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A AGÊNCIA REGULADORA ANS À LUZ DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA GERENCIAL PROPOSTA PELO PLANO DIRETOR DA REFORMA DO APARELHO DO ESTADO

Maurício de Oliveira Pinheiro

Salvador - Bahia 2006

Mestrado em Administração Estratégica

A AGÊNCIA REGULADORA ANS À LUZ DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA GERENCIAL PROPOSTA PELO PLANO DIRETOR DA REFORMA DO APARELHO DO ESTADO Maurício de Oliveira Pinheiro

Dissertação de mestrado apresentada ao Programa de Pós-graduação em Administração Estratégica da Universidade Salvador - UNIFACS como parte dos requisitos necessários à obtenção do título de Mestre em Administração.

Orientadora: Profa. Dra. Élvia Miriam Cavalcanti Fadul

Salvador Março de 2006

PINHEIRO, Maurício.

A Agência Reguladora ANS à luz da administração pública gerencial proposta pelo Plano Diretor da Reforma do Aparelho do Estado. Maurício de Oliveira Pinheiro. Salvador, 2006. Dissertação (Mestrado em Administração) – Universidade Salvador, Departamento de Ciências Sociais Aplicadas 1, 2006. Orientador: Elvia Fadul 1. Gestão Pública Gerencial. 2. Agência reguladora. 3. Administração – Teses. I. Fadul, Elvia (Orient.). II. Universidade Salvador. III. Título

P.agosto de 2006. Banca Examinadora: ELVIA FADUL Doutora em Urbanismo UNIFACS MÔNICA MAC-ALLISTER Doutora em Administração UNIFACS FLORENCE CAVALCANTI H. DE FREITAS Doutora em Administração FACULDADE JORGE AMADO . Salvador .MAURÍCIO DE OLIVEIRA PINHEIRO A AGÊNCIA REGULADORA ANS à LUZ DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA GERENCIAL PROPOSTA PELO PLANO DIRETOR DA REFORMA DO APARELHO DO ESTADO Dissertação para obtenção do grau de Mestre em Administração.

.À minha família e minha esposa. pela paciência e compreensão que tiveram ao longo destes dois anos com as minhas ausências.

pelo apoio fundamental.AGRADECIMENTOS À minha orientadora professora Elvia Fadul. pela paciência. e. que com sua orientação clareou o caminho quando este era confuso. Danila e Márcia. À professora Mônica Mac-Allister. principalmente. sugestões pertinentes e disponibilização de materiais. que foram fundamentais para tornar possível a realização deste trabalho. pelo apoio e compreensão. pelas críticas construtivas. . A todos os amigos e colegas do STAFF CONSULTORES EMPRESARIAIS. Às secretárias do mestrado. organizou as idéias quando estas se misturavam.

embora louco. que se preocupar e ver a vida passar. Prefiro ser feliz. ... que se sentar fazendo nada até o final. É melhor tentar ainda em vão. Eu prefiro na chuva caminhar.” (Martin Luther King).“É melhor tentar e falhar. que em conformidade viver. que em dias tristes em casa me esconder.

a partir de uma reforma administrativa. esta dissertação analisa a agênciaagência e os relatórios de resultados apresentados por esta. . como prestação de contas dos contratos de gestão assinados com o Ministério da Saúde. que tem como fundamento uma maior autonomia de gestão para o administrador público e ênfase no controle dos resultadosTambém criou alguns institutos antes desconhecidos no ordenamento jurídico brasileiro.RESUMO PINHEIRO. que tem ênfase no controle dos processos. reforma administrativa. Dissertação (Mestrado em Administração) – Programa de Pós-Graduação em Administração. contrato de gestão. à luz do paradigma pós-burocrático proposto pelo plano diretor. PALAVRAS-CHAVE: Administração pública gerencial. Universidade de Salvador – UNIFACS. Maurício. Salvador. A agência reguladora ANS à luz da administração pública gerencial proposta pelo Plano Diretor da Reforma do Aparelho do Estado. o Plano Diretor da Reforma do Aparelho do Estado de 1995 propôs. a implantação da Administração Pública Gerencial. . Em razão disto e com a justificativa das disfunções geradas pela gestão pública burocrática. agênciaagências reguladoras. Com a “crise fiscal” vivida pelo Estado nas décadas de 80 e 90 e a conseqüente escassez de recursos para investimento. 2006. objetivando principalmente um aumento de eficiência. os governantes foram buscar ferramentas de gestão no setor privado. Como a criação da ANS contemplou estes dois principais institutos. tais como as agências reguladoras e os contratos de gestão.

In reason of this and with the justification of the disfunction generated for the bureaucratic public administration. KEY-WORDS: Managemental public administration. from an administrative reform. management contract. and before created some unknown justinian codes in the Brazilian legal system. the Managing Plan of the Reformation of the Device of the State of 1995 considered. Universidade Salvador . the implantation of the Managemental Public Administration. Dissertação (Mestrado in Administration) . the governing had been to search tools of management in the private sector. Regulating Agency . such as the regulating agency and contracts of management. Salvador.UNIFACS. objectifying an increase mainly of efficiency.Program of Pósgraduation in Administration. 2006. With the "fiscal crisis" lived by the State in the decades of 80 and 90 and consequence scarcity of resources for investment. this dissertação analyzes the agency and the reports of results presented for this as rendering of accounts of contracts of management signed with the Health department the light of the after-bureaucratic paradigm considered by the managing plan.ANS: the light of the managemental public administration proposal for the Managing Plan of the Reformation of the Device of the State. who has as bedding a bigger autonomy of management for the public administrator and focus of the controls in the results. Maurício. As the creation of the ANS contemplated these two main justinian codes.ABSTRACT PINHEIRO. that has focus of control in the processes. administrative reform . agency regulating.

Indicadores de desempenho e respectivas metas Figura 12: Figura 13: Execução mensal acumulada dos Indicadores de desempenho Gráfico do índice de execução do contrato de gestão 2002/2004 . Hospitais (próprios e credenciados / referenciados) Organograma da ANS Metas de acompanhamento do contrato de gestão 2000/2001 Avaliação do cumprimento das metas do contrato de gestão 2000/2001 Avaliação da execução dos indicadores de execução Contrato de gestão 2002/2004 .LISTA DE ILUSTRAÇÕES: Figura 1: Figura 2: Figura 3: Figura 4: Figura 5: Figura 6: Figura 7: Figura 8: Figura 9: Figura 10: Figura 11: Formas de propriedade e de administração Estrutura funcional e objetivos específicos Numero de operados do setor classificado por segmento. População de beneficiários Recursos financeiros mobilizados. em R$ bilhões.

LISTA DE SIGLAS E ABREVIATURAS: ANATEL ANEEL ANP ANS CEPA - Agência Nacional de Telecomunicações Agência Nacional de Energia Elétrica Agência Nacional do Petróleo Agência Nacional de Saúde Suplementar Comissão de Estudos e Projetos Administrativos Conselho Nacional de Auto-Regulamentação das Empresas de Medicina de Grupo CONANGE - CONSU COSB DESAS DASP FGV FHC MARE MS PDRAE PrND PROCON SUDENE SUS SUSEP - Conselho de Saúde Suplementar Comissão de Simplificação Burocrática Departamento de Saúde Suplementar Departamento Administrativo do Serviço Público Fundação Getúlio Vargas Presidente Fernando Henrique Cardoso Ministério da Administração e Reforma do Estado Ministério da Saúde Plano Diretor da Reforma do Aparelho do Estado Programa Nacional de Desburocratização Procuradoria do Consumidor Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste Sistema Único de Saúde Superintendência Nacional de Seguros Privados .

...............2.1..... Origens e marco regulatório............................ 21 O modelo clássico de burocracia de Max Weber e a dita evolução para o Paradigma pós-burocrático proposto no PDRAE..... O Contrato de gestão como controle a posteriori. 47 Funções e Natureza.......... O Aparelho do Estado................................. AS AGÊNCIAS REGULADORAS.... seus setores.....SUMÁRIO 1.3.................. INTRODUÇÃO... Uma Avaliação dos Contratos de Gestão assinados entre a ANS e o Ministério da Saúde e os Relatórios de resultados............... 69 5.................................................... 58 4..............3..............4............................ 94 ANEXO B – Contrato de gestão 2000/2001................ 3..................... 47 3......................2.............................................................. 54 4.... 28 2..... 58 4......... 21 2........... 88 ANEXO A – Lei criadora da ANS............... 2................... O histórico da regulação da saúde complementar no Brasil e a Criação da ANS..... 13 2..........PDRAE (1995)............. 2............................ CONCLUSÃO.............. 82 REFERÊNCIAS......................... O PLANO DIRETOR DA REFORMA DO APARELHO DO ESTADO ....................... 36 2...................... 41 43 3..........................1.... 111 .2. A AGÊNCIA NACIONAL DE SAÚDE SUPLEMENTAR – ANS.......5........ O Setor das Atividades Exclusivas e seus objetivos....1................. 3................................... Histórico das Reformas do Estado no Brasil..................................................................... suas formas de propriedade e de administração conforme o PDRAE................................. 50 Independência e controle.............................................

conseqüentemente. Mas a primeira reforma administrativa estrutural efetiva ocorreu na segunda metade do século XIX. combinadas com a forma de controle a posteriori dos seus resultados a partir das metas e indicadores impostos no contrato de gestão – outro importante instrumento introduzido . decidi levar avante minha pesquisa. o Plano Diretor de Reforma do Aparelho do Estado (PDRAE) de 1995. que se tornaram. com o amadurecimento da idéia e uma avaliação do instrumento que propôs essa transição. introduziu algumas figuras institucionais antes desconhecidas ao ordenamento jurídico brasileiro. as principais são as agências reguladoras. com a finalidade de implementar esse novo paradigma.. Dentre essas figuras. tema desta dissertação. Mas. que. com a substituição da Administração Patrimonialista pela . assinado entre as Agências reguladoras e o Ministério do Núcleo Estratégico. o maior símbolo da gestão pós-burocrática e. passou-se a questionar a necessidade de resolver o problema da sua capacidade gerencial e tornar a administração pública mais moderna e eficiente a partir de reformas administrativas. Desde que as primeiras Nações tomaram forma de Estado e organizaram seus governos.13 1 INTRODUÇÃO Escrever sobre as mudanças administrativas do Estado Brasileiro. em especial sobre a proposta de transição para o novo paradigma pós-burocrático ou Administração Pública Gerencial como solução para a ineficiência e a morosidade do mesmo em uma dissertação de mestrado apresentou-se num primeiro momento como um tema de amplitude e pretensão extremas.

e se aceleraram nas décadas de 80 e 90. e. que pareciam mais interessados em promover seus próprios negócios do que em servir aos cidadãos. político. por esse motivo.20). eliminar o ceticismo do cidadão sobre sua . A partir da década de 70. da inflexibilidade que ninguém conseguia alterar. Segundo KETTL Os cidadãos reclamavam da burocracia estatal que não funcionava. Max Weber (1982) definia como uma forma de dominação onde o aparelho de Estado funciona como uma extensão do poder soberano: os servidores possuem status de nobreza real e os cargos funcionam como prendas. que levaram os Estados a uma crise de endividamento (BRESSER PEREIRA. conseqüentemente. Essa crise ficou conhecida popularmente. dos programas e organizações que se superpunham e impossibilitavam a coordenação. pag. buscando uma modernidade e agilidade na prestação dos serviços públicos como solução para a dita “Crise fiscal” . transformações profundas se processaram na sociedade. ocorreram mudanças nas lógicas orçamentárias e no papel de prestador de serviços assumido pelos Estados com maior ou menor potência. A primeira. Transformações essas de caráter social. durante toda a década de 80. (KETTL. surgiram inúmeros questionamentos sobre a necessidade de redução do tamanho do Estado. econômico. pág. como “crise fiscal” e. 79) Visando ajustar-se a esse novo contexto e vencer sua morosidade e ineficiência. gerando nepotismo e corrupção. Em diversos países. de acordo com o grau de desenvolvimento nacional e seu peso na economia internacional.14 Administração Pública Burocrática. 2001. defendida pelo mesmo Weber como o modelo ideal. 1996). Bresser Pereira (2001a. dos organismos públicos. tecnológico e principalmente financeiro. causando mudanças nos cenários nacional e internacional.

buscando o máximo de eficiência. influenciado pela publicação Reinventing Government e a adoção do National Performance Review pelo governo Clinton nos Estados Unidos. 1995). em 1979. a melhoria do atendimento ao cidadão e ações de desestatização. Este novo paradigma (BRASIL. Acompanhando essa mesma onda. com a diminuição da intervenção direta na economia. e defendendo o esgotamento do modelo burocrático (OSBORNE e GAEBLER. Mas. que o governo de Fernando Henrique Cardoso propôs e aprovou o Plano Diretor da Reforma do Aparelho do Estado (PDRAE). Foi o que ocorreu com o Reino Unido. eficácia e . os Estados procederam a adaptações e propostas de modernização das suas gestões. foi em 1995. Ela tinha como fundamento a liberdade de ação dos governantes e o conseqüente desvio do foco de controle do processo para o resultado. 2005). a Nova Zelândia e a Austrália. articulando em torno da redução da dimensão dos gastos do aparelho estatal. o Brasil deu início ao seu Programa Nacional de Desburocratização. que nada mais era que a busca da racionalidade e da eficiência do setor privado. fazia parte de uma corrente que tentava equiparar ou transferir os modelos e ferramentas de gestão das organizações privadas para as públicas.15 capacidade em administrar a sociedade e satisfazer suas crescentes e complexas necessidades. com o qual definiu a implantação no Brasil desse novo paradigma denominado Administração Pública Gerencial. os quais deram inicio a um processo. que buscava a simplificação dos processos. que era defendido como uma nova onda de renovação e transformação. eliminação das informações desnecessárias.

propondo uma estrutura mais ágil e resolutiva para decisões. especificamente os controles a posteriori da regulação do setor de saúde suplementar pela ANS . Foi fundamentado nisso que o Plano Diretor da Reforma do Aparelho do Estado (PDRAE) definiu os setores do Estado. com maior condição para a implementação das leis e políticas.16 produtividade. além de uma redefinição e configuração do papel do Estado. com ênfase principalmente na dimensão institucional-legal. este estudo se limitará à análise do setor de Atividades Exclusivas. suas formas de propriedades e de administração e seus objetivos. limitando as funções de produtor de bens e serviços e definindo modalidades de regulação por delegação de poderes a autarquias autônomas. no que toca à sua relação com a ordem econômica. . Como é inviável avaliar todos os setores classificados no plano. e que movimenta recursos anuais estimados em 23 bilhões de reais. e de seu aparelho com a sociedade. evitando assim rupturas institucionais. chegou o momento de verificar se os objetivos traçados estão sendo cumpridos. este é o objetivo desta dissertação. que no Brasil influencia a vida de aproximadamente um quarto da população brasileira. Estabeleceu também a estratégia de transição para a reforma da administração pública brasileira. E sendo assim. segundo Gil (2002): “A delimitação do problema guarda estreita relação com os meios disponíveis para investigação”. fundamento da Administração Pública Gerencial. e. principalmente no que se refere à eficiência dos controles a posteriori. Passados dez anos de aprovação do Plano Diretor da Reforma do Aparelho do Estado (PDRAE).Agência Nacional de Saúde Suplementar.

o primeiro passo a ser dado pelo pesquisador após a escolha e delimitação do assunto.. c. alguns autores consideram que a utilização de hipóteses não é necessária. A regulação do mercado por agências autônomas e independentes é uma exigência destes novos entrantes e investidores que vão cobrir a saída do Estado do setor de produção de bens e serviços.] uma questão que envolve intrinsecamente uma dificuldade teórica ou prática. é a formulação do problema. o que não é o caso deste estudo. A “crise fiscal” e a escassez de recursos públicos para investimentos. este estudo tem como problema o seguinte questionamento: Até que ponto é possível verificar se a gestão pública gerencial preconizada no PDRAE vem sendo implementada na ANS? Este estudo tem caráter exploratório e foco na linha de pesquisa Inovações em Gestão Pública e Desenvolvimento Regional. para a qual se deve encontrar uma solução" e este deve ser enunciado no formato de pergunta..17 Para Cervo e Bervian (1996. definido como "[. Sendo assim. 66). pág. conforme Boaventura. tornam a saída do Estado do setor de produção de bens e serviços irreversível. Em um trabalho de caráter exploratório. . O controle a posteriori é fundamental para a implementação efetiva da Administração Pública Gerencial. que considera as seguintes premissas: a. (2004): “o problema deve ser formulado como pergunta: essa é a maneira mais fácil e direta de formular um problema”. e. b. proposta no Plano Diretor de Reforma do Aparelho do Estado.

Entender a formulação do PDRAE e. como formas de controle de resultados. o objetivo geral desta dissertação é verificar. 2. artigos de periódicos e materiais disponíveis na internet. e a partir de materiais que não receberam qualquer tratamento analítico. a dissertação iniciou-se com as pesquisas bibliográfica e documental que. princípio fundamental da Administração Pública Gerencial. documentos técnicos elaborados por órgãos governamentais e leis. Com caráter exploratório. O método utilizado busca explicitar o tema em estudo. 3. pelo levantamento de dados a partir do material já publicado sobre o tema. se caracterizam. a partir da análise dos contratos de gestão assinados entre a ANS e o Ministério da Saúde e os seus respectivos relatórios de resultados apresentados pela agência. o paradigma pósburocrático preconizado por ele à luz das reformas administrativas ocorridas na administração pública brasileira. Avaliar a estrutura e o funcionamento da ANS com relação às propostas do PDRAE. tais como livros. especificamente no que tange os contratos de gestão. conseqüentemente.18 Alicerçado nestas premissas. a implementação do novo paradigma gerencial proposto no PDRAE. Entender o PDRAE no que se refere à criação das Agências Reguladoras. E tem como objetivos específicos: 1. como por exemplo. respectivamente. de acordo com Gil (2002). . e analisá-lo comparativamente ao contexto que se procurou evidenciar.

esta dissertação foi dividida em cinco capítulos. independência e controles que regem as agências reguladoras no Brasil e no mundo. Visando a uma melhor abordagem do assunto. O primeiro capítulo desta dissertação é esta introdução que oferece um panorama geral do trabalho desenvolvido. . o contexto e as premissas em que se alicerçam os objetivos e a questão a ser respondida.19 Para responder o problema acima proposto. os objetivos traçados pelo contrato de gestão imposta a esta pela administração central e por fim os relatórios de resultados. As Agências Reguladoras. b) a definição dos setores do Estado e seus Objetivos. No segundo capítulo é apresentado um panorama histórico das reformas administrativas ocorridas ou simplesmente planejadas para o Estado no Brasil até o Plano Diretor da Reforma do Aparelho do Estado de 1995. descritos a seguir. a ANS. No terceiro capítulo são estudadas as origens. O contrato de gestão como controle a posteriori. seu poder regulatório e sua autonomia. de onde é extraída: a)a dita proposta de evolução da Administração Pública Burocrática para o Paradigma Pós-Burocrático. Os dispositivos legais de regulação do setor de saúde suplementar. funções. c) o contrato de gestão como controle de resultados. serão analisados: O Plano Diretor da Reforma do Aparelho do Estado e quais os objetivos traçados para o setor de Atividades Exclusivas.

20 O quarto é um capitulo de analise e avaliação. e inicia-se com um levantamento histórico da regulação do setor de saúde suplementar até a criação da Agência Nacional de Saúde Suplementar – ANS. ministério do núcleo estratégico ao qual a agência está subordinada. Analisa os contratos de gestão assinados com o Ministério da Saúde. e os respectivos relatórios de resultados apresentados confrontados com os indicadores contratados. No quinto e ultimo capitulo é feita a conclusão com a resposta da questão levantada e dos objetivos propostos. .

a partir de uma visão histórica das reformas do Estado no Brasil.1 Histórico das Reformas do Estado no Brasil Uma breve passagem pelo histórico das reformas do Estado no Brasil é fundamental para compreender os objetivos e o contexto com que foi implementado o Plano Diretor da Reforma do Aparelho do Estado (BRASIL. suas formas de propriedade e de administração e seus objetivos.21 2 O PLANO DIRETOR DA REFORMA DO APARELHO DO ESTADO PDRAE (1995) Este capítulo tem a finalidade de entender o contexto e a formulação do PDRAE. Da proclamação da independência em 1822 até 1930. As definições do plano para os setores do Aparelho do Estado. objeto deste estudo. é um modelo de gestão marcado pela não separação da res publica (bens públicos) da res principis (bens . com a descrição dos conceitos e objetivos propostos em seu documento original e por seu idealizador Bresser Pereira. e em especial o setor de atividades exclusivas onde se enquadram as agências reguladoras objeto deste trabalho. segundo Max Weber (1982). o Estado Brasileiro possuía uma administração pública centralizada e caracterizada pelo “patrimonialismo”. 2005). 2. E por fim analisa os fundamentos do contrato de gestão como forma de controle a posteriori. Faz também um paralelo entre o modelo clássico de administração pública burocrática de Weber e a proposta de administração pública gerencial. que.

com a implementação de um processo de racionalização que se traduziu no surgimento das primeiras carreiras burocráticas e a adoção do concurso como forma de acesso ao serviço público. Com a corrupção e o nepotismo incipiente na Administração Pública do Brasil proveniente de uma cultura patrimonialista herdada do Império. a partir dos anos 30 o Governo de Vargas. estruturas e métodos. o que foi considerado a primeira reforma administrativa no Brasil. tendendo à racionalização mediante a simplificação e padronização dos procedimentos. que criou o Conselho Federal do Serviço Público Civil. . transformou-se no Departamento Administrativo do Serviço Público (DASP) que tinha o objetivo de realizar a modernização administrativa. onde o Estado funciona como uma extensão do poder do soberano e os cargos públicos são equivalentes a títulos de nobreza. material. foi editada a Lei Nº. Em 1936. Este Conselho Federal do Serviço Público Civil. em 1938. 284. Com orientação para a departamentalização e o formalismo técnico. ano marcado por um Estado Intervencionista e Administrativo. um órgão colegiado com a finalidade de coordenar e disciplinar a administração de pessoal e as atividades meio do setor público (orçamento. comunicação e organização). que podem ser transferidos hereditariamente e a conseqüência disto são corrupção e nepotismo (GUERREIRO RAMOS. empreendeu a implantação da uma Administração Pública Burocrática. 1984). por intermédio de Maurício Nabuco e Luiz Simões Lopes. esses ideais do DASP prolongaram-se até meados da década de 80. pautando suas políticas na teoria da administração científica de Taylor e Fayol e no modelo weberiano de burocracia.22 do príncipe).

2. 4. tomaram corpo. 5. A criação de grupos de estudos objetivando a reforma do Estado foi o forte desse período. Criação da Comissão de Simplificação Burocrática (COSB). Criação do Conselho de Políticas Aduaneiras e da SUDENE. objetivando reformas globais com a criação de meios para a descentralização dos serviços públicos e a fixação de responsabilidades e prestação de contas para as autoridades. Criação da Escola Brasileira de Administração Pública.23 Entre os anos de 45 a 63 as propostas de reformas não se concretizaram. destacando-se entre elas: 1. Apenas algumas ações que se caracterizavam pelo estabelecimento de estruturas paralelas como comissões de estudos e grupos de trabalhos. visando mudanças nos processos administrativos e reformas empresariais. 3. principalmente as do Governo de Juscelino Kubitschek. Criação do Conselho do Desenvolvimento. foram criados vários grupos que tinham entre os principais objetivos a reorganização ampla e geral da estrutura e das atividades . sendo que em 1963. órgão centralizador da política econômica. vinculada à Fundação Getúlio Vargas (FGV). Criação da Comissão de Estudos e Projetos Administrativos (CEPA). no qual citava-se a descentralização. A elaboração de anteprojeto de reforma geral da Administração Pública Federal. 6.

delegação de autoridade. A Reorganização administrativa. que incluía: O Planejamento. a definição de normas para a aquisição de materiais e serviços. A Expansão das empresas estatais (sociedades de economia mista e empresas públicas). operando principalmente com a expansão da administração indireta através do Decreto-Lei Nº. Após o golpe de 64. e A flexibilização das relações de trabalho. coordenação e controle. o que ocasionou a formação de quadros burocráticos paralelos e altamente qualificados. contrastando com o núcleo tradicional da administração direta. . Em termos gerais este decreto favoreceu a uma maior independência das estruturas descentralizadas em relação ao poder central. 200 de 1967. As Diretrizes para o plano de classificação de cargos. a expansão e o fortalecimento do sistema de méritos. de órgãos independentes (fundações públicas) e semi-independentes (autarquias). os governos militares intensificaram ainda mais o centralismo político e o intervencionismo do Estado no setor produtivo.24 do Estado. a que se deu o nome de tecno-burocracia. permitindo a contratação de pessoal por intermédio da Consolidação das Leis do Trabalho. O Fortalecimento e expansão do sistema de méritos. e. descentralização.

O PrND dirigiu suas ações para um Programa de Desestatização com foco no paradigma neoliberal que visava os seguintes objetivos: Redução da interferência do governo na atividade do cidadão e do empresário. A partir de março de 1981. Diminuição do excessivo crescimento da administração indireta. influenciado pela conjuntura econômica agravada por duas crises do petróleo (1974 e 1979). esse programa procurou a simplificação dos processos. 200/67.740 de 1979 que criou o Programa Nacional de Desburocratização (PrND). Fortalecimento do sistema de livre empresa e a consolidação da grande empresa privada nacional. Contenção da criação indiscriminada de empresas públicas. Após o Decreto-Lei Nº. . favorecendo e recomendando a transferência para o setor privado. através de contratos com empresas privadas capacitadas. 200/67. procedimentos. descentralizada que era incentivada pelo Decreto-Lei No.25 Naqueles mesmos governos militares os processos de reforma foram influenciados por duas tendências: a de concentração e centralização de poderes e recursos no nível federal e a descentralização administrativa. eclodiu um endividamento internacional que levou os Estados a promoverem ajustes fiscais e a busca por um Estado Mínimo. documentos e decretos. objetivando as funcionalidades das organizações públicas em relação às demandas econômicas nacionais. Entre o ano de sua instituição até 1981. outro advento que merece destaque é a instituição do Decreto 83.

as mesmas regras burocráticas rígidas adotadas pelo núcleo estratégico central. que desenvolveu. autarquias e empresas públicas praticamente. e também influenciado pela publicação Reinventing Government (GAEBLER e OSBORNE. em 1995.26 Ou seja. todas as ações rumavam em direção a uma administração pública gerencial. Este introduz uma série de diretrizes a serem desenvolvidas dentro da Administração Pública Brasileira. em função de atitude clientelista e defensiva da alta burocracia. . o governo de Fernando Henrique Cardoso pregando o esgotamento do modelo burocrático. a promulgação da Constituição paralisou toda a transição rumo a uma administração pública gerencial e trouxe um retrocesso sem precedentes para a gestão pública. em 1994 criou a Secretaria de Reforma do Estado. quando promoveu um engessamento do aparelho estatal ao atribuir às fundações. Mergulhado em uma crise fiscal sem precedentes desde os anos 70. o Plano Diretor da Reforma do Aparelho do Estado. no âmbito do Ministério da Administração e Reforma do Estado (MARE). o desafio era a instalação de um sistema administrativo que possibilitasse ao país o uso efetivo dos seus recursos e conseqüentemente a aceleração do desenvolvimento. 1995) e a adoção do National Performance Review pelo governo Clinton nos Estados Unidos. paralisado pela rigidez dos procedimentos e pelo excesso de normas e procedimentos. Mas. visando a implantação de uma cultura “gerencial” ou “pós-burocrática”. em 1988.

27 Os argumentos utilizados para justificar esta mudança de rumo foram: 1. fazendo com que o Estado se voltasse para si mesmo e para os interesses corporativos dos funcionários públicos. de Max Weber. tendo por conseqüência a elevação da inflação e uma ameaça para a estabilidade econômica do País conseguida com o Plano Real. “Administração Pública Burocrática”. 2. este modelo seria uma evolução do modelo clássico. Esses benefícios e controles estariam emperrando e reduzindo a eficiência da administração. O Plano Diretor da Reforma do Aparelho do Estado. o que teria acarretado uma deterioração dos serviços públicos e o agravamento da crise fiscal. que desviou o Estado das suas funções básicas para ampliar sua presença no setor produtivo. controles a priori característicos da administração burocrática consolidados na Constituição de 1988. além dos argumentos citados acima para a implantação no Brasil deste novo paradigma denominado “Administração Pública Gerencial”. Com esta definição e uma análise do histórico das reformas administrativas ocorridas no Brasil. pode-se identificar que PDRAE nada mais é que uma proposta . Existia uma crise no Estado por força do modelo de desenvolvimento adotado por governos anteriores. ou seja. pois desviava o foco de controle do processo para o resultado. classificou-o como uma nova onda de renovação e transformação que daria mais liberdade de ação aos governantes e conseqüentemente mais eficiência. A elevação do custo da máquina pública diagnosticada como sendo resultado dos benefícios a servidores públicos e dos excessivos controles.

ditados pelo sociólogo e economista político alemão Max Weber (1982). São elas: a dominação tradicional.28 de retorno. Pois este reivindica para si. a dominação carismática e a dominação racional-legal. Outro ponto importante na definição supracitada e extraída do PDRAE. . após a paralisação e o retrocesso ocorrido com a promulgação da Constituição Federal de 1988. Para Weber (1982). A legitimidade da dominação é o motivo que explica por que um determinado número de pessoas obedece às ordens de alguém. existem três formas de dominação: a carismática. o que acarretaria uma maior liberdade de ação e discricionariedade para o gestor público. à evolução que vinha ocorrendo na Administração Pública Brasileira rumo a uma gestão gerencial. 2. a tradicional e a racional-legal. como a fonte legitima de toda dominação. conferindo-lhe poder.2 O modelo clássico de burocracia de Max Weber e a dita evolução para o Paradigma pós-burocrático proposto no PDRAE Para avaliar se o paradigma Pós-Burocrático corresponde a uma evolução real da gestão pública. que sai do processo e vai para o resultado. um dos fundadores da sociologia moderna. sendo que uma de suas principais contribuições foi o estudo do poder e sua correlação com a dominação e a legitimidade. é a de que a gestão pública gerencial é tida como uma evolução modernizada da administração pública burocrática com uma mudança no foco do controle. Para Weber. o monopólio da violência e da utilização da força física ou material. é fundamental compreender os conceitos e princípios. no qual ele define três formas de se exercer legitimamente o poder político. só um instrumento consegue definir sociologicamente o Estado: a força.

organizada e com sua execução realizada de forma escrita. Tem sua origem no “carisma” de um líder que mantém o seu poder enquanto seus seguidores reconhecerem nele forças extraordinárias. Três características básicas traduzem este caráter racional. O formalismo do sistema burocrático parte do fato de que a autoridade deriva de normas racionais. As normas conferem à pessoa investida de autoridade o poder de coação e meios capazes de impor disciplina. Isto poderá desaparecer a qualquer momento.29 A dominação carismática é o poder sem base racional. é aquela cuja legitimidade se baseia em normas legais racionalmente definidas. que condicionam o exercício do poder político do ponto de vista da . Típicos do patrimonialismo são os privilégios. Finalmente. A dominação tradicional é aquela baseada no tradicionalismo. a dominação racional-legal. a dominação patriarcal tende a transformar-se na patrimonial. as honrarias e o favoritismo. Ou seja. São sistemas formais. A administração é formalmente planejada. A dominação racional-legal caracteriza-se pela existência de normas legais e abstratas. na “santidade” da tradição. e distingue-se por dois tipos básicos: o patriarcalismo e o patrimonialismo. e sua irracionalidade. Esta dominação não pode ser delegada nem transferida por herança. distribuindo as atividades de forma sistemática. instabilidade e arbitrariedade chocam-se diretamente com as bases do conceito de organização. também denominada de burocrática. impessoais e dirigidos por profissionais. ela se baseia no Direito. que definem com precisão as relações de mando e subordinação.

em virtude das especificações técnicas e das qualificações escolares pelas quais são selecionados e oportunamente promovidos e recebem uma remuneração financeira. os recursos administrativos. que é uma relação de autoridade entre posições ordenadas sistematicamente de modo hierárquico por esferas de competência claramente definidas. Este é o fundamento da gestão pública burocrática descrita por Weber. dos quais devem prestar contas. São características desse tipo de gestão: O Fformalismo. do ponto de vista organizacional. A impessoalidade. e não possam apoderar-se do cargo como uma propriedade sua. . e que. que exerçam suas funções de modo continuado e com base em documentos escritos. legitimando as ordens e as ações que não ultrapassem a ordem jurídica impessoal que as sustenta. O profissionalismo. formado pelo corpo burocrático e constituído contratualmente por indivíduos profissionais e independentes. Para Weber (1982) a burocracia está fundamentada na razão e no Direito e por esse motivo é tido como um tipo ideal. por uma elevada divisão do trabalho e por uma precisa separação entre a pessoa e o cargo no sentido de que os funcionários não possuam. os profissionais técnicos administrativos e os dominados.30 legitimidade e pela existência de um corpo administrativo profissional. representado por regras abstratas às quais estão vinculados os detentores do poder político. a título pessoal.

simplesmente tecendo observações. Max Weber (1982) não pretendeu com isso definir como devem ser as organizações. . 5. Capacidade funcional. Treinamento especializado e completo. 4. que deve administrar com imparcialidade e objetividade. mas descreveu apenas o tipo ideal puro. 6. de acordo com os objetivos a serem atingidos e com a finalidade da busca da eficiência. Isso fica claro quando ele especifica como a burocracia moderna deve funcionar: 1. Hierarquia firmemente ordenada com postos de mando e subordinação.31 A divisão racional do trabalho. outra característica que o mesmo autor determina como fundamental para a implementação da Administração Pública Burocrática. Merton (1978) a estudou tanto a partir do enfoque das conseqüências previstas (desejadas) quanto das conseqüências imprevistas (indesejadas). é representada pela distribuição em diferentes atividades. sem apresentar conotações de valor e julgamentos. 2. Baseada em documentos escritos. Avaliação de desempenho com regras. Por leis e normas administrativas. 3. Enquanto Weber (1982) analisou a organização burocrática do ponto de vista das conseqüências desejadas (funções). Esta divisão deve ser impessoalmente realizada e a autoridade e as responsabilidades estão vinculadas ao cargo e não ao administrador burocrático.

e conflitos políticos internos. que negue todos os seus princípios. Influenciado por argumentos como: Disfunções da Administração Burocrática. rigidez de comportamento. Mas estas disfunções identificadas pelo autor deverão ser corrigidas como forma de perseguir o tipo ideal e puro de Weber. objetivo de qualquer organização. seja ela pública ou privada. a administração pública gerencial está apoiada na anterior. que engessa as soluções alternativas. passando a ser absolutas. na segunda metade do século XX. entretanto. e não utilizadas como justificativas para mudanças. proposta do Plano Diretor de Reforma do Aparelho do Estado. Isto não significa. excesso de formalismo. auto-proteção. o paradigma da Administração Pública Gerencial. que ele denomina de disfunções. indicando as seguintes como principais: a rigidez das normas que de meios transformam-se em fins (objetivos). alguns . embora flexibilizando.32 Segundo Merton (1978). que ficaram caracterizadas como ineficiências do modelo burocrático. conflito com o público. a expansão das funções econômicas e sociais do Estado. formado por normas racionais previamente definidas. a necessidade de reduzir custos e aumentar a qualidade dos serviços com desenvolvimento de uma cultura gerencial nas organizações públicas. a categorização do processo decisório. a burocracia sofre transformações. Pelo contrário. resistência à mudança. com divisão e profissionalização do trabalho. pois como é operada por homens. não existe uma organização plenamente racional. exagerado apego aos regulamentos. tendo como fim a eficiência. tido como o estado da arte. que assim a define: Constitui um avanço e até um certo ponto um rompimento com a administração pública burocrática. da qual conserva. emerge.

33 dos seus princípios fundamentais. e o mercado se encarrega de controlar os custos. como a principal delas. 1995). e não na rigorosa profissionalização da administração pública. que é difuso e de difícil delimitação. no setor público. as carreiras. . A diferença fundamental está na forma de controle. que continua um princípio fundamental” (BRASIL. mas derivados de impostos e contribuições compulsórias recolhidos com antecipação. segundo rígidos critérios de mérito. a existência de um sistema estruturado e universal de remuneração. que deixa de basear-se nos processos para concentrar-se nos resultados. Os defensores deste novo modelo de gestão pública gerencial justificam-no fazendo criticas ao modelo de administração pública burocrática. e sim quando os processos administrativos estão sob controle e são seguros. o treinamento sistemático. a avaliação constante de desempenho. Ou seja. fundamentando-se nas suas disfunções relacionadas por Merton (1978) e que tem. Mas essa inspiração deve levar em consideração a finalidade e a forma de aquisição dos produtos e serviços cuja finalidade no setor privado é o lucro. A administração pública gerencial é inspirada na administração de empresas privadas e a diferença principal entre ela e a burocrática seria a forma de controle. que deixaria de focalizar os processos (meios) e se concentraria nos resultados (fins). a qualidade e a eficiência através da livre escolha e dos pagamentos diretos. os resultados do Estado são considerados bons. a confusão do interesse público com o interesse do próprio Estado como um processo de afirmação de poder. entretanto. como a admissão. e os serviços e produtos são fornecidos sem uma contrapartida direta. a finalidade é o interesse público. não quando as necessidades do cidadão estão sendo atendidas.

e os serviços sociais e científicos de caráter competitivo. executoras dessas mesmas políticas. que realizam atividades exclusivas de Estado. de caráter centralizado. da formulação e gestão das políticas públicas. b. e as unidades descentralizadas. Transferência para o setor público não-estatal dos serviços sociais e científicos competitivos. ii) Contrato de gestão em que os indicadores de desempenho sejam claramente definidos e os resultados medidos.34 Como um dos precursores e defensores do modelo de gestão pública gerencial no Brasil e idealizador do PDRAE. Ênfase no controle dos resultados através dos contratos de gestão (ao invés de controle dos procedimentos). por definição monopolistas. d. Distinção de dois tipos de unidades descentralizadas: as agências executivas. iii) Formação de quase-mercados em que ocorre a competição administrada. Fortalecimento e aumento da autonomia da burocracia estatal. f. em que o poder de Estado não está envolvido. com valorização do trabalho técnico e a participação conjunta com os políticos e a sociedade. organizada em carreiras de Estado. para controlar as unidades descentralizadas. Separação entre as secretarias formuladoras de políticas públicas. Adoção cumulativa. Orientação da ação do Estado para o cidadão-usuário ou cidadão-cliente. e. g. . por meio dos seguintes mecanismos: i) Controle social direto. o ex-Ministro Bresser Pereira aponta as seguintes ações para implantação deste modelo: a. c.

35 h. Mas podem resumir-se em dois pontos chaves principais que seriam: A autonomia na gestão dos recursos financeiros. O Controle a posteriori dos resultados Esses dois pontos podem ser descritos como uma solicitação de carta branca pelo gestor público a serem cobrados só após a conclusão das ações. Esse modelo de gestão pública gerencial é proposto como um novo paradigma. materiais e humanos. através do novo paradigma gerencial. Todas estas ações transmitem as características principais do que seria uma gestão pública. mas absorve todos os princípios fundamentais do modelo burocrático. e. e o formalismo das leis e normas. definidas a priori. sistema estruturado e universal de remuneração. que passam a ser licitadas competitivamente no mercado. tais como: a admissão segundo critérios rígidos de méritos. para o alcance dos objetivos pretendidos. o que pode ser tarde demais. carreira e avaliação de desempenho. e treinamento sistemático. uma mudança de rumo. que são imprescindíveis para o gerenciamento. Como a busca pela racionalidade e eficiência são objetivos fundamentais dos dois modelos. Terceirização das atividades auxiliares ou de apoio. pode-se questionar: que novo paradigma é esse? . é indispensável na estrutura do Estado Democrático de Direito.

no poder executivo. onde a primeira. ao Presidente da República. São eles: 1. Corresponde ao governo. o setor onde as decisões estratégicas são tomadas. em sentido lato. São serviços em que se exerce o poder extroverso do Estado . o Plano Diretor de Reforma do Aparelho do Estado.36 2. seus Setores. com o objetivo de "reconstrução da administração pública em bases modernas e racionais" (BRASIL. aos ministros e aos seus auxiliares e assessores diretos. Atividades Exclusivas. É o setor que define as leis e as políticas públicas. 2. Conceituadas as duas formas de Administração Pública mais relevantes. O PDRAE identificou e classificou quatro setores do aparelho do Estado. 2005). portanto. ao Ministério Público e. tem como vantagens a segurança e a efetividade das decisões. É. suas Formas de Propriedade e de Administração conforme o PDRAE. fomentar. classificou os Setores do Aparelho do Estado e definiu quais as formas de propriedade e de administração pública seriam mais eficientes para cada um dos setores. embora sofrendo de excesso de formalismo e da ênfase no controle dos processos.3 O Aparelho do Estado. responsáveis pelo planejamento e formulação das políticas públicas. e cobra o seu cumprimento. e a segunda caracteriza-se fundamentalmente pela administração por resultados e o controle a posteriori. que são a Burocrática e a Gerencial.o poder de regulamentar. Como exemplos temos: a cobrança .Corresponde aos poderes Legislativo e Judiciário. fiscalizar. É o setor em que são prestados serviços que só o Estado pode realizar. Núcleo Estratégico.

a regulamentação rígida. os hospitais. É caracterizado pelas atividades econômicas voltadas para o lucro que ainda permanecem no aparelho do estado como. como os da educação e da saúde. o subsídio à educação básica. Classificados os setores do Estado. Estão no Estado seja porque faltou capital ao setor privado para realizar o investimento. Corresponde ao setor onde o Estado atua simultaneamente com outras organizações públicas não-estatais e privadas. está presente porque os serviços envolvem direitos humanos fundamentais. a fiscalização do cumprimento de normas sanitárias. o serviço de trânsito. a compra de serviços de saúde pelo Estado. os centros de pesquisa e os museus. As economias produzidas imediatamente se espalham para o resto da sociedade. Serviços não Exclusivos. tornandose necessário. não podendo ser transformadas em lucros. na medida que produzem ganhos que não podem ser apropriados por esses serviços através do mercado. por exemplo. as do setor de infra-estrutura. Produção de Bens e Serviços para o Mercado. As instituições desse setor não possuem o poder de Estado. nas quais os controles via mercado não são possíveis.37 e fiscalização dos impostos. em que o . 4. 3. o PDRAE determinou qual o tipo de Administração Pública mais adequada para cada um deles. ou porque possuem “economias externas” relevantes. o serviço de desemprego. O núcleo estratégico. a polícia. São exemplos deste setor: as universidades. seja porque são atividades naturalmente monopolistas. Corresponde à área de atuação das empresas. Este. o controle do meio ambiente. no caso de privatização. a previdência social básica. etc. o serviço de emissão de passaportes. entretanto.

e Propriedade Pública Não-Estatal. deverão obedecer aos princípios gerenciais de administração. obviamente. que. Outra distinção que o PDRAE define como fundamental para a implementação de uma reforma administrativa eficaz seriam as formas de propriedade para cada um destes setores previamente definidos. que não são propriedade de nenhum . o importante é a qualidade e o custo dos serviços prestados aos cidadãos.38 essencial é a correção das decisões tomadas. Logo. No setor das atividades exclusivas e de serviços competitivos ou não exclusivos. com fundamento no princípio administrativo fundamental da legalidade. ou seja. São eles: Propriedade Estatal. onde o direito sob os bens patrimoniais e a responsabilidade por seus funcionários cabe ao Estado. enquanto estiverem com o Estado. definida pelo capitalismo contemporâneo como uma terceira forma. a busca de uma relação ótima entre qualidade e custo dos serviços colocados à disposição do público. em que o direito e as responsabilidades cabem à sociedade civil. intermediária e extremamente relevante e direcionada para as organizações sem fins lucrativos. o plano definiu como mais adequado um misto de administração pública burocrática e gerencial. A Propriedade Privada. do setor das empresas. O mesmo se diga. O princípio correspondente é o da eficiência. a administração deve ser necessariamente gerencial.

seus dirigentes são chamados a assumir uma responsabilidade maior. No Núcleo Estratégico e nas Atividades Exclusivas de Estado. mesmo assim. a propriedade ideal é a Pública Não-Estatal. se não existissem capitais privados disponíveis para o investimento ou no caso de um monopólio natural. na gestão da instituição. Em compensação. a propriedade privada é a regra. No setor de produção de bens e serviços para o mercado. e. porque se trata de um tipo de serviço por definição subsidiado. a propriedade deve ser necessariamente Estatal. E só justificaria a propriedade estatal. O tipo mais indicado para cada setor do aparelho do Estado depende da sua necessidade de ter ou não um maior controle do seu poder coercitivo. não deve ser estatal porque aí não se exerce o poder de Estado. dada a possibilidade de coordenação via mercado. neste setor. a gestão privada tenderia a ser a mais adequada. Na propriedade pública não-estatal é mais fácil exercer o controle social direto por meio dos conselhos de administração destas organizações. onde o poder extroverso é exercido plenamente pelo Estado. Já para o setor dos Serviços não-exclusivos ou competitivos do Estado.39 indivíduo ou grupo e estão orientadas diretamente para o atendimento do interesse público. se implementado um sistema seguro de regulação. ou seja. como também não deve ser a propriedade privada. . Nesse setor goza-se de uma autonomia administrativa muito maior do que aquela possível dentro do núcleo central do Aparelho do Estado. em conjunto com a sociedade.

Fiscalização. Centros de Pesquisa.40 Para ilustração e melhor entendimento da relação entre os setores. Fomento. Cúpula dos Ministérios. Presidência. Hospitais. às formas de propriedade e os tipos de administração pública. 2005) vislumbrou o seguinte quadro: Formas de propriedade e de administração FORMA DA PROPRIEDADE Estatal NÚCLEO ESTRATÉGICO Legislativo. Ministério Público ATIVIDADES EXCLUSIVAS Regulamentação. o PDRAE (BRASIL. abrangendo todos os setores do Estado: . Museus PRODUÇÃO PARA O MERCADO Empresas Estatais Publicização FORMA DE ADMINISTRAÇÃO Burocrática Gerencial Pública Privada Não Estatal Privatização 2.4 O Setor das Atividades Exclusivas e seus Objetivos O Plano Diretor de Reforma do Aparelho do Estado traçou objetivos específicos para cada um dos setores por ele classificados. Judiciário. Segurança Pública Seguridade Social Básica SERIÇOS NÃO EXCLUSIVOS Universidades.

Desenvolver a capacidade de gerir contratos com agências autônomas responsáveis pelas atividades exclusivas de Estado. Transformar em agências autônomas as entidades (fundações e autarquias) com poder de Estado. Reorganizar e fortalecer as entidades de regulação dos monopólios naturais e dos privatizáveis. Os objetivos são os seguintes (BRASIL. Promover o controle social sobre os serviços. cultural. Transferir serviços para o Terceiro Setor ou entidades sem fins lucrativos e de direito privado com autorização específica do Congresso Nacional para formalizar contratos e alocar recursos públicos. com autonomia para gerenciar os recursos humanos e financeiros à sua disposição e condicionados ao cumprimento de objetivos/resultados e ao acompanhamento de indicadores de desempenho. hospitalar. traçadas nos planos de governo. Transformar as autarquias e fundações que possuem poder de Estado em agências autônomas. programas de educação continuada. Aumento da eficiência e da qualidade dos serviços. NÚCLEO ESTRATÉGICO (Formulação e Decisão Política) ATIVIDADES EXCLUSIVAS (Execução de Políticas Públicas) ATIVIDADES NÃO EXCLUSIVAS (Alternativa para a “publicização” da prestação de serviços públicos nas áreas. Continuidade do processo de privatização. Promover a aplicação de mecanismos de formulação e de avaliação de políticas públicas que priorizem a participação e o controle social. administradas segundo um contrato de gestão.41 Estrutura Funcional e Objetiva Específicos Garantir o aumento da efetividade. sejam elas serviços públicos ou atividades eminentemente econômicas. que são espécies de autarquias especiais investidas de poder público. Manter financiamento público e auferir recursos oriundos de serviços próprios e doações. SETOR DE PRODUÇÃO PARA O MERCADO (Produção de Bens) Para o setor das Atividades Exclusivas. o dirigente . Implantar contratos de gestão nas empresas nacionais. de educação universitária e de pesquisa científica). que regulam e controlam determinadas atividades. concursos anuais. fomento da cultura de avaliação de desempenho. mas com o objetivo de direcionar as atividades destes para finalidades públicas sociais. 2005): 1. bem como com as Organizações Sociais. Modernizar a administração burocrática mediante políticas de profissionalização de carreiras e salários. o qual é o objeto de estudo deste trabalho e onde se enquadram as agências reguladoras. geridas por contratos de gestão. Garantir autonomia e responsabilização aos gerentes.

Para isso.42 escolhido pelo Ministro segundo critérios rigorosamente profissionais. 2. 3. 2. viabilizando o controle social das mesmas. mas não necessariamente de dentro do Estado. materiais e financeiros colocados à sua disposição. pela administração pública gerencial. baseada no controle a posteriori dos resultados e na competição administrada.5 O Contrato de Gestão como Controle a Posteriori Em função da autonomia administrativa e financeira das Agências Reguladoras. terá ampla liberdade para administrar os recursos humanos. substituir a administração pública burocrática e rígida voltada para o controle a priori dos processos. Fortalecer práticas de adoção de mecanismos que privilegiem a participação popular tanto na formulação quanto na avaliação de políticas públicas. desde que atinja os objetivos qualitativos e quantitativos (indicadores de desempenho) previamente acordados. um dos principais problemas que necessitavam ser solucionados seria o conflito de competência entre estes órgãos e o Núcleo Estratégico ou Poder . Em uma avaliação dos objetivos supracitados pode-se verificar que o item de número 2 (dois) é o foco deste trabalho.

E isso ocorria muito menos em decorrência de supostas ausências de dispositivos legais do que em decorrência da deficiência de infra-estrutura dos órgãos centrais. também. Para os efeitos desta Lei. Art. . discriminará as atribuições. bem como previsão expressa dos critérios objetivos de avaliação de desempenho a serem utilizados. Esta nova figura acrescida no ordenamento jurídico brasileiro foi conceituada nos termos da Lei nº 9. que integrou a figura do contrato de gestão em nosso ordenamento jurídico-constitucional. 6º. Art. elaborado de comum acordo entre o órgão ou entidade supervisora e a organização social. 5º. economicidade e.637/98. § 8º. da Constituição Federal. no exercício de suas funções. 7º. que. Parágrafo único. conforme o PDRAE. com vistas à formação de parceria entre as partes para fomento e execução de atividades relativas às áreas relacionadas no artigo 1º. acrescido pela Emenda Constitucional nº 19/98. o que seria uma adaptação do modelo contemporâneo de regulação da economia. impessoalidade. os seguintes preceitos: I . com a finalidade de dar relativa imunidade à arena político-partidária. que assim a prescreve: Art. devem ser observados os princípios da legalidade. Foi o art. moralidade. O contrato de gestão. ao Ministro de Estado ou autoridade supervisora da área correspondente à atividade fomentada. II . são legalmente competentes para fixar as diretrizes das políticas públicas. a estipulação das metas a serem atingidas e os respectivos prazos de execução. publicidade. mediante indicadores de qualidade e produtividade. O contrato de gestão deve ser submetido.a estipulação dos limites e critérios para despesa com remuneração e vantagens de qualquer natureza a serem percebidas pelos dirigentes e empregados das organizações sociais. e um meio de controle das políticas publicas pelo núcleo central.43 Executivo Central quanto à fixação de políticas públicas para o setor regulado. responsabilidades e obrigações do Poder Público e da organização social. Na elaboração do contrato de gestão.especificação do programa de trabalho proposto pela organização social. após aprovação pelo Conselho de Administração da entidade. entende-se por contrato de gestão o instrumento firmado entre o Poder Público e a entidade qualificada como organização social. 37.

2003). entidades da administração direta e indireta poderá ser ampliada mediante contrato. Em função disso pode-se evidenciar em relação aos contratos de gestão duas características essenciais colocadas pela Constituição Federal (art. cabendo à lei dispor sobre o prazo do contrato. e. § 8º): 1. “[. direitos. os controles e critérios de avaliação de desempenho.44 Parágrafo único.37. já que. § 8° A autonomia gerencial. O seu efeito ampliativo. voluntário. os direitos e responsabilidades dos dirigentes e a remuneração do seu pessoal (MOTTA. A configuração como um instrumento consensual. diante dessas imposições constitucionais o manejo dos contratos de gestão em relação às agências reguladoras deve ser feito com redobrada cautela. em um desvio de finalidade legislativa. cabendo à lei dispor sobre: I – o prazo de duração do contrato. da autonomia da entidade da Administração Indireta que celebra o contrato com o Poder Executivo central. Vejamos: Art. III – a remuneração do pessoal. como denota a doutrina. de Administração Pública. Os órgãos ou entidades da Administração Indireta podem ter a sua autonomia ampliada em função da celebração de contratos de gestão com o Poder Executivo central. 2. Ora. o contrato de gestão seja imposto de forma coercitiva. Os Ministros de Estado ou autoridades supervisoras da área de atuação da entidade devem definir as demais cláusulas dos contratos de gestão de que sejam signatários. conseqüentemente. Deve-se evitar que. orçamentária e financeira dos órgãos e .] a característica . obrigações e responsabilidade dos dirigentes. que tenha por objeto a fixação de metas de desempenho para o órgão ou entidade. a ser firmado entre seus administradores e o poder público. jamais restritivo.. II – os controles e critérios de avaliação de desempenho..37.

o que se reflete na necessidade de negociação e formulação de estimativas conjuntas”. A utilização de um meio (contrato de gestão) que constitucionalmente tem um fim (aumento da autonomia). A obrigatoriedade do contrato de gestão não restringiu a autonomia. A consensual/livre negociação. e. O imprescindível efeito ampliativo da autonomia das entidades contratantes. com a possível conseqüência de. mas com a sua atividade limitada pelo contrato de gestão ditado pelo Executivo central. Enquanto instrumento-chave que regula o relacionamento entre ministérios e entidades (estatais ou não-estatais) executoras de atividades sob sua supervisão destinada. na medida em que vincula a disponibilização dos recursos ao atingimento de metas públicas. Nos termos em que se encontra no Anteprojeto. que continuariam nas agências reguladoras. a: . que é conseqüentemente o de alcançar melhores resultados. b. não ser celebrado o contrato. o contrato de gestão representaria portanto um verdadeiro cavalo de Tróia na autonomia reforçada das agências reguladoras por violar as duas características que a ele são constitucionalmente impostas: a.45 essencial desse novo modelo consiste na relativa igualdade entre as partes. E a atribuição das agências reguladoras teria o papel de substituto da extinção da garantia dos mandatos dos seus dirigentes. malsucedida a negociação. Esse Contrato de concepção pública é um instrumento de supervisão de política pública executada por órgão ou entidades descentralizadas e de forma delegada pelo núcleo estratégico. ajuda principalmente.

O Contrato de Gestão é um compromisso institucional firmado entre o Núcleo Estratégico do Estado. Esses contratos deverão conter as seguintes partes básicas: Disposições estratégicas: objetivos da política pública à qual se referem a missão. Toda esta estrutura tem como única finalidade à imposição de uma cultura gerencial onde a delegação de autonomia visa a maximização dos resultados a partir de metas previamente impostas por um contrato de gestão e um controle a posteriori. os objetivos estratégicos e as metas institucionais com seus respectivos planos de ação. Sistemática de avaliação. Oferecer uma base para efetuar um paralelo entre o atual e o desejado desempenho da instituição. representado por seus ministérios e uma entidade pública estatal autônoma. Definição de meios e condições para execução das metas. Possibilitar os controles sociais. por resultado e por comparação com outras instituições.46 Clarificar o foco da instituição. Flexível. Dinâmico. interna e externamente. Ele deve ser um documento flexível e dinâmico. Indicadores de desempenho. porque seu conteúdo deve comportar ajustes decorrentes de situações peculiares. porque tem de espelhar a realidade na medida em que se sujeita a modificações em seus objetivos e metas conforme o contexto das políticas publicas para as quais está orientado. podendo ser uma agência executiva ou uma agência reguladora ou uma entidade não-estatal qualificada como Organização Social. . Definir níveis de responsabilidade e responsabilização.

1999). atuando sobre setores vitais para a economia e para a sociedade.47 3 AS AGÊNCIAS REGULADORAS Compreender a origem e a formação das agências reguladoras. traçando um paralelo com o planejado no PDRAE. sempre abrangendo três dimensões. por exemplo. Existem. sempre objetivando o interesse coletivo. dependendo do pensamento dominante. A reforma regulatória teve início nos Estados Unidos.1 Origens e Marco Regulatório A interferência do Estado. e as restantes federais (VILLELA. é inquestionável. portarias. que incluem normas. entre os países subdesenvolvidos. caracterizando-se tanto por atrair como por contrariar interesses públicos e privados. no agir dos indivíduos com o intuito de controlar ou mesmo dirigir. disseminando-se por alguns países europeus. e pela adoção de novas formas de gestão. com maior ou menor interferência. 1999). 70 entidades do gênero. é o objetivo deste capitulo. regulamentos formais e informais (NUNES. uma por Estado. Essas novas instituições têm a função de monitoração e autorização do funcionamento das atividades consideradas de relevância pública e têm o arbítrio para estruturar preços e intervir na qualidade dos serviços por meio de ações regulatórias. como também suas funções. E mesmo quando não assume esse papel com exclusividade. natureza e independência. nos Estados Unidos. assume a obrigação de coordenar e regular os outros agentes influenciadores. mais recentemente. e. 3. que são: .

A opção por um Estado-Regulador implica em aprimorar o seu quadro técnico e a adoção de instrumentos que visem atender aos objetivos que se propõe atingir. 3. simplificando as necessárias. etc. Social. com intervenções em formação de preços. e não pode tratar apenas da simples constituição de um conjunto de normas impostas à atividade econômica. com intervenções nos mecanismos burocráticos. O surgimento das Agências de Regulação foi conseqüência de uma profunda . e promovendo a transparência. “saúde” financeira. a fim de assegurar uma adequada prestação de serviços públicos por parte dos agentes privados.48 1. competição. eliminando formalidades desnecessárias. 2. A regulação tem como fundamento a predominância das regras públicas em detrimento das privadas. estas exercidas por autoridades acentuadamente independentes do Governo. Administrativa. Essa teoria do “Estado regulador” contemporâneo é caracterizada pela nãointervenção direta na atividade econômica e marcado pela crescente tendência de “desgovernamentalização da atividade reguladora”. estabelecendo a separação de funções entre tarefas de orientação política da economia e as de regulação. Econômica. mas deve cuidar para que mecanismos regulatórios sejam estabelecidos com clareza e transparência. com intervenções na provisão de bens públicos e na proteção do interesse publico.

sejam atividades eminentemente econômicas. Legislativo e Judiciário. com a justificativa de garantir a governança por meio de novos modelos de financiamento. organização e gestão. gerando a instabilidade e inviabilizando as ações privadas nos setores sujeitos à intervenção estatal. particularmente com a ordem econômica.49 mudança na relação do aparelho estatal com a sociedade. reservando as não-exclusivas ao setor público não-estatal e a produção de bens e serviços à iniciativa privada. o Estado assumia a exploração de atividades econômicas relevantes ou essenciais e a política de preços era definida no ambiente político. As agências reguladoras são espécies de autarquias especiais. Eram avaliados fatores que não levavam em conta os interesses específicos do setor regulado. No Brasil o Plano Diretor de Reforma do Aparelho do Estado. limitando assim suas ações às atividades exclusivas. sejam elas serviços públicos. com relativa independência e autonomia dos Poderes: Executivo. administrativas e quase-jurisdicionais. pertencem à Administração indireta com personalidade jurídica de Direito Público. de vez que seus objetivos eram de natureza geral. com uma maior descentralização das funções do Estado. Esta intervenção estava centrada na supremacia do interesse público sobre os interesses privados e não no equilíbrio específico do setor sob intervenção. e regulam e controlam determinadas atividades. têm funções normativas. prescreveu este “novo” modelo de Estado que demandou para o setor das atividades exclusivas a criação das agências regulatórias – classificadas pelos teóricos como um novo poder entre os poderes: . Até então.

em essência. à maior autonomia em relação à Administração Direta. executivas. Para elas se delegavam funções de cunho legislativo (função reguladora). e. voltados a monitorar a intervenção da Administração no domínio econômico. Meio Estado meio Sociedade. . A idéia que presidiu à criação dessas entidades era dotar o Estado de órgãos que possuíssem agilidade. que eles somente podem perder nas hipóteses expressamente previstas. Sua identidade é ainda precária. o caráter final de suas decisões. o judiciário. garantida pelo exercício de mandato fixo. que não são passíveis de apreciação por outros órgãos ou entidades da Administração Pública.. como se fossem um quarto poder emergente que anuncia uma maneira nova de olhar a coexistência entre os poderes tradicionais: o legislativo. 3. As funções das agências. a estabilidade de seus dirigentes. e judiciárias. especialidade e conhecimento técnico suficientes para o direcionamento de determinados setores da atividade econômica. dizendo respeito.. as agências estão sendo criadas como autarquias de regime especial por que: Sendo autarquias. em regra.] As agências reguladoras são. judicial (função contenciosa) e administrativo (função de fiscalização). por um lado. Marcos Augusto Perez (1998) sustenta que as agências: [. 1999). pessoas jurídicas de direito público. agora com nova roupagem e..2 Natureza e Função No plano jurídico formal. usurpam parte das funções típicas de cada um dos poderes tradicionais (NUNES. mas também através de função contenciosa e de fiscalização. híbridas de funções legislativas.50 Agências são entidades híbridas.. o executivo. daí a qualificação de “especial” que lhes é conferida pelas leis instituidoras. O regime especial vem definido nas respectivas leis instituidoras. as Agências Reguladoras no Brasil têm natureza igual às velhas e conhecidas autarquias. segundo a Professora Maria Sylvia Di Pietro (2000). organismos típicos do “estado de bem-estar”. São. sujeitam-se: às normas constitucionais que disciplinam esse tipo de entidade. de fato. atividade que realizam através do poder regulamentar que lhes é atribuído. segmentos estes que potencialmente representariam uma fonte de constantes problemas sociais. afastada a possibilidade de exoneração ad nutum. dotadas de um grau maior de independência em relação ao poder central. Quase na mesma linha da ilustre professora da USP. [.] foram concebidas como organismos independentes e autônomos em relação à estrutura tripartite de poderes estatais.

. nada acrescentando ao que lhes é inerente.. critica os atributos dessas novas entidades.] organismos constituídos pelo Poder Público. c) De fiscalização: seja pelo monitoramento das atividades reguladas ou pela aferição das condutas dos regulados.. autorizações. além de funcionar. as Agências reúnem os seguintes poderes: a) Normativo: comandos gerais para o setor regulado. afirmando que: [.51 Já para o Prof. . complementando a legislação existente. regulamentares e contratuais da atividade sob sua tutela. (2000). como instância decisória dos conflitos entre as empresas concessionárias e os usuários. nisto não há peculiaridade nenhuma. as agências reguladoras são: [. Assim. outorgar e rescindir os contratos de concessão. obedecendo às políticas públicas aplicáveis ao setor. injunções. Arnoldo Wald e Luiza Rangel Moraes (1999). para normatizar. são elementos intrínsecos à natureza de toda e qualquer autarquia. o que pode ocorrer é um grau mais ou menos intenso destes caracteres. ausência de subordinação hierárquica e autonomia administrativa..” Destoante e levemente cético em relação à suposta inovação que representaria essas agências. o Professor Celso Antonio Bandeira de Mello. de licenças. em muitos casos. bem como fiscalizar os serviços concedidos. No exercício de suas funções regulatórias.] independência administrativa. aplicar as normas legais. b) De outorga: emissão. com vistas a franquear ou interditar o exercício de uma atividade regulada a um particular. buscando impedir o descumprimento de regras ou objetivos regulatórios.

52 d) Sancionatório: aplicar advertências. f) De recomendação: subsidiar. recomendando medidas ou decisões a serem editadas no âmbito das políticas públicas. devem ser criadas por lei. embora no âmbito da cadeia econômica. fiscalização e decisão em caráter descentralizado no âmbito de determinado setor da atividade econômica e social de grande interesse público. 37. as quais. impermeável às injunções e oscilações típicas do processo político. trata-se de pessoas jurídicas de direito público. multas ou mesmo cassações de licenças e obrigar o particular a reparar um consumidor ou corrigir os efeitos de uma conduta lesiva a algum valor ou interesse tutelado pelo regulador. às quais são conferidas as funções de regulamentação. Por serem autarquias.3 Independência e controle A idéia fundamental que norteou o surgimento das agências reguladoras foi a de se criar um ente administrativo técnico altamente especializado e. XIX da Constituição Federal. consumidores isolados ou em grupos ou ainda de agentes econômicos que se relacionam com o setor regulado. sobretudo. Em razão do princípio da simetria. Em suma. e) De conciliação: conciliar ou mediar interesses de operadores regulados. sua extinção também só pode acontecer através de lei específica e por motivos de interesse público. 3. como . orientar ou informar o poder político. como determina o art. espécie do gênero autarquia.

concebeu-se um tipo de entidade que. A independência deve manifestar-se com relação a todos os interesses envolvidos com a atividade regulatória. é perante os órgãos do governo que a independência se mostra mais polêmica. e a ela é delegada a partir dos instrumentos jurídicos que as criaram. Mas esta independência só se concretiza se a agência detiver meios e instrumentos para exercer suas funções com rigor e transparência.53 se sabe. A independência orgânica serve para assegurar ampla autonomia no manejo dos instrumentos . Mas do ponto de vista jurídico e institucional. Para tanto. São elas: 1. influenciam sobremaneira as decisões dos órgãos situados na cadeia hierárquica da Administração. A independência das agências deve existir em duas dimensões distintas. Independência orgânica: no exercício das suas atividades-fim. embora mantendo algum tipo de vínculo com a Administração Central. que assegurem à sociedade que os objetivos da regulação continuam sendo públicos. A independência constitui um requisito essencial para as agências reguladoras. a Agência deverá dispor de mecanismos que evitem sua subordinação à vontade política do poder central para além das metas. mas que se complementam. tem em relação a ela um acentuado grau de autonomia. objetivos e princípios constantes das políticas públicas estabelecidas para o setor.

b) Autonomia financeira: garante que os recursos financeiros necessários à atividade da Agência não estarão subordinados à gestão do Tesouro. ocorre no caso da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) conforme artigo 7º. por exemplo. internamente. Ou seja. Isso evita contingenciamentos ou cortes orçamentários que sejam feitos para atender a objetivos de política monetária ou fiscal.427/96. c) Liberdade para organizar seus serviços: o órgão regulador é que determina. transformando-a num simulacro. alocando os recursos disponíveis nas atividades que o órgão entenda serem prioritárias e necessárias ao bom exercício de suas competências. como serão alocadas as competências e atribuições dos agentes para o exercício das atividades regulatórias. Inclui . Ela se traduz nos seguintes mecanismos: a) Autonomia de gestão: dotar a Agência da capacidade de organizar e gerir seus orçamentos. Independência administrativa: ou de gestão. 2. A pior captura que pode ocorrer a uma Agência é aquela que engessa suas funções por falta de meios adequados ao seu exercício. E também torna incompatível a previsão de contratos de gestão como.54 regulatórios e se compõe a partir da estabilidade dos dirigentes e da nãosubordinação hierárquica das Agências ao Poder Executivo central. da Lei nº 9. independerão da boa vontade do poder central. busca dotar o agente regulador de recursos e instrumentos a fim de que exerça suas atividades sem necessidade de recorrer ao poder central.

O princípio da legalidade. tido pelos doutrinadores como o início de tudo. pois não tem sentido que os dirigentes dos órgãos de regulação tenham estabilidade (mandatos . autonomia e independência não significam falta de controle ou liberdade total. ou seja. a liberdade de optar por firmar contratos ou convênios para obter o concurso de terceiros. Confrontar qualquer um deles configura desvio de finalidade e conseqüentemente abuso de poder. nas Agências haverá três ordens de regime de pessoal. Como qualquer outro órgão público. só é permitido ao agente ou administrador público aquelas condutas que estão previamente autorizadas pela lei. dependendo do ato. Isto significa a subordinação por conformidade do agente ou administrador público à lei. visando também os objetivos pré-definidos Este é o fundamento do Estado de Direito.só podem ser afastados por justa causa) e os demais agentes sejam demissíveis por ato de vontade. está claramente definido como obrigatório no Art. 37 da Carta Magna. ainda. quer (o que é pior) da Administração Central (governo). as Agências Reguladoras estão limitadas principalmente pelos princípios da Administração Pública. E. explicitamente ou implicitamente definidos na Constituição. Mas. d) Regime de pessoal compatível: em função da natureza das suas atividades. onde quem governa são as leis e não os homens. atitude inconcebível em um Estado democrático. diferente das pessoas de direito . para toda administração pública. quer dos dirigentes das Agências.55 a prerrogativa de organizar-se funcionalmente e de distribuir-se regionalmente. sendo motivo até de prisão segundo a nova lei de responsabilidade fiscal. e.

em que tudo que não é proibido é permitido. imparcialidade. celeridade. porém. quanto ao orçamento. para o agente público só é permitido o que está previamente autorizado na lei. as necessidades e as possibilidades do . impessoalidade.56 privado. Os órgãos encarregados de fiscalizar as ações das agências reguladoras são: O Poder Legislativo. pois quanto mais as Agências dominarem os códigos. não nos demoraremos. Mais até que o legislador. aí incluidos principalmente os ordenamentos constitucionais. mas servidores da lei – estão intensamente subordinados à Constituição. Para que não haja um desvio de finalidade. enquanto desempenham suas relevantes funções. por meio dos tribunais de contas. O desempenho administrativo público está inteiramente subordinado à norma jurídica. quanto ao cumprimento dos Contratos de Gestão. ao elaborar a lei. obviamente. que pode ser acionado pelo Ministério Público. moralidade e economicidade. É a ela. O que queremos enfatizar é que não é só ele que deve fazê-lo. finalidade. deve. como tal. publicidade. Ou seja. antes da própria lei. em demonstrar esta acaciana verdade. o administrador público e o juiz – por não serem senhores. estão sujeitas a todos os princípios constitucionais da administração pública tais como: legalidade. obedecer à Constituição. e O Poder Judiciário. um dos requisitos fundamentais para legitimar a regulação é a capacidade técnica do órgão regulador. razoabilidade. O Poder Executivo. inclusive a seus magnos princípios. o que é claramente definido por Carrazza (1986): O legislador. as Agências Reguladoras devem seguir estritamente as leis e. quanto ao cumprimento do principio da legalidade. que devem mirar.

mas não de maneira impositiva e sim mediante critérios de mediação. muitas vezes as pressões que recaem sobre os governantes levam à necessidade de dar respostas rápidas à demanda da mídia ou de setores da sociedade. . objetivo do qual não se pode descurar. A capacitação técnica deve ser perseguida já no recrutamento de dirigentes e funcionários. a menos que se opte por rupturas institucionais. as Agências Reguladoras não foram criadas com o intuito de subtrair dos governantes eleitos a prerrogativa de interferir nas políticas públicas. dispondo de meios e instrumentos não só para exigir dos regulados informações e conhecimentos. com contratos firmados. mas existem interesses e direitos dos operadores privados atuantes no setor. eventualmente. conhecimento técnico e. mais a regulação será eficiente e menores serão os problemas de comunicação entre regulador e regulados. sob pena de sérios prejuízos para a própria sociedade. o que não guarda muita relação com um regime democrático. Pois. Ademais. consultorias e pesquisas a seu pessoal. Neste novo contexto de transformações no papel do Estado e da intervenção regulatória. E há a própria preservação do sistema regulado. para que ele seja permanentemente incentivado e treinado. experiência no setor regulado.57 setor regulado. levando em consideração capacidade específica. como também disponibilizar estudos. licenças expedidas e investimentos já realizados que devem ser respeitados. ponderação e prudência. a Agência deve manter-se permanentemente atualizada e informada. como também os interesses de grupos de consumidores mais organizados ou mobiliados.

. As associadas a hospitais filantrópicos. o seu objetivo é demonstrar o contexto de criação e estrutura da ANS. Este capitulo tem esta função. com rede própria crescente. Cooperativas – Além dos serviços dos próprios cooperados. o setor de saúde suplementar atuou por mais de 30 anos sem nenhum tipo de controle do Estado e conseqüentemente sem nenhum tipo de registro formal de suas atividades que pudesse subsidiar o conhecimento sobre este mercado. Medicina de Grupo – Opera com os chamados convênios médicohospitalares. análise e avaliação dos dados a que se propôs. em que podem ser identificados três diferentes tipos: As operadoras que não possuem rede própria. operam os chamados convênios médico-hospitalares.58 4 A AGÊNCIA NACIONAL DE SAÚDE SUPLEMENTAR – ANS Uma dissertação só se completa com o capítulo de levantamento. Mesmo sendo um setor formado por quatro importantes segmentos de prestação de seguro saúde como: I. II. Sendo assim.1 O histórico da regulação da saúde complementar no Brasil e a Criação da ANS Antes da criação da ANS. 4. os contratos de gestão assinados com o Ministério da Saúde e os respectivos relatórios de resultado apresentados como prestação de contas dos indicadores contratados. As que possuem rede própria.

igualmente subdivididas entre aquelas que operam a assistência através de departamentos próprios dessas companhias e aquelas que a operam através de entidades vinculadas. confiáveis e sistematizadas. Este foi um dos maiores problemas enfrentados nas definições das políticas.públicas e privadas – ou a sindicatos e associações. até a criação da ANS. sujeito à regulamentação específica. que deram idéia da representatividade econômica do setor foram os dados quantitativos fornecidos pelas entidades representativas das operadoras. o que resultou em uma ausência de informações seguras. vinculado a empresas . Seguradoras – Além do seguro-saúde propriamente dito.59 III. conforme as tabelas a seguir. e IV. Fora da esfera de controle do Estado. agiu segundo sua própria lógica e estabelecendo suas próprias regras. praticamente sem a interferência governamental. operam produtos com todas as características de planos privados de assistência à saúde na forma da legislação. Sendo que as únicas informações. o setor privado de assistência suplementar à saúde. e mesmo influenciando a vida de aproximadamente um quarto da população brasileira e movimentando recursos anuais estimados em 23 bilhões de reais. Autogestão – Sistema fechado com público específico. São eles: . indicadores e metas.

60 .

Outro fato relevante foi a elaboração do Código de Defesa do Consumidor. por entidades médicas. e as cláusulas abusivas dos contratos. e pelos próprios usuários dos planos de saúde. que deu origem ao PROCON. por órgãos de defesa do consumidor. As principais reclamações referiam-se aos reajustes das mensalidades. Dessa forma a proposta de regulamentação da saúde suplementar veio se avolumando e sendo pautada. órgão que passou a receber um volume relevante de queixas de consumidores em relação aos planos de saúde. dando início a crescentes conflitos entre a sociedade e as empresas de saúde privada. por instâncias governamentais. as restrições da assistência que excluíam doenças e procedimentos.61 Mesmo sendo um setor com a representatividade demonstrada nos quadros acima. a necessidade de regulação surgiu frente às denúncias de negação de atendimento. desde o início da década de 90. em 1990. . aumento abusivo dos preços dos planos e seguros de saúde e a falência da Golden Cross.

paralelamente. passando a ter 36 artigos. Até agosto de 1997. 5. Em fevereiro de 1994.RJ.que apresentou uma versão preliminar para discussão. o Senado aprovou o projeto 93/93 do então senador Ira Saraiva. controle e fiscalização das atividades de assistência suplementar à saúde. Em setembro de 1996. 2. com sede e foro na cidade do Rio de Janeiro . de 28 de janeiro de 2000. e atuação. das quais somente 13 foram aceitas e incorporadas ao projeto de Lei 4425/94.Saúde. mas isto só ocorreu após alguns anos de discussão e os seguintes passos: 1. O projeto seguiu para a Câmara dos Deputados. como o órgão de regulação. Justiça e Fazenda . O substitutivo foi apresentado pelo relator deputado Pinheiro Landim.62 Foi nesse contexto que surgiu a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) com o objetivo técnico-político de garantir aos usuários dos planos privados de saúde uma assistência responsável e solidária por parte das empresas operadoras desses serviços. criou um grupo de trabalho interministerial . normatização. A Agência Nacional de Saúde Suplementar – ANS passou a regular o chamando setor de assistência à saúde suplementar. 6. O governo. foi criada uma comissão para examinar o assunto. 3. após longo tempo ausente da pauta de debates. 4. foram apresentados 24 novos projetos e 131 emendas. Criada pela Lei 9961. como uma autarquia sob o regime especial vinculada ao Ministério da Saúde. contendo apenas três artigos. . recebendo o nº 4425/94. em todo o território nacional.

10. do Presidente da República. foi proposta a redação final do projeto.DESAS. 2477. o “poder fiscalizador”. que. sem vetos.saúde.Superintendência Nacional de Seguros Privados. A Lei entrou em vigor em 03 de setembro de 1998. o plenário da Câmara votou o substitutivo. A medicina de grupo era delegada ao CONANGE . Foi criado o Departamento de Saúde Suplementar . Os planos de saúde vinculados às UNIMED’s eram “regulados”. desde 1971. 8. era o órgão “regulador” dos seguros . onde participaram representantes de órgãos e entidades envolvidas. pelo Decreto nº. pela legislação existente para as cooperativas. então sob controle do Ministério da Agricultura. Após várias audiências públicas. começando. o projeto tornou-se a Lei nº. o processo de sua regulamentação. 9. as relações entre o Estado e o mercado de saúde suplementar no Brasil estavam assim definidas: A SUSEP . Em 14 de outubro de 1997. por decreto presidencial. e três abstenções. com 306 votos a favor. . 11.Conselho Nacional de Auto Regulamentação das Empresas de Medicina de Grupo. desde 1966. Em 03 de junho de 1998.63 7. então. sendo nomeado seu diretor. de 28 de janeiro de 1998. com a sanção. com as atribuições de fiscalizar as contas. os contratos e o equilíbrio financeiro das empresas. noventa dias apôs sua publicação. 9656. 100 contra. Segundo Costa (2000) antes dos passos e da legislação específica acima citada.

de acordo com parâmetros e diretrizes gerais fixados conjuntamente pelos Ministérios da Fazenda e da Saúde. inclusive quanto às suas relações com prestadores e consumidores. patrimonial e de gestão de recursos humanos. Estabelecer critérios de aferição e controle da qualidade dos serviços oferecidos pelas operadoras de planos privados de assistência à saúde. Em síntese. autonomia nas suas decisões técnicas e mandato fixo de seus dirigentes. regulando as operadoras setoriais. Estabelecer parâmetros e indicadores de qualidade e de cobertura em assistência à saúde para os serviços próprios e de terceiros oferecidos pelas operadoras. Fiscalizar as atividades das operadoras de planos privados de assistência à saúde e zelar pelo cumprimento das normas atinentes ao seu funcionamento. Tem por finalidade institucional promover a defesa do interesse público na assistência suplementar à saúde. . financeira. Autorizar reajustes e revisões das contraprestações pecuniárias dos planos privados de assistência à saúde.64 A natureza de autarquia especial conferida à ANS é caracterizada pela autonomia administrativa. compete à ANS: Propor políticas e diretrizes gerais para a regulação do setor de saúde suplementar.

e de sua regulamentação.65 Avaliar a capacidade técnica operacional das operadoras de planos privados de assistência à saúde para garantir a compatibilidade da cobertura oferecida com os recursos disponíveis na área geográfica de abrangência. de 1998. de 1998. a lei criadora da ANS criou uma Diretoria Colegiada composta por cinco Diretores. estruturada da seguinte forma: 1. inclusive dos processos de intervenção e liquidação. relativos à prestação de serviços médicos e hospitalares no âmbito da saúde suplementar. registro e monitoramento do funcionamento das operadoras (empresas).656. sendo um deles o seu Diretor-Presidente.Responsáveis pela normatização.656. . Articular-se com os órgãos de defesa do consumidor visando a eficácia da proteção e defesa do consumidor de serviços privados de assistência à saúde. e de sua regulamentação. Diretoria de Normas e Habilitação das Operadoras . Aplicar as penalidades pelo descumprimento da Lei no 9. Fiscalizar aspectos concernentes às coberturas e o cumprimento da legislação referente aos aspectos sanitários e epidemiológicos. Fiscalizar o cumprimento das disposições da Lei no 9. Como desenho organizacional.

informática e informação). além de unidades especializadas incumbidas de diferentes funções. inclusive as autorizações de reajuste de contratos individuais e familiares. Diretoria de Desenvolvimento Setorial . Diretoria de Gestão .Responsável pela normatização. 5. 4. 3. recursos humanos.Responsável por todo o processo de fiscalização. registro e monitoramento dos produtos (planos de saúde).Responsável pelo sistema de ressarcimento ao SUS e pelo desenvolvimento de instrumentos que viabilizem a melhoria da qualidade e o aumento da competitividade do setor. Conta também com um Procurador.Responsável pelo sistema de gerenciamento (recursos financeiros. além do apoio ao consumidor e articulação com os órgãos de defesa do consumidor. Diretoria de Normas e Habilitação de Produtos . . tanto dos aspectos econômico-financeiros quanto dos aspectos médicoassistenciais.66 2. um Corregedor e um Ouvidor. Diretoria de Fiscalização . de acordo com o regimento interno. suprimentos.

67 Atualmente a ANS conta com o seguinte Organograma: .

3. e muitas vezes equivocado. a clara definição das funções regulatórias foi um grande desafio para a equipe técnica encarregada de formular os indicadores para avaliação do desempenho da agência. Favorecimento do direito dos consumidores. 5. empresas e prestadores. tendo como um dos objetivos. Por isso. mediante o estabelecimento de diretrizes estratégicas. para que a administração pública gerencial seja implementada na ANS.68 De acordo com os objetivos da PDRAE. Uma dessas ações prioritárias refere-se ao estabelecimento de canais de comunicação entre consumidores. . Participação da sociedade. a pactuacão de resultados com a finalidade de permitir a avaliação objetiva do desempenho da ANS. O nível de informação e entendimento sobre o setor de saúde suplementar até a criação da ANS era pouco consistente. A política regulatória no setor saúde pressupõe: 1. através de um relacionamento permanente e transparente com a ANS. 4. ações e indicadores. 2. cujo primeiro documento foi firmado em 21/12/2000 com o Ministério da Saúde. esta deve ser submetida ao Contrato de Gestão (instrumento técnico e político). Conduta responsável das empresas do setor. A combinação de estratégias coercitivas e cooperativas. 6. Interface com o SUS (Sistema Único de Saúde) para gerar soluções compartilhadas. Transparência no processo decisório.

autonomia esta caracterizada principalmente pelo mandato fixo de seus dirigentes.656/98 (lei dos planos de saúde). patrimonial e de gestão de recursos humanos. de 29 de agosto de 2001. de 24/08/01). A ANS celebrou. como também no seu artigo 2º. lei n° 9. O Contrato de Gestão 2000/2001 caracterizou-se pela diversidade e complexidade de suas Ações Prioritárias e pela pluralidade de suas respectivas metas.185/01 (transformação das seguradoras em segu radoras especializadas em saúde). de 28 de janeiro de 2000 criou a Agência Nacional de Saúde Suplementar . dois Contratos de Gestão com o Ministério da Saúde. desde sua criação.69 4. 14 impôs o contrato de gestão. como instrumento obrigatório e definidor dos indicadores de avaliação de resultados. ficou definida a Sistemática de Acompanhamento e Avaliação do Desempenho da ANS.961/00 (criação da ANS) e a lei n° 10. Med ida Provisória n° 1. E em uma Portaria Conjunta entre o Ministério da Saúde e a ANS.ANS e determinou para ela independência nas suas decisões técnicas e autonomia administrativa. que estavam intimamente relacionadas com o marco regulatório formado pela lei n° 9.2 Os Contratos de Gestão assinados entre a ANS e o Ministério da Saúde e os respectivos Relatórios de resultados A Lei nº 9961.177-44. constituiu a . No seu Art. financeira. da atuação administrativa e do desempenho da Agência. são eles: o Contrato de Gestão 2000/2001 e o Contrato de Gestão 2002/2004. a ser assinado com o Ministério da Saúde.665/98 (atual Medida Provisória n° 2. a de nº 119. após aprovação do Conselho de Saúde Suplementar – CONSU.

70 Comissão de Acompanhamento e Avaliação com a finalidade de subsidiar o Ministério da Saúde no acompanhamento e na avaliação da execução do Contrato de Gestão com a ANS. Mas a palavra final sobre o . este sem direito a voto quando se trata da avaliação sobre o cumprimento ou não das metas e resultados do contrato de gestão. Na Sistemática de Acompanhamento estão definidos os critérios: qualitativos e quantitativos. e tem como objetivo principal promover a análise da execução das metas e dos indicadores globais. que vão corroborar a análise da comissão quanto à execução das metas consideradas individualmente. A análise. um representante do Ministério do Planejamento. em caso de parecer favorável. 119 tem a seguinte composição: dois representantes do Ministério da Saúde (um da Secretaria Executiva e com a função de coordenação. bem como a avaliação do desempenho da ANS. Orçamento e Gestão e um representante da ANS. ainda conforme a portaria conjunta. as recomendações e as conclusões da comissão devem ser consignadas em relatório que. para efeito de certificação ou não do cumprimento do contrato. deveria obrigar-se a disponibilizar para a comissão de acompanhamento e avaliação todas as informações e dados imprescindíveis para o exercício de suas funções e atribuições. com base na comparação entre os quantitativos pactuados e os resultados verificados. emitindo um relatório analítico de acompanhamento na execução das metas e indicadores globais. assim como no seu conjunto. A ANS. conterá também um certificado de cumprimento contratual do desempenho técnico-administrativo. A comissão de acompanhamento e avaliação de desempenho proposta pela portaria conjunta de No. e outro da Secretaria de Atenção à Saúde/SAS).

assistenciais e econômico .71 cumprimento ou não do contrato de gestão compete exclusivamente ao Ministério da Saúde.financeiros das operadoras e dos produtos. a Portaria Conjunta MS/ANS No. com foco principalmente em: Estabelecer e implantar 100% das normas definidas em lei. Para o Contrato de Gestão 2000/2001. fosse de 75% (setenta e cinco por cento) de metas plena ou parcialmente cumpridas. O contrato de gestão referente ao biênio 2000/2001 destacou-se principalmente por um conjunto de ações e metas básicas de implantação estrutural e normalização do setor. exigido conforme a mesma portaria conjunta. 119 definiu os seguintes percentuais de execução e cumprimento das metas individualmente consideradas quanto ao seu cumprimento ou não: Sendo que a comissão de acompanhamento e avaliação só podia emitir o certificado de cumprimento do contrato se o índice global mínimo de avaliação do cumprimento do conjunto das metas. Desenvolver e implantar os monitoramentos técnicos. .

divididos em três anexos. Implantar sistema de arrecadação da taxa de saúde suplementar. teve como objeto a pactuação de resultados com a finalidade de permitir a avaliação objetiva do desempenho da ANS. Anexo II – Ações Prioritárias e Respectivas Metas. Implantar sistema de informação. . mediante o estabelecimento de diretrizes estratégicas. ações e indicadores de desempenho. Anexo III – Indicadores Globais e Ações para Operacionalizá-los. mediante Termo Aditivo. Elaborar planejamento estratégico. e.72 Implantar e controlar o processo de ressarcimento ao SUS. posteriormente prorrogada para 31 de dezembro de 2001. Atualizar cadastro dos consumidores. e do grau de credibilidade e de confiabilidade dos consumidores quanto ao papel da ANS. das operadoras e dos planos privados. Este primeiro contrato de gestão celebrado entre a ANS e o Ministério da Saúde em 21 de dezembro de 2000. assim definidos: Anexo I – Diretrizes Estratégicas para Gestão da ANS. Aprimorar processos de fiscalização. Realizar estudos e pesquisas para determinação do grau de conhecimento dos consumidores quanto aos seus direitos básicos. com vigência inicial até 30 de junho de 2001.

o direito e a defesa dos seus interesses no tocante à assistência privada à saúde. aos agentes do Sistema Único de Saúde e. a vinculação da assistência e dos preços às condições de saúde e idade. Nesse sentido. de fato. Garantir o equilíbrio e a manutenção da estabilidade do setor. 2. operação e saída das operadoras do setor.73 O Anexo I estabelecia os parâmetros para a atuação da ANS ao desenvolver as ações em busca das metas estabelecidas nos Anexos II e III. Ampliar a capacidade efetiva de participação dos consumidores no setor. assegurando aos consumidores o acesso. aos prestadores de serviço. Garantir o equilíbrio das informações a todos os participantes do setor. principalmente. todas as ações que foram implantadas tinham como pilares básicos as três Diretrizes Estratégicas para Gestão da ANS. que são: 1. ou seja. O relatório de avaliação do cumprimento de metas emitiu o seguinte relatório: . impedindo ou restringindo. estabelecidas no Anexo I. 3. estabelecendo e controlando os padrões de entrada. assegurando e aperfeiçoando as coberturas ofertadas. às operadoras. aos consumidores.

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75 .

a meta 12. que trata da definição e da implantação do modelo de gestão da documentação e está relacionada à ação de estruturação da ANS. com destaque para a meta 12. a meta 12.1 de instalação da sede da Agência. As 26 metas restantes. de capacitação de recursos humanos.2 de implantação da metodologia de avaliação da qualidade dos serviços.5.6. alcançaram índice de execução que variou de 90% a 99%. a meta 12. e que quatro metas tiveram sua execução parcialmente cumprida: a meta 5. que representam cerca de 85% das metas do Anexo II. e a meta 12.3 de suporte logístico. apenas uma meta não foi cumprida. sendo que nove delas foram integralmente cumpridas.4 de contratação de recursos humanos. A execução das metas relacionadas aos indicadores globais alcançou 75% de realização e corresponde ao cumprimento integral da divulgação dos resultados da pesquisa e . patrimonial e de informática.76 Segundo o relatório final do contrato de gestão 2000/2001 na avaliação do cumprimento das 31 metas do Anexo II. que superou o percentual fixado no contrato.

com indicadores de desempenho mensurando as ações de consolidação do modelo de regulação do . sob a ótica quantitativa. O segundo contrato. cerca de 81% (oitenta e um por cento) do conjunto de metas obtiveram índices de execução iguais ou superiores a 90% (noventa por cento). de acordo com os critérios estabelecidos na Sistemática de Avaliação. A meta relacionada ao indicador de Qualidade de Atendimento não foi cumprida no prazo. pois a Agência ainda não dispõe de série estatística de 12 meses do DISQUE . . Contrato de Gestão 2002/2004.com o objetivo principal de promover a avaliação do desempenho para o triênio. As metas de regulação.. dada a impossibilidade de agir simultaneamente em todas as frentes por conta de carências diversas típicas de uma instituição em fase de construção e consolidação. que foi inaugurado em 16/07/2001. O Relatório da Comissão de Acompanhamento e Avaliação do Contrato de Gestão recomendou ao Ministério da Saúde que aprovasse o desempenho da ANS para o biênio 2000/2001.ANS. significando que. estabelecendo diretrizes estratégicas. O resultado alcançado pelo conjunto de metas dos indicadores globais representa meta parcialmente cumprida. . monitoramento e controle do mercado avançaram mais que algumas metas referentes à área de gestão.. foi celebrado entre a ANS e o Ministério da Saúde em 10 de abril de 2002 -sendo que sua aprovação pelo Conselho de Saúde Suplementar – CONSU somente ocorreu no dia 2 de abril do mesmo ano . pois. poderia ser atestado o cumprimento satisfatório do que foi definido no contrato de gestão..77 do estabelecimento do plano de ação para melhoria dos resultados apurados.fato que evidencia a efetiva priorização de atividades finalísticas pela Diretoria Colegiada.

Elevar a confiabilidade e a credibilidade institucional. Confrontado com o primeiro contrato 2000/2001 em que as metas relativas à infra-estrutura corresponderam a 47% (15 em 32 metas) do total. a um preço justo. com garantias assistenciais. sem abandonar de todo a . no contrato 2002/2004 41% (7 em 17 metas). promovendo o acesso. são mais concisos e enfatizam a consolidação e o monitoramento do modelo regulador. estimulando a ampliação das coberturas ofertadas e possibilitando o acesso à saúde suplementar.78 setor e da infra-estrutura do órgão de regulação. operação e saída das operadoras. visando a melhoria das condições de saúde da população. As diretrizes estratégicas norteadoras da atuação técnico-administrativa da ANS para o triênio considerado são as seguintes: Regular o setor para a prestação de serviços de qualidade. critérios e indicadores de desempenho. e o acompanhamento e fiscalização do cumprimento da regulamentação (monitoramento do modelo de regulação). Promover a competitividade saudável. o direito e a defesa dos interesses dos usuários no tocante à assistência privada à saúde. e Contribuir para o fortalecimento do SUS. zelando pela manutenção da estabilidade do setor e estabelecendo e controlando padrões de entrada. o que pode ser constatado é que a definição das metas.

com a qual foi criada uma nova Comissão de Acompanhamento e Avaliação do Desempenho da ANS interministerial. de 23 de outubro de 2002.79 questão da infra-estrutura organizacional. Foram também estabelecidos os seguintes critérios para avaliação da execução das metas e desempenho: Das diretrizes estratégicas institucionais derivaram dezessete indicadores de desempenho. diferente do que ocorreu com o contrato 2000/2001. mas destinando a esta um peso menor. Orçamento e Gestão e 1 representante da Agência Nacional de Saúde Suplementar. A sistemática de avaliação do contrato 2002/2004 foi estabelecido pela Portaria Conjunta ANS/MS nº 6. sendo três indicadores relativos à consolidação do modelo de . 1 representante do Ministério do Planejamento. Um outro aspecto diz respeito à forma de apuração dos indicadores que em sua maioria estão expressos em termos comparativos ou relativos. composta por: 2 representantes do Ministério da Saúde.

O Relatório da Execução do Contrato de Gestão 2002-2004 só emitiu avaliação para o biênio 2002/2003.80 regulação para o setor. até a presente data não foi feita uma avaliação do ano de 2004. e mesmo este relatório bienal não foi avaliado pela . e sete indicadores relacionados à consolidação da infra-estrutura do órgão regulador. com vigência para o ano 2005. sete indicadores operacionais destinados ao monitoramento do modelo regulatório adotado. Mesmo com a assinatura de um novo contrato em 31/12/2004. dotando-o de condições físicas e materiais para o seu pleno funcionamento.

81 Comissão de Acompanhamento e Avaliação do Desempenho da ANS. pois não houve designação formal dos novos integrantes. . instituída pela Portaria MS/ANS n. 4 indicadores de desempenho atingiram a meta bienal e 6 indicadores superaram o índice de execução certificador de cumprimento de meta. Desta forma. por parte do Ministério da Saúde como pelo Ministério do Orçamento.º 6 / 2002. Planejamento e Gestão. este Relatório elaborado pela ANS é Parcial e apresenta a seguinte evolução mensal: Em uma avaliação do biênio 2002/2003 para execução do Contrato de Gestão 2002/2004 o desempenho quanto ao cumprimento das metas dos indicadores ficou assim dividido: 5 indicadores superaram a meta bienal.

o gráfico a seguir demonstra a evolução desse índice: Fonte: Relatório da Execução do Contrato de Gestão 2002/2004 ANS Um fato relevante foi a não emissão do parecer de avaliação do contrato de gestão de 2002/2004. o que mostra descaso e a falta de importância dada pelo núcleo estratégico aos resultados apresentados pela agência. 5 CONCLUSÃO .82 Ou seja. instituída pela Portaria MS/ANS n. pela não indicação formal por parte do Ministério da Saúde e do Ministério do Orçamento. o índice global de execução do contrato de gestão alcançou 100% de cumprimento da meta bienal.º 6/2002. Planejamento e Gestão dos novos integrantes para a Comissão de Acompanhamento e Avaliação do Desempenho da ANS. responsável pela emissão do parecer de avaliação dos resultados do Contrato de Gestão 2002/2004.

natureza e independência . e. e as agências reguladoras com suas origens.83 Esta dissertação teve como objetivo geral avaliar a implementação do novo paradigma pós-burocrático proposto pelo Plano Diretor de Reforma do Aparelho do Estado a partir da analise dos contratos de gestão assinados entre a ANS e o Ministério da Saúde. Da pesquisa teórica levantou-se o conceito de dois novos institutos introduzidos no ordenamento jurídico brasileiro pelo PDRAE. fundamentais para a implementação da gestão pública gerencial: o contrato de gestão e sua fundamentação como forma de controle de resultados. sua estrutura e uma avaliação dos . por fim. primeiramente. suas formas de administração. E. com sua proposta de modernização propondo implantar o novo paradigma pós – burocrático e o confronto deste com o modelo clássico de burocracia de Max Weber. e dos respectivos relatórios de resultados. com o intuito de confrontar com os marcos teórico e legal que efetivam a criação da ANS e a regulação do setor de saúde suplementar. de propriedade e seus objetivos. Foram levantadas também as definições que o PDRAE atribuiu aos setores do Aparelho do Estado. em especial. efetuou . foi feito um estudo abordando as reformas do Estado no Brasil desde os anos 30 até chegar ao PDRAE em 1995. o setor das atividades exclusivas.se um levantamento histórico da regulação do setor de saúde suplementar até a criação da ANS. funções. Para alcançar o objetivo proposto.

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contratos de gestão assinados com o Ministério da Saúde, confrontados com os respectivos relatórios de execução dos contratos.

No capítulo introdutório foi colocada a seguinte questão: Até que ponto é possível verificar se a gestão pública gerencial preconizada no PDRAE, vem sendo implementada na ANS? Este estudo evidenciou que, como um órgão enquadrado no setor das Atividades Exclusivas e com a função de executar as políticas públicas, a Agência Nacional de Saúde Suplementar ANS,

estruturalmente e legalmente, foi constituída de acordo com os conceitos e objetivos traçados no PDRAE.

Mas, quanto à gestão por resultados, fundamento da administração pública gerencial, não vem sendo efetivamente implementada, não por falta de estrutura organizacional ou jurídica, mas sim por uma atitude que caracterizou a falta de interesse em avaliar os resultados, que foi a não designação formal dos novos integrantes, por parte do Ministério da Saúde e do Ministério do Orçamento, Planejamento e Gestão para a Comissão de Acompanhamento e Avaliação do Desempenho da ANS, instituída pela Portaria conjunta MS/ANS n.º 6/2002, o que resultou na falta de um parecer que certificaria o cumprimento do Contrato de Gestão de 2002/2004.

Como primeiro objetivo específico, este trabalho tenta entender a formulação do PDRAE e o paradigma pós-burocrático preconizado por ele, à luz das reformas administrativas ocorridas na administração pública brasileira. No relato histórico das

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reformas administrativas efetuado no capítulo segundo, pode-se encontrar indícios de que a administração pública gerencial proposta no PDRAE possa ser uma retomada das mudanças que vinham ocorrendo antes da promulgação da Constituição 1988.

E, confrontando - se os fundamentos do paradigma pós – burocrático com a gestão burocrática de Weber, a principal e mais significativa diferença está na mudança do foco do controle, que sai do processo e vai para o resultado, o que acarreta uma maior liberdade de ação e discricionariedade para o gestor público.

O segundo objetivo específico busca entender a função e a criação das Agências Reguladoras pelo Plano Diretor de Reforma do Aparelho do Estado. Isto foi feito a partir da analise da definição de aparelho do Estado, seus setores, suas formas de propriedade e seus objetivos, quando se verifica que a criação das agências reguladoras significou um desmembramento do poder central, em uma autarquia especial, tecnicamente especializada no setor regulado e com independência fundamentada principalmente na estabilidade de mandados fixos dos seus dirigentes.

A delegação de autonomia e independência para as agências reguladoras não teve o intuito de subtrair dos governantes eleitos a prerrogativa de interferir nas políticas públicas, mas sim na maneira como esta interferência deve ser feita por critérios de mediação, ponderação e prudência e não imposição.

Pois muitas vezes as pressões que recaem sobre os governantes levam à necessidade de dar respostas rápidas à demanda de setores da sociedade, mas

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existem interesses e direitos dos operadores privados atuantes no setor, com contratos firmados, licenças expedidas e investimentos já realizados que devem ser respeitados, a menos que se opte por rupturas institucionais, o que não guarda muita relação com um regime democrático, como também os interesses de grupos de consumidores mais organizados ou mobiliados. E há a própria preservação do sistema regulado, objetivo do qual não se pode descurar, sob pena de sérios prejuízos para a própria sociedade.

Como objetivo específico de numero três, a pesquisa pretendeu avaliar a estrutura e o funcionamento da ANS com relação às propostas do PDRAE, especificamente no que tange os contratos de gestão como forma de controle de resultados. Em razão disto foi feita uma avaliação da formação e estruturação da regulação do setor de saúde suplementar no Brasil com a criação da ANS; dos contratos de gestão assinados entre esta e o Ministério da Saúde; e dos índices e metodologias de avaliação e acompanhamento dos resultados da ANS pelo Ministério da Saúde.

Pode-se concluir que, mesmo tendo todo o embasamento legal para cobrar o cumprimento das metas, confrontando todos os indicadores e objetivos estratégicos com as políticas públicas do poder central contratadas nos contratos de gestão (podendo até destituir a diretoria da ANS), o Ministério da Saúde, quando não nomeou o seu representante para emitir o parecer de cumprimento do contrato de gestão 2002/2004 demonstrou um descaso pela importância da cobrança dos resultados.

E o usuário é. sem dúvida. . os prestadores de serviço e o SUS. as operadoras. deve-se considerar que o mercado de assistência suplementar à saúde é imperfeito e. o segmento mais vulnerável. Mas. para que isto ocorra é fundamental que o Ministério da Saúde. duplamente atingido pela assimetria que caracteriza o setor. inclua indicadores de desempenho que concretizem suas políticas e cobrem os resultados. os consumidores. não pode ser um mercado livre. e sim regulado. porque estas relações são tecnicamente definidas pelas próprias operadoras. pois não tem domínio sobre o produto a ser consumido e tampouco sobre sua relação com as operadoras de quem adquiriu os serviços. A interferência governamental é fundamental para garantir a prevalência do interesse social e a busca do equilíbrio entre os agentes do mercado. A ANS é a poderosa ferramenta de ação e execução de políticas públicas para agir nesse mercado de serviços de saúde suplementar tanto na sua dimensão econômico-financeira como na dimensão social. e isso deve estar absolutamente claro para todos que se dispuserem a investir nele. ao qual está subordinada. como tal.87 Para concluir.

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961 DE 28 DE JANEIRO DE 2000.propor políticas e diretrizes gerais ao Conselho Nacional de Saúde Suplementar Consu para a regulação do setor de saúde suplementar. o o . com a publicação de seu regimento interno. fixar-lhe a estrutura organizacional básica. autonomia nas suas decisões técnicas e mandato fixo de seus dirigentes. de 3 de junho de 1998. V . devendo o seu regulamento. pela diretoria colegiada. 4o Compete à ANS: I .estabelecer normas para ressarcimento ao Sistema Único de Saúde . II . inclusive quanto às suas relações com prestadores e consumidores.estabelecer as características gerais dos instrumentos contratuais utilizados na atividade das operadoras. IV . com sede e foro na cidade do Rio de Janeiro . prazo de duração indeterminado e atuação em todo o território nacional. Parágrafo único. III . 2o Caberá ao Poder Executivo instalar a ANS. Cria a Agência Nacional de Saúde Suplementar – ANS e dá outras providências.fixar critérios para os procedimentos de credenciamento e descredenciamento de prestadores de serviço às operadoras.RJ. que constituirão referência básica para os fins do disposto na Lei no 9.SUS. Parágrafo único. normatização.estabelecer parâmetros e indicadores de qualidade e de cobertura em assistência à saúde para os serviços próprios e de terceiros oferecidos pelas operadoras. patrimonial e de gestão de recursos humanos. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei: CAPÍTULO I DA CRIAÇÃO E DA COMPETÊNCIA Art. aprovado por decreto do Presidente da República. e suas excepcionalidades. ficará a autarquia. financeira. automaticamente.elaborar o rol de procedimentos e eventos em saúde. 1 É criada a Agência Nacional de Saúde Suplementar – ANS. como órgão de regulação. investida no exercício de suas atribuições. VI . vinculada ao Ministério da Saúde. autarquia sob o regime especial.LEI N 9. regulando as operadoras setoriais.656. contribuindo para o desenvolvimento das ações de saúde no País. Constituída a ANS. controle e fiscalização das atividades que garantam a assistência suplementar à saúde.94 ANEXO A . Art. Art. Art. A natureza de autarquia especial conferida à ANS é caracterizada por autonomia administrativa. 3o A ANS terá por finalidade institucional promover a defesa do interesse público na assistência suplementar à saúde.

de mecanismos de regulação do uso dos serviços de saúde. XVII .656.estabelecer normas. de 24 de agosto de 2001). XIX .177-44. e respectivos componentes e insumos. responsabilidades.monitorar a evolução dos preços de planos de assistência à saúde. XXI . XIII . (Redação dada pela MP nº 2. 1o da Lei no 9.95 VII .autorizar o registro dos planos privados de assistência à saúde. de caráter consultivo. XVI . VIII . de forma a subsidiar suas decisões.estabelecer normas relativas à adoção e utilização. XII . incorporação.estabelecer normas para registro dos produtos definidos no inciso I e no § 1o do art.656. de 1998. XI . XV . de 1998.656. obrigações e normas de procedimento o para garantia dos direitos assegurados nos arts. XIV . o .884. observando as suas peculiaridades.normatizar os conceitos de doença e lesão preexistentes. sem prejuízo do disposto na Lei nº 8. XVIII . de 1998. IX . 30 e 31 da Lei n 9. (Redação dada pela MP nº 2. XXIII .177-44. X .estabelecer critérios de aferição e controle da qualidade dos serviços oferecidos pelas operadoras de planos privados de assistência à saúde. de 11 de junho de 1994.definir. para fins de aplicação da Lei n 9. XXII .estabelecer critérios. com vistas à homologação de reajustes e revisões. referenciados. sejam eles próprios. rotinas e procedimentos para concessão. alteração ou transferência do controle societário. pelas operadoras de planos de assistência à saúde. fusão. seus prestadores de serviços.fiscalizar as atividades das operadoras de planos privados de assistência à saúde e zelar pelo cumprimento das normas atinentes ao seu funcionamento. manutenção e cancelamento de registro dos produtos das operadoras de planos privados de assistência à saúde. 12 da Lei n 9.expedir normas e padrões para o envio de informações de natureza econômico-financeira pelas operadoras.autorizar reajustes e revisões das contraprestações pecuniárias dos planos privados de assistência à saúde.estabelecer critérios gerais para o exercício de cargos diretivos das operadoras de planos privados de assistência à saúde.deliberar sobre a criação de câmaras técnicas. de 1998.656. XX . de 24 de agosto de 2001). ouvido o Ministério da Fazenda. bem assim sua cisão.proceder à integração de informações com os bancos de dados do Sistema Único de Saúde.decidir sobre o estabelecimento de sub-segmentações aos tipos de planos o definidos nos incisos I a IV do art.autorizar o registro e o funcionamento das operadoras de planos privados de assistência à saúde. a segmentação das operadoras e administradoras de planos privados de assistência à saúde. contratados ou conveniados.

XXXIX – celebrar. XXXVIII . (Redação dada pela MP nº 2.exercer o controle e a avaliação dos aspectos concernentes à garantia de acesso.requisitar o fornecimento de informações às operadoras de planos privados de assistência à saúde. de 11 de setembro de 1990. . observado o disposto na Lei no 8. o XXX . de 24 de agosto de 2001). termo de compromisso de ajuste de conduta e termo de compromisso e fiscalizar os seus cumprimentos.aplicar as penalidades pelo descumprimento da Lei n 9. pelas operadoras de planos privados de assistência à saúde.avaliar os mecanismos de regulação utilizados pelas operadoras de planos privados de assistência à saúde.zelar pela qualidade dos serviços de assistência à saúde no âmbito da assistência à saúde suplementar. XXV . de 1998.177-44. XXXVI . XXXI .fiscalizar o cumprimento das disposições da Lei no 9. bem como da rede prestadora de serviços a elas credenciadas. de 24 de agosto de 2001).177-44.fiscalizar aspectos concernentes às coberturas e o cumprimento da legislação referente aos aspectos sanitários e epidemiológicos.097-36. de 26 de janeiro de 2001). relativos à prestação de serviços médicos e hospitalares no âmbito da saúde suplementar. XXVI . XXXVII .avaliar a capacidade técnico-operacional das operadoras de planos privados de assistência à saúde para garantir a compatibilidade da cobertura oferecida com os recursos disponíveis na área geográfica de abrangência. XXXIV .proceder à liquidação extrajudicial e autorizar o liquidante a requerer a falência ou insolvência civil das operadoras de planos privados de assistência à saúde. (Redação dada pela MP nº 2. XXVIII . XXXIII .656. direta ou indiretamente.fiscalizar a atuação das operadoras e prestadores de serviços de saúde com relação à abrangência das coberturas de patologias e procedimentos. XXVII .656.adotar as medidas necessárias para estimular a competição no setor de planos privados de assistência à saúde. manutenção e qualidade dos serviços prestados.078. XXXV – determinar ou promover a alienação da carteira de planos privados de assistência à saúde das operadoras. de 1998.administrar e arrecadar as taxas instituídas por esta Lei.instituir o regime de direção fiscal ou técnica nas operadoras.96 XXIV . (Redação dada pela MP nº 2. e de sua regulamentação. XXXII . e de sua regulamentação. XXIX .articular-se com os órgãos de defesa do consumidor visando a eficácia da proteção e defesa do consumidor de serviços privados de assistência à saúde. nas condições que estabelecer.

(Inciso incluído pela MP nº 2. de 24 de agosto de 2001). de 24 de agosto de 2001). (Inciso incluído pela MP nº 2. adequação e utilização de tecnologias em saúde.97 XL – definir as atribuições e competências do diretor técnico. 1º da Lei nº 9.097-36. de 3 de junho de 1998. diretor fiscal. de 26 de janeiro de 2001). a omissão. 6 A gestão da ANS será exercida pela Diretoria Colegiada. CAPÍTULO II DA ESTRUTURA ORGANIZACIONAL Art. sendo um deles o seu Diretor-Presidente. para cobertura dos planos ou produtos comercializados ou disponibilizados. especialmente no que concerne à natureza jurídica de seus atos constitutivos. § 2o As normas previstas neste artigo obedecerão às características específicas da operadora.000. com a Câmara de Saúde Suplementar. de caráter permanente e consultivo. (Redação dada pelaMP nº 1. . a) b) c) d) e) f) conteúdos e modelos assistenciais. além de unidades especializadas incumbidas de diferentes funções.177-44. XLII – estipular índices e demais condições técnicas sobre investimentos e outras relações patrimoniais a serem observadas pelas operadoras de planos de assistência à saúde. § 1o A recusa.177-44. incluindo: (Artigo e alíneas incluídas pela MP nº 2. também. se necessário. composta por até cinco Diretores. ainda. A ANS contará. de 24 de agosto de 2001). organização. direção fiscal ou técnica. g) garantias assistenciais. para garantir a sua eficácia em razão da situação econômica da operadora ou prestadora de serviços. § 3o Revogado. liquidação extrajudicial. o Art. podendo ser aumentada em até vinte vezes. com um Procurador. funcionamento e fiscalização das operadoras de produtos de que tratam o inciso I e o § 1º do art. procedimentos de recuperação financeira das operadoras. de acordo com o regimento interno. um Corregedor e um Ouvidor. devendo contar.976-33.177-44. normas de aplicação de penalidades. (MP nº 2. Parágrafo único.00 (cinco mil reais). a falsidade ou o retardamento injustificado de informações ou documentos solicitados pela ANS constitui infração punível com multa diária de R$ 5. de 23 de novembro de 2000). XLI – fixar as normas para constituição. 5o A ANS será dirigida por uma Diretoria Colegiada.656. do liquidante e do responsável pela alienação de carteira.

descumprimento injustificado de objetivos e metas acordados no contrato de gestão de que trata o Capítulo III desta Lei. os dirigentes da ANS somente perderão o mandato em virtude de: I . até a conclusão. assegurados o contraditório e a ampla defesa.condenação em processo administrativo.deter participação. III . § 2o O afastamento de que trata o § 1o não implica prorrogação ou permanência no cargo além da data inicialmente prevista para o término do mandato. IV . excetuando-se os interesses próprios relacionados a contrato particular de assistência à saúde suplementar. indicados e nomeados pelo Presidente da República após aprovação prévia pelo Senado Federal. no interesse da Administração. II . ou pelo prazo restante de seu mandato. Os Diretores serão brasileiros. III. "f". Art.aprovar o regimento interno da ANS e definir a área de atuação de cada Diretor. determinar o afastamento provisório do dirigente. o Art. II .acumulação ilegal de cargos. VII .encaminhar os demonstrativos contábeis da ANS aos órgãos competentes. poderá o Presidente da República. por solicitação do Ministro de Estado da Saúde. 52.98 Parágrafo único. as decisões dos Diretores. Art. 9 Até doze meses após deixar o cargo. mediante provocação dos interessados. exercer cargo ou função em organização sujeita à regulação da ANS. Compete à Diretoria Colegiada: I . para cumprimento de mandato de três anos. na condição de contratante ou consumidor. e investido na função por três anos.condenação penal transitada em julgado. V . 7o O Diretor-Presidente da ANS será designado pelo Presidente da República.representar qualquer pessoa ou interesse perante a Agência. admitida uma única recondução por três anos. admitida uma única recondução. VI . dentre os membros da Diretoria Colegiada. é vedado a ex-dirigente da ANS: o I . da Constituição Federal. empregos ou funções públicas.julgar.editar normas sobre matérias de competência da ANS. e IV . Art. em grau de recurso.cumprir e fazer cumprir as normas relativas à saúde suplementar. § 1o Instaurado processo administrativo para apuração de irregularidades. 10. a ser instaurado pelo Ministro de Estado da Saúde. III . nos termos do art. . 8 Após os primeiros quatro meses de exercício. II .exercer a administração da ANS.elaborar e divulgar relatórios periódicos sobre suas atividades.

nos termos da legislação em vigor. os cargos de que trata o caput poderão ser ocupados por pessoal requisitado de outros órgãos e entidades da administração pública.177-44. § 2o Do total de CCSS. 12.encaminhar ao Ministério da Saúde e ao Consu os relatórios periódicos elaborados pela Diretoria Colegiada. cabendo à Diretoria Colegiada dispor sobre o provimento dos dez por cento restantes. II . preferencialmente. de 24 de agosto de 2001). § 3o Enquanto não estiverem completamente preenchidas as vagas do quadro de pessoal efetivo da ANS. no mínimo. ordenar despesas e praticar os atos de gestão necessários ao alcance dos objetivos da ANS. do GrupoDireção e Assessoramento Superiores . VII .177-44. relacionados no Anexo I desta Lei.99 § 1 A Diretoria reunir-se-á com a presença de. VI . em caso de empate.(Redação dada pela MP nº 2. (Redação dada pela MP nº 2.assinar contratos e convênios.cumprir e fazer cumprir as decisões da Diretoria Colegiada. e deliberará com. Art. § 3 O recurso a que se refere o § 2 terá efeito suspensivo. de 24 de agosto de 2001). § 2o Dos atos praticados pelos Diretores caberá recurso à Diretoria Colegiada como última instância administrativa. provendo os cargos efetivos. devendo essa ocupação ser reduzida no prazo máximo de cinco anos. Art. três diretores. VIII . salvo quando a matéria que lhe constituir o objeto envolver risco à saúde dos consumidores.DAS serão exercidos. § 1 Os cargos em comissão do Grupo-Direção e Assessoramento Superiores . III . Compete ao Diretor-Presidente: I . dentre eles o Diretor-Presidente ou seu substituto legal. com a finalidade de integrar a estrutura da ANS. em comissão e funções de confiança.decidir.nomear ou exonerar servidores.decidir nas questões de urgência ad referendum da Diretoria Colegiada.CCSS. por integrantes do quadro de pessoal da autarquia. três votos coincidentes. V .presidir as reuniões da Diretoria Colegiada.DAS e os Cargos Comissionados de Saúde Suplementar . 11. São criados os cargos em comissão de Natureza Especial. nas deliberações da Diretoria Colegiada.representar legalmente a ANS. e exercer o poder disciplinar. o o o o . no mínimo noventa por cento são de ocupação exclusiva de empregados do quadro efetivo. pelo menos. IV .

§ 5 Cabe à Diretoria Colegiada dispor sobre a realocação dos quantitativos e distribuição dos CCSS dentro de sua estrutura organizacional. IV .por um representante de cada Ministério a seguir indicado: a) da Fazenda. b) da Previdência e Assistência Social. os valores de retribuição correspondentes e o respectivo custo global estabelecidos no Anexo I.por um representante de cada órgão e entidade a seguir indicados: a) Conselho Nacional de Saúde. Hospitais e Entidades Filantrópicas. ressalvados os períodos a que se referem os incisos I. e) Conselho Federal de Odontologia. cessando o seu pagamento durante as situações de afastamento do servidor.100 § 4 O servidor ou empregado investido em CCSS perceberá os vencimentos do cargo efetivo. b) Conselho Nacional dos Secretários Estaduais de Saúde.112. h) Confederação Nacional de Saúde. i) Confederação das Santas Casas de Misericórdia. c) do Trabalho e Emprego. g) Federação Brasileira de Hospitais. de 11 de dezembro de 1990. Hospitais. IV. ou seu substituto. com as alterações da Lei no 9. na qualidade de Presidente. de 10 de dezembro de 1997. f) Conselho Federal de Enfermagem. Estabelecimentos e Serviços. 13. 102 da Lei no 8. § 6o A designação para CCSS é inacumulável com a designação ou nomeação para qualquer outra forma de comissionamento. III . c) Conselho Nacional dos Secretários Municipais de Saúde. o o .pelo Diretor-Presidente da ANS. acrescidos do valor do cargo comissionado para o qual tiver sido designado. VI e VIII do art. j) Confederação Nacional da Indústria. Art. II . d) Conselho Federal de Medicina.por um diretor da ANS. d) da Justiça. inclusive aquelas consideradas de efetivo exercício. observados os níveis hierárquicos. e) da Saúde. A Câmara de Saúde Suplementar será integrada: I . na qualidade de Secretário.527.

§ 2o As entidades de que tratam as alíneas dos incisos V e VI escolherão entre si. de 24 de agosto de 2001). VI – por dois representantes de entidades a seguir indicadas: (Inciso incluído pela MP nº 2. c) das entidades de portadores de deficiência e de patologias especiais.177-44. (Alterado pela MP nº 2.(Alínea incluída pela MP nº 2. de 24 de agosto de 2001). n) Força Sindical. A administração da ANS será regida por um contrato de gestão. o § 1 Os membros da Câmara de Saúde Suplementar serão designados pelo DiretorPresidente da ANS.(Alínea incluída pela MP nº 2. de 24 de agosto de 2001).177-44.(Alínea incluída pela MP nº 2.177-44. 14. CAPÍTULO III DO CONTRATO DE GESTÃO Art.(Alterado pela MP nº 2. b) de associações de consumidores de planos privados de assistência à saúde.101 l) Confederação Nacional do Comércio.177-44. de 24 de agosto de 2001).177-44. a) de defesa do consumidor.177-44.(Alínea incluída pela MP nº 2.por um representante de cada entidade a seguir indicada: a) do segmento de autogestão de assistência à saúde. de 24 de agosto de 2001). p) Federação Nacional das Empresas de Seguros Privados e de Capitalização. V .(Redação dada pela MP nº 2. c) das cooperativas de serviços médicos que atuem na saúde suplementar. e) das cooperativas de serviços odontológicos que atuem na área de saúde suplementar. negociado entre seu Diretor-Presidente e o Ministro de Estado da Saúde e aprovado pelo . dentro de cada categoria. d) das empresas de odontologia de grupo.(Alterado pela MP nº 2. de 24 de agosto de 2001). m) Central Única dos Trabalhadores. b) das empresas de medicina de grupo.177-44. de 24 de agosto de 2001). o) Social Democracia Sindical. os seus representantes e respectivos suplentes na Câmara de Saúde Suplementar. de 24 de agosto de 2001).177-44. q) Associação Médica Brasileira. de 24 de agosto de 2001).177-44.

cooperativa ou entidade de autogestão. II .as dotações consignadas no Orçamento-Geral da União. objetivamente. VIII . créditos adicionais. IX . V . que operem produto. legados. mediante solicitação do Ministro de Estado da Saúde. serviço ou . material técnico. É instituída a Taxa de Saúde Suplementar. cujo fato gerador é o exercício pela ANS do poder de polícia que lhe é legalmente atribuído. Art. bem assim os indicadores que permitam avaliar. 17. 16. pelo Presidente da República.os valores apurados na venda ou aluguel de bens móveis e imóveis de sua propriedade. 18. os que lhe forem conferidos ou os que venha a adquirir ou incorporar. O contrato de gestão estabelecerá os parâmetros para a administração interna da ANS. XI . Art.as doações. Art. 18. CAPÍTULO IV DO PATRIMÔNIO. 19. dados e informações. 15. Constituem patrimônio da ANS os bens e direitos de sua propriedade. subvenções e outros recursos que lhe forem destinados.os recursos provenientes de convênios. Constituem receitas da ANS: I . no prazo máximo de cento e vinte dias seguintes à designação do Diretor-Presidente da autarquia.o produto da execução da sua dívida ativa. créditos especiais.quaisquer outras receitas não especificadas nos incisos I a X deste artigo. Parágrafo único. III .o produto da arrecadação das multas resultantes das suas ações fiscalizadoras.102 Conselho de Saúde Suplementar. na forma definida pelo Poder Executivo. VII . IV . na forma definida pelo Poder Executivo. a sua atuação administrativa e o seu desempenho. condomínios ou consórcios constituídos sob a modalidade de sociedade civil ou comercial. O descumprimento injustificado do contrato de gestão implicará a dispensa do Diretor-Presidente. acordos ou contratos celebrados com entidades ou organismos nacionais e internacionais. VI .a retribuição por serviços de quaisquer natureza prestados a terceiros. X . São sujeitos passivos da Taxa de Saúde Suplementar as pessoas jurídicas. transferências e repasses que lhe forem conferidos.o produto da venda de publicações.os valores apurados em aplicações no mercado financeiro das receitas previstas neste artigo. Art. Os recursos previstos nos incisos I a IV e VI a XI deste artigo serão creditados diretamente à ANS.o produto resultante da arrecadação da Taxa de Saúde Suplementar de que trata o art. DAS RECEITAS E DA GESTÃO FINANCEIRA Art. Parágrafo único.

o § 2 Para fins do inciso I deste artigo. a Taxa de Saúde Suplementar será devida anualmente e recolhida até o último dia útil do primeiro decêndio dos meses de março. os valores estabelecidos no Anexo III desta Lei sofrerão um desconto de 50% (cinqüenta por cento). alteração de dados referente ao produto. deduzido o percentual total de descontos apurado em cada plano. setembro e dezembro e de acordo com o disposto no regulamento da ANS. 20. § 3 Para fins do inciso II deste artigo. previsto no inciso I deste artigo. de 24 de maio de 2001). conforme dispuser a ANS.097-40. hospitalar ou odontológica. ou que tenham número de usuários inferior a vinte mil. poderão fazer jus a isenção ou redução da respectiva Taxa de Saúde Suplementar. conforme dispuser a ANS. conforme disposto em resolução da Diretoria Colegiada da ANS. em sua rede própria.por registro de produto. § 4o Para fins do inciso II deste artigo. alteração de dados referente à operadora. e seu valor será o produto da multiplicação de R$ 2. conforme os valores constantes da Tabela que constitui o Anexo III desta Lei. registro de operadora.103 contrato com a finalidade de garantir a assistência à saúde visando a assistência médica. § 8º As operadoras com número de usuários inferior a vinte mil poderão optar pelo recolhimento em parcela única no mês de março. (Redação dada pela MP nº 2. de 24 de maio de 2001). farão jus a um desconto de trinta por cento sobre o montante calculado na forma do inciso I deste artigo. § 7º As operadoras de planos privados de assistência à saúde que comercializam exclusivamente planos odontológicos farão jus a um desconto de cinqüenta por cento sobre o montante calculado na forma do inciso I deste artigo.00 (dois reais) pelo número médio de usuários de cada plano privado de assistência à saúde. § 1o Para fins do cálculo do número médio de usuários de cada plano privado de assistência à saúde. II . ou de filantropia. os casos de alteração de dados referentes ao produto ou à operadora que não produzam conseqüências para o consumidor ou o mercado de saúde suplementar.por plano de assistência à saúde. ou que despendem. fazendo jus a um desconto de o .097-40. § 6º As operadoras de planos privados de assistência à saúde que se enquadram nos segmentos de autogestão por departamento de recursos humanos. Art. a Taxa de Saúde Suplementar será devida quando da protocolização do requerimento e de acordo com o regulamento da ANS. de acordo com as Tabelas I e II do Anexo II desta Lei. § 5o Até 31 de dezembro de 2000.(Redação dada pela MP nº 2. mais de sessenta por cento do custo assistencial relativo aos gastos em serviços hospitalares referentes a seus Planos Privados de Assistência à Saúde e que prestam ao menos trinta por cento de sua atividade ao Sistema Único de Saúde – SUS. junho. A Taxa de Saúde Suplementar será devida: I . pedido de reajuste de contraprestação pecuniária. não serão incluídos os maiores de sessenta anos.

§ 10. 21. CAPÍTULO V DAS DISPOSIÇÕES FINAIS E TRANSITÓRIAS o .multa de mora de 10% (dez por cento). de 1998. nos casos de alienação compulsória de carteira. na via administrativa ou judicial. de acordo com os critérios fixados na legislação tributária. A Taxa de Saúde Suplementar não recolhida nos prazos fixados será cobrada com os seguintes acréscimos: I . de 26 de janeiro de 2001). de 24 de maio de 2001). § 11. contados do mês seguinte ao do vencimento. (Parágrafo incluído pela MP nº 2. conforme o disposto na Lei nº 9. 24. (um por cento ao mês) ou fração de mês.juros de mora. relativa aos beneficiários integrantes daquela carteira.097-40. 23. à razão de 1% a. Art. II .m.097-36. a juízo da ANS. de 24 de maio de 2001). Art. Para fins do disposto no inciso II deste artigo.(Parágrafo incluído pela MP nº 2. A Taxa de Saúde Suplementar será devida a partir de 1 de janeiro de 2000.104 cinco por cento sobre o montante calculado na forma do inciso I deste artigo.097-36. § 9º Os valores constantes do Anexo III desta Lei ficam reduzidos em cinqüenta por cento.656.(Parágrafo incluído pela MP nº 2. as operadoras de planos privados de assistência à saúde adquirentes ficam isentas de pagamento da respectiva Taxa de Saúde Suplementar. Para fins do disposto no inciso I deste artigo. de 24 de agosto de 2001). no caso das empresas com número de usuários inferior a vinte mil. Art. de 26 de janeiro de 2001).177-44. não recolhidos no prazo estipulado.177-44. A execução fiscal da dívida ativa será promovida pela Procuradoria da ANS. Art. os casos de alteração de dados referentes a produtos ou a operadoras. serão inscritos em dívida ativa da própria ANS e servirão de título executivo para cobrança judicial na forma da lei. Os valores cuja cobrança seja atribuída por lei à ANS e apurados administrativamente. 22. A Taxa de Saúde Suplementar será recolhida em conta vinculada à ANS. § 2º Além dos acréscimos previstos nos incisos I e II deste artigo. de 24 de agosto de 2001). pelo prazo de cinco anos. o não recolhimento da Taxa de Saúde Suplementar implicará a perda dos descontos previstos nesta Lei. além dos descontos previstos nos §§ 6º e 7º.097-40. (Alterado pela MP nº 2. (Redação dada pela MP nº 2. § 1º Os débitos relativos à Taxa de Saúde Suplementar poderão ser parcelados. 25. Art. conforme dispuser a ANS. ficam isentos da respectiva Taxa de Saúde Suplementar. até edição da norma correspondente aos seus registros definitivos.(Parágrafo incluído pela MP nº 2.

Art. . administrativa.complementar a remuneração do servidor ou empregado requisitado.105 Art. são consideradas necessidades temporárias de excepcional interesse público as atividades relativas à implementação. observada a legislação em vigor. podendo ser prorrogadas desde que sua duração não ultrapasse o termo final da autorização de que trata o caput. 7o. 27. o § 2 A contratação de pessoal temporário poderá ser efetivada à vista de notória capacidade técnica ou científica do profissional. 37 da Constituição Federal. 12 e 16 da Lei no 8. econômica e jurídica. a ANS poderá: I . servidores e empregados de órgãos e entidades integrantes da Administração Pública Federal. por projetos ou prazos limitados. 9o. a contar de sua instalação. de 9 de dezembro de 1993. § 1o Para os fins do disposto no caput deste artigo. Art. suporte administrativo e jurídico imprescindíveis à implantação da ANS. 10. quando a requisição implicar redução dessa remuneração. no parágrafo único do art. até o limite da remuneração do cargo efetivo ou emprego ocupado no órgão ou na entidade de origem. II . É vedado à ANS requisitar pessoal com vínculo empregatício ou contratual junto a entidades sujeitas à sua ação reguladora. § 4o A remuneração do pessoal contratado temporariamente terá como referência valores definidos em ato conjunto da ANS e do órgão central do Sistema de Pessoal Civil da Administração Federal . é a ANS autorizada a efetuar contratação temporária por prazo não excedente a trinta e seis meses. nos arts. Nos termos do inciso IX do art. § 5o Aplica-se ao pessoal contratado temporariamente pela ANS o disposto nos arts. projetos e programas de caráter finalístico na área de regulação da saúde suplementar. científica. 11. 28. ao acompanhamento e à avaliação de atividades.requisitar servidores e empregados de órgãos e entidades públicos. 26. Parágrafo único. 8o. A ANS poderá contratar especialistas para a execução de trabalhos nas áreas técnica. bem assim os respectivos responsáveis. Durante os primeiros trinta e seis meses subseqüentes à sua instalação. com ônus e para ocupação de cargos comissionados. Art. A ANS poderá requisitar. ressalvada a participação em comissões de trabalho criadas com fim específico. mediante análise do curriculum vitae.Sipec. § 3o As contratações temporárias serão feitas por tempo determinado e observado o prazo máximo de doze meses. 5o e 6o. independentemente da função ou atividade a ser exercida. 29. duração determinada e não integrantes da sua estrutura organizacional.745.

as nomeações observarão os seguintes critérios: I .transferir para a ANS o acervo técnico e patrimonial. § 1o Dos três diretores referidos no inciso I deste artigo. para mandato de três anos. visando implementar a transição para o sistema de mandatos não coincidentes. do diretor fiscal ou do liquidante deverá ser suportada pela operadora ou pela massa. Parágrafo único. de diretor técnico ou de liquidante de operadora de planos privados de assistência à saúde. servidor ou empregado requisitado ou pertencente ao Quadro da Agência ou do Ministério da Saúde. II . Excetuam-se da vedação prevista neste artigo os empregados de empresas públicas e sociedades de economia mista que mantenham sistema de assistência à saúde na modalidade de autogestão. instalação e funcionamento da ANS. Art.106 Parágrafo único. mediante designação da Diretoria Colegiada.177-44. 6o desta Lei. 32. Art. um será nomeado para mandato de quatro anos e o outro. transferir ou utilizar os saldos orçamentários do Ministério da Saúde e do Fundo Nacional de Saúde para atender as despesas de estruturação e manutenção da ANS. dois serão nomeados para mandato de quatro anos e um. para exercer o encargo de diretor fiscal. 30. sub-atividades e grupos de despesas previstos na Lei Orçamentária em vigor. (Redação dada pela MP nº 2. É o Poder Executivo autorizado a: I . A ANS designará pessoa física de comprovada capacidade e experiência. o § 2 Dos dois diretores referidos no inciso II deste artigo.177-44. observados os mesmos subprojetos. .remanejar. o exercício da fiscalização das operadoras de planos privados de assistência à saúde poderá ser realizado por contratado. de 24 de agosto de 2001).sub-rogar contratos ou parcelas destes relativos à manutenção. Art. Na primeira gestão da ANS. utilizando como recursos as dotações orçamentárias destinadas às atividades finalísticas e administrativas. II .dois diretores serão nomeados na forma do parágrafo único do art. de 24 de agosto de 2001). os direitos e as receitas do Ministério da Saúde e de seus órgãos. reconhecida idoneidade moral e registro em conselho de fiscalização de profissões regulamentadas. contado da data de instalação da ANS. § 1º A remuneração do diretor técnico. Art. são o Ministério da Saúde e a Fundação Nacional de Saúde incumbidos de assegurar o suporte administrativo e financeiro necessário ao funcionamento da Agência. necessários ao desempenho de suas funções. conforme dispuser o regulamento. por indicação do Ministro de Estado da Saúde. as obrigações. Até que se conclua a instalação da ANS.(Parágrafo incluído pela MP nº 2.três diretores serão nomeados pelo Presidente da República. para mandato de três anos. Durante o prazo máximo de cinco anos. 31. III . 33.

666. 28 de janeiro de 2000. o § 1 A substituição a que se refere o caput. símbolo CGE-III.2000 (Ed. 41.107 § 2º Se a operadora ou a massa não dispuserem de recursos para custear a remuneração de que trata este artigo. Art.1. inclusive da estrutura física e do funcionamento da ANS. Art.656. conforme o caso. envolvendo matéria cuja competência tenha sido transferida à ANS. a ANS poderá. Até a efetiva implementação da ANS. mediante comissão conjunta. 34. de 1998. no prazo de 45 (quarenta e cinco) dias. Art. Brasília.(Parágrafo incluído pela MP nº 2. por intermédio de sua Consultoria Jurídica. 39. 38. FERNANDO HENRIQUE CARDOSO José Serra Publicado no D. 24. Aplica-se à ANS o disposto no art. 179o da Independência e 112o da República. Art. O Poder Executivo. alterado pela Lei n 9. São estendidas à ANS. Art. enviará projeto de lei tratando da matéria objeto da presente Lei.U. da Lei no 8. 35. requerendo a intimação da Procuradoria da ANS para assumir o feito. 40. ressarcindo-se dos valores despendidos com juros e correção monetária junto à operadora ou à massa. bem assim às suas operadoras. de 29. Art.177-44. em valor equivalente à do cargo em comissão de Gerência Executiva. será requerida mediante petição subscrita pela Advocacia-Geral da União. levantamento dos processos judiciais em curso. 1o da Lei no 9. naqueles processos judiciais. de o 21 de junho de 1993. no que couber. no prazo de cento e oitenta dias. de 24 de agosto de 2001). a critério da Diretoria Colegiada. a Taxa de Saúde Suplementar instituída por esta Lei poderá ser recolhida ao Fundo Nacional de Saúde. Art. promover este pagamento.O. praticando todos os atos processuais necessários. excepcionalmente. regulamentos e atos normativos para as Agências Executivas. O disposto nesta Lei aplica-se. a qual substituirá a União nos respectivos processos.648. as prerrogativas e flexibilidades de gestão previstas em lei. após a assinatura e enquanto estiver vigendo o contrato de gestão. A Advocacia-Geral da União e o Ministério da Saúde. Extra) ANEXO I QUADRO DEMONSTRATIVO DE CARGOS DE NATUREZA ESPECIAL E EM COMISSÃO DA AGÊNCIA NACIONAL DE SAÚDE SUPLEMENTAR . § 2o Enquanto não operada a substituição na forma do § 1o. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. dirigida ao Juízo ou Tribunal competente. parágrafo único. nível III.472. Aplica-se à ANS o disposto nos arts. de 16 de julho de 1997. 37. Art. aos produtos de que tratam o inciso I e o § 1o do art. 36. a Advocacia-Geral da União permanecerá no feito. 54 a 58 da Lei no 9. de 27 de maio de 1998. promoverão.

108 UNIDADE N DE DENOMINAÇÃO CARGOS 5 Diretor o NE/DAS Diretoria Colegiada NE 5 6 5 Gabinete Procuradoria Ouvidoria Corregedoria 1 1 1 1 Diretor-Adjunto Assessor Especial Assessor Chefe Procurador-Geral Ouvidor Corregedor 101.00 855.00 7.360.5 101.00 664.00 136.4 101.00 UNITÁRIO TOTAL (R$) 39.00 .968.4 101.684.4 6 29 Gerente-Geral Gerente 101.642.780.00 59.4 101.00 9.170.850.00 518.5 102.00 585.00 19.4 QUADRO DEMONSTRATIVO DE CARGOS COMISSIONADOS DE SAÚDE SUPLEMENTAR DA AGÊNCIA NACIONAL DE SAÚDE SUPLEMENTAR CÓDIGO/CCSS QUANTIDADE VALOR (R$) CCSS-V CCSS-IV CCSS-III CCSS-II CCSS-I TOTAL 34 70 12 16 38 170 ANEXO II TABELA I 1.5 102.5 101.

109 DESCONTOS POR ABRANGÊNCIA GEOGRÁFICA DO PLANO Abrangência Geográfica Nacional Grupo de Estados Estadual Grupo de Municípios Municipal TABELA II DESCONTOS POR COBERTURA MÉDICO-HOSPITALAR-ODONTOLÓGICA OFERECIDA Cobertura Ambulatorial (A) A+Hospitalar (H) A+H +Odontológico (O) A+H+Obstetrícia (OB) A+H+OB+O A+O H H+O H+OB H+OB+O O Desconto (%) 20 6 4 4 2 14 16 14 14 12 32 Desconto (%) 5 10 15 20 25 .

000.00 2.000.00 500.00 .00 1.000.110 ANEXO III ATOS DE SAÚDE SUPLEMENTAR Atos de Saúde Suplementar Registro de Produto Registro de Operadora Alteração de Dados – Produto Alteração de Dados – Operadora Pedido de Reajuste de Mensalidade Valor (R$) 1.00 1.000.

IV.701-06.568.0001-46. durante a vigência deste CONTRATO DE GESTÃO. e a Agência Nacional de Saúde Suplementar. Solange Beatriz Palheiro Mendes. na sua ação administrativa. CLÁUSULA SEGUNDA DAS OBRIGAÇÕES DA ANS A ANS.266. Utilizar indicadores relacionados no Anexo III para a avaliação de seu desempenho.196-SSP/DF e CPF 393. e os Diretores. na forma e prazo definidos pelas partes. Apresentar ao MS o detalhamento de seu plano de trabalho anual. as diretrizes estratégicas estabelecidas no Anexo I.228. o Ministro de Estado José Serra.932-SSP/DF e CPF nº 724. III. Realizar. portador da carteira de identidade nº 811. doravante denominada ANS.956. respectivamente. II e III. portador da carteira de identidade nº 382. João Luis Barroca de Andréa. de 28 de janeiro de 2000. com sede e foro na cidade do Rio de Janeiro . de 19 de dezembro de 2000. Januário Montone. portadora da carteira de identidade nº 8. portador da carteira de identidade nº 7.se a: I.961. acompanhado da respectiva proposta orçamentária.549-SSP/SP e CPF nº 153. neste ato representado por seu titular.059.961. resolvem firmar o presente CONTRATO DE GESTÃO. portadora da carteira de identidade nº 3474985-IFP/RJ e CPF nº 430. instituída pela Lei nº 9.RJ. para efeito do disposto nos artigos 14 e 15 da Lei nº 9. neste ato representada por seu Diretor-Presidente.353.537. aprovado pelo Conselho de Saúde Suplementar conforme Resolução nº 2.888-87. V. Observar. doravante denominado MS. II. de 2000. inscrita no CNPJ/MF sob o nº 03.718-32.589. mediante o estabelecimento de diretrizes estratégicas. regido pelas Cláusulas e condições que se seguem. Maria Stella Gregori.111 ANEXO B – Contrato de Gestão 2000/2001 CONTRATO DE GESTÃO QUE ENTRE SI CELEBRAM O MINISTÉRIO DA SAÚDE-MS E A AGÊNCIA NACIONAL DE SAÚDE SUPLEMENTARANS O Ministério da Saúde. especificando as atividades a serem desenvolvidas.181-3 IFP/RJ e CPF nº 636.068. Encaminhar ao MS os relatórios gerenciais de atividades. por este CONTRATO DE GESTÃO. por área de responsabilidade. . as ações prioritárias descritas no Anexo II.057-15. inscrito no CGC/MF sob o nº 00394544/0127-87. ações e indicadores constantes dos anexos I.947-00 e Luiz Arnaldo Pereira da Cunha Junior. CLÁUSULA PRIMEIRA DO OBJETO E DA FINALIDADE O presente CONTRATO DE GESTÃO tem por objeto a pactuação de resultados com a finalidade de permitir a avaliação objetiva do desempenho da ANS. obriga. autarquia especial.

CLÁUSULA QUINTA DO ACOMPANHAMENTO E DA AVALIAÇÃO Para o cumprimento da obrigação estabelecida na Cláusula terceira.º 36.901 – Fundo Nacional de Saúde. de acordo com o cronograma de desembolso constante do Anexo IV.112 VI.901. os recursos estabelecidos anualmente no Orçamento Geral da União. III. ao abrigo do disposto nos artigos 18 a 23 da Lei nº 9.º 36.Os recursos provenientes da arrecadação da Taxa de Saúde Suplementar serão geridos de forma autônoma pela ANS. para subsidiá-lo no acompanhamento e na avaliação da execução deste CONTRATO DE GESTÃO. celeridade. de acordo com o cronograma de desembolso constante do Anexo IV. provenientes do Tesouro Nacional e da arrecadação da Taxa de Saúde Suplementar. VII. com as devidas justificativas. ao longo de cada trimestre. Sub-cláusula Primeira .961. o relatório anual da execução deste CONTRATO DE GESTÃO e a prestação anual de contas da ANS. por meio da gestão n. apresentar. observados os princípios e critérios da legalidade. o MS instituirá Comissão de Acompanhamento e Avaliação. disponibilizados nas unidades orçamentárias n. publicidade. os recursos financeiros necessários ao financiamento das suas atividades. VIII. de 2000.º 25. finalidade. repassar à ANS. impessoalidade.000 . razoabilidade. IV. CLÁUSULA QUARTA DOS RECURSOS ORÇAMENTÁRIOS E FINANCEIROS Para a execução deste CONTRATO DE GESTÃO serão disponibilizados para a ANS. CLÁUSULA TERCEIRA DAS OBRIGAÇÕES DO MS São obrigações do MS. Assegurar suporte à realização das atividades voltadas ao acompanhamento e à avaliação do cumprimento deste CONTRATO DE GESTÃO. moralidade e economicidade. parecer conclusivo quanto à renovação do contrato. empenhar-se para viabilizar a inclusão. conforme disposto na Cláusula Sexta. Avaliar periodicamente a pertinência e a consistência dos indicadores globais constantes do Anexo III. proceder ao acompanhamento e à supervisão do desempenho da ANS e à avaliação da execução deste CONTRATO DE GESTÃO. por este CONTRATO DE GESTÃO: I. II. propondo ao Ministério da Saúde alterações e inclusões que entenderem necessárias. Elaborar e submeter aos órgãos competentes e ao Conselho de Saúde Suplementar – CONSU.Ministério da Saúde e n. dos recursos a serem destinados à ANS. . com antecedência de 60 dias antes do término de sua vigência. imparcialidade. no Orçamento Geral da União.

Sub-cláusula Primeira – A repactuação. . em sua composição. por ocasião das reuniões de avaliação e ao término da vigência deste CONTRATO DE GESTÃO. pela Secretaria Executiva do Ministério da Saúde e pela Agência Nacional de Saúde Suplementar. serão definidas.A ANS encaminhará à Comissão. levará em conta a edição de normas e a disponibilização de recursos e insumos devidos a ANS. inclusive quanto à revisão e à renegociação das obrigações pactuadas. em data previamente definida e acordada entre as partes. II.A Comissão reunir-se-á. conjuntamente.A Comissão. Sub-cláusula Segunda . sempre que julgar necessário.Cada órgão representado na Comissão de Acompanhamento e Avaliação arcará com seus respectivos custos. com parecer favorável do MS. poderá ocorrer: I. por recomendação constante de relatório da Comissão de Acompanhamento e Avaliação. parcial ou total deste CONTRATO DE GESTÃO. III. a sistemática de acompanhamento e avaliação. os procedimentos e a periodicidade de reuniões da Comissão de Acompanhamento e Avaliação. também. relatório referente às ações desenvolvidas. mediante parecer favorável do MS. semestralmente. CLÁUSULA SEXTA DA VIGÊNCIA E DAS ALTERAÇÕES CONTRATUAIS O presente CONTRATO DE GESTÃO vigorará até 31 de julho de 2001 e poderá ser renovado. no interesse de ambas as partes. no acompanhamento e avaliação da execução deste CONTRATO DE GESTÃO. quanto à avaliação do desempenho da ANS. para adequação a novas políticas governamentais que promovam alterações nas condições ora pactuadas que impactem a execução do CONTRATO DE GESTÃO. para adequação das metas e obrigações à Lei Orçamentária Anual. apresentando sugestões e recomendações. cabendo à ANS o apoio logístico necessário à realização dos trabalhos da Comissão. a metodologia.113 Sub-cláusula Primeira – A Comissão será coordenada por representante do MS e será integrada por representantes da ANS e poderá contar. Sub-cláusula Terceira . no mínimo. Sub-cláusula Quinta .No prazo de 60 (sessenta) dias. contados da data de assinatura deste CONTRATO DE GESTÃO. com representantes de outros ministérios e especialistas de reconhecida competência na área de atuação da ANS. especialmente aquelas relativas às metas e ações prioritárias constantes do Anexo II deste CONTRATO DE GESTÃO. cabendo-lhe a apresentação ao MS de parecer conclusivo sobre a execução deste CONTRATO. Sub-cláusula Quarta . formalizada mediante termo aditivo e necessariamente precedida de justificativa do MS e da ANS. Sub-cláusula Sexta .

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Sub-cláusula Segunda - A renovação deste CONTRATO DE GESTÃO será proposta pela ANS, com antecedência de até 90 (noventa) dias do término de sua vigência e será baseada na pactuação de resultados a partir de indicadores e metas que permitam a avaliação objetiva do desempenho da ANS. CLÁUSULA SÉTIMA DAS PENALIDADES O descumprimento do presente CONTRATO DE GESTÃO, por parte da ANS, por não observância, ainda que parcial, das cláusulas deste CONTRATO DE GESTÃO, decorrente de má gestão, culpa, dolo, ou violação da lei por parte da Diretoria da ANS, como também na hipótese de não atendimento a recomendações da Comissão avalizadas pelo MS será a este reportado pela Comissão, mediante a emissão de relatório e devidamente atestado pelo MS. Sub-cláusula Primeira - Atestado o descumprimento do CONTRATO DE GESTÃO, o MS encaminhará pedido de justificativa à ANS, a qual ficará obrigada a respondê-lo de forma fundamentada, no prazo máximo de 30 (trinta) dias a contar do seu recebimento. Sub-cláusula Segunda - Na hipótese de não aceitação da justificativa pelo MS, devidamente fundamentada, o Ministro de Estado da Saúde submeterá ao Presidente da República proposta de exoneração de dirigentes, conforme disposto no art. 8º, inciso IV, e no art. 15 da Lei nº 9.961, de 2000. CLÁUSULA OITAVA DA PUBLICIDADE O presente CONTRATO DE GESTÃO e seus aditivos serão publicados pelo MS na íntegra no Diário Oficial da União e pela ANS, na forma de extrato, em 2 (dois) jornais de circulação nacional, até o quinto dia útil do mês subseqüente ao de sua assinatura. Sub-cláusula Única – A ANS providenciará ampla divulgação, por meios físicos e eletrônicos, dos relatórios anuais sobre a execução deste CONTRATO DE GESTÃO, bem como dos respectivos relatórios da Comissão de Acompanhamento e Avaliação. Brasília, 21 dezembro de 2000. JOSÉ SERRA Ministro de Estado da Saúde JANUARIO MONTONE Diretor-Presidente da ANS JOÃO LUIS BARROCA DE ANDREA Diretor da ANS MARIA STELLA GREGORI Diretora da ANS

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SOLANGE BEATRIZ PALHEIRO MENDES Diretora da ANS LUIZ ARNALDO PEREIRA DA CUNHA JUNIOR Diretor da ANS Testemunhas:

ANEXO I DIRETRIZES ESTRATÉGICAS PARA A GESTÃO DA ANS 1- Ampliar a capacidade efetiva de participação dos consumidores no setor, assegurando e aperfeiçoando as coberturas ofertadas, impedindo ou restringindo, de fato, a vinculação da assistência e dos preços às condições de saúde e idade; 2- Garantir o equilíbrio das informações a todos os participantes do setor, ou seja, às operadoras, aos prestadores de serviço, aos agentes do Sistema Único de Saúde, e principalmente aos consumidores. 3- Garantir o equilíbrio e a manutenção da estabilidade do setor, estabelecendo e controlando os padrões de entrada, operação e saída das operadoras do setor, assegurando aos consumidores o acesso, o direito e a defesa dos seus interesses no tocante à assistência privada à saúde.

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