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Aula 04

Curso: Auditoria Tributária


Professores: Raphael Senra
Curso: Auditoria Tributária
Teoria e questões comentadas
Prof.º. Raphael Senra - Aula 04

Olá amigos do Exponencial Concursos, tudo certo?


Nesta aula falaremos a respeito da lei complementar 105/2001, a qual dispõe
sobre o sigilo das operações de instituições financeiras e dá outras providências.
Vamos lá, estude com afinco. Ao final dessa aula, mais uma etapa para sua aprovação
será superada.
Força, fé e foco! Qualquer dúvida, estarei à disposição no Fórum.

Aula 04– Complementar 105/2001

Sumário
1- Lei Complementar 105/2001 ..........................................................2
2- Questões Comentadas ...................................................................19
3- Lista de exercícios.........................................................................27
4- Gabarito ........................................................................................31
5- Referencial Bibliográfico ...............................................................32

1- Lei Complementar 105/2001

A lei complementar 105/2001 dispõe sobre o sigilo das operações de


instituições financeiras e dá outras providências. Em seu art. 1º, tal diploma
normativo estabelece o dever das instituições financeiras de conservarem o sigilo
em suas operações ativas e passivas e serviços prestados.
Art. 1o As instituições financeiras conservarão sigilo em suas operações
ativas e passivas e serviços prestados.
Mas professor, quais são essas instituições financeiras? Prezado aluno (a),
a resposta para esta pergunta está no §1º do art. 1º, o qual lista as organizações
que são consideradas instituições financeiras, para os efeitos desta LC 105/2001.
§ 1o São consideradas instituições financeiras, para os efeitos desta Lei
Complementar:
I – os bancos de qualquer espécie;
II – distribuidoras de valores mobiliários;
III – corretoras de câmbio e de valores mobiliários;
IV – sociedades de crédito, financiamento e investimentos;
V – sociedades de crédito imobiliário;

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VI – administradoras de cartões de crédito;


VII – sociedades de arrendamento mercantil;
VIII – administradoras de mercado de balcão organizado;
IX – cooperativas de crédito;
X – associações de poupança e empréstimo;
XI – bolsas de valores e de mercadorias e futuros;
XII – entidades de liquidação e compensação;
XIII – outras sociedades que, em razão da natureza de suas operações,
assim venham a ser consideradas pelo Conselho Monetário Nacional.
Frise-se ainda que além das 13 organizações, listadas acima, que a LC
considera como instituições financeiras, as empresas de fomento comercial ou
factoring, para os efeitos da referida lei, obedecerão às normas aplicáveis às
instituições financeiras.
ORGANIZAÇÕES CONSIDERADAS COM INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS PELA
LC 105/2001.
Bancos de qualquer espécie
Distribuidoras de valores mobiliários
Corretoras de câmbio e de valores mobiliários
Sociedades de crédito, financiamento e investimentos
Sociedades de crédito imobiliário
Administradoras de cartões de crédito
Sociedades de arrendamento mercantil
Administradoras de mercado de balcão organizado
Cooperativas de crédito
Associações de poupança e empréstimo
Bolsas de valores e de mercadorias e futuros
Entidades de liquidação e compensação
Outras sociedades que, em razão da natureza de suas operações, assim venham
a ser consideradas pelo Conselho Monetário Nacional.

empresas de fomento
comercial ou factoring • obedecerão às normas aplicáveis
(não estão no rol das às instituições financeiras
organizações consideradas
como instituições
financeiras)

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1- São instituições financeiras para os efeitos da lei


complementar 105/2001, exceto:
a) as Secretarias de Estado de Fazenda dos Estados
b) as administradoras de cartão de crédito
c) as sociedades de arrendamento mercantil
d) as administradoras de mercado de balcão organizado
e) as sociedades de crédito imobiliário

Comentário: o §1º, art. 1º, da LC 105/2001 traz a lista de organizações que são
consideradas instituições financeiras.
LC 105/2001
Art. 1º, §1º- São consideradas instituições financeiras, para os efeitos desta Lei
Complementar:
I – os bancos de qualquer espécie;
II – distribuidoras de valores mobiliários;
III – corretoras de câmbio e de valores mobiliários;
IV – sociedades de crédito, financiamento e investimentos;
V – sociedades de crédito imobiliário; (letra E)
VI – administradoras de cartões de crédito; (letra B)
VII – sociedades de arrendamento mercantil; (letra C)
VIII – administradoras de mercado de balcão organizado; (letra D)
IX – cooperativas de crédito;
X – associações de poupança e empréstimo;
XI – bolsas de valores e de mercadorias e futuros;
XII – entidades de liquidação e compensação;
XIII – outras sociedades que, em razão da natureza de suas operações, assim
venham a ser consideradas pelo Conselho Monetário Nacional.

Pelos dispositivos legais supratranscritos, nota-se que as Secretarias de


Fazenda dos Estados não estão no rol das organizações consideradas como
instituições financeiras pela LC 105/2001.
Gabarito: letra A

Importante dispositivo é o §3º do art. 1º, o qual traz situações que não são
consideradas como violação do sigilo fiscal.
§ 3o Não constitui violação do dever de sigilo:
I – a troca de informações entre instituições financeiras, para fins cadastrais,
inclusive por intermédio de centrais de risco, observadas as normas baixadas pelo
Conselho Monetário Nacional e pelo Banco Central do Brasil;
II - o fornecimento de informações constantes de cadastro de emitentes de
cheques sem provisão de fundos e de devedores inadimplentes, a entidades de
proteção ao crédito, observadas as normas baixadas pelo Conselho Monetário
Nacional e pelo Banco Central do Brasil;

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III – o fornecimento das informações de que trata o § 2o do art. 11 da Lei no


9.311, de 24 de outubro de 1996;
IV – a comunicação, às autoridades competentes, da prática de ilícitos penais
ou administrativos, abrangendo o fornecimento de informações sobre operações que
envolvam recursos provenientes de qualquer prática criminosa;
V – a revelação de informações sigilosas com o consentimento expresso dos
interessados;
VI – a prestação de informações nos termos e condições estabelecidos nos
artigos 2o, 3o, 4o, 5o, 6o, 7o e 9 desta Lei Complementar.
O inciso I estabelece que as instituições financeiras podem trocar informações
para fins cadastrais (inclusive por meio de centrais de riscos), observadas as
normas baixadas pelo Conselho Monetário Nacional e pelo Banco Central.
O inciso II traz a possibilidade do fornecimento de informações constantes de
cadastro de emitentes de cheques sem provisão de fundos e de devedores
inadimplentes, a entidades de proteção ao crédito, observadas as normas
baixadas pelo Conselho Monetário Nacional e pelo Banco Central do Brasil.
O inciso III perdeu a sua eficácia devido ao fim da CPMF (Contribuição
Provisória sobre a Movimentação ou Transmissão de Valores e de Créditos e Direitos
de Natureza Financeira), o §2º, art. 11 da lei da referida contribuição estabelecia que
as instituições responsáveis pela retenção e pelo recolhimento da contribuição
deveriam prestar à Secretaria da Receita Federal as informações necessárias à
identificação dos contribuintes e os valores globais das respectivas operações.
O inciso IV traz a permissão da comunicação sobre operações que
envolvam recursos provenientes de qualquer prática criminosa às autoridades
competentes, frise-se que o ilícito pode ser penal ou administrativo.
O inciso V estabelece a possibilidade de revelação de informações sigilosas se
houver consentimento expresso dos interessados.
Com relação ao inciso VI, veremos adiante os termos estabelecidos pelos
artigos 2o, 3o, 4o, 5o, 6o, 7o e 9.
Esquematizando as principais informações trazidas pelo supratranscrito §3º.

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Não constituem violação do


sigilo

fornecimento de informações
constantes de cadastro de comunicação sobre revelação de informações
troca de informações para
emitentes de cheques sem operações que envolvam sigilosas se houver
fins cadastrais (inclusive
provisão de fundos e de recursos provenientes de consentimento expresso
por meio de centrais de
devedores inadimplentes, qualquer prática criminosa dos interessados
riscos).
a entidades de proteção às autoridades competentes
ao crédito

O §4º do art. 1º traz a possibilidade de decretação de quebra de sigilo com o


fim de apuração de ocorrência de ilícito, em qualquer fase do inquérito ou do processo
judicial. Além disso, os incisos do citado parágrafo trazem um rol de crimes em que
essa quebra de sigilo se faz ainda mais necessária.
§ 4o A quebra de sigilo poderá ser decretada, quando necessária para
apuração de ocorrência de qualquer ilícito, em qualquer fase do inquérito ou do
processo judicial, e especialmente nos seguintes crimes:
I – de terrorismo;
II – de tráfico ilícito de substâncias entorpecentes ou drogas afins;
III – de contrabando ou tráfico de armas, munições ou material
destinado a sua produção;
IV – de extorsão mediante seqüestro;
V – contra o sistema financeiro nacional;
VI – contra a Administração Pública;
VII – contra a ordem tributária e a previdência social;
VIII – lavagem de dinheiro ou ocultação de bens, direitos e valores;
IX– praticado por organização criminosa.

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2- Julgue a assertiva abaixo:


A lista de ilícitos para os quais a quebra de sigilo das operações de instituições
financeiras pode ser decretada é estabelecida de forma taxativa pela lei
complementar 105/2001.
Comentário: assertiva errada. O §4º do art. 1º da LC 105/2001 é cristalino
ao dizer que a decretação da quebra de sigilo pode ser efetuada para a
apuração de qualquer ilícito. O rol de crimes trazidos pelos incisos do citado
parágrafo é somente para listar os principais casos em que a quebra é
necessária.
Gabarito: assertiva errada.
§ 4o A quebra de sigilo poderá ser decretada, quando necessária para
apuração de ocorrência de qualquer ilícito, em qualquer fase do inquérito ou do
processo judicial, e especialmente nos seguintes crimes:

O art. 2º estabelece que o Banco Central também possui o dever de sigilo,


em relação às operações que realizar e às informações que obtiver no exercício de
suas atribuições.

Art. 2o O dever de sigilo é extensivo ao Banco Central do Brasil, em relação às


operações que realizar e às informações que obtiver no exercício de suas atribuições.
O §1º do art. 2º diz que o Banco Central poderá ter acesso às informações
sigilosas das instituições financeiras quando estiver desempenhando as suas funções
de fiscalização ou procedendo a inquérito em instituição financeira submetida a
regime especial.
§ 1o O sigilo, inclusive quanto a contas de depósitos, aplicações e
investimentos mantidos em instituições financeiras, não pode ser oposto ao Banco
Central do Brasil:
I – no desempenho de suas funções de fiscalização, compreendendo a
apuração, a qualquer tempo, de ilícitos praticados por controladores,
administradores, membros de conselhos estatutários, gerentes, mandatários e
prepostos de instituições financeiras;
II – ao proceder a inquérito em instituição financeira submetida a regime
especial.

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compreendendo a
apuração, a qualquer tempo,
de ilícitos praticados por
controladores,
no desempenho de suas
administradores, membros
funções de fiscalização
de conselhos estatutários,
gerentes, mandatários e
Sigilo não pode ser prepostos de instituições
oposto ao Banco Central financeiras
ao proceder a inquérito
em instituição financeira
submetida a regime
especial

O §2º do art. 2º estatui que as comissões encarregadas de procederem a


inquérito em instituição financeira submetida a regime especial poderão examinar
quaisquer documentos relativos a bens, direitos e obrigações das instituições
financeiras, de seus controladores, administradores, membros de conselhos
estatutários, gerentes, mandatários e prepostos, inclusive contas correntes e
operações com outras instituições financeiras.
§ 2o As comissões encarregadas dos inquéritos a que se refere o inciso II do
§ 1o poderão examinar quaisquer documentos relativos a bens, direitos e obrigações
das instituições financeiras, de seus controladores, administradores, membros de
conselhos estatutários, gerentes, mandatários e prepostos, inclusive contas
correntes e operações com outras instituições financeiras.
O §3º do art. 2º afirma que o sigilo não poderá ser oposto à Comissão de
Valores Mobiliários quando se tratar de fiscalização de operações e serviços
no mercado de valores mobiliários, inclusive nas instituições financeiras que
sejam companhias abertas.
§ 3o O disposto neste artigo aplica-se à Comissão de Valores Mobiliários,
quando se tratar de fiscalização de operações e serviços no mercado de valores
mobiliários, inclusive nas instituições financeiras que sejam companhias abertas.

CVM fiscalizando
operações e serviçoes no • sigilo não poderá ser oposto.
mercado de valores
mobiliários (inclusive nas
instituições fianceiras que
sejam companhias
abertas)

O §4º do art. 2º traz a possibilidade do Banco Central e da Comissão de Valores


Mobiliários firmarem convênios em suas respectivas áreas de competência. Esses
convênios serão firmados com outros órgãos fiscalizadores de instituições financeiras
ou com bancos centrais ou entidades fiscalizadoras de outros países.

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§ 4o O Banco Central do Brasil e a Comissão de Valores Mobiliários, em suas


áreas de competência, poderão firmar convênios:
I - com outros órgãos públicos fiscalizadores de instituições financeiras,
objetivando a realização de fiscalizações conjuntas, observadas as respectivas
competências;
II - com bancos centrais ou entidades fiscalizadoras de outros países,
objetivando:
a) a fiscalização de filiais e subsidiárias de instituições financeiras
estrangeiras, em funcionamento no Brasil e de filiais e subsidiárias, no exterior, de
instituições financeiras brasileiras;
b) a cooperação mútua e o intercâmbio de informações para a
investigação de atividades ou operações que impliquem aplicação, negociação,
ocultação ou transferência de ativos financeiros e de valores mobiliários relacionados
com a prática de condutas ilícitas.

Banco Central do Brasil e Comissão de Valores Mobiliários, em suas áreas de


competência, poderão firmar convênios:

com outros
órgãos públicos
fiscalizadores
• objetivando a realização de fiscalizações
de instituições conjuntas, observadas as respectivas
financeiras competências

com bancos
centrais ou •objetivando a fiscalização de filiais e subsidiárias de instituições
entidades financeiras estrangeiras, em funcionamento no Brasil e de filiais e
fiscalizadoras subsidiárias, no exterior, de instituições financeiras brasileiras; e
de outros
países

O §5º, art. 2º, da LC 105/2001, estabelece que a CVM e o Banco Central, bem
como seus respectivos agentes, possuem o dever de sigilo

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§ 5o O dever de sigilo de que trata esta Lei Complementar estende-se aos órgãos
fiscalizadores mencionados no § 4o e a seus agentes.

Banco Central e CVM,


bem como seus DEVER DE SIGILO
respectivos agentes

§ 6o O Banco Central do Brasil, a Comissão de Valores Mobiliários e os demais


órgãos de fiscalização, nas áreas de suas atribuições, fornecerão ao Conselho de
Controle de Atividades Financeiras – COAF, de que trata o art. 14 da Lei no 9.613,
de 3 de março de 1998, as informações cadastrais e de movimento de valores
relativos às operações previstas no inciso I do art. 11 da referida Lei.
O Conselho de Controle de Atividades Financeiras - COAF, é um órgão situado
no âmbito do Ministério da Fazenda, e tem como finalidade disciplinar, aplicar penas
administrativas, receber, examinar e identificar as ocorrências suspeitas de
atividades ilícitas previstas na Lei 9.613 (dispõe sobre os crimes de "lavagem" ou
ocultação de bens, direitos e valores; a prevenção da utilização do sistema financeiro
para os ilícitos previstos nesta Lei ), sem prejuízo da competência de outros órgãos
e entidades.
As operações previstas no inciso I, art. 11, da Lei 9.613/98, são aquelas que,
nos termos de instruções emanadas das autoridades competentes, possam
constituir-se em sérios indícios dos crimes previstos nesta Lei, ou com eles
relacionar-se.
O Banco Central, a CVM e os demais órgãos fiscalizadores fornecerão ao COAF
as informações cadastrais e de movimento de valores relativos às operações que,
nos termos de instruções emanadas das autoridades competentes, possam
constituir-se em sérios indícios dos crimes previstos nesta Lei, ou com eles
relacionar-se.

Banco Central, a CVM e os demais órgãos


fiscalizadores

fornecerão ao COAF

as informações cadastrais e de movimento de


valores que possam constitui-se em sérios
indícios dos crimes de "lavagem" ou ocultação
de bens, direitos e valores.

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Art. 3o Serão prestadas pelo Banco Central do Brasil, pela Comissão de Valores
Mobiliários e pelas instituições financeiras as informações ordenadas pelo Poder
Judiciário, preservado o seu caráter sigiloso mediante acesso restrito às partes, que
delas não poderão servir-se para fins estranhos à lide.
No caso de prestação de informações devido à ordem judicial, o caráter sigiloso
será mantido, pois as informações só poderão ser usadas pelas partes do processo
para fins referentes à lide.
Art. 3º, § 1o Dependem de prévia autorização do Poder Judiciário a prestação
de informações e o fornecimento de documentos sigilosos solicitados por comissão
de inquérito administrativo destinada a apurar responsabilidade de servidor público
por infração praticada no exercício de suas atribuições, ou que tenha relação com as
atribuições do cargo em que se encontre investido.
Art. 3º, § 2o Nas hipóteses do § 1o, o requerimento de quebra de sigilo independe
da existência de processo judicial em curso.

Comissão de inquérito
dependem de prévia
administrativo
autorização judicial para
destinada a apurar
terem acesso às infirmações e
responsabilidade de
documentos sigilosos.
servidor

o requerimento de quebra de
sigilo independe da existência
de processo judicial

Art. 3º, § 3o Além dos casos previstos neste artigo o Banco Central do Brasil
e a Comissão de Valores Mobiliários fornecerão à Advocacia-Geral da União as
informações e os documentos necessários à defesa da União nas ações em que seja
parte.

forencerão a AGU as
informações e os
Banco Central e CVM documentos nencessários à
defesa da União nas ações
em que seja parte

Art. 4o O Banco Central do Brasil e a Comissão de Valores Mobiliários, nas


áreas de suas atribuições, e as instituições financeiras fornecerão ao Poder Legislativo
Federal as informações e os documentos sigilosos que, fundamentadamente, se

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fizerem necessários ao exercício de suas respectivas competências constitucionais e


legais.

Banco Central, CVM e Instituições


Fianceiras

• Fornecerão ao Poder Legislativo Federal as informações e


documentos sigilosos
• O Poder Legislativo Federal, ao solicitar tais documentos e
informações, deverá fundamentar a necessidade destes ao
exercício de suas respectivas competências constitucionais e
legais.

Art. 4º, § 1o As comissões parlamentares de inquérito, no exercício de sua


competência constitucional e legal de ampla investigação, obterão as informações e
documentos sigilosos de que necessitarem, diretamente das instituições financeiras,
ou por intermédio do Banco Central do Brasil ou da Comissão de Valores Mobiliários.
as informações
e documentos
CPIs obterão

sigilosos

diretamente das instituições financeiras

por intermédio do Banco Central ou da


CVM

Art. 4º, § 2o As solicitações de que trata este artigo deverão ser previamente
aprovadas pelo Plenário da Câmara dos Deputados, do Senado Federal, ou do
plenário de suas respectivas comissões parlamentares de inquérito.

As solicitações de
informações e Deverão ser previamente
documentos sigilosos aprovadas pelos respectivos
pelo Senado, Câmara plenários
dos Deputados ou CPI

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Art. 5o O Poder Executivo disciplinará, inclusive quanto à periodicidade e aos


limites de valor, os critérios segundo os quais as instituições financeiras informarão
à administração tributária da União, as operações financeiras efetuadas pelos
usuários de seus serviços.
Cabe ao Poder Executivo regulamentar (inclusive a periodicidade e os
limites de valor) os critérios segundo os quais as instituições financeiras informarão
à administração tributária da União, as operações financeiras efetuadas pelos
usuários de seus serviços. Tal regulamentação já foi efetuada pelo Decreto nº
4.489/2002.
Art. 5º, § 1o Consideram-se operações financeiras, para os efeitos deste
artigo:
I – depósitos à vista e a prazo, inclusive em conta de poupança;
II – pagamentos efetuados em moeda corrente ou em cheques;
III – emissão de ordens de crédito ou documentos assemelhados;
IV – resgates em contas de depósitos à vista ou a prazo, inclusive de
poupança;
V – contratos de mútuo;
VI – descontos de duplicatas, notas promissórias e outros títulos de
crédito;
VII – aquisições e vendas de títulos de renda fixa ou variável;
VIII – aplicações em fundos de investimentos;
IX – aquisições de moeda estrangeira;
X – conversões de moeda estrangeira em moeda nacional;
XI – transferências de moeda e outros valores para o exterior;
XII – operações com ouro, ativo financeiro;
XIII - operações com cartão de crédito;
XIV - operações de arrendamento mercantil; e
XV – quaisquer outras operações de natureza semelhante que venham a
ser autorizadas pelo Banco Central do Brasil, Comissão de Valores Mobiliários ou
outro órgão competente.
O §1º do art.5º traz as operações que são consideradas como financeiras para
efeito de informação à administração tributária da União, dê uma rápida lida nos
incisos não perca muito tentando decorá-los, o custo benefício disso é pequeno.
Art. 5º, § 2o As informações transferidas na forma do caput deste artigo
restringir-se-ão a informes relacionados com a identificação dos titulares das
operações e os montantes globais mensalmente movimentados, vedada a inserção
de qualquer elemento que permita identificar a sua origem ou a natureza dos gastos
a partir deles efetuados.
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§ 3o Não se incluem entre as informações de que trata este artigo as operações


financeiras efetuadas pelas administrações direta e indireta da União, dos Estados,
do Distrito Federal e dos Municípios.

são restringidas a informes


relacionados com a identificação
dos titulares das operações e os
montantes globais mensalmente
movimentados

Informações transferidas à é vedada a inserção de qualquer


administração tributária da elemento que permita identificar a sua
União origem ou a natureza dos gastos a
partir deles efetuados.

Não se incluem entre as informaçõesas


operações financeiras efetuadas pelas
administrações direta e indireta da
União, dos Estados, do Distrito
Federal e dos Municípios.

Art. 5º, § 4o Recebidas as informações de que trata este artigo, se detectados


indícios de falhas, incorreções ou omissões, ou de cometimento de ilícito fiscal, a
autoridade interessada poderá requisitar as informações e os documentos de que
necessitar, bem como realizar fiscalização ou auditoria para a adequada apuração
dos fatos.

Se a administração tributária detectar


inconsistências ou comentimento de ilícito fiscal
nas informações recebidas
•A autoridade interessada poderá requisitar as
informações e os documentos de que necessitar, bem
como realizar fiscalização ou auditoria.

Art. 5º, § 5o As informações a que refere este artigo serão conservadas sob
sigilo fiscal, na forma da legislação em vigor.
O §5º do art. 5 somente estabelece o dever da Administração Tributária de
manter o sigilo das informações que receber.

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Art. 6o As autoridades e os agentes fiscais tributários da União, dos Estados,


do Distrito Federal e dos Municípios somente poderão examinar documentos, livros e
registros de instituições financeiras, inclusive os referentes a contas de depósitos e
aplicações financeiras, quando houver processo administrativo instaurado ou
procedimento fiscal em curso e tais exames sejam considerados indispensáveis pela
autoridade administrativa competente.
Parágrafo único. O resultado dos exames, as informações e os documentos a
que se refere este artigo serão conservados em sigilo, observada a legislação
tributária.
Preste muita atenção nesse artigo, ele sem dúvida é o mais importante para
sua prova, primeiro porque trata sobre autoridades fiscais, segundo porque foi objeto
de jurisprudência recente do Supremo Tribunal Federal.
No que tange a literalidade do art. 6º, caput, e seu parágrafo único, podemos
esquematizar as informações mais importantes da seguinte forma:

deve haver processo


administrativo
instaurado ou
Exames de informações e procedimento fiscal em
documentos sigilosos por curso
parte das Autoridades e
Agentes do fisco da
União, Estados, DF e exames sejam
Municípios considerados
indispensáveis pela
autoridade administrativa
competente

• o resultado dos exames, as informações e os documentos serão


conservados em sigilo.

Devido ao dever de sigilo dos dados pessoais estabelecido na Constituição


Federal, o art. 6º da LC 105/101 teve sua constitucionalidade questionada em
inúmeros processos. Em fevereiro de 2016, o Supremo Tribunal Federal decidiu que
tal dispositivo é constitucional (ADIs 2390, 2386, 2397 e 2859 e do RE 601.314).
Segundo o STF, como bancos e Fisco têm o dever de preservar o sigilo dos dados,
não há ofensa à Constituição Federal. Na decisão também foi destacado que
Estados e Municípios devem regulamentar a forma de como as requisições serão
feitas, assim como fez a União no Decreto 3.724/2001, e a necessidade de haver
processo administrativo para obter as informações bancárias dos contribuintes.
O relator das ADIs, ministro Dias Toffoli, adotou observações dos demais
ministros para explicitar o entendimento da Corte sobre a aplicação da lei: “Os
estados e municípios somente poderão obter as informações previstas no artigo
6º da LC 105/2001, uma vez regulamentada a matéria, de forma análoga ao
Decreto Federal 3.724/2001, tal regulamentação deve conter as seguintes
garantias: pertinência temática entre a obtenção das informações bancárias

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e o tributo objeto de cobrança no procedimento administrativo instaurado; a


prévia notificação do contribuinte quanto a instauração do processo e a todos os
demais atos; sujeição do pedido de acesso a um superior hierárquico; existência
de sistemas eletrônicos de segurança que sejam certificados e com registro de
acesso; estabelecimento de instrumentos efetivos de apuração e correção de
desvios.”

Art. 7o Sem prejuízo do disposto no § 3o do art. 2o, a Comissão de Valores


Mobiliários, instaurado inquérito administrativo, poderá solicitar à autoridade
judiciária competente o levantamento do sigilo junto às instituições financeiras de
informações e documentos relativos a bens, direitos e obrigações de pessoa física ou
jurídica submetida ao seu poder disciplinar.
Parágrafo único. O Banco Central do Brasil e a Comissão de Valores
Mobiliários, manterão permanente intercâmbio de informações acerca dos resultados
das inspeções que realizarem, dos inquéritos que instaurarem e das penalidades que
aplicarem, sempre que as informações forem necessárias ao desempenho de suas
atividades.

Instaurado inquérito administrativo, a CVM, sem prejuízo do dever de


manter o sigilo (§3º, art. 2º, da LC 105/2001) poderá solicitar a
autoridade judiciária competente:

O levantamento do sigilo junto às instituições financeiras de informações e


documentos relativos a bens, direitos e obrigações de pessoa física ou
jurídica submetida ao seu poder disciplinar.

Banco Central e CVM

❖ manterão permanente intercâmbio de informações


acerca dos resultados das inspeções que realizarem,
dos inquéritos que instaurarem e das penalidades
que aplicarem, sempre que as informações forem
necessárias ao desempenho de suas atividades.

Art. 8o O cumprimento das exigências e formalidades previstas nos artigos 4o,


6o e 7o, será expressamente declarado pelas autoridades competentes nas
solicitações dirigidas ao Banco Central do Brasil, à Comissão de Valores Mobiliários
ou às instituições financeiras.
O art. 4º, 6º e 7º, referem-se respectivamente ao Poder Legislativo,
administrações tributárias (federais, estaduais e municipais), CVM e Banco Central.
O art. 8º determina que, por ocasião de solicitação de informações ou documentos

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sigilosos por parte dessas organizações, deverá estar expresso no pleito que
serão cumpridas as exigências e formalidades previstas na LC 105/2001.
Art. 9o Quando, no exercício de suas atribuições, o Banco Central do Brasil e
a Comissão de Valores Mobiliários verificarem a ocorrência de crime definido em lei
como de ação pública, ou indícios da prática de tais crimes, informarão ao Ministério
Público, juntando à comunicação os documentos necessários à apuração ou
comprovação dos fatos.
§ 1o A comunicação de que trata este artigo será efetuada pelos
Presidentes do Banco Central do Brasil e da Comissão de Valores Mobiliários, admitida
delegação de competência, no prazo máximo de quinze dias, a contar do recebimento
do processo, com manifestação dos respectivos serviços jurídicos.
§ 2o Independentemente do disposto no caput deste artigo, o Banco
Central do Brasil e a Comissão de Valores Mobiliários comunicarão aos órgãos
públicos competentes as irregularidades e os ilícitos administrativos de que tenham
conhecimento, ou indícios de sua prática, anexando os documentos pertinentes.

Verificação de crime de
ação pública ou de
indícios destes pelo BC
ou CVM

O Ministério Público deverá


ser informado, sendo
Independentemente da
também enviados os
comunicação ao
documentos necessários à
Ministério Público
apuração ou comprovação
dos fatos.

O Banco Central do Brasil e a


a comunicação será efetuada Comissão de Valores
pelos Presidentes do Banco Mobiliários comunicarão aos
Central do Brasil e da órgãos públicos
Comissão de Valores competentes as
Mobiliários, admitida irregularidades e os ilícitos
delegação de competência, administrativos de que
no prazo máximo de quinze tenham conhecimento, ou
dias, a contar do indícios de sua prática,
recebimento do processo, anexando os documentos
com manifestação dos pertinentes.
respectivos serviços
jurídicos

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Art. 10. A quebra de sigilo, fora das hipóteses autorizadas nesta Lei
Complementar, constitui crime e sujeita os responsáveis à pena de reclusão, de um
a quatro anos, e multa, aplicando-se, no que couber, o Código Penal, sem prejuízo ,
e de outras sanções cabíveis.
Parágrafo único. Incorre nas mesmas penas quem omitir, retardar
injustificadamente ou prestar falsamente as informações requeridas nos termos
desta Lei Complementar.

• crime sujeito a pena de


reclusão, de um a 4 anos, e
Quebra de sigilo ao multa.
arrepio da LC 105/2001

Omitir, retardar • crime sujeito a pena de


injustificadamente ou reclusão, de um a 4 anos, e
prestar falsamente as multa.
informações requeridas
nos termos da LC
105/2001

Art. 11. O servidor público que utilizar ou viabilizar a utilização de qualquer


informação obtida em decorrência da quebra de sigilo de que trata esta Lei
Complementar responde pessoal e diretamente pelos danos decorrentes, sem
prejuízo da responsabilidade objetiva da entidade pública, quando comprovado que
o servidor agiu de acordo com orientação oficial.

Servidor responde Servidor responde


pessoal e diretamente pessoal e diretamente
pelos danos decorrentes e a entidade responde
se utilizar ou deixar objetivamente quando o
vazar informação servidor age de acordo
sigilosa. com orientação oficial.

Finalizamos a parte teórica relativa a LC 105/2001. Vamos aos exercícios.

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2- Questões Comentadas

3- (FCC/ DPE-AP/Defensor Público/2018) Dados protegidos por sigilo


bancário são requisitados a determinada instituição financeira pela Secretaria da
Receita Federal, com base em permissivo legal, para utilização em sede de
procedimento administrativo visando à apuração de supostas irregularidades fiscais
cometidas por contribuinte pessoa física.

Nessa hipótese, à luz da Constituição Federal e da jurisprudência do Supremo


Tribunal Federal,
a) há ofensa ao direito ao sigilo bancário, inerente ao direito constitucional à vida
privada, sendo inconstitucionais a requisição efetuada pela autoridade fazendária e
o respectivo permissivo legal, cabendo ao interessado valer-se de mandado de
segurança para obstar o uso dos dados no procedimento administrativo fiscal.
b) há ofensa ao direito ao sigilo bancário, inerente ao direito constitucional à vida
privada, na requisição efetuada pela autoridade fazendária, sendo inconstitucional o
respectivo permissivo legal, cabendo ao interessado valer-se de reclamação perante
o STF para obstar o uso dos dados no procedimento administrativo fiscal.
c) não há ofensa ao direito ao sigilo bancário, inerente ao direito constitucional à
vida privada, na requisição efetuada pela autoridade fazendária, sendo constitucional
o respectivo permissivo legal, na medida em que exija da autoridade fazendária que
mantenha o dever de sigilo imposto na esfera bancária.
d) haverá ofensa ao direito ao sigilo bancário, inerente ao direito constitucional à
vida privada, no uso pela autoridade fazendária de dados protegidos por sigilo
bancário, desde que a requisição seja precedida de prévio consentimento do
investigado.
e) não haverá ofensa ao direito constitucional à vida privada na requisição efetuada
pela autoridade fazendária, desde que a efetiva utilização dos dados seja precedida
da necessária autorização judicial.

Comentário: O STF pacificou entendimento no sentido de que a norma não resulta


em quebra de sigilo bancário, mas sim em transferência de sigilo da órbita
bancária para a fiscal, ambas protegidas contra o acesso de terceiros. A transferência
de informações é feita dos bancos ao Fisco, que tem o dever de preservar o sigilo
dos dados, portanto não há ofensa à Constituição Federal.
Gabarito: letra C.

4- (IBADE/ PC-AC/ Delegado/ 2017) Acerca do sigilo das operações de


instituições financeiras (Lei Complementar nº 105/2001, pode-se afirmar:
a) Independe de prévia autorização do Poder Judiciário a prestação de informações
e o fornecimento de documentos sigilosos solicitados por comissão de inquérito
administrativo destinada a apurar responsabilidade de servidor público por infração
praticada no exercício de suas atribuições.
b) A quebra de sigilo poderá ser decretada, quando necessária para apuração de
ocorrência de qualquer ilícito, em qualquer fase do inquérito ou do processo judicial.
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c) A revelação de informações sigilosas, mesmo com o consentimento expresso dos


interessados, constitui violação do dever de sigilo.
d) O sigilo, inclusive quanto a contas de depósitos, aplicações e investimentos
mantidos em instituições financeiras, pode ser oposto ao Banco Central do Brasil.
e) A quebra de sigilo, fora das hipóteses autorizadas nesta Lei Complementar,
constitui crime e sujeita os responsáveis à pena de detenção, de um a quatro anos.
Comentário:
Letra B: correta. Nos termos do §4º, art. 1º, da Lei complementar 105/2001.
Art. 1º, § 4o A quebra de sigilo poderá ser decretada, quando necessária para
apuração de ocorrência de qualquer ilícito, em qualquer fase do inquérito ou do
processo judicial, e especialmente nos seguintes crimes:
Letra A: errada. Nos termos do §1º, art. 3º, da LC 105/2001.
Art. 3º, § 1o Dependem de prévia autorização do Poder Judiciário a prestação de
informações e o fornecimento de documentos sigilosos solicitados por comissão de
inquérito administrativo destinada a apurar responsabilidade de servidor público por
infração praticada no exercício de suas atribuições, ou que tenha relação com as
atribuições do cargo em que se encontre investido.
Letra C: errada. Nos termos do inciso V, §3º, art. 1º, da LC 105/2001.
Art. 1º§ 3o Não constitui violação do dever de sigilo:
(...)
V – a revelação de informações sigilosas com o consentimento expresso dos
interessados;
Letra D: errada. Nos termos do §1º, art. 2º, da LC 105/2001.
Art. 2º, § 1o O sigilo, inclusive quanto a contas de depósitos, aplicações e
investimentos mantidos em instituições financeiras, não pode ser oposto ao Banco
Central do Brasil:
Letra E: errada. Nos termos do art. 10 da LC 105/2001.
Art. 10. A quebra de sigilo, fora das hipóteses autorizadas nesta Lei Complementar,
constitui crime e sujeita os responsáveis à pena de reclusão, de um a quatro anos,
e multa, aplicando-se, no que couber, o Código Penal, sem prejuízo de outras sanções
cabíveis.
Gabarito: letra B.

5- (FCC/SEFAZ-PE/ Julgador Administrativo Tributário do Tesouro


Estadual/ 2015) De acordo com a Lei Complementar n o 105/2001, NÃO constitui
violação do dever de sigilo
I. a troca de informações entre instituições financeiras, para fins cadastrais, inclusive
por intermédio de centrais de risco, observadas as normas baixadas pelo Conselho
Monetário Nacional e pelo Banco Central do Brasil.
II. o fornecimento de informações constantes de cadastro de emitentes de cheques
sem provisão de fundos e de devedores inadimplentes, a entidades de proteção ao
crédito, observadas as normas baixadas pelo Conselho Monetário Nacional e pelo
Banco Central do Brasil.

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III. a comunicação, às autoridades competentes, da prática de ilícitos penais ou


administrativos, abrangendo o fornecimento de informações sobre operações que
envolvam recursos provenientes de qualquer prática criminosa.
Está correto o que se afirma em
a) I, II e III.
b) I, apenas.
c) II, apenas.
d) I e II, apenas.
e) III, apenas.
Comentário:
LC 105/2001
Art. 1º, § 3o NÃO constitui violação do dever de sigilo:
I – a troca de informações entre instituições financeiras, para fins cadastrais,
inclusive por intermédio de centrais de risco, observadas as normas baixadas pelo
Conselho Monetário Nacional e pelo Banco Central do Brasil; (Item I- correto)
II - o fornecimento de informações constantes de cadastro de emitentes de cheques
sem provisão de fundos e de devedores inadimplentes, a entidades de proteção ao
crédito, observadas as normas baixadas pelo Conselho Monetário Nacional e pelo
Banco Central do Brasil; (Item II- correto)
IV – a comunicação, às autoridades competentes, da prática de ilícitos penais ou
administrativos, abrangendo o fornecimento de informações sobre operações que
envolvam recursos provenientes de qualquer prática criminosa; (Item III- correto)

Gabarito: letra A.

6- (AOCP/BRDE/Analista de Projetos/2012) Analise as assertivas e assinale


a alternativa que aponta as corretas. De acordo com a Lei Complementar nº
105/2001 que trata sobre o Sigilo Bancário, NÃO constitui violação do dever de sigilo
I. a troca de informações entre instituições financeiras, para fins cadastrais, inclusive
por intermédio de centrais de risco, observadas as normas baixadas pelo Conselho
Monetário Nacional e pelo Banco Central do Brasil.
II. o fornecimento de informações constantes de cadastro de emitentes de cheques
sem provisão de fundos e de devedores inadimplentes, a entidades de proteção ao
crédito, observadas as normas baixadas pelo Conselho Monetário Nacional e pelo
Banco Central do Brasil.
III. a comunicação, às autoridades competentes, da prática de ilícitos penais ou
administrativos, abrangendo o fornecimento de informações sobre operações que
envolvam recursos provenientes de qualquer prática criminosa.
IV. a revelação de informações sigilosas sem o consentimento expresso dos
interessados.
a) Apenas I e III.
b) Apenas II, III e IV.
c) Apenas I, II e III.
d) Apenas II e IV.
e) I, II, III e IV.
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Comentário:
Item I – CORRETO.
LC 105/2001, Art. 1º, parágrafo 3º- § 3o Não constitui violação do dever de sigilo:
I – a troca de informações entre instituições financeiras, para fins cadastrais,
inclusive por intermédio de centrais de risco, observadas as normas baixadas pelo
Conselho Monetário Nacional e pelo Banco Central do Brasil;
Item II – CORRETO.
LC 105/2001, Art. 1º, parágrafo 3º- Não constitui violação do dever de sigilo:
(...)
II - o fornecimento de informações constantes de cadastro de emitentes de cheques
sem provisão de fundos e de devedores inadimplentes, a entidades de proteção ao
crédito, observadas as normas baixadas pelo Conselho Monetário Nacional e pelo
Banco Central do Brasil;
Item III – CORRETO.
LC 105/2001, Art. 1º, parágrafo 3º- Não constitui violação do dever de sigilo:
(...)
IV – a comunicação, às autoridades competentes, da prática de ilícitos penais ou
administrativos, abrangendo o fornecimento de informações sobre operações que
envolvam recursos provenientes de qualquer prática criminosa;
Item IV – ERRADO.
LC 105/2001, Art. 1º, parágrafo 3º- Não constitui violação do dever de sigilo:
(...)
V – a revelação de informações sigilosas com o consentimento expresso dos
interessados;
Gabarito: letra C

7- (AOCP/BRDE/Analista de Projetos/2012) Analise as assertivas e assinale


a alternativa que aponta as corretas. São consideradas instituições financeiras, para
os efeitos da Lei Complementar nº 105/2001, que trata sobre o Sigilo Bancário:
I. os bancos de qualquer espécie.
II. administradoras de cartões de crédito.
III. cooperativas de crédito.
IV. associações de poupança e empréstimo.
a) Apenas I e III.
b) Apenas II, III e IV.
c) Apenas I, II e III.
d) Apenas II e IV.
e) I, II, III e IV.

Comentário:
LC 105/2001
Art. 1º, § 1o São consideradas instituições financeiras, para os efeitos desta Lei
Complementar:
I – os bancos de qualquer espécie; (Item I)
II – distribuidoras de valores mobiliários;
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III – corretoras de câmbio e de valores mobiliários;


IV – sociedades de crédito, financiamento e investimentos;
V – sociedades de crédito imobiliário;
VI – administradoras de cartões de crédito; (Item II)
VII – sociedades de arrendamento mercantil;
VIII – administradoras de mercado de balcão organizado;
IX – cooperativas de crédito; (Item III)
X – associações de poupança e empréstimo; (Item IV)
XI – bolsas de valores e de mercadorias e futuros;
XII – entidades de liquidação e compensação;
XIII – outras sociedades que, em razão da natureza de suas operações, assim
venham a ser consideradas pelo Conselho Monetário Nacional.

Gabarito: letra E

8- (FCC/MPE-CE/Promotor de Justiça/2011) Sobre o sigilo bancário analise


as afirmações abaixo:
I. Consideram-se também instituições financeiras, obrigadas a manter sigilo, as
bolsas de valores e de mercadorias e de futuro.
II. Só poderá ser decretada a quebra de sigilo na fase de inquérito policial, nos casos
de crimes contra o sistema financeiro, e não na fase judicial, dada a natureza pública
do processo.
III. O dever de sigilo não se estende ao Banco Central do Brasil, em relação às
operações que realizar e às informações que obtiver no exercício de suas atribuições.
IV. Não constitui violação do dever de sigilo a troca de informações entre instituições
financeiras, para fins cadastrais, observadas normas regulamentares do Banco
Central do Brasil e do Conselho Monetário Nacional.
V. O dever de sigilo, inclusive quanto às contas de depósitos e aplicações financeiras,
não pode ser oposto ao Banco Central, ao proceder a inquérito em instituição
financeira submetida a regime especial.

Está correto o que se afirma em


a) I, II e IV.
b) I, III e V.
c) I, IV e V.
d) II, III e IV.
e) III, IV e V.

Item I- CORRETO.
LC105/2001
Art. 1o As instituições financeiras conservarão sigilo em suas operações ativas e
passivas e serviços prestados.
§ 1o São consideradas instituições financeiras, para os efeitos desta Lei
Complementar:
I – os bancos de qualquer espécie;
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II – distribuidoras de valores mobiliários;


III – corretoras de câmbio e de valores mobiliários;
IV – sociedades de crédito, financiamento e investimentos;
V – sociedades de crédito imobiliário;
VI – administradoras de cartões de crédito;
VII – sociedades de arrendamento mercantil;
VIII – administradoras de mercado de balcão organizado;
IX – cooperativas de crédito;
X – associações de poupança e empréstimo;
XI – bolsas de valores e de mercadorias e futuros;
XII – entidades de liquidação e compensação;
XIII – outras sociedades que, em razão da natureza de suas operações, assim
venham a ser consideradas pelo Conselho Monetário Nacional.

ITEM II- ERRADO.


LC 105/2001
Art. 1º, § 4o A quebra de sigilo poderá ser decretada, quando necessária para
apuração de ocorrência de qualquer ilícito, em qualquer fase do inquérito ou do
processo judicial, e especialmente nos seguintes crimes:
I – de terrorismo;
II – de tráfico ilícito de substâncias entorpecentes ou drogas afins;
III – de contrabando ou tráfico de armas, munições ou material destinado a sua
produção;
IV – de extorsão mediante seqüestro;
V – contra o sistema financeiro nacional;
VI – contra a Administração Pública;
VII – contra a ordem tributária e a previdência social;
VIII – lavagem de dinheiro ou ocultação de bens, direitos e valores;
IX – praticado por organização criminosa.

ITEM III- ERRADO.


LC 105/2001
Art. 2o O dever de sigilo é extensivo ao Banco Central do Brasil, em relação às
operações que realizar e às informações que obtiver no exercício de suas atribuições.

ITEM IV- CORRETO.


LC 105/2001
Art. 1º, § 3o Não constitui violação do dever de sigilo:
I – a troca de informações entre instituições financeiras, para fins cadastrais,
inclusive por intermédio de centrais de risco, observadas as normas baixadas pelo
Conselho Monetário Nacional e pelo Banco Central do Brasil;

ITEM V- CORRETO.
LC 105/2001

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Art. 2º, § 1o O sigilo, inclusive quanto a contas de depósitos, aplicações e


investimentos mantidos em instituições financeiras, não pode ser oposto ao Banco
Central do Brasil.

Gabarito: letra C.

9- (CESPE/BACEN/ Analista/2013) No que se refere à aplicação do direito


penal no tempo e no espaço aos diversos crimes previstos em leis extravagantes,
julgue o item subsecutivo.

Considerando-se a Lei Complementar nº 105/2001, é correto afirmar que somente


será admitida a quebra de sigilo financeiro para instruir a apuração de eventual
prática criminosa em inquéritos policiais cujo objetivo seja investigar crimes de
terrorismo, de tráfico ilícito de substâncias entorpecentes, de contrabando de armas,
contra o sistema financeiro nacional, contra a administração pública e praticados por
organizações criminosas.

Comentário: a assertiva está errada. A quebra de sigilo poderá ser decretada,


quando necessária para apuração de ocorrência de qualquer ilícito.

LC 105/2001
Art. 1º, § 4o A quebra de sigilo poderá ser decretada, quando necessária para
apuração de ocorrência de qualquer ilícito, em qualquer fase do inquérito ou do
processo judicial, e especialmente nos seguintes crimes:

Gabarito: assertiva errada.

10- (CESPE/TRE-PE/ Analista Judiciário/Área Judiciária/2018) As


autoridades e os agentes fiscais tributários da União, dos estados, do Distrito Federal
e dos municípios somente poderão examinar documentos, livros e registros de
instituições financeiras, inclusive os referentes a contas de depósitos e aplicações
financeiras, quando houver processo administrativo instaurado ou procedimento
fiscal em curso e tais exames forem considerados indispensáveis pela autoridade
administrativa competente.
Conforme o entendimento do S T F, o dispositivo anteriormente transcrito
a) fere o direito à privacidade e à intimidade.
b) é inconstitucional, pois o acesso a dados bancários pelo fisco depende de
autorização judicial.
c) não ofende o direito ao sigilo bancário.
d) trata especificamente da quebra de sigilo bancário.
e) baseia-se no princípio da transparência dos tributos.
Comentário: O STF pacificou entendimento no sentido de que a norma não resulta
em quebra de sigilo bancário, mas sim em transferência de sigilo da órbita
bancária para a fiscal, ambas protegidas contra o acesso de terceiros. A transferência
de informações é feita dos bancos ao Fisco, que tem o dever de preservar o sigilo
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dos dados, portanto não há ofensa à Constituição Federal, não restando


comprometido o direito ao sigilo bancário.
Gabarito: letra C.

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3- Lista de exercícios

1- São instituições financeiras para os efeitos da lei complementar 105/2001,


exceto:
a) as Secretarias de Estado de Fazenda dos Estados
b) as administradoras de cartão de crédito
c) as sociedades de arrendamento mercantil
d) as administradoras de mercado de balcão organizado
e) as sociedades de crédito imobiliário
2- Julgue a assertiva abaixo:
A lista de ilícitos para os quais a quebra de sigilo das operações de instituições
financeiras pode ser decretada é estabelecida de forma taxativa pela lei
complementar 105/2001.
3- (FCC/ DPE-AP/Defensor Público/2018) Dados protegidos por sigilo bancário
são requisitados a determinada instituição financeira pela Secretaria da Receita
Federal, com base em permissivo legal, para utilização em sede de procedimento
administrativo visando à apuração de supostas irregularidades fiscais cometidas por
contribuinte pessoa física.
Nessa hipótese, à luz da Constituição Federal e da jurisprudência do Supremo
Tribunal Federal,
a) há ofensa ao direito ao sigilo bancário, inerente ao direito constitucional à vida
privada, sendo inconstitucionais a requisição efetuada pela autoridade fazendária e
o respectivo permissivo legal, cabendo ao interessado valer-se de mandado de
segurança para obstar o uso dos dados no procedimento administrativo fiscal.
b) há ofensa ao direito ao sigilo bancário, inerente ao direito constitucional à vida
privada, na requisição efetuada pela autoridade fazendária, sendo inconstitucional o
respectivo permissivo legal, cabendo ao interessado valer-se de reclamação perante
o STF para obstar o uso dos dados no procedimento administrativo fiscal.
c) não há ofensa ao direito ao sigilo bancário, inerente ao direito constitucional à
vida privada, na requisição efetuada pela autoridade fazendária, sendo constitucional
o respectivo permissivo legal, na medida em que exija da autoridade fazendária que
mantenha o dever de sigilo imposto na esfera bancária.
d) haverá ofensa ao direito ao sigilo bancário, inerente ao direito constitucional à
vida privada, no uso pela autoridade fazendária de dados protegidos por sigilo
bancário, desde que a requisição seja precedida de prévio consentimento do
investigado.
e) não haverá ofensa ao direito constitucional à vida privada na requisição efetuada
pela autoridade fazendária, desde que a efetiva utilização dos dados seja precedida
da necessária autorização judicial.

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4- (IBADE/ PC-AC/ Delegado/ 2017) Acerca do sigilo das operações de


instituições financeiras (Lei Complementar nº 105/2001, pode-se afirmar:
a) Independe de prévia autorização do Poder Judiciário a prestação de informações
e o fornecimento de documentos sigilosos solicitados por comissão de inquérito
administrativo destinada a apurar responsabilidade de servidor público por infração
praticada no exercício de suas atribuições.
b) A quebra de sigilo poderá ser decretada, quando necessária para apuração de
ocorrência de qualquer ilícito, em qualquer fase do inquérito ou do processo judicial.
c) A revelação de informações sigilosas, mesmo com o consentimento expresso dos
interessados, constitui violação do dever de sigilo.
d) O sigilo, inclusive quanto a contas de depósitos, aplicações e investimentos
mantidos em instituições financeiras, pode ser oposto ao Banco Central do Brasil.
e) A quebra de sigilo, fora das hipóteses autorizadas nesta Lei Complementar,
constitui crime e sujeita os responsáveis à pena de detenção, de um a quatro anos.
5- (FCC/SEFAZ-PE/ Julgador Administrativo Tributário do Tesouro Estadual/
2015)De acordo com a Lei Complementar n o 105/2001, NÃO constitui violação do
dever de sigilo
I. a troca de informações entre instituições financeiras, para fins cadastrais, inclusive
por intermédio de centrais de risco, observadas as normas baixadas pelo Conselho
Monetário Nacional e pelo Banco Central do Brasil.
II. o fornecimento de informações constantes de cadastro de emitentes de cheques
sem provisão de fundos e de devedores inadimplentes, a entidades de proteção ao
crédito, observadas as normas baixadas pelo Conselho Monetário Nacional e pelo
Banco Central do Brasil.
III. a comunicação, às autoridades competentes, da prática de ilícitos penais ou
administrativos, abrangendo o fornecimento de informações sobre operações que
envolvam recursos provenientes de qualquer prática criminosa.
Está correto o que se afirma em
a) I, II e III.
b) I, apenas.
c) II, apenas.
d) I e II, apenas.
e) III, apenas.
6- (AOCP/BRDE/Analista de Projetos/2012) Analise as assertivas e assinale a
alternativa que aponta as corretas. De acordo com a Lei Complementar nº 105/2001
que trata sobre o Sigilo Bancário, NÃO constitui violação do dever de sigilo

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I. a troca de informações entre instituições financeiras, para fins cadastrais, inclusive


por intermédio de centrais de risco, observadas as normas baixadas pelo Conselho
Monetário Nacional e pelo Banco Central do Brasil.
II. o fornecimento de informações constantes de cadastro de emitentes de cheques
sem provisão de fundos e de devedores inadimplentes, a entidades de proteção ao
crédito, observadas as normas baixadas pelo Conselho Monetário Nacional e pelo
Banco Central do Brasil.
III. a comunicação, às autoridades competentes, da prática de ilícitos penais ou
administrativos, abrangendo o fornecimento de informações sobre operações que
envolvam recursos provenientes de qualquer prática criminosa.
IV. a revelação de informações sigilosas sem o consentimento expresso dos
interessados.
a) Apenas I e III.
b) Apenas II, III e IV.
c) Apenas I, II e III.
d) Apenas II e IV.
e) I, II, III e IV.
7- (AOCP/BRDE/Analista de Projetos/2012) Analise as assertivas e assinale a
alternativa que aponta as corretas. São consideradas instituições financeiras, para os
efeitos da Lei Complementar nº 105/2001, que trata sobre o Sigilo Bancário:
I. os bancos de qualquer espécie.
II. administradoras de cartões de crédito.
III. cooperativas de crédito.
IV. associações de poupança e empréstimo.
a) Apenas I e III.
b) Apenas II, III e IV.
c) Apenas I, II e III.
d) Apenas II e IV.
e) I, II, III e IV.
8- (FCC/MPE-CE/Promotor de Justiça/2011) Sobre o sigilo bancário analise as
afirmações abaixo:
I. Consideram-se também instituições financeiras, obrigadas a manter sigilo, as
bolsas de valores e de mercadorias e de futuro.
II. Só poderá ser decretada a quebra de sigilo na fase de inquérito policial, nos casos
de crimes contra o sistema financeiro, e não na fase judicial, dada a natureza pública
do processo.

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III. O dever de sigilo não se estende ao Banco Central do Brasil, em relação às


operações que realizar e às informações que obtiver no exercício de suas atribuições.
IV. Não constitui violação do dever de sigilo a troca de informações entre instituições
financeiras, para fins cadastrais, observadas normas regulamentares do Banco
Central do Brasil e do Conselho Monetário Nacional.
V. O dever de sigilo, inclusive quanto às contas de depósitos e aplicações financeiras,
não pode ser oposto ao Banco Central, ao proceder a inquérito em instituição
financeira submetida a regime especial.
Está correto o que se afirma em
a) I, II e IV.
b) I, III e V.
c) I, IV e V.
d) II, III e IV.
e) III, IV e V.
9- (CESPE/BACEN/ Analista/2013) No que se refere à aplicação do direito penal
no tempo e no espaço aos diversos crimes previstos em leis extravagantes, julgue o
item subsecutivo.
Considerando-se a Lei Complementar nº 105/2001, é correto afirmar que somente
será admitida a quebra de sigilo financeiro para instruir a apuração de eventual
prática criminosa em inquéritos policiais cujo objetivo seja investigar crimes de
terrorismo, de tráfico ilícito de substâncias entorpecentes, de contrabando de armas,
contra o sistema financeiro nacional, contra a administração pública e praticados por
organizações criminosas.
10- (CESPE/TRE-PE/ Analista Judiciário/Área Judiciária/2018) As autoridades e os
agentes fiscais tributários da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios
somente poderão examinar documentos, livros e registros de instituições financeiras,
inclusive os referentes a contas de depósitos e aplicações financeiras, quando houver
processo administrativo instaurado ou procedimento fiscal em curso e tais exames
forem considerados indispensáveis pela autoridade administrativa competente.
Conforme o entendimento do S T F, o dispositivo anteriormente transcrito
a) fere o direito à privacidade e à intimidade.
b) é inconstitucional, pois o acesso a dados bancários pelo fisco depende de
autorização judicial.
c) não ofende o direito ao sigilo bancário.
d) trata especificamente da quebra de sigilo bancário.
e) baseia-se no princípio da transparência dos tributos.

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4- Gabarito

1 A

2 ERRADA

3 C
4 B

5 A

6 C

7 E

8 C

9 ERRADA
10 C

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5- Referencial Bibliográfico

http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/LCP/Lcp105.htm

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