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Engenharia de Produção

Gestão de Custos e Formação de Preços

Apresentação da Disciplina, Introdução

Prof. Dr. Osvaldo Magno Freixo


Apresentação do professor

Osvaldo Magno Freixo

- Engenheiro Mecânico (USP São Carlos) - 1982


- Mestre em Engenharia Mecânica (USP São Carlos) - 1991
- Doutor em Engenharia de Produção (UFSCar) - 2004
- Contador (UNICEP) - 1999

- Trabalhou em indústrias – 1983 a 1987


- Teve escritório de projetos de ferramentas e equipamentos para a indústria – 1986 a 1990
- Teve escola técnica (projeto e desenho de máquinas e ferramentas) – 1986 a 1990
- Foi Professor da UFSCar (graduação e pós graduação) – 1992 a 1993 e 2006 a 2010
- Foi Professor convidado da USP São Carlos (especialização em Engª de Produção) – 2011 a 2016
- Foi Auditor do INSS – 1993 a 2007
- Foi Auditor da Receita Federal do Brasil – 2007 a 2019
- É Coordenador do MBA em Gestão de Tributos da UNICEP – desde 2010
- É professor de graduação e pós-graduação da UNICEP – desde o ano 2000
Plano de Ensino – Cronograma da disciplina
Data Conteúdo Observação
Fevereiro
22/fev Introdução: Plano, avaliações, bibliografia - Fluxo Contábil Cap 1 e 2* (Contabilidade de Custos: Eliseu Martins)
Março
01/mar Nomenclatura, Classificação de Gastos - Exercícios Cap 3 e 4
08/mar Materiais Diretos Cap 10
15/mar Exercícios
22/mar Mão de Obra Direta Cap 11
29/mar Exercícios
Abril
05/abr Prova P1 (40% da média*) Conteúdo até 29/3
12/abr Correção da Prova P1, Custos Indiretos e Rateio Cap 5, 7 e 9
19/abr Departamentalização Cap 6
26/abr Exercícios
Maio
03/mai Produção Contínua e Produção por Ordem Cap 12
10/mai Margem de Contribuição (MC) e Ponto de Equilíbrio Cap 15
17/mai MC e Limitações na Capacidade de Produção Cap 16
24/mai Exercícios
31/mai Formação do Preço de Venda
Junho
07/jun Prova P2 (40% da média*) Conteúdo até 31/5
14/jun Correção da Prova P2
21/jun Prova Substitutiva Toda a matéria
(*) Trabalhos, exercícios e participação nas aulas: 15% da média; Sagah 5%

(*) O livro texto, o livro de exercícios e demais materiais de ensino serão enviados pelo professor
A Contabilidade de Custos além da Indústria

Corrida espacial

I Guerra II Guerra
Mundial Mundial
Automação Revolução
Industrial

Crise Financeira de
1929
Informática
Crise Financeira de
2008
Internet

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E quanto às organizações de hoje?

Ambiente Interno: Ambiente Externo:

- Orçamento para clientes - Controle governamental de preços e


- Orçamento empresarial tarifas públicas

- Controles Internos - Demonstrações Contábeis obrigatórias

- Formação do Preço de - Auditoria e avaliação da empresa


Venda - Obtenção de crédito
- Contratos baseados nos - Interesse de terceiros nos resultados da
custos de serviços empresa

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E quanto às organizações de hoje?
Previsão de vendas

Previsão de produção Previsão de despesas

Pesquisa
Exigências Materiais
Internas à Previsão de
Organização: custos Mão-de-obra Marketing

Gerais de
Orçamentos fabricação Logística

Pós-venda

Administração

Projeção de entradas e saídas Previsão de Previsão de


de Caixa Investimentos Resultados

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Custos para Empresas e Mercados

Exigências
Internas à
Organização: CUSTOS ELEVADOS
PRODUTO DIFERENCIADO
CONCORRÊNCIA DEMANDA CRESCENTE
PRODUTOS SUBSTITUTOS
Formação do MERCADO SATURADO

Preço de Venda
PREÇO

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E quanto às organizações de hoje?

Outras Necessidades:

- Cotação para clientes


- Controles internos
- Contratos baseados nos custos dos serviços
- Controle público de preços e tarifas
- Avaliação de empresas

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Saiu na Mídia

“Falha da apuração de Custos suspende processo licitatório”

O Ministério Público Federal no Distrito Federal recomendou à Agência


Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) que suspendesse
imediatamente o processo de licitação para exploração do Trem de Alta
Velocidade (TAV), o trem-bala que interligará Rio de Janeiro, São Paulo e
Campinas.”

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Custos para Empresas e Mercados - Questões

1º - A fragilidade dos dados, tanto de Custos quanto de Receitas estimadas, pode, de fato,
comprometer um orçamento e até inviabilizar um empreendimento? Como lidar com esse
risco?

2º - A falta de informações técnicas detalhadas de um projeto pode ocultar Custos que


serão incorridos futuramente? Como proceder nas fases iniciais de um projeto, quando
nem todas as informações estão disponíveis?

3º - Qual a relação existente entre Gerência de Projetos e Gestão de Custos?

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Custos e Contabilidade

O que é Contabilidade?

A Contabilidade é a ciência que estuda, interpreta e registra os fenômenos que afetam o patrimônio
de uma entidade. Ela alcança sua finalidade através do registro e análise de todos os fatos
relacionados com a formação, a movimentação e as variações do patrimônio administrativo, vinculado
à entidade, com o fim de assegurar seu controle e fornecer a seus administradores as informações
necessárias à ação administrativa, bem como a seus titulares (proprietários do patrimônio) e demais
pessoas com ele relacionadas, as informações sobre o estado patrimonial e o resultado das atividades
desenvolvidas pela entidade para alcançar os seus fins. (FEA-USP)

Como é feita a Contabilidade?

Diversas técnicas são usadas pela contabilidade para que seus objetivos sejam atingidos: a escrituração
é uma forma própria desta ciência de registrar as ocorrências patrimoniais; as demonstrações
contábeis são demonstrações expositivas para reunir os fatos de maneira a obter maiores informações,
e a análise de balanços é uma técnica que permite decompor, comparar e interpretar o conteúdo das
demonstrações contábeis, fornecendo informações analíticas, cuja utilidade vai além do administrador.
Patrimônio
O que é Patrimônio?

Patrimônio é o conjunto de bens, direitos e obrigações vinculado a uma pessoa ou a uma entidade. É o
objeto de estudo da contabilidade.
Abrange tudo aquilo que a pessoa tem (bens e direitos) e tudo aquilo que a pessoa deve (obrigações).
Do ponto de vista contábil, são considerados apenas os bens, direitos e obrigações que podem ser
avaliados em moeda.
Os bens e direitos constituem a parte positiva do Patrimônio, chamada Ativo.
As obrigações representam a parte negativa do Patrimônio, chamada Passivo.

O que afeta o Patrimônio da Entidade?

Toda empresa é constituída para gerar lucros e ter continuidade no mercado. Para atender a estes dois
objetivos, são praticados atos administrativos que afetam o patrimônio empresarial, denominados
fatos contábeis.
A visita de um gerente do banco com o objetivo de manter relacionamento não afeta de imediato o
patrimônio da empresa. Se dessa visita do gerente resultar em empréstimo do banco para a empresa,
este empréstimo será considerado um fato contábil, pois afeta o patrimônio da empresa.
Demonstração do Patrimônio: Origens e Aplicações

Origens de
Recursos
Aplicações de
Recursos

Capital dos Sócios


(patrimônio aplicado/
investido pelos sócios no
negócio) Para os sócios é
O patrimônio dos sócios não se um Direito, para a
confunde com o patrimônio da empresa é uma
empresa, são entidades distintas Obrigação
Demonstração do Patrimônio da Empresa

Sem a Contabilidade
de Custos não seria
possível avaliar os
Estoques

Sem a contabilidade
de Custos não seria
possível apurar
resultados ou os
impostos devidos
Demonstração do Resultado do Exercício (DRE)

Custos e outros Gastos são


apurados pela
Contabilidade de Custos

Se a Controladoria
acompanha e monitora os
resultados da empresa, a
Contabilidade de Custos é
fundamental no
fornecimento das
informações
Dinâmica Patrimonial

Muitos dos atos administrativos dependem de


decisões tomadas com base nas informações
geradas na Contabilidade de Custos
Demonstração do Fluxo de Caixa

Ou, FLUXO DE DISPONIBILIDADES

Atividades Operacionais são aquelas


relacionadas à razão social da empresa, aquilo
para o que foi criada: compra e venda de
mercadorias e os gastos relacionados

Atividades de Investimento relacionam-se a


gastos que poderão trazer benefícios futuros
para a empresa, e não com aquelas do dia-a-dia

Atividades de Financiamento estão ligadas à


Origem de capitais que financiam a empresa
(entrada ou saída de Capital, de empréstimos etc.).

Caixa Líquido é a diferença entre ENTRADAS e


SAÍDAS no período (Caixa, Bancos, Poupança etc.) (Pode ser um Superávit (+) ou um Déficit (-) de Caixa)

Saldo Final = Saldo Inicial + Caixa Líquido


Indicadores importantes extraídos da Contabilidade
ANÁLISE DOS ÍNDICES NA ESTRUTURA HORIZONTAL
2012 2011 Variação
Tanto Gestores quanto INDICES DE LIQUIDEZ
agentes de fora da empresa Liquidez Geral 108% 90% 19%
se interessam pelos Liquidez corrente 128% 96% 32%
Liquidez seca 87% 66% 20%
indicadores extraídos da
Contabilidade: investidores, Liquidez imediata 44% 36% 8%
credores, bancos, ÍNDICES DE SOLVÊNCIA
fornecedores, Governo e Participação de capital de Terceiros 183% 287% -104%
até concorrentes. Composição do Endividamento 64% 66% -3%
Imobilização do Patrimônio líquido 84% 130% -46%
Toda a legislação contábil e
ÍNDICES DE RENTABILIDADE
fiscal existente, além das
Giro do Ativo 182% 174% 8%
normas de Entidades
Rentabilidade do PL 71% 47% 24%
Reguladoras de Mercado
Margem Líquida 14% 7% 7%
(CVM, Banco Central,
Receita Federal, Previc, Retorno Sobre o Investimento Total 25% 12% 13%
Susep etc.) serve para ÍNDICES DE ROTATIVIDADE
proteger o Mercado, PMRE 42 dias
garantir transparência e a PMPC 50 dias
correta arrecadação de PMRV 23 dias
Ciclo Financeiro 15 dias
tributos Ciclo Operacional 65 dias
Outras Demonstrações Contábeis

Demonstração dos Lucros ou Prejuízos Acumulados (DLPA)

A DLPA é geralmente a última demonstração feita, geralmente ao fim do ano. Isso porque é um acumulado do
exercício de um determinado período. O objetivo da DLPA é, além de mostrar os lucros e prejuízos, tornar mais
transparente a quantidade de impostos com base no lucro pagos pela empresa.

Demonstração de Valor Adicionado (DVA)

A Demonstração de Valor Adicionado (DVA) é o relatório que apresenta os valores monetários conquistados pela
empresa e como foram distribuídos durante o exercício. Essa demonstração substitui a antiga DOAR (Demonstração
de Origens e Aplicações de Recursos), descontinuada em 2007.
O objetivo é simples: evidenciar para os acionistas e sócios como a riqueza da empresa aumentou (ou diminuiu)
com o passar do tempo.

Notas explicativas

O Art. 176 da Lei 6.404/76 diz que “as demonstrações serão complementadas por notas explicativas e outros quadros
analíticos ou demonstrações contábeis necessários para esclarecimento da situação patrimonial e dos resultados do
exercício”. Portanto, as notas se tornam obrigatórias.
Nas notas você só deverá explicar, quando necessário, questões sobre as demonstrações contábeis anteriores. O
objetivo é tornar a leitura das demonstrações o mais simples e entendível possível, eliminando qualquer dúvida.
O que você acha?

“Em relação à Gestão de Custos, aponte e comente sobre as necessidades,


semelhanças e diferenças entre empresas industriais, comerciais ou prestadoras
de serviços, sejam públicas ou privadas.

Comente também sobre as diferenças entre pequenas, médias e grandes


empresas no trato da Gestão de Custos.”
Uma possível resposta...

As legislações societária e fiscal não fazem qualquer distinção entre atividades, no que se refere às regras para
apuração dos custos, sejam eles de produtos ou serviços.

Também é muito comum profissionais da área financeira (e de custos) migrarem de uma empresa para outra (ex.
de uma indústria para um hospital e depois para uma empresa de logística) com certa facilidade.

Essas constatações só reforçam o fato de que o que difere uma empresa de logística das demais em relação à
Gestão de Custos são apenas os processos de trabalho. Ou seja, uma indústria vende produtos, um hospital e um
operador logístico vendem serviços, mas todos os produtos e serviços são compostos dos mesmos insumos: mão
de obra, matérias e energia. A forma de se calcular o valor da mão de obra, por exemplo, não depende da
atividade, e sim da legislação (CLT). A forma de se apurar os valores de tributos segue a legislação tributária e,
ainda que possa haver algumas diferenças, elas se restringem a fatos geradores, bases de cálculo e alíquotas, e até
mesmo entre empresas de mesma atividade alguma diferença pode existir.

Assim, conhecer o processo de trabalho é o cerne da gestão de custos. Empresas maiores podem ter processos
mais complexos que certamente vão requerer uma estrutura melhor de gestão em qualquer área, seja de pessoas
ou de sistemas, inclusive a de gestão de custos. Empresas pequenas muitas vezes carecem de estrutura adequada
e estão mais expostas a riscos, pois não podem contar com o todo o apoio à decisão que uma empresa mais bem
organizada em geral possui.
Hoje não tem exercícios para entrega, mas nas próximas aulas haverá!

Fim da 1ª aula