuni- dele.
cação, competências baseadas na inteligência 4. Sentir suas emoções fisicamente e identi-
emocional. ficar onde elas estão (no corpo).
Independentemente das pequenas var- 5. Conhecer quem e o que te tira do sério.
iações na denominação, tais competências 6. Observar-se sempre.
e habilidades foram definidas com base em 7. Manter um diário sobre suas emoções
linhas de estudo que há anos agregam edu- (toda noite!).
cação, psicologia, neurociência, economia e 8. Não se deixe enganar pelo mau humor
outras ciências em torno de soluções que pos- (seu e dos outros).
sam preparar crianças e jovens para suas vidas, 9. Não se deixe enganar pelo bom humor.
que já começam em um cenário complexo, 10. Pare e se pergunte por que você acha
tecnológico e inovador, no qual a capacidade que faz determinada coisa que te incomoda.
de ser flexível, autônomo e responsável com o 11. Revisitar seus valores (eles podem mu-
mundo onde se vive é essencial. dar ao longo da vida).
A inteligência emocional envolve a capaci- 12. Identificar suas emoções em livros, film-
dade de perceber acuradamente, avaliar e ex- es e músicas.
pressar emoções; a capacidade de perceber e/ 13. Buscar devolutiva de parceiros, alunos e
ou gerar sentimentos quando eles facilitam o colegas de trabalho.
pensamento; a capacidade de compreender 14. Conhecer-se sob estresse.
a emoção e o conhecimento emocional; e a
capacidade de controlar emoções para pro- ESTRATÉGIAS PARA TRABALHAR A AU-
mover o crescimento emocional e intelectual TORREGULAÇÃO:
(MAYER; SALOVEY, 1997, p. 15).
Entretanto, ainda hoje esbarramos em 1. Respirar direito (conscientemente).
resquícios de um passado em que se valorizava 2. Criar uma lista: razão × emoção.
certos conhecimentos e aptidões mais do que 3. Tornar suas metas públicas para pessoas
outros, como se fossem talentos natos e deci- que são influenciadas por elas.
sivos. Sob uma perspectiva de desenvolvimen- 4. Contar até dez – sempre.
to, confira a seguir quatro blocos de estratégias 5. Pensar e responder depois.
com dicas para desenvolver habilidades como 6. Sorrir e dar mais risadas.

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7. Reservar algum tempo no seu dia 12. Entender as “regras do jogo” de sua cul-
para resolução de problemas com calma. tura e de seu grupo social.
8. Assumir o controle de sua fala. 13. Falar com precisão.
9. Visualizar-se alçando o sucesso. 14. Colocar-se no lugar do outro.
10. Procurar ter um sono tranquilo. 15. Buscar entender os grandes cenários. 
11. Concentrar sua atenção em suas 16. Capturar o “clima” do ambiente.
habilidades em vez de concentrá-la nas
limitações. ESTRATÉGIAS PARA TRABALHAR SUAS
12. Falar com alguém que não está HABILIDADES DE RELACIONAMENTOS:
ligado emocionalmente a seu problema.
13. Buscar aprender algo em todo novo 1. Estar aberto e ser curioso.
encontro. 2. Melhorar seu estilo natural de
14. Aceitar que mudanças estão sempre comunicação (trabalhar a forma como
por perto. se comunica!).
3. Evitar dar sinais confusos sobre o que
ESTRATÉGIAS PARA TRABALHAR AS HABI- você pensa.
LIDADES SOCIAIS: 4. Lembrar-se que pequenas coisas fazem
a diferença.
1. Cumprimentar as pessoas pelo nome. 5. Receber bem as críticas e dicas sobre
2. Observar a linguagem corporal em seus comportamentos.
suas interações (suas e do outro). 6. Construir relações de confiança.
3. Refletir sobre o tempo de agir em relação 7. Ter uma política de “portas abertas”
a outras pessoas (pausa). para qualquer assunto.
4. Desenvolver a habilidade de fazer 8. Enfurecer-se somente diante de
perguntas que permitam que o outro fale.  um propósito razoável.
5. Não tomar notas durante reuniões 9. Não evitar o inevitável.
importantes, nem mexer no celular. 10. Reconhecer os sentimentos das
6. Planejar-se para encontros sociais. outras pessoas.
7. Tirar da sua vida social o que não é 11. Quando você se importar, demonstre.
essencial para que haja espaço para o novo. 12. Explicar suas decisões, em vez de
8. Viver o momento. apenas tomá-las.
9. Reconhecer habilidades sociais em 13. Dar devolutivas de maneira direta e
filmes, livros e outras pessoas. construtiva.
10. Praticar a arte de ouvir. 14. Alinhar sua intenção com sua ação.
11. Observar as pessoas. 15. Enfrentar as conversas duras.

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REFERÊNCIAS:
BRADBERRY, T.; GREAVES, J. Emotional intelligence 2.0. San Diego: Talentsmart, 2009.

GOLEMAN, D. Inteligência emocional. Tradução de Marcos Santarrita. Rio de Janeiro: Objetiva,


1996.

MAYER, J. D.; GEHER, G. Emotional intelligence and the identification of emotion. Intelligence,
Amsterdam, v. 22, n. 2, p. 89-113, 1996.

MAYER, J. D.; SALOVEY, P. What is emotional intelligence? In: SALOVEY, P.; SLUYTER, D. (ed.).
Emotional development and emotional intelligence: implications for educators. New York:
Basic Books, 1997. p. 3-31.

SANTOS, J. O. Educação emocional na escola: a emoção na Sala de Aula. Salvador: Faculdade


Castro Alves, 2000.

WOYCIEKOSKI, C.; HUTZ, C. S. Inteligência emocional: teoria, pesquisa, medida, aplicações e


controvérsias. Psicologia: Reflexão e Crítica, Porto Alegre, v. 22, n. 1, p. 1-11, 2009.

LETÍCIA LYLE

Fundadora da Camino Education e da Cloe


e diretora da Camino School. Responsável pela
adaptação do Programa Compasso Socioemo-
cional e coordenadora do curso de pós-gradu-
ação Desenvolvimento Integral de Professores
do Instituto Singularidades. Foi diretora de
Currículo, Avaliação e Formação de Profes-
sores da SOMOS Educação e Presidente do In-
stituto SOMOS. Letícia é mestre em Currículo
e Ensino pelo Teachers College, da Columbia
University.

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LIFEWIDE LEARNING: SAIA fundamental usar bem este tempo e fazer al-
guns cursos online.
DA TELA PARA APRENDER Pode ser que logo no início dessa situação
Conrado Schlochauer achássemos que o home office forçado nos
liberaria muito tempo. A avalanche de video-
conferências que muitos de nós vivenciamos
Esses meses nos mostraram que realmente já deixou claro que não é bem assim. Estamos
estamos vivendo a “estabilidade dinâmica” trabalhando, no mínimo, o mesmo tempo que
proposta por Astro Teller, head do laboratório antes. Talvez com mais cansaço pela falta de
de pesquisa do Google (X Company). Para ele, costume de ficar horas e horas falando com
a única forma de se manter estável atualmente pessoas olhando para telas e com mais desafi-
é estar em movimento o tempo todo. Uma boa os ainda quando pais que trabalham acumulam
metáfora é a bicicleta: estamos bem enquanto o estudo dos filhos e as tarefas de casa com as
estamos pedalando. atividades profissionais.
A novidade é que a mudança não está ap- Mesmo sem poder frequentar academias,
enas acontecendo mais rápido. Ela está ac- cinemas, restaurantes ou happy hours, já cri-
ontecendo em direções que não imagináva- amos substitutos para todos: apps de exercíci-
mos antes. Não queríamos um mundo VUCA? os, Netflix, sites de receita e até os happy hours
Bem-vindos a ele. virtuais.
Provavelmente isso explica a explosão de Meu ponto é que já tínhamos o tempo para
ofertas de educação on-line. A complexidade fazer (ou não) programas on-line. Por que ago-
do momento realmente sugere o aprendizado ra este tipo de aprendizagem parece algo mais
como algo fundamental. importante ou óbvio?
Foi bonito ver a quantidade de instituições Uma hipótese que tenho é que queremos
que ofereceram cursos gratuitos ou com um aproveitar o tempo o máximo possível, agora
preço muito reduzido. E, junto a isso, uma série que estamos com mobilidade restrita, e apren-
de curadores investiram tempo para nos ajudar der alguma coisa sempre parece um ótimo uso
na navegação e busca por possibilidades. do tempo.
Eu mesmo aproveitei o impulso deste mo- A outra hipótese é que, como o único ponto
mento e me matriculei em alguns programas. de contato que podemos ter com a educação
Tenho me divertido e percebo cada vez mais passou a ser por meio da modalidade on-line,
quanta coisa eu tenho que (e quero) aprender. reduzimos um eventual preconceito que nos
Com isso, a partir de meu próprio impulso, impedia de experimentar o primeiro curso
surgiu uma reflexão: por que o isolamento físi- nesse formato.
co causado pela Covid-19 gerou esta vonta- Essa mudança será definitiva e será para o
de generalizada de buscar um curso on-line? bem.
Esses cursos já existiam há bastante tempo, e Já entendemos que o aprendizado on-line
sempre houve muita coisa gratuita, mas vejo não é apenas assistir a um curso sentado, ele
que agora muitas pessoas resolveram que é pode ser colaborativo, interessante, interativo

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e cheio de emoção. Eu tenho certeza de que Refletir e escrever sobre ele também.
surgirão diversos experimentos e novos form- Além disso, com certeza sua forma de tra-
atos que transformarão ainda mais a maneira balhar e se relacionar com times, gestores ou
como aprendemos. clientes também mudou. Quanto desta mu-
Para mim, a coisa mais importante é que o dança está acontecendo por inércia ou por um
aprendizado autodirigido pode estar começan- instinto puro de sobrevivência? Vale a pena
do a ganhar seu espaço verdadeiro no dia a dia parar, pensar e experimentar mudanças nesta
de cada um de nós. área também. Isso também é aprender.
Por isso, apesar das inúmeras oportunidades Tenho conversado com diversos amigos
de acompanhar cursos maravilhosos que estão que contam como a dinâmica familiar mudou
à sua disposição, tenho uma sugestão: saia da também; são filhos, parceiros e pais morando
frente da tela para aprender. juntos. O que está acontecendo de bom que
Meu primeiro convite é usar apenas a você deseja manter no futuro? O que está sen-
audição para aprender. do difícil no presente?
Essa pode ser uma boa alternativa para sair (Um ponto de especial importância: de for-
da tela. Disponibilizei há alguns dias uma lis- ma geral, as mulheres estão ainda mais so-
ta de podcasts que minha rede sugeriu (está brecarregadas neste momento. Gostei muito
no meu Instagram: @conradoschlochauer). deste texto de Sheryl Sandberg, COO do Face-
Quando aprendemos apenas ouvindo, damos book, traduzido por Alexandre Pellaes.)
espaço ao nosso cérebro para compreender o Você pode olhar mais para fora ainda.
que está sendo transmitido de uma outra for- Observe de maneira apreciativa a forma
ma. Também gosto muito de fazer anotações como sua empresa lida com os novos desafi-
enquanto escuto. os ou como o mercado está se adaptando
Mas acho que é possível ir além. ao novo normal. Amplie ainda mais o leque
Minha segunda sugestão é desencanar da e tente entender com uma profundidade um
preocupação de adquirir cada vez mais e no- pouco maior o que está acontecendo no mun-
vos conteúdos. Você tem uma outra fonte viva do. Imagine quais serão as mudanças daqui em
de aprendizado acontecendo o tempo todo: diante.
as mudanças no mundo. Use o que está acon- E tente fazer essas viagens de aprendiza-
tecendo com você, seus amigos, sua empre- do sem o objetivo de chegar a uma conclusão
sa e no mundo como sua principal fonte de final, até porque é impossível ter uma con-
aprendizado. clusão final. O que você está fazendo com essa
Sem que perceba, você está se adaptando a viagem é parte do processo de construção de
um novo cenário e diversos sentimentos estão uma nova lente para conhecer e interpretar o
convivendo no seu interior – medo, orgulho, mundo.
solidão, descoberta, inquietação, cansaço. Ter Minha última dica é ainda mais básica: con-
um olhar consciente e atento à forma como verse.
esse momento está te impactando talvez seja
sua melhor fonte de aprendizado.

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Dá para completar sua autoeducação com este que é o meio de aprendizado mais antigo do
mundo. Se você mora com alguém é mais fácil. Mas se está sozinho, às vezes um telefonema
deitado na rede é mais gostoso do que (mais) uma videoconferência no Zoom sentado na frente
do computador.
Este é o meu convite: acrescentar ao lifelong learning – o aprendizado ao longo da vida – o
lifewide learning, o aprendizado que acontece na nossa interação com todos os ambientes: for-
mal ou informal, on-line ou off-line.
Eu sempre falo que aprender é a explicitação do conhecimento por meio de uma performance
melhorada. Isso ainda vale aqui. A performance que será melhorada é a sua própria visão de
mundo e de si mesmo.
Isto sim é lifelong.

CONRADO SCHLOCHAUER

Doutor em Psicologia Escolar e do De-


senvolvimento Humano pela USP, graduado
em Administração de Empresas pela FGV e
mestre em Administração pela PUC-SP. Fun-
dador da nōvi – A Lifewide Learning Com-
pany, uma consultoria com foco em Cultu-
ra de Aprendizagem. Foi um dos fundadores
da teya e da Affero Lab, a maior empresa de
Aprendizagem Corporativa do Brasil.

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OS SETE FUNDAMENTOS DO sempre – sem as tradicionais pausas entre
graduação, pós-graduação, MBA, mestrado e
ONLEARNING doutorado? É aqui que surgem os micromo-
José Cláudio Securato mentos: ações com começo, meio e fim, que
acontecem em poucos minutos ou segundos.
O conceito de educação ao longo da vida está
Falando sobre educação, provavelmente atrelado a vantagens de flexibilidade e acessib-
você já está acostumado com termos como ilidade no tempo e no espaço.
on-line, e-learning e EAD. Mas você já ouviu
falar em onlearning? Esse novo conceito de Aprendizagem personalizada, customiza-
aprendizagem propõe trazer soluções para o da e adaptativa
presente e o futuro da educação executiva –
além de ser uma ideia que desafia a lógica Para o onlearning adoto o conceito de “per-
convencional de escolas de negócios e univer- sonalização do ensino”, ou seja, o desenvolvi-
sidades. mento do conteúdo sob medida para os con-
Para aproximar o termo da realidade, escre- hecimentos prévios e as melhores capacidades
vi o livro Onlearning: como a educação disrup- de absorção do aluno.
tiva reinventa a aprendizagem, onde apresento A proposta envolve aperfeiçoar a perfor-
a ideia com sete fundamentos, que têm como mance do estudante, ao focar particularmente
objetivos, entre outros, definir um caminho em seus pontos que precisam de melhoria, ad-
para que a transformação digital seja aplicada aptando o tempo gasto com o estudo às suas
ao segmento da educação executiva. necessidades e capacidades. Lembrando da
Conheça os sete fundamentos do onlearning! importância da mensuração dos resultados do
processo e dos métodos de aprendizado que
O lifelong learning (aprendizagem ao lon- melhor ajudam no desenvolvimento pessoal e
go da vida) e a aprendizagem em micromo- profissional do aluno.
mentos
A nanocertificação da aprendizagem
O conceito lifelong learning, ou
aprendizagem ao longo da vida, não é exata- Trata-se de fracionar ou modular o
mente uma novidade. Muitos estudiosos da ed- aprendizado para torná-lo acessível em
ucação sublinharam a necessidade de um re- relação ao custo, à duração e ao apelo ao alu-
torno à escola para enfrentar novas situações. no. Nanocertificações gradativas, seguidas de
Esse conceito é uma das chaves de acesso ao certificações intermediárias, mais abrangen-
mundo profissional atual. tes, até uma certificação final, inclusive regu-
Ele supera a distinção tradicional entre edu- lamentada pelo órgão competente (Ministério
cação inicial e educação permanente, respon- da Educação, no Brasil), passam a ser uma me-
dendo ao desafio de ser atual em um mundo gatendência da educação disruptiva.
em rápida transformação. Mas como estudar

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Aprendizagem em redes sociais que o investimento em educação seja mais
acessível, competitivo e que, ao diminuir os
Esse fundamento coloca o aluno como custos, contribua para um maior retorno para
o centro do processo de aprendizagem. Na os alunos.
aprendizagem em rede, aprende quem ensina
e quem é ensinado. A aplicação prática daqui- Ensino blended como a melhor forma de
lo que se aprende é um ponto central aqui. Há aprendizagem
diversas formas de aprender, mas poucas de
aprender a colocar o conhecimento na práti- O ensino blended, ou híbrido, é um progra-
ca. No onlearning, a aprendizagem é fluida, ma de educação baseado na aprendizagem
orgânica e, também, colaborativa. síncrona e assíncrona, ou seja, coexistem os
momentos em que você aprende ao mesmo
Uso de inteligência artificial na tempo em que alguém está ensinando – uma
aprendizagem aula on-line, por exemplo – e aqueles perío-
dos em que você absorve conteúdo de manei-
Não é mais possível pensar no futuro sem ra independente, no seu tempo e do seu jeito
pensar em inteligência artificial. É uma nova – como ler um livro.
forma de ensinar e de aprender. Os alunos vão As instituições utilizarão o ensino blended
interagir com os melhores professores, com as como modelo predominante de educação,
melhores didáticas e com a melhor curadoria que unirá o presencial e o EAD. Os cursos pres-
de conhecimento, para aprenderem por meio enciais se tornarão semipresenciais, principal-
de plataformas cognitivas. mente na fase mais adulta da formação, como
a universitária.
Retorno sobre investimentos (ROI)

O ROI no onlearning precisa ser substan-


cialmente maior para os alunos. É necessário

JOSÉ CLÁUDIO SECURATO

Doutor em Administração pela FEA-USP;


Mestre em Administração pela PUC-SP; Grad-
uado em Ciências Econômicas (2002) e em Di-
reito (2001), pela PUC-SP. Atualmente é sócio,
presidente e professor da Saint Paul Escola de
Negócios. Autor do livro Onlearning: como a
educação disruptiva reinventa a aprendizagem.

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PESQUISA DE SATISFAÇÃO
Você poderá avaliar o evento acessando o Participe! Sua opinião é muito importante
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enviado para o endereço de e-mail registrado Pedagógica.
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