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ANÁLISE COMPUTACIONAL DE TRELIÇAS

Camargo, A.G. Santos, I.S. Silva, J.R;

Resumo - Neste trabalho iremos apresentar de forma


teórica, conceitos de análise computacional desenvolvido
pelo Solid works de estruturas de nós eletrosoldas formando
treliças. O estudo foi desenvolvido através de cálculos,
baseando-se em equações para determinação de forças
atuantes em toda estrutura treliçada.
Os resultados obtidos

Palavras Chave: estrutura; Solid works;

Abstract - In this work we will present, in a theoretical


way, concepts of computational analysis developed by Solid
works of structures of electrowelded nodes forming trusses.
The study was developed through calculations, based on
equations to determine forces acting on the entire lattice Fig. 01. Matriz Energética Brasileira
structure.
The obtained results O Brasil tem incentivos para o uso de fontes renováveis de
Index Terms: Photovoltaic solar energy; compensation; energia, que foram alavancados com o PROINFA, Programa
power generation; on grid; off grid; payback; radiation; de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica.
Microinverters; viability; Instituído em 2004 pela Lei nº 10.438/2002, tem como objetivo
aumentar a participação da energia elétrica produzida por
I. INTRODUÇÃO empreendimentos concebidos com base em fontes eólicos,
A. Contexto biomassa e pequenas centrais hidrelétricas (PCHs) no Sistema
O Interligado Nacional (SIN), deste modo aumentando a
desenvolvimento da sociedade humana está atrelado à segurança no abastecimento e redução dos impactos ao meio
transformação do meio ambiente e obtenção de energia. ambiente. Na produção de energia elétrica, privilegiando
Durante o desenvolvimento da nossa sociedade ficou evidente empreendedores que não tenham vínculos societários com
a carência de energia em todos possíveis locais da convivência concessionárias de geração, transmissão ou distribuição.
humana, e nas últimas décadas temos visto o apelo de várias Inicialmente, os sistemas de conexão à rede elétrica se
vozes que nos mostram o iminente do fim dos combustíveis desenvolviam somente para centrais fotovoltaicas de grande
fósseis, o imenso impacto ambiental causado por essas fontes porte, já que se pensava que poderiam, no futuro, resolver
de energia e a insustentabilidade do modo como obtemos a certos problemas existentes na geração e distribuição de
energia que nos move. [1] energia convencional. A medida em que avançou o mercado da
O Sol é a principal fonte de energia de nosso planeta, sendo eletrônica, começaram a ser desenhados, também, sistemas de
que todas as outras fontes conhecidas de energia (eólica, menor porte com a finalidade de atender a pequenas centrais
hidrelétrica, biomassa) derivam de forma direta ou indireta da domésticas, que hoje correspondem a mais de 50% do mercado
energia solar. O Sol fornece anualmente para a atmosfera fotovoltaico (ATHANASIA, A. L.; 2000).
terrestre 1,5 x 1018 kWh de energia, o que corresponde a A utilização do sistema fotovoltaico tem sido viável em
10.000 vezes o consumo mundial de energia neste período [7]. muitos casos onde as exigências mínimas para seu bom
A necessidade de gerar formas de energias mais limpas e funcionamento são cumpridas e em locais onde o custo para
renováveis vem aumentando cada vez mais, observando geração de energia elétrica é muito alto. Os painéis
modelos sustentáveis. Logo se observa um caminho ideal para fotovoltaicos interligados à rede elétrica podem ser integrados
a geração de energia elétrica, através de uma fonte inesgotável a qualquer edificação, sendo o único requisito uma orientação
e não poluente, a energia solar fotovoltaica se destaca neste solar favorável (superfícies voltadas para norte, leste ou oeste),
contexto, por se tratar de uma das fontes de energia, mais sendo que a orientação ideal são as superfícies voltadas para o
promissora. Porém não apresenta um desenvolvimento tão norte geográfico, no hemisfério sul, pois permitem uma maior
significativo no Brasil, devido o custo econômico ainda ser captação da energia gerada pelo sol [1].
elevado, comparado com outras formas de geração de energia,
observamos na F (01), sua pequena participação na matriz B. Objetivos
energética brasileira. Devido à evolução e a necessidade de novas tecnologias na
geração de energia, vimos à necessidade de fazer um estudo de
viabilidade técnica e econômica sobre a energia solar
fotovoltaica. Sendo assim, esse trabalho tem como objetivo
propor uma solução para este problema levantado, criando uma
rede de instalação e conexão com a rede de um sistema solar
fotovoltaico, onde temos todo um orçamento a se analisar e
verificar junto ao mercado. O foco deste trabalho é a instalação
de um sistema de microgeração em residências de media-alta
classe.
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C. Organização do Artigo
Este artigo foi escrito de acordo com os dados e pesquisas
levantados com o decorrer da pesquisa.
O capítulo 01 é introdutório, o capítulo 02 apresenta um
cenário, mostrando como esta a energia solar mundial e
nacional. No capítulo 03 fala-se sobre a tecnologia
fotovoltaica, geração e detalhamento dos processos assim
como os materiais usados para o mesmo.
No capítulo 04, fala se sobre os requisitos e processos para
conectar a energia fotovoltaica na rede, desde o projeto inicial
até a sua consolidação.
As considerações finais foram feitas no capitulo 05 e no
mesmo foi feita uma breve explicação de como será feito a
segunda parte do trabalho. Fig. 03. Capacidade Instalada de Geração Energia Solar
Fotovoltaica Mundial
II. CENÁRIOS

A. Cenário Mundial
O desenvolvimento da tecnologia apoiou-se na busca, por
empresas do setor de telecomunicações, de fontes de energia
para sistemas instalados em localidades remotas. Seguido da
chamada “corrida espacial” que foi um grande impulso à
tecnologia. As células fotovoltaicas eram, e continua sendo, o
meio mais conveniente, pois tem um menor custo, menos peso
e maior segurança, para fornecer a quantidade de energia
necessária por longos períodos, para equipamentos
eletroeletrônicos no espaço, como fonte de alimentação. [5]
Com a crise do petróleo que aconteceu no ano de 1973, foi
renovado e ampliado o interesse em aplicações terrestres Fig. 04. Capacidade Instalada de Geração Energia Solar
usando a energia solar fotovoltaica. Todavia, para tornar viável Fotovoltaica Mundial
e econômica essa forma de energia, era necessária, naquele
momento, diminuir em até cem vezes o custo de produção das Após observar os dados da F (04), tem-se uma nova
células fotovoltaicas em relação ao custo das células que eram tendência de expansão do aproveitamento de energia solar no
usadas em aplicações espaciais [5]. mundo, com a diminuição da importância dos países europeus
Observa-se na F (02), que a capacidade de geração de e com maior destaque para os países asiáticos, dentre ele China
energia solar fotovoltaica vem crescendo significativamente e o Japão, que passaram desde então a liderar o mercado de
desde 2003. Apenas em 2015, foram implementados no mundo painéis fotovoltaico no mundo em 2015.
cerca de 50 GW de capacidade instalada de geração, um Os países que mais desenvolveram a energia solar
aumento de 25% em relação a 2014. [10] fotovoltaica contaram, de forma geral, com políticas de
incentivo a essa tecnologia, para a fabricação ou importação de
equipamentos, para o financiamento da compra de painéis e
principalmente com modelos regulatórios de comercialização
da energia elétrica gerada. [4]

B. Cenário Nacional
O potencial de exploração da energia fotovoltaica é muito
grande quando se consideram a micro e a minigeração de
eletricidade em redes de distribuição de baixa tensão, como
prevê a resolução nº 482 da Aneel, bem como os parques de
geração solar que funcionarão como usinas de eletricidade
tradicionais [4].
No Brasil temos dois principais estudos sobre a radiação
solar em território brasileiro: a “Atlas Solarimétrico do Brasil”
Fig. 02. Capacidade Instalada de Energia Solar Fotovoltaica
Mundial produzido pelo CRESESB (Centro de Referência em Energia
Solar e Eólica Sergio de Salvo Brito); e o “Atlas Brasileiro de
Em 2015, a China passou a liderar a capacidade total Energia Solar” produzido pela Universidade Federal de Santa
Catarina em conjunto/para com o Projeto SWERA. [1]
instalada e a capacidade de ampliação de energia solar
fotovoltaica (FV), como apresentado a seguir nas seguintes
figuras.
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luz, tais como os semicondutores. Desta forma, tem se que


cerca de 95% das células fabricadas no mundo é feita de
silício. (GREENPRO 2004)
De acordo com o postulado de Bohr 1913, os elétrons se
encontram em níveis estáveis de energia de um átomo e para
que ele passe a outro nível de energia, ele deve absorver ou
emitir energia. A transição eletrônica de níveis ocorre com a
energia recebida ou dada pelo elétron. Basicamente, existem
três bandas de energia que determinam a quantidade necessária
para um elétron realizar a mudança: banda de valência, banda
de condução e banda proibida.
A camada de valência refere-se ao nível de energia no qual o
elétron está sob forte força do núcleo atômico. Banda Proibida
é a faixa de energia que o elétron deve quebrar para entrar na
banda de condução, sendo esta última caracterizada pela
liberdade que o elétron tem de interagir com sua vizinhança.
A junção de um tipo de cristal P e um tipo N é necessária
para a ocorrência do efeito fotovoltaico. Nesta junção é criada
Fig. 05. Insolação Diária, Média Anual (horas) uma zona de depleção, onde existe um campo elétrico gerado
Diante das dimensões territoriais e das elevadas taxas de por recombinação, isto é, a associação de um elétron do
insolação brasileira é razoável esperar para o Brasil um material tipo-N com uma lacuna do material tipo-P.
potencial de geração fotovoltaica pelo menos dez vezes O efeito fotovoltaico ocorre quando os elétrons absorvem a
superior à capacidade instalada na Alemanha atualmente. Isso energia solar necessária para quebrar sua banda de valência e
representaria cerca de 200 GW de eletricidade a partir da luz entrar na faixa de condução, onde ela estará livre para interagir
do Sol, ou seja, aproximadamente o dobro de toda a capacidade eletronicamente com sua vizinhança. O campo elétrico gerado
de geração instalada no país atualmente. [2] na junção acelera os elétrons e favorece o deslocamento de
A eletricidade gerada com a energia fotovoltaica ainda cargas gerando dessa forma uma corrente elétrica.
possui um custo elevado, se comparado com a energia
hidrelétrica isto tem contribuído como um fator negativo para o C. Célula Fotovoltaica
crescimento da energia fotovoltaica no país. Há necessidades Para se obtiver a junção PN da célula parte-se, por exemplo,
de incentivos governamentais, que poderiam surgir com a de uma lâmina de silício cristalino já previamente dopada, em
concessão de subsídios ou de linhas de crédito para micro e sua fabricação, com átomos do tipo P e se introduzem átomos
minissistemas fotovoltaicos, para pequenos produtores, pessoas do tipo N, de forma a compensar a região previamente dopada
comuns ou pequenas empresas, a possuir micro e e obter uma região tipo N na lâmina (por isso a maior
minissistemas de geração fotovoltaica instalados em seus concentração do dopante tipo N). Isto é feito na prática por
telhados. meio da introdução do material em um forno a alta temperatura
contendo um composto de Fósforo em forma gasosa. Da
III. SISTEMAS FOTOVOLTAICOS mesma maneira, também se pode formar a junção pn em uma
lâmina de Silício tipo N, com introdução posterior de átomos
A. Definição e Conceitos tipo P. [5]
Define-se sistema fotovoltaico como sendo, um conjunto de Na F (06), temos a estrutura básica de uma célula
equipamentos reunidos cuja finalidade é transformar a energia fotovoltaica de Silício destacando: (1) região tipo N; (2) região
solar em energia elétrica. Para utilização em sistemas de cargas tipo P, (3) zona de carga espacial, onde se formou a junção PN
continuas ou alternadas. e o campo elétrico; (4) geração de par elétron-lacuna; (5) filme
Para montar um sistema de fotovoltaico são necessários antirreflexo; (6) contatos metálicos. [12]
alguns equipamentos como o painel solar, sistema de
regulagem, supervisão e controle, bateria, inversores,
conversores dentre outros que abordaremos em nosso estudo.
A ligação é feita através dos painéis solares ondem absorvem
a energia solar e a converte em energia elétrica, através do
efeito fotovoltaico, onde se podem fazer as ligações de varias
maneiras diferentes, serie e/ou paralelo, que depende
exclusivamente do tipo de sistema que se deseja realizar. Após
é enviada para uma bateria de armazenamento, quando houver,
ou se for conectado a rede, vai para a rede através de
dispositivos de medição, bidirecional (que será abordado
posteriormente em outro capítulo). E para evitar curtos e
corrente de retorno, colocam-se diodos para a proteção.

B. Efeito Fotoelétrico Fig. 06. Estrutura básica de uma célula fotovoltaica de silício
Segundo (DEMONTINI, 1998) temos que, o efeito A Tabela (01) abaixo apresenta uma comparação entre
fotovoltaico corresponde à transformação de luz direta em algumas das tecnologias de células fotovoltaicas existentes.
energia elétrica, o qual ocorre em alguns materiais que
apresentam uma diferença de potencial quando atingidos pela
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com tensões nominais diferentes, com maior ocorrência entre


30 V e 120 V. [5]

D.B. O Sistema de Regulação, Supervisão e Controle


(SRSC).
O SRSC é um gabinete contendo reguladores, instrumentos,
circuitos de supervisão e alarmes e diodos de bloqueio.
Segundo (TELEBRÁS, 1984) o SRSC deve ser entendido
como sendo a integração elétrica dos painéis, reguladores,
baterias, sensores para alarme remoto, chaves e dispositivos
para medição.

D.C. Sistemas Ongrid e Offgrid


Nos sistemas Ongrid são conectados à rede, então sempre
que houver energia excedente gerada pela luz solar, ela é
Tabela. 01. Comparação da eficiência das diversas armazenada na rede elétrica, gerando descontos em sua conta,
tecnologias de células fotovoltaicas independentemente da hora do dia. Se a energia gerada não for
suficiente, a rede elétrica compensa o que está faltando. No
final, você paga ao distribuidor pela eletricidade consumida
D. Componentes de Sistema Fotovoltaico menos eletricidade do que a produzida por você. [16]

D.A. Módulo Fotovoltaico


Segundo o manual de energia para sistemas fotovoltaicos,
um módulo fotovoltaico é composto por células fotovoltaicas
conectadas em arranjos para produzir tensão e corrente
suficientes para a utilização prática da energia, ao mesmo
tempo em que promove a proteção das células.
Um módulo fotovoltaico pode ser considerado um arranjo de
células fotovoltaicas conectadas entre si, em série e/ou
paralelo, para alcançar níveis de tensão e potência desejáveis
para determinada aplicação. [13]
O módulo fotovoltaico é a unidade principal do sistema, nele
ocorre à conversão da energia solar para elétrica por meio do
princípio do efeito fotoelétrico. Ele é composto de células Fig. 08. Sistema ONGRID
solares conectadas arranjadas em série e/ou paralelo de forma a
produzir uma corrente e tensão que sejam suficientes para a Sistemas isolados ou fora da rede Offgrid são caracterizados
utilização da energia da forma desejada. Após a configuração por não estarem conectados à rede elétrica. Este sistema é
desejada, o conjunto recebe um encapsulamento com material usado para uso local e específico, fornecendo diretamente os
apropriado para proteção contra possíveis danos externos. Na aparelhos que usarão a energia. Esta solução é amplamente
F (08), são visíveis os diferentes tipos de revestimentos que um utilizada em locais remotos que não estão conectados a
módulo fotovoltaico recebe. distribuidora de energia. Aqui, a energia produzida é
armazenada em baterias e não na rede elétrica, essas baterias
garantem o abastecimento em períodos sem sol [16].

Fig. 07. Representação esquemática de um módulo


fotovoltaico, suas camadas de proteção e antirreflexo.

O módulo fotovoltaico é o componente unitário do gerador e,


dependendo da associação e das características das células,
pode ter diferentes valores para tensão e corrente nominal.
Módulos com tensão nominal de 12 V, com 36 células em Fig. 09. Sistema OFFGRID
série, são utilizados para carregar baterias e podem ser
associados em série para sistemas de 24 V ou 48 V em corrente D.D. Inversores
contínua. Para outras aplicações, é comum encontrar módulos Um inversor é um dispositivo eletrônico que fornece energia
elétrica em corrente alternada (ca.) de uma fonte de energia
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elétrica em corrente contínua (c.c.). A tensão c.a. deve ter Segundo [5], o correto dimensionamento e a adequada
amplitude, frequência. No caso de sistemas conectados à rede, utilização de dispositivos de proteção contribuem para a
a tensão de saída do inversor deve ser sincronizada com a minimização ou até mesmo a eliminação de falhas. O avanço
tensão da rede. tecnológico dos componentes de sistemas fotovoltaicos faz
O inversor é o dispositivo necessário para alimentar cargas com que todos eles apresentem, além de robustez, dispositivos
AC. À geração do sistema fotovoltaico, assim como a energia de proteção integrados. É o caso, por exemplo, dos dispositivos
fornecida pelas baterias, está em corrente contínua, mas alguns anti-ilhamento presentes na maioria dos inversores para
tipos de cargas exigem corrente alternada para operar. Nestes SFCRs. Além dos dispositivos de proteção integrados aos
casos, o inversor converte a energia contínua em energia equipamentos, a instalação de outros dispositivos de proteção
alternada. [14] externos deve ser prevista, como disjuntores, dispositivos de
proteção contra surtos (DPS), sistemas de aterramento e
D.E Microinversores sistemas de proteção contra descargas atmosféricas (SPDA).
A utilização dos microinversores é normalmente instalada
em sistemas Fotovoltaicos de múltiplas fileiras, substituindo o E. Fatores de Influência em um Sistema Fotovoltaico
convencional sistema Fotovoltaico centralizado. De forma a A fim de realizar a implementação de um sistema
criar sistemas mais simplificados, de fácil ampliação do fotovoltaico, devemos considerar alguns fatores importantes
sistema, afim de aumentar a eficiência na conversão do sistema que influenciam diretamente a instalação, que são: a
fotovoltaico, tendo menos perdas e uma maior potência em temperatura, a situação da atmosfera, a luminosidade, o
cada painel fotovoltaico. Sendo então esperado um conversor posicionamento, a localização geográfica, o tempo da
que tenha uma dimensão reduzida em seu tamanho, uma exposição, assim como o mês do ano e o clima. Esses fatores
melhor durabilidade, montagem simples e um peso menor. são importantes para verificar a viabilidade de implantar o
Como tal, pretende-se criar sistemas simples, de fácil expansão sistema.
do sistema e aumentar a eficiência de conversão do sistema
fotovoltaico essencialmente com a extração da máxima E.A. Temperatura
potência com baixas perdas de energia em cada painel FV. Segundo GASPARIN, a corrente fotogerada é diretamente
A escolha do microinversor, foi devido a maneira com é proporcional ao aumento da temperatura da célula devido à
instalado individualmente em cada painel ou em dois, redução da faixa proibida do material semicondutor da célula
dependendo da configuração. Outro fator foi a possibilidade de com o aumento da temperatura. Por outro lado, a tensão de
aumentar o sistema com maior facilidade de monitoramento. circuito aberto é reduzida pelo aumento da corrente e da
Segundo PRACHI PATEL, os microinversores, são saturação, que é uma corrente de portadores de carga
conversores de pequena potência, geralmente acoplados a um minoritárias criados por excitação térmica. Com a variação da
único módulo solar e possuem a característica de gerar energia corrente e tensão devido à variação de temperatura ocorre uma
elétrica diretamente na unidade consumidora, eliminando as redução de potência do módulo fotovoltaico. [15]
perdas por transmissão e distribuição. Os sistemas
fotovoltaicos conectados à rede baseados em microinversores E.B. Irradiação
proporcionam uma melhora na eficiência de 5% a 25%. A relação da intensidade luminosa e a geração de energia por
Segundo a empresa de fabricação de microinversores painéis fotovoltaicos é uma relação direta, pois a geração de
Hoymiles algumas vantagens de se utilizar os microinversores energia elétrica provém da conversão da energia solar. A F
são: (06), que está em anexo mostra como a irradiância solar
Inversores centrais convencionais ou inversores de string incidente afeta à curva I-V de uma célula fotovoltaica de
normalmente suportam tensão de corrente contínua de até silício, mantida na temperatura de 25 °C. A corrente elétrica
centenas ou mesmo milhares de volts, que podem facilmente gerada por uma célula fotovoltaica aumenta linearmente com o
pegar fogo e, uma vez que o fogo queime, ele não pode ser aumento da irradiância solar incidente, enquanto que a tensão
apagado sem problemas. Por outro lado, a tensão de corrente de circuito aberto (Voc) aumenta de forma se mantida a mesma
contínua dos microinversores é muito menor e eles estão com temperatura. [5]
capacidade de conexão paralela, o que reduz o risco de
segurança ao máximo. E.C. Atmosfera
O monitoramento em nível de módulo possibilita ver através Há interferência da atmosfera na geração de energia
da ECU como cada módulo funciona. fotovoltaica, devido à absorção de vapor de água, absorção de
Nível de componente de MPPT, sem efeito de balde, reduz o gases como, por exemplo, o CO₂ e o CO, e também pela
impacto de sombreamento na saída; Efeito de luz fraca bem, absorção de ozônio, dentre outros. Os mesmos modificam
por causa da baixa tensão de partida, apenas 24v, mas também algumas características do recebimento da luz solar pelos
pode funcionar na luz fraca. painéis.
Normalmente, os microinversores são projetados com uma
garantia de 25 anos, que é 15 anos mais longa do que a garantia E.D. Localização Geográfica
de um inversor convencional. Antes de se fazer o sistema de geração fotovoltaico é
A construção da sala de distribuição de energia é necessário estudar o comportamento solar, para que verificar
desnecessária. Microinversores podem ser instalados os níveis de radiação do sistema durante a exposição solar. Foi
diretamente em painéis solares ou montagens. Por ser feita a verificação da localização geográfica do local da
conectado em paralelo, se precisar adicionar painéis solares instalação.
posteriormente, basta adicioná-los sem alterar a configuração Através da localização geográfica é possível fazer a
original. estimação da inclinação e direção dos painéis para se tiver um
melhor aproveitamento da radiação.
D.E. Proteção
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Por meio do software SUNDATA da CRESESB, pode-se O parecer de acesso é o documento formal, que tem caráter
encontrar a média de radiação solar durante os meses ano uma obrigatório, apresentado pela distribuidora CELG D, onde são
vez que se sabem as coordenadas geográficas da região de informadas as condições de acesso, a conexão e uso, e os
interesse. Foi feito uma analise no local onde ira se fazer a requisitos técnicos que permitam a conexão das instalações do
instalação do projeto, e segue em anexo as figuras dos gráficos, interessado, juntamente com os respectivos prazos. A obra só
as mesmas foram feitas no SunData v3.0 no site do CRESESB. poderá ser iniciada caso haja uma celebração do parecer de
acesso.
IV. OS REQUISITOS E PROCESSOS PARA CONECTAR Após a celebração do processo, à parte da instalação e
A ENERGIA FOTOVOLTAICA NA REDE. geração, o consumidor só poderá instalar equipamentos
apresentados pela CELG D. As obras de responsabilidades se
A. Acesso ao Sistema de Distribuição dividem em duas partes a do acessante a o da distribuidora.
A NTC-71 é uma norma da CELG, onde a mesma menciona Para a vistoria o acessante deverá informar a CELG D a
os requisitos para conexão de minigeradores e micros conclusão da obra, o acessante devera solicitar a vistoria em
geradores conectados ao sistema de distribuição da CELG D, até 120 dias após a emissão do parecer de acesso. A CELG D
que usam o sistema de compensação de energia, sendo deverá fazer a vistoria em até 7 dias, caso haja alguma
suficiente uma celebração e acordo operativo, para pendencia a Celg deverá informar ao acessante no período
minigeradores ou do relacionamento operacional para os máximo de 5 dias após a vistoria. Após a aprovação do ponto
microgeradores. de conexão a CELG D terá um prazo de 7 dias para adequação
A norma se se baseia em outras normas que são elas, do sistema de medição e início do sistema de compensação de
Resolução Normativa ANEEL Nº 414 de 9/09/2010, Resolução energia, liberando a microgeração distribuída para sua efetiva
Normativa ANEEL Nº 482 de 17/04/2012, Resolução conexão.
Normativa ANEEL Nº 687 de 24/11/2015, Módulo ( 1, 3, 5, 6 Os custos com o sistema de medição são de responsabilidade
e 8 ) – PRODIST, ABNT NBR 16149, ABNT NBR 16150, da distribuidora de acordo com as especificações técnicas do
ABNT NBR 16274, ABNT NBR IEC 62116, IEEE Std 1547, PRODIST.
NTC-04, NTC-05, ITD-14.

B. Unidades Consumidoras que podem aderir ao


sistema de compensação
Unidades consumidoras, com microgeração e minigeração
distribuída, integrante de empreendimento de múltiplas
unidades consumidoras, com geração compartilhada e
autoconsumo remoto.

C. Etapas para viabilização de acesso


A acessibilidade à unidade consumidora deverá atender ao
-
PRODIST e as resoluções vigentes da ANEEL, sendo Fig. 10. Etapas para conexão de geração ao sistema de
observadas as normas técnicas brasileiras e padrões e normas distribuição.
técnicas da CELG D.
Para ter acesso à rede, primeiramente o consumidor deve V. REQUISITOS PARA DIMESIONAMENTO DE
fazer a solicitação de acesso, logo após a distribuidora irá SISTEMAS FOTOVOLTAICO
emitir o parecer do acesso. O próximo processo do consumidor
é fazer a compra instalação e logo após pedir a vistoria da Escolher a melhor configuração elétrica para o sistema
CELG D, a distribuidora faz a vistoria e entrega o relatório da fotovoltaico é apenas um de muitos passos importantes no
mesma, o consumidor regulariza os aspectos técnicos e solicita dimensionamento deste tipo de sistemas. Hoje existe um
a aprovação do ponto de conexão, logo após a distribuidora conjunto de ferramentas de simulação FV muito úteis que
aprova o ponto de conexão e o consumidor pode começar a realizam uma análise da performance dos sistemas segundo
usar o processo e a fazer o pagamento da diferenciação da condições reais de funcionamento, investigam o impacto de
medição. Como visto acima todos os processos têm pré- diferentes perfis de cargas, verificam o tamanho do sistema e
requisitos nos processos anteriores, sendo então que se algo no determinam o tamanho ótimo dos componentes do SFV e a
processo der errado o processo devera ser repetido ate que viabilidade em termos de produção de energia e de custos
esteja tudo em ordem para a liberação do ponto de acesso a (COSTA, 2013).
rede. Cada processo destes citados acima será detalhado abaixo
de acordo com a norma. A. Levantamento Adequado dos Dados Climáticos
Na solicitação de acesso é feito um requerimento do (Radiação Média Mensal e Temperatura Média
interessado, e entregue a CELG D. A solicitação de acesso a Mensal) no Local da Aplicação;
energia de microgeração deve conter os documentos que estão Os dados de radiação solar podem ser especificados em
em anexo na norma. A CELG D poderá recusar o pedido caso termos de valores instantâneos do fluxo de potência ou valores
encontre informações pendentes, sendo necessário ao de energia por unidade de área, conhecidos com irradiação ou
consumidor fazer uma nova solicitação após regularizar as irradiância, senda a radiação representada por valores médios
pendencias. Nesta mesma solicitação o consumidor deverá mensais para a energia acumulada ao longo do dia.
anexar a anotação de responsabilidade técnica ART, Os painéis devem ser colocados apontados para o norte
juntamente com o memorial descritivo, cronograma de geográfico, e com a inclinação iguala a latitude do local, valor
implementação, diagrama unifilar, a certificação dos inversores igual à 17°.
e formulário de informações para registro na ANEEL.
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A irradiação que incide sobre os módulos, origina-se Ângulo Horário do Sol ou Hora Angular (ꞷ): deslocamento
totalmente de seu posicionamento em relação ao sol. Existem angular Leste-Oeste do meridiano do Sol, a partir do meridiano
sistemas avançados de módulos que são automáticos, esses local, e devido ao movimento de rotação da Terra. Cada hora
fazem um rastreamento de forma automática da posição do sol, solar (Hs) corresponde a um deslocamento de 15°. São
esses sistemas são usados em algumas usinas fotovoltaicas, adotados, como convenção, valores negativos para o período
esse sistema mantem o alinhamento durante o dia, o que gera da manhã, positivos para o período da tarde, e zero ao meio dia
mais energia, pois sempre terá um ângulo melhor de solar (momento em que o Sol cruza o meridiano local).
aproveitamento do que uma fixa, porem o custo desta O ângulo (θZ) pode ser calculado em função da declinação
tecnologia é alta, sendo então uma escolha pouco viável em um solar (δ), do ângulo horário (ꞷ) e da latitude local (ϕ).
sistema fotovoltaico residencial.
Os painéis usados em residências são fixos, sendo então
imprescindível uma escolha exata do posicionamento e ângulo
de aplicação dos módulos solares, potencializando a energia
captada pelos módulos.
Segundo Villalva M.G. (2012) sugere que, deve se evitar o
sombreamento dos módulos solares. E para escolha do ângulo,
deve se levar alguns critérios relacionados aos ângulos zenital
e azimutal.
Segundo PINHA e GALDINO (2014) existem relações
geométricas entre os raios do sol, que são modificados de
acordo com o movimento do Sol e da superfície da Terra, são
descritas através de vários ângulos, que são apresentados em na
F (11).

Fig. 12. Ilustração da orientação de uma superfície inclinada


em relação ao mesmo plano: ângulos β, γ, γs e θ.

Segundo Villalva M.G.(2012) o ângulo de inclinação dos


painéis fotovoltaicos deve ser adotados analisando alguns
parâmetros relativos aos ângulos azimutal e zenital. Essa
escolha também evita e reduz o sombreamento nos módulos. O
ângulo do zenital é formado entre o ponto em questão e o
zênite. Devido à inclinação do eixo de rotação da Terra em
relação à sua órbita em torno do Sol, ele assume diferentes
ângulos zenitais durante o ano, o que define a altura solar.
Sendo assim o melhor e ideal seria aplicar um painel com o
mesmo declive zenital do Sol todos os dias. Esse processo e
método não é viável, pode-se usar métodos diferentes para
Fig. 11. Ilustração dos ângulos θZ, α e γs, representados a adotar um ângulo que permita uma boa captura média de
posição do sol em relação ao plano horizontal. energia solar anualmente. Um dos métodos, é encontrado no
“Installation and Safety Manual of the Bosch Solar Modules”
Segundo PINHA e GALDINO (2014) definem os ângulos da que escolhe um ângulo de inclinação de acordo com na Tabela
seguinte maneira: (02).
Ângulo Zenital (θZ): ângulo formado entre os raios do Sol e
a vertical local (Zênite).
Altura ou Elevação Solar (α): ângulo compreendido entre os
raios do Sol e a projeção dos mesmos sobre o plano horizontal
(horizonte do observador).
Ângulo Azimutal do Sol (γs):chamado também de azimute
solar, é o ângulo entre a projeção dos raios solares no plano
horizontal e a direção Norte-Sul (horizonte do observador). O
deslocamento angular é tomado a partir do Norte (0°)
geográfico, sendo, por convenção, positivo quando a projeção
se encontrar à direita do Sul (a Leste) e negativo quando se
encontrar à esquerda (a Oeste). - 180° ≤ γs ≤ 180°
Ângulo Azimutal da Superfície (γ): ângulo entre a projeção Tabela. 02. Ângulo de Inclinação dos Módulos
da normal à superfície no plano horizontal e a direção Norte-
Sul. Obedece às mesmas convenções do azimute solar.
Inclinação da superfície de captação (β): ângulo entre o B. Levantamento da Demanda e Consumo de Energia
plano da superfície em questão e o plano horizontal [0° 90°]. Elétrica;
Ângulo de incidência (θ): ângulo formado entre os raios do Este levantamento será feito a partir de planilhas, as quais
Sol e a normal à superfície de captação. deverão ser construídas com dados das faturas de consumo
7

mensal de energia elétrica, de um consumidor monofásico do com a tabela de consumo, verifica que o consumo para clientes
grupo B, subgrupo B1. que usam o sistema monofásico, é de 30kW.

VI. GESTÃO DE PROJETOS


Na gerência de projetos deve ter o foco nos cronogramas,
objetivos da programação, ter controle dos custos, gerenciar
contratos de recursos (MOLINARI, 2010)
Segundo Villalva e Gazoli (2013) existem objetivos serem
cumpridos na atividade de gerenciamento de projetos. Pode se
percebe sua complexidade de tarefas realizadas no dia a dia, no
ambiente externo e limitações de tempo.
Tabela. 03. Média de Consumo Mensal Menezes (2001) afirma que projeto pode ser definido como
uma organização que possuem objetivos claros para serem
Em posse do consumo médio de 283,75 kW/h, passará a ser alcançados, tendo em vista os prazos, qualidade e curtos,
descontando 30 kW/h (padrão monofásico), que se refere ao definindo o início e fim. Ainda afirma que liderar um projeto é
valor de custo de disponibilidade do sistema, obtendo um novo atuar em uma gestão pratica e objetiva de elementos que
consumo médio de 253,75 kW/h. O consumo diário 8,46 kW / tenham um comum objetivo.
h dia, é obtido pela divisão do novo consumo médio por 30 Vargas (2009, p. 6) Define Gerenciamento de Projetos como:
dias. Um conjunto de ferramentas gerenciais que permitem que a
No site do CRESESB, foram levantados os dados de empresa desenvolva um conjunto de habilidades, incluindo
irradiação solar da cidade de Aparecida de Goiânia. Para conhecimento e capacidades individuais, destinados ao
dimensionamento do sistema, o critério para dimensionamento controle de eventos não repetitivos, únicos e complexos, dentro
foi de utilizar-se o de pior caso de irradiação, correspondente de um cenário de tempo, custo e qualidade predeterminados.
ao mês de janeiro. Prado e Miglioli (2016) descreve sobre a eficácia do
O número de horas diárias de sol 5,03 h, considerada nestes gerenciamento de projetos, quando o mesmo é feito na espera
cálculos, pode ser obtida através da irradiação padrão de de resultados dentro de um determinado prazo. O autor ainda
1kW/m² e o valor de irradiação (Ir). afirma que há inúmeras vantagens, pois há grandes chances de
O sistema contará 07 módulos 265 Wp, 03 microinversores potencializar resultados. Uma dessas vantagens é o
localizados sobre o telhado de uma residência, atendendo uma gerenciamento de projetos, e a forma de aplicação pode ser em
demanda 1,67kWp. grandes e pequenos projetos, pode ser aplicado em diversos
tipos de projetos.
C. Inclinação do telhado e orientação
Através do software PVsyst, e pelo site da CRESEB, foram A. Indicadores de Viabilidade Financeira
determinadas as medidas de inclinação e orientação. A
inclinação ficou adotada em 17º e a orientação ficou sendo A.A. Fluxo de caixa
para o leste. F (12) a seguir será do local onde foi feita a De acordo com NETO e LIMA (2014), o fluxo de caixa é um
pesquisa para instalação do sistema. mecanismo de planejamento financeiro, ele controla a
movimentação financeira, que são as entradas e saídas, em um
determinado instante ou período de tempo. Com base no fluxo
de caixa da empresa os administradores podem planejar e ter
uma visão da condição financeira que a empresa se encontra e
daí podem definir os caminhos a serem seguidos pela mesma.
Segundo NETO e LIMA (2014), ainda podemos citar que o
fluxo de caixa pode ser desenvolvido de duas formas. A
primeira delas é o fluxo de caixa planejado que contém os
valores de forma hipotética ou prevista para um tempo
estipulado e o segundo é o fluxo de caixa real, onde ele exibe
os valores verdadeiros de entrada e saída, isto é, aponta os
valores que ocorreram de verdade.
Segundo Tófoli (2008, p. 69), “o objetivo básico do Fluxo de
Caixa Planejado é o de projetar as entradas e saídas de recursos
Fig. 12. Localização e distribuição dos módulos
financeiros, num determinado período, avaliando a necessidade
fotovoltaicos.
de captar recursos ou aplicar os excedentes de caixa”.
D. Média de consumo no ano
A.B. Payback
Como foi utilizado o software PVsyst, o mesmo solicita o
Segundo Motta e Caloba (2012) o payback é um indicador
valor anual de consumo, como o sistema é conectado à rede,
de viabilidade financeira, esse indicador determina o período
tem-se que descontar o consumo mínimo do total mensal,
de tempo necessário para o retorno do investimento. O
como no local o uso é monofásico, e para esse caso de acordo
payback é atingido por meio do período de tempo quando o
fluxo de caixa se equipara com o investimento. Para cálculo do
8

payback, é definido prazos máximos para que se tenha um


retorno do investimento. VIII RESULTADOS

A.C. Valor presente líquido A. Geração de energia


Se o valor presente líquido ou VPL, tiver um valor maior que Segundo simulado no PVsyst, o sistema fotovoltaico irá gerar
zero, quer dizer que o investimento é viável e terá algum aproximadamente 1,9 kWp, utilizando 13 m² de área para
retorno. Caso o investimento tenho valor calculado igual a geração.
zero, temos que o investimento não terá retorno nem saída, será Foram utilizados 7 módulos de 265 Wp, conectado a 4 micro
equilibrado, o valor investido se igualará ao valor de entrada. inversores.
No caso de o VPL ter valor calculado menor que zero, daí o
investimento terá prejuízos, e será inviável fazer o B. Análise econômica
investimento nesse projeto (NETO e LIMA,2014). Para verificar se o projeto de fato é viável, será necessário
“O Valor presente líquido é obtido pela diferença entre o analisar os indicativos citados acima e com o valor da tabela de
valor presente dos benefícios líquidos de caixa, previstos para materiais e mão de obra, ver os valores e comparar. O valor do
cada período do horizonte de duração do projeto, e o valor investimento foi de R$21.008,00.
presente do investimento (desembolso de caixa)” (NETO; Os cálculos e a plotagem do gráfico, foram feitos usando o
LIMA, 2014, p. 182). software Excel. Os valores e os gráficos estão no apêndice.
O sistema fotovoltaico tem uma durabilidade de
A.D. Taxa interna de retorno aproximadamente 25 anos, e o payback foi de
A taxa interna de retorno ou simplesmente chamada de TIR, aproximadamente 6 anos, o gráfico mostra com mais clareza a
é uma taxa de juros utilizada para equilibrar ou igualar o valor curva de ganho após os 6 anos, pois o investimento será pago e
inicialmente investido com os retornos futuros, ou fluxo de depois o consumidor terá somente lucro do seu investimento.
caixa. Um investimento é indicado pela taxa de retorno, se Sendo assim viável a implementação do projeto.
quando calculada for maior que o retorno exigido (WESTON;
BRIGHAM, 2004). IX. CONCLUSÃO

VII. METODOLOGIA Com os baixos níveis de água nos reservatórios, a falta de


água e de chuvas, se faz necessário novas tecnologias para
A. Apresentação do Projeto geração de energia, e uma forma delas é a geração de energia
O projeto será feito por meio de simulações no software pelas placas fotovoltaicas, podendo ser conectado a rede, onde
PVsyst, onde foi calculado a quantidade de módulos o gasto é menor, pois não haverá necessidade de baterias para o
fotovoltaicos a serem usados para geração de energia solar, de mesmo, e sendo assim o tempo para pagar o investimento será
modo que se possa ter como referência a potência, do local menor. A energia fotovoltaica é uma fonte renovável e não
onde se deseja fazer a futura instalação. gera emissões de poluentes, o que a torna mais viável dentre
O projeto também contempla a verificação da viabilidade do outras.
projeto, observando os indicadores financeiros citados nos Aplicando a metodologia e apoiando na revisão
capítulos anteriores. bibliográfica, atingimos os objetivos do trabalho de acordo
O estudo foi feito a partir dos dados de uma residência, com o que foi programado e planejado.
situada na cidade de Aparecida de Goiânia, Goiás, onde foi A partir da revisão bibliográfica, foi possível observar que a
calculado seu consumo médio nos últimos 12 meses. geração de energia elétrica por meio de fontes renováveis,
exemplo a energia fotovoltaica, é de fato viável. Isso pode ser
B. Coleta de Dados observado através de diversos investimentos feitos nesta
Este estudo constitui-se de uma revisão da literatura tecnologia.
especializada, realizada entre fevereiro de 2018 a outubro de Este trabalho apresentou o desenvolvimento de um sistema
2018, no qual realizou-se uma consulta a livros e periódicos de microgeração distribuída em uma residência na região de
presentes na Biblioteca da Pontifícia Universidade Católica de Aparecida de Goiânia GO, A pesquisa foi fundamentada em
Goiás, (PUC-GO) e por artigos científicos selecionados através uma revisão bibliográfica observando a conversão de energia
de busca no banco de dados do Google Acadêmico e do solar em elétrica, juntamente com os componentes utilizado
Manual de Engenharia para Sistemas Fotovoltaicos do GTES neste método.
(Grupo de Trabalho de Energia Solar), escrito por Pinho e Para fazer o dimensionamento com um melhor
Galdino de 2014 dentre outros , dentre artigos, monografias e aproveitamento e atender o consumo da residência, foi
dissertações sobre o tema. A pesquisa dos artigos foi realizada analisado os talões de energia, e a média mensal, calculada a
entre agosto e setembro 2018. partir dos últimos 12 meses. Analisou se também a capacidade
Para o levantamento dos artigos foram utilizados como se irradiância do local através do software PVsyst, o local que
descritores, “energia solar”, “painéis fotovoltaicos”, “sistemas foi adotado foi por aproximado, pois o PVsyst não tem os
ongrid”, “sistemas offgrid”. Inicialmente, realizou-se a busca dados exatamente da coordenada escolhida para
pelos descritores individualmente. Em seguida, foi feito o implementação dos módulos.
levantamento de quais artigos, dissertações, monografias e O excesso de energia, o que não é gasto, é convertido em
revistas que retratassem a temática em estudo. créditos para o consumidor utilizando para abater valores, nas
Para fazer a simulação foi preciso a instalação de um modalidades para a geração distribuída, disposta na resolução
software específico, o PVsyst, onde foi realizado um breve 687/2015.
treinamento para entender suas aplicações, o software foi Foi feito o estudo de viabilidade econômica para realizar o
instalado no computador através do próprio site do autor, com projeto. O investimento inicial foi de R$21.008,00 e o retorno
uma licença temporária de uso. do investimento foi de aproximadamente 06 anos. Os cálculos
9

foram feitos através do software Excel e os gráficos foram [20] BARBOSA, Christina; et al. Gerenciamento de custos em projetos. 5 ed.
Rio de Janeiro: FGV, 2014.
plotados, mostrando o que aconteceu a cada ano. Os gráficos [21] DIEGUES, Antônio Carlos. Sociedades e comunidades sustentáveis. São
foram adicionados no anexo. Paulo, p.1, 2003.
Alguns fatores foram adotados para uma melhor eficiência [22] MENEZES, Luís Cesar de Moura. Gestão de projetos. 1 ed. São Paulo:
da geração de energia, uma delas foi o uso de microinversores, Atlas, 2001.
[23] MOLINARI, Leonardo. Gestão de projetos: técnicas e práticas com ênfase
contudo possibilidade de aumentar a geração podendo ir em web. 1 ed. Rio de Janeiro: Érica, 2010.
adicionando módulos. [24] MOTTA, Regis da Rocha; CALOBA, Guilherme Marques. Análise de
investimentos: tomada de decisão em projetos industriais. São Paulo: Atlas,
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%29/ef977c6324e2459f9e5bdd2c67358633;jsessionid=E771C31AC8C293339
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[13] CHUCO B. Otimização de operação em sistema isolado fotovoltaico
utilizando técnicas de inteligência artificial. UFMS, Campo Grande, 2007.
[14] FRAGA, J. R. C. P. Análise do comportamento da bateria utilizada em
sistemas fotovoltaicos de pequeno porte. UNESP, São Paulo, Botucatu, 2009.
[15] GASPARIN, F. P. Desenvolvimento de um traçador de curvas
características de módulos fotovoltaicos. UFRS, Porto Alegre, 2009.
[16] Tudo Sobre Energia Solar: Tipos de Sistema (On Grid e Off Grid).
Disponível em:< https://www.enelsolucoes.com.br/ blog/2016/06/energia-
solar-tipos-de-sistema-on-grid-e-off-grid/> Acesso em: 07/04/2018 as 15:47
[17] VILLALVA, Marcelo Gradella; GAZOLI, Jonas Rafael. Energia solar
fotovoltaica: conceitos e aplicações – sistemas isolados e conectados à rede.
Editora Érica, 2012.
[18] ANEEL. Resolução Normativa nº 482, de 17 abr. 2012.
[19] CELG DISTRIBUIÇÃO; Dados Técnicos: Normas Técnicas 71 (NTC-71)
Revisão 2.
10

APÊNDICE
11

APÊNDICE A – Gráficos Carga Instalada, Atlas Solarimétrico e Curva Característica.

Fig. 01. Matriz Energética Brasileira

Fig. 02. Capacidade Instalada de Geração Energia Solar Fotovoltaica Mundial


12

Fig. 03. Capacidade Instalada de Geração Energia Solar Fotovoltaica Mundial

Fig. 04. Radiação solar global diária, média anual (MJ/ m. dia)
13

Fig. 05. Desenho de uma instalação típica de dispositivos de proteção para um SFCR

Fig. 06. Influência da variação da irradiância solar na curva característica I-V de uma célula fotovoltaica de silício cristalino na
temperatura de 25 °C
14

APENDICE B – Irradiação Solar e Software PVsyst.


15

Fig.07. Dados de irradiação no plano inclinado obtidos no site da CRESESB.

Fig. 08. Foto retirada do software Pvsyst, para simulação.

Fig. 09. Foto retirada do software Pvsyst, observado tipos de módulos fotovoltaicos, local e modo de instalação.
16

Fig. 10. Foto retirada do software Pvsyst, com valores de ângulos da azimute e inclinação dos módulos fotovoltaicos.

Fig. 11. Foto retirada do software Pvsyst, com gráficos da orientação e inclinação dos módulos fotovoltaicos.
17

Fig. 12. Geração de elétrica por m² por ano.

APÊNDICE C – Valores Obtidos do Estudo pelo Excel.

Fig.13. Dados levantados para dimensionamento dos números de módulos.


18

Fig.14. Valores do custo de implantação do sistema de micro geração.

Fig.15. Economia em cada mês ao longo de 01 (um) ano.


19

Fig.16. Geração em cada mês ao longo de um (01) ano.

Fig.17. Retorno do investimento durante 25 anos.


20

Fig.18. Gráfico de Custo de Investimento X Retorno Financeiro.

Fig.19. Poupança acumulada gerada pela economia.


21

Fig.20. Gráfico da estimativa mensal de produção de energia.

Fig.21. Gráfico da estimativa anual de economia de energia.


22

Fig.22. Gráfico de retorno de investimento durante 25 anos.

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