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FILOSOFIA 10ºANO

Ficha de Trabalho

1. Formaliza as proposições expressas pelas frases seguintes, começando por estabelecer o


respetivo dicionário. De seguida, constrói a tabela de verdade para cada formula e classifica-a.

A. Platão era filósofo, mas Euclides não. ^


B. Sócrates é filósofo se e só se for grego e estiver condenado à morte. ←--->
C. Se a vida não for eterna, viver não faz sentido.
D. A Matemática é estimulante apesar de ser difícil. ^
E. Correr faz bem à saúde e não custa dinheiro. ^
F. A bíblia foi escrita em grego ou em hebraico, mas foi traduzida para latim. ^
G. Não é verdade que a vida é curta e a morte é longa. ^
H. É fácil tirar boas notas, se formos pessoas curiosas e tivermos espírito critico. --->

I. Se temos uma ideia simples de Deus, então temos experiência direta de Deus e, além disso não
podemos duvidar da sua existência. --->
J. Se o infanticídio é errado e o aborto não é errado, então o nosso direito moral a uma igual
consideração inicia-se no nascimento. --->
K. Não é o caso que se a crença em Deus fosse uma questão puramente intelectual, então todas as
pessoas inteligentes seriam crentes ou todas as pessoas inteligentes não seriam crentes. --->
L. Não sucede que se maximizar o prazer humano é sempre bom e o prazer sadista de torturar
um animal maximiza o prazer humano, então o ato sadista é bom. ^
M. A música é arte se exprime sentimentos, a menos que a arte não seja a expressão de
sentimentos. --->
N. Se está ou a chover ou a nevar, então não está calor e as férias estão estragadas.
--->
O. Se eu vou à praia e não vou à praia, então eu fico morena ou não fico morena.
--->

2. Escolha Múltipla
▪ Indica em linguagem Lógica Proposicional, qual é a tradução correta das seguintes proposições:
a) A nossa ideia de Deus veio do Mundo ou veio de um ser perfeito.
I. (P ↔ Q)
II. (P → Q)
III. (P ˄ Q)
IV. (P ˅ Q)
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b) Não sucede que nem Deus existe nem a vida tem sentido.
I. ~ (P ↔ Q)
II. (~P ˄ Q)
III. (~ P ˄ ~ Q)
IV. ~ (~P˄~Q)

c) O conhecimento é bom em si mesmo, apenas se for desejável por si


próprio. I. (P ↔ Q)

II. (P → Q)
III. (P ˄ Q)
IV. (P ˅ Q)

3. Traduz para linguagem natural, com recurso a um dicionário, as seguintes fórmulas


proposicionais.

A. (P→~Q)
B. (~P˄~Q)
C. (P→Q)
D. (~P˅Q)
E. (~P)
F. (P↔Q)
G. (~P→~Q)

4. Traduz para linguagem natural, com recurso a um dicionário, as seguintes fórmulas


argumentativas.
A. (P→Q), P ⸫ Q
B. ~ ( P ˄ Q), P ⸫ ~Q
C. (P→~Q), (~Q→R), ~R ⸫ P
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5. Formaliza em linguagem lógica, com recurso a um dicionário, os seguintes argumentos. De
seguida, constrói o inspetor de circunstâncias, determina a sua validade, justificando a tua
opção.

5.1 Se chover levo o guarda chuva. Se levar o guarda chuva, vou mais pesado. Logo, é melhor não
levar o guarda chuva.

5.2 Se a ética depende da vontade de Deus, então algo só é bom porque é desejado por Deus, mas
não é verdade que algo só é bom porque é desejado por Deus. Assim, a ética não depende da vontade
de Deus.

5.3 Se existe uma lei moral objetiva, então há uma fonte para a lei moral. Se há uma fonte para a lei
moral, então há um Deus. Ora, existe uma lei moral objetiva. Portanto, há um Deus.

5.4 O Benfica ou ganha ou não ganha. Se o Benfica ganhar, o Sporting vence o campeonato. Se o
Benfica não ganhar, o Porto vence o campeonato. Portanto, o Sporting ou o Porto vencem o
campeonato.

5.5 O realismo moral não consegue explicar a diversidade moral no mundo. Mas se o realismo moral
fosse verdadeiro, então ele deveria explicar a diversidade moral no mundo. Deste modo, o realismo
moral não é verdadeiro.

5.6 Deus existe no pensamento. Ora, se Deus existe no pensamento e não na realidade, então um ser
mais perfeito do que Deus é concebível. Mas, não é concebível um ser mais perfeito do que Deus.
Deste modo, Deus existe na realidade.

6. Tendo em conta o significado de P, Q, R, formaliza as seguintes proposições.


P – A Marta come carne.
Q – A Marta come peixe.
R – A Marta come doces.
A. A Marta não come carne, mas come peixe.
B. Se a Marta não comer carne, então come bastantes doces.
C. A Marta ou come carne ou come peixe, mas doces come sempre.
D. A Marta come doces se e só se não comer carne nem peixe.
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7. Traduz as seguintes fórmulas para a linguagem natural, tendo em conta os respetivos
dicionários:

P – Está a fazer vento.


Q – Está a chover.
R – A Beatriz vai à praia.

A. R ↔ (~ Q ˄ ~P)
B. (~Q˄~P) → R
C. (~P˄Q) → ~R
D. ~ [(R ↔ (~Q˅~P)]

➢ Formas de inferência válidas e inválidas (exercícios)

8. Verifica a validade dos seguintes argumentos sem recorrer à construção de inspetores de


circunstâncias. Identifica o modo de inferência correspondente a cada uma das formas
argumentativas.

a. Se estiver bom tempo, o Antunes vai à praia.


Estava bom tempo.
Logo, o Antunes foi à praia.

b. Se estiver bom tempo, o Antunes vai à praia.


O Antunes foi à praia.
Logo, estava bom tempo.

c. Se estiver bom tempo, o Antunes vai à praia.


O Antunes não foi à praia.
Logo, não estava bom tempo.

d. Se estiver bom tempo, o Antunes vai à praia.


Não estava bom tempo.
Logo, o Antunes não foi à praia.
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e. (P ˄ Q) → R
P˄Q
⸫R

f. O Antunes vai à praia ou vai ao cinema.


O Antunes não vai à praia.
Logo, o Antunes vai ao cinema.

g. Se estiver bom tempo, o Antunes vai à praia.


Se o Antunes for à praia, vai jantar fora.
Logo, se estiver bom tempo, o Antunes vai jantar fora.

h. Se o Antunes for à praia, vai sair de casa.


Logo, se o Antunes não sair de casa, não vai à praia.

i. ~P → ~ (Q ˄ R)
Q˄R
⸫P

j. ~~P
⸫P
(converte para a linguagem natural)

9. Constrói um argumento com a forma modus ponens cuja conclusão seja “A Josefina come carne ou
peixe”.

10. Constrói um argumento com a forma modus tollens em que uma das premissas seja “A filosofia não
é uma ciência”.

11. “Tudo está determinado ou há livre-arbítrio”. “Mas é falso que tudo está determinado”. Apresenta a
conclusão que se segue logicamente das duas proposições anteriores, aplicando uma das formas de
inferência válidas estudadas. Indica a forma de inferência válida aplicada.
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12. O que se segue da afirmação “Não é verdade que ler livros é inútil e aborrecido”, aplicando uma das
leis De Morgan?

13. O que se segue da afirmação “Se a prata está barata, então não se justifica vendê-la”, aplicando a
regra da contraposição?

14. Considerando as premissas abaixo, escreve a conclusão dos argumentos usado uma das formas
válidas de inferência. Em cada um dos casos, indica a regra utilizada.

a. Se eu mantiver a cabeça fria, não falharei este conjunto de exercícios. É certo que mantenho a
cabeça fria.
b. Se eu ouvir música, então sinto emoção. Neste momento, a verdade é que não sinto qualquer
emoção.
c. Para ser galo, basta ter crista. Eu certamente não tenho crista.
d. Se é açoriano, não é natural do Porto Santo.
e. Eu falho este exercício ou é verdade que a lógica é uma disciplina fácil. Não falho de forma
alguma este exercício.
f. Se chove, o caracol sai.
g. Se o preço da gasolina subir, as pessoas tenderão a usar menos o automóvel. Se as pessoas
usarem menos o automóvel, os níveis de dióxido de carbono na atmosfera diminuem.

15. Completa o enunciado seguinte, escrevendo a premissa em falta, de modo a construir um


argumento válido. Aplica uma das formas de inferência válida estudadas e identifica-a.

O Tiago é jornalista ou não usa microfone.


_______________________________________
Logo, o Tiago não usa microfone.

16. O que se segue de afirmação seguinte, aplicando uma das leis De


Morgan? É falso que a Filosofia nasceu no Brasil ou nos Estados Unidos.

17. Identifica a falácia formal presente no seguinte argumento, justificando a tua resposta: “Se
Lisboa é uma cidade pequena, é uma cidade bonita. Ora, Lisboa Não é uma cidade pequena.
Portanto, não é uma cidade bonita.”
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