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Texto I - ARQUITETURA E CLIMA

Olgyay

I. Introdução Geral

A TERRA E A VIDA

O espectro da esfera terrestre abrange do rigor dos azuis frios à opressão


do vermelho quente. Apenas os matizes mais suaaaves, os esverdeados,
podem associar-se com a vida.

As geladas áreas branco-azuladas das regiões polares se misturam com um


tom marrom-esverdeado onde a vegetação que se destaca é a tundra.

Essa manifestação incipiente abre caminho para um cinturão de plantas


verde profundo composto pelas plantas coníferas de área fria, e continua
ao sul destacando-se das áreas de árvores frondosas típicas das áreas
férteis mais temperadas.

Um pouco mais abaixo, as latitudes médias baixas são caracterizadas pela


presença de áreas desérticas avermelhadas, pouco povoadas, até que,
finalmente, mergulham na vegetação exuberante do cinturão equatorial.

Cercado por oceanos, o relevo das grandes massas continentais é definido


por altas montanhas, vales profundos, planícies e planaltos amenizados
por sulcos de rio e redes de riachos e lagos. No subsolo ou na superfície
repousa o leito de fertilizantes e minerais abundantes ou escassos que
fazem a vida próspera ou estéril.

Existe, porém, uma disciplina que governa toda essa complexidade. O ciclo


do globo terrestre com sua pulsação interna de dias e noites, regulando a
atividade e o repouso da vida natural. A rotação inclinada da Terra ao
redor
do sol define o ritmo das estações que acordam a vegetação adormecida
para doação de suas colheitas. A distância relativa ao Equador determina
principalmente se uma localidade será fria ou quente, porém o sol com
sua regularidade imperativa marca os padrões de umidade e vento que se
estendem sobre a superfície terrestre.
As características do ambiente físico encontram-se vestidas por um vasto
oceano de ar, cujas correntes transportam elementos climáticos para
todas as partes do mundo, modificando-os em cada fase. O clima não só
desempenha papel importante na composição do subsolo, mas também
afeta profundamente as características das plantas e dos animais em
diferentes regiões e o mais importante, do nosso ponto de vista, é a
energia do homem.
A partir do momento que a vida aparece entre os
aspectos mais recônditos das leis naturais, se encontra, para o bem e para
o mal, regida por essas normas que a obrigam a um ajuste fino com sua
origem natural.
O assentamento é neutro, podendo ser um ambiente amigável ou cruel,
porém, toda espécie viva deve adaptar sua fisiologia através da seleção
natural ou mutação e encontrar defesas apropriadas para lidar com os
impactos ambientais.
VIDA ANIMAL E SEU REFÚGIO

A flexibilidade e adaptabilidade física do homem é relativamente frágil


comparada com a dos animais; estes têm defesas naturais contra um
amplo espectro de climas desfavoráveis.
Assim, por exemplo, para combater o perigo da seca, os animais dispõem
de armas diferentes, e para mitigar o impacto de um calor excessivo
desenvolvem uma alta transpiração.
O urso, em climas frios reduz seu metabolismo com o sono.
O morcego pode sobreviver a uma mudança de temperatura em seu
corpo de 60 graus.  
O elefante pode esfriar seu sangue movendo suas orelhas com estrutura
em favo de mel. 

Assim que chega o frio o vison desenvolve uma nova camada de pele. 

Nos territórios hostis do deserto muitos animais alteram seu ritmo de


vida, vivem durante a noite e se abrigam, enterrando-se durante
dia. Algumas espécies roedoras constroem suas tocas com muita
prudência em relação à água e ao vento.

As aves regulam o isolamento térmico do seu corpo prendendo bolhas de


ar entre suas penas ajustáveis. Quando as dificuldades são excessivas, se
mudam para ambientes onde a comida e a temperatura são mais
favoráveis à sua existência. 
Os pássaros durante a sua estadia em um lugar não desenvolvem
completamente sua adaptabilidade, em vez disso, eles aumentam sua
capacidade de construção de seus refúgios com um instinto inato para
enfrentar o meio ambiente. A variedade de formas e padrões delicados,
fornecem exemplos ilustrativos de uma adaptação intuitiva com as forças
da natureza.

Adaptação dos ninhos de pássaros ao impacto climático

Os ninhos abertos asseguram uma boa qualidade de isolamento. Os


ninhos suspensos, em forma de pêndulo, aproveitam a capacidade de
suportar tensões, das fibras das plantas, para adaptar-se aos embates do
vento. 

O ninho sólido fabricado com argila e palha, e com uma pequena abertura
de entrada, impede a entrada direta do sol e da chuva.

O ninho vertical de palha e barro é semelhante a um edifício de


apartamentos, cada abertura é um ninho individual com dois ambientes.
O primeiro serve como entrada e no segundo se encontram a área de
incubação com os ovos.

Esta configuração especial evita os raios diretos do sol e minimiza os


efeitos das precipitações. As paredes de barro mitigam as diferenças de
temperaturas extremas proporcionando condições térmicas mais estáveis.

Cada solução representa uma maneira em diferentes versões de enfrentar


os elementos climáticos do ambiente.

Os edifícios coletivos do mundo dos insetos superam os esforços


individuais para fazer um abrigo adequado. Formigueiros variam de
acordo com o lugar onde se encontram. Nas regiões temperadas se situam
frequentemente em encostas voltadas para sudoeste, desenvolvendo um
longo eixo noroeste/sudoeste para aproveitar as temperaturas amenas da
manhã.
Por outro lado, nos trópicos, os enormes edifícios das Hamilermes
meridionalis (térmitas circundantes) têm forma laminar e orientada para o
norte. 

Vista esquerda e direita dos ninhos de térmitas

As exposições a leste e oeste fornecem uma temperatura


uniforme e, como na maioria das construções de trincheiras, a grande
massa de terra estabiliza a escala calórica.

Suas torres são imensas alcançando 400 vezes o comprimento de


um corpo, que, traduzido em termos humanos, equivale a 731 metros.

ABRIGO DE VIDA HUMANA

A raça humana encontra em seu ambiente as mesmas dificuldades que o


conjunto da fauna. Desde Aristóteles até Montesquieu numerosos
estudiosos acreditavam que o clima produzia certos efeitos no
temperamento e na fisiologia humana.

Estudiosos recentes têm centrado seus interesses na relação entre a


energia humana e o ambiente.

Ellsworth Huntington fez a hipótese de que o tipo de clima juntamente


com a herança racial e o desenvolvimento cultural, constituem um dos
três principais fatores que determinam as condições da civilização.
De acordo com sua teoria, o homem, que aparentemente é capaz de viver
em qualquer lugar onde possa obter alimentos, somente pode alcançar o
maior desenvolvimento de sua energia física ou mental (incluindo seu
caráter moral) em condições estritamente limitadas.

De acordo com seus postulados, as condições climáticas ideais para o


progresso humano, são:

a) a temperatura média deve variar entre 4,4 graus centigrados nos


meses mais frios até cerca de 21,1 graus centigrados nos meses
mais quentes;

b) tempestades e ventos frequentes, para manter umidade relativa um


pouco alta, exceto em temporadas muito quentes, e fornecer chuva
em todas as estações;

c) uma sucessão constante de tempestades cíclicas, não muito severas


para não ser perigoso, para produzir mudanças moderadas
frequentes na temperatura.

Julian Huxley

Outro pesquisador contemporâneo Julian Huxley, relaciona a história


humana ao clima, analisando as coincidências entre as primeiras
civilizações e épocas húmidas e secas. De acordo com sua teoria, os
efeitos biológicos e fatores econômicos causados por mudanças em
bandas climáticas mantêm o equilíbrio das populações. Quando uma
dessas alterações ocorrem, se produzem as migrações e, com isso, não só
as guerras, mas também uma troca enriquecedora de ideias necessárias
para o rápido avanço da civilização.
A inventividade do homem permitiu-lhe desafiar os rigores ambientais
usando o fogo para se aquecer e peles para se proteger. Quando o mais
fraco dos animais se adaptou fisicamente à outras espécies mais
complexas, o refúgio tornou-se a defesa mais elaborada contra climas
hostis. Também permitiu que ele ampliasse o espaço de equilíbrio
biológico e garantisse um meio produtivo favorável. À medida que
evoluíam os refúgios ou abrigos acumulavam experiências que, com
engenhosidade, eles diversificavam para enfrentar a grande variedade de
climas.

ADAPTAÇÃO DO REFÚGIO AO CLIMA

Virgílio escreveu: "O céu tem cinco zonas, uma das quais está sempre


vermelha e queimando pelo resplendor do sol, "Sacrobosco”, em seu
Sphaera Mundi projetou essas cinco zonas celestiais na
terra, que coincidiu com a ideia de que a parte central era inabitável
devido ao fervor do sol. Dizia que essas duas áreas, perto dos pólos da
terra eram inabitáveis devido ao intenso fio, já que o sol estava muito
longe deles. Portanto, ele concluiu que apenas as zonas temperadas eram
adequadas para vida civilizada, e a maior parte do mundo clássico
concordou com ele.

No entanto, os antigos reconheceram que adaptação era um princípio


essencial da arquitetura. Vitrubio disse em “De  Arquitectura”: “O estilo
dos edifícios deve ser diferente no Egito que na Espanha, em Portugal que
em Roma, e em países e regiões de características
diferentes”. Uma parte da terra encontra-se afetada pelo sol em seu
caminho, outras se encontram longe dele e, ainda, outras se encontram
afetadas por uma distância moderada de sua radiação.

No pensamento arquitetônico contemporâneo, existe muita aproximação


entre a psicologia humana e a estética. A interpretação do clima como o
fator principal é justificável, apenas, se o ambiente climático influencia
diretamente na expressão arquitetônica. O Dr. Walter B. Cannon afirmou
que: "O desenvolvimento de um equilíbrio térmico estável em nosso
prédio deve ser considerado um dos mais valiosos avanços na evolução
das edificações”.
Tese que pode ser confirmada observando as várias formas de habitação
desenvolvidas por grupos de origem ética similar, vivendo em regiões
climáticas diversas.

Fatores que influenciam a expressão arquitetônica

Atualmente se aceita que os índios americanos vieram da Ásia e que suas


ondas migratórias, através do “Estreito de Bhering”, estabeleceram seus
povoados desde um extremo a outro, de norte a sul da América.
Assim que eles se espalharem em toda a América do Norte, os índios se
encontraram com uma grande variedade de ambientes climáticos. Desde
o frio polar dos territórios do Norte, às áreas mais quentes do sul. Das
áreas áridas do Oeste às partes úmidas do Sueste.
Difusão dos grupos migratórios indígenas.

As tribos que se estabeleceram na zona gélida encontraram um frio


extremo e pouco combustível. Diante dessas circunstâncias, a conservação
do combustível tornou-se algo essencial. Os abrigos eram muito
compactos, com exposição superficial mínima. O iglu esquimó é uma
solução bem conhecida para o problema de sobrevivência em
temperaturas gélidas.

Regiões climáticas do Continente Norte-americano.

Esses abrigos baixos e de forma semiesférica desvia os ventos e aproveite


fator isolante da neve que os rodeia. A suave camada de gelo que se
forma no interior do iglu é uma vedação muito eficaz que impede o ar de
sair. Os túneis de saída desses refúgios ou abrigos são orientados para
longe da trajetória do vento para evitar correntes e fuga do ar quente.

O calor retentivo deste tipo de estrutura torna possível manter tem uma
temperatura interna de 15,56°C, quando no exterior se alcançam os
45,56°C negativos. Essas estruturas são geralmente aquecidas com uma
pequena lâmpada e com o calor humano.

As tribos estabelecidas em British Columbia, na costa do


Pacífico, encontraram um clima menos extremo, porém, a necessidade
urgente de conservar o calor continuava presente.
Para resolver este problema, os índios adotaram uma solução habitacional
comum, conforme mostrado pela estrutura das casas dos índios Kwakiutl.

As tribos se uniram a fim de reduzir a superfície de exposição, construindo


grandes abrigos, com tábuas e madeira, assim eles tinham uma pele dupla
que fornecia uma câmara de isolamento única e um corredor fechado que
comunicava as unidades familiares, usado principalmente durante os
meses mais críticos de inverno. No verão, o recinto externo poderia ser
retirado, aumentando assim a ventilação.

Da mesma forma, e para o benefício de toda a comunidade, lareiras foram


colocadas em apartamentos individuais ao longo de um corredor central,
criando uma fonte concentrada de calor.
Na Bacia de Mackenzie, os abrigos foram construídos com madeira e
cascas de árvores, seus telhados eram inclinados, com postes ancorado no
convés para reter a neve como elemento isolante.

A zona temperada, com clima natural mais favorável, exigia menos


condições térmicas aos seus habitantes, que resultou em
maior liberdade e diversidade na habitação dessas tribos.  Ao
contrário das casas comuns dos grupos do Pacífico, as
aldeias dos habitantes da floresta e das planícies foram organizadas de
forma mais livre e espalhados, com unidades periféricas emergindo na
paisagem em torno deles. 
A habitação unitária típica era a “cabana”, que consistia em uma estrutura
de postes dispostos em forma cônica, coberta com peles para proteção
contra o vento e chuva e aquecido com uma única fonte de calor. Pode
ser facilmente transportado, qualidade essencial para as migrações.
Por outro lado, o assentamento em áreas muito quentes supunha uns
fortes condicionantes na construção das casas.
Caracterizadas por um calor excessivo e um sol inclemente que
exige que o abrigo seja planejado de forma a reduzir o impacto do calor e
forneça sombra. As tribos do Sudeste, como as do Norte, construíam
geralmente estruturas comunitárias para proteção mútua - neste caso do
calor. As paredes e os telhados das edificações, tal como as da
cidade de San Juan, se realizavam “em adobe”. Este tipo de construção
proporciona um alto grau de isolamento, dispersando o impacto do calor
durante muitas horas e permitindo, consequentemente, controlar os
pontos de calor. As janelas são muito pequenas e os agrupamentos de
habitações reduzem a superfície de exposição. Essas organizações são
ordenadas geralmente ao longo de um eixo leste-oeste, reduzindo,
durante o verão, o impacto de calor da manhã e da tarde às paredes dos
muros dos extremos, e aproveitando, durante o inverno, o máximo sol do
Sul nos meses de inverno, época em que o calor é bem-vindo.
Por outro lado, áreas quentes-úmidas básicos teve dois problemas com
seu HAtants: escape de Ia radiaci6n sol excessivo e permitir a evaporação
da umidade através sim, o ventilaci6n. Para resolver esses dois aspectos,
as tribos do sul organizaram seus al- dados da forma não podem ser
evitados o Moo mento livre do ar, e construfan a Vivien
das de quão isolado entremezcUndose com as sombras de oi Flora
existentes. As tribos Seminoles ergueram telhados altos cobertos com
folhas para prolegar do sol 'J lance grande áreas sombreadas
sobre a habitação; estes Ul-limes não tinham paredes. A grande área e
telhados inclinados os protegiam contra ) para Uuvia; Por outro lado,
os solos são cons-trufan separado) chão pam pennitir o circulação de
ar e mantê-los secos.
A partir da observação destes tipolo-Óculos básicos usados por 106 índios
do Norte teamerica nas diferentes regiões, destaca o grande habilidade
possuída por essas tribos para adaptar seus abrigos a 135 dificuldades
específicas cas de seu ambiente particular. a preocupaçãopois o clima era
inerentemente juntou-se à força de trabalho para a solução de problemas
de conforto e proteção. Lá Os resultados foram expressões construtivas 5
com forte caráter regional.
SEMELHANÇAS NO MUNDO

ACORDOS COMUNITÁRIOS E CLIMA

A primeira impressão obtida ao observar os três assentamentos comunitários que vamos exemplificar aqui  é que eles estão
completos de forma diferente e separada, não só a mente em termos de espaço.  [emporalcs mas também em, 'e1ación com
seu filho de 
Um contato próximo e prolongado com o a natureza dá .. para soluções locais, como da aldeia i, -ani do oásis de Vera ~
iri. nos Estados Unidos as casas são empilhadas para expor para a superfície mínima possível para abrir o calor
sadOl: A geometria mir.ima das unidades indivíduo é refletido no design do para configurar uma unidade atraente; o MA-
A classificação constitui a proteção  . A espessura das paredes peneiram as variações de temperatura. Os pátios interiores dos
sambreados fornecer frescor e estabelecer unidade tipológico "introvertido" que fecha em se afastando do hosti! Está
organização peculiar é o resultado de um necessidade biológica urgente. No Sudão tropical fica a vila
de Bari que exibe U: l canicter completemente diferente. Nas regiões equatoriais, o sol brilha muito verticalmente durante a
maioria parte do dia, pouco, e o ambiente está carregado de umidade. Tanto a radiação quanto a chuva Acima. Por esse motivo,
a capa é o elemento principal para; enfatizado pela forma de brilha nas coberturas de palha. organizado em anel_ As paredes
perdem seu papel usual, e o limites da habitação são definidos mais 0 menos para a sombra lançada pelo convés.
Os ventos são bem vindos e altos todos os edifícios cios como os habitantes são pouco cobertos decoração simples. O espaço
flui FINALmente e esta fluidez afeta a disposição Dos edifícios do tipo pavilhão que foram construídos são
expontaneamente e de uma forma leve e orgânica_A comunidade de Zurique está localizada no zona de clima temperado-frio
da Suíça. Nestecaso, e apesar de estar em uma colina amigável, ocorrem variações na pesquisa de uma construção
equilibrada que permite vantagem almaximo Ei asoleo nos meses de inverno e fornecer sombra ntx: esaria em dias quentes
de verão. isto é, um edifício cátion que pode fazer o papel ! por chaqlleta vcraniega e abligo confortável. Neste re-A região
climática tem tipologia de construção

Município em área úmida característica da civilização ocidental, com janelas ampJios e Wla comunicaci6n direta com o


ambiente natural imediato. Em apesar da diversidade e do contraste de vestígios dessas comunidades. eles têm algo em
comum: em todos os Estados Unidos existem características regionais muito marcantes que
constituem as respostas claras às demandas dos respectivos climas.

CARÁTER REGIONAL

A dispersão da população e o desenvolvimento de as comunicações modernas aceleraram a  troca de


ideias e tecnologia. Devemos entender que a implantação generalizada de tipologias ocidentais deve ser feito com
maior cautela. É o formulários têm sua origem na resposta a mais frio e pode causar problemas sérios quando
símbolos incorretos são adotados de progresso cultural La. informações valiosas sobre o usar dos materiais para
"ut6ctonos e do elementos construtivos originais podem por desistir das tradições ter t odos esses aspectos devem
colocar, ser completamente analisado a partir de as crenças e costumes da região.
ENCONTRAR O MÉTODO
O processo lógico seria trabalhar com as forças da natureza e não ir
contra elas, aproveitando suas potencialidades para criar condições
de vida adequadas. Aquelas estruturas que, em um ambiente
determinado, reduzem tensões desnecessárias e aproveitam todos
os recursos naturais que favorecem o conforto humano e podem ser
consideradas como “climaticamente equilibradas”.

Estabilidade
. vel raro perfeito: pode ser alcançado, apenas
cs posiblc sob dn: instancias ambientais "ex ·
cepcional. Pern pode arranjar uma casa
muito confortável e com U; 1 baixo custo de manutenção
A perda reduzirá a necessidade de condicionamento
operação mecânica. Vamos agir com ~ cla
mente sim. uma vez que as circunstâncias foram estudadas
clima. aplicamos nossas conclusões a
an e !; specific \ cx: alil. structure on a dc-
terminou cotomo. Nos mantendo. aquele sf,
Eles se referem às variações reais.
A abordagem sistemática sob condição
situações climáticas equilibradas são um problema
É complicado, pois os procedimentos em
eles próprios estão dentro dos limites de
conhecimento de diferentes disciplinas. Eu posso-
identificar mais rapidamente: e dois deles: o
dimatologia e arquitetura, que
acabar com o começo '! o fim do problema.
Combinando ambos, podemos obter condu-
sões válidas para o projeto de edifícios.
Conforme afirma Neutra: "" No planejamento
futuro!> outras artes e ciências eram necessárias ,
e não solarnente um 0 dois, mas mais mucnas
(... J a tarefa de construir elementos que contribuam
comprar na composição do átomo humano
Eu ... eu não posso complementar um ao outro corretamente
sem a intervenção do conhecimento científico
disponível no momento I ...], Pesquisa biológica
lógica sistemática, inter-relacionada adequadamente
mente com sistemas organizados de design. ac-
Em benefício de um espectro mais amplo
de consumidot'es hllmnnos ".
Cuaiquicr colocou u: 1 acessível universal ao
cOlltrol dimat! C'o de 1 <1 ar'quilecllwa, deve
a) Na seleção do lugar a maioria dos fatores variam. Em geral,
aquelas localizações que mostram melhores características,
em uma relação inverno-verão são os mais adequados para
viver;

b) No aspecto da orientação, pode-se decidir que o sol é


decisivo em ambos os casos, positivamente (em períodos
frios) e negativamente (em épocas quentes). O equilíbrio pode
ser encontrado tomando como referência, os "períodos mais
frios", quer dizer, quando precisamos da radiação solar ou nos
períodos mais quentes, quando tentamos evitá-la;

c) Os cálculos da sombra se baseiam no princípio de sua


evolução ao longo do ano, em épocas frias o sol deve incidir
no prédio, e durante as épocas quentes as construções
devem estar na sombra. Em um gráfico da rota do sol além
dos cálculos geométricos e de radiação, podemos verificar a
efetividade dos elementos projetados para controlar o sol;

d) A forma das casas e edificações em geral devem suportar os


impactos e os efeitos adversos do ambiente térmico; em
determinados lugares de algumas formas podem ser mais
adequadas que outras;

e) Os movimentos do ar podem dividir-se em categorias de vento


e brisa, se são mais ou menos desejáveis. Em épocas frias os
ventos devem ser interceptados; as brisas refrescantes, no
entanto, devem ser aproveitadas durante períodos quentes. O
movimento do ar no interior das estadias deve satisfazer as
necessidades bioclimáticas. Cálculos com base na quantidade
de fluxo de ar existente em um edifício, em combinação com o
padrão de fluxos internos, podem ser usado para determinar a
localização, organização e tamanho dos vãos; e

f) O equilíbrio da temperatura interior pode ser obtido, até certo


ponto, com a utilização de forma metódica dos materiais. A
inércia térmica e capacidade isolante característica de alguns
materiais podem ser utilizados para melhorar as condições de
um interior. Um plano hélio-técnico, com base em estudos
sobre o fluxo de calor, proporciona medidas quantitativas de
importância relativa dos elementos construtivos. O critério
principal para alcançar o equilíbrio é: fluxo mínimo de calor
para fora no inverno, ganho mínimo de calor nas estruturas
durante períodos quentes.

A aplicação arquitetônica das conclusões extraídas nas três


primeiras fases deve ser desenvolvida e equilibrar-se e acordo com
a importância dos diferentes elementos. O equilíbrio climático
começa no local, e deve ser levado em consideração tanto para a
ordenação urbana das casas como para o projeto rotineiros das
unidades residenciais.
RESUMO

O conteúdo deste livro segue, em geral, as quatro as


quatro fases descritas.  Se o leitor for informado dos requisitos
bioclimáticos do Capítulo 2, poderá seguir mais facilmente as avaliações
das condições climáticas do Capítulo 3, e compreenderá melhor a
manipulação seletiva de fatores climáticos descrita no Capítulo 4.
Daí em diante, o texto não analisa cada componente climático
separadamente, visto que, levando em consideração que o resultado
arquitetônico ressalta elementos e princípios arquitetônicos. Não
sugerimos recomendações rígidas, já que na arquitetura existem muitas
maneiras de atingir a meta do conforto humano. Por outro lado e para
enfatizar os fatores do meio ambiente que dão lugar às diferenças
regionais, que se desenvolvem na maioria destes capítulos, algumas
análises de casos situados em quatro diferentes localizações geográficas
são representações de zonas climáticas dos Estados Unidos. Isso
pressupõe uma visão geral detalhada dos problemas de orientação,
sombra, forma, movimentos de ar e planejamento
hipotérmico desenvolvidos nos Capítulos 6 a 10.
Neste ponto pode ser dado por finalizada essa avaliação. No entanto, uma
vez que os arquitetos tendem à apreciação visual das coisas e não
imaginam a vida contida em alguns gráficos embaraçosos, é possível que
preferem olhar para um resumo de conclusão, assim, o Capítulo 12
sintetiza os efeitos do clima sobre os edifícios nas quatro regiões
principais, com exemplos ilustrativos das possíveis aplicações.
A adaptação da edificação ao seu entorno tem sido um grande problema
durante séculos. Vttrubio concedeu grande importância, como Le
Corbusier que afirmava: “A sinfonia do clima [...] não tem sido
compreendida [...] A trajetória do sol é diferente da curvatura dos
meridianos [...] a intensidade de sua radiação varia na superfície da terra
de acordo com sua incidência [...]. Neste assunto, existem inúmeras
condições que exigem soluções adequadas. Assim, o autêntico
regionalismo desempenha um papel muito importante”.
Tradução: Líbia Frota Ribeiro - RGM 24838012

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