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UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DO SEMI-

ÁRIDO PRÓ-REITORIA DE GRADUAÇÃO


CENTRO MULTIDISCIPLINAR DE CARAÚBAS CURSO
DE BACHARELADO EM ENGENHARIA ELÉTRICA

JOSÉ RENATO DE NE

TRANSISTORES DE EFEITO DE CAMPO

CARAÚBAS
2019
LISTA DE FIGURAS

Figura 1: Circuito RL paralelo....................................................................................................7


Figura 2: Chave do circuito aberta..............................................................................................8
Figura 3: Chave inicialmente fechada.........................................................................................8
Figura 4: Tensão - fase de carga................................................................................................10
Figura 5: Corrente - fase de carga.............................................................................................10
Figura 6: Tensão - fase de descarga..............................................................................................11
Figura 7: Corrente - fase de descarga.......................................................................................12
Figura 8: Tensão x Corrente - fase de carga..............................................................................12
Figura 9: Tensão x Corrente - fase de descarga........................................................................13
Figura 10: Fase de carga e descarga.........................................................................................14
Figura 11: Imagem da simulação..............................................................................................16
Figura 12: Comparação das correntes.......................................................................................18
LISTA DE QUADROS

Quadro 1: Níveis lógicos de tensão e corrente – fase de carga...................................................9


Quadro 2: Níveis lógicos de tensão e corrente – fase de descarga.............................................9
Quadro 3: Valores Teóricos – fase de carga..............................................................................13
Quadro 4: Valores Teóricos – fase de carga..............................................................................14
Quadro 5: Valores da simulação – fase de carga.......................................................................14
Quadro 6: Valores da simulação – fase de descarga.................................................................15
Quadro 7: Valores teóricos das constantes................................................................................15
Quadro 8: Valores da simulação...............................................................................................16
Quadro 9: Valores percentuais para tensão...............................................................................16
Quadro 10: Valores percentuais para a corrente.......................................................................17
Quadro 11: Resultados para novos valores de L.......................................................................17
SUMÁRIO

1 Introdução..............................................................................................................................6

2 Objetivos.................................................................................................................................6

3 Materiais e métodos utilizados..............................................................................................6

3.1 Materiais..............................................................................................................................6

3.2 Métodos utilizados..............................................................................................................6

4 Desenvolvimento....................................................................................................................6

4.2 Roteiro da prática...............................................................................................................7

6 Conclusão..............................................................................................................................18

REFERÊNCIAS......................................................................................................................19
6

1 Introdução

O Transistor de Efeito de Campo (FET, field-effect transistor) é um dos dispositivos de


três terminais mais utilizados nos circuitos eletrônicos e apresenta características semelhantes ao
transistor TBJ. O controle é baseado no campo elétrico estabelecido pela tensão aplicada no
terminal de controle. A principal divergência entre os dispositivos eletrônicos citados
anteriormente se dá pelas grandezas que os controlam. O TBJ é controlado por corrente e o FET
é controlado por tensão.
Dois tipos de transistores serão aqui introduzidos, o transistor de efeito de campo de
junção (JFET) e o transistor de efeito de campo de matal-óxido-semicondutor (MOSFET).
Veremos que o transistor MOSFET tornou-se um dos dispositivos mais importantes na
execução de projetos de circuitos integrados para computadosres digitais, pois apresenta
estabilidade térmica e outras características que favorecem sua aplicação [1].
Assim como há transistores bipolares, npn e pnp, também existem FET`s de cabal n e
canal p. Contudo, o TBJ trata-se de um dispositivo bipolar e o FET é uma configuração unipolar
que depende exclusivamente da condução de elétrons (canal n) ou de lacunas (canal p).
Posteriormente serão apresentados os tipos de ligações do transistor de efeito de campo. Nesse
sentido, a explicação para o efeito de campo em um FET funciona como um campo elétrico
gerado pelas cargas presentes, as quais controlarão o caminho de condução do circuito de saída
sem necessariamente ter um contato entre as quantidades e controladas.

2 Objetivos

Estudar e analisar as respostas transitórias de circuitos resistivos-indutivos.

3 Materiais e métodos utilizados

3.1 Materiais

- Computador
- Software de simulação de circuitos elétricos

3.2 Métodos utilizados


7
Essa atividade prática foi feita por meio de uma simulação computacionais através do
software NI Multisim 14.0.

4 Desenvolvimento

As sessões a seguir demonstram resultados obtidos das respostas apresentadas pelo


circuito RL na rotina computacional.
4.2 Roteiro da prática

a)
Inicialmente foi montado o circuito da Figura 1 no software Multisim:

Figura 1: Circuito RL paralelo

Fonte: Elaborado pelo autor – NI Multisim.

Logo após, a simulação foi estabelecida para os instantes de tempo de acordo com a posição da
chave (Key). As imagens a seguir demonstram as partes dessa simulação:
Figura 2: Chave do circuito aberta

Fonte: Elaborado pelo autor – NI Multisim.

Figura 3: Chave inicialmente fechada

Fonte: Elaborado pelo autor – NI Multisim.

b)

Posteriormente foi feito um quadro lógico especificando o que acontece com a tensão e
a corrente no indutor nos tempos de ajuste da chave. Vejamos a seguir:
Quadro 1: Níveis lógicos de tensão e corrente – fase de carga
Tempo Tensão Corrente
t<0 0 0
t>0 1 0
t=∞ 0 1
Fonte: Elaborado pelo autor – M. Word.

Quadro 2: Níveis lógicos de tensão e corrente – fase de descarga


Tempo Tensão Corrente
t<0 1 1
t>0 0 1
t=∞ 0 0
Fonte: Elaborado pelo autor – M. Word.

c)

Em seguida foram plotados os gráficos de carga e descarga para tensão e corrente no


indutor.
Vejamos a seguir:

 Carga:
Para a fase de carga no indutor as equações 1.1 e 1.2 definem o comportamento gráfico:

𝑣𝐿(𝑡) = 𝑅. 𝐼0. 𝑒−𝑅.𝑡/𝐿 (1.1)

𝑖𝐿 = 𝐼0(1 − 𝑒−𝑅.𝑡/𝐿) (1.2)

Os gráficos obtidos a partir das fórmulas anteriores estão nas figuras a seguir:
Figura 4: Tensão - fase de carga

Fonte: Elaborado pelo autor – Scilab.

Figura 5: Corrente - fase de carga

Fonte: Elaborado pelo autor – Scilab.

 Descarga:
Já para a fase de descarga no indutor as equações 1.3 e 1.4 definem o comportamento gráfico:

𝑣𝐿(𝑡) = −𝑅. 𝐼0. 𝑒−𝑅.𝑡/𝐿 (1.3)

𝑖𝐿 = −𝐼0. 𝑒−𝑅.𝑡/𝐿 (1.4)

Os gráficos obtidos a partir das fórmulas anteriores estão nas figuras a seguir:

Figura 6: Tensão - fase de descarga

Fonte: Elaborado pelo autor – Scilab.


Figura 7: Corrente - fase de descarga

Fonte: Elaborado pelo autor – Scilab.

Para um melhor entendimento, as próximas imagens mostram o comportamento da


tensão e da corrente simultaneamente:

Figura 8: Tensão x Corrente - fase de carga

Corrente

Tensão

Fonte: Elaborado pelo autor – Scilab.


Figura 9: Tensão x Corrente - fase de descarga

Corrente

Tensão

Fonte: Elaborado pelo autor – Scilab.

d)

Posteriormente, foram anotados os valores teóricos fornecidos pelas características do


circuito. O Quadro 3 apresenta os valores obtidos para as tensões e correntes:

Quadro 3: Valores Teóricos – fase de carga


Tempo Tensão [V] Corrente [A]
t<0 0 0
t>0 2,5 0
t=∞ 0 1,25
Fonte: Elaborado pelo autor – M. Word.
Quadro 4: Valores Teóricos – fase de carga
Tempo Tensão [V] Corrente [A]
t<0 2,5 1,25
t>0 0 1,25
t=∞ 0 0
Fonte: Elaborado pelo autor – M. Word.

e)

Foi verificado através do osciloscópio a forma de onda da tensão em ambas as fases, carga e
descarga. A Figura a seguir demonstra o comportamento gráfico:

Figura 10: Fase de carga e descarga

Fonte: Elaborado pelo autor – Multisim.

f)

Os valores obtidos a partir da simulação para os respectivos instantes de tempo foram conforme
o Quadro 3:

Quadro 5: Valores da simulação – fase de carga


Tempo Tensão [V] Corrente [A]
t<0 2,487 0
t>0 0 0
t=∞ 0 1,25
Fonte: Elaborado pelo autor – M. Word.

Quadro 6: Valores da simulação – fase de descarga


Tempo Tensão [V] Corrente [A]
t<0 0 1,25
t>0 2,487 1,25
t=∞ 0 0
Fonte: Elaborado pelo autor – M. Word.

A partir dos resultados obtidos anteriormente, percebe-se que na fase de carga a


corrente no indutor inicialmente é nula e cresce exponencialmente até um valor limite com o
passar do tempo, nesse período tratamos o indutor como um circuito aberto no instante t = 0.
Já na fase de descarga, percebe-se que a corrente começa a cair até tornar-se nula, nesse caso
temos um curto circuito no indutor.

g)
Foi necessário calcular a constante de tempo para as fases de carga e descarga no
indutor.
Teoricamente, as constantes de carga e descarga para o circuito analisado são definidas como:

𝐿 (1.5)
𝜏=
𝑅1

, para a fase de descarga. Onde 𝑅2 é o resistor em série com a fonte de alimentação.


E,
𝐿 (1.6)
𝜏=
𝑅1//𝑅2

, para a fase de carga. Onde 𝑅2 é o resistor em paralelo como o indutor. A partir disso foram
calculadas as constantes de tempo para as respectivas fases considerando uma indutância de 60
H. O Quadro a seguir especifica os valores:

Quadro 7: Valores teóricos das constantes


Fase de carga Fase de descarga
Constante de tempo (𝜏) [s] 30 15
Fonte: Elaborado pelo autor – M. Word.
A partir de uma simulação usando uma análise transiente, opção disponível também no
Multisim. Obteve-se os valores práticos. A imagem a seguir exemplifica como foi obtido os valores:

Figura 11: Imagem da simulação

Fonte: Elaborado pelo autor – Multisim.

Quadro 8: Valores da simulação


Fase de carga Fase de descarga
Constante de tempo (𝜏) [s] 29,48 14,84
Fonte: Elaborado pelo autor – M. Word.

h)
Foram também calculados os valores percentuais paras as constantes de tempo. Os
Quadros a seguir mostram os resultados para a tensão e a corrente nas fases de carga e
descarga, respectivamente:

Quadro 9: Valores percentuais para tensão


Constante de tempo Tensão (%) – Carga Tensão (%) - Descarga
𝜏 34,7 64,1

2𝜏 10,2 89,8
3𝜏 5,03 94,97

4𝜏 1,81 98,19
5𝜏 0,16 99,7
Fonte: Elaborado pelo autor – M. Word.

Quadro 10: Valores percentuais para a corrente


Constante de tempo Corrente (%) – Carga Corrente (%) - Descarga
𝜏 63,17 32,59

2𝜏 86,6 8,03

3𝜏 95,2 4,71

4𝜏 98,4 1,58

5𝜏 99,98 0,01
Fonte: Elaborado pelo autor – M. Word.

i)
Sequencialmente, os testes do item (g) foram repetidos para novos valores de
indutância,
L = 6 H e L = 600 mH. Os valores teóricos e medidos para as novas constantes de tempo estão
listados no Quadro a seguir:

Quadro 11: Resultados para novos valores de L


Indutância [H] Fase de carga - teórico Fase de descarga - teórico
6 3s 0,3 s
0,6 1,5 s 0,15 s
Indutância [H] Fase de carga - teórico Fase de descarga - teórico
6 3,1 s 0,29 s
0,6 1,53 s 0,153 s
Fonte: Elaborado pelo autor – M. Word.

J)
Com o auxílio do software Scilab 6.0.2, foram plotadas as formas gráficas para
exemplificar o que acontece com a corrente no indutor quando se altera o valor da constante de
tempo para valores maiores ou menores. Vejamos na Figura a seguir o resultado ilustrativo:
Figura 12: Comparação das correntes

Fonte: Elaborado pelo autor – Scilab.

Apenas um intervalo de plotagem foi adicionado para analisar o comportamento da


corrente. Conforme o gráfico anterior, quando diminuímos o valor de L (curva em Azul)
diminuímos também o tempo de carga ou descarga do indutor. Caso contrário, em um
aumento da indutância (curva Verde), também aumentamos o tempo de carga e descarga no
indutor.

6 Conclusão
A partir dessa atividade prática, teve-se mais conhecimento sobre as características de
um circuito indutivo-capacitivo. Essa prática serviu para verificar o comportamento de
parâmetros importantes em circuito, como a tensão e a corrente. Permitiu ainda, uma análise
quantitativa e qualitativa sobre o que ocorre com o indutor em um circuito exemplificando sua
função. Os resultados obtidos a partir da simulação por meio do software Multisim foram de
acordo com os resultados esperados baseados na teoria, embora tenha apresentado pequenas
divergências, isso se deve a erros diretamente ligado ao tempo de resposta do observador.
Esse relatório servirá como base para o desenvolvimento de novos estudos relacionados a
circuitos indutivos.

REFERÊNCIAS

[1] BOYLESTAD, R. L.; Introdução à Análise de Circuitos. 10ª edição, São Paulo, Prentice
Hall,2004.

[2] NILSSON, James. CIRCUITOS ELÉTRICOS. 8ª edição. ed. São Paulo: Prentice-Hall,
2009.

[3] EQUIVALENTE de Norton. [S. l.], 2019. Disponível em:


http://www.ufrgs.br/eng04030/Aulas/teoria/cap_06/norton.htm. Acesso em: 30 nov.
2019.