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Consultoria e Serviços de Engenharia .

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Rua Guaicurus, 460 - Vila Togni - Poços de Caldas - M.G. cep:37 704 347
____________________________________________________________________________________________
1. Porque projeto?

2. Roteiro:
o Cálculo de circuitos: (rotina)
o Calcular
o Calcular o diâmetro do eletroduto
o Circuito equivalente (momento elétrico)
o Côres e reflectância (Índice de reflexão)

3. Cálculo do diâmetro do condutor pelo critério de queda de tensão

4. Cálculo da corrente máxima admissível:

5. Cálculo do eletroduto

6. Momento elétrico e carga equivalente

7. Proteção elétrica

8. Informações complementares

9. Luminotécnica

10. Formulário

11. Representação de circuitos


o Diagramas funcionais completos
o Diagramas unifilares

12. Estimando Cargas e situações


o Bomba d’água
o Elevadores
o Ar condicionado
Conceito de projeto elétrico:

1. Introdução:

Sempre nos perguntamos:

- Porque fazemos um projeto elétrico?

-Três razões definem a necessidade de um projeto elétrico (ou de qualquer projeto de


Engenharia), elas são mostradas abaixo por ordem de importância:

A- Segurança: É essencial que um projeto resguarde e não coloque em risco a vida e a saúde
das pessoas que irão utiliza-lo, bem como as da coletividade e que também não impacte o
meio ambiente.

O projeto também deve resguardar e proteger seus usuários, terceiros e a coletividade,


contra danos materiais, de patrimônio e ambientais.

B- Tecnologia: Um projeto deve atender e oferecer os confortos, facilidades e vantagens


obtidos pelo mais atual desenvolvimento tecnológico, desde que não entre em conflito com a
segurânça.

C- Economia: Um projeto deve ser de execução a mais barata possível, desde que não
entre em conflito com a segurânça (em primeiro lugar) e depois com o desenvolvimento
tecnológico.

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2. Roteiro:
a- Reservar espaço para passagem de cabos (prumadas) :
1- Alimentação elétrica e controle (potência)
2-Alimentação elétrica e controle e comando (Utilidades)
3- Rede telefônica, fax modem e alarmes (comunicação) antenas, circcuitos de T.V.(mídia), fibra ótica
etc...
b- Definir cargas especiais:

c- Definir localização dos quadros de distribuição. (Centro de carga)

d- Cargas especiais:
1- Traçar os circuitos
2- Dimensionar os circuitos
3- Dimensionar os eletrodutos
4- Calcular a proteção
5- Listar material

e- Definir carga de tomadas: 300 W/m2 (cozinha e área de serviços), 150W/m2 (o restante)
1-Definir proteção.
2-Definir os circuitos (600W/tom.coz.) e 300W/tom.o resto)
3-Traçar os circuitos
4-Dimensionar os circuitos
5-Dimensionar os eletrodutos
6-Listar material

f- Definir carga de iluminação:


1- Definir nível de iluminação por ambiente
2- Definir tipo e número de lâmpadas por ambiente
3- Definir carga de iluminação
4- Definir proteção
5- Definir número de circuitos
6- Traçar circuitos
7- Dimensionar circuitos
8- Dimensionar eletrodutos
9- Listar material

g- Traçar unifilar dos Q.D.L. e equilibrar cargas

h- Definir circuito geral de distribuição, por QDL


1- Calcular demanda
2- Escolher caminho
3- Dimensionar cabos
4- Dimensionar eletrodutos e/ou leitos de cabos
5- Calcular proteção
6- Listar material

i- Projetar padrão e listar material.


j- Jamais esquecer que o fio terra, nú, acompanha todo e qualquer circuito
( Condição básica de segurança).

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Cálculo de circuitos: (rotina)

a- Reservar espaço para passagem de cabos (prumadas) :


1- Alimentação elétrica e controle (potência)
2-Alimentação elétrica e controle e comando (Utilidades)
3- Rede telefônica, fax modem e alarmes (comunicação) antenas, circcuitos de T.V.(mídia), fibra ótica
etc...

b- Definir cargas especiais: (Quais são, onde estão e quais suas potências)

c- Definir localização dos quadros de distribuição: X


 (x i . Qi )
; Y
(y i . Qi )
 Q  Q

d- Definir percentual de distribuição de queda de tensão por trecho. Máx: 9 %.


e- Traçar fisicamente o circuito

Distribuição da queda de tensão: (na pior das hipóteses)

Até a medição: 3%

Da medição até o QDF: 3%

NR S T

3 x 50 A

15 A 15 A

Ckt Motor do guincho 15 A 15 A Ckt Motor 1 da ponte


3,680 kVA; L=80,5 15 A 15 A 2,208 kVA; L=80,5

15 A 15 A

Ckt Motor do carro 15 A 15 A Ckt Motor 2 da ponte


2,208 kVA; L=80,5 15 A 15 A 2,208 kVA; L=80,5

20 A 15 A
Ckt nº 19 tomadas; 2,100 kVa; L=41,98
20 A 15A Ckt nº 18 Iluminação
Ckt nº 20 tomadas; 2,100 kVa ; L=41,98
20 A 15 A 1,200 kVA; L=105,23
Ckt nº 21 tomadas; 2,100 kVa; L=41,98
20 A 20 A
Ckt nº 22 Reserva Ckt nº 25 Reserva
20 A 20A
Ckt nº 23 Reserva Ckt nº 26 Reserva
20A 20 A
Ckt nº 24 Reserva Ckt nº 27 Reserva

Do QDF até a carga: 3% N


Santini
QDL - Nº 2
G
Obs.: O cabo terra (G) deve acompanhar todos os circuitos.
P tot. 3 = 14,696 kVA

f- Conhecendo-se o material do condutor e o range de elevação de temperatura, calcular a resistividade


do condutor: t = 25 . (1+ 0,004 . (t-25)) ; e: 25 Cu = 0,0175  . mm2 / m
25 Al = 0,0267  . mm2 / m

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g- Conhecendo-se: a Do circuito: Tensão de alimentação
Potência
Queda de tensão
Comprimento físico
b Do condutor
Resistividade

Calcular :

 .L.Pr
1. Área do condutor: Sc  ;
2 v%
V .
100

2. Corrente nominal : Inom = Pr / V ;

3. Proteção: Disj = Inom . 1,12

Obs.: Se o circuito for trifásico: Pr = P / sqrt (3)


Se o circuito for monofásico: Pr = P

h- Conferir o cálculo da área do condutor pelo critério de corrente máxima.:

(faça agora sua tabela)

2,907. S c0,9208
I máx 
1,418
t . Ln(1,07  )
Sc

Obs.: A corrente máxima suportada pelo condutor, tem obrigatoriamente que ser maior que a
corrente nominal da proteção utilizada no circuito.

i- Conhecendo o número de condutores e a área dos condutores utilizados:

Calcular o diâmetro do eletroduto: D  N . A. 3,67. S c  9,65. S c

j- Tabelar valores: (Ex.:)

Ckt nº Nº  KVA V V Mat. Leq. Sc (mm2) I (A) Prot. Elet


(V) (%) Cu/Al (m) V IMax. Nom. Máx. (A) (mm)
1 1 2,1 127 3 Cu 88.65 2,5 10 16,54 55,4 20 20
2 3 4,32 220 3 Cu 38,46 1,5 2,5 11,34 22,9 15 20

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Circuito equivalente (momento elétrico):

k- Caso o circuito for complexo, calcular o circuito equivalente, através do momento elétrico crítico:

 (L .Q )
total   Q Leq. 
i i Críti cos
onde: Q e
Q
10 m 3m 5m

150 W 200 W

3m 2m

300 W 200 W
300 x 5 + 500 x 2 + 650 x 5 + 1150 x 3 + 1500 x 10
Leq. =
300 + 200 + 150 + 200 + 300 + 200 + 150 5m 2m 5m

24200
Leq. = = 16,133 m
1500
150 W 200 W 300 W

16,133 m

1500 W

l- Continuar cálculos a partir do ítem “2. g-“

Complemento:

Côres e reflectância (Índice de reflexão): Exemplo


Comprimento de onda (nm) Reflectância (%)
Designação
Violeta < 450 5,99
Azul 450 ==> 500 9,64
Verde 500 ==> 570 27,20
Amarelo 570 ==> 590 70.3
Laranja 590 ==> 610 35,9
Vermelho > 610 16,9

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3. Cálculo do diâmetro do condutor pelo critério de queda de tensão:

Quando a corrente elétrica percorre um condutor, a tensão elétrica entre duas


seções consecutivas do condutor, decresce, conforme a lei de Ohm:
V=R.I e P=V.I ou I=P/V

V1 V2
I V1 - V2 = V = R . I

A resistência elétrica do condutor, pode ser calculada por:

V1 V2
I R = . L / S

Onde: L = 2 . l (Duas vêzes a distância física do quadro à carga).


 = resistividade do material do condutor.

A queda de tensão: V será igual à :

V = . L / Sc . I ; ou: V = .L / Sc . P / V ;

. L. Pr
Então: S c  (1)
2 v %
V .
100

Se o circuito for trifásico, Pr = P / sqrt (3)


Se o circuito for monofásico, Pr = P
V%, significa o percentual de queda de tensão que desejamos para o circuito em questão.

Os nossos equipamentos elétricos e eletrônicos, são projetados para trabalharem com uma
queda de tensão de no máximo até 10%, portanto quando projetamos nossos circuitos, o fazemos
para uma queda de tensão entre : V = 2 à 9 %. (Vale o bom senso)

Obs: a- Diâmetro e área nominal dos fios e cabos comerciais (mm2) :

d (mm) Sc d (mm) Sc d (mm) Sc d (mm) Sc


(mm²) (mm²) (mm²) (mm²)
1,128 1 3,568 10 9,441 70 17,481 240
1,382 1,5 4,513 16 10,998 95 19,544 300
1,784 2,5 5,641 25 12,361 120 22,567 400
2,257 4 6,675 35 13,819 150 25,231 500
2,764 6 7,979 50 15,348 185

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b- A “área” ou bitola nominal dos fios e cabos comerciais é determinada pela capacidade de
condução de corrente e não por suas dimensões físicas reais (funciona mais a condutividade).
c- a definição da capacidade de condução de um fio ou cabo comercial, depende principalmente
da capacidade de dissipação térmica de seu isolamento.
d- Bitola mínima permissivel em instalações de potência: 1,5 mm2

4. Cálculo da corrente máxima admissível:


Quando a corrente elétrica percorre a resistência do condutor, parte da potência
transportada, se transforma em energia térmica, pelo chamado efeito joule:

V1 V2
I P = V . I; P = R . I² = Q

Este fluxo de energia, normalmente é dissipado pelo condutor, na face interna de seu isolamento
e o calor gerado tem que atravessar toda espessura do isolamento, para ser dissipado no meio
ambiente.

V1 V2
I Q = t . Si . k / (do . ln(do /di))

Caso o calor gerado pelo condutor for maior que a capacidade de dissipação térmica do
isolamento, o acúmulo de energia deteriorará o isolamento e com certeza destruirá o circuito.
Portanto é da maior importância a verificação do circuito (calculado por queda de tensão) pelo
critério da corrente máxima.

Sabendo-se que a resistividade térmica do P.V.C. 70C é 600C . cm / W, e que sua condutividade
térmica é 0,001667 W / (cm . C), Podemos calcular qual o fluxo de calor que atravessa o isolamento
na unidade de tempo.

Se a potência térmica gerada pela resistência ohmica do condutor for maior que o fluxo de calor
dissipado através do isolamento, a temperatura do fio subirá até danificar o isolamento.

q1 = .L / Sc . I2 (Calor gerado pela resistência ohmica)

q 2= t . Si . k / ( do . ln ( do / di ) ) (Calor dissipado através do isolamento)

Fazendo: q1 = q2,

Temos:
q1 = q2 = q = . L / Sc . I2 = t . Si . k / ( do . ln ( do / di ) )

Onde:
Sc = Área do condutor
Si = Área interna do isolamento
do = Diâmetro externo do isolamento
di = Diâmetro interno do isolamento

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k = Condutividade térmica do isolamento
ei = Espessura do isolamento

Si = . do . L ; Se: L = 1, 
q = 2.  . L . t . k / (do . ln (do / di)) = 2.  . t . k / (ln (do / di)); Sabendo-se que:

di = Sqrt(Sc . 4 / ); e que: do = di + 2 . ei; e que também: ei = 0,035 . di + 0,8;

 do / di = (di + 2 . (0,035 . di +0,8)) / di = 1,07 + 1,6 / di. Então:

q = 2. . t . k / ln (1,07 + 1,6 / di) = 2.  . t . k / ln (1,07 + 1,418 / sqrt(Sc))

Fazendo: k = 0,001667 ( P.V.C. 70C ): q = 0,1047 . t / ln (1,07 + 1,418 / sqrt(Sc)).

Sabendo-se que a resistividade do condutor varia com a temperatura, segundo a fórmula:

t = 25 . (1+ 0,004 . (t-25)) ; e que :


25 Cu = 0,0175  . mm2 / m
25 Al = 0,0267  . mm2 / m

q = t . I2 / Sc = 0,1047 . t / ln (1,07 + 1,418 / sqrt(Sc)). Por regressão potencial:

0,0792
t  27,764 . Sc Então:

2,907. S c0,9208
I máx  (2)
1,418
t . Ln(1,07  )
Sc

Obs.: Para se determinar a elevação temperatura máxima de funcionamento


do circuito, procede-se da seguinte forma:

a. Temperatura máxima da região = X ºC


b. Temperatura máxima especificada para o isolamento usado = Y ºC
c. Máxima elevação de temperatura para o circuito t = Y / 1,15 – X = Z ºC
Ex.: Poços de Caldas, com PVC 70 ºC
a. Temperatura máxima da região = 30 ºC
b. Temperatura máxima especificada para o isolamento usado = 70 ºC
c. Máxima elevação de temperatura para o circuito t = 70 / 1,15 – 30 = 30,87 ºC

5. Cálculo do eletroduto: Na fórmula abaixo, considere:


Se fio, A = 1 ; Se cabo, A = 1,3924
N = Número de condutores

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D  N . A. 3,67.S c  9,65. S c  mm (3)

Obs: a- Diâmetro nominal dos eletrodutos comerciais (pol x mm) :


polegadas milímetros polegadas milímetros polegadas milímetros
1/2 16 1 1/4 32 2 1/2 63
3/4 20 1`1/2 38 3 76
1 25 2 50 4 100

b- Bitola mínima permissivel em instalações prediais:


16mm, Energia (Nós não recomendamos bitola menor que 20 mm)
20mm, Telefonia e comunicações

6. Momento elétrico e carga equivalente.


(obs.: O momento elétrico pode ser calculado com corrente ”I”, como mostrado abaixo ou com
potência “kVA” que é mais prático)

a- Quando multiplicamos a carga I de um circuito, pela sua distância elétrica (duas vêzes o
comprimento físico da carga ao quadro), obtemos uma grandeza denominada momento elétrico.

b- Por outro lado, se dividirmos o momento elétrico de um circuito complexo por sua corrente total,
obtemos o que é chamado de distância equivalente da carga.

c- Portanto Circuito equivalente à um circuito complexo, é o circuito que possui a mesma potência
total do circuito complexo, localizada à distância equivalente da carga, calculada conforme ítem 6b.

d- Para calcularmos o momento elétrico de um circuito complexo, agimos da seguinte forma:

1- Escolhemos a ramificação crítica (a que combinar maiores cargas à maiores distâncias)

2- À partir da carga mais distante desta ramificação, seguindo em direção à fonte do circuito,
calculamos a somatória do produto: corrente acumulada vêzes distância elétrica.

3- O resultado desta somatória é o momento elétrico.

7. Proteção elétrica:
Os circuitos elétricos podem ser protegidos contra:
a- Curto-circuitos
b- Sobre corrente
c- Sobre tensão
d- Sobre aquecimento
e- Sobre potência (demanda)
f- Fuga para terra
g- Desequilíbrio de fase
h- Variação de frequência
i- Qualquer outra proteção imaginável

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Porém, em nome do desconhecimento técnico e do risco, nossas construções normalmente são
protegidas elétricamente apenas contra curto-circuitos e sobre corrente.

Isto certamente contraria os princípios de segurânça e tecnológico. Mas..., estamos no Brasil, onde
a moda é sempre colocar culpa no curto-circuito, até para incêndios florestais e “apagões”.

A proteção contra curto-circuitos e sobre corrente, é feita utilizando-se ou de elementos fusíveis ou de


disjuntores termo-magnéticos.
Em construções civis utilizamos principalmente disjuntores.

Para sua utilização, existem algumas regras primárias que nem sempre são seguidas:

a- A corrente nominal da proteção (disjuntor ou elemento fusível), jamais poderá ser maior que a
corrente máxima admissível para o condutor.

b- A máxima corrente efetiva do circuito deverá ser igual ou menor que 88% da corrente nominal
da proteção.

c- O fio terra, independente do neutro, e nú, deverá acompanhar toda a instalação, participando de
toda tomada de força, aterramento das carcaças e caixas.

d- Toda tomada monofásica deverá ter três polos: Fase, neutro e terra

e- Toda tomada com duas fases deverá ter três polos: Duas fase e terra

f- Toda tomada trifásica deverá ter quatro polos: Três fase e terra

g- Exemplos de Disjuntores térmo-magnéticos, unipolares, comerciais: (Ampéres)

10 30 60 100
15 40 70 125
25 50 90 150

h- Exemplos de Disjuntores térmo-magnéticos, bipolares, comerciais: (Ampéres)

10 30 45 90
15 35 50 100
25 40 70 150

h- Exemplos de Disjuntores térmo-magnéticos, tripolares, comerciais: (Ampéres)

15 35 90 175
25 40 100 200
30 50 125 300

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8. Informações complementares:
Características da lâmpadas: (1W = 668,449 Lm)
Lâmpada V.Útil Lm/W IRC ºK
Incandescente 1 20 100 2750
Mista 6 50 60 3500
fluorescente 7,5 103 85 4500
Vap. metálico 8 60 92 4000
Flúor. 10 90 91 2750
eletônica
Vap. mercúrio 15 95 45 4000
Vap. sódio 20 200 20 2000
Indução 60 90 90 2750
Capacitiva 1000 150 95 2750

Côr 4º anel Precisão Côr 4º anel Precisão


Ouro 5% branco 15%
prata 10% preto 20%

Côr eletrônica (resistências e capacitores)


Côr 1º e 2º aneis 3ºanel
Preto 0 número
marron 1 de zeros
Vermelho 2
Laranja 3 a seguir
Amarelo 4 número
Verde 5 de zeros
Azul 6 a seguir
Roxo 7 número
Cinza 8 de zeros
Branco 9 a seguir

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9. Luminotécnica: O iluminamento de uma área é definido pela seguinte expressão:
E = / S
Onde:
E = Iluminamento em Lux
 = Fluxo de energia luminosa em Lumens
S = Área a ser iluminada em metros quadrados.

Portanto o fluxo de energia luminosa nessessária para o iluminamento desejado de uma determinada
área, é:

=E.S/(u.d) (4)

Onde:
u = Fator de utilização
d = fator de depreciação

Obs.: A- O fator de depreciação, depende da frequência da manutenção das luminárias e pode ser
considerado como:
d = 0,95 Luminária muito limpa
d = 0,89 Luminária limpa
d = 0,81 Luminária médio
d = 0,72 Luminária suja
d = 0,61 Luminária muito suja

B- O fator de utilização, depende das dimensões físicas do ambiente a ser iluminado (índice do
ambiente = IA), das côres deste ambiente (Produto percentual cúbico de reflectância do ambiente =
PPC) e do tipo da luminária (TL). Onde:

IA = comprimento x largura / ((comprimento + largura) x altura)


PPC = IRT x IRP x IRC / 1000000
IRT = índice de reflexão do teto
IRP = índice de reflexão das paredes
IRC = índice de reflexão do piso (chão)
TL = 1 (para luminárias abertas)
TL = 0,775 (para luminárias com lentes prismáticas)
TL = 0,475 (para luminárias com lamelas anti ofuscantes)

Correlação: u = TL . 1,862 .(0,321 + 0,174 . Ln(IA) . (1,137 . PPC + 0,0836))

C- Para o escopo deste curso, desde que as paredes sejam brancas, o pé direito 3,8 m e usando
luminárias abertas, podemos assumir um valor médio de: u . d = 0,79.

Então:  = E . S / (0,79)

Como cada luminária emite um fluxo de energia luminosa : , então, o número total de luminárias
será:
N =  / . ou : N = E . S / (0,79 . ) (5)

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Existem tabelas e padrões internacionais de iluminamento para cada tipo de ambiente que deverão ser
seguidos conforme finalidade do projeto e bom senso, tendo em mente que padrões e necessidades
variam frequentemente.

Para este trabalho, usaremos os seguintes valores:


Ambientes externos 80 - 100 lux
Halls, circulação, sala de T.V. 150 lux
Quartos, salas 150 - 300 lux (dimer)
Leitura, cozinha, banheiros 300 lux
Lavanderias, escritórios, escadas 400 lux
Oficinas, sala de costura, bibliotécas 500 lux

Os fluxos luminosos das lâmpadas variam de fabricante para fabricante, devendo se consultar os
respectivos catálogos sempre que se fizer um projeto.

Porém para este trabalho, vamos adotar os seguintes valores:

Incandescente:
W nom. W efet. (127V)  Lm (220V)  Lm
60 60 660 810
75 75 900 1057
100 100 1320 1450
150 150 2070 2825
200 200 2980 3420
300 300 4920 5580
500 500 8800 9700

Fluorescente:
W nom. W efet. (127V)  Lm
15 22,5 680
20 30 1000
30 45 1710
40 60 2350

Obs: As lâmpadas fluorescentes devem ser sempre utilizadas em luminárias com número par de
lâmpadas e reator duplo de alto fator de potência. (e atualmente com reatores eletrônicos)

Fluorescentes eletônicas:
W nom. W efet. (127V)  Lm
16 24 1140
25 37,5 2716
30 45 3300

Refletoras:
W nom. W efet. (127V)  Lm
100 100 1050
150 150 1730

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10. Formulário:

1- Dimensionamento do circuito:

V = R . I ; P = V . I = R . I2 e R = . L / S;
Onde: L = 2 * l (Duas vêzes o comprimento físico do qadro à carga).
t = 25 . (1+ 0,004 . (t-25)) ; e: 25 Cu = 0,0175  . mm2 / m
25 Al = 0,0267  . mm2 / m

. L. Pr
Sc  ; Inom = Pr / V ; Disj = Inom . 1.12
v %
2
V .
100
Caso o circuito for trifásico, Pr = P / sqrt (3)
Se o circuito for monofásico, Pr = P; Normalmente, V = 5 à 9 %. (Vale o bom senso)

2,907. S c0,9208
I máx  D  N . A. 3,67. S c  9,65. S c
1,418
t . Ln(1,07  )
Sc

2- Luminotécnica:

E = / S Onde: E = Iluminamento em Lux


 = Fluxo de energia luminosa em Lumens
S = Área a ser iluminada em metros quadrados.
 = E . S / ( u . d ) Onde: u = Fator de utilização
d = fator de depreciação

d = 0,95 Luminária muito limpa d = 0,61 Luminária muito suja


d = 0,89 Luminária limpa d = 0,72 Luminária suja
d = 0,81 Luminária médio

B- O fator de utilização, depende das dimensões físicas do ambiente a ser iluminado (índice do
ambiente = IA), das côres deste ambiente (Produto percentual cúbico de reflectância do ambiente =
PPC) e do tipo da luminária = TL. Onde:

IA = comprimento x largura / ((comprimento + largura) x altura)


PPC = IRT x IRP x IRC / 1000000
IRT = índice de reflexão do teto
IRP = índice de reflexão das paredes
IRC = índice de reflexão do piso
TL = 1 (para luminárias abertas)
TL = 0,775 (para luminárias com lentes prismáticas)
TL = 0,475 (para luminárias com lamelas anti ofuscantes)

Correlação: u = TL . 1,862 .(0,321 + 0,174 . Ln(IA) . (1,137 . PPC + 0,0836))

N =  / .

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11. Representação de circuitos prediais e residenciais:

Os circuitos elétricos podem ser representados de diversas formas, as principais


são: esquemáticos, unifilares e funcionais completos (ou trifilares).
11.1. Diagramas funcionais completos:

a. Interruptores simples: (Diagrama completo):


T

S
R

O diagrama funcional, acima, mostra o circuito de uma lâmpada sendo acionada por um
interruptor [S].
 No momento ela está apagada, (o interruptor [S] está aberto),
 O condutor neutro [N] segue direto e sem interrupções, até a carga (lâmpada).
 O condutor é considerado fase [F] até o ponto de interrupção (interruptor [S] )
 À partir da interrupção, o condutor é considerado retorno [R], e o retorno pode estar ou não
energisado, dependendo da posição do interruptor [S]. (Neste caso está desenergisado).
 O condutor terra [T], não participa do circuito, mas segue-o em toda a sua extensão,
protegendo o seu usuário.
T

S
R

 Agora, o interruptor [S] está fechado, e a lâmpada acesa.


 O condutor retorno está energisado.

Um interruptor simples, atual, é mostrado na figura abaixo:

F R

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b. Interruptores three-way (paralelo): (Diagrama funcional):

S3 R S3
R
R

 Observe que os interruptores three-way [S3] são chaves de duas posições e que dois
condutores retorno [R] interligam os dois polos de saída (duas posições) das duas chaves.
 Com esta disposição, pode-se acender ou apagar a lâmpada de qualquer dos interruptores.

S3 R S3
R
R

 Agora, a lâmpada foi acesa pelo tree-way locallzado no lado esquerdo do diagrama.

S3 S3
R R
R
.

 E apagada pelo tree-way locallzado no lado direito do diagrama

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Um interruptor three-way (paralelo) atual, é mostrado na figura abaixo:

R F R

c. Interruptores four-way (paralelo múltiplo): (Diagrama funcional):

T
R
N

S4 S3
S3 R R
R R

 Os interruptores four-way, permitem o ligmento e desligamento de uma carga (lâmpada), de


diversos pontos (três ou mais).
 seu circuito, tem nas pontas terminais, interruptores three-way.
 Os interruptores four-way, consistem de montagem elétrica de dois interruptores three-way,
mecanicamente intertravados.

T
R
N

S3 S4 S3
R R
R R

 Agora, a carga (lâmpada) foi ligada pelo four-way, localizado no centro do circuito.

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Uma montagem elétrica de um interruptor four-way (paralelo múltiplo) atual, é
mostrado na figura abaixo:

R R

E aqui, uma montagem mecânica de um interruptor four-way (paralelo múltiplo) atual.

11.2. Diagramas unifilares: Os diagramas unifilares, são utilizados,


principalmente para representar os quadros de distribuição e as distribuições de
carga entre as fases. Também é muito utilizado nas indústrias, representando
subestações e centros de controle de motores.

a. subestações:

1500 kVA CCM-31


2.52.15 800 A 2500A
TR-14 0,6C25
2.TC15.1 2.TC15.2 CCM-32
50 kVA
CCM-33

Reserva
12 kV
50 26 0,5P25
51 A 10 kA
63
Reserva
VD
71 CCM-36
50
51N
VM

DIM
CUB. 15
K

S.E. 14

Neste caso, considera-se que todos os circuitos sejam trifásicos. (Os condutores não estão
dimensionados)

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b. Centros de controle de motores (CCM):

C 100 A
Caixa de barramentos
Fu 80 A
200

C 60 A
500
Fu 50 A
10 A 10 A 10 A 15 A 15 A 15 A

2 2 1 1 3 3
T 23-32 A Ilumin. CKT UV Instrum. Tom. Tom. F Spare 300
1290 W 600 W 1200 W 1600 W 5000 W 1600 W 400 400 400 400
15 HP
Entrada Motor Ilum. e Contr. Instrumentos

O esquema elétrico à esquerda, representa o CCM físico à direita. Nele, pode-se


observar:
 Os condutores não estão dimensionados
 O número de fases de cada circuito, está indicado na saída.
 O motor usa um contator tamanho S2, para 45 A e um relé térmico ajustavel entre 23
e 32 A.

c. Quadros de distribuição de energia (QDE) :

2 x 20 A 3 x # 4 mm² = 25 mm (1")


Ckt 1; fases: A , B
3,5 kW; Leq= 10 m
2 x 30 A 3 x # 6 mm² = 25 mm (1")
Ckt 2; fases: A , C
5,0 kW; Leq = 8 m
2 x 20 A 3 x # 4 mm² = 25 mm (1")
Ckt 3; fase: B , C
7,3 kW; Leq = 11 m
5 x # 1,5 mm² = 50 mm (2") 3 x 80 A

3 x # 1,5 mm² = 16 mm (1/2")


2 x 15 A
Leq = 51 m Ckt 11; fase: A
1,2 kW; Leq = 15 m
2 x 15 A 3 x # 2,5 mm² = 16 mm (1/2")
Ckt 12; fase: B
2,3 kW; Leq = 7 m
2 x 15 A 3 x # 2,5 mm² = 16 mm (1/2")
Ckt 13; fase: C
1,8 kW; Leq = 25 m
3 x 20 A 4 x # 4 mm² = 20 mm (3/4")
Ckt 14; fases: A , B , C
10,5 kW; Leq = 15 m

 O esquema unifilar acima, representa um quadro de distribuição de energia (QDE) e


nos indica:

 O número do circuito (sua identidade).

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 A potência do circuito.

 Entre quais fases o circuito está ligado. (distribuição de fases)

 A distância elétrica equivalente, por circuito.

 O diâmetro do eletroduto.

 número de condutores e quais os tipos de condutores, conforme sua condição elétrica,


por circuito.

 valor e a quantidade de elementos de proteção, por circuito

 Obs.: Propositadamente o esquema acima não foi calculado, ele foi colocado na
apostila apenas como demonstração. Portanto os elementos que se obtém por
cálculo podem não estar de acordo com as normas de projeto elétrico.
 O que o torna um excelente exercício e de rápida resolução, considerando-se os seus
dados básicos: A. :Potência do circuito
B.: Distância equivalente ;
C.: Tensão do circuito (nº de fases).

d. Diagramas unifilares, funcionais, de montagem:

2T 2T
Ckt 7 Ckt 7

= 16 mm (1/2")
Ckt 7

Ckt 8

= 16 mm (1/2")
2T
Ckt 8
2T
Ckt 8

O diagrama acima, representa a montagem de dois circuitos de tomadas, ele nos informa
de:

 Por onde passam os eletrodutos, se pelo piso, pelo teto ou pelas paredes.
 Qual o diâmetro dos eletrodutos.
 Da posição e altura das cargas (tomadas).
 Quais os condutores e quais suas funções elétricas nos circuitos.
 Que circuito atende a quais cargas (tomadas).
 Das ramificações de cada circuito.
 Da posição e função dos elementos de controle (interruptores).
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Obs: A seção dos condutores e o valor e a quantidade de elementos de proteção, por
circuito nos é fornecidos pelo QDE.

A figura abaixo, nos mostra a utilidade deste tipo de diagrama, em um circuito de


iluminação:

= 16 mm (1/2")
100 W 100 W 100 W

Ckt2 Ckt2 Ckt2 Ckt2

2S + S3
= 20 mm (3/4")
100 W 100 W 100 W
Ckt2 Ckt2 Ckt2
= 25 mm (1")

100 W 100 W 100 W


Ckt2 Ckt2 Ckt2 S3

12 Estimando Cargas e situações.

É muito comum precisarmos prever e estimar algumas cargas


elétricas que serão necessárias ao projeto, mas que no momento
ainda não foram definidas ou estão bastante nebulosas quanto ao
seu dimensionamento definitivo.

Por exemplo:
a- Bomba d’água para um reservatório.
b- Elevador.
c- Ambiente com condicionamento de temperatura.

Sem a necessidade de muitos cálculos especializados precisos, é


possível prever e estimar a carga elétrica exigida para estes casos (e
outros menos frequentes), num grau bastante aproximado das
necessidades reais, conhecendo-se apenas “física”.

Vejamos:

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a- Bomba d’água:

Seja a instalação ao lado.


Sabemos que potência é:
Força x deslocamento, na unidade
de tempo.
E também, que a altura física a que
a água será bombeada é uma
unidade de pressão, se encarada
como “metros de coluna d’água”,
podendo ser convertida a kPa
(quilopascais) se multiplicado por
9,807.

No SI, temos:
kN . m
Potência  kW  ;
s
m3 kN
Vazão  Q  e Pressão  kPa  .
s m2
Portanto, se multiplicarmos a altura física por 9,807 e pela vazão,
colocando uma eficiência total de 75%, teremos:

9,807 . H . Q kN m 3 kN . m
 2 .   kW
0,75 m s s
(já estimado com uma eficiência da ordem de 75%)

b- Elevadores:

Começamos estimando o número de


pessoas que queremos levar em uma
viagem do elevador.

Sabendo que a massa média estimada


para o conjunto veículo/passageiros, é:

Mmed= Nº de passageiros x 85 x 1,8. [kg]

Que: F = M . a; a = 9,807 m/s2;


t = 1000kg e V = m/s, temos:

Nº Pass x 85 x 1,8 x 9,807 m


. V  kN .  kW
0,75 x 1000 s

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23
(já estimado com uma eficiência da ordem de 75%)

“Grosso modo” é só multiplicar: 2 . V . Nºpass. Que temos a potência


estimada em kW.

Considerando ainda que a velocidade dos elevadores geralmente


varia de 1 a 6 m/s (0,33 a 2 andares/s; em média teremos 3,5 m/s)

Portanto: kW = 7 . Nºpass

c- Ar condicionado:

Quando desejamos manter a


temperatura estável em um
ambiente, temos que
satisfazer a equação:
E(que entra) = E(que sai)
E é exatamente este o
trabalho do aparelho de ar
condicionado.

Sabemos também que sem trabalho externo, o calor sempre flui do


ponto mais quente para o ponto mais frio, que seu fluxo terá que
passar pela área física dos limites do ambiente “climatizado” e que
a “condução se faz pela fórmula:
Q = Ctm . S . tm,

Onde:
Q = Quantidade de calor (kW)
Ctm = Condutibilidade térmica média [Kw/(m² . ºC)]
tm = Diferencial médio de temperatura (ºC)

E ainda, que as condutibilidades térmicas se somam quando


colocadas em paralelo, e que “grosso modo”, as condutividades
médias são:

Paredes de alvenaria e lages = 0,004 kW/(m² . ºC)


Janelas de vidro = 0,188 kW/(m² . ºC)
Portas de madeira = 0,047 kW/(m² . ºC)

A condutibilidade média será:

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+ 0,004 . (S(paredes e lages) / S(total))
+ 0,188 . (S(Janelas de vidro) / S(total))
+ 0,047 . (S(portas de madeira)/ S(total)) = Ctm kW/(m² . ºC)

Diferencial médio de temperatura será:

+ (T1ext - Tint) . (ST1ext/Stot)


+ (T2ext - Tint) . (ST2ext/Stot)
+ (T3ext - Tint) . (ST3ext/Stot)
+ ..................................
+ ..................................
+ ..................................
+ (Tnext - Tint) . (STnext/Stot) = tm (ºC)

A área total será:

A área física dos limites do ambiente “climatizado” = Stot.

Além do calor acima computado, devemos considerar também as


potências elétricas dos equipamentos instalados no ambiente, a
potência da iluminação e acrescentar “60 W” por ocupante humano
(aproximadamente 0,75 W/kg de matéria viva).

Seja por exemplo,


Ambiente de área superficial total Stot= 54 m² a ser climatizado à 25
ºC, com:
+ S(paredes e lages) = 85 %  C1 = 0,004 x 0,85 = 0,0034
+ S(Janelas de vidro) = 10 %  C2 = 0,188 x 0,10 = 0,0188
+ S(portas de madeira) = 05 %  C3 = 0,047 x 0,05 = 0,0024
 Ctm = 0,0246 kW/(m² . ºC)

Tint = 25 ºC

+ ST1ext = 30 %; T1 = 30 ºC  t1 = 0,30 x (30-25) = 1,50


+ ST2ext = 35 %; T2 = 28 ºC  t2 = 0,35 x (28-25) = 1,05
+ ST3ext = 25 %; T3 = 32 ºC  t3 = 0,25 x (32-25) = 1,75
+ ST4ext = 10 %; T4 = 24 ºC  t4 = 0,10 x (24-25) = - 0,10
 tm = 4,20 ºC

Q = Ctm . S . tm = 0,0246 x 54 x 4,2 = 5,58 kW

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Considere ainda, no ambiente, 3 pessoas, um cão de 12 kg, uma
carga de iluminação de 4 x 4 x 40 W = 640 W e um motor de
potência igual a 250 W.

Carga total:
5,58 + 3 x 60/1000 + 12 x 0,75/1000 + (640 + 250)/1000 =
5,58 + 0,18 + 0,009 + 0,89 = 5,66 kW

Considerando se uma eficiência de 84% do sistema de refrigeração,


(aparelhos de nova geração) temos:

5,56/0,84 = 6,62 kW  22.606 BTU/h.

Na prática, pega-se uma unidade de 24.000 BTU/h (Mais próxima


unidade comercial) e a potência elétrica será: P = 7,035 kW.

Obs.: [btu/h] x 2,931 x10-4 = kW.

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