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NTBNET – Licença de uso exclusivo para o Sistema Petrobras

NORMA ABNT NBR


BRASILEIRA 16482

Primeira edição
04.10.2016

Ensaios não destrutivos — Medição de potencial


eletroquímico — Inspeção subaquática
Non-destructive testing — Electrochemical potential measurement —
Underwater inspection
Impresso por OLIVIA GOMES PINHO ARAUJO DO CABO em 27/12/2016

ICS 19.100 ISBN 978-85-07-06581-4

Número de referência
ABNT NBR 16482:2016
7 páginas

© ABNT 2016
NTBNET – Licença de uso exclusivo para o Sistema Petrobras

ABNT NBR 16482:2016


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Sumário Página

Prefácio................................................................................................................................................iv
1 Escopo.................................................................................................................................1
2 Referências normativas......................................................................................................1
3 Qualificação de pessoal.....................................................................................................1
4 Equipamentos......................................................................................................................1
5 Procedimento de execução do ensaio..............................................................................2
6 Qualificação do procedimento...........................................................................................3
7 Condição superficial e método de preparação................................................................3
8 Verificação do equipamento...............................................................................................3
9 Calibração do equipamento em laboratório.....................................................................5
10 Execução do ensaio............................................................................................................6
11 Registro dos resultados.....................................................................................................6
12 Requisitos de segurança, meio ambiente e saúde..........................................................7
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Prefácio

A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) é o Foro Nacional de Normalização.


As Normas Brasileiras, cujo conteúdo é de responsabilidade dos Comitês Brasileiros (ABNT/CB),
dos Organismos de Normalização Setorial (ABNT/ONS) e das Comissões de Estudo Especiais
(ABNT/CEE), são elaboradas por Comissões de Estudo (CE), formadas pelas partes interessadas
no tema objeto da normalização.

Os Documentos Técnicos ABNT são elaborados conforme as regras da ABNT Diretiva 2.

A ABNT chama a atenção para que, apesar de ter sido solicitada manifestação sobre eventuais
direitos de patentes durante a Consulta Nacional, estes podem ocorrer e devem ser comunicados
à ABNT a qualquer momento (Lei nº 9.279, de 14 de maio de 1996).

Ressalta-se que Normas Brasileiras podem ser objeto de citação em Regulamentos Técnicos.
Nestes casos, os Órgãos responsáveis pelos Regulamentos Técnicos podem determinar outras datas
para exigência dos requisitos desta Norma.

A ABNT NBR 16482 foi elaborada no Organismo de Normalização Setorial de Ensaios Não
Destrutivos (ABNT/ONS-058), pela Comissão de Estudo de Métodos Superficiais (CE-058:000.001).
O seu Projeto circulou em Consulta Nacional conforme Edital nº 03, de 08.03.2016 a 08.05.2016.
O seu 2º Projeto circulou em Consulta Nacional conforme Edital nº 08, de 04.08.2016 a 08.09.2016.

O Escopo em inglês desta Norma Brasileira é o seguinte:

Scope
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This Standard establishes the minimum requirements for electrochemical potential measurement in
the submerged structures by certified inspector parties through direct method (underwater inspector)
and/or remote method using ROV (remote operated vehicle).

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Ensaios não destrutivos — Medição de potencial eletroquímico —


Inspeção subaquática

1 Escopo
Esta Norma estabelece os requisitos mínimos para a medição de potencial eletroquímico pelo método
direto (inspetor subaquático) e método remoto usando ROV (remote operated vehicle), nas partes
submersas de estruturas marítimas através de inspetor certificado, ou outra técnica aplicável.

2 Referências normativas
Os documentos relacionados a seguir são indispensáveis à aplicação deste documento.
Para referências datadas, aplicam-se somente as edições citadas. Para referências não datadas,
aplicam-se as edições mais recentes do referido documento (incluindo emendas).

ABNT NBR 9358, Anodos de liga de zinco para proteção catódica

ABNT NBR NM ISO 9712, Ensaios não destrutivos – Qualificação e certificação de pessoal em END

3 Qualificação de pessoal
A pessoa que executa o ensaio de medição de potencial eletroquímico deve atender aos requisitos
da ABNT NBR NM ISO 9712.
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4 Equipamentos
4.1 Bloco-padrão de zinco, com pureza de 99,995 %, com código de identificação marcado de forma
indelével e com certificado de análise química rastreável ao bloco. O bloco deve ter as dimensões de
100 mm × 100 mm × 10 mm (prática recomendada), com tolerância de ± 5 %, e ser conectado a um
cabo de cobre com bitola mínima de 2 mm2, com isolamento de PVC ou silicone. A conexão entre
o cabo e o bloco deve ser protegida com resina epóxi para evitar a infiltração de água.

4.2 Multímetro digital de alta impedância (maior ou igual a 10 MOhm), com características mínimas
de 3 3/4 dígitos, 4 000 contagens, resolução de ± 1 mV, precisão de 0,3 %, calibrado, com código de
identificação.

4.3 Três eletrodos de calomelano saturados (ECS) identificados.

Os eletrodos de calomelano saturado (ECS) devem ser conservados e manuseados conforme


estipulado em 4.3.1 e 4.3.2.

4.3.1 Verificar se os eletrodos de calomelano saturado (ECS) estão completos até o nível do orifício
de enchimento com solução saturada de KCl. O orifício de enchimento deve permanecer fechado.
Recomenda-se que o ECS possua cristais visíveis de KCl e não apresente bolhas de ar no seu interior.

4.3.2 Recomenda-se que, antes e após a utilização, a ponta dos ECS seja lavada com água potável.

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4.3.3 Durante as medições, o nível da solução de KCl deve permanecer acima do nível do eletrólito
no qual o ECS está imerso.

4.3.4 O orifício de enchimento do ECS deve permanecer fechado e a sua ponta porosa deve estar
imersa em solução saturada de KCl.

4.3.5 O ECS deve ser manuseado com cuidado e recomenda-se que seja armazenado e trans-
portado em invólucro adequado à proteção contra choques mecânicos e preferencialmente mantido
na posição vertical.

4.4 Recipiente não metálico cujas dimensões permitam o manuseio do medidor de potencial, favo-
recendo um giro de 360° em torno de seu eixo, mantido em condição submersa.

4.5 Semicélula de Ag/AgCl.

4.6 Equipamento portátil com voltímetro e semicélula de Ag/AgCl acoplados, com código de identi-
ficação e calibrado.

4.6.1 Quando o voltímetro e a semicélula de Ag/AgCl estiverem acoplados, formando um conjunto


solidário, a distância entre a semicélula de Ag/AgCl e a extremidade de contato do aparelho deve ser
de no máximo 50 mm. Caso este requisito não seja atendido, deve ser efetuado um ensaio em labo-
ratório para a aprovação do aparelho.

4.6.2 A semicélula de Ag/AgCl e o voltímetro acoplados (ver 4.6) devem ser adequadamente encap-
sulados para a profundidade de trabalho.

4.6.3 Recomenda-se que a semicélula de Ag/AgCl, quando não acoplada ao voltímetro, seja con-
servada em recipiente escuro e imerso em solução de cloreto de potássio (KCl) de 3 mol com adição
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de 10 g/L de cloreto de prata (AgCl) ou em água do mar.

5 Procedimento de execução do ensaio


O procedimento deve ter o nome do emitente e firma executante, ser numerado, ter indicação da revisão
e data de emissão, e deve ser composto no mínimo pelos itens abaixo, respeitando a sequência:

 a) objetivo (variável essencial);

 b) normas aplicáveis com indicação da revisão (variável essencial);

 c) aparelho(s), citando fabricante(s), modelo(s), código de identificação e profundidade máxima de


utilização (variável essencial);

 d) condição superficial e método de preparação;

 e) sistemática de ensaio do equipamento;

 f) descrição sequencial do ensaio;

 g) sistemática de registro dos resultados;

 h) modelo, fabricante, características operacionais;

 i) atribuições do inspetor e operador de ROV;

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 j) requisitos de segurança e meio ambiente.

NOTA As alíneas h e i são aplicáveis apenas aos procedimentos de inspeção, quando da medição remota
de potencial eletroquímico (ROV).

6 Qualificação do procedimento
O procedimento de medição de potencial eletroquímico subaquático é considerado qualificado quando:

 a) após medição em quatro corpos de prova de materiais diferentes, os resultados obtidos não
apresentarem desvio maior do que ± 10 mV em relação aos valores obtidos com um sistema-
padrão de medição (ECS e multímetro); cada corpo de prova deve ser objeto de três medições
destas;

 b) atender a todos os requisitos desta Norma e for considerado satisfatório por inspetor nível 3 desta
modalidade.

7 Condição superficial e método de preparação


7.1 A superfície a ser ensaiada deve sofrer limpeza apenas nos locais de contato com a ponta
do medidor, para garantia do bom contato elétrico.

7.2 Incrustações devem ser removidas quando for necessário o contato elétrico entre o medidor e a
estrutura.
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8 Verificação do equipamento
8.1 Esta verificação tem por objetivo avaliar se o medidor de potencial está apto a realizar as medi-
ções de potencial eletroquímico.

8.2 Esta verificação deve ser efetuada antes do início das medições, nas interrupções, término
das medições, em casos de mau funcionamento do equipamento ou quando houver alteração nas
variáveis essenciais do procedimento (ver Seção 5).

8.3 A verificação é efetuada comparando-se as diferenças entre as leituras de potencial eletroquí-


mico efetuadas sobre um bloco-padrão de zinco (ver 4.1) com um sistema-padrão constituído por
um eletrodo de calomelano saturado (ECS) e um multímetro calibrado, e as leituras são efetuadas
sobre o bloco-padrão de zinco com um medidor de potencial eletroquímico que utilize uma semicélula
de prata/cloreto de prata (Ag/AgCl).

8.4 Esta verificação se aplica ao medidor de potencial eletroquímico com voltímetro acoplado a uma
semicélula de prata/cloreto de prata, formando um conjunto solidário, ou à semicélula de prata/cloreto
de prata conectada a um multímetro externo.

8.5 Seleção do eletrodo de calomelano (ECS) a ser utilizado na verificação do medidor de potencial
eletroquímico:

 a) verificar antes da utilização se os ECS estão completos com solução saturada de cloreto de
potássio (ver 4.3.1). Recomenda-se que haja cristais de KCl visíveis e que não haja bolhas de ar
na solução;

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 b) garantir que o nível de solução de KCl esteja sempre acima do nível do eletrólito em que o ele-
trodo está imerso durante as medições, para não haver contaminação da solução de KCl;

 c) identificar os ECS como 1, 2 e 3, remover os seus protetores e lavar suas extremidades
de contato com água potável;

 d) imergir as extremidades dos três ECS em recipiente não metálico contendo água do mar ou uma
solução de 3 % a 3,5 % de NaCl por um período mínimo de 15 min, antes de iniciar a avaliação;

 e) ajustar a escala do multímetro para mV CC, se aplicável;

 f) conectar o ECS 1 ao polo positivo do multímetro e o ECS 2 ao polo negativo, ler a diferença
de potencial (ddp) entre os dois e anotar o resultado;

 g) substituir o ECS 2 pelo ECS 3, ler a diferença de potencial (ddp) entre os dois ECS e anotar
o resultado;

 h) substituir o ECS 1 pelo ECS 2, ler a diferença de potencial (ddp) entre os dois ECS e anotar
o resultado;

 i) são aceitáveis diferenças de leituras compreendidas na faixa de ± 2 mV entre os ECS;

 j) se todas as leituras estiverem na tolerância indicada em i), qualquer dos três ECS pode ser
utilizado. Recomenda-se utilizar aqueles cuja diferença de potencial esteja mais próxima de zero;

 k) se uma das leituras estiver fora da tolerância especificada em i), o ECS não utilizado nesta leitura
deve ser empregado;
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 l) se apenas uma das leituras estiver na tolerância especificada em i), qualquer dos dois ECS
empregados nesta leitura pode ser utilizado;

 m) para a verificação do equipamento, deve permanecer imerso apenas o ECS a ser utilizado,
devendo os demais ser lavados e guardados em seus recipientes.

8.6 Verificar o medidor de potencial com voltímetro e semicélula formando um conjunto solidário:

 a) efetuar limpeza da superfície do bloco-padrão de zinco com lixa d’água (fora do recipiente)
e imergi-lo juntamente com o medidor de potencial eletroquímico em recipiente não metálico
com água do mar ou água doce, com solução de 3 % a 3,5 % de NaCl, por no mínimo 1 h para a
ativação da semicélula. O recipiente deve possuir dimensões que permitam o manuseio do medidor
de potencial, favorecendo giro de 360° em torno do seu eixo mantido em condição submersa.
A ponta de medição do medidor deve ser colocada sobre a superfície do bloco-padrão de zinco.
Observar que somente o ECS selecionado, conforme definido em 8.5, permanece imerso no
eletrólito. Certificar-se de que todo o ar do interior do medidor de potencial tenha sido extraído;

 b) após o tempo mínimo de 1 h de imersão, efetuar a leitura de potencial eletroquímico entre bloco-
padrão de zinco e o medidor de potencial e anotar o valor. Assegurar-se de que a leitura esteja
estabilizada. Garantir que a leitura do medidor de potencial seja considerada com sinal negativo;

 c) afastar a ponta de contato do medidor de potencial da superfície do bloco-padrão de zinco,


conectar o bloco-padrão de zinco ao polo positivo do multímetro e conectar o ECS selecionado
em 8.5 ao polo negativo. Ajustar a escala do multímetro para VCC. Aproximar o bloco-padrão
de zinco a uma distância máxima de 50 mm da ponta do ECS e efetuar a leitura;

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 d) calcular a diferença entre as leituras de potencial da seguinte forma:

 e) (Leitura do potencial do bloco-padrão de zinco com o medidor) – (Leitura do potencial do bloco-
padrão de zinco com o ECS);

 f) a diferença entre as leituras deve estar compreendida na faixa entre – 13 mV a – 3 mV, para que
o medidor de potencial esteja apto a realizar as medições;

 g) considerar que as leituras estejam estabilizadas quando não houver variação delas em um período
de no mínimo 15 s;

 h) garantir que, durante a leitura do potencial eletroquímico do bloco-padrão de zinco com o medidor
de potencial, o bloco-padrão de zinco esteja desconectado do multímetro. Durante todo o tempo
de uso, tanto o medidor quanto o bloco-padrão de zinco e o ECS selecionado devem permanecer
imersos no eletrólito.

8.7 Verificar o medidor de potencial com multímetro e semicélula independentes:

 a) selecionar o ECS conforme 8.5;

 b) imergir o bloco-padrão de zinco e a semicélula de Ag/AgCl no recipiente não metálico, conforme
8.6-a);

 c) a semicélula deve ser conectada ao polo negativo do multímetro e o conector do bloco de zinco
deve ser conectado ao polo positivo do multímetro. Efetuar a leitura;

 d) desconectar a semicélula do multímetro e conectar o ECS selecionado;


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 e) proceder conforme 8.6-d), e), f), g).

NOTA Observar que semicélulas podem requerer tempos de imersão maiores do que 1 h para a ativação
e para a estabilização das leituras.

9 Calibração do equipamento em laboratório


9.1 O multímetro deve ser calibrado em laboratório pertencente à Rede Brasileira de Calibração.
A leitura no multímetro calibrado na escala de tensão em corrente contínua (V ou mV), quando os
terminais são colocados em curto-circuito, deve indicar zero.

9.2 O bloco padrão de zinco deve possuir certificado de análise química do fabricante e atender aos
requisitos conforme 4.1.

9.3 O conjunto de medição de potencial eletroquímico está calibrado se os resultados das medidas
de potencial sobre o bloco-padrão de zinco, comparadas a um sistema-padrão composto por um ECS
e um multímetro calibrado, estiverem situados na faixa de –13 mV a –3 mV.

9.4 Os ECS estão adequados ao uso quando as leituras de diferença de potencial entre eles
estiverem compreendidas entre 0 mV ± 2 mV (ver 8.5-i)).

9.5 A aparelhagem de medição de potencial eletroquímico deve ser calibrada com periodicidade
de seis meses (semicélulas de Ag/AgCl e ECS). O multímetro deve ter periodicidade de 12 meses.

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9.6 A calibração deve ser feita além da periodicidade descrita em 9.5, em todos os aparelhos novos,
no reparo e na qualificação do procedimento.

9.7 Todos os instrumentos e aparelhos devem possuir certificado de calibração rastreáveis ao equi-
pamento e dentro do prazo de validade da calibração. Para o bloco-padrão de zinco, é necessário
somente verificar a integridade da sua conexão elétrica e identificação. Quando não houver labora-
tório credenciado junto à Rede Brasileira de Calibração (RBC), o laboratório deve ter padrões a ela
rastreáveis, e cópias dos certificados de calibração dos padrões utilizados devem ser anexadas ao
certificado de calibração do instrumento/aparelho.

10 Execução do ensaio
10.1 A sequência de execução do ensaio deve ser descrita de maneira sucinta e completa no proce-
dimento, incluindo desde a preparação da superfície até o registro dos resultados.

10.2 As medições de potencial eletroquímico devem ser tomadas antes de qualquer limpeza de super-
fície, ressalvado o descrito em 7.1 e 7.2.

10.3 O aparelho a ser utilizado para a medição deve ser submerso em água do mar por no mínimo 1 h
para a ativação da semicélula, antes das medições, e mantido imerso até o fim da jornada de trabalho.

10.4 No caso da semicélula e o voltímetro estarem fisicamente distantes, esta deve ser posicionada
a uma distância de no máximo 50 mm do ponto cujo potencial se deseja medir.

10.5 No caso de medição remota, o dispositivo de medição deve ser aterrado à parte emersa da
estrutura. O cabo utilizado para aterramento deve ter bitola de no mínimo 2,5 mm2, ser isolado,
não possuir emendas e garantir bom contato elétrico com a estrutura.
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10.6 Quando for utilizado ROV para as medições, a verificação da continuidade do circuito deve ser
verificada medindo-se a tensão de uma pilha alcalina com um multímetro calibrado (ver 4.2) e deve
ser registrado o valor. Em seguida, conectar a mesma pilha ao terminal do cabo do ROV e registrar o
valor. É aceitável uma diferença de +/- 2mV entre as leituras.

10.7 Cada medição deve ser executada duas vezes, afastando-se a ponta de contato da superfície e em
seguida voltando a estabelecer o contato elétrico. Registrar, como medida de potencial eletroquímico,
aquela de menor valor absoluto. No caso de diferença maior do que 10 mV entre as duas medidas,
refazer o ensaio do medidor de potencial conforme 8.5 ou 8.6 e repetir as medições naquele ponto.
Persistindo a diferença, os dois valores devem ser registrados.

10.8 As leituras devem estar estabilizadas para o seu registro.

11 Registro dos resultados


O formulário de registro dos resultados deve conter no mínimo as seguintes informações:

 a) identificação da empresa executante;

 b) identificação da instalação, data e especificações da inspeção;

 c) identificação do inspetor;

 d) equipamento utilizado, incluindo a validade da sua calibração;

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 e) pontos de medição;

 f) valores medidos em volts;

 g) registro do ensaio da aparelhagem;

 h) identificação do cliente;

 i) identificação do procedimento de inspeção com sua revisão.

12 Requisitos de segurança, meio ambiente e saúde


12.1 Seguir as prescrições das normas relativas às atividades de mergulho vigentes.

12.2 Observar a correta manipulação de materiais e equipamentos que possam representar riscos
físicos e ambientais.

12.3 O descarte dos resíduos deve ser efetuado em recipientes adequados e identificados.
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