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PASTOR JOÃO ALVES CORRÊA

Natural da cidade de Tibagi (PR) João Alves Corrêa, nasceu no dia 22 de setembro de 1914.
Era filho do casal Ernesto Corrêa e Olívia Alves Corrêa. Seu pai foi adotado e criado por um
fazendeiro muito rico. João Corrêa foi então criado em fazendas no Paraná e São Paulo.
Depois de ter lutado na Revolução na década de 30, em São Paulo e saído como oficial do
Exército por honra tornou-se um jovem perverso e briguento.

Converteu-se ao Evangelho de forma milagrosa no dia 18 de agosto de 1935, após ter sido
arrebatado em espírito naquela noite, em seu quarto. Em 20 de agosto de 1935 foi à igreja
para reafirmar sua conversão. Em 29 de março de 1936 foi batizado nas águas na Fazenda de
Morro Azul, lugar onde se converteu, pelo pastor Bruno Skolimowsky.

Em 1938, foi separado para diácono pelo pastor André Bernardino da Silva. No ano de 1939
após a ida do pastor André Bernardino para Mogi Mirim e João Corrêa, assumiu todo o
campo de Itararé (SP) até a chegada do pastor Alfredo Reykdal.

Casou-se em 23 de maio de 1942 com Carmita Maciel Corrêa, e como não havia pastor, ele
mesmo realizou a cerimônia de seu casamento. O casal teve 12 filhos, entre os quais o pastor
Paulo Alves Corrêa, atual presidente do Ministério das AD de Santos; pastor João Alves
Corrêa Filho, que dirige o campo de Praia Grande; pastor Elizeu Alves Corrêa, que dirige a AD
em Ubatuba; o missionário Elias Alves Corrêa, que está em Orlando – EUA, e Nehemias Alves
Corrêa, que está em Los Ângeles - EUA. 
Em 1941, ainda na cidade de Itararé, foi consagrado presbítero e comissionado a evangelista
pelo pastor Bruno Skolimowiski. A partir desse ano, passou a dirigir oficialmente o campo de
Itararé. Trabalhou como evangelista até o dia 15 de julho de 1943, quando foi ordenado
pastor, também pelo pastor Bruno Skolimowski, sempre buscando a orientação do Espírito
Santo de Deus e vivendo uma vida digna da vocação a qual foi chamado.

No ano de 1944, foi para a capital, São Paulo, a convite do pastor Bruno Skolimowiski.
Começou cooperando na AD do Belenzinho, e no ano seguinte, 1945 foi trabalhar na
congregação do Bairro Itaquera, de onde saia para evangelizar às 06:40 hs. da manhã e
retornava às 22:40 horas, evangelizando o dia inteiro sem parar. Este período de sua vida foi
marcado pela fome, onde tomava lanche ou almoçava na casa de alguns irmãos.

Em 1946 quando o Pastor Cícero Canuto de Lima assumiu a liderança da AD Ministério do


Belém, o pastor Corrêa trabalhou ao seu lado como seu vice-presidente. Nesse mesmo ano,
após um acidente que ocorreu ao voltar de uma ministração da ceia em Indianápolis, passou
a usar muletas. Daí então foi mandado de volta para Itaquera, pois não podia subir ladeira.

Em 1948 foi convidado a assumir o pastorado em Catanduva - SP, onde aceitou após pedir
confirmação à Deus através de três sinais: cura de seus filhos que estavam com catapora,
cura dos mesmos da tosse comprida, e revelação de como era o campo. A catapora secou, a
tosse comprida desapareceu e em sonho o Senhor lhe revelou o campo. A igreja não possuía
nenhum recurso, começou o trabalho lá em 20 de julho de 1948, colocando a igreja em jejum
e oração constante. Após muitas lutas, deixou o trabalho em Catanduva apto para qualquer
pessoa trabalhar. Nesse mesmo ano, junto com outros obreiros oficializaram no Estado de
São Paulo o Culto com a Mocidade, sendo o primeiro culto dirigido por ele, e um dos muitos
que dirigiu foi no Vale do Anhangabaú, com mais de 10 mil jovens e 338 músicos.

Homem de palavra, entre o período de 1944 e 1948, passou grande sofrimento com sua
família, sendo que um deles era a fome, trabalhou de servente de pedreiro, carregador de
saco de algodão e não devia para ninguém. Como ele mesmo disse: "Nunca tratei para não
cumprir, mantinha sempre a minha palavra, pois aprendi assim".

Ainda em 1948, foi convidado para ir pastorear a AD do Bairro da Lapa, então começou a
orar e no final de três meses teve uma revelação onde foi confirmado que o Senhor o queria
naquele lugar, então em 20 de julho de 1951 foi para a Lapa. Chegando lá encontrou cinco
congregações e duas eram divididas. Todo o domingo fazia cinco, seis cultos ao ar livre e as
almas começaram a se render aos pés do Senhor. Trabalhou ali durante oito anos, onde
conseguiu abrir 53 congregações, comprando terrenos em Osasco, Carapicuíba, Itariri, Vila
Miriam e muitos outros.

Em 1954 a convite do pastor Cícero Canuto de Lima começou a trabalhar na Igreja-Sede do


Belém como pastor vice-presidente, atendendo toda a capital e interior, evangelizando de
casa em casa e fazendo muitas visitas. Servo dedicado teve muitas experiências com Deus,
inclusive com curas, mas sua dedicação maior foi com a salvação de almas e batismo com o
Espírito Santo, e quando necessário orava pelos enfermos e o Senhor os curava.

Em 11 de Fevereiro de 1962, assumiu o pastorado da AD em Santos - SP, após a morte do


pastor Bruno Skolimowsky, que era o pastor naquela época. Encontrou em Santos somente
sete congregações e cerca de 20 pelo campo, perfazendo um total de 27 congregações. Com
a determinação de sempre, empenhava-se em fazer cultos ao ar livre, de três a quatro cultos
em vários locais e assim Deus confirmava seu trabalho, pois as almas se rendiam aos pés do
Senhor e os templos foram enchendo-se. Até então, na AD em Santos, não havia reuniões do
Circulo de Oração organizado com as irmãs, e com a graça e sabedoria de Deus oficializou o
Circulo de Oração, assim também como não havia Culto de Mocidade, o trabalho de jovens
não era oficializado. Com muito trabalho o número de jovens foi crescendo bastante, então
fundou a União da Mocidade das Assembléias de Deus do Campo de Santos – UMADCAMPS
(hoje UMADEMS).

Pastor João Alves Corrêa foi eleito presidente da Junta Executiva das Deliberações da
Convenção Geral das Assembléias de Deus no Brasil (CGADB) e trabalhou durante seis anos,
sendo três gestões consecutivas (1966-1968), (1968-1971) e (1971-1973). Além desse cargo,
foi membro de Conselho Fiscal (1977-1979), Presidente do Conselho Regional Sudeste
(1990), Presidente do Conselho Administrativo da CPAD (1994) e Presidente do Conselho de
Doutrina (1995). Também foi presidente da Convenção dos Ministros das Assembléias de
Deus no Estado de São Paulo – COMADESP.

Depois de permanecer por mais de 31 anos na presidência da AD em Santos, em janeiro de


1993 passou a direção para seu filho, pastor Paulo Alves Corrêa. Ainda sentindo disposição
para o trabalho, o Pastor João Alves Corrêa continuou como o Presidente Geral do Ministério
de Santos, que abrange Cubatão, Guarujá, São Vicente, Praia Grande e toda a baixada
santista além de trabalhos missionários no exterior, num total de mais de 800 igrejas e cerca
de 20 mil membros, somente na sede.

Em 2005, apesar da desvinculação de seu filho, pastor Paulo Alves Corrêa, da CGADB, ele,
porém, se manteve fiel à instituição. No dia 13 de março de 2007, aos 92 anos, Pastor João
Alves Corrêa faleceu.