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REGIME JURÍDICO-ADMINISTRATIVO:

É o conjunto de normas que regem a relação entre a Administração e o administrado conferindo poderes
maiores, privilégios à Administração Pública, colocando-a em uma posição superior, o que não seria aceito em
uma relação entre particulares, regida pelo direito privado, ao mesmo tempo que estabelece as restrições a
serem respeitadas pela Administração. São exemplos dessas prerrogativas da Administração a auto-
executoriedade, o poder de expropriar, de aplicar sanções contratuais, impor medidas de polícia...
Em suma, os princípios já vistos servem para garantir o regime jurídico-administrativo, as prerrogativas da
Administração, sobretudo os princípios da supremacia do interesse público sobre o privado e o da
indisponibilidade do interesse público.
É importante que se diga que nem sempre a Administração submete-se a regime jurídico de direito público. Às
vezes ela se submeterá a regime jurídico de direito privado, como por exemplo é estabelecido no artigo 173 § 1º
da CRFB, determinando que a lei estabelecerá regime jurídico próprio das empresas privadas às empresas
públicas e sociedades de economia mista que explorem atividade econômica. Entretanto, mesmo aqui a
Administração não perderá todos os seus privilégios, sendo o regime privado parcialmente derrogado pelo regime
público.

2.4 – ABUSO DE PODER:

Vício do ato administrativo que ocorre quando o agente público, praticando determinado ato para o qual tem
competência, mas extrapolando os seus limites, abusa do poder que lhe foi conferido pelo Estado, de duas
formas distintas, configurando as espécies do abuso de poder:

1)EXCESSO DE PODER: Quando o agente exorbita de suas atribuições, agindo imoderadamente quando
desnecessário, não cumprindo com o princípio da proporcionalidade dos seus atos, como quando se excede no
uso de força policial para praticar ato de sua competência.

2)DESVIO DE PODER ou DESVIO DE FINALIDADE: Quando o agente pratica ato com finalidade diversa da que
decorre implícita ou explicitamente da lei, como quando decreta desapropriação de prédio de partido político com
o intuito de perseguição, ou promove a remoção de um servidor público federal para localidade distante, apenas
com intuito de prejudicá-lo.

PODERES ADMINISTRATIVOS

Noções Iniciais:
Para bem atender ao interesse público a Administração é dotada de poderes administrativos. Estes poderes são
verdadeiros instrumentos de trabalho, adequados à realização das tarefas administrativas. São inerentes à
Administração de todas as entidades estatais (União, estados e municípios) na proporção e limites de suas
competências institucionais, e podem ser usados isolada ou cumulativamente para a consecução do mesmo ato.
Classificação:
São classificados em poder vinculado, discricionário, hierárquico, disciplinar, regulamentar ou normativo e
de polícia veja a figura em destaque :

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Poderes Administrativos
Em relação à liberdade da administração para a prática de PODER VINCULADO E
seus atos DISCRICIONÁRIO
Em relação ao ordenamento da administração e a punição PODER HIERÁRQUICO E PODER
dos que a ela se vinculam DISCIPLINAR
Conforme a finalidade normativa PODER REGULAMENTAR
Para manutenção da ordem pública e contenção dos direitos
PODER DE POLÍCIA
individuais

As Espécies de Poderes

O Poder Vinculado e Discricionário

Poder Vinculado:
Poder vinculado ou regrado é aquele que o direito positivo (a lei) confere à administração pública para a prática de
ato de sua competência, determinando os elementos e requisitos necessários à sua formalização, ou seja, a ação
do administrador é mínima, estando sujeita à lei em praticamente todos os aspectos.

Poder Discricionário:
Conforme Regis de Oliveira, a discricionariedade é a integração da vontade legal feita pelo administrador, que
escolhe um comportamento previamente validado pela norma, dentro dos limites de liberdade resultantes da
imprecisão da lei, para atingir a finalidade pública. A discricionariedade é sempre relativa e parcial porque quanto à
competência, à forma e à finalidade do ato a autoridade está subordinada ao que a lei dispõe.

Para Maria Sylvia Di Pietro os chamados poderes discricionário e vinculado não existem
como poderes autônomos; a discricionariedade e a vinculação são, quando muito, atributos
de outros poderes ou competências da Administração.

Discricionariedade e Arbítrio:
Se o agente opta por um caminho, dentre os vários apontados pelo legislador, ou seja, se escolhe a solução
melhor para o Estado, temos, então, o poder discricionário (a discricionariedade ou a discrição do administrador).
Por outro lado o arbítrio é a ação em desacordo com a norma jurídica. O ato arbitrário é sempre ilegítimo e
inválido.

Não cabe ao Poder Judiciário apreciar quanto à discricionariedade do ato administrativo,


limitando-se somente à verificação da sua legalidade.

Poder Hierárquico

Hierarquia:
Hierarquia é a relação de subordinação existente entre os vários órgãos e agentes do Executivo (não há hierarquia
no Judiciário e no Legislativo), com a distribuição de funções e a gradação da autoridade de cada um.

Poder Hierárquico:
É poder o que dispõe o Executivo para distribuir e escalonar as funções de seus órgãos, ordenar e rever a atuação
de seus agentes, estabelecendo a relação de subordinação entre os servidores do seu quadro de pessoal. Do poder
hierárquico decorrem faculdades implícitas para o superior, tais como a de dar ordens e fiscalizar o seu
cumprimento, a de delegar e avocar atribuições e a de rever os atos de inferiores.

Poder Disciplinar

Noções Iniciais:
É o poder pelo qual a administração controla o desempenho das funções administrativas e o comportamento
interno de seus agentes, servidores e demais pessoas sujeitas à disciplina dos órgãos e serviços da Administração,
apurando as infrações e aplicando as devidas penalidades.
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Discricionarismo:
Característico do poder disciplinar é o seu discricionarismo, no sentido de que não está vinculado a prévia definição
da lei sobre a infração funcional e a respectiva sanção. Não se aplica ao poder disciplinar o princípio da pena
específica que existe no Direito Penal.

Embora o poder disciplinar seja discricionário, a Administração não tem liberdade de escolha entre
punir e não punir, pois, tendo conhecimento da falta praticada por servidor, tem necessariamente
que instaurar o procedimento adequado para sua apuração e, se for o caso, aplicar a pena cabível,
caso contrário estará praticando o crime de condescendência criminosa (art. 320 do Código Penal).

Sanção Administrativa:
O administrador, no seu prudente critério, tendo em vista os deveres do infrator em relação ao serviço e
verificando a falta, aplicará a sanção que julgar cabível, oportuna e conveniente, dentre as que estiverem
enumeradas em lei ou regulamento para a generalidade das infrações administrativas.

É imprescindível para a validade da pena:


a) a apuração da falta;
b) a oportunidade de defesa do acusado;
c) a motivação da punição disciplinar.

Nenhuma penalidade pode ser aplicada sem prévia apuração por meio de procedimento
legal, em que sejam assegurados o contraditório e a ampla defesa, com os meios e
recursos a ela inerentes (art. 5°, LV, da Constituição Federal).

Poder Regulamentar ou Normativo

Noções Iniciais:
O poder regulamentar é a faculdade de que dispõe os Chefes de Executivo (nas três esferas) de explicar a lei para
sua correta execução, ou de expedir decretos autônomos sobre matéria de sua competência ainda não disciplinada
por lei.

Na atividade de chefiar a Administração está implícito o poder de regulamentar a lei e suprir, com
normas próprias, as omissões do Legislativo que estiverem na alçada do Executivo.

Regulamento:
O regulamento não é lei, embora a ela se assemelhe no conteúdo e poder normativo. Nem toda lei depende de
regulamento para ser executada, mas toda e qualquer lei pode ser regulamentada se o Executivo julgar
conveniente fazê-lo. Sendo o regulamento, na hierarquia das normas, ato inferior à lei, não a pode contrariar, nem
criar direitos, impor obrigações, proibições, penalidades que nela não estejam previstos, sob pena de ofensa ao
princípio da legalidade.

Maria Sylvia di Pietro prefere chamar este poder de poder normativo, uma vez que o
regulamento é apenas uma das formas de expressão normativa da Administração. Além do
regulamento, existem as resoluções, portarias, deliberações e instruções.

Poder de Polícia

Conceito (José Cretella):


Poder de polícia é o conjunto de poderes coercitivos, exercidos por agentes do Estado sobre as atividades do
cidadão, mediante a imposição de restrição a tais atividades, a fim de assegurar a ordem pública.

Conceito (Hely Lopes Meirelles):

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Poder de polícia é a faculdade de que dispõe a Administração Pública para condicionar e restringir o uso e gozo de
bens, atividades e direitos individuais, em benefício da coletividade ou do próprio Estado.
Polícia:
A polícia é o organismo encarregado de assegurar a ordem pública e de promover a segurança humana. É o
conjunto de poderes coercitivos, exercidos pelo Estado, sobre as atividades dos administrados, através de medidas
impostas a essas atividades, a fim de assegurar a ordem pública.

Natureza:
O poder de polícia é de natureza discricionária, ou seja, é uma faculdade que possibilita à administração
estabelecer limitações diretas das atividades dos particulares.

Fundamento:
O próprio poder do Estado, a supremacia que o Estado exerce sobre pessoas, bens e atividades.

Fins:
Atendimento do interesse público. Necessidade de assegurar a coexistência o mais harmoniosa possível da
coletividade, no exercício das diversas atividades ou direitos.

Extensão:
Observada a competência, o poder de Polícia é inerente a toda a administração, sendo exercido pelos diversos
órgãos, nas esferas da União, estados e Municípios. Dentro destas esferas, o poder de polícia abrange desde a
proteção moral e aos bons costumes, a preservação da saúde pública, o controle de publicações, a segurança das
construções e dos transportes até a segurança nacional em particular.

Limites:
Assim como todo ato administrativo, a medida de polícia, ainda que discricionária, deve observar às limitações
impostas pela lei em relação:
a) às liberdades públicas (direitos fundamentais assegurados pela Constituição);
b) aos preceitos relativos à competência, forma e fim;
c) à proporcionalidade dos meios aos fins, ou seja, o poder de polícia não deve ir além do necessário para a
satisfação do interesse público que visa proteger.

Atributos:
O poder de polícia administrativa tem atributos específicos e peculiares ao seu exercício, e tais são a
discricionariedade, a auto-executoriedade e a coercibilidade.

C
E
D
A

1) Coercibilidade:
A coercibilidade é a imposição coativa das medidas adotadas pela Administração, que são imperativas e admite-se
até o emprego da força pública para o seu cumprimento, quando resistido pelo administrado.

2) Exigibilidade:
A exigibilidade é a possibilidade de a Administração Pública exigir o cumprimento dos seus atos – utilizando meios
indiretos de coerção – sem a necessidade de intervenção do Poder Judiciário.

3) Discricionariedade:
A discricionariedade traduz-se na livre escolha, pela Administração, da oportunidade e conveniência de exercer o
poder de polícia, bem como de aplicar as sanções e empregar os meios conducentes a atingir o fim colimado, que
é a proteção de algum interesse público.

4) Auto-executoriedade:
A auto-executoriedade é a faculdade de a Administração decidir e executar diretamente sua decisão por seus
próprios meios, sem intervenção do Judiciário, é outro atributo do poder de polícia.

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ATOS ADMINISTRATIVOS
1 – ATO ADMINISTRATIVO concessionário de serviço público), no exercício de
prerrogativas públicas, manifestada mediante
- O estudo do ato administrativo é o estudo mais providências jurídicas complementares da lei a título
importante do Direito Administrativo. (MARCELO de lhe dar cumprimento, e sujeitos a controle de
CAETANO). legitimidade por órgão jurisdicional.”

2 – FATO ADMINISTRATIVO LUCIA VALLE FIGUEIREDO: “Norma concreta


emanada pelo Estado ou por quem esteja no
- É toda realização material da Administração em exercício da função administrativa, que tem por
cumprimento de alguma decisão administrativa finalidade criar, modificar, extinguir ou declarar
(construção de uma ponte). É conseqüência do relações jurídicas entre este (o Estado) e o
ato administrativo. administrado, suscetível de ser contestada pelo
Poder Judiciário.”
3 – ATO JURÍDICO. CONCEITO
4.2 – ATRIBUTOS OU CARACTERÍSTICAS DOS
- Art. 81 do CC/1916 c/c art. 185 CC/2002 !!! ATOS ADMINISTRATIVOS:
- Lei n° 3.071, de 1° de janeiro de 1916:
- “Art. 81 - Todo o ato lícito, que tenha por fim 1) PRESUNÇÃO DE LEGITIMIDADE &
imediato adquirir, resguardar, transferir, VERACIDADE;
modificar ou extinguir direitos, se denomina ato 2) AUTO-EXECUTORIEDADE;
jurídico.” 3) IMPERATIVIDADE;
O ATO ADMINISTRATIVO EXIGE A FINALIDADE 4) TIPICIDADE;
PÚBLICA. 5) EXIGIBILIDADE.

4 – PRÁTICA DOS ATOS ADMINISTRATIVOS Na verdade, essas são as características da


maioria dos atos administrativos, entretanto, todos
- Normalmente é praticado pelos órgãos admitem exceções, visto que a presunção de
executivos, mas as autoridades judiciárias e legitimidade é relativa ou juris tantum, admitindo
legislativas também podem praticá-los. Os prova em contrário. A imperatividade só ocorre nos
delegatários de serviços públicos também atos em que a Administração usa seu poder de
podem praticar atos administrativos (v.g. diretor império, impondo obrigações a terceiros, não
de escola). M.S. existindo nos atos que conferem direitos ao
administrado, como nos atos de licença e
autorização. A auto-executoriedade também não
4.1 – DEFINIÇÃO: está presente em todos os atos administrativos,
como já visto no poder de polícia, só ocorrendo
Ato administrativo é toda manifestação quando expressamente prevista em lei ou em casos
unilateral de vontade do Estado, por meio de seus de urgência.
representantes, no exercício regular de suas Conforme Celso Antônio Bandeira de Mello, o
funções, ou por qualquer pessoa que detenha poder atributo da auto-executoriedade abrange dois
reconhecido pelo Estado, que tenha por finalidade conceitos, o da Exigibilidade e o da Executoriedade.
criar, extinguir, declarar, alienar ou modificar Exigibilidade significa que a Administração exige dos
direitos. administrados o cumprimento de todos os atos
administrativos, enquanto executoriedade seria
HELY – “Ato administrativo é toda manifestação propriamente executar, fazer valer o ato
unilateral de vontade da Administração Pública que, administrativo. Todos os atos administrativos gozam
agindo nessa qualidade, tenha por fim imediato de exigibilidade, mas nem todos gozam de
adquirir, resguardar, transferir, modificar, extinguir executoriedade, visto que a Administração só pode
e declarar direitos, ou impor obrigações aos executar os atos que dependem dela própria (por
administrados ou a si própria.” exemplo, pode interditar estabelecimento,
apreender mercadoria, demolir construção irregular
• - Sofre controle jurisdicional e será sempre que ofereça risco...) mas não pode executar os atos
norteado pelo princípio da legalidade. que dependam do administrado, obrigando-o a fazer
(por exemplo, a pagar uma multa, a consertar a
BANDEIRA DE MELLO: “Declaração do Estado (ou calçada de sua residência...)
de quem lhe faça as vezes – como, por exemplo, um

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- § 1° A polícia federal, instituída por lei como
A tipicidade é o atributo pelo qual o ato órgão permanente, organizado e mantido pela
administrativo deve corresponder a figuras definidas União e estruturado em carreira, destina-se a:
previamente em lei. A tipicidade também só ocorre - I - apurar infrações penais contra a ordem
quando há imposição de vontades da Administração, política e social ou em detrimento de bens,
não havendo nos atos negociais, em que estão serviços e interesses da União ou de suas
presentes os interesses público e particular e nos entidades autárquicas e empresas públicas,
quais pode haver convenção entre as partes. assim como outras infrações cuja prática tenha
repercussão interestadual ou internacional e
4.3 – REQUISITOS OU ELEMENTOS DE exija repressão uniforme, segundo se dispuser
VALIDADE: em lei;
- II - prevenir e reprimir o tráfico ilícito de
- Competência; Co entorpecentes e drogas afins, o contrabando
- Finalidade; Fi e o descaminho, sem prejuízo da ação
- Forma. For fazendária e de outros órgãos públicos nas
respectivas áreas de competência;
- Vinculados - III - exercer as funções de polícia marítima,
Vinculados ou aeroportuária e de fronteiras;
- Motivo; Mo Discricionários - IV - exercer, com exclusividade, as funções de
- Objeto; Ob polícia judiciária da União. (grifos meus)
-------------------------------------------------------
- Conceito legal: art. 2º da lei nº 4.717/65. - Pode ser delegada ou avocada, desde que a lei o
- Lei n° 4.717, de 29 de junho de 1965: permita.
- Art. 2° - São nulos os atos lesivos ao - É elemento vinculado do ato administrativo.
patrimônio das entidades mencionadas no artigo - É inválido o ato praticado por agente
anterior, nos casos de: (grifo meu) incompetente. Ex. a edição de um Decreto por
- a) incompetência; um Ministro de Estado.
- b) vício de forma; - VALLE FIGUEIREDO: “É o conjunto de
- c) ilegalidade do objeto; atribuições outorgadas pela lei ao agente
- d) inexistência dos motivos; administrativo par consecução do interesse
- e) desvio de finalidade. público postulado pela norma.”
- - A administração é atividade infralegal ou
COMPETÊNCIA do órgão ou agente é o sublegal. “administrar é aplicar a lei de ofício.”
conjunto de atribuições fixado por lei. Em regra é (SEABRA FAGUNDES)
possível a delegação de competências, salvo quando
se tratar de competência outorgada com FINALIDADE é o resultado que a
exclusividade a determinado órgão. Maria Sylvia Administração quer alcançar com a prática do ato;
Zanella Di Pietro chama esse primeiro requisito de de forma ampla, a finalidade deve ser sempre
SUJEITO. atender ao interesse público.
- Nenhum ato administrativo pode ser praticado
sem que o agente disponha de poder legal para - É o resultado que a Administração quer alcançar
praticá-lo. com a prática do ato.
- A competência administrativa resulta da lei, - É o objetivo de interesse público a atingir.
sendo o poder atribuído ao agente da - Todo ato administrativo tem fim público.
Administração para o desempenho específico de - A finalidade do ato administrativo é aquela que a
suas funções (Lei em sentido amplo). A lei indica explícita ou implicitamente.
competência advém do texto expresso da - É elemento vinculado.
Constituição, da lei e das normas - Desvio de poder ou desvio de finalidade: ato
administrativas. ilegítimo. Ex. remoção de servidor para punir.
- “Não é competente quem quer, mas quem pode,
segundo a norma de Direito.” (CAIO TÁCITO). A FORMA do ato é o modo pelo qual a
competência não é um cheque em branco; é declaração se exterioriza.
delimitada por lei.
- Ex. Competência da Polícia Federal. - É o revestimento exteriorizador do ato
- CRFB/1988, art. 144: administrativo.
- (...)

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- Todo ato administrativo é, em princípio, formal.
Justificativa: controle interno, controle externo e
garantia para o administrado.
- A forma normal é a escrita, exceção: sinais de
trânsito.
- É elemento vinculado
- Direito privado:
- Regra: liberdade de formas.
- Direito Público:
- Regra: solenidade das formas.

MOTIVO é o pressuposto que serve de


fundamento ao ato administrativo, é diferente da
finalidade pois o motivo é anterior ao ato, fatos que
levam à prática do ato. A finalidade é posterior ao
ato.
- É a situação de fato ou de direito que determina
ou autoriza a realização do ato administrativo.
- Pode vir expresso na lei (vinculado) ou pode
ser deixado ao critério do administrador
(discricionário).
- Teoria dos Motivos Determinantes (TMD):
- É a obrigatoriedade da existência dos motivos
alegados e que determinam a prática de um ato
administrativo.
- Atos discricionários: Cargo em Comissão (art.37,
V, CRFB/88)
- Motivação é a exposição dos motivos ou
explicitação dos motivos.
- Discute-se se a motivação é ou não obrigatória.
Para Hely, o ato vinculado deve ser motivado.
Princípio da motivação (art. 93, IX, CRFB/88).
- O motivo deve ser sério e real.

OBJETO ou CONTEÚDO do ato é o efeito


jurídico que ele produz. É o que o ato dispõe ou
enuncia. O objeto deve ser lícito, moral e possível.
- É o efeito jurídico imediato que o ato produz.
Basta ver o que o ato enuncia, prescreve,
dispõe.
- “Para que serve o ato?”
- O objeto lícito, possível e moral (DI PIETRO)
- Na desapropriação é a transferência compulsória
da propriedade privada para o Estado, mediante
prévia e justa indenização.
- Objeto: aquisição, transferência, resguardo,
modificação, extinção ou declaração de direitos.

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EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO: desapropriação de determinado imóvel com a
finalidade de perseguir algum inimigo, por exemplo.
FISCAL DE TRIBUTO PA/ESAF: A divergência existe quanto à FORMA, pois a
4.1)Analise o seguinte ato administrativo: professora Maria Sylvia Zanella Di Pietro defende
O Prefeito Municipal de São Tomé baixa Decreto que nem todos os atos têm forma determinada.
declarando um imóvel urbano de utilidade pública, Segundo ela, para alguns atos, a lei prevê mais de
para fins de desapropriação, para a construção de uma forma possível, cabendo à Administração
uma escola pública, por necessidade de vagas na avaliar qual delas será utilizada. Dessa maneira, a
rede municipal de ensino. Identifique os elementos forma seria elemento também discricionário.
desse ato, correlacionando as duas colunas e Quanto ao MOTIVO, existe a teoria dos
assinale a opção correspondente. motivos determinantes ou vinculantes, segundo a
qual a validade do ato se vincula aos motivos
1-Prefeito Municipal ( )finalidade indicados como seu fundamento, de tal modo que,
2-Decreto ( )objeto se inexistentes ou falsos, implicam a sua nulidade.
3-Interesse público ( )motivo Por outras palavras, quando a Administração motiva
4-Necessidade de vagas na rede pública ( )forma o ato, mesmo que a lei não exija a MOTIVAÇÃO, ele
5-Declaração de utilidade pública ( ) competência só será válido se os motivos forem verdadeiros.
Não se pode confundir MOTIVO com
a)3/5/4/2/1 MOTIVAÇÃO. A motivação é a exposição dos motivos
b)4/1/3/2/5 daquele ato. A doutrina majoritária entende que
c)4/3/5/1/2 todos os atos, vinculados ou discricionários, devem
d)5/4/3/2/1 ser motivados. Excepcionalmente, poderá haver
e)3/4/5/2/1 algum ato discricionário (nunca vinculado) que, por
sua própria característica, dispense a motivação,
4.4 – DISCRICIONARIEDADE E VINCULAÇÃO: como na exoneração de cargo em comissão.
O Motivo é vinculado quando a lei o define
Ato vinculado é aquele em que todos os seus de forma taxativa, como por exemplo para
elementos são vinculados, não restando à aposentadoria, em que todas as regras estão
Administração possibilidade de avaliação conforme definidas, não cabendo à Administração avaliação.
seus critérios. Todos eles estão dispostos pelo Para o ato de exoneração, ao contrário, não há
legislador. motivos determinados em lei.
Ato discricionário é aquele em que nem O Objeto é vinculado quando só há um
todos os elementos são vinculados. A Administração objeto possível. Por exemplo, se para determinada
pode avaliar o MOTIVO e o OBJETO conforme infração de um servidor a lei prevê mais de uma
critérios de oportunidade e conveniência, o chamado penalidade possível, podendo haver ato de demissão
mérito administrativo. ou ato de suspensão, há discricionariedade,
A COMPETÊNCIA é determinada em lei; A entretanto, se só é possível a demissão, o objeto é
FINALIDADE deve ser sempre aquela prevista para vinculado.
aquele ato, pois não se admite um decreto de

ATO VINCULADO ATO DISCRICIONÁRIO


CO FI FOR M OB CO FI FOR M e/ou OB
V V V V V V V V D D
Ex: Licença de obra Ex: Autorização de camelô

• CONTRAPOSIÇÃO, DERRUBADA: Retirada do


4.5 – FORMAS DE EXTINÇÃO DOS ATOS ato porque foi emitido outro ato com efeito
ADMINISTRATIVOS: contrário ao primeiro, como a demissão,
derrubando a nomeação original.
• CASSAÇÃO: Extinção de ato que nasceu
legítimo mas se tornou ilegal depois, durante • RENÚNCIA: Quando o beneficiário abre mão
execução. Ex: Cassação de licença de obra. do ato que lhe beneficiava.

• CADUCIDADE: Retirada do ato em virtude de


nova lei, posterior, que torna inadmissível a • REVOGAÇÃO: Retirada de ato discricionário
situação antes permitida por aquele ato. pela Administração, de acordo com o mérito
administrativo, caso entenda que aquele ato não é

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mais oportuno ou é inconveniente. De qualquer dos elementos quanto à competência, finalidade,
forma, não se cogita de ter havido qualquer forma, motivo ou objeto. A anulação pode se dar
ilegalidade no ato. A revogação só pode ser feita pela própria Administração, de forma interna, de
pela própria Administração, nunca pelo Poder acordo com a sua capacidade de autotutela, ou
Judiciário, no exercício da jurisdição. Os efeitos se ainda pelo Poder Judiciário, no exercício da
dão a partir do momento da revogação, sendo jurisdição, quando provocado por qualquer
válidos todos os efeitos gerados anteriormente, os interessado. Os efeitos da anulação se dão desde o
efeitos são ex nunc. momento do nascimento do ato, retroagindo os
efeitos, ou seja, são ex tunc.
• ANULAÇÃO ou INVALIDAÇÃO: Extinção do
ato por motivos de ilegalidade, vício em qualquer

REVOGAÇÃO ANULAÇÃO
Motivo Por conveniência Por ilegalidade
Ato discricionário Por avaliação de Motivo ou Objeto Por vício em qualquer elemento
Ato vinculado Não pode ser revogado Por vício em qualquer elemento
Quem pode Própria Administração Própria Administração ou o Judiciário
Efeitos Ex nunc Ex tunc

4.6 – CONTROLE JUDICIAL SOBRE OS ATOS


ADMINISTRATIVOS: 1.3) ATOS DE MERO EXPEDIENTE: Mera
tramitação burocrática.
Preliminarmente, cabe registrar que, quando 2) QUANTO AO DESTINATÁRIO:
se afirma que não é cabível revogação de atos
administrativos pelo Poder Judiciário, quer-se referir 2.1) ATOS GERAIS: Atingem todas as pessoas que
aos atos da Administração em sentido restrito, ou estiverem na mesma situação, de forma geral.
seja, os atos desempenhados pelo Poder Executivo,
já que nesse caso haveria uma interferência de um 2.2) ATOS INDIVIDUAIS: Alcançam pessoas
Poder sobre o outro em um ato discricionário, o que determinadas nominalmente.
não é possível. Entretanto, deve-se lembrar que o 3) QUANTO À EXEQÜIBILIDADE:
Poder Judiciário, assim como o Poder Legislativo,
também editam atos administrativos, como por 3.1) ATO PERFEITO: Quando já completou todo o
exemplo a nomeação de seus próprios servidores. seu ciclo de formação, todas as etapas necessárias:
Nesse caso, o Poder Judiciário pode revogar um ato Está motivado, assinado, publicado... OU se faltar
administrativo seu, tal como revogar uma permissão alguma dessas fases, diz-se que o ato é
de uso de lanchonete no interior de um tribunal, por IMPERFEITO.
exemplo.
É preciso ter cuidado com o controle judicial 3.2) ATO VÁLIDO: Quando todos os requisitos
sobre os atos discricionários, uma vez que ele estão de acordo com a lei, a autoridade que assinou
sempre deverá respeitar a discricionariedade deve ter competência, a finalidade pública, a
administrativa nos limites da lei. O Poder Judiciário publicação deve ser da forma exigida por lei... OU se
pode apreciar os aspectos de legalidade e verificar algum deles não estiver de acordo, será INVÁLIDO
vícios em quaisquer dos elementos do ato, inclusive ou NULO.
quanto ao MOTIVO e ao OBJETO, entretanto, não 3.3) ATO EFICAZ: Quando, além de perfeito, já
pode avaliar os critérios de oportunidade e pode gerar efeitos. Se ainda depender de algum
conveniência adotados pela Administração. Termo, Condição ou outro ato complementar será
ATO INEFICAZ ou PENDENTE.
4.7 – CLASSIFICAÇÃO:
3.4)ATO CONSUMADO: Aquele que não pode mais
1)QUANTO À POSIÇÃO DA ADM. PÚBLICA: ser modificado pois já exauriu todos os seus efeitos.

1.1) ATOS DE IMPÉRIO: Aqueles em que a 4) QUANTO À REGRA:


Administração goza de todas as suas prerrogativas e
privilégios, de forma coercitiva ao particular. 4.1) ATO VINCULADO
4.2) ATO DISCRICIONÁRIO
1.2) ATOS DE GESTÃO: Quando a Administração
se coloca praticamente no mesmo nível do 5) QUANTO AOS EFEITOS:
particular, realizando atos negociais.
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5.1) ATO CONSTITUTIVO: Quando a defende ela que tanto os atos complexos como os
Administração cria uma situação nova. Exemplo: atos compostos resultam da manifestação de
Nomeação. vontades de mais de um órgão, entretanto, no ato
complexo, o importante é que há duas ou mais
5.2) ATO DECLARATÓRIO: Aquele ato que vontades para a formação de um ato único,
declara, reconhece um direito que já existia mesmo enquanto no ato composto ocorre mais de um
antes do ato, como na licença de obras. Como o ato ato, sendo aquele formado por vontades num
é vinculado, o particular já tinha direito à licença, a binômio “acessório x principal”.
Administração apenas reconhece.

5.3) ATO ENUNCIATIVO: Aquele em que a Os atos compostos, conforme a professora,


Administração enuncia, atesta determinada situação “resultam da manifestação das vontades de dois ou
que já existia, como nas certidões negativas de mais órgãos, sejam eles singulares ou colegiados,
tributos. em que a vontade de um é instrumental em relação
6) QUANTO AO ALCANCE: à vontade de outro. Por isso, na verdade há dois
atos, o ato principal e o ato acessório. O ato
6.1) INTERNO: Quando só interessa ao âmbito da acessório pode ser anterior ao ato principal, sendo
repartição. A publicidade pode ser feita chamado de PRESSUPOSTO, quando ele visa
internamente. autorizar o ato principal que ainda será editado, ou
pode ser posterior ao ato principal, sendo chamado
6.2) EXTERNO: Quando interessa à coletividade, de COMPLEMENTAR, quando visa aprovar,
externamente à administração. homologar o ato principal já editado.”
7) QUANTO À MANIFESTAÇÃO DA VONTADE: Com isso, existe divergência entre os
7.1) ATOS SIMPLES: São os que decorrem da principais autores quanto à classificação do ato de
declaração de vontade de um único órgão, seja ele nomeação do Procurador Geral da República (ou do
singular ou colegiado. Exemplo: despacho de chefe diretor do Banco Central e outros casos similares,
de seção, deliberação de um Conselho de onde é necessária a prévia aprovação pelo Senado
Contribuintes. Federal para posterior nomeação pelo Presidente da
República).
7.2) ATOS COMPLEXOS: Segundo Hely Lopes
Meirelles, “são os que se formam pela conjugação Para Hely Lopes Meirelles, seria exemplo de
de vontades de mais de um órgão administrativo. O ato complexo, vez que se conjugam as vontades do
essencial nessa categoria de atos é o concurso de Senado Federal e da Presidência da República
vontades de órgãos diferentes para a formação de (vontades de dois órgãos independentes).
um ato único”. Para Maria Sylvia Zanella Di Pietro, seria
Exemplo: Investidura (Hely) // Aposentadoria exemplo de ato composto, vez que a aprovação pelo
(STF) Senado Federal é o ato acessório e a nomeação pelo
7.3) ATOS COMPOSTOS: Ainda de acordo com Presidente da República é o ato principal (dois
Hely Lopes Meirelles, “são os que resultam da atos).
vontade única de um órgão, mas depende da Não se deve confundir atos, sejam
verificação por parte de outro, para se tornar complexos ou compostos, com mero procedimento
exeqüível. Exemplo: Uma autorização que dependa administrativo, onde ocorrem vários atos
do visto de uma autoridade superior. Em tal caso a independentes que se sucedem e se ligam, como por
autorização é o ato principal e o visto é o exemplo a licitação pública, que abrange, entre
complementar que lhe dá exeqüibilidade. O ato outros atos, a publicação, o julgamento, a
complexo só se forma com a conjugação de homologação e a adjudicação da autoridade
vontades de órgãos diversos, ao passo que o ato superior.
composto é formado pela vontade única de um
órgão, sendo apenas ratificado por outra 8)QUANTO ÀS CONSEQÜÊNCIAS DE SEUS
autoridade”. VÍCIOS:

CUIDADO: A definição de Hely Lopes 8.1) ATO NULO: É aquele no qual existe
Meirelles é coincidente com a doutrina majoritária, um vício que atinge regra fundamental, razão pela
entretanto, a professora Maria Sylvia Zanella Di qual deve ser invalidado, não havendo possibilidade
Pietro adota uma visão diferente, baseada na de sua permanência no mundo jurídico.
quantidade de atos que são editados. Dessa forma,

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8.2) ATO ANULÁVEL: É aquele que, mandado de segurança, se lesivos de direito
embora possua um vício, esse não é considerado individual líquido e certo”.
essencial, sendo melhor para o interesse público sua
convalidação. 9.1.1 Decretos
De competência privada dos chefes do Poder
8.3) ATO INEXISTENTE: É o que não Executivo, são destinados a prover situações gerais
chega a entrar no mundo jurídico, como ocorre ou individuais, abstratamente previstas de modo
quando é praticado por um menor impúbere. expresso, explícito ou implícito pela lei. Como ato
administrativo o decreto é sempre inferior à lei e
9 – ESPÉCIES DE ATOS (Conforme Hely Lopes não pode contrariá-la.
Meirelles):
a) Decreto Independente ou Autônomo:
• NORMATIVOS: Dispõem normas concretas dispõe sobre matéria ainda não regulada
ou abstratas do Poder Executivo: Decreto, especificamente em lei.
Regulamento, Resolução, Regimento, Deliberação,
Instrução Normativa. b) Decreto Regulamentar ou de Execução:
• ORDINATÓRIOS: Ordenam o funcionamento da visa a explicar a lei e facilitar a sua execução.
administração: Instrução, Circular, Aviso, Portaria,
Ofício, Despacho.
• NEGOCIAIS: Se referem à gestão 9.1.2 Regulamentos
administrativa: Licença, Autorização, Permissão,
Aprovação, Admissão, Visto, Homologação. São atos administrativos postos em vigência através
• ENUNCIATIVOS: Certidão, Atestado, Parecer, de decretos, para especificar os mandamentos da
Apostila. lei, ou prover situações ainda não disciplinadas por
• PUNITIVOS: Multa, Interdição, Embargo. lei. Não podem nem contrariar, nem ir além da lei.

9.1.3 Instruções Normativas


9.1 Atos Normativos
São atos administrativos expedidos pelos Ministros
De acordo com Hely Lopes Meirelles: de Estado para a execução das lei, decretos e
regulamentos, mas são também utilizadas por
“Atos administrativos normativos são aqueles outros órgãos superiores para o mesmo fim.
que contêm um comando geral do Executivo,
visando à correta aplicação da lei. O objetivo 9.1.4 Regimentos
imediato de tais atos é explicitar a norma legal
a ser observada pela Administração e pelos São atos administrativos normativos de autuação
administrados. Esses atos expressam em interna, dado que se destinam a reger o
minúcia o mandamento abstrato da lei, e o funcionamento de órgãos colegiados e de
fazem com a mesma normatividade da regra corporações legislativas.
legislativa, embora sejam manifestações
tipicamente administrativas. A essa categoria 9.1.5 Resoluções
pertencem os decretos regulamentares e os
regimentos, bem como as resoluções, São os atos que visam a disciplinar o funcionamento
deliberações e portarias de conteúdo geral. de seus agentes.
Tais atos, conquanto normalmente
estabeleçam regras gerais e abstratas de 9.1.6 Deliberações
conduta, não são leis em sentido formal. São
leis apenas em sentido material, vale dizer, Atos administrativos normativos ou decisórios
provimentos executivos com conteúdo de lei, emanados de órgãos colegiados.
com matéria de lei. Esses atos, por serem
gerais e abstratos, têm a mesma
normatividade da lei e a ela se equiparam para
fins de controle judicial, mas, quando, sob a 9.2 Atos Ordinatórios
aparência de norma, individualizam situações e
impõem encargos específicos a administrados, Os atos ordinários visam a disciplinar o
são considerados de efeitos concretos e podem funcionamento da administração e a conduta
ser atacados e invalidados direta e funcional de seus agentes.
imediatamente por via judicial comum, ou por
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9.2.1 Instruções 9.3 Atos Negociais

São ordens escritas e gerais a respeito do modo e São praticados contendo uma declaração de vontade
forma de execução de determinado serviço público. do Poder Público, coincidente com a pretensão do
particular, visando à concretização de negócios
9.2.2 Circulares jurídicos públicos, ou à atribuição de certos direitos
ou vantagem ao interessado.
São ordens escritas, de caráter uniforme, expedidas
a determinados funcionários ou agentes 9.3.1 Licença
administrativos incumbidos de certo serviço, ou de
desempenho de certas atribuições em circunstâncias É o ato vinculado e definitivo, pelo qual o Poder
especiais. Público, verificando que o interessado atendeu a
todas as exigências legais, faculta-lhe o
9.2.3 Avisos desempenho de atividade.

Atos emanados dos Ministros de Estado, a respeito 9.3.2 Autorização


de assuntos afetos aos seus ministérios.
Ato que torna possível ao pretendente a realização
9.2.4 Portarias de certa atividade, serviço ou a utilização de
determinado bem.
São atos administrativos internos, pelos quais os
chefes de órgãos, repartições ou serviços, expedem 9.3.3 Permissão
determinações gerais ou especiais a seus
subordinados, ou designam servidores para funções Ato pelo qual o Poder Público faculta ao particular a
e cargos secundários. Por portarias também se execução de serviços de interesse coletivo, ou o uso
iniciam sindicâncias e processos administrativos. especial de bens públicos.

9.2.5 Ordens de Serviço 9.3.4 Aprovação

São determinações especiais dirigidas aos Ato pelo qual o Poder Público aprova a legalidade ou
responsáveis por obras ou serviços públicos, mérito de órgão público ou entidade particular.
contendo imposições de caráter administrativo
9.3.5 Admissão

9.2.6 Provimentos Ato pelo qual o Poder Público defere ao particular


determinada situação jurídica de seu interesse.
São atos administrativos internos, contendo
determinações e instruções que a Corregedoria ou 9.3.6 Visto
os tribunais expedem para a regularização e
uniformização dos serviços, especialmente os da Ato pelo qual o Poder Público controla outro ato da
Justiça, com o objetivo de evitar erros e omissões própria Administração ou do administrado aferindo
na observância da lei. sua legitimidade formal para dar-lhe exeqüibilidade.

9.2.7 Ofícios
9.3.7 Homologação
São comunicações escritas que as autoridades
fazem entre si, entre subalternos e superiores, e Ato pelo qual o Poder Público confere eficácia a
entre Administração e particulares em caráter oficial. outro ato anterior da própria Administração ou de
entidade diversa.
9.2.8 Despachos
9.3.8 Dispensa
São decisões administrativas, das autoridades
executivas (ou legislativas ou judiciárias, mas em Ato que exime o particular do cumprimento de
funções administrativas), em papéis, requerimentos determinada obrigação até então exigida por lei.
e processos sujeitos à sua apreciação.
9.3.9 Renúncia

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9.5 Atos Punitivos
Extinção de um crédito ou direito próprio, liberando
a pessoa obrigada perante a Administração. São atos que contém uma sanção imposta pela
Administração àqueles que infrigem disposições
9.3.10 Protocolo Administrativo legais, regulamentares ou ordinatórias dos bens ou
serviços públicos. Não podem ser confundidas com
Ato pelo qual o Poder Público acerta com o particular sanção civil decorrente de não cumprimento de
a realização de determinado empreendimento ou contrato administrativo.
atividade ou a abstenção de certa conduta, no
interesse recíproco da Administração e do Os atos punitivos podem ser:
administrado signatário do instrumento protocolar.
a) internos: funcionários (exercício do poder
discricionário);
9.4 Atos Enunciativos
b) externos: administrados (exercício do poder
São atos que enunciam uma situação existente, sem vinculado).
qualquer manifestação de vontade da
Administração. São também chamados de atos de 9.5.1 Multa
pronúncia. Por tais atos a Administração certifica ou
atesta um fato, emitindo uma opinião sobre É toda imposição pecuniária a que se sujeita o
determinado assunto, sem se vincular ao seu administrado a título de compensação do dano
enunciado. presumido pela infração. Há multas administrativas
e multas fiscais, não se confundindo ambas com as
9.4.1 Certidões multas criminais.

São cópias ou fotocópias fiéis e autenticadas de atos 9.5.2 Interdição de Atividade


ou fatos constantes de processo, livro ou documento
que se encontre nas repartições públicas. É É o ato pelo qual a Administração veda a alguém a
obrigatória a expedição (prazo usual de 15 dias, Lei prática de atos sujeitos ao seu controle, ou que
9.051/95). incidam sobre seus bens.
9.4.2 Atestados
9.5.3 Destruição de Coisas
São atos pelos quais a Administração comprova um
fato ou uma situação, de que tenha conhecimento É ato sumário da Administração, pelo qual se
por seus órgãos competentes. inutilizam alimentos, substâncias, objetos ou
instrumentos imprestáveis ou nocivos ao consumo,
9.4.3 Pareceres ou de uso proibido por lei.

São manifestações de órgãos técnicos sobre 9.5.4 Afastamentos de Cargo ou Função


assuntos submetidos à sua consideração. Tem
missão meramente opinativa. É ato pelo qual a Administração faz cessar o
exercício de seus servidores, ou a título provisório,
a) Parecer Normativo ou a título definitivo.
Aprovado é convertido em norma de procedimento
interno

b) Parecer Técnico
Provém de órgão especializado e não pode ser
contrariado por leigo ou superior hierárquico.

9.4.4 Apostilas

Atos enunciativos de situação ou direito. Não


declara, reconhece.

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RESUMO DOS ATOS EM ESPÉCIE: 2- Decreto autônomo, independente: É aquele
que disciplina matéria não regulada em lei. A
• DECRETOS: doutrina há muito entendia não haver esse tipo de
São atos emanados pelo chefe do Poder Executivo decreto no Brasil, entretanto, atualmente, após a
do Ente Federativo (Presidente da República, Emenda Constitucional 32, existe a previsão
Governador ou Prefeito), podendo ser atos gerais ou excepcional desse tipo de decreto no artigo 84 VI da
individuais. Será um decreto geral quando se dirigir Constituição:
indistintamente a todas as pessoas que se
encontrem em determinada situação (nesse caso, “Art. 84. Compete privativamente ao Presidente da
um decreto normativo) ou será um decreto República:
individual quando se dirigir a pessoa ou grupo de ...
pessoas determinadas, gerando um efeito concreto. VI – dispor, mediante decreto, sobre:
O decreto geral pode ainda ser de dois tipos: a)organização e funcionamento da administração
federal, quando não implicar aumento de despesa
1- Decreto regulamentar, de execução: É o nem criação ou extinção de órgãos públicos;
decreto propriamente dito, editado para fiel b)extinção de funções ou cargos públicos, quando
execução das leis. vagos;”

Então:

GERAL Ato normativo. Exemplo: decreto regulamentar de lei;


DECRETO
INDIVIDUAL Ato não normativo. Exemplo: decreto de nomeação.

Certo é que os decretos autônomos não podem criar obrigações não previstas em lei, visto que “ninguém é
obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei”.
Podemos dizer ainda que os decretos são atos normativos derivados (porque não criam direito
novo), enquanto a lei é ato normativo originário (porque cria direito novo, originário)
• REGULAMENTOS: Colocados em vigor por decretos, a fim de regular algumas matérias de decretos
para sua fiel execução.
• RESOLUÇÕES: Atos emanados por altas autoridades que não o chefe do Poder Executivo, tais como os
Ministros de Estado e Secretários Estaduais ou Municipais.
• REGIMENTOS: Aplicações internas às repartições.
• DELIBERAÇÃO: Decisões normativas de órgãos colegiados que deliberaram sobre determinado
assunto de sua competência.
• LICENÇA: Ato unilateral e vinculado pelo qual a Administração faculta àquele que preencha os
requisitos legais o exercício de uma atividade. Ex: Licença de obra.
• AUTORIZAÇÃO e PERMISSÃO: Atos unilaterais e discricionários pelos quais a Administração faculta
ao particular o uso privativo de bem público ou o desempenho de atividade que, sem esse consentimento,
seriam legalmente proibidos. As diferenças entre eles serão melhor estudadas adiante.
• APROVAÇÃO: Ato unilateral e discricionário pelo qual se exerce o controle do ato administrativo.
• ADMISSÃO: Ato unilateral e vinculado pelo qual a Administração reconhece ao particular, que
preencha os requisitos legais, o direito à prestação de um serviço público, como por exemplo a admissão a
escola pública.
• VISTO: Ato unilateral pelo qual a autoridade competente atesta a legitimidade formal de outro ato
jurídico, independentemente de deliberar sobre a matéria do seu conteúdo.
• HOMOLOGAÇÃO: Ato unilateral e vinculado pelo qual a Administração reconhece a legalidade de um
ato jurídico, posteriormente a ele, verificando se foi editado de acordo com o que prescreve a lei.
4.10 – CONVALIDAÇÃO, SANATÓRIA OU SANEAMENTO:
Quando o elemento que invalidava o ato é substituído posteriormente pela Administração, se for
interessante, se não causar lesão a terceiros de boa-fé e for mais econômico do que anular. Nem todo ato

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administrativo viciado poderá ser convalidado, sendo necessário verificar-se qual elemento do ato foi
viciado.

Se o problema for em relação à COMPETÊNCIA, como quando um Ministro de Estado assina um ato
administrativo, no lugar do Presidente da República, é possível a convalidação, também chamada de
ratificação, quando não se tratar de competência exclusiva, sendo possível a delegação de competência.
Nesse caso, se um agente podia ter delegado competência a outro agente mas, por algum motivo, não o
fez, poderá ratificar o ato já assinado caso concorde. Se a competência é exclusiva, não é possível a
ratificação.

Quanto à FINALIDADE ou MOTIVO, nunca é possível a convalidação, vez que eles correspondem a
situações de fato. Ou o motivo ocorreu ou não. Ou a finalidade é a que decorre de lei ou não.

Quanto à FORMA, é possível a convalidação se a forma não era essencial à validade do ato.

Quanto ao OBJETO, não é possível a convalidação. Neste caso pode ocorrer a figura da CONVERSÃO,
quando a Administração converte um ato inválido em ato de outra categoria, aproveitando os efeitos já
produzidos. Um exemplo seria o de uma concessão de uso feita sem licitação, quando a lei exige. Pode ser
convertida em permissão de uso, em que não há a mesma exigência de licitação.

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• EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO 1: 4) Um ato administrativo será válido se
preencher todos os requisitos jurídicos para sua
prática, nada importando considerações morais a
AGENTE DA POLÍCIA FEDERAL 97/CESPE UNB: respeito do seu conteúdo. ( )
4.2) Acerca do controle da administração, julgue 5) Sendo o ato administrativo legal, porém
os itens: inconveniente ou inoportuno, à Administração
1) A revogação é privativa da própria Pública é dado anulá-lo.( )
Administração. ( )
2 O motivo da revogação é a inconveniência ou
a inoportunidade de um ato administrativo. ( ) INSS 97/ CESPE UNB:
3) A administração, para anular ato 4.5) Marque Certo ou Errado:
administrativo, depende de provocação do No âmbito da administração pública, a lei regula
interessado. ( ) determinadas situações de forma tal que não
4) Todo ato administrativo ilegal tem, resta para o administrador qualquer margem de
necessariamente, que ser anulado e seus efeitos, liberdade na escolha do conteúdo do ato
em conseqüência, excluídos do mundo jurídico. ( administrativo a ser praticado. Ao contrário, em
) outras situações, o administrador goza de certa
liberdade na escolha do conteúdo, da
conveniência e da oportunidade do ato que
INSS 97/CESPE UNB: poderá ser praticado. Acerca desse importante
4.3) Marque Certo ou Errado: tema para o direito administrativo –
1) Caso exista norma jurídica válida, prevendo discricionariedade ou vinculação administrativa e
que o atraso no recolhimento de contribuição possibilidade de invalidação ou revogação do ato
previdenciária enseja multa de 5% calculada administrativo -, julgue os seguintes itens:
sobre o valor devido, a aplicação desse dispositivo 1) O ato discricionário não escapa do controle
legal será definida como atividade discricionária. ( efetuado pelo Poder Judiciário. ( )
) 2) A discricionariedade administrativa decorre
2) Segundo a lei e a doutrina majoritária, da ausência de legislação que discipline o ato.
motivo, forma, finalidade, competência e objeto Assim, não existindo proibição legal, poderá o
integram o ato administrativo. ( ) administrador praticar o ato discricionário. ( )
3) No direito brasileiro, atos administrativos 3) Um ato discricionário deverá ser anulado
válidos podem ser revogados. ( ) quando praticado por agente incompetente. ( )
4) Mesmo que ditada pelo interesse público, a 4) Ao Poder Judiciário somente é dado revogar o
revogação de um ato administrativo que afete a ato vinculado. ( )
relação jurídica mantida entre um Estado e um 5) O ato revocatório desconstitui o ato revogado
particular pode gerar o dever de o primeiro com eficácia ex nunc. ( )
indenizar o segundo. ( )
5) Não cabe ao judiciário indagar do objeto
visado pelo agente público ao praticar TCMRJ 2000/FJG:
determinado ato, se verificar que o administrador 4.6) Sobre os atos administrativos, pode-se
atuou nos limites de sua competência. ( ) afirmar que:
a) a aprovação é espécie de ato unilateral,
discricionário e precário pelo qual a administração
INSS 97/CESPE UNB: faculta ao particular o uso privativo de bem
4.4) Marque Certo ou Errado: público que, sem esse consentimento, seria
1) Em linha de princípio, o agente público legalmente proibido.
carente de competência para a prática de um b) devem ser sempre motivados, a fim de que
certo ato pode substituir o agente competente fiquem sujeitos ao exame de legalidade a cargo
para tanto, desde que ambos pertençam ao do Tribunal de Contas.
mesmo órgão ao qual está afeto o conteúdo do c) são classificados como atos complexos
ato a ser praticado. ( ) quando resultam da manifestação de dois ou mais
2) Em razão do princípio constitucional da órgãos, em que a vontade de um é instrumental
legalidade, a Administração Pública pode, em relação à de outro, que edita o ato principal
unilateralmente – isto é, sem ouvir o particular -, d) a liberdade de atuação da Administração
editar o ato administrativo II para revogar o ato Pública na prática de atos discricionários nunca é
administrativo I, que reconheceu ao administrado total, já que alguns de seus aspectos são sempre
o preenchimento das condições para exercer um vinculados
direito subjetivo, caso constate a ilicitude do ato e) para serem extintos têm que ser,
I. ( ) obrigatoriamente, ilegais ou imorais, conforme
3) Ao Judiciário somente é dado anular atos entender o Tribunal de Contas do Município do Rio
administrativos, não podendo revogá-los. ( ) de Janeiro

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AGU 98: público, quando quem o praticou violou o princípio
4.7) A nomeação de ministro do Superior Tribunal básico da
de Justiça, porque a escolha está sujeita a uma a) economicidade
lista tríplice e aprovação pelo Senado federal, b) eficiência
contando assim com a participação de órgãos c) impessoalidade
independentes entre si, configura a hipótese d) legalidade
específica de um ato administrativo e) moralidade
a) complexo
b) composto d) discricionário AGU 98 - ESAF
c) bilateral e) multilateral 4.11) Quando a valoração da conveniência e
oportunidade fica ao talante da Administração,
para decidir sobre a prática de determinado ato,
AFRF 2003 - ESAF
isto consubstancia na sua essência
4.8) Conforme a doutrina, o ato administrativo,
a) a sua eficácia
quando concluído seu ciclo de formação e estando
b) a sua executoriedade
adequado aos requisitos de legitimidade, ainda
c) a sua motivação
não se encontra disponível para eclosão de seus
d) o poder vinculado
efeitos típicos, por depender de um termo inicial
e) o mérito administrativo
ou de uma condição suspensiva, ou autorização,
aprovação ou homologação, a serem
AGU 98 - ESAF
manifestados por uma autoridade controladora,
4.12) O ato administrativo, a que falte um dos
classifica-se como:
elementos essenciais de validade,
a) perfeito, válido e eficaz
a) é considerado inexistente, independente de
b) perfeito, válido e ineficaz
qualquer decisão administrativa ou judicial
c) perfeito, inválido e eficaz
b) goza da presunção de legalidade, até decisão
d) perfeito, inválido e ineficaz
em contrário
e) imperfeito, inválido e ineficaz
c) deve por isso ser revogado pela própria
Administração
AFRF 2003 - ESAF d) só pode ser anulado por decisão judicial
4.9) O denominado poder extroverso do Estado e) não pode ser anulado pela própria
ampara o seguinte atributo do ato administrativo: Administração
a) imperatividade
b) presunção de legitimidade
c) exigibilidade
d) tipicidade Gabarito:
e) executoriedade
4.2 4.3 4.4 4.5 4.6 - C 4.7 – B
1–C 1-E 1–E 1–C 4.8 - B 4.9 – E
AGU 98 - ESAF 2–C 2-C 2–E 2–E 4.10 - C 4.11 – E
4.10) Um ato administrativo estará 3–E 3-C 3–C 3–C 4.12 - B
4–E 4–C 4–E 4–E
caracterizando desvio de poder, por faltar-lhe o
5-E 5-E 5-C
elemento relativo à finalidade de interesse

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• EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO 2:
1. (Promotor/MP – MG) Enquanto não for decretada a invalidade, o ato administrativo nulo
pode ser executado em razão:
a) da necessidade de assegurar direitos de terceiro;
b) da presunção de veracidade;
c) da presunção de legitimidade;
d) da autorização legislativa;
e) do atributo da imperatividade.

2. (TRF-4ª Região – FCC) No que tange aos atos administrativos, a criação, modificação ou
comprovação de situações jurídicas concernentes a pessoas, coisas ou atividades sujeitas à
ação do Poder Público, correspondem ao requisito:
a) da tipicidade;
b) da razoabilidade; d) do motivo;
c) da finalidade. e) do objeto.

3. (TRF-4ª Região – FCC) É INCORRETA a afirmação que se segue.


a) O conceito de ato administrativo é fundamentalmente o mesmo do ato jurídico.
b) O fato administrativo confunde-se com o ato administrativo.
c) Para o surgimento do ato administrativo é mister o uso da supremacia de Poder Público.
d) No conceito de ato administrativo sempre deve estar presente a finalidade pública.
e) O ato administrativo se diferencia dos atos tipicamente legislativos e judiciais.

4. (TRF-4ª Região – FCC) No que se refere à invalidação dos atos administrativos, é certo
que:
a) o Judiciário revoga ou anula o ato administrativo;
b) o Judiciário somente revoga o ato administrativo;
c) a Administração apenas anula seu próprio ato;
d) a Administração revoga ou anula seu próprio ato;
e) a Administração não pode anular ou revogar seu próprio ato.

5. (TRF-RJ – FCC) São requisitos necessários aos atos administrativos:


a) agente capaz e objeto lícito, apenas;
b) competência, finalidade, forma, motivo e objeto;
c) finalidade forma e motivo, apenas;
d) objeto lícito ou ilícito, competência, finalidade, forma e motivo;
e) competência, finalidade, motivo e objeto lícito ou ilícito.

6. (TRF-RJ – FCC) Os atos administrativos, para os quais a lei estabelece os requisitos e


condições de sua realização, são denominados atos:
a) de gestão;
b) discricionários; d) de império;
c) vinculados; e) gerais e internos.

7. (TRT-9ª Região – NCE) No que concerne à competência para sua edição, o ato
administrativo será sempre:
a) composto;
b) informal; d) discricionário;
c) vinculado; e) complexo.

8. (Escrivão P.F./2002 – CESPE) Se a administração pública praticar ato que satisfaça a


interesse seu mas que desatenda ao fim especificamente previsto na lei autorizadora do ato,
terá havido ofensa ao princípio da finalidade, por desvio desta. ( )

9. (Corregedoria Geral de Justiça – RJ - NCE) A convalidação é:


a) o suprimento da invalidade de um ato administrativo anulável com efeitos ex tunc;
b) o suprimento da invalidade de um ato administrativo anulável com efeitos ex nunc;
c) o suprimento da invalidade de um ato administrativo anulável já impugnado
administrativamente;

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d) o ato discricionário da Administração, visando ao suprimento da invalidade de um ato
administrativo anulável;
e) nenhuma das respostas anteriores.

10. (TRT-9ª Região – NCE) A anulação do ato administrativo se dá em razão de:


a) ilegalidade, produzindo efeito ex tunc;
b) inconveniência, produzindo efeito ex nunc;
c) ilegalidade, produzindo efeito ex nunc;
d) inconveniência, produzindo efeito ex tunc;
e) inoportunidade, produzindo efeito ex tunc.

11. (Téc. Jud. TST/2003 – CESPE) A revogação do ato administrativo decorre do princípio da
autotutela, que permite à administração a invalidação do ato por motivos de oportunidade e
conveniência. Todavia, os atos que gerarem direitos subjetivos para os administrados são
irrevogáveis. ( )

12. (Guarda Municipal-RJ/2002 – NCE) Um dos elementos do ato administrativo é:


a) capacidade;
b) informalismo;
c) objetivo;
d) motivo;
e) plausibilidade.

13. (OAB/SP) Um delegado de polícia, tendo de cumprir um mandado de prisão de um


desafeto, resolve fazê-lo no dia em que este iria tomar posse em um cargo importante, para
que todos os jornais e meios de comunicação pudessem registrar a prisão. Esta atitude do
delegado pode demonstrar:
a) desvio de finalidade;
b) abuso de poder discricionário;
c) arbitrariedade;
d) abuso de poder vinculado.

14. (Proc. Atárquico INSS/1999 – CESPE) Os atos administrativos são dotados de


presunção de legitimidade e veracidade, o que significa que há presunção relativa de que
foram emitidos com observância da lei e de que os fatos alegados pela administração são
verdadeiros. ( )

15. (Promotor/MP – SP) A revogação do ato administrativo, editado pelo Poder


Executivo, pode ser feita:
a) pelo Poder Executivo e pelo Poder Legislativo, por ilegalidade ou conveniência,
respectivamente, no último caso obedecido o quorum regimental;
b) pelo Poder Judiciário, em decorrência de ilegalidade comprovada;
c) pelo Poder Executivo e pelo Poder Judiciário, em decorrência de ilegalidade comprovada;
d) pelo Poder Legislativo, apenas por razões de oportunidade e sempre obedecido o quorum
regimental;
e) pelo Poder Executivo, que editou o ato, por razões de conveniência e oportunidade.

16. (Proc. Atárquico INSS/1999 – CESPE) A motivação de um ato administrativo deve


contemplar a exposição dos motivos de fato e de direito, ou seja, a regra de direito
habilitante e os fatos em que o agente se estribou para decidir. ( C )

17. (Promotor/MP – SP) Em relação às seguintes afirmativas:


I) o Poder Legislativo e o Poder Judiciário também podem praticar atos administrativos;
II) a revogação do ato administrativo é exclusiva da Administração, enquanto sua anulação
também pode ser decretada pelo Poder Judiciário;
III) a auto-executoriedade é atributo de todo ato administrativo.
a) apenas as afirmativas I e III são corretas;
b) apenas as afirmativas I e II são corretas;
c) apenas as afirmativas II e III são corretas;
d) somente uma das afirmativas é correta corretas;

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e) todas as afirmativas são corretas.

18. (Delegado P.F./2004 – CESPE) Ocorre a extinção do ato administrativo por caducidade
quando o ato perde seus efeitos jurídicos em razão de norma jurídica superveniente que
impede a permanência da situação anteriormente consentida. ( )

19. (Magistratura/TJ-SP) Em face de ato administrativo expedido no exercício de


competência discricionária, o controle pelo Judiciário, quando provocado:
a) é restrito aos aspectos de competência e formalidade;
b) é restrito aos aspectos de legalidade do ato;
c) é cabível sem quaisquer restrições;
d) é incabível pela insindicabilidade do ato discricionário.

20. (Magistratura/TJ-SP) Se a autoridade competente declara de utilidade pública para


fins de expropriação bem de inimigo político, visando a afrontá-lo, embora invocando motivo
de interesse público, caracteriza-se:
a) o exercício de poder discricionário;
b) desvio de poder ou de finalidade;
c) exercício de poder político, insuscetível de controle judicial;
d) excesso de poder.

21. (Magistratura/TJ-SP) Atos vinculados ou regrados da Administração Pública


significam:
a) obrigação de distribuir e escalonar funções correlatas;
b) obrigação de estabelecer relação de subordinação entre as diversas categorias de
servidores públicos;
c) obrigação de avocar funções específicas originariamente atribuídas a um subordinado;
d) obrigação do agente público de ficar inteiramente preso ao enunciado da lei.

22. (Magistratura/TJ-SP) Incompetência é um defeito ou vício do ato administrativo, que


ocorre:
a) na omissão ou na observância incompleta ou irregular de formalidades indispensáveis à
existência ou seriedade do ato;
b) no ato que não se inclui nas atribuições legais do agente que o pratica;
c) nos casos e n que o resultado pretendido pelo ato importa violação da Constituição, da lei
ou de outro preceito;
d) nos casos em que a matéria de fato ou de direito, em que se fundamenta o ato, é
materialmente inexistente ou juridicamente inadequada ao resultado obtido.

23. (Magistratura/TJ-SP) Em relação à invalidação dos atos administrativos, pode-se


dizer que:
I) no caso de ilegalidade do ato, a própria Administração pode anulá-lo.
II) ocorrendo revogação de ato administrativo, são válidos os efeitos por ele produzidos até o
momento de sua revogação.
III) o Poder Judiciário pode revogar atos praticados pela Administração.

São corretas:
a) apenas as afirmativas I e II;
b) apenas as afirmativas I e III;
c) apenas as afirmativas II e III;
d) todas as afirmativas.

24. (Delegado D.F./2004 – NCE) A Administração Pública, no exercício do Poder de


Polícia, pode executar seus atos independentemente da manifestação prévia de outro Poder,
ressalvadas poucas exceções. A característica do Poder de Polícia que legitima a conduta
acima descrita denomina-se:
a) imperatividade;
b) auto-executoriedade;
c) presunção de veracidade;
d) presunção de legitimidade;

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e) discricionariedade.

25. (Delegado D.F./2004 – NCE) Em relação aos elementos constitutivos do ato


administrativo, é correto afirmar que:
a) a competência é o elemento do ato administrativo em que pode ser encontrado maior
discricionariedade para a Administração Pública;
b) o elemento motivo também é chamado de motivação;
c) os atos administrativos, como regra, podem ser praticados de uma forma livre, desde que
a lei não exija determinada solenidade como sendo essencial;
d) o elemento motivo corresponde às razões de fato e de direito que servem de fundamento
para o ato administrativo;
e) o vício de competência não admite qualquer tipo de sanatória.

26. (Delegado D.F./2004 – NCE) O ato administrativo motivado poderá ser controlado
através da verificação da compatibilidade das razões de fato apresentadas pela
Administração Pública com a realidade e das razões de direito com a lei. O fundamento para
o controle do ato administrativo na hipótese acima retratada é:

a) teoria dos motivos determinantes;


b) princ. da razoabilidade;
c) princ. da discricionariedade;
d) conceitos legais indeterminados;
e) desvio de poder.

27. (Magistratura/TJ-SP) Um dos princípios do direito administrativo é o da motivação.


Cumpre-se exigência de motivar atos administrativos, enunciando:
a) a intenção com que o agente expede o ato;
b) o dispositivo legal que se entende aplicável à espécie;
c) o fato que, em face da lei, enseja a expedição do ato;
d) o dispositivo legal aplicável e a intenção do agente.

28. (Delegado D.F./2004 – NCE) Sobre as diversas formas de extinção e controle de um


ato administrativo, analise as afirmativas:
I. Denomina-se contraposição a extinção de um ato administrativo em razão da prática de
um novo ato com efeitos opostos ao ato anterior.
II. Como regra, todos os tipos de atos administrativos, vinculados ou discricionários,
admitem revogação por critérios de conveniência e oportunidade.
III. O Tribunal de Contas, no âmbito de sua atuação, pode controlar atos administrativos
praticados por outro Poder.

É/são afirmativa(s) verdadeira(s) somente:


a) I e II;
b) I e III; d) II e III;
c) I, II e III; e) nenhuma.

29. (Delegado D.F./2004 – NCE) Em relação ao controle judicial do ato administrativo,


analise as afirmativas a seguir:
I. O Poder Judiciário não pode controlar o uso correto da discricionariedade administrativa.
II. O controle judicial dos atos administrativos praticados pelo Poder Executivo pode ser
exercido de ofício ou mediante provocação do interessado.
III. Quando houver na lei a previsão de recurso administrativo, a parte interessada somente
poderá acionar o Poder Judiciário após o prévio esgotamento da esfera administrativa.

É/são afirmativa(s) verdadeira(s) somente:


a) I;
b) II; d) III;
c) I e II; e) nenhuma.

30. (Papiloscopista P.F./2004 – CESPE) Do mandamento legal preconizando que qualquer


do povo poderá e que as autoridades policiais e seus agentes deverão prender quem for
encontrado em flagrante delito, decorre que o ato administrativo de polícia é facultativo para

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o particular. Essa espécie de ato administrativo admite coerção estatal para torná-lo efetivo
independentemente de autorização judicial. Mas autorização para emprego de força física
não legitima excesso de violência desnecessária ou desproporcional à resistência, razão por
que, nesse caso, pode configurar-se excesso de poder e abuso de autoridade nulificadores do
ato praticado e ensejadores de ações civis e criminais para reparação do dano e punição dos
culpados. ( )

31. (Agente P.F./2004 – CESPE) A expedição de autorização de porte de arma de fogo


constitui exercício de poder administrativo regulamentar. ( )

Gabarito:

1-C 2-E 3-B 4-D 5-B 6–C


7-C 8-C 9-A 10 - A 11 - E 12 – D
13 – A 14 - C 15 - E 16 - C 17 - B 18 – B
19 – B 20 - B 21 - D 22 - B 23 - A 24 – B
25 – D 26 - A 27 - C 28 - B 29 - A 30 – E
31 - E

"Quando orar, mecha os pés”


Provérbio Hindu.

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