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Análise de Custos e Formação

de Preços

Apresentador: Mat. Rodrigo Virgilio Martins

Março - 2021
ANÁLISE DE CUSTOS E FORMAÇÃO DE PREÇOS – Ciesp Sorocaba

- HÜBNRT

"Onde quer que você veja um negócio de


sucesso, pode acreditar que ali houve, um dia,
uma decisão corajosa."

Peter Drucker

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ANÁLISE DE CUSTOS E FORMAÇÃO DE PREÇOS – Ciesp Sorocaba

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SUMÁRIO

SUMÁRIO EXECUTIVO 8

PENSANDO NA CADEIA DE VALOR 9

EXEMPLO: ANÁLISE DA CADEIA DE VALOR 10

O POSICIONAMENTO ESTRATÉGICO 11

EXERCÍCIO DO POSICIONAMENTO ESTRATÉGICO: 12

OS DIRECIONADORES DE CUSTOS 13

DIRECIONADORES ESTRUTURAIS: 13
DIRECIONADORES DE EXECUÇÃO: 14

GASTOS – TIPO 15

O QUE SÃO CUSTOS? 15


O QUE SÃO DESPESAS? 15

GASTOS – FORMA 16

O QUE SÃO GASTOS VARIÁVEIS? 16


O QUE SÃO GASTOS FIXOS? 16
O QUE SÃO GASTOS DIRETOS? 17
O QUE SÃO GASTOS INDIRETOS? 17

EXERCÍCIO: GASTOS – TIPO E FORMA 18

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ANÁLISE DE CUSTOS E FORMAÇÃO DE PREÇOS – Ciesp Sorocaba

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DEFINIÇÃO DO CUSTO PADRÃO 19

ESTRUTURA DO PREÇO DE VENDA 20

OS CUSTOS E AS DESPESAS VARIÁVEIS 20


OS CUSTOS E AS DESPESAS FIXAS 20

ASPECTOS FISCAIS E TRIBUTÁRIOS NO LUCRO REAL 21

PRINCIPAIS IMPOSTOS FEDERAIS 21


IMPOSTO ESTADUAL 26
IMPOSTO MUNICIPAL 28
FUNDO GARANTIDOR 28
IMPOSTO DESTINADO A ÓRGÃO FEDERAL 29

CUSTO DE MATERIAIS E PROCESSOS 31

CÁLCULO DO CUSTO DA MATÉRIA-PRIMA 31


EXERCÍCIO: CÁLCULO DO CUSTO DA MATÉRIA-PRIMA 32

CUSTO DE MATERIAIS IMPORTAÇÃO 33

BLOCO I – VALOR DA MATÉRIA PRIMA / FRETE / SEGURO 33


BLOCO II – IMPOSTOS 33
BLOCO III – CUSTOS “FIXOS” DE IMPORTAÇÃO 34

GGF – GASTOS GERAIS DE FABRICAÇÃO 35

CÁLCULO DO CUSTO DO PROCESSO INDUSTRIAL 36

EXERCÍCIO: CÁLCULO DO CUSTO DO PROCESSO INDUSTRIAL 37

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DESPESAS VARIÁVEIS DE COMERCIALIZAÇÃO 38

DESPESAS FIXAS ADMINISTRATIVAS 39

EXERCÍCIO: PLÁSTICOS BRASIL – CUSTO DA MATÉRIA PRIMA 42

PLÁSTICOS BRASIL - CUSTO DO PROCESSO INDUSTRIAL 43

A MARGEM BRUTA 45

A MARGEM BRUTA E O MIX 47

POLÍTICA DE PREÇOS 48

CÁLCULO DO PONTO DE EQUILÍBRIO 49

ABC & BSC – ORGANIZAÇÕES EFICIENTES 52

ORÇAMENTO 55

O QUE É ? 55
OBJETIVOS 55
VANTAGENS 55

O ORÇAMENTO E A GESTÃO ECONÔMICO-FINANCEIRA 56

LUCRO: OBJETIVO OU CONSEQUÊNCIA? 57

DO PONTO DE VISTA "MERCADOLÓGICO" 57


DO PONTO DE VISTA "DA VIABILIDADE ESTRATÉGICA DO NEGÓCIO" 57
PRINCIPAIS DIFERENÇAS ENTRE LUCRATIVIDADE E RENTABILIDADE? 57

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PLANEJAMENTO ORÇAMENTÁRIO 58

CENÁRIOS E TENDÊNCIAS 58

O ORÇAMENTO DE VENDAS 59

1) QUANTO DEVEREMOS VENDER ESTE ANO? 59


2) QUANTO PRECISAREMOS VENDER ESTE ANO? 59
3) QUANTO QUEREMOS VENDER ESTE ANO? 59

PROJEÇÃO DOS GASTOS 60

A ESTRUTURA DOS GASTOS: TIPOS E FORMAS 60


REFLEXÕES FUNDAMENTAIS 61

O ORÇAMENTO DE COMPRAS E ESTOQUES 62

A CURVA ABC 63
CLASSES 63

ORÇAMENTO DE INVESTIMENTOS 64

A DOTAÇÃO ORÇAMENTARIA 64

ORÇAMENTO ECONÔMICO 65

O ORÇAMENTO FINANCEIRO 66

MAIS MODELOS ORÇAMENTÁRIOS 67

ROLLING BUDGET E FORECAST 67

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BBRT – BEYOND BUDGETING ROUND TABLE 67
OBZ – ORÇAMENTO BASE ZERO 68

PALAVRAS FINAIS 69

BIBLIOGRAFIA 70

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SUMÁRIO EXECUTIVO

A gestão estratégica de custos é uma análise vista por sob um contexto mais
amplo, onde os elementos estratégicos tornam-se mais conscientes. Estudos
sobre custos fornecem números que são utilizados em estratégias superiores,
criando vantagem real na competição acirrada que observamos no mercado
atual.
Estudar esse mercado de forma mais ampla, planilhar as atividades a fim de
monitorar os custos em diversas situações apresentadas, avaliar as
oportunidades que o mix de produtos pode proporcionar, essas são metas de
um curso como o nosso.

Mat. Rodrigo Virgilio Martins Outubro de 2.019

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PENSANDO NA CADEIA DE VALOR

A cadeia de valor de qualquer empresa e em qualquer setor é o conjunto de


atividades criadoras de valor desde as fontes de matérias-primas básicas,
passando por fornecedores de componentes terminando com o produto final nas
mãos dos clientes.
O olhar deve ser externo quando analisamos as empresas geradoras de valor e
até os consumidores.

Produção de Fabricação de Revenda


Processamento Clientes
Matéria Prima Produtos Autorizada

Hoje em dia várias empresas tem adotado o conceito de maximizar o valor


agregado, ou seja, uma maior diferença entre compra e venda.

Começa Termina
Valor
Muito Muito
Agregado
Tarde! Cedo!

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EXEMPLO: ANÁLISE DA CADEIA DE VALOR

Quando uma empresa automobilística americana começa a adotar os conceitos


JIT(Just-in-time) com a intenção de ter os custos com montagem 20% inferiores
como o das fábricas japonesas, observou uma sensível redução de custos e
enfrentou os pedidos de aumento de preços por parte de seus fornecedores.
Esses aumentos pretendidos eram superiores à economia com os custos das
unidades de montagem.
Mas porque os fornecedores pediam reajuste de preços?
Quando os estoques são eliminados num processo de produção altamente
imprevisível, as atividades de produção tornam-se um pesadelo. Nas fábricas
japonesas o cronograma “furava” em menos de 1% dos casos!

Custos Maiores Cronogramas não adequados Custo do Ciclo de Vida

$$ $ para JIT Produtos mais eficazes

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O POSICIONAMENTO ESTRATÉGICO

Que papel a gestão de custos desempenha na empresa?

Como a empresa escolheu competir?

Segundo delineação de Porter(1980) das escolhas estratégicas básicas, uma


empresa pode competir:

Tendo menores custos = LIDERANÇA DE CUSTOS


Oferecendo produtos superiores = DIFERENCIAÇÃO DE PRODUTOS

As posturas administrativas, principalmente na análise dos custos envolvem


diferentes perspectivas.

Atenção especial aos custos alvo. Principalmente em um


LIDERANÇA DE CUSTOS Negócio maduro e vantajoso.

Em negócio direcionado para o mercado, de rápido


DIFERENCIAÇÃO crescimento com mudanças rápidas, os custos de
DO fabricação cuidadosamente planejados podem ser menos
PRODUTO importantes.

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EXERCÍCIO DO POSICIONAMENTO ESTRATÉGICO:

Principal ênfase Estratégica

Diferenciação de Produto Liderança de Custo

Papel dos custos planejados


dos produtos na avaliação do
desempenho.

Importância de conceitos como


orçamento flexível para controle
de custo de fabricação

Importância da análise dos


custos de marketing

Importância do custo de produto


como um dado na decisão de
preço

Importância da análise de custo


do concorrente

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OS DIRECIONADORES DE CUSTOS

No gerenciamento estratégico de custos sabe-se que o custo é causado, ou


direcionado, por muitos fatores que se inter-relacionam de formas complexas.

Na contabilidade gerencial, o custo é uma função, basicamente, de um único


direcionador de custos: Volume de Produção.

Direcionadores Estruturais:

Escala
O tamanho de um investimento a ser feito em produção, pesquisa e
desenvolvimento e em recursos de marketing.

Escopo
Necessidade da empresa ser integrada verticalmente.

Experiência
Quantas vezes no passado a empresa já fez o que está fazendo agora.

Tecnologia
Que tecnologias de processos são usadas em cada fase da cadeia.

Complexidade
A amplitude de linha de produtos ou de serviços a ser oferecida aos clientes.

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Direcionadores de Execução:

Envolvimento da Força de Trabalho


O conceito de comprometimento da força de trabalho com a melhoria contínua.

Gestão da Qualidade Total


Crenças e realizações objetivando a qualidade do produto.

Utilização da Capacidade
Espaço das instalações na execução e armazenamento.

Eficiência do layout das Instalações


Quão eficiente e adequado é o layout atual.

Configuração do produto
O projeto ou a formulação são eficazes?

Exploração de ligações com os fornecedores e ou clientes para a


cadeia de valor da empresa
Ideias chaves:
Para a análise estratégica, o volume não é geralmente a forma mais útil para
explicar o comportamento dos custos;
Em um sentido estratégico, é mais útil explicar a posição de custos em termos
das escolhas estruturais e das habilidades de execução qie moldam a posição
competitiva da empresa;
Nem todos os direcionadores estratégicos são igualmente importantes o tempo
todo, mas alguns(mais de um) deles são provavelmente muito importantes em
todos os casos;
Para cada direcionador de custos existe uma estrutura específica para a análise
de custos que é fundamental para a compreensão do posicionamento de uma
empresa.

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GASTOS – TIPO

O que são Custos?


Custos são todos os gastos diretamente ligados á fabricação do produto ou com
a execução de um serviço, ou sejam aqueles envolvidos com o processo ou
objetivo final de uma empresa.

Exemplos: Matéria-prima, embalagem, mão-de-obra direta, manutenção de


máquinas e equipamentos, insumos etc.

O que são Despesas?


Despesas são todos os gastos que não estão envolvidos diretamente com o processo
produtivo, porém necessários para que o produto ou o serviço seja colocado no mercado
e para a cobertura operacional da empresa.

Exemplos: Impostos, salários administrativos, comissões, pró-labore, etc.

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GASTOS – FORMA

O que são Gastos Variáveis?


São todos os Gastos que possuem uma relação Direta, Proporcional e
Mensurável com o Volume de Vendas, ou seja, Vende Mais, Gasta Mais. Sua
Alocação é Direta, não sendo expostos a nenhum tipo critério de rateio na
maioria dos casos.

Exemplos: Matéria-prima, impostos, etc.

O que são Gastos Fixos?


São todos os Gastos que têm por finalidade remunerar a infraestrutura do
Negócio, não possuindo relação direta com o Nível de Vendas, ou seja,
Vendendo ou Não tem que pagar. Sua Alocação é Indireta, e, portanto,
necessitam de um critério de rateio.

Exemplos: Folha de Pagamento, seguros, etc.

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GASTOS – FORMA

O que são Gastos Diretos?


São todos os gastos que estão ligados diretamente ao produto fabricado, por
isso são incluídos de forma direta no cálculo da produção, por serem diretos não
precisam ser submetidos a nenhum critério de rateio.

Exemplos: Embalagem, matéria prima, componentes, etc.

O que são Gastos Indiretos?


Os gastos indiretos não podem ser identificados diretamente nos produtos
fabricados e por isso um critério de rateio deve ser estabelecido.

Exemplos: Mão de obra de vigilância e Manutenção, depreciação de


equipamentos, aluguéis, etc.

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EXERCÍCIO: GASTOS – TIPO E FORMA

Classifique os gastos abaixo na 1º coluna em Custos (C) ou Despesas (D), e na


2º coluna se são Fixos (F) ou Variáveis (V)
Exemplo: PIS = D - V, ou seja, Despesa Variável

Matéria-prima =

Impostos sobre Vendas =

Salários industriais =

Embalagem =

Manutenção de máquinas =

Pró-labore =

Marketing =

Conta telefônica =

Insumos de fábrica =

Energia Industrial =

Salários administrativos =

Depreciação de máquinas =

Frete =

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DEFINIÇÃO DO CUSTO PADRÃO

Custo-padrão é o custo planejado para a produção de uma peça.


Ele é uma estimativa de quanto de matéria prima a peça irá consumir, quantas fases
serão necessárias para produzi-la e em quanto tempo, serve como parâmetro ao custo
real, ao mesmo tempo que pode e deve ser ajustado pela experiência de produzir.
O custo padrão é a base para o orçamento de vendas e para o planejamento do PCP
antes da produção e antes da determinação do custo efetivo.
Quanto calculamos o custo padrão de uma peça levamos em conta o máximo
rendimento, a maior eficiência possível, ou seja, projetamos o custo ideal.

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ESTRUTURA DO PREÇO DE VENDA

Compreendidos os conceitos essenciais, vamos estudar a estruturação do preço


de venda. O preço é na realidade o valor cobrado do cliente numa operação
mercantil. Este valor deve gerar recursos financeiros suficientes para cobrir os
vários compromissos da empresa. São eles:

OS CUSTOS E AS DESPESAS VARIÁVEIS ocorrem juntamente com as


vendas: matéria-prima na sua fabricação, mão de obra para a execução de um
serviço, os impostos, as comissões de venda, fretes de entrega, etc

OS CUSTOS E AS DESPESAS FIXAS, ligadas a estrutura da empresa, para


uma determinada capacidade utilizada, ou seja, sem correlação com o
faturamento da empresa, como aluguel, IPTU, salários, etc

E, finalmente, GERAR LUCRO para o empresário, após o Ponto de Equilíbrio

Despesa Atribuiremos ao Preço de Venda o


Variável e
percentual de 100%. Ele representa
Comercial
um valor final composto de 4 partes
Custo bem definidas, sendo que cada parte
Preço Margem
Variável
de Lucro ocupará uma participação percentual
+ Custo 100% Negocial
Fixo (%), a fim de gerar os recursos
necessários para a empresa cumprir
Despesa
a contento a sua missão.
Fixa Adm

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ASPECTOS FISCAIS E TRIBUTÁRIOS NO LUCRO REAL

Principais Impostos Federais

PIS/Pasep
Programa de Integração Social / Programa de Formação do Patrimônio
do Servidor Público, uma contribuição tributária de caráter social, que
tem como objetivo financiar o pagamento do seguro-desemprego,
abono e participação na receita dos órgãos e entidades, tanto para os
trabalhadores de empresas públicas, como privadas.
(www.receita.fazenda.gov.br/orientacao/tributaria/)

A alíquota do PIS no Lucro Real é de 1,65% sobre o valor agregado.


Vamos imaginar de forma simples como funciona o valor agregado:
Imagine que compramos um produto por R$ 100,00, depois formamos o preço
de venda do mesmo produto que passa a custar R$ 150,00, o PIS do Lucro
Real(1,65%) incide sobre o valor que agregamos R$ 50,00.
Cálculo: R$ 50,00 x 1,65% = R$ 0,83

Esse é um exemplo apenas para termos uma noção de como funciona


o mecanismo básico desse imposto nesse regime tributário, existem
muitas regras que são aplicáveis ou não ao seu tipo de negócio.

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Principais Impostos Federais

Cofins
Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social, uma
contribuição social que tem como objetivo financiar a Seguridade
Social, em suas áreas fundamentais, incluindo entre elas a Previdência
Social, a Assistência Social e a Saúde
Pública.(www.receita.fazenda.gov.br/orientacao/tributaria/)

A alíquota da Cofins no Lucro Real é de 7,6% sobre o valor agregado.


Vamos imaginar de forma simples como funciona o valor agregado:
Imagine que compramos um produto por R$ 100,00, depois formamos o preço
de venda do mesmo produto que passa a custar R$ 150,00, a Cofins do Lucro
Real(7,6%) incide sobre o valor que agregamos R$ 50,00.
Cálculo: R$ 50,00 x 7,6% = R$ 3,80

Esse é um exemplo apenas para termos uma noção de como funciona


o mecanismo básico desse imposto nesse regime tributário, existem
muitas regras que são aplicáveis ou não ao seu tipo de negócio.

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Principais Impostos Federais

IRPJ
Imposto de Renda - Pessoa Jurídica, É um tributo federal. Pagam-no
as pessoas jurídicas não imunes/isentas sobre seu Lucro Real, após
as adições e exclusões efetuadas sobre os lançamentos constantes
do Lalur¹ (Livro de Apuração do Lucro Real)
(www.receita.fazenda.gov.br/orientacao/tributaria/)

A alíquota do IRPJ no Lucro Real é de 15% ou 25% sobre o lucro apurado.


15% para o lucro apurado até R$ 20.000,00
25% para a parcela do lucro que exceder a R$ 20.000,00
Vamos imaginar de forma simples como funciona:

Saldo final do LALUR


Lucro Real Tributável R$ 35.000,00
Parcela tributada em 15% R$ 20.000,00
R$ 3.000,00
Parcela tributada em 25% R$ 15.000,00
R$ 3.750,00
Total = R$ 6.750,00

Esse é um exemplo apenas para termos uma noção de como funciona


o mecanismo básico desse imposto nesse regime tributário, existem
muitas regras que são aplicáveis ou não ao seu tipo de negócio.

1 LALUR - Livro de Apuração do Lucro Real, também conhecido pela


sigla Lalur, é um livro de escrituração de natureza eminentemente
fiscal, criado pelo Decreto‐Lei nº 1.598, de 1977, conforme previsão do
§ 2º do art. 177 da Lei nº 6.404, de 1976, e alterações posteriores, e
destinado à apuração extracontábil do lucro real sujeito à tributação
pelo imposto de renda em cada período de apuração, contendo, ainda,
elementos que poderão afetar os resultados de períodos futuros.

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Principais Impostos Federais

CSLL
Contribuição Social sobre o Lucro Líquido é uma contribuição criada
pela Lei 7.689/1988 para que todas as Pessoas Jurídicas (PJ) e as
equiparadas pela legislação do Imposto de Renda (IR) possam apoiar
financeiramente a Seguridade Social.
(www.receita.fazenda.gov.br/orientacao/tributaria/)

A alíquota do CSLL no Lucro Real é de 9% sobre o lucro apurado.


Vamos imaginar de forma simples como funciona:
Saldo final do LALUR
Lucro Real Tributável R$ 35.000,00
Cálculo: tributação em 9% = R$ 3.150,00

Esse é um exemplo apenas para termos uma noção de como funciona


o mecanismo básico desse imposto nesse regime tributário, existem
muitas regras que são aplicáveis ou não ao seu tipo de negócio.

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Principais Impostos Federais

IPI
Imposto Sobre Produtos Indústrializados, o Imposto sobre Produtos
Industrializados (IPI) é um imposto federal, instituído e/ou modificado
somente pela União, e o mesmo incide sobre produtos
industrializados.Os contribuintes deste imposto são o importador, o
industrial, o comerciante ou o arrematador, dependendo de cada caso.
(https://suporte.sigecloud.com.br/hc/pt-br/articles/206256997-IPI-
Imposto-sobre-Produtos-Industrializados)

A alíquota do IPI depende do produto que foi importado ou industrializado,


encontramos a alíquota própria a cada produto na TIPI¹(Tabela de incidência do
imposto sobre produtos industrializados).
Importante: O IPI funciona no regime de não cumulatividade, a empresa paga
o IPI na saída mas deduz do valor da saída os créditos de IPI que se obteve na
compra de insumos. Outro aspecto relevante desse imposto é a sua
peculiaridade quanto ao cálculo dele na formação do preço de venda do produto,
ele é sempre calculado por “fora”, ou seja, incide sobre o preço de venda no qual
não está incluído o valor do IPI.
Vamos imaginar de forma simples como funciona:
Valor Bruta da Peça: R$ 100,00
(+) IPI (Supondo uma alíquota de 10%) R$ 10,00
Valor total da nota fiscal R$ 110,00
Esse é um exemplo apenas para termos uma noção de como funciona
o mecanismo básico desse imposto nesse regime tributário, existem
muitas regras que são aplicáveis ou não ao seu tipo de negócio

1 TIPI - Tabela do IPI, é uma lista de produtos com suas respectivas


alíquotas. A atual tabela, vigente a partir de 01.01.2017, foi aprovada
pelo Decreto 8.950/2016

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Imposto Estadual

ICMS
Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias e
sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e
Intermunicipal e de Comunicação, O ICMS é um imposto não
cumulativo, compensando-se o valor devido em cada operação ou
prestação com o montante cobrado anteriormente. Em cada etapa da
circulação de mercadorias e em toda prestação de serviço sujeita ao
ICMS deve haver emissão da nota fiscal ou cupom fiscal. Esses
documentos serão escriturados nos livros fiscais para que o imposto
possa ser calculado pelo contribuinte e arrecadado pelo Estado. .
(https://portal.fazenda.sp.gov.br/servicos/isencao-icms-veiculos)

A alíquota padrão do ICMS é de 18%, porém cada estado do Brasil tem uma
alíquota interna de ICMS, há casos em que mesmo a alíquota interna é
diferenciada(Exemplo: 25%/12%/7%, para diferentes produtos ou serviços) .
Importante: O ICMS funciona no regime de não cumulatividade, a empresa paga
o ICMS na saída mas deduz do valor da saída os créditos de ICMS que se obteve
na compra de insumos. Em teoria, a empresa paga o imposto sobre o valor
agregado como foi exposto no PIS e na COFINS.
Vamos imaginar de forma simples como funciona:
Imagine que compramos um produto por R$ 100,00, depois formamos o preço
de venda do mesmo produto que passa a custar R$ 150,00.
Cálculo: R$ 100,00 valor da compra crédito de 18% = R$ 18,00
Compra dentro do mesmo estado com a alíquota padrão.
R$ 150,00 valor da venda débito de 18% = R$ 27,00
Valor a pagar referente a essa venda = R$ 9,00

Esse é um exemplo apenas para termos uma noção de como funciona


o mecanismo básico desse imposto nesse regime tributário, existem
muitas regras que são aplicáveis ou não ao seu tipo de negócio

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Imposto Estadual

ICMS ST
Substituição tributária é um mecanismo de arrecadação
de tributos utilizado pelos governos federais e estaduais.
O substituto tributário é o terceiro que a lei obriga a
apurar o montante devido e cumprir a obrigação de
pagamento do tributo “em lugar” do contribuinte.
(https://pt.wikipedia.org/wiki/Substituição_tributária)

Para a compreensão da Substituição Tributária vamos simular abaixo as operações de


compra e venda de mercadorias e aplicar esse mecanismo tributário.

Sem destaque de ICMS na

Fabricante Distribuidor Consumidor Final ou Lojista

Preço de Venda R$ 100,00 Preço de Venda R$ 150,00 Se o consumidor estiver

ICMS próprio R$ 18,00 ICMS própio seria de R$ 27,00 em outro estado a regra

ICMS ST R$ 9,00 IVA 50% muda para o Distribuidor

Na tributação sem ST o Distribuidor paga esse valor ao fisco.

Para determinar o quanto cobrar de ST existem duas hipóteses, uma tabela fixa de valor
ou a parcentagem do IVA – Índice de Valor Agregado.

Esse é um exemplo apenas para termos uma noção de como funciona


o mecanismo básico desse imposto nesse regime tributário, existem
muitas regras que são aplicáveis ou não ao seu tipo de negócio

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Imposto Municipal

ISS ou ISSQN
Imposto sobre serviços de qualquer natureza, é
um imposto brasileiro municipal, ou seja, somente os municípios têm
competência para instituí-lo, a única exceção é o Distrito Federal,
unidade da federação que tem as mesmas atribuições dos Estados e
dos Municípios.
(https://pt.wikipedia.org/wiki/Imposto_sobre_servi%C3%A7os_de_qua
lquer_natureza)

A alíquota do ISSQN para empresas do Lucro Real varia de 2% a 5%, essa


variação se dá de acordo com o tipo de serviço prestado e em qual cidade.
Importante: Ao emitir a NF o ISSQN será gerado conforme a alíquota e o local
de recolhimento. O imposto sobre serviços pode ou não ser retido e isso
dependerá de cada legislação municipal.
Vamos imaginar de forma simples como funciona:
Cálculo: Valor do serviço prestado = R$ 100,00
ISSQN de 5% de acordo com legislação municipal
Valor a recolher = R$ 5,00
Esse é um exemplo apenas para termos uma noção de como funciona
o mecanismo básico desse imposto nesse regime tributário, existem
muitas regras que são aplicáveis ou não ao seu tipo de negócio

Fundo Garantidor

FGTS
O Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) foi criado
com o objetivo de proteger o trabalhador demitido sem justa
causa, mediante a abertura de uma conta vinculada ao
contrato de trabalho.(http://www.fgts.gov.br/Pages/sou-
trabalhador/o-que.aspx)
O depósito equivale a 8% do valor do salário pago ou devido ao trabalhador, cujo
contrato é regido pela CLT. No caso de contratos de menores aprendizes, o
percentual é de 2%.

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Imposto destinado a Órgão Federal

INSS
Instituto Nacional do Seguro Social, é um órgão do Ministério da
Previdência Social, ligado diretamente ao Governo. O INSS foi criado
em 1988, e tem diversas funções, em especial as contribuições de
aposentadoria dos cidadãos. (https://www.inss.gov.br/)

As alíquotas do INSS variam de acordo com a faixa salarial de cada colaborador,


vide tabela abaixo:

Importante: O valor mencionado acima é descontado do funcionário não


representando custo para a empresa, porém a empresa deve recolher ao INSS
20% sobre a folha bruta mensal, os cálculos para empresas que optam pelo
Lucro Real contam com o acréscimo da Alíquota de Terceiros (cuja função é
financiar programas governamentais como SESC, SESI e SENAI). Essas
empresas tem que arcar também com o RAT(Risco Ambiental do Trabalho),
antigo SAT(Seguro Acidente de Trabalho).

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Imposto destinado a Órgão Federal

INSS - Complemento

INSS (RAT – Risco Ambiental do Trabalho)


 1% se a atividade é de risco mínimo;
 2% se de risco médio;
 3% se de risco grave
OBS: incidentes sobre o total da remuneração

INSS (FAP – Fator Acidentário de Prevenção)


O FAP consiste num multiplicador variável num intervalo contínuo de cinco
décimos (0,5000) a dois inteiros (2,0000), aplicado com quatro casas decimais
sobre a alíquota RAT.
Como o foco do nosso estudo é o estudo do custo levaremos em consideração
uma série de outros fatores para a definição do custo total de um funcionário,
vejam alguns exemplos:

Auxílio Outros
FGTS Salário Auxílio Refeição Alimentação Plano de Saúde Benefícios

FGTS Férias FGTS 1/3 Férias FGTS 13º


Férias 1/12 1/3 Férias 1/12 1/12 1/2 Salário 1/12

FGTS Aviso Provisão


Aviso Prévio Prévio 1/12 Multa FGTS 1/12 Especial
1/12 (Provisão) (Provisão) (Provisão) Indenização

Esse é um exemplo apenas para termos uma noção de como funciona


o mecanismo básico desse imposto nesse regime tributário, existem
muitas regras que são aplicáveis ou não ao seu tipo de negócio

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ANÁLISE DE CUSTOS E FORMAÇÃO DE PREÇOS – Ciesp Sorocaba

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CUSTO DE MATERIAIS E PROCESSOS

CÁLCULO DO CUSTO DA MATÉRIA-PRIMA

O Custo Industrial, conforme comentado anteriormente, é composto por dois


componentes:

Matéria-Prima + Processo de Industrialização

Vamos começar o cálculo pela matéria-prima.

A primeira providência é o aproveitamento dos créditos fiscais nas


compras.
Exemplo: a matéria-prima tem um preço de compra de R$ 100,00 sem IPI, sendo o fornecedor
de SP. Neste caso, devemos nos creditar dos 18% de ICMS (R$ 18,00).
O custo será, portanto, de R$ 82,00.

O segundo passo é trazer todas as matérias-primas para a vista.


Exemplo: vamos supor que a compra do exemplo acima foi feita para pagamento em 30 dias e
que o custo financeiro para este período é de 4%. Isto posto, o desconto financeiro será de 3,84%
(vide fórmula ao lado), e deve ser aplicado ao custo da matéria-prima para trazê-la a vista. R$
82,00 - 3,84% = R$ 78,85 a vista.

A terceira etapa é multiplicar o custo unitário pelo consumo já com as


perdas.
Exemplo: Vamos partir do exemplo de que num pedido de produção foram solicitados 100kgs de
MP, necessários para a fabricação de seus produtos. Porém temos uma perda de 10%, então o
consumo será de 110kgs.

31
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EXERCÍCIO: CÁLCULO DO CUSTO DA MATÉRIA-PRIMA

Cálculo de Custo das


A101 A102 A103 A104 A105
Matérias Primas

Preço das Matérias Primas (R$) 25,00 32,00 18,00 50,00 58,00

Créditos de: ICMS, PIS, COFINS (%)


(Anotar as Porcentagens)

Custo de Compra (-) Créditos Fiscais

Desconto Financeiro Pagto à Vista (%) 3% 4% 0 2% 3%

Custo de Compra (-) Créditos e à Vista

Consumo com Perda 1,1 1,1 1,1 1,1 1,1

Custo de Cada Matéria Prima na


Fabricação do Produto

Total (Soma de Todas as MPs)

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CUSTO DE MATERIAIS IMPORTAÇÃO

Vamos separar os custos de importação em 3 blocos:

Bloco I – Valor da Matéria Prima / Frete / Seguro


Matéria Prima, o volume pode ser o fator que mais influência.
Frete Aéreo ou Marítimo (Cotação Agende de Carga)
Seguro(Para problemas durante o transporte)
Agentes de Cargas ou Empresas de Seguro de Carga Internacional

Bloco II – Impostos
ii – Imposto de Importação - 0% a 35% na maioria dos casos.
Verificação pelo NCM no site da receita
IPI – Imposto sobre Produtos Industrializados
Equiparação à Indústria Nacional
PIS e COFINS – 2,1% e 10,65% na maioria dos casos
ICMS – É considerado um custo alto, incide sobre os demais impostos e obedece
3 níveis:
Revenda – Custo mais alto
Imobilização – Custo menor
Industrialização – Custo menor ainda

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CUSTO DE MATERIAIS IMPORTAÇÃO

Bloco III – Custos “Fixos” de importação


Siscomex
Despachante Aduaneiro
Armazenagem
Transporte Rodoviário
Marinha Mercante 25% do valor do Frete
Alteração de BL / Confecção de BL
Sindicato dos Despachantes
Capatazia / Movimentação de Carga
Confecção de LI / Anuência de LI
Liberação do DTA
Armazenagem Porto Seco
Desconsolidação
Handling
Contratos de Câmbio
IOF
Laudos e Inspeções
Fumigação
Consultoria
Courrier
Outros

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GGF – GASTOS GERAIS DE FABRICAÇÃO

Os Gastos Gerais de Fabricação também são chamados de CCF – Custos


Gerais de Fabricação ou CIF – Custos Indiretos de Fabricação, esses gastos são
aqueles que fazem parte do processo de produção.
Exemplo:
 Mão de Obra Indireta
 Energia
 Depreciação e Manutenção dos Edifícios
 Instalações
 Máquinas e Equipamentos
 Custo da Direção e Administração da Fábrica
 Outros Custos Indiretos

Os GGF são gastos de apoio, e justamente por não serem parte de fácil
mensuração com relação ao produto em si, nos causa um certo desconforto no
momento em que pensamos no cálculo do seu rateio, fica sempre uma sensação
de que não estamos “contando” a história como ela realmente é. Existem
sistemas que tem campos para a determinação percentual de primeiro e
segundo níveis, ou até fórmulas para a criação de coeficientes que possam
dividir de forma mais “justa” tais gastos.
A seguir vamos calcular o Custo do Processo Industrial, para considerar as
várias fases de produção necessárias a produção de um determinado item ou
produto, utilizaremos o método ABC (Activity Based Costing) ou Custeio
Baseado em Atividades, nessa técnica a análise de custos indiretos é feita por
atividade e por tempo, com isso minimizamos o impacto negativo que o rateio
por quantidade poderia causar nos preços de alguns produtos.

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ANÁLISE DE CUSTOS E FORMAÇÃO DE PREÇOS – Ciesp Sorocaba

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CÁLCULO DO CUSTO DO PROCESSO INDUSTRIAL

Estabelecido o custo de matéria prima, vamos conhecer os procedimentos para


se calcular o custo do processo industrial, ou seja, os gastos com mão-de-obra
direta, manutenção de equipamentos, insumos de fábrica, etc.

Atualmente o Método mais utilizado para o Custeio destes é o Custeio por


Tempo, também conhecido por ABC.

Custeio por Tempo

Visa alocar os custos de fábrica, através da multiplicação do Tempo Gasto (em


cada operação fabril, por onde passa o produto durante sua industrialização),
pelo Custo do Tempo - a unidade de tempo é o Minuto. Como resultado, temos
o que o mercado comumente chama de Custo/Minuto/Fase/Produto, ou seja,
quanto custa, por exemplo, o minuto da galoneira; o minuto da injetora; o minuto
da usinagem de determinada peça, etc.

Isto em virtude do atual cenário que vem pressionando as empresas a reduzirem


seus custos de fábrica, através de práticas como: terceirização, modernização
do lay-out do ciclo industrial e das técnicas empregadas. Um exemplo da adoção
do critério de Custeio por Tempo no cálculo dos processos industriais, é
apresentado na planilha a seguir:

36
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EXERCÍCIO: CÁLCULO DO CUSTO DO PROCESSO INDUSTRIAL

Custo das Atividades FA FB FC FD FE

(Determinados por Verbo/Ação)


50 m² 70 m² 120 m² 100 m² 80 m²

Folha + Encargos 1.200,00 2.000,00 2.400,00 2.280,00 1.880,00

Energia 180,00 80,00 200,00 110,00 60,00

Aluguel Industrial (R$ 2.100,00)

Manutenção 250,00 180,00 280,00 150,00 120,00

Insumos 360,00 130,00 290,00 0 0

Seguros 120,00 80,00 150,00 60,00 40,00

Depreciação 200,00 144,00 224,00 120,00 96,00

Total

Nº de Funcionários 2 x 44 hs x 4 3 x 44 hs x 5 x 44 hs x 4 4 x 44 hs x 3 x 44 hs x 4
4 4
Nº Horas Prod-90%

Nº Minutos Disponível

Custo Minutos x Minutos Gastos x3‘ X7‘ x 12 ‘ x 10 ‘ X8‘

Custo/Fase

Custo Total (A+....E)

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DESPESAS VARIÁVEIS DE COMERCIALIZAÇÃO

Depois de apurado o custo do processo industrial, o próximo passo na Formação


do Preço de Venda é a análise da composição das despesas variáveis, sendo
que as principais são:

IMPOSTOS
ICMS = 18,00%

PIS = 1,65%

IR = 0,00%

CSSL = 0,00%

COFINS = 7,60%

OUTRAS DESPESAS (EXEMPLOS)


Comissão = 2,90%

Frete (Entrega) = 1,54%

Marketing = 1,38%

Total = 33,07%

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DESPESAS FIXAS ADMINISTRATIVAS

O próximo passo é destinar uma parte do preço de venda para cobrir as


Despesas Fixas. O Método mais usado atualmente é o “Qualitativo”, que visa
transferir a qualidade do Demonstrativo de Resultados para o Preço, e é claro
por se tratar de uma média, alguns produtos poderão carregar menos e outros
mais.
Qualitativo: é transferida para o preço de venda a qualidade do faturamento da
empresa, dividindo-se a média das despesas fixas pela média de faturamento, o
que permitirá alocar um valor % no preço de venda.
Para trabalharmos com o critério qualitativo, devemos adotar:
Média Semestral Móvel: refere-se a uma média das despesas fixas, bem como
do faturamento - sempre dos últimos 6 meses anteriores à nova lista de preços

Planilha de Cálculo das Despesas fixas em R$:

Pró Despesas
Meses Folha Tarifas Aluguel Seguros Total Faturamento
Labore Gerais

JUL 15.600 3.000 320 1.200 80 300 140.000

JUN 15.600 3.000 335 1.200 80 320 150.000

MAI 15.600 3.000 360 1.200 80 350 155.000

ABR 13.260 3.000 312 1.200 80 400 152.000

MAR 13.260 3.000 308 1.200 80 380 149.000

FEV 13.260 3.000 326 1.000 80 360 153.000

Totais

Despesas Fixas
___________________ = _______________ x 100% = %

Faturamento

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MLN - MARGEM DE LUCRO NEGOCIAL

A última parte que deve ser alocada no preço final é a margem de lucro negocial.
Vale mencionar para quais finalidades o lucro na empresa pode ser aplicado:

Remuneração do capital investido


Reinvestimento no próprio negócio
Investimentos em outro ramo de atividade
Distribuição para sócios e funcionários
Remuneração do risco empresarial
Formação e aumento de capital de giro

A MLN - Margem de Lucro Negocial é o valor que o empresário quer aferir da


venda de seus produtos para poder remunerar os aspectos acima, e que o
mercado consumidor pode aceitar ou não. Por isso, é uma decisão, além de
econômico-financeira, eminentemente política.

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ANÁLISE DE CUSTOS E FORMAÇÃO DE PREÇOS – Ciesp Sorocaba

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CÁLCULO DO PREÇO DE VENDA

O “nosso” preço de venda terá a seguinte estrutura:

Preço de Venda = P.V. = 100%

Custo (MP+Ciclo) = C.P. 164,14 = ??? %

Despesas Variáveis = D.V. = 33,07%

Despesas Fixas = D.F. Adm = 12,92%

Margem Negocial = M.Neg. = 20,00%

Precisamos descobrir qual será a participação % do custo em nosso preço final,


ou seja, somar Dvar+Dfix+Mluc e subtrair do preço final (100%). Para chegarmos
à forma de fator, basta dividir por 100 o resultado obtido. Considerando a
estrutura acima do “nosso” preço de venda, então, teremos:

100% - (29,75% + 12,92 % + 20,00%)  100% - 62,67 % = 37,33% = 0,3733

Com o resultado na forma de fator, que chamaremos de fator de mark-up, é


que encontraremos o Preço de Venda.

Cálculos:

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EXERCÍCIO: PLÁSTICOS BRASIL – CUSTO DA MATÉRIA PRIMA

Cálculo de Custo das


Matérias Primas PP/Kg Pig/Kg Emb. Saco Molde

Preço das Matérias Primas (R$) 4,87 24,39 3,20 0,71 0,12

Créditos de: ICMS, PIS, COFINS (%)


(Anotar as Porcentagens)

Custo de Compra (-) Créditos Fiscais

Desconto Financeiro Pagto à Vista (%) 4% 6% 2% 2% 2%

Custo de Compra (-) Créditos e à Vista

Consumo com Perda 6,00 0,06 1,00 1,00 1,00

Custo de Cada Matéria Prima na


Fabricação do Produto

Total (Soma de Todas as MPs)

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PLÁSTICOS BRASIL - CUSTO DO PROCESSO INDUSTRIAL

CUSTOS Injeção Embalagem

Folha + Encargos 1.800,00 1.500

Aluguel Industrial 2.500,00 500

Energia
800,00 200,00

Manutenção 100,00 50,00

Insumos 200,00 0

Seguros 2.500,00 500,00

Depreciação

Total 1 x 44 hs x 4 1 x 44 hs x 4

Nº de Funcionários

Nº Horas Prod-90%

Nº Minutos Disponível

Custo Min. x Min.Gastos 10,416 3,5

Custo/Fase

Custo Total (A+B)

PLÁSTICOS BRASIL – CÁLCULO DAS DESPESAS FIXAS


Despesas Fixa Média = 5%
Faturamento Médio (Dado do exercício)

43
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PLÁSTICOS BRASIL

PLANILHA DE FORMAÇÃO DO PREÇO DE VENDA R$ %

ICMS (%) 12,00% MATÉRIA-PRIMA

PIS (%) 1,65% PROC INDL INTERNO - PINT

CPMF (%) 0,00% PROC INDL EXTERNO - PEXT

COFINS (%) 7,60% CUSTO INDUSTRIAL (=)

CONTR. SOCIAL (%) 0,00% DESPESA VARIÁVEL COML

IR 0,00% DESPESAS FIXAS ADM

COMISSÃO (%) 2,20% MARGEM LUCRO NEGOCIAL

FRETE (%) 1,38% F. MARK-UP =

VARIÁVEIS TOTAL (%) PREÇO (R$) 100%

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ANÁLISE DE CUSTOS E FORMAÇÃO DE PREÇOS – Ciesp Sorocaba

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A MARGEM BRUTA

Sem dúvidas, este é principal número de uma empresa, pois toda a estratégia
de competitividade deriva dele.

É a linha divisão que separa os Gastos Variáveis dos Fixos. Ou,


Preço – Gastos Variáveis (Custos+ Despesas)
= Lucro Bruto ou MB%, para pagar os
Gastos Fixos (Custos+Despesas)
gerar Lucro para remunerar o capital investido.
Porém, existe muita confusão técnica para o seu cálculo entre os especialistas.
Iremos tentar clarear o assunto.

Quando estamos falando em margem bruta, existem 2 tipos:


Margem Bruta de Tabela: Por Produto e Global
Margem Bruta Realizada: Por Produto e Global

A diferença entre as duas é que Margem de Tabela é aquela do Preço Cheio,


antes dos descontos normais que ocorrem durante o mês. Enquanto que a
Margem Bruta Realizada é aquela que reflete o preço médio praticado durante o
mês, levando em consideração os descontos concedidos.

45
ANÁLISE DE CUSTOS E FORMAÇÃO DE PREÇOS – Ciesp Sorocaba

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MARGEM BRUTA (MÉDIA PONDERADA)

Partindo do princípio que a empresa terá um Mix composto por vários itens, para
encontrarmos a margem bruta da empresa, precisaremos utilizar uma
ferramenta estatística chamada Média Aritmética Ponderada, que procura
“enxergar” o peso de todos os itens nas vendas e partir daí ponderar as MB’s
dos itens.
Exemplo: A empresa vende 3 itens

Item A – MB% 43,42% x Peso Vendas 50% = 21,71 %


Item B – MB% 35,80% x Peso Vendas 30% = 10,74 %
Item C – MB% 28,42% x Peso Vendas 20% = 5,68 %

MB% Média Ponderada = 38,13%

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ANÁLISE DE CUSTOS E FORMAÇÃO DE PREÇOS – Ciesp Sorocaba

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A MARGEM BRUTA E O MIX

FATURA CUSTO DESPESA LUCRO GASTO LUCRO


Itens MENTO % VARIÁVEL % VARIÁVEL % BRUTO % FIXO % LÍQUIDO %
A B C D E F

Total 693.000,00 100 230.518,40 33,2 212.404,50 30,65 250.077,10 36,09 103.950,00 15,00 146.127,1 21,09
0

COBERTURA DAS 103.950,00 100


DESP. FIXAS

A01 10.000,00 1,44 4.000,00 40,0 3.065,00 30,65 2.935,00 29,3 2,82

A02 50.000,00 7,22 17.000,00 34,0 15.325,00 30,65 17.675,00 35,3 17,00

A03 25.000,00 3,61 6.000,00 24,0 7.662,50 30,65 11.337,50 45,3 10,91

A04 80.000,00 11, 26.720,00 33,4 24.520,00 30,65 28.760,00 35,9 27,67
5
A05 21.000,00 3,03 8.400,00 40,0 6.436,50 30,65 6.163,50 29,3 5,93

A06 13.000,00 1,88 5.200,00 40,0 3.984,50 30,65 3.815,50 29,3 3,67

A07 3.000,00 0,43 1.800,00 60,0 919,50 30,65 280,50 9,3 0,27

A08 100.000,00 14,4 25.400,00 25,4 30.650,00 30,65 43.950,00 43,9 42,28

A09 94.000,00 29.516,00 30,65

A10 12.000,00 3.528,00 30,65

A11 11.000,00 1.474,00 30,65

A12 5.000,00 1.770,00 30,65

A13 13.000,00 3.692,00 30,65

A14 18.000,00 3.312,00 30,65

A15 12.000,00 4.920,00 30,65

A16 55.000,00 24.970,00 30,65

A17 43.000,00 10.320,00 30,65

A18 44.000,00 16.896,00 30,65

A19 51.000,00 19.298,40 30,65

A20 33.000,00 16.302,00 30,65

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ANÁLISE DE CUSTOS E FORMAÇÃO DE PREÇOS – Ciesp Sorocaba

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POLÍTICA DE PREÇOS

No que tange aos preços, devemos estar atentos às pressões dos mercados
consumidores e concorrentes. Somente após a devida consideração destes
fatores, estaremos em condições de desenvolver uma POLÍTICA DE PREÇOS
coerente que, visando sempre o melhor resultado, nos coloque numa
perspectiva comercial que garanta simultaneamente a agressividade, e a
competitividade frente ao mercado.

São conhecidos casos de empresas que praticaram preços de venda tão baixos
- a fim de ganhar mercado - que acabaram acarretando um estado de implosão
financeira, ou seja, provocavam um desequilíbrio na condição de seus caixas.
Passaram, então, a descontar duplicatas e a utilizar outros recursos para
viabilizar seu capital de giro. Muitos, desta forma, acabaram por inviabilizar a
continuidade dos seus próprios negócios.

É justamente por razões como estas que, neste tópico, buscaremos respostas
para questões como:

Qual é o faturamento mínimo?

A partir de que momento há lucro?

Para trabalharmos estes tópicos, nosso ponto de partida será o preço de venda
que montaremos nas planilhas a seguir.

48
ANÁLISE DE CUSTOS E FORMAÇÃO DE PREÇOS – Ciesp Sorocaba

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CÁLCULO DO PONTO DE EQUILÍBRIO
Cota Mínima (ou Ponto de Equilíbrio Contábil):

É a quantidade de unidades que precisam ser vendidas ou faturamento


necessário para “pagar”, além dos custos com matéria-prima e as despesas
variáveis, também paga os gastos fixos, industriais e administrativos.

A fórmula de cálculo é a seguinte:

GASTOS FIXOS
MB%

Exemplo: Vamos supor que nossa empresa tenha gastos fixos em cerca de R$
20.000,00/mês, e o preço de venda possua a seguinte estrutura:

Preço de Venda = R$ 200,00= 100,00%


Matéria Prima = R$ 40,00= 20,00%
Despesa Variável = R$ 70,62= 35,31%
Lucro Bruto = R$ 89,38= 44,69%

Cota Mínima:

R$ 20.000,00 / 0,4469 = R$ 44.752,74

49
ANÁLISE DE CUSTOS E FORMAÇÃO DE PREÇOS – Ciesp Sorocaba

- HÜBNRT
Cota Objetivo (ou Ponto de Equilíbrio Econômico):

É a quantidade de unidades que precisam ser vendidas ou volume de


faturamento acima da cota mínima, com a função de gerar o retorno sobre o
capital investido, ou seja, gerar lucro para o empresário.

A forma de cálculo é a seguinte:

GASTOS FIXOS + RETORNO S/ CAPITAL INVESTIDO


MB%

Em continuidade ao exemplo anterior, é preciso agora considerar um lucro que


remunere o capital investido. Vamos partir do pressuposto que a Indústria do
exemplo represente um capital de R$ 100.000,00 e que o retorno deva ser de
5% (decisão do empresário).

A Cota Objetivo, portanto, deve indicar um faturamento que, além de cobrir os


gastos fixos, gere um lucro de R$ 5.000,00. Os cálculos seriam os seguintes:

Cota Objetivo:

R$ 25.000,00 / 0,4469 = R$ 55.940,93

50
ANÁLISE DE CUSTOS E FORMAÇÃO DE PREÇOS – Ciesp Sorocaba

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EXERCÍCIO:TABELA GERENCIAL DE ACOMPANHAMENTO

Gastos Fixos: R$

Valor da Empresa (Mínimo PL) R$

T.M.A. – Taxa Mínima de Atratividade %

Lucro Pretendido: R$

Cotas de Venda
Margem %
Mínima (R$) Objetivo (R$)

51
ANÁLISE DE CUSTOS E FORMAÇÃO DE PREÇOS – Ciesp Sorocaba

- HÜBNRT
ABC & BSC – ORGANIZAÇÕES EFICIENTES
Com o passar do tempo e a evolução dos negócios as despesas diretas
diminuíram e as despesas indiretas (de apoio) aumentaram, com isso os
sistemas de custeio “antigos”, que rateiam as despesas indiretas para todos os
produtos passam a apresentar distorções, prejudicando a visualização dos
gestores quanto ao verdadeiro custo de determinado produto.
Como por exemplo os robôs, eles tiram a mão de obra direta e obrigam a fábrica
a ter gastos indiretos como o dos engenheiros que programam esses robôs.
Para Peter Drucker (Management-1974) "O que nós medimos e como nós
medimos determinam o que será considerado relevante, e determinam,
consequentemente, não apenas o que nós enxergamos, mas o que nós - e
outros - fazemos."
Definimos nos exercícios anteriores as fases do custeio baseado em atividades
ABC, a dica é sempre usar verbos, assim podemos dividir mais facilmente as
atividades que as pessoas fazem dentro da fábrica.
Quando enxergamos com clareza as várias fases pelas quais os produtos
passam e podemos conhecer os custos envolvidos em cada uma delas, temos
a chance de transformar produtos que descobrimos ser não lucrativos em
lucrativos e produtos que imaginávamos ter uma margem muito apertada e na
verdade estão dez ou quinze por cento mais lucrativos, podem nos dar a chance
de traçar uma estratégia de promoções para aumentar nossa fatia de mercado
naquele segmento.
Essa visão nos propicia trabalhar melhor em equipe, avaliar mudanças em
processos para a melhoria da eficácia na produção, otimizar os itens do estoque
melhorando assim a performance financeira da empresa por exemplo.
O custeio ABC ajuda uma empresa a reavaliar processos e gerenciar a
lucratividade dos setores influenciando na geração de receitas e na criação de
valor em seus produtos e serviços.

52
ANÁLISE DE CUSTOS E FORMAÇÃO DE PREÇOS – Ciesp Sorocaba

- HÜBNRT
O custeio ABC pode auxiliar nas respostas de algumas perguntas fundamentais:
 Sua empresa conhece os seus produtos e clientes mais lucrativos?
 Sabe se está perdendo dinheiro com certos clientes ou mercados?
 Suas margens estão declinando por conta do aumento dos custos
indiretos ou de apoio?
 Você conduz seu negócio para ganhos de curto prazo se esquecendo das
medidas de crescimento potencial a longo prazo?

Agora vamos falar um pouco de BSC, ou Balanced Scorecard, essa técnica


administrativa idealizada pelos professores Kaplan e Norton acadêmicos da
área de Gestão Contábil, que visualizaram que, para gerar valor futuro para a
organização as medidas financeiras não podiam ajudar muito, pois eram
registros do “passado” e apesar de cumprirem o papel de base disciplinar da
empresa não induziam a performance e ainda mantinham a visão dos executivos
muito no ambiente interno.
Os gerentes podem gerar resultados de curto prazo cortando determinados
gastos, treinamentos, desenvolvimento de produto, manutenções, atendimento
a clientes, apesar do resultado de curto prazo aparecer, no futuro esses
resultados irão despencar, pois todo o valor futuro foi minado, prejudicado
porque reduzimos investimentos em atividades que geram valor.
O Balanced Scorecard é um quadro vivo para os gerentes da empresa, permite
que eles vejam a empresa através de uma série de perspectivas equilibradas
tais como:
 Atuação financeira
 Quadro de Clientes
 Atuação Interna
 Inovações & Melhorias

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O quadro deve incluir medidas “não em excesso” para cada uma dessas
perspectivas, essas medidas variam de empresa para empresa e são
determinadas pela estratégia adotada pelos gestores.
O BSC é um veículo para traduzir estratégia em operação e não um sistema para
medir estratégias, mede de fato as operações propostas pela estratégia.
No início o BSC tem que ser desenvolvido pela direção da empresa, justamente
por ter que estar alinhado com a estratégia da companhia, mas depois ele tem
que migrar para os setores operacionais.
Um dos maiores ganhos que temos com a utilização do BSC é elevar as medidas
não financeiras dos clientes, processos internos, inovações e melhorias ao
mesmo patamar das medidas financeiras.
Inovação e Melhoria
Funcionários mais bem
preparados criam um ambiente
de inovação

Financeira
Registros Financeiros,
boa práticas da área,
objetivos e ações.
Processos Internos
O estudo dos processos internos
e benchmarking
Clientes
Conhecimento do Cliente, processos que
levem valor ao cliente.

“O que pode ser medido, pode ser melhorado”


Peter Drucker

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ORÇAMENTO

O que é ?
É um instrumento de controle e planejamento das atividades de uma empresa.
Serve para estabelecer com antecedência as ações a serem executadas,
estimar os recursos a seus empregados e definir as correspondentes atribuições
de responsabilidade em relação a um período futuro determinado, para que
sejam alcançados satisfatoriamente os objetivos fixados termos relativos (%) e
absolutos ( $ )

Objetivos
A Previsão Orçamentária como uma ferramenta da Gestão Econômico-
Financeira, fornece instrução e direção para se efetuarem os planos, sendo que
é primordial o acompanhamento dos seus resultados para que estes sejam
comparados com o seu respectivo planejamento.

Vantagens
- O seu uso, introduz o hábito do exame antecipado e ao mesmo tempo
minucioso dos fatores, antes da tomada de decisões importantes.
- Obriga os administradores a quantificarem e datarem as atividades pelas quais
serão responsáveis, em lugar de se limitarem a compromissos, com metas ou
alvos vagos e imprecisos.
- A preparação de um orçamento para toda a empresa tende a melhorar a
utilização dos recursos a ela disponíveis, bem como ajustá-los as atividades
consideradas prioritárias, para que sejam alcançados os seus objetivos.

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O ORÇAMENTO E A GESTÃO ECONÔMICO-FINANCEIRA
Pelo que podemos observar iremos analisar, dois aspectos distintos, porém
intimamente relacionados:

Gerência das Informações: Normalmente alocada na Controladoria, e está


centrada no levantamento e na análise das informações, tanto as de curto prazo,
como de longo, pois também se responsabiliza pela confecção do orçamento
anual da companhia, mais conhecido com Budget Finance.
Foca sua visão mais para o longo prazo, pois os acionistas estão sempre
preocupados com o futuro de seu negócio e evidentemente se o retorno
continuará sendo compensador.
De tal modo que a visão é Econômica.
Gerência dos Recursos: Normalmente alocada na Tesouraria e possui como
foco a movimentação propriamente dita as contas a pagar, as contas a receber
e sua consolidação no fluxo de caixa.
Sua atuação em grande parte, está muito mais no curto prazo, devido ao
dinamismo do mercado financeiro, as flutuações das taxas de juros, a montagem
de estratégias de curto prazo.
De tal modo que a visão é Financeira

Estrutura da Área

Gestão Econômica-Financeira

Controladoria Tesouraria

Contabilidade Contabilidade Orçamento Resultados Contas Contas Fluxo Orçamento


de Fiscal Anual a a de de
Custos Pagar Receber Caixa Caixa

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LUCRO: OBJETIVO OU CONSEQUÊNCIA?
Os dois, depende do prisma da análise!

Do ponto de vista "Mercadológico"


Ao superar as expectativas do cliente, colocando produtos e serviços de
qualidade, à preços competitivos, Visando a perpetuação da relação, então o
lucro é a premiação por tudo isso, pela conquista !

Do ponto de vista "Da Viabilidade Estratégica do Negóc io"


As margens de lucro (bruto) são competitivas? Existe espaço para concessões?
As margens atuais geram o retorno esperado?

Principais diferenças entre Lucratividade e Rentabilidade?

LUCRATIVIDADE RENTABILIDADE

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PLANEJAMENTO ORÇAMENTÁRIO

Cenários e Tendências

CENÁRIO TEMPO

- Otimista Anualmente,com

- Realista reprogramações

- Pessimista semestrais.
Previsto

ECONÔMICO FINANCEIRO
Realizado
- estoques - contas à pagar

- compras - contas à receber

- produção - fluxo de caixa

- custos e preços
- vendas
- lucratividade

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O ORÇAMENTO DE VENDAS

1) Quanto Deveremos vender este ano?


Para que possamos responder esta pergunta deveremos observar os seguintes
pontos:
Tendências das Vendas Futuras, com base na análise
Retrospectiva dos últimos 2 anos
Projeção dos Níveis de Atividade Econômica
PIB Global e o Setorial
Conjuntura Sócio-Política
Comércio Internacional

2) Quanto Precisaremos vender este ano?


Agora, para responder esta pergunta, precisaremos olhar para o mercado e para
dentro de nossa empresa, analisar nossa estrutura e traçar o nível mínimo de
vendas, que é o seguinte:

- Considerando que o mercado para esta margem para a nossa empresa,


quando precisaremos vender para empatar???

3) Quanto Queremos vender este ano?


Vamos começar essa discussão dizendo que essa é a Pergunta do Capitalista,
ou seja, qual será o nível de vendas que irá o retorno do capital investido em
taxas, no mínimo, satisfatórias para o empresário, dada as margens brutas
pagas pelo mercado???
Lucratividade: É o lucro que o mercado paga dentro do seu faturamento.
Rentabilidade: É o retorno que o lucro gera em cima do seu patrimônio, também
chamado retorno do capital investido.

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PROJEÇÃO DOS GASTOS

A Estrutura dos Gastos: Tipos e Formas

O que são Investimentos?


São todas as aplicações de recursos em operações de longo prazo,
normalmente em infraestrutura, mas também em compras de outras empresas,
em ações, em financiamento do capital de giro. E para que continuem a cumprir
seu papel e correndo os riscos deste, estes capitais devem receber uma
determinada taxa de lucro.

O que são Perdas?


São todas as operações de não deram nenhum retorno e parte ou todo o capital
foi dilapidado, por exemplo, uma compra de material errônea sem devolução, os
contratos insolventes, etc. É possível uma empresa ter algumas perdas durante
o ano, sem ter prejuízo global.

Gastos Fixos ou Variáveis? Quais são as diferenças?


A diferença básica é que os Gastos Variáveis estão ligados às Vendas, ou seja,
vende-se mais, gasta-se mais; vende-se menos, gasta-se menos. Os Gastos
Fixos, existem independentemente de se vender ou não.

Quando falamos em Orçamento, estamos tratando de:

"Antecipar, orçar, prever, preparar ...


... Olhar para o futuro"

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PROJEÇÃO DOS GASTOS

Reflexões Fundamentais

 Qual é a Retrospectiva de nossas Vendas?


 Qual é a Tendência de nossas Vendas?
 Os Impostos são os mesmos?
 As Comissões de Venda são as mesmas?
 Os Fornecedores aumentaram seus Insumos?
 Se sim, esses Aumentos foram Repassados?
 Se não foram Repassados, qual o Impacto nas Margens?
 As Margens Brutas seguem qual tendência?
 Quantos Colaboradores técnicos e administrativos temos?
 Quantos Colaboradores foram contratados no ano Passado?
 O Dissídio e outros aumentos foram repassados no Preço ou Volume?
 A Tecnologia e Automação é utilizada plenamente no negócio?
 Nossa empresa é “produtiva”, ou “inchada”?
 E o Fluxo de Caixa? Somos Aplicadores ou Tomadores?
 Quais Investimentos foram realizados, fontes e taxas?
 Quanto “minha” área utilizou de Recursos? E Por quê?
 Iremos alocar o mesmo, mais ou menos ? E Por que?

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O ORÇAMENTO DE COMPRAS E ESTOQUES
Nos últimos anos, em função da queda das margens de lucro das empresas em
face da competitividade exigida pelo mercado, o peso da reposição dos estoques
no faturamento das empresas aumentou significativamente.

Este fato, aliado a outros fatores que compões o atual ambiente dos negócios,
fez com que as empresas realizassem verdadeiras revoluções no que tange aos
programas de aumento de produtividade, e a área de compras e estoques vem
sofrendo nos últimos anos profundas alterações. Hoje temos com maior
frequência:

 Contratos de fornecimento exclusivo


 Terceirização do gerenciamento dos estoques
 Reciclagem dos materiais
 Estoques “sob medida” ou “zero”
 Job Rotation

Realizando estudos comparativos, podemos verificar o impacto destas medidas


no perfil econômico-financeiro das empresas, conforme segue:

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O ORÇAMENTO DE COMPRAS E ESTOQUES

A Curva ABC
É através dela que podemos identificar os itens que justificam a atenção e
tratamento diferenciado quanto a sua administração dentro do estoque.
Parâmetro: Quantidade Comprada X Investimento

Classes

A) 70% do valor total da compra, é representado por ??% dos ítens.


B) 20% do valor total da compra, é representado por ??% dos ítens.
C) 10% do valor total da compra, é representado por ??% dos ítens.

• Os valores acima citados são variáveis e cada Empresa possuirá as suas


classes (% diferentes).

Vamos analisar agora 10 tipos de materiais:

Item Investimento (R$) % Investimento


Qtde x $unit
A 01 4.000,00 40% - A
A 02 3.000,00 30% -A
A 03 700,00 7% - B
A 04 700,00 7% - B
A 05 600,00 6% - B
A 06 200,00 2% - C
A 07 200,00 2% - C
A 08 200,00 2% - C
A 09 200,00 2% - C
A 10 200,00 2% - C
Total 10.000,00 100%

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ORÇAMENTO DE INVESTIMENTOS
A velocidade em que um produto “tecnológico” se transforma num produto
“commoditie” é cada vez maior, portanto a decisão de investimentos é cada vez
mais utilizada para que a empresa consiga manter e ampliar sua carteira,
mantendo/aumentando suas margens globais, o que não é fácil em mercados
competitivos.
Portanto a preocupação com esta peça é fundamental, caso contrário a
obsolescência dos ativos é inevitável, e conforme o caso irreversível.

A Dotação Orçamentaria
E a alocação destas verbas, normalmente, se dá por “núcleos administrativos”
ou “centro de custo”, e os principais são:

 PRESIDÊNCIA
 COMPRAS, ESTOQUES E SUPRIMENTOS
 ENGENHARIA
 PCP E PRODUÇÃO
 CONTROLADORIA
 ADM E TESOURARIA
 MARKETING E VENDAS
 JURÍDICO
 RECURSOS HUMANOS
 LOGÍSTICA

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ORÇAMENTO ECONÔMICO
Este aspecto do orçamento, vai trabalhar no longo prazo, no mínimo de 1 ano, e
sua base está na previsão de vendas, que pode ser lastreada na evolução das
vendas dos anos anteriores e nas previsões dos gerentes comerciais.
O orçamento econômico deverá ser instrumento para análise das informações
estratégicas do negócio e devera mostrar:

 Faturamento
 Estrutura de custos
 Lucro bruto
 Despesas operacionais
 Lucratividade
 Estrutura patrimonial
 E a RENTABILIDADE PREVISTA

E é norteado pelo regime de competência, ou seja, vai trabalhar com o período


de surgimento do evento.

Ex.:
Faturamento Previsto para Outubro/11 = R$ 50.000,00
Prazo médio de vendas = R$ 45 dias

Para o orçamento econômico, o faturamento de Outubro/11 será de


R$ 50.000,00 independente de quanto vai entrar no caixa.

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O ORÇAMENTO FINANCEIRO
Também conhecido como Orçamento de Caixa, está alocada muito mais no curto
prazo, e seu foco estará em:
 Contas a pagar
 Contas a receber
 Estratégias de aplicação/captação de recursos
 Saldos previstos de caixa.

E é norteado pelo regime de caixa, ou seja, vai trabalhar com o "momento" da


entrada/saída dos recursos.

Ex.: Faturamento para Outubro/11 = R$ 50.000,00


Prazo médio de vendas = 45 dias

Para o orçamento financeiro, o contas a receber começam a prever os


recebimentos a partir de Nov/XX.

Exercício em Excel de demonstração do Orçamento Econômico e do


Orçamento financeiro.

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MAIS MODELOS ORÇAMENTÁRIOS

ROLLING BUDGET E FORECAST


No orçamento tradicional há um prazo de validade do orçamento, no Orçamento
Contínuo (Rolling Budget) a cada revisão o prazo é renovado, na revisão, que é
a proposta desse modelo orçamentário, são feitos os reajustes baseados na
previsão (Forecast).
Essa técnica orçamentária é especialmente recomendada para empresas que
tem produtos com o ciclo de vida muito curto, um orçamento estático não faz
sentido estrategicamente para negócios com essa característica.

BBRT – BEYOND BUDGETING ROUND TABLE


Além do Orçamento, grandes empresas inglesas começaram a difundir essa
ideia no final do século passados(Beyond Bugeting), o chamdo BBRT(Beyond
Budgeting Round Table) defende uma modelo descentralizado de planejamento
onde a necessidade de cada verba orçada seja discutida, evitando que o valor
seja aprovado apenas porque foi gasto no exercício passado.
O modelo descentralizado é muito mais econômico do que o tradicional que
normalmente envolve mais recursos e pessoas para acontecer.
Características Principais:
 As metas são estabelecidas por Benchmark(Internos ou Externos)
 Autonomia dos gestores para a tomada de decisão e operacionalização
 Eliminação do Ciclo Orçamentário
 Planejamento Estratégico é feito através do BSC
Pontos importantes na elaboração de um orçamento Beyond Budgeting
O Rolling Budget, ajuda na construção cenários e no acompanhamento da
execução financeira.
Os benchmarks devem ser confiáveis e a equipe bem preparada, uma vez que
estamos discorrendo sobre um modelo de gestão descentralizado.

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OBZ – ORÇAMENTO BASE ZERO

A Origem do conceito de Orçamento Base Zero – OBZ – surgiu nos Estados


Unidos, sob a denominação de ZBB(Zero-Base Budgeting), propondo algumas
técnicas simples de avaliar a relação custos versus benefício para as decisões
relacionadas à natureza e ao nível de serviço a ser fornecido pela empresa.
Entretanto, na prática o conceito de orçamento base zero já havia sido utilizado
durante o período 1911-1917 nas atividades do Tesouro Britânico, comentam
Santos ET AL.(2008, p. 157)
Complementando, Lukes (2009, p. 86), afirma que a primeira utilização do
orçamento base zero ocorreu em 1960 no Departamento de Agricultura dos
Estados Unidos. No, entanto, somente em 1969 a Texas Instruments realizou
estudos para a sua implementação, sendo inicialmente utilizado na Divisão de
Assessoria e Pesquisa em 1970. A primeira publicação foi realizada em
novembro/dezembro de 1970 na Havard Business Review por Peter A. Pyhrr,
mentor do processo na Texas Instruments. Em 1973, Pyhrr auxiliou a
implementação do orçamento base zero no Estado da Georgia.
Santos et al. (2008, p. 157) colocam ainda que o conceito de orçamento
base zero é bastante antigo, e tem sido aplicado tanto em empresas públicas
quanto privadas, tendo em vista maximizar os lucros ou benefícios. No Brasil,
um exemplo, dessa afirmativa ocorreu no grupo AMBEV que, após a
implementação do OBZ, obteve uma economia nos custos fixos de R$ 152
milhões em relação ao ano de 1998.

SANTAANNA,Leonel Garcia. Proposta de Aplicação do Orçamento


Base Zero em um Departamento Financeiro de uma Empresa
Multinacional. 2010. 27 f. Trabalho de Conclusão de Curso
(Bacharelado em Ciências Contábeis e Atuariais) – Universidade
Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2010. [Orientador: Prof.
Dr. Paulo Schmidt].

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PALAVRAS FINAIS

O mercado não é um ambiente de fácil compreensão. É necessário estudo, observação


e bons hábitos para entender e conseguir sobreviver às suas mudanças e adaptações.
Somente os profissionais que buscam fazer a leitura das tendências conseguem
planejar com a percepção necessária.
Nosso estudo propõe uma busca além do trivial, propõe questionamentos novos para
empresas que ousam repensar e melhorar suas atividades.
Empresas que frente a agressividade do novo mercado encontrem sua posição
estratégica e possam ser saudáveis, obtendo assim benefícios pra si e para toda a
sociedade.

Rodrigo Virgilio Martins

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ANÁLISE DE CUSTOS E FORMAÇÃO DE PREÇOS – Ciesp Sorocaba

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BIBLIOGRAFIA

Martins, Eliseu. Contabilidade de Custos, São Paulo: Ed. Atlas


Shank, John K. e Govindarajan, Vijay A Revolução dos Custos, São Paulo: Ed:
Campus
Norton,David P.,Kaplan, Robert S. Norton e Kaplan na Prática, São Paulo: Ed:
Campus
Cohen, William A., PhD Peter Drucker Melhores Práticas, São Paulo: Ed:
Autêntica Business

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