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UNIVERSIDADE DO ALGARVE

Escola Superior de Gestão, Hotelaria e Turismo


Curso Superior de Assessoria de Administração

Digitalizando e Imprimindo
Uma breve visita ao Mundo das
Impressoras e Scanners

INFORMÁTICA I
Ano Lectivo 2006/2007
1º Ano – Semestral
Regime Nocturno
Turma A

Sérgio Freitas Nº 320102


Elsa Carmo Nº 320090
Gina Teixeira Nº 320091

Docente: Carlos Sousa

Novembro 2006
Impressoras e Scanners

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Impressoras e Scanners

Índice
1. Introdução pag. 5
2. Resenha Histórica pag. 6
2.1 O nascimento da Xerografia pag. 6
2.2 O primeiro computador necessitava de
uma impressora pag. 6
2.3 As primeiras fabricantes de impressoras pag. 7
2.4 As impressoras de jacto de tinta sobrepõem-se
às de agulhas pag. 8
3. As impressoras pag. 9
3.1 Definição pag. 9
3.2 Tipos de impressora pag. 9
3.2.1 Impressora de impacto pag. 10
3.2.2 Tipos de impressoras de impacto pag. 10
3.2.2.1 Impressora de impacto pag. 10
3.2.2.2 Impressora matricial pag. 10
3.3 Impressora margarida pag. 11
3.4 Impressora de jacto de tinta pag. 11
3.5 Impressora a Laser pag. 12
3.6 Plotter pag. 12
4. Outros tipos de impressora pag. 13
4.1. Impressora de sublimação pag. 13
4.2. Impressoras por sublimação de tinta pag. 13
4.3. Impressoras de cera térmica pag. 14
4.4. Impressoras de tinta sólida pag. 14
4.5. Equipamento multifuncional pag. 15
5. Os scanners pag. 15
5.1. Definição pag. 15
5.2. Scanners de mesa pag. 16
5.3. Scanners de alimentação automática pag. 16
5.4. Scanners de mão pag. 16
5.5. Scanners de tambor pag. 16

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6. Anatomia de um scanner pag. 16


6.1 O dispositivo CCD pag. 16
6.2 O processo de digitalização pag. 17
6.3 Resolução e Interpolação pag. 18
6.4 Interpolação pag. 18
6.5 A comunicação do scanner com o pc pag. 18
7. Conclusão pag. 19
8. Sites consultados e referência de imagens pag. 20

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Impressoras e Scanners

1. Introdução
Vivemos num mundo tecnológico. Habituámo-nos a conviver com
a tecnologia e já não podemos passar sem ela. Este é o caso das
impressoras e scanners. Das simples caixas de supermercado e caixas
Multibanco, ao leitor de cartões de acesso, no emprego, passando pelo
aparelho TAC no médico, estamos rodeados de máquinas que nos lêem
e imprimem o que de bom e mau nos afecta.
Neste trabalho, iremos falar um pouco da história das
impressoras e scanners, com os seus factos curiosos, nomeadamente de
como surgiu a necessidade de imprimir e qual a utilidade de digitalizar
documentos. Mostraremos também as diferentes gamas de impressoras,
das velhinhas margaridas e de agulhas, passando pelas de jacto de
tinta, a laser, a cera e outras. Serão mostrados também os diferentes
tipos de scanners, sejam de mesa, de mão, de tambor, ou de outro tipo.
O seu modo de operação será também parte integrante do trabalho, se
bem que sucintamente.
O objectivo deste trabalho não é servir de canhenho sobre
impressoras e scanners, mas sim levantar o véu do que está por trás
das máquinas que usamos todos os dias.
No final deste trabalho, poderá encontrar uma pequena
recomendação a quem pretender adquirir um destes aparelhos. É
apenas um aconselhamento e deverá servir como tal.
A tecnologia avança a passos rápidos e curtos. Aquilo que aqui
hoje vos apresentamos pode ser invalidado amanhã. Enquanto isso não
acontece, desejamos sinceramente que este trabalho seja útil e bastante
esclarecedor. Foi o que aconteceu aos autores. Assim, desejamos a
todos:
Boas Impressões
e
Boas digitalizações.

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Impressoras e Scanners

2. Introdução

2.1. O nascimento da Xerografia


Em 1938, Chester Carlson, um advogado
de patentes e licenciado da Caltech,
desenvolveu um modo de impressão a seco
designado Electrofotografia. Carlson tentou
vender a sua ideia a mais de 20 empresas,
incluindo a RCA, Remington Rand, General
Fig.1 Demonstração
Electric, Eastman Kodak e IBM. Todas elas
de xerografia, em
acharam a ideia ridícula. Porque é que alguém
1940.
havia de necessitar que uma máquina fizesse
algo que uma simples folha de papel químico fazia?
Foi então, em 1949, que a Companhia Haloid de Nova Iorque
decidiu apoiar a pesquisa da electrofotografia, com o objectivo de a
transformar em processo de cópia seco. Este processo foi designado
«xerografia» - em Grego, «escrita seca». A companhia Haloid mudou
posteriormente a sua designação para Xerox Corporation.

2.2. O primeiro computador necessitava uma impressora


O UNIVAC (UNIVERSAL AUTOMATIC COMPUTER) foi um dos
primeiros computadores de sempre. Tinha o tamanho de uma garagem
e custou perto de 1 milhão de dólares.
Por volta de 1954, a primeira impressora de alta velocidade foi
desenvolvida por Remington-Rand, para ser usada em conjunto com o
computador UNIVAC. Designada UNIPRINTER, esta impressora
apresentava o aspecto de uma máquina de escrever sobredimensionada,
acoplada à qual havia um leitor de fita magnética. A impressora
funcionava em modo offline, ou seja, havia necessidade de gravar o
documento para suporte magnético e posteriormente imprimir.
Imprimia 600 linhas por minuto, com 130 caracteres por linha.

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Impressoras e Scanners

Entretanto, foi mantida activada a pesquisa com a xerografia.


Nessa altura, foi decido que essa seria a
tecnologia definitiva para impressões
computorizadas. A partir desta pesquisa,
surgiu a primeira impressora laser,
desenvolvida no Centro de Pesquisa de Palo
Alto da Xerox (PARC). Esta pesquisa demorou
alguns anos (1969-71). Por fim, Gary
Starkweather, um dos engenheiros da Xerox Fig. 2 Uma das
encarregues de adaptar a sua tecnologia de primeiras versões da
cópia adicionou-lhe um raio laser. Surgia impressora Xerox.
assim a primeira impressora laser. Em 1978,
o sistema Xerox 9700 foi introduzido nos EUA e no resto do mundo – o
primeiro a estar disponível comercialmente. Imprimia 120 páginas por
minuto (ppm) sendo ainda hoje reconhecido como o sistema comercial
laser de impressão mais rápido do mundo. Na época, o 9700 era
enorme, tanto em preço como em tamanho. O seu lado positivo foi ter
gerado um lucro de 1 Bilhão de dólares por ano para a Xerox, e para o
seu negócio de impressão «xerográfico».

2.3. As primeiras fabricantes de impressoras


Enquanto a Xerox estava a desenvolver a tecnologia de impressão,
a IBM, outro fabricante de computadores, não lhe ia ficar atrás. O
principal impulsionador da tecnologia da impressão
matricial foi Reynold B. Johnson. A ideia original,
introduzida com a «Type 26 keypunch», em 1949,
usava um dispositivo de 5 x 7 linhas para formar um
carácter. Em 1955, a IBM anunciou o lançamento de Fig.3 Fita de

duas impressoras de alta velocidade que imprimiam impressora

1000 linhas por minuto. Estas impressoras de alta IBM modelo

velocidade apresentaram inúmeros problemas e não 2213.

foram muito bem sucedidas. Em 1969, a IBM introduziu o modelo 2213

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Impressoras e Scanners

de sete linhas. Esta impressora era unidireccional e imprimia a uma


velocidade de 66 caracteres por segundo.
Também a companhia Centronics Data Computer Corporation
entrou na corrida das impressoras. Foi em 1970 que apresentaram a
primeira impressora de agulhas, a Modelo 101. Tinha uma velocidade
de 165 caracteres por segundo (CPS), recorrendo a uma matriz de 5 x 7.
O seu preço? Uns módicos 2995 dólares. Foi actualizada com o
lançamento da Modelo Micro-1, uma impressora com uma excelente
velocidade de 240 cps e um preço modesto, 595 dólares. Em 1979 a
companhia introduziu a série Centronics 700, que incluía o modelo
779, vendido por menos de 1000 dólares.
No final dos anos 70, uma subsidiária da Seiko, conceituado
fabricante de relógios japonês, denominada Epson, marcou o seu lugar
de destaque nos primórdios das impressoras de agulhas de baixo valor.
A sua TX-80, introduzida em 1978, foi um sucesso imediato. Foi
sucedida pela série MX. Entretanto mais agulhas eram adicionadas à
cabeça de impressão. Das iniciais 7 agulhas passou-se para 9, 12, 14,
18 e por volta de 1980, 24 agulhas. Estes melhoramentos trouxeram
algumas definições ainda hoje usadas, como por exemplo a qualidade
«NLQ», ou «Near Letter Quality», e a «LQ» «Letter Quality». O
desenvolvimento que se seguiu foi a introdução da cor, por volta de
finais dos anos 70. Usava uma cassete de fita com quatro cores que
com várias passagens das cabeças de impressão permitiam as mais
variadas cores.
2.4. As impressoras de jacto de tinta sobrepõem-se às de agulhas
A pesquisa e o desenvolvimento da tecnologia de jacto de tinta
tinham acelerado bastante entre 1960-70. Em 1976, a IBM introduziu o
modelo 6640, impressora de jacto de tinta que estabeleceria novos
standards na qualidade de impressão.
Foi em 1978 que a Canon introduziu aquilo a que chamou
«Conceito Bubble Jet». No mesmo ano, a Hewlett-Packard, para evitar
ser ultrapassada desenvolveu um conceito de impressão térmica

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Impressoras e Scanners

designado «drop-on-demand». Seguiu-se o


lançamento da ThinkJet, em 1984, a qual
possuía uma cabeça de impressão descartável e
12 câmaras de controlo individual que expeliam
gotículas de tinta do aspersor. Esta impressora Fig. 4 Impressora
Thinkjet em 1984
tinha uma velocidade relativa de 150 cps, 11x12
dot character e uma resolução de 96 dpi. O seu preço? 495 dólares. Os
preços ainda apenas tinham começado a sua descida.
No entanto, com o advento de novas tecnologias, os preços
voltaram a subir. Em 1983, a Canon introduziu a impressora laser LPB-
CX, com uma resolução de 300x300 dpi. A sua maior novidade era o
toner descartável e facilmente substituível pelo utilizador, poupando
assim em despesas com o técnico da marca.
A HP, ou Hewlett-Packard, e a Apple ficaram tão impressionadas
com esta tecnologia que compraram o motor da LPB-CX e usaram-no
nos seus próprios modelos. O modelo da HP, ainda hoje bastante
conhecido, designava-se Laserjet e custava 2500 dólares. O modelo da
Apple chamava-se LaserWriter e custava “apenas” 6000 dólares.

3. AS IMPRESSORAS
3.1. Definição
Uma impressora, ou dispositivo de impressão, é um periférico
que, quando ligado a um computador ou a uma rede de computadores,
tem a função de dispositivo de saída, imprimindo textos, gráficos ou
qualquer outro resultado de uma aplicação. As impressoras são
tipicamente classificadas quanto à escala cromática (a cores ou a preto
e branco), páginas por minuto (medida de velocidade) e tipo.

3.2. Tipos de impressora


Impressoras de impacto
 Impressora Matricial
 Impressora Margarida

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Impressoras e Scanners

Impressora de Jacto de Tinta


Impressora a Laser
Plotter
Outros tipos de impressora
 Impressora de Sublimação
 Impressoras Dye-Sublimation
 Impressoras de Cera Térmica
 Impressoras de Tinta Sólida

3.2.1. Impressora de impacto


Uma impressora de impacto é uma impressora que recorre
principalmente a processos mecânicos para imprimir em papel. Podem
ser de dois tipos: matricial (ou de agulhas) e margarida. É uma das
tecnologias mais antigas de impressão.

3.2.2. Tipos de impressoras de impacto


Impressora matricial
Impressora margarida
3.2.2.1. Impressora de impacto
As impressoras de impacto baseiam-se no
princípio da decalcação, i.e., ao colidir uma
agulha ou roda de caracteres contra uma fita de
Fig.5 Impressora
tinta dá-se a produção da impressão. As
de impacto
impressoras margarida e impressoras matriciais
(matricial): Apple
são exemplos de impressoras de impacto.
Scribe

3.2.2.2. Impressora matricial


Uma impressora matricial ou impressora
de agulhas é um tipo de impressora de
impacto cuja cabeça é composta por uma ou
Fig.6 Imagem
mais linhas verticais de agulhas, que ao
ampliada de um
texto impresso em
impressora
matricial
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Impressoras e Scanners

colidirem com uma fita impregnada com tinta (semelhante a papel


químico) imprimem um ponto por agulha. Assim, o deslocamento
horizontal da cabeça impressora combinado com a deslocação de uma
ou mais agulhas produz caracteres configurados como uma matriz de
pontos. A definição (qualidade) da impressão depende, basicamente, do
número de agulhas na cabeça de impressão, da proximidade entre
essas agulhas e da precisão do avanço do motor de accionamento da
cabeça de impressão. As impressoras mais frequentemente encontradas
têm 9, 18 ou 24 agulhas. A grande maioria das impressoras utilizadas
nas caixas de supermercado ou mesmo nas caixas bancárias, são
matriciais de impacto. Em casos de impressão de notas fiscais, elas são
importantes por permitirem imprimir em papel químico, devido à
pressão exercida no papel pelas agulhas.

3.3. Impressora margarida


As impressoras margarida são impressoras de
texto de grande qualidade, preteridas em função das
impressoras matriciais que são mais abrangentes
(texto e gráficos), embora não consigam tanta Fig.7 Exemplo
qualidade. Eram muito utilizadas na década de de uma
cabeça de
1980, embora nunca tenham sido tão populares impressão
como as matriciais. margarida

3.4. Impressora de jacto de tinta


As impressoras a jacto de tinta são o tipo
de impressoras mais popular actualmente pela
sua relação custo/qualidade. Podem imprimir
texto e gráficos com qualidade variável, a cor e
a preto. Funcionam expelindo um jacto de Fig.8 Exemplo de
impressora Canon
tinta. O seu único defeito é que podem borrar S520 Inkjet
em contacto com água ou outros líquidos.

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Impressoras e Scanners

3.5 Impressora a laser


As impressoras a laser são o topo de gama na
área da impressão e variam de algumas centenas a
milhares de Euros. São o método de impressão
preferencial em tipografia e funcionam de modo
semelhante às fotocopiadoras.
As impressoras a laser são um tipo de Fig.9 Apple
Color
impressoras que produzem resultados de grande
LaserWriter
qualidade quer para desenho gráfico, quer para
texto. Esta impressora utiliza o raio laser para a impressão. O modo de
funcionamento é muito semelhante ao das fotocopiadoras. As
impressoras a laser podem imprimir em cores ou a preto e branco.

3.6 Plotter
Uma plotter é uma impressora
especializada para desenho vectorial,
destinado a imprimir desenhos em grandes
dimensões, com elevada qualidade e rigor,
como por exemplo plantas arquitectónicas e
mapas cartográficos. As plotters são Fig.10 Plotter Gerber
especializadas em desenho vectorial e muito Infinity

comuns em estúdios de arquitectura e CAD/CAM.


Uma variação é a plotter de corte, no qual uma lâmina corta
adesivos de acordo com o que foi desenhado previamente no
computador, através de um programa específico. O material assim
produzido é utilizado por exemplo na personalização de frotas de
veículos e ambientes comerciais, como fachadas, vitrinas, confecção de
banners, cartazes luminosos, placas, faixas, entre outros.

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Impressoras e Scanners

4. Outros tipos de impressora

4.1. Impressora de sublimação


As impressoras de sublimação são um
tipo de impressora que utilizam o calor para
transferir a tinta para um papel especial,
geralmente plástico. Utilizam tinta sublimática
que se transfere automaticamente para
determinados materiais como: alumínio, aço
inox, plásticos e tecidos com no mínimo 30%
de poliéster. Há uma temperatura para cada
Fig.11 Samsung
material. O papel usado é do tipo “normal SPP 2040 em pleno
funcionamento
sufit”, também designado “ofício”.

4. 2. Impressoras por Sublimação de Tinta


Usadas em empresas como agências de
serviço, onde a qualidade profissional dos
documentos, panfletos e apresentações é mais
importante que o custo dos consumíveis, as
impressoras por sublimação (ou dye-sub) são os
cavalos de batalha da impressão CMYK de Fig.12 Impressora

qualidade. Os conceitos por trás destas Fotográfica por

impressoras são similares aos das impressoras sublimação de

de cera térmica, excepto pelo uso de filme dye tinta Samsung

plástico difusivo ao invés de cera colorida. A SPP-2020

cabeça de impressão aquece o filme colorido e vaporiza a imagem em


papel especialmente coberto.

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Impressoras e Scanners

4.3. Impressoras de Cera Térmica


Estas impressoras são mais usadas para
transparências em apresentações empresariais e
para prova de cor (criação de documentos e
imagens teste para uma inspecção de qualidade
antes do envio dos documentos mestre para
serem impressos em impressoras industriais Fig.13 Impressora
offset de quatro cores). As impressoras de cera de Cera Térmica
térmica utilizam tambores CMYK direccionados TallyGenicom
por uma fita, e papel ou transparência Spectra Star 280
especialmente cobertos. A cabeça de impressão
contém elementos quentes que derretem cada cor de cera no papel
conforme ele rola pela impressora.

4.4. Impressoras de Tinta Sólida


Usadas principalmente nos sectores de
embalagens e design industrial, as impressoras
de tinta sólida são famosas por imprimir numa
variedade de tipos de papel. As impressoras de
tinta sólida, como o nome implica, usam espetos
Fig.14 Impressora
de tinta endurecidos, que são derretidos e de Tinta Sólida
“espirrados” através de pequenos bocais na Xerox 8500

cabeça de impressão. O papel é então enviado através de um rolamento


fusor, que por sua vez força a tinta sobre o papel. A impressora de tinta
sólida é ideal para provas e protótipos de novos designs de embalagens
de produtos. Sendo assim, a maioria das empresas de serviços não tem
necessidade deste tipo de impressora.

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Impressoras e Scanners

4.5. Equipamento multifuncional


Um equipamento multifuncional é
aquele que possui múltiplas utilidades.
Geralmente consiste de um equipamento
integrado por scanner, impressora,
fotocopiadora e fax (geralmente através de
software). Indicado para empresas,
pequenos escritórios, e pessoas que
necessitem de scanners, impressoras e
fotocopiadoras, mas que tenham pouco
espaço em casa. Normalmente, por
integrarem vários aparelhos em um só,
apresentam menor qualidade do que se Fig.15 Canon IR 2270,
fossem adquiridos em separado. Pela um multifuncional que
é ao mesmo tempo
mesma razão, são muitas vezes preteridos uma fotocopiadora e
em relação aos aparelhos em separado, pois uma impressora

em caso de avaria, perdem-se, pelo menos, três elementos essenciais ao


funcionamento de qualquer escritório.

5. OS SCANNERS

5.1. Definição
O princípio básico do Scanner é analisar uma imagem e processá-
la em determinada maneira. Imagem e texto capturados (por
reconhecimento óptico ou OCR) permitem gravar a informação num
ficheiro no computador. Pode então ser alterado, melhorado, imprimido
ou mesmo publicado numa página Web. Os Scanners adquiriram uma
importância significativa no escritório doméstico ou empresarial nos
últimos anos. A sua tecnologia é usada em todo o lado e de muitas
maneiras. Da vasta família de Scanners, podemos destacar os
seguintes:

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Impressoras e Scanners

5.2. Scanners de mesa


Também chamados Scanners Flatbed, são
os mais versáteis e mais utilizados. De facto,
quando pensamos num scanner, é esta imagem
que nos vem a mente.
Fig.16 Scanner
5.3. Scanners de alimentação automática de mesa

Semelhantes aos de mesa, no entanto neste caso o documento é


que se move, enquanto a cabeça do scanner se mantém imóvel.
Assemelham-se a uma pequena impressora portátil.

5.4. Scanners de Mão


Usam a mesma tecnologia que os scanners de mesa, mas
dependem do utilizador para os mexer, em vez da correia motorizada.
Normalmente não produzem uma boa qualidade de imagem. No entanto
são úteis na captação rápida de texto corrido.

5.5. Scanners de Tambor


Usados na Industria de Publicações para capturar imagens
extremamente detalhadas. Usam uma tecnologia denominada «Tubo
Fotomultiplicador» ou «Photomultiplier Tube» (PMT). No PMT, o
documento a ser digitalizado é colocado num tubo de vidro cilíndrico.
No centro do cilindro está um sensor que divide a luz reflectida pelo
documento em três raios. Cada raio é enviado a um filtro de cor num
tubo fotomultiplicador no qual a luz é transformada em sinal eléctrico.

6. Anatomia de um Scanner:

6.1. O dispositivo CCD


O componente central de qualquer Fig.17 Exemplo de um
scanner é o dispositivo CCD. CCD é a dispositivo CCD

tecnologia mais comum para capturar imagens em scanners. O seu

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Impressoras e Scanners

funcionamento baseia-se no uso de uma colecção de pequenos diodos


sensíveis à luz, que converte fotões (luz) em electrões (corrente
eléctrica).

6.2. O processo de digitalização


O documento é colocado no prato de vidro
e a tampa é fechada. A parte de dentro da maior
parte dos scanners é branca e lisa, apesar de
alguns serem pretos. Esta parte interior permite
um fundo uniforme utilizado pelo software do
scanner como ponto de referência para Fig.18 A
determinar o tamanho do documento a ser lâmpada
fluorescente
digitalizado.
Uma lâmpada é usada para iluminar o documento. Nos scanners
mais recentes é uma lâmpada fluorescente de raios catódicos frios
(CCFL) ou uma lâmpada de Xénon, ao passo que nos scanners mais
antigos, ainda é usada uma lâmpada fluorescente simples.
O mecanismo completo (espelhos, lentes, filtros e dispositivo CCD)
é designado por Cabeça de Digitalização. Esta cabeça move-se devagar
pelo documento através de uma correia localizada no motor de tracção
(stepper motor). A cabeça de digitalização está colocada numa barra
estabilizadora, para assegurar que não há qualquer oscilação ou desvio
ao passar. Passar significa que a cabeça de digitalização completou um
scan individual ao documento.
Outra tecnologia que se tornou popular nos scanners mais
baratos é a do Dispositivo de Contacto de Imagem (Contact image
sensor, ou CIS, no original). O CIS substitui o dispositivo CCD,
espelhos, lâmpada e lentes por linhas de diodos emissores de luz
vermelhos, verdes e azuis (LEDs).

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Impressoras e Scanners

6.3. Resolução e Interpolação


Os scanners variam na sua resolução e
definição de imagem. A maioria dos scanners têm uma
resolução de hardware de pelo menos 300x300 pontos
por polegada (dots per inch, ou dpi). O nível de dpi de
um scanner é determinado pelo número de sensores Fig.19 O
presentes numa linha simples (ou direcção X de nível motor de
tracção
de amostragem, sampling rate, no original) do
dispositivo CCD ou CIS e pela precisão do motor de tracção (direcção Y
do nível de amostragem, ou sampling rate).

6.4. Interpolação
É assim designado o processo usado pelo software de digitalização
permitindo aumentar a resolução de uma imagem. É obtido pela criação
de extra pixeis entre os originalmente digitalizados pelo dispositivo
CCD. Estes pixeis extra estão entre dois pixeis adjacentes. Por exemplo,
se a resolução do hardware é de 300x300 e a resolução interpolada é de
600x300, isto indica que o software adiciona um pixel entre cada um
digitalizado pelo sensor CCD em cada linha.

6.5. A comunicação do scanner com o pc


Digitalizar um documento é apenas
uma parte de todo o processo. Para que a
imagem digitalizada seja útil, é necessário
transferi-la para o computador. Há três Fig.20 Conexão SCSI
conexões mais usadas por scanners:
Paralela: Conexão realizada através de uma porta paralela (da
impressora). É a mais·lenta.
Small Computer Systems Interface (SCSI): A ligação SCSI
necessita de uma placa especial instalada no computador, normalmente
designada Controlador SCSI. A maioria destes scanners são fornecidos

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Impressoras e Scanners

com a placa SCSI para instalar no pc, no entanto uma placa standard
pode ser utilizada.
Universal Serial Bus (USB): Os scanners USB beneficiam de uma
boa velocidade, facilidade na utilização e preço apetitivo, numa simples
embalagem.
FireWire: São os scanners mais avançados. As ligações FireWire
são mais rápidas que USB e SCSI. Este método é ideal para digitalizar
imagens de alta resolução.
A maior parte dos Scanners usa uma linguagem comum que
permitirá ao computador comunicar com o scanner, a TWAIN. Esta
palavra não é um acrónimo. Na realidade ele advém da frase “Never the
twain shall meet”, do inglês antigo, pois o driver coloca-se entre o
software e o scanner. Apesar disso, há quem traduza a expressão
TWAIN por “Technology Without An Interesting Name!”.

7. Conclusão
Neste momento, as impressoras a jacto de tinta evoluíram para
níveis de grande qualidade em termos de produto final. Em combinação
com papéis e tinteiros específicos, podemos obter uma qualidade quase
fotográfica, sem as margens brancas tão habituais nos primeiros
trabalhos. Podemos mesmo imprimir em CDs ou DVDs e outro tipos de
media. No entanto, ainda não atingiram o nível das impressoras a
laser.+* É por este motivo que recomendamos
um multifunções que pode ser usado em casa, e
em pequenos escritórios. Por cerca de 702
euros, a Samsung CLX-3160FN é uma
Impressora a laser de baixo custo, um Fax e um
Scanner, tudo em 1 aparelho. Por ter entrado no
Fig.21 Samsung
mercado há apenas alguns dias, o fabricante CLX-3160FN
não disponibilizou o preço dos consumíveis, mas

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Impressoras e Scanners

podemos apontar para preços na ordem dos 50% mais baratos que o
normal. É o preço da concorrência. Mais características em
http://www.pricerunner.fr/.
8. Sites consultados e referência de imagens:
www.xerox.com
 Fig.1, Fig.2.
www.fjaproducts.com
 Fig.3.
www.myoldmac.net
 Fig.4.
www.equipemicrosolutions.com
 Fig. 16.
www.samsung.com
 Fig. 22.
www.howstuffworks.com
 Figs. 17, 18, 19, 20.
pt.wikipedia.org
 As Impressoras: definição; tipos de impressora; outros tipos de
impressora.
 Os Scanners: definição; tipos de scanners; anatomia de um
scanner.
 Figs. 5, 6, 7, 8, 9, 10, 11, 12, 13, 14, 15.
exameinformatica.clix.pt
 Conclusão.
www.deco.proteste.pt
 Conclusão.
www.thehistoryof.net (tradução do texto original)
 Introdução: o nascimento da Xerografia, o primeiro
computador necessitava de uma impressora, as primeiras
fabricantes de impressoras, as impressoras de jacto de tinta
sobrepõem-se às de agulhas.
www.pricerunner.fr

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Impressoras e Scanners

 Conclusão (Ref. Preço Samsung CLX-3160FN)

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