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© 2018 Ministério da Saúde. Fundação Oswaldo Cruz.

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Saúde: <www.saude.gov.br/bvs>.
Tiragem: 1a edição – 2018 – 1.800 exemplares

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MINISTÉRIO DA SAÚDE André Artur Pompéia Cavalcanti – IBGE
Secretaria Executiva Clementina Corah Lucas Prado – DESID/SE/MS
Departamento de Economia da Saúde, Débora Costa Roque – DESID/SE/MS
Investimentos e Desenvolvimento Glória Maria dos Santos Rodrigues – ENSP/FIOCRUZ
Coordenação-Geral de Economia da Saúde Jurema Corrêa da Mota – ENSP/FIOCRUZ
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CEP: 70058-900 – Brasília/DF Marcio Nunes de Paula – ANS
Tel.: (61) 3315-2722 Maria Eridan Pimenta Neta– DESID/SE/MS
Site: www.saude.gov.br/economiadasaude Rebeca de La Rocque Palis – IBGE
Ricardo Montes de Moraes – IBGE
FUNDAÇÃO OSWALDO CRUZ
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Site: www.ensp.fiocruz.br Marcionílio Cavalcanti de Paiva

Coordenação: Apoio Financeiro:


Ana Cristina da Cunha Wanzeler – DESID/SE/MS Ministério da Saúde/Secretaria Executiva
Flávia Martins Farias Nunes – DESID/SE/MS Departamento de Economia da Saúde, Investimentos e
Desenvolvimento
Elaboração e organização:
Maria Angelica Borges dos Santos – ENSP/FIOCRUZ Normalização:
Marina Ferreira de Noronha – ENSP/FIOCRUZ Luciana Cerqueira Brito – Editora MS/CGDI
Raulino Sabino da Silva – ENSP/FIOCRUZ

Impresso no Brasil / Printed in Brazil

Ficha Catalográfica

Brasil. Ministério da Saúde.


Contas do SUS na perspectiva da contabilidade internacional: Brasil, 2010-2014 / Ministério da Saúde,
Fundação Oswaldo Cruz. – Brasília: Ministério da Saúde, 2018.
118 p. : il.

ISBN: 978-85-334-2567-8

1. Contas em saúde. 2. Saúde pública. 3. Sistema Único de Saúde (SUS). I. Título. II. Fundação Oswaldo Cruz.

CDU 338:614

Catalogação na fonte – Coordenação-Geral de Documentação e Informação – Editora MS – OS 2018/0024

Título para indexação:


Brazilian Public Health System (SUS) Accounts from an international accounting (SHA) perspective. Brazil: 2010-2014
Lista de Figuras

Figura 1 – Dimensões Centrais do System of Health Accounts 18

Figura 2 – Fluxos de financiamento para a saúde: recursos de governos federal, estaduais e municipais 22

Figura 3 – Fluxos de financiamento para a saúde: recursos de empregadores privados 22

Figura 4 – Fluxos de financiamento para a saúde: recursos de indivíduos, instituições sem fins lucrativos (ISFL) e resto do mundo 23

Figura 5 – Participação média (%) das funções de cuidados de saúde nas despesas correntes do SUS. Brasil, 2010-2014 38

Figura 6 – Participação média (%) das esferas de governo nas despesas correntes com atenção curativa no SUS (HC.1). Brasil, 2010-2014 40

Figura 7 – Despesas correntes anuais das esferas de governo com o SUS segundo funções de cuidados de saúde (HC.). Brasil, 2010-2014 41

Figura 8 – Crescimento nominal anual (%) das despesas com internação no SUS segundo esfera de governo. Brasil, 2010-214 44

Figura 9 – Despesas do SUS, segundo função da atenção ambulatorial (em milhões de reais correntes). Brasil, 2010-2014 45

Figura 10 – Crescimento nominal anual (%) das despesas do SUS, segundo função da atenção ambulatorial. Brasil, 2010-2014 46

Figura 11 – Participação média (%) na função prevenção, promoção e vigilância em saúde (HC.6), segundo segmento. Brasil, 2010-2014 47

Figura 12 – Participação (%) dos prestadores de serviços de saúde nas despesas correntes do SUS. Brasil, 2010-2014 49

Figura 13 – Participação (%) das esferas de governo nas despesas com prestadores de serviços de saúde do SUS. Brasil, 2014 50

Figura 14 – Participação (%) dos prestadores de serviços de saúde do SUS nas despesas correntes das esferas de governo. Brasil, 2014 50

Figura 15 – Despesas do SUS em hospitais por esfera de governo (em milhões de reais correntes). Brasil, 2010-2014 51

Figura 16 – Despesas do SUS em estabelecimentos de atenção básica por esfera de governo (em milhões de reais correntes). Brasil, 2010-2014 51

Figura 17 – Despesas do SUS em estabelecimentos de atendimento ambulatorial a emergências e urgências por esfera de governo (em milhões de reais
52
correntes). Brasil, 2010-2014

Figura 18 – Despesas do SUS em estabelecimentos de atenção ambulatorial especializada por esfera de governo (em milhões de reais correntes).
52
Brasil, 2010-2014

Figura 19 – Distribuição (%) das despesas com atenção ambulatorial especializada (HC.1.3.3) pelos prestadores de serviços do SUS. Brasil, 2014 55

Figura 20 – Distribuição (%) das despesas com exames diagnósticos laboratoriais (HC.4.1) e de imagem (HC.4.2) no SUS, segundo prestador. Brasil, 2014 56

Figura 21 – Distribuição (%) das despesas do SUS e da saúde suplementar, segundo função de cuidados de saúde. Brasil, 2014 61

Figura 22 – Visão geral dos fluxos de financiamento entre esferas de governo e sistemas de informações usados na Conta do SUS. Brasil, 2010-2014 68

Figura 23 – Sistemas de informações usados na Conta do SUS 69


Lista de Quadros

Quadro 1 – Perguntas respondidas na dimensão Financiamento para elaboração do System of Health Accounts 19

Quadro 2 – Classificações de regimes de financiamento da saúde (ICHA-HF) 20

Quadro 3 – Classificação de fontes de financiamento (ICHA-FS) 21

Quadro 4 – Classificação de agentes de financiamento governamentais (AF-Brasil) na perspectiva de recursos próprios alocados ao SUS 24

Quadro 5 – Classificação de funções de cuidados de saúde (ICHA-HC) 25

Quadro 6 – Classificação de prestadores de serviços de saúde (ICHA-HP) do SUS 29


Lista de Tabelas

Tabela 1 – Despesas totais com ações e serviços públicos de saúde do SUS por esfera de governo (em milhares de reais correntes). Brasil, 2002-2015 35

Tabela 2 – Despesas correntes e de capital do SUS por esfera de governo (em milhões de reais correntes). Brasil, 2010-2014 36

Tabela 3 – Crescimento nominal anual (%) das despesas correntes com o SUS por esfera de governo. Brasil, 2010-2014 36

Tabela 4 – Despesas correntes do SUS por função de cuidados de saúde (em milhões de reais correntes). Brasil, 2010-2014 37

Tabela 5 – Participação média (%) das esferas de governo nas despesas correntes com o SUS, segundo função de cuidados de saúde. Brasil, 2010-2014 39

Tabela 6 – Participação média (%) das funções de cuidados de saúde nas despesas correntes das esferas de governo. Brasil, SUS, 2010-2014 42

Tabela 7 – Crescimento nominal anual médio (%) das despesas correntes com funções de cuidados de saúde no SUS por esfera de governo. Brasil, 2010-2014 43

Tabela 8 – Despesas correntes do SUS com internações por esfera de governo (em milhões de reais correntes). Brasil, 2010-2014 44

Tabela 9 – Quantidade (N) e valor médio (em reais correntes) de internações no SUS por esfera de governo. Brasil, 2010-2014 45

Tabela 10 – Despesas correntes do SUS com prevenção, promoção e vigilância em saúde (em milhões de reais correntes). Brasil, 2010-2014 46

Tabela 11 – Despesas correntes do SUS por prestador de serviços de saúde (em milhões de reais correntes). Brasil, 2010-2014 48

Tabela 12 – Despesas correntes do SUS (em milhões de reais correntes) por prestador de serviços de saúde e esfera de governo. Brasil, 2014 49

Tabela 13 – Crescimento nominal anual (%) das despesas com o SUS das esferas de governo, segundo prestador de serviços de saúde. Brasil, 2010-2014 53

Tabela 14 – Despesas correntes do SUS, segundo prestador e função de cuidados de saúde (em milhões de reais correntes). Brasil, 2014 54

Tabela 15 – Despesas correntes com Atenção Básica no SUS – definição ampliada de AB (em milhões de reais correntes). Brasil, 2014 60

Tabela 16 – Despesas correntes com Atenção Básica no SUS – definição conservadora de AB (em milhões de reais correntes). Brasil, 2014 60
SUMÁRIO

APRESENTAÇÃO 9
DESTAQUES 13

PARTE I – ARCABOUÇO CONCEITUAL DO SHA 15


CONTABILIDADE EM SAÚDE NA PERSPECTIVA DO SYSTEM OF HEALTH ACCOUNTS 17

Financiamento 19
Funções de Cuidados de Saúde 24
Atenção curativa 26
Atendimentos de reabilitação 26
Cuidados de longo prazo (saúde) 26
Atividades complementares ao diagnóstico e tratamento 27
Medicamentos e produtos médicos 27
Atividades de prevenção, promoção e vigilância em saúde 27
Gestão e governança do sistema de saúde 28
Demais atividades de saúde e não classificadas 28
Prestadores de Serviços de Saúde 28
Beneficiários 30
As Tabelas do SHA: perguntas a que respondem 30
Sobre despesas totais e correntes do SUS 30
Sobre despesas com funções de cuidados de saúde 31
Sobre despesas com prestadores de serviços de saúde 31

PARTE II – CONTEXTUALIZAÇÃO E DETALHAMENTO DAS DESPESAS DO SUS 33


DESPESAS TOTAIS E CORRENTES DO GOVERNO COM O SUS 35
Como Evoluíram as Despesas com o SUS em Relação ao PIB? 35
Como Evoluiu a Participação das Três Esferas de Governo nas Despesas do SUS? 36

DESPESAS CORRENTES COM FUNÇÕES DE CUIDADOS DE SAÚDE 37

Como Estão Distribuídas as Despesas do SUS Pelas Funções de Cuidados de Saúde? 37

Qual a Participação de Cada Esfera de Governo nas Despesas do SUS com as Funções de Cuidados de Saúde? 38

Qual a Participação das Funções de Cuidados de Saúde nas Despesas de cada Esfera de Governo com o SUS? 42
Despesas Correntes com Internações 43
Despesas Correntes com Atenção Ambulatorial 45
Despesas Correntes com Prevenção, Promoção e Vigilância em Saúde 46

DESPESAS CORRENTES COM PRESTADORES DE SERVIÇOS DE SAÚDE 48


Gastos do SUS com Cada Tipo de Prestador de Serviços de Saúde 48
Evolução das Despesas com Cada Tipo de Prestador de Serviços de Saúde do SUS no Período 51
Funções de Cuidados de Saúde Financiadas nos Prestadores de Serviços de Saúde 54

PARTE III – ANÁLISES ADICIONAIS 57


OUTRAS ANÁLISES VIABILIZADAS PELA CONTA DO SUS 59
Gastos em Atenção Básica 59
Comparações Preliminares entre Despesas do SUS e da Saúde Suplementar 60
Comparações Internacionais 61

NOTAS METODOLÓGICAS 65
APONTAMENTOS SOBRE A METODOLOGIA 67
Análise dos Fluxos de Financiamento do SUS e Bases de Dados que Retratam esses Fluxos 67
Origem dos Dados 69
Uso e integração de conteúdo das bases de dados: princípios gerais 70
Construção do Banco de Dados da Conta do SUS 71
Classificações Utilizadas neste Estudo 72
Limitações 73

REFERÊNCIAS 75

ANEXOS 79

ANEXO A Tabelas Detalhadas da Conta do SUS 81


ANEXO B Classificação Funcional SHA Atribuída a Procedimentos e Subgrupos do SIGTAP/SUS 107
APRESENTAÇÃO

O britânico Richard Nicholas Stone, laureado com o Nobel de Economia em 1984, descreveu, em seu discurso de
premiação (STONE, 1984), três pilares para a análise da sociedade: os estudos econômicos, os sociodemográficos e os
ambientais. Na ocasião, destacou a utilidade da contabilidade na prestação de contas à sociedade mesmo reconhecendo
seu foco ainda predominantemente econômico.

A formulação de políticas de saúde, o acesso aos serviços, a eficiência de padrões alternativos de uso de recursos
e a avaliação da estrutura geral do setor saúde são objetivos que exigem a pronta disponibilidade de indicadores
estatísticos econômicos na esfera da saúde. As contas a ela pertinentes são elaboradas para responder a três principais
perguntas, todas ligadas à consolidação de informações sobre gasto e financiamento: o gasto em saúde; as fontes de
financiamento do setor e o montante desembolsado por cada uma delas; e, ainda, o emprego dado aos recursos.

A elaboração de Contas de Saúde no Brasil encontra-se a cargo de um grupo interministerial definido pela Portaria
n.º 437, de 1 de março de 2006. A disposição de levar adiante esse trabalho foi reforçada por um compromisso (Acordo
Mercosul/RMS/n.º 04/06) de institucionalização das Contas de Saúde no âmbito do Mercado Comum do Sul (Mercosul).
Formou-se um grupo executivo interinstitucional de técnicos designados pelos seguintes órgãos: Ministério da Saúde –
por meio do Departamento de Economia da Saúde, Investimentos e Desenvolvimento (DESID/MS) –, Instituto Brasileiro
de Geografia e Estatística (IBGE), Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), Escola Nacional de Saúde Pública
Sergio Arouca, da Fundação Oswaldo Cruz (ENSP/FIOCRUZ) e Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS/MS).

Tal iniciativa culminou na publicação, em 2008, de um detalhamento-satélite do Sistema de Contas Nacionais para
o setor saúde, com dados para o período de 2000 a 2005 (IBGE, 2008). Os dados apresentados nesse trabalho foram
incluídos entre os indicadores da Rede Interagencial de Informações para a Saúde (RIPSA) e permitiram dimensionar,
pela primeira vez no Brasil, os gastos privados e, consequentemente, os gastos totais nessa área.

Desde então foram lançadas mais três publicações de Conta-Satélite de Saúde (CSS) pelo IBGE (2009; 2012; 2015),
perfazendo um conjunto de dados para 14 anos (2000-2013). As Contas de Saúde, ao tomarem como base os fluxos
financeiros e de produção e consumo que caracterizam o funcionamento do setor saúde, fornecem uma visão abrangente
do mesmo. Não obstante, elas podem assumir duas perspectivas distintas, sendo ambas de grande interesse para
formuladores de políticas, gestores e pesquisadores da área.

A perspectiva da CSS, a primeira delas, privilegia a visão da saúde como atividade econômica. Ela subsidia um
melhor conhecimento do complexo industrial da saúde e de sua relação, como setor produtivo, com os grandes
agregados macroeconômicos e outros setores da economia. Em linhas gerais, as CSS reúnem um escopo de atividades

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MINISTÉRIO DA SAÚDE/FUNDAÇÃO OSWALDO CRUZ – CONTAS DO SUS NA PERSPECTIVA DA CONTABILIDADE INTERNACIONAL – BRASIL, 2010-2014

mais amplo que as Contas no marco do System of Health Accounts (SHA), mais concentrado nos serviços de saúde.
O Brasil é um dos países que usou o Sistema de Contas Nacionais como ponto de partida para a estruturação de suas
contas de saúde.

Por sua vez, existe uma tendência por parte de organismos internacionais em adotar o marco do SHA como padrão
para a contabilidade em saúde, que sinaliza uma segunda perspectiva na elaboração das Contas de Saúde, mais afeita
à análise de políticas públicas e da gestão dos serviços de saúde. Esse marco tem sido aprimorado no sentido de
retomar uma correspondência mais concreta com o Sistema de Contas Nacionais, fato bem ilustrado na última revisão
da metodologia SHA (ORGANISATION FOR ECONOMIC CO-OPERATION AND DEVELOPMENT, 2012).

Nesta publicação é apresentada a primeira estimativa de despesas com saúde para o SUS baseada na metodologia
SHA desenvolvida para o Brasil. O estudo coloca-se como um modelo de Conta no formato SHA, para discussão da
metodologia e dos resultados com gestores e pesquisadores.

O System of Health Accounts 2011 (SHA 2011) foi desenvolvido pela Organização Mundial da Saúde (OMS),
Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (na sigla em inglês, OCDE – Organisation for Economic
Co-Operation and Development) e pela Eurostat, com a finalidade de possibilitar uma comparação internacional de
gastos em saúde. Adota a perspectiva do monitoramento político e social das atividades em saúde – que prioriza o
levantamento de fluxos financeiros – e da relação entre financiamento e consumo final. Tal ângulo valoriza o uso de
recursos financeiros pelos diferentes agentes envolvidos no consumo e produção em saúde e nas várias atividades
desenvolvidas no setor.

Os conceitos do SHA permitem responder perguntas extremamente relevantes para a gestão que, de longa data, são
postas sem encontrar respostas no Brasil. Entre as lacunas do que hoje sabemos está a repartição de responsabilidades
entre as três esferas de governo, em relação ao financiamento das ações e serviços públicos de saúde para além
do total de recursos. No que surgem indagações como: Quem sustenta a atenção primária à saúde no país? Quem
custeia os hospitais e os ambulatórios de especialidades? Como se distribuem os gastos públicos pela rede de serviços
(prestadores) públicos ou que prestam serviços ao SUS?

Neste estudo são apresentadas as estimativas para despesas em saúde do Sistema Único de Saúde (SUS), no
período compreendido entre 2010 e 2014. Com isso, pretende-se incorporar a metodologia SHA de forma permanente
às estatísticas de saúde requeridas para acompanhamento do SUS e da atenção à saúde no país.

São consideradas aqui exclusivamente as despesas relacionadas ao SUS com base nas Ações e Serviços Públicos
de Saúde (ASPS), que englobam transferências para hospitais universitários e instituições sem fins lucrativos. Desse
modo, o escopo da saúde pública difere do apresentado na CSS.1

A metodologia brasileira para a consolidação da Conta SHA desenvolveu-se na ENSP/FIOCRUZ, com o apoio
do DESID/MS. Contou, portanto, com relevantes contribuições tanto dessa equipe quanto da Diretoria de Estudos
e Políticas Sociais do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (DISOC/IPEA). A partir desta publicação e de mais
discussões, existe uma futura intenção de se avançar na aplicação da metodologia SHA no que diz respeito ao total do
gasto público e privado realizado no sistema de saúde brasileiro.

Ao se propor uma Conta SHA para o Brasil, tenciona-se preencher um hiato de conhecimento sobre a distribuição do
gasto público em saúde no país. A detalhada explicação do arcabouço analítico do SHA pode contribuir para expandir
a compreensão da dinâmica produtiva e de consumo do SUS. Ao longo dos anos, a dimensão do financiamento tem
sido priorizada pela premência do debate sobre disponibilidade de recursos para a saúde e, mais especificamente,

1
A Conta-Satélite de Saúde (CSS) (IBGE, 2008; 2009; 2012; 2015), por questões metodológicas, não inclui como despesa as
transferências governamentais para instituições sem finalidades lucrativas, o que exclui tudo o que é registrado nessa rubrica nos
registros administrativos. Com isso, boa parte de pagamentos/transferências a Organizações Sociais de Saúde (OSS) são considerados
em outras contas do Sistema de Contas Nacionais (SCN) e não são detalhadas na CSS. Além disso, a CSS inclui também as despesas
com arranjos públicos para servidores militares e despesas do SUS financiadas via Ministério da Educação, afora as imputações
próprias do SCN não incluídas neste estudo.

10
Apresentação

pelo debate federativo em torno do custeio do SUS. Entretanto, o avanço de análises sobre eficiência e equidade,
bem como o necessário planejamento do direcionamento de escassos recursos, ganham novas perspectivas analíticas
com as informações trazidas pela contabilidade no formato SHA, ainda que informações isoladas sobre gastos sejam
insuficientes para permitir análises sobre qualidade dos gastos.

Deve-se destacar o auxílio financeiro para sua elaboração por parte do DESID/MS, reforçado pelo apoio tanto da
Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) na criação da Conta Pública de Saúde Reprodutiva Materna Neonatal e
Infantil (SRMNI), quanto da Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS/MS) – mais especificamente, a Coordenação Geral
dos Programas Nacionais da Malária e das Doenças Transmitidas pelo Aedes – na elaboração das Contas públicas para
Tuberculose, Malária, Dengue e HIV/AIDS. As duas últimas aportaram contribuições fundamentais para a concepção
deste estudo, ao viabilizarem a exploração minuciosa das bases de dados usadas nos estudos específicos de contas por
doença, idade e sexo.

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DESTAQUES

• Esta é a primeira iniciativa de consolidação de gastos públicos no Brasil pela metodologia System of Health Accounts
(SHA), desenvolvida pela OCDE. A metodologia permite distinguir os gastos de cada esfera de governo no financiamento
do SUS, segundo as atividades (ou funções de cuidados de saúde) e os prestadores de serviços envolvidos.

• Os gastos no SUS no período de 2010 a 2014 representaram, em média, 3,9% do Produto Interno Bruto (PIB). Despesas
de custeio correspondem a 99% desses gastos. A taxa média anual nominal de crescimento das despesas correntes no
SUS foi de 12,2% no período analisado (2010 a 2014). Entre as esferas de governo, a maior taxa de crescimento médio
anual nominal desses gastos foi a dos municípios (14,2% ao ano) e a menor a do governo federal (11,3%).

• Os maiores gastos foram registrados em atividades curativas (52,4% do total), e os menores em atendimentos de
reabilitação e cuidados de longo prazo (2,9%). Despesas com exames complementares e transporte de pacientes (11,2%
do total), prevenção, promoção e vigilância em saúde (11,3%), gestão (6%) e medicamentos e produtos médicos (6,5%)
foram os mais expressivos depois de atenção curativa.

• Parece haver uma ‘especialização’ das esferas de governo em cuidados específicos: a esfera federal apresenta maior
participação do gasto nas funções de cuidados de saúde HC.1.3.3 (Atenção curativa ambulatorial especializada),
HC.2 (Reabilitação) e HC.5 (Medicamentos e produtos médicos); a esfera estadual, nas funções HC.1.1 (Atenção curativa
em regime de internação), HC.1.2 (Atenção curativa em regime de hospital-dia) e HC.4 (Atividades complementares ao
diagnóstico e tratamento); e a esfera municipal, na função HC.1.3.1 (Atenção curativa ambulatorial básica), HC.1.3.2
(Saúde bucal) e HC.1.4 (Domiciliar). Assim, é evidente a grande participação dos estados nas despesas com internações,
ao passo que as despesas municipais centralizam-se na atenção ambulatorial básica e as participações federais
concentram-se na atenção ambulatorial especializada e nos medicamentos e outros produtos médicos.

• Cresceram mais que a média geral, no período, as despesas correntes com: Medicamentos e produtos médicos (HC.5)
(17,6% ao ano); Atenção Curativa (HC.1) (14,5% ao ano); Atividades complementares ao diagnóstico e tratamento
(HC.4) (14% ao ano) e Atividades de prevenção, promoção e vigilância em saúde (HC.6) (13,7% ao ano).

• Despesas com internações hospitalares totalizaram 47 bilhões de reais (22% do total das despesas correntes) em 2014.
Um total de 2% das despesas com internações não se destinaram a hospitais, mas a ambulatórios de atendimentos a
urgências (sobretudo Unidades de Pronto Atendimento – UPAs). Quase 9% das despesas nesses últimos estabelecimentos
referem-se a internações, o que pode indicar obstáculos no que se refere ao acesso aos hospitais.

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MINISTÉRIO DA SAÚDE/FUNDAÇÃO OSWALDO CRUZ – CONTAS DO SUS NA PERSPECTIVA DA CONTABILIDADE INTERNACIONAL – BRASIL, 2010-2014

• Em 2014, 3/4 das despesas com atendimentos curativos ambulatoriais de atenção básica (HC.1.3.1) ocorreram em
unidades de saúde destinadas a esse fim. Porém, 20% das despesas com atendimentos de atenção básica ainda
aconteceram em hospitais e ambulatórios de atendimento a urgências, enquanto 4% em ambulatórios especializados.

• Despesas com atendimentos odontológicos no SUS também ocorreram em estabelecimentos esperados – 76% das
despesas se deram em ambulatórios de atenção básica e 17% em ambulatórios especializados.

• O maior volume do gasto no período 2010-2014, no SUS, destinou-se a hospitais e ambulatórios de atenção básica –
36,2% e 23,1% das despesas correntes totais, respectivamente. Em 2014, 2/3 dos recursos dos estados foram direcionados
a hospitais, em contraste com 20% dos recursos municipais e 32% dos federais.

• As maiores elevações de despesas ocorreram com ambulatórios de urgências (principalmente UPAs e prontos-socorros
isolados) – em média 35,3% ao ano, em valores correntes. Os menores crescimentos de despesas verificaram-se em
ambulatórios de atenção especializada – média de 7,8% ao ano.

• A desagregação do gasto público por função e prestador permite consolidar as despesas por nível de atenção – como,
por exemplo, na Atenção Básica –, de acordo com diferentes definições.

• Em 2014, o gasto em Atenção Básica variou de R$ 54,5 bilhões, segundo uma definição mais conservadora, a
R$ 74 bilhões, caso fossem incluídas atividades de prevenção, promoção e vigilância em saúde e atendimentos
ambulatoriais não hospitalares a urgências.

• A consolidação da Conta Pública pela metodologia SHA propicia uma grande versatilidade na agregação dos gastos,
segundo o referencial teórico estabelecido, bem como viabiliza comparações internacionais antes impossíveis.

14
15
MINISTÉRIO DA SAÚDE/FUNDAÇÃO OSWALDO CRUZ – CONTAS DO SUS NA PERSPECTIVA DA CONTABILIDADE INTERNACIONAL – BRASIL, 2010-2014
CONTABILIDADE EM SAÚDE NA PERSPECTIVA DO SYSTEM OF HEALTH ACCOUNTS

O Sistema de Contas de Saúde (System of Health Accounts – SHA) (ORGANISATION FOR ECONOMIC CO-OPERATION
AND DEVELOPMENT, 2011) é o marco referencial internacional para reportar despesas com saúde, sendo reconhecido no
Manual do Sistema de Contas Nacionais – SNA (UNITED NATIONS ORGANIZATION et al., 2009)2 como uma metodologia
adequada para a elaboração da contabilidade em saúde.

São objetivos do SHA: definir limites internacionalmente padronizados para consolidar e comparar gastos em saúde;
fornecer um quadro contendo agregados relevantes para comparações entre distribuições das despesas em sistemas de
saúde; e disponibilizar uma ferramenta capaz de produzir dados úteis para monitorização e análise dos sistemas de saúde.

A delimitação do setor saúde, segundo o SHA, é realizada tomando-se por base a definição de atividades de cuidados,
ou funções de cuidados de saúde. Cuidados de saúde são entendidos como “qualquer atividade cujo objetivo primário
seja manter ou prevenir piora no estado de saúde de indivíduos, grupos populacionais ou da população como um todo,
bem como mitigar as consequências de problemas de saúde” (ORGANISATION FOR ECONOMIC CO-OPERATION AND
DEVELOPMENT, 2012, p. 52). Para serem incluídos entre as atividades de saúde, é necessário que tais cuidados sejam
conduzidos por profissionais credenciados como médicos, segundo padrões regulatórios do país, e/ou executados sob
sua supervisão.3

Do ponto de vista econômico, os gastos com saúde são gerados pelo consumo de bens e serviços de saúde e sua
ocorrência pressupõe uma transação financeira. No SHA, conceitua-se como consumo nacional de bens e serviços de
saúde aquele destinado aos residentes no país, independentemente da nacionalidade desses residentes. Os seguintes
grupos de atividades são abrangidos: Diagnóstico, tratamento, cura e reabilitação de doenças; Cuidado de pessoas com
doenças crônicas; Cuidado de pessoas com dificuldades e incapacidades relacionadas a doenças; Cuidados paliativos
para doenças sem perspectivas de recuperação; Oferecimento de programas de saúde para a comunidade; Prevenção e
promoção e Governança e administração do sistema de saúde. Esses grupos de atividades estão contidos nas funções
de cuidados de saúde.

Atividades relacionadas à saúde, mas que não integrem diretamente funções de cuidados de saúde, conforme previa-
mente definido – como a oferta de serviços sociais, atividades para aumentar a integração de pessoas com necessidades
especiais, controle da higiene alimentar, água potável, proteção ambiental e a promoção intersetorial de estilos de vida
saudáveis que não possuam estreita relação com programas de saúde –, são excluídas das despesas com saúde.

O objetivo principal da ação/intervenção é o que determina sua inclusão, ou não, como gasto com saúde. Intervenções
relacionadas à saúde pública e não inclusas abrangem segurança veicular e das estradas (excetuadas as campanhas
de conscientização de risco e uso de equipamentos de segurança) e instalação de sistemas de água potável e esgoto,
salvo quando estiverem direcionadas especificamente para o combate a doenças.4 A exclusão se estende a programas
de refeições gratuitas e subsídios à alimentação, ações de nutrição que, de modo geral, estão vinculadas à assistência
social, mas não diretamente à saúde.

Existe ainda uma distinção das despesas com saúde em duas outras categorias: (1) aquelas relacionadas ao consumo
de serviços para promover, desenvolver ou manter o estado de saúde (despesas correntes); (2) aquelas relacionadas
a ações que ampliem ou garantam a capacidade de ofertar bens e serviços de saúde e cuja utilização ocorrerá em
momentos futuros. Essas últimas são denominadas ‘formação bruta de capital’, despesas de capital ou investimento.

2
O Sistema de Contas Nacionais é o arcabouço da Organização das Nações Unidas (ONU) para as contas econômicas, que uniformizam
a metodologia para cálculo dos PIBs dos países. Como tal, é a referência original para as contas econômicas em qualquer atividade,
inclusive a saúde.
3
Ainda assim, a medicina alternativa e complementar é abrangida pela saúde.
4
Há ações, no orçamento federal, alocadas justamente para essa finalidade. Denominadas saneamento rural, são incluídas como
despesas em saúde no Brasil.

17
MINISTÉRIO DA SAÚDE/FUNDAÇÃO OSWALDO CRUZ – CONTAS DO SUS NA PERSPECTIVA DA CONTABILIDADE INTERNACIONAL – BRASIL, 2010-2014

Incluem tanto a aquisição e reforma5 de imóveis e equipamentos para ampliar a capacidade instalada dos serviços de
saúde, quanto pesquisa e desenvolvimento (que gerarão conhecimento e aumento do potencial de ‘produzir saúde’). O
Manual SHA 2011 (ORGANISATION FOR ECONOMIC CO-OPERATION AND DEVELOPMENT, 2012) prioriza as despesas
correntes em saúde e propõe que o registro da formação bruta de capital (investimento) seja realizado em uma conta
de capital separada.

O objetivo central do SHA é dar respostas às questões mais centrais do financiamento dos sistemas de saúde –
Quem financiou e como financiou? Onde gastou? Em que gastou? Essas informações são complementadas por outras,
relacionadas às contas por doença, gênero e idade, que contemplam uma análise por beneficiários (Com quem se
gastou?) (Figura 1).

As despesas com saúde, portanto, são consolidadas segundo financiamento e tipo de prestador, e na vertente do
consumo, conforme função de cuidados de saúde e beneficiário. Assim, é descrito o fluxo dos recursos da saúde de
acordo com três eixos de análise principais do gasto, a saber:

• financiamento – traduzido em regimes, fontes e agentes de financiamento (quem financiou e como financiou?);
• produção de serviços – expressa na dimensão prestador/fornecedor de bens e serviços de saúde (onde gastou?);
• consumo – traduzido nas dimensões função de cuidados de saúde (em que gastou?) e beneficiário do gasto (com
quem gastou?).

O foco específico da Conta SHA são os serviços de saúde. Mesmo os produtos médicos e de saúde incluídos, como
os medicamentos, o são na perspectiva de integrarem serviços, seja como insumos necessários para produzirem um
serviço (consumo intermediário), seja como parte de um serviço de dispensação de produtos médicos.

Figura 1 – Dimensões centrais do System of Health Accounts

Fonte: Adaptado de OECD, 2012. System of Health Accounts 2011.

Os eixos do SHA retratam detalhadamente, portanto, os agentes econômicos que executam ações de financiamento,
produção e de consumo, assim como as transações ocorridas nesses processos. O SHA propõe sistemas de classificações
internacionais para cada uma dessas dimensões, abrangidas na International Classification of Health Accounts – ICHA
(Classificação Internacional de Contas de Saúde, em português).

As tabelas mais típicas dessa perspectiva de elaboração das Contas seriam as que descrevem Regimes de Financiamento
versus Agentes de Financiamento, Agentes de Financiamento versus Prestadores e Agentes de Financiamento versus
Funções de Cuidados de Saúde, que retratam os fluxos financeiros para esses vários agentes.

5
Na última versão do Manual do Sistema de Contas Nacionais (2008), passou-se a admitir a inclusão de despesas com reforma de
imóveis em “formação bruta de capital”, com base no fato de que reformas ampliam a vida útil dos ativos e, com isso, ampliam a
‘validade’ da capacidade instalada.

18
Arcabouço conceitual do SHA

Financiamento
O reconhecimento e minuciosa descrição dos fluxos de financiamento é um dos requisitos essenciais para a correta
implementação do SHA. No Quadro1 são apresentadas as perguntas que precisam ser respondidas em relação a “Quem
gastou e como financiou?”.

Quadro 1 – Perguntas respondidas na dimensão Financiamento para elaboração do System of Health Accounts

Como se organizam os fluxos de financiamento do sistema de saúde (Regimes de Financiamento)?


Quais recursos utilizam (Fontes de Financiamento)?
Quem gere os recursos (Agentes de Financiamento na perspectiva SHA 2011)?
Quem aporta os recursos (Agentes de Financiamento na perspectiva SHA 1.0)?

Fonte: Adaptado de OECD, 2012. System of Health Accounts 2011.

O Manual SHA 2011 retira o foco principal da discussão de financiamento da delimitação entre quem provê os
recursos – que dividiria gastos entre públicos e privados – para estruturar a descrição dos fluxos de financiamento em
torno do conceito regimes ou esquemas de financiamento (ICHA-HF– International Classification of Health Accounts-
Health Care Financing Schemes). Estes descrevem os componentes estruturais dos sistemas de financiamento, mediante
os quais os indivíduos têm acesso aos bens e serviços de saúde.

Os regimes de financiamento discriminam: (1) o fato de a origem dos recursos ser o próprio país ou países
estrangeiros; (2) a natureza ou modo de participação ou cobertura dos beneficiários (compulsória/automática ou
voluntária); as condições gerais ou regras básicas de acesso do beneficiário aos cuidados de saúde nos diferentes regimes
de financiamento (regimes contributivos, não contributivos ou discricionários); e o método de captação das receitas
(contribuições obrigatórias ou voluntárias).

Tomando-se por base essas variáveis é estruturada a Classificação dos Regimes de Financiamento, segundo os
critérios do SHA. Tal Classificação é exibida no Quadro 2, já com a devida adaptação ao contexto brasileiro.

No Brasil, a atenção à saúde é financiada predominantemente com recursos públicos despendidos pelos governos
federal, estadual e municipal – classificados no SHA como Regimes baseados em financiamento governamental
(HF.1.1) – e por recursos das famílias, desembolsados via regimes de planos e seguros de saúde voluntários (que
seriam classificados como HF.2.1) e pagamentos por desembolso direto das famílias (HF.3.1), além de copagamentos
em regimes de planos e seguros voluntários (HF.3.2.2). Despesas financiadas pelo resto do mundo (HF.4), que
corresponderiam principalmente a doações internacionais, são pouco expressivas no Brasil (Quadro 2).

19
MINISTÉRIO DA SAÚDE/FUNDAÇÃO OSWALDO CRUZ – CONTAS DO SUS NA PERSPECTIVA DA CONTABILIDADE INTERNACIONAL – BRASIL, 2010-2014

Quadro 2 – Classificações de regimes de financiamento da saúde (ICHA-HF)6

HF.1 Regimes baseados em financiamento governamental e/ou contribuições compulsórias


HF.1.1 Regimes governamentais
HF.1.1.1 + 1.1.2 Sistema Único de Saúde (SUS)
HF.1.1.3 Regimes para empregados civis e militares do governo
HF.1.1.3.1 Regimes para empregados do governo federal
HF.1.1.3.2 Regimes para empregados de governos estaduais ou municipais
HF.2. Planos, seguros e benefícios de saúde voluntários
HF.2.1 Planos e seguros voluntários
HF.2.1.1 Planos e seguros de saúde duplicados ou suplementares
HF.2.1.1.1 Planos e seguros coletivos empresariais
HF.2.1.1.3 Outras coberturas
HF.2.1.1.3.1 Planos coletivos por adesão
HF.2.1.1.3.2 Planos e seguros familiares/individuais
HF.2.2 Regimes mantidos por instituições sem fins lucrativos (ISLF)
HF.2.3 Regimes mantidos por empresas não saúde
HF.3 Desembolso direto das famílias
HF.3.1 Desembolso direto excluídos copagamentos
HF.3.2 Copagamentos a terceiros
HF.3.2.1 Copagamentos em regimes governamentais e seguros de saúde compulsórios
HF.3.2.2 Copagamentos em regimes de planos e seguros voluntários
HF.4 Programas financiados pelo resto do mundo

Fonte: Traduzido e adaptado de OECD, 2012. System of Health Accounts 2011.


Obs.1: Itens da classificação que correspondem a detalhamentos de grandes grupos propostos para uso nacional, sem
correspondência na classificação internacional, estão grafados em itálico.
Obs. 2: Versão Brasil, 2016.

O setor governamental é prioritariamente financiado por transferências de receitas domésticas e governamentais


(FS.1) (Quadro 3), derivadas principalmente de impostos e taxas gerais do governo. O Brasil não utiliza mais o esquema
de financiamento via contribuições sociais obrigatórias (FS.3), características do seguro social obrigatório público ou
privado. Esse era o modelo usado pelo país antes do SUS (até 1990), quando o antigo Instituto Nacional de Assistência
Médica da Previdência Social (INAMPS) – exemplo típico de regimes governamentais por seguro social – era uma das
principais origens do financiamento à saúde no Brasil.

Planos e seguros privados são financiados por recursos de famílias (FS.5.1), empresas (FS.5.2) e governo, enquanto
o pagamento do bolso depende exclusivamente de recursos das famílias (FS.6.1).

O SUS habilita 100% da população residente no Brasil a serviços de saúde, e seria classificado como uma síntese
de HF.1.1.1+1.1.2. Isso porque trata-se de um sistema único que abrange governo central (HF.1.1.1) e governos
locais (HF.1.1.2), não de regimes independentes envolvendo um ou outro.

6
International Classification of Health Accounts – Health Financing Schemes (em português, Classificação Internacional de Contas
de Saúde – Regimes de Financiamento da Saúde).

20
Arcabouço conceitual do SHA

Quadro 3 – Classificação de fontes de financiamento (ICHA-FS)7

FS.1 Transferências de receitas domésticas governamentais


FS.1.1 Transferências e subvenções internas
FS.1.2 Transferências governamentais em benefício de grupos específicos
FS.1.3 Subsídios
FS.1.4 Outras transferências de receitas domésticas do governo
FS.2 Transferências realizadas por governos estrangeiros
FS.3 Contribuições de Seguro Social
FS.3.1 Contribuição do empregado para seguro social
FS.3.2 Contribuição do empregador para seguro social
FS.3.3 Contribuição do autônomo para seguro social
FS.3.4 Outras contribuições para seguro social
FS.4 Pré-pagamento compulsório (distinto de FS.3)
FS.4.1 Pré-pagamento compulsório individual
FS.4.2 Pré-pagamento compulsório de empregadores
FS.4.3 Outras receitas de pré-pagamento compulsório
FS.5 Pré-pagamento voluntário
FS.5.1 Pré-pagamento voluntário individual
FS.5.2 Pré-pagamento voluntário de empregadores
FS.5.3 Outros pré-pagamentos voluntários
FS.6 Outras receitas domésticas
FS.6.1 Outras receitas das famílias não especificadas
FS.6.2 Outras receitas de empresas não especificadas
FS.6.3 Outras receitas de ISFL não especificadas
FS.7 Transferências diretas do exterior

Fonte: Traduzido e adaptado de OECD, 2012. System of Health Accounts 2011.


Obs.: Versão Brasil, 2016.

As informações da Pesquisa Nacional de Saúde (IBGE, 2015b) referem que, em 2013, 28,9% dos brasileiros estavam
filiados a algum outro esquema de financiamento para saúde. As filiações variam nas regiões do país – de 14,3% da
população na região Norte até 37,2% na Sudeste. Regimes de seguro e fundos de saúde para servidores públicos civis e
militares (HF.1.1.3+2.1.1.2) atendiam, como única cobertura além do SUS, 6,5% da população. Eram mais comuns na
região Centro-Oeste (12,2%) – provável reflexo da localização da capital federal – e menos comuns na Nordeste (4,5%).

A assistência odontológica isolada caracteriza um esquema de financiamento do tipo 2.1.2 (Planos e seguros volun-
tários complementares). Tratava-se do único regime de financiamento, além do SUS, disponível para 5,2% da população.

Recursos governamentais são aportados para todos os regimes de financiamento da saúde mediante repasses
e transferências diretos ou, de forma indireta, por isenções tributárias (Figura 2). As isenções estão vinculadas a
receitas não havidas do Tesouro Federal. Os repasses e transferências para a saúde fluem majoritariamente por meio
do Ministério da Saúde e de secretarias vinculadas à área, mas também através de outros órgãos e ministérios, como
o da Educação. O SUS cofinancia os hospitais do Ministério da Educação e existem contribuições para a saúde de

7
International Classification of Health Accounts – Financing Source (em português, Classificação Internacional de Contas de Saúde –
Fonte de Financiamento da Saúde).

21
MINISTÉRIO DA SAÚDE/FUNDAÇÃO OSWALDO CRUZ – CONTAS DO SUS NA PERSPECTIVA DA CONTABILIDADE INTERNACIONAL – BRASIL, 2010-2014

entidades do Executivo, Legislativo e Judiciário, que financiam regimes individuais de atendimento a empregados
de cada um (HF.1.1.3), além de planos e seguros de saúde voluntários (HF.2.1.1).

Figura 2 – Fluxos de financiamento para a saúde: recursos de governos federal, estaduais e municipais

Fonte: Elaboração dos autores.


*
Fundos de Saúde, GEAP, outros.

Uma pequena parcela das remunerações de servidores do Ministério da Saúde e secretarias vinculadas à área é
destinada a reembolso de planos e seguro de saúde privados individuais contratados por eles. Há também planos de
saúde específicos de servidores públicos, como a GEAP Saúde – uma autogestão em saúde especialmente voltada para
eles – e os Fundos de Saúde das Forças Militares. Os dois, no entanto, detêm distintas regras de financiamento que
condicionam classificações próprias.

A GEAP está moldada sob uma estrutura baseada em adesão voluntária. Seria, portanto, classificada como um esquema
de asseguramento apoiado em adesão não obrigatória (FS.2.1.1.2 Planos e seguros baseados em vínculo empregatício
com o governo). Os Fundos de Saúde das Forças Militares, em que a participação do militar é compulsória, seriam
classificados como regimes alicerçados em financiamento governamental e em contribuições compulsórias (FS.1.1.3
Esquemas de empregados do governo federal).

Empresas privadas aportam recursos para a saúde via regimes de benefícios ao empregado (Figura 3), que podem
assumir a forma de: a) filiação a planos e seguros de saúde, cofinanciados por empregado e empresa; b) regimes
com financiamento exclusivo e discricionário da empresa, que podem restringir-se a um escopo reduzido de cuidados
(programas de apoio ao combate ao alcoolismo e ao uso de drogas, por exemplo).

Figura 3 – Fluxos de financiamento para a saúde: recursos de empregadores privados

Fonte: Elaboração dos autores.


*
Fundos de Saúde, GEAP, outros.

22
Arcabouço conceitual do SHA

Adicionalmente, as empresas podem também contribuir para regimes geridos por instituições sem fins lucrativos
(ISFL) e por organizações não governamentais (ONGs) (Figura 4), modalidades que refletem o crescimento da respon-
sabilidade social como valor corporativo.

Figura 4 – Fluxos de financiamento para a saúde: recursos de indivíduos, instituições sem fins lucrativos (ISFL) e resto do mundo

Fonte: Elaboração dos autores.


*
Fundos de Saúde, GEAP, outros.

Os regimes de financiamento da saúde de expressão no contexto brasileiro seriam SUS, planos e seguros privados
voluntários e desembolso direto. De forma mais residual, haveria também participações modestas de outros regimes.

O SUS é um regime de acesso universal a cuidados de saúde sem custos para a população. Seu financiamento é
atribuição das três esferas de governo (federal, municipal ou estadual), que são, até o momento, constitucionalmente
obrigadas a comprometer parcelas específicas de suas receitas correntes líquidas com saúde nas formas determinadas
pela Emenda Constitucional n.º 29 (EC 29/2000) e pela Lei Complementar n.º 141/2012, substituída pela Emenda
Constitucional n.º 86, de 17 de março de 2015. Conforme já mencionado, trata-se de um esquema de participação e
gestão unificada que congrega governo central (FS.1.1.1) e governos locais (FS.1.1.2), financiado com recursos do
Tesouro via Ministério da Saúde e secretarias vinculadas à área.

Há ainda aportes bem mais modestos de recursos complementares para o SUS via Ministério da Educação – MEC
(recursos para hospitais universitários), ressarcimentos de planos e seguros de saúde, programas financiados pelo resto
do mundo (como Fundo Global, United States Agency for International Development – USAID, Fundação Bill e Melinda
Gates). Além disso há, ainda, compensações advindas de empresas para riscos ambientais, que podem contribuir para
custeio de uma pequena parte de programas como o de controle e combate à malária. Ainda assim, os aportes mais
volumosos e constantes seriam os definidos constitucionalmente para as três esferas de governo, representados por
transferências de receitas domésticas governamentais (Quadro 3).

Cerca de 80% dos recursos do Ministério da Saúde (recursos federais) são descentralizados para estados e municípios
via Fundo Nacional de Saúde (FNS), uma vez que a maior parte da prestação direta dos serviços de saúde encontra-se
sob a responsabilidade desses últimos. Estados e municípios gerenciam, portanto, a alocação de recursos próprios e
recursos transferidos de outras esferas administrativas.

Além da classificação segundo regimes de financiamento, já descrita, o Manual SHA 2011 considera também a
classificação de agentes financiadores (International Classification of Health Accounts – Financing Agents – ICHA-FA).
Há uma dupla interpretação possível em torno desse conceito. A primeira o equipararia à antiga fonte de financiamento,
que equivale ao agente que fornece os recursos. A segunda conceituaria agente de financiamento como as unidades
institucionais que gerem e administram os regimes de financiamento, recolhem as receitas e/ou adquirem os bens e
serviços de saúde, tendo autonomia decisória em relação à utilização desses recursos independentemente de sua origem.

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MINISTÉRIO DA SAÚDE/FUNDAÇÃO OSWALDO CRUZ – CONTAS DO SUS NA PERSPECTIVA DA CONTABILIDADE INTERNACIONAL – BRASIL, 2010-2014

A esfera de governo de origem dos recursos é considerada uma dimensão central para a discussão do financiamento
do SUS. Portanto, neste estudo a dimensão central do financiamento aproxima-se da primeira acepção de agente de
financiamento, entendido como aquele que aporta recursos próprios para o financiamento de bens e serviços de saúde
(Quadro 4). Nessa perspectiva, analisa-se a finalidade dada aos recursos próprios aportados por cada esfera de
governo, no que diz respeito às funções de cuidados de saúde realizadas, e aos recursos direcionados aos diferentes
prestadores de serviços.

Quadro 4 – Classificação de agentes de financiamento governamentais (AF-Brasil)


8
na perspectiva de recursos próprios alocados ao SUS

Esferas de Governo
AF.1.1 Governo Federal
AF.1.1.1 Ministério da Saúde
AF.1.1.2 Outros orgãos do governo federal
AF.1.2 Governo locais
AF.1.2.1 Governos Estaduais (Estados)
AF.1.2.2 Governos Municipais (Municípios)

Fonte: Traduzido e adaptado de OECD, 2012. System of Health Accounts 2011.


Obs.: Versão Brasil, 2016.

Um ângulo alternativo e igualmente importante de análise seria considerar o destino dado aos recursos, segundo
a execução orçamentária efetivamente a cargo de cada esfera de governo. Essa análise, porém, deverá ser efetuada em
outro momento.

Funções de Cuidados de Saúde


O conceito central no SHA, para a definição de atividades no circuito econômico da saúde, é o de funções de
cuidados de saúde que caracterizam a finalidade dos gastos, ou seja, tipos de bens e serviços fornecidos e atividades
realizadas no âmbito definido para as Contas de Saúde, inclusive aspectos técnicos da produção.

As funções de cuidados de saúde no SHA destacam a finalidade e a natureza da atividade realizada, com o objetivo
de melhorar o estado de saúde seja evitando doenças (como nas atividades de prevenção e promoção da saúde e
vigilância em saúde pública), diagnosticando-as e tratando-as (atenção curativa), seja oferecendo oportunidades de
reabilitação ou paliação de longo prazo (Quadro 5).

De modo geral, as metodologias de Contas de Saúde apontam a existência de dois grandes grupos de atividades: as
de atenção à saúde propriamente ditas e as atividades correlatas.

No primeiro grupo – funções de cuidados de saúde – estão aquelas atividades essenciais à manutenção e recuperação
da saúde humana, que integrariam o corpo principal das Contas de Saúde. Para inclusão ou exclusão de elementos,
nessa classificação, pode-se utilizar o critério da finalidade primária da ação. Sempre que a finalidade primária da
atividade for melhorar a saúde, ela deve ser considerada como função de cuidados de saúde.

A classificação funcional adotada pela ICHA especifica a finalidade do cuidado de saúde na perspectiva de destinar-
se à prevenção, cura, reabilitação ou paliação. Inclui ainda um detalhamento do modo de produção (hospitalar/
ambulatorial/hospital-dia, atenção domiciliar, cuidados de longo prazo).9

8
Classificação das Contas de Saúde do Brasil, sem correspondência com as classificação do SHA 2011.
9
Modo de produção é diferente de local de produção (que caracteriza o prestador de serviços). Assim, cuidados ambulatoriais ou de
hospital-dia, por exemplo, podem ser oferecidos em hospitais.

24
Arcabouço conceitual do SHA

Quadro 5 – Classificação de funções de cuidados de saúde (ICHA-HC)10

Funções de cuidados de saúde


HC.1 Atenção curativa
HC.1.1 Atenção curativa em regime de internação
HC.1.2 Atenção curativa em regime de hospital dia
HC.1.3 Atenção curativa ambulatorial
HC.1.3.1 Atenção curativa ambulatorial básica
HC.1.3.2 Atenção ambulatorial saúde bucal
HC.1.3.3 Atenção ambulatorial especializada
HC.1.4 Atenção curativa domiciliar
HC.2 Atendimentos de reabilitação
HC.2.1 Atendimentos de reabilitação em regime de internação
HC.2.2 Atendimentos de reabilitação em regime de hospital-dia
HC.2.3 Atendimentos de reabilitação ambulatorial
HC.2.4 Atendimentos de reabilitação domiciliar
HC.3 Cuidados de longo prazo (saúde)
HC.3.1 Cuidados de longo prazo em regime de internação
HC.3.2 Cuidados de longo prazo em regime de hospital-dia
HC.3.3 Cuidados de longo prazo ambulatorial
HC.3.4 Cuidados de longo prazo domiciliar
HC.4 Atividades complementares ao diagnóstico e tratamento
HC.4.1 Exames laboratoriais clínicos e anatomopatológicos
HC.4.2 Exames de imagem
HC.4.3 Transporte de pacientes, inclusive subsídios
HC.4.9 Outras atividades complementares ao diagnóstico e tratamento
HC.5 Medicamentos e produtos médicos
HC.5.1 Medicamentos e outros produtos médicos não duráveis
HC.5.1.1 Medicamentos
HC.5.1.2 Outros produtos médicos não duráveis
HC.5.2 Produtos médicos duráveis
HC.6 Prevenção, promoção e vigilância em saúde
HC.6.1 Informação, educação e programas de orientação em saúde
HC.6.2 Programas de imunização
HC.6.3 Programas para detecção precoce de doenças
HC.6.4 Programas de monitoramento de populações saudáveis
HC.6.5 Vigilância epidemiológica e programas de controle de riscos e agravos
HC.6.6 Programas de recuperação de desastres e respostas emergenciais
HC.7 Gestão e governança do sistema de saúde
HC.9 Demais atividades de saúde e não classificadas em outro grupo
HC.9.1 Demais atividades de saúde
HC.9.2 Formação de recursos humanos em saúde
HC.9.3 Pesquisa e desenvolvimento em saúde
HC.9.9 Não classificadas

Fonte: Traduzido e adaptado de OECD, 2012. System of Health Accounts 2011.


Obs.: Versão Brasil, 2016.

10
International Classification of Health Accounts – Health Care Functions (em português, Classificação Internacional de Contas de
Saúde – Funções de Cuidados da Saúde).

25
MINISTÉRIO DA SAÚDE/FUNDAÇÃO OSWALDO CRUZ – CONTAS DO SUS NA PERSPECTIVA DA CONTABILIDADE INTERNACIONAL – BRASIL, 2010-2014

Por sua importância e pela existência de dados nos sistemas de informações nacionais, foram também incluídas
nas Contas do SUS as atividades correlatas Formação de Recursos Humanos (RH) e Pesquisa e Desenvolvimento (P&D).
Quanto a Investimentos, denominados Formação Bruta de Capital Fixo, também não são contabilizados nas despesas
correntes, sendo apresentados separadamente dessas, em conta específica. Tal conta não será priorizada neste estudo,
ainda que sejam apontadas algumas estimativas preliminares baseadas em valores pagos. Os conteúdos de cada
função de cuidados de saúde, na perspectiva do SHA, são especificados daqui por diante.

Atenção curativa
A atenção curativa inclui os atendimentos individuais relacionados a agravos ou doenças em que haja perspectiva de
tratamento, com melhora ou cura. Compreende procedimentos cirúrgicos, diagnósticos e terapêuticos, além de serviços
obstétricos. A principal finalidade dos atendimentos curativos é reverter o processo patológico, além de proteger contra
piora ou complicação que possa comprometer ou ameaçar a vida.

São excluídos da função curativa os cuidados com populações saudáveis que possam ser classificados sob HC.6.4
(Programas de monitoramento de populações saudáveis), como, por exemplo, consultas de pré-natal e puericultura
de rotina. Somente devem ser classificados como atenção curativa cuidados em que uma melhora for esperada,
independentemente do estado inicial do paciente. Quando for previsível uma piora do estado de saúde e nos casos de
dependência ou perda de autonomia, o atendimento dever ser classificado em HC.3 (Cuidados de longo prazo).

O segundo nível de codificação da função de cuidados de saúde refere-se ao modo de produção (em regime de
internação, hospital-dia, ambulatorial ou domiciliar). A atenção curativa pode, ainda, ser desagregada em um terceiro
nível, dividindo-se entre cuidados gerais e especializados, além de saúde bucal.

Atendimentos de reabilitação
Serviços de reabilitação são utilizados por pessoas com dificuldades funcionais associadas a uma variedade de
diagnósticos de enfermidades, que podem ser crônicas, adquiridas ou congênitas, físicas ou mentais. O escopo da
reabilitação é variado e inclui desde o psicológico até o tecnológico assistido, ambiental, cardiopulmonar, geriátrico,
neurológico, ortopédico e pediátrico, entre outros.

Esta função de cuidados de saúde exclui serviços de reabilitação com objetivos primariamente sociais, de lazer
ou de reinserção profissional, que não exigem a execução por profissionais da saúde. Serviços de reabilitação podem
ser divididos nos mesmos quatro modos de produção: paciente hospitalizado, paciente em hospital-dia, paciente
ambulatorial e paciente domiciliar. Pode haver alguma sobreposição entre atendimentos de reabilitação e atenção
curativa e os de cuidados de longo prazo.

Cuidados de longo prazo (saúde)


Os cuidados de longo prazo compreendem serviços pessoais e médicos que são utilizados com o objetivo primário
de aliviar dores e sofrimento, além de reduzir ou gerenciar a deterioração da saúde de pacientes com algum nível de
dependência de longo prazo.

Acredita-se que gastos expressivos com cuidados de longo prazo sejam mais prevalentes em países de maior PIB,
pois nos de PIB mais baixo tais cuidados, em geral, são assumidos por cuidadores informais ou familiares e ficam,
assim, fora do escopo das Contas de Saúde.

Cuidados de longo prazo englobam um pacote integrado de serviços e assistência a pacientes com alto nível
de limitação de atividades cotidianas por longo período de tempo. Tais cuidados estão direcionados à população
dependente com condições psiquiátricas crônicas ou recorrentes, pessoas com necessidades especiais e pacientes em
tratamento para uso abusivo de álcool e drogas. Incluem também pacientes sob cuidados paliativos.

26
Arcabouço conceitual do SHA

Atividades complementares ao diagnóstico e tratamento


As atividades complementares ao diagnóstico e tratamento têm por finalidade a execução de investigação
e monitoramento para prevenir doenças ou buscar uma cura. Incluem: HC.4.1 (Exames laboratoriais clínicos e de
anatomia patológica), HC.4.2 (Exames de imagem), HC.4.3 (Transporte de pacientes, inclusive subsídios) e HC.4.9
(Outras atividades complementares ao diagnóstico e tratamento).

A função de cuidados de saúde HC.4.3, no Brasil, envolve as atividades de transporte do Serviço de Atendimento
Móvel a Urgências (SAMU) e os auxílios pecuniários para transporte. Estes, são concedidos a pacientes para fins de
tratamento em locais distantes e fora do domicílio e, na definição de escopo do SHA, não são considerados funções
de cuidados de saúde. Já a função HC.4.9 inclui principalmente exames e preparações de tecidos para a realização de
transplantes, atividades de banco de sangue e de leite, entre outros.

Exames realizados com o intuito de prevenção – como o citopatológico, para rastreamento do câncer de colo de útero; o
teste do pezinho, feito em recém-nascidos para detectar precocemente doenças metabólicas congênitas; e os preventivos de
câncer de mama (mamografia de rastreamento) –, integram a função HC.6.3 (Programas de detecção precoce de doenças).

Medicamentos e produtos médicos


Abrange medicamentos e produtos médicos descartáveis – HC.5.1 (Medicamentos e outros produtos médicos
não duráveis) – como, por exemplo, preservativos e fitas para monitoramento de glicemia distribuídas a pacientes
diabéticos; HC.5.2 (Produtos médicos duráveis), composto por órteses e próteses de uso preventivo para reabilitação ou
em cuidados de longo prazo, como óculos, aparelhos auditivos e andadores.

No caso da Conta do SUS foram incluídos medicamentos distribuídos para uso domiciliar, adquiridos via compras
diretas pelos governos e por meio do Programa Farmácia Popular do Brasil em suas várias modalidades. Esta função de
cuidados de saúde exclui medicamentos e produtos médicos consumidos durante atendimentos de saúde classificados em
outra função. Nesse caso estariam todos os medicamentos administrados em internações, os quais seriam registrados como
despesas com internações (HC.1.1) e/ou despesas com vacinas, a serem inseridos em HC.6.2 (Programas de imunização).

Atividades de prevenção, promoção e vigilância em saúde


Esta função de cuidados de saúde é a mais especificamente relacionada ao que conhecemos como saúde pública,
configurando ações de interesse coletivo e não apenas de cuidado individual. Inclui todas as medidas que visem
reduzir, evitar ou detectar precocemente doenças ou lesões, em especial as que se configurem como endemias ou
epidemias com alto potencial de contágio, objeto das ações de vigilância em saúde.

A função HC.6 é subdividida em estratégias e ações específicas, numeradas de 1 a 6, a seguir discriminadas.

• A função HC.6.1 (Informação, educação e programas de orientação em saúde) abrange a comunicação social
e a publicidade relacionada à saúde, inclusive chamadas para vacinação, campanhas de combate à dengue,
tuberculose, alertas para malefícios do tabaco, por exemplo, bem como diversas ações educativas conduzidas
no âmbito de serviços de saúde e especificadas como procedimentos da Tabela SUS.
• Em HC.6.2 (Programas de imunização) são incluídos tanto os gastos com os imunobiológicos, quanto as
despesas imputadas a estados e municípios referentes à logística de distribuição (estados) e aplicação de
vacinas (municípios).
• A função HC.6.3 (Programas para detecção precoce de doenças) já foi descrita anteriormente.
• A função HC.6.4 (Programas de monitoramento de populações saudáveis) refere-se ao monitoramento ativo das
condições de saúde e não tem como alvo uma doença específica. Inclui o monitoramento de grupos populacionais
específicos, tais como gestantes (cuidados pré-natal e pós-natal) ou faixas etárias distintas – como crianças
(crescimento e desenvolvimento) ou idosos – ou, ainda, domínios específicos de saúde, tais como exames médicos
periódicos gerais e bucais sem foco em rastreamento específico, do tipo check-ups. Na Conta brasileira, ela inclui
despesas com os seguintes Programas: Atenção à Mulher e Gestante, Atenção ao Jovem e Escolar, Atenção à
Saúde do Homem, Atenção à Saúde Indígena e Atenção a Populações Penitenciárias.

27
MINISTÉRIO DA SAÚDE/FUNDAÇÃO OSWALDO CRUZ – CONTAS DO SUS NA PERSPECTIVA DA CONTABILIDADE INTERNACIONAL – BRASIL, 2010-2014

• A função HC.6.5 tem um peso muito maior no Brasil, e provavelmente em outros países em desenvolvimento,
que em países da OCDE. Inclui Promoção e Vigilâncias, além de visitas domiciliares feitas por profissionais de
nível médio. Essas visitas têm caráter de vigilância à saúde e, por vezes, envolvem a aplicação de inseticidas e
outras atividades típicas de agentes de endemias.

Na Conta brasileira, as funções de cuidados de saúde guardam forte relação com os procedimentos registrados nos
sistemas de Informações Ambulatoriais e Hospitalares do SUS. A correspondência entre funções SHA e procedimentos
padronizados efetuados no SUS – representados no Sistema de Gerenciamento da Tabela de Procedimentos do Sistema
Único de Saúde (SIGTAP/SUS) – é apresentada no Anexo B.

Gestão e governança do sistema de saúde


A função de cuidados de saúde HC.7 (Gestão e governança do sistema de saúde) abrange exclusivamente atividades
ligadas à gestão dos regimes de financiamento – no caso aqui analisado, o SUS. Assim, as atividades de gestão do
Ministério da Saúde, das Agências (Agência Nacional de Saúde Suplementar – ANS – e Agência Nacional de Vigilância
Sanitária – ANVISA), dos Fundos de Saúde e das Secretarias de Saúde integrariam esta função, mas a gestão de
estabelecimentos de saúde individuais não faz parte desse escopo. As despesas com a gestão de estabelecimentos de
saúde estão embutidas nas funções de cuidados de saúde desenvolvidas por esses prestadores.

Demais atividades de saúde e não classificadas


A função de cuidados de saúde HC.9 (Demais atividades de saúde e não classificadas inclui as seguintes divisões
específicas para a Conta brasileira: HC.9.1 (Demais atividades de saúde), HC.9.2 (Formação de recursos humanos),
HC.9.3 (Pesquisa e desenvolvimento em saúde) e HC.9.9 (Não classificadas). Em HC.9.1 (Demais atividades de saúde)
estão inseridas despesas relacionadas à saúde claramente identificadas, mas não contempladas pelos códigos da
classificação SHA (como, por exemplo, ajudas de custo para pernoite do paciente e acompanhante oferecidas no SUS).

Por sua vez, HC.9.9 (Não classificadas) envolve despesas nas quais a função de cuidados de saúde não pode ser
identificada. A função HC.9.2 (Formação de recursos humanos) abrange exclusivamente capacitação de pessoal que já
tem vínculo de trabalho em saúde e exclui cursos de graduação de profissionais da saúde. A função HC.9.2 (Pesquisa
e Desenvolvimento em Saúde) compreende, exclusivamente, recursos para pesquisa em saúde disponibilizados no
âmbito do orçamento do SUS.

Prestadores de Serviços de Saúde


Os prestadores são estabelecimentos produtores de serviços de saúdem, os quais recebem os recursos para fornecer
os bens e serviços. Podem ser agrupados em hospitalares e ambulatoriais (e suas subdivisões, segundo especialidades
e natureza jurídica), farmácias, laboratórios e serviços de administração da saúde. Juntamente com as funções de
cuidados de saúde, permitem melhor compreensão dos modelos de atenção adotados pelos países, uma vez que
identificam a importância dos distintos prestadores na oferta de cuidados de saúde. Assim, espelham a perspectiva da
produção de serviços.

O conhecimento sobre a natureza dos estabelecimentos que recebem recursos do sistema de saúde ajuda a sinalizar
a existência de dinâmicas de produção que podem ser mais ou menos eficientes, considerando-se a natureza dos
produtos ofertados. A produção de serviços ambulatoriais de Atenção Básica (AB) por hospitais, por exemplo, é
teoricamente inadequada, uma vez que o custo de produção desses serviços em hospitais seria maior que sua produção
em estabelecimentos ambulatoriais do tipo Unidades Básicas de Saúde (UBSs).

As instituições e organizações nas quais são realizadas as despesas são classificadas de forma sistemática no SHA.
Como em outros países, a classificação de prestadores do SUS adotada no Brasil (Quadro 6) baseou-se no SHA, mas foi
adaptada ao desenho específico do sistema de saúde brasileiro de forma a gerar informações úteis para a elaboração de
políticas públicas no país. Este estudo utilizou apenas as categorias da classificação relevantes para estabelecimentos
que integram a rede de prestadores do SUS.

28
Arcabouço conceitual do SHA

Quadro 6 – Classificação de prestadores de serviços de saúde (ICHA-HP)11 do SUS

Prestadores de serviços de saúde


SHA – Código e descrição CNES – Código e descrição (Tipos de estabelecimento)
16. Hospital geral
HP.1 36. Unidade mista
Hospitais 41. Pronto-socorro de hospital geral
15. Hospital especializado
1. Academia de saúde
5. Central de apoio ao Saúde da Família
8. Centro de parto normal
9. Centro de saúde/Unidade Básica de Saúde
HP.3.4.9.1
22. Posto de saúde
Estabelecimentos ambulatoriais de atenção básica
29. Unidade de atenção à saúde indígena
32. Unidade de Saúde da Família
38. Unidade móvel fluvial
39. Unidade móvel terrestre
23. Pronto atendimento
HP.3.4.9.2 24. Pronto-socorro especializado
Estabelecimentos ambulatoriais de atendimento a urgências 25. Pronto-socorro geral
42. Pronto-socorro ortopédico (antigo)
HP.3.4.9.3 11. Clínica especializada/Ambulatório especializado
Estabelecimentos ambulatoriais de atenção especializada 20. Policlínica
2. Central de notificação captação e dist. transplantes
17. Hospital-dia
HP.3.4.9.9 27. Serviço de atenção domiciliar isolado (homecare)
Todos os demais estabelecimentos ambulatoriais 30. Unidade de atenção em regime domiciliar
13. Cooperativa
40. Telessaúde
6. Centro de atenção hemoterápica e/ou de hematologia
HP.4.2 31. Unidade de apoio a serviço de diagnose e terapia
Laboratórios clínicos e centros diagnósticos 18. Laboratório Central de Saúde Pública – LACEN
19. Laboratório de saúde pública
HP.5.1 Farmácias 14. Farmácia
3. Central de regulação
4. Central de regulação médica e de urgências
HP.7.1
10. Central de regulação de serviços de saúde
Órgãos de administração governamental
26. Secretaria de Saúde
28. Unidade autorizadora
21. Oficina ortopédica
HP.9 33, 34, 35. Unidades de Vigilância em Saúde e Sanitária
Todos os demais 37. Unidade móvel de nível pré-hosp. urgência/emergência
43. Tipo de estabelecimento não informado

Fonte: Traduzido e adaptado de OECD, 2012. System of Health Accounts 2011.


Obs.: Versão Brasil, 2016.

11
International Classification of Health Accounts – Health Care Providers (em português, Classificação Internacional de Contas de
Saúde – Prestadores de Serviços de Saúde).

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MINISTÉRIO DA SAÚDE/FUNDAÇÃO OSWALDO CRUZ – CONTAS DO SUS NA PERSPECTIVA DA CONTABILIDADE INTERNACIONAL – BRASIL, 2010-2014

A definição de prestador de serviços equivale ao local onde são fornecidos serviços e produtos de saúde. Guarda
alguma relação com o conceito de atividade econômica, base para a estruturação do Sistema de Contas Nacionais (SCN).

A principal fonte de informação brasileira para a Classificação de Prestadores do SHA é o Cadastro Nacional de
Estabelecimentos de Saúde (CNES/DATASUS), que espelha a organização do sistema de saúde brasileiro.

No Quadro 6 são fornecidas as correspondências entre a classificação SHA para prestadores de serviços de saúde,
adotada no estudo, e os tipos de estabelecimento segundo a classificação do CNES. Por ora, eles ainda não estão
discriminados em estabelecimentos públicos e privados com ou sem fins lucrativos. No entanto, tal detalhamento
seria importante no caso brasileiro. Sinalizaria, além do perfil ‘tecnológico’ da produção de serviços de saúde, se as
opções de operacionalização do SUS vêm adotando caminhos mais ou menos afeitos à produção mercantil ou estatal.
A discussão da eficiência de modelos mercantis ou mais estatais ainda não se encontra suficientemente desenvolvida
e poderia beneficiar-se dessa informação.

Beneficiários
Os beneficiários são os usuários ou consumidores, pessoas que recebem os bens ou serviços de saúde ou deles se
beneficiam. De uma perspectiva econômica mais geral, os beneficiários seriam os consumidores finais dos serviços
de saúde. Portanto, a rigor, a dimensão beneficiário complementaria as funções de cuidados de saúde, que indicam a
natureza dos produtos consumidos.

Esta dimensão não é apresentada como central do arcabouço do SHA, mas sua importância tem conquistado
destaque com as subcontas de saúde que abordam despesas com saúde ao considerar as faixas etárias, o sexo e as
doenças da população atendida. Tanto o Bureau for Economic Analysis (BEA) americano (DUNN; RITTMUELLER;
WHITMIRE, 2015), quanto a OCDE, têm dedicado uma linha de trabalhos específica às Contas por Doença.

As Tabelas do SHA: perguntas a que respondem


As combinações de informações obtidas com base em um levantamento de despesas, segundo as dimensões SHA,
permitem obter respostas para algumas indagações recorrentes advindas de gestores de saúde.

Serão aqui apresentadas, inicialmente, as informações consolidadas sobre financiamento por agente financiador
(considerando-se os recursos próprios aportados por cada âmbito de governo: esfera federal, esferas estaduais e esferas
municipais). Adicionalmente serão mostradas, também no corpo do texto, algumas outras perguntas e respostas obtidas
a partir das tabelas Agente de Financiamento versus Função de Cuidados de Saúde (Tabelas 1 a 4 do Anexo A), Agente
de Financiamento versus Prestador (Tabelas 5 a 8 do Anexo A), além das tabelas Prestador versus Função de Cuidados
de Saúde, discriminadas para cada agente de financiamento (Tabelas 9 a 28 do Anexo A). Assim, as tabelas completas
contendo informações detalhadas para os anos em estudo podem ser consultadas no Anexo A, onde constam na íntegra.

As análises são finalizadas com três curtas seções complementares: a primeira aborda o potencial das Contas SHA para
informar gastos em AB; a segunda contém comparações preliminares das despesas do SUS com saúde suplementar; e a
última resume brevemente os parâmetros internacionais para comparação com as despesas encontradas, ressalvando-
se que, de modo geral, tais parâmetros incluem resultados para despesas públicas e privadas.

Sobre despesas totais e correntes do SUS


Nas Tabelas 1 e 2 constantes no corpo do texto são apresentadas as despesas totais e correntes, segundo agente
de financiamento do SUS. Elas fornecem as informações gerais mais iniciais sobre a estrutura de financiamento,
a saber: os gastos públicos com saúde divididos em despesas totais (despesas incluindo investimentos) e despesas
correntes. Em um primeiro nível de consolidação, sem maiores detalhamentos, o SHA possibilita justamente responder
às seguintes questões:

• Como evoluíram as despesas correntes em relação ao PIB e em valores per capita populacional?

Gastos em saúde relativos ao PIB são o parâmetro de esforço financeiro dedicado aos cuidados de saúde, no tocante
à renda produzida por um país. Isso sinaliza a prioridade conferida à saúde em cada um deles, além de fornecer indícios

30
Arcabouço conceitual do SHA

sobre a sustentabilidade dessa alocação ao permitir acompanhar a velocidade do crescimento das despesas com saúde
proporcionalmente ao total de renda gerado no país. Os gastos per capita com saúde são também acompanhados para,
em média, calcular quanto custa cuidar da saúde de cada cidadão.

• Como evoluiu a participação das três esferas administrativas nas despesas correntes do SUS?

Uma segunda pergunta respondida pelas Contas de Saúde é sobre ‘quem está pagando a conta’, ou seja, sobre
quanto cada um dos agentes de financiamento está aportando para a manutenção do sistema de saúde. No caso
específico deste estudo sobre a Contabilidade do SUS, os agentes de financiamento considerados são os governos
federal, estaduais e municipais brasileiros (Tabela 3).

Além de definir gastos em saúde em relação ao PIB nacional e indicar valores médios per capita de gasto em saúde,
a contabilidade do SHA consolida, mediante tabelas que correlacionam as dimensões centrais de análise duas a duas,
informações de despesa na dimensão de prestadores e funções de cuidados de saúde.

Sobre despesas com funções de cuidados de saúde


No caso das tabelas de despesas dos agentes de financiamento por função de cuidados de saúde, as seguintes
questões podem ser respondidas:

• Como estão distribuídas as despesas do SUS pelas funções de cuidados de saúde? Ou seja, que tipo de produtos/
atividades de saúde o SUS financia e qual a finalidade do gasto? (Tabela 4 e Figuras 5, 9 e 11).

• Qual a participação de cada esfera de governo no financiamento das funções de cuidados de saúde? Informa
qual parcela de cada função de cuidados de saúde é financiada pelas distintas esferas de governo (Tabelas 5,
10 e Figura 6).

• Qual a participação das distintas funções de cuidados de saúde nas despesas específicas das três esferas de
governo? (Tabelas 6, 8, 9 e Figura 7). Denota a prioridade de cada função de cuidados de saúde nos gastos
e o papel efetivamente assumido por cada esfera no financiamento do SUS.

• Como evoluíram as despesas das esferas de governo em cada função de cuidados de saúde no período? Informa
como se distribuem os gastos com saúde de cada esfera de governo, o que tem relação com a atribuição
efetivamente acolhida por cada esfera dentro do SUS. Mudanças na participação em funções de cuidados de
saúde podem estar refletindo alterações em prioridades atribuídas a diferentes atividades ou mudanças nas
atribuições dos financiadores (Tabela 7 e Figuras 8 e 10).

Sobre despesas com prestadores de serviços de saúde


No caso das tabelas de despesas de agentes de financiamento por prestador, as informações referem-se ao
montante de recursos direcionados para os distintos tipos de prestadores de serviços, que, em geral, devem ter papéis
preponderantes em determinados tipos de cuidado (função de cuidados de saúde). Cada tipo de prestador também
tende a ter diferentes custos operacionais fixos. As informações trazidas pelo SHA podem informar, assim, se o modelo
de atenção está se estruturando de forma adequada do ponto de vista da infraestrutura de prestação de serviços. As
indagações específicas respondidas por esse tipo de tabela, as quais ajudam a enxergar esse ‘desenho financeiro’ da
rede de prestadores, incluem:

• Quanto gastam o SUS (Tabela 11 e Figura 12) e cada esfera de governo (Tabela 12 e Figuras 13 a 18) nas várias
categorias de estabelecimento/prestador?
• Como evoluíram as despesas com cada categoria de estabelecimento/prestador no período? (Tabela 13).

Quanto às tabelas Função por Prestador, permitem aprofundar o conhecimento sobre destinação de recursos ao
considerar as funções de cuidados de saúde desenvolvidas na rede de prestadores. Algumas das principais questões
respondidas por essas tabelas incluem:

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MINISTÉRIO DA SAÚDE/FUNDAÇÃO OSWALDO CRUZ – CONTAS DO SUS NA PERSPECTIVA DA CONTABILIDADE INTERNACIONAL – BRASIL, 2010-2014

• Que funções de cuidados de saúde estão sendo financiadas em cada categoria de estabelecimento/prestador
de saúde? (Tabela 14).
• Para quais categorias de estabelecimento/prestador estão sendo direcionados os recursos destinados a oferecer
cada função de cuidados de saúde? (Tabela 14 e Figuras 19 e 20).

32
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MINISTÉRIO DA SAÚDE/FUNDAÇÃO OSWALDO CRUZ – CONTAS DO SUS NA PERSPECTIVA DA CONTABILIDADE INTERNACIONAL – BRASIL, 2010-2014
DESPESAS TOTAIS E CORRENTES DO GOVERNO COM O SUS

Na Tabela 1 é apresentado o gasto público em ações e serviços públicos de saúde no SUS para o período de 2002
a 2015, segundo a participação das três esferas de governo. Os dados foram obtidos tomando por base o Sistema de
Informações sobre Orçamentos Públicos em Saúde (SIOPS) para os dados da União (a partir de 2013), estados, Distrito
Federal e municípios, além da Subsecretaria de Planejamento e Orçamento do Ministério da Saúde (SPO/MS) para os
dados da União (de 2002 a 2012). A consolidação dos dados foi realizada pelo CSIOPS/CGES/DESID/SE/MS e constituiu
o ponto de partida para a Contabilidade do SUS, correspondendo às Despesas Totais com o SUS.

Tabela 1 – Despesas totais com ações e serviços públicos de saúde do SUS por esfera
de governo (em milhares de reais correntes). Brasil, 2002-2015

Federal Estados Municípios Total

Ano Despesa Despesa Proporção Despesa Despesa Proporção Despesa Despesa Proporção Despesa Despesa Proporção
por hab. do PIB por hab. do PIB por hab. do PIB por hab. do PIB
(%) (%) (%) (%)

2002 24.736.843 141,65 1,67 10.757.458 61,69 0,73 12.057.231 70,29 0,82 47.551.532 273,54 3,21

2003 27.181.155 153,67 1,6 13.317.828 75,29 0,78 13.771.212 79,74 0,81 54.270.195 308,71 3,19

2004 32.703.495 182,59 1,68 17.318.612 96,69 0,89 16.414.513 94,44 0,85 66.436.620 373,73 3,42

2005 37.145.779 201,68 1,73 19.664.416 106,77 0,92 20.289.504 111,72 0,94 77.099.699 420,16 3,59

2006 40.750.155 218,18 1,72 22.978.253 123,03 0,97 23.564.590 127,97 0,99 87.292.998 469,18 3,68

2007 44.303.496 240,79 1,66 25.969.634 141,15 0,98 26.431.209 145,94 0,99 96.704.339 527,88 3,63

2008 48.670.190 256,68 1,61 30.976.460 163,67 1,02 32.459.759 174,41 1,07 112.106.409 594,46 3,7

2009 58.270.259 304,31 1,8 32.258.750 168,47 1,00 34.538.059 183,18 1,07 125.067.068 655,96 3,86

2010 61.965.198 323,61 1,64 37.264.003 194,61 0,99 39.271.732 208,48 1,04 138.500.933 726,7 3,67

2011 72.332.284 375,99 1,75 41.487.250 215,66 1,00 45.995.180 243,06 1,11 159.814.714 834,71 3,86

2012 80.063.148 412,87 1,82 44.819.206 231,13 1,02 51.924.709 276,10 1,18 176.807.063 920,1 4,02

2013 83.053.255 413,07 1,71 52.003.322 258,64 1,07 59.932.936 301,62 1,24 194.989.513 973,33 4,02

2014 91.898.531 453,15 1,66 57.365.560 282,87 1,04 65.896.224 331,89 1,19 215.160.315 1.067,91 3,9

2015 100.054.862 497,63 1,69 60.568.630 301,24 1,03 72.116.488 358,68 1,22 232.739.980 1.157,56 3,94

Fonte: SIOPS para os dados da União (a partir de 2013), estados, DF e municípios; SPO/MS para os dados da União (de 2002 a 2012).
Modificação da apresentação elaborada por CSIOPS/CGES/DESID/SE/MS.
Nota 1: As despesas em saúde consideradas foram contabilizadas conforme Art. 3º da LC. 141/2012. Não entram no cálculo as despesas que não atendem ao princípio universal do SUS
constantes no Art. 4º da LC 141/2012.
Nota 2: A consulta do PIB foi realizada por meio do site <www.ibge.gov.br>, em Indicadores/Contas Nacionais/PIB–Valores Correntes.

Como Evoluíram as Despesas com o SUS em Relação ao PIB?


Considerando-se a série de dados disponível para o período 2010-2014, observa-se, entre 2010 e 2013, um aumento
das despesas totais12 do SUS relativamente ao PIB – com aumento de 3,86%, em 2010, para 4,02%, em 2013. Em 2014,
verifica-se queda da participação para 3,90%. A média das despesas correntes do SUS no período, como proporção do
PIB, foi de 3,89%. Comparativamente ao quinquênio 2005-2009, quando os gastos do SUS referidos ao PIB atingiram
3,69%, houve um aumento de 0,2%.

12
Incluem despesas de custeio e excluem despesas de capital. As despesas correntes são usadas para diversos propósitos operacionais,
enquanto as despesas de capital servem para ampliar a capacidade instalada (englobam investimento: P&D em saúde, por exemplo).

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MINISTÉRIO DA SAÚDE/FUNDAÇÃO OSWALDO CRUZ – CONTAS DO SUS NA PERSPECTIVA DA CONTABILIDADE INTERNACIONAL – BRASIL, 2010-2014

Na Tabela 1 é apresentada a participação das esferas federativas no financiamento do SUS no período de 2002 a
2015, para o qual existem informações no SIOPS.

Como Evoluiu a Participação das Três Esferas de Governo nas Despesas do SUS?
O governo federal foi o que apresentou maior participação nas despesas, seguido pelos governos municipais e, com
menor participação, os governos estaduais. No âmbito federal, as despesas por habitante foram as mais elevadas entre
todas as esferas de governo – cresceram, em valores correntes, 3,5 vezes de 2002 a 2015. Na esfera estadual, a despesa
por habitante cresceu 4,9 vezes, enquanto nos municípios cresceu 5 vezes, havendo pouca diferença entre esses dois
entes federativos quanto a despesas por habitante.

A esfera federal apresentou uma queda em sua participação no financiamento do SUS. Em 2002, a União era
responsável por 52% das despesas do SUS e, em 2015, por 43%. Esse decréscimo é constante ao longo dos anos. O de
2009 foi insólito, pois a retração da economia ocorrida no período gerou um aparente aumento das despesas com saúde.
Simultaneamente, pode-se observar uma elevação da participação de municípios e estados na despesa com saúde em
relação ao total dos gastos públicos – em 2002 era de 25,4% por parte dos municípios e 22,6% por parte dos estados, a
qual passou, em 2015, a ser de 31% e de 26%, respectivamente.

Destaca-se na Tabela 2 o período específico aqui analisado, além de dar início à diferenciação entre as despesas
correntes (de custeio) e as despesas de capital. O SHA 2011 passou explicitamente a distinguir esses dois diferentes
tipos de despesas, examinando-as em contas distintas. Essas últimas, denominadas ‘formação bruta de capital’,
incluem investimentos e P&D em saúde, não sendo, no entanto, objeto deste estudo.

Tabela 2 – Despesas correntes e de capital do SUS por esfera de governo


(em milhões de reais correntes). Brasil, 2010-2014

2010 2011 2012 2013 2014


Despesas correntes
Federal 58.670 67.969 78.533 81.622 90.114
Estadual 35.323 40.448 43.243 50.673 55.264
Municipal 39.204 45.860 49.995 57.628 66.780
Despesas de capital
Federal 3.295 4.363 1.530 1.432 1.785
Estadual 1.941 1.040 1.576 1.481 2.069
Municipal 87 146 2.046 2.315 604

Fonte: Contas do SUS, 2010-2014, a partir de dados SIOPS e SIAFI.

Na comparação entre 2014 e 2010 os municípios apresentaram o crescimento nominal mais expressivo das despesas
correntes (crescimento médio anual nominal de 14,2%), enquanto o menor crescimento relativo foi o das despesas
federais (crescimento médio anual nominal de 11,3%) (Tabela 3).

Tabela 3 – Crescimento nominal anual (%) das despesas correntes


com o SUS por esfera de governo. Brasil, 2010-2014

2010-2011 2011-2012 2012-2013 2013-2014 Média anual 2010-2014


Federal 15,8 15,5 03,9 10,4 11,3
Estadual 14,5 06,9 17,2 09,1 11,8
Municipal 17,0 09,0 15,3 15,9 14,2
Total 15,6 11,2 10,4 11,6 12,2

Fonte: Contas do SUS, 2010-2014.

36
Contextualização e detalhamento das despesas do SUS

O crescimento nominal anual das despesas correntes do SUS variou entre 10,4% (2012-2013) e 15,5% (2010-2011),
conforme verificado na Tabela 3. Chama a atenção também o fato de o crescimento nominal anual médio das despesas
exceder muito as taxas de inflação, que, no período, oscilaram entre 5,84% (2012 e 2013) e 6,50% (2011).13 Os índices
específicos de inflação para o consumo de serviços de saúde privados (IPCA para o grupo 62 – Serviços de Saúde)
mantiveram-se sempre mais altos que a inflação geral, por vezes próximos a 9% no período,14 mas, ainda assim, não
superaram o crescimento nominal dos gastos do SUS.

Isso sugere que tenha ocorrido um aumento do volume de atividades e/ou, alternativamente, que os ‘custos/preços’
dessas atividades tenham se ampliado mais que a inflação. Entretanto, não há como ter certeza sobre o avanço real das
atividades do SUS sem criar um índice de volume específico para dimensioná-lo. Neste estudo, o crescimento reportado
será sempre exclusivamente o crescimento nominal das despesas correntes, não sendo feita qualquer inferência sobre
crescimento de volume de serviços ofertados pelo SUS.

DESPESAS CORRENTES COM FUNÇÕES DE CUIDADOS DE SAÚDE

As funções de cuidados de saúde equivalem a grupos de atividades e a informação de despesas com elas dispendida
revela que tipo de serviços/produtos de saúde o SUS financia.

Como Estão Distribuídas as Despesas do SUS pelas Funções de Cuidados de Saúde?


As despesas correntes do SUS, segundo função de cuidados de saúde, a valores correntes no período, podem ser
observadas na Tabela 4. A maior parte dos gastos foi efetuada na função de cuidados de saúde HC.1 (Atenção curativa),
que inclui atenção hospitalar e ambulatorial. A participação média das despesas com atenção curativa do SUS no
período, para as três esferas de governo, foi de 52,4% (Figura 5), o que totalizou R$ 115 bilhões em 2014 (Tabela 4).

Tabela 4 – Despesas correntes do SUS por função de cuidados de saúde


(em milhões de reais correntes). Brasil, 2010-2014

Funções SHA 2010 2011 2012 2013 2014


HC.1 - Atenção curativa 67.210 75.164 90.753 102.548 115.339
HC.2 - Atendimentos de reabilitação 1.464 1.623 1.711 1.802 1.879
HC.3 - Cuidados de longo prazo 2.878 3.078 3.742 2.849 3.450
HC.4 - Atividades complementares ao diagnóstico e tratamento 14.861 16.219 18.581 21.863 25.095
HC.5 - Medicamentos e outros produtos médicos 7.760 9.822 10.974 12.486 14.603
HC.6 - Prevenção, promoção e vigilância em saúde 14.477 16.535 19.541 22.942 24.175
HC.7 - Gestão e governança do sistema de saúde 8.444 10.725 9.650 9.503 10.385
HC.9 - Demais atividades de saúde (não classificadas em outro grupo) 16.104 21.111 16.819 15.930 17.231
DESPESA CORRENTE 133.198 154.277 171.771 189.923 212.157

Fonte: Contas do SUS, 2010-2014.

Expressivos foram também os gastos com HC.6 (Prevenção, promoção e vigilância em saúde) (11,3%) e com HC.4
(Atividades complementares ao diagnóstico e tratamento) (11,2%), que compreendem exames complementares e transporte
de pacientes. Por sua vez, os gastos com HC.2 (Atividades de reabilitação) (1%) e com HC.3 (Cuidados de longo prazo)
permanecem pouco expressivos (1,9%).

13
A variação acumulada no ano, relacionada ao Índice de Preços ao Consumidor Geral (IPCA-IBGE) para o período em foco, foi de
5,92 % (2010); 6,50% (2011); 5,84% (2012); 5,91% (2013) e 6,41% (2014).
14
A variação acumulada no ano, relativa ao IPCA-IBGE para o Grupo 62 – Serviços de Saúde (privados) – no período estudado, foi de:
7,38% (2010); 8,14% (2011); 8,14% (2012); 8,93% (2013) e 8,95% (2014).

37
MINISTÉRIO DA SAÚDE/FUNDAÇÃO OSWALDO CRUZ – CONTAS DO SUS NA PERSPECTIVA DA CONTABILIDADE INTERNACIONAL – BRASIL, 2010-2014

Figura 5 – Participação média (%) das funções de cuidados de saúde


nas despesas correntes do SUS. Brasil, 2010-2014

Fonte: Contas do SUS, 2010-2014.

Ressalve-se a dificuldade de identificar e registrar despesas na função de cuidados de saúde HC.3 (Cuidados de
longo prazo), reconhecida por vários países da OCDE. A tendência é que no Brasil as famílias ainda estejam assumindo
fortemente as despesas com essa função, que engloba doenças psiquiátricas, inclusive abuso de drogas e álcool e
cuidados paliativos, até doentes terminais, além de doenças características do envelhecimento, como demências.

Qual a Participação de Cada Esfera de Governo nas Despesas do SUS com as Funções
de Cuidados de Saúde?
Na Tabela 5 verifica-se a participação média das esferas de governo no financiamento das várias funções de
cuidados de saúde do SUS, no período 2010 a 2014. A participação federal atinge ou ultrapassa 1/3 do total em
todas as funções (variação de 32% a 74%, excetuados os não classificados). As maiores participações federais são
registradas em HC.2 (Atendimentos de reabilitação) (73%) e em HC.5 (Medicamentos e outros produtos médicos)
(74%). É relevante registrar também que expressiva parcela das despesas federais em atenção curativa passou a ser
transferida por recursos englobados com as transferências nas Redes de Atenção, o que dificultou a identificação
da função contemplada e, em consequência, prejudicou uma análise mais detalhada da participação federal nas
despesas por função.

38
Contextualização e detalhamento das despesas do SUS

A participação estadual é comparativamente superior à das demais esferas em HC.1.1 (Atenção curativa em
regime de internação) – os estados respondem por 48% do total das despesas do SUS em HC.1.2 (Atenção curativa
em regime de hospital-dia – 64% do total das despesas do SUS, e em HC.4 – 42% do total das despesas do SUS.
Nessas funções de cuidados de saúde, atinge metade ou mais do total de despesas. As despesas estaduais são
percentualmente bem menos expressivas em HC.5 (Medicamentos e outros produtos médicos) – 13% do total das
despesas do SUS, e em HC.6 (10% do total do SUS) (Tabela 5).

Tabela 5 – Participação média (%) das esferas de governo nas despesas correntes
com o SUS, segundo função de cuidados de saúde. Brasil, 2010-2014

Esfera de governo
Função do System of Health Accounts
Federal Estadual Municipal Total

HC.1 - Atenção curativa 42 28 30 100

HC.1.1 - Atenção curativa em regime de internação 39 48 13 100

HC.1.2 - Atenção curativa em regime de hospital-dia 32 64 4 100

HC.1.3.1 - Atenção curativa ambulatorial básica 34 6 61 100

HC.1.3.2 - Atenção ambulatorial em saúde bucal 34 6 60 100

HC.1.3.3 - Atenção ambulatorial especializada 51 26 23 100

HC.1.3.9 - Atenção ambulatorial curativa N.E. 100 - - 100

HC.1.4 - Atenção curativa domiciliar 33 5 63 100

HC.1.9 - Outras atividades curativas 100 - - 100

HC.2 - Atendimentos de reabilitação 73 9 18 100

HC.3 - Cuidados de longo prazo 48 26 26 100

HC.4 - Atividades complementares ao diagnóstico e tratamento 33 42 25 100

HC.5 - Medicamentos e outros produtos médicos 74 13 14 100

HC.6 - Prevenção, promoção e vigilância em saúde 46 10 44 100

HC.7 - Gestão e governança do sistema de saúde 43 22 35 100

HC.9 - Outras atividades de saúde não classificadas 42 30 28 100

DESPESA CORRENTE EM SAÚDE 44 26 30 100

Fonte: Contas do SUS, 2010-2014.

Os municípios destacam-se pelas despesas com as funções de cuidados de saúde HC.1.3.1 (Atenção curativa
ambulatorial básica) – 64% do total das despesas do SUS, em HC.1.3.2 (Atenção ambulatorial em saúde bucal) – 60%
do total das despesas do SUS, e em HC.1.4 (Atenção curativa domiciliar) – 63% do total das despesas do SUS, sendo
também expressivas as despesas com vigilância, promoção e prevenção (44%). As menores participações foram
registradas em HC.1.2 (Atenção curativa em regime de hospital-dia) – 4% do total das despesas do SUS, e em HC.1.1
(Atenção curativa em regime de internação) – 13% do total das despesas do SUS.

39
MINISTÉRIO DA SAÚDE/FUNDAÇÃO OSWALDO CRUZ – CONTAS DO SUS NA PERSPECTIVA DA CONTABILIDADE INTERNACIONAL – BRASIL, 2010-2014

Representada graficamente na Figura 6 está a análise detalhada da participação das esferas de governo nas funções
componentes da atenção curativa, o que reforça a relativa ‘especialização’ dessas esferas no financiamento de funções de
cuidados de saúde específicas.

Figura 6 – Participação média (%) das esferas de governo nas despesas correntes
com atenção curativa no SUS (HC.1). Brasil, 2010-2014

Fonte: Contas do SUS, 2010-2014.

Quando se acompanha a evolução das despesas correntes das três esferas de governo por função de cuidados de
saúde, observa-se uma relativa estabilidade nas participações dessas mesmas esferas em cada função (Figura 7).
As exceções são HC.3 (Cuidados de longo prazo), em que a participação federal apresentou expressivo aumento, e
em HC.7 (Gestão e governança do sistema de saúde), na qual se verificou relativa redução das despesas do estado
e relativo aumento das despesas municipais.

Ao se analisar HC.7 (Gestão e governança do sistema de saúde), é necessário considerar as dimensões territoriais
e a complexidade do arranjo federativo brasileiro. Chama atenção a maior participação da gestão nos gastos federais
(compatível com o papel do governo federal no SUS), acompanhada de um crescimento expressivo desses gastos nos
municípios, no período, e sua retração nos estados.

40
Contextualização e detalhamento das despesas do SUS

Figura 7 – Participação das esferas de governo nos gastos do SUS,


segundo função de cuidado de saude. Brasil, 2010-2014

Fonte: Contas do SUS, 2010-2014.

41
MINISTÉRIO DA SAÚDE/FUNDAÇÃO OSWALDO CRUZ – CONTAS DO SUS NA PERSPECTIVA DA CONTABILIDADE INTERNACIONAL – BRASIL, 2010-2014

Como o governo federal no Brasil tem uma carga menor de funções de prestação direta de serviços do que as demais
esferas, seria esperado que despesas com HC. 7 (Gestão e governança do sistema de saúde) recaissem mais sobre ele.
Essa expectativa é confirmada pelos gastos consolidados do quinquênio 2010-2014 nessa função, com protagonismo
federal (43% do total de gastos) relativamente ao de governos estaduais (22%) e municipais (35%).

Qual a Participação das Funções de Cuidados de Saúde nas Despesas de Cada Esfera de
Governo com o SUS?
A análise da destinação dos recursos próprios de cada esfera, segundo função de cuidados de saúde (Tabela 6),
mostra em quais delas União, estados e municípios despendem os recursos que aportam ao SUS. Essa análise confirma
que cerca de metade dos recursos de todas as esferas de governo é destinada à atenção curativa.

Nas demais funções de cuidados de saúde, o que se destaca é uma relativa ‘especialização’ das esferas de governo
em funções específicas. A esfera federal destina 1,6% de seus recursos a HC.2 (Reabilitação) e 2,0% a HC.3 (Cuidados
de longo prazo), esta última participação fortalecida pelo reforço recente dos recursos transferidos à Rede de Atenção
Psicossocial. Tais percentuais, ainda que modestos, são bem superiores aos dedicados a essas mesmas funções de
cuidados de saúde por estados e municípios. O governo federal também utiliza mais de 10% de seu orçamento para
despesas correntes em medicamentos, objetivando o consumo final da população. Essa parcela é mais que o triplo da
dedicada por estados e municípios a essa mesma função.

A esfera estadual é a que mais compromete seus próprios recursos com HC.1 (Atenção curativa) e com HC.4 (Atividades
complementares ao diagnóstico e tratamento), denotando um viés expressamente curativo das despesas dos estados.

Prevenção, promoção e vigilância são funções de cuidados de saúde muito típicas de municípios, que têm 16,4% de
suas despesas correntes comprometidos com ela. Isso equivale a quase quatro vezes mais ao que os estados dedicam
a essa mesma função.

Tabela 6 – Participação média (%) das funções de cuidados de saúde nas despesas
correntes das esferas de governo. Brasil, SUS, 2010-2014

Esfera de governo
Função do System of Health Accounts
Federal Estadual Municipal
HC.1 - Atenção curativa 50,0 55,7 52,8
HC.2 - Atendimentos de reabilitação 1,6 0,4 0,6
HC.3 - Cuidados de longo prazo 2,0 1,9 1,6
HC.4 - Atividades complementares ao diagnóstico e tratamento 8,3 18,1 9,5
HC.5 - Medicamentos e outros produtos médicos 10,8 3,2 3,0
HC.6 - Prevenção, promoção e vigilância em saúde 11,9 4,5 16,4
HC.7 - Gestão e governança do sistema de saúde 5,6 4,8 6,5
HC.9 - Demais atividades de saúde 9,7 11,5 9,5

Fonte: Contas do SUS, 2010-2014.

O crescimento médio anual das despesas correntes, ao se comparar os valores de 2014 com os de 2010 (Tabela 7),
permite analisar priorizações funcionais nas alocações do gasto ou, quando dispusermos de indicadores de volume
para acompanhar o crescimento da produção,15 verificar se houve encarecimento relativo de algumas funções de
cuidados de saúde em detrimento de outras.

15
O acompanhamento do aumento real das despesas exigiria a confecção de indicador de volume específico para cada função.
Correções pela inflação geral não são adequadas para saúde, tendo em vista que os aumentos de preços e custos na saúde, em geral,
excedem em muito a inflação geral.

42
Contextualização e detalhamento das despesas do SUS

Na Tabela 3, anteriormente analisada, foi demonstrado crescimento médio anual dos gastos correntes de todas
as esferas com o SUS, no período, de 12,2% ao ano. A análise do crescimento das despesas por função de cuidados
de saúde e por esfera de governo (Tabela 7) evidencia que ocorrem aumentos superiores ao crescimento médio anual
geral na atenção curativa (14,5% a.a.), nas atividades complementares ao diagnóstico e tratamento (14% a.a.), nos
medicamentos e produtos médicos (17,1% a.a.) e na prevenção (13,7% a.a.), enquanto abaixo da média ocorrem para
reabilitação (6,5% a.a.), nos cuidados de longo prazo (4,6% a.a.) e em gestão (5,3% a.a.).

Tabela 7 – Crescimento nominal anual médio (%) das despesas correntes com funções de
cuidados de saúde no SUS por esfera de governo. Brasil, 2010-2014

Função SHA Federal Estadual Municipal Três esferas

HC.1 - Atenção curativa 12,4 17,6 14,5 14,5

HC.2 - Atendimentos de reabilitação 4,4 10,4 12,7 6,5

HC.3 - Cuidados de longo prazo 15,8 -4,7 -18,5 4,6

HC.4 - Atividades complementares ao diagnóstico e tratamento 8,1 14,4 21,4 14,0

HC.5 - Medicamentos e outros produtos médicos 15,0 17,7 30,5 17,1

HC.6 - Prevenção, promoção e vigilância em saúde 12,1 10,0 16,1 13,7

HC.7 - Gestão e governança do sistema de saúde -1,7 -12,5 23,8 5,3

HC.9 - Demais atividades de saúde e não classificadas 9,6 -6,0 1,0 1,7

Fonte: Contas do SUS, 2010-2014.

Na comparação dos crescimentos por esfera federativa, chamam a atenção o crescimento das despesas estaduais com
despesas em HC.1 (Atenção curativa) (17,6% a.a.) e também dos municípios em todas as demais funções de cuidados
de saúde, exceto em HC.3 (Cuidados de longo prazo). Senão para HC.1 e HC.3, municípios apresentam crescimentos de
despesas superiores ao das duas outras esferas. Um crescimento mais expressivo das despesas federais é verificado em
HC.3 (15,8% a.a.), possivelmente relacionado aos repasses via Redes de Atenção Psicossocial.

Nas despesas com HC.7 (Gestão), os aumentos mais significativos foram verificados nos municípios e o menor em
estados, que apresentaram redução.

Despesas Correntes com Internações


Despesas com internação16 totalizaram R$ 47,3 bilhões em 2014 (Tabela 8), o que corresponde, em média, a 22,2%
das despesas correntes do SUS no período. Essa participação se manteve relativamente constante entre 2010 e 2014,
com menor participação (21,4%) em 2011 e maior participação (22,8%) em 2013.

O crescimento médio anual das despesas com internações, para todas as esferas no período, foi de 12,4%. Os maiores
patamares de despesas com internações em 2014 foram alcançados pelas esferas estaduais, que apresentaram aumento
médio anual de 17,1%, contra 15,3% dos municípios e 6,2% da União17 (Figura 8).

16
As despesas com internações são contabilizadas como o somatório de despesas em funções em regime de internação hospitalar
(HC.1.1+2.1+3.1) ou em hospital-dia (HC.2.1+HC.2.2+HC.2.3).
17
Ainda que todo o recurso transferido em bloco para Redes vinculadas à atenção curativa (a saber, Rede Cegonha) fosse alocado
em internações, o crescimento médio anual de despesas com internação da União seria de 11,8%, ou seja, inferior ao de estados e
municípios. Em uma distribuição mais verossímil dos recursos dessas Redes, igualmente entre internações e atenção especializada,
o crescimento médio anual dos valores correntes teria sido de 8,3%.

43
MINISTÉRIO DA SAÚDE/FUNDAÇÃO OSWALDO CRUZ – CONTAS DO SUS NA PERSPECTIVA DA CONTABILIDADE INTERNACIONAL – BRASIL, 2010-2014

Tabela 8 – Despesas correntes do SUS com internações por esfera de governo


(em milhões de reais correntes). Brasil, 2010-2014

Esfera de governo 2010 2011 2012 2013 2014


Federal 13.195 14.174 15.061 15.905 16.801
Estadual 12.714 14.327 17.877 21.711 23.866
Municipal 3.758 4.476 5.524 5.643 6.646
Total 29.667 32.977 38.462 43.259 47.313

Fonte: Contas do SUS, 2010-2014.

Figura 8 – Crescimento nominal anual (%) das despesas com internação no SUS,
segundo esfera de governo. Brasil, 2010-214

Fonte: Contas do SUS, 2010-2014.

Nesse cenário, constatamos que as participações das esferas de governo no financiamento das internações têm
mudado, com expressivo aumento das contribuições estaduais e municipais. Verifica-se na Tabela 8 que, em 2014, os
estados foram responsáveis pela metade das despesas com internações.

É importante ressaltar que gerar mais despesas não equivale a produzir mais. Os estados são, historicamente,
responsáveis por 1/3 das internações do SUS. As despesas de maior vulto podem ter relação com a complexidade das
internações ou com custos/preços superiores ao das demais esferas.

Tendo por base os microdados que construíram a Conta do SUS, é possível também estimar um valor médio por inter-
nação para cada esfera de governo (Tabela 9). Demonstra-se nessa tabela que o valor médio alocado por estados, a cada
internação custeada, era muito superior ao aportado pelas demais esferas para as respectivas internações. Em 2010, por
exemplo, para cada internação financiada pelos estados eram despendidos valores cinco vezes maiores que as contribui-
ções municipais e federais por internação paga em seus respectivos âmbitos. Em 2014, a correspondência passa a ser de
quase oito vezes mais de estados em comparação com a esfera federal e de quatro vezes no que se refere aos municípios.

É bem provável que tais diferenças nos valores médios alocados a cada internação indique o motivo pelo qual
a contratação de Organizações Sociais (OSs) para serviços hospitalares tenha avançado, sobretudo no âmbito das
administrações estaduais.

44
Contextualização e detalhamento das despesas do SUS

Tabela 9 – Quantidade (N) e valor médio (em reais correntes) de internações


no SUS por esfera de governo. Brasil, 2010-2014

Esfera 2010 2011 2012 2013 2014


Administrativa N Valor médio N Valor médio N Valor médio N Valor médio N Valor médio

Todas as esferas 11.545.288 2.172,47 11.509.242 2.531,22 11.350.886 2.999,59 11.420.690 3.495,66 11.536.016 3.792,35

Federal 11.296.763 952,05 11.199.960 1.009,41 11.018.680 1.061,19 11.098.572 1.143,97 11.258.251 1.188,93

Estadual 2.370.655 5.312,88 2.464.594 5.753,72 2.477.455 7.150,25 2.561.871 8.427,22 2.665.816 8.899,19

Municipal 2.651.390 1.161,28 2.645.660 1.378,26 2.555.642 1.815,84 2.633.277 2.140,65 2.660.248 2.495,89

Fonte: Microdados Conta do Sistema Único de Saude (SHA) 2010-2014.

Despesas Correntes com Atenção Ambulatorial


Despesas com atenção ambulatorial ligada às funções curativa, de reabilitação e de cuidados de longo prazo18
atingiram valores, em média, 37% acima das despesas com internações, com R$ 65 bilhões dedicados a elas em 2014.

A análise das despesas ambulatoriais por função de cuidados de saúde ajuda a entender que tipo de gasto tem sido
priorizado no atendimento ambulatorial (Figura 9).

Mais de 90% das despesas no âmbito da atenção ambulatorial dividem-se, de forma relativamente equilibrada, entre a
atenção básica e a especializada. Atendimentos em saúde bucal respondem por pouco mais de 6% da atenção ambulatorial,
e o restante divide-se entre atendimentos de reabilitação e cuidados de longo prazo (demais atendimentos ambulatoriais).

Figura 9 – Despesas do SUS, segundo função da atenção ambulatorial


(em milhões de reais correntes). Brasil, 2010-2014

Fonte: Contas do SUS, 2010-2014.

18
Para fins de contabilização da atenção ambulatorial, foram somadas as funções de cuidados de saúde HC.1.3.1 (Atenção curativa
ambulatorial básica), HC.1.3.3 (Especializada), HC.1.3.2 (Saúde bucal), HC.2.3 (Atendimentos ambulatoriais de reabilitação) e
HC.3.3 (Cuidados de longo prazo em regime ambulatorial). Alguns países incluem despesas com exames laboratoriais e de imagem
e cuidados domiciliares na atenção ambulatorial, mas excluímos os dois de nossos resultados.

45
MINISTÉRIO DA SAÚDE/FUNDAÇÃO OSWALDO CRUZ – CONTAS DO SUS NA PERSPECTIVA DA CONTABILIDADE INTERNACIONAL – BRASIL, 2010-2014

A comparação do crescimento das despesas com atenção básica e especializada no período 2010-2014 indica
crescimento acelerado das duas, porém, maior para atenção ambulatorial especializada (16% a.a.) que para atenção
ambulatorial básica (11,4% a.a.) (Figura 10).

Figura 10 – Crescimento nominal anual (%) das despesas do SUS, segundo função
da atenção ambulatorial. Brasil, 2010-2014

Fonte: Contas do SUS, 2010-2014.

O crescimento das despesas com a atenção ambulatorial como um todo, no período, foi de 13%, bem próximo aos
12,4% verificados para as internações.

Despesas Correntes com Prevenção, Promoção e Vigilância em Saúde


A função de cuidados de saúde HC.6 (Prevenção, promoção e vigilância em saúde) concentra despesas características
da saúde pública, em regra, pouco expressivas nos planos e seguros de saúde privados. Significa que se trata de
despesas que normalmente são assumidas, na maior parte, pelo poder público.

As despesas do SUS com prevenção, promoção e vigilância em saúde são bastante relevantes, tendo atingido R$ 24,2
bilhões em 2014 (Tabela 10), o que equivaleu a 10,9% do total de seus gastos correntes naquele ano. Apresentaram um
crescimento médio anual, no período, de 13,7% entre 2010 e 2014.

Tabela 10 – Despesas correntes do SUS com prevenção, promoção e vigilância


em saúde (em milhões de reais correntes). Brasil, 2010-2014

2010 2011 2012 2013 2014

HC.6.1 - Informação, educação e programas de orientação em saúde 1.972 2.385 2.370 2.650 2.747

HC.6.2 - Programas de imunização 2.747 3.072 4.184 5.416 4.425

HC.6.3 - Programas para detecção precoce de doenças 561 575 617 759 821

HC.6.4 - Programas de monitoramento de populações saudáveis 2.384 3.040 3.312 4.241 5.129

HC.6.5 - Vigilância epidemiológica e programas de controle de riscos e agravos 6.749 7.436 9.028 9.858 11.037

HC.6.6 - Programas de recuperação de desastres e respostas emergenciais 65 27 30 19 17

Total 14.478 16.535 19.541 22.943 24.176

Fonte: Contas do SUS, 2010-2014.

46
Contextualização e detalhamento das despesas do SUS

A maior parte dos gastos foi alocada em HC.6.5 (Vigilância epidemiológica e controle de riscos e agravos) – 45,2%
do total de HC.6 (Figura 11). Tal componente dessa função inclui, no SUS, tanto os tetos financeiros em vigilância e
promoção à saúde, quanto as despesas estaduais e municipais com recursos próprios destinadas à vigilância epidemio-
lógica. A essas despesas se somam as atividades de visita domiciliar por profissionais de nível médio, cujo objetivo são
as ações de combate a endemias ou de controle de riscos e agravos populacionais.
Programas de imunização (HC.6.2), consideradas a aquisição, aplicação e logística de distribuição de imunobio-
lógicos, configuram a segunda despesa mais expressiva nessa função de cuidados de saúde, com 20,3% do total no
período (Figura 11).

Figura 11 – Participação média (%) na função prevenção, promoção e vigilância


em saúde (HC.6), segundo segmento. Brasil, 2010-2014

Fonte: Contas do SUS, 2010-2014.

Expressivas são também as despesas com a função de cuidados de saúde 6.4 (Programas de monitoramento de
saúde de populações saudáveis) – 18,5% do total da função, conforme apontado na Figura 11. Aí estão incluídas
consultas de pré-natal sem risco, puericultura, consultas puerperais, programas de saúde indígena, saúde da mulher,
do homem e do idoso. No caso de regimes de financiamento de planos de saúde privados, englobaria os check-ups
rotineiros realizados para detecção e prevenção de problemas de saúde mais comuns.
A função HC.6.1 (Informação, educação e orientação em saúde) abrange ações educativas efetuadas no âmbito da
atenção básica e da vigilância em saúde, além de publicidade governamental com campanhas e informação em saúde.
Totalizou 12,4% das despesas com a função HC.6 (Prevenção, promoção e vigilância em saúde), como demonstrado na
Figura 11.

47
MINISTÉRIO DA SAÚDE/FUNDAÇÃO OSWALDO CRUZ – CONTAS DO SUS NA PERSPECTIVA DA CONTABILIDADE INTERNACIONAL – BRASIL, 2010-2014

A função HC.6.3 (Programas para detecção precoce de doenças) compreende rastreamento para doenças congênitas
(teste do pezinho) e cânceres femininos, tendo sido responsável por 3,4% das despesas com a função HC.6.

A participação do SUS em HC. 6 (Prevenção, promoção e vigilância em saúde), intrinsecamente vinculada a ações
coletivas e de saúde pública, deverá ser mais expressiva que a dos regimes privados em razão do peso de gastos em
HC.6.1, 6.2 e em 6.5 e 6.6.

DESPESAS CORRENTES COM PRESTADORES DE SERVIÇOS DE SAÚDE

Gastos do SUS com Cada Tipo de Prestador de Serviços de Saúde


Sinteticamente, a análise das despesas por tipo de prestador revela para que tipos de estabelecimento são
dirigidos os recursos da saúde. Os tipos de prestadores predominantes no SUS continuam a ser os hospitais, nos
quais foram gastos R$ 78 bilhões em 2014. A eles se seguiram estabelecimentos ambulatoriais de atenção básica,
para onde foram direcionados R$ 50 bilhões nesse mesmo ano (Tabela 11).

Tabela 11 – Despesas correntes do SUS por prestador de serviços de saúde


(em milhões de reais correntes). Brasil, 2010-2014

2010 2011 2012 2013 2014

Hospitais 48.693 53.338 61.048 70.877 78.146

Estabelecimentos ambulatoriais de atenção básica 29.849 33.753 40.335 45.110 50.136

Estabelecimentos ambulatoriais de atendimentos a urgências 3.925 5.065 7.689 11.188 13.160

Estabelecimentos ambulatoriais de atenção especializada 9.776 11.036 11.050 11.514 13.218

Todos os demais estabelecimentos de atendimento ambulatorial 1.710 2.050 2.218 919 1.052

Laboratórios clínicos e centros diagnósticos 4.387 4.826 5.478 6.362 7.032

Farmácias 6.291 7.637 8.172 9.781 11.151

Órgãos de administração governamental 8.365 11.078 11.089 11.132 12.079

Todos os demais classificados 3.077 3.175 3.708 4.122 5.112

Não classificados 17.123 22.318 20.985 18.917 21.073

Fonte: Contas do SUS, 2010-2014.

Considerando-se o período de 2010-2014, o percentual de 36,2% das despesas correntes do SUS foi gasto em
hospitais, ao passo que 23,1% do total desses recursos foi despendido em estabelecimentos ambulatoriais de atenção
básica. Também foram expressivas as despesas em estabelecimentos ambulatoriais especializados (6,6%), assim como
em estabelecimentos de atenção a urgências (4,8%) (Figura 12).

48
Contextualização e detalhamento das despesas do SUS

Figura 12 – Participação (%) dos prestadores de serviços de saúde


nas despesas correntes do SUS. Brasil, 2010-2014

Fonte: Contas do SUS, 2010-2014.

As tabelas SHA permitem ainda obter informação detalhada das despesas das esferas de governo por cada tipo de
prestador (Tabela 12), além da participação de cada esfera de governo no financiamento dessas diversas categorias
de estabelecimentos (Figura 13).

Tabela 12 – Despesas correntes do SUS (em milhões de reais correntes) por prestador
de serviços de saúde e esfera de governo. Brasil, 2014

Federal Estados Municípios Total

Hospitais 28.966 36.100 13.079 78.146

Estabelecimentos ambulatoriais de atenção básica 18.346 2.499 29.291 50.136

Estabelecimentos ambulatoriais de atendimentos a urgências 5.322 2.844 4.994 13.160

Estabelecimentos ambulatoriais de atenção especializada 5.966 2.421 4.830 13.218

Todos os demais estabelecimentos de atendimento ambulatorial 301 400 351 1.052

Laboratórios clínicos e centros diagnósticos 2.398 2.712 1.922 7.032

Farmácias 9.565 1.576 11 11.151

Órgãos de administração governamental 4.499 2.356 5.223 12.079

Todos os demais classificados 3.119 264 1.729 5.112

Não classificados 11.631 4.092 5.350 21.073

TOTAL 90.113 55.264 66.780 212.159

Fonte: Contas do SUS, 2010-2014.

Nota-se que, em 2014, os estados foram os maiores financiadores dos hospitais. A informação consolidada para
esse ano revela que eles foram efetivamente responsáveis por quase a metade (46%) das despesas em hospitais do SUS.
A menor participação nesse financiamento coube aos municípios (Figura 13).

49
MINISTÉRIO DA SAÚDE/FUNDAÇÃO OSWALDO CRUZ – CONTAS DO SUS NA PERSPECTIVA DA CONTABILIDADE INTERNACIONAL – BRASIL, 2010-2014

Figura 13 – Participação (%) das esferas de governo nas despesas com


prestadores de serviços de saúde do SUS. Brasil, 2014

Fonte: Contas do SUS, 2010-2014.

Conforme demostra a Figura 13, os ambulatórios da atenção básica apresentaram financiamento prioritário por
municípios (58%) em 2014, cabendo aos estados a menor participação (5%). Por sua vez, estados predominaram no
custeio a laboratórios e centros diagnósticos do SUS (39%).

Outra forma de analisar os dados da Tabela 12 é na identificação dos prestadores para os quais as esferas de
governo destinam preferencialmente seus recursos. Com base nas despesas do SUS de 2014, podemos observar que
a esfera estadual foi a que mais destinou recursos a hospitais, considerando a totalidade de seu orçamento. Quase
dois terços das despesas dos estados são direcionados a hospitais, contrastando com os 20% dos recursos municipais
e os 32% dos federais (Figura 14).

Por um lado, 44% das despesas municipais ocorrem em ambulatórios de atenção básica, comparado a apenas 5%
das despesas de estados. Há um relativo equilíbrio nos gastos em ambulatórios especializados, que consumiram 7% do
orçamento federal, 4% dos estaduais e 7% dos orçamentos municipais. Os estabelecimentos ambulatoriais de atendimentos
a urgências apresentaram um equilíbrio semelhante, com participação maior nos municípios (7%) (Figura 14).

Figura 14 – Participação (%) dos prestadores de serviços de saúde do SUS


nas despesas correntes das esferas de governo. Brasil, 2014

Fonte: Contas do SUS, 2010-2014.

50
Contextualização e detalhamento das despesas do SUS

Evolução das Despesas com Cada Tipo de Prestador de Serviços de


Saúde do SUS no Período
No que concerne à evolução da participação nos gastos do SUS, segundo esfera de governo e prestador entre 2010 e
2014, os estados passaram a realizar mais despesas com hospitais que o nível federal a partir de 2011, com tal tendência
de mais crescimento mantida até 2014, último ano analisado. Os menores patamares de gastos em hospitais foram os
dos municípios, apesar de que também essas despesas têm aumentado (Figura 15).

Figura 15 – Despesas do SUS em hospitais por esfera de governo


(em milhões de reais correntes). Brasil, 2010-2014

Fonte: Contas do SUS, 2010-2014.

Por sua vez, despesas em estabelecimentos de atenção básica são pouco expressivas e não apresentaram tendência de
evolução para estados. São mais significativas para municípios, mas têm evidenciado elevação tanto para municípios
quanto para a União no período analisado (Figura 16).

Figura 16 – Despesas do SUS em estabelecimentos de atenção básica por esfera de


governo (em milhões de reais correntes). Brasil, 2010-2014

Fonte: Contas do SUS, 2010-2014.

51
MINISTÉRIO DA SAÚDE/FUNDAÇÃO OSWALDO CRUZ – CONTAS DO SUS NA PERSPECTIVA DA CONTABILIDADE INTERNACIONAL – BRASIL, 2010-2014

No caso de estabelecimentos de atendimento a urgências, as despesas mais relevantes vinham sendo as municipais.
No entanto, a partir de 2011 há crescimento dos recursos federais advindos de transferências via tetos de Redes de
Urgências (Figuras 17).

Figura 17 – Despesas do SUS em estabelecimentos de atendimento ambulatorial a emergências e


urgências por esfera de governo (em milhões de reais correntes). Brasil, 2010-2014

Fonte: Contas do SUS, 2010-2014.

Figura 18 – Despesas do SUS em estabelecimentos de atenção ambulatorial especializada


por esfera de governo (em milhões de reais correntes). Brasil, 2010-2014

Fonte: Contas do SUS, 2010-2014.

Os gastos federais são mais expressivos em estabelecimentos de atenção especializada, mas apresentaram-se
estáveis em referência a valores correntes no período. Desperta interesse o fato de os municípios terem sido os principais
responsáveis pelo crescimento dessas despesas. Na comparação entre despesas em valores correntes entre 2014 e
2010, municípios demonstram crescimento de 17,8% a.a., enquanto estados de 12,3% a.a. e União de apenas 0,9% a.a.

52
Contextualização e detalhamento das despesas do SUS

Neste ponto, destaca-se a importância, para entender os desenhos dos sistemas de saúde, de se processar tanto
análises das despesas por função de cuidados de saúde quanto análises por prestador de serviços de saúde.

A comparação com dados dos gastos por função de cuidados de saúde (Figura 6) revela que a esfera federal ainda é
responsável pela maior parte das despesas na função atenção curativa ambulatorial especializada. Os dados das tabelas
completas (Anexo A) indicam também que, em termos absolutos, entre 2010 e 2014, o aumento de despesas federais
com a função atenção curativa ambulatorial especializada (R$ 4,6 bilhões) superou a elevação dessas despesas tanto
nos estados (R$ 4,3 bilhões) quanto nos municípios (R$ 4,3 bilhões). Isso indica que os recursos federais para atenção
ambulatorial especializada não estão sendo direcionadas para estabelecimentos ambulatoriais especializados (como
policlínicas ou clínicas especializadas independentes), mas para hospitais, onde também existe esse tipo de atendimento.

Adicionalmente, faz-se necessário recordar que, mais vigorosamente a partir de 2012, parte expressiva dos
recursos federais passou a ser transferida para estados e municípios na forma de transferências em blocos para
Redes de Atenção, com várias especificidades, e que parte desses recursos tem sido usado em funções de cuidados
de saúde e prestadores não especificados.19

As maiores elevações de despesas nos cinco anos analisados ocorreram com estabelecimentos de atendimento a
urgências (que abrangem principalmente UPAs e prontos-socorros isolados) (35% a.a.). Já os menores crescimentos
de despesas foram constatados em estabelecimentos de atenção especializada (7,8% a.a.). Para os demais tipos de
estabelecimentos, os crescimentos médios das despesas permaneceram entre 9,6% a.a. e 13,8% a.a. (Tabela 13).

Na comparação dos crescimentos por esferas governamentais, o nível federal liderou o aumento relacionado a
despesas em estabelecimentos ambulatoriais de atenção básica (15,6% a.a.) e de atendimento a urgências (44,9% a.a.),
este último alavancado pelas transferências para redes de Atenção a Urgências.20 Os municípios apresentaram os
maiores crescimentos médios anuais em despesas com hospitais (16,6% a.a.), estabelecimentos ambulatoriais de
atenção especializada (17,8% a.a.), laboratórios clínicos e centros diagnósticos (27,6% a.a.), além de com órgãos da
administração governamental (25,5% a.a.) (Tabela 13).

Tabela 13 – Crescimento nominal anual (%) das despesas com o SUS das esferas de governo,
segundo prestador de serviços de saúde. Brasil, 2010-2014

Esferas de governo
Prestadores/Estabelecimentos
Todas Federal Estadual Municipal
Hospitais 12,6 7,6 15,9 16,6
Estabelecimentos ambulatoriais de atenção básica 13,8 15,6 11,6 13,0
Estabelecimentos ambulatoriais de atendimentos a urgências 35,3 49,4 32,1 26,9
Estabelecimentos ambulatoriais de atenção especializada 7,8 0,9 12,3 17,8
Todos os demais estabelecimentos de atendimento ambulatorial -11,4 -15,9 31,7 -22,5
Laboratórios clínicos e centros diagnósticos 12,5 6,0 11,3 27,6
Farmácias 15,4 14,8 18,8 82,1
Órgãos de administração governamental 9,6 6,1 -3,4 25,5
Todos os demais classificados 13,5 10,3 20,6 19,6
Não classificados 5,3 16,5 -8,0 1,2

Fonte: Contas do SUS, 2010-2014.

19
As Redes de Atenção abrangem as seguintes transferências, iniciadas a partir de 2012: Rede Câncer, Rede Urgências, Redes
Psicossocial e Viver sem Limites, Rede Cegonha e Rede Brasil Sem Miséria.
Tais transferências, excluídas as realizadas para o SAMU, totalizaram R$ 1,081 milhão em 2012, R$ 2,751 milhões em 2013 e
20

R$ 3,467 milhões em 2014, tendo sido integralmente alocadas nos prestadores ambulatoriais a urgências.

53
MINISTÉRIO DA SAÚDE/FUNDAÇÃO OSWALDO CRUZ – CONTAS DO SUS NA PERSPECTIVA DA CONTABILIDADE INTERNACIONAL – BRASIL, 2010-2014

Um terceiro tipo de análise importante é o referente às funções de cuidados de saúde financiadas em cada tipo de
estabelecimento de saúde (prestador). Por meio das tabelas Prestador versus Função de Cuidados de Saúde, discriminadas
para cada agente de financiamento (Tabelas 9 a 23 do Anexo A), são informadas as despesas com os diversos tipos de
funções de cuidados de saúde executados nos vários prestadores de serviços de saúde e, alternativamente, quais deles
estão sendo pagos para oferecer os vários tipos de cuidado.

Funções de Cuidados de Saúde Financiadas nos Prestadores de Serviços de Saúde


Em 2014, um total de 80% das despesas de hospitais estavam relacionadas a internações – com um percentual
de 60% – e a consultas especializadas (HC.1.3.3) – os outros 20%. Adicionalmente, 6,5% das despesas em hospitais
destinavam-se a exames de laboratório clínico e de anatomia patológica (HC.4.1), 6,3% a exames de imagem (HC.4.2),
e 3,6% a procedimentos de atenção básica (HC.1.3.1) (Tabela 14).

Tabela 14 – Despesas correntes do SUS, segundo prestador e função de cuidados de saúde (em milhões de reais correntes). Brasil, 2014

Ambulatórios Laboratórios Despesa


Ambulatórios Ambulatórios Demais Demais
Hospitais de atenção e centros corrente por
de urgências especializados ambulatórios prestadores
básica diagnósticos função
HC.1.1+2.1+3.1+1.2+3.2 - Internações 46.045 17 1.126 62 61 - -67 47.313
HC.1.3.1 - Atenção curativa ambulatorial básica 2.873 22.753 2.982 1.183 83 32 97 30.084
HC.1.3.2 - Atenção ambulatorial em saúde bucal 75 3.039 71 747 56 17 -12 4.006
HC.1.3.3 - Atenção ambulatorial especializada 15.410 1.602 4.015 5.955 378 274 1.980 29.713
HC.4.1 - Exames laboratoriais 5.116 1.072 649 1.156 60 5.023 -11 13.086
HC.4.2 - Exames de imagem 4.941 349 744 1.399 161 491 -23 8.085
HC.6 - Prevenção, promoção e vigilância em saúde 465 17.637 86 514 79 165 5.189 24.175
HC.7 - Gestão do sistema de saúde - 0 - 0 0 - 10.385 10.385
Todas as demais funções de saúde 3.220 3.666 3.486 2.201 175 1.030 32.001 45.311
Despesa corrente por prestador 78.146 50.136 13.160 13.218 1.052 7.032 49.415 212.158

Fonte: Contas do SUS, 2010-2014.

As despesas em estabelecimentos ambulatoriais de atenção básica financiam as seguintes funções de cuidados de


saúde: atendimentos ambulatoriais básicos curativos (45%); atividades relacionadas à prevenção, promoção e vigilância
(35%) – que incluem, entre outras, consultas de pré-natal e puericultura, vacinação e ações educativas; e, ainda,
atendimentos curativos em saúde bucal (6%). Apenas 3% dos recursos direcionados a estabelecimentos ambulatoriais
de atenção básica destinam-se a exames complementares laboratoriais e de imagens.

Entre as despesas realizadas em estabelecimentos de atendimento a urgências em 2014, um total de 30% financiou
procedimentos classificados como de atenção curativa ambulatorial especializada, 23% atendimentos ambulatoriais
básicos curativos, ao passo que 11% destinaram-se a exames laboratoriais ou de imagem. Chama a atenção o fato de
que 9% das despesas em estabelecimentos ambulatoriais de atendimento a urgências cobriram internações.

A comparação entre funções de cuidados de saúde financiadas nesses dois tipos de estabelecimentos indica que
as despesas com exames complementares em estabelecimentos de atendimento a urgências têm uma participação
no total que chega a ser mais que o triplo dessas despesas em estabelecimentos de atenção básica. A maior
disponibilidade de exames diagnósticos pode ser um dos fatores que explica o rápido crescimento de estabelecimentos
de atendimento a urgências.

Uma forma alternativa de formular questões usando a tabela Função versus Prestador é iniciar pelo tipo de
função de cuidados de saúde para descobrir quais estabelecimentos estão sendo pagos para oferecê-las e quanto
receberam por isso. No caso brasileiro, é possível constatar que em 2014, por exemplo, 3% das despesas com
internações registradas no SUS não se destinaram a hospitais, mas a outros tipos de estabelecimentos (basicamente
os ambulatoriais de atendimento a urgências).

54
Contextualização e detalhamento das despesas do SUS

A Conta confirma que 76% das despesas com atendimentos ambulatoriais básicos (HC.1.3.1), naquele ano,
ocorreram em estabelecimentos ambulatoriais de atenção básica. Também registraram-se despesas com atenção
ambulatorial básica curativa nos seguintes prestadores: hospitais (que receberam 10% do total de recursos destinados
a esses atendimentos); estabelecimentos de atendimento a urgências (também 10% do total dessses recursos); e, por
fim, estabelecimentos ambulatoriais de atenção especializada (4% do total dos recursos).

No mesmo ano, 76% dos recursos destinados a atendimentos odontológicos no SUS foram direcionados a
estabelecimentos ambulatoriais de atenção básica, enquanto 19% foram para estabelecimentos ambulatoriais de
atenção especializada. A participação de hospitais foi residual (inferior a 2%).

Estabelecimentos de atenção ambulatorial especializada receberam apenas 20% dos recursos destinados a
atendimentos ambulatoriais especializados (HC.1.3.3) (Figura 19). É importante que se destaque aqui, também, o fato
de mais da metade (51,9%) dos recursos destinados a esse fim terem sido dirigidos a hospitais (Figura 19).

Figura 19 – Distribuição (%) das despesas com atenção ambulatorial especializada (HC.1.3.3)
pelos prestadores de serviços do SUS. Brasil, 2014

Fonte: Contas do SUS, 2010-2014.

As despesas com exames de imagem (HC.4.2) também foram primordialmente direcionadas a hospitais (61%) e
ambulatórios de atenção especializada (17%), com pequena participação de centros diagnósticos (6%). Esse padrão de
financiamento difere do apresentado por exames laboratoriais clínicos (HC.4.1), em que as despesas se dividiram quase
igualmente entre hospitais (39%) e laboratórios e centros diagnósticos (38%). Nos ambulatórios de atenção básica são
despendidos 8% dos recursos para exames laboratoriais e 4% dos recursos para exames de imagem, o que sugere que parte
dos exames complementares solicitados na atenção básica deva estar sendo executada externamente e/ou que esses
locais ofereçam principalmente os exames mais baratos (Figura 20).

55
MINISTÉRIO DA SAÚDE/FUNDAÇÃO OSWALDO CRUZ – CONTAS DO SUS NA PERSPECTIVA DA CONTABILIDADE INTERNACIONAL – BRASIL, 2010-2014

Figura 20 – Distribuição (%) das despesas com exames diagnósticos laboratoriais (HC.4.1)
e de imagem (HC.4.2) no SUS, segundo prestador. Brasil, 2014

Fonte: Contas do SUS, 2010-2014.

56
57
MINISTÉRIO DA SAÚDE/FUNDAÇÃO OSWALDO CRUZ – CONTAS DO SUS NA PERSPECTIVA DA CONTABILIDADE INTERNACIONAL – BRASIL, 2010-2014
OUTRAS ANÁLISES VIABILIZADAS PELA CONTA DO SUS

Tomando por base a consolidação dos principais resultados da Conta (Anexo A – Tabelas detalhadas da Conta do
SUS, 2010-2014), várias outras análises podem ser realizadas. A seguir, apresentam-se algumas delas.

Gastos em Atenção Básica


No Brasil, tradicionalmente as despesas em saúde são acompanhadas segundo Blocos de Financiamento, com
destaque para a divisão entre despesas com Atenção Básica e Média e Alta Complexidade.

A dificuldade em quantificar e propor uma comparação internacional para despesas com Atenção Básica (AB)
(Primary Care) dos países está muito ligada às dificuldades de definir com exatidão qual o escopo de ações contidas
na AB. Tais definições têm gerado intensas discussões nacionais e até internacionais, em vista da agenda de cobertura
universal em cuidados de saúde. A OCDE propõe duas definições – uma de escopo restrito e outra de escopo ampliado.21
Já a OMS22 indica uma única definição, que difere das duas apresentadas pela OCDE. Ambas utilizam distintas
combinações de tipos de prestadores e funções de cuidados de saúde para estimar as despesas com AB. Ou seja,
partindo-se de uma definição de escopo fundamentado em prestadores e funções de cuidados de saúde característicos
da AB, a Contabilidade SHA forneceria as despesas nacionais com AB.

Uma das vantagens da contabilidade SHA é permitir a adoção de distintas definições de AB, permitindo a adoção
de definições mais compatíveis com os objetivos nacionalmente aceitos para AB.

O nível de detalhamento disponível nos dados e nas classificações das contas de saúde brasileiras permite admitir
e informar despesas com AB, ainda que haja várias definições de AB. Isso pode ser feito tomando-se por base as
combinações de despesas com tipos distintos de prestadores e funções de cuidados de saúde.

A classificação brasileira de prestadores discrimina estabelecimentos de ambulatoriais de atenção básica (HP.3.4.9.1),


especializada (HP.3.4.9.3) e de urgências (HP.3.4.9.2), além de distinguir despesas em AF relacionadas ao componen-
te AB das demais despesas em AF e despesas com saúde bucal efetuadas em estabelecimentos de AB. A seguir, são
apresentadas duas definições possíveis de AB. Ambas incluem atendimentos ambulatoriais de saúde bucal, que não
integram as definições de AB da OCDE e OMS.

Na primeira definição são inseridas as atividades de atendimento a urgências não hospitalares, características
de UPAs e prontos-socorros isolados, além de atividades de prevenção, promoção e vigilância, de acordo com a
recomendação da OCDE e OMS (Tabela 15).

21
Ver documento técnico Measuring Primary Spending and Efficiency (ORGANISATION FOR ECONOMIC CO-OPERATION AND
DEVELOPMENT, 2016a).
22
As definições da OMS de AB (Primary Care) excluem todos os tipos de internação hospitalar ou em hospital-dia, cuidados dentários
e medicamentos e, ainda, produtos médicos não duráveis, exceto quando destinados à prevenção, além de qualquer cuidado
especializado. Inclui cuidados domiciliares, serviços ambulatoriais gerais em prestadores ambulatoriais (na classificação da OCDE
não há distinção explícita entre prestadores na atenção primária e especializada). Inclui também toda a função HC.6, exceto HC.6.6
(Preparação para desastres). E aloca, ainda, um percentual para despesas com HC.7 (Gestão proporcional à participação da AB nas
despesas correntes em saúde).

59
MINISTÉRIO DA SAÚDE/FUNDAÇÃO OSWALDO CRUZ – CONTAS DO SUS NA PERSPECTIVA DA CONTABILIDADE INTERNACIONAL – BRASIL, 2010-2014

Tabela 15 – Despesas correntes com Atenção Básica no SUS – definição ampliada


de AB (em milhões de reais correntes). Brasil, 2014

2010 2011 2012 2013 2014

Atenção Básica 42.523 48.065 57.644 66.287 74.097

HP.3.4.9.1 - Todas as funções em estabelecimentos


29.849 33.753 40.335 45.110 50.136
ambulatoriais de atenção básica

HP.3.4.9.2 - Todas as funções em estabelecimentos


3.925 5.065 7.689 11.188 13.160
ambulatoriais de atendimentos a urgências

HC.1.3.1 - Atenção curativa ambulatorial básica


4.332 4.442 4.637 4.398 4.349
(em outros prestadores)

HC.6 - Prevenção, promoção e vigilância em saúde


4.417 4.805 4.983 5.591 6.452
(em outros prestadores)

Outros tipos de atendimento ou função 90.675 106.212 114.127 123.635 138.061

Despesas correntes totais em saúde 133.198 154.277 171.771 189.922 212.158

Fonte: Contas do SUS, 2010-2014.

Segundo essa definição, em 2014 teriam sido gastos R$ 74 bilhões com AB, equivalente a pelo menos 35% das despesas
correntes em saúde (visto que restam ainda 10% de despesas não classificadas).23

Poderia também ser usada uma definição alternativa mais conservadora em que apenas fossem incluídas despesas
realizadas em estabelecimentos ambulatoriais de AB, acrescidas de funções de cuidados de saúde 1.3.1, ainda que
efetuadas em outros tipos de estabelecimentos. No caso dessa outra visão de AB, as despesas correntes corresponderiam
a uma média, no período 2010-2014, de pelo menos 25,7% das despesas do SUS (Tabela 16).

Tabela 16 – Despesas correntes com Atenção Básica no SUS – definição conservadora


de AB (em milhões de reais correntes). Brasil, 2014

2010 2011 2012 2013 2014

Atenção Básica 34.181 38.195 44.972 49.508 54.485

HP.3.4.9.1 - Todas as funções em estabelecimentos


29.849 33.753 40.335 45.110 50.136
ambulatoriais de Atenção Básica

HC.1.3.1 - Atenção curativa ambulatorial básica


4.332 4.442 4.637 4.398 4.349
(em outros prestadores)

Outros tipos de atendimento ou função 99.017 116.082 126.799 140.414 157.673

Despesas correntes totais em saúde 133.198 154.277 171.771 189.922 212.158

Fonte: Contas do SUS, 2010-2014.

O detalhamento das consolidações SHA da contabilidade do SUS possibilita, ainda, determinar a participação das
esferas de governos.

Comparações Preliminares Entre Despesas do SUS e da Saúde Suplementar


Um segundo esquema de financiamento da saúde, no Brasil, compreende as seguradoras e planos de saúde, que
corresponderiam a FS.2.1 (Seguros voluntários substitutivos ou duplicados) da classificação SHA preliminar para

23
Um estudo conduzido conjuntamente pelo IPEA e DESID/MS, tendo utilizado metodologia alternativa a nossa, estimou os gastos
das três esferas em AB em R$ 39,64 bilhões para 2010 e R$ 46,70 bilhões para 2011 (PRADO; RITZEL, 2014), uma estimativa que
fica entre os valores achados na definição mais ampla e mais restrita de Atenção Básica aqui apresentada.

60
Análises adicionais

Regimes de Financiamento no país. O terceiro esquema de financiamento, para o qual ainda não foram implementadas
propostas de sistematização segundo metodologia SHA para o Brasil, são os pagamentos do bolso – FS.3 (Desembolso
direto das famílias) –, que incluem copagamentos.

Um objetivo das Contas SHA é abranger todos os regimes de financiamento, para viabilizar uma comparação entre
eles nas suas dimensões de análise. Embora ainda não estejam sistematizados segundo metodologia SHA, informações
existentes no Sistema de Informações de Produtos da Agência Nacional de Saúde Suplementar (SIP/ANS)24 permitem
esboçar algumas comparações, ainda que sujeitas a algum grau de imprecisão entre alocação de despesas no SUS
(FS.1.1.1+1.1.2) e na saúde suplementar (FS.2.1) (Figura 21).

Figura 21 – Distribuição (%) das despesas do SUS e da saúde suplementar,


segundo função de cuidados de saúde. Brasil, 2014

Fonte: Contas do SUS, 2010-2014.

A saúde suplementar tem, proporcionalmente, mais despesas com internações e exames complementares que o
SUS. Este, por sua vez, gasta proporcionalmente mais com atendimentos ambulatoriais e odontológicos do que a saúde
suplementar, na qual planos odontológicos respondem por um segmento específico de produtos.

O maior percentual de despesas em “outros e não classificados no SUS” deve-se ao fato de o SUS ter atribuições
adicionais às da saúde suplementar. Corresponde a despesas com medicamentos distribuídos a pacientes diretamente
em farmácias do SUS e via Programa Farmácia Popular do Brasil (PFPB), e também com despesas com imunizações,
ações educativas e de comunicação da saúde pública e de vigilância, além de despesas com gestão e não classificadas.
Para a saúde suplementar, é provável que os 16% alocados a outros correspondam quase integralmente a despesas
administrativas de diferentes naturezas.

Comparações Internacionais
As estatísticas mais bem consolidadas de gastos em saúde, segundo classificações SHA, são as mantidas pela OCDE.
Nos países membros dessa organização, o financiamento em saúde é majoritariamente público, com gastos equivalentes
a cerca de 7% do PIB. No Brasil, o financiamento público – cuja maior parte é examinada nesta publicação – responde por
cerca de 4% do PIB.

24
Informações obtidas na publicação Mapa Assistencial da Saúde Suplementar 2015 (AGÊNCIA NACIONAL DE SAÚDE SUPLEMENTAR,
2016). Para despesas totais da saúde suplementar consideramos a soma das receitas de contraprestação + receitas não operacionais.

61
MINISTÉRIO DA SAÚDE/FUNDAÇÃO OSWALDO CRUZ – CONTAS DO SUS NA PERSPECTIVA DA CONTABILIDADE INTERNACIONAL – BRASIL, 2010-2014

Gastos com atenção curativa e reabilitação compreenderam, em 2013 e 2014, percentuais que variaram desde
49% (República Tcheca, 2013) até acima de 69% (Austrália, 69,1% em 2013 e 69,5% em 2014; Estados Unidos,
69,5% em 2014) das despesas correntes em saúde. A média de participação das despesas correntes com atenção
curativa e reabilitação, nos países da OCDE em 2014, foi de 56,1%, muito próxima dos 55,2% identificada para
2010-2014 no SUS. Com o crescimento da participação de HC.3 (Cuidados de longo prazo) nas despesas em
saúde da OCDE, gastos em HC.1+2 (Atenção curativa e atendimentos de reabilitação) têm perdido participação
relativa nas despesas totais em saúde dos países membros. Em 2000 correspondiam, em média, a 59,5% das despesas
correntes. Vale lembrar que os dados brasileiros incluíram apenas o SUS e que as informações preliminares para a saúde
suplementar sugerem um foco maior em atenção curativa, o que elevaria a participação dessa função de cuidados de
saúde nas despesas correntes totais em saúde no Brasil.

Despesas com HC.4 (Atividades complementares ao diagnóstico e tratamento) não são frequentemente reportadas
pelos principais países da OCDE. Apresentam, adicionalmente, enorme disparidade entre os que as reportam, o que
sugere baixa consistência das informações e das inclusões e exclusões por parte desses países. Entre os que reportam
despesas nessa função de cuidados de saúde, as mesmas têm variado desde 1% (Coreia do Sul, 2013) até 12,3%
(República Tcheca, 2013) das despesas correntes em saúde.

Despesas com HC.5.1 (Medicamentos e outros produtos médicos) correspondem a 19% das despesas correntes com
saúde nos países da OCDE, onde, em média, 60% dessas despesas é financiada pelos governos. No Brasil, a Conta-Satélite
de Saúde revela que despesas com medicamentos corresponderam de 20% a 22% das despesas correntes com saúde
entre 2000 e 2013. São majoritariamente financiadas pelas famílias, que tiveram despesas de consumo final da ordem
de R$ 78,6 bilhões com medicamentos em 2013 (IBGE, 2015). Já as despesas governamentais com medicamentos
correspondem a cerca de 15% do total dessas despesas.

Gastos com a função de cuidados de saúde HC.6 (Prevenção promoção e vigilância) são reportados em graus distintos
de desagregação pelos países. Em geral, considerando-se o total das despesas em saúde no país, despesas com HC.6
corresponderam de 2% a 4% das despesas reportadas por países membros da OCDE em 2014. O Canadá foi o único a
alocar mais de 4% de seus recursos para a saúde nessa função de cuidados de saúde, o que correspondeu a 6,1% das
despesas correntes com saúde. Itália e Reino Unido reportam 4,1% das despesas nessa função. Os menores patamares
em gastos com essa função para 2014 ou a ano mais próximo a este – inferiores a 2% das despesas correntes – foram
reportados por Austrália (1,9%), Portugal (1,8%), Grécia (1,4%) e Israel (0,4%).

Considerando-se os dados para 2014, dos 32 países da OCDE que reportaram despesas nessa função de cuidados
de saúde, quase 2/3 a alocaram integralmente em HC.6 (Prevenção, promoção e vigilância em saúde) ou em alguma
subcategoria dessa função específica, como HC.6.1 (Informação, educação e programas de orientação em saúde) ou
HC.6.6 (Programas de recuperação de desastres e respostas emergenciais). Entre os países que reportam tais despesas
no segundo dígito, a metade aloca mais de 50% em HC.6.4 (Programas de monitoramento de populações saudáveis).

As maiores lacunas de informação entre os que reportam desagregações dessa função de cuidados de saúde
encontram-se em HC.6.3 (Programas para detecção precoce de doenças), em HC.6.5 (Vigilância epidemiológica e
programas de controle de riscos e agravos) e em HC.6.6 (Programas de recuperação de desastres e respostas
emergenciais). Suíça (58%) e Eslovênia (39%) são os dois países que reportam parcelas específicas de HC.6 (Prevenção,
promoção e vigilância em saúde) alocados em HC.6.5 (Vigilância epidemiológica e programas de controle de riscos
e agravos)(ORGANISATION FOR ECONOMIC CO-OPERATION AND DEVELOPMENT, 2016b),25 a exemplo do que se
verificou no Brasil.

Entre os países não membros da OCDE, o Sri Lanka reporta redução da participação das despesas com prevenção
(HC.6 – Prevenção, promoção e vigilância em saúde) de um percentual de 10% dos gastos correntes, em 1990, para
cerca de 5% em 2013, basicamente em razão da queda do financiamento aportado por seu Ministério da Saúde.

25
Ver documento técnico Results of the Supplementary Questionnaire on Accounting of Prevention Expenditure Under SHA 2011
(ORGANISATION FOR ECONOMIC CO-OPERATION AND DEVELOPMENT, 2016b). Acesso restrito.

62
Análises adicionais

Uma ressalva necessária na comparação de gastos em HC.6 (Prevenção, promoção e vigilância) é a de que essa
função de cuidados de saúde tende a ser predominantemente financiada por recursos públicos, o que explicaria a alta
participação, muito acima da média OCDE, desse gasto no SUS. É provável que uma consolidação de gastos por todos
os regimes de financiamento levasse essa participação para pouco acima da metade da encontrada, aproximando o
Brasil de uma participação similar a de países como Canadá e Reino Unido.

Na comparação internacional por função de cuidados de saúde, portanto, ainda que tenhamos apenas parte
das despesas em saúde, as do SUS, o Brasil parece bem posicionado em gastos com prevenção em relação aos
países integrantes da OCDE. Despesas com atenção curativa provavelmente sofrerão aumento da participação após
a incorporação dos regimes de financiamento da saúde suplementar e desembolso direto, a julgar pelas projeções
preliminares para o primeiro.

Há informações desagregadas de gastos com gestão em países da OCDE, segundo dispêndios com regimes públicos
e privados (planos e seguros de saúde). A média de gastos com gestão, para regimes de financiamento públicos na
OCDE, tem se mantido em torno de 3% das despesas correntes. Gastos com a função de cuidados de saúde HC.7 (Gestão
e governança do sistema de saúde) variaram de 0,6% (Noruega, apenas com regime de seguro social obrigatório) a 7,4%
(Estados Unidos, com inclusão de despesas de administração de regimes públicos e planos e seguros privados) das
despesas correntes em saúde em 2011 (ORGANISATION FOR ECONOMIC CO-OPERATION AND DEVELOPMENT, 2013b).

No que concerne à despesa por prestador, hospitais respondem em média por 37,7% das despesas na OCDE,
variando de 30,5% no Canadá até 52,2% reportados pela Turquia para 2014. Os países com despesas em hospitais
superiores a 40% do total têm características tão diversas quanto Portugal, Grécia, Japão, Austrália e Dinamarca.
Hospitais respondem por 33,8% das despesas com saúde nos Estados Unidos, onde tal participação tem se mantido
estável desde 2002, sendo de 37,4% em 2000.

Por sua vez, no Sri Lanka (SRI LANKA, 2016), a análise de despesas por prestador indica gradual e expressivo cresci-
mento de hospitais como prestadores, partindo de 31% em 1990 para atingir 47% em 2013, e 50% estimados para 2014.
A distribuição de despesas entre os demais prestadores, em 2013, deu-se da seguinte forma: 18% para os ambulatoriais,
7% para aqueles ligados a serviços complementares (exames diagnósticos e transporte de pacientes) e 21% para fornece-
dores ou varejistas de medicamentos e bens de saúde, com predominância de varejistas comerciais.

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APONTAMENTOS SOBRE A METODOLOGIA

A viabilidade da elaboração de uma contabilidade para despesas em saúde, no marco do System of Health Accounts
(SHA), depende da existência de bases de dados adequadas e atualizadas que contemplem suas distintas dimensões.
O Brasil dispõe de bases de dados bastante detalhadas, que contêm elementos sobre gastos segundo fontes e agentes
de financiamento, funções de cuidados de saúde, prestadores de serviços e beneficiários.

A Conta do SUS baseia-se, principalmente, na análise e consolidação de dados orçamentários governamentais da


Função Saúde e de dados de produção/utilização de serviços informados pelas três esferas de governo no Sistema
de Informações Hospitalar e Ambulatorial do Sistema Único de Saúde (SIH/SUS e SIA/SUS). Nesse sentido, envolve
ajustes para permitir uma integração dos dados oriundos desse vários sistemas de informações, além da confecção de
tradutores para compatibilizar os sistemas de informações brasileiros com as classificações-padrão do SHA.

Sinteticamente, a elaboração de uma conta de saúde parte do mapeamento dos fluxos financeiros e orçamentários
da saúde, associados à definição do escopo de mensuração pretendido pela Conta (ORGANISATION FOR ECONOMIC
CO-OPERATION AND DEVELOPMENT, 2012). As bases de dados relevantes são identificadas e se estabelecem as contri-
buições que cada uma delas pode prover para a consolidação de informações sobre as três dimensões básicas do SHA.

Análise dos Fluxos de Financiamento do SUS e Bases de Dados que Retratam esses Fluxos
O financiamento do SUS é atribuição das três esferas de governo (federal, municipal ou estadual), que eram, até
a data de elaboração desta Conta, constitucionalmente obrigadas a comprometer parcelas específicas de suas receitas
correntes líquidas com saúde, nas formas determinadas pela Emenda Constitucional n.º 29 (EC 29/2000) e a Lei
Complementar n.º 141/2012, posteriormente substituída pela EC n.º 86, de 17 de março de 2015.

No caso do SUS, destaca-se a necessidade de detalhar as transferências federais para as esferas subnacionais.
Cerca de 80% dos recursos do Ministério da Saúde (portanto, federais) são descentralizados para estados e municípios
via Fundo Nacional de Saúde (FNS), pois a maior parte da prestação direta dos serviços de saúde encontra-se sob
responsabilidade desses últimos.

Na Figura 22 pode-se observar uma visão geral dos fluxos de financiamento e da transferência de recursos para a
Saúde, no Brasil. E também as bases de dados que fornecem as principais informações sobre financiamento, despesas
e produção-utilização de serviços em cada ponto desse fluxo. A destinação dos recursos descentralizados não é definida
livremente pelos governos subnacionais. Os recursos alocados pelo governo federal às esferas estaduais e municipais
eram, no período abrangido pela atual conta, transferidos segundo blocos de financiamento, que limitavam a aplicação
que lhes era dada.

A União (esfera administrativa federal) descentraliza a maior parte dos recursos financeiros do Ministério da Saúde
para os estados e municípios, mediante transferências Fundo a Fundo. Os recursos do Fundo Nacional de Saúde
(FNS) são repassados para os Fundos Estaduais e para os Fundos Municipais de Saúde. O FNS processa, com o apoio
de alguns sistemas de informação, a transferência de recursos, organizada segundo blocos de financiamento que
congregam ações de naturezas e destinação afins. O valor dos repasses para cada ação é estabelecido de acordo com
tetos financeiros orçamentários pactuados e com a qualificação dos entes federativos para executar os programas do
Ministério da Saúde (MS).

Gestores estaduais e municipais são responsáveis por definir como serão alocados os recursos, desde que respeitadas
as regras de alocação para cada bloco de financiamento. Como parte desse processo, precisam prestar informações
sobre o uso dado a esses recursos no Sistema de Informações sobre Orçamentos Públicos em Saúde (SIOPS).

O MS financia diretamente uma pequena rede própria de hospitais e contribui para o custeio e/ou pagamento de
pessoal do Grupo Hospitalar Conceição e da Rede Sarah de Hospitais de Reabilitação (Pioneiras Sociais), além de ser
parcialmente responsável pelo custeio da rede de hospitais de ensino do Ministério da Educação. É, ainda, o principal
financiador da rede de hospitais contratados e conveniados pelo SUS.

67
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Figura 22 – Visão geral dos fluxos de financiamento entre esferas de governo e sistemas
de informações usados na Conta do SUS. Brasil, 2010-2014

Fonte: Elaboração dos autores.


Legenda: CLP – Cuidados de Longo Prazo; SIAFI – Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal; SIGA Brasil – Sistema de Informações
sobre Orçamento Público Federal; FNS – Fundo Nacional de Saúde; SAGE/DATASUS – Sala de Apoio à Gestão Estratégica; FBCF – Formação Bruta de Capital Fixo;
SIA/SUS – Sistema de Informações Ambulatoriais do Sistema Único de Saúde; SIH/SUS – Sistema de Informações Hospitalares do Sistema Único de Saúde;
CNES – Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde; SIOPS – Sistema de Informações sobre Orçamentos Públicos em Saúde.

A União também é responsável por custear investimentos (formação bruta de capital) na rede pública e privada, além
de se incumbir da indução de políticas consideradas estratégicas mediante incentivos. Mais recentemente, destacam-se
os incentivos para a formação de ‘redes’ – como as denominadas Redes Cegonha, de Urgências e Emergências e de
Atenção Psicossocial, por exemplo.

Outra contrapartida obrigatória para a descentralização de recursos federais para estados e municípios é a prestação
de informação atualizada sobre produção de serviços nos registros administrativos/base de dados federais (SIH/SUS e
SIA/SUS). Isso torna acessível, no Brasil, informações detalhadas sobre a produção e utilização de bens e serviços no
SUS, além de tornar relativamente supérflua a realização de inquéritos pontuais para a elaboração de Contas de Saúde.

O processamento das informações sobre serviços produzidos é realizado pelo MS, com base no SIA/SUS e do SIH/SUS,
atualizado pelos gestores estaduais e municipais. O fornecimento de informação atualizada respalda a transferência
dos recursos federais abrangidos nos Pisos de Atenção Básica Estadual e Municipal, nos Tetos Estaduais e Municipais
de Média e Alta Complexidade Hospitalar e Ambulatorial e no Fundo de Ações Estratégicas e de Compensação (FAEC)
referentes a esses serviços. Há correspondência entre cada uma dessas três linhas de financiamento/ações e os
procedimentos constantes do SIH/SUS e SIA/SUS. Entretanto, o custeio da maior parte das ações e serviços depende de
financiamento adicional com recursos próprios aportados por estados e municípios. A única fonte de informação sobre
esses aportes é o SIOPS.

68
Notas metodológicas

Origem dos Dados


As bases de dados utilizadas para estimar as despesas do SUS são derivadas, principalmente, de seis registros
administrativos nacionais elencados a seguir.

Os dados orçamentários gerais para despesas do governo federal com a subfunção saúde são obtidos tomando-se por
base o Sistema Integrado de Administração Financeira (SIAFI), mediante acesso ao SIGA Brasil. Ferramenta criada e
disponibilizada pelo Senado Federal, o SIGA Brasil é um sistema de informações sobre orçamento público federal que
permite acesso amplo ao SIAFI e a outras bases de dados sobre planos e orçamentos públicos, por meio de um único
instrumento de consulta.26

Os dados sobre recursos federais descentralizados para a saúde em estados e municípios são das bases de dados
do FNS. Foram 67 compilados por meio de acesso à Sala de Gestão Estratégica do Ministério da Saúde (SAGE/MS)
<http://sage.saude.gov.br>, de onde é possível extrair, para os anos de 2002 a 2017, a série das transferências federais
para cada unidade da federação (UF) e município, segmentadas pelo respectivo Bloco de Financiamento detalhado.

Os dados orçamentários para despesas dos governos estaduais e municipais, contidos em relatórios desagregados
segundo elemento de despesa ou subfunção, foram obtidos no SIOPS <http://portalsaude.saude.gov.br/index.php/o-
ministerio/principal/siops/mais-sobre-siops/6010-dados-informados>. Esses dados estão disponíveis para as três esferas
de governo (União, estados, incluindo o Distrito Federal, e municípios) para os anos de 2002 a 2016. São apresentados
em formato de relatórios “Histórico da despesa por subfunção consolidada por estágio da despesa (despesa empenhada)
e de Consultas por Código Contábil (Elementos de Despesa). Outrossim, existe a opção de acesso a indicadores em
formato Tabnet que disponibilizam informação relevante para acompanhamento dos gastos de cada esfera de governo.

Para dados de produção/utilização de serviços, as bases mais relevantes para o caso brasileiro são o Sistema de
Informações Hospitalar e Ambulatorial do Sistema Único de Saúde (SIH/SUS e SIA/SUS), obtidos a partir do site do
Departamento de Informática do SUS (DATASUS), cujo acesso se dá em <http://datasus.saude.gov.br>.

Os microdados do Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES), obtidos no mesmo site, são usados
para identificar o tipo de prestador das Tabelas de Despesa por Prestador e, ainda, para estimar gastos com gestão
estadual e municipal.

Dados colhidos no Tabnet do Programa Nacional de Imunizações (PNI) por meio do site <http://tabnet.datasus.
gov.br/cgi/deftohtm.exe?pni/cnv/DPniuf.def> são usados para estabelecer os quantitativos da função ICHA-HF 6.2
(Programas de imunização). Os valores das compras desses imunobiológicos foram conseguidos diretamente com a
coordenação do programa (Figura 23).

Figura 23 – Sistemas de informações usados na Conta do SUS

Fonte: Elaboração dos autores.

26
Para mais detalhes, acessar <www12.senado.leg.br/orcamento/sigabrasil>.

69
MINISTÉRIO DA SAÚDE/FUNDAÇÃO OSWALDO CRUZ – CONTAS DO SUS NA PERSPECTIVA DA CONTABILIDADE INTERNACIONAL – BRASIL, 2010-2014

Uso e integração de conteúdo das bases de dados: princípios gerais


Diversas técnicas são aplicadas para estimar os componentes do gasto do SUS. As despesas totais por esfera de
governo na Conta equivalem aos gastos com recursos próprios em ações e serviços de saúde (ASPS), discriminados por
esfera administrativa (União, estados, municípios) e fornecidos pelo Ministério da Saúde tendo por base o Sistema de
Informações de Orçamentos Públicos para a Saúde (SIOPS).

Para se obter as despesas correntes do SUS com recursos próprios de cada esfera de governo são subtraídas das
despesas com recursos próprios em ações e serviços de saúde (ASPS) as despesas estimadas com investimentos
realizadas com recursos próprios. Para investimentos federais existe um código GND específico (GND 4), que consolida
os investimentos federais no SIAFI-SIGA. Para estados e municípios, é necessário colher do relatório por elemento de
despesa o valor dos gastos registrados para o código 3.4.4.00.00.00.00 – Investimentos – e subtrair desse valor os
repasses federais para cada esfera lançados no Bloco Investimentos do SAGE. Esse total é assumido como o resultado
absoluto de recursos próprios alocado a investimentos por cada esfera de governo a cada ano.

Os relatórios do SIOPS, detalhados por subfunção e por grupo e natureza de despesa (código contábil), assumem a
perspectiva do responsável pela execução dos recursos. Portanto, informam gastos que compreendem o conjunto dos
recursos executados – independentemente de serem próprios, da União ou de outros estados e municípios.

A identificação dos gastos com recursos próprios, discriminada segundo subfunção (informação não disponível no
SIOPS), inclui uma série de operações comuns a estados e municípios. Seu ponto de partida são as despesas correntes
do SUS com recursos próprios, de onde são extraídas as despesas com recursos próprios em medicamentos. Com isso,
chega-se aos Recursos próprios disponíveis para custeio de serviços.

Procede-se à determinação de uma estrutura inicial de despesas com serviços (Gestão, Atenção Básica, Atenção
Ambulatorial e Hospitalar e Vigilância). O primeiro ponto a resolver é o desequilíbrio entre as despesas informadas
como não vinculadas (administrativas e outras ligadas à saúde) e as vinculadas à saúde no SIOPS. Como muitos
Estados e municípios reportam grande parte do gasto com pessoal como despesa com a subfunção Administração, é
necessário estimar o que de fato é gasto com gestão/administração pelas Secretarias de Saúde. Esse gasto é estimado
a partir de informações do CNES sobre lotação de profissionais em tipos de estabelecimento relacionados à gestão
(Secretarias de saúde e centrais Reguladoras, entre outros) e de informações do SIOPS sobre despesas com pessoal.

Um segundo ponto a equacionar no SIOPS é como dividir as despesas correntes do SUS com recursos próprios de
cada esfera de governo entre as várias subfunções vinculadas informadas no relatório do SIOPS. Os recursos próprios
das esferas municipal e estadual, destinados a despesas em cada subfunção, são obtidos mediante sucessivos ajustes
das informações advindas dos relatórios de despesas por subfunção e por código contábil do SIOPS, aliado à informação
sobre transferências federais por bloco de financiamento registradas nas bases do FNS e obtidas na SAGE.

Com base em um ajuste dessa estrutura e em quantidades e nos valores apresentados de produção em estabelecimentos
estaduais e municipal no SIA/SUS e no SIH/SUS, obtém-se os fatores de correção para Atenção Básica e Atenção
Ambulatorial e Hospitalar, que são usados para atribuir valores aos gastos estaduais e municipais a partir da estrutura
de prestação/utilização de serviços registrada no SIA/SUS e no SIH/SUS.

Os procedimentos elencados no SIA/SUS e no SIH/SUS são traduzidos em funções SHA correspondentes pela
aplicação de Tradutores elencados no Anexo B. Na atribuição de valores aos procedimentos, o pressuposto inicial é de
que os valores dos procedimentos constantes da Tabela SUS correspondam à contribuição federal para o custeio de cada
um deles. Com isso, tal tabela define as contribuições federais para o financiamento de cada um dos procedimentos
efetuados no âmbito do SUS. No modelo adotado para a elaboração da Conta do SUS, os recursos próprios das demais
esferas de governo financiariam exclusivamente procedimentos executados por estabelecimentos próprios de sua esfera
administrativa. Esses incluem tanto unidades de saúde sob administração direta, como unidades próprias geridas por
modelos alternativos de gestão (predominantemente as Organizações Sociais de Saúde).

Os recursos próprios aportados por estados e municípios para financiar as subfunções Atenção Básica e Atenção
Ambulatorial e Hospitalar de Estados são redistribuídos pelos procedimentos efetuados no âmbito de financiamento

70
Notas metodológicas

de cada esfera administrativa. Os valores constantes da Tabela SUS atuam como pesos atribuídos a cada procedimento
financiado no Bloco Média e Alta Complexidade Com isso, permitem redistribuir gastos com recursos próprios na
subfunção Atenção Ambulatorial e Hospitalar pela aplicação dos fatores de correção para Atenção Ambulatorial e
Hospitalar definidos para estados e municípios para os vários anos do estudo.

Em função das transferências federais para a Atenção Básica (AB) obedecerem a um critério de per capita populacional,
não existem valores individuais para os procedimentos ligados a esse tipo de financiamento na Tabela SUS. Para
atribuir valor a eles, criaram-se proxies (substitutos) de custo tomando por base a atualização das informações contidas
no relatório de pesquisa Custo e Avaliação de Impacto da Implantação da Parte Fixa do Piso de Atenção Básica – PAB
(COSTA; CHORNY, 2002). Esse estudo continha dados sobre os tempos de trabalho e profissional executante para cada
procedimento de Atenção Básica em 2002, além de custos dos medicamentos e dos materiais usados.

Inicialmente, realizou-se compatibilização entre os procedimentos de AB existentes na Tabela SUS 2002 e na Tabela
SUS 2010, admitindo a seleção de proxies para os procedimentos não existentes. Para atualizar a remuneração por
grupo profissional de Atenção Básica, utilizou-se a nota técnica n.º 16 “Estimativas de custos dos recursos humanos
em atenção básica: Equipes de Saúde da Família (ESF) e Equipes de Saúde Bucal (ESB)” (VIEIRA; SERVO, 2013),
publicada pelo IPEA e também o Boletim de Indicadores PROAHSA, n.º 71, da Fundação Getúlio Vargas (FUNDAÇÃO
GETÚLIO VARGAS, 2013).

Para fins da elaboração da Conta do SUS, os custos identificados para cada procedimento de Atenção Básica
permitem redistribuir gastos com recursos próprios na subfunção Atenção Básica pela aplicação dos fatores de correção
para Atenção Básica definidos para União, estados e municípios.

Os dados sobre procedimentos de Vigilância em Saúde constantes do SIA/SUS não são utilizados, sendo substituídos
pelas informações consolidadas sobre transferências federais ligadas a esse bloco de financiamento pela União. São
ajustadas e rateadas pelas esferas administrativas, após análises das informações sobre as subfunções Vigilância
Epidemiológica e Sanitária no SIOPS de estados e municípios.

Os procedimentos FAEC são considerados como integralmente financiados pela União, ou seja, não há contribuição
estadual e municipal para seu financiamento.

Os procedimentos de Assistência Farmacêutica do SIA/SUS também não são utilizados. Para medicamentos, os
gastos do governo federal são obtidos com base nas ações orçamentárias relacionadas a medicamentos do SIGA
Brasil/SIAFI, inclusive as despesas com o Programa Farmácia Popular. Os valores para gastos com medicamentos e
outros produtos médicos não duráveis de estados e municípios são adquiridas do SIOPS, mediante a soma das rubricas
Medicamentos, Material de distribuição gratuita (3.3.3.90.30.09.00), Medicamentos (3.3.3.90.32.03.01) e Outros
materiais de distribuição gratuita (3.3.3.90.32.03.01), colhidas no relatório de gasto por grupo e natureza de despesa.

A base para estimar gastos com medicamentos é a mesma usada na Conta-Satélite de Saúde, composta pelo
somatório das duas rubricas para medicamentos no relatório de elementos de despesa, subtraindo-se as transferências
registradas para financiamento de medicamentos no SIOPS ou no Bloco de Assistência Farmacêutica do FNS (SAGE
Transferências da União – Fundo a Fundo). Assim, medicamentos correspondem ao mesmo conceito de consumo final
de medicamentos da Conta-Satélite. Diferentemente da Conta-Satélite de Saúde, os gastos com medicamentos incluem
como despesas federais os repasses feitos para o Programa Farmácia Popular do Brasil.

Construção do Banco de Dados da Conta do SUS


Como regra geral, sempre que houver informações sobre produção e utilização de bens e serviços, deve-se usá-las
em lugar de informações orçamentárias, a fim de iniciar a estruturação de contas no formato SHA. Essas informações
correspondem ao maior detalhamento possível sobre bens ou serviço de saúdes ofertados. Dados oriundos de bases
orçamentárias/financeiras, em geral, têm menos detalhamento e por vezes dificultam obter despesas desagregadas por
função de cuidado de saúde ou por prestador.

71
MINISTÉRIO DA SAÚDE/FUNDAÇÃO OSWALDO CRUZ – CONTAS DO SUS NA PERSPECTIVA DA CONTABILIDADE INTERNACIONAL – BRASIL, 2010-2014

Por estarem inter-relacionados com as informações do Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES),
o SIH/SUS e o SIA/SUS fornecem, em duas bases de dados bastante alinhadas, dados que contemplam as quatro
dimensões do SHA:

• o agente de financiamento, fornecido pela variável ‘Esfera Administrativa’;


• a função de cuidado de saúde, obtida mediante o uso de tradutores ‘Procedimentos’ do SIGTAP/SUS – Função SHA
(ICHA-HC);27
• o prestador de serviços, obtido a partir da informação sobre o ‘tipo de estabelecimento’ existente no CNES e uso
dos tradutores CNES-SHA prestador (Quadro 6).
• o beneficiário, pois há dados de idade, sexo e diagnóstico para todas as internações e, no ano de 2014, para quase
40% dos procedimentos ambulatoriais.

Para compor as ‘fundações’ de um banco de dados integrado das contas do SUS utilizaram-se e editaram-se os
microdados desses dois sistemas a partir do site do Departamento de Informática do SUS (DATASUS), acessado em
<http://datasus.saude.gov.br>. Com isso, deixa-se organizada a informação que se tem sobre os mais de 4.500
procedimentos realizados no SUS.

Os microdados do Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES), obtidos no mesmo site, foram usados
para fornecer o tipo de prestador das Tabelas de Despesa por Prestador e, ainda, para estimar gastos com gestão
estadual e municipal.

Os microdados do SIA/SUS, SIH/SUS e CNES foram editados, agregando-se posteriormente ao banco os tradutores
de procedimentos SIGTAP-SHA Função de Cuidados de Saúde e CNES-SHA prestador, para se gerar informações
segundo as classificações do SHA. Em seguida, foram introduzidos no banco os dados de valor de procedimentos
para Atenção Básica.

A partir daí foram aplicados sintaxes e os fatores de correção para Atenção Básica e Média e Alta Complexidade a
fim de quantificar e valorar a produção federal, estadual e municipal, o que permitiu dimensionar os recursos próprios
aplicados a cada procedimento do banco.

A esse banco foram, por fim, acrescentados os dados complementares advindos dos demais bancos federais
(SIAFI/SIGA e FNS) de despesas executadas de forma centralizada ou de transferências sem rebatimento nas ações
registradas no SIA/SUS e SIH/SUS, já com os respectivos tradutores de função e prestador.

O banco final foi construído em formato .SAV, compondo desse modo uma base de dados única. As análises foram
realizadas com o SPSS Statistics, pacote de software usado para análises estatísticas lidas e não agrupadas. Arquivos
suplementares serão oportunamente disponibilizados on-line e conterão algoritmos de montagem do banco, assim
como códigos de programação das várias etapas envolvidas.

Classificações Utilizadas neste Estudo


As classificações que integram o SHA buscam descrever, de forma padronizada e comparável entre países e no tem-
po, os gastos em saúde segundo as dimensões fundamentais de análise estabelecidas no arcabouço conceitual – Regi-
mes e agentes de financiamento, funções de atenção à saúde e prestadores e fornecedores de bens e serviços de saúde.

As classificações contidas no Manual SHA 2011 precisam atender a uma gama distinta de realidades de sistemas
de saúde. Isso traz embutida a possibilidade de que as categorias universalmente utilizadas possam não ser as mais
adequadas a determinado país. Para que as contas tenham utilidade como base de evidência para a formulação e o
acompanhamento das políticas setoriais nos países onde são produzidas, as equipes nacionais de Contas de Saúde
devem considerar esses contextos e modificar classificações e códigos de forma coerente com eventuais mudanças.

27
Os tradutores adotados são fornecidos no Anexo B desta publicação.

72
Notas metodológicas

Além disso, as classificações não são estáticas – podem ser revistas no intuito de acompanhar o contexto da saúde e
os fluxos de financiamento ao longo do tempo.

As classificações utilizadas neste livro compõem um esboço preliminar de estrutura e nomenclatura para a
implantação do SHA no Brasil. Nessas traduções, procuramos contemplar simultaneamente as peculiaridades do
sistema de saúde brasileiro, a necessidade de preservar a compatibilidade internacional e as prioridades dos gestores
para uso das informações da Conta de Saúde.

Limitações
Pesquisas baseadas no uso secundário de bases de dados sabidamente têm limitações. As deste estudo dizem
respeito a possíveis imperfeições das fontes de dados, bem como limitações da validade externa de parâmetros definidos
para dimensionar os procedimentos e nos próprios pressupostos das modelagens de gastos, que parametrizaram a
distribuição de valores por função de cuidado de saúde e prestador.

73
MINISTÉRIO DA SAÚDE/FUNDAÇÃO OSWALDO CRUZ – CONTAS DO SUS NA PERSPECTIVA DA CONTABILIDADE INTERNACIONAL – BRASIL, 2010-2014
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MINISTÉRIO DA SAÚDE/FUNDAÇÃO OSWALDO CRUZ – CONTAS DO SUS NA PERSPECTIVA DA CONTABILIDADE INTERNACIONAL – BRASIL, 2010-2014
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MINISTÉRIO DA SAÚDE/FUNDAÇÃO OSWALDO CRUZ – CONTAS DO SUS NA PERSPECTIVA DA CONTABILIDADE INTERNACIONAL – BRASIL, 2010-2014

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eletrônicos... Disponível em: <http://abresbrasil.org.br/trabalhos/apuracao-dos-gastos-proprios-municipais-em-
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MINISTÉRIO DA SAÚDE/FUNDAÇÃO OSWALDO CRUZ – CONTAS DO SUS NA PERSPECTIVA DA CONTABILIDADE INTERNACIONAL – BRASIL, 2010-2014
Anexos

ANEXO A
Tabelas Detalhadas da Conta do SUS

Tabela 1 – Despesas correntes federais com o SUS por função SHA


(em milhões de reais correntes). Brasil, 2010-2014

Ano
Função SHA
2010 2011 2012 2013 2014
HC.1 - Atenção curativa 29.211 31.921 39.180 41.519 46.684
HC.1.1 - Atenção curativa em regime de internação 11.759 12.654 13.565 14.767 15.705
HC.1.2 - Atenção curativa em regime de hospital-dia 35 41 44 49 53
HC.1.3.1 - Atenção curativa ambulatorial básica 6.597 6.864 8.411 8.489 10.756
HC.1.3.2 - Atenção ambulatorial em saúde bucal 982 1.077 1.337 1.213 1.313
HC.1.3.3 - Atenção ambulatorial especializada 8.883 9.755 13.277 12.594 13.540
HC.1.3.9 - Atenção ambulatorial curativa N.E. 131 642 239 52 22
HC.1.4 - Atenção curativa domiciliar 282 229 309 316 383
HC.1.9 - Outras atividades curativas N.E. 542 659 1.999 4.038 4.913
HC.2 - Atendimentos de reabilitação 1.091 1.218 1.263 1.277 1.296
HC.2.1 - Atendimentos de reabilitação em regime de internação 339 405 426 440 443
HC.2.3 - Atendimentos de reabilitação ambulatorial 649 689 705 702 716
HC.2.4 - Atendimentos de reabilitação domiciliar 0 - - - -
HC.2.9 - Outras atividades de reabilitação 103 124 131 135 136
HC.3 - Cuidados de longo prazo 1.223 1.230 1.422 1.574 2.196
HC.3.1 - Cuidados de longo prazo em regime de internação 713 703 677 649 600
HC.3.2 - Cuidados de longo prazo em regime de hospital-dia 349 372 349 0 0
HC.3.3 - Cuidados de longo prazo ambulatorial 24 25 24 27 28
HC.3.4 - Cuidados de longo prazo domiciliar 119 110 122 134 124
HC.3.9 - Outros cuidados de longo prazo 17 20 250 765 1.444
HC.4 - Atividades complementares ao diagnóstico e tratamento 5.365 5.793 6.151 6.613 7.327
HC.4.1 - Exames laboratoriais clínicos e anatomopatológicos 2.557 2.746 2.927 3.052 3.368
HC.4.2 - Exames de imagem 1.699 1.768 1.888 2.013 2.179
HC.4.3 - Transporte de pacientes, inclusive subsídios 433 547 712 955 1.102
HC.4.9 - Outras atividades complementares ao diagnóstico e tratamento 675 732 623 593 678
HC. 5 - Medicamentos e outros produtos médicos 5.917 6.914 8.054 9.569 10.350
HC.5.1.1 - Medicamentos 5.485 6.394 7.502 9.009 9.559
HC.5.1.2 - Outros produtos médicos não duráveis 2 58 52 3 171
HC.5.2 - Produtos médicos duráveis 430 463 500 557 619
HC.6 - Prevenção, promoção e vigilância em saúde 6.753 7.296 9.668 10.467 10.653
HC.6.1 - Informação, educação e programas de orientação em saúde 908 774 905 904 933
HC.6.2 - Programas de imunização 1.260 1.485 2.584 2.506 2.493
HC.6.3 - Programas para detecção precoce de doenças 197 203 221 225 222
HC.6.4 - Programas de monitoramento de populações saudáveis 1.055 1.218 1.181 1.345 1.623
HC.6.5 - Vigilância epidemiológica e programas de controle de riscos e agravos 3.269 3.588 4.747 5.469 5.365
HC.6.6 - Programas de recuperação de desastres e respostas emergenciais 65 27 30 19 16
HC.7 - Gestão e governança do sistema de saúde 4.097 4.561 3.927 4.026 4.387
HC.7.1 - Administração financeira e governança do sistema de saúde 4.097 4.561 3.927 4.026 4.387
HC.9 - Demais atividades de saúde e não classificadas 5.013 9.035 8.868 6.577 7.221
HC.9.1 - Demais atividades de saúde 149 99 126 135 150
HC.9.9 - Não classificadas 4.625 8.686 8.451 5.588 5.889
HC.9.2 - Formação de R.H. 240 250 291 854 1.182
DESPESA CORRENTE 58.670 67.969 78.533 81.622 90.114
FORMAÇÃO BRUTA DE CAPITAL FIXO 3.100 4.134 1.313 1.105 1.494
HC.9.3 - PESQUISA E DESENVOLVIMENTO 195 229 217 327 291
DESPESA TOTAL EM SAÚDE (recursos próprios) 61.965 72.332 80.063 83.053 91.899

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MINISTÉRIO DA SAÚDE/FUNDAÇÃO OSWALDO CRUZ – CONTAS DO SUS NA PERSPECTIVA DA CONTABILIDADE INTERNACIONAL – BRASIL, 2010-2014

Tabela 2 – Despesas correntes estaduais com o SUS por função SHA


(em milhões de reais correntes). Brasil, 2010-2014

Ano
Função SHA
2010 2011 2012 2013 2014
HC.1 - Atenção curativa 17.403 20.072 24.726 29.922 33.272
HC.1.1 - Atenção curativa em regime de internação 11.997 13.559 16.980 20.784 22.930
HC.1.2 - Atenção curativa em regime de hospital-dia 48 71 91 122 142
HC.1.3.1 - Atenção curativa ambulatorial básica 1.179 1.319 1.368 1.509 1.556
HC.1.3.2 - Atenção ambulatorial em saúde bucal 156 123 203 185 316
HC.1.3.3 - Atenção ambulatorial especializada 3.973 4.961 6.027 7.289 8.283
HC.1.4 - Atenção curativa domiciliar 50 40 56 33 44
HC.1.9 - Outras atividades curativas N.E. - - - 0 0
HC.2 - Atendimentos de reabilitação 132 134 150 187 196
HC.2.1 - Atendimentos de reabilitação em regime de internação 3 2 3 5 6
HC.2.3 - Atendimentos de reabilitação ambulatorial 129 132 146 181 190
HC.2.9 - Outras atividades de reabilitação 0 0 0 0 0
HC.3 - Cuidados de longo prazo 685 718 1.119 842 824
HC.3.1 - Cuidados de longo prazo em regime de internação 596 620 731 800 788
HC.3.2 - Cuidados de longo prazo em regime de hospital-dia 71 75 72 0 0
HC.3.3 - Cuidados de longo prazo ambulatorial 6 8 299 19 12
HC.3.4 - Cuidados de longo prazo domiciliar 12 15 17 23 24
HC.4 - Atividades complementares ao diagnóstico e tratamento 6.230 6.558 7.735 9.491 10.666
HC.4.1 - Exames laboratoriais clínicos e anatomopatológicos 3.458 3.530 4.145 4.927 5.403
HC.4.2 - Exames de imagem 1.826 1.950 2.315 3.061 3.633
HC.4.3 - Transporte de pacientes, inclusive subsídios 286 339 424 495 519
HC.4.9 - Outras atividades complementares ao diagnóstico e tratamento 660 739 851 1.008 1.111
HC.5 - Medicamentos e outros produtos médicos 1.113 1.559 1.060 1.290 2.135
HC.5.1.1 - Medicamentos 523 849 308 509 1.267
HC.5.1.2 - Outros produtos médicos não duráveis 256 358 337 239 295
HC.5.2 - Produtos médicos duráveis 335 351 415 542 573
HC.6 - Prevenção, promoção e vigilância em saúde 1.491 1.790 1.824 2.945 2.185
HC.6.1 - Informação, educação e programas de orientação em saúde 144 131 204 129 110
HC.6.2 - Programas de imunização 1.083 1.257 1.267 2.377 1.496
HC.6.3 - Programas para detecção precoce de doenças 106 146 132 148 135
HC.6.4 - Programas de monitoramento de populações saudáveis 54 101 128 167 200
HC.6.5 - Vigilância epidemiológica e programas de controle de riscos e agravos 105 156 92 124 243
HC.7 - Gestão e governança do sistema de saúde 2.383 3.125 2.338 1.486 1.395
HC.7.1 - Administração e governança do sistema de saúde 2.383 3.125 2.338 1.486 1.395
HC.9 - Demais atividades de saúde e não classificadas 5.884 6.492 4.292 4.511 4.591
HC.9.1 - Demais atividades de saúde 223 266 403 514 551
HC.9.9 - Não classificadas 5.397 5.904 3.522 3.767 3.791
HC.9.2 - Formação de R.H. 263 322 367 230 249
DESPESA CORRENTE 35.323 40.448 43.243 50.673 55.264
FORMAÇÃO BRUTA DE CAPITAL FIXO 1.916 1.024 1.560 1.456 2.033
HC.9.3 - PESQUISA E DESENVOLVIMENTO 25 15 17 25 36
DESPESA TOTAL EM SAÚDE (recursos próprios) 37.264 41.487 44.819 52.154 57.333

82
Anexos

Tabela 3 – Despesas correntes municipais com o SUS por função SHA


(em milhões de reais correntes). Brasil, 2010- 2014

Ano
Função SHA
2010 2011 2012 2013 2014
HC.1 - Atenção curativa 20.595 23.171 26.847 31.108 35.383
HC.1.1 - Atenção curativa em regime de internação 3.030 3.584 4.567 5.550 6.548
HC.1.2 - Atenção curativa em regime de hospital-dia 6 5 6 6 6
HC.1.3.1 - Atenção curativa ambulatorial básica 11.793 13.222 14.746 16.495 17.772
HC.1.3.2 - Atenção ambulatorial em saúde bucal 1.682 1.955 2.199 2.257 2.377
HC.1.3.3 - Atenção ambulatorial especializada 3.561 3.954 4.790 6.167 7.889
HC.1.4 - Atenção curativa domiciliar 523 450 538 632 790
HC.1.9 - Outras atividades curativas N.E. - - 0 0 0
HC.2 - Atendimentos de reabilitação 240 270 299 339 387
HC.2.1 - Atendimentos de reabilitação em regime de internação 0 1 1 1 1
HC.2.3 - Atendimentos de reabilitação ambulatorial 239 269 297 337 385
HC.2.4 - Atendimentos de reabilitação domiciliar 0 - - - -
HC.2.9 - Outras atividades de reabilitação 1 1 1 1 2
HC.3 - Cuidados de longo prazo 970 1.130 1.202 432 429
HC.3.1 - Cuidados de longo prazo em regime de internação 48 62 72 86 91
HC.3.2 - Cuidados de longo prazo em regime de hospital-dia 673 824 878 0 0
HC.3.3 - Cuidados de longo prazo ambulatorial 39 43 48 103 106
HC.3.4 - Cuidados de longo prazo domiciliar 209 202 204 243 233
HC.4 - Atividades complementares ao diagnóstico e tratamento 3.265 3.869 4.696 5.759 7.102
HC.4.1 - Exames laboratoriais clínicos e anatomopatológicos 1.926 2.407 2.975 3.595 4.315
HC.4.2 - Exames de imagem 1.104 1.168 1.405 1.769 2.273
HC.4.3 - Transporte de pacientes, inclusive subsídios 127 163 188 260 348
HC.4.9 - Outras atividades complementares ao diagnóstico e tratamento 108 131 128 135 165
HC.5 - Medicamentos e outros produtos médicos 730 1.349 1.861 1.627 2.118
HC.5.1.1 - Medicamentos 327 813 1.169 754 1.002
HC.5.1.2 - Outros produtos médicos não duráveis 320 402 500 580 696
HC.5.2 - Produtos médicos duráveis 83 133 192 293 421
HC.6 - Prevenção, promoção e vigilância em saúde 6.232 7.449 8.048 9.530 11.337
HC.6.1 - Informação, educação e programas de orientação em saúde 920 1.480 1.261 1.617 1.703
HC.6.2 - Programas de imunização 404 330 333 533 435
HC.6.3 - Programas para detecção precoce de doenças 258 227 264 387 464
HC.6.4 - Programas de monitoramento de populações saudáveis 1.275 1.721 2.003 2.729 3.305
HC.6.5 - Vigilância epidemiológica e programas de controle de riscos e agravos 3.375 3.692 4.188 4.265 5.429
HC.6.6 - Programas de recuperação de desastres e respostas emergenciais - - - 0 0
HC.7 - Gestão e governança do sistema de saúde 1.963 3.038 3.384 3.991 4.604
HC.7.1 - Administração e governança do sistema de saúde 1.963 3.038 3.384 3.991 4.604
HC.9 - Demais atividades de saúde e não classificadas 5.207 5.584 3.658 4.842 5.419
HC.9.1 - Demais atividades de saúde 119 164 158 225 342
HC.9.9 - Não classificadas 4.987 5.303 3.368 4.541 4.985
HC.9.2 - Formação de R.H. 101 117 132 76 92
DESPESA CORRENTE 39.204 45.860 49.995 57.628 66.780
FORMAÇÃO BRUTA DE CAPITAL FIXO 87 146 2.046 2.315 604
DESPESA TOTAL EM SAÚDE (recursos próprios) 39.291 46.006 52.040 59.943 67.383

83
MINISTÉRIO DA SAÚDE/FUNDAÇÃO OSWALDO CRUZ – CONTAS DO SUS NA PERSPECTIVA DA CONTABILIDADE INTERNACIONAL – BRASIL, 2010-2014

Tabela 4 – Despesas correntes das três esferas de governo com o SUS por
função SHA (em milhões de reais correntes). Brasil, 2010-2014
Ano
Função SHA
2010 2011 2012 2013 2014
HC.1 - Atenção curativa 67.210 75.164 90.753 102.548 115.339
HC.1.1 - Atenção curativa em regime de internação 26.786 29.796 35.112 41.100 45.183
HC.1.2 - Atenção curativa em regime de hospital-dia 89 117 141 177 201
HC.1.3.1 - Atenção curativa ambulatorial básica 19.569 21.405 24.525 26.493 30.084
HC.1.3.2 - Atenção ambulatorial em saúde bucal 2.820 3.155 3.740 3.656 4.006
HC.1.3.3 - Atenção ambulatorial especializada 16.417 18.671 24.094 26.049 29.713
HC.1.3.9 - Atenção ambulatorial curativa N.E. 131 642 239 52 22
HC.1.4 - Atenção curativa domiciliar 854 718 903 982 1.217
HC.1.9 - Outras atividades curativas N.E. 542 659 1.999 4.038 4.914
HC.2 - Atendimentos de reabilitação 1.464 1.623 1.711 1.802 1.879
HC.2.1 - Atendimentos de reabilitação em regime de internação 342 408 431 446 450
HC.2.3 - Atendimentos de reabilitação ambulatorial 1.018 1.089 1.148 1.220 1.291
HC.2.4 - Atendimentos de reabilitação domiciliar 0 - - - -
HC.2.9 - Outras atividades de reabilitação 104 126 132 136 138
HC. 3 - Cuidados de longo prazo 2.878 3.078 3.742 2.849 3.450
HC.3.1 - Cuidados de longo prazo em regime de internação 1.357 1.385 1.481 1.535 1.479
HC.3.2 - Cuidados de longo prazo em regime de hospital-dia 1.093 1.271 1.299 0 0
HC.3.3 - Cuidados de longo prazo ambulatorial 70 76 371 148 147
HC.3.4 - Cuidados de longo prazo domiciliar 341 326 342 399 381
HC.3.9 - Outros cuidados de longo prazo 17 20 250 765 1.444
HC. 4 - Atividades complementares ao diagnóstico e tratamento 14.861 16.219 18.581 21.863 25.095
HC.4.1 - Exames laboratoriais clínicos e anatomopatológicos 7.942 8.683 10.047 11.575 13.086
HC.4.2 - Exames de imagem 4.629 4.885 5.608 6.843 8.085
HC.4.3 - Transporte de pacientes, inclusive subsídios 846 1.048 1.324 1.710 1.970
HC.4.9 - Outras atividades complementares ao diagnóstico e tratamento 1.444 1.602 1.603 1.736 1.954
HC. 5 - Medicamentos e outros produtos médicos 7.760 9.822 10.974 12.486 14.603
HC.5.1.1 - Medicamentos 6.334 8.056 8.978 10.272 11.827
HC.5.1.2 - Outros produtos médicos não duráveis 578 819 889 822 1.163
HC.5.2 - Produtos médicos duráveis 848 947 1.107 1.392 1.613
HC. 6 - Prevenção, promoção e vigilância em saúde 14.477 16.535 19.541 22.942 24.175
HC.6.1 - Informação, educação e programas de orientação em saúde 1.972 2.385 2.370 2.650 2.747
HC.6.2 - Programas de imunização 2.747 3.072 4.184 5.416 4.425
HC.6.3 - Programas para detecção precoce de doenças 561 575 617 759 821
HC.6.4 - Programas de monitoramento de populações saudáveis 2.384 3.040 3.312 4.241 5.129
HC.6.5 - Vigilância epidemiológica e programas de controle de riscos e agravos 6.749 7.436 9.028 9.858 11.037
HC.6.6 - Programas de recuperação de desastres e respostas emergenciais 65 27 30 19 17
HC.7 - Gestão e governança do sistema de saúde 8.444 10.725 9.650 9.503 10.385
HC.7.1 - Administração e governança do sistema de saúde 8.444 10.725 9.650 9.503 10.385
HC.9 - Demais atividades de saúde e não classificadas 16.104 21.111 16.819 15.930 17.231
HC.9.1 - Demais atividades de saúde 490 529 687 874 1.043
HC.9.9 - Não classificadas 15.009 19.893 15.342 13.896 14.665
HC.9.2 - Formação de R.H. 604 690 789 1.160 1.524
DESPESA CORRENTE 133.197 154.277 171.771 189.922 212.158
FORMAÇÃO BRUTA DE CAPITAL FIXO 5.103 5.304 4.918 4.876 4.130
HC.9.3 - PESQUISA E DESENVOLVIMENTO 219 244 234 351 327
DESPESA TOTAL EM SAÚDE (recursos próprios) 138.520 159.825 176.923 195.150 216.615

84
Anexos

Tabela 5 – Despesas correntes federais com o SUS por prestador


(em milhões de reais correntes). Brasil, 2010-2014

Ano
2010 2011 2012 2013 2014
01 - Hospitais 21.607 23.190 25.113 27.338 28.966
02 - Estabelecimentos ambulatoriais de Atenção básica 10.273 11.106 14.718 15.391 18.346
03 - Estabelecimentos ambulatoriais de atendimentos a urgências 1.069 1.249 2.559 4.461 5.322
04 - Estabelecimentos ambulatoriais de atenção especializada 5.747 6.610 5.387 5.440 5.966
05 - Todos os demais estabelecimentos de atendimento ambulatorial 603 654 650 259 301
06 - Laboratórios clínicos e centros diagnósticos 1.896 2.094 2.180 2.263 2.398
07 - Farmácias 5.498 6.408 7.509 9.014 9.565
08 - Órgãos de administração governamental 3.550 4.119 4.253 4.267 4.499
09 - Todos os demais classificados 2.107 2.233 2.672 3.247 3.119
Não classificados 6.320 10.307 13.493 9.941 11.631
DESPESA CORRENTE 58.670 67.969 78.533 81.622 90.114
PESQUISA E DESENVOLVIMENTO 195 229 217 327 291
FORMAÇÃO BRUTA DE CAPITAL FIXO 3.100 4.134 1.313 1.105 1.494
DESPESA TOTAL EM SAÚDE (recursos próprios) 61.965 72.332 80.063 83.053 91.899

Tabela 6 – Despesas correntes estaduais com o SUS por prestador


(em milhões de reais correntes). Brasil, 2010-2014
Ano
2010 2011 2012 2013 2014
01 - Hospitais 20.023 22.322 26.823 32.392 36.100
02 - Estabelecimentos ambulatoriais de Atenção básica 1.613 1.934 1.999 3.256 2.499
03 - Estabelecimentos ambulatoriais de atendimentos a urgências 933 1.341 1.947 2.630 2.844
04 - Estabelecimentos ambulatoriais de atenção especializada 1.523 1.643 2.333 2.184 2.421
05 - Todos os demais estabelecimentos de atendimento ambulatorial 133 290 343 340 400
06 - Laboratórios clínicos e centros diagnósticos 1.765 1.694 2.059 2.557 2.712
07 - Farmácias 792 1.222 655 759 1.576
08 - Órgãos de administração governamental 2.710 3.584 3.045 2.366 2.356
09 - Todos os demais classificados 125 149 -2 137 264
Não classificados 5.708 6.269 4.041 4.052 4.092
DESPESA CORRENTE 35.323 40.448 43.243 50.673 55.264
PESQUISA E DESENVOLVIMENTO 25 15 17 25 36
FORMAÇÃO BRUTA DE CAPITAL FIXO 1.916 1.024 1.560 1.456 2.033
DESPESA TOTAL EM SAÚDE (recursos próprios) 37.264 41.487 44.819 52.154 57.333

85
MINISTÉRIO DA SAÚDE/FUNDAÇÃO OSWALDO CRUZ – CONTAS DO SUS NA PERSPECTIVA DA CONTABILIDADE INTERNACIONAL – BRASIL, 2010-2014

Tabela 7 – Despesas correntes municipais com o SUS por prestador


em milhões de reais correntes). Brasil, 2010-2014

Ano
2010 2011 2012 2013 2014
01 - Hospitais 7.064 7.826 9.113 11.146 13.079
02 - Estabelecimentos ambulatoriais de Atenção básica 17.963 20.714 23.618 26.464 29.291
03 - Estabelecimentos ambulatoriais de atendimentos a urgências 1.923 2.475 3.182 4.098 4.994
04 - Estabelecimentos ambulatoriais de atenção especializada 2.507 2.784 3.331 3.889 4.830
05 - Todos os demais estabelecimentos de atendimento ambulatorial 974 1.106 1.225 320 351
06 - Laboratórios clínicos e centros diagnósticos 726 1.038 1.238 1.542 1.922
07 - Farmácias 1 6 7 8 11
08 - Órgãos de administração governamental 2.105 3.375 3.791 4.499 5.223
09 - Todos os demais classificados 845 794 933 738 1.729
Não classificados 5.095 5.743 3.556 4.924 5.350
DESPESA CORRENTE 39.204 45.860 49.995 57.628 66.780
FORMAÇÃO BRUTA DE CAPITAL FIXO 87 146 2.046 2.315 604
DESPESA TOTAL EM SAÚDE (recursos próprios) 39.291 46.006 52.040 59.943 67.383

Tabela 8 – Despesas correntes das três esferas de governo com o SUS


por prestador (em milhões de reais correntes). Brasil, 2010-2014

Ano
2010 2011 2012 2013 2014
01 - Hospitais 48.693 53.338 61.048 70.877 78.146
02 - Estabelecimentos ambulatoriais de Atenção básica 29.849 33.753 40.335 45.110 50.136
03 - Estabelecimentos ambulatoriais de atendimentos a urgências 3.925 5.065 7.689 11.188 13.160
04 - Estabelecimentos ambulatoriais de atenção especializada 9.776 11.036 11.050 11.514 13.218
05 - Todos os demais estabelecimentos de atendimento ambulatorial 1.710 2.050 2.218 919 1.052
06 - Laboratórios clínicos e centros diagnósticos 4.387 4.826 5.478 6.362 7.032
07 - Farmácias 6.291 7.637 8.172 9.781 11.151
08 - Órgãos de administração governamental 8.365 11.078 11.089 11.132 12.079
09 - Todos os demais classificados 3.077 3.175 3.708 4.122 5.112
Não classificados 17.123 22.318 20.985 18.917 21.073
DESPESA CORRENTE 133.197 154.277 171.771 189.922 212.158
PESQUISA E DESENVOLVIMENTO 219 244 234 351 327
FORMAÇÃO BRUTA DE CAPITAL FIXO 5.103 5.304 4.918 4.876 4.130
DESPESA TOTAL EM SAÚDE (recursos próprios) 138.520 159.825 176.923 195.150 216.615

86
Anexos

Tabela 9 – Despesas correntes federais com o SUS por função SHA e


prestador (em milhões de reais correntes). Brasil, 2010

PRESTADOR

Todos os demais estabelecimentos


Estabelecimentos ambulatoriais

Estabelecimentos ambulatoriais

Estabelecimentos ambulatoriais

Todos os demais classificados


de atendimento ambulatorial
de atendimentos a urgências

de atenção especializada

Órgãos de administração
Laboratórios clínicos e
centros diagnósticos

DESPESA CORRENTE
de atenção básica

Não classificado
governamental
Farmácias
Hospitais
FUNÇÃO

HC.1 - Atenção curativa 17.636 5.933 933 4.282 179 203 1 3 8 33 29.211
HC.1.1 - Atenção curativa em regime de internação 11.554 3 143 52 7 0 - - - - 11.759
HC.1.2 - Atenção curativa em regime de hospital-dia 28 - - 0 7 - - - - - 35
HC.1.3.1 - Atenção curativa ambulatorial básica 1.019 4.637 513 376 34 9 1 2 6 1 6.597
HC.1.3.2 - Atenção ambulatorial em saúde bucal 23 730 7 192 27 2 - 0 - 0 982
HC.1.3.3 - Atenção ambulatorial especializada 4.453 309 270 3.558 101 192 1 1 0 0 8.883
HC.1.3.9 - Atenção ambulatorial curativa N.E. - - - 99 - - - - - 32 131
HC.1.4 - Atenção curativa domiciliar 17 254 0 4 4 0 0 0 2 0 282
HC.1.9 - Outras atividades curativas 542 - - - - - - - - - 542
HC.2 - Atendimentos de reabilitação 651 24 3 363 10 40 - - - 1 1.091
HC.2.1 - Atendimentos de reabilitação em regime de internação 339 - - - - - - - - - 339
HC. 2.3 - Atendimentos de reabilitação ambulatorial 211 24 3 362 10 40 - - - 0 649
HC. 2.4 - Atendimentos de reabilitação domiciliar 0 - - - - - - - - - 0
HC. 2.9 - Outras atividades de reabilitação 101 0 0 1 0 0 - - - 1 103
HC. 3 - Cuidados de longo prazo 713 105 1 44 334 8 0 1 17 0 1.223
HC.3.1 - Cuidados de longo prazo em regime de internação 703 - 0 9 - - - - - - 713
HC.3.2 - Cuidados de longo prazo em regime de hospital-dia 2 4 - 18 326 - - - - 0 349
HC.3.3 - Cuidados de longo prazo ambulatorial 4 3 0 10 7 0 - - - 0 24
HC.3.4 - Cuidados de longo prazo domiciliar 4 98 0 4 1 8 0 1 3 0 119
HC.3.9 - Outros cuidados de longo prazo - - - 3 - - - - 14 - 17
HC.4 - Atividades complementares ao diagnóstico e tratamento 2.284 286 124 698 39 1.547 0 42 346 0 5.365
HC.4.1 - Exames laboratoriais clínicos e anatomopatológicos 942 198 44 270 14 1.089 0 0 0 0 2.557
HC.4.2 - Exames de imagem 1.043 67 78 270 14 227 - 0 0 0 1.699
HC.4.3 - Transporte de pacientes, inclusive subsídios 18 14 1 9 0 3 0 42 346 - 433
HC.4.9 - Outras atividades complementares ao diagnóstico e tratamento 281 7 1 147 10 229 - 0 - 0 675
HC.5 - Medicamentos e outros produtos médicos 168 2 1 222 6 22 5.487 7 - 2 5.917
HC.5.1.1 - Medicamentos - - - - - - 5.485 - - - 5.485
HC.5.1.2 - Outros produtos médicos não duráveis - - - - - - - - - 2 2
HC.5.2 - Produtos médicos duráveis 168 2 1 222 6 22 2 7 - - 430
HC.6 - Prevenção, promoção e vigilância em saúde 109 3.913 8 123 36 75 1 255 1.665 570 6.753
HC.6.1 - Informação, educação e programas de orientação em saúde 14 395 1 28 13 1 - 6 57 394 908
HC.6.2 - Programas de imunização - 1.215 - - - - - - - 46 1.260
HC.6.3 - Programas para detecção precoce de doenças 46 56 2 34 1 58 - 0 0 0 197
HC.6.4 - Programas de monitoramento de populações saudáveis 40 950 4 33 2 0 - 0 0 25 1.055
HC.6.5 - Vigilância epidemiológica e programas de controle de riscos e agravos 9 1.297 1 28 20 16 - 197 1.609 92 3.269
HC.6.6 - Programas de recuperação de desastres e respostas emergenciais - - - - - - 1 51 - 13 65
HC.7 - Gestão e governança do sistema de saúde 0 0 - 0 - - 9 3.198 0 890 4.097
HC.7.1 - Administração financeira e governança do sistema de saúde 0 0 - 0 - - 9 3.198 0 890 4.097
HC.9 - Demais atividades de saúde e não classificadas 47 10 0 15 0 1 0 45 70 4.824 5.013
HC.9.1 - Demais atividades de saúde 6 10 0 15 0 1 0 45 70 - 149
HC.9.9 - Não classificadas - - - - - - - - - 4.625 4.625
HC.9.2 - Formação de R.H. 40 - - - - - - - - 200 240
DESPESA CORRENTE 21.607 10.273 1.069 5.747 603 1.896 5.498 3.550 2.107 6.320 58.670

87
MINISTÉRIO DA SAÚDE/FUNDAÇÃO OSWALDO CRUZ – CONTAS DO SUS NA PERSPECTIVA DA CONTABILIDADE INTERNACIONAL – BRASIL, 2010-2014

Tabela 10 – Despesas correntes federais com o SUS por função SHA e


prestador (em milhões de reais correntes). Brasil, 2011

PRESTADOR

Todos os demais estabelecimentos


Estabelecimentos ambulatoriais

Estabelecimentos ambulatoriais

Estabelecimentos ambulatoriais

Todos os demais classificados


de atendimento ambulatorial
de atendimentos a urgências

de atenção especializada

Órgãos de administração
Laboratórios clínicos e
centros diagnósticos

DESPESA CORRENTE
de atenção básica

Não classificado
governamental
Farmácias
Hospitais
FUNÇÃO

HC.1 - Atenção curativa 19.042 6.245 1.072 5.091 201 222 3 4 5 36 31.921
HC.1.1 - Atenção curativa em regime de internação 12.436 4 153 54 7 - - - - - 12.654
HC.1.2 - Atenção curativa em regime de hospital-dia 31 - - 0 9 - - - - - 41
HC.1.3.1 - Atenção curativa ambulatorial básica 975 4.895 549 397 31 7 2 3 5 - 6.864
HC.1.3.2 - Atenção ambulatorial em saúde bucal 28 802 9 207 24 8 - 0 0 - 1.077
HC.1.3.3 - Atenção ambulatorial especializada 4.902 329 361 3.825 129 207 1 1 0 0 9.755
HC.1.3.9 - Atenção ambulatorial curativa N.E. - - - 606 - - - - - 36 642
HC.1.4 - Atenção curativa domiciliar 12 213 0 2 1 0 0 0 0 - 229
HC.1.9 - Outras atividades curativas 659 - - - - - - - - - 659
HC.2 - Atendimentos de reabilitação 767 25 4 373 7 40 - 0 - 1 1.218
HC.2.1 - Atendimentos de reabilitação em regime de internação 405 - - - - - - - - - 405
HC.2.3 - Atendimentos de reabilitação ambulatorial 240 25 4 372 7 40 - 0 - - 689
HC.2.9 - Outras atividades de reabilitação 122 0 0 1 0 0 - - - 1 124
HC.3 - Cuidados de longo prazo 708 92 1 38 361 8 0 3 21 - 1.230
HC.3.1 - Cuidados de longo prazo em regime de internação 698 - 0 5 - - - - - - 703
HC.3.2 - Cuidados de longo prazo em regime de hospital-dia 2 3 - 15 351 0 - - - - 372
HC.3.3 - Cuidados de longo prazo ambulatorial 3 3 0 10 8 0 - 0 - - 25
HC.3.4 - Cuidados de longo prazo domiciliar 4 85 0 4 1 8 0 3 4 - 110
HC.3.9 - Outros cuidados de longo prazo - - - 4 - - - - 16 - 20
HC.4 - Atividades complementares ao diagnóstico e tratamento 2.354 279 156 744 51 1.699 0 62 448 0 5.793
HC.4.1 - Exames laboratoriais clínicos e anatomopatológicos 976 203 63 286 16 1.202 0 0 0 - 2.746
HC.4.2 - Exames de imagem 1.073 55 91 289 22 237 - 0 0 - 1.768
HC.4.3 - Transporte de pacientes, inclusive subsídios 12 14 1 8 0 2 - 62 448 - 547
HC.4.9 - Outras atividades complementares ao diagnóstico e tratamento 292 6 2 161 12 259 - 0 - 0 732
HC.5 - Medicamentos e outros produtos médicos 175 6 1 244 8 26 6.396 0 - 58 6.914
HC.5.1.1 - Medicamentos - - - - - - 6.394 - - - 6.394
HC.5.1.2 - Outros produtos médicos não duráveis - - - - - - - - - 58 58
HC.5.2 - Produtos médicos duráveis 175 6 1 244 8 26 2 0 - - 463
HC.6 - Prevenção, promoção e vigilância em saúde 91 4.447 15 109 26 98 0 354 1.758 397 7.296
HC.6.1 - Informação, educação e programas de orientação em saúde 10 496 2 22 12 1 0 31 43 158 774
HC.6.2 - Programas de imunização - 1.430 - - - - - - - 55 1.485
HC.6.3 - Programas para detecção precoce de doenças 45 62 2 33 1 60 - 0 0 - 203
HC.6.4 - Programas de monitoramento de populações saudáveis 26 1.103 11 33 1 0 0 0 0 44 1.218
HC.6.5 - Vigilância epidemiológica e programas de controle de riscos e agravos 10 1.357 1 21 12 37 - 315 1.715 120 3.588
HC.6.6 - Programas de recuperação de desastres e respostas emergenciais - - - - - - - 7 - 20 27
HC.7 - Gestão e governança do sistema de saúde - 0 - 0 - - 9 3.629 0 923 4.561
HC.7.1 - Administração financeira e governança do sistema de saúde - 0 - 0 - - 9 3.629 0 923 4.561
HC.9 - Demais atividades de saúde e não classificadas 53 12 0 12 0 0 - 68 0 8.890 9.035
HC.9.1 - Demais atividades de saúde 7 12 0 12 0 0 - 68 0 - 99
HC.9.9 – Não classificadas - - - - - - - - - 8.686 8.686
HC.9.2 - Formação de R.H. 46 - - - - - - - - 204 250
DESPESA CORRENTE 23.190 11.106 1.249 6.610 654 2.094 6.408 4.119 2.233 10.307 67.969

88
Anexos

Tabela 11 – Despesas correntes federais com o SUS por função SHA


e prestador (em milhões de reais correntes). Brasil, 2012

PRESTADOR

Todos os demais estabelecimentos


Estabelecimentos ambulatoriais

Estabelecimentos ambulatoriais

Estabelecimentos ambulatoriais

Todos os demais classificados


de atendimento ambulatorial
de atendimentos a urgências

de atenção especializada

Órgãos de administração
Laboratórios clínicos e
centros diagnósticos

DESPESA CORRENTE
de atenção básica

Não classificado
governamental
Farmácias
Hospitais
FUNÇÃO

HC.1 - Atenção curativa 20.927 7.745 2.349 3.788 217 234 4 7 6 3.904 39.180
HC.1.1 - Atenção curativa em regime de internação 13.342 4 159 53 7 - - - - - 13.565
HC.1.2 - Atenção curativa em regime de hospital-dia 35 - - 0 9 - - - - - 44
HC.1.3.1 - Atenção curativa ambulatorial básica 939 6.086 682 407 30 10 3 5 6 244 8.411
HC.1.3.2 - Atenção ambulatorial em saúde bucal 25 1.003 10 260 31 7 - 0 - - 1.337
HC.1.3.3 - Atenção ambulatorial especializada 5.594 360 480 2.854 137 217 1 1 0 3.634 13.277
HC.1.3.9 - Atenção ambulatorial curativa N.E. - - - 212 - - - - - 27 239
HC.1.4 - Atenção curativa domiciliar 11 292 0 2 2 0 0 1 0 - 309
HC.1.9 - Outras atividades curativas 980 0 1.018 0 - - - - - - 1.999
HC.2 - Atendimentos de reabilitação 802 24 3 387 6 39 - 0 - 1 1.263
HC.2.1 - Atendimentos de reabilitação em regime de internação 426 - - - - - - - - - 426
HC.2.3 - Atendimentos de reabilitação ambulatorial 247 24 3 386 6 39 - 0 - - 705
HC.2.9 - Outras atividades de reabilitação 129 0 0 1 0 0 - - - 1 131
HC.3 - Cuidados de longo prazo 684 105 1 30 342 9 0 1 19 231 1.422
HC.3.1 - Cuidados de longo prazo em regime de internação 674 - 0 3 0 - - - - - 677
HC.3.2 - Cuidados de longo prazo em regime de hospital-dia 2 3 - 11 333 0 - - - - 349
HC.3.3 - Cuidados de longo prazo ambulatorial 3 3 0 10 8 0 - 0 - - 24
HC.3.4 - Cuidados de longo prazo domiciliar 5 99 1 3 1 8 0 1 4 - 122
HC.3.9 - Outros cuidados de longo prazo - - - 3 - - - - 16 231 250
HC.4 - Atividades complementares ao diagnóstico e tratamento 2.418 289 183 761 53 1.768 0 80 600 - 6.151
HC.4.1 - Exames laboratoriais clínicos e anatomopatológicos 1.023 212 78 291 13 1.307 0 1 0 - 2.927
HC.4.2 - Exames de imagem 1.132 55 103 317 23 258 - 0 0 - 1.888
HC.4.3 - Transporte de pacientes, inclusive subsídios 8 16 1 8 0 1 - 79 599 - 712
HC.4.9 - Outras atividades complementares ao diagnóstico e tratamento 254 6 1 144 16 201 - 0 - - 623
HC.5 - Medicamentos e outros produtos médicos 170 13 2 279 7 26 7.504 0 - 52 8.054
HC.5.1.1 - Medicamentos - - - - - - 7.502 - - - 7.502
HC.5.1.2 - Outros produtos médicos não duráveis - - - - - - - - - 52 52
HC.5.2 - Produtos médicos duráveis 170 13 2 279 7 26 2 0 - 0 500
HC.6 - Prevenção, promoção e vigilância em saúde 93 6.532 21 132 25 105 0 352 2.019 390 9.668
HC.6.1 - Informação, educação e programas de orientação em saúde 11 557 3 32 9 1 0 39 37 216 905
HC.6.2 - Programas de imunização - 2.557 - - - - - - 8 19 2.584
HC.6.3 - Programas para detecção precoce de doenças 45 80 2 34 1 59 - 0 0 - 221
HC.6.4 - Programas de monitoramento de populações saudáveis 29 1.052 14 44 1 0 0 4 0 37 1.181
HC.6.5 - Vigilância epidemiológica e programas de controle de riscos e agravos 7 2.286 1 23 14 44 - 304 1.974 93 4.747
HC.6.6 - Programas de recuperação de desastres e respostas emergenciais - - - - - - 0 4 - 26 30
HC.7 - Gestão e governança do sistema de saúde - 0 - - - - 0 3.719 7 200 3.927
HC.7.1 - Administração financeira e governança do sistema de saúde - 0 - - - - 0 3.719 7 200 3.927
HC.9 - Demais atividades de saúde e não classificadas 19 11 0 10 0 - - 94 20 8.715 8.868
HC.9.1 - Demais atividades de saúde 7 11 0 10 0 - - 94 4 - 126
HC.9.9 - Não classificadas - - - - - - - - - 8.451 8.451
HC.9.2 - Formação de R.H. 12 - - - - - - - 16 263 291
DESPESA CORRENTE 25.113 14.718 2.559 5.387 650 2.180 7.509 4.253 2.672 13.493 78.533

89
MINISTÉRIO DA SAÚDE/FUNDAÇÃO OSWALDO CRUZ – CONTAS DO SUS NA PERSPECTIVA DA CONTABILIDADE INTERNACIONAL – BRASIL, 2010-2014

Tabela 12 – Despesas correntes federais com o SUS por função SHA


e prestador (em milhões de reais correntes). Brasil, 2013

PRESTADOR

Todos os demais estabelecimentos


Estabelecimentos ambulatoriais

Estabelecimentos ambulatoriais

Estabelecimentos ambulatoriais

Todos os demais classificados


de atendimento ambulatorial
de atendimentos a urgências

de atenção especializada

Órgãos de administração
Laboratórios clínicos e
centros diagnósticos

DESPESA CORRENTE
de atenção básica

Não classificado
governamental
Farmácias
Hospitais
FUNÇÃO

HC.1 - Atenção curativa 23.058 7.992 4.222 3.792 160 200 4 9 6 2.074 41.519
HC.1.1 - Atenção curativa em regime de internação 14.527 3 176 54 6 - - - - - 14.767
HC.1.2 - Atenção curativa em regime de hospital-dia 40 - - 0 10 - - - - - 49
HC.1.3.1 - Atenção curativa ambulatorial básica 865 6.453 686 332 20 9 3 7 6 109 8.489
HC.1.3.2 - Atenção ambulatorial em saúde bucal 24 906 10 248 22 4 - 0 0 - 1.213
HC.1.3.3 - Atenção ambulatorial especializada 6.309 325 599 3.121 102 187 1 2 1 1.947 12.594
HC.1.3.9 - Atenção ambulatorial curativa N.E. - - - 34 - - - - - 18 52
HC.1.4 - Atenção curativa domiciliar 7 305 0 3 0 0 0 0 0 - 316
HC.1.9 - Outras atividades curativas 1.287 0 2.751 0 - - - - - - 4.038
HC.2 - Atendimentos de reabilitação 824 24 2 387 4 36 - - - 0 1.277
HC.2.1 - Atendimentos de reabilitação em regime de internação 440 - - - - - - - - - 440
HC.2.3 - Atendimentos de reabilitação ambulatorial 250 24 2 386 4 36 - - - - 702
HC.2.9 - Outras atividades de reabilitação 134 0 0 1 0 0 - - - 0 135
HC.3 - Cuidados de longo prazo 655 111 1 41 12 9 0 3 23 720 1.574
HC.3.1 - Cuidados de longo prazo em regime de internação 647 - - 2 - - - - - - 649
HC.3.2 - Cuidados de longo prazo em regime de hospital-dia 0 - - - 0 - - - - - 0
HC.3.3 - Cuidados de longo prazo ambulatorial 3 3 0 9 11 0 - 0 - - 27
HC.3.4 - Cuidados de longo prazo domiciliar 6 108 1 3 1 9 0 3 4 - 134
HC.3.9 - Outros cuidados de longo prazo - - - 27 - - - - 18 720 765
HC.4 - Atividades complementares ao diagnóstico e tratamento 2.513 286 212 773 52 1.854 0 88 836 - 6.613
HC.4.1 - Exames laboratoriais clínicos e anatomopatológicos 1.053 206 93 291 14 1.394 0 1 1 - 3.052
HC.4.2 - Exames de imagem 1.213 60 117 335 24 265 - 0 0 - 2.013
HC.4.3 - Transporte de pacientes, inclusive subsídios 8 16 1 8 0 0 - 87 835 - 955
HC.4.9 - Outras atividades complementares ao diagnóstico e tratamento 239 5 1 139 15 195 - 0 - - 593
HC.5 - Medicamentos e outros produtos médicos 169 21 1 323 9 32 9.010 1 0 3 9.569
HC.5.1.1 - Medicamentos - - - - - - 9.009 - - - 9.009
HC.5.1.2 - Outros produtos médicos não duráveis - - - - - - - - - 3 3
HC.5.2 - Produtos médicos duráveis 169 21 1 323 9 32 1 1 0 - 557
HC.6 - Prevenção, promoção e vigilância em saúde 97 6.945 22 116 22 132 0 406 2.363 363 10.467
HC.6.1 - Informação, educação e programas de orientação em saúde 17 526 2 19 6 1 0 41 45 248 904
HC.6.2 - Programas de imunização 0 2.504 0 0 - - - - 2 - 2.506
HC.6.3 - Programas para detecção precoce de doenças 45 87 2 32 1 57 - 0 0 - 225
HC.6.4 - Programas de monitoramento de populações saudáveis 28 1.228 16 46 1 0 0 4 0 22 1.345
HC.6.5 - Vigilância epidemiológica e programas de controle de riscos e agravos 7 2.600 2 20 14 74 - 356 2.317 79 5.469
HC.6.6 - Programas de recuperação de desastres e respostas emergenciais - - - 0 0 - - 6 - 13 19
HC.7 - Gestão e governança do sistema de saúde - 0 - 0 0 - 1 3.658 14 354 4.026
HC.7.1 - Administração financeira e governança do sistema de saúde - 0 - 0 0 - 1 3.658 14 354 4.026
HC.9 - Demais atividades de saúde e não classificadas 22 12 0 9 0 - - 103 5 6.427 6.577
HC.9.1 - Demais atividades de saúde 8 12 0 9 0 - - 103 4 - 135
HC.9.9 - Não classificadas - - - - - - - - - 5.588 5.588
HC.9.2 - Formação de R.H. 14 - - - - - - - 1 840 854
DESPESA CORRENTE 27.338 15.391 4.461 5.440 259 2.263 9.014 4.267 3.247 9.941 81.622

90
Anexos

Tabela 13 – Despesas correntes federais com o SUS por função SHA


e prestador (em milhões de reais correntes). Brasil, 2014

PRESTADOR

Todos os demais estabelecimentos


Estabelecimentos ambulatoriais

Estabelecimentos ambulatoriais

Estabelecimentos ambulatoriais

Todos os demais classificados


de atendimento ambulatorial
de atendimentos a urgências

de atenção especializada

Órgãos de administração
Laboratórios clínicos e
centros diagnósticos

DESPESA CORRENTE
de atenção básica

Não classificado
governamental
Farmácias
Hospitais
FUNÇÃO

HC.1 - Atenção curativa 24.431 10.413 5.057 4.192 187 201 5 12 7 2.179 46.684
HC.1.1 - Atenção curativa em regime de internação 15.456 4 184 56 5 - - - - - 15.705
HC.1.2 - Atenção curativa em regime de hospital-dia 41 - - 0 12 - - - - - 53
HC.1.3.1 - Atenção curativa ambulatorial básica 864 8.699 685 332 25 10 3 8 6 123 10.756
HC.1.3.2 - Atenção ambulatorial em saúde bucal 19 942 19 310 18 5 - 0 - - 1.313
HC.1.3.3 - Atenção ambulatorial especializada 6.596 403 701 3.473 126 186 2 2 1 2.051 13.540
HC.1.3.9 - Atenção ambulatorial curativa N.E. - - - 18 - - - - - 4 22
HC.1.4 - Atenção curativa domiciliar 10 366 0 4 0 0 0 2 0 - 383
HC.1.9 - Outras atividades curativas 1.446 0 3.467 0 0 - - 0 - - 4.913
HC.2 - Atendimentos de reabilitação 828 24 2 401 3 37 0 0 - - 1.296
HC.2.1 - Atendimentos de reabilitação em regime de internação 443 - - - - - - - - - 443
HC.2.3 - Atendimentos de reabilitação ambulatorial 250 24 2 400 3 37 0 0 - - 716
HC.2.9 - Outras atividades de reabilitação 135 0 0 1 0 0 - - - - 136
HC.3 - Cuidados de longo prazo 607 103 1 18 14 10 0 1 23 1.419 2.196
HC.3.1 - Cuidados de longo prazo em regime de internação 598 - - 2 - - - - - - 600
HC.3.2 - Cuidados de longo prazo em regime de hospital-dia 0 - - - 0 - - - - - 0
HC.3.3 - Cuidados de longo prazo ambulatorial 2 3 0 9 13 0 - 0 - - 28
HC.3.4 - Cuidados de longo prazo domiciliar 6 100 1 4 1 9 0 1 2 - 124
HC.3.9 - Outros cuidados de longo prazo - - - 3 - - - - 21 1.419 1.444
HC.4 - Atividades complementares ao diagnóstico e tratamento 2.786 323 235 866 63 1.981 0 106 967 - 7.327
HC.4.1 - Exames laboratoriais clínicos e anatomopatológicos 1.194 226 109 334 14 1.488 0 2 1 - 3.368
HC.4.2 - Exames de imagem 1.312 74 125 365 31 273 - 0 0 - 2.179
HC.4.3 - Transporte de pacientes, inclusive subsídios 8 15 1 8 0 0 - 104 966 - 1.102
HC.4.9 - Outras atividades complementares ao diagnóstico e tratamento 272 9 0 159 18 220 - 0 0 - 678
HC.5 - Medicamentos e outros produtos médicos 186 28 1 354 10 38 9.560 0 1 171 10.350
HC.5.1.1 - Medicamentos - - - - - - 9.559 - - - 9.559
HC.5.1.2 - Outros produtos médicos não duráveis - - - - - - - - - 171 171
HC.5.2 - Produtos médicos duráveis 186 28 1 354 10 38 1 0 1 - 619
HC.6 - Prevenção, promoção e vigilância em saúde 102 7.442 27 125 23 132 0 350 2.104 348 10.653
HC.6.1 - Informação, educação e programas de orientação em saúde 7 613 1 16 8 0 0 20 41 226 933
HC.6.2 - Programas de imunização 0 2.486 0 0 - - - 0 3 4 2.493
HC.6.3 - Programas para detecção precoce de doenças 43 94 4 33 1 46 - 0 0 - 222
HC.6.4 - Programas de monitoramento de populações saudáveis 48 1.478 19 56 1 1 0 1 0 20 1.623
HC.6.5 - Vigilância epidemiológica e programas de controle de riscos e agravos 4 2.771 2 21 12 84 - 328 2.060 83 5.365
HC.6.6 - Programas de recuperação de desastres e respostas emergenciais - - - 0 0 - 0 1 - 16 16
HC.7 - Gestão e governança do sistema de saúde - 0 - 0 0 - - 3.918 9 460 4.387
HC.7.1 - Administração financeira e governança do sistema de saúde - 0 - 0 0 - - 3.918 9 460 4.387
HC.9 - Demais atividades de saúde e não classificadas 26 13 0 9 0 0 - 112 8 7.054 7.221
HC.9.1 - Demais atividades de saúde 9 13 0 9 0 0 - 112 8 - 150
HC.9.9 - Não classificadas - - - - - - - - - 5.889 5.889
HC.9.2 - Formação de R.H. 18 - - - - - - - 0 1.165 1.182
DESPESA CORRENTE 28.966 18.346 5.322 5.966 301 2.398 9.565 4.499 3.119 11.631 90.114

91
MINISTÉRIO DA SAÚDE/FUNDAÇÃO OSWALDO CRUZ – CONTAS DO SUS NA PERSPECTIVA DA CONTABILIDADE INTERNACIONAL – BRASIL, 2010-2014

Tabela 14 – Despesas correntes estaduais com o SUS por função SHA


e prestador (em milhões de reais correntes). Brasil, 2010

PRESTADOR

Todos os demais estabelecimentos


Estabelecimentos ambulatoriais

Estabelecimentos ambulatoriais

Estabelecimentos ambulatoriais

Todos os demais classificados


de atendimento ambulatorial
de atendimentos a urgências

de atenção especializada

Órgãos de administração
Laboratórios clínicos e
centros diagnósticos

DESPESA CORRENTE
de atenção básica

Não classificado
governamental
Farmácias
Hospitais
FUNÇÃO

HC.1 - Atenção curativa 15.657 360 768 552 36 26 2 1 1 0 17.403


HC.1.1 - Atenção curativa em regime de internação 11.745 2 248 1 1 - - - - - 11.997
HC.1.2 - Atenção curativa em regime de hospital-dia 47 - - - 2 - - - - - 48
HC.1.3.1 - Atenção curativa ambulatorial básica 672 284 127 87 5 4 - - 1 0 1.179
HC.1.3.2 - Atenção ambulatorial em saúde bucal 72 21 3 58 3 0 - - - 0 156
HC.1.3.3 - Atenção ambulatorial especializada 3.096 31 390 405 26 22 2 1 - 0 3.973
HC.1.4 - Atenção curativa domiciliar 26 22 - 2 0 0 - - - - 50
HC.2 - Atendimentos de reabilitação 61 0 0 47 19 5 - - - - 132
HC.2.1 - Atendimentos de reabilitação em regime de internação 3 - - - - - - - - - 3
HC.2.3 - Atendimentos de reabilitação ambulatorial 58 0 0 47 19 5 - - - - 129
HC.2.9 - Outras atividades de reabilitação 0 - - 0 - - - - - - 0
HC.3 - Cuidados de longo prazo 609 4 0 15 58 0 0 0 - 0 685
HC.3.1 - Cuidados de longo prazo em regime de internação 596 - - - - - - - - - 596
HC.3.2 - Cuidados de longo prazo em regime de hospital-dia 0 2 - 12 57 - - - - - 71
HC.3.3 - Cuidados de longo prazo ambulatorial 4 0 0 2 1 0 - - - - 6
HC.3.4 - Cuidados de longo prazo domiciliar 9 2 - 1 0 - 0 0 - 0 12
HC.4 - Atividades complementares ao diagnóstico e tratamento 3.443 23 164 670 14 1.715 1 142 58 - 6.230
HC.4.1 - Exames laboratoriais clínicos e anatomopatológicos 1.661 16 56 333 6 1.386 - - - - 3.458
HC.4.2 - Exames de imagem 1.525 1 107 174 7 11 - 1 - - 1.826
HC.4.3 - Transporte de pacientes, inclusive subsídios 58 5 - 21 - 1 1 141 58 - 286
HC.4.9 - Outras atividades complementares ao diagnóstico e tratamento 199 0 0 142 2 317 - - - - 660
HC.5 - Medicamentos e outros produtos médicos 161 - 1 137 4 2 787 21 - - 1.113
HC.5.1.1 - Medicamentos - - - - - - 523 - - - 523
HC.5.1.2 - Outros produtos médicos não duráveis - - - - - - 256 - - - 256
HC.5.2 - Produtos médicos duráveis 161 - 1 137 4 2 9 21 - - 335
HC.6 - Prevenção, promoção e vigilância em saúde 90 1.224 0 47 3 11 - 2 66 47 1.491
HC.6.1 - Informação, educação e programas de orientação em saúde 11 72 0 10 1 2 - 0 - 47 144
HC.6.2 - Programas de imunização - 1.083 - - - - - - - - 1.083
HC.6.3 - Programas para detecção precoce de doenças 60 4 0 33 0 9 - - - 0 106
HC.6.4 - Programas de monitoramento de populações saudáveis 17 33 0 3 0 - - - - 0 54
HC.6.5 - Vigilância epidemiológica e programas de controle de riscos e agravos 3 31 0 2 2 0 - 2 66 0 105
HC.7 - Gestão e governança do sistema de saúde - - - - - - - 2.383 - - 2.383
HC.7.1 - Administração financeira e governança do sistema de saúde - - - - - - - 2.383 - - 2.383
HC. 9 - Demais atividades de saúde e não classificadas 0 1 - 54 - 5 1 161 - 5.661 5.884
HC.9.1 - Demais atividades de saúde 0 1 - 54 - 5 1 161 - - 223
HC.9.9 - Não classificadas - - - - - - - - - 5.397 5.397
HC.9.2 - Formação de R.H. - - - - - - - - - 263 263
DESPESA CORRENTE 20.023 1.613 933 1.523 133 1.765 792 2.710 125 5.708 35.323

92
Anexos

Tabela 15 – Despesas correntes estaduais com o SUS por função SHA


e prestador (em milhões de reais correntes). Brasil, 2011

PRESTADOR

Todos os demais estabelecimentos


Estabelecimentos ambulatoriais

Estabelecimentos ambulatoriais

Estabelecimentos ambulatoriais

Todos os demais classificados


de atendimento ambulatorial
de atendimentos a urgências

de atenção especializada

Órgãos de administração
Laboratórios clínicos e
centros diagnósticos

DESPESA CORRENTE
de atenção básica

Não classificado
governamental
Farmácias
Hospitais
FUNÇÃO

HC.1 - Atenção curativa 17.774 462 1.101 593 107 29 4 0 1 0 20.072


HC.1.1 - Atenção curativa em regime de internação 13.261 1 294 1 1 - - - - - 13.559
HC.1.2 - Atenção curativa em regime de hospital-dia 58 - - - 13 - - - - - 71
HC.1.3.1 - Atenção curativa ambulatorial básica 645 394 177 88 9 4 - - 1 - 1.319
HC.1.3.2 - Atenção ambulatorial em saúde bucal 34 29 5 49 6 0 - - - - 123
HC.1.3.3 - Atenção ambulatorial especializada 3.745 30 625 455 78 24 4 0 - 0 4.961
HC.1.4 - Atenção curativa domiciliar 32 7 - 0 0 0 - - - - 40
HC.2 - Atendimentos de reabilitação 68 0 1 54 6 5 - - - - 134
HC.2.1 - Atendimentos de reabilitação em regime de internação 2 - - - - - - - - - 2
HC.2.3 - Atendimentos de reabilitação ambulatorial 66 0 1 54 6 5 - - - - 132
HC.2.9 - Outras atividades de reabilitação 0 - - 0 - 0 - - - - 0
HC.3 - Cuidados de longo prazo 635 4 0 15 63 0 0 - - - 718
HC.3.1 - Cuidados de longo prazo em regime de internação 620 - - - - - - - - - 620
HC.3.2 - Cuidados de longo prazo em regime de hospital-dia 0 2 - 11 62 - - - - - 75
HC.3.3 - Cuidados de longo prazo ambulatorial 3 0 0 3 1 0 - - - - 8
HC.3.4 - Cuidados de longo prazo domiciliar 11 3 - 1 0 - 0 - - - 15
HC.4 - Atividades complementares ao diagnóstico e tratamento 3.549 31 228 729 87 1.645 - 236 52 0 6.558
HC.4.1 - Exames laboratoriais clínicos e anatomopatológicos 1.754 23 100 364 23 1.266 - - - - 3.530
HC.4.2 - Exames de imagem 1.540 2 129 212 55 14 - - - - 1.950
HC.4.3 - Transporte de pacientes, inclusive subsídios 27 6 - 18 - - - 236 52 - 339
HC.4.9 - Outras atividades complementares ao diagnóstico e tratamento 228 0 0 136 9 365 - - - 0 739
HC.5 - Medicamentos e outros produtos médicos 158 0 0 159 17 6 1.218 0 - - 1.559
HC.5.1.1 - Medicamentos - - - - - - 849 - - - 849
HC.5.1.2 - Outros produtos médicos não duráveis - - - - - - 358 - - - 358
HC.5.2 - Produtos médicos duráveis 158 0 0 159 17 6 11 0 - - 351
HC.6 - Prevenção, promoção e vigilância em saúde 138 1.434 10 51 9 9 - 1 96 42 1.790
HC.6.1 - Informação, educação e programas de orientação em saúde 14 59 1 9 5 1 - - 0 42 131
HC.6.2 - Programas de imunização - 1.257 - - - - - - - - 1.257
HC.6.3 - Programas para detecção precoce de doenças 97 4 0 34 2 8 - - - - 146
HC.6.4 - Programas de monitoramento de populações saudáveis 24 62 9 5 0 - - - - - 101
HC.6.5 - Vigilância epidemiológica e programas de controle de riscos e agravos 2 53 0 2 2 - - 1 96 - 156
HC.7 - Gestão e governança do sistema de saúde - - - - - - - 3.125 - - 3.125
HC.7.1 - Administração financeira e governança do sistema de saúde - - - - - - - 3.125 - - 3.125
HC.9 - Demais atividades de saúde e não classificadas 0 1 - 41 - - - 223 - 6.226 6.492
HC.9.1 - Demais atividades de saúde 0 1 - 41 - - - 223 - - 266
HC.9.9 - Não classificadas - - - - - - - - - 5.904 5.904
HC.9.2 - Formação de R.H. - - - - - - - - - 322 322
DESPESA CORRENTE 22.322 1.934 1.341 1.643 290 1.694 1.222 3.584 149 6.269 40.448

93
MINISTÉRIO DA SAÚDE/FUNDAÇÃO OSWALDO CRUZ – CONTAS DO SUS NA PERSPECTIVA DA CONTABILIDADE INTERNACIONAL – BRASIL, 2010-2014

Tabela 16 – Despesas correntes estaduais com o SUS por função SHA


e prestador (em milhões de reais correntes). Brasil, 2012

PRESTADOR

Todos os demais estabelecimentos


Estabelecimentos ambulatoriais

Estabelecimentos ambulatoriais

Estabelecimentos ambulatoriais

Todos os demais classificados


de atendimento ambulatorial
de atendimentos a urgências

de Atenção especializada

Órgãos de administração
Laboratórios clínicos e
centros diagnósticos

DESPESA CORRENTE
de atenção básica

Não classificado
governamental
Farmácias
Hospitais
FUNÇÃO

HC.1 - Atenção curativa 21.637 532 1.572 818 125 37 3 1 - - 24.726


HC.1.1 - Atenção curativa em regime de internação 16.585 1 390 1 2 - - - - - 16.980
HC.1.2 - Atenção curativa em regime de hospital-dia 71 - - - 20 - - - - - 91
HC.1.3.1 - Atenção curativa ambulatorial básica 594 403 172 188 8 4 - - - - 1.368
HC.1.3.2 - Atenção ambulatorial em saúde bucal 48 61 8 81 4 1 - - - - 203
HC.1.3.3 - Atenção ambulatorial especializada 4.309 40 1.001 548 92 33 3 1 - - 6.027
HC.1.4 - Atenção curativa domiciliar 29 27 - 0 0 0 - - - - 56
HC.2 - Atendimentos de reabilitação 71 0 1 72 1 5 - - - - 150
HC.2.1 - Atendimentos de reabilitação em regime de internação 3 - - - - - - - - - 3
HC.2.3 - Atendimentos de reabilitação ambulatorial 67 0 1 72 1 5 - - - - 146
HC.2.9 - Outras atividades de reabilitação 0 - - 0 - - - - - - 0
HC.3 - Cuidados de longo prazo 749 2 0 304 63 0 0 - - - 1.119
HC.3.1 - Cuidados de longo prazo em regime de internação 731 - - 0 - - - - - - 731
HC.3.2 - Cuidados de longo prazo em regime de hospital-dia 0 1 - 11 60 - - - - - 72
HC.3.3 - Cuidados de longo prazo ambulatorial 3 0 0 293 3 0 - - - - 299
HC.3.4 - Cuidados de longo prazo domiciliar 15 1 - 1 1 - 0 - - - 17
HC.4 - Atividades complementares ao diagnóstico e tratamento 4.073 49 373 730 122 1.999 - 338 50 - 7.735
HC.4.1 - Exames laboratoriais clínicos e anatomopatológicos 2.130 27 194 300 33 1.462 - - - - 4.145
HC.4.2 - Exames de imagem 1.691 10 178 284 78 75 - - - - 2.315
HC.4.3 - Transporte de pacientes, inclusive subsídios 1 13 - 22 - - - 338 50 - 424
HC.4.9 - Outras atividades complementares ao diagnóstico e tratamento 252 0 0 125 12 462 - - - - 851
HC.5 - Medicamentos e outros produtos médicos 169 0 0 205 25 6 652 2 - - 1.060
HC.5.1.1 - Medicamentos - - - - - - 308 - - - 308
HC.5.1.2 - Outros produtos médicos não duráveis - - - - - - 337 - - - 337
HC.5.2 - Produtos médicos duráveis 169 0 0 205 25 6 7 2 - - 415
HC.6 - Prevenção, promoção e vigilância em saúde 124 1.414 2 167 6 12 - 0 53 47 1.824
HC.6.1 - Informação, educação e programas de orientação em saúde 20 38 1 94 2 2 - - 0 47 204
HC.6.2 - Programas de imunização - 1.267 - - - - - - - - 1.267
HC.6.3 - Programas para detecção precoce de doenças 72 9 1 38 2 10 - - - - 132
HC.6.4 - Programas de monitoramento de populações saudáveis 30 66 0 32 0 - - - - - 128
HC.6.5 - Vigilância epidemiológica e programas de controle de riscos e agravos 2 33 0 3 1 0 - 0 53 - 92
HC.7 - Gestão e governança do sistema de saúde - - - - - - - 2.338 - - 2.338
HC.7.1 - Administração financeira e governança do sistema de saúde - - - - - - - 2.338 - - 2.338
HC.9 - Demais atividades de saúde e não classificadas 0 1 - 36 - - - 366 - 3.889 4.292
HC.9.1 - Demais atividades de saúde 0 1 - 36 - - - 366 - - 403
HC.9.9 - Não classificadas - - - - - - - - - 3.522 3.522
HC.9.2 - Formação de R.H. - - - - - - - - - 367 367
DESPESA CORRENTE 26.823 1.999 1.947 2.333 343 2.059 655 3.045 103 3.936 43.243

94
Anexos

Tabela 17 – Despesas correntes estaduais com o SUS por função SHA


e prestador (em milhões de reais correntes). Brasil, 2013

PRESTADOR

Todos os demais estabelecimentos


Estabelecimentos ambulatoriais

Estabelecimentos ambulatoriais

Estabelecimentos ambulatoriais

Todos os demais classificados


de atendimento ambulatorial
de atendimentos a urgências

de atenção especializada

Órgãos de administração
Laboratórios clínicos e
centros diagnósticos

DESPESA CORRENTE
de atenção básica

Não classificado
governamental
Farmácias
Hospitais
FUNÇÃO

HC.1 - Atenção curativa 26.122 595 2.165 824 156 54 5 1 0 - 29.922


HC.1.1 - Atenção curativa em regime de internação 20.266 - 514 2 2 - - - - - 20.784
HC.1.2 - Atenção curativa em regime de hospital-dia 95 - - - 27 - - - - - 122
HC.1.3.1 - Atenção curativa ambulatorial básica 541 479 372 100 11 5 - - 0 - 1.509
HC.1.3.2 - Atenção ambulatorial em saúde bucal 39 43 13 85 4 1 - - - - 185
HC.1.3.3 - Atenção ambulatorial especializada 5.155 65 1.266 638 111 48 5 1 0 - 7.289
HC.1.4 - Atenção curativa domiciliar 25 8 0 0 - 0 - - - - 33
HC.1.9 - Outras atividades curativas 0 - - - - - - - - - 0
HC.2 - Atendimentos de reabilitação 92 0 1 86 1 6 - - - - 187
HC.2.1 - Atendimentos de reabilitação em regime de internação 5 - - - - - - - - - 5
HC.2.3 - Atendimentos de reabilitação ambulatorial 87 0 1 86 1 6 - - - - 181
HC.2.9 - Outras atividades de reabilitação 0 - 0 0 - - - - - - 0
HC.3 - Cuidados de longo prazo 826 2 0 5 9 0 0 - - - 842
HC.3.1 - Cuidados de longo prazo em regime de internação 800 - - 0 - - - - - - 800
HC.3.2 - Cuidados de longo prazo em regime de hospital-dia 0 - - - - - - - - - 0
HC.3.3 - Cuidados de longo prazo ambulatorial 6 0 0 4 9 0 - - - - 19
HC.3.4 - Cuidados de longo prazo domiciliar 19 2 0 1 1 - 0 - - - 23
HC.4 - Atividades complementares ao diagnóstico e tratamento 4.987 64 461 897 140 2.479 - 401 61 - 9.491
HC.4.1 - Exames laboratoriais clínicos e anatomopatológicos 2.492 37 235 356 35 1.773 - - - - 4.927
HC.4.2 - Exames de imagem 2.218 16 226 382 90 129 - - - - 3.061
HC.4.3 - Transporte de pacientes, inclusive subsídios 1 11 - 20 - - - 401 61 - 495
HC.4.9 - Outras atividades complementares ao diagnóstico e tratamento 276 0 0 138 15 578 - - - - 1.008
HC.5 - Medicamentos e outros produtos médicos 226 0 0 270 29 7 753 3 - - 1.290
HC.5.1.1 - Medicamentos - - - - - - 509 - - - 509
HC.5.1.2 - Outros produtos médicos não duráveis - - - - - - 239 - - - 239
HC.5.2 - Produtos médicos duráveis 226 0 0 270 29 7 5 3 - - 542
HC.6 - Prevenção, promoção e vigilância em saúde 138 2.593 2 65 5 11 - - 76 55 2.945
HC.6.1 - Informação, educação e programas de orientação em saúde 20 39 1 12 1 1 - - 0 55 129
HC.6.2 - Programas de imunização - 2.377 - - - - - - - - 2.377
HC.6.3 - Programas para detecção precoce de doenças 85 7 1 42 2 10 - - - - 148
HC.6.4 - Programas de monitoramento de populações saudáveis 31 127 0 9 0 - - - - - 167
HC.6.5 - Vigilância epidemiológica e programas de controle de riscos e agravos 2 43 0 3 1 0 - - 76 - 124
HC.7 - Gestão e governança do sistema de saúde - - - - - - - 1.486 - - 1.486
HC.7.1 - Administração financeira e governança do sistema de saúde - - - - - - - 1.486 - - 1.486
HC.9 - Demais atividades de saúde e não classificadas 0 1 - 37 - - - 476 - 3.997 4.511
HC.9.1 - Demais atividades de saúde 0 1 - 37 - - - 476 - - 514
HC.9.9 - Não classificadas - - - - - - - - - 3.767 3.767
HC.9.2 - Formação de R.H. - - - - - - - - - 230 230
DESPESA CORRENTE 32.392 3.256 2.630 2.184 340 2.557 759 2.366 137 4.052 50.673

95
MINISTÉRIO DA SAÚDE/FUNDAÇÃO OSWALDO CRUZ – CONTAS DO SUS NA PERSPECTIVA DA CONTABILIDADE INTERNACIONAL – BRASIL, 2010-2014

Tabela 18 – Despesas correntes estaduais com o SUS por função SHA


e prestador (em milhões de reais correntes). Brasil, 2014

PRESTADOR

Todos os demais estabelecimentos


Estabelecimentos ambulatoriais

Estabelecimentos ambulatoriais

Estabelecimentos ambulatoriais

Todos os demais classificados


de atendimento ambulatorial
de atendimentos a urgências

de atenção especializada

Órgãos de administração
Laboratórios clínicos e
centros diagnósticos

DESPESA CORRENTE
de atenção básica

Não classificado
governamental
Farmácias
Hospitais
FUNÇÃO

HC.1 - Atenção curativa 28.951 779 2.381 904 188 63 5 1 0 - 33.272


HC.1.1 - Atenção curativa em regime de internação 22.369 - 559 1 1 - - - - - 22.930
HC.1.2 - Atenção curativa em regime de hospital-dia 106 - - - 37 - - - - - 142
HC.1.3.1 - Atenção curativa ambulatorial básica 469 501 488 86 7 4 - - 0 - 1.556
HC.1.3.2 - Atenção ambulatorial em saúde bucal 32 170 15 94 3 2 - - - - 316
HC.1.3.3 - Atenção ambulatorial especializada 5.936 103 1.320 723 139 57 5 1 0 - 8.283
HC.1.4 - Atenção curativa domiciliar 38 5 0 0 0 0 - - - - 44
HC.1.9 - Outras atividades curativas 0 - - - - - - - - - 0
HC.2 - Atendimentos de reabilitação 97 0 1 90 2 5 - - - - 196
HC.2.1 - Atendimentos de reabilitação em regime de internação 6 - - - - - - - - - 6
HC.2.3 - Atendimentos de reabilitação ambulatorial 91 0 1 90 2 5 - - - - 190
HC.2.9 - Outras atividades de reabilitação 0 - 0 0 - - - - - - 0
HC.3 - Cuidados de longo prazo 813 2 0 5 5 0 0 - - - 824
HC.3.1 - Cuidados de longo prazo em regime de internação 788 - 0 - - - - - - - 788
HC.3.2 - Cuidados de longo prazo em regime de hospital-dia 0 - - - - - - - - - 0
HC.3.3 - Cuidados de longo prazo ambulatorial 4 0 0 4 4 0 - - - - 12
HC.3.4 - Cuidados de longo prazo domiciliar 21 1 0 1 1 - 0 - - - 24
HC.4 - Atividades complementares ao diagnóstico e tratamento 5.804 57 459 1.053 174 2.629 - 440 50 - 10.666
HC.4.1 - Exames laboratoriais clínicos e anatomopatológicos 2.878 25 222 386 42 1.849 - - 0 - 5.403
HC.4.2 - Exames de imagem 2.620 21 237 504 111 140 - - - - 3.633
HC.4.3 - Transporte de pacientes, inclusive subsídios 2 10 - 17 - - - 440 50 - 519
HC.4.9 - Outras atividades complementares ao diagnóstico e tratamento 304 0 0 145 22 640 - - - - 1.111
HC.5 - Medicamentos e outros produtos médicos 259 0 - 264 27 7 1.571 2 4 - 2.135
HC.5.1.1 - Medicamentos - - - - - - 1.267 - - - 1.267
HC.5.1.2 - Outros produtos médicos não duráveis - - - - - - 295 - - - 295
HC.5.2 - Produtos médicos duráveis 259 0 - 264 27 7 9 2 4 - 573
HC.6 - Prevenção, promoção e vigilância em saúde 176 1.661 2 73 4 7 - - 210 51 2.185
HC.6.1 - Informação, educação e programas de orientação em saúde 14 36 1 8 1 0 - - - 51 110
HC.6.2 - Programas de imunização 0 1.496 - - - - - - - - 1.496
HC.6.3 - Programas para detecção precoce de doenças 79 4 1 41 3 7 - - - - 135
HC.6.4 - Programas de monitoramento de populações saudáveis 82 94 - 24 0 - - - - - 200
HC.6.5 - Vigilância epidemiológica e programas de controle de riscos e agravos 1 30 0 1 0 0 - - 210 - 243
HC.7 - Gestão e governança do sistema de saúde - - - - - - - 1.395 - - 1.395
HC.7.1 - Administração financeira e governança do sistema de saúde - - - - - - - 1.395 - - 1.395
HC.9 - Demais atividades de saúde e não classificadas 0 1 0 31 - - - 518 - 4.041 4.591
HC.9.1 - Demais atividades de saúde 0 1 0 31 - - - 518 - - 551
HC.9.9 - Não classificadas - - - - - - - - - 3.791 3.791
HC.9.2 - Formação de R.H. - - - - - - - - - 249 249
DESPESA CORRENTE 36.100 2.499 2.844 2.421 400 2.712 1.576 2.356 264 4.092 55.264

96
Anexos

Tabela 19 – Despesas correntes municipais com o SUS por função SHA


e prestador (em milhões de reais correntes). Brasil, 2010

PRESTADOR

Todos os demais estabelecimentos


Estabelecimentos ambulatoriais

Estabelecimentos ambulatoriais

Estabelecimentos ambulatoriais

Todos os demais classificados


de atendimento ambulatorial
de atendimentos a urgências

de atenção especializada

Órgãos de administração
Laboratórios clínicos e
centros diagnósticos

DESPESA CORRENTE
de atenção básica

Não classificado
governamental
Farmácias
Hospitais
FUNÇÃO

HC.1 - Atenção curativa 5.669 11.425 1.669 1.553 226 29 1 6 16 2 20.595


HC.1.1 - Atenção curativa em regime de internação 2.838 5 177 6 4 - - - - - 3.030
HC.1.2 - Atenção curativa em regime de hospital-dia 3 - 0 0 3 - - - - - 6
HC.1.3.1 - Atenção curativa ambulatorial básica 1.384 8.701 975 658 46 12 1 4 11 2 11.793
HC.1.3.2 - Atenção ambulatorial em saúde bucal 27 1.398 13 196 43 4 - 0 - 0 1.682
HC.1.3.3 - Atenção ambulatorial especializada 1.397 837 504 685 122 13 0 1 1 0 3.561
HC.1.4 - Atenção curativa domiciliar 19 483 0 8 7 0 0 0 4 0 523
HC.2 - Atendimentos de reabilitação 24 54 1 145 5 12 - - - 0 240
HC.2.1 - Atendimentos de reabilitação em regime de internação 0 - - - - - - - - - 0
HC.2.3 - Atendimentos de reabilitação ambulatorial 23 53 1 144 5 12 - - - 0 239
HC.2.4 - Atendimentos de reabilitação domiciliar 0 - - - - - - - - - 0
HC.2.9 - Outras atividades de reabilitação 0 0 0 1 - 0 - - - - 1
HC.3 - Cuidados de longo prazo 55 201 1 39 667 0 - 2 6 0 970
HC.3.1 - Cuidados de longo prazo em regime de internação 48 - 0 - 0 - - - - - 48
HC.3.2 - Cuidados de longo prazo em regime de hospital-dia 1 6 - 21 645 - - - - 0 673
HC.3.3 - Cuidados de longo prazo ambulatorial 2 7 0 11 19 0 - - - 0 39
HC.3.4 - Cuidados de longo prazo domiciliar 4 188 1 7 2 0 - 2 6 0 209
HC.4 - Atividades complementares ao diagnóstico e tratamento 1.151 679 236 477 11 660 0 35 16 0 3.265
HC.4.1 - Exames laboratoriais clínicos e anatomopatológicos 566 450 85 195 5 625 0 0 0 0 1.926
HC.4.2 - Exames de imagem 545 171 147 208 5 28 - 0 0 0 1.104
HC.4.3 - Transporte de pacientes, inclusive subsídios 16 44 1 15 0 - - 35 16 - 127
HC.4.9 - Outras atividades complementares ao diagnóstico e tratamento 25 15 2 59 0 7 - 0 - 0 108
HC.5 - Medicamentos e outros produtos médicos 7 651 1 63 0 8 0 0 - - 730
HC.5.1.1 - Medicamentos - 327 - - - - - - - - 327
HC.5.1.2 - Outros produtos médicos não duráveis - 320 - - - - - - - - 320
HC.5.2 - Produtos médicos duráveis 7 4 1 63 0 8 0 0 - - 83
HC.6 - Prevenção, promoção e vigilância em saúde 141 4.901 15 219 66 16 - 63 808 4 6.232
HC.6.1 - Informação, educação e programas de orientação em saúde 21 736 2 51 25 1 - 12 67 4 920
HC.6.2 - Programas de imunização - 404 - - - - - - - - 404
HC.6.3 - Programas para detecção precoce de doenças 40 147 4 54 1 13 - 0 0 0 258
HC.6.4 - Programas de monitoramento de populações saudáveis 64 1.139 8 61 3 0 - 0 0 0 1.275
HC.6.5 - Vigilância epidemiológica e programas de controle de riscos e agravos 16 2.476 1 53 37 2 - 51 740 0 3.375
HC.7 - Gestão e governança do sistema de saúde - - - - - - - 1.963 - - 1.963
HC.7.1 - Administração financeira e governança do sistema de saúde - - - - - - - 1.963 - - 1.963
HC.9 - Demais atividades de saúde e não classificadas 18 53 1 12 0 0 - 35 - 5.088 5.207
HC.9.1 - Demais atividades de saúde 18 53 1 12 0 0 - 35 - - 119
HC.9.9 - Não classificadas - - - - - - - - - 4.987 4.987
HC.9.2 - Formação de R.H. - - - - - - - - - 101 101
DESPESA CORRENTE 7.064 17.963 1.923 2.507 974 726 1 2.105 845 5.095 39.204

97
MINISTÉRIO DA SAÚDE/FUNDAÇÃO OSWALDO CRUZ – CONTAS DO SUS NA PERSPECTIVA DA CONTABILIDADE INTERNACIONAL – BRASIL, 2010-2014

Tabela 20 – Despesas correntes municipais com o SUS


por função SHA e prestador. Brasil, 2011

PRESTADOR

Todos os demais estabelecimentos


Estabelecimentos ambulatoriais

Estabelecimentos ambulatoriais

Estabelecimentos ambulatoriais

Todos os demais classificados


de atendimento ambulatorial
de atendimentos a urgências

de atenção especializada

Órgãos de administração
Laboratórios clínicos e
centros diagnósticos

DESPESA CORRENTE
de atenção básica

Não classificado
governamental
Farmácias
Hospitais
FUNÇÃO

HC.1 - Atenção curativa 6.316 12.649 2.125 1.783 230 42 5 10 11 - 23.171


HC.1.1 - Atenção curativa em regime de internação 3.370 9 197 4 4 - - - - - 3.584
HC.1.2 - Atenção curativa em regime de hospital-dia 4 - 0 - 1 - - - - - 5
HC.1.3.1 - Atenção curativa ambulatorial básica 1.444 9.791 1.156 754 46 10 5 6 10 - 13.222
HC.1.3.2 - Atenção ambulatorial em saúde bucal 36 1.642 17 204 40 15 - 0 0 - 1.955
HC.1.3.3 - Atenção ambulatorial especializada 1.455 771 755 815 137 16 1 3 1 - 3.954
HC.1.4 - Atenção curativa domiciliar 7 435 0 5 2 0 0 1 0 - 450
HC.2 - Atendimentos de reabilitação 29 64 4 156 4 14 - 0 - - 270
HC.2.1 - Atendimentos de reabilitação em regime de internação 1 - - - - - - - - - 1
HC.2.3 - Atendimentos de reabilitação ambulatorial 28 64 4 156 4 14 - 0 - - 269
HC.2.9 - Outras atividades de reabilitação 0 0 0 1 0 0 - - - - 1
HC.3 - Cuidados de longo prazo 67 187 2 45 816 0 0 5 9 - 1.130
HC.3.1 - Cuidados de longo prazo em regime de internação 61 - 0 - 0 - - - - - 62
HC.3.2 - Cuidados de longo prazo em regime de hospital-dia 1 6 - 23 794 0 - - - - 824
HC.3.3 - Cuidados de longo prazo ambulatorial 0 8 0 15 20 0 - 0 - - 43
HC.3.4 - Cuidados de longo prazo domiciliar 4 173 1 8 2 0 0 5 9 - 202
HC.4 - Atividades complementares ao diagnóstico e tratamento 1.273 732 313 515 8 947 0 58 24 - 3.869
HC.4.1 - Exames laboratoriais clínicos e anatomopatológicos 648 509 112 227 5 907 0 0 0 - 2.407
HC.4.2 - Exames de imagem 583 135 198 218 3 31 - 0 0 - 1.168
HC.4.3 - Transporte de pacientes, inclusive subsídios 19 46 1 16 0 0 - 58 24 - 163
HC.4.9 - Outras atividades complementares ao diagnóstico e tratamento 23 42 2 54 0 9 - 0 - - 131
HC.5 - Medicamentos e outros produtos médicos 10 1.230 2 89 0 17 1 0 - - 1.349
HC.5.1.1 - Medicamentos - 813 - - - - - - - - 813
HC.5.1.2 - Outros produtos médicos não duráveis - 402 - - - - - - - - 402
HC.5.2 - Produtos médicos duráveis 10 14 2 89 0 17 1 0 - - 133
HC.6 - Prevenção, promoção e vigilância em saúde 112 5.795 28 184 49 19 0 190 751 322 7.449
HC.6.1 - Informação, educação e programas de orientação em saúde 15 994 3 43 23 1 0 62 16 322 1.480
HC.6.2 - Programas de imunização - 330 - - - - - - - - 330
HC.6.3 - Programas para detecção precoce de doenças 37 138 4 33 0 15 - 0 0 - 227
HC.6.4 - Programas de monitoramento de populações saudáveis 41 1.592 20 66 1 0 0 0 0 - 1.721
HC.6.5 - Vigilância epidemiológica e programas de controle de riscos e agravos 19 2.742 2 42 24 3 - 127 734 - 3.692
HC.7 - Gestão e governança do sistema de saúde - - - - - - - 3.038 - - 3.038
HC.7.1 - Administração financeira e governança do sistema de saúde - - - - - - - 3.038 - - 3.038
HC.9 - Demais atividades de saúde e não classificadas 20 57 0 12 0 0 - 74 0 5.420 5.584
HC.9.1 - Demais atividades de saúde 20 57 0 12 0 0 - 74 0 - 164
HC.9.9 - Não classificadas - - - - - - - - - 5.303 5.303
HC.9.2 - Formação de R.H. - - - - - - - - - 117 117
DESPESA CORRENTE 7.826 20.714 2.475 2.784 1.106 1.038 6 3.375 794 5.743 45.860

98
Anexos

Tabela 21 – Despesas correntes municipais com o SUS por função SHA


e prestador (em milhões de reais correntes). Brasil, 2012

PRESTADOR

Todos os demais estabelecimentos


Estabelecimentos ambulatoriais

Estabelecimentos ambulatoriais

Estabelecimentos ambulatoriais

Todos os demais classificados


de atendimento ambulatorial
de atendimentos a urgências

de atenção especializada

Órgãos de administração
Laboratórios clínicos e
centros diagnósticos

DESPESA CORRENTE
de atenção básica

Não classificado
governamental
Farmácias
Hospitais
FUNÇÃO

HC.1 - Atenção curativa 7.409 14.291 2.709 2.058 294 52 6 14 14 - 26.847


HC.1.1 - Atenção curativa em regime de internação 4.297 11 252 3 4 - - - - - 4.567
HC.1.2 - Atenção curativa em regime de hospital-dia 5 - 0 0 1 - - - - - 6
HC.1.3.1 - Atenção curativa ambulatorial básica 1.351 11.071 1.475 765 44 15 6 8 11 - 14.746
HC.1.3.2 - Atenção ambulatorial em saúde bucal 24 1.843 17 250 52 13 - 0 - - 2.199
HC.1.3.3 - Atenção ambulatorial especializada 1.723 848 965 1.035 188 24 1 4 3 - 4.790
HC.1.4 - Atenção curativa domiciliar 10 517 0 4 4 0 0 1 0 - 538
HC.1.9 - Outras atividades curativas 0 0 - 0 - - - - - - 0
HC.2 - Atendimentos de reabilitação 27 72 3 177 3 15 - 0 - - 299
HC.2.1 - Atendimentos de reabilitação em regime de internação 1 - - - - - - - - - 1
HC.2.3 - Atendimentos de reabilitação ambulatorial 26 72 3 176 3 15 - 0 - - 297
HC.2.9 - Outras atividades de reabilitação 0 0 0 1 0 0 - - - - 1
HC.3 - Cuidados de longo prazo 77 199 2 40 873 1 0 2 7 - 1.202
HC.3.1 - Cuidados de longo prazo em regime de internação 72 - 1 - 0 - - - - - 72
HC.3.2 - Cuidados de longo prazo em regime de hospital-dia 1 6 - 19 850 1 - - - - 878
HC.3.3 - Cuidados de longo prazo ambulatorial 0 12 0 13 21 0 - 0 - - 48
HC.3.4 - Cuidados de longo prazo domiciliar 4 180 1 8 2 0 0 2 7 - 204
HC.4 - Atividades complementares ao diagnóstico e tratamento 1.457 858 431 709 10 1.132 0 82 16 - 4.696
HC.4.1 - Exames laboratoriais clínicos e anatomopatológicos 790 630 176 289 6 1.081 0 3 0 - 2.975
HC.4.2 - Exames de imagem 616 160 252 333 4 40 - 0 0 - 1.405
HC.4.3 - Transporte de pacientes, inclusive subsídios 23 51 2 17 0 0 - 79 16 - 188
HC.4.9 - Outras atividades complementares ao diagnóstico e tratamento 28 18 1 69 1 11 - 0 - - 128
HC.5 - Medicamentos e outros produtos médicos 8 1.705 4 129 0 14 1 0 - 0 1.861
HC.5.1.1 - Medicamentos - 1.169 - - - - - - - - 1.169
HC.5.1.2 - Outros produtos médicos não duráveis - 500 - - - - - - - - 500
HC.5.2 - Produtos médicos duráveis 8 36 4 129 0 14 1 0 - 0 192
HC.6 - Prevenção, promoção e vigilância em saúde 117 6.452 33 206 45 23 0 221 895 56 8.048
HC.6.1 - Informação, educação e programas de orientação em saúde 15 1.027 5 50 17 1 0 70 19 56 1.261
HC.6.2 - Programas de imunização - 333 - - - - - - - - 333
HC.6.3 - Programas para detecção precoce de doenças 49 150 5 41 0 18 - 0 0 - 264
HC.6.4 - Programas de monitoramento de populações saudáveis 40 1.865 22 73 1 1 0 0 0 - 2.003
HC.6.5 - Vigilância epidemiológica e programas de controle de riscos e agravos 13 3.077 1 41 26 3 - 150 876 - 4.188
HC. 7 - Gestão e governança do sistema de saúde - - - - - - - 3.384 - - 3.384
HC.7.1 - Administração financeira e governança do sistema de saúde - - - - - - - 3.384 - - 3.384
HC.9 - Demais atividades de saúde e não classificadas 17 41 0 11 0 - - 89 - 3.500 3.658
HC.9.1 - Demais atividades de saúde 17 41 0 11 0 - - 89 - - 158
HC.9.9 - Não classificadas - - - - - - - - - 3.368 3.368
HC.9.2 - Formação de R.H. - - - - - - - - - 132 132
DESPESA CORRENTE 9.113 23.618 3.182 3.331 1.225 1.238 7 3.791 933 3.556 49.995

99
MINISTÉRIO DA SAÚDE/FUNDAÇÃO OSWALDO CRUZ – CONTAS DO SUS NA PERSPECTIVA DA CONTABILIDADE INTERNACIONAL – BRASIL, 2010-2014

Tabela 22 – Despesas correntes municipais com o SUS por função SHA


e prestador (em milhões de reais correntes). Brasil, 2013

PRESTADOR

Todos os demais estabelecimentos


Estabelecimentos ambulatoriais

Estabelecimentos ambulatoriais

Estabelecimentos ambulatoriais

Todos os demais classificados


de atendimento ambulatorial
de atendimentos a urgências

de atenção especializada

Órgãos de administração
Laboratórios clínicos e
centros diagnósticos

DESPESA CORRENTE
de atenção básica

Não classificado
governamental
Farmácias
Hospitais
FUNÇÃO

HC.1 - Atenção curativa 9.099 15.872 3.513 2.340 188 47 7 22 18 - 31.108


HC.1.1 - Atenção curativa em regime de internação 5.204 12 328 2 4 - - - - - 5.550
HC.1.2 - Atenção curativa em regime de hospital-dia 5 - - 0 1 - - - - - 6
HC.1.3.1 - Atenção curativa ambulatorial básica 1.549 12.366 1.739 758 36 15 6 15 13 - 16.495
HC.1.3.2 - Atenção ambulatorial em saúde bucal 31 1.901 18 253 42 11 - 0 0 - 2.257
HC.1.3.3 - Atenção ambulatorial especializada 2.305 975 1.426 1.322 105 21 1 6 5 - 6.167
HC.1.4 - Atenção curativa domiciliar 6 619 1 5 1 0 0 1 0 - 632
HC.1.9 - Outras atividades curativas 0 0 0 0 - - - - - - 0
HC.2 - Atendimentos de reabilitação 32 81 4 204 3 15 - - - - 339
HC.2.1 - Atendimentos de reabilitação em regime de internação 1 - - - - - - - - - 1
HC.2.3 - Atendimentos de reabilitação ambulatorial 31 81 4 203 3 15 - - - - 337
HC.2.9 - Outras atividades de reabilitação 0 0 0 1 0 0 - - - - 1
HC.3 - Cuidados de longo prazo 90 223 3 30 69 1 0 7 10 - 432
HC.3.1 - Cuidados de longo prazo em regime de internação 86 - 1 - - - - - - - 86
HC.3.2 - Cuidados de longo prazo em regime de hospital-dia - - - - 0 - - - - - 0
HC.3.3 - Cuidados de longo prazo ambulatorial 1 11 0 23 67 1 - 0 - - 103
HC.3.4 - Cuidados de longo prazo domiciliar 4 212 1 8 1 0 0 7 10 - 243
HC.4 - Atividades complementares ao diagnóstico e tratamento 1.696 1.081 523 874 13 1.426 0 121 25 - 5.759
HC.4.1 - Exames laboratoriais clínicos e anatomopatológicos 851 760 203 408 7 1.361 0 3 1 - 3.595
HC.4.2 - Exames de imagem 790 233 318 372 5 51 - 0 0 - 1.769
HC.4.3 - Transporte de pacientes, inclusive subsídios 28 65 2 23 0 1 - 118 23 - 260
HC.4.9 - Outras atividades complementares ao diagnóstico e tratamento 28 23 1 71 1 12 - 0 - - 135
HC.5 - Medicamentos e outros produtos médicos 11 1.404 4 181 0 27 1 0 - - 1.627
HC.5.1.1 - Medicamentos - 754 - - - - - - - - 754
HC.5.1.2 - Outros produtos médicos não duráveis - 580 - - - - - - - - 580
HC.5.2 - Produtos médicos duráveis 11 70 4 181 0 27 1 0 - - 293
HC.6 - Prevenção, promoção e vigilância em saúde 192 7.738 51 246 46 26 0 237 686 307 9.530
HC.6.1 - Informação, educação e programas de orientação em saúde 36 1.114 8 38 14 1 0 78 20 307 1.617
HC.6.2 - Programas de imunização 0 533 0 0 - - - - - - 533
HC.6.3 - Programas para detecção precoce de doenças 96 196 5 69 1 21 - 0 0 - 387
HC.6.4 - Programas de monitoramento de populações saudáveis 48 2.548 33 97 2 1 0 0 0 - 2.729
HC.6.5 - Vigilância epidemiológica e programas de controle de riscos e agravos 13 3.347 5 42 30 4 - 159 666 - 4.265
HC.6.6 - Programas de recuperação de desastres e respostas emergenciais - - - 0 0 - - - - - 0
HC.7 - Gestão e governança do sistema de saúde - - - 0 0 - - 3.991 - - 3.991
HC.7.1 - Administração financeira e governança do sistema de saúde - - - 0 0 - - 3.991 - - 3.991
HC.9 - Demais atividades de saúde e não classificadas 25 65 0 14 0 - - 120 - 4.617 4.842
HC.9.1 - Demais atividades de saúde 25 65 0 14 0 - - 120 - - 225
HC.9.9 - Não classificadas - - - - - - - - - 4.541 4.541
HC.9.2 - Formação de R.H. - - - - - - - - - 76 76
DESPESA CORRENTE 11.146 26.464 4.098 3.889 320 1.542 8 4.499 738 4.924 57.628

100
Anexos

Tabela 23 – Despesas correntes municipais com saúde por tipo de função SHA
e prestador (em milhões de reais correntes). Brasil, 2014

PRESTADOR

Todos os demais estabelecimentos


Estabelecimentos ambulatoriais

Estabelecimentos ambulatoriais

Estabelecimentos ambulatoriais

Todos os demais classificados


de atendimento ambulatorial
de atendimentos a urgências

de atenção especializada

Órgãos de administração
Laboratórios clínicos e
centros diagnósticos

DESPESA CORRENTE
de atenção básica

Não classificado
governamental
Farmácias
Hospitais
FUNÇÃO

HC.1 - Atenção curativa 10.597 17.361 4.223 2.879 205 59 11 30 18 - 35.383


HC.1.1 - Atenção curativa em regime de internação 6.144 14 383 3 5 - - - - - 6.548
HC.1.2 - Atenção curativa em regime de hospital-dia 4 - - 1 1 - - - - - 6
HC.1.3.1 - Atenção curativa ambulatorial básica 1.541 13.553 1.809 765 50 18 7 17 14 - 17.772
HC.1.3.2 - Atenção ambulatorial em saúde bucal 24 1.928 37 343 35 10 - 0 - - 2.377
HC.1.3.3 - Atenção ambulatorial especializada 2.878 1.097 1.994 1.759 113 32 4 8 5 - 7.889
HC.1.4 - Atenção curativa domiciliar 7 769 1 8 1 0 0 5 0 - 790
HC.1.9 - Outras atividades curativas 0 0 0 0 0 - - 0 - - 0
HC.2 - Atendimentos de reabilitação 35 90 4 238 4 17 0 0 - - 387
HC.2.1 - Atendimentos de reabilitação em regime de internação 1 - - - - - - - - - 1
HC.2.3 - Atendimentos de reabilitação ambulatorial 34 90 4 237 4 17 0 0 - - 385
HC.2.9 - Outras atividades de reabilitação 0 0 0 1 0 0 - - - - 2
HC.3 - Cuidados de longo prazo 94 236 2 30 61 0 0 3 4 - 429
HC.3.1 - Cuidados de longo prazo em regime de internação 90 - 1 - 0 - - - - - 91
HC.3.2 - Cuidados de longo prazo em regime de hospital-dia - - - - 0 - - - - - 0
HC.3.3 - Cuidados de longo prazo ambulatorial 1 24 0 21 60 0 - 0 - - 106
HC.3.4 - Cuidados de longo prazo domiciliar 3 212 1 9 1 0 0 3 4 - 233
HC.4 - Atividades complementares ao diagnóstico e tratamento 2.114 1.174 704 1.094 26 1.779 0 178 32 - 7.102
HC.4.1 - Exames laboratoriais clínicos e anatomopatológicos 1.044 820 318 435 4 1.685 0 6 2 - 4.315
HC.4.2 - Exames de imagem 1.010 254 383 529 19 78 - 0 0 - 2.273
HC.4.3 - Transporte de pacientes, inclusive subsídios 31 80 3 32 0 1 - 172 30 - 348
HC.4.9 - Outras atividades complementares ao diagnóstico e tratamento 30 19 1 97 3 15 - 0 0 - 165
HC.5 - Medicamentos e outros produtos médicos 17 1.805 3 250 3 39 - 0 - - 2.118
HC.5.1.1 - Medicamentos - 1.002 - - - - - - - - 1.002
HC.5.1.2 - Outros produtos médicos não duráveis - 696 - - - - - - - - 696
HC.5.2 - Produtos médicos duráveis 17 108 3 250 3 39 - 0 - - 421
HC.6 - Prevenção, promoção e vigilância em saúde 187 8.534 57 316 51 26 0 217 1.675 273 11.337
HC.6.1 - Informação, educação e programas de orientação em saúde 11 1.300 2 37 22 1 0 38 19 273 1.703
HC.6.2 - Programas de imunização 0 435 0 0 - - - 0 - - 435
HC.6.3 - Programas para detecção precoce de doenças 99 206 11 127 1 20 - 0 0 - 464
HC.6.4 - Programas de monitoramento de populações saudáveis 70 3.081 41 109 2 1 0 0 0 - 3.305
HC.6.5 - Vigilância epidemiológica e programas de controle de riscos e agravos 7 3.512 3 43 26 4 - 179 1.656 - 5.429
HC.6.6 - Programas de recuperação de desastres e respostas emergenciais - - - 0 0 - - - - - 0
HC.7 - Gestão e governança do sistema de saúde - - - - 0 - - 4.603 - - 4.604
HC.7.1 - Administração financeira e governança do sistema de saúde - - - - 0 - - 4.603 - - 4.604
HC.9 - Demais atividades de saúde e não classificadas 36 91 0 23 0 0 - 190 0 5.077 5.419
HC.9.1 - Demais atividades de saúde 36 91 0 23 0 0 - 190 0 - 342
HC.9.9 - Não classificadas - - - - - - - - - 4.985 4.985
HC.9.2 - Formação de R.H. - - - - - - - - - 92 92
DESPESA CORRENTE 13.079 29.291 4.994 4.830 351 1.922 11 5.223 1.729 5.350 66.780

101
MINISTÉRIO DA SAÚDE/FUNDAÇÃO OSWALDO CRUZ – CONTAS DO SUS NA PERSPECTIVA DA CONTABILIDADE INTERNACIONAL – BRASIL, 2010-2014

Tabela 24 – Despesas correntes das três esferas de governo com o SUS por tipo de
função SHA e prestador (em milhões de reais correntes). Brasil, 2010

PRESTADOR

Todos os demais estabelecimentos


Estabelecimentos ambulatoriais

Estabelecimentos ambulatoriais

Estabelecimentos ambulatoriais

Todos os demais classificados


de atendimento ambulatorial
de atendimentos a urgências

de atenção especializada

Órgãos de administração
Laboratórios clínicos e
centros diagnósticos

DESPESA CORRENTE
de atenção básica

Não classificado
governamental
Farmácias
Hospitais
FUNÇÃO

HC.1 - Atenção curativa 38.962 17.718 3.369 6.387 441 258 5 9 25 36 67.210
HC.1.1 - Atenção curativa em regime de internação 26.137 10 568 59 12 0 - - - - 26.786
HC.1.2 - Atenção curativa em regime de hospital-dia 78 - 0 0 11 - - - - - 89
HC.1.3.1 - Atenção curativa ambulatorial básica 3.075 13.623 1.614 1.121 85 24 1 6 17 3 19.569
HC.1.3.2 - Atenção ambulatorial em saúde bucal 122 2.149 23 447 73 7 - 0 - 0 2.820
HC.1.3.3 - Atenção ambulatorial especializada 8.946 1.177 1.164 4.647 249 227 3 3 1 1 16.417
HC.1.3.9 - Atenção ambulatorial curativa N.E. - - - 99 - - - - - 32 131
HC.1.4 - Atenção curativa domiciliar 62 760 0 14 11 0 0 0 7 0 854
HC.1.9 - Outras atividades curativas 542 - - - - - - - - - 542
HC.2 - Atendimentos de reabilitação 737 78 5 554 33 56 - - - 1 1.464
HC.2.1 - Atendimentos de reabilitação em regime de internação 342 - - - - - - - - - 342
HC.2.3 - Atendimentos de reabilitação ambulatorial 293 78 5 553 33 56 - - - 0 1.018
HC.2.4 - Atendimentos de reabilitação domiciliar 0 - - - - - - - - - 0
HC.2.9 - Outras atividades de reabilitação 101 0 0 2 0 0 - - - 1 104
HC.3 - Cuidados de longo prazo 1.376 309 2 97 1.058 8 0 3 23 0 2.878
HC.3.1 - Cuidados de longo prazo em regime de internação 1.346 - 1 9 0 - - - - - 1.357
HC.3.2 - Cuidados de longo prazo em regime de hospital-dia 3 11 - 51 1.028 - - - - 0 1.093
HC.3.3 - Cuidados de longo prazo ambulatorial 9 11 0 22 27 1 - - - 0 70
HC.3.4 - Cuidados de longo prazo domiciliar 17 288 1 12 3 8 0 3 9 0 341
HC.3.9 - Outros cuidados de longo prazo - - - 3 - - - - 14 - 17
HC.4 - Atividades complementares ao diagnóstico e tratamento 6.878 989 523 1.845 63 3.922 1 220 420 0 14.861
HC.4.1 - Exames laboratoriais clínicos e anatomopatológicos 3.169 664 186 798 25 3.099 0 0 1 0 7.942
HC.4.2 - Exames de imagem 3.112 239 332 652 26 266 - 2 0 0 4.629
HC.4.3 - Transporte de pacientes, inclusive subsídios 91 64 2 46 0 4 1 218 419 - 846
HC.4.9 - Outras atividades complementares ao diagnóstico e tratamento 505 22 3 348 12 553 - 0 - 0 1.444
HC.5 - Medicamentos e outros produtos médicos 336 654 2 422 9 33 6.274 28 - 2 7.760
HC.5.1.1 - Medicamentos - 327 - - - - 6.007 - - - 6.334
HC.5.1.2 - Outros produtos médicos não duráveis - 320 - - - - 256 - - 2 578
HC.5.2 - Produtos médicos duráveis 336 6 2 422 9 33 11 28 - - 848
HC.6 - Prevenção, promoção e vigilância em saúde 340 10.038 23 389 105 102 1 319 2.539 621 14.477
HC.6.1 - Informação, educação e programas de orientação em saúde 46 1.203 3 89 39 4 - 18 124 445 1.972
HC.6.2 - Programas de imunização - 2.701 - - - - - - - 46 2.747
HC.6.3 - Programas para detecção precoce de doenças 145 206 6 120 2 80 - 0 0 0 561
HC.6.4 - Programas de monitoramento de populações saudáveis 122 2.122 12 96 6 0 - 0 0 25 2.384
HC.6.5 - Vigilância epidemiológica e programas de controle de riscos e agravos 27 3.804 2 82 58 18 - 250 2.415 93 6.749
HC.6.6 - Programas de recuperação de desastres e respostas emergenciais - - - - - - 1 51 - 13 65
HC.7 - Gestão e governança do sistema de saúde 0 0 - 0 - - 9 7.544 0 890 8.444
HC.7.1 - Administração e governança do sistema de saúde 0 0 - 0 - - 9 7.544 0 890 8.444
HC.9 - Demais atividades de saúde e não classificadas 65 64 1 82 0 7 2 241 70 15.573 16.104
HC.9 - Demais atividades de saúde 24 64 1 82 0 7 2 241 70 - 490
HC.9 - Não classificadas - - - - - - - - - 15.009 15.009
HC.9.2 - Formação de R.H. 40 - - - - - - - - 564 604
DESPESA CORRENTE 48.693 29.849 3.925 9.776 1.710 4.387 6.291 8.365 3.077 17.123 133.197

102
Anexos

Tabela 25 – Despesas correntes das três esferas de governo com o SUS por tipo de
função SHA e prestador (em milhões de reais correntes). Brasil, 2011

PRESTADOR

Todos os demais estabelecimentos


Estabelecimentos ambulatoriais

Estabelecimentos ambulatoriais

Estabelecimentos ambulatoriais

Todos os demais classificados


de atendimento ambulatorial
de atendimentos a urgências

de atenção especializada

Órgãos de administração
Laboratórios clínicos e
centros diagnósticos

DESPESA CORRENTE
de atenção básica

Não classificado
governamental
Farmácias
Hospitais
FUNÇÃO

HC.1 - Atenção curativa 43.133 19.356 4.299 7.466 538 292 13 14 17 36 75.164
HC.1.1 - Atenção curativa em regime de internação 29.067 15 644 59 13 - - - - - 29.796
HC.1.2 - Atenção curativa em regime de hospital-dia 93 - 0 0 23 - - - - - 117
HC.1.3.1 - Atenção curativa ambulatorial básica 3.064 15.081 1.882 1.239 86 21 7 9 16 - 21.405
HC.1.3.2 - Atenção ambulatorial em saúde bucal 98 2.474 31 460 69 23 - 0 0 - 3.155
HC.1.3.3 - Atenção ambulatorial especializada 10.101 1.131 1.741 5.095 344 248 6 4 1 0 18.671
HC.1.3.9 - Atenção ambulatorial curativa N.E. - - - 606 - - - - - 36 642
HC.1.4 - Atenção curativa domiciliar 51 655 0 7 2 0 0 1 0 - 718
HC.1.9 - Outras atividades curativas 659 - - - - - - - - - 659
HC.2 - Atendimentos de reabilitação 864 89 9 583 18 59 - 0 - 1 1.623
HC.2.1 - Atendimentos de reabilitação em regime de internação 408 - - - - - - - - - 408
HC.2.3 - Atendimentos de reabilitação ambulatorial 334 89 8 581 18 59 - 0 - - 1.089
HC.2.9 - Outras atividades de reabilitação 122 0 0 1 0 0 - - - 1 126
HC.3 - Cuidados de longo prazo 1.409 283 2 98 1.240 9 0 8 29 - 3.078
HC.3.1 - Cuidados de longo prazo em regime de internação 1.379 - 1 5 0 - - - - - 1.385
HC.3.2 - Cuidados de longo prazo em regime de hospital-dia 3 11 - 49 1.207 0 - - - - 1.271
HC.3.3 - Cuidados de longo prazo ambulatorial 7 11 0 27 29 1 - 0 - - 76
HC.3.4 - Cuidados de longo prazo domiciliar 19 260 2 12 3 8 0 8 13 - 326
HC.3.9 - Outros cuidados de longo prazo - - - 4 - - - - 16 - 20
HC.4 - Atividades complementares ao diagnóstico e tratamento 7.175 1.042 697 1.988 146 4.291 0 356 524 0 16.219
HC.4.1 - Exames laboratoriais clínicos e anatomopatológicos 3.379 735 274 876 44 3.375 0 0 1 - 8.683
HC.4.2 - Exames de imagem 3.196 192 417 719 80 281 - 0 0 - 4.885
HC.4.3 - Transporte de pacientes, inclusive subsídios 57 66 2 42 0 2 - 356 523 - 1.048
HC.4.9 - Outras atividades complementares ao diagnóstico e tratamento 544 48 5 351 22 633 - 0 - 0 1.602
HC.5 - Medicamentos e outros produtos médicos 342 1.236 4 492 25 49 7.615 0 - 58 9.822
HC.5.1.1 - Medicamentos - 813 - - - - 7.243 - - - 8.056
HC.5.1.2 - Outros produtos médicos não duráveis - 402 - - - - 358 - - 58 819
HC.5.2 - Produtos médicos duráveis 342 21 4 492 25 49 14 0 - - 947
HC.6 - Prevenção, promoção e vigilância em saúde 342 11.676 53 343 84 126 0 544 2.605 762 16.535
HC.6.1 - Informação, educação e programas de orientação em saúde 40 1.548 6 74 39 3 0 93 60 523 2.385
HC.6.2 - Programas de imunização - 3.017 - - - - - - - 55 3.072
HC.6.3 - Programas para detecção precoce de doenças 180 203 5 99 4 83 - 0 0 - 575
HC.6.4 - Programas de monitoramento de populações saudáveis 92 2.757 40 105 2 0 0 0 0 44 3.040
HC.6.5 - Vigilância epidemiológica e programas de controle de riscos e agravos 30 4.152 2 65 39 40 - 443 2.544 120 7.436
HC.6.6 - Programas de recuperação de desastres e respostas emergenciais - - - - - - - 7 - 20 27
HC.7 - Gestão e governança do sistema de saúde - 0 - 0 - - 9 9.792 0 923 10.725
HC.7.1 - Administração e governança do sistema de saúde - 0 - 0 - - 9 9.792 0 923 10.725
HC.9 - Demais atividades de saúde e não classificadas 74 70 1 66 0 0 - 364 0 20.537 21.111
HC.9 - Demais atividades de saúde 27 70 1 66 0 0 - 364 0 - 529
HC.9 - SALDO - - - - - - - - - 19.893 19.893
HC.9.2 - Formação de R.H. 46 - - - - - - - - 643 690
DESPESA CORRENTE 53.338 33.753 5.065 11.036 2.050 4.826 7.637 11.078 3.175 22.318 154.277

103
MINISTÉRIO DA SAÚDE/FUNDAÇÃO OSWALDO CRUZ – CONTAS DO SUS NA PERSPECTIVA DA CONTABILIDADE INTERNACIONAL – BRASIL, 2010-2014

Tabela 26 – Despesa correntes das três esferas de governo com o SUS por tipo
de função SHA e prestador (em milhões de reais correntes). Brasil, 2012

PRESTADOR

Todos os demais estabelecimentos


Estabelecimentos ambulatoriais

Estabelecimentos ambulatoriais

Estabelecimentos ambulatoriais

Todos os demais classificados


de atendimento ambulatorial
de atendimentos a urgências

de atenção especializada

Órgãos de administração
Laboratórios clínicos e
centros diagnósticos

DESPESA CORRENTE
de atenção básica

Não classificado
governamental
Farmácias
Hospitais
FUNÇÃO

HC.1 - Atenção curativa 49.971 22.568 6.629 6.665 636 323 14 21 21 3.905 90.753
HC.1.1 - Atenção curativa em regime de internação 34.225 16 801 57 13 - - - - - 35.112
HC.1.2 - Atenção curativa em regime de hospital-dia 110 - 0 1 30 - - - - - 141
HC.1.3.1 - Atenção curativa ambulatorial básica 2.884 17.559 2.329 1.360 82 28 9 13 17 244 24.525
HC.1.3.2 - Atenção ambulatorial em saúde bucal 97 2.908 35 592 87 21 - 0 - - 3.740
HC.1.3.3 - Atenção ambulatorial especializada 11.625 1.248 2.446 4.437 417 274 5 6 4 3.634 24.094
HC.1.3.9 - Atenção ambulatorial curativa N.E. - - - 212 - - - - - 27 239
HC.1.4 - Atenção curativa domiciliar 51 837 0 7 6 0 0 2 0 - 903
HC.1.9 - Outras atividades curativas 980 0 1.018 0 - - - - - - 1.999
HC.2 - Atendimentos de reabilitação 900 97 7 636 10 59 - 0 - 1 1.711
HC.2.1 - Atendimentos de reabilitação em regime de internação 431 - - - - - - - - - 431
HC.2.3 - Atendimentos de reabilitação ambulatorial 341 96 7 635 10 59 - 0 - - 1.148
HC.2.9 - Outras atividades de reabilitação 129 0 0 2 0 0 - - - 1 132
HC.3 - Cuidados de longo prazo 1.510 305 3 375 1.278 11 0 3 27 231 3.742
HC.3.1 - Cuidados de longo prazo em regime de internação 1.477 - 1 3 0 - - - - - 1.481
HC.3.2 - Cuidados de longo prazo em regime de hospital-dia 4 10 - 40 1.243 1 - - - - 1.299
HC.3.3 - Cuidados de longo prazo ambulatorial 6 16 0 316 32 1 - 0 - - 371
HC.3.4 - Cuidados de longo prazo domiciliar 24 280 2 12 3 8 0 3 11 - 342
HC.3.9 - Outros cuidados de longo prazo - - - 3 - - - - 16 231 250
HC.4 - Atividades complementares ao diagnóstico e tratamento 7.949 1.196 986 2.200 186 4.899 0 500 666 - 18.581
HC.4.1 - Exames laboratoriais clínicos e anatomopatológicos 3.943 869 448 880 52 3.850 0 4 0 - 10.047
HC.4.2 - Exames de imagem 3.439 224 533 934 104 373 - 0 0 - 5.608
HC.4.3 - Transporte de pacientes, inclusive subsídios 32 80 2 48 0 1 - 496 665 - 1.324
HC.4.9 - Outras atividades complementares ao diagnóstico e tratamento 534 23 3 338 29 675 - 0 - - 1.603
HC.5 - Medicamentos e outros produtos médicos 347 1.718 6 613 32 46 8.157 3 - 52 10.974
HC.5.1.1 - Medicamentos - 1.169 - - - - 7.810 - - - 8.978
HC.5.1.2 - Outros produtos médicos não duráveis - 500 - - - - 337 - - 52 889
HC.5.2 - Produtos médicos duráveis 347 49 6 613 32 46 10 3 - 0 1.107
HC.6 - Prevenção, promoção e vigilância em saúde 334 14.398 55 505 76 140 0 572 2.968 493 19.541
HC.6.1 - Informação, educação e programas de orientação em saúde 46 1.623 8 176 29 4 0 109 56 319 2.370
HC.6.2 - Programas de imunização - 4.158 - - - - - - 8 19 4.184
HC.6.3 - Programas para detecção precoce de doenças 167 238 7 113 4 88 - 0 0 - 617
HC.6.4 - Programas de monitoramento de populações saudáveis 99 2.983 37 149 3 1 0 4 0 37 3.312
HC.6.5 - Vigilância epidemiológica e programas de controle de riscos e agravos 22 5.396 3 68 41 47 - 454 2.904 93 9.028
HC.6.6 - Programas de recuperação de desastres e respostas emergenciais - - - - - - 0 4 - 26 30
HC.7 - Gestão e governança do sistema de saúde - 0 - - - - 0 9.441 7 200 9.650
HC.7.1 - Administração e governança do sistema de saúde - 0 - - - - 0 9.441 7 200 9.650
HC.9 - Demais atividades de saúde e não classificadas 36 53 0 56 0 - - 549 20 16.104 16.819
HC.9 - Demais atividades de saúde 25 53 0 56 0 - - 549 4 - 687
HC.9 - Não classificadas - - - - - - - - - 15.342 15.342
HC.9.2 - Formação de R.H. 12 - - - - - - - 16 762 789
DESPESA CORRENTE 61.048 40.335 7.689 11.050 2.218 5.478 8.172 11.089 3.708 20.985 171.771

104
Anexos

Tabela 27 – Despesas correntes das três esferas de governo com o SUS por tipo
de função SHA e prestador (em milhões de reais correntes). Brasil, 2013

PRESTADOR

Todos os demais estabelecimentos


Estabelecimentos ambulatoriais

Estabelecimentos ambulatoriais

Estabelecimentos ambulatoriais

Todos os demais classificados


de atendimento ambulatorial
de atendimentos a urgências

de atenção especializada

Órgãos de administração
Laboratórios clínicos e
centros diagnósticos

DESPESA CORRENTE
de atenção básica

Não classificado
governamental
Farmácias
Hospitais
FUNÇÃO

HC.1 - Atenção curativa 58.280 24.459 9.901 6.957 504 301 16 32 25 2.074 102.548
HC.1.1 - Atenção curativa em regime de internação 39.997 15 1.019 58 12 - - - - - 41.100
HC.1.2 - Atenção curativa em regime de hospital-dia 139 - - 0 38 - - - - - 177
HC.1.3.1 - Atenção curativa ambulatorial básica 2.955 19.298 2.797 1.190 66 29 9 22 19 109 26.493
HC.1.3.2 - Atenção ambulatorial em saúde bucal 94 2.849 41 586 69 16 - 0 0 - 3.656
HC.1.3.3 - Atenção ambulatorial especializada 13.769 1.365 3.292 5.081 318 256 7 8 6 1.947 26.049
HC.1.3.9 - Atenção ambulatorial curativa N.E. - - - 34 - - - - - 18 52
HC.1.4 - Atenção curativa domiciliar 39 932 1 7 1 0 0 2 0 - 982
HC.1.9 - Outras atividades curativas 1.287 0 2.751 0 - - - - - - 4.038
HC.2 - Atendimentos de reabilitação 949 105 7 676 9 57 - - - 0 1.802
HC.2.1 - Atendimentos de reabilitação em regime de internação 446 - - - - - - - - - 446
HC.2.3 - Atendimentos de reabilitação ambulatorial 368 105 7 675 9 57 - - - - 1.220
HC.2.9 - Outras atividades de reabilitação 134 0 0 2 0 0 - - - 0 136
HC.3 - Cuidados de longo prazo 1.571 336 3 76 90 10 0 10 33 720 2.849
HC.3.1 - Cuidados de longo prazo em regime de internação 1.533 - 1 2 - - - - - - 1.535
HC.3.2 - Cuidados de longo prazo em regime de hospital-dia 0 - - - 0 - - - - - 0
HC.3.3 - Cuidados de longo prazo ambulatorial 9 14 0 36 87 1 - 0 - - 148
HC.3.4 - Cuidados de longo prazo domiciliar 29 322 2 11 3 9 0 10 14 - 399
HC.3.9 - Outros cuidados de longo prazo - - - 27 - - - - 18 720 765
HC.4 - Atividades complementares ao diagnóstico e tratamento 9.197 1.431 1.197 2.544 205 5.759 0 610 921 - 21.863
HC.4.1 - Exames laboratoriais clínicos e anatomopatológicos 4.396 1.002 531 1.055 56 4.528 0 4 2 - 11.575
HC.4.2 - Exames de imagem 4.221 309 662 1.089 119 445 - 0 0 - 6.843
HC.4.3 - Transporte de pacientes, inclusive subsídios 37 92 3 52 0 1 - 606 920 - 1.710
HC.4.9 - Outras atividades complementares ao diagnóstico e tratamento 543 28 2 348 30 785 - 0 - - 1.736
HC.5 - Medicamentos e outros produtos médicos 407 1.425 5 773 38 66 9.764 4 0 3 12.486
HC.5.1.1 - Medicamentos - 754 - - - - 9.518 - - - 10.272
HC.5.1.2 - Outros produtos médicos não duráveis - 580 - - - - 239 - - 3 822
HC.5.2 - Produtos médicos duráveis 407 91 5 773 38 66 7 4 0 - 1.392
HC.6 - Prevenção, promoção e vigilância em saúde 427 17.276 75 428 73 169 0 643 3.125 725 22.942
HC.6.1 - Informação, educação e programas de orientação em saúde 73 1.680 10 69 22 2 0 119 64 610 2.650
HC.6.2 - Programas de imunização 0 5.414 0 0 - - - - 2 - 5.416
HC.6.3 - Programas para detecção precoce de doenças 226 290 8 143 4 88 - 0 0 - 759
HC.6.4 - Programas de monitoramento de populações saudáveis 107 3.903 49 152 3 1 0 4 0 22 4.241
HC.6.5 - Vigilância epidemiológica e programas de controle de riscos e agravos 21 5.990 7 64 45 78 - 515 3.058 79 9.858
HC.6.6 - Programas de recuperação de desastres e respostas emergenciais - - - 0 0 - - 6 - 13 19
HC.7 - Gestão e governança do sistema de saúde - 0 - 0 0 - 1 9.134 14 354 9.503
HC.7.1 - Administração e governança do sistema de saúde - 0 - 0 0 - 1 9.134 14 354 9.503
HC.9 - Demais atividades de saúde e não classificadas 47 78 1 60 0 - - 699 5 15.041 15.930
HC.9 - Demais atividades de saúde 33 78 1 60 0 - - 699 4 - 874
HC.9 - Não classificadas - - - - - - - - - 13.896 13.896
HC.9.2 - Formação de R.H. 14 - - - - - - - 1 1.145 1.160
DESPESA CORRENTE 70.877 45.110 11.188 11.514 919 6.362 9.781 11.132 4.122 18.917 189.922

105
MINISTÉRIO DA SAÚDE/FUNDAÇÃO OSWALDO CRUZ – CONTAS DO SUS NA PERSPECTIVA DA CONTABILIDADE INTERNACIONAL – BRASIL, 2010-2014

Tabela 28 – Despesas correntes das três esferas de governo com o SUS por tipo de
função SHA e prestador (em milhões de reais correntes). Brasil, 2014

PRESTADOR

Todos os demais estabelecimentos


Estabelecimentos ambulatoriais

Estabelecimentos ambulatoriais

Estabelecimentos ambulatoriais

Todos os demais classificados


de atendimento ambulatorial
de atendimentos a urgências

de atenção especializada

Órgãos de administração
Laboratórios clínicos e
centros diagnósticos

DESPESA CORRENTE
de atenção básica

Não classificado
governamental
Farmácias
Hospitais
FUNÇÃO

HC.1 - Atenção curativa 63.979 28.552 11.661 7.975 580 323 20 43 26 2.178 115.339
HC.1.1 - Atenção curativa em regime de internação 43.969 17 1.125 60 11 - - - - - 45.183
HC.1.2 - Atenção curativa em regime de hospital-dia 150 - - 1 50 - - - - - 201
HC.1.3.1 - Atenção curativa ambulatorial básica 2.873 22.753 2.982 1.183 83 32 10 25 20 123 30.084
HC.1.3.2 - Atenção ambulatorial em saúde bucal 75 3.039 71 747 56 17 - 0 - - 4.006
HC.1.3.3 - Atenção ambulatorial especializada 15.410 1.602 4.015 5.955 378 274 11 11 6 2.051 29.713
HC.1.3.9 - Atenção ambulatorial curativa N.E. - - - 18 - - - - - 4 22
HC.1.4 - Atenção curativa domiciliar 55 1.140 1 11 1 0 0 7 0 - 1.217
HC.1.9 - Outras atividades curativas 1.446 0 3.467 0 0 - - 0 - - 4.914
HC.2 - Atendimentos de reabilitação 960 114 6 730 9 60 0 0 - - 1.879
HC.2.1 - Atendimentos de reabilitação em regime de internação 450 - - - - - - - - - 450
HC.2.3 - Atendimentos de reabilitação ambulatorial 374 114 6 727 9 60 0 0 - - 1.291
HC.2.9 - Outras atividades de reabilitação 135 0 0 3 0 0 - - - - 138
HC.3 - Cuidados de longo prazo 1.514 340 3 53 80 10 0 4 27 1.419 3.450
HC.3.1 - Cuidados de longo prazo em regime de internação 1.476 - 1 2 0 - - - - - 1.479
HC.3.2 - Cuidados de longo prazo em regime de hospital-dia 0 - - - 0 - - - - - 0
HC.3.3 - Cuidados de longo prazo ambulatorial 8 27 0 34 77 0 - 0 - - 147
HC.3.4 - Cuidados de longo prazo domiciliar 30 313 2 13 3 9 0 4 5 - 381
HC.3.9 - Outros cuidados de longo prazo - - - 3 - - - - 21 1.419 1.444
HC.4 - Atividades complementares ao diagnóstico e tratamento 10.704 1.554 1.397 3.014 264 6.389 0 724 1.049 - 25.095
HC.4.1 - Exames laboratoriais clínicos e anatomopatológicos 5.116 1.072 649 1.156 60 5.023 0 8 3 - 13.086
HC.4.2 - Exames de imagem 4.941 349 744 1.399 161 491 - 0 0 - 8.085
HC.4.3 - Transporte de pacientes, inclusive subsídios 42 104 3 58 0 1 - 716 1.046 - 1.970
HC.4.9 - Outras atividades complementares ao diagnóstico e tratamento 606 29 1 402 43 874 - 0 0 - 1.954
HC.5 - Medicamentos e outros produtos médicos 462 1.833 4 868 41 85 11.130 3 5 171 14.603
HC.5.1.1 - Medicamentos - 1.002 - - - - 10.825 - - - 11.827
HC.5.1.2 - Outros produtos médicos não duráveis - 696 - - - - 295 - - 171 1.163
HC.5.2 - Produtos médicos duráveis 462 135 4 868 41 85 10 3 5 - 1.613
HC.6 - Prevenção, promoção e vigilância em saúde 465 17.637 86 514 79 165 0 567 3.989 672 24.175
HC.6.1 - Informação, educação e programas de orientação em saúde 32 1.949 5 61 31 2 0 58 61 550 2.747
HC.6.2 - Programas de imunização 0 4.418 0 0 - - - 0 3 4 4.425
HC.6.3 - Programas para detecção precoce de doenças 222 304 16 200 5 74 - 0 0 - 821
HC.6.4 - Programas de monitoramento de populações saudáveis 199 4.653 60 189 4 2 0 1 0 20 5.129
HC.6.5 - Vigilância epidemiológica e programas de controle de riscos e agravos 12 6.313 5 65 39 88 - 507 3.925 83 11.037
HC.6.6 - Programas de recuperação de desastres e respostas emergenciais - - - 0 0 - 0 1 - 16 17
HC.7 - Gestão e governança do sistema de saúde - 0 - 0 0 - - 9.917 9 460 10.385
HC.7.1 - Administração e governança do sistema de saúde - 0 - 0 0 - - 9.917 9 460 10.385
HC.9 - Demais atividades de saúde e não classificadas 62 105 1 64 0 0 - 820 8 16.171 17.231
HC.9 - Demais atividades de saúde 45 105 1 64 0 0 - 820 8 - 1.043
HC.9 - Não classificadas - - - - - - - - - 14.665 14.665
HC.9.2 - Formação de R.H. 18 - - - - - - - 0 1.506 1.524
DESPESA CORRENTE 78.146 50.136 13.160 13.218 1.052 7.032 11.151 12.079 5.112 21.073 212.158

106
Anexos

ANEXO B

Classificação funcional SHA atribuída a Procedimentos e


Subgrupos do SIGTAP/SUS
Função SHA / Subgrupo SIGTAP Procedimento, código e nome SIGTAP
HC.1.3.1 - ATENÇÃO CURATIVA AMBULATORIAL BÁSICA
0101 Ações coletivas/individuais em saúde 0101030029 - VISITA DOMICILIAR/INSTITUCIONAL POR PROFISSIONAL DE NÍVEL SUPERIOR
0201020017 - COLETA DE LAVADO BRONCO-ALVEOLAR
0201 Coleta de material 0201020025 - COLETA DE LINFA P/ PESQUISA DE M. LEPRAE
0201020041 - COLETA DE MATERIAL P/ EXAME LABORATORIAL
0301010013 - CONSULTA AO PACIENTE CURADO DE TUBERCULOSE (TRATAMENTO SUPERVISIONADO)
0301010030 - CONSULTA DE PROFISSIONAIS DE NÍVEL SUPERIOR NA ATENÇÃO BÁSICA (EXCETO MÉDICO)
0301010056 - CONSULTA MÉDICA EM SAÚDE DO TRABALHADOR
0301010064 - CONSULTA MÉDICA EM ATENÇÃO BÁSICA
0301010099 - CONSULTA PARA AVALIAÇÃO CLÍNICA DO FUMANTE
0301040010 - ATENDIMENTO CLÍNICO PARA INDICAÇÃO E FORNECIMENTO DO DIAFRAGMA UTERINO
0301040028 - ATENDIMENTO CLÍNICO P/ INDICAÇÃO, FORNECIMENTO E INSERÇÃO DO DISPOSITIVO INTRAUTERINO (DIU)
0301040036 - TERAPIA EM GRUPO
0301040044 - TERAPIA INDIVIDUAL
0301050120 - TERAPIA DE REIDRATAÇÃO PARENTERAL
0301060037 - ATENDIMENTO DE URGÊNCIA EM ATENÇÃO BÁSICA
0301060045 - ATENDIMENTO DE URGÊNCIA EM ATENÇÃO BÁSICA COM OBSERVAÇÃO ATÉ 8 HORAS
0301060053 - ATENDIMENTO DE URGÊNCIA EM ATENÇÃO BÁSICA COM REMOÇÃO
0301060096 - ATENDIMENTO MÉDICO EM UNIDADE DE PRONTO ATENDIMENTO
0301 Consultas / Atendimentos / Acompanhamentos
0301060100 - ATENDIMENTO ORTOPÉDICO COM IMOBILIZAÇÃO PROVISÓRIA
0301100020 - ADMINISTRAÇÃO DE MEDICAMENTOS EM ATENÇÃO BÁSICA (POR PACIENTE)
0301100039 - AFERIÇÃO DE PRESSÃO ARTERIAL
0301100047 - CATETERISMO VESICAL DE ALÍVIO
0301100063 - CUIDADOS C/ ESTOMAS
0301100071 - CUIDADOS C/ TRAQUEOSTOMIA
0301100098 - ENEMA
0301100101 - INALAÇÃO / NEBULIZAÇÃO
0301100128 - LAVAGEM GÁSTRICA
0301100136 - ORDENHA MAMÁRIA
0301100144 - OXIGENOTERAPIA
0301100152 - RETIRADA DE PONTOS DE CIRURGIAS BÁSICAS (POR PACIENTE)

0301100179 - SONDAGEM GÁSTRICA

0301100187 - TERAPIA DE REIDRATAÇÃO ORAL


0303050128 - CONSULTA OFTALMOLÓGICA - PROJETO OLHAR BRASIL
0303070030 - REMOÇÃO MANUAL DE FECALOMA
0303 Tratamentos clínicos (outras especialidades) 0303080019 - CAUTERIZAÇÃO QUÍMICA DE PEQUENAS LESÕES
0303080027 - DESBASTAMENTO DE CALOSIDADE E/OU MAL PERFURANTE (DESBASTAMENTO)
0303080035 - ESFOLIAÇÃO QUÍMICA
0309010101 - PASSAGEM DE SONDA NASOENTÉRICA (INCLUI MATERIAL)
0309 Terapias especializadas
0309030013 - CATETERISMO EVACUADOR DE BEXIGA
0310 Parto e nascimento 0310010012 - ASSISTÊNCIA AO PARTO SEM DISTÓCIA

107
MINISTÉRIO DA SAÚDE/FUNDAÇÃO OSWALDO CRUZ – CONTAS DO SUS NA PERSPECTIVA DA CONTABILIDADE INTERNACIONAL – BRASIL, 2010-2014

0401010031 - DRENAGEM DE ABSCESSO


0401010058 - EXCISÃO DE LESÃO E/OU SUTURA DE FERIMENTO DA PELE ANEXOS E MUCOSA
0401010066 - EXCISÃO E/OU SUTURA SIMPLES DE PEQUENAS LESÕES / FERIMENTOS DE PELE / ANEXOS E MUCOSA
0401 Pequenas cirurgias e cirurgias de pele,
0401010074 - EXERESE DE TUMOR DE PELE E ANEXOS / CISTO SEBÁCEO / LIPOMA
tecido subcutâneo e mucosa
0401010082 - FRENECTOMIA
0401010090 - FULGURAÇÃO / CAUTERIZAÇÃO QUÍMICA DE LESÕES CUTÂNEAS
0401010104 - INCISÃO E DRENAGEM DE ABSCESSO
0415 Outras cirurgias 0415040043 - DEBRIDAMENTO DE ÚLCERA / NECROSE
HC.1.3.2 - ATENÇÃO AMBULATORIAL EM SAÚDE BUCAL
0101020058 - APLICAÇÃO DE CARIOSTÁTICO (POR DENTE)
0101020066 - APLICAÇÃO DE SELANTE (POR DENTE)
0101 Ações coletivas/individuais em saúde 0101020074 - APLICAÇÃO TÓPICA DE FLÚOR (INDIVIDUAL POR SESSÃO)
0101020082 - EVIDENCIAÇÃO DE PLACA BACTERIANA
0101020090 - SELAMENTO PROVISÓRIO DE CAVIDADE DENTÁRIA
0301 Consultas / Atendimentos / Acompanhamentos 0301010153 - PRIMEIRA CONSULTA ODONTOLÓGICA PROGRAMÁTICA
0307 Tratamentos odontológicos Todos os procedimentos do subgrupo
0404020127 - EXERESE DE CISTO ODONTOGÊNICO E NÃO-ODONTOGÊNICO
0404020445 - CONTENÇÃO DE DENTES POR SPLINTAGEM
0404 Cirurgia das vias aéreas superiores, da face, da
0404020488 - OSTEOTOMIA DAS FRATURAS ALVÉOLO-DENTÁRIAS
cabeça e do pescoço
0404020577 - REDUÇÃO DE FRATURA ALVÉOLO-DENTÁRIA SEM OSTEOSSÍNTESE
0404020615 - REDUÇÃO DE LUXAÇÃO TÊMPORO-MANDIBULAR
0414 Bucomaxilofacial Todos os deste subgrupo exceto procedimento 0414020251 - REMOÇÃO DE CISTO
HC.1.3.3 - ATENÇÃO AMBULATORIAL ESPECIALIZADA
Todos procedimentos de Biópsia e Punção do subgrupo, EXCETO os procedimentos que foram classificados em outras funções como:
0201020017 - COLETA DE LAVADO BRONCOALVEOLAR, 0201020025 - COLETA DE LINFA P/ PESQUISA DE M. LEPRAE, 0201020041 - COLETA
0201 Coleta de material
DE MATERIAL P/ EXAME LABORATORIAL e 0201020050 - COLETA DE SANGUE P/ TRIAGEM NEONATAL e 0201020033 - COLETA DE MATERIAL
P/ EXAME CITOPATOLÓGICO DE COLO UTERINO
0301010048 - CONSULTA DE PROFISSIONAIS DE NÍVEL SUPERIOR NA ATENÇÃO ESPECIALIZADA (EXCETO MÉDICO)
0301010072 - CONSULTA MÉDICA EM ATENÇÃO ESPECIALIZADA
0301010102 - CONSULTA PARA DIAGNÓSTICO/REAVALIAÇÃO DE GLAUCOMA (TONOMETRIA, FUNDOSCOPIA E CAMPIMETRIA)
0301010161 - CONSULTA/ATENDIMENTO DOMICILIAR NA ATENÇÃO ESPECIALIZADA
0301060029 - ATENDIMENTO DE URGÊNCIA C/ OBSERVAÇÃO ATÉ 24 HORAS EM ATENÇÃO ESPECIALIZADA
0301060061 - ATENDIMENTO DE URGÊNCIA EM ATENÇÃO ESPECIALIZADA
0301070016 - ACOMPANHAMENTO DE PACIENTE C/ IMPLANTE COCLEAR
0301070156 - AVALIAÇÃO MULTIPROFISSIONAL EM DEFICIÊNCIA VISUAL
0301070164 - ATENDIMENTO/ACOMPANHAMENTO EM REABILITAÇÃO VISUAL
0301080011 - ABORDAGEM COGNITIVA COMPORTAMENTAL DO FUMANTE (POR ATENDIMENTO / PACIENTE)
0301080070 - ACOMPANHAMENTO INTENSIVO P/ USUÁRIO DE ÁLCOOL / DROGAS
0301 Consultas / Atendimentos / Acompanhamentos
0301080097 - ACOMPANHAMENTO NÃO INTENSIVO DE PACIENTE USUÁRIO DE ÁLCOOL / DROGAS
0301100012 - ADMINISTRAÇÃO DE MEDICAMENTOS NA ATENÇÃO ESPECIALIZADA
0301100055 - CATETERISMO VESICAL DE DEMORA
0301120064 - ACOMPANHAMENTO EM SERVIÇO DE REFERÊNCIA EM TRIAGEM NEONATAL (SRTN) - HIPERPLASIA ADRENAL CONGÊNITA
0301120072 - ACOMPANHAMENTO EM SERVIÇO DE REFERÊNCIA DE TRIAGEM NEONATAL (SRTN) EM PACIENTE COM DEFICIÊNCIA DE BIOTINA
0301040052 - ATENDIMENTO MULTIPROFISSIONAL PARA ATENÇÃO ÀS PESSOAS EM SITUAÇÃO DE VIOLÊNCIA SEXUAL
0301080364 - ACOMPANHAMENTO DE PESSOAS COM NECESSIDADES DECORRENTES DO USO DE ÁLCOOL, CRACK E OUTRAS DROGAS EM SERVIÇO
RESIDENCIAL DE CARÁTER TRANSITÓRIO (COMUNIDADES TERAPÊUTICAS)
0301130035 - ACOMPANHAMENTO DE USUÁRIO(A) NO PROCESSO TRANSEXUALIZADO EXCLUSIVAMENTE PARA ATENDIMENTO CLÍNICO
0301130043 - ACOMPANHAMENTO DO USUÁRIO(A) NO PROCESSO TRANSEXUALIZADOR EXCLUSIVO NAS ETAPAS DO PRÉ E PÓS-OPERATÓRIO
0301140014 - ATENDIMENTO DE PACIENTE EM CUIDADOS PALIATIVOS
0303 Tratamentos clínicos (outras especialidades) Todos os procedimentos do subgrupo
0305 Tratamento em nefrologia Todos os procedimentos do subgrupo
0306 Hemoterapia Todos os procedimentos do subgrupo
0308 Tratamento de envenenamentos lesões e outros
Todos os procedimentos do subgrupo
decorrentes de causas externas
0309 Terapias especializadas Todos os procedimentos do subgrupo

108
Anexos

0401010015 - CURATIVO GRAU II C/ OU S/DEBRIDAMENTO


0401010023 - CURATIVO GRAU I C/ OU S/DEBRIDAMENTO
0401010040 - ELETROCOAGULAÇÃO DE LESÃO CUTÂNEA

0401 Pequenas cirurgias e cirurgias de pele, tecido 0401010112 - RETIRADA DE CORPO ESTRANHO SUBCUTÂNEO
subcutâneo e mucosa 0401010120 - RETIRADA DE LESÃO POR SHAVING
0401010139 - TRATAMENTO CIRÚRGICO DE FÍSTULA DO PESCOÇO (POR APROXIMAÇÃO)
0401020088 - EXERESE DE CISTO SACROCOCCIGEO
0401020150 - TRATAMENTO CIRÚRGICO DO SINUS PRÉ-AURICULAR
0403050014 - ALCOOLIZAÇÃO DE NERVO CRANIANO
0403 Cirurgia do sistema nervoso central e periférico 0403050022 - ALCOOLIZAÇÃO DE TRIGÊMEO
0403050081 - NEUROTOMIA PERCUTÂNEA DE NERVOS PERIFÉRICOS POR AGENTES QUÍMICOS
0404 Cirurgia das vias aéreas superiores, da face, da
Todos os procedimentos do subgrupo
cabeça e do pescoço
0405 Cirurgia do aparelho da visão Todos os procedimentos do subgrupo
0406 Cirurgia do aparelho circulatório Todos os procedimentos do subgrupo
0407 Cirurgia do aparelho digestivo, órgãos anexos e
Todos os procedimentos do subgrupo
parede abdominal
0408 Cirurgia do sistema osteomuscular Todos os procedimentos do subgrupo
0409 Cirurgia do aparelho geniturinário Todos os procedimentos do subgrupo
0410 Cirurgia de mama Todos os procedimentos do subgrupo
0411 Cirurgia obstétrica Todos os procedimentos do subgrupo
0412 Cirurgia torácica Todos os procedimentos do subgrupo
0413 Cirurgia reparadora Todos os procedimentos do subgrupo
0414 Bucomaxilofacial 0414020251 - REMOÇÃO DE CISTO
0415040035 - DEBRIDAMENTO DE ÚLCERA / DE TECIDOS DESVITALIZADOS
0415 Outras cirurgias
0415040051 - DRENAGEM DE COLEÇÕES VISCERAIS / CAVITÁRIAS POR CATETERISMO
0416 Cirurgia em oncologia Todos os procedimentos do subgrupo
0417 Anestesiologia Todos os procedimentos do subgrupo
0418 Cirurgia em nefrologia Todos os procedimentos do subgrupo
0503 Ações relacionadas à doação de órgãos e
Todos os procedimentos do subgrupo
tecidos para transplante
0505 Transplantes de tecidos, células e órgãos Todos os procedimentos do subgrupo
0506 Acompanhamento e intercorrências no pré e
Todos os procedimentos do subgrupo
pós-transplante
HC.1.4 - Atenção curativa domiciliar
0301010137 - CONSULTA/ATENDIMENTO DOMICILIAR
0301 Consultas / Atendimentos / Acompanhamentos 0301010188 - CONSULTA MÉDICA OFTALMOLÓGICA ESPECIALIZADA - PROJETO OLHAR BRASIL
0301050147 - VISITA DOMICILIAR POR PROFISSIONAL DE NÍVEL SUPERIOR
HC.1.9 Outros Cuidados Curativos
0301 Consultas / Atendimentos / Acompanhamentos 0301050082 - ANTIBIOTICOTERAPIA PARENTERAL
HC.2.3 Atendimentos de reabilitação ambulatorial
0301070024 - ACOMPANHAMENTO DE PACIENTE EM REABILITAÇÃO EM COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA
0301070032 - ACOMPANHAMENTO DE PACIENTE P/ ADAPTAÇÃO DE APARELHO DE AMPLIFICAÇÃO SONORA INDIVIDUAL (AASI) UNI / B
0301070040 - ACOMPANHAMENTO NEUROPSICOLÓGICO DE PACIENTE EM REABILITAÇÃO
0301070059 - ACOMPANHAMENTO PSICOPEDAGÓGICO DE PACIENTE EM REABILITAÇÃO
0301070067 - ATENDIMENTO / ACOMPANHAMENTO EM REABILITAÇÃO NAS MÚLTIPLAS DEFICIÊNCIAS
0301070075 - ATENDIMENTO / ACOMPANHAMENTO DE PACIENTE EM REABILITAÇÃO DO DESENVOLVIMENTO NEUROPSICOMOTOR
0301 Consultas / Atendimentos / Acompanhamentos 0301070083 - ATENDIMENTO EM OFICINA TERAPÊUTICA I P/ PORTADOR DE NECESSIDADES ESPECIAIS (POR OFICINA)
0301070091 - ATENDIMENTO EM OFICINA TERAPÊUTICA II P/ PORTADOR DE NECESSIDADES ESPECIAIS (POR OFICINA)
0301070105 - ATENDIMENTO/ACOMPANHAMENTO INTENSIVO DE PACIENTE EM REABILITAÇÃO FÍSICA (1 TURNO PACIENTE-DIA - 15 A
0301070113 - TERAPIA FONOAUDIOLÓGICA INDIVIDUAL
0301070121 - TRATAMENTO INTENSIVO DE PACIENTE EM REABILITAÇÃO FÍSICA (1 TURNO PACIENTE- DIA - 20 ATENDIMENTOS-MÊS
0301070130 - TRATAMENTO INTENSIVO DE PACIENTE EM REABILITAÇÃO FÍSICA (2 TURNOS PACIENTE-DIA - 20 ATENDIMENTOS-MÊS
0301070148 - TREINO DE ORIENTAÇÃO E MOBILIDADE
0302 Fisioterapia Todos os procedimentos do subgrupo exceto 0302020012 - ATENDIMENTO FISIOTERAPÊUTICO DE PACIENTE COM CUIDADOS PALIATIVOS

109
MINISTÉRIO DA SAÚDE/FUNDAÇÃO OSWALDO CRUZ – CONTAS DO SUS NA PERSPECTIVA DA CONTABILIDADE INTERNACIONAL – BRASIL, 2010-2014

0303050020 - EXERCÍCIOS ORTÓPTICOS


0303 Tratamentos clínicos (outras especialidades)
0303190019 - TRATAMENTO EM REABILITAÇÃO
HC.3 Cuidados de longo prazo (saúde)
0301080372 - ACOMPANHAMENTO DE PESSOAS ADULTAS COM SOFRIMENTO OU TRANSTORNOS MENTAIS DECORRENTES DO USO DE CRACK
0301 Consultas / Atendimentos / Acompanhamentos
0301080380 - ACOMPANHAMENTO DA POPULAÇÃO INFANTOJUVENIL COM SOFRIMENTO OU TRANSTORNOS MENTAIS DECORRENTES DO USO
HC.3.1 Cuidados de longo prazo em regime de internação
0301 Consultas / Atendimentos / Acompanhamentos 0301080348 - AÇÕES DE REABILITAÇÃO PSICOSSOCIAL
HC.3.2 Cuidados de longo prazo em regime de hospital-dia
0301080020 - ACOLHIMENTO NOTURNO DE PACIENTE EM CENTRO DE ATENÇÃO PSICOSSOCIAL
0301080038 - ACOLHIMENTO EM TERCEIRO TURNO DE PACIENTE EM CENTRO DE ATENÇÃO PSICOSSOCIAL
0301080054 - ACOMPANHAMENTO INTENSIVO DE CRIANÇA E ADOLESCENTE C/ TRANSTORNOS MENTAIS
0301080062 - ACOMPANHAMENTO INTENSIVO DE PACIENTE EM SAÚDE MENTAL
0301080089 - ACOMPANHAMENTO NÃO INTENSIVO DE CRIANÇA E ADOLESCENTE C/ TRANSTORNOS MENTAIS
0301 Consultas / Atendimentos / Acompanhamentos 0301080100 - ACOMPANHAMENTO NÃO INTENSIVO DE PACIENTE EM SAÚDE MENTAL
0301080119 - ACOMPANHAMENTO SEMI-INTENSIVO DE CRIANÇA E ADOLESCENTE COM TRANSTORNOS MENTAIS
0301080127 - ACOMPANHAMENTO SEMI-INTENSIVO DE PACIENTES EM SAÚDE MENTAL
0301080135 - ACOMPANHAMENTO SEMI-INTENSIVO PARA USUÁRIO DE ÁLCOOL / DROGAS
0301080321 - ACOMPANHAMENTO DE SERVIÇO RESIDENCIAL TERAPÊUTICO POR CENTRO DE ATENÇÃO PSICOSSOCIAL
0301080330 - APOIO A SERVIÇO RESIDENCIAL DE CARÁTER TRANSITÓRIO POR CENTRO DE ATENÇÃO PSICOSSOCIAL
0301080046 - ACOMPANHAMENTO DE PACIENTE EM SAÚDE MENTAL (RESIDÊNCIA TERAPÊUTICA)
0301 Consultas / Atendimentos / Acompanhamentos
0301080186 - ACOLHIMENTO NOTURNO DE PACIENTE DE CENTRO DE ATENÇÃO PSICOSSOCIAL ÁLCOOL E DROGAS III
HC.3.3 Cuidados de longo prazo ambulatorial
0301080143 - ATENDIMENTO EM OFICINA TERAPÊUTICA I - SAÚDE MENTAL
0301080151 - ATENDIMENTO EM OFICINA TERAPÊUTICA II - SAÚDE MENTAL
0301080160 - ATENDIMENTO EM PSICOTERAPIA DE GRUPO
0301080178 - ATENDIMENTO INDIVIDUAL EM PSICOTERAPIA
0301080194 - ACOLHIMENTO DIURNO DE PACIENTE EM CENTRO DE ATENÇÃO PSICOSSOCIAL
0301 Consultas / Atendimentos / Acompanhamentos 0301080208 - ATENDIMENTO INDIVIDUAL DE PACIENTE EM CENTRO DE ATENÇÃO PSICOSSOCIAL
0301080216 - ATENDIMENTO EM GRUPO DE PACIENTE EM CENTRO DE ATENÇÃO PSICOSSOCIAL
0301080224 - ATENDIMENTO FAMILIAR EM CENTRO DE ATENÇÃO PSICOSSOCIAL
0301080232 - ACOLHIMENTO INICIAL POR CENTRO DE ATENÇÃO PSICOSSOCIAL
0301080275 - PRÁTICAS CORPORAIS EM CENTRO DE ATENÇÃO PSICOSSOCIAL
0301080283 - PRÁTICAS EXPRESSIVAS E COMUNICATIVAS EM CENTRO DE ATENÇÃO PSICOSSOCIAL
HC.3.4 Cuidados de longo prazo domiciliar
0301050015 - ACOMPANHAMENTO E AVALIAÇÃO DOMICILIAR DE PACIENTE SUBMETIDO À VENTILAÇÃO MECÂNICA NÃO INVASIVA - pac
Todos os 4 procedimentos de ASSISTÊNCIA DOMICILIAR
0301 Consultas / Atendimentos / Acompanhamentos
0301050066 - INSTALAÇÃO / MANUTENÇÃO DE VENTILAÇÃO MECÂNICA NÃO INVASIVA DOMICILIAR
0301080240 - ATENDIMENTO DOMICILIAR PARA PACIENTES DE CENTRO DE ATENÇÃO PSICOSSOCIAL E/OU FAMILIARES
0701 Órteses, próteses e materiais especiais não
0701060034 - COLETOR URINÁRIO DE PERNA OU DE CAMA
relacionados ao ato cirúrgico
HC.3.9 Outros cuidados em saúde de longo prazo
302 Fisioterapia 0302020012 - ATENDIMENTO FISIOTERAPÊUTICO DE PACIENTE COM CUIDADOS PALIATIVOS
HC.4.1 Exames laboratoriais clínicos e anatomopatológicos
Todos os procedimentos do subgrupo, exceto 0202110028 - DETECÇÃO MOLECULAR DE MUTAÇÃO EM HEMOGLOBINOPATIAS (CONFIRMATÓRIO) e o
0202 Diagnóstico em laboratório clínico
0202110036 - DETECÇÃO MOLECULAR EM FIBROSE CÍSTICA (CONFIRMATÓRIO)
0203 Diagnóstico por anatomia patológica e Todos os procedimentos do subgrupo, exceto 0203010060 - EXAME CITOPATOLÓGICO CERVICOVAGINAL - RASTREAMENTO, 0203010086 - EXAME
citopatologia CITOPATOLÓGICO CERVICOVAGINAL/MICROFLORA - RASTREAMENTO, 0203010019 - EXAME CITOPATOLÓGICO CERVICOVAGINAL/MICROFLORA
0211040037 - EXAME MICROBIOLÓGICO A FRESCO DO CONTEÚDO CERVICOVAGINAL
0211 Métodos diagnósticos em especialidades 0211080020 - GASOMETRIA
0211100013 - APLICAÇÃO DE TESTE P/ PSICODIAGNÓSTICO
0212010018 - EXAMES IMUNO-HEMATOLÓGICOS EM DOADOR DE SANGUE
0212010026 - EXAMES PRÉ-TRANSFUSIONAIS I
0212 Diagnóstico e procedimentos especiais em
0212010034 - EXAMES PRÉ-TRANSFUSIONAIS II
hemoterapia
0212010042 - FENOTIPAGEM K, FYA, FYB, JKA, JKB EM GEL
0212010050 - SOROLOGIA DE DOADOR DE SANGUE

110
Anexos

0213 Diagnóstico em vigilância epidemiológica e


Todos os procedimentos do subgrupo
ambiental
0214 Diagnóstico por teste rápido Todos os procedimentos do subgrupo
0501040013 - AUTOPROVA CRUZADA EM RECEPTOR DE RIM (AUTOCROSS-MATCH)
0501040021 - IDENTIFICAÇÃO DE DOADOR FALECIDO DE RIM / PÂNCREAS E RIM-PÂNCREAS
0501040030 - IDENTIFICAÇÃO DE DOADOR VIVO DE RIM 1a FASE (POR DOADOR TIPADO)
0501040048 - IDENTIFICAÇÃO DE DOADOR VIVO DE RIM 2a FASE (POR DOADOR TIPADO)
0501040056 - PROVA CRUZADA EM DOADOR VIVO CONTRA LINFÓCITOS T OU B C/ ABSORÇÃO DE PLAQUETAS (CROSS MATCH)
0501040064 - PROVAS CRUZADAS EM DOADOR FALECIDO (CROSS MATCH)
0501040072 - PROVAS CRUZADAS EM DOADOR VIVO DE RIM (CROSS MATCH)
0501050019 - AVALIAÇÃO DE REATIVIDADE DO RECEPTOR CONTRA PAINEL DE CLASSE I OU CLASSE II (MÍNIMO 30 LINFÓCITOS)
0501050027 - IDENTIFICAÇÃO DE RECEPTOR DE RIM / PÂNCREAS E RIM-PÂNCREAS
0501050035 - AVALIAÇÃO DE REATIVIDADE CONTRA PAINEL-CLASSE I ou CLASSE II (MÍNIMO 30 LINFÓCITOS)
0501050043 - EXAMES DE PACIENTES EM LISTA DE ESPERA PARA TRANSPLANTES
0501070010 - SOROLOGIA DE POSSÍVEL DOADOR DE CÓRNEA E ESCLERA

0501 Coleta e exames para fins de doação de órgãos, 0501070028 - SOROLOGIA DE POSSÍVEL DOADOR DE ÓRGÃO OU TECIDO, EXCETO CÓRNEA
tecidos e células e de transplante 0501070044 - EXAMES PARA A INCLUSÃO EM LISTA DE CANDIDATOS A TRANSPLANTE DE CORAÇÃO
0501070052 - EXAMES PARA INCLUSÃO EM LISTA DE CANDIDATOS A TRANSPLANTE DE FÍGADO
0501070060 - EXAMES PARA INCLUSÃO EM LISTA DE CANDIDATOS A TRANSPLANTE DE PÂNCREAS, PULMÃO OU RIM
0501070079 - EXAMES PARA INCLUSÃO EM LISTA DE CANDIDATOS A TRANSPLANTE CONJUGADO DE PÂNCREAS E RIM
0501070087 - EXAMES PARA INVESTIGAÇÃO CLÍNICA NO DOADOR VIVO DE RIM, FÍGADO OU PULMÃO - 1ª Fase
0501070095 - EXAMES PARA INVESTIGAÇÃO CLÍNICA NO DOADOR VIVO DE FÍGADO - COMPLEMENTAÇÃO DA 1ª Fase
0501070109 - EXAMES PARA INVESTIGAÇÃO CLÍNICA NO DOADOR VIVO DE RIM - COMPLEMENTAÇÃO DA 1ª Fase
0501080015 - BIOPSIA E EXAME ANATOMOCITOPATOLÓGICO EM PACIENTE TRANSPLANTADO
0501080023 - CONTAGEM DE CD4/CD3 EM PACIENTE TRANSPLANTADO
0501080031 - DOSAGEM DE CICLOSPORINA (EM PACIENTE TRANSPLANTADO)
0501080040 - DOSAGEM DE SIROLIMO (EM PACIENTE TRANSPLANTADO)
0501080058 - DOSAGEM DE TACROLIMO (EM PACIENTE TRANSPLANTADO)
0501080104 - DOSAGEM DE EVEROLIMO (EM PACIENTE TRANSPLANTADO)
0504 Processamento de tecidos para transplante 0504010018 - CONTAGEM DE CÉLULAS ENDOTELIAIS DA CÓRNEA
HC.4.2 Exames de imagem
0204 Diagnóstico por radiologia Todos os procedimentos do subgrupo
0205 Diagnóstico por ultrassonografia Todos os procedimentos do subgrupo
0206 Diagnóstico por tomografia Todos os procedimentos do subgrupo
0207 Diagnóstico por ressonância magnética Todos os procedimentos do subgrupo
0208 Diagnóstico por medicina nuclear in vivo Todos os procedimentos do subgrupo
0209 Diagnóstico por endoscopia Todos os procedimentos do subgrupo
0210 Diagnóstico por radiologia intervencionista Todos os procedimentos do subgrupo
0211010014 - CAPILAROSCOPIA
0211010022 - INVESTIGAÇÃO ULTRASSÔNICA (PLETISMOGRAFIA)
0211010030 - OSCILOMETRIA
0211010049 - PLETISMOGRAFIA (POR LATERALIDADE / TERRITÓRIO)
0211020010 - CATETERISMO CARDÍACO
0211020028 - CATETERISMO CARDÍACO EM PEDIATRIA
0211020036 - ELETROCARDIOGRAMA
0211020044 - MONITORAMENTO PELO SISTEMA HOLTER 24 H (3 CANAIS)
0211 Métodos diagnósticos em especialidades
0211020052 - MONITORIZAÇÃO AMBULATORIAL DE PRESSÃO ARTERIAL
0211020060 - TESTE DE ESFORÇO / TESTE ERGOMÉTRICO
0211040010 - AMNIOSCOPIA
0211040029 - COLPOSCOPIA
0211040045 - HISTEROSCOPIA (DIAGNÓSTICA)
0211040053 - PERSUFLAÇÃO TUBÁRIA (DIAGNÓSTICA)
0211040061 - TOCOCARDIOGRAFIA ANTEPARTO
0211050024 - ELETROENCEFALOGRAFIA EM VIGÍLIA C/ OU S/ FOTOESTÍMULO

111
MINISTÉRIO DA SAÚDE/FUNDAÇÃO OSWALDO CRUZ – CONTAS DO SUS NA PERSPECTIVA DA CONTABILIDADE INTERNACIONAL – BRASIL, 2010-2014

0211050032 - ELETROENCEFALOGRAMA EM SONO INDUZIDO C/ OU S/ MEDICAMENTO (EEG)

0211050040 - ELETROENCEFALOGRAMA EM VIGÍLIA E SONO ESPONTÂNEO C/ OU S/ FOTOESTÍMULO (EEG)

0211050059 - ELETROENCEFALOGRAMA QUANTITATIVO C/ MAPEAMENTO (EEG)

0211050067 - ELETROMIOGRAMA (EMG)

0211050075 - ELETROMIOGRAMA C/ ESTUDO DE FIBRA ÚNICA


0211 Métodos diagnósticos em especialidades
0211050083 - ELETRONEUROMIOGRAMA (ENMG)

0211050113 - POTENCIAL EVOCADO AUDITIVO

0211050121 - POTENCIAL EVOCADO VISUAL / OCCIPTO

0211050130 - POTENCIAL SOSMATO-SENSITIVO

0211050156 - VÍDEO-ELETROENCEFALOGRAMA C/ REGISTRO PROLONGADO

0501 Coleta e exames para fins de doação de órgãos, 0501080066 - EXAMES DE RADIOLOGIA EM PACIENTE TRANSPLANTADO
tecidos e células e de transplante 0501080074 - EXAMES MICROBIOLÓGICOS EM PACIENTE TRANSPLANTADO
HC.4.3 Transporte de pacientes, inclusive subsídios
0301030014 - SAMU 192: ATENDIMENTO DAS CHAMADAS RECEBIDAS PELA CENTRAL DE REGULAÇÃO DAS URGÊNCIAS
0301030022 - ATENDIMENTO PRÉ-HOSPITALAR MÓVEL (VEÍCULO DE INTERVENÇÃO RÁPIDA)
0301030030 - ATENDIMENTO PRÉ-HOSPITALAR MÓVEL - SAMU 192: SUPORTE AVANÇADO DE VIDA REALIZADO POR AVIÃO (AMBULÂNCIA)
0301030049 - SAMU 192: ATENDIMENTO PRÉ-HOSPITALAR MÓVEL REALIZADO POR AEROMÉDICO
0301030057 - SAMU 192: ATENDIMENTO PRÉ-HOSPITALAR MÓVEL REALIZADO POR EMBARCAÇÃO
0301030065 - ATENDIMENTO PRÉ-HOSPITALAR MÓVEL DE SALVAMENTO E RESGATE
0301030073 - ATENDIMENTO PRÉ-HOSPITALAR MÓVEL DE SALVAMENTO E RESGATE MEDICALIZADO
0301030081 - ATENDIMENTO PRÉ-HOSPITALAR MÓVEL PELO SAMU 192: SALVAMENTO E RESGATE (AMBULÂNCIA TIPO C)
0301030090 - SAMU 192: ATENDIMENTO PRÉ-HOSPITALAR MÓVEL REALIZADO PELA EQUIPE DA UNIDADE DE SUPORTE AVANÇADO DE V
0301 Consultas / Atendimentos / Acompanhamentos 0301030103 - SAMU 192: ATENDIMENTO PRÉ-HOSPITALAR MÓVEL REALIZADO PELA EQUIPE DE SUPORTE BÁSICO DE VIDA TERRESTRE
0301030111 - REGULAÇÃO MÉDICA DE URGÊNCIA DA CENTRAL SAMU 192 C/ ACIONAMENTO DE MÚLTIPLOS MEIOS
0301030120 - SAMU 192: ENVIO DE UNIDADE DE SUPORTE AVANÇADO DE VIDA TERRESTRE (USA) E/OU AQUÁTICO (EQUIPE DE EMBA)
0301030138 - SAMU 192: ENVIO DE UNIDADE DE SUPORTE BÁSICO DE VIDA TERRESTRE (USB) E/OU AQUÁTICO (EQUIPE DE EMBARC)
0301030146 - SAMU 192: ATENDIMENTO DAS CHAMADAS RECEBIDAS PELA CENTRAL DE REGULAÇÃO DAS URGÊNCIAS COM ORIENTAÇÃO
0301030154 - REMOÇÃO EM AMBULÂNCIA DE SIMPLES TRANSPORTE (AMBULÂNCIA TIPO A)
0301030162 - ATENDIMENTO PRÉ-HOSPITALAR MÓVEL - SAMU 192: SUPORTE AVANÇADO DE VIDA REALIZADO POR EMBARCAÇÃO (AMBUL)
0301030170 - SAMU 192: TRANSPORTE INTER-HOSPITALAR PELA UNIDADE DE SUPORTE AVANÇADO DE VIDA TERRESTRE (USA)
0301030189 - SAMU 192: TRANSPORTE INTER-HOSPITALAR PELA UNIDADE DE SUPORTE BÁSICO DE VIDA TERRESTRE (USB)
0301030197 - ATENDIMENTO PRÉ-HOSPITALAR MÓVEL (MOTOLÂNCIA)
0501030085 - TRANSPORTE DE MEDULA ÓSSEA OU DE CÉLULAS-TRONCO HEMATOPOÉTICAS DE SANGUE PERIFÉRICO NO BRASIL DE DOADOR
0501 Coleta e exames para fins de doação de órgãos,
0501030123 - TRANPORTE DE UNIDADE DE CÉLULAS-TRONCO HEMATOPOÉTICAS DE SANGUE DE CORDÃO UMBILICAL E PLACENTÁRIO N
tecidos e células e de transplante
0501080090 - ULTRASSONOGRAFIA DE ÓRGÃO TRANSPLANTADO
0803010087 - UNIDADE DE REMUNERAÇÃO P/ DESLOCAMENTO DE PACIENTE POR TRANSPORTE AÉREO (CADA 200 MILHAS)
0803010117 - UNIDADE DE REMUNERAÇÃO P/DESLOCAMENTO DE PACIENTE POR TRANSPORTE FLUVIAL (CADA 27 MILHAS NÁUTICAS)
0803 Autorização / Regulação
0803010125 - UNIDADE DE REMUNERAÇÃO P/DESLOCAMENTO DE PACIENTE POR TRANSPORTE TERRESTRE (CADA 50 KM)
0803010141 - UNIDADE DE REMUNERAÇÃO P/DESLOCAMENTO INTERESTADUAL DE PACIENTE POR TRANSPORTE AÉREO (CADA 200 MILHAS)
HC.4.9 Outras atividades complementares ao diagnóstico e tratamento não especificados em outras funções
0101040032 - COLETA EXTERNA DE LEITE MATERNO (POR DOADORA)
0101 Ações coletivas/individuais em saúde
0101040040 - PASTEURIZAÇÃO DO LEITE HUMANO (CADA 5 LITROS)
0211030015 - AVALIAÇÃO CINEMÁTICA E DE PARÂMETROS LINEARES
0211030023 - AVALIAÇÃO CINÉTICA, CINEMÁTICA E DE PARÂMETROS LINEARES
0211030031 - AVALIAÇÃO DE EQUILÍBRIO ESTÁTICO EM PLACA DE FORÇA
0211030040 - AVALIAÇÃO DE FUNÇÃO E MECÂNICA RESPIRATÓRIA
0211 Métodos diagnósticos em especialidades 0211030058 - AVALIAÇÃO DE FUNÇÃO E MECÂNICA RESPIRATÓRIA C/ TRANSDUTORES MICROPROCESSADOS
0211030066 - AVALIAÇÃO DE MOVIMENTO (POR IMAGEM)
0211030074 - AVALIAÇÃO FUNCIONAL MUSCULAR
0211030082 - ELETRODIAGNÓSTICO CINÉTICO FUNCIONAL
0211030090 - ELETROMIOGRAFIA DINÂMICA, AVALIAÇÃO CINÉTICA, CINEMÁTICA E DE PARÂMETROS LINEARES

112
Anexos

0211060011 - BIOMETRIA ULTRASSÔNICA (MONOCULAR)


0211060020 - BIOMICROSCOPIA DE FUNDO DE OLHO
0211060038 - CAMPIMETRIA COMPUTADORIZADA OU MANUAL COM GRÁFICO
0211060054 - CERATOMETRIA
0211060062 - CURVA DIÁRIA DE PRESSÃO OCULAR CDPO (MíNIMO 3 MEDIDAS)
0211060070 - ELETRO-OCULOGRAFIA
0211060089 - ELETRORRETINOGRAFIA
0211060097 - ESTESIOMETRIA
0211060100 - FUNDOSCOPIA
0211060119 - GONIOSCOPIA
0211060127 - MAPEAMENTO DE RETINA
0211060135 - MEDIDA DE OFUSCAMENTO E CONTRASTE
0211060143 - MICROSCOPIA ESPECULAR DE CÓRNEA
0211060151 - POTENCIAL DE ACUIDADE VISUAL
0211060160 - POTENCIAL VISUAL EVOCADO
0211060178 - RETINOGRAFIA COLORIDA BINOCULAR
0211060186 - RETINOGRAFIA FLUORESCENTE BINOCULAR
0211060208 - TESTE DE PROVOCAÇÃO DE GLAUCOMA
0211060216 - TESTE DE SCHIRMER
0211060224 - TESTE DE VISÃO DE CORES
0211060232 - TESTE ORTÓPTICO
0211060240 - TESTE P/ ADAPTAÇÃO DE LENTE DE CONTATO
0211060259 - TONOMETRIA
0211060267 - TOPOGRAFIA COMPUTADORIZADA DE CÓRNEA
0211060275 - TRIAGEM OFTALMOLÓGICA - PROJETO OLHAR BRASIL
0211070017 - ANÁLISE ACÚSTICA DA VOZ POR MEIO DE LABORATÓRIO DE VOZ
0211 Métodos diagnósticos em especialidades 0211070025 - AUDIOMETRIA DE REFORÇO VISUAL (VIA AÉREA / ÓSSEA)
0211070033 - AUDIOMETRIA EM CAMPO LIVRE
0211070041 - AUDIOMETRIA TONAL LIMIAR (VIA AÉREA / ÓSSEA)
0211070050 - AVALIAÇÃO AUDITIVA COMPORTAMENTAL
0211070068 - AVALIAÇÃO DE LINGUAGEM ESCRITA / LEITURA
0211070076 - AVALIAÇÃO DE LINGUAGEM ORAL
0211070084 - AVALIAÇÃO MIOFUNCIONAL DE SISTEMA ESTOMATOGNÁTICO
0211070092 - AVALIAÇÃO P/ DIAGNÓSTICO DE DEFICIÊNCIA AUDITIVA
0211070106 - AVALIAÇÃO P/ DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL DE DEFICIÊNCIA AUDITIVA
0211070114 - AVALIAÇÃO VOCAL
0211070122 - ELETROCOCLEOGRAFIA
0211070130 - ELETROGUSTOMETRIA
0211070149 - EMISSÕES OTOACÚSTICAS EVOCADAS P/TRIAGEM AUDITIVA
0211070157 - ESTUDO DE EMISSÕES OTOACÚSTICAS EVOCADAS TRANSITÓRIAS E PRODUTOS DE DISTORÇÃO (EOA)
0211070165 - ESTUDO TOPODIAGNÓSTICO DA PARALISIA FACIAL
0211070173 - EXAME DE ORGANIZAÇÃO PERCEPTIVA
0211070181 - EXAME NEUROPSICOMOTOR EVOLUTIVO
0211070190 - GUSTOMETRIA
0211070203 - IMITANCIOMETRIA
0211070211 - LOGOAUDIOMETRIA (LDV-IRF-LRF)
0211070220 - OLFATOMETRIA
0211070238 - PESQUISA DE FÍSTULA PERILINFÁTICA
0211070246 - PESQUISA DE GANHO DE INSERÇÃO
0211070254 - PESQUISA DE PARES CRANIANOS
0211070262 - POTENCIAL EVOCADO AUDITIVO DE CURTA, MÉDIA E LONGA LATÊNCIA
0211070270 - POTENCIAL EVOCADO AUDITIVO P/ TRIAGEM AUDITIVA
0211070289 - PROVA DE FUNÇÃO TUBÁRIA

113
MINISTÉRIO DA SAÚDE/FUNDAÇÃO OSWALDO CRUZ – CONTAS DO SUS NA PERSPECTIVA DA CONTABILIDADE INTERNACIONAL – BRASIL, 2010-2014

0211070297 - REAVALIAÇÃO DIAGNÓSTICA DE DEFICIÊNCIA AUDITIVA EM PACIENTE MAIOR DE 3 ANOS


0211070300 - REAVALIAÇÃO DIAGNÓSTICA DE DEFICIÊNCIA AUDITIVA EM PACIENTE MENOR DE 3 ANOS
0211070319 - SELEÇÃO E VERIFICAÇÃO DE BENEFÍCIO DO AASI
0211070327 - TESTES ACUMÉTRICOS (DIAPASÃO)
0211070335 - TESTES AUDITIVOS SUPRALIMINARES
0211070343 - TESTES DE PROCESSAMENTO AUDITIVO
0211070351 - TESTES VESTIBULARES / OTONEUROLÓGICOS
0211070360 - TRIAGEM AUDITIVA DE ESCOLARES
0211080012 - ESPIROGRAFIA C/ DETERMINAÇÃO DO VOLUME RESIDUAL
0211080039 - GASOMETRIA (APÓS EXERCÍCIO CICLOERGOMÉTRICO)
0211080047 - GASOMETRIA (APÓS OXIGÊNIO A 100 DURANTE A DIFUSÃO ALVÉOLO-CAPILAR)
0211 Métodos diagnósticos em especialidades
0211080055 - PROVA DE FUNÇÃO PULMONAR COMPLETA C/ BRONCODILATADOR (ESPIROMETRIA)
0211080063 - PROVA DE FUNÇÃO PULMONAR SIMPLES
0211080071 - PROVA FARMACODINÂMICA
0211080080 - TESTE DA CAMINHADA DE 6 MINUTOS
0211090018 - AVALIAÇÃO URODINÂMICA COMPLETA
0211090026 - CATETERISMO DE URETRA
0211090034 - CISTOMETRIA C/ CISTÔMETRO
0211090042 - CISTOMETRIA SIMPLES
0211090050 - DETERMINAÇÃO DE PRESSÃO INTRA-ABDOMINAL
0211090069 - PERFIL DE PRESSÃO URETRAL
0211090077 - UROFLUXOMETRIA
0212020013 - DELEUCOCITAÇÃO DE CONCENTRADO DE HEMÁCIAS
0212020021 - DELEUCOCITAÇÃO DE CONCENTRADO DE PLAQUETAS
0212020030 - IRRADIAÇÃO DE SANGUE E COMPONENTES DESTINADOS A TRANSFUSÃO

0212 Diagnóstico e procedimentos especiais em 0212020048 - PREPARO DE COMPONENTES ALIQUOTADOS


hemoterapia 0212020056 - PREPARO DE COMPONENTES LAVADOS
0212020064 - PROCESSAMENTO DE SANGUE
0212020056 - PREPARO DE COMPONENTES LAVADOS
0212020064 - PROCESSAMENTO DE SANGUE
0301 Consultas / Atendimentos / Acompanhamentos 0301130019 - AVALIAÇÃO CLÍNICA E ELETRÔNICA DE DISPOSITIVO ELÉTRICO CARDÍACO IMPLANTÁVEL
0306010011 - COLETA DE SANGUE P/ TRANSFUSÃO
0306 Hemoterapia 0306010020 - COLETA DE SANGUE P/ TRANSFUSÃO (C/ PROCESSADORA AUTOMÁTICA)
0306010038 - TRIAGEM CLÍNICA DE DOADOR(A) DE SANGUE
0501010017 - COLETA DE SANGUE EM HEMOCENTRO P/ EXAMES DE HISTOCOMPATIBILIDADE (CADASTRO DE DOADOR NO REDOME)
0501010025 - IDENTIFICAÇÃO DE DOADOR APARENTADO DE CÉLULAS-TRONCO HEMATOPOÉTICAS 1ª FASE (POR DOADOR TIPADO)
0501010033 - IDENTIFICAÇÃO DE DOADOR APARENTADO DE CÉLULAS-TRONCO HEMATOPOÉTICAS 2ª FASE (POR DOADOR TIPADO)
0501010041 - IDENTIFICAÇÃO DE DOADOR APARENTADO DE CÉLULAS-TRONCO HEMATOPOÉTICAS 3ª FASE (POR DOADOR TIPADO)
0501010050 - IDENTIFICAÇÃO DE DOADOR NAO APARENTADO DE CÉLULAS-TRONCO HEMATOPOÉTICAS 1ª FASE (POR DOADOR TIPADO)

0501010068 - IDENTIFICAÇÃO DE DOADOR NÃO APARENTADO DE CÉLULAS-TRONCO HEMATOPOÉTICAS 2ª FASE (POR DOADOR TIPADO)

0501010076 - IDENTIFICAÇÃO DE DOADOR VOLUNTÁRIO DE CÉLULAS-TRONCO HEMATOPOÉTICAS CADASTRADO NO REDOME/INCA - COMPLE

0501010084 - IDENTIFICAÇÃO DE DOADOR VOLUNTÁRIO DE CÉLULAS-TRONCO HEMATOPOÉTICAS DE DOADORES CADASTRADOS NO REDOME

0501 Coleta e exames para fins de doação de órgãos, 0501010092 - CONFIRMAÇÃO DE TIPIFICAÇÃO DE DOADOR DE MEDULA ÓSSEA OU DE OUTROS PRECURSORES HEMATOPOÉTICOS - 3ª FA
tecidos e células e de transplante
0501020012 - IDENTIFICAÇÃO DE RECEPTOR DE CÉLULAS-TRONCO HEMATOPOÉTICAS 1ª FASE

0501020020 - IDENTIFICAÇÃO DE RECEPTOR DE CÉLULAS-TRONCO HEMATOPOÉTICAS 2ª FASE

0501020039 - CONFIRMAÇÃO DE TIPIFICAÇÃO DE RECEPTOR DE MEDULA ÓSSEA OU DE OUTROS PRECURSORES HEMATOPOÉTICOS – 3ª

0501030018 - COLETA, ACONDICIONAMENTO E TRANSPORTE INTERNACIONAL DE CÉLULAS-TRONCO HEMATOPOÉTICAS DE MEDULA ÓSSEA

0501030026 - FORNECIMENTO, ACONDICIONAMENTO E TRANSPORTE INTERNACIONAL DE CÉLULAS-TRONCO HEMATOPOÉTICAS DE CORDÃO

0501030042 - IDENTIFICAÇÃO INTERNACIONAL DE DOADOR NÃO APARENTADO DE CÉLULAS-TRONCO HEMATOPOÉTICAS 1ª FASE (POR D)

0501030050 - IDENTIFICAÇÃO INTERNACIONAL DE DOADOR NÃO APARENTADO DE CÉLULAS-TRONCO HEMATOPOÉTICAS 2ª FASE (POR D)
0501030077 - MOBILIZAÇÃO, COLETA E ACONDICIONAMENTO DE CÉLULAS-TRONCO HEMATOPOÉTICAS DE SANGUE PERIFÉRICO NO BRASIL

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Anexos

0501030093 - PROCESSAMENTO DE CRIOPRESERVAÇÃO DE MEDULA ÓSSEA OU DE CÉLULAS-TRONCO HEMATOPOÉTICAS DE SANGUE PERIFÉRICO


0501 Coleta e exames para fins de doação de órgãos,
0501030107 - FORNECIMENTO E ACONDICIONAMENTO E TRANSPORTE NO BRASIL DE LINFÓCITOS DE DOADOR NÃO APARENTADO
tecidos e células e de transplante
0501030115 - COLETA, IDENTIFICAÇÃO, TESTES DE SEGURANÇA, PROCESSAMENTO, ARMAZENAGEM E FORNECIMENTO DE CÉLULAS-TRONCO
0504010026 - PROCESSAMENTO DE CÓRNEA / ESCLERA
0504010034 - SEPARAÇÃO E AVALIAÇÃO BIOMICROSCÓPICA DA CÓRNEA
0504 Processamento de tecidos para transplante
0504040014 - PROCESSAMENTO DE PELE EM GLICEROL (ATÉ 1.000 CM²) PARA ADULTO
0504040022 - PROCESSAMENTO DE PELE EM GLICEROL (ATÉ 500 CM²) INFANTIL

0506 Acompanhamento e intercorrências no pré e 0506010058 - AVALIAÇÃO DO POSSÍVEL DOADOR FALECIDO DE ÓRGÃOS OU TECIDOS PARA TRANSPLANTES
pós-transplante 0506010031 - ACOMPANHAMENTO DE DOADOR VIVO PÓS-DOAÇÃO DE FÍGADO, PULMÃO OU RIM
0702 Órteses, próteses e materiais especiais
0702120065 - LÍQUIDO DE PRESERVAÇÃO PARA TRANSPLANTE DA CÓRNEA (20 ML)
relacionados ao ato cirúrgico
HC.5.1 Medicamentos e outros produtos médicos não duráveis
0601 Medicamentos de dispensação excepcional Todos os procedimentos do subgrupo
0604 Medicamentos do componente especializado da
Todos os procedimentos do subgrupo
assistência farmacêutica
HC.5.2 Produtos médicos duráveis
0701 Órteses, próteses e materiais especiais não
Todos os procedimentos do subgrupo
relacionados ao ato cirúrgico
0702 Órteses, próteses e materiais especiais
Todos os procedimentos do subgrupo, exceto 0702120065 - LÍQUIDO DE PRESERVAÇÃO PARA TRANSPLANTE DA CÓRNEA (20 ML)
relacionados ao ato cirúrgico
HC.6.1 Informação, educação e programas de orientação em saúde
0101010036 - PRÁTICA CORPORAL / ATIVIDADE FÍSICA EM GRUPO
0101 Ações coletivas/individuais em saúde
0101010044 - PRÁTICAS CORPORAIS EM MEDICINA TRADICIONAL CHINESA
0102 Ações coletivas/individuais em saúde Todos os 7 procedimentos de - ATIVIDADE EDUCATIVA
HC.6.2 Programas de imunização
0301 Consultas / Atendimentos / Acompanhamentos 0301050112 - ADMINISTRAÇÃO DE IMUNODERIVADOS (ORAL E/OU PARENTERAL)
HC.6.3 Programas para detecção precoce de doenças
0201020033 - COLETA DE MATERIAL P/ EXAME CITOPATOLÓGICO DE COLO UTERINO
0201 Coleta de material
0201020050 - COLETA DE SANGUE P/ TRIAGEM NEONATAL

0202110028 - DETECÇÃO MOLECULAR DE MUTAÇÃO EM HEMOGLOBINOPATIAS (CONFIRMATÓRIO)


0202 Diagnóstico em laboratório clínico
0202110036 - DETECÇÃO MOLECULAR EM FIBROSE CÍSTICA (CONFIRMATÓRIO)

0203010019 - EXAME CITOPATOLÓGICO CERVICOVAGINAL/MICROFLORA


0203 Diagnóstico por anatomia patológica e
0203010060 - EXAME CITOPATOLÓGICO CERVICOVAGINAL - RASTREAMENTO
citopatologia
0203010086 - EXAME CITOPATOLÓGICO CERVICOVAGINAL/MICROFLORA - RASTREAMENTO
0205 Diagnóstico por ultrassonografia 0205020186 - ULTRASSONOGRAFIA TRANSVAGINAL
HC.6.4 Programas de monitoramento de populações saudáveis
0101 Ações coletivas/individuais em saúde 0101040024 - AVALIAÇÃO ANTROPOMÉTRICA
0301010080 - CONSULTA P/ ACOMPANHAMENTO DE CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO (PUERICULTURA)
0301 Consultas / Atendimentos / Acompanhamentos 0301010110 - CONSULTA PRÉ-NATAL
0301010129 - CONSULTA PUERPERAL
HC.6.5 Vigilância epidemiológica e programas de controle de riscos e agravos
0101020015 - AÇÃO COLETIVA DE APLICAÇÃO TÓPICA DE FLÚOR GEL
0101020023 - AÇÃO COLETIVA DE BOCHECHO FLUORADO
0101020031 - AÇÃO COLETIVA DE ESCOVAÇÃO DENTAL SUPERVISIONADA
0101 Ações coletivas/individuais em saúde
0101020040 - AÇÃO COLETIVA DE EXAME BUCAL COM FINALIDADE EPIDEMIOLÓGICA
0101030010 - VISITA DOMICILIAR POR PROFISSIONAL DE NÍVEL MÉDIO
0101040016 - APLICAÇÃO DE SUPLEMENTOS DE MICRONUTRIENTES
0102010102 - COLETA DE AMOSTRA P/ ANÁLISE DE CONTROLE
0102010110 - COLETA DE AMOSTRA P/ ANÁLISE FISCAL
Todas os 10 procedimentos de inspeções sanitárias de estabelecimentos, serviços e indústria INSPEÇÃO SANITÁRIA DE HOSPITAIS
0102010153 - INVESTIGAÇÃO DE EVENTOS ADVERSOS E/OU QUEIXAS TÉCNICAS
0102 Vigilância em saúde
0102010200 - INVESTIGAÇÃO DE SURTOS DE DOENÇAS TRANSMITIDAS POR ALIMENTOS
0102010218 - INVESTIGAÇÃO DE SURTOS DE INFECÇÃO EM SERVIÇOS DE SAÚDE
0102010498 - LAUDO DE ANÁLISE LABORATORIAL DO PROGRAMA DE MONITORAMENTO DE ALIMENTOS RECEBIDOS PELA VIGILÂNCIA SANITÁRIA
0102020019 - VIGILÂNCIA DA SITUAÇÃO DE SAÚDE DOS TRABALHADORES

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MINISTÉRIO DA SAÚDE/FUNDAÇÃO OSWALDO CRUZ – CONTAS DO SUS NA PERSPECTIVA DA CONTABILIDADE INTERNACIONAL – BRASIL, 2010-2014

0301020019 - ACOMPANHAMENTO DE PACIENTE PORTADOR DE AGRAVOS RELACIONADOS AO TRABALHO


0301020027 - ACOMPANHAMENTO DE PACIENTE PORTADOR DE SEQUELAS RELACIONADAS AO TRABALHO
0301020035 - EMISSÃO DE PARECER SOBRE NEXO CAUSAL
0301 Consultas/Atendimentos/Acompanhamentos 0301050090 - ATENDIMENTO MÉDICO COM FINALIDADE DE ATESTAR ÓBITO
0301050139 - BUSCA ATIVA
0301080313 - AÇÕES DE REDUÇÃO DE DANOS
0301010021 - CONSULTA C/ IDENTIFICAÇÃO DE CASOS NOVOS DE TUBERCULOSE
HC.6.6 Programas de recuperação de desastres e respostas emergenciais
0301 Consultas / Atendimentos / Acompanhamentos 0301080291 - ATENÇÃO ÀS SITUAÇÕES DE CRISE
HC.7 Administração dos financiamentos e do sistema de saúde e governança
0102010013 - APLICAÇÃO DE MULTA
0102010021 - APLICAÇÃO DE ADVERTÊNCIA
0102010030 - APLICAÇÃO DE INTERDIÇÃO DE PRODUTO
0102010048 - APLICAÇÃO DE INTERDIÇÃO PARCIAL / TOTAL DE ESTABELECIMENTO
0102010064 - ANÁLISE DE PROJETOS BÁSICOS DE ARQUITETURA
0102010072 - CADASTRO DE ESTABELECIMENTOS SUJEITOS À VIGILÂNCIA SANITÁRIA
0102010080 - CANCELAMENTO DE ALVARÁ DE LICENCIAMENTO SANITÁRIO P/ ESTABELECIMENTO DE SAÚDE
0102010099 - CANCELAMENTO DE ALVARÁ DE LICENCIAMENTO SANITÁRIO P/ ESTABELECIMENTO, EXCETO OS DE SAÚDE
0102010129 - EMISSAO DE ALVARÁ DE LICENCIAMENTO SANITÁRIO P/ ESTABELECIMENTO DE SAÚDE
0102010137 - EMISSAO DE ALVARÁ DE LICENCIAMENTO SANITÁRIO P/ ESTABELECIMENTO, EXCETO OS DE SAÚDE
0102010161 - EXCLUSÃO DE CADASTRO DE ESTABELECIMENTOS SUJEITOS À VIGILÂNCIA SANITÁRIA COM ATIVIDADES ENCERRADAS
0102010188 - LICENCIAMENTO DOS ESTABELECIMENTOS SUJEITOS À VIGILÂNCIA SANITÁRIA
0102010196 - APROVAÇÃO DE PROJETOS BÁSICOS DE ARQUITETURA
0102010234 - RECEBIMENTO DE DENÚNCIAS/RECLAMAÇÕES
0102010242 - ATENDIMENTO A DENÚNCIAS/RECLAMAÇÕES
0102010250 - CADASTRO DE HOSPITAIS
0102010269 - LICENCIAMENTO SANITÁRIO DE HOSPITAIS
0102 Vigilância em saúde
0102010277 - CADASTRO DE INSTITUIÇÕES DE LONGA PERMANÊNCIA PARA IDOSOS
0102010293 - LICENCIAMENTO SANITÁRIO DE INSTITUIÇÕES DE LONGA PERMANÊNCIA PARA IDOSOS
0102010307 - CADASTRO DE INDÚSTRIAS DE MEDICAMENTOS
0102010323 - LICENCIAMENTO SANITÁRIO DE INDÚSTRIAS DE MEDICAMENTOS
0102010331 - CADASTRO DE SERVIÇOS DE DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO DOS CÂNCERES DE COLO DE ÚTERO E DE MAMA
0102010358 - LICENCIAMENTO SANITÁRIO DE SERVIÇOS DE DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO DOS CÂNCERES DE COLO DE ÚTERO E DE MAMA
0102010366 - CADASTRO DE SERVIÇOS HOSPITALARES DE ATENÇÃO AO PARTO E À CRIANÇA
0102010382 - LICENCIAMENTO SANITÁRIO DE SERVIÇOS HOSPITALARES DE ATENÇÃO AO PARTO E À CRIANÇA
0102010390 - CADASTRO DE SERVIÇOS DE HEMOTERAPIA
0102010412 - LICENCIAMENTO SANITÁRIO DE SERVIÇOS DE HEMOTERAPIA
0102010420 - CADASTRO DE SERVIÇOS DE TERAPIA RENAL SUBSTITUTIVA
0102010447 - LICENCIAMENTO SANITÁRIO DE SERVIÇOS DE TERAPIA RENAL SUBSTITUTIVA
0102010455 - CADASTRO DE SERVIÇOS DE ALIMENTAÇÃO
0102010471 - LICENCIAMENTO SANITÁRIO DE SERVIÇOS DE ALIMENTAÇÃO
0102010480 - FISCALIZAÇÃO DO USO DE PRODUTOS FUMÍGENOS DERIVADOS DO TABACO EM AMBIENTES COLETIVOS FECHADOS
0102010528 - INSTAURAÇÃO DE PROCESSO ADMINISTRATIVO SANITÁRIO
0102010536 - CONCLUSÃO DE PROCESSO ADMINISTRATIVO SANITÁRIO
0301080305 - MATRICIAMENTO DE EQUIPES DA ATENÇÃO BÁSICA
0301 Consultas / Atendimentos / Acompanhamentos 0301080356 - PROMOÇÃO DE CONTRATUALIDADE NO TERRITÓRIO
0301080399 - MATRICIAMENTO DE EQUIPES DOS PONTOS DE ATENÇÃO DA URGÊNCIA E EMERGÊNCIA, E DOS SERVIÇOS HOSPITALARES
HC.9 Demais atividades de saúde (não classificadas em outro grupo)
0301050104 - VISITA DOMICILIAR PÓS-ÓBITO
0301 Consultas / Atendimentos / Acompanhamentos 0301080259 - AÇÕES DE ARTICULAÇÃO DE REDES INTRA E INTERSETORIAIS
0301080267 - FORTALECIMENTO DO PROTAGONISMO DE USUÁRIOS DE CENTRO DE ATENÇÃO PSICOSSOCIAL E SEUS FAMILIARES
0801010012 - ADESÃO A ASSISTÊNCIA PRÉ-NATAL - INCENTIVO PHPN (COMPONENTE I)
0801 Ações relacionadas ao estabelecimento
0801010020 - CONCLUSÃO DA ASSISTÊNCIA PRÉ-NATAL (INCENTIVO)

116
Anexos

Todos os 6 procedimentos de - AJUDA DE CUSTO P/ ALIMENTAÇÃO/ com ou sem PERNOITE DE PACIENTE


0803010079 - UNIDADE DE REMUNERAÇÃO P/ DESLOCAMENTO DE ACOMPANHANTE POR TRANSPORTE AÉREO (CADA 200 MILHAS)
0803 Autorização / Regulação 0803010095 - UNIDADE DE REMUNERAÇÃO P/DESLOCAMENTO DE ACOMPANHANTE POR TRANSPORTE FLUVIAL (CADA 27 MILHAS NÁUTICAS)
0803010109 - UNIDADE DE REMUNERAÇÃO P/DESLOCAMENTO DE ACOMPANHANTE POR TRANSPORTE TERRESTRE (CADA 50 KM DE DISTÂNCIA)
0803010133 - UNIDADE DE REMUNERAÇÃO P/DESLOCAMENTO INTERESTADUAL DE ACOMPANHANTE POR TRANSPORTE AÉREO (CADA 200 MILHAS)

117
EDITORA MS
Coordenação-Geral de Documentação e Informação/SAA/SE
MINISTÉRIO DA SAÚDE
Fonte principal: Caxton e NewsGoth
Tipo de papel do miolo: Couché 120 gramas
Impresso por meio do contrato 28/2012
Brasília/DF, Abril de 2018
OS 2018/0024