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UNIVERSIDADE DE MOGI DAS CRUZES

VALDEVINA APARECIDA NOGUEIRA DE FARIA

MANUAL DE NORMAS LEGAIS PARA IMPLANTAÇÃO DE CLÍNICAS


DE BIOMEDICINA ESTÉTICA

Mogi das Cruzes - SP


2018
UNIVERSIDADE DE MOGI DAS CRUZES
VALDEVINA APARECIDA NOGUEIRA DE FARIA

MANUAL DE NORMAS LEGAIS PARA IMPLANTAÇÃO DE


CLÍNICAS DE BIOMEDICINA ESTÉTICA

Dissertação apresentada ao Programa


de Pós-Graduação da Universidade de
Mogi das Cruzes como parte dos
requisitos para obtenção do grau de
Mestre em Ciências e Tecnologias em
Saúde.

Área de concentração: acrescentar

Profª Orientadora: Dra.Katia Cristina Mugnolli

Mogi das Cruzes - SP


2018
DEDICATÓRIA

Dedico este trabalho ......acrescentar


AGRADECIMENTOS
"Aqueles que passam por nós, não vão sós, não nos deixam sós. Deixam um
pouco de si, levam um pouco de nós".
Antonie de Saint- Exupéry
Agradeço,
EPÍGRAFE

“Existem dois tipos de pessoas no mundo: as que se comprometem e as que


mantêm o compromisso.”

(John Adam – 2° presidente dos Estados Unidos da América)


RESUMO

Palavras-chave
ABSTRACT

Aqui é só o resumo em ingles


LISTA DE TABELAS
SUMÁRIO
Objetivo Geral

Propor manual de normas e orientações ao biomédico para, dentro de suas


habilitações e competências, operacionalizar uma clínica de biomedicina estética.

ESQUEMA DE TRABALHO

O PROFISSIONAL
a) ESTÉTICA
b) A HISTÓRIA DA BELEZA E VAIDADE
c) O CORPO EM DIFERENTES ÉPOCAS
d) A VAIDADE FEMININA E MASCULINA EM ÉPOCAS DIFERENTES
e) A RELIGIÃO E A VAIDADE
f) OS CONCEITOS E PADRÕES DE BELEZA EM DIFERENTES ÉPOCAS
g) O MERCADO ATUAL DA BELEZA
h) O MERCADO ATUAL NO BRASIL DE BELEZA
i) AS INOVAÇÕES NO MERCADO DA BELEZA
j) ENVELHECER
k) A ESTÉTICA COMO SAÚDE - OMS
l) AS PRINCIPAIS QUEIXAS COM RELAÇÃO A BELEZA
m) O BIOMÉDICO
n) A BIOMEDICINA ESTÉTICA
o) PROCEDIMENTOS INVASIVOS NÃO CIRURGICOS
p) COMO ESTA COM RELAÇÃO AS LEIS?
q) HABILITAÇÃO PARA O EXERCÍCIO DA BIOMEDICINA ESTÉTICA
r) RESPONSABILIDADE TÉCNICA DO BIOMEDICO ESTÉTA
s) HABILIDADES E COMPETÊNCIAS DO BIOMÉDICO ESTÉTA
t) ATO MÉDICO
u) PRESCRIÇÕES
v) ÉTICA E BIOETICA
w) PORQUE O BIOMEDICO É COMPETENTE PARA EXERCER ESSA PROFISSÃO
- DISCIPLINAS CURSADAS DURANTE O A GRADUAÇÃO
- DISCIPLINAS CURSADAS DURANTE A ESPECIALIZAÇÃO
A EMPRESA
a) EMPREDENDORISMO
b) O CONSUMIDOR DA ESTÉTICA
c) ADMINISTRAÇÃO
d) CLÍNICA DE ESTÉTICA OU CENTRO ESTÉTICO?
e) ASPECTOS JURÍDICOS E LEGISLAÇÕES
- CFBM
-CRBM
f) ALVARÁ DE ABERTURA
PREFEITURA
ANVISA
BOMBEIRO
RECEITA FEDERAL
REGRAS COMERCIAIS
g) LEVANTAMENTO ESTÍMADO DE CUSTOS PARA ABERTURA
h) ESPAÇO FÍSICO E REGRAS DE INFRAESTRUTURA
i) MARKETING
USO DE IMAGEM
USO DE HISTÓRICO CLÍNICO
AUTORIZAÇÃO CEP/TCLE

O SERVIÇO
a) ELABORAÇÃO DOS POPs
b) CONTROLE DE QUALIDADE DOS SERVIÇOS
REGRAS DE BIOSSEGURANÇA
RISCOS QUÍMICOS,
RISCOS FÍSICOS
RISCOS BIOLÓGICOS
AGENTES PATOGÊNICOS
A PELE
PROCEDIMENTOS DE ANTISSEPSIA DA PELE
PRODUTOS MAIS UTILIZADOS

PROCEDIMENTOS REALIZADOS QUE REQUEREM ANTISSEPSIA DA PELE


NOS PROCEDIMENTOS ESTÉTICOS
INDICAÇÕES E CONTRA INDICAÇÕES
PROCEDIMENTOS DE DESINFECÇÃO/ESTERILIZAÇÃO DE INSTRUMENTAL
c) RISCOS ERGONÔMICOS
d) NORMAS DE DESCARTE DE RESIDUOS
e) GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS
f) GERENCIAMENTO DE RISCOS
ACIDENTE
EMERGÊNCIA
PRIMEIROS SOCORROS
OMISSÃO DE SOCORRO
VIAS DE ADMINISTRAÇÃO DE FÁRMACOS NA ESTÉTICA
EFEITOS ADVERSOS DOS PACIENTES E PROFIISIONAIS

1. INTRODUÇÃO

O PROFISSIONAL

ESTÉTICA
A HISTÓRIA DA BELEZA E VAIDADE
O CORPO EM DIFERENTES ÉPOCAS
A VAIDADE FEMININA E MASCULINA EM ÉPOCAS DIFERENTES
A RELIGIÃO E A VAIDADE
OS CONCEITOS E PADRÕES DE BELEZA EM DIFERENTES ÉPOCAS

Incrível como eEm cada época pode-semos identificar o gosto por tipos físicos
diferentes, dos mais roliços aos mais secos, com barrigas salientes aos
abdomens musculosos, dos seios pequenos aos grandes bustos siliconados.
Nos dias de hoje as pessoas podem decidir se vai ficar refém da academia por
toda a vida ou viver feliz acima do peso, a tempos atrás ninguém era
responsável pelo próprio corpo, por muito tempo, a forma física era colocada a
serviço de propósitos sociais, militares ou religiosos não havia nenhuma
preocupação com a vaidade do corpo (GUIA DO ESTUDANTE,2016).

O compreendimento dos processos de subjetivação que acercam o


corpo da mulher, nos dias atuais, exige um olhar crítico desenvolvido sobre a
história da sociedade. Nesse sentido, percebemos que o corpo sempre foi
motivo de diferenciação das pessoas na sociedade. Por esse motivoesta razão
os indivíduos se utilizam de transformações corporais, retirando partes do
corpo, alterando a pele ou ainda alterando o formato do corpo, o que podendo
ser por conta de padrões culturais das diversas sociedades humanas. Com
isso, deve-se destacar a utilização do corpo como motivo de interação entre
indivíduo e sociedade que é ajustado ao meio social. O tipo ideal de beleza
passou por várias modificações em diferentes época da história, aumentando
as modificações da forma de olhar o corpo feminino. (SOUZA ET AL, 2014).

O corpo humano expressa a história de cada civilização. A sociedade e a


cultura o determinam, criando os seus próprios padrões sendo eles o da
beleza, da sensualidade, da saúde, da postura, que dão referências as
pessoas para se construírem. Com o tempo, esses padrões criaram a história
corporal, notando que as mudanças que ocorreram no conceito de corpo foram
provenientes das mudanças no discurso. Na Grécia antiga o corpo era
totalmente idealizado, treinado, buscando a sua perfeição, um recurso a ser
criado numa civilização que alguns helenistas chamam de “civilização da
vergonha” por oposição à judaico-cristã que seriaá uma “civilização da culpa. A
idealização do cidadão com relação a sua imagem era realizada, a partir de
treinamento físico e meditações, pois o corpo representava um elemento de
veneração e de interesse do Estado. Para os gregos Oo corpo tinha
importância nos aspectos por ser saudável, pela aptidão atlética e pela sua
fertilidade, de maneira que . Para os gregos corpo belo era tão importante
quanto uma mente notável. A concepção da civilização grega de corpo perfeito,
era considerado e produzido somente no corpo masculino e não no feminino.
Esses corpos eram objeto de admiração e eram “esculpidos” e modelados nos
ginásios, fundamentais nas polis gregas, e apresentados nos Jogos Olímpicos.
Não se tratava apenas de narcisismo, mas também ele era considerado
também um instrumento de combate. (Barbosa et al, 2011).

Com o Cristianismo acreditavam-se que o corpo feminino era frágil e impuro, o


corpo ideal deveria ter controle das emoções e do desejo sexual e o homem
deveria ter controle sobre a mulher e as consequências para o sexo era
somente para a procriação. O pensamento idealista de Platão, dizia que os
prazeres ligadas ao corpo eram impuros e impediam o alcance do
conhecimento tido como verdadeiro. O corpo é visto como uma agente de
poluição e as mulheres eram vistas como esfera poluidora. A mulher impura
está presente nas concepções religiosas anteriores a Platão ou que lhe foram
contemporâneas onde afirmavam que só a alma representava
verdadeiramente o humano. Embora tenha lutado contra o gnosticismo, o
cristianismo deixou ser sofreu influenciado da ideia de pela hostilidade ao
corpo,. incorporando o O pensamento do corpo feminino impuro passou da
Antiguidade para o cristianismo, sendo também associadoa ao sangramento
menstrual e puerperal onde que Tomás de Aquino fazia essa relação
influenciado por Aristóteles que as considerava um erro da natureza. Santo
Agostinho foi quem mais estimulou no cristianismo o desprezo ao sexo e aos
desejos, considerava a mulher como inferior ao homem, sendo ela a culpada
por sua saída do. As mulheres eram identificadas com o uso inferior da razão,
e, não sendo feitas à imagem e semelhança de Deus (SILVA & MANDÚ, 2007).

Na Idade Média Cristã em meados dos séculos V, VI e XIII d.C. crescia os


debates direcionados ao corpo e à sexualidade, na igreja era incentivada àa
confissão como forma de dominar e ter autoridade espiritual nos clérigos,
controlando com rigidez a vida religiosa e cotidiana do homem e da mulher
medieval. Os padres achavam que tinham o direito de intervir, punir, julgar
perdoar os comportamentos e a vida sexual do medievo cristão e, achando
assim, que podia inocentá-lo, purificá-lo ou dar-lhe a salvação divina após o
confessar os seus pecados da alma e do corpo, e após o cumprimento da
penitência, esta regulada e sacramentada no IV Concílio de Latrão em 1215. O
debate sobredebate sobre abdicação da satisfação sexual para a salvação da
alma produziu uma normatização do corpo e dos prazeres na Idade Média
Cristã, o que Foucault chamou de um “policiamento do sexo” (ROMERO,
2008).

Na idade contemporânea a imagem do corpo era muito valorizada, os padrões


de beleza ideal eram corpos extremamente magros ou musculosos,
aumentando a incidência de desordens relacionadas a auto- imagem. Desde o
inicio da humanidade o corpo físico sempre foi importante e era uma condição
importante e necessária à sobrevivência da raça. Nessa fase primitiva o
homem necessitava intensamente do seu corpo, pois a utilização da linguagem
gestual era a sua principal ferramenta para a sua expressão assim como a sua
interação com a natureza. A importância do corpo belo, a perfeição e a
assimetria eram essenciais ao corpo. Na Grécia, as competições esportivas
eram na verdade um meios de celebração das belezas corporais, onde a
presençaconforme as características do corpo o ser era visto como poder,
podendo até determinarndo o resultado de guerras, nas competições o
vencedor era considerado um elemento superior daquela sociedade.
Com as transformações sobre as formas de construir o corpo, iniciou-se
o pensamento que dividiu o homem em corpo e mente, sugerindo um repensar
sobre a “unidade do ser”, percebendo-o como “ corpo perecível e alma imortal”.
Platão intensificou ainda mais essa relação, negligenciando a valorização do
corpo, afirmando que a alma seria eterna, pura e sábia, e que o corpo seria
imortal, impuro e degradante, portanto era considerado uma “verdadeira prisão
impedindo a elevação da alma ao plano ideal perfeito
( PELEGRINI, 2004)

No início do século lll a.c, podemos revelarforam reveladas as percepções


sobre o corpo, através das esculturas. , essas rRepresentações que se
tornavam mais dramáticas com contraste entre o nu e o vestido, a vida e a
morte, a força e a debilidade física. Com o domínio político do Império Romano
a construção do pensamento filosófico e as acepções corporais foram
modificadas. O culto ao corpo era associado a um valor pagão, até mesmo
eliminados das Olimpíadas pelo Imperador Teodósio – Sec IV., aA arte
romana continuou orientada pela expressão do ideal de beleza grego-
helenística, seguindo referêencias estruscaos e suas representações
ganhavam outras grandezas, potencializando as questões místicas e religiosas
(PELEGRINI, 2004)

A valorização do corpo, da beleza e da experiência estética não faz parte só da


modernidade atual e tampouco sociedades modernas, as antigas civilizações já
demonstravam através da arte e de narrativas a valorização à da beleza. Foi
na sociedade pós-industrialis que o corpo e seus atributos, principalmente a
beleza, centralizou-se na história onde o aspecto estético do corpo tem papel
importante na formação da imagem corporal que esta está associada ao
interesse sexual, mas também às demandas profissionais., dentre outras
(LEAL ET AL,2010).

A auto-estima e o mercado atual estão intimamente ligados. Desejo, auto-


estima, beleza, o que de novo existe é sua ligação com mercado e o uso das
ciências como elemento intermediário no atendimento de necessidades
individuais e o mercado. Nesse caso compreender as necessidades e os
desejos do ser humano é peça essencial para o mercado, tanto em relação ao
produto como ao serviço (MARQUES ET AL, 2004) O belo sempre será um
tema infinito de citado, sempre cantado em verso e prosa, sempre pintado e
esculpido.
Imprimido em pedras e sempre presente nas velhas inscrições egípcias.
Representado por deuses e deusas. A beleza sempre esteve evidente na
mitologia grega e romana e também em todas as expressões artísticas e
culturais e, nas últimas décadas adentrou intensamente no âmbito social que
tornou-se um significativo veículo do mercado. Todos os temas e conceitos em
questão são antigos participantes da vida do homem. Desejo, auto-estima,
beleza, o que de novo existe é sua ligação com mercado e o uso das ciências
como elemento intermediário no atendimento de necessidades individuais e o
mercado. Nesse caso compreender as necessidades e os desejos do ser
humano é peça essencial para o mercado, tanto em relação ao produto como
ao serviço (MARQUES ET AL, 2004).
Podemos resumir a história sobre o corpo sendo ele forte e guerreiro na
Grécia Antiga. Em Atenas o corpo poético e filosófico era valorizado nas
práticas físicas. Na renascência o corpo feminino era farto e com bustos
avantajados, os quadris largos representava a fertilidade. Na idade Moderna a,
a fé era substituída pela razão e pela ciência , o corpo passa então a ser
funcional e técnico. A pele clara, olhos profundos e os corações vermelhos
eram os contornos nas bocas das mulheres em 1910, o corpo lembrava
bonecas de louça. Na década de 1920 as mulheres começaram a cortar os
cabelos, fumar em público e mostrava uma silhueta sem curvas com vestidos
sem cintura e largos. Em 1940 as mulheres se tornam sedutoras, começam a
pintar os cabelos, os corpos com curvas são os que tem maior valor . Em 1950,
Marilyn Monroe marca a sexualidade feminina e se torna símbolo de desejo
sexual. Em 1960 John e Jaqueline Kennedy, com seus corpos magros
representam o poder, no Brasil o corpo violão começa a ser mais valorizado
nessa época. Em 1970 o corpo magro dita agora a moda, Leila Diniz
representa o símbolo de liberdade exibindo a barriga grávida de biquine na
praia de Ipanema. Em 1980 as mulheres passaram a se exercitarem nas
academias, redefinir o corpo é tornou-se algo comum entre homens e
mulheres, já seria o reflexoprelúdio da igualdade sexual. As intervenções
cirúrgicas e tratamentos estéticos são mais procurados, entre o século XX e
XXI ocorre uma crescente idolatria ao corpo, o corpo “sarado” e “trabalhado”
representa o triunfo sobre a natureza. Hoje Nos dias atuais, o corpo ideal
prima-se pelo saudável, priorizando o bem estar e a felicidade ( GARRINI,
2007)

A palavra Estética tem origemvem dno grego o que significa perceber, sentir. É
uma área da filosofia que trata da natureza da beleza. Para entender padrões
de beleza, durante toda a História, os grandes filósofos procuraram definir o
que torna uma coisa bela. Para Platão (428 - 347 a.C.) e René Descartes (1596
- 1650) o belo seria igual ao objeto, não dependendo do sujeito que o percebe.
Para Aristóteles (384 - 322 a.C.), caberia ao homem a busca do perfeito,
através da ordem, da proporção e da simetria. Para Hegel (1770 - 1831) o belo
seria igual a atividade espiritual de cada indivíduo, durante a Idade Média a
visão do belo estava ligada com a identificação direta com Deus, sendo Tomás
de Aquino (1225 - 1274) o grande representante desta época. Finalmente, para
David Hume (1711 - 1776), o gosto para o belo seria algo que dependia de
cada pessoa. Portanto é difícil afirmar o que torna algo belo, o que consegue
agradar a todos sem uma justificativa exata, porque os padrões de beleza
mudam o tempo todo. Nas obras de Renoir, suas banhistas exibiam os corpos
com curvas avantajadas hoje mudou completamente os padrões, pois
atualmente os corpos anoréxicos são considerados belos (WEBER, 2011).

O MERCADO ATUAL DA BELEZA


O MERCADO ATUAL NO BRASIL DE BELEZA
AS INOVAÇÕES NO MERCADO DA BELEZA

A economia da beleza é um processo totalmente recente, faz parte de um


processo chamado beleza romântica. Na transição do século XVIII para o
século XIX, a beleza perfeita não seria mais uma beleza natural, mas sim uma
beleza que precisava ser alcançada com esforços característicos do
desempenho do indivíduo. Sendo assim, ser magra seria o menos importante,
pois esculpir o corpo até que ele se afine seria o objetivo final para demonstrar
o trabalho sobre ele. Essa beleza romântica deu inicio para o século XX,
quando o historiador Vigarello (2004) a nomeia de beleza democratizada: a
partir da década de 1930, diferente das décadas anteriores onde as estrelas
hollywoodianas eram vistas como mulheres de beleza inatingíveis às pessoas
comuns, as revistas começam através de anúncios ou reportagens a divulgar
que é possível através de técnicas como maquiagem, atividades esportivas e
moldes a transformação do próprio corpo essa construção torna-se então
pedagógica o anônimo se transforma por seu próprio mérito. A razão de provar
que o corpo está sendo mudado por algo com a intenção de retardar as marcas
do tempo passa a ser valorizado simultaneamente. Para o sexo feminino, o
envelhecer, diante dos padrões estéticos atuais ocidentais, constitui um
problema, pois a beleza, normalidade e sucesso são associados somente à
juventude. Não é nada fácil estar envelhecida no mundo atual, especialmente
no Brasil. O que contraditório, visto que atualmente ocorre uma grande
expansão quantitativa e qualitativa da vida das mulheres, vivemos mais e
melhor, segundo as estatísticas e os avanços tecnocientíficos atuais. Nos
últimos cem anos, a expectativa de vida da população brasileira aumentou
precipitadamente. Se no início do século passado a expectativa de vida era de
34 anos e no século XXI essa a expectativa superou os 70 anos (BARBOSA,
2013).

O mercado da beleza está em alta, tanto pelo prestígio que vem alcançando,
como pelas ideias modernas que surgem ligadas ao relacionamento entre o ser
humano e seu corpo. Observa-se intermitentemente que estamos no período
do conhecimento, mas tal período virá junto com a valorização da estética,
beleza e da arte. Essas iniciativas serão valorizadas pelo mercado sabiamente
satisfazendo a necessidade crescente, portanto haverá uma conciliação entre
as inteligências e a saúde dos corpos, bem como a ansiedade para atingir
modelos de beleza que estejam de acordo com o novo mundo globalizado
(MARQUES ET AL, 2004)

Os estabelecimentos prestadores de serviços na área da beleza e estética


fazem parte da nossa atualidade com um grande número de consumidores,
podemos citar alguns fatores que são responsáveis pela expansão desses
serviços no Brasil como o aumento da inclusão da mulher no mercado de
trabalho e também pelos padrões de imagens devido ao fácil acesso aos meios
de comunicação (GARBACCIO & OLIVEIRA, 2012).

A exposição da mulher aos meios de comunicação enalteceu não somente seu


biotipo perfeito (cabelo, altura, corpo) como também condições específicas ao
mesmo. No Brasil rico é magro, enquanto o pobre é cada vez mais obeso. Na
sociedade de consumo, em que vivemos nos dias de hoje, a beleza se tornou
um produto, o que antes era uma característica. Nos dia de hoje a mulher feia e
pobre sofre muito por causa da aparência. Aqui no Brasil mesmo as classes
desfavorecidas, consomem um alto produtos de cosméticos, achando que a
beleza pode ser comprada. Os investimentos tecnológicos e o discurso sobre
modernidade, junto com as ofensivas conservadoras, foram à estratégia para
se construir uma obrigação de padrão de beleza associado à magreza e à
eterna juventude (MARTINS, 2013).

Muitos clientes que procuram procedimentos estéticos possuem uma


expectativa, e com isso gera uma ansiedade que pode ser justificada pela
bravura de investir em seu corpo para resolver o seu incômodo com resultados
mais próximo do ideal e pelo impacto que a nova imagem causará para si e
para os outros, portanto estabelecer uma relação do profissional e cliente para
obter informações sobre o real desejo e perceber se há distorções quanto a
sua auto imagem com a mudança com o procedimento que será realizado
( AURICCHIO & MASSAROLLO, 2007).

ENVELHECER

Segundo AURICHIO & MASSAROLLO a caracterização dos clientes que


procuram tratamentos de estética predomina o sexo feminino com idade entre
41 e 50 anos e os tratamentos clínico predomina com relação ou cirúrgico. Pois
esses procedimentos clínicos em geral possui um grau menor de
complexidade, riscos e reações e com isso orientações mais simples e breves
no pré e pós procedimento.

A pele assim como todos os órgãos sofre um progressivo dano morfológico e


fisiológico com o passar do tempo. Porém na pele essa agressão é maior por
conta da agressão física, química e mecânica. A face, pescoço e mãos por
estarem mais expostos os fatores extrínsecos influenciam com maior
intensidade nessas áreas resultando num envelhecimento prematuro. Alguns
fatores como a exposição solar exagerada e o tabagismo são os que mais
implicam no envelhecimento. Portanto as áreas da pele não expostas ao sol o
envelhecimento intrínseco, como a genética e mudanças hormonais são fatores
que atribui ao envelhecimento da pele e também dos órgãos. Com os avanços
na descoberta dos mecanismos moleculares que envolvem o envelhecimento,
muitos aspectos continuam desconhecidos, o que entende que existe a
necessidade de muitas pesquisas pra prevenir o envelhecimento cutâneo mas
também para beneficiar diversas doenças envolvidas inclusive o câncer
(STEINER & ADDOR, 2014).
Muitas alterações físicas características do envelhecimento deparam-se com
uma sociedade que nitidamente trata de forma desigual pessoas tidas como
não-atraentes, o que ocorre em várias situações rotineiras. Esses indivíduos
são mais submetidos a encontrar ambientes sociais que variam do não-
responsivo ao rejeitador o que pode desencoraja-los ao desenvolvimento das
habilidades sociais e de um autoconceito favorável . A sociedade pode ser um
exemplo de inquietação com medidas do corpo, dietas excessivas,
comportamentos não-saudáveis de controle de peso e até mesmo compulsões
alimentares. As pessoas estão sujeitas às regras dessa sociedade, e com isso
sofrem sérias distorções em sua imagem corporal. Podemos definir o conceito
de imagem corporal como a experiência psicológica de alguém sobre a
aparência e o funcionamento do seu corpo. É a maneira pela qual nosso corpo
aparece para nós mesmos, correspondendo à representação mental do próprio
corpo. As pessoas ao envelhecer rejeitam essa experiência, o que ocorre em
virtude da imagem que fazem de si mesmos, desenvolvendo sentimento de
autodesvalorização e de baixa autoestima. Podemos definir a autoestima como
um sentimento, a estima e o respeito que uma pessoa sente por si própria, ou
seja, o quanto se ama, como ela se enxerga e o que pensa sobre ela mesma
A auto-estima é formada de muitos sentimentos de competência e de valor
pessoal, adicionada de autorrespeito e autoconfiança, refletindo o julgamento
implícito da nossa capacidade de lidar com vários desafios da vida . A
autoestima positiva quando presente leva a pessoa a sentir-se confiante,
adequado à vida, competente e merecedor, é indispensável para uma vida
satisfatória (CHAIM ET AL, 2009).

Podemos conceituar o envelhecimento como um processo ativo nas mudanças


clínicas, fisiológicas, histológicas e psicológicas. O processo do
envelhecimento possui dois grupos de teorias, onde o primeiro chamamos de
intrínseco determina genético e cronológico para a progressiva mudança no
fenótipo, e o segundo extrínseco também denominado actinossenesscêscia ou
ainda de dermatoeliose, afirma a exposição repetitiva às influencias danosas
que levam ao envelhecimento. O envelhecimento extrínseco, está relacionado
com mudanças na superfície da pele, provocada pelo fotoenvelhecimento, o
contorno, elasticidade, sulcos, dobras, rugas e flacidez são modificações que
se manifestam nessa fase (STEINER &ADDOR, 2014).

A ESTÉTICA COMO SAÚDE – OMS

A Organização Mundial de Saúde (OMS) definiu em 1948 a saúde como não


apenas a falta de doença ou enfermidade, mas também a presença de bem-
estar físico, mental e social. Atualmente tem – se afirmado o uso da qualidade
de vida como uma regra importante na prática dos cuidados e pesquisa em
saúde. Têm-se desenvolvido e testado instrumentos estruturados e
simplificados para medir diretamente a saúde das pessoas, que são com a
capacidade de reconhecer os estados de “completo bem estar físico, mental e
social” dos indivíduos, pois qualidade de vida de um ser humano é uma
importante medida de impacto em saúde, ela está diretamente relacionada com
a promoção de saúde, e a promoção de saúde tem como meta principal
difundir a qualidade de vida reduzindo a vulnerabilidade e riscos à saúde
relacionados a seus determinantes e condicionantes. Muitos especialistas,
divergem a esse conceito, portanto não existe uma opinião comum sobre a
qualidade de vida. Umas das definições envolvidas incluem desde o estado de
saúde, assim como uma variedade de domínios, como meio-ambiente,
recursos econômicos, relacionamentos, tempo para trabalho e lazer. Na
compreensão atual assumida pela Organização Mundial da Saúde
(OMS)16:1405, a qualidade de vida foi definida como “[...] a percepção do
indivíduo sobre a sua posição na vida, no contexto da cultura e dos sistemas
de valores nos quais ele vive, e em relação a seus objetivos, expectativas,
padrões e preocupações”. Uma definição genérica do termo qualidade de vida
incluem pessoas saudáveis da população. Um outro conceito é qualidade de
vida ligada à saúde, é o “[...] valor atribuído à vida, ponderado pelas
deteriorações funcionais; as percepções e condições sociais que são induzidas
pela doença, agravos, tratamentos; e a organização política e econômica do
sistema assistencial”.17:14 Na versão inglesa do conceito de health related
quality of life, exposto por Gianchello18:14, é semelhante: “[...] é o valor
atribuído à duração da vida quando modificada pela percepção de limitações
físicas, psicológicas, funções sociais e oportunidades influenciadas pela
doença, tratamento e outros agravos.” Não obstante a ausência de uma
definição consensual, atualmente existe crescente interesse em transformar a
qualidade de vida em uma medida quantitativa. Cada vez mais cresce a
construção de instrumentos capazes para medi-la (CAMPOS & RODRIGUES
NETO, 2008)

AS PRINCIPAIS QUEIXAS COM RELAÇÃO A BELEZA

No final do século XX e o início do século XXI o culto ao corpo será lembrado


como uma preocupação constante ou até mesmo como uma obsessão,
transformando-se em um estilo de vida. A associação entre “corpo e prestígio”,
o que transforma o corpo em um “capital físico” na cultura do Brasil. A postura
em relação à imagem corporal possuem duas dimensões: valor e valência .
Pessoas com altos níveis de valência baseiam seus níveis de autoestima em
relação à sua imagem corporal. O valor pode ser analisado como o grau de
insatisfação com a aparência. A insatisfação com a aparência física, por sua
vez, gera pensamentos motivadores para mudanças de comportamentos para
modificar a aparência física e a imagem corporal. A pressão por meio da
propagação de imagens de corpos impecáveis pela mídia que são
internalizados como o padrão cultural de beleza aumenta a insatisfação
corporal. Além disso, a internalização de sentimentos de culpa por não se
encaixarem em padrões de beleza femininos pré-estabelecidos pela sociedade
e mídia induz nas mulheres insatisfeitas um profundo sentimento de vergonha
em relação a sua aparência física, o que leva, entre outros aspectos, a se
sentirem insuficientemente atraentes (COELHO ET AL, 2015)

A flacidez tissular, a gordura subcutânea corporal localizada e a “celulite” são


queixas mais comuns entre os clientes. Muitas causas estão envolvida nessas
disfunções, entre elas estão o envelhecimento cronológico, o foto
envelhecimento, as mudanças nas dimensões do corpo experimentadas
durante gravidez e a perda e o ganho de peso durante a vida seja por
alimentação inadequada por outros motivos. A “celulite”, denominada Fibro
Edema Gelóide (FEG) pelos profissionais da área da saúde, tem a prevalência
entre 85% e 98% em todas as etnias. Alguns fatores de risco podem contribuir
para o seu aparecimento, como por exemplo o aumento de gordura corporal,
os hormonios, a alimentação irregular, a tendência genética, o fumo, os
distúrbios posturais e ortopédicos, o sedentarismo e também a compressão
externa dos tecidos corporais causada pelo uso de roupas apertadas. Estas
queixas como a flacidez da pele, o excesso de gordura corporal e o FEG, estão
mais relacionadas com a estética, porém pode causar problemas funcionais e
emocionais, levando à diminuição da autoestima e problemas nas relações
interpessoais. Portanto são consideradas um problema de saúde, por
apresentar grande impacto na qualidade de vida das pessoas (SILVA ET ALL,
2014).

O BIOMÉDICO
A Biomedicina é o estudo que possibilita o diagnóstico e tratamento das mais
variadas doenças, que desafiam o homem, é a ciência que conduz estudos e
pesquisas direcionadas para o melhoramento do meio ambiente, facilitando o
total controle de fatores que interferem no ecossistema, encontrando as
causas, prevenção e diagnóstico. De acordo com o art. 1º, § 1º, da Resolução
nº 78/CFBM, de 29/4/2002, o art. 2º, § 1º, da Resolução nº 83/CFBM, de
29/4/2002, o art. 1º, da Resolução nº 124/CFBM, de 16/6/2006, o art. 1º, da
Resolução nº 140/CFBM, de 4/4/2007, o art. 1º, da Resolução nº 145/CFBM,
de 30/8/2007, e o art. 1º, da Resolução nº 184/CFBM, de 26/8/2010, o
Biomédico pode atuar em variados campos (LEITIS, 2011). Mais recentemente
o Conselho Federal de Biomedicina (CFBM), através da resolução nº 197 de 21
de fevereiro de 2011, regulamentou a atuação do profissional biomédico no
exercício da saúde estética e para atuar como responsável técnico de empresa
para este fim. Sobre essa nova área ainda foi criada a resolução CFBM nº 200,
de 1º de julho de 2011, que dispõe sobre o critério para a habilitação em
Biomedicina Estética e a resolução nº 214, de 10 de Abril de 2012, que dispõe
sobre atos do profissional biomédico e, insere-se no uso de substâncias em
procedimentos (LORENZET ET AL, 2015)

A LEI Nº 6.684, DE 3 DE SETEMBRO DE 1979, regulamenta a profissão de


Biomédico, cria o Conselho Federal e o Conselho Regional de Biomedicina:
CAPITULO I - Da Profissão de Biomédico Art. 3º - O exercício da profissão de
Biomédico é privativo dos portadores de diploma: III. Devidamente registrado,
de bacharel em curso oficialmente reconhecido de Ciências Biológicas,
modalidade médica; IV. Emitido por instituições estrangeiras de ensino
superior, devidamente revalidado e registrado como equivalente ao diploma
mencionado no inciso anterior. Art. 4º - Ao Biomédico compete atuar em
equipes de saúde, a nível tecnológico, nas atividades complementares de
diagnósticos. O exercício das atividades profissionais do biomédico fica
condicionado ao currículo efetivamente realizado que definira a especialidade
profissional (BASTOS, 2010)
A BIOMEDICINA ESTÉTICA

Desde 2011 o biomédico conquistou o direito de atuar na área da estética


cuidando da saúde, bem-estar e da beleza do ser humano, é uma área nova de
atuação onde desenvolvemos e aplicamos tratamentos para disfunções
estéticas do corpo, como o envelhecimento tissular fisiológico, alterações do
tecido adiposo e metabolismo com procedimentos invasivos não cirúrgicos. A
aptidão do biomédico nessa área se dá pelo seu conhecimento durante a
graduação em anatomia, fisiologia, imunologia, endocrinologia e bioquímica
( LORENZET ET AL, 2015).

O biomédico devido ao seu grande conhecimento em disciplinas importantes


no entendimento do processo de envelhecimento cutâneo na graduação e na
pós graduação pode realizar procedimentos como laserterapia; carboxiterapia;
intradermoterapia; radiofrequência estética; ultrassom focalizado-hifu; luz
intensa pulsada e led; laser fracionado; procedimentos invasivos não cirúrgicos;
avaliação estética; anamnese corporal e facial; classificação da pele-
dermatoscópicos; classificação da síndrome de desarmonia corporal; definição
do tratamento a ser realizado; definir estratégias de tratamento; registro de
fotos; análise das disfunções estéticas (dermatofisiológicas); evolução do
paciente; treinamentos técnicos; responsabilidade técnica de empresa que
executam atividades para fins estéticos; supervisão do tratamento;
acompanhamento do paciente durante o tratamento e formar raciocínio
dinâmico, rápido e preciso na solução de problemas de disfunções dermato-
fisiológicos dentro da biomedicina estética ( LORENZET ET AL, 2015).

O biomédico desde que esteja habilitado pode atuar na estética de acordo com
a resolução n°197, de 21 de fevereiro de 2011 do Conselho Federal de
Biomedicina, é um profissional extremamente capacitado para atuar nos
tratamentos de disfunções corporais e faciais decorrentes do
fotoenvelhecimento entre outros. É um profissional da área da saúde
extremamente capacitado para elaborar e planejar tratamentos específicos
através de uma anamnese minuciosa, cuidando da saúde, bem estar e beleza
dos indivíduos (CFBM, res. 197, 2011). Segundo a resolução n° 241 do
Conselho Federal de Biomedicina (de 29 de maio de 2014), uma das classes
de procedimentos que podem ser utilizados pelo biomédico esteta no
tratamento estéticos, são os procedimentos minimamente invasivos, ou seja,
procedimentos invasivos não cirúrgicos como a aplicação de toxina botulínica
do tipo A, preenchimentos, carboxiterapia, peelings químicos, micro-
agulhamento e intradermoterapia. Pelo artigo 5° dessa mesma resolução, o
biomédico esteta pode também prescrever substâncias utilizadas para tais
procedimentos (CFBM, res. 241, 2014). O reconhecimento da biomedicina
estética tem alcançado cada vez mais espaço no mercado brasileiro da
estética; porém, algumas necessidades ainda são importantes, assim como
maior divulgação nessa nova areão desenvolvimento de materiais científicos
nacional, que reúna informações detalhadas e precisas sobre os
procedimentos estéticos, minimamente invasivos, que podem ser realizados
pelo biomédico esteta para diversos tratamento das disfunções estéticas
(SILVA ET AL, 2016).

A Biomedicina Estética recentemente tornou-se uma das áreas de grande


importância para o profissional Físico, isso ocorreu pela utilização e a
elaboração de técnicas terapêuticas com o uso de luz e da energia elétrica,
sendo as mesmas empregadas em processos auxiliares às técnicas invasivas
e não invasivas por profissionais de saúde desde a década de 1960. As
especialidades nos mostram a cada ano excelentes resultados na utilização do
laser tanto Alta Potencia quanto o Laser de Baixa Potencia (LBP) como recurso
terapêutico. A pele é a região tecidual de maior atuação na terapia a laser,
essa energia é utilizada em grandes escala no tratamento de tecidos moles,
pois tal energia luminosa atinge todas as camadas do tecido, tratando
patologias e disfunções dermatológicas múltiplas, que vão desde as
características de produção de analgesia, passando até os procedimentos
estéticos — como o tratamento de sequelas de acne e/ou o rejuvenescimento
(resurfacing) — até a remoção de tatuagens. Na eletroterapia tem sido um
recurso terapêutico de grande valência no tratamento estético, no uso de
correntes galvânicas e seus efeitos biológicos, a iontoforese, como meio de
promoção de resultados fisiológicos e de tratamentos estéticos em peles
alipídicas, seborreicas, e na estimulação para a produção de colágeno, com o
objetivo de tratar de flacidez tissular a patologias, como a Lipodistrofia Ginóide.
A Resolução n° 214, combinada à normativa 01 de 10 de abril de 2012,
regulamentam as atividades do Biomédico Esteta e dispõem a respeito do rol
de atividades e procedimentos atribuídos a esses profissionais, estabelecem o
uso das técnicas de terapias com uso de laser de correntes elétricas como
técnicas de procedimentos em estética, antes restrita à atuação de
profissionais médicos e hoje num caráter de amplitude de uso e aplicação por
esses profissionais (CHAVES, 2013).

CÓDIGO DE ÉTICA DA PROFISSÃO DE BIOMÉDICO

Código de Ética aprovado pela Resolução do C.F.B.M. - /V° 0002/84 DE i


6/08/84 - D. O. U. 27/08/84, e de conformidade com o Regimento Interno Art.
54, 55, 60 – publicado em 31/07/84. CAPÍTULO I - Dos princípios gerais Art. 1º
- O Biomédico, no exercício de suas atividades, está obrigado a se submeter às
normas do presente Código. Art. 2º - As infrações cometidas pelo Biomédico
serão processadas pelas Comissões de Ética e julgadas pelo Conselho
Superior de Ética Profissional ou pelo Conselho Regional de Biomedicina no
qual o profissional estiver inscrito. Art. 3º Obriga-se o Biomédico a: I. Zelar pela
existência, fins e prestigio do Conselho de Biomedicina, aceitar os mandatos e
encargos que lhe forem confiados, cooperar com os que forem investidos de
tais mandatos e encargos. II. Manifestar, quando de sua inscrição no Conselho,
a existência de qualquer impedimento para o exercício da profissão e
comunicar, no prazo de trinta dias, a superveniência de incompatibilidade ou
impedimento. III. Respeitar as leis e normas estabelecidas para o exercício da
profissão; IV. Guardar sigilo profissional. V. Exercer a profissão com zelo e
probidade, observando as prescrições legais. VI. Zelar pela própria reputação,
mesmo fora do exercício profissional. VII. Representar ao poder competente
contra autoridade e funcionário por falta de exação no cumprimento do dever.
VIII. Pagar em dia as contribuições devidas ao Conselho. IX. Observar os
ditames da ciência e da técnica. X. Respeitar a atividade de seus colegas e
outros profissionais. CAPÍTULO II - Do exercício profissional Art. 3º No
exercício de sua atividade, o Biomédico deverá: I. Empregar todo o seu zelo e
diligência na execução de seus misteres. II. Não divulgar resultados ou
métodos de pesquisas que não estejam, cientifica e tecnicamente,
comprovados. III. Defender a profissão e prestigiar suas entidades. IV. Não
criticar o exercício da atividade de outras profissões. V. Selecionar, com critério
e escrúpulo, os auxiliares para o exercício de sua atividade. VI. Ser leal e
solidário com seus colegas, contribuindo para a harmonia da profissão. VII.
Não ser conivente com erro e comunicar aos órgãos de fiscalização profissional
as infrações legais e éticas que forem de seu conhecimento. VIII. Exigir justa
remuneração por seu trabalho, a qual deverá corresponder as
responsabilidades assumidas e aos valores fixados pela entidade competente
da classe.

PROCEDIMENTOS INVASIVOS NÃO CIRURGICOS

COMO ESTA COM RELAÇÃO AS LEIS?

HABILITAÇÃO PARA O EXERCÍCIO DA BIOMEDICINA ESTÉTICA

RESPONSABILIDADE TÉCNICA DO BIOMEDICO ESTÉTA

HABILIDADES E COMPETÊNCIAS DO BIOMÉDICO ESTÉTA

ATO MÉDICO

Em meados da década de 1930, no Brasil aconteceu uma grande variação do


mercado de trabalho e devido a esse acontecimento criaram-se novas áreas de
atuação profissional na saúde, esses profissionais passaram a assumir atividades que
antes era prioritária dos médicos, pois não foi realizada uma política estrutural
delimitando claramente os campos de atuação e as funções das diferentes classes
profissionais. Consequentemente pela a ausência de regulamentação profissional
aconteceram vários desentendimentos entre os profissionais da saúde pela
conservação do mercado de trabalho, independência e prestígio social. Para amenizar
essas discórdias, foi necessário ao longo dos últimos anos, a regulamentação
profissional de 13 das 14 ocupações da saúde, exceto a medicina, sendo uma forma
de assegurar, juridicamente, direitos e deveres exclusivos de atividades profissionais
de determinada área. O médico, pretendendo estabelecer o seu espaço e delimitar
os campos de atuação e as questões éticas a serem seguidas pela classe, o
Conselho Federal de Medicina (CFM) e os Conselhos Regionais de Medicina (CRM)
executaram o Projeto de Lei do Ato Médico, com a intenção de regulamentar a
medicina, estabelecendo as práticas profissionais e os direitos corporativos. Foi
apresentado ao Senado Federal em 2002 alguns atos que seriam privativos dos
médicos, como a formulação do diagnóstico nosológico, a prescrição terapêutica e as
funções de direção e coordenação das atividades médicas nos serviços de saúde,
dentre outras atividades que apenas os médicos estão tecnicamente aptos a realizar.
Vários questionamentos foram gerados pelos demais classes da área da saúde aos
artigos desse projeto, em fevereiro de 2012, foi aprovado o relatório pelos senadores
substitutivo do Projeto de Lei número 025/2002, enfatizando a intenção de proteger as
competências das demais áreas de saúde. Após ser legitimizado em 2013, depois da
sanção presidencial, foi colocado em prática a resolução 1627/2001 do CFM
regulamentando o direito de exercício profissional do médico . Para muitos, o Ato
Médico focou no profissional médico todas as atividades relacionadas ao diagnóstico
e tratamento do paciente, não levando em consideração a interação entre os demais
profissionais da área da saúde, o atendimento integral seria prejudicado, não
considerando a demanda e o volume das necessidades da população o que dificultaria
o acesso aos serviços de saúde . Muitas classes da área de saúde sentem
prejudicadas e acham que o Projeto de Lei do Ato Médico tem a intenção somente de
reservar o mercado e a busca da supremacia da medicina e afirmação de sua
hegemonia (CHEHUEN ET AL, 2014)

O Conselho Federal de Medicina em sua resolução nº 1.627/2001 passa a anuir o que é um ato médico. Em seu art.
1º, define o ato profissional de médico como todo procedimento técnico-profissional praticado por médico legalmente
habilitado, dirigido à prevenção primária, secundária ou terciária. É através da leitura da exposição de motivos desta
resolução que podemos observar a complexidade da tarefa de se conceituar o que venha a ser um ato médico, pois
nesta podemos observar que: o ato médico deve estar sempre limitado pela lei, pelo código de ética, pelas
possibilidades técnico-científicas disponíveis, pela moralidade vigente na cultura e pela vontade do paciente (CLAÚDIO
COHEN, 2002)
No século xix o médico se tornou atuante no Brasil com o ato médico. Lycurgo
Santos Filho nos relata fielmente como foi a medicina no período colonial.
Nessa época eram poucos os médicos que existiam, eram chamados físicos e
sua maioria eram chamados cristãos-novos, ou seja, judeus recém-convertidos
a religião católica para fugir à Inquisição. Primeiro vieram os cirurgiões, dos
quais havia três tipos: os cirurgiões-barbeiros, os cirurgiões aprovados e os
cirurgiões diplomados. Os cirurgiões-barbeiros eram em maior número, eram
os que mais atuavam a prática da medicina nos séculos xvi e xvii. Os nativos,
quase sempre mestiços ou mulatos logo apareceram e desenvolveram o ofício
e se tornaram também cirurgiões-barbeiros. Não tinham estudos eram como
aprendizes que com muita prática recebiam a carta que os habilitava ao
exercício da profissão. Tratavam fraturas e luxações, curavam feridas, faziam
sangria, aplicavam ventosas e sanguessugas e extraíam dentes. Foram muito
importante no atendimento médico à população, tanto indígena como de
escravos e colonizadores, os jesuítas e os boticários. Naquela época como não
tinha o cursos de farmácia, os boticários aprendiam o profissão nas próprias
boticas no qual prestavam exame perante o físico com experiência e recebiam
carta de habilitação. A manipulação dos remédios eram baseadas nas
coleções manuscritas de receitas e, a partir do final do século xviii, na
Farmacopeia Geral de Portugal, impressa em 1794. Quando o médico não se
fazia presente, o boticário prescrevia a medicação, como ainda hoje ocorre
com o farmacêutico nas pequenas localidades do interior. Havia ainda o
barbeiro, que era o mais humilde dos profissionais que além de cortar o cabelo
e barba, fazia sangria, aplicava ventosas, sanguessugas e clisteres, lancetava
abscessos e fazia curativos, muito procurado pelos pobres. Os partos eram
realizados pelas comadres (parteiras sem nenhum preparo) os curandeiros e
charlatães de toda ordem também se encontravam em toda parte. Com a
vinda de d. João vi para o Brasil a situação começou a mudar quando foram
criadas, em 1808, as duas escolas médico-cirúrgicas, uma na Bahia e outra no
Rio de Janeiro. A partir de 1832, quando as duas escolas foram transformadas
em faculdades de medicina, começaram a formar médicos brasileiros que aos
poucos, assumiram a medicina junto com os cirurgiões-barbeiros e os
curandeiros(REZENDE, 2009).
Segundo GIRARDI, 2013, nos aspectos sociológicos as profissões são
definidas, por suas jurisdições legais exclusivas, independência e possibilidade
de auto-regulação. São denominadas instituições sociais caracterizadas pela
detenção de um patrimônio composto por uma forma de conhecimento
complexo e abstrato, conquistado por meio extenso sistema de formação
normalmente universidades, e não acessíveis em suas aplicações e
julgamento pelo público. Diante disso, as profissões são reguladas de maneiras
especiais. A prevenção de riscos para a vida, a integridade, a segurança, o
bem-estar ou o patrimônio dos consumidores leva a um tipo de regulação
denominado auto-regulação, ou seja, a regulação por seus próprios pares ao
invés de uma regulação burocrática ou de mercado. Legalmente as profissões
podem ser definidas c propriedades coorporativas privadas sobre um campo
específico de conhecimento, ou seja, um poder de exclusão em suas
jurisdições de trabalho. No Brasil, como em muitos outros países, as profissões
têm sido ao longo de quase toda sua história como instituições, reguladas de
tal maneira.
• O trabalho, ofício ou profissão, é livre - Art. 5º, XIII CF 1988- desde que
atendidas as qualificações profissionais que a lei estabelecer
• A Constituição da Republica- Art. 22, XVI - estabelece a competência
exclusiva da União para legislar sobre a organização do sistema nacional de
profissões. O poder legislativo avalia as demandas de regulamentação
profissional e depois de ouvir o ministério setorial bem como segmentos
interessados do público, pode promulgar as leis profissionais. Essas leis
estabelecem, basicamente, o direito à prática e os âmbitos da prática (escopos
de pratica) de cada profissão e tratam da criação de entidades que regulam os
profissionais para cada profissão (Os Conselhos profissionais, no caso de
profissões autorreguladas.). Cada profissão tem sua própria Lei de Exercício,
marco legal da regulação daquela profissão.

Os conflitos jurídicos entre as áreas de atuação profissional ocorrem, por


vezes, pela falta de acordo referente aos textos normativos que regula cada
profissão, ou mesmo pela ampla definiçã de seus campos de atuação. A
medicina constitu-se, até o momento, a única profissão sem dispositivo legal
unívoco, sendo regulamentada pelas resoluções do Conselho Federal de
Medicina. Da forma como está descrita no Projeto de Lei 7.703/2006 (Ato
Médico), os profissionais da saúde poderão vir a perder certa autonomia com a
regulamentação dessa lei, tornando-se hierarquizada, entende-se que tudo
deverá passar por supervisão de um médico, havendo uma subordinação entre
a classe médica e as outras categorias. A dependência somente do profissional
médico, o atendimento em postos de saúde e hospitais públicos poderá ficar
prejudicado, aumento a fila de espera por atendimento, mortes durante essa
espera, a auto medicação pode ser muito utilizada podendo gerar mais gastos
financeiros públicos (CUNHA ET AL, 2011)

Somos a favor do trabalho interdisciplinar na saúde. Hoje, profissionais de várias áreas atuam no campo da saúde:
biólogos, sociais, técnicos de Radiologia e médicos. Cada um, à sua maneira e formando um conjunto, pode atuar no
tratamento de saúde. O Ato de Saúde exige muitos profissionais, trabalhando por meio de relações horizontalizadas
(ao contrário das relações hierarquizadas, que dão hegemonia a uma só profissão), formando equipes
interdisciplinares, para garantir a qualidade do serviço que se presta à população. Muitas contribuições são
necessárias para que alguém doente possa ser bem atendido e possa ter todas as condições para se curar. A saúde é
uma noção global que envolve muitos aspectos da vida das pessoas. Estar bem não significa apenas não ter uma
doença. Assim, todos devem ter o direito de buscar esta condição (CONSELHO FEDERAL DE PSICOLOGIA).

O terceiro artigo do Projeto de Lei do Ato Médico determina como privativo dos
médicos as funções de coordenação, chefia, direção técnica, perícia, auditoria,
supervisão e ensino vinculadas, de forma imediata e direta, e procedimentos
médicos. Portanto é visto pelas outras categorias profissionais como uma
busca por corporativismo e reserva de mercado. Diante disso, observa-se que
o Projeto de Lei 7.703/2006 traz consequências significantes para a saúde de
população brasileira. Ao buscar a regulamentação da profissão dos médicos
(até então legítima), esse projeto trará desvantagens e transtornos para as
outras classes da saúde. Deve haver um consenso e debates públicos para
que o principal personagem não seja prejudicado: o paciente (CUNHA ET AL,
2011).
O Projeto de Lei do Senado (PLS) 268/02 regulamenta a Medicina e define as atividades privativas dos
médicos. Conhecida como Ato Médico, a proposta foi aprovada pela Câmara dos Deputados em outubro
de 2009, com alterações, por isso cabe ainda ao Senado Federal analisar o texto antes do envio à
sanção presidencial.

(http://www.crmpr.org.br/crm2/ato_medico/ato_medico.php 25/02/2017 as 17:42)

LEI Nº 12.842, DE 10 DE JULHO DE 2013

A PRESIDENTA DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional


decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

 Art. 1o  O exercício da Medicina é regido pelas disposições desta Lei.

 Art. 2o  O objeto da atuação do médico é a saúde do ser humano e das


coletividades humanas, em benefício da qual deverá agir com o máximo de
zelo, com o melhor de sua capacidade profissional e sem discriminação de
qualquer natureza.

 Parágrafo único.  O médico desenvolverá suas ações profissionais no


campo da atenção à saúde para:

 I - a promoção, a proteção e a recuperação da saúde;

 II - a prevenção, o diagnóstico e o tratamento das doenças;

 III - a reabilitação dos enfermos e portadores de deficiências.

 Art. 3o  O médico integrante da equipe de saúde que assiste o indivíduo


ou a coletividade atuará em mútua colaboração com os demais profissionais de
saúde que a compõem.

 Art. 4o  São atividades privativas do médico:

 I - (VETADO);
 II - indicação e execução da intervenção cirúrgica e prescrição dos
cuidados médicos pré e pós-operatórios;

 III - indicação da execução e execução de procedimentos invasivos,


sejam diagnósticos, terapêuticos ou estéticos, incluindo os acessos vasculares
profundos, as biópsias e as endoscopias;

 IV - intubação traqueal;

 V - coordenação da estratégia ventilatória inicial para a ventilação


mecânica invasiva, bem como das mudanças necessárias diante das
intercorrências clínicas, e do programa de interrupção da ventilação mecânica
invasiva, incluindo a desintubação traqueal;

 VI - execução de sedação profunda, bloqueios anestésicos e anestesia


geral;

 VII - emissão de laudo dos exames endoscópicos e de imagem, dos


procedimentos diagnósticos invasivos e dos exames anatomopatológicos;

 VIII - (VETADO);

 IX - (VETADO);

 X - determinação do prognóstico relativo ao diagnóstico nosológico;

 XI - indicação de internação e alta médica nos serviços de atenção à


saúde;

 XII - realização de perícia médica e exames médico-legais, excetuados


os exames laboratoriais de análises clínicas, toxicológicas, genéticas e de
biologia molecular;

 XIII - atestação médica de condições de saúde, doenças e possíveis


sequelas;
 XIV - atestação do óbito, exceto em casos de morte natural em
localidade em que não haja médico.

 § 1o  Diagnóstico nosológico é a determinação da doença que acomete o


ser humano, aqui definida como interrupção, cessação ou distúrbio da função
do corpo, sistema ou órgão, caracterizada por, no mínimo, 2 (dois) dos
seguintes critérios:

 I - agente etiológico reconhecido;

 II - grupo identificável de sinais ou sintomas;

 III - alterações anatômicas ou psicopatológicas.

 § 2o  (VETADO).

 § 3o  As doenças, para os efeitos desta Lei, encontram-se referenciadas


na versão atualizada da Classificação Estatística Internacional de Doenças e
Problemas Relacionados à Saúde.

 § 4o  Procedimentos invasivos, para os efeitos desta Lei, são os


caracterizados por quaisquer das seguintes situações:

 I - (VETADO);

 II - (VETADO);

 III - invasão dos orifícios naturais do corpo, atingindo órgãos internos. 

 § 5o  Excetuam-se do rol de atividades privativas do médico:

 I - (VETADO);

 II - (VETADO);

 III - aspiração nasofaringeana ou orotraqueal;


 IV - (VETADO);

 V - realização de curativo com desbridamento até o limite do tecido


subcutâneo, sem a necessidade de tratamento cirúrgico;

 VI - atendimento à pessoa sob risco de morte iminente;

 VII - realização de exames citopatológicos e seus respectivos laudos;

 VIII - coleta de material biológico para realização de análises clínico-


laboratoriais;

 IX - procedimentos realizados através de orifícios naturais em estruturas


anatômicas visando à recuperação físico-funcional e não comprometendo a
estrutura celular e tecidual.

 § 6o  O disposto neste artigo não se aplica ao exercício da Odontologia,


no âmbito de sua área de atuação.

 § 7o  O disposto neste artigo será aplicado de forma que sejam


resguardadas as competências próprias das profissões de assistente social,
biólogo, biomédico, enfermeiro, farmacêutico, fisioterapeuta, fonoaudiólogo,
nutricionista, profissional de educação física, psicólogo, terapeuta ocupacional
e técnico e tecnólogo de radiologia.

 Art. 5o  São privativos de médico:

 I - (VETADO);

 II - perícia e auditoria médicas; coordenação e supervisão vinculadas, de


forma imediata e direta, às atividades privativas de médico;

 III - ensino de disciplinas especificamente médicas;


 IV - coordenação dos cursos de graduação em Medicina, dos programas
de residência médica e dos cursos de pós-graduação específicos para
médicos.

 Parágrafo único.  A direção administrativa de serviços de saúde não


constitui função privativa de médico.

 Art. 6o  A denominação de “médico” é privativa dos graduados em cursos


superiores de Medicina, e o exercício da profissão, dos inscritos no Conselho
Regional de Medicina com jurisdição na respectiva unidade da Federação.

Art. 6º  A denominação ‘médico’ é privativa do graduado em curso


superior de Medicina reconhecido e deverá constar obrigatoriamente dos
diplomas emitidos por instituições de educação superior credenciadas na forma
do art. 46 da Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996 (Lei de Diretrizes e
Bases da Educação Nacional), vedada a denominação ‘bacharel em
Medicina’.        (Redação dada pela Lei nº 134.270, de 2016)

 Art. 7o  Compreende-se entre as competências do Conselho Federal de


Medicina editar normas para definir o caráter experimental de procedimentos
em Medicina, autorizando ou vedando a sua prática pelos médicos.

 Parágrafo único.  A competência fiscalizadora dos Conselhos Regionais


de Medicina abrange a fiscalização e o controle dos procedimentos
especificados no caput, bem como a aplicação das sanções pertinentes em
caso de inobservância das normas determinadas pelo Conselho Federal.

Art. 8o  Esta Lei entra em vigor 60 (sessenta) dias após a data de sua
publicação.

Brasília, 10 de julho de 2013; 192 o da Independência e 125o da


República.

DILMA ROUSSEFF
Guido Mantega
Manoel Dias
Alexandre Rocha Santos Padilha
Miriam Belchior
Gilberto Carvalho

https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011
2014/2013/lei/l12842.htm 25/02/2017 as 17:27

Incisos I e II do § 4º do art. 4º

“I - invasão da epiderme e derme com o uso de produtos químicos ou


abrasivos;

II - invasão da pele atingindo o tecido subcutâneo para injeção, sucção,


punção, insuflação, drenagem, instilação ou enxertia, com ou sem o uso de
agentes químicos ou físicos;”

Razões dos vetos

“Ao caracterizar de maneira ampla e imprecisa o que seriam


procedimentos invasivos, os dois dispositivos atribuem privativamente aos
profissionais médicos um rol extenso de procedimentos, incluindo alguns que já
estão consagrados no Sistema Único de Saúde a partir de uma perspectiva
multiprofissional. Em particular, o projeto de lei restringe a execução de
punções e drenagens e transforma a prática da acupuntura em privativa dos
médicos, restringindo as possibilidades de atenção à saúde e contrariando a
Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares do Sistema Único
de Saúde. O Poder Executivo apresentará nova proposta para caracterizar com
precisão tais procedimentos.”

Incisos I, II e IV do § 5º do art. 4º

“I - aplicação de injeções subcutâneas, intradérmicas, intramusculares e


intravenosas, de acordo com a prescrição médica;
II - cateterização nasofaringeana, orotraqueal, esofágica, gástrica,
enteral, anal, vesical, e venosa periférica, de acordo com a prescrição médica;”

“IV - punções venosa e arterial periféricas, de acordo com a prescrição


médica;”

Razões dos vetos

“Ao condicionar os procedimentos à prescrição médica, os dispositivos


podem impactar significativamente o atendimento nos estabelecimentos
privados de saúde e as políticas públicas do Sistema Único de Saúde, como o
desenvolvimento das campanhas de vacinação. Embora esses procedimentos
comumente necessitem de uma avaliação médica, há situações em que podem
ser executados por outros profissionais de saúde sem a obrigatoriedade da
referida prescrição médica, baseados em protocolos do Sistema Único de
Saúde e dos estabelecimentos privados.”

Inciso I do art. 5º

“I - direção e chefia de serviços médicos;”

Razões dos vetos

“Ao não incluir uma definição precisa de ‘serviços médicos’, o projeto de


lei causa insegurança sobre a amplitude de sua aplicação. O Poder Executivo
apresentará uma nova proposta que preservará a lógica do texto, mas
conceituará o termo de forma clara.”

Essas, Senhor Presidente, as razões que me levaram a vetar os


dispositivos acima mencionados do projeto em causa, as quais ora submeto à
elevada apreciação dos Senhores Membros do Congresso Nacional.

Incisos I e II do § 4º do art. 4º

“I - invasão da epiderme e derme com o uso de produtos químicos ou


abrasivos;
II - invasão da pele atingindo o tecido subcutâneo para injeção, sucção,
punção, insuflação, drenagem, instilação ou enxertia, com ou sem o uso de
agentes químicos ou físicos;”

Razões dos vetos

“Ao caracterizar de maneira ampla e imprecisa o que seriam


procedimentos invasivos, os dois dispositivos atribuem privativamente aos
profissionais médicos um rol extenso de procedimentos, incluindo alguns que já
estão consagrados no Sistema Único de Saúde a partir de uma perspectiva
multiprofissional. Em particular, o projeto de lei restringe a execução de
punções e drenagens e transforma a prática da acupuntura em privativa dos
médicos, restringindo as possibilidades de atenção à saúde e contrariando a
Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares do Sistema Único
de Saúde. O Poder Executivo apresentará nova proposta para caracterizar com
precisão tais procedimentos.”

Incisos I, II e IV do § 5º do art. 4º

“I - aplicação de injeções subcutâneas, intradérmicas, intramusculares e


intravenosas, de acordo com a prescrição médica;

II - cateterização nasofaringeana, orotraqueal, esofágica, gástrica,


enteral, anal, vesical, e venosa periférica, de acordo com a prescrição médica;”

“IV - punções venosa e arterial periféricas, de acordo com a prescrição


médica;”

Razões dos vetos

“Ao condicionar os procedimentos à prescrição médica, os dispositivos


podem impactar significativamente o atendimento nos estabelecimentos
privados de saúde e as políticas públicas do Sistema Único de Saúde, como o
desenvolvimento das campanhas de vacinação. Embora esses procedimentos
comumente necessitem de uma avaliação médica, há situações em que podem
ser executados por outros profissionais de saúde sem a obrigatoriedade da
referida prescrição médica, baseados em protocolos do Sistema Único de
Saúde e dos estabelecimentos privados.”

Inciso I do art. 5º

“I - direção e chefia de serviços médicos;”

Razões dos vetos

“Ao não incluir uma definição precisa de ‘serviços médicos’, o projeto de


lei causa insegurança sobre a amplitude de sua aplicação. O Poder Executivo
apresentará uma nova proposta que preservará a lógica do texto, mas
conceituará o termo de forma clara.”

Essas, Senhor Presidente, as razões que me levaram a vetar os


dispositivos acima mencionados do projeto em causa, as quais ora submeto à
elevada apreciação dos Senhores Membros do Congresso Nacional.

https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2013/lei/l12842.htm
25/02/2017 as 17:25

PRESCRIÇÕES

ÉTICA E BIOETICA

“O termo ética nasceu do grego éthos que representa o modo de ser, conduta
de vida ou caráter”. O éthos é compreendido como comportamento resultante
de uma repetição constante de atos, opondo-se o habitual ao natural. Isso
aproxima o éthos do hábito, éthos significa morada, casa do homem, indica
espaço do mundo habitável para o homem. Entende-se a ética como finalidade
de pensar sobre o agir humano e suas finalidades, tentando entender os
critérios e valores que orientam o julgamento da ação em suas múltiplas
atividades. A ética pode ser caracterizada como o conflito entre aquilo que é
realizado e a decisão do que realmente é ou será desenvolvido. “Platão
acreditava que o homem justo é o homem no lugar certo, dando o melhor de si
e devolvendo o mesmo daquilo que recebe; dessa forma a sociedade seria
uma orquestra em ação, colaborando para a harmonia e respeitando a ordem”(
HAMMERSCHMIDT ET AL, 2006)

O indivíduo possui muitas responsabilidades, em vários contextos da vida,


tanto na pessoal quanto na profissional. A nossa sociedade nos obriga a
adaptarmos às regras estabelecidas e determinadas impostas a todos,
imperando sempre a ética. Porém é notório que muitos profissionais da área de
saúde passaram a levar em consideração apenas o lucro, sem se preocupar
com eventuais riscos decorrentes do pouco ou, por muitas vezes, da
inexistente estrutura que se exige para os procedimentos que são realizados
(CUNHA ET AL, 2011).

Com a tecnologia em desenvolvimento constante na área biomédica que


proporciona procedimentos para fins estéticos cada vez mais sofisticados e
eficazes com a possibilidade de solucionar muitas queixas referentes a estética
que antes não tinham solução. Entretanto, as pessoas por muitas vezes tem
buscado exageradamente por procedimentos, muitas vezes dispensável para
tratar problemas não existentes pondo em risco a vida, não se importando com
os riscos associados. Alguns transtornos como anorexia, bulimia, vigorexia e
transtorno dismórfico do corpo têm sido cada vez mais habitual na nossa
convivência. É de responsabilidade do profissional de saúde adotar uma
postura eticamente correta, aceitando e respeitando a autonomia do paciente,
levando em consideração as indicações e técnicas adequadas, os riscos
presente e, principalmente, o benefício que este procedimento trará ao seu
paciente. Deve ser respeitando outro princípio básico da linha Principialista da
Bioética, a Beneficência, onde o objetivo principal é o bem-estar do paciente,
com minimização de riscos e maximização de benefícios (WEBER, 2011).
Com relação aos possíveis danos causados ao paciente a Teoria do Risco
ganha cada vez mais força nas decisões dos Tribunais brasileiros, e é baseada
no entendimento de que o exercício de atividade perigosa é fundamento da
responsabilidade civil. Isso significa na prática que a execução de atividade que
ofereça perigo possui um risco, o qual deve ser assumido pelo agente em
questão, ressarcindo os danos causados a terceiros pelo exercício da atividade
perigosa. A Responsabilidade Civil se mostra como um assunto que interessa
a todos os profissionais que atuam na saúde envolvidos num mundo
globalizado. Encontra-se necessariamente vinculada ao seu exercício,
enquanto profissional, e também às possíveis relações estabelecidas com o
Poder Judiciário quando algum usuário recorre à jurisdição para dirimir sua
crença na ameaça ou lesão ao seu direito. Além do papel de reparar ou
compensar o dano, a responsabilidade civíl nesse sentido tem por objetivo
secundário forçar os profissionais da saúde a se adequarem ao mercado de
trabalho e buscarem sempre uma especialização e aperfeiçoamento na sua
área, a fim de evitar danos aos pacientes(CUNHA ET AL, 2011).

PORQUE O BIOMEDICO É COMPETENTE PARA EXERCER ESSA PROFISSÃO:


- DISCIPLINAS CURSADAS DURANTE O A GRADUAÇÃO
- DISCIPLINAS CURSADAS DURANTE A ESPECIALIZAÇÃO

A EMPRESA

EMPREDENDORISMO

O empreendedorismo é um fato que progride cada vez mais no Brasil., A


estatísticas comprovam que as mulheres empreenderam mais que os homens
entre 2001 e 2011. O empreendedorismo e as características do empreendedor
tem sido assunto de vários estudos, de inúmeros pesquisadores,
principalmente da área de administração, graças ao sucesso de diversos
empreendimentos e à descoberta de diferentes tipos de empreendedores com
perfis semelhantes e distintos. Nesse sentido e com base em dados
divulgados pelo SEBRAE (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas
Empresas), no Brasil o sexo feminino têm se destacado como
empreendedoras, cooperando expressivamente com a economia local, regional
e nacional, o que explica o interesse e a curiosidade de muitos. Por conta
disso, sabemos que a vaidade é algo próprio do ser humano, principalmente
do sexo feminino – o que aumenta esse seguimento de mercado, explorado
principalmente por mulheres que juntam o “útil ao agradável”, aproveitando as
capacidades que têm e se propõem a exercê-las profissionalmente, criando
comércios relacionados a beleza (GELAIN & OLIVEIRA, 2015).

O CONSUMIDOR DA ESTÉTICA

ADMINISTRAÇÃO

CLÍNICA DE ESTÉTICA OU CENTRO ESTÉTICO?

ASPECTOS JURÍDICOS E LEGISLAÇÕES:


- CFBM
-CRBM

ALVARÁ DE ABERTURA:
- PREFEITURA
- ANVISA
- BOMBEIRO
- RECEITA FEDERAL
- REGRAS COMERCIAIS

LEVANTAMENTO ESTÍMADO DE CUSTOS PARA ABERTURA

ESPAÇO FÍSICO E REGRAS DE INFRAESTRUTURA

MARKETING:
- USO DE IMAGEM

- USO DE HISTÓRICO CLÍNICO

- AUTORIZAÇÃO CEP/TCLE

Os profissionais responsáveis pelos procedimentos estéticos são obrigados ,


legal e moralmente fazer uma avaliação e informar e esclarecer o cliente
quanto ao procedimento indicado , assim como os cuidados pré e pós
procedimento, falar abertamente sobre os riscos e benefícios de uma forma
que o cliente entenda perfeitamente para que a tomada de decisão seja
efetivada com consciência essa liberdade são importantes para a manifestação
de autonomia do cliente. O consentimento esclarecido é uma ação voluntária,
que é executada por um indivíduo competente, embasada em informações
relevantes e que seja capaz de decidir , tendo compreendido a informação
recebida, podendo aceitá-la ou recusá-la as propostas. Portanto, o
consentimento é absolutamente necessário na relação cliente e profissional, e
se inicia por meio de uma comunicação clara, não pode ser meramente legal,
para se tornar o registro de um processo de tomada de decisão consciente
(AURICCHIO & MASSAROLLO, 2017).

O SERVIÇO

g) ELABORAÇÃO DOS POPs


h) CONTROLE DE QUALIDADE DOS SERVIÇOS:
- REGRAS DE BIOSSEGURANÇA
- RISCOS QUÍMICOS,
- RISCOS FÍSICOS
- RISCOS BIOLÓGICOS
- AGENTES PATOGÊNICOS
Nos dias atuais com o com o aumento da renda de uma parte significativa da
população brasileira as pessoas tem se preocupado mais com a qualidade de
vida e principalmente com a aparência física. A dedicação e o tempo utilizado
para os cuidados com o corpo tem aumentado, e os recursos utilizados para
esse fim estão sempre se modernizando para melhorar aparência ao longo da
vida. Simultaneamente, nos últimos anos tem sido constatado o aumento de
profissionais para atender essa necessidade do mercado, e esse crescimento ,
nem sempre esta acompanhado da devida qualificação profissional, expondo o
profissional e a cliente durante o procedimento estético (GARCIA ET AL, 2012).

As doenças infectocontagiosas como, por exemplo, as viroses, a Hepatite B, a


AIDS, além das micoses oportunistas são um dos principais riscos
ocupacionais que o profissional de Beleza estão submetidos. Destacam-se as
doenças transmissíveis com persistência como a Hepatites virais do tipo B e C,
por suas altas prevalências, da ampla distribuição geográfica e do potencial
evolutivo para doenças graves com risco de morte. A vacinação contra a
Hepatite B é necessária alem de outras medidas que visem à prevenção da
doença. Os portadores crônicos de hepatite B possuem um maior risco de
óbito, devido à possibilidade de desenvolver outras doenças como a cirrose
hepática e carcinoma hepatocelular. A hepatite B é causada pelo vírus DNA,
transmitido por sangue, transfusões sanguíneas inadequadas, uso de agulhas
contaminadas, intercursos sexuais desprotegidos, instrumentos perfuro-
cortantes, inclusive aqueles utilizados pelos profissionais da Beleza. O vírus da
hepatite B é resistente, e pode sobreviver até sete dias no ambiente externo
em condições normais e com o risco de infectar uma pessoa saudável, caso
ela entre em contato com o vírus através de picada de agulha, corte ou
ferimentos. Segundo estimativas da OMS (2008), cerca de 50% da população
mundial já foi contaminada pelo vírus da hepatite B, existem cerca de 350
milhões de portadores crônicos e surgem 50 milhões de novos casos a cada
ano. Estimativas do Ministério da Saúde (2008), no Brasil, 15% da população já
foram contaminadas e um por cento é portadora crônica. A AIDS também é
outro tipo de doença emergente e de crescimento acelerado até os dias de
hoje, é ainda uma patologia incurável com disseminação muito preocupante.
(GARCIA ET AL, 2012).
Os pesquisadores estão cada vez mais atentos na atividade da estética, esse
ambiente é propício para uma transmissão de microorganismos, seja por
contato direto ou indireto, pois nesse ramo o profissional esta em contato
direto com os clientes, e esses microorganismos podem se comportar como
agentes infecciosos potentes, nesse caso as recomendações de biossegurança
se faz necessário. As normas sanitárias tem influencia na biossegurança e por
isso na saúde do trabalhador e clientes ( GARBACCIO & OLIVEIRA, 2012).

A PELE
PROCEDIMENTOS DE ANTISSEPSIA DA PELE
PRODUTOS MAIS UTILIZADOS

A pele é o maior órgão do corpo responsável por cobrir a superfície corporal,


divide-se em duas camadas: epiderme é a camada mais externa que carrega
em sua composição três tipos de células diferentes, são eles os queratinócitos,
os melanócitos e as células de Langerhans; é constituída por cinco camadas:
germinativa, espinhosa, granulosa, lúcida e córnea; derme é a camada mais
profunda, sua formação é por tecido conjuntivo que se estende da epiderme
até o tecido subcutâneo que abriga os anexos da pele (vasos sanguíneos,
linfáticos e nervos). A derme é dividida em camada papilar e reticular, suas
composições celulares são os fibroblastos, fibrócitos, macrófagos, mastócitos e
leucócitos sanguíneos (BLANES, 2004).
A principal função da pele e agir como barreira entre o meio interno e o
ambiente, através dela se previne perda de líquido, entrada de microrganismos,
radiação ultravioleta direta, é um importante sistema de termorregulação e
sensação tátil (CUNHA & PROCIANOY, 2006).
Os anexos da pele são os pelos, as unhas, e as glândulas sebáceas,
sudoríparas e mamárias. Os pelos são desenvolvidos nos folículos pilosos e
invagina- se da epiderme na derme e na hipoderme e sua função é de
proteção, as glândulas sebáceas ligadas aos folículos pilosos situam-se na
derme e são glândulas exócrinas que excretam o sebo responsável por
lubrificar a superfície da pele e do pelo, aumentando as características
hidrofóbicas da queratina e protegendo o pelo. As glândulas sudoríparas
distribuem-se pela superfície corporal (principalmente lábios, clitóris, pequenos
lábios, a glande e a superfície interna do prepúcio), também nas regiões palmar
e plantar, são responsáveis por excretar suor e regular a temperatura corporal
pelo resfriamento em consequência da evaporação do suor. Já as glândulas
sudoríparas odoríferas são encontradas nas axilas, nas aréolas mamárias e na
região anogenital, situam-se na derme ou na região superior da hipoderme,
também são glândulas exócrinas que funcionam á partir da puberdade através
dos hormônios sexuais cuja composição da secreção contém proteínas,
carboidratos, lipídios, amônia e feromônios. Por fim a glândula mamária é uma
região diferenciada da pele com glândulas sudoríparas especializadas na
excreção de nutrientes que depende da indução de hormônios; as unhas são
resultados de uma compactação de células com queratinas duras
(MONTANARI).

Os microrganismos da pele compõem a flora normal e atuam como protetores


contra patógenos, isso ocorre porque eles colaboram com a manutenção do
equilíbrio do ácido, caso ocorra desequilíbrio os patógenos causam infecção
(CUNHA & PROCIANOY, 2006).
SOUZA (2015) destaca que o Staphylococcus aureus, Escherichia colie e a
Pseudomonas aeruginosa são alguns microrganismos da microbiota transitória,
já o Staphylococcus epidermidis e a Candida albicans são da flora normal da
pele, ou seja, um procedimento invasivo ou ferimento que rompe com a
barreira natural é um meio favorável para surgimento de infecções.
Para realização dos procedimentos em estética, é necessário conhecer
algumas definições de limpeza e etc.
(MORIYA & MÓDENA, 2008) explicam que para compreendermos os principais
termos de limpeza da pele utilizaremos algumas definições:
Assepsia: conjunto de precauções utilizadas que impedem a entrada de micro-
organismos em locais que seguramente eles não podem estar, sendo assim,
para a descontaminação de tecidos vivos é necessário a utilização de agentes
germicidas.
Antissepsia: conjunto de precauções que tem por função impossibilitar o
crescimento de micro-organismos e até removê-los de alguns ambientes. Na
pele, a antissepsia elimina os micro-organismos superficiais e profundos por
meio de antissépticos germicidas como os á base de iodos, gluconato de
clorexidina, álcool e etc.
Degermação: é um procedimento realizado na pele com água e sabão á fim de
diminuir a quantidade de micro-organismos que podem ou não serem
causadores de doenças.
Esterilização: processo de exterminação de todas as formas de vida microbiana
(bactérias nas formas vegetativas e esporuladas, fungos e vírus) por emprego
de agentes físicos e ou químicos, esse processo deve ser realizado após a
retirada total de qualquer sujidade que estiver sob a pele ou objetos.
Dentre os principais antissépticos utilizados na pele para procedimentos
estéticos estão:
Álcool 70%: sua ação é bactericida contra formas vegetativas de
microrganismos Gram positivos e Gram negativos, porém, não tem ação contra
formas esporuladas, utilizado para limpeza da pele e superfícies.
Gluconato de Clorexidina: apresentação sob forma de solução degermante,
alcoólica e aquosa, tem ação contra bactérias Gram positivas e bacilos Gram
negativos, possuem efetividade contra os vírus da influenza, citomegalovírus,
herpes e HIV e também contra fungos mesmo em presença de líquidos
corporais como o sangue e etc (UFTM, 2016).

PROCEDIMENTOS REALIZADOS QUE REQUEREM ANTISSEPSIA DA PELE NOS


PROCEDIMENTOS ESTÉTICOS

Preenchimentos dérmicos: consiste na aplicação de ácido hialurônico a fim de


diminuir marcas de expressão e rugas da pele. Este ácido é um componente
natural do tecido humano que pode perder seu teor com o avanço da idade,
quando isso ocorre há aparecimento de rugas contribuindo para a formação de
rugas e abatimento da elasticidade da pele (GARBUGIO, 2010).

A técnica de aplicação do ácido requer uma antissepsia da pele onde poderão


ser utilizados álcool 70% ou clorexidina alcoólica, consiste em usar uma agulha
para “furar” a pele, perpendicularmente à superfície subcutânea á fim de
alcançar a derme e realizar os preenchimentos necessários (Jallut, & Nguyen,
2014).

Aplicação de toxina botulínica

Secagens de microvasos

Microagulhamento

Intradermoterapia

Fios de sustentação

Preenchimentos com Acido Hialurônico

INDICAÇÕES E CONTRA INDICAÇÕES


PROCEDIMENTOS DE DESINFECÇÃO/ESTERILIZAÇÃO DE INSTRUMENTAL
i) RISCOS ERGONÔMICOS
j) NORMAS DE DESCARTE DE RESIDUOS
k) GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS
l) GERENCIAMENTO DE RISCOS
ACIDENTE
EMERGÊNCIA
PRIMEIROS SOCORROS
OMISSÃO DE SOCORRO
VIAS DE ADMINISTRAÇÃO DE FÁRMACOS NA ESTÉTICA

EFEITOS ADVERSOS DOS PACIENTES E PROFIISIONAIS


BLANES, L. Tratamento de feridas. Baptista-Silva JCC, editor. Cirurgia
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Produtos para antissepsia da pele/procedimentos de antissepsia da


pele/indicações e contraindicações/via de administração de fármacos utilizados
na estética

a) Elaboração de POPS
controle de qualidade dos serviços/Regras de biossegurança/Riscos
químicos,físicos e biológicos e ergonomicos/lixos A B...../ gerenciamentode
resíduos/gerenciamento de riscos( acidentes, emergência, primeiros socorros

Efeitos adversos de alguns tipos de procedimentos estéticos para os pacientes

Efeitos adversos de alguns tipos de procedimentos estéticos para os


profissionais