Você está na página 1de 50

DINAMIZAÇÃO E CONDUÇÃO

UFCD DE ATIVIDADES DE
3497 ANIMAÇÃO EM CONTEXTO
TURÍSTICO
ufcd 3497 - Dinamização e condução de atividades de animação em contexto turístico

Índice

Introdução..........................................................................................................................................2

Âmbito do manual.........................................................................................................................2

Objetivos.........................................................................................................................................2

Conteúdos programáticos.............................................................................................................2

Carga horária.................................................................................................................................2

1.Dinamização de atividades de animação....................................................................................3

2. Aplicação de técnicas de animação turística.............................................................................7

3.Organização das atividades e participantes..............................................................................11

4.Gestão do tempo e espaço previsto para a animação............................................................16

5.Informação e demonstração dos objetivos e regras das atividades.....................................22

6.Dinamização e condução do grupo............................................................................................25

7. Avaliação e arbitragem...............................................................................................................28

8.Regras de segurança...................................................................................................................33

Bibliografia........................................................................................................................................48

Termos e condições de utilização..................................................................................................49

5
ufcd 3497 - Dinamização e condução de atividades de animação em contexto turístico

Introdução

Âmbito do manual

O presente manual foi concebido como instrumento de apoio à unidade de formação de


curta duração nº 3497 – Dinamização e condução de atividades de animação em
contexto turístico, de acordo com o Catálogo Nacional de Qualificações.

Objetivos

 Executar atividades de animação turística, aplicando técnicas adequadas a


diferentes contextos e a públicos diversificados

Conteúdos programáticos

 Dinamização de atividades de animação


o Aplicação de técnicas de animação turística
o Organização das atividades e participantes
o Gestão do tempo e espaço previsto para a animação
o Informação e demonstração dos objetivos e regras das atividades
o Dinamização e condução do grupo
o Avaliação e arbitragem
o Regras de segurança

Carga horária

 50 horas

5
ufcd 3497 - Dinamização e condução de atividades de animação em contexto turístico

1.Dinamização de atividades de animação

5
ufcd 3497 - Dinamização e condução de atividades de animação em contexto turístico

Na organização das diferentes tarefas de programação e animação, os organizadores das


mesmas têm de ter em conta diferentes critérios e métodos, adequando-os sempre ao
grupo em questão, ou atividade em si, de forma a realizar as atividades de animação de
uma forma mais coerente, cordial, sem enganos, atribuindo um papel importante a cada
elemento do grupo.

Assim, para que a organização de um programa seja de boa qualidade e agrade ao


consumidor, é fundamental definir os seguintes pontos-chave:
 Ter sempre em conta o protagonista, ou seja, o cliente ou clientes, identificando os
seus desejos, expectativas, necessidades, características e capacidade física.
 Aproveitar de forma imaginativa as instalações de que dispõe e diversificar o
programa.
 Prever, atempadamente, o ritmo e sequência das atividades em função da
capacidade física das pessoas e as necessidades do serviço.
 Distribuir equilibradamente as atividades ao longo de cada dia da semana, ou ao
longo do dia em que se realiza a atividade, seguindo o horário dos clientes, de
forma a não colidir com outros compromissos que estes tenham. O profissional e a
equipa de animação devem entregar-se de corpo e alma, divertindo-se, de forma a
contagiar os consumidores com o mesmo sentimento e fazer com que estes se
abstraem do seu quotidiano profissional e até mesmo pessoal.

Critérios para as tarefas de programação e animação

A. Levantamento dos recursos:


Definição da vertente da animação em função dos seguintes critérios:

Área de atuação da empresa em si:


 Neste sentido há que considerar qual é a especialização da empresa ou se é
abrangente, podendo realizar qualquer tipo de atividade de animação turística.

Competências da equipa:

5
ufcd 3497 - Dinamização e condução de atividades de animação em contexto turístico

 Ter em conta quais são as competências da equipa de trabalho, aproveitando todos


os seus pontos fortes, e organizando as tarefas de acordo com as capacidades de
cada um.

Público-alvo:
 Neste levantamento tem de se ter em conta diversos fatores como o número e as
características pessoais dos integrantes do grupo, os seus fins e objetivos, as
normas do grupo e o papel de cada pessoa no grupo. Além dos fatores tem de se
ter em conta a estrutura do grupo na medida em que pode ser formal ou informal.

Identificação dos potenciais recursos a introduzir no programa:


 Neste sentido o programador tem de ter em conta os recursos que são necessários
para a realização das atividades, desde recursos naturais e materiais, como luzes,
som, material desportivo, etc.

Avaliar o potencial de atracão do recurso:


 No caso de a atividade ser realizada num recurso natural ou patrimonial, tem de ser
ter em conta o seu estado de conservação, a informação que haja sobre o mesmo,
o horário e a capacidade de acolhimento.

Informação disponível ou a disponibilizar.


 O organizador tem de ter em atenção a informação que há disponível sobre o local
escolhido, sobre o tipo de animação, os materiais e elaborar uma informação
coerente de forma a que o cliente fique bem informado e o ajude a integrar-se mais
facilmente no local.

B. Contratação/Negociação:

Definir recursos/fornecedores de serviço:


 Após o levantamento dos recursos necessários o gestor tem de prosseguir com um
levantamento e informar-se junto de fornecedores para obter tudo o que é
necessário à persecução das tarefas, como transporte, alojamento, restauração,
materiais de som, luz, desportivos, etc.

5
ufcd 3497 - Dinamização e condução de atividades de animação em contexto turístico

 Nesta fase o gestor tem de ter em conta qual o melhor serviço e os custos.
 Apresentação da empresa, dos seus objetivos e objetivos da atividade e o público a
quem se dirige.
 Avaliar os recursos e serviços (visitas de inspeção) para saber quais os melhores.
 Definir condições de contratação no sentido de definição de preços, encargos e
prazos de pagamento.

C. Programação:
Após o levantamento de tudo o que é necessário para perceber como há-de organizar as
atividades, tem de prosseguir à organização das mesmas tendo em conta os seguintes
passos:

Organização e integração da oferta:


Organização da atividade contextualizando-a no ambiente em que vai ser inserida e de
acordo com o público-alvo.

Definir recursos a integrar no programa:


 Daí a importância do levantamento dos recursos necessários, porque nesta fase é
necessário definir os que realmente se precisa obter.

Construção do programa:
 Nesta fase tem de se construir o programa de forma a conciliar os horários dos
clientes, fazendo escalas para que os mesmos estejam bem informados.

Definir condições gerais:


 Aqui é importante definir as condições gerais de participação dos clientes nas
atividades.

5
ufcd 3497 - Dinamização e condução de atividades de animação em contexto turístico

2. Aplicação de técnicas de animação turística

5
ufcd 3497 - Dinamização e condução de atividades de animação em contexto turístico

Podemos definir técnicas como procedimentos operatórios rigorosos, bem definidos,


transmissíveis, suscetíveis de serem novamente aplicados nas mesmas condições,
adaptados ao tipo de problema e aos fenómenos em causa. A escolha das técnicas
depende do objetivo que se quer atingir, o qual, por sua vez, está ligado ao método.

Numa visão mais humana, a técnica traduz o procedimento ou o conjunto de


procedimentos que têm como objetivo obter um determinado resultado, seja no campo da
Ciência, da Tecnologia, das Artes ou em outra atividade. Estes procedimentos não excluem
a criatividade como fator importante da técnica, como os conhecimentos técnicos e a
capacidade de improvisação.

A técnica não é privativa do homem, pois também se manifesta na atividade de todo ser
vivo e responde a uma necessidade de sobrevivência. No animal, a técnica é característica
de cada espécie. No ser humano, a técnica surge de sua relação com o meio e caracteriza-
se por ser consciente, reflexiva, inventiva e fundamentalmente individual. O indivíduo
aprende-a e fá-la progredir.

Assim como o pintor precisa de tintas, pincéis e tela para pintar, também, o animador
precisa de escolher, organizar e dominar um conjunto de técnicas de animação que lhe
permitam alcançar os seus objetivos.

O uso de uma técnica de animação acaba sempre em atividade, daí que o animador ao
escolher determinada técnica e tendo em vista o planeamento de uma atividade, deve ter
em conta uma série de fatores, dos quais se destacam os seguintes:
• As necessidades e expectativas do grupo;
• O ritmo de aprendizagem do grupo;
• A faixa etária do grupo;
• A origem sociocultural do grupo;
• O local onde decorre a atividade;
• A compatibilidade da técnica a usar com a duração da atividade;
• A disponibilidade do grupo de pessoas e os meios materiais;
• A experiência e a competência do animador.

5
ufcd 3497 - Dinamização e condução de atividades de animação em contexto turístico

As técnicas de grupo devem ser “vividas” pelo animador e a sua eficácia irá depender da
sua habilidade pessoal, do seu bom senso e sentido de oportunidade e da sua capacidade
criativa e imaginativa.

Para selecionar a técnica mais adequada em cada caso, devemos considerar os seguintes
critérios:

Objetivos a concretizar
Os objetivos que se pretendem alcançar devem ser definidos de uma forma clara, de modo
a procurar a técnica que melhor se adeque a essa finalidade. Isto porque existem técnicas
para promover a troca de ideias, para promover a participação, para desenvolver o
pensamento criativo, para treinar a tomada de decisões.

Os objetivos podem variar em função do tipo de atividade (execução de tarefas, interação


entre os membros, conservação do grupo) e em função do tipo de grupo (grupo de estudo,
grupo de encontro ou grupo de ação).

Maturidade do grupo
Nem todas as técnicas têm as mesmas propriedades. Algumas são facilmente aceites pelo
grupo e outras recebem alguma resistência, seja porque são novidade, seja porque são
alheias às atitudes do grupo. Em geral é aconselhável começar por técnicas que requeiram
pouca participação e evoluir progressivamente para técnicas de maior comunicação e
envolvimento.

Tamanho do grupo
O número de membros de um grupo condiciona, em grande medida, o comportamento das
pessoas. Nos pequenos grupos existe maior coesão, mais confiança e segurança, as
relações são mais íntimas e os níveis de participação aumentam. Em grandes grupos (+ de
20 pessoas) observa-se uma baixa interação entre os membros, menos participação e mais
dificuldade para o consenso.

Ambiente físico e tempo disponível

5
ufcd 3497 - Dinamização e condução de atividades de animação em contexto turístico

O espaço físico e o tempo disponível são elementos importantes para a aplicação das
técnicas de grupo. Determinadas técnicas necessitam de locais amplos, outras exigem
recursos auxiliares como mesas, cadeiras, quadros, papel.

As dimensões do local, a iluminação, a ventilação entre outros aspetos são detalhes que
podem fazer toda a diferença. Uma boa técnica de grupo realizada num ambiente pouco
adequado, pode levar ao fracasso. As condições físicas devem contribuir para a criação de
um clima agradável que facilite a interação entre os membros do grupo.

Características dos membros do grupo


Devemos ter sempre em conta as características dos membros do grupo (sexo, idade,
interesses, classe social, nível cultural, nacionalidade), visto que estas influenciam a seleção
da técnica de grupo.

Capacidades profissionais do animador


Todas as técnicas exigem um conhecimento prévio dos seus fundamentos teóricos, assim
como alguma experiência para colocá-las em prática.

O animador deve começar pelas técnicas mais simples e fáceis. Será melhor usar técnicas
simples mas que o animador domine e já tenha praticado, em vez de outras, que podem
ser “melhores” mas que não se adaptem à personalidade do animador e à sua experiência.

5
ufcd 3497 - Dinamização e condução de atividades de animação em contexto turístico

3.Organização das atividades e participantes

5
ufcd 3497 - Dinamização e condução de atividades de animação em contexto turístico

Programação de atividades com grupos

A adequada programação de atividades com grupos é essencial para garantir que se


atinjam os objetivos que devem ser previamente delineados em função do contexto
concreto em que estamos a atuar.
 
Importa ter presente que a prossecução de objetivos implica não somente uma adequada
programação, isto é, uma correta seleção e ordenação de atividades, mas também, a
definição antecipada e a posterior implementação de uma metodologia. Ou seja não
interessa apenas pensar no que se vai fazer com um grupo, mas também como se vai
trabalhar, como se vão implementar as atividades com esse grupo.
 
Alguns fatores a ter em conta na programação de atividades

Entre outros, há um conjunto de aspetos que devem estar presentes quando programamos
as atividades a desenvolver com um grupo.

Uma programação de atividades tem de ser flexível.

Em animação de grupos é indispensável encarar a programação com flexibilidade, tanto


mais que raramente existe a obrigatoriedade de cumprir programas antecipadamente
estabelecidos. É importante prever, ao programar, que uma atividade pode durar o tempo
inicialmente previsto, mas também pode durar muito menos ou muito mais tempo.

Ou seja, pode não existir tempo para realizar tudo o que se programou, ou pode ser
necessário realizar atividades não previamente programadas para que uma sessão de
trabalho não termine cedo demais.

Importa, também, ter presente que uma atividade que, ao programarmos, parecia
adequada para um determinado grupo, contexto e momento pode, pelos mais variados e
imprevistos fatores, revelar-se inadequada e, por isso mesmo, ter de ser substituída, à
última hora.
 

5
ufcd 3497 - Dinamização e condução de atividades de animação em contexto turístico

Uma programação de atividades deve ser uma proposta a negociar com o grupo
com quem se vai trabalhar. 

Uma das características mais distintivas do trabalho que se realiza, no âmbito da animação
com grupos, é que, as pessoas, habitualmente, devem poder escolher livremente e
participar ativamente nas atividades.

Os tempos e modos desta negociação do programa de atividades, com os participantes,


variará de acordo com as características do grupo. Se o grupo tiver maturidade e
capacidade de assumir compromissos a longo prazo é possível negociar todo um programa
logo no início do nosso trabalho com ele. Mas se o grupo tiver pouca maturidade, como por
exemplo quando é constituído por crianças pequenas, a negociação terá de ser constante,
atividade a atividade, dia a dia.

Ainda assim, algumas coisas terão de ser negociadas com antecedência, como por exemplo
uma atividade que exija equipamentos ou materiais que tenham de ser garantidos
previamente.
 
As atividades servem para atingir objetivos ou para satisfazer o grupo. Mas em
qualquer dos casos temos de ser coerentes com o objetivo da nossa atuação.

Não organizaremos atividades competitivas se um dos nossos propósitos for o de melhorar


as atitudes de cooperação entre os membros de um grupo.
 
A realização das atividades tem de ter em conta o ritmo de desenvolvimento do
grupo.

Um grupo que não se conhece, ou que acaba de chegar a um sítio novo, não tem a mesma
capacidade de realizar atividades que requerem cooperação do que a de um grupo que já
está instalado num local ou que já funciona há algum tempo.
 
A programação proposta deve incluir elementos atrativos, inovadores e
espetaculares.

5
ufcd 3497 - Dinamização e condução de atividades de animação em contexto turístico

Uma certa dose de originalidade e de espetacularidade na animação de atividades é


importante. Mas sem cair no permanente protagonismo e, ou, espetáculo da parte dos
animadores, que convertem o grupo em mero consumidor, de atuações, concursos e outras
atividades do género.
  
As atividades devem respeitar o ritmo de vida dos membros do grupo.

O que obriga a não programar, por exemplo, atividades que requeiram esforço físico depois
de comer, ou um longo período de atividades pouco movimentadas.
 
A programação de atividades deve ter sempre presente a segurança daqueles
com que trabalhamos.

 Por outro lado, os animadores, além de proporem uma programação inovadora, atrativa e
espetacular, devem conseguir que o grupo encontre e defina o tipo de atividades que
realmente lhe interessa, e que os membros do grupo façam também as suas propostas.
 
É importante, também, acostumar o grupo a decidir entre as propostas não apenas pelo
lado atrativo, mas também pela viabilidade.
 
Os animadores devem ajudar o grupo na preparação e realização de atividades.

As atividades são quase sempre preparadas pelos animadores, mas devemos tentar, com
firmeza e persistência, que o grupo assuma, também, a responsabilidade de preparar e
realizar atividades com o propósito de fomentar a sua autonomia e a coesão.
 
Os animadores devem ser elementos potenciadores do desenvolvimento da
criatividade e imaginação dos membros do grupo.

Isto significa que os animadores devem ser criativos. Mas, não significa que devam criar,
muito menos durante as atividades, para que o grupo os imite. Devem ser originais e
imaginativos, mas sobretudo para saberem escolher elementos de trabalho, transmitir

5
ufcd 3497 - Dinamização e condução de atividades de animação em contexto turístico

sensações, oferecer elementos motivadores e que ajudem a desenvolver a imaginação e a


criar.

A este nível trabalhar com grupos, projetos com um centro de interesse (a


poluição, a idade média, a Primavera), pode ajudar a centrar a imaginação e a
criatividade.
 
Também devemos considerar atividades aquelas que são realizadas nos
momentos em que não há atividades programadas.

Há que tirar da cabeça a ideia de que as atividades são unicamente o que está escrito no
papel, o programado. Os jogos que surgem espontaneamente nos tempos livres, ou os
momentos de leitura e de conversa, devem, também, ser considerados atividades.
 
 Uma proposta metodológica para a programação de atividades.

 Depois de todos os considerandos que antes fizemos, interessa, agora, tentar sistematizar
algumas pistas sobre o modo com devemos então programar as atividades. O esquema
reproduzido nesta página ilustra uma possível forma de elaborarmos programas de
atividades no âmbito da animação de grupos.
 

5
ufcd 3497 - Dinamização e condução de atividades de animação em contexto turístico

4.Gestão do tempo e espaço previsto para a animação

5
ufcd 3497 - Dinamização e condução de atividades de animação em contexto turístico

Espaços para animação – São as áreas ou lugares onde se desenvolvem as atividades


de animação.

Característica dos espaços para animação:


 Condições de salubridade
 Condições de conforto ambiental (temperatura, chuva, sol.)
 Qualificação dos espaços
 Quantificação dos espaços
 Segurança
 Flexibilidade – múltiplos usos e funções

Espaços para animação


 Espaços gerados – São aqueles concebidos especialmente para a animação.
 Espaços reutilizados – São aqueles inicialmente projetados para outras
finalidades, que podem ser reutilizados e adaptados para novos usos de animação.
 Espaços aproveitados- São aqueles inicialmente projetados para outras funções,
que são convertidos adequadamente para animação

Espaços e tipologia da animação


 Espaços para produto-animação
 Espaços para animação do produto

Espaços para produto-animação


 Centros de férias e recreação
 Clubes de turismo
 Colónias de férias
 Campings
 Alguns centros de turismo de massas

Considerações sobre os espaços para produto-animação:


 Localização – Convenientemente isolado e afastado dos centros urbanos;
 Implantação. Local beneficiado pelo meio físico natural

5
ufcd 3497 - Dinamização e condução de atividades de animação em contexto turístico

 Disposição. Horizontal e aberta, proporcionando deslocamento e contacto com a


natureza
 Qualificação. Os espaços devem ser oferecidos pouco a pouco, sendo quase
descobertos, porém não devem ser de difícil localização.

Espaços para animação do produto


 Hotéis urbanos
 Hotéis convencionais em estâncias naturais
 Hotéis de lazer
 Outros meios de alojamento

Meios de obtenção de espaços para animação


 Aproveitamento de espaços ociosos ou que foram projetados para outros usos e
funções
 Criação de centros de animação – estrutura comum que serve a vários
estabelecimentos de alojamento
 Formação de sistemas integrados de animação
 Intercâmbio

Destinação dos espaços de animação


 Espaços para animação cultural - Locais para música, representações,
apresentações, cinemas, reuniões, debates e informações, práticas artesanais e
trabalhos manuais, biblioteca, exposições, etc.
 Espaços para animação social - Locais para festas, jogos de salão, concursos e
brincadeiras, pistas de dança, etc.
 Espaços para animação desportiva - Locais para desportos náuticos, quadros
polivalentes, ginásios, campos de futebol, etc.

Não existem programas de animação estandardizados, mas sim imensos jogos e ainda
muito mais por inventar que se podem ajustar à realidade existente e aos objetivos
pretendidos.

5
ufcd 3497 - Dinamização e condução de atividades de animação em contexto turístico

Geralmente cada programa é constituído por vários jogos ou minijogos, pelo que se sugere
que cada jogo possua uma ficha onde estão inseridas as suas características essenciais:

Exemplo de ficha de jogo

Nome do jogo_____________________________________________
Nº de participantes (ideal)____________
Idade dos participantes (ideal)________
Número de participantes por equipa (se tiver)____________
Objetivos gerais do jogo
_________________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________
________

Material a utilizar (ideal)________________________________________


Metodologia________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________
_______

Vantagens e desvantagens do jogo


_________________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________
________

Comentário
_________________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________
________

5
ufcd 3497 - Dinamização e condução de atividades de animação em contexto turístico

Na dinamização dos jogos existem imensas variáveis que têm de ser cruzadas: a equipa, os
participantes, os objetivos, os locais, etc., os materiais, etc.

De referir que os jogos ou programas podem ser realizados em vários locais ou instalações,
mesmo que estas não sejam desportivas.

Façamos uma breve análise sobre as fases do jogo. Para Nicanor Miranda, as fases do jogo
são:
• Preparação: é a fase efetiva da preparação. Arrumar o local, divisão de equipas,
posicionamento dos participantes.
• Evolução: É o jogo propriamente dito. A execução das regras. Vai desde o início
da movimentação até o término da ação. O animador deve fazer a observação do
participante, onde ele se coloca espontânea e livremente, e onde se mostra quanto
à personalidade.
• Final: É exatamente no término, quando se descobre a sensação de vitória ou
perda.

Exemplo de programa de animação desportiva

1ª fase
 Receção dos participantes ou equipas (caso seja um jogo com inscrições por
equipas)
 Explicação da atividade (objetivos do jogo, regras, estrutura, normas de segurança,
materiais, etc.)
 Definição de equipas caso não seja necessário fazer inscrições por equipas

2ª fase
 Início da atividade dividida, por exemplo, por seis provas em que cada uma
corresponde a uma modalidade.
 As provas podem ser dirigidas a todos os elementos da equipa ou cada prova pode
ser direcionada apenas para um elemento escolhido pela organização ou pela
própria equipa.

5
ufcd 3497 - Dinamização e condução de atividades de animação em contexto turístico

 Cada prova pode ter como objetivo final chegar a um determinado local onde o
participante é esperado por outro colega que inicia outra prova, superar obstáculos
como jogos ou perícia ou responder a perguntas sobre vários assuntos.
 As provas podem ser todas seguidas, sendo algumas realizadas durante a noite, o
que contribui para o aumento da importância da organização nas questões de
segurança e logística.
 As provas individuais e o jogo podem ter vários tipos de pontuação (por ex: tempo,
superação dos vários jogos entre cada prova, conclusão de todos os elementos,
melhor jogo em equipa, etc.)

3ª fase
 Depois de concluído o jogo é necessário averiguar se todos os elementos
terminaram e assegurar-se de que o estado de saúde de cada participante se
mantém estável. É igualmente necessário verificar as condições do material
utilizado, realizar a sua recolha e fazer o inventário.

5
ufcd 3497 - Dinamização e condução de atividades de animação em contexto turístico

5.Informação e demonstração dos objetivos e regras


das atividades

5
ufcd 3497 - Dinamização e condução de atividades de animação em contexto turístico

De acordo com a legislação em vigor, antes da venda dos seus serviços, as empresas de
animação turística e os operadores marítimo-turísticos devem informar os
clientes sobre:
- As características específicas das atividades a desenvolver;
- Dificuldades e eventuais riscos inerentes;
- Material necessário quando não seja disponibilizado pela empresa;
- Idade mínima e máxima admitida;
- Serviços disponibilizados e respetivos preços.

Antes do início da atividade, deve ser prestada aos clientes informação completa e
clara sobre:
- As regras de utilização de equipamentos;
- Legislação ambiental relevante;
- Comportamentos a adotar em situação de perigo ou emergência;
- Formação e experiência profissional dos seus colaboradores.

As empresas que desenvolvam atividades reconhecidas como turismo de natureza devem


disponibilizar ao público informação sobre:
- A experiência e formação dos seus colaboradores em matéria de ambiente, património
natural e conservação da natureza.

A capacidade de adaptação e flexibilidade de atividades de animação depende não só de


um bom programa mas também da humildade e do engenho da equipa responsável para
captar as informações fornecidas pelas próprias atividades e participantes.

Na fase de execução, o animador tem que ter consciência das suas potencialidades, para
que o entusiamo e a excitação em torno dos jogos não passem os limites da segurança e
do equilíbrio existente entre todos os fatores. Assim, é exigida uma constante atenção no
desenrolar das atividades e na perceção dos sintomas criados.

Para um bom desenvolvimento da atividade é necessário:


 Facilitar a explicação das regras;

5
ufcd 3497 - Dinamização e condução de atividades de animação em contexto turístico

 Permitir a compreensão de todos os participantes através de demonstrações, se for


necessário;
 Favorecer o bom desenvolvimento e estimular a iniciativa por parte dos
participantes;
 Evitar protestos;
 Se o jogo incluir pontos ou golos, deve facilitar-se a compreensão das regras sobre
a marcação ou obtenção dos mesmos.

A comunicação entre o animador e o grupo tem de ser direta, objetiva e interativa. É


necessário focar os aspetos mais importantes e intervir de forma clara. A explicação ao
grupo dos objetivos pretendidos pode passar pela explicação oral ou por uma
demonstração do movimento ou da ação.

A boa comunicação pode evitar a confusão na perceção por parte dos participantes e
permitir que a atividade se realize sem grandes interrupções.

5
ufcd 3497 - Dinamização e condução de atividades de animação em contexto turístico

6.Dinamização e condução do grupo

5
ufcd 3497 - Dinamização e condução de atividades de animação em contexto turístico

A mesma atividade realizada com sucesso para determinado grupo pode não ser
dinamizada com o mesmo grau de satisfação para outro grupo. Não se pode passar a
imagem de que uma atividade dirigida a um grupo possa sempre ser utilizada por outro
distinto.

Na maior parte das vezes, os grupos podem ser semelhantes em termos de idades, de
proveniência, de hábitos culturais e no entanto, os programas decorrerem de forma
diferente.

Existem casos, felizmente pouco frequentes, em que a equipa animadora só na hora de


iniciar a atividade tem acesso a certas informações que podem contribuir para o sucesso da
animação, até porque os animadores e monitores sabem as faixas etárias que vão
abranger, os locais de residência, o género e outras características.

Assim, a equipa responsável pela animação deve preocupar-se com a obtenção de vários
dados dos participantes:
 O género;
 A idade ou o grupo da faixa etária;
 O local onde habitam;
 O escalão social;
 Os hábitos culturais e desportivos;
 Etc.

Recomendações para a atuação de guias orientadores de percursos de


animação:
 Saudar o grupo, a presentar-se e dar as boas-vindas, de forma informal;
 Transmitir informação geral sobre a atividade a realizar: duração, grau de
dificuldade, recomendações de comportamento, de forma clara, segura e firme
 Estabelecer comunicação e interagir com o grupo
 Criar interesse sobre o tema,
 Participar ativamente nas dinâmicas e atividades que se realizam durante a
visita;
 Preparar cuidadosamente a visita

5
ufcd 3497 - Dinamização e condução de atividades de animação em contexto turístico

 O mais importante é a experiência. Quanto mais se interpreta, mais se aprende;


 Nunca deixar de aprender sobre o recurso que queremos interpretar;
 Conhecer o melhor possível a nossa audiência;
 Determinar com maior exatidão a mensagem que queremos transmitir e o que
queremos alcançar com essa mensagem;
 Jamais mentir ou enganar o visitante;
 Preocupar-se com a comodidade e segurança do visitante;
 Aproveitar as oportunidades que se apresentam no decorrer do evento;
 Promover a participação dos visitantes, que expressem as suas opiniões e
ideias;
 Usar várias técnicas de interpretação ao mesmo tempo de forma a conseguir
melhores resultados;
 Usar exemplos que estejam relacionados com a audiência;
 Não usar nomes científicos e demasiado específicos, a menos que seja
estritamente necessário;
 Fornecer a informação logística (duração do evento, necessidades, etc.) no
princípio.

Guiar é sinónimo de comunicar


 Tratar de aclarar as ideias antes de comunicar
 Examinar o verdadeiro propósito de cada ato de comunicação
 Considerar o meio físico e humano em torno do qual se estabelece a comunicação
 Consultar os outros, quando for conveniente, ao planificar o que se vai comunicar
 Pensar muito bem no que vai dizer e concentrar-se no conteúdo básico da
mensagem
 Quando surgir oportunidade, aproveitar para comunicar algo que seja de ajuda ou
valor para o recetor
 Assegurar-se que as suas ações refletem as suas comunicações
 Procurar não só ser compreendido mas também compreender: seja um bom
ouvinte.

5
ufcd 3497 - Dinamização e condução de atividades de animação em contexto turístico

7. Avaliação e arbitragem

5
ufcd 3497 - Dinamização e condução de atividades de animação em contexto turístico

À semelhança do que acontece em qualquer processo ou projeto, a avaliação é


recomendada como um método para diminuir a probabilidade de erros em ações futuras e
semelhantes, permitindo reunir todos os dados resultantes da animação e, assim,
identificar os erros de modo a evitá-los.

Apesar de ser importante o reconhecimento dos erros praticados, convém não esquecer os
métodos, os jogos e as atividades que resultaram de um bom desempenho. Assim, a
avaliação pode ser caracterizada não só como a última etapa em determinado projeto mas
também como a primeira de futuras atividades.

Para cada atividade programada é conveniente elaborar uma ficha de controlo, em função
da necessidade de avaliação contínua da aplicação do projeto. Paralelamente, este sistema
facilita a monitorização da qualidade do serviço de animação que o estabelecimento está a
prestar.

As informações recolhidas através das fichas de controlo poderão ser alvo de um


tratamento e análise em termos estatísticos. Por outro lado, funcionam como arquivo
histórico das atividades realizadas, respetiva afluência e índice de aceitação; espaços,
material e equipamentos utilizados; problemas, queixas, sugestões, etc.

A título de proposta, sugere-se uma ficha com a seguinte estrutura, adaptável a diferentes
situações:
a) Designação da atividade, data de realização, horário(s) e local;
b) Nome do animador responsável e dos ajudantes, caso existam;
c) Caracterização dos participantes (sexo, ativos ou passivos, faixa etária,
nacionalidade);
d) Inventariação do material necessário (reutilizável ou não);
e) Grau de aceitação da atividade (muito bom, bom, razoável, fraco, muito fraco);
f) Tempo despendido e grau de dificuldade na preparação da atividade (muito, pouco
nenhum);
g) Observações referentes aos turistas e à sua participação nas atividades, ou
referentes ao material;

5
ufcd 3497 - Dinamização e condução de atividades de animação em contexto turístico

h) Sugestões por parte do animador ou dos participantes que ajudem a melhorar a


próxima aplicação da atividade.

5
ufcd 3497 - Dinamização e condução de atividades de animação em contexto turístico

Exemplo de ficha de avaliação

Preparação do turno

Nº de reuniões________
Comentário sobre o resultado das reuniões___________________________________________

Preparação da atividade
_________________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________

Objetivos gerais definidos


_________________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________

Objetivos gerais alcançados


_________________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________

Objetivos específicos definidos


_________________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________

Objetivos específicos alcançados


_________________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________

Obteve informações antes da atividade


sobre________________________________________________

Participantes__________________________
Local________________________________
Material disponível_____________________

5
ufcd 3497 - Dinamização e condução de atividades de animação em contexto turístico

Foram suficientes____________________________________________

Observações
_________________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________

5
ufcd 3497 - Dinamização e condução de atividades de animação em contexto turístico

8.Regras de segurança

5
ufcd 3497 - Dinamização e condução de atividades de animação em contexto turístico

Na organização de atividades de animação turística ou de qualquer tipo de animação, tem


de se garantir que a integridade física, tanto do animador como dos clientes, está sempre
assegurada. Para tal, é necessário a realização de seguros e licenças, para que se
acontecer alguma coisa a empresa estar sempre assegurada e não ter qualquer tipo de
problemas.

A empresa tem de estar devidamente licenciada para poder realizar as atividades e nesse
sentido para ser licenciada já tem de ter obtido todos os seguros que acarretam com as
despesas em caso de acidentes.

Para a realização de atividades fora da sede da empresa, há que ter em conta que se tem
de pedir licença especial às entidades competentes, normalmente são as autarquias, de
forma a que esteja tudo devidamente formalizado e os seguros possam cobrir qualquer tipo
de despesas.

Há que ter em conta em primeiro lugar sempre a segurança, principalmente em atividades


de maior risco, como sejam as atividades desportivas ou ambientais. Para este efeito, a
empresa tem de ter licenças diferentes o que já inclui os seguros também.

Nenhuma organização de atividade pode decorrer sem que estes pormenores estejam
todos resolvidos pois isso também acarreta problemas para o organizador caso aconteça
algo.

Quando é um organizador que não está licenciado como empresa turística, ou seja, um
organizador independente, tem de seguir determinadas normas, como dirigir-se às
entidades competentes para pedir licença temporária para usufruto de um determinado
espaço e, de seguida, realizar seguros para aquele período de tempo e que cubram
qualquer tipo de acidentes, de forma a assegurar sempre a sua integridade física e dos
clientes.

Requisitos de segurança no exercício da atividade das empresas de animação


turística (de acordo com a legislação em vigor):

5
ufcd 3497 - Dinamização e condução de atividades de animação em contexto turístico

Instalações

 Quando as empresas de animação turística disponham de instalações fixas, estas


devem satisfazer as normas vigentes para cada tipo de atividade e serem
licenciadas pelas entidades competentes.
 Os empreendimentos turísticos, os estabelecimentos de restauração e de bebidas,
as casas e empreendimentos de turismo no espaço rural, as casas de natureza e as
agências de viagens e turismo que exerçam atividades de animação turística, ou se
situem no local onde se processa a respetiva realização, devem estar legalmente
aprovados, de acordo com a legislação que for aplicável a cada caso.

Utilização de meios próprios

 Na realização de viagens turísticas, as empresas de animação turística, licenciadas


nos termos previstos no presente diploma, podem utilizar meios de transporte
próprios, devendo, quando se tratar de veículos automóveis com lotação superior a
nove lugares, cumprir os requisitos de acesso à profissão de transportador público
rodoviário interno ou internacional de passageiros que nos termos da legislação
respetiva lhes sejam aplicáveis, sem prejuízo do disposto nos números seguintes.
 Entende-se por meios de transporte próprios aqueles que são propriedade da
empresa, bem como aqueles que são objeto de contrato de locação financeira, ou
de aluguer de longa duração, desde que a empresa de animação turística seja a
locatária.
 O motorista do veículo deve ser portador do seu horário de trabalho e de
documento contendo a especificação do evento, iniciativa ou projeto, a hora e o
local de partida e de chegada, que exibirá a qualquer autoridade competente que o
solicite.
 As empresas de animação turística que acedam à profissão de transportador público
rodoviário interno ou internacional de passageiros podem efetuar todo o tipo de
transporte ocasional com veículos automóveis pesados de passageiros.
 Os veículos automóveis utilizados no exercício das atividades com lotação superior a
nove lugares devem ser sujeitos a prévio licenciamento pela Direcção-Geral de

5
ufcd 3497 - Dinamização e condução de atividades de animação em contexto turístico

Transportes Terrestres, nos termos a definir em portaria conjunta dos membros do


Governo responsáveis pelas áreas do turismo e dos transportes, a qual fixará
igualmente os requisitos mínimos a que devem obedecer tais veículos.

Livro de reclamações

 As empresas de animação turística devem possuir em todos os seus


estabelecimentos um livro destinado aos utentes para que estes possam formular
observações e reclamações sobre o estado e a apresentação das instalações e do
equipamento, bem como sobre a qualidade dos serviços e o modo como foram
prestados.
 O livro de reclamações deve ser obrigatória e imediatamente facultado ao utente
que o solicite.

Garantias exigidas

 Para garantia da responsabilidade perante os clientes, as empresas de animação


turística devem prestar um seguro de responsabilidade civil.

Formalidades

 Nenhuma empresa de animação turística pode iniciar ou exercer a sua atividade


sem fazer prova junto da Turismo de Portugal, IP de que as garantias exigidas
foram regularmente contratadas e se encontram em vigor.

Seguros

As empresas de animação turística devem Prestar as seguintes garantias:


 Seguro de acidentes pessoas garantindo:
o Pagamento das despesas de tratamentos, incluindo internamento hospitalar
e medicamentos, até ao montante anual de €3.500;

5
ufcd 3497 - Dinamização e condução de atividades de animação em contexto turístico

o ii. Pagamento de um capital de €20.000, em caso de morte ou invalidez


permanente dos seus clientes, reduzindo-se o capital por morte ao
reembolso das despesas de funeral até ao montante de €3.000, quando este
tiver idade inferior a 14 anos.
 Seguro de responsabilidade civil:
o Garantir €50.000 por sinistro, e anuidade que garanta os danos causados
por sinistros ocorridos durante a vigência da apólice, desde que reclamados
até um ano após a cessação do contrato.
 E, ainda, se exercer atividades no estrangeiro:
o Seguro de assistência às pessoas, válido exclusivamente no estrangeiro,
garantindo:
 Pagamento do repatriamento sanitário e do corpo.
 Pagamento de despesas de hospitalização, médicas e farmacêuticas,
até o montante anual de €3.000.
 A apólice uniforme do seguro é aprovada pelo Instituto de Seguros de Portugal.
 O seguro de responsabilidade civil pode ser substituído por caução de igual
montante, prestada nos termos nos números seguintes.
 Sem prejuízo do disposto no número seguinte, a caução pode ser prestada por
seguro-caução, garantia bancária, depósito bancário ou títulos da dívida pública
portuguesa, depositados à ordem do Turismo de Portugal, IP.
 O título da caução não pode condicionar o acionamento desta a prazos ou ao
cumprimento de obrigações por parte da empresa de animação turística ou de
terceiros.
 Em caso de atividades de reduzido risco, o Turismo de Portugal, IP pode dispensar
o seguro de responsabilidade civil.

Âmbito de cobertura

 O seguro de responsabilidade civil visa garantir:


o O ressarcimento dos danos patrimoniais e não patrimoniais causados a
clientes ou a terceiros, por ações ou omissões da empresa de animação
turística ou dos seus representantes;

5
ufcd 3497 - Dinamização e condução de atividades de animação em contexto turístico

o O repatriamento dos clientes e a sua assistência até ao ponto de partida ou


de chegada quando se tratem de atividades realizadas fora do território
nacional, quando, por razões que não lhe forem imputáveis, estes fiquem
impossibilitados de prosseguir a atividade, sendo neste caso obrigatória a
intervenção de uma agência de viagens e turismo devidamente licenciada
pelo Turismo de Portugal, IP na contratação de serviços a prestar fora do
território nacional;
o A assistência médica e os medicamentos necessários em caso de acidente
ou doença.
 São excluídos do seguro de responsabilidade civil:
o Os danos causados aos agentes ou representantes legais das empresas de
animação turística;
o Os danos provocados pelo cliente ou por terceiro, alheio ao fornecimento
dos serviços.
 Podem ainda ser excluídos do seguro os danos causados por acidentes ocorridos
com meios de transporte que não pertençam à empresa de animação turística,
desde que o transportador tenha o seguro exigido para aquele meio de transporte.

Regulamentação aplicável a atividades de animação turística em contextos


específicos

Atividades exercidas em áreas protegidas

 O exercício de Atividades de animação Ambiental deve obedecer aos requisitos


estabelecidos no diploma respetivo e carece de licença titulada por documento
emitido pelo ICN.
 Legislação aplicável: Decreto Regulamentar nº 18/99, de 27.08 (alterado pelo
Decreto Regulamentar nº 17/2003, de 10.10) que regula a animação ambiental nas
modalidades de animação, interpretação ambiental e desporto de natureza nas
áreas protegidas, bem como o processo de licenciamento das iniciativas e projetos
de atividades, serviços e instalações de animação ambiental.

Atividade marítimo-turística

5
ufcd 3497 - Dinamização e condução de atividades de animação em contexto turístico

 O exercício da Atividade Marítimo-Turística deve obedecer aos requisitos


estabelecidos no diploma respetivo e depende de licença a conceder pelo Instituto
Portuário e dos Transportes Marítimos (IPTM) ou pelos órgãos locais da Direcção-
Geral da Autoridade Marítima (DGAM) ou ainda pelas entidades com jurisdição no
domínio hídrico fluvial ou lacustre (CCDR – Comissões de Coordenação e
Desenvolvimento Regional).
 Legislação aplicável: Decreto-lei 21/2000, de 31 de Janeiro (alterado pelo
Decreto-Lei nº 269/03, de 28 de Outubro) que aprova o regulamento da Atividade
Marítimo-Turística (RAMT).

Instalações desportivas

 São os espaços de acesso público organizados para a prática de atividades


desportivas, constituídos por espaços naturais adaptados, ou por espaços artificiais
ou edificados, incluindo as áreas de serviços anexos e complementares, podendo
ser organizados em:
o Instalações desportivas de base;
o Instalações desportivas especializadas ou monodisciplinares;
o Instalações especiais para espetáculo desportivo.
 A edificação, alteração ou adaptação dos espaços que constituem as instalações
desportivas obedece ao Regime de Licenciamento de Obras Particulares, com
algumas especificidades constantes da legislação aplicável a estas instalações.
 O início das atividades nas instalações desportivas carece de licença de
funcionamento, titulada por alvará a emitir pelo Instituto de Desporto de Portugal
(IDP).
 Legislação aplicável: Decreto-Lei nº 317/97, de 25 de Novembro, que estabelece
o Regime de Instalação e Funcionamento das Instalações Desportivas de Uso
Público. Decreto-Lei nº 385/99, de 28 de Setembro, que define o Regime da
Responsabilidade Técnica pelas Instalações Desportivas abertas ao público e
atividades aí desenvolvidas.

Atividade termal

5
ufcd 3497 - Dinamização e condução de atividades de animação em contexto turístico

 O licenciamento, a organização, o funcionamento e a fiscalização dos


estabelecimentos termais obedecem a uma regulamentação própria.
 Compete às Câmaras Municipais ou aos respetivos presidentes, consoante o caso, o
seu licenciamento ou autorização, com as especificidades do diploma próprio da
atividade termal.
 O pedido de licenciamento do funcionamento é efetuado ao Ministro da Saúde em
requerimento a entregar junto da Direção- Geral da Saúde.
 Legislação aplicável: Decreto-Lei nº 142/2004, de 11 de Junho, que aprova o
regime jurídico da atividade termal.

Boas práticas de segurança: exemplo do sector de animação ambiental/ turismo


de natureza

Oferta
A oferta de atividades de desporto de natureza tem crescido bastante nos últimos anos. A
organizar estas atividades encontramos empresas, algumas das quais de organização de
eventos e outras de animação turística, mas também associações e clubes.

Os prestadores de serviços apresentam diferentes níveis de organização, profissionalismo e


exigências de licenciamento. Porém, todos têm de garantir que as atividades são
desenvolvidas sem ameaçar a saúde do praticante nem atentar contra a sua segurança
física.

Assim, devem garantir:


 Capacidade técnica para organizar as atividades que oferecem;
 Profissionais qualificados e com formação adequada;
 O cumprimento de regras de segurança e das práticas internacionalmente aceites;
 Equipamentos e instalações em boas condições e adequados aos participantes;
 Informação ao praticante sobre as atividades;
 Planos de emergência e evacuação, em caso de acidente;
 Uma prática não nociva à natureza.

5
ufcd 3497 - Dinamização e condução de atividades de animação em contexto turístico

Prevenção:

Comparadas com outras práticas desportivas, estas atividades implicam um risco acrescido
para os praticantes, pois dependem da interação das forças da natureza instáveis com a
atuação do homem.

Contudo, quando praticadas de acordo com procedimentos de segurança corretos e


formação adequada, apresentam níveis de segurança satisfatórios.

Fatores importantes a considerar para uma prática segura:


 Saber ler e interpretar as condições naturais do meio e de meteorologia;
 Ter consciência das capacidades físicas e psíquicas dos indivíduos que as praticam;
 Conhecer os tipos e níveis de intensidade das atividades a praticar para escolher as
mais adequadas para cada indivíduo;
 Ter qualificações adequadas às atividades a organizar,
 Saber usar corretamente o equipamento;
 Ter informação sobre os comportamentos e práticas adequadas;
 Saber atuar nos primeiros socorros e colaborar em situações de resgate consoante
o nível de dificuldade da atividade.

Não existe segurança absoluta nestes desportos. Mas é possível garantir uma prática mais
segura, adotando medidas que reduzam os riscos e minimizem os danos em caso de
acidente.

Prevenção de acidentes

Um acidente não acontece por acaso e com as devidas precauções pode ser evitado. Eis os
principais fatores a acautelar pelo prestador para oferecer um serviço seguro.

Capacidade técnica para organizar as atividades


Todas as atividades têm de ser planeadas antecipadamente. Só assim saberá responder às
situações que podem ocorrer no decurso da prática.

5
ufcd 3497 - Dinamização e condução de atividades de animação em contexto turístico

Deve ser feito um diagnóstico e identificados os perigos humanos ou ambientais, para se


definirem os níveis de risco.

A responsabilidade e a partilha de tarefas dos profissionais envolvidos no terreno e das


equipas de apoio devem estar previamente definidas, por atividade e grupo de praticantes,
com indicação expressa do número de monitores.

É importante realizar simulações e treinos prévios para familiarizar os praticantes com a


atividade. Também são determinantes para os profissionais acautelarem problemas que
possam surgir.

Formação dos profissionais

Um fator-chave para a oferta de um serviço de qualidade e com segurança é a formação


dos seus profissionais. Para isso, é indispensável que tenham qualificações ajustadas às
atividades (tanto as equipas no terreno como as que supervisionam). Indicamos-lhe as
mais importantes:
 Estar habilitados para dominar tecnicamente as atividades;
 Conhecer e manusear os materiais;
 Ler e interpretar as condições naturais do meio;
 Conhecer a resistência dos materiais;
 Ter conhecimentos de primeiros socorros e de resgate, nomeadamente técnicas de
reanimação, de acordo com a atividade e o nível de dificuldade em que trabalham;
 Saber reagir em situações de fadiga e stresse.

Para atividades com elevada complexidade e risco, como mergulho, condução de


embarcações náuticas ou voo livre, os monitores têm de possuir habilitação e formação
específicas.

Verificar as condições do meio natural e do equipamento

5
ufcd 3497 - Dinamização e condução de atividades de animação em contexto turístico

Deve ter capacidade técnica para avaliar as condições do meio natural e analisar os riscos
inerentes às condições físicas e climáticas (como descargas de barragens ou modificações
das marés e dos ventos).

Deve caber nos procedimentos de segurança do prestador de serviços verificar as


condições técnicas dos equipamentos. A sua manutenção é muito importante, devendo
existir um registo com a sua periodicidade. O equipamento deve ser mantido em espaços
de acondicionamento ou armazenagem em boas condições.

Todos os equipamentos devem ser adequados à função e cumprir as normas de


certificação internacionais.

Informação ao praticante

Muitos acidentes devem-se à falta de informação dos praticantes, por desconhecimento do


uso correto do equipamento ou comportamentos desadequados. Assim, a entidade que
organiza as atividades deve informar o praticante sobre:
 Contraindicações médicas e/ou físicas da atividade;
 Possíveis riscos inerentes à sua prática;
 Comportamentos seguros a adotar pelos praticantes;
 Práticas proibidas e prejudiciais aos outros participantes na atividade;
 Equipamento necessário (no rafting, por exemplo, o fato isotérmico de neoprene,
um colete homologado, capacete, botas isotérmicas);
 Instruções sobre o uso correto do equipamento e das infraestruturas ou espaços.

Emergência e resgate

É fundamental prever planos de emergência e resgate para minimizar os danos de um


acidente.

O prestador tem de estar preparado para agir com rapidez e eficácia. Para isso, deve ter
procedimentos de emergência e evacuação organizados e prontos a implementar no
terreno.

5
ufcd 3497 - Dinamização e condução de atividades de animação em contexto turístico

Os planos de emergência devem incluir os primeiros socorros (como kit de primeiros


socorros), técnicas de reanimação e utilização de equipamento de regaste.

Já os planos de evacuação devem permitir a ligação eficaz entre as zonas de prática dos
desportos e o sistema de emergência médica.

Nestas situações, é essencial um sistema de comunicações e alerta. Assim, este deve


assegurar uma rede de comunicações que permita dar o alerta para a equipa de prevenção
e para o sistema de emergência médica (112).

Código de conduta das empresas de turismo de natureza

Responsabilidade empresarial

As empresas organizadoras de atividades de turismo de natureza:


1) São responsáveis pelo comportamento dos seus clientes no decurso das
atividades de turismo de natureza que desenvolvam, cabendo -lhes garantir,
através da informação fornecida no início da atividade e do acompanhamento do
grupo, que as boas práticas ambientais são cumpridas;
2) Sempre que os seus programas tenham lugar dentro de áreas protegidas, devem
cumprir as condicionantes expressas nas respetivas cartas de desporto de natureza,
planos de ordenamento e outros regulamentos, nomeadamente no que respeita às
atividades permitidas, cargas, locais e épocas do ano aconselhadas para a sua
realização;
3) Devem respeitar a propriedade privada, pedindo autorização aos proprietários
para o atravessamento e ou utilização das suas propriedades e certificando -se de
que todas as suas recomendações são cumpridas, nomeadamente no que respeita à
abertura e fecho de cancelas;
4) Na conceção das suas atividades devem certificar- -se de que a sua realização no
terreno respeita integralmente os habitantes locais, os seus modos de vida,
tradições, bens e recursos;

5
ufcd 3497 - Dinamização e condução de atividades de animação em contexto turístico

5) Devem assegurar que os técnicos responsáveis pelo acompanhamento de grupos


em espaços naturais têm a adequada formação e perfil para o desempenho desta
função, quer ao nível da informação sobre os recursos naturais e os princípios da
sua conservação, quer ao nível da gestão e animação de grupos;
6) São co -responsáveis pela salvaguarda e proteção dos recursos naturais
devendo, quando operam nas áreas protegidas e outros espaços naturais, informar
o ICNB, I. P., ou outras autoridades com responsabilidades na proteção do
ambiente, sobre todas as situações anómalas detetadas nestes espaços;
7) São agentes diretos da sustentabilidade das áreas protegidas e outros espaços
com valores naturais devendo, sempre que possível, utilizar e promover os serviços,
cultura e produtos locais;
8) Devem atuar com cortesia para com outros visitantes e grupos que se encontrem
nos mesmos locais, permitindo que todos possam desfrutar do património natural.

Boas práticas ambientais

Em todas as atividades de turismo de natureza:


1) Devem ser evitados ruídos e perturbação da vida selvagem, especialmente em
locais de abrigo e reprodução;
2) A observação da fauna deve fazer -se à distância e, de preferência, com
binóculos ou outro equipamento ótico apropriado;
3) Não devem ser deixados alimentos no campo, nem fornecidos alimentos aos
animais selvagens;
4) Não devem recolher -se animais, plantas, cogumelos ou amostras geológicas;
5) Quando forem encontrados animais selvagens feridos estes devem, sempre que
possível, ser recolhidos e entregues ao ICNB, I. P., ou ao Serviço de Proteção da
Natureza e Ambiente da Guarda Nacional Republicana (SEPNA), ou a situação
reportada aos referidos organismos, para encaminhamento para centros de
recuperação ou outros locais de acolhimento adequados;
6) Os acidentes ou transgressões ambientais detetados devem ser prontamente
comunicados ao serviço SOS Ambiente e Território, ao ICNB, I. P., ou ao SEPNA;
7) O lixo e resíduos produzidos devem ser recolhidos e depositados nos locais
apropriados;

5
ufcd 3497 - Dinamização e condução de atividades de animação em contexto turístico

8) Só deverá fazer -se lume nos locais autorizados para o efeito;


9) Seja qual for a natureza da atividade, todas as deslocações que lhe são inerentes
devem utilizar caminhos e veredas existentes;
10) A sinalização deve ser respeitada.

Código de conduta do turista

As atividades de desporto de natureza podem ter impacto ao nível ambiental, danificando a


curto, médio ou longo prazo os locais utilizados.

O grau de impacte ambiental depende, principalmente, do modo e número de vezes que se


realizam, do lugar, da época, da dimensão do grupo e da sua conduta. Reduzi-lo é da
responsabilidade de cada praticante e dos organizadores que as desenham, publicitam e
guiam.

Todos devemos contribuir para garantir que o ar, a água, o solo, a paisagem, a fauna e a
flora sejam defendidos e conservados. Listamos alguns exemplos de ações lesivas:
 No meio aquático: a contaminação das águas por perdas de óleos, carburantes ou
detergentes das embarcações a motor;
 No meio aéreo: interferência com os habitats de aves, em particular em período de
nidificação, devido a práticas descuidadas de parapente e asa delta.
 No meio terrestre: alterações erosivas em pistas e trilhos de serras ou montanhas;
desvio de pequenos cursos de água; recolha de plantas, rochas ou fósseis;
atropelamento de animais pelos praticantes de BTT, escaladores em rocha natural,
caminhadas.

De forma a evitar impactos negativos, de uma maneira geral, o comportamento do turista


deve focar-se em:
 Procurar informação sobre a cultura e as tradições do país visitado.
 Aprender e respeitar os aspetos culturais e naturais das áreas de acolhimento;
 Viajar sensibilizado para os aspetos ambientais e culturais locais, evitando
comportamentos desapropriados;

5
ufcd 3497 - Dinamização e condução de atividades de animação em contexto turístico

 Evitar a compra e uso de produtos e serviços que possam pôr em perigo os aspe-
tos ecológicos e culturais locais;
 Efetuar viagens de reduzido impacto e cumprir a regulamentação ambiental;
 Apoiar atividades de conservação dos recursos, que exijam assistência nas áreas de
destino.
 Na preparação da bagagem, reduzir o máximo possível as embalagens, levar creme
solar que não se dissolva em água, para não prejudicar a fauna e flora marinhas,
assim como sabão biodegradável para não contaminar a água do país anfitrião.
 Nas reservas florestais e áreas preservadas evita assustar ou alimentar os animais
selvagens.
 Resistir ainda à tentação de cortar flores nas regiões protegidas e esforçar-se para
não as pisar em jardins.
 Não acampar em áreas que não forem reservadas para o efeito.
 Utilizar carros ou qualquer outro meio de transporte apenas onde for permitido.
 Preferencialmente, optar por meios de transportes alternativos e mais saudáveis
como a bicicleta ou andar a pé.
 Utilizar a água e a energia de modo responsável. Tomar banhos curtos, desligar a
torneira para escovar os dentes e desligar a luz, ao sair de um quarto de hotel, são
regras válidas em qualquer lugar do planeta. Evitar também o uso do ar
condicionado.

5
ufcd 3497 - Dinamização e condução de atividades de animação em contexto turístico

Bibliografia

 DECO, Guia dos desportos de Natureza, 2008


 Lança, Rui, Animação desportiva e tempos livres: perspetivas de organização, Ed.
Caminho, 2003
 Manual para o investidor em turismo de natureza, Vicentina: Associação para o
desenvolvimento do Sudoeste, 2005
 Picazo, Carlos, Asistencia y Guía a grupos turísticos, Madrid, Editorial Sintesis, 1996
 Torres, Zilah, Animação Turística, 3ª edição, São Paulo, Ed. Roca, 2004

Legislação

 Código de Conduta das empresas de turismo de natureza - Portaria n.º 651/2009


de 12 de Junho

Webgrafia
 Portal anigrupos
http://anigrupos.org/

5
ufcd 3497 - Dinamização e condução de atividades de animação em contexto turístico

Termos e condições de utilização

AVISO LEGAL

O presente manual de formação destina-se a utilização em contexto educativo.


É autorizada a respetiva edição e reprodução para o fim a que se destina.
É proibida a divulgação, promoção e revenda total ou parcial dos respetivos conteúdos.

A marca informanuais encontra-se registada, nos termos legais, no INPI.


Qualquer ilícito detetado é passível de procedimento judicial contra o infrator.

informanuais ® 2015
Reservados todos os direitos