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paisajes

landscapes

Paisagen transgénica
Transgenic landscape
Paisagens Transgénicas
Transgenic Landscapes
Álvaro Domingues

1. Polysemy 1. Polissemia
An excessive polysemy has transformed landscape into a fluctuating concept, vague, precarious and Por excesso de polissemia, paisagem transformou-se num conceito flutuante, vago, instável, próprio
colonisable by numerous meanings that act as metonymies—a figure of speech that consists in the use para ser colonizado por uma diversidade enorme de sentidos que funcionam como metonímias – uma
of one word as a substitute for another with which it is closely associated. In this way, a relation of figura de retórica que consiste em usar uma palavra no lugar de outra, mantendo uma relação de im-
mutual implication is established between the real object and the represented object, as the whole is plicação mútua entre o objecto real e o objecto representado, tomando o todo por uma das suas partes,
represented by one of its parts and one thing is taken for another. uma coisa pela outra.
If we read any of its parts as the whole—which is, in itself, an exercise where images, representations, Tomada a coisa por qualquer das suas evocações –o que equivale a um exercício de expansão de ima-
perceptions, contents, signifiers and also simplifications are expanded—the illusion of a consensus gens, representações, percepções, conteúdos, significantes, significados e também simplificações–, a
(as well as the persistence of polemics) legitimises the coexistence of the whole alongside the realities ilusão do consenso (tal como a permanência da polémica) legitimam a continuidade da existência da
and fictions it summons. Filling the void or the porosity of landscape becomes a black hole of sorts, coisa e das realidades e ficções que convoca. O preenchimento do vazio ou da porosidade da paisagem
sustained by the proliferation of meanings and polemics—the veritable matter of landscape. transforma-a numa espécie de buraco negro que se alimenta da proliferação de sentidos e polémicas
–a verdadeira matéria da paisagem.
The (pseudo-)concepts of landscape inhabit the web of relations in which they are expressed. Hence,
if we question the fluctuating meaning of landscape, we are also questioning its role and what is Os (pseudo)conceitos de paisagem vivem na teia de relações que os exprimem. Por isso, ao questionar-
conveyed by the discourse and representation of landscape: who conducts it and in what context; what se o significado móvel da paisagem, questione-se também para que serve e o que transporta o discurso
conflicts are hidden behind those words or images and what individual or collective concerns do they e a representação sobre a paisagem, quem são os interlocutores, qual é o contexto, quais os conflitos
reveal; who is summoned by this discourse (and who is excluded?), and what motives are behind this. que se escondem por trás das palavras ou das imagens e que inquietações individuais ou colectivas
arrastam consigo; quem é convocado no discurso (quem é excluído?) e com que razões.
Landscapes are like Aristophanes’s clouds: they can assume any given shape, become something else,
be ethereal, generous or threatening, and they can finally turn into pure rhetoric, becoming elusive and As paisagens são como as nuvens de Aristófanes: podem assumir a forma que se desejar, podem-se
vague figures whose role is to seduce listeners. transformar, podem ser etéreas, generosas ou ameaçadoras, podem ser, enfim, pura retórica, figu-
rações fugidias e vagas para seduzir os ouvintes.
Landscape thus becomes an extremely voracious device of intelligibility of the real; it is omnivorous.
It absorbs practically everything and has the advantage of rendering visible (to show or represent, as its Paisagem transformou-se num dispositivo de inteligibilidade do real de uma extrema voracidade; é
own objectification strategy) any given problematic subjected to a process of “landscapisation” (mis omnívoro. Alimenta-se praticamente de tudo com a vantagem de tornar visível (dar a ver ou represen-
18 en paysage).1 The resources employed in these manoeuvres of production of meaning cover a wide
ZARCH No.1 | 2013 spectrum, ranging from the typical “artialisation”2 of the picturesque paradigm that exists behind
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concepts of heritage place or landscape (and its reconversion into a tourist product that produces
Álvaro Domingues identity, distinction and value), to the various discourses of “scientification”, which have, in the wide
Paisagens Transgénicas and structured field of science, numerous instances and platforms of conviction and legitimisation
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and, in environmental issues, a powerful political argument with great social acceptance, at least of
its most general statements.
However, the inescapably mutable nature of landscape bestows it with a precarious, fragile and
vulnerable content, which can be greatly dramatised. The continual tension between preservation/
destruction, stability/threat, pleasure/discontent, acceptation/negation, uncertainty, etc., produces a
similarly constant tension, which has a continual source of afflicted conscience and rationality in
our great social diversity and contradiction: there is an eagerness for confrontation, negotiation,
normativeness, imposition, penalisation, etc., whose aim is to regulate this discord.3
This is why landscape policies are an extremely useful tool for understanding what is really being said
when we discuss the landscape and our actions within the landscape. When we politicise the landscape,
it becomes possible to socially re-centre the “public space” as a device of discussion and conflict, of
implication/belonging to a social collective, but also as a device of negotiation and deliberation of
issues, of actors, as a social structure of current fields, arguments, powers and counter-powers, of those
implicated and those excluded, of the commercial exploitation of landscape, of media involvement and
the “places/territories” of landscape. Augustin Berque defines landscape as “médiance”, a device of tar enquanto estratégia de objectivação) qualquer problemática sujeita a um processo de “paisagifi-
cognition and production of meaning operating in the realms of the senses and identity, in which cação” (mis en paysage)1. Os recursos usados nestas manobras de produção de sentido percorrem um
aesthetics plays an important role in the relations between societies and territories.4 imenso espectro que vai desde a “artialização”2 típica do paradigma pitoresco fundador das noções
As narrative devices, the arguments surrounding landscape reveal the consensuses and contradictions de sítio ou paisagem patrimonial (e a sua reconversão em produto turístico produtor de identidade,
regarding the legitimacy of different modes of development and the actual sense of territory as a distinção e valor), à diversidade dos discursos de “cientifização” que encontram no campo vasto e
“common house”. According to Bruno Latour,5 the “matters-of-concern”—polemics, arguments, estruturado da ciência inúmeras instâncias e plataformas de convicção e de legitimação e, nas ques-
objects of discussion—over the landscape are more enlightening than the elusive meaning of the tões ambientais, um poderoso argumento político de larga aceitação social (pelo menos ao nível dos
“matters-of-fact”. This is because there are no hierarchies of clearly delimited and delineated facts enunciados genéricos).
in the “landscape” as an objective entity, but rather an endless list, a precarious excess of human, No entanto, o carácter necessariamente mutável da paisagem confere-lhe um conteúdo instável, frá-
non-human and hybrid nature-culture subjects that materialise differently through the devices that gil, vulnerável, com um elevado poder de dramatização. A tensão permanente entre a preservação/
reveal them: platforms and social networks; activists and mediators; “us” and “them”; hegemonies, destruição; estabilidade/ameaça; prazer/descontentamento; aceitação/negação; incerteza, etc, produ-
counter-powers and acts of resistance; all this in real and virtual geographies, ranging from the micro- zem uma tensão constante que encontra na própria diversidade e contradição sociais, uma fonte per-
local to the global, from an inscription in very specific and well-delimited territories to networks in a manente de consciência e racionalidade agónicas, ávidas de confronto, negociação, normatividade,
continuous rhizomatic expansion. imposições, penalizações... de modo a regular essa conflitualidade3.
É por esta razão que as políticas da paisagem se revelam de uma extrema utilidade para se perceber
2. Transgenics de que se fala realmente quando se fala de paisagem e de como agir na paisagem. A politização da
Transgenic Landscapes6 emerged out of a need to overcome biases, barriers and illusions of knowledge paisagem permite re-centrar socialmente o “espaço público” como dispositivo de discussão e conflito,
attached to vague concepts7 of landscape—which were paradoxically considered clear and classifiable de implicação/vinculação no contexto de um colectivo social, de negociação e de deliberação em torno
in stable taxonomies—in an attempt to reduce the background noise and existing cacophony and in so das questões, dos actores, da estrutura social dos campos em presença, dos argumentos, dos poderes e
doing gain a better understanding of what really matters in the social malaise expressed in the discourse contra-poderes, dos implicados e dos excluídos, da mercantilização da paisagem, do envolvimento dos
meios de comunicação, dos “lugares/territórios” da paisagem. Augustin Berque define paisagem como
“médiance”, um dispositivo de cognição e de produção de sentido que funciona no registo sensorial e
1 Pierre Donadieu (2002), La société paysagiste, Actes Sud/ENSP. Cf. Bernard Debardieux (2007), “L’empaysagement des socié- identitário onde a estética desempenha um papel importante nas relações entre sociedades e territórios4.
tés occidentales”,“Actualité politique du paysage”, Revue de Géographie alpine, n° 4.
2 A. Roger (1997), Court traité du paysage, Ed. Gallimard, Bibliothèque des Sciences Humaines, Paris. Como dispositivos narrativos, os assuntos em torno da paisagem revelam os consensos e as contra-
3 Cf. José Manuel Martín Morillas (2003), Los sentidos de la violencia, Universidad de Granada, Granada. See also Anne Sgard dições acerca da legitimidade das modalidades de desenvolvimento e o próprio sentido do território
(2002), “Le paysage dans l’action publique: du patrimoine au bien commun”, Cahiers de Géographie du Québec, déc. 2002, n°
spécial, vol. 46, n° 129.
4 Augustin Berque (1990), “Mediance, de milieux en paysages”, coll. Géographiques, GIP Reclus, Montpellier. See also J.M. 1 Pierre Donadieu (2002), La société paysagiste, Actes Sud/ENSP. Cf. Bernard Debardieux (2007), “L’empaysagement des socié-
Besse (2009), Le goût du monde. Exercices de paysage, Actes-Sud/ENSP, Arles. tés occidentales”, “Actualité politique du paysage”, Revue de Géographie alpine, n° 4.
5 Bruno Latour (2005), Reassembling the Social – an introduction to Actor-Network-Theory, Oxford University Press. 2 A. Roger (1997), Court traité du paysage, Ed. Gallimard, Bibliothèque des Sciences Humaines, Paris.
6 Alvaro Domingues (2008), “Paisagens Trangénicas”, in Andre Tavares; Ivo Oliveira, org., Arquitectura em Lugares Comuns, ed. 3 Cf. José Manuel Martín Morillas (2003), Los sentidos de la violencia, Universidad de Granada, Granada; cf. Anne Sgard (2002),
Dafne, Guimarães. “Le paysage dans l’action publique: du patrimoine au bien commun”, Cahiers de Géographie du Québec, déc. 2002, n° spécial,
See also: Pablo Gallego Picard (2010), “The Non-City in the NW of the Peninsula, e-conversations with Álvaro Domingues” in vol. 46, n° 129.
Monografias 5/6, Revista de Arte y Arquitectura, Colexio Oficial de Arquitectos de Galicia, La Coruña. 4 Augustin Berque (1990), “Mediance, de milieux en paysages”, coll. Géographiques, GIP Reclus, Montpellier. Cf. J.M. Besse
7 Alain Bourdin (2011), O Urbanismo depois da Crise, Livros Horizonte, Lisboa. (2009), Le goût du monde. Exercices de paysage, Actes-Sud/ENSP, Arles.
20 enquanto “casa comum”. Repescando Bruno Latour5, os “matter-of-concern” –as polémicas, os as-
ZARCH No.1 | 2013 suntos, as coisas de que se fala– em torno da paisagem, revelam-se mais claros do que a ilusão dos
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“matter-of-fact”, exactamente por que não existem hierarquias de factos claramente delimitados e
Álvaro Domingues demarcados na “paisagem” enquanto coisa objectiva, mas, antes, uma lista interminável, uma sobre-
Paisagens Transgénicas abundância instável de assuntos humanos, não-humanos e híbridos natureza-cultura que se materia-
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lizam diferentemente através dos dispositivos que os revelam: plataformas e redes sociais; activistas e
mediadores; “nós” e “eles”; hegemomias, contra-poderes e actos de resistência; tudo isto em geogra-
fias reais e virtuais que vão do micro-local ao global, da inscrição nítida em determinados territórios
perfeitamente delimitados, a redes em contínua expansão rizomática.

2. Transgénicos
Paisagens Transgénicas6 surgiu como uma necessidade de ultrapassar enviesamentos, bloqueamentos
e ilusões de conhecimento em torno dos conceitos vagos7 de paisagem – paradoxalmente considera-
dos claros e classificáveis em taxionomias estáveis -, tentando diminuir o ruído de fundo e a cacofonia
existente, para melhor perceber o que é que de facto é mais importante no mal-estar social que se ex-
prime no discurso e nas representações sobre a paisagem tornada assunto e bem público, e elemento
de identidade e distinção face aos processos acelerados da globalização-massificação e do sentimento
de perda de identidade. Deste conjunto de questões, são perceptíveis:
• Os fantasmas do risco, da ameaça e da perda8 de bens considerados extraordinários que se exprimem
por atributos excepcionais traduzidos/assimilados em paisagem e respectiva codificação de modos de
about and in representations of landscape as a public concern and a common good, as well as an olhar e avaliar (biodiversidade, recursos naturais, património construído, grandes narrativas da me-
element of identity and distinction in the face of rapid processes of globalisation/mass production and mória colectiva embebidas em determinados lugares, fetichização nostálgica de uma idade de ouro,
a general feeling of loss of identity. Among this set of questions, the following matters become clear: etc.);

• The phantom risk, threat and loss8 of goods considered to be extraordinary, possessing exceptional • O abandono e o estrago que se produziu em territórios mais ou menos mitificados onde antes teriam
attributes translated/assimilated by the landscape and its codification of modes of looking and existido mundos-mais-que-perfeitos e que agora se devolvem à realidade através de um discurso so-
appraising (biodiversity, natural resources, built heritage, great narratives of collective memory bre ruínas, ausências e disfunções que se enredam entre as contradições da construção narrativa do
embedded into certain places, nostalgic fetishisation of a golden age, etc.); éden onde nunca existiu, e a sua re-configuração em contextos considerados actuais, confortáveis e,
sobretudo “sustentáveis”;
• The neglect and damage suffered by more or less mythicised territories, where previously more-
than-perfect-worlds are now thrust back into reality through a discourse about ruins, absences and • A amnésia e a pouca estima face às paisagens ordinárias, niveladas pela banalidade do quotidiano,
dysfunctions enmeshed within the intrinsic contradictions of the narrative construction of an Eden despojadas de memórias, de referências e coisas particulares, privadas de encantamentos e memórias
that never existed there, and its reconfiguration in contexts considered current, comfortable and, above sucessivamente inscritas nos colectivos habitantes e não-habitantes. As paisagens banais e genéricas,
all “sustainable”; sem passado reconhecível ou com linhagem perdida; sujeitas a sucessivas transformações onde não
se percebe um sentido face a uma nova identidade positiva, mas sim, e sobretudo, uma enorme opa-
• The amnesia and low regard afforded to ordinary landscapes, levelled by the banality of daily life, cidade e um rol de controvérsias negativas: estrago, descaracterização, predação, simultaneidade de
divested of memories, references or specificities, deprived of enchantments or memories successively fenómenos não abarcáveis num todo, contradições e doses de défice de auto-estima sobre quem habita
inscribed in resident and non-resident collectives. Banal and generic landscapes, with no recognisable real ou imaginariamente esses lugares;
past or with a broken lineage, subjected to successive transformations with no discernible direction
towards a new positive identity, but rather, and above all, with a great opacity and subjected to a • A construção de simulacros e ficções –ou a proliferação das paisagens artializadas no sentido de
succession of negative controversies: damage, depersonalisation, predation, simultaneity of phenomena A. Roger9 – que se ajustam a (e constroem) novas geografias de paisagens e seus modos de percepção,
that cannot be embraced in a whole, contradictions and measures of low self-esteem regarding who e que abundantemente circulam nos meios de comunicação de massas, na promoção turística, nos
truly inhabits or is imagined to inhabit these places; projectos de desenvolvimento local, nos filmes e nas novelas, na produção artística..., cambiando cons-
tantemente os temas centrais e o branding da legitimação paisagística: a autenticidade, a wilderness,
• The construction of simulacra and fictions—or the proliferation of artialised landscapes in the a tradição, o risco e a aventura, o exótico, o maravilhamento...10;
sense of A. Roger9 —which are adjusted to (and create) new geographies of landscapes and their
modes of perception, and which circulate in abundance in the mass media, in tourism promotion, in
local development projects, in movies and soap operas, in artistic production, etc., constantly shifting 5 Bruno Latour (2005), Reassembling the Social – an introduction to Actor-Network-Theory, Oxford University Press.

between the central themes and branding that legitimise the landscape: authenticity, wilderness, 6 Alvaro Domingues (2008), “Paisagens Trangénicas”, in Andre Tavares; Ivo Oliveira, org., Arquitectura em Lugares Comuns,
ed. Dafne, Guimarães.
tradition, risk and adventure, exoticism, wonder...;10 Cf. Pablo Gallego Picard (2010), “The Non-City in the NW of the Peninsula, e-conversations with Álvaro Domingues” in Mo-
nografias 5/6, Revista de Arte y Arquitectura, Colexio Oficial de Arquitectos de Galicia, La Coruña.
7 Alain Bourdin (2011), O Urbanismo depois da Crise, Livros Horizonte, Lisboa.
8 Ulrich Beck (1992), Risk Society: Towards a New Modernity, Sage, London. 8 Ulrich Beck (1992), Risk Society: Towards a New Modernity, Sage, London.
9 A. Roger (1997), Court traité du paysage, Ed. Gallimard, Bibliothèque des Sciences Humaines, Paris. 9 A. Roger (1997), Court traité du paysage, Ed. Gallimard, Bibliothèque des Sciences Humaines, Paris.
10 Jean Didier-Urbain (2002), L’idiot du voyage. Histoires de touristes, Jean-Didier Urbain, Payot, collection Petite Bilbiothèque 10 Jean Didier-Urbain (2002), L’idiot du voyage. Histoires de touristes, Jean-Didier Urbain, Payot, collection Petite Bilbiothèque
Payot, Paris. Payot, Paris.
22 •Furthermore, the politicisation of landscape through discourses and social practices in various fields
ZARCH No.1 | 2013 of struggle for symbolic power. As M. Weber and P. Bourdieu have pointed out,11 landscape becomes
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a device of symbolic struggle, where the various existing social groups try to impose their interests,
Álvaro Domingues establish their domains, differences and social hierarchies in the way they present and try to legitimise
Paisagens Transgénicas and impose new beliefs and worldviews. The absence of a body to fully legitimise the concept of
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landscape—its complete “scientification”—combined with the persistent use of landscape as a source
of identity and a mediator of social regulation, facilitates the transformation of landscape as a political
object. The scientific contents and their diverse origins shape and inform these validatory junctures,
regardless of their different motives and objectivities.
Among all of these overviews (not all are included and the possible combinations among them have
been omitted), “Feísmo”12 (ugliness) is the one that best helped me understand this issue.
Galicia’s Foro Internacional del Feismo (2006 and 2007) is one of those initiatives that sheds light
on what is at stake in most current arguments about the environment, space, territory or landscape. • em qualquer caso, a politização da paisagem através dos discursos e das práticas sociais em diversos
Feísmo is simply a great catalogue of facts and occurrences associated with a certain Galician malaise campos de luta pelo poder simbólico. No sentido de M. Weber e P. Bourdieu11, a paisagem transforma-
as it faces the crisis, the peripheral nature of the Galician territory, economy and culture within Spain se num dispositivo de luta simbólica, onde os diferentes grupos sociais em presença tentam impor os
and in the global context, the radical changes in new forms of production of landscape (or other issues seus interesses, demarcar domínios, distanciamentos e hierarquias sociais, através do modo como
that have now been transformed into “landscape”, such as the real estate bubble along the coast), and dão a ver e tentam legitimiar e impor novas crenças e visões do mundo. O facto de não existir uma
the dramatisation of the “destruction” of ancient Galicia, following the mass emigration of its farmers, instância de legitimação absoluta do conceito de paisagem –a sua total cientifização– e, ao mesmo
the people who looked after the landscape. tempo, o de a paisagem ser intensamente usada como referente identitário e mediador da regulação
When the meaning of a word is not quite clear—space, territory, environment and landscape, for social, facilita a transformação da paisagem enquanto objecto político. Os conteúdos científicos e as
instance—it can become a sponge: it absorbs any social theme and, when we squeeze it, will produce suas diversas origens participam e informam essas conjunturas de validação, independentemente da
any given subject. In short, these pseudo-concepts become communicational devices which, much variabilidade das suas razões e objectividades.
more than their own variable content, are used as weapons in processes of symbolic struggle, during Deste grupo de questões (não estarão todas e faltarão as combinações possíveis entre todas), foi o
moments of change with a high-degree of social conflict. “Feísmo”12 que melhor me fez ver a verdadeira questão.
This is how I view most of the discussions about changes in the still so-called urban and rural O Foro Internacional do Feismo na Galiza (2006 e 2007) é uma daquelas iniciativas em que melhor
Portuguese landscapes. Due to a lack of knowledge and understanding as to what is changing in se percebe o que está em causa na maioria das discussões actuais sobre ambiente, espaço, território ou
Portuguese society’s modes of territorialisation, current opinion appears to have become ensnared paisagem. O feísmo não é mais do que uma imensa declinação de factos e ocorrências sobre um certo
between the “Historic Centre” (the good old town) and the “Traditional Village” (the bucolic beauty mal-estar galego face à crise, ao carácter periférico do território, da economia e da cultura galegas
of the fields and their simple folk). no contexto Espanhol e global, às mudanças radicais nas novas formas de produção de paisagem (ou
When everything is combined, as if in a process of hybridisation between two species, landscapes outros assuntos transformados em “paisagem”, como a bolha imobiliária ao longo do litoral), ou à dra-
may be called “rururbane”, a very simplified way to designate recognisable socio-territorial patterns, matização sobre a “destruição” da velha Galiza cujos agricultores jardineiros da paisagem emigraram
which may be the product of several different strands (and not just two) of “urbanity” and “rurality”. em massa.
However, these representations endure far beyond their designated reality in a specific space and Quando não se percebe muito bem o que é que as palavras designam –espaço, território, ambiente a
time and, for that reason, the inability to overcome the city/country dichotomy (the confined territory, paisagem, por exemplo–, estas transformam-se, em esponjas: absorvem qualquer temática social e,
densely populated, with a precise shape and boundary vs. the immutable pastoral mirage of wide apertando, também sairá de lá qualquer assunto. Ou seja, estes pseudo-conceitos transformam-se em
country spaces) has resulted in a negative discourse based on the trauma arising from the loss of these dispositivos comunicacionais que, mais do que o conteúdo variável que possam conter, são usados
two spaces. Hence, the ancient image of the city as a model of urbanisation becomes the “suburb”, como artilharia de arremesso nos processos de luta simbólica em momentos de mudança e de forte
“diffuse urbanisation”, “urban dispersion”, etc.; on the other hand, the fields (practically Elysian) conflitualidade social.
become “peri-urbanised”, “industrialised”, etc., resulting in, and reaching its logical conclusion, a É assim que vejo a maioria das discussões sobre o que muda nas paisagens (ainda denominadas)
“diffuse rural industrialisation/urbanisation”. urbanas e rurais portuguesas. Face ao desconhecimento e à incompreensão do que está a mudar nos
What is really at stake behind this composite denomination is a twin metamorphosis: modos de territorialização da sociedade portuguesa, parece que a opinião corrente ficou presa entre
o “Centro Histórico” (a velha e boa cidade) e a “Aldeia Típica” (o bucolismo dos campos e das suas
• Agriculture and farmers (their landscapes too...) now have a residual statistical expression; cultural
gentes simples).
practices and references are combined in an enormous diversity of local/global referents—so why
“rural”, when deprived of the economic centrality of agriculture and of the cultural specificities of Quando tudo se mistura, como se fora um processo de hibridação entre duas espécies, diz-se que as
country life?; paisagens são “rururbanas”, uma maneira muito simplificada para denominar padrões sócio terri-

11 Pierre Bourdieu (1977), Sur le pouvoir symbolique, Annales. Économies, Sociétés, Civilisations, nº 3, 32e année, pp. 405-411.  ierre Bourdieu (1977), Sur le pouvoir symbolique, Annales. Économies, Sociétés, Civilisations, nº 3, 32e année, pp. 405-411.
11 P
Pierre Bourdieu (1986), Ce que parler veut dire, Ed. Minuit. Paris. Pierre Bourdieu (1986), Ce que parler veut dire, Ed. Minuit, Paris.
12 Antón Baamone; Xavier Paz; Alba V. Carpentier et al (2006), “¿Feismo?: destruír un país”, Difusora de Letras, Artes, e Ideas, 12 Antón Baamone; Xavier Paz; Alba V. Carpentier et al (2006), “¿Feismo?: destruír un país”, Difusora de Letras, Artes, e Ideas,
Ourense. See also: Ugliness? Destroying a Country - The End of Humanized Territory, a New Kind of Inner-Colonialism, 2006, Ourense. Consultar em: Ugliness? Destroying a Country - The End of Humanized Territory, a New Kind of Inner-Colonialism,
http://www.feismo.com/descargas.html 2006, http://www.feismo.com/descargas.html
24 toriais reconhecíveis, de facto, por várias linhagens (e não por duas, apenas) de “urbanidade” e de
ZARCH No.1 | 2013 “ruralidade”.
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A questão é que as representações persistem muito para lá da realidade que designam no espaço-tem-
Álvaro Domingues
po e, por isso, a não superação da dicotomia cidade/campo (o território confinado, densamente edifica-
Paisagens Transgénicas
Transgenic Landscapes do, com forma e limites precisos Vs. o fixismo da miragem pastoral dos grandes espaços campestres)
redundou num discurso negativo assente sobre o trauma da perda dos dois. Assim, a velha imagem da
cidade como modelo de urbanização, transforma-se em “subúrbio”, “urbanização difusa”, “dispersão
urbana”, etc.; os campos (quase elísios) foram, por sua vez, “periurbanizados”, “industrializados”, etc.,
dando origem, para fazer o pleno, a uma “industrialização/urbanização rural difusa”.
Por trás desta denominação compósita, o que está de facto em causa é uma dupla metamorfose:
• A agricultura e os agricultores (as suas paisagens também...) passaram a ter uma expressão estatís-
tica residual; as práticas e referências culturais misturam –se numa diversidade enorme de referentes
locais/globais– porquê então “rurais”, sem a centralidade económica da agricultura e as especificida-
des culturais camponesas?;
• A urbanização, enquanto edificação, intensificação infra-estrutural, diversidade cultural, etc., mul-
• Urbanisation, through construction, the intensification of infrastructures, cultural diversity, etc., tiplica-se em padrões distintos de aglomeração e dispersão, antigos e contemporâneos, e, sobretudo,
continues to grow exponentially in different patterns of agglomeration and dispersion, both ancient apresenta-se sem limites estáveis e definíveis; a cidade deu lugar à urbanização extensiva facilitada
and contemporary. But above all, it does not have any stable or definable boundaries; the city has now pela dotação infra-estrutural, espécie de sistema de dispositivos de colonização do território em pro-
been replaced by extensive urbanisation, made possible by the provision of infrastructures, which can funda transformação sócio-tecnológica13.
be likened to a system of devices designed to colonise a territory immersed in a process of profound Como é verdade que apenas reconhecemos imagens com memórias de outras imagens, é a simultaneidade
socio-technological transformation.13 da ocorrência de sinais de um e de outro mundo –campos, casas, fábricas, estradas, comércios...– que
As we only recognise images through memories of other images, the simultaneity of signals belonging alimenta o estranhamento e a dificuldade em não admitir a metamorfose dupla (ou a dupla perda do
to each of these worlds—fields, houses, factories, roads, shops, etc.—is what nurtures this illusion of campo e da cidade). Ao mesmo tempo, como não se consegue ultrapassar a dicotomia cidade/campo,
not accepting the twin metamorphosis (or twin loss of country and city). At the same time, as we are tudo se transforma num processo de “degenerescência” e daí tudo ser “feio”: feio porque estragação
unable to overcome the city/country dichotomy, everything is attributed to a process of “degeneration” da boa e velha cidade, ou feio, porque descaracterização dos campos, ou ambos.
and, as a consequence of this, everything becomes “ugly”: ugly either because the good old city has É precisamente aqui que entra a metáfora transgénica –para quebrar este ciclo vicioso que teima em
vanished or because the country has been squandered, or both. não ver para lá dos (pré)conceitos com que olhamos a realidade:
And this is why we resort to the transgenic metaphor—to break this vicious circle that stubbornly • Transgénica porque, em vez de corpo estável na sua existência e respectiva taxionomia científica, a
refuses to look beyond the (pre-)conceptions with which we face reality: paisagem é obra aberta onde se misturam materiais e processos elementares (genes, DNA) que geram,
• Transgenic because, instead of having a stable body and an intrinsically scientific taxonomy, the organizam e codificam as estruturas e sistemas complexos de que fazem parte. A conceptualização de
landscape is a work-in-progress combining elementary materials and processes (genes, DNA) that paisagem enquanto OGM, organismo geneticamente modificado, não se refere às associações/analo-
generate, arrange and encode the complex structures and systems to which they belong. The landscape gias entre organismo e paisagem, mas à possibilidade de mentalmente perceber a presença simultânea
is not conceptualised as a GMO, a genetically modified organism, on account of possible associations/ de materiais/elementos pertencentes a organismos ou corpos conceptualmente distintos (e respectivos
analogies between organism and landscape, but in order to rationally understand the presence of campos disciplinares, áreas científicas, sistemas taxonómicos, etc. e suas sobreposições e cruzamen-
materials/elements belonging to conceptually distinct organisms or bodies (and their disciplinary tos). Assim, ao nível da ocupação de um simples lote de terreno, pode ocorrer uma horta e um pomar
fields, scientific areas, taxonomic systems, etc., as well as their overlaps and intersections). Hence, (agricultura, agrícola, rural...), uma casa (habitação, arquitectura, família...) com um rés-do-chão co-
the occupation of a simple plot of land can give rise to a vegetable garden or a grove (agriculture, mercial ou industrial (empresa, serviços, indústria, urbano...); a que se acede através de uma estrada
agricultural, rural, etc.), a house (habitation, architecture, family, etc.) with a commercial or industrial (infraestrutura viária, via, trânsito, fluxo, mobilidade, transportes...) que não é propriamente uma rua
ground floor (business, services, industry, urbane, etc.); which can be reached via a road (route, lane, (cidade, espaço público...); ao lado do qual existe um rio com um bosque junto à margem (água, siste-
traffic, flow, mobility, transportation, etc.) that is not really a street (city, public space, etc.); next to ma hídrico, galeria ripícola, ecossistema, etc.); e assim sucessivamente. Esta heterogeneidade remete
which there is a river fronted by a wood (water, hydro system, riparian gallery, eco-system, etc.); and para a natureza compósita e instável das paisagens.
so on. This heterogeneity takes us to the composite and precarious nature of landscapes. • Transgénica porque a mistura de esperança e expectativa sobre os resultados da ciência e da bio-
• Transgenic because the combination of hope and expectation over the results achieved by science, and tecnologia em particular14, está a transformar o universo dos transgénicos numa mistura de sonhos
bio-technology in particular,14 is transforming the transgenic universe into a combination of utopian utópicos e pesadelos apocalípticos. O transgénico agudiza o questionamento da natureza e da “ordem

13 Álvaro Domingues (2009), A Rua da Estrada, Ed. Dafne, Porto; 13 Álvaro Domingues (2009), A Rua da Estrada, Ed. Dafne, Porto;
- idem (2011), A paisagem é um estado de espírito, http://barometro.com.pt/archives/278 (ac. 12/12/2011). - idem (2011), A paisagem é um estado de espírito, http://barometro.com.pt/archives/278 (ac. 12/12/2011).
- See also: Pablo Gallego Picard (2010), “The Non-City in the NW of the Peninsula, e-conversations with Álvaro Domingues” - cf. Pablo Gallego Picard (2010), “The Non-City in the NW of the Peninsula, e-conversations with Álvaro Domingues” in
in Monografias 5/6, Revista de Arte y Arquitectura, Colexio Oficial de Arquitectos de Galicia, La Coruña. Monografias 5/6, Revista de Arte y Arquitectura, Colexio Oficial de Arquitectos de Galicia, La Coruña.
14 Nik Brown. (2003) “Hope against Hype – accountability in biopast, presents and futures”, Science Studies, vol. 16 (2003), nº 2, 14 Nik Brown (2003) “Hope against Hype – accountability in biopast, presents and futures”, Science Studies, vol. 16 (2003), nº 2,
pp. 3-21, Aalto University, http://www.sciencestudies.fi pp. 3-21, Aalto University, http://www.sciencestudies.fi
26 dreams and apocalyptic nightmares. The transgenic intensifies the reappraisal of nature and of the natural das coisas”. De coisa exterior à cultura e à sociedade, o “natural” é cada vez mais uma mistura
ZARCH No.1 | 2013 “natural order of things”. Outside culture and society, the “natural” is, more and more, the product of a de resultados produzidos pelo trabalho científico –sobre-abundantes, instáveis, em acelerado processo
Paisajes Landscapes
combination of scientific results—over-abundant, precarious, going through an accelerated process of de inovação e de fragmentação em especialidades, ou em re-integração como na nanotecnologia ou
Álvaro Domingues innovation and fragmentation in specialties, or being reintegrated, as in nanotechnology and genetic na própria engenharia genética– e quase mitologias culturais em torno de crenças ou desejos face a
Paisagens Transgénicas engineering itself—and near-cultural mythologies based on beliefs or desires, created to address fears medos e incompreensões: longevidade, saúde, ciborgues, riscos, eugenia, etc. O natural desliza com
Transgenic Landscapes
and incomprehension: longevity, health, cyborgs, dangers, eugenics, etc. The natural easily becomes facilidade para o sobrenatural ou então desdobra-se em tantos temas (do vento ao vírus da SIDA) e
the supernatural or expands into so many themes (ranging from the wind to the HIV virus) and scales escalas (do nano ao cosmos) que é cada vez mais difícil perceber o todo: “Natureza” é aquilo que é
(from the nano to the cosmos) that to understand the whole becomes an increasingly difficult task: necessário explicar e não um elemento da explicação. Por outras palavras “Natureza” não é a causa
“Nature” is something that has to be explained and is not itself a part of the explanation. In other das crenças científicas, mas o resultado”15.
words, “Nature” is not the source of scientific beliefs, but rather the outcome of these.15
Depois da “morte de Deus” e do desencantamento do mundo (Max Weber, 1904), as luzes e o racio-
After the “death of God” and the disenchantment of the world (Max Weber, 1904), enlightenment and nalismo instauraram a hegemonia da ciência como produtora de sentido, motor civilizacional, ins-
rationalism instituted the hegemony of science as a producer of meaning and a civilisational drive, tância de legitimação da ordem social e da visão do mundo. Acerca das galinhas enquanto natureza,
which served to legitimise the social order and our worldview. Writing about chickens as nature, Hegel escrevia Hegel em 1806 que “A existência racional de um frango consiste em que seja engordado e
stated in 1806 that “the rational existence of a chicken consists in it being fattened and then eaten. comido. Não há que guardar contemplações com a natureza; mísero sentimentalismo o que se perde
Our task does not require us to contemplate nature; sentimentalism lost in singularities is a wretched em singularidades”16. Curiosamente (ou não) é um moderno hiper-estruturalista e divisor do mundo
thing”.16 Curiously (or perhaps not), it took a modern hyperstructuralist such as Lévi-Strauss, for entre natureza e cultura como Levi-Strauss que, comentando afinidades entre as mitologias do pen-
whom the world was divided between nature and culture, to conclude that the paradox of science is samento selvagem e as racionalidades científicas, acaba por concluir que o paradoxo da ciência é que
that the more we know, the harder it is for us to process our knowledge and the more aware we are quanto mais sabemos, mais dificuldade em processar o que sabemos e maior consciência daquilo que
of what we do not know. Lévi-Strauss concluded this as he dwelled upon the similarities between the não sabemos, isto é, que estamos a um passo de transformar a ciência-quanto-mais-clara-mais-opaca
mythologies produced by the savage mind and the rationalities of science. This means we are one step num grande mito que preenche as inquietações de sempre: a morte, o desconhecido, ou o sentido da
away from transforming the idea that the clearer-science-is-the-more-opaque-it-becomes into a great existência17.
myth, one that is present in all our major concerns: death, the unknown or the meaning of life.17
Passado o estado de graça dessa Ciência luminosa e libertadora encerrada na sua torre de marfim, os
Once science’s enlightening and liberating state of grace ends, locked away in its ivory tower, transgenic organismos transgénicos constituem um exemplo muito claro da complexidade incompreensível da
organisms become a very clear example of the unfathomable complexity of science/technology and of ciência/tecnologia e das falsas evidências acerca das crenças correntes sobre racionalidade, progresso,
the false certainties attached to current beliefs about rationality, progress, certainty, objectivity, etc., certeza, objectividade, etc., dentro dos colectivos ciência/tecnologia/sociedade e das convencionias
within science/technology/society collectives and conventional categories, oppositions and relations categorias, oposições e relações entre “humano”, “tecnológico”, “natural”, “cultural”, etc.18. Os trans-
between “human”, “technological”, “natural”, “cultural”, etc.18 As the aforementioned authors explain, génicos pertencem a uma sócio-natureza muito diferente da natureza-natural ou da wilderness como
transgenics belong to a very different socio-nature from both the natural-nature and the wilderness primeiras-naturezas, como explicam autores acima citados.
as original-natures.
• Transgénica porque, finalmente e como se está a verificar no campo da produção da Arte Transgéni-
• Transgenic finally because, as shown by what has been produced in Transgenic Art, the adjective ca, o adjectivo permite ver e entender a paisagem de outra maneira19, interpelando, inquietando, crian-
allows us to see and understand the landscape differently,19 by the questions it poses and its capacity do e distribuindo sentidos e polémicas. Tal como a produção artística, a representação da paisagem
to perturb, and by producing and spreading meanings and polemics. The representation of landscape (discurso, imagem) é um método de legibilidade e de inteligibilidade do real que, não dispensando
(discourse, image), much like artistic production, is a method of legibility and intelligibility of the real as abordagens científicas e os seus diversos produtos, destrói velhas fronteiras disciplinares e outras
which although continuing to employ scientific methods and their diverse products, breaks down the tantas hegemonias e constrói conhecimento na intersecção das ciências, das artes e da esfera pública.
old disciplinary frontiers and many other hegemonies, thus creating knowledge at the intersection of O poder da estética aqui é o de questionar as regras da obra de arte, i.e., de procurar entender o que
sciences, arts and the public sphere. Here, the power of aesthetics is to question the rules of the work está oculto por trás da obra e dos olhares que ela suscita20.
of art: that is, to try to understand what is hidden behind the work and how it is viewed.20
Dito isto, tanto faz que a arte seja o rosto misterioso da Gioconda, como o urinol que Duchamp co-
locou no museu com o nome de “Fonte”, ou o coelho fluorescente, GFP Bunny de Eduardo Kak. As

15 Wiebe E. Bijker (1997), Of Bicycles, Bakelites, and Bulbs - Toward a Theory of Sociotechnical Change, The MIT Press,
London. 15 Wiebe E. Bijker (1997), Of Bicycles, Bakelites, and Bulbs - Toward a Theory of Sociotechnical Change, The MIT Press,
Braden R. Allenby; Daniel Sarewitz (2011), The Techno-Human Condition, The MIT Press, Cambridge. London.
16 Citado em Daniel Innerarity (1992), “La Naturaleza como invento cultural. Sobre la función da la estética en la sociedade mo- Braden R. Allenby; Daniel Sarewitz (2011), The Techno-Human Condition, The MIT Press, Cambridge.
derna”, Thémata. Revista de Filosofía, nº 10, pp. 520-522. 16 Citado em Daniel Innerarity (1992), “La Naturaleza como invento cultural. Sobre la función da la estética en la sociedade mo-
17 Claude Lévi-Strauss (201), L’Anthropologie face aux problèmes du monde moderne, Ed. Seuil, Paris (textos de 1986). derna”, Thémata. Revista de Filosofía, nº 10, pp. 520-522.
18 Braden R. Allenby; Daniel Sarewitz (2011), The Techno-Human Condition, MIT Press, Cambridge-MA. 17 Claude Lévi-Strauss (201), L’Anthropologie face aux problèmes du monde moderne, Ed. Seuil, Paris (textos de 1986).
19 Ionat Zurr; Oron Catts (2005), “Big Pigs, Small Wings: On Genohype and Artistic Autonomy”, Culture Machine, vol. 7 (2005), 18 Braden R. Allenby; Daniel Sarewitz (2011), The Techno-Human Condition, MIT Press, Cambridge-MA.
http://www.culturemachine.net/index.php/cm/issue/view/3 19 Ionat Zurr; Oron Catts (2005), “Big Pigs, Small Wings: On Genohype and Artistic Autonomy”, Culture Machine, vol. 7 (2005),
See also: Beatriz da Costa; Kavita Philip (2008), Tactical Biopolitics – art, activism and technoscience, The MIT Press, http://www.culturemachine.net/index.php/cm/issue/view/3
London. Cf. Beatriz da Costa; Kavita Philip (2008), Tactical Biopolitics – art, activism and technoscience, The MIT Press, London.
20 Pierre Bourdieu (1992) Les Règles de l’Art, Ed Seuil, Paris. 20 Pierre Bourdieu (1992) Les Règles de l’Art, Ed Seuil, Paris.
Walter Benjamin (2003 [1939]), “The work of art in the age of its technological reproducibility”. In Selected writings, vol. 4, Walter Benjamin (2003 [1939]), “The work of art in the age of its technological reproducibility”. In Selected writings, vol. 4,
1938-1940, pp. 251 283, Cambridge, MA: Belknap Press. 1938-1940, pp. 251 283, Cambridge, MA: Belknap Press.
Carlos André Barrágan (2009), “The Place of Art in the Age of Biotechnological Reproducibility – a review of Beatriz da Cos- Carlos André Barrágan (2009), “The Place of Art in the Age of Biotechnological Reproducibility – a review of Beatriz da Cos-
ta; Kavita Philip (Eds.), Tactical biopolitics: Art, activism, and technoscience, Cambridge, MA, MIT Press, 2008”, Biosocieties, ta; Kavita Philip (Eds.), Tactical biopolitics: Art, activism, and technoscience, Cambridge, MA, MIT Press, 2008”, Biosocieties,
4, London School of Economics and Political Science, pp 328-332. 4, London School of Economics and Political Science, pp 328-332.
validações estéticas da arte e os seus julgamentos de valor podem-se perfeitamente fazer, prescin-
dindo de saber se o que está naquela obra é socialmente irrelevante, trivial ou de suma importância.
O contrário também é verdade, mas a estrita avaliação estética da arte não pode existir sem uma
experiência cognitiva intensa: “(...) da mesma maneira que o valor económico, afectivo, decorativo,
político, terapêutico, que algumas obras de arte possam ter, não garante o seu valor enquanto arte”,
e que “a arte tem o valor que tem na medida em que, tal como a ciência, é uma forma de aumentar o
nosso conhecimento do mundo. Este é um aspecto central do cognitivismo estético”.
Outra coisa é a intencionalidade do “artista” e a diferença abismal que pode existir entre isso e o modo
como os produtos, artes, artefactos ou a actividade artística são recebidos individual ou colectivamen-
te: prazer, apaziguamento, dor, alegria, devoção, divertimento, raiva ou o que for, sendo que também
o grau de subjectividade será tão grande que o que pode ser para uns tortura, seja para outros beleza e
“elevação” sensorial. No caso da Arte Transgénica, a intencionalidade é explícita e a arte é pela arte
porque usa o seu poder de acção/produto/processo de interpelação social. Como escrevia Nietzshe a
propósito do papel crítico da arte e do seu poder de sancionamento ou inversão dos códigos morais e
Having said that, it does not matter whether art is embodied by the mysterious face of the Mona Lisa, éticos, esta é uma arte de “transvaloração de todos os valores”21.
by Duchamp’s urinal, entitled Fountain and placed in a museum, or by Eduardo Kak’s fluorescent
Dado peso das questões da arte e da estética em torno da paisagem, seguiremos aqui a proposta de J.
GFP Bunny. It is perfectly admissible to make aesthetic appreciations of art and, connected with this,
Rancière: “estético não designa nem a teoria da arte em geral, nem uma teoria da arte que remeteria
value judgements, regardless of whether or not we know if the content of any given work is socially
para os seus efeitos sobre as sensibilidades, mas um regime específico de pensamento e de identifi-
irrelevant, trivial or of great importance. The opposite is also true, but such a strictly aesthetic appraisal
cação das artes –um modo de articulação entre as maneiras de fazer, as formas de visibilidade dessas
of art cannot exist without an intense cognitive experience: “(...) similarly, the hypothetical economic,
maneiras de fazer e os modos de pensar as suas relações”22. Reproduzindo a escolha para o título da
affective, decorative, political or therapeutical worth of some works of art does not warrant their
obra citada, “Estética e Política: a partilha do sensível”, é exactamente disso que se trata: como é que
value as art” and, furthermore, “the value of art lies in the fact that, much like science, it allows us to
se organiza a partilha daquilo que se torna sensível e relevante para um colectivo social.
increase our knowledge of the world. This is a key aspect of aesthetic cognitivism.”
O tratar-se de arte, ciência, política ou de qualquer outro campo de produção/acção cultural em torno
Another factor is the intentionality of the “artist” and the colossal difference that may sometimes exist
da paisagem, não significa que se esteja a defender qualquer equivalência entre estes modos de falar
between the artist’s intentions and the individual or collective response to products, arts, artefacts or the
e de construir as razões da fala. Trata-se apenas de dar a ver de forma distinta, de construir polémi-
artistic activity as a whole: pleasure, appeasement, pain, joy, devotion, fun, anger or any other feeling;
cas, de tentar objectivar ultrapassando a ilusão de objectivação que povoa tantos discursos sobre a
furthermore, there may also be a great degree of subjectivity and what for some may feel like torture,
paisagem. Ao usar-se o adjectivo transgénico, assume-se toda a carga de fascínio, de polémica, de
to others may be beautiful or sensorially “uplifting”. In the case of Transgenic Art, intentionality is
sensacionalismo, de transgressão, de esperança..., que está contido nos resultados da investigação
explicit and art is for art because it uses its power of action / product / process of social interpellation.
em biotecnologia e, ao mesmo tempo, invoca-se a biologia enquanto campo cultural eminentemente
As Nietzsche wrote concerning the critical role of art and its power to sanction or invert the moral and
científico com toda a carga de rigor que decorre dos processos universais de legitimação/falsificação
ethical codes, this is an art concerned with the “revaluation of all values.”21
dos resultados da investigação biológica.
Given the weight of issues of art and aesthetics surrounding the landscape, here we might look to the
O transgénico desafia a Natureza, frequentemente entendida como instância absoluta de legitimação
definition proposed by J. Rancière: “Aesthetics does not refer to the aesthetic theory of art in general,
da razão das coisas, de carácter transcendental e autónoma em relação à cultura e, por isso de elevado
or to a theory of art concerned with its effects on the sensibilities, but to a specific regime of thinking
poder normativo como na moral e na ética – o transgénico é contra naturam porque desafia a ordem
about and identifying artistic phenomena—a way of articulating ways of doing, forms of visibility of
natural das coisas. Por isso, as questões da bioética obrigam a preencher os sentidos da natureza a
these ways of doing and ways of thinking about their relationship”.22 The title of the work cited, The
partir, simultaneamente, do desenvolvimento das ciências (a fábrica de conhecimento sobre a natureza
Politics of Aesthetics: The Distribution of the Sensible, is exactly what it is: organising the distribution
e os seus conteúdos e significados) e da teia social em que se produzem e enredam os factos científi-
of what becomes sensible and relevant to a social group.
cos –aquilo que Bruno Latour denomina os “híbridos natureza-cultura”–, ultrapassando assim a falsa
Dealing with art, science, politics or any other field of production / cultural action concerned with the evidência da universalidade da natureza (a natureza no singular), face à pluralidade das culturas23.
landscape, does not mean that one is advocating an equivalence between these modes of speaking and No limite, e tratando-se de uma natureza sintetizada, o transgénico enfrenta as questões polémicas da
building the reasons of speech. This is simply to show in a different way, to build controversies, to “ética sintética” relacionada com “vida artificial”, e os “cientistas fazendo de deuses”24. Para lá dos or-
try to objectify, and to overcome the illusion of objectification that populates so many speeches about ganismos vivos, a biotecnologia e a biologia molecular ocupam-se de componentes, partes ou sistemas
the landscape. The use of the adjective “transgenic” implies bearing the whole load of fascination, de organismos vivos, compondo novos organismos e modificando outros numa espécie de expansão
polemic, sensationalism, transgression, hope, etc., that is contained in biotechnology research. At the
same time, it invokes biology as an eminently cultural and scientific field with all of the rigour that
stems from the universal processes of legitimation / falsification of the results of biological research.
The transgenic organism defies nature, often understood as an instance of absolute legitimacy of the 21 Citado em Steven Leuthold (2011), Croos-Cultural Issues in Art – frames for understanding, Routledge, NY, London, p. 107.
reason of things, having a transcendental character independent of culture and therefore containing 22 Jacques Rancière (2010), Estética e Política – a partilha do sensível, Ed. Dafne, Porto (entrevista e glossário por Gabriel Roc-
khill; tradução de Vanessa Brito), p. 10, sublinhado nosso.
23 Cf. Bruno Latour (2001), Les politiques de la nature, La Découverte, Paris. Ver também Erik Swyngedouw (2011), “La Natura-
leza no existe! La sostenibilidad como síntoma de una planificación despolitizada”, Urban NS01, Departamento de Urbanística
21 Quoted in Steven Leuthold (2011), Croos-Cultural Issues in Art – frames for understanding, Routledge, NY, London, p. 107. Y Ordenación del Territorio, Universidad Politecnica de Madrid, Madrid, pp. 22-66.
22 Jacques Rancière (2010), Estética e Política – a partilha do sensível, Ed. Dafne, Porto (interview and glossary by Gabriel Roc- 24 Jens Hauser; Markus Schmidt (2011), Synth-ethic: Art and Synthetic Biology Exhibition, Naturhistorisches Museum Wien,
khill; translation by Vanessa Brito), p. 10, underscore our. Vienna, http://www.biofaction.com/synth-ethic/#about-synth-ethic (ac. em Maio de 2012).
30 a normative power as lofty as morals and ethics—the transgenic is unnatural because it defies the
ZARCH No.1 | 2013 natural order of things. Therefore, bioethical issues oblige us to imbue nature with meanings derived
Paisajes Landscapes
from the development of the sciences (the factory of knowledge about nature and its contents and
Álvaro Domingues meanings) and from the social web in which scientific facts are produced and entangled—what Bruno
Paisagens Transgénicas Latour calls the “hybrid nature-culture”—and thus overcome the false evidence of the universality
Transgenic Landscapes
of nature (a unique nature), opposed to the plurality of cultures.23 Ultimately, and in the case of
a synthesised nature, transgenics raises contentious “synthetic ethical” issues related to “artificial
life”, and “scientists playing god.”24 Beyond living organisms, biotechnology and molecular biology
are concerned with the components, parts or systems of living organisms, forming new bodies and
modifying others in a sort of expansion of biodiversity that is not produced by spontaneous processes
of “nature” and what “it is natural” (here understood as that which is not only acceptable but also
predictable and consensual).
Landscape has to be fictionalised to objectify its constantly growing reality. As visions of the world,
these fictions organise the facts into narratives (including so-called scientific/technical narratives),
without which the facts are just interminable lists of things subject to an endless process of scrutiny
regarding their profound or non-existent social validity—a kind of chaos of facts.
In any case, assuming that reality is the part of fiction that can prove that it exists,25 the landscape will
become, as in geography, a tool for understanding reality. Everything therefore becomes a process of
legitimisation, which inevitably brings us back to the political construction of landscape.
As in transgenics and discussions on bioethics, the reasons of scientific knowledge intersect with
greater and more powerful reasons that fuel the delicate ecosystem of politics, modes of expression
and the exercise of power within social collectives. Hence, landscape signifies a place or territory
to which we belong or can recognise, a shared house that is never quite tidy... This means that the de biodiversidade que não é produzida pelos processos espontâneos da “natureza” e daquilo que “é
“landscaping” of polemics involves centering controversies in a specific place or geographic location, natural” (entendido aqui como aquilo que é não só aceite, como previsível e consensual).
which rather than a simple arena of political action is itself the subject of discussion and deliberation. É necessário ficcionar a paisagem para objectivar a sua realidade em permanente construção. São es-
“Landscape” thus becomes a representation that is composed of actions and validations of various sas ficções, enquanto visões do mundo, que depois organizam os factos em narrativas (incluindo as di-
social actors—public and non-public—their places and fields of belonging, and their strategies and tas científico/técnicas) sem as quais os factos são apenas listas infinitas de coisas sujeitas a um sem fim
modes of legitimisation, as the aforementioned Anne Sgard explains. de processos de escrutínio sobre a sua muita ou nula validade social –uma espécie de caos de factos.
Georg Simmel wrote the following in 1913: Em todo o caso, assumindo que o real é a parte da ficção que se consegue provar que existe25, a pai-
“For there to be a landscape, our consciousness has to acquire a wholeness, a unity, over and above sagem será, como na Geografia, um instrumento de inteligibilidade do real. Tudo redunda, portanto,
its component elements, without being tied to their specificity or mechanistically composed of them. If num processo de legitimação que nos obriga retornar à construção política da paisagem
I am not mistaken, we are rarely aware that a landscape is not formed out of an ensemble of all kinds Tal como nos transgénicos e nas discussões sobre bioética, as razões do conhecimento científico cru-
of things spread out side-by-side over a piece of ground and which are viewed in their immediacy.”26 zam-se com razões maiores que são aquelas que alimentam o delicado ecossistema da política, dos
In this, G. Simmel was close to the theories of Gestalt psychology. The whole is more than the sum of modos de expressão e de exercício de poder dentro dos colectivos sociais. Aí, paisagem significa lu-
its parts in the sense that it is the perception of the whole that gives meaning to the parts and completes gar, território de pertença ou de referência e, por isso, casa comum nunca definitivamente arrumada.
its meanings. The whole (as figure and figure-forming of sense) is the coherence rescued from the Quer isto dizer que a “paisagificação” das polémicas implica uma centragem num lugar ou referência
chaos of reality and its meaningless. It is what gives meaning to things which appear together and geográfica que mais do que simples arena da acção política é ela própria objecto de discussão e de deli-
are thus grouped and presented to us as regular, simply arranged in accordance with stable patterns beração. “Paisagem”, converte-se assim numa representação que se compõe de acções e de validações
through the repetition or similarity of elements and their combinations... and other criteria of legibility dos vários actores sociais –públicos ou não-públicos–, seus lugares e campos de pertença e respectivas
and comprehensibility. According to Simmel, this is how we perceive “landscape” instead of what estratégias e modos de legitimação, como explica Anne Sgard já anteriormente citada.
could be a simple summation of fields, houses, roads, or passing clouds. However, this wholeness is Georg Simmel escrevia em 1913 que para que houvesse uma consciência de paisagem, teria que haver
a state of mind—a mood or zeitgeist—a spirit of the times, a predisposition and not a characteristic a percepção de um “todo” ou “unidade” cuja presença se sobreporia às diversidades específicas das
inherent to the objective facts that make up the landscape. Fictions, therefore, but strong enough to suas partes enquanto “coisas” dispostas lado a lado em frente ao nosso olhar:
“For there to be a landscape, our consciousness has to acquire a wholeness, a unity, over and above
its component elements, without being tied to their specificity or mechanistically composed of them. If
23 Bruno Latour (2001), Les politiques de la nature, La Découverte, Paris. See also: Erik Swyngedouw (2011), “La Naturaleza I am not mistaken, we are rarely aware that a landscape is not formed out of an ensemble of all kinds
no existe! La sostenibilidad como síntoma de una planificación despolitizada”, Urban NS01, Departamento de Urbanística Y
Ordenación del Territorio, Universidad Politecnica de Madrid, Madrid, pp. 22-66.
of things spread out side-by-side over a piece of ground and which are viewed in their immediacy”26.
24 Jens Hauser; Markus Schmidt (2011), Synth-ethic: Art and Synthetic Biology Exhibition, Naturhistorisches Museum Wien,
Vienna, http://www.biofaction.com/synth-ethic/#about-synth-ethic (ac. in may 2012).
25 Joan Fontcuberta (1997) El Beso de Judas, fotografia y verdade. Barcelona, Ed. Gustavo Gili. 25 Cf. Joan Fontcuberta (1997) El Beso de Judas, fotografia y verdade. Barcelona, Ed. Gustavo Gili.
26 Georg Simmel (1913), “The Philosophy of Landscape”, translated by Josef Bleicher, em Theory, Culture & Society, 2007, vol. 24 26 Georg Simmel (1913), “The Philosophy of Landscape”, traduzido por Josef Bleicher, em Theory, Culture & Society, 2007, Vol. 24
(7-8), SAGE, Los Angeles, London, New Delhi, and Singapore, pp. 20–29. http://tcs.sagepub.com/content/24/7-8/20.full.pdf (7-8), SAGE, Los Angeles, London, New Delhi, and Singapore, pp. 20–29. http://tcs.sagepub.com/content/24/7-8/20.full.pdf
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ZARCH No.1 | 2013
Paisajes Landscapes

Álvaro Domingues
Paisagens Transgénicas
Transgenic Landscapes

resolve and make sense: as Simmel said about overlapping alpine landscapes, “the restlessness of G. Simmel estava assim próximo das teorias da psicologia da Gestalt. O todo é mais do que a soma
dispersive forms.” das partes no sentido em que é a percepção do todo que dá sentido às partes e que as completa. O todo
(como figura e configuração formadora de sentido) é a coerência resgatada do caos da realidade e do
The concept of Transgenic Landscape addresses exactly this restlessness of dispersive forms. Accepting
seu sem sentido; é o que dá significado às coisas que aparecem juntas e que assim se agrupam e se nos
the landscape as a transgenic composition is tantamount to producing an alternative explanation about
apresentam como regulares, ordenadas de forma simples, segundo padrões estáveis, por repetição ou
the nature of things, challenging the ethics and aesthetics which, explicitly or implicitly, are inherent
semelhança de elementos e suas combinações... e outros critérios de legibilidade e de inteligibilidade.
to the representations and imagery of landscape—as in artistic work, to building a “representation of
É assim que, segundo Simmel, perceberemos “paisagem” no lugar daquilo que podia ser um simples
the device possible (undesirable and desirable),” with all that that implies in terms of agreement and
somatório de campos, casas, estradas, ou nuvens que passam. Contudo, esse todo é um estado de
transgression,27 but most of all, knowledge.
espírito –mood ou zeitgeist– um ar do tempo, uma predisposição e não uma característica objectiva
Given the opacity of the landscape as a whole—an expression that refers to the difficulty or inability inerente aos factos de que se compõe a paisagem.. Ficção, portanto, mas suficientemente forte para
to delineate the system that constitutes the vague concept of landscape—and the impossibility of resolver e dar sentido, como o mesmo Simmel disse a propósito das paisagens alpinas que se sobre-
assigning a broad and unique sense widely shared by different social fields, the metaphor transgenic punham, “à inquietude dispersiva das formas”.
allows us:
O conceito de Paisagem Transgénica dirige-se exactamente a esta inquietude dispersiva das formas.
• From the scientific point of view, to operationalise an attitude of approach to landscape that is capable Assumir a paisagem como composição transgénica equivale a elaborar uma alternativa acerca da
of relativising or replacing such “coherent wholeness”, and the supposed stability of the classifications explicação daquilo que as coisas podem ser, desafiando a ética e a estética que, explicita ou impli-
and types of “purity” that are assigned to the landscape (a kind of genetic purity that abounds landscape citamente, vivem nas representações e no imaginário da paisagem –tal como no trabalho artístico,
studies), and leaving more space for diversity in the composition of the elements, their heterogeneity construir um “dispositivo de representação dos possíveis (indesejáveis e desejáveis)” com tudo o que
and instability, the simultaneity of events, interaction, conflict; isso implica em matéria de acordo e transgressão27, mas, sobretudo de conhecimento.
• From the aesthetic point of view, to find opportunities for the shared experience of the sensible about Face à opacidade da paisagem como um todo –expressão que designa a dificuldade ou a impossibilidade em
the landscape which can be extended to other references, values, viewpoints and explanations, forms delinear o sistema que constitui o conceito vago de paisagem– e à impossibilidade de lhe atribuir um amplo
of visibility, etc., which can avoid the most common landscape stereotypes, and above all which can e único sentido largamente partilhado pelo diferentes campos sociais, a metáfora transgénica permite:
raise questions and confrontations about otherness and mixture. One should not underestimate the
• Do ponto de vista científico, operacionalizar uma atitude de aproximação à paisagem que seja ca-
importance of the aesthetics of the landscape, because that is precisely one of the most common forms
paz de relativizar ou mesmo substituir a tal “coerência do todo”, das classificações estáveis e das
of thinking about and representing the landscape;
referências “puras” que são atribuídas à paisagem (uma espécie de pureza genética que abunda nas
• From the standpoint of ethics and morality, the discussion about “synthetic ethics” (and about breaking codificações de paisagem), e deixar mais espaço à diversidade da composição dos elementos, à sua
the “natural order of things”, the “unnatural”, and other non “natural” phenomena in the sense of instabilidade e heterogeneidade, à simultaneidade de ocorrências, à interacção, ao conflito;

27 António F. Cascais ( 2007), “A Bioarte na Encruzilhada da Arte, da Ciência e da Ética”, in Palmira Fontes da Costa, ccord. 27 António F. Cascais ( 2007), “A Bioarte na Encruzilhada da Arte, da Ciência e da Ética”, in Palmira Fontes da Costa, ccord.
(2007), Ciência e Bioarte – encruzilhadas e desafios éticos, Ed. Caleidoscópio, Lisboa, pp. 73-91. (2007), Ciência e Bioarte – encruzilhadas e desafios éticos, Ed. Caleidoscópio, Lisboa, pp. 73-91.
34 what is widely regarded as predictable, accepted and consensual) offers a valuable tool for filtering • Do ponto de vista estético, encontrar espaçamentos para que a partilha do sensível sobre a paisagem
ZARCH No.1 | 2013 what we genuinely want to legitimise at the analytical level and especially as regards the normative/ se possa alargar a outras referências, valorações, modos de ver e dar a ver, formas de visibilidade, etc.,
Paisajes Landscapes
prescriptive attitude towards landscape. The ethics of the synthetic allows us to evaluate that which is que consigam fugir aos estereótipos mais comuns e que, sobretudo, permitam elaborar interrogações
Álvaro Domingues new, otherness, everything that falls outside the norm; e confrontos acerca da alteridade e da mistura. Não se deve menosprezar a importância da estética
Paisagens Transgénicas da paisagem, quando essa é exactamente uma das formas mais correntes do seu registo no discurso
Transgenic Landscapes
• Finally, the politicisation of the landscape repositions the proliferation and fragmentation of meanings
comum;
about the landscape in the social debate about shared things (common issues) and how they are shared.
There is no scientific, aesthetic or ethical discourse about landscape that does not involve identifying • Do ponto de vista ético e moral, as discussões acerca da “ética sintética”, da quebra da “ordem na-
its status as a matter/context of deliberation through which a collective organises itself and how and tural das coisas”, da “contra-natura”, daquilo que é “natural” também no sentido do que é tido como
around what it organizes itself. largamente previsível e consensual, etc., constituem uma ferramenta valiosa para despistar aquilo que
verdadeiramente se pretende legitimar no olhar analítico e, sobretudo, normativo/prescritivo, sobre a
Tautological as it might seem, and as Bruno Latour has pointed out, landscape is what we talk about
paisagem. A ética do sintético permite avaliar de outro modo aquilo que é novo, a alteridade, o que
when we talk about landscape.
está fora da norma;
And this is the point. It is impossible to love or hate what we do not know. Landscape allows us to
• Finalmente, a politização da paisagem, re-posiciona a proliferação e a fragmentação de sentidos so-
pave our path with the expanded reality afforded us by art and the artistic eye. In disembowelling
bre paisagem no seu lugar que é o debate social acerca das coisas partilhadas (assuntos comuns) e do
the reality of things from their common places, practical senses and everyday life, the artialisation
modo como se partilham. Não existe discurso científico, estético ou ético sobre a paisagem que não
achieved by landscape photography lends charm and meaning to that which has no meaning and to
passe pela identificação do seu estatuto enquanto material/contexto de deliberação através do qual um
the absentmindedness with which all too often we wander, more or less amazed, through the world.
colectivo se organiza, como e em torno de quê.
A landscape should not be defined as hybrid simply because it combines rural (ploughed land) and
Parecendo quase tautológico e como diria Bruno Latour: paisagem é aquilo de que se fala quando se
urban (block of flats or factories) materials. In biology, as far as we know, such opposites were never
fala de paisagem.
meant to be hybridised. Therefore, landscape is transgenic.
É esta a questão. Não se pode amar ou odiar aquilo que não se conhece. Pela paisagem faremos camin-
Strangeness only arises from the view of the whole. Each element is clearly identifiable: a new vineyard
ho com esta realidade expandida que arte e o olhar artístico permitem. Desentranhando a realidade
in a ploughed field, old vines on trellises around the fields, factories, apartment blocks, a church,
das coisas, dos seus lugares comuns, dos sentidos práticos e da vida de todos os dias, a artialização
houses, trees and vertical artefacts, chimneys from the days of steam and coal, high-voltage poles,
que a fotografia de paisagem produz permite o encantamento e o sentido do sem sentido e da dis-
low-voltage poles, telecommunications towers, lights, fog, blue hills in the distance. It is the dispersive
tracção com que demasiadas vezes passamos, mais ou menos pasmados, pelo mundo.
restlessness of forms, as G. Simmel would say (cheating himself).
Não se deve chamar híbrida a esta paisagem por ser mistura de coisas que se dizem do campo (terra
lavrada) e da cidade (bloco de apartamentos ou fábricas). Em biologia, nunca coisas tão opostas se
poderiam hibridar (que se saiba). Será então paisagem transgénica. O estranhamento resulta só do
conjunto. Cada coisa é claramente identificável: vinha nova em campo lavrado, vinha velha em latadas
à volta dos campos, fábricas, blocos de apartamentos, igreja, casas, árvores e coisas ao alto, chaminés
do tempo do vapor e do carvão, postes de alta-tensão, de baixa, de telecomunicações, de iluminação,
brumas, colinas azuis ao longe. É a inquietude dispersiva das formas, como diria G. Simmel (enga-
nando-se).

Álvaro Domingues (Melgaço, 1959) é geógrafo, doutorado em Geografia Humana pela Faculdade de Letras da Universida-
de do Porto (1994) e professor na Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto, FAUP, onde também é investigador
no Centro de Estudos de Arquitectura e Urbanismo CEAU-FAUP. O seu trabalho de investigação desenvolve-se nas áreas
da Geografia Urbana e da Paisagem, tendo colaborado com diversas instituições como a Porto 2001, Capital Europeia da
Cultura (1999-2000), a Fundação de Serralves, a Fundação Calouste Gulbenkian, a Fundação Manuel dos Santos e várias
Universidades Portuguesas, a Universidade de S. Paulo, Rio de Janeiro, Granada e Barcelona, entre outras. Para além do
seu trabalho académico, tem desenvolvido outras actividades no campo da fotografia, do ensaio e da performance. Das suas
publicações recentes, destacam-se (http://orcid.org/0000-0002-3996-2894): 2012, Vida no Campo (ed. Dafne, Porto); 2010,
A Rua da Estrada (ed. Dafne, Porto); 2012, “Paisagens Transgénicas”, in P. Bandeira; P. Catrica (org), Missão Fotográfica:
Paisagem Transgénica (INCM, Lisboa); 2011, Políticas Urbanas II (Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa, com Nuno
Portas e João Cabral); 2010, “The Non-City– e-conversations in transgenic territories with Alvaro Domingues” in Juan
Creus; Pablo Gallego Picard; Fernando Quesada López (eds.), O Monografías (COAG, vol. 6, A Coruña, http://oa.upm.
es/10696/2/INVE_MEM_2010_78401.pdf).
Written at the place. The intangible values
36
ZARCH No.1 | 2013

of the landscape
Paisajes Landscapes

MIRIAM GARCÍA GARCÍA


Written at the place. The intangible values
Escrito en el lugar. Los valores intangibles del paisaje
of the landscape

Miriam García García

Abstract / Resumen
[Fig. 1] Outside-inside, on the ground under
Beyond the boundaries of a physical space, places, as a means where it is registered the way in which man relates to the world, contain the sky. Hildebrant: Göllersdorf, Chapel.
multiple spatiotemporal realities. Its reading requires, therefore, a look that can decipher the universe of ecological, historical, perceptual
Source: Christian Norberg-Schulz, Genius Loci.
and cultural relationships that characterize them. However, at the present time, technique and reason seem to have tipped the balance on Towards a Phenomenology of Architecture. USA,
the tangible values against the intangible ones, banishing to oblivion its cultural, perceptual, emotional and phenomenological components. Rizzoli International Publications, INC, 1980, p. 9.
This article takes a brief look at a range of experiences that, from different disciplines involved with space, allow us to approach a collective
and timeless readability of the place. These looks fruit of memory, the experience and creativity, show a very clear direction to serve the
“The work is not placed in a place; it is that place.”
project from its identity. In this context, to visualize the information and bring out elements and relations forgotten or unknown, is in itself a
creative act that builds again the landscape we inhabit revealing its potential. Thus, the task of uncovering the traces of the place blurs the Robert Smithson1
boundaries of duality between the tangible and the intangible to serve the project at all levels.

Más allá de los límites de un espacio físico, los lugares, como medio donde se registra el modo en el que el hombre se relaciona con el mundo, contienen Site traces
múltiples realidades espacio-temporales. Su lectura requiere, por lo tanto, de una mirada capaz de descifrar el universo de relaciones ecológicas, históricas,
perceptivas y culturales que los caracterizan. No obstante, en la época actual, la técnica y la razón parecen haber inclinado la balanza sobre los valores It’s the chosen subject matter for the first issue of the magazine Zarch and it actua-
tangibles frente a los intangibles, desterrando al olvido sus componentes culturales, perceptivos, emocionales y fenomenológicos. Este artículo realiza un lly seems to claim a new agenda for the project at all levels, especially in the current
breve recorrido por una serie de experiencias que, desde distintas disciplinas comprometidas con el espacio, nos aproximan a una legibilidad colectiva period of economic, political, cultural, urban and, why not say, also architectural
e intemporal del lugar. Estas miradas fruto de la memoria, la experiencia y la creatividad, evidencian un camino con el que atender al proyecto desde su
crisis. These traces evoke the set of elements and relationships that uniquely arran-
identidad. En este contexto, visualizar la información y hacer aflorar elementos y relaciones olvidados o desconocidos, constituye en sí mismo un acto
ged in a territory make it different from others. In this context, the concept of place
creativo que construye nuevamente el paisaje en el que habitamos revelando su potencial. Así, la tarea de desvelar las trazas del lugar desdibuja los límites
de la dualidad entre lo tangible y lo intangible al servicio del proyecto a todas las escalas.
is analogous to the landscape one and actually wider than the one of territory,
since the timeless print of the bond between man and nature is inscribed in it. The
Keywords / Palabras clave
Norwegian architect and historian Christian Norberg-Schulz in the pursuit of genius
loci2 or the spirit of the place indicated that when man identifies himself with his
Mapping, identity, intangibles, landscape, perception.
environment, when he experiences it, he turns it into a place with its own identity.
Cartografía, identidad, intangibles, paisaje, percepción.
Therefore, studies based on the recognition of its physical qualities, including his-
torical, aren’t enough to understand places because these ones are open to other
dimensions. At the same time, any single action on the territory (physical or cultural)
1 “Discussions with Heizer, Oppenheim, Smithson”, builds landscape, an issue that explains quite clearly the words of the artist of Land
1970, The Writings of Robert Smithson, Nancy
Holt, ed. Nueva York, New York University Press,
Art Robert Smithson that head this article: “The work is not placed in a place; it is
1979. that place.” We can then say that architecture is also landscape [Fig. 1].
2 Christian Norberg-Schulz. Genius Loci. Towards
a Phenomenology of Architecture. USA, Rizzoli
It is precisely this holistic conception of the landscape that inspires its definition in
International Publications, INC, 1980. the European Convention (Florence, 2000), which designates it as “any part of the
3 Ministry of Environment and European Council, territory, as perceived by people, whose character is the result of the actions of
Convenio Europeo del Paisaje. Textos y comenta- natural factors and /or human ones and their interrelationships (Art. 1).”3 Because
rios. Madrid, Publications Centre General Technical
as noted by the geographer Joan Nogué4 the landscape is, “at the same time a
Department of Environment, 2007.
physical reality and the representation that we make culturally of it; the external and
4 Joan Nogué is Professor of Human Geography at
the University of Gerona, director of the landscape visible appearance of a certain portion of the land and the individual and social
observatory in Catalonia and an internationally re- perception that generates; a geographical tangible and its intangible interpretation
cognized authority in relation to the implementation
(...) but they are also historical legacies, continuities, continuances, the overlapping
of the European Convention of the Landscape.
strata of the remains of ancient landscapes.”5 From this point of view, all the places
5 Joan Nogué. “Introduction. The landscape as a
Miriam García García (Asturias, 1971). Architect (ETSAM 1998), Technical planner (INAP 2005), PhD-DEA (ETSAM 2005), Thesis in progress (ET- social construct”, in The social construction of have this identity mark registered: the site traces, as personal and collective me-
SAM 2013) and member of the Spanish Association of Landscape Architects, National Association of the International Federation for Landscape landscape, Joan Nogué ed. Madrid, Biblioteca mory, as intangible heritage, even though it may be sometimes invisible to our eyes.
Architecture_Europe (AEP-IFLA 2013). After several years of activity on the Government of Cantabria (1999-2003) and after one term as General Nueva, 2007, pp. 19-20.
According to the Convention for the Safeguarding of the Intangible Cultural Herita-
Director of Urban and Regional Planning (2003-2007) leaves the office to found her Land Lab, landscapes laboratory. She has received several
6 Text of the Convention for the Safeguarding of the ge6, this is the root of our cultural diversity and a guarantee of creativity. It is defined
national and international awards such as the recent First Prize of the Spanish XII Biennial of Architecture and Urbanism (2013), for the Galician Intangible Cultural Heritage adopted in October
Coastal Management Plan. She is currently Associate Professor in the School of Architecture and Engineering at Zaragoza University, in the Master 2003 by UNESCO at its 32nd meeting in Paris.
and not precisely in vain in its second article as “the practices, representations,
of Landscape Architecture CEU San Pablo de Madrid and author of several publications in books and magazines alike. http://www.unesco.org/culture/ich/es/convencion expressions, knowledge and techniques –along with the instruments, objects, ar-
38 fic theory, a return to the qualitative, the intangible, as a complement that dissolves
ZARCH No.1 | 2013 the existing duality between the tangible and the intangible.
Paisajes Landscapes
The lack of awareness of our society concerning time and space has resulted in
MIRIAM GARCÍA GARCÍA
a move away from natural, cultural and emotional processes, building the most
Written at the place. The intangible values
of the landscape surprising alienation of all the Modern Age. Time seems to have shrunk and still our
capacity to transform the space has expanded, reached heights previously unk-
nown. Every time there is autonomy, greater disorientation, between man and his
environment. As Geoffey and Susan Jellicoe8 pose; can we turn scientific data into
thought and abstract art in order to keep and identify ourselves?

To recover this dimension of the places a social, imaginative and critical approach
is actually proposed revisiting experiences learnt from other disciplines. Fortunately
there are many references that evoke the condition previously noted and, therefore,
impossible to condense into a single article, so we will stop in some of the me-
[Fig. 2] Rosa Barba, manuscript with various thodological approaches that from the picture of what is written at the place build
notes about the spatial configuration of the landscape. This interest in cartography lies, as pointed Rosa Barba in collecting “(...)
Tenerife coastline.
that which shows the hidden qualities, what is discovered by sensitive eyes.”9 Be-
Source: Rosa Barba Casanovas, 1970-2000 cause each place corresponds to a single work, as a mark, which is partly made up
Works and essays, p. 39.
of the site and the gaze, setting itself a dialogue with the place. As reveals Corner10
[Fig. 3] James Corner, Cahokia Mounds along
cartography is a creative act that builds the space in which we live and reveals the
tefacts and cultural spaces associated therewith – that communities, groups and
the Mississippi.11 hidden potential of the places, enabling new readings that induce coherent trans-
in some cases individuals recognize as part of their cultural heritage”. That is, this
Source: James Corner y Alex S. MacLean, Taking formations [Figs. 2-3].
intangible cultural heritage in response to its environment is in constant creation measures across the American landscape. New
providing a sense of identity and continuity. As the landscape architect Rosa Barba Haven. London, Yale University Press, 1996, p.
155. Memory and Identity
left in her writings “every landscape bears the imprint of those who have been there
before and leaves for the future another mark that others will recognize it. Thus the In his novel “The Songlines”12 Bruce Chatwin reveals the place experience of the
landscape continues.”7 Therefore, it is necessary to pay attention to all the dimen- Australian Bushmen rescuing the legend in which his ancestors used to roam the
sions of the landscape, also to the intangible, to order its transformations and build island singing and giving name to its places and inhabitants. That song was trans-
individual scenarios, but also appropriated collective spaces. formed into name and it was the name that illuminated life, as a metaphor of the
In our days, after a first phase aimed to the protection and separate treatment of the creative act itself representing the relationship between man and nature. Thus each
natural and cultural aspects, a second one dedicated to the understanding of the tribe recognized only some of the Songlines, the one who narrated its landscape,
8G
 eoffey y Susan Jellicoe, The landscape of man.
territory primarily as an ecological system while architecture and city were linked Shaping the environment from prehistory to the but out of that space didn’t know its names. Chatwin emphasizes this way the
to technology and functionality; we can say that we are at a stage in which all the present time. Barcelona, Gustavo Gili, 1995, pp. dimension profoundly linked to memory identity, cultural representations, rites and
398-399.
elements above mentioned along with the cultural, perceptual, emotional and phe- traditions, beyond their formal representations.
9R
 osa Barba. “The Landscape project”, Geometry
nomenological ones, claim their integration in projects at all scales. Magazine 24, 1997, p. 12. Thus, for example, the landscape contains a poetic dimension that can be found
In short, revealing the traces of the place requires the complementarity of maps, 10 James Corner. “The Agency of Mapping: Specu- encrypted in its toponymy. As Miguel Pérez Carballo expressed in his talks with
lation, Critique and Invention” in Mappings, Denis Manuel Pérez Romero in relation to the territory as a text, “perhaps the toponym is
texts and images capable of expressing their complex hybrid and timeless relation- Cosgrove. London, Reaktion Books Ltd,1999,
ships. This sets us apart from quantitative evaluation processes and approaches p. 213. the degree zero of language. The territory was the first text that could be read”13.
us necessarily to a qualitative characterization. Nevertheless, it isn’t unusual to find This toponymy includes from elements of the physical environment to the evoca-
11 This image is part of the chapter of the publi-
nowadays approach methodologies to the study of the landscape, whether it is cation dedicated to “measures of faith” and tion of gods, through collective functional structures. But they all have in common
expresses the intangible values of the Amerindian to express the sense of inhabiting. The task is then to decipher these codes as
urban, natural or rural, in which intangible values are not taken into consideration
archaeological site in Cahokia located near Co-
as they are linked to the world of perception, memory and hermeneutics. However, llinsville, on the plain of the Mississippi river, near mechanism to uncover and understand these elements or relationships vanished,
places are not something odd to the observer, but it is he himself who gives them the city of San Luis, by the relationship between hidden, almost obliterated. In that sense, the study of the toponymy provides a pie-
geometry and order entered in the place and the
significance, sense and value with his gaze. His interpretation implies a creative act ce of information in many cases unprecedented and the expression of it on maps
sacred cremation of the deceased ceremonies to
(consciously or unconsciously) in which some believe to see a halo of subjectivity achieve immortality. gives us elements and organizational models of territorial, social and cultural order.
that discredits them. This matter has its importance in the practice of contemporary 12 Bruce Chatwin. Songlines. Barcelona, Península, Recovering Chatwin, we aren’t just with the understanding of place names any lon-
architecture and urbanism, as obviously, what is not recognized is just invisible. 2000. ger but what these actually reveal, the very line of the song, the lines that drew the
13 Miguel Pérez Carballo and Manuel Pérez Rome- aboriginal territory and that along with cartography they become dynamic again.
Seen this way, the experience of the place is both an act of discovery and creativity. ro. “The territory as a text. A conversation with a
This is not to deny its material quality, issue on which much has been written and rescuer of toponyms”, RJournal of architecture This landscape sensibility is contained in maps that recognize what some theorists
and art 17 (junio 2007), pp. 64-73.
is socially accepted, but to deepen in its intangible values since they are the ones have called historical density14. The names connect us to the people of the past
that seem to have been relegated to the oblivion of the reflections of many of the 14 Diego Moreno and Carlo Montanari (2008). “Be- because there is a dependency of life forms with the distribution of toponymy in
7 Included in the notes to the book’s introduction, yond perception: towards a historical ecology of
Outdoors, in Works and essays, Paisajismo (Bar- plans and projects that are developed today. Again, establishing an analogy with the countryside in Italy”, Geographic journals of that territory. Thus, the study of toponymy density gives us an account of the social
celona, Asflor ediciones, 2010), p. 101. the work of Norberg-Schulz, there is an intention to claim, after decades of scienti- Granada University, núm. 43, pp. 29-50. value of this space and the intensity of its use. Ultimately it approaches us to what
40
ZARCH No.1 | 2013
Paisajes Landscapes

MIRIAM GARCÍA GARCÍA


Written at the place. The intangible values
of the landscape

[Fig. 5] Extract Map. José Ramón Menéndez In this publication Menéndez de Luarca goes with his drawings and maps all
Luarca.
through each significant episode of the Peninsular Northwest conformation. With
Source: José Ramón Menéndez de Luarca. The
them we can understand much better what the causes of the configuration of the
building of the Territory. Northwest Historical Map
of the Iberian Peninsula. España, Lunwerg, 2000. landscapes were, or the relationship of villages and cities with their own position
and name. All this happens in an evolutionary manner, like successive layers of oc-
[Fig. 6] Psychogeographical guide of Paris. cupation and land use throughout history, as the basis of an organizational model
Source: Francesco Careri, Walkscapes. Walking that also anticipates the keys of its future planning and management. The same
as an aesthetic practice. Barcelona, Gustavo Gili,
2002, p. 107.
author years later insisted on the idea that “(..) Since the territory is the common
and inescapable space of past human interventions, and also present and future,
it is inevitable the recovery of a common and open language across the disciplines
related to the space, which allows reading the peculiarities of each place.”18

The emotional and social

It is possible to establish a link between the relationship with the place and some
proposals that, from other disciplines related to space, build landscape with their
actions. So the fact of wandering is a kind of psychogeographical way of reading
the territory comparable to that of the Australian Aborigines. Although many of the-
se experiences are of an ephemeral nature just some of them have been recorded
using maps, photographs or collages that embody that very tracing, thereby trans-
forming this ephemeral experience into another layer of the history of the place. It is
also very interesting to observe the fact that in all of them the relationship with the
place triggers the activation of the project.
[Figs. 4a-4b-4c] Study of the density of topon- authors such as Rafael Mata15 described landscape character: “landscapes in
ymy and its relationship with the elements of Among this sort of experiences we should highlight those carried out by the Situa-
which the popular naming expresses the uniqueness and interest of a place for the
the landscape in the municipality of Pontece- tionist International for its commitment to the way of living and designing the city
so, Galicia (2010). people”. At the same time the evolution of the landscape is reflected in the variation
as their actions showed the gap between the city and its inhabitants. For this they
Source: own. of the toponymy due to the fact that when uses, environment and lifestyles vary,
resorted to a basic method of research and appropriation of urban space, which
topnyms do the same thing. These changes in toponymy (loss, density, renewal)
consisted of a drift. This method had already been tested by the surrealists a few
become then indicators of the landscape, its transformations and processes, its
decades earlier in the interstitial space between the countryside and the city19.
vitality [Figs. 4a-4b-4c].
15 R
 afael Mata Olmo (2002). “Spanish landscapes. However, what is interesting to the object at hand of this proposal is seeking recog-
Questions about its knowledge, characteriza-
From all the Works I know in this regard there is no doubt that the most overwhel- nition of the urban landscape in elements or sensory and emotional relationships
tion and identification”, in Florencio Zoido and
Carmen Venegas (coord.). Landscape and spatial ming by ambition, methodology and its implications for the spatial and urban that are actually achieved by abandoning ourselves to the conditions of space and
planning. Sevilla, Ministry of Public Works and planning, is the one directed by José Ramón Menéndez de Luarca that became, time This way some stimuli and invisible references will be triggered when just the
Transport, Government of Andalusia; Dukes of
among others, in an extraordinary publication entitled “The building of the Territory. act of walking plays a routine route, enabling the transformation of the ordinary and,
Soria Foundation, pp. 33-46.
Northwest historical Map of the Iberian Peninsula.”16 In the introductory essay of with it, the emergence of new landscapes and situations. From this perspective it
16 J osé Ramón Menéndez de Luarca. The cons-
truction of the territory. Northwest Historical Map this publication Arturo Soria y Puig delves into the language of the territory to un- 18 José Ramón Menéndez de Luarca. “The Territory, was claimed both for architecture and urban space a more coherent articulation
of the Iberian Peninsula. Barcelona; Madrid, cover the keys of its evolution17. Specifically, takes an examination of the different artifice and language”, in The future of rural with time and space that could allow the organization of areas in which the desires
Lunwerg, 2000. areas, Soledad Nogués, ed. (Santander, Universi-
toponyms related to the territorial structure and its relationship to different historical of individuals were accommodated. Testimony of these proposals are the set of
ty of Cantabria, 2004), p. 249.
17 A
 rturo Soria y Puig. “The Territory, artifice and moments. This analysis pinpoints over 25.000 data points collected in a historical maps that record the emotional influence of the city over its inhabitants and where
language”, in The construction of the Territory 19 Dadaism had also used drift, not so much as a
del. Northwest Historical Map of the Iberian map and grouped by families, allowing us to understand from the evolution of the tool to make the emotional rise but as an action some fragments of city are reflected with a certain coherence, united by their emo-
Peninsula, pp. 15-47. language to the transformations of the territorial organization model [Fig. 5]. of hazardous and ephemeral nature. tional nature result of drift [Fig. 6].
42 Nowadays drift remains an instrument of collective expression, recognition, owner-
ZARCH No.1 | 2013 ship and demand of space, from urban to territorial, in different geographies. Many
Paisajes Landscapes
of these psychogeographical projects feed technology (video, GPS, photography,
MIRIAM GARCÍA GARCÍA internet) to get a greater range in their proposals Perhaps one with the biggest im-
Written at the place. The intangible values pact is Yellow Arrow 200420, spread over 35 countries and 380 cities in the world
of the landscape
as an alternative way to go through cities and share their stories through the web
using a geospatial and participating cartography. Other examples of the use of tech-
nology are emotional maps, the so-called biomapping by Christian Nold21, or social
network maps by Brian Holmes22 or Robert Horn23, among others. These projects
seek new relationships between man and his environment and use cartography as
a collective instrument that mainly allows showing and sharing their experiences.

The environment and the processes [Fig. 8] Film extract: Spiral Jetty, 1970.
Source: http://www.robertsmithson.com/films/
Almost five decades ago a group of artists, mainly English and American, brought txt/spiral.html

[Fig. 7] A line made by walking, Richard Long. their achievements to the bosom of the landscape, coining a movement called
Source: Richard Long website. http://www. Land Art, earth art or art in the earth. In the context of the above described ex-
richardlong.org/ The contemporary practice
plorations it is fairly interesting to rescue from these statements what they actually
proposed; the construction of an alternative discourse and integration at the same The growing interest that the landscape has in contemporary culture is more than
time of the ephemeral and documentary as essential components of the pieces. obvious existing a demand and an international attraction for quality landscapes.
They shared with the Situationist movement the claim of a different relationship bet- This attraction has to do partly with an increasingly formed social and ecological
ween man and his environment and, like them; they recognized that the experience awareness and also the intense changes that especially, product of growth, infras-
of watching is constantly altered according to perceptual and emotional stimuli. tructures and tourism, are transforming our environments very fast, intensely and
For these artists the project isn’t planned as a drift or exploration, but it involves a often indiscriminately. The effects of these disturbances have mobilized society,
conscious act of creating in dialogue with the environment. But if the situationists but also renewed the practice of a great deal of disciplines, including architecture
framed their actions in an everyday context, usually urban, the land artists looked and urbanism. This renewal has been accompanied by a conception of landscape
for more natural environments for their creations, although not necessarily idyllic. as an instrument of knowledge but also as a project in itself. The architect Charles
In fact, in many instances, they got involved in abandoned or desolate landscapes, Waldheim27 emphasizes the idea of landscape, already noted by James Corner
in places where the historical density is more noticeable. In any case, the place is and Stan Allen among others, as the only space capable to respond to temporal
an inseparable part of the work, is constituent of the project itself and therefore is changes and its transformations placing, therefore, the landscape in the centre of
painstakingly prepared: with visits, analyzing and making maps and photographs the practice of contemporary architecture and urbanism.
or helped by any other tool able to get its essence, what I call here its trace.
This set of circumstances has changed our work as architects and planners expan-
In some of the actions performed by these artists, as in the case of the English ding the disciplinary boundaries in order to achieve an integrated view among tech-
20 Y
 ellow Arrow began in 2004 as collaboration of artist Richard Long, the repetitive motion when walking leaves a permanent mark nique, natural and cultural processes. Since the mid 60s of last century, protected
a group of artists based in New York, Berlin and
Gothenburg, in order to show an alternative way
that sets the tracing. This mark is a new sign that is added to the landscape, an and backed up by a global ecological awareness, both architects and urban plan-
to discover cities: http://yellowarrow.net/v3/ extra layer that however gets to emphasize its features (tangible or intangible) more ners have approached to disciplines such as geography, biology or ecology. As a
21 C
 hristian Nold. Emotional Cartography. Technolo- representative ones. Long used to love long walks, crossing roads, touching the matter of fact landscape architecture, urban planning and landscape planning are
gies of the self. Christian Nold, 2009. walls, getting very close, melt. In some occasions he said that he could feel the increasingly more common in schools of architecture. Many of these approaches
22 B
 rian Holmes. “Network Maps / Energy presence of people from ancient times, that his steps agitated and made emerge24, 27 Waldheim Charles. “Landscape as Urbanism”, contain solid fundamentals from the world of ecology, architecture and urban de-
Diagrams”. http://brianholmes.wordpress. in The Landscape Urbanism Reader. New York,
thus the landscape is the project and the project is, above all, the whole experience sign. However and as pointed out earlier in this article, the approaches that integra-
com/2007/04/27/network-maps-energy- Princeton Architectural Press, 2006, p. 39.
diagrams/ (consultada el 15 de junio de 2013). of the place [Fig. 7]. te its humanistic and phenomenological dimension are just a few. Hence the will of
28 Documents of a descriptive and prospective
23 H
 Robert E. Horn and Robert P. Weber. New nature, applicable to territorial areas to determine this article to keep alive the interest in those experiences that share the exercise to
This timeless and with long lasting processes relationship is both a revelation and a
Tools For Resolving Wicked Problems: Mess the types of landscapes of Catalonia, identify specialize and narrate in different formats the emotional and cultural strata of the
Mapping and Resolution Mapping Processes. constant in the work of these artists. Robert Smithson for example wrote an article their values and states of preservation and pro-
place. All of them, even though they use different tools and techniques, are involved
Strategy Kinetics L.L.C., 2007. titled “Strata”25 (Estratos) stretching from the Precambrian to the Cretaceous time. pose quality objectives to be met. Law 8/2005 of
protection, landscape management of Catalonia, in the conviction of the need to bring out elements and relations forgotten under the
24 V
 ideo transcribed conversation “Stones and Even, during the preparatory work for one of his most acclaimed works, Spiral
Files: Richard Long in the Sahara”, produced
(Art. 10). thick blanket of the production of contemporary landscape. This holistic knowledge
Jetty (Muelle en espiral), Smithson26 commented on the need for a map to repre-
by Philips Haas, éditions á, voir, Ámsterdam, in 29 The cartography of these intangible assets was and the new conception of the landscape will entail disciplinary infiltrations that will
Land Art, Tonia Requejo. Madrid, Nerea, 1998, sent simultaneously the prehistoric world coinciding with the present. Thus “Spiral the subject of the International Seminar organized
provide quality to plans and projects at all scales.
pp. 113-15. Jetty” is primarily a work that reveals and amplifies place processes, as it’s been by the Catalonian Landscape Observatory with
the title “Challenges in mapping the landscape:
25 R
 obert Smithson. “Strata: A Geographic Fiction”, recorded in the set of documents (films, maps, texts and photographs) made by So for instance in our days there are many countries and regions in which lands-
Territorial dynamics and intangible values” it was
Aspen 8 (1968).
Smithson during its conception and development. It is interesting to remark about held in Tortosa from September 29th to 30th cape planning instruments accompany the planning ones. Such is the case in our
26 H
 is writings were published as The Writings in this movement the dialogue between space and time with the place, the work with 2011 and in which I collaborated with the paper country of the landscape catalogs of Catalonia28 whose methodology, based on
1979, by New York University Press and, in 1996, “Cartographies of the intangible: making the
a revised and expanded edition was made by
processes and arguments as tools enabling an alternative discourse of both cu- invisible visible” to be published in the collection
the principles of the European Landscape Convention, incorporates values such as
University of California Press, Berkeley, California. rrent and future History [Fig. 8]. Plecs de Paisatge. Eines, p. 3. aesthetic, social, religious and spiritual or symbolic and of identity29. Of all of them
44
ZARCH No.1 | 2013
Paisajes Landscapes

MIRIAM GARCÍA GARCÍA


Written at the place. The intangible values
of the landscape

[Figs. 11a-11b-11c] Study of the spiritual


[Fig. 9] Fragment of map of aesthetic values. aesthetic ones have definitely developed a more evocative cartography, surpassing values of the pilgrimages of Costa da Morte,
Galicia (2010) and its relationship with the
Source: Catáleg de paisatge. Les Terres de even the practice of French landscape letters30 or landscape characterization of
Lleida. Genelitat de Catalunya, 2010. elements of the landscape.
United Kingdom31. What is more interesting is that its elaboration allows identifying
Source: own.
a set of objectives of landscape quality to be integrated into the plans and projects
[Fig. 10] Simon Rendell, Tranquil areas: The
change in tranquility for the East Midlands in these areas [Fig. 9].
(60s-90s). Edimburg, 1999. the natural environment. Occasionally, some of the management strategies imple-
In the same line in United Kingdom, the woks of the Tranquillity Maps developed
Source: Forestry Commission, 1999. mented have hindered the maintenance of trades, rituals and traditions associated
since the early 90´s are one of the few examples with a proven methodology in
with their identity [Figs. 11a-11b-11c].
which emotional concepts such as landscape tranquillity have been put into prac-
tice in plans related to the quality of rural environment or construction of infrastruc- The question then is to what extent the contemporary practice of architecture and
tures. The main aim of all these projects is to define the tranquillity applied to the urbanism has stopped worrying about man’s relationship with the world. Can’t we
landscape through participatory processes concept and obtain a graphical repre- consider many of the social movements of the appropriation of collective space
30 L
 a Charte de Architecturale y Paysagere presents sentation of the same. This uses a methodology that transforms the underlying generated today to claim mere emotional and plural? In this regard it is interesting
a vision that integrates the architectural and values of the participatory processes, in physical elements of the territory, weighed the study elaborated by Project for Public Spaces35 (Proyecto de espacio público)
landscape values, incorporating the formal and
and treated through a GIS (geographical information system). Simon Rendel32, was that after evaluating thousands of public studies around the world has established
aesthetic values.
the first to put forward in 1991 a cartography that reflects the tranquillity of a lands- a method with which to assess the success of these spaces meeting their acces-
31 L
 andscape Character Assessment. In the defi-
nition of a Landscape Character Area come into cape in a series of studies undertaken for the department of the British Govern- sibility conditions, use, image and sociability. This method has been summarized in
play aesthetic and perceptive values. ment intended to assess the effects of a new road infrastructure, the Hertfordshire a diagram that can be used as a tool for reflection and analysis of these spaces. In
32 M
 apping Tranquility. Defining and assessing a corridor - Bedfordshire, north of London. The purpose of these studies was to seek this diagram you can see the importance of the intangible values, the ludic and the
valuable resource. London. CPRE North East the minimum alteration of infrastructure in rural settlements nearby. After several performative, in the social acceptance of these spaces extending and completing
Region, 2005, p. 4.
studies in other areas of the country, in 1995 this methodology could be applied in the quantitative values. This confirms that space experience is inseparable from the
33 E
 UROPARC-Spain is an organization created in
all England in relation to major infrastructures. At present, similar methodologies are events and situations developed in it and that the emotional, therefore, is part of the
1993 in which are involved the institutions in the
planning and management of protected areas in used throughout the world as a motivational tool when analyzing the suitability of project of the place [Fig. 12].
Spain. It is included in the Federation EURO- the site of infrastructures or tourist resorts, among others [Fig. 10].
PARC, pan-European organization that brings As one can guess from this brief summary they are many and diverse the areas in
together today 39 countries.
In the same context and within the work Program for the protected areas 2009- which the recovery of the intangible traces of the place represent a tool for the pro-
35 Project for Public Spaces (PPS) is an organization
34 T
 his Manual is No 10 produced by EUROPAC- 2013 of EUROPARC-Spain33 a manual34 has been made in order to integrate the founded in 1975 to raise awareness of the work ject at all levels and of course also in the production of the architectural work. So,
Spain where one can find all the essays that I
wrote in the summer of 2010 in relation to the
cultural and spiritual values in the management of protected areas, following there- of William H. Whyte and since then is dedicated explicitly the Finnish architect Juhani Pallasmaa in his book, “the eyes of the skin”36
to the study, promotion and development of pu-
spiritual values of the pilgrimages of the Costa da fore the example of countries like Australia, Canada, India, Colombia, Bolivia, Peru, proposes a comprehensive architecture that embraces the man to the full of his
blic space. See more in PPS Homepage: http://
Morte (Galicia). The Intangible Heritage: Cultural Ecuador or Mexico. This paper represents a critique of the management carried being, both corporeal and spiritual. Pallasmaa and the architect Steven Holl who
www.pps.org/about/
and spiritual values. Manual for its incorporations
in protected. Madrid, Fernando González Bernál- out in recent years in most Spanish protected natural areas forgetting that it is 36 Juhani Pallasmaa. The eyes of the skin. Barcelo-
prefaces the book, claim to recover the sensory and phenomenological understan-
dez Foundation, 2012, pp. 65-66. precisely theses values that generate a sense of ownership of the local people with na, Gustavo Gili, 2006. ding of architecture, as opposed to the current visual primacy:” Instead of creating
46 GARCÍA, Miriam. 2012. Cartographies of the intangible values of the landscape, Paisea 23 (Dec-
ZARCH No.1 | 2013 ember), pp. 96-103
Paisajes Landscapes
Genelitat de Catalunya. 2010. Catáleg de paisatge. Les Terres de Lleida. Barcelona, Generalitat de
MIRIAM GARCÍA GARCÍA Catalunya. Departament de Política Territorial i Obres Públiques
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MENÉNDEZ DE LUARCA, José Ramón. 2000. The construction of the territory. Northwest Histo-

[Fig. 12] The Place Diagram. mere objects of visual seduction, architecture relates, mediates and projects me- rical Mapof the Iberian Peninsula. Barcelona; Madrid, Lunwerg

Source: PPS homepage: http://www.pps.org/ anings.”37 This attitude is also visible in the proposals of other architects such as _____. 2004. The Territory, artífice and language. In The future of rural areas, ed. Soledad Nogués
reference/grplacefeat/#.UhUbn3kDBrQ.twitter
Frank Lloyd Wright, Alvar Aalto, Glenn Murcutt o Peter Zumthor. Not surprisingly Linares, pp. 249-54. Santander, Cantabria University
for the latter the atmosphere38, which speaks of emotional sensitivity is also an
[Fig. 13] Vals Thermes (Switzerland) Peter Ministry of Environment and European Council. 2007. European Council Of Landscape. Text and
Zumthor. aesthetic category that we approach from the experience of the place.
comments. Madrid, Publications centre, General Technical Secretary, Ministry of Environment
Source: own (2010).
In short, the communion between space, time, perception and memory transform MORENO, Diego; MONTANARI, Carlo. 2008. Beyond perception: towards a historical ecology of
the intervention in the landscape, either as a project or plan, in a committed and the rural landscape in Italy. Geographic notebooks of Granada University 43, pp. 29-50
integral action. As architects we should be trained in the art of knowledge of their
NOGUÉ, Joan. 2007. Introduction. The landscape as a social contruct. In The social construction
natural and cultural traces, tangible or intangible. All this as a social tool, essential
of the landscape, ed. Joan Nogué ed, 19-24. Madrid, Biblioteca Nueva
and creative that allows us to define a new agenda for the project at all levels, be-
cause this is not only the matter that composes it but is also made of the resonance NOLD, Christian. 2009. Emotional Cartography. Technologies of the self. Christian Nold
of the place [Fig. 13].
NORBERG-SCHULZ, Christian. 1980. Genius Loci. Towards a Phenomenology of Architecture.
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37 J uhani Pallasmaa. The eyes of the skin, p. 11. EUROPARC- Spain. 2012. Manual 10. Handbook 10. Intangible heritage: Cultural and spiritual

38 P
 eter Zumthor. Atmospheres. Barcelona, Gusta- values. Manual for incorporations into protected areas. Madrid, Fundación Fernando González
vo Gili, 2006. Bernáldez
Integración paisajística de espacios viarios: Espacios viarios: origen e influencia en nuestra cultura actual

Hipermovilidad e hipertexto, van de la mano


una visión multidimensional No hay nada de nuevo en el fenómeno de la individualización, de la creciente au-
tonomía personal; la invención renacentista de la perspectiva (el cambio de una
Integration of landscape spaces road: a multidimensional vision representación plana del mundo a una basada en el punto de vista del individuo) es
un ejemplo espectacular de esta evolución a través de varios siglos. Los individuos
aspiran a una mayor intimidad, privacidad y capacidad de controlar su entorno:
Francisco José Rodríguez Motril
decidir qué hacer, cuándo hacerlo, con quién y dónde, y para esto necesitan ser
capaces de trasladarse en el tiempo y el espacio.

Resumen / Abstract Estamos forzados a tomar decisiones, tanto en relación a cosas triviales como en
Este artículo hace un repaso del recorrido de investigación efectuado por el autor, para reflejar las aspiraciones de libertad de movimiento asuntos más importantes: elegir un marido o una mujer, un televisor, una película,
y relacionales del individuo contemporáneo sobre los espacios más inmediatos a las infraestructuras del transporte, mediante el reconoci- una comida e incluso una religión. De esta forma, la variedad de alternativas dis-
miento antropológico y desarrollo de potencialidades sociales que estos nos ofrecen. Esa búsqueda, se estructura en dos fases: un redi- ponibles se está haciendo socialmente más relevante. Y la movilidad se ha conver-
seño conceptual, en el que estos espacios se muestran como un mecanismo de realización personal del individuo, que requiere para ello
tido en una aspecto clave de esta variedad de alternativas: mientras más móviles
un tratamiento particular del espacio y el tiempo más propios de nuestra era hipertextual. Este tratamiento queda patente como veremos,
somos más posibilidades tenemos; el otro lado de la moneda, sin embargo, es
en una disección antropológica de las campañas publicitarias de los productos que consumimos, en las que se nos ofrece una gran vincu-
lación emocional con esos espacios. En segundo lugar, se ve el resultado de haber identificado como se plasman esos valores a través del que estamos obligados a movernos para poder estar en condiciones de decidir.
análisis de una serie de proyectos en los que aparecen reflejados, con objeto de poder extraer una serie de pautas y estrategias comunes Sobre esto Edgar Allan Poe sentenciaba: “No tengo fe en la perfección humana.
que puedan ser extrapolables a cualquier otro proyecto. Una vez localizadas, se señala que su eficacia pasa por establecer una serie de El hombre es ahora más activo, no más feliz, ni más inteligente, de lo que lo fuera
determinaciones auspiciadas desde el marco de la planificación. La importancia de todos estos aspectos la vemos en los resultados del hace 6.000 años”1.
proyecto I+D+I de integración de pantallas acústicas desarrollado en la autovía de la Costa de Granada.
La generalización del movimiento que estamos experimentando implica que in-
This article gives an overview of the tour of research carried out by the author, to reflect the aspirations of freedom of movement and relational of the
dividuos y grupos de personas deberían ser capaces de controlar su movilidad,
contemporary individual spaces on the most immediate to transport infrastructure, through the recognition and development of anthropological social
que esta movilidad debería contribuir al establecimiento de identidades sociales,
potentialities that these offer us. That search is divided into two phases: a conceptual redesign, in which these spaces are displayed as a mechanism for
personal fulfillment of the individual, which requires a particular treatment of space and time more of our own was hypertext. This treatment is evident as
que los movimientos de algunos no deberían afectar desfavorablemente la vida de
we shall see, in an anthropological dissection of the advertising campaigns for the products that we consume, which gives us a great emotional attachment otros, que el transporte de bienes y personas no debería dañar la herencia natu-
with these spaces. Secondly, you can see the result of having identified as embodies these values through the analysis of a series of projects in which ral y cultural, y que la energía que se utiliza no debería comprometer el futuro de
are reflected, in order to be able to remove a series of guidelines and common strategies that can be extrapolated to any other project. Once located, it is nuestro planeta. Ciertamente, no es fácil encontrar soluciones para este sistema
pointed out that its effectiveness requires establishing a series of determinations sponsored from the framework of the planning. The importance of all these
de ecuaciones económicas, sociales, y medioambientales –multidimensionales-, y
aspects we see in the results of the R&D project for integration of acoustic screens developed in the motorway to the coast of Granada .
de gran relevancia es, que se pone de manifiesto que el término paisaje es equi-
valente a todos los anteriores mostrándose como una importante vía de solución.
Palabras clave / Keywords
Es por esta razón que el binomio movilidad-paisaje se ha convertido en un tema
Diseño paisajístico, hipertexto, territorio, tecnología, carreteras. fundamental para las democracias actuales, que se esfuerzan por trasladar a sus
Landscape design, hypertext, territory, technology, roads. políticas de ordenación territorial.

Carreteras y paisajes como productos de consumo

Las condiciones en las que se plantea el entendimiento del paisaje de la carretera


en la sociedad globalizada, tienden a simplificar su complejidad y riqueza como
recurso intelectual y paisajístico, frente al aprecio de los aspectos meramente vi-
suales. Esta simplificación es resultado de la influencia que tiene el consumo en
ciertas actitudes culturales contemporáneas2 (como la fast food), en las que el pai-
saje llega a comercializarse como un producto más del llamado consumo cultural,
cuando no un elemento de la promoción y merchandising de actividades turísticas
y comerciales. Es bien conocido que el hombre es un animal que experimenta
sobre todo visualmente3, si bien también lo es, que esa carestía sensorial, lo sume
en una continua insatisfacción y necesita desarrollar interacciones con el entorno
más complejas para saciar completamente sus aspiraciones vitales.
Francisco José Rodríguez Motril (Granada, 1977). Se licencia como Arquitecto por la Universidad de Sevilla (2003) y orienta a la disciplina
paisajística cursando el Master en Paisaje y Espacio Público de la Universidad de Granada (2009). En el periodo (2009-2011) cursa estudios de 1 Frederick S. Frank et al. The Poe Encyclopedia. En esa búsqueda de experiencias vitales proporcionadas por la situación privile-
Ed. Greenwood Press. Westport, 1997.
Ingeniero de Caminos en la Universidad Europea de Madrid y en 2013 es doctor por la misma universidad. Desde 2004 participa como consultor giada de los caminos, surgió a finales del siglo XIX el origen de las Scenic Drive o
independiente en la elaboración de diversos trabajos de planificación urbanística (PGOU), territorial y de proyectos de integración paisajística 2 C. Nune. Identidad cultural, hábitos alimenticios
Park Roads, carreteras cuyo objetivo final aparecía desligado de un destino y tiem-
ligados a la implantación de diversas infraestructuras, tanto hidráulicas como viarias en Andalucía. En la actualidad es Director de Proyectos del y turismo. Ed. UESC. Ciudad de Bahía (Brasil),
holding empresarial de infraestructuras y medioambiente, Grupo Nacimiento S.A., así como coordinador de la investigación de I+D+I: “Planifica- 2007. pos concretos. Estos ejes viarios se construyeron para disfrute del paisaje desde
ción paisajística de infraestructuras del transporte” de la UGR, que cuenta con la participación de profesionales de distintas disciplinas para el 3 E. Bertrand. The Art of Seeing, An Etienne De-
la carretera, en condiciones de total seguridad de conducción y subordinándose
desarrollo de nuevas tecnologías “verdes”. croux Album. Ed. Mime Journal. California, 2001. su diseño a la mejor percepción del entorno que se atraviesa. Quizás se puede
50 añadir como objetivo, el ofrecimiento de una cierta heterogeneidad de paisajes,
ZARCH No.1 | 2013 que se trata de una de las principales razones antropológicas que mueven a que
Paisajes Landscapes
las personas se desplacen. Con el transcurso del tiempo y como un síntoma de
FRANCISCO JOSÉ RODRÍGUEZ MOTRIL la era hiperconsumista en la que nos vemos inmersos [Fig. 1], los parkways dieron
Integración paisajística de espacios viarios: lugar a tipologías distorsionadas, por la degradación de sus estándares de diseño.
una visión multidimensional
Finalmente, no podemos olvidar como la utilización del paisaje de la carretera
como objeto de consumo, ha encontrado su máxima expresión en la publicidad
de la última década del siglo pasado, con campañas publicitarias que ahondaban
profundamente en la percepción psicológica de paisajes y en la experimentación
de sensaciones que querían ir más allá [Fig. 2]. Buen ejemplo de esto fue la cam-
paña publicitaria “¿Te gusta conducir?”4, desarrollada por SCPF para BMW. Esta
se sirvió de referencias al cine, la naturaleza, la música o el arte para ubicar una
recreación sensorial que echaba raíces en algo más que una ficha técnica y un
velocímetro, mediante la interacción con los distintos lugares atravesados y que
simula en convertirse incluso en algo físico. Así en este anuncio, vemos una mano
que se mueve, el desplazamiento de todo tipo de paisajes (es como si la ventanilla
del coche los capturara), oímos el ruido del aire al rozar con el coche, y una música
sugerente compuesta por Angelo Badalamenti para la película de David Lynch Una [Fig. 3] Esquema de apropiación del espacio nuevo y dinámico sistema territorial, económico y cultural, que han activado acele-
del espacio ligado a la autovía E-18, en base
historia verdadera5. Este anuncio, se plantea como un antídoto frente a la indife- radamente el cambio y la transformación del paisaje. Pero no se trata únicamente
a las necesidades de actividades al aire libre
[Fig. 1] Coche de ladrillo: interpretación rencia que produce en las personas el exceso de información y de experiencias de algo físico/visual, como se limitan a considerar los tradicionales proyectos de
de los vecinos del barrio residencial próximo,
plástica del automóvil como icono que lastra
anodinas, que han venido a caracterizar nuestra era hipertextual. en la localidad danesa de Solrød. integración paisajística, sino que en la línea de lo que venimos investigando, hemos
nuestra autonomía social. Obra del grupo
Mmmmm. Expuesto en “2 x 1”, del Museo Fuente: elaboración propia, 2013. podido comprobar que también se espera de ellos el que se conviertan en una
Matadero de Madrid. La dificultad inicial la encontramos, en trasladar las motivaciones antropológicas
plataforma para experimentar e interactuar con el medio que nos rodea.
Fuente: Foto del autor, 2010. que henos visto a las intervenciones proyectuales sobre los espacios viarios, que [Fig. 4] Esquema de reconexión de los bordes
además tienen que ampararse bajo un conjunto de instrumentos de planificación, de los espacios urbanos y rurales del puente Para asentar esta conceptualización de los espacios viarios, se necesita dar un
Stockholmsporten (Estocolmo, Dinamarca),
gestión y ordenación que las regulen (normas, directrices, planes). El éxito de dicha nuevo paso en este recorrido, profundizando en su comprobación a través del
superponiéndose el nuevo puente peatonal
acción debería verse reflejada en que un proyecto concreto, a través de los meca- sobre el conflictivo nudo viario de la autopista análisis de proyectos concretos de intervenciones paisajísticas que reflejen dichos
nismos que establezcamos, alcance una integración paisajística adecuada en lo E18. aspectos. Este proceso nos va a permitir la detección de los elementos de diseño
que se refiere a unas valoraciones sociales positivas por parte de los ciudadanos, Fuente: elaboración propia, 2013. paisajístico7 que embrionariamente figuran en ellos para desarrollar con éxito la
de vinculación patrimonial y con capacidad de adaptación a unas circunstancias integración. En esta tarea necesitaremos elaborar una minuciosa recogida de in-
territoriales enormemente cambiantes. En relación a dichas valoraciones sociales, [Fig. 5] Ideograma de adaptación de la ma- formación en esos proyectos (consultando numerosas fuentes escritas, cartográfi-
terialidad y espacialidad del Puente de Esch,
es necesario admitir la imposibilidad de establecer fórmulas completamente cerra- respondiendo a las condiciones de contorno: cas y audiovisuales), el análisis previo de la misma y la comprensión las estrategias
das, aunque dichos valores pueden ser fijados por los entes interadministrativos y metaboliza los flujos circulatorios urbanos proyectuales con que han solventado de forma afortunada los espacios públicos
colectivos participantes (mediante consultas públicas y procesos de participación para adaptarlos a las necesidades del parque
intervenidos, y plasmadas en la gran valoración social de los mismos.
forestal.
de expertos), que realmente tengan una presencia activa en la definición de los
Fuente: elaboración propia, 2013. En esta búsqueda por localizar los atributos antes mencionados, se procedió
citados instrumentos.
inicialmente a un proceso identificación y clasificación de las intervenciones que
En una definición contemporánea de los espacios viarios (complementaria al tra- quedarán encuadradas en tres grandes grupos relativos a la clasificación del me-
[Fig. 2] Esquema de la triple utilidad del dicional enfoque de protección ambiental que promulgan las administraciones), dio territorial en el que actuamos –se muestran algunos esquemas fruto de di-
paisaje como elemento fundamental para la la valoración de conjunto y de los aspectos más difícilmente objetivables, puede cho análisis–: medio urbano [Fig. 3], medio rural [Fig. 4] y medio natural [Fig. 5].
ordenación del territorio. plantearse mediante el recurso a los valores establecidos históricamente por las La definición de estos ámbitos de clasificación, tiene su origen además de en la
Fuente: elaboración propia, 2013. actividades artísticas (la intención paisajística de la arquitectura6, la ingeniería y el existencia de políticas en materia de paisaje todavía muy diferenciadas para cada
urbanismo). Concretamente desde la arquitectura se establecen un amplio con- uno de ellos, en la aplicación de una tipificación que nos permita articular con un
junto de soluciones mediante perspectivas, relaciones antropológicas de escala, mayor grado de detalle el análisis desarrollado y señalar las conclusiones que se
de volumetrías y definición de experiencias multisensoriales, de gran utilidad para desprenden del mismo.
el fin que se persigue.
Dentro de estos tres grandes bloques, se llevó a cabo una primera aproximación
al problema, mediante una selección de proyectos en los que se reflejara de forma
Metodología de análisis y valoración: revisión de intervenciones del nítida una materialización exitosa de la resolución de los conflictos territoriales ge-
paisaje contemporáneas y análisis de sus valores nerados por la presencia de grandes ejes viarios; posteriormente a través de una
4 Ver en: http://www.youtube.com/watch?v=
Kp9knrC10PU
detección analítica, se extrajeron a grandes rasgos las variables que tienen gran
Identificación de variables determinantes a través de un recorrido de pro-
influencia en la integración paisajística de las vías de comunicación, así como las
5 Q. Casas. David Lynch. Ed. Ediciones Cátedra. yectos paradigmáticos de los valores antropológicos señalados
Madrid, 2007. relaciones que han definido la organización de los espacios públicos resultantes.
7 A. Cooper; R. Murray. A structured method
6 D. Álvarez Sala. La intención paisajista, en Paisaje
Como hemos venido contando, las infraestructuras de comunicación y transporte of landscape assessment and countryside.
En segundo lugar, el trabajo de análisis se concentró en la valoración que hacían
Mediterráneo. Ed. Electa. Milán, 1992. se han perfilado desde los inicios del s. XX, como las tramas más evidentes de un Ed. Applied Geography, 12. Ulster, 1992. algunas de las políticas paisajísticas más singulares de la geografía española (Ca-
52 taluña, Valencia y Andalucía) sobre las variables identificadas, y en determinar que
ZARCH No.1 | 2013 procesos habían llevado a constituir las presentes organizaciones territoriales de los
Paisajes Landscapes
espacios viarios, así de cómo podrían plantearse las que vengan próximamente.
FRANCISCO JOSÉ RODRÍGUEZ MOTRIL
De todo este proceso se determinó, que para reivindicar la singularidad y trascen-
Integración paisajística de espacios viarios:
una visión multidimensional dencia social de estos espacios públicos a lo largo del territorio, los proyectos de
paisaje que intervienen sobre ellos deberían de recoger una serie de aspiraciones y
atributos, que hasta ahora sólo estaban reservados para los espacios más nobles
de nuestras ciudades, entre los que enumeramos los siguientes:

• Estrategias proyectuales, que permitan el reconocimiento y valoración respetuo-


sa de paisajes identitarios e individuales, en las que las infraestructuras del trans-
porte se ofrecen como un vehículo para ponerlos a nuestro alcance.

• Un tratamiento del tiempo complejo y no lineal, rescatando el espíritu de lo que


hemos vivido a través de las road movies, a través de una segmentación del tra-
yecto marcada por una sucesión de hitos y eventos, que hacen que nuestros sen-
tidos se relajen o estremezcan, como cuando escuchamos los distintos “tempos”
que se suceden en una sinfonía.

• La oferta de usos y actividades, que fomentan la aparición de nuevos escena-


[Fig. 6] Resumen de tipologías de Accesibili- ción que desarrolle la integración de las infraestructuras del transporte en el medio
rios de intercambios perceptivos, y que sólo pueden surgir como el producto de dad espacial que intervienen en los proyectos
territorial:
la superposición amable del medio existente y estructuras atrayentes de nuevas de integración paisajística de infraestructuras.
situaciones. Fuente: elaboración propia, 2013. A. Accesibilidad espacial:

• La heterogeneidad, que debe reflejar toda la riqueza de matices del entorno, a En los sistemas territoriales actuales de nuestro mundo globalizado, siempre ca-
través de distintos tratamientos materiales y espaciales, y que conducirá a la po- racterizados por una aspiración a la máxima accesibilidad a todos los centros
sibilidad de desarrollar una gran diversidad de experiencias multisensoriales, que económicos importantes, no debería de servirnos de excusa la necesidad de las
nos hagan valorar más positivamente el paisaje que se nos ofrece. infraestructuras para coartar los grados de libertad de los usuarios peatonales. Por
el contrario, deberemos esforzarnos también en que se mantengan –e incluso po-
Determinación de patrones para un enfoque sensorial y participativo del pai- tencien para una mayor participación social en los espacios públicos– los grados
saje de accesibilidad a territorios de interés para el conocimiento humano [Fig. 6], ya
De lo visto en el primer apartado y como eje central de esta investigación realizada, sea por razones culturales u naturales.
partimos del convencimiento de que la integración paisajística de las infraestruc-
Del conocimiento extraído del análisis de los proyectos de referencia, se pudieron
turas, puede ser establecida como un conjunto de parámetros intervinientes en el
encontrar tres estrategias proyectuales diferentes para encarar de forma exitosa
nivel de integración paisajística del conjunto, y que cada uno de ellos posee unas
una adecuada accesibilidad espacial al medio, desde el ámbito de las infraestruc-
propiedades que lo definen. Su estudio nos va a permitir conocer las distintas tipo-
turas del transporte que inciden en él. Dichas estrategias pueden pasar por tejer
logías que pueden aparecer, para constituirse cada una de ellas como alternativas
una red de conectores desde la infraestructura hacia los ámbitos espaciales de
a plantear, cuando se esté desarrollando la actividad planificadora y que podremos
interés del entorno, por hilvanar desde la propia infraestructura dichos espacios o
diseñar de forma estratégica, en función de nuestros intereses de gestión. Esto es
bien por someterla a un mecanismo de sutura, para que afloren con más libertad
último nos va a proporcionar una gran utilidad en la planificación y gestión de los
los espacios del hombre. Vemos a continuación cada una de ellas:
Paisajes Culturales que reivindican un enfoque de multidimensionalidad, ya que
como se deduce en las palabras de la Directora General de la Unesco, Irina Boko- • Red de conectores9. Se mantiene invariable la estructura medular de la infraes-
va: “La perspectiva del paisaje ha pasado a ser más holística, al integrar factores tructura, desde la que se lanzan una serie de conexiones para hacer accesibles
sociales, económicos, medioambientales y tecnológicos”8. otros espacios de interés en su ámbito, aprovechando la potencialidad móvil que
ofrece este soporte.
A partir de dichas reflexiones y de la información extraída del análisis de proyec-
tos paisajísticos de referencia, se dieron las condiciones de poder establecer una • Hilvanado. La estructura medular de la infraestructura o plataforma de movilidad
serie de variables comunes en las que se encuadran sus estrategias proyectuales se contorsiona, para adaptar su trazado a los enclaves de interés en su ámbito,
para poder categorizarlas, y evaluar su grado de cumplimiento en otros proyectos. escenificándose en un mismo espacio los flujos de la movilidad motorizada y los
Dichas variables como se ha visto, pasan por la accesibilidad al medio, la esceno- de la movilidad ciclo-peatonal.
9 Dicha terminología es aplicable de forma habitual
grafía planteada, las relaciones funcionales/formales entre medio e infraestructura, a los sistemas de cableado estructurado, que es
• Sutura. Se produce el soterramiento de la estructura medular de la infraestruc-
y por último la heterogeneidad o riqueza en lo material y espacial que se plantea la infraestructura de cable destinada a transportar
a lo largo y ancho de un edificio, las señales que tura, para anexionar esta nueva superficie al espacio por el que discurre el flujo
como parte esencial e identitario del nuevo paisaje que se ofrece a los ciudadanos. emite un emisor de algún tipo y siendo uno de sus de movilidad peatonal. Establece no obstante un paralelismo entre el trazado de
8 A. Luengo et al. Paisajes Culturales del Patrimonio mayores beneficios el permitir la administración
Mundial. Prologo. Ed. Ayuntamiento de Elche. Definimos a continuación los atributos de las variables, que nuestro juicio son las sencilla y sistemática de los cambios de ubicación ambos espacios, y se localizan intercambiadores de flujo entre uno y otro en los
Elche, 2012. determinantes del nivel de integración paisajística presente en cualquier interven- de personas y equipos. enclaves principales.
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ZARCH No.1 | 2013
Paisajes Landscapes

FRANCISCO JOSÉ RODRÍGUEZ MOTRIL


Integración paisajística de espacios viarios:
una visión multidimensional

[Fig. 7] Principios que intervienen en el desa- [Fig. 8] Esquema de adaptabilidad necesaria


rrollo de una experiencia escenográfica diver- de la sección del espacio público atravesado
sa y sin estridencias sobre el espacio público por las infraestructuras para su integración en
asociado a las infraestructuras del transporte. el medio.
Fuente: elaboración propia, 2013. Fuente: elaboración propia, 2013.

B. Escenografía: estructuras del transporte y el medio territorial sobre el que actúan y que se des-
prenden de su análisis:
Un tratamiento complejo del tiempo que se orqueste desde el proyecto de integra-
ción paisajística de la infraestructura [Fig. 7], hará que el escenario donde se gene- • Apropiación. El medio territorial a través de sus propias necesidades o las de los
ra gane en riqueza sensorial, lo cual redundará inexorablemente en una valoración usuarios que lo pueblan, se apropia de la totalidad o parte del soporte físico de la
más positiva de la calidad de dicho espacio por parte de la ciudadanía. Es por infraestructura, así como de su ámbito espacial, incubando en él nuevos usos o
esto, que la habilidad de cada proyectista en la unión de esos espacios diferentes actividades.
en una vivencia única, será lo que marque las diferencias y aspire a transformar
• Coexistencia. En un mismo espacio público del ámbito de la infraestructura del
esos lugares en símbolos claros y como escenarios de actividades comunes en
transporte, conviven usos y actividades que se desprenden de las necesidades
un proyecto colectivo.
del territorio y/o sus usuarios, con las propias de la infraestructura relativas a la
La estrategia escenográfica para una mayor valoración de la calidad paisajística movilidad y su servicio.
del conjunto, se ve planteada de manera notable en la inmensa mayoría de los
• Colonización. La definiremos como la influencia funcional de la infraestructura
proyectos que hemos tenido la oportunidad de analizar en el apartado anterior de
cuando va más allá de su ámbito espacial y sirve para explorar con cierta sen-
análisis. Se desarrollan desde ópticas comunes que se esfuerzan por convertir
sibilidad parte de su entorno (aprovechando su potencial de accesibilidad), e in-
estos espacios en lugares identificables e identitarios, aunque también lo hacen
troduciendo en él nuevos usos o actividades que nos acerquen aún más a su
desde sensibilidades distintas dependiendo de la naturaleza del medio sobre el
conocimiento.
que intervienen. Hacemos una parada a continuación en algunos de los elementos
más importantes que intervienen en su composición escenográfica: D. Relación formal:

• Hitos. Dentro de una misma secuencia espacial marcada por la influencia de un De crucial importancia para la apreciación de la calidad del espacio público re-
lugar de especial interés paisajístico (hito), podemos ir advirtiendo de forma gradual sultante de la ocupación del territorio por parte de las infraestructuras viarias, se-
o sorpresiva –por lo elevado del tono–, de la distancia temporal y/o física que existe rían las relaciones formales entre dichas infraestructuras y el medio, pues de esta
hasta la localización de este evento. relación derivará la imagen que como espacio de identidad y confortabilidad se
ofrezca a sus usuarios. Como hemos venido comentando, esta relación formal
• Ritmo. Lo definiremos como la variación del espacio y tiempo a lo largo de una
debe fundamentarse tanto en condiciones de interferencia (que se dividirían en re-
misma secuencia escenográfica10 (de acuerdo a la aceleración que desde el pro-
laciones de combinación, acoplamiento y superposición), como escalares (dentro
yecto queramos imprimir para caracterizarla), pudiendo también servir para marcar
de las cuales distinguiremos relaciones de igualdad, inferioridad o supremacía).
la transición entre unas y otras.
E. Heterogeneidad:
C. Relación funcional:
10 E
 l ritmo conocido como un parámetro básico de
La heterogeneidad espacial y física, es una cualidad esencial que debemos reco-
todas las artes, también puede detectarse en Las relaciones funcionales que se establezcan entre las infraestructuras del trans-
los fenómenos naturales, ya que existe en las ger en los proyectos de integración paisajística de infraestructuras del transporte
porte (por ejemplo una autopista de trazado marcadamente lineal), y el ámbito terri-
infinitas actividades que gobiernan la existencia (y especialmente en proyectos de obras lineales). Debemos servirnos del poder
de todo ser vivo. torial por el que discurren, va a ser la estrategia proyectual que mejor va a definir la
evocador y sensorial de esta cualidad, para romper con la monotonía que se des-
11 M
 ientras que los espacios públicos de parti-
complementariedad y las sinergias de carácter positivo que puedan desarrollarse
prende de la percepción de cualquier obra vial que recorre el espacio de forma re-
cipación social están dominados por fuerzas entre estos dos elementos, que por regla general tienden a polarizarse11.
centrífugas que tienden a abrirse y relacionarse petitiva y lineal. Esta estrategia, combinada con las que hemos visto en los puntos
con el resto del medio, sin embargo en las Tras el estudio de proyectos que nos sirvieron de referente, contamos con la in- anteriores, es la que termina de recualificar y dar vida al proyecto [Fig. 8], siendo
infraestructuras del transporte predominan las
fuerzas centrípetas que tienden a repeler todo lo
formación necesaria para llegar a la conclusión de que pueden abrirse tres líneas además la que más diferencia va a marcar en la evaluación de la calidad paisajísti-
que viene de fuera. fundamentales en las que desarrollarse las relaciones funcionales entre las infra- ca que hagan del espacio público sus usuarios.
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ZARCH No.1 | 2013
Paisajes Landscapes

FRANCISCO JOSÉ RODRÍGUEZ MOTRIL


Integración paisajística de espacios viarios:
una visión multidimensional

[Fig. 11] Tratamiento material del tapiz de en


una secuencia escenográfica concreta AE-1
del ámbito de la autovía A-7 a su llegada a la
Costa de Granada. Dicha materialización tiene
lugar en función de la articulación formal y
material de los hitos escenográficos pertene-
cientes a la Red Global y Local.
Fuente: elaboración propia, 2013.

[Fig. 9] Esquema operativo de la Matriz de Ar-


ticulación Espacial, para la determinación del
intervalo de valores que definen la articulación Analizando la implantación de la A-7 en la fase de proyecto, se vio la necesidad
funcional y formal. Variables de entrada: Es-
de articular los elementos estructurales que componen el ámbito escénico de las
cala territorial y velocidad; Variables de salida:
Tratamiento material, y Usos y actividades. infraestructuras, mediante instrumentos empleados en la ordenación de espacios
Fuente: elaboración propia, 2013. patrimoniales12, como matrices vectoriales (Matriz de Medidas Estructurales, MME)
y matrices raster (Matriz de Articulación Espacial). Dichos instrumentos, recogen
[Fig. 10] Intervalos de entrada en la matriz de las estrategias que vimos desarrolladas con éxito en otros proyectos analizados.
articulación espacial y valores asignados a los
mismos, para las variables de Velocidad de Dichas medidas [Figs. 9-10] fueron además contrastadas mediante entrevistas a
flujo de circulaciones y Escala territorial.
expertos, que confirmaron que tanto las medidas integradoras e indicadores que
Fuente: elaboración propia, 2013. hemos propuesto para este tipo de proyectos, son adecuadas y necesarias para
evaluar la integración y garantizar que sean mejor valorados socialmente, a través
del desarrollo de las potencialidades sensoriales que estos nos ofrecen.
Confirmación del modelo a partir de su aplicación: las autovías en la
En definitiva la investigación realizada, se ha mostrado como una visión clarifica-
costa de Granada
dora para reconocer las implicaciones sociales y antropológicas de muchas deci-
Efectivamente, se han podido confirmar a través del caso concreto de la autovía siones –acertadas o no– que desde las actuales políticas de paisaje se han venido
A-7 en tramo su llegada al Puerto de Motril, muchas de las numerosas hipótesis tomando para la definición de los espacios viarios, la mayoría de las ocasiones
que se habían formulado, en cuanto a resolver las disfunciones y necesidades que unidimensionalmente13. Es sobre esta base, sobre la que hemos asentado el con-
les son aplicables a los proyectos de integración paisajística. La mayoría de las dis- cepto de Espacio Viario Multidimensional, como componente en el que se reúnen
funciones mencionadas se ha comprobado que se producen por una ruptura en la realmente las dimensiones ambientales, económicas y sociales, necesarias para el
secuencia lógica y gradual, que debe marcar la definición de los elementos desde fomento de un territorio equilibrado, y que salen a la luz a través de una percepción
la fase de planificación, hasta el documento de proyecto. Así, en los instrumentos realmente multisensorial y participativa del mismo [Fig. 11], o sea, del paisaje.
y metodologías de planificación vigentes que hemos observado, –a diferencia de 12 Permite desarrollar Sistemas de Información
Geográfica (SIG) mediante una retícula que se Actualmente se está trabajando en trasladar los resultados de dicha investigación,
lo que ocurre en otros proyectos de ingeniería, arquitectura o de conservación del
centra en las propiedades del espacio más que a soluciones tecnológicas concretas, ávidas de una mayor multidimensionalidad
patrimonio– se acaba perdiendo la referencia de la escala humana con sus aspira- en la precisión de la localización, para lo cual
en su encaje paisajístico concreto. Así, dicha necesidad se ha hecho muy evidente,
ciones fundamentales, y con ello su dimensión social. divide el espacio en celdas regulares donde
cada una de ellas representa un único valor; Ver: en un programa de I+D+I en el que he tenido la oportunidad de participar14; en él
Gran parte del territorio de la Costa Granadina se localiza sobre el delta del río R.F. Tomlinson. Thinking About GIS: Geographic se demuestra, que la sensación de ruido producida por una solución constructiva
Information System Planning for Managers. Ed.
Guadalfeo, sobre el que se ha desarrollado desde hace más de mil años una ESRI Press. Redlands (California), 2005.
paisajísticamente inadecuada en proyectos como el de la autovía A-7, sumada a la
agricultura de inundación ligada al cultivo de la caña de azúcar. Pero quizá lo más imponente presencia de una infraestructura de estas características, provoca que
13 R. Cespón Castro. Procedimiento para la
interesante desde el punto de vista didáctico en el análisis de los grandes ejes via- realización de un diagnostico. Ed. UCLV. Santa los vecinos se sientan intimidados como respuesta a una percepción psicológica
rios que se aproximan a este lugar –autovía A-7–, es que estos interaccionan con Clara, 1999. de la contaminación acústica mucho mayor de lo que muestran las mediciones
una gran variedad de hábitats naturales, áreas antrópicas próximas a los espacios 14 A.A.V.V. Planificación de los paisajes sonoros: físicas. Se viene a confirmar de esta manera a través de numerosos resultados ob-
metodología para su integración territorial.
rurales, de gran diversidad orográfica y geológica. Toda esta variedad de medios, tenidos en las encuestas de percepción psicológica de ruido realizadas a los veci-
Aplicación a la Costa Tropical. Universidad de
es debida en su mayor parte, al gran desnivel que se salva en pocos kilómetros Granada, 2013. nos que, si bien, las mediciones de los niveles sonoros en las zonas que se limitan
entre los dos puntos de localización extremos del tramo que ahora se culmina, 15 Declaración de Impacto Ambiental, según Ley
a medidas correctoras tradicionales (apantallamientos o barreras acústicas), en un
produciéndose secuencias escenográficas de gran dramatismo en ese viaje. 6/2010, de 24 de marzo. principio cumplen con los objetivos normativos de la DIA15, estas obtienen una va-
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ZARCH No.1 | 2013
Paisajes Landscapes

FRANCISCO JOSÉ RODRÍGUEZ MOTRIL


Integración paisajística de espacios viarios:
una visión multidimensional [Fig. 14] Imagen propuesta desde el proyecto
de I+D+I mencionado, en el que se observa
en detalle un tratamiento específico de los
[Fig. 12] Imagen extraída de la investigación, elementos constructivos en el tramo de la
que representa los resultados obtenidos en A-7, a su paso por el núcleo rural de Punta-
las encuestas de percepción psicológica de lón. Además de resolverse los problemas de
ruido realizadas a los vecinos del núcleo de conectividad y visualización que plantean las
Puntalón, mediante una simulación previa a la pantallas, la solución recoge el tratamiento
propuesta de integración. Los valores obte- formal necesario, mediante un tapiz envol-
nidos inicialmente son muy negativos a pesar vente que refleja el cromatismo terroso del
de cumplir la normativa vigente. entorno.
Fuente: elaboración propia a partir del proyecto Fuente: elaboración propia a partir del proyecto
desarrollado por los autores, 2013. desarrollado por los autores, 2013.

loración mucho más negativa que las de otras propuestas que recogen soluciones ropuertos, etc.). Es por tanto nuestra misión como técnicos y ciudadanos, reclamar
constructivas para una mayor valoración escenográfica del medio. [Fig. 12] para estos espacios unos estudios multisensoriales que se materialicen en trata-
mientos constructivos-tecnológicos dignos18, que los hagan funcionales y percep-
La investigación es una muestra más de la necesidad de tener en cuenta los cita- tivamente agradables. Con ello estos espacios libres deberían de convertirse en
dos parámetros multidimensionales a la hora de proyectar esos elementos, pro- decodificadores que permitan experimentar y vivir el paisaje del medio territorial
fundizándose en el conocimiento de que una adecuada integración paisajística de que nos rodea, haciéndolo nuestro mediante una lectura responsable del mismo.
las soluciones constructivas, contribuye a la reducción de la tensión nerviosa de
vecinos y de la fatiga de los conductores, aumentando con ello la seguridad vial.
Además, soluciones más adecuadas paisajísticamente como las que desde esta
investigación se proponen [Figs. 13-14], aportan una mayor valoración del ámbito BIBLIOGRAFÍA
escenográfico sobre el que se asienta la carretera; así, por ejemplo, la utilización de
ÁBALOS, Iñaki. Naturaleza y Artificio. El ideal pintoresco en la arquitectura y el paisajismo contem-
elementos de protección acústica que contribuyan a la articulación formal, acce-
poráneos. Ed. Gustavo Gili. Barcelona, 2009
sibilidad, heterogeneidad, etc., configuran una percepción social más positiva del
espacio –ratificada por las encuestas a los vecinos y usuarios–, dándose respues- ÁLVAREZ SALA, Damián. La intención paisajista, en Paisaje Mediterráneo. Ed. Electa. Milán, 1992
ta a la triple dimensión ambiental-social-económica, que garantiza su continuidad AA.VV. Planificación de los paisajes sonoros: metodología para su integración territorial. Aplicación
en el tiempo como espacio patrimonial de identidad. a la Costa Tropical. Universidad de Granada, 2013
[Fig. 13] Imagen de la solución espacial
propuesta para el núcleo de Puntalón. A modo de resumen, la aportación más novedosa del tema que hemos tratado, se BERTRAND, Etienne. The Art of Seeing, An Etienne Decroux Album. Ed. Mime Journal. California, 2001
Concretamente, tanto las pantallas acústicas encuentra en haber establecido un modelo de planificación territorial de espacios
necesarias para atenuar las emisiones de la CASAS, Qim. David Lynch. Ed. Ediciones Cátedra. Madrid, 2007
autovía (Red Local), como la plataforma-túnel viarios, que atiende a las condiciones paisajísticas de una intervención de primer
que permite la conectividad de ambos márge- orden como es la A-7 desde una necesaria triple dimensión económico-ambien- CESPÓN CASTRO, Roberto. Procedimiento para la realización de un diagnostico. Ed. UCLV. San-
nes (Red Global), responden a la articulación ta Clara, 1999
tal-social. Esta multidimensionalidad se puede llevar a cabo mediante un sistema
formal y material de los hitos escenográficos
existentes en dicha zona. consensuado de estrategias, medidas, variables e indicadores específicos pro- COOPER, Alan; MURRAY, Ronald. A structured method of landscape assessment and countrysi-
Fuente: elaboración propia a partir del proyecto puestos para este fin, y que trasladados al campo de la tecnología han tenido una de management. Ed. Applied Geography, 12. Ulster, 1992
desarrollado por los autores, 2013. materialización constructiva de gran valoración social. Este reconocimiento como
CRAWFORD, Margaret. “Narratives of loss”. Journal of Architectural Education, núm. 1. Ed.
vimos en el primer punto, parte de una conceptualización más contemporánea
Southern California Institute of Architecture. California, 1995
del paisaje, que encuentra su razón en lo perceptivo y en un tratamiento dinámico
de los espacios, alejado del maniqueísmo artificioso de los paisajes de una falsa FRANK, Frederick S. et al. The Poe Encyclopedia. Ed. Greenwood Press. Westport, 1997
modernidad16.
NUNE, Cristiane. Identidad cultural, hábitos alimenticios y turismo. Ed. UESC. Ciudad de Bahía

De lo visto se deduce que las infraestructuras del transporte, lo queramos o no, (Brasil), 2007

además de ser elementos constitutivos del paisaje, lo son también de un nuevo LUENGO AÑÓN, Ana et al. Paisajes Culturales del Patrimonio Mundial. Prologo. Ed. Ayuntamiento
espacio público que se ha venido gestando en las últimas décadas. Dicho espa- de Elche. Elche, 2012
16 I. Ábalos. Naturaleza y Artificio. El ideal pintores- cio público, debido a la omnipresencia de las infraestructuras del transporte en
TORIJA, Antonio J.; RUIZ, Diego P.; RAMOS, Ángel. Evaluation of the road traffic noise and ano-
co en la arquitectura y el paisajismo contemporá- nuestro mundo globalizado, parece que se va a convertir en el más importante en
neos. Ed. Gustavo Gili. Barcelona, 2009. malous sound events annoyance on the population. Proceedings of the19th International Con-
cuanto a extensión y relevancia para las generaciones venideras, como muy bien 18 A.J. Torija; D.P. Ruiz; A. Ramos. Evaluation of the
17 M
 . Crawford. “Narratives of loss”. Journal of road traffic noise and anomalous sound events gress on Acoustics, Madrid, 2007
argumenta Margaret Crawford en sus Narratives of loss17 (Narrativas de la pérdida),
Architectural Education, núm. 1. Ed. Southern annoyance on the population. Proceedings of
California Institute of Architecture. California, donde anuncia que los únicos espacios libres posibles del futuro son los espacios the19th International Congress on Acoustics,
TOMLINSON, Roger F. Thinking About GIS: Geographic Information System Planning for Mana-
1995. libres privados o los espacios de la movilidad (autopistas, estaciones, puertos, ae- Madrid, 2007. gers. Ed. ESRI Press. Redlands (California), 2005
Chinese Generic Cities and Their Urban Futures Background

Chinese economic euphoria has led to different scenarios in the urban status, that
Las ciudades genéricas chinas y sus futuros urbanos illustrates the questionable phenomena of Chinese speed urbanization.

- Fact 1: unprecedented speed of developments—“McKinsey & Company predicts


Sunnie Sing-Yeung LAU y Paula Gonzalez Martinez China will build 50,000 skyscrapers in the next two decades, the equivalent of 10
New York.
- Fact 2: A real estate housing bubble is surfacing—there is nearly 64 million empty
Abstract / Resumen housing in China.
- Fact 3: Scale grows bigger becoming a problematic issue at different scales.
Despite the fact that China’s urban growth has been widely studied and discussed over the last decades, this paper intends to offer a
- Fact 4: Speed growth unable to address change in use. Factories and houses left
particular and most recent vision of the present scenario. From our Hong Kong and Mainland architectural experiences, being fully involved
in the cases that we are about to describe and trying to avoid generalizing, we aim to redefine somewhat of a repetitive reality and the abandoned in the area of early developed Pearl River Delta.
implications of it in the near future because of two major dangers: 1. The new cities become generic without proper assimilation process
Although Kevin Lynch once mentioned that “physical form is not critical (...) to
to illustrate locality and cultural identity; 2. Built large scale development losses adaptability to changes into other program once obsolete.
shape the value of a city nor physical form is the key variable whose manipulation
A pesar del hecho de que el crecimiento urbano de China ha sido ampliamente estudiado y discutido durante décadas, este texto pretende ofrecer will induce change;1 he did not deny the importance of the coexistence of both
una visión más específica y reciente de la situación actual. Desde las experiencias arquitectónicas de Hong Kong y Mainland, estando completamente architectural forms and human values—“Theory must deal with the esthetic aspects
involucrados en los casos que vamos a describir a continuación e intentando evitar generalizaciones, nuestra intención es redefinir una realidad reiterada of cities, even though it may be a more difficult part of its task. Indeed, it must deal
y las implicaciones que puede acarrear en un futuro cercano, teniendo en cuenta dos peligros fundamentales: 1. Las nuevas ciudades se convierten en
with function and aesthetics as one phenomenon.” Nevertheless, both factors shall
genéricas sin un adecuado proceso de asimilación que tenga en cuenta el lugar y la identidad cultural; 2. La construcción de un desarrollo a gran escala
come hand in hand together in the production of a good city form. And we should
pierde adaptabilidad para asumir cambios en programas desde hace tiempo obsoletos.
not see designing a city as if it was one building but as if it was a series of layers
and grains that come together to form a larger spatial settlement.
Keywords / Palabras clave

China, generic cities, urban growth, cultural identity, large scale. Several case studies show us the rise and fall of the new metropolis. Through
China, ciudades genéricas, crecimiento urbano, identidad cultural, gran escala. the analysis of former developments, typologies and other urban-scapes (Detroit,
Leshan, Guangdong,) we try to suggest different models that could be better apply
to the current scenario.

As a hypothesis, this paper intends to list general ingredients of a great city: Activity,
Connectivity (as a stream less flow of accessible information and infrastructure,)
strong cultural identity, mixed use, diversity, intensity of use of space and time,
overlapping of functions, dynamism, flexibility and public and private spaces. All
these ingredients are necessary to formulate new viable alternatives in the next
wave of inevitable development processes.

1. China’s current urban status I: Uniqueness ad infinitum

China´s urban population is increasing while rural population decreases. What are
the implications of the scale of these transformations?

To allocate the immense flux of immigrants, the country needs to produce the
equivalent to 12 times the same built substance as the one in major European
cities. It is simply not possible to produce in the new Chinese cities the same
architectural content that Europe has been layered over time.

If we carefully look at the list of some of them, we observe that maybe Shanghai,
Sunnie Sing Yeung LAU. Hong Kong born, US trained architectural designer. Lived and worked in various US, and European cities. She holds a Hong Kong or Tianjin (with a longer history of postindustrial development) do have
Master degree in Architecture at the Massachusetts Institute of Technology and a Certificate in Urban Design. Prior to her continue research at the
a distinctive character; but in a short time of massive building, the result is what we
MIT, she worked for Morphosis Architects (LA), MVRDV (Rotterdam) and OMA (HK); participated in numerous international competitions, building
projects and large-scale urban developments in various countries. Currently, other than working as a practitioner in Hong Kong, she is actively could call a “generic city:” A city composed of the same ingredients repeated over
participating in various academic research and building projects; serving as a frequent design guest critic at the Hong Kong University, the Chinese and over. It is essentially “all the same.” Exceptional and high rise buildings appear
University of Hong Kong and City University. continuously and compete with each other. The repetition of the “extraordinary”
becomes naïf. Stagnation. Uniqueness produced “ad infinitum” to the point that the
Paula González receives Architecture training in the Polytechnic School of Architecture in Madrid, Spain in 2007. After graduating with a Master
of Architecture degree with an excellence mention she completes an MBA in Real Estate Business Administration (MDI) and joins the ETSAM/HKU term loses its value. Mediocrity.
PHD program in order to research urban issues in the Asian city. She has worked for international design firms such as OMA, WEST 8 and Atkins
before as an architect Herzog and De Meuron. Through her experience on international project design and development, project coordination, In 1925, Le Corbusier designed a suburban scheme for Paris. A century later, by
1 Lynch, Kevin. Good City Form. “Chapter 5 –But is
administration, and construction coordination she brings a strong technical background and expertise to all projects while thinking of the Asian city a General Normative Theory Possible?” MIT Press, looking at a generic plan for one specific Chinese two—tier city, one saw that there
as an urban planner and architect. Cambridge, 1981, pp. 99-104. is no difference or improvement. With the exception of the Japanese metabolism
62
ZARCH No.1 | 2013
Paisajes Landscapes

SUNNIE SING-YEUNG LAU y PAULA GONZÁLEZ MARTÍNEZ


Chinese Generic Cities and Their Urban Futures

Guanzhou city’s skyline.


Fuente: http://publicaddress.net/cracker/we-
apons-of-mass-production/

RMB city by Cao Fei & Vitamin Creative Spa- movement in the 1960’s, which inspired in Asia the public before the private issues, the repurpose of old buildings and factories by younger generations who see the value
ce, 2009.
Chinese thinking process has just started, whereas in Europe, urbanization achieved in flexible studio spaces in old industrial buildings. These are good traces of historical
Fuente: http://www.vitamincreativespace.com/
a “thinking plateau” in the 80‘s that has led to certain structure and hierarchy. heritage where residential units would be more meaningful.
en/?work=the-opening-of-rmb-city

The lack of thinking implies that we have globally surrendered to the market There should be a good balance between different approaches: a highly efficient
Chance encounters w/the elevated landsca-
economy, making the urban condition itself less adventurous than in the 50’s, architecture or a humanistic and integrated one. Any of them on its own would
pes of Guangzhou, near Zhu Jiang New Town.
inspiring predictability, safety, and comfort. The essence of urban life is lost. Maybe hardly be sustainable on a long term basis. The cross-fertilization of these different
Fuente: http://untestedcity.com/2009/12/13/
pearl-river-delta-in-flux/ because the quality of the “local” consultants in planning operations is not good approaches in “urbanism” should be optimized by the qualities of a specific
enough to produce real content. Or perhaps because the “exceptional” foreigner geographical location. (Contextual architecture.)
consultants, such as Herzog and de Meuron, or Rem Koolhaas, are many times
producing architectural solutions that no longer serve the city as they should. In 1971 after the economic crisis in Japan had emerged, Maki criticized Metabolists’
naïf belief that a city is capable to grow continuously and the lack of concern
Moreover, business (according to Forbes magazine) sees an opportunity in the new among architects of creating human or liveable spaces in the city. He wrote: “Until
upcoming Chinese megalopolis, and today companies like Siemens are positioning quite recently we, have not questioned the menace of unlimited expansion of large
Chance encounters w/the elevated landsca-
themselves as producers of the new Chinese city. metropolises... but today there is increasing uneasiness and apprehension among
pes of Guangzhou, near Zhu Jiang New Town.
us... At what level can we be most effective? We believe architects are most useful
These newly qualified businesses compensate the lack of an urban logic by Fuente: http://www.jorge-ayala.com/
2008_08_01_archive.html restructuring our physical environment at a scale ranging from a district of several
demanding more and more exceptional buildings. As some potential government
laws in Spain, to qualify other professions in order to produce speed urbanism thousand inhabitants to a complex of buildings in one block.” (lin, 228 3)
and architecture, for which the architect is specifically educated, has its (negative) The notion of designing an entire city with one single plan is currently not possible
implications on a long term basis. in China because of its inherited top-down planning system. However, Maki made
a point about the fact that the idea of a single model imposed by few architects
2. China’s current urban status II: Seeking Flexibility might become true when the country is undergoing social and political instabilities.

As critically reminded by Sorkin’s word in his article of “End of Urban Design:” “We Under the capitalistic development model, China has seemingly urged to find a new
must be wary of all totalizing schemes, especially those that propose universal model of development in responsible to its true locality. The term “typical typology”
formal solutions to complex social and environmental problems, that obliterate represents a certain ideology within a culture, meaning “the most effective and
human, cultural, and natural differences, and that usurp individual rights through efficient form” of a particular city, that is constantly replicated and stamped all over
top-down, command application.”2 the city creating its overall urban form. The obsolescence of the “typical” form
comes from the fact that no application of one single model would be able to satisfy
The market-driven model has begun to gain criticism together with the insensitive
the hybridized nature of the changing social ideals in the contemporary China.
top-down planning approach from the government. The dictatorship of urban form
leaves no room for designers and architects to respond according to social and
other cultural needs. The homogeneity of the “modernist skyscraper city” creates 3. Learning from the past: Ghost Towns and Abandoned Luxury
an overall unified form, as if it was designed under one single “masterplan” and
In the essay “China’s Future Landscape is already made in the USA (2006,)”4 Alan
fascinates most of foreigners and tourists. However the need of the local residents
Berger makes a prediction on the future of Pearl Delta River’s deindustrialized
is not satisfied in a metaphysical level. In order to answer the question of “how to
3 Lin, Zhongjie. Kenzo Tange and the Metabolist
Landscape. “The year is 2050. China’s modern industrial age is ending, and
make a sense of a place,” the image or identity of a city is crucial. Beginning with
Movement: urban utopias of modern Japan. obsolete factories are strewn across the urban landscape. Global investment has
a strong and pure capitalist model, is it possible to reinvent a new urbanism that Routledge, NY, 2010
evaporated, as corporations thirst for new low-wage labor forces in other parts
responds to a more humanistic approach?
4 Berger, Alan and Margaret Crawford (editors). of the world. China itself is outsourcing much of its own low-skill labor to other
2 Sorkin, Michael. The End(s) of Urban Design, pp. Nansha Coastal City- Landscape and Urbanism in
155-182, Harvard Design Magazine 25 (Fall 2006/ We might be able to extract some cultural specific elements from the daily environment the Pearl River Delta. Harvard University Graduate
countries. The Chinese economy’s backbone is middle-class consumers, while
Winter 2007), p. 18. that are different from the usual residential typology, such as the reuse, retrofit and School of Design, Cambridge, 2006, pp. 67-69. the middle class represents the majority of the national workforce. Environmental
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Chinese Generic Cities and Their Urban Futures

Detroit, Michigan Central Station, 2010.


Fuente: http://www.maplescoop.com/node/
30342/%E5%A4%B1%E8%90%BD%E7%9 Old Factories #1, Fushun Aluminum Smelter,
A%84%E7%BE%8E%E5%9C%8B%E7%B2 Fushun City, Liaoning Province, 2005. Photo-
%BE%E7%A5%9E%EF%BC%9A%E6%B1%
graphy by Edward Burtynsky.
BD%E8%BB%8A%E5%9F%8E%E5%BA%
95%E7%89%B9%E5%BE%8B%E8%8D%9- Fuente: http://photographyofchina.com/Edward-
2%E5%BB%A2%E6%85%98%E6%99%AF/ Burtynsky#.UcN9DPlJMlo

resources, such as water and landscape are rendered shadow less. Sanitary landfills Another flagrant example is Hebang Development. In 2012, a local mainland Chinese
are full, and transportation infrastructure is oversubscribed. Nearly everyone owns developer from Chongqing and a notorious exfabricant of chemical substances,
at least one automobile, and gasoline stations are ubiquitously located throughout promoted a three plot real estate development of about 266,000 sqm. Each, with
every city, town, and village. Petrochemical plants line urban waterfronts and are an ambitious high-tech residential and mixed program. After a one year design
cordoned off from public access due to contaminations and derelict buildings.” process, about 1,000,000 sqm. of built substance where produced.

It is happening right now, in 2013, in the Southern coastal parts of China (Pearl Looking at these facts, the reality is that today’s architecture is a high speed
Delta River,) where industrialization started. Industrial pollution, abandoned fields business that many times becomes uncontrollable. We, as architects need to find
and derelict factory buildings increase. Urban landscapes shaped by the force of new ways of controlling the city. We can no longer do so at a high speed efficient
Capitalism that are “programmed to die” no longer are an answer to this country. rate, and transplanting no-matter-where typologies that may work in some other
city around the world.
According to Gillem Tulloch, an analyst from Forensic Asia Ltd, statistics shows that
64 million vacant empty apartments are existing across China, with a maximum of Rem Koolhaas states in his lectures, that every year 500 square kilometers of
25% occupancy rate, being optimistic. urban substance are created in the Pearl River Delta. This is the equivalent of
Paris, doubled. Western architects, by comparison, built nothing. They are virtually
The “building/development” formula created = high-rise apartment building type
extinct. In the context of this hyper-development, the traditional architectural values
“transplanted” from successful cities as Hong Kong or Singapore, failed to respond
—composition,—aesthetics, balance are irrelevant.
to the local diverse culture within Chinese communities. Therefore much real estate
is left built but never occupied. As a result of the wealth disparity, speculation and In 1990, his competition of Melun Senart, he found a new way forward, by reserving
real estate investment, many of these developments remain as grey ghost cities, landscape corridors or major landscape highways, and abstaining from building
a parallel case to Spanish urbanism in the past decade, the infamous Seseña, for in them. Being planned ahead, this void areas would remain untouched and the
instance. new “fast food architecture” would be embedded in the remaining area. As a sort
of “architectural health pills” for China he describes a new attitude towards old
“Vast new cities of apartments and shops are being built across China at a rate of
typologies, towards culture, towards Preservation and towards the countryside. He
ten a year, but they remain almost completely uninhabited ghost towns. It’s all part
states that we need to shift our attention for control and modify our expectations of
of the government’s efforts to keep the economy booming, and there are many
urbanity by focusing on the non-built part of the city.
people who would love to move in, but it’s simply too expensive for most.” Ghost
towns in Zhengzhou, Dongguan, Qingshuihe... were built within the last decade. How can we reserve and design what to be remain void spaces?
Including civic buildings, public buildings, hotels and apartment buildings; with all
necessary infrastructures.
4. Learning from the past: Is Podium Typology Applicable Anywhere?
As an example, in Ordus—an inner-Mongolia city rich in natural resources such as
“Cities today have become far too large,” Wang said in an interview while visiting
coal and oil,—the city has shown a property boom since 2006. The local government
New York in April. “I’m really worried, because it’s happening too fast and we have
built a new city for one million people, Kangbashi, but the project turned stagnant
already lost so much.” Wang Shu, the Pritzker Architecture Prize Winner of 2012.
in 2011 when the central government started measures that tried to bring down the
country’s property inflation. Prices have dropped by up to a third affecting investors The dominant residential typology has grown in scale, so as the development block
and buyers and leaving unfinished skyscrapers and fleeing migrant workers. grows bigger and bigger. Early Hong Kong is a pre-cursor case study for Chinese
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Chinese Generic Cities and Their Urban Futures

Hong Kong, Connaught Road footbridges


connecting podiums of individual
development.
Fuente: http://www.jr-art.net/news/inside-out-in-
hong-kong

Evolution of mixed use typologies in Hong Kong. cities: in 1955, one could see the evolution of residential building typology was due However, without a constrain of land as it is a crucial factor driven in Hong Kong,
Fuente: http://icebloghk.blogspot.com/2011/03/ to the strong population growth and high demand of land for housing, within a the Chinese development scale has become unprecedentedly vast and generic.
radical-mix-in-hong-kong.html
confined buildable geographical limited land. Creating mega blocks like 400x600m (3 times bigger than the typical Manhattan
blocks of 65x250m) of privatized and monopolized single-styled developments.
The building ordinance of Hong Kong was revised to allow densification.
Rich and diverse small scale houses with organic streetscapes are scrapped
Regulations allow building height to build from 3-4 times high of the street width
away without a thought. Local culturally responsive architecture and heritage are
up to ninth floors without an elevator. Later in 1962, the “Plot Ratio” (FAR) of site
replaced by modernized glazed south-facing luxury apartment high rises with a
coverage was introduced and depended on the function of the plot. The birth of
swimming pool deck on the top of the podium base. In the scale and the speed in
Podium Tower typology became the most commonly existed form of residential which cities are produced nowadays, we cannot go back to the previous condition.
type in contemporary urban fabric. There is a sliding relationship between plot We have to impose/ introduce/ inject value and content through other means.
ratio, building height and ground cover: with increased one could build reasonably
massively or stand tall and slim on a site but not both the lower floors of buildings b) How could we imagine cities again? Chinese cities are seen as a generic city full
to be set aside for non-residential uses such as retail, parking or building services, of unique elements. “The Boom Town is nowadays a city of objects impossible to
and that these floors be allowed 100% site coverage. differentiate” (Margaret Crawford´s, Everyday Urbanism). The “Harvard School of
Design Project on the City” (mutations, 20015) described the generic components
Given Hong Kong government holds a laissez-faire economic policyfast—foodfree of city building as if they were roman cities. The manual identifies some general
market economy, and rarely intervened in the private residential market. So, the operating principles, such as standard equipment, building types, infrastructures,
“invention” of podium towers is mainly developed by private developers when the trade services, transportation and commercial programs. This “general schema”
main concern is to maximize profit in each plot of development. In order to reach of generic components would then become contextual when adopted into its
100% site coverage on the ground level, developer create a podium base which own local variations throughout the dimension of space and time. How shall we
houses a variety of mixed use programs and even infrastructural transportation. address such a wide issue not falling into superficial considerations? As another
Overview of building settlement of Hong Kong Hong Kong’s podium tower apartments—are certainly a success—proven case example, while thinking about the relationship between the generic and the specific
(in purple). study for Chinese uprising cities to follow—only in the eyes of developers. metropolis during the design of a new city in Dubai, the OMA team imagined a
“starter kit” for a metropolis, creating a very dense piece of urban matter connected
5. Conclusion: how could we, architects, imagine cities again?—a to all infrastructures, conceived with minor pieces in a repetitive way, like a rigorous
retrospective view towards the globalizing Chinese cities identical grid in which they could insert something outstanding or architectural
exceptions. The key would be to introduce some character in the substance to avoid
As a number of conclusions to the current phenomena in the building process, we the generic collection of skyscrapers. In this experiment, the architect would accept
have identified some issues in the Chinese development model: that a lot of the current architectural production will have no character, emphasizing
a) the increasing uniqueness, that in certain cases character is necessary. In mainland China’s two tier cities every
new building is essentially the most expensive, the tallest, the widest, the brightest.
b) a
 need of a grain or background,
There is a lack of an alternative, a homogeneous mid-rise urban unit (a grain.) We
c) a severe lack of flexibility,
could imagine a typical Chinese grain in the traditional Chinese courtyard house,
d) the
 necessary consideration of future scenarios.
(regarding the effectiveness of its spatial structure and the sustainable aspects of it.)
a) China needs to reinvent typologies or adding more diverse types. The major This urban grain, or mid-rise, is crucial to reinforce the city’s character (as an urban
implement of urbanism in China is the skyscraper. Is the part of the world where background as opposed to a foreground) and through repetition it could weave a
5 Rem Koolhaas, Stefano Boeri, Sanford Kwinter,
most of the skyscrapers are built. Together with the podium tower, the skyscraper Nadia Tazi, Hans Ulrich Obrist. Mutations: Harvard homogeneous fabric, in which some architectural exceptions could inject character
has been adapted, transplanted and blindly stamped all over cities of China. Project on the City. Actar, Barcelona, 2001. or identity in a coordinated context.
68 BIBLIOGRAPHY
ZARCH No.1 | 2013
Paisajes Landscapes BALDEWEG, Juan Navarro, Caja de resonancia, Ed. Pre-textos, 2007

SUNNIE SING-YEUNG LAU y PAULA GONZÁLEZ MARTÍNEZ BERGER, Alan; CRAWFORD, Margaret (editors). pg 67-69. Nansha Coastal City-Landscape and
Chinese Generic Cities and Their Urban Futures Urbanism in the Pearl River Delta. Harvard University Graduate School of Design, Cambridge,
2006

Chinese Art and Architecture: An Annotated List of Recent Works in Western Languages (Smith-
sonian Institution, Washington, DC, USA) (http://www.si.edu/resource/faq/freersac/chinaart.htm)

CHRISTOU, Philip. 2003, El placer de lo inesperado (comentando el Interaction Center de Cedric


Price), in Oeste 16, Espacio Activado, Colegio Oficial de Arquitectos de Extremadura

CRAWFORD, Margaret. Everyday Urbanism: Margaret Crawford vs. Michael Speaks. Edited by
Rahul Mehrotra,1948

December 2, 2011. http://www.reuters.com/article/2011/12/02/us-china-property-bubbleidUS-


TRE7B10XA20111202

http://www.wired.com/wired/archive/8.06/koolhaas_pr.html
OMA in the Middle East: RAK Gateway
masterplan. ITO, Toyo. Arquitectura de Límites Difusos, Ediciones Mínima, Ed. Gustavo Gili

JACOBS, Jane. The death and life of great American cities, 1961
c) Not only this homogeneous context is sufficient, as it is such a complex
June, 13, 2013. http://www.bloomberg.com/news/2013-06-14/pritzker-winningarchitect-buck-
combination of social political and economic issues. Paraphrasing Sorkin in
china-s-megacity-trend.html
“End of Urban Design:” “We must be wary of all totalizing schemes, especially
those that propose universal formal solutions.”6 What is lacking in the process of KOOLHAAS, Rem, La Ciudad Genérica, Ediciones Mínima, Ed. Gustavo Gili
transplantation is assimilation and flexibility. In the case of Hong Kong: Residential KOOLHAAS, Rem, DELIRIOUS New York, Ediciones Mínima, Ed. Gustavo Gili
high-rises with podium filled with amenities or shopping malls. Streetscapes are
KOOLHAAS, Rem; BOERI, Stefano; KWINTER, Sanford; TAZI,Nadia; OBRIST, Hans Ulrich. Mu-
diminished to the minimal. The podium tower made a successful case in Hong
tations: Harvard Project on the City. Actar, Barcelona, 2001
Kong because of an extra layer of highly connective elevated footbridges is added
which compensates/recreates different activities on the street level. Sharing of KRIEGER, Alex; SAUNDERS, William S., eds. Minneapolis: University of Minnesota Press, 2009
time, sharing of space, and sharing of function are able to happen on the elevated
LIN, Zhongjie. Kenzo Tange and the Metabolist Movement: urban utopias of modern Japan.
level similar to the street level. However, the huge scale of mega blocks in the new
Routledge, NY, 2010
Chinese cities fails to address such connectivity in infrastructural levels which result
in social alienation and segregation of neighborhoods. LYNCH, Kevin. Good City Form pg. 99-100. “Chapter 5 –But is a General Normative Theory
Possible?” MIT Press, Cambridge, 1981
d) Some urban planners argue that in China, a slow down economy would reinforce
March 20, 2011. http://www.sbs.com.au/dateline/story/about/id/601007/n/China-s- Ghost-Cities
the local culture productivity, and therefore its tourism, also underlining its identity.
A relented economy would be a fortunate “tragedy.” Culture lives longer than any March 20, 2011. http://www.sbs.com.au/dateline/story/about/id/601007/n/China-s- Ghost-Cities
expanding economy, and would evolve through interdisciplinary collaborations. MATHEWS, Stanley, 2007, From Agit Prop to Freespace. The Architecture of Cedric Price, Black
Architecture is now an economic engine, but shall it become a cultural tool? To Dog Publishing, Londres
engage architectural thoughts with the booming economy would contribute to the
PRICE, Cedric, RE: CP, Editorial Birkhaüser
definition of contemporary Chinese architecture in Beijing, Guangzhou, Shanghai,
Shenzhen, (potentially upcoming cultural hubs,) in a society that has evolved from SIU YU LAU, Stephen. Density, urban form & sustainable environment
pre-modern to postindustrial. What is next when architecture is exhaustively serving
SIU YU LAU, Stephen, Megacities NOW (Network of the World) – Where the Futureis now
itself as cultural monuments in these postindustrial eras?
SORKIN, Michael. —The End(s) of Urban Design, pp. 155-182 in Harvard Design Magazine 25 (Fall
To conclude without overstating, we as architects, should be critical and situate 2006/Winter 2007), p. 18
ourselves in a long term view scenario, regarding a wider economic scenario:
Whether the XXI century is China’s economic hegemony or not, the consideration
of greater aspects is required: politics, economic, finance, technology, health,
migration and population issues. We need to establish a framework of the era we
are living in as a holistic anthropological science that will create the arguments in
which we shall stand in order to build our future cities.

6 Sorkin, Michael. ­—The End(s) of Urban Design,


pp. 155-182, Harvard Design Magazine 25 (Fall
2006/Winter 2007), p. 18.
Can Patios Make Cities? Urban Traces of TPA
in Brazil and Venezuela
¿Pueden los patios hacer ciudad? Las huellas de TPA
en Brasil y Venezuela

carola barrios

Abstract / Resumen

In August 1953 city planners José Luis Sert and Paul Lester Wiener –founders of TPA (Town Planning Associates) with their practice in New
York City– published an urban manifesto in the journal Architectural Forum entitled: Can Patios Make Cities? In this article Wiener& Sert
sustain that patios, the very ancient architectural device of Latin American cities, can become a typological key element in the conception
and design of modern cities. [Fig. 1] Mainly illustrated with drawings for the city-plans designed by TPA in Brazil, Venezuela and Cuba,
according to the authors, their experience in Latin America should be taken by the community of U.S. planners “not as a working model to
be copied, but as a kind of laboratory model against which to check our own ideas”1 in direct response to the discussions set up by CIAM
(Congrès International d’Architecture Moderne) immediately after World War II. This study provides an account of the exploratory model of
compact-planning undertaken by Sert & Wiener, not in the master plans developed for existing cities in Latin America, but in the common
ground of the inter-tropical essays designed for three entirely new towns: Cidade dos Motores (Brazil, 1944-47), Ciudad Piar and Puerto
Ordaz (Venezuela, 1951-53). Based on different documentary sources to support our work we will examine the urban design principles
practiced by TPA in these cities within the multilayered dynamics of war and the expansion of air transportation in Latin America.
[Fig. 1] Outdoor patios diagram proposed by The patio as human measure: from the colonial to the CIAM grid
En Agosto de 1953 los urbanistas José Luis Sert y Paul Lester Wiener –fundadores de TPA (Town Planning Associates) con sede en Nueva York– publicaron Wiener & Sert.
en la revista Architectural Forum un manifiesto titulado: Can Patios Make Cities? En dicho artículo, Wiener & Sert afirman que el patio, el instrumento “Human approach is the only universal one.” 2
Fuente: P. L. Wiener; J. L. Sert “Can Patios Make
de proyecto más antiguo de las ciudades latinoamericanas, puede convertirse en un elemento tipológico clave en el diseño de la ciudad moderna. Las Cities?”, Architectural Forum 99, n. 2, (Aug.
1953), p. 125.
planificaciones urbanas realizadas por TPA para Brasil, Venezuela y Cuba ilustran la experiencia desarrollada por ambos proyectistas en Latinoamérica In the quotation extracted from the bulletin of MoMA’s exhibition Two Cities: Planning
como respuesta directa a las discusiones desarrolladas en los CIAM tras la Segunda Guerra Mundial. Según sus autores, dichos proyectos no deben ser
[Fig. 2] Study of the walls and patios for the
in North and South America (1947) Ada Louise Huxtable summarizes Sert’s intention
asumidos por la comunidad norteamericana de urbanistas “como un modelo para ser repetido, sino como un ejemplo de laboratorio urbano en el cual
housing patterns of Chimbote, Peru (1947). to achieve a measureable unit, as a reproducible human cell, to reverse the
se pueden contrastar las propias ideas.”1 Este texto aporta una muestra del modelo de investigación sobre el urbanismo compacto propuesto por Sert
& Wiener, no en los planes directores desarrollados para las ciudades existentes latinoamericanas, sino en el territorio de sus experimentos en el trópico, Fuente: José Luis Sert Collection, Courtesy of degraded tissue of the built environment. As a universal typology linked to the town
the Frances Loeb Library, Harvard University squares of the Hispanic-American colonies, the patio will be the planner’s unifying
en las tres ciudades de nueva planta que proyectaron: Cidade dos Motores (Brazil, 1944-47), Ciudad Piar y Puerto Ordaz (Venezuela, 1951-53). A partir de
Graduate School of Design.
diferentes fuentes documentales, examinaremos los principios urbanos propuestos por TPA en estas ciudades en el contexto de las distintas dinámicas de module for restoring the urban fabric as well as a social instrument for reshaping
la guerra y de la expansión del transporte aéreo en Latinoamérica. democratic communities.

Keywords / Palabras clave A few months before the opening of MoMA’s exhibition, a meeting at Princeton
1 Paul Lester Wiener; José Luis Sert, “Can Patios University under the title Planning Man’s Physical Environment3 will bring together
Post World War II Planning, TPA, patio, Compact-Planning, Brazil, Venezuela. Make Cities?”, Architectural Forum 99, n. 2, (Aug.
1953), pp. 124-131.
more than 70 architects, urban planners, philosophers and sociologists. The
Planeamiento posterior a la Segunda Guerra Mundial, TPA, patio, Compact-Planning, Brasil, Venezuela
principal figures of the modern architectural intelligentsia will be there: Robert
2 Ada Louise Huxtable, “Two Cities: Planning in
North and South America”, Bulletin of the Museum Moses, Frank Lloyd Wright, Walter Gropius, Alvar Aalto, Richard Neutra, José Luis
of Modern Art, vol. XIV, n. 3 (New York, June Sert, Sigfried Giedion, Philip Johnson, Kidder Smith, Charles Eames and Marcelo
1947), 1. In: The Museum of Modern Art Archive
[CE II.1.115.4.2]
Roberto, among many others. In the two-day session for discussing “The Visual
and Social Basis of Design” and “The Physical Limitations of Design”, the core
3 “Princeton Conference Digests of Informal Discus-
sions on Planning Man’s Physical Environment”, of the debate will pivot between the need to find a modular artifact dealing with
Architectural Forum (April 1947), pp. 12-13, the human body as a unit of measurement, and the way to achieve appropriate
97-100.
standardization methods. Contrary to the general tendency Sert will center his
4 See: José Luis Sert, The Neighbohood Unit.
proposal not in the industrial lightness of mass-production techniques, but in the
A Human Measure to City Planning. Undated
manuscript report prepared for the Housing and permanent nature of the fortified walls and patios of his Mediterranean references
Town and Country Planning Section, Department as the perfect synthesis of modern architecture and vernacular tradition. [Fig. 2]
of Social Affairs, United Nations in José Luis Sert
Carola Barrios. Doctora en Teoría e Historia de la Arquitectura por la Escola Superior d’Arquitectura de la Universitat Politècnica de Catalunya en Collection at Harvard School of Design [folder This seminal idea will guide not only TPA’s project for Cidade dos Motores, displayed
D100]; Jose Luis Sert,“The Rebirth of the Patio”
Barcelona (2006). Arquitecta y especialista en Museología por la Facultad de Arquitectura y Urbanismo de la Universidad Central de Venezuela on the occasion at the New York’s museum, but will also define the subsequent
in José Luis Sert. Architecture, City Planning,
en Caracas. Su tesis doctoral titulada Caracas, Ciudad Moderna y Museo: Intersecciones inacabadas en el paisaje de los años cincuenta estudia
Urban Design, Knud Bastlund (Zurich, Les Editions work developed by the urban planners in Latin America. Embodied in the CIAM’s
las relaciones entre museo y ciudad desde una dialéctica entre arquitectura, arte y política en la configuración del paisaje urbano caraqueño y
D’Architecture, 1967): p. 135; J. Tyrwitt; J.L. Sert; postwar debates since 1947, the multiple possibilities of the patio as an architectural
su “modernidad heroica” en olvido. Ha sido profesora en el departamento de Historia y Crítica de la Facultad de Arquitectura y Urbanismo de E.N. Rogers, eds., The Heart of the City. Towards
la Universidad Central de Venezuela así como profesora e investigadora invitada por el Programa de Estudios Latinoamericanos y la Escuela de the Humanization of Urban Life (New York, Pelle- feature will equally structure the lectures, books and articles carried out by Sert and
Arquitectura de la Universidad de Princeton, donde ha impartido conferencias y seminarios en el área de arquitectura moderna latinoamericana. grini and Cudahy, 1952). Wiener (alone or as co-authors) in the following years.4
72 The urban essays developed in Latin America will also be decisive to the CIAM [Fig. 4] In the master plan for the city of
Chimbote in Peru (1947) TPA will develop
ZARCH No.1 | 2013 discussions5 in the search of universal patterns within functionalist orthodoxy. An
broadly the different scales of patios as
Paisajes Landscapes
example will be the GRID system designed by the French ASCORAL group, led minimum cellular unit in the composition of
by Le Corbusier in CIAM VII (1949), as an analytical method for displaying work the membrane tissues, going from the patio-
CAROLA BARRIOS
house of the neighborhood units to the Civic
Can Patios Make Cities? presentations. The rigid diagram proposed was immediately criticized by the Center as heart of the city.
Urban Traces of TPA in Brazil and Venezuela
younger generation of architects for its excesses of rationalism. The patio will be
Fuente: Wiener, Paul Lester.; Sert, José Luis.
in this agenda the spiritual missing piece, the “fifth function”6 proposed by Sert to “Five Civic Centers in South America”, Architec-
tural Record 114, August 1953: p. 122.
counteract the deep fissure between the emotion and the rational mind introduced
by modern architecture.

So far we have intentionally highlighted the figure of Sert instead of Wiener. Even if
delimiting intellectual boundaries in teamwork is a difficult task, there is every reason
to believe that Sert played the leading part in setting up the conceptual framework
for TPA’s practice, although credits in the signing of documents and publications
11 See for example: Mardges Bacon, “Josep Lluís
don’t clarify authorships.7 After reviewing documents, correspondences, clippings, Sert’s Evolving Concept of Urban Core. Between
publications and extensive material produced by TPA during their association up Corbusian Form and Mumfordian Social Practice”
in Josep Lluis Sert. The Architect of Urban
[Fig. 3] Reproduction of a section of the until 19598 this conclusion seems quite obvious. As a founding member of the
Design, 1958-1969, Eric Mumford; H. Sarkis;
foundation plan of Santiago de Leon de CIAM (1928), and later as its president (1947-1956), following his arrival to New York N. Turam, eds. (Cambridge, Yale University Press,
Caracas from 16th Century.
in 1939 Sert will maintain an intense academic agenda in the U.S., being appointed 2008), pp. 76-115; Jose Luis Sert, Can Our
Fuente: Archivo General de Indias in Seville, Spain. Cities Survive? An ABC of Urban Problems, their
in 1953 as Dean and Chairman at Harvard Graduate School of Design, where he Analysis, their Solutions (Cambridge, Harvard
will be in charge of the first Urban Design program. University Press, 1942). All these theories and manifestos will integrate the fundamental principles defended

12 Two detailed studies on the subject of the


by Sert with doctrinarian spirit. From the smallest unit, the patio-house, to the
5E
 ric Mumford develops these themes broadly in
Such information is only relevant to this study in order to support the idea that “the
two publications: The CIAM Discourse on Urba- foundation of Hispanic American cities have been metropolitan cores of the civic-centers as “hollow spaces” – as described by
nism 1928-1960 (Cambridge, MIT Press, 2000) rebirth of the patio”9 will be mainly Sert’s contribution, considering his Spanish and consulted: Javier Aguilera Rojas, Fundación de Spanish philosopher Ortega y Gasset in his Revolt of the Masses –14 the patio will be
and “CIAM and Latin America” in Xavier Costa; Mediterranean background and his Catholic and Republican ideals. Likewise, his ciudades hispanoamericanas (Madrid: Mapfre,
Guido Hartray, eds., Sert, arquitecto en Nueva 1994); Miguel Rojas-Mix, La plaza mayor. Ur-
the ideological pattern for framing TPA’s new towns. [Fig. 4] An architectural devise
experiences in a highly pedestrian and compact city like Barcelona, characterized by
York (Barcelona, Actar, 1997), pp. 48-75. banismo como instrumento de dominio colonial that will be at the service of the U.S. military, economical and commercial interests
the integration between the medieval city and the 19th Century homogenous pattern (Barcelona, Muchnik, 1978).
6A
 s described in the Athens Charter (1933) which in Latin America in the physical and aerial control of territories and resources during
of Cerdà’s extension plan – synthesized in the block with interior courtyards – should 13 As an instrument of physical dominion, the plaza
divides the city in four function-based-zones: World War II and the Post-war era.
living, working, recreation and circulation. The so- not be underestimated in his “compact” and “pedestrian city” leitmotifs. Also, his mayor as civic core will be laid out following the
cial and the cultural importance of the civic center guidelines of the royal ordinances by Felipe II of
deep political and professional involvement as a practicing architect in the planning
to overcome the limitations of CIAM’s Athens Spain (1593) known as Leyes de Indias. See: Aerial mapping: trans-urban design in the age of steel
Charter are first developed by Sert in his book development of Barcelona at the time should be taken into account.10 Miguel Rojas-Mix, La plaza mayor. Urbanismo
Can our Cities Survive? while working on the como instrumento de dominio colonial (Barcelo- “Before the air transport era, this vast wealth realizing integration of the world’s resources was only ac-
project for Cidade dos Motores in Brazil (1944). Thus, his approach to the patio as urban core appears to relay not only to historical na, Muchnik, 1978). complished via the seas. Whoever ruled the oceans ruled the world. With the invention of the air-plane
7 In their shared practice they will always sign as
literature or in the intellectual affinities with Le Corbusier, Patrick Geddes or Lewis 14 The references to Ortega y Gasset’s ideas, (…) came the assumption that whoever ruled the sky ocean, which dominated the water ocean, must
Paul Lester Wiener & José Luis Sert. Mumford as suggested by some authors.11 His experience with the patio seems contained in his book Revolt of the Masses, and succeed in the ruling of the world.”15
his allusions to the Greek polis, are constantly
8F
 ounded in 1942, Town Planning Associated had rather consubstantial to Sert’s spiritual constitution: it’s in the roots of his ancient
supporting Sert’s thesis on the patio as the pre-
a third member who is rarely mentioned, Paul and collective memory summarized in the Spanish colonial project in Latin America dominant architectural feature for urban design.
In 1943, with the world at war, Sert will join abstract painter Fernand Léger and
Schultz’s administrative contribution remains qui-
promoted by the expansion of Christianity during the time of the Renaissance. art historian Sigfried Giedion in New York for writing the Nine Points on New
te uncertain. Is doesn’t seem to be a coincidence 15 From: FULLER, Buckminster. Utopia and Obli-
that the ending of TPA as associated practice will vion. Copy of original manuscript of the lecture Monumentality manifesto16. The document will serve to collect their thesis on the
If we trace back the strategy implemented in the founding and re-founding of
coincide with the dissolution of CIAM in 1959. All given at Somerset, England, (June 7, 1965). need to integrate new forms of monumentality into the modernist project, by a
the material consulted is found at the Jose Luis Hispanic American cities, the approach undertaken by TPA in Latin America In José Luis Collection, Frances Loeb Library,
close collaboration between art and architecture.17 Under the atmosphere of the
Sert Collection in Frances Loeb Library, Harvard Harvard School of Design [File D121].
present significant parallels. In both cases the unitary architectural section – the
Design School, Cambridge. Pax-Americana,18 the desire for monumental public space would respond to the
geometrical squares of the colonies and TPA’s modular patios – become the 16 The manifesto was first published in: Sigfried Gie-
9S
 ee: Jose Luis Sert, “The Rebirth of the Patio” in dion, Architektur und Gemeinschaft. (Hamburg, democratic conviction that predicted an end to the war and the consequential need
artifact for the reproduction of an urban grid conceived independently of locus in
José Luis Sert. Architecture, City Planning, Urban Rowohlt, 1956), pp. 40-42. to restore physical and social fabric in Post-war. This relation is explicit in the last
Design, by Knud Bastlund (Zurich, Les Editions its universality. [Fig. 3] Rooted in the tradition of the regular Mediterranean paths,
17 José Luis Sert contribution to the common mani- and ninth point of the manifesto, which celebrates the potentialities offered by the
D’Architecture, 1967), p. 135. with concepts reflecting influences from the Medieval and Renaissance treaties fest will be first published by Paul Zucker as Jose airplane for city planning:
10 D
 uring the 1930s José Luis Sert co-founded Lo Crestià of Catalan monk Eiximenis (1386), De Architectura by Roman architect Luis Sert, “The Human Scale on City Planning” in
the group GATCPAC (Grup d’Artistes i Tèc- New Architecture and City Planning, Paul Zucker,
Vitruvius (1486) and Utopia by English theologian Thomas More (1516), America “Man-made landscapes would be correlated with nature’s landscapes and all elements
nics Catalans per al Progrés de l’Arquitectura ed. (New York, Philosofical Library, 1944), pp.
Contemporània / Group of Catalan Artists and (North and South) will repeatedly be the perfect place for testing the “ideal city”.12 392-412. combined in terms of the new and vast façade, sometimes extending for many miles,
Technicians for the Progress of Contemporary
18 Pax-Americana is primarily used to refer to the
which has been revealed to us by the air view. This could be contemplated not only
Architecture) which later became, with the As a specifically Hispanic creation in its characteristics, the colonial civic square
peace established after the end of World War II in during a rapid flight but also from a helicopter stopping in mid-air.”19
addition of the western and north groups the represents the perfect synthesis of the structure and the ideology of colonization13. 1945. In its modern sense it has come to indicate
GATEPAC, the Spanish branch of the Congrès
In the same way, the orthogonal plans designed by Sert & Wiener in mid-twentieth the military and economic leadership position of The radical changes introduced by the aircrafts to the architectural and urban
International d’Architecture Moderne (CIAM). The
the United States in relation to other nations.
un-built “Plan Maciá” will be the most ambitious Century in Latin America respond to a collage of historical and modern references practice were already anticipated by Le Corbusier during his first flights to South
urban plan developed for Barcelona (1931-1938) in the application of their urban model: the Medieval and the Renaissance spirit 19 J.L.Sert; F. Léger; S. Giedion. “Nine Points on America in 1929. The airplane would be then, not just a major military and technical
by GATCPAC together with Le Corbusier and P. Monumentality” in Sert, arquitecto en Nueva
Jeanneret to order urban growth and reform in
of the colonial cities plus the planning charters of CIAM epitomized by the Athens York, Xavier Costa; Guido Hartray, eds. (Barcelo-
instrument for the ruling of the world – as stated by architect Buckminster Fuller– but
the Catalan capital during the Republican years. Chart, the Neighborhood Unit, the New Monumentality and the Heart of the City. na, Actar, 1997), p. 16. a tactical apparatus for the cross-pollination of modern ideology. The experience
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CAROLA BARRIOS
Can Patios Make Cities?
Urban Traces of TPA in Brazil and Venezuela

[Fig. 5] Covers of the English and Portuguese


editions of the MoMA’s catalogue: Goodwin,
Philip L. 1943. Brazil Builds. Architecture new
and old 1652-1942.
Fuente: Museum of Modern Art, New York.

of TPA in Latin America represents a revealing case-study embodying military and [Fig. 6] Final proposal, known as Plan B, for will be aligned to the original tracings of the Pan-American Highway, except for the
the new town of Cidade dos motores as
trans-urban design20 practices synthesized in the steel and the airplane industry. Orinoco towns in Venezuela which were communicated then only by waterway in
presented by TPA to the authorities in October
20 T
 he concept of trans-urban design is used in 1945. the transportation of mineral resources.
this work to emphasize the trans-continental By 1941 the U.S. State Department and the War Department will sign an important
Fuente: “Plan for Cidade dos Motores”,
exchanges embodied in TPA’s practice in Latin contract with Pan American Airlines-PAA for the construction of airfields in Latin L’Architecture d’Aujourd’hui, 1 (Sept, 1947):
Despite their close teamwork, while acting as a member of the U.S. Office of
America as testing ground in the translation of
America under the Airport Development Program.21 The plan would envision two pp. 98-120. Production and Research Development during World War II, Wiener will be devoted
modern ideology.
main routes: one to Brazil via Puerto Rico, Martinique and Guyana. A second route to public and diplomatic efforts in the concretion of commissions for TPA.25
21 A
 lthough negotiations began in the early 1940’s,
would connect Texas, Panama, Colombia, and Venezuela under a veiled military [Fig. 7] Drawings and models of the Civic Sert, in turn, will be occupied in searching for the adequate measure of scale to
it was only in 1941 that the contract with PAA
Center and the community services for the
was signed. See in: J.S. Woodbridge, War strategy within a commercial façade. The Rio Conference of Foreign Ministers of Motor City.
restore collective assembly. By seeking this in the permanent and compact forms
Department. Pan American Airport Development
1942 will define the military aid, in order to protect key points along the South of architecture, the Catalan planner will try to convince the contemporary North-
Program Consolidated Contract. In PAA Records, Fuente: “Plan for Cidade dos Motores”,
WWII Contract 1941, Collection 341, Series I, American coasts, with the signing of important war agreements with Brazil, Peru L’Architecture d’Aujourd’hui 1 (Sept, 1947): American architects and developers of the need to counteract the imbalances
pp. 98-120.
Box 15, Folder 17; Stetson, Conn; Byron, Fair- and Venezuela under the Lend & Lease Act and the support of the Import-Export created by industrialization in the over-extended cities of the U.S.26 However, his
child, The Framework of Hemispheric Defense
(Washington, Center of Military History United
Bank.22 By 1944 there would be 16 landplanes and 5 seaports in Brazil as well as Mediterranean vision will find resistance in a Puritan based society historically
Sates Army, 1989), pp. 249-259. 8 landplanes in Venezuela, apart from the others built in the southern continent; engaged in nomadic forms of land occupation since the time of colonizers. The
22 Ibid: pp. 172-206. a communication mapping to be reinforced by the Pan-American Highway in the town plans of Latin America will be, in this context, the perfect place to test TPA’s
23 According to General Marshall “the immediate integration of North and South America. pedestrian compact-planning model against the Garden City auto-based ideology,
conclusion of PAA contract is now more essential as extracted from Wiener & Sert’s patio manifesto.
to our national defense than any other single When MoMA organized the exhibition Brazil Builds: Architecture New and Old in
matter” in Stetson Conn; Byron Fairchild, The 1943 to reinforce alliances, the Santos Dumont seaplane in Rio de Janeiro will be
Framework of Hemispheric Defense (Washington, Artificial Cities: from compact planning to housing à redent
Center of Military History United Sates Army,
one of the two images in the photomontage for the cover of the exhibition’s catalog.
1989), pp. 249-259. General George Marshall [Fig. 5] In the same way, the introduction of Architect P.L. Wiener to Secretary of Among the commissions for new towns, Cidade dos Motores will be the first in
will be the U.S. Army Chief of Staff during the war State Cordell Hull at the beginnings of the Airport Development Program in 1940 27 See in: Brazilian Government Trade Bureau, Latin America. [Fig. 6] Under the development guidelines of the Estado Novo by
and chief military adviser to President Franklin D.
Roosevelt. As Secretary of State in postwar his
will be a strategic movement.23 Within the objectives of war, the appointment set by “Motor City Rising Near Rio. Plans Call for Farm Getúlio Vargas (1937-1945), Brazil will carry out important industrial enterprises after
and Housing Development of Entire Region” in
name was given to the Marshall Plan. Wiener’s brother-in-law Henry Morgenthau – then Secretary of Treasure during the nationalizing the iron and the steel industries.27 General Guédez Muñiz, responsible
Brazilian Bulletin 3, 70 (New York, Nov 15 1946),
24 Based on primary resources from the Paul Lester Roosevelt administration – suggesting Wiener’s services as advisor on architectural pp. 1-3. for the National Motor Factory, will negotiate with TPA the conditions for the design
Wiener Collection, on the specific circumstan- plans in Latin America,24 will result in his association with Sert and the network of 28 Francis Violich, Cities of Latin America. Housing of a worker’s city of 24.000 inhabitants, close to the airplane factories and to the
ces of Paul Lester Wiener’s presentation to the
Secretary of State, this information is found in:
transnational projects in Brazil, Peru, Colombia, Venezuela and Cuba developed by and planning to the South. (New York, Reinhold industrial area of Volta Redonda in the State of Rio de Janeiro, site of the first steel
Publishing Corporation, 1944), p. 189.
Josep Maria Rovira, José Luis Sert.1901-1983. TPA in twelve years since 1944. mill in Latin America.28
(Milano, Electa, 2000), p. 113. 29 The architect Attilio C. Lima, the same to design

25 As extracted from the correspondence ex-


At the bottom of the question will be the mapping of transport connections the Santos Dumont seaplane in Rio (1937-38) The design implemented by Wiener & Sert will have a starting point in the early report
at the cover of the MoMA’s Brazil Buids catalog,
changed with Sert, in José Luis Sert Collection, reinforced by permanent workers settlements to guarantee a steady supply of oil, prepared by the Brazilian architect Attilio Correa Lima.29 Retaining little, except for
will die in an airplane crash a few days after
Frances Loeb Library, Harvard School of Design iron and steel during the war. In such a panorama, the new towns developed by the location of the stadium, in the final version of the master plan presented by TPA in
presenting his urban proposal for Cidade dos
[S 318].
TPA in Latin America will be epicenters for the exploitation of mineral wealth and the Motores in August 1943. For further information 1945 the compact-planning philosophy will guide the reduction of land occupation
26 See in: José Luis Sert, The Neighbohood Unit. see: Carlos A. Ferreira Martins, “Sert en Brasil.
development of airplane factories and steel mills to meet the demands of a growing and building infrastructure by carefully measuring and scaling. Greatly influenced
A Human Measure to City Planning. Undated La ciudad de los motores”, in Actas Preliminares:
manuscript, report prepared for the Housing and consumer market for modern life. Cidade dos Motores, Chimbote, Ciudad Piar and Miradas cruzadas, intercambios entre Latino- by Le Corbusier’s urban typologies, the proposed scheme will be modulated by
Town and Country Planning Section, Department Puerto Ordaz will not be isolated cases, but parts of a global network operation in américa y España en la Arquitectura española del different patios and the monumental Civic Center as a body divided in three parts: a
of Social Affairs, United Nations in: Jose Luis Sert siglo XX. (Pamplona, Escuela Técnica Superior de
Collection, Frances Loeb Library at Harvard GSD
Latin America involving international architects, planners and avant-garde artists Arquitectura de la Universidad de Navarra, 2008),
sport area, a shopping and a cultural center. [Fig. 7] With pedestrian and motorized
[D100]. in a time of wild capitalist expansion. Not by chance the cities designed by TPA pp. 59-68. routes clearly segregated, the constitution of the cellular tissue of housing à redent
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Can Patios Make Cities?
Urban Traces of TPA in Brazil and Venezuela

[Fig. 10] Standarized housing models built by


Orinoco Minning Company in Puerto Ordaz.
Fuente: TPA’s Latin American Portafolio at José
Luis Sert Collection, Courtesy of the Frances
Loeb Library, Harvard University Graduate School
of Design.

[Figs. 8-9] City-plan for Puerto Ordaz by


Orinoco Minning Company.
City plan for Cerro Bolivar (also named Ciudad
Piar) by Orinoco Minning Company.
Fuente: TPA’s Latin American portafolio at José
Luis Sert Collection, Courtesy of the Frances
Loeb Library, Harvard University Graduate School
of Design.

will be a timid essay in comparison to the subsequent housing patterns developed


30 T
 he Guayana territory occupies almost half of in Chimbote, Peru, in 1947. But Cidade dos Motores won’t be built. The end of the
Venezuela’s geographic area, and still holds the
war and the death of President Vargas in 1954 will bring important changes within
mystery of the legendary El Dorado that inspired
XIX Century scientific and imaginary utopias in U.S. politics in Latin America and the developmental agenda of Brazil that will lead
European writers such as Alexander von Hum- to the suspension of the Motor City plans.
bolt, Jules Verne and Conan Doyle. Since WWII
the region has demonstrated that its true wealth The project for the Orinoco new towns Ciudad Piar and Puerto Ordaz will be
lies in its high grade of industrial mineral deposits.
another uncompleted exercise by the urban planners in Latin America.30 TPA will
31 D
 etails on the original settlement of the Orinoco
be hired as consultants by the Orinoco Mining Company-OMC, a subsidiary of U.S.
towns by TPA and their relation to the planning of
the future city of Ciudad Guayana (1961-) Steel, and the Venezuelan Office of Planning and Housing (Oficina de Planificación [Fig. 11] Drawing of the Junior House Model
for the Orinoco Minning Company workers.
–designed to be the greatest industrial pole in y Vivienda) directed by Francisco Carrillo Batalla, practicing engineer associated
the development of southern Venezuela– have Fuente: TPA’s Latin American Portafolio at José
to Venezuelan architects Carlos Guinand and Moisés Benacerraf. The project was
been completed upon interviews to architects Luis Sert Collection, Courtesy of the Frances
and planners Anthony H. Penfold and Marta Vall- intended for the planning of two new towns close to the southern shore of the Loeb Library, Harvard University Graduate School
mitjiana, both members of the professional team Orinoco River, in the confluence of the Caroni River, following the modern concepts of Design.
from Corporación Venezolana de Guayana– CVG
in the creation of urban cores.31
who was to work with the Joint Center for Urban construction of the greatest modern steel mill in the East Coast of the U.S.: the
Studies from the Massachusetts Institute of Tech-
The discovery of the world’s largest iron ore deposit in Cerro Bolivar will be the Fairless Work.33 For the transportation of the iron ore to the plant at Pennsylvania
nology-MIT in the design of the new city. Due to
the limited scope of this work, the subject will not origin of the two communities planned jointly between transnational U.S. capital and 32 In: José Luis Sert; Paul Lester Wiener, The Work in Delaware Bay, the Orinoco River had to be dredged for the shipping of the raw
be developed here. But additional information in the Venezuelan Military Junta led by Colonel Carlos Delgado Chalbaud.32 Linked of TPA Associates in Latin America. Introductory material.34 Paradoxically, while Sert & Wiener were testing their experiment of
English on Ciudad Guayana’s initial studies can notes, Copy of manuscript prepared by TPA for
by railroad, Puerto Ordaz will be designed for 50.000 inhabitants, [Fig. 8] as the compact-planning at the Orinoco, the same mineral wealth of the Cerro Bolivar will
be found in: Anthony H. Penfold, “Ciudad Guaya- Architecture Design, (March 16, 1957), Jose
na. Planning a New City in Venezuela”, The Town principal port for the embarkation of iron ore, while Ciudad Piar – also named Cerro Luis Sert Collection, Graduate School of Design, be the one to stimulate suburban development of the second Levittown in the U.S.
Planning Review, vol. 36, Nº4 (January 1966): pp. Bolivar – [Fig. 9] planned for 35.000 inhabitants will be the location of extraction at Harvard University, [S318]: pp. 15-18. east coast of Philadelphia in order to provide housing to workers of Fairless Work
224-248; Lloyd Rodwin and Associates, Planning
the foot of Cerro Bolivar. 33 See in: Benjamin Fairless, “The Most Dramatic and WWII veterans.
Urban Growth and Regional Development: The
Years in the Story of Steel. Part II”, Life Magazine
Experience of the Guayana Program of Venezuela
(Cambridge, Mass. London, MIT Press and Har-
The discovery of the mineral sources in 1947 by OMC geologist Mack Lane (22 Oct 1956): pp. 163-176. The planning conditions and the architectural strategies for the Orinoco towns will
vard University, 1969) among others. will make not only possible the planning of the Venezuelan towns, but also the 34 Ibid. be different from that of Cidade dos Motores. Developed in close partnership with
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Urban Traces of TPA in Brazil and Venezuela

[Fig. 14] Example of the façade patterns


developed for the housing of Pomona in
Maracaibo, Venezuela.
Fuente: TPA’s Latin American Portafolio at José
Luis Sert Collection, Courtesy of the Frances
Loeb Library, Harvard University Graduate School
of Design [B80b].

[Figs. 12-13] Model for the Civic Center of Venezuelan and U.S. technicians, in both cases the master plans will be divided In the membrane tissues designed with precast concrete screens, the architects
Puerto Ordaz designed by José Luis Sert.
in several phases and sectors to control expansion. The individual houses will will summarize the local Cobogó37 characteristic of Brazilian modern architecture
Fuente: José Luis Sert, “A Church for Puerto
constitute the principal cellular tissue of housing à redent, in closer affinity with the in the translation of the tiling patterns of the Islamic architectural tradition.38 As a
Ordaz”, Liturgical Arts 21, 4 (Aug. 1953):
pp. 112-18. Garden City model, following the tradition of U.S. mining camps in its spatial and reproducible building component, more than the patio-house, the typological block
social segregation. The idealized models designed for the senior and the junior seem to be the “minimum cellular unit,” the modular “hollow space” to pollinate
worker houses show a huge contrast with the few construction results and the local TPA’s practice since Cidade dos Motores. Through the reinterpretation made of
conditions in its utopian projections. [Figs. 10-11] the modular devices in Pomona we track an important trajectory of aesthetic and
technical exchanges conveyed by the work of TPA that will have a great influence
Articulated to a Civic Center as an urban hinge, the most interesting example of
in the subsequent development of Venezuelan architecture.
design will be the one developed for the un-built church of Puerto Ordaz. Going
from the patio-unit as human measure, to the civic core in its communality and But the new towns of Brazil and Venezuela will end up being no more than what
monumentality, all of Sert’s personal and intellectual concerns will be summarized Wiener & Sert announced to their American fellows in the battle for the new
in this architectural essay. [Figs. 12-13] architecture within the technologies of war: perfect laboratories to rehearse their
social and urban utopias. However, deeply rooted to local and regional conditions,
Among the reasons to suspend the plans for the Orinoco Towns will be the
the block of solids and voids stands as the best expression of the universal legacy
political changes in the Public Work Ministry (Ministerio de Obras Públicas) with the
of Latin American ethos to cross-fertilize modern architecture in the traces of place.
consequent closure of the Office of Planning and Housing (Oficina de Planificación y
Vivienda) under the dictatorship of Colonel Marcos Pérez Jiménez in 1953. Also the
professional conflicts between the foreign consultants and the Venezuelan partners
– caused by TPA disregarding the terms of the contract in the proper diffusion and BIBLIOGRAPHY
designation of authorships – will explain its interruption. Despite their intention to
I would like to express all my gratitude to the Program of Latin American Studies who provided me
organize the city as a living body, or their aim to attach to the local conditions and
with the financial support for conducting this investigation during my stay at Princeton University
35 O
 riginally published as: Christopher Alexander, “A traditions, their vision for the new towns in Brazil and Venezuela will remain that of
City is not a Tree”, Architectural Forum, Vol. 122, as Visiting Professor and Researcher. My deep thanks go also to Mary Daniels and Ines Zalduendo
No 1, (April 1965): pp. 58-62 (Part I); Vol. 122, the abstraction of the Artificial Cities.35 Those defined by Christopher Alexander as from Special Collection at Frances Loeb Library from Harvard’s Graduate School of Design,
No 2 (May 1965): pp. 58-62 (Part II). As a critical formally structured cities with previously planned growth and the management of 37 Cobogó is the name given to the industrial pre- who gave me the kindest assistance during my research at José Luis Sert Collection. I’m also
response to the concept of the city being a tree cast concrete screens invented in the late 1920’s very grateful to the staff of the Museum of Modern Art Archive in New York, and to the Pan-Am
temporal and spatial developments marked by a unitary character exemplified by
proposed by Aldo van Eyck, Christopher Alexan- by three Brazilian engineers from the city of
Chandigarh and the Levittown. Collection’s personnel in the Otto G. Richter Library at University of Miami.
der will say: “The tree of my title is not a green Recife. The term derives from the initials of their
tree with leaves. It is the name of an abstract last names: Coimbra-Boeckmann-Góis.
structure. I shall contrast it with another, more
Final traces 38 The suggestion of the influence of the Brazilian AGUILERA ROJAS, Javier. 1994. Fundación de ciudades hispanoamericanas. Madrid: Mapfre
complex abstract structure called a semi-lattice.
Cobogó in the work of Sert in Latin America is
The city is a semi-lattice, but it is not a tree”.
proposed by Carlos A. Ferreira Martins in his ALEXANDER, Christopher. 1956. “A City is not a Tree”, Architectural Forum, Vol. 122, Nº 1 (April):
What remain today of TPA’s exercise in Brazil and Venezuela? Perhaps the best
36 A
 fter a subsequent visit, Wiener writes on a article “Sert en Brasil. La ciudad de los moto-
pp. 58-62 (Part I); Vol. 122, No 2, (May): pp. 58-62 (Part II).
travel diary that Pomona will be one of the evidence is to be found in the composition with modular devices for the control of res”, in Actas Preliminares: Miradas cruzadas,
most satisfying performances of all TPA’s urban tropical conditions designed for the housing of the Pomona neighborhood unit in intercambios entre Latinoamérica y España en la BACON, Mardges. 2008. Josep Lluís Sert’s Evolving Concept of Urban Core. Between Corbusian
projects. In: Wiener’s Travel Diary at Paul Lester Arquitectura española del siglo XX. (Pamplona,
Maracaibo (1951-53). Hired by Venezuelan housing office Banco Obrero, Pomona Form and Mumfordian Social Practice. In Josep Lluis Sert. The Architect of Urban Design, 1958-
Wiener Collection, Special Collections, University Escuela Técnica Superior de Arquitectura de la
of Oregon. will be one of the few built examples by the consultants in Latin America.36 [Fig. 14] Universidad de Navarra, 2008): p. 66. 1969, eds. Eric Mumford; H. Sarkis; N. Turam, 76-115. Cambridge: Yale University Press.
80 BASTLUND, Knud. 1967. José Luis Sert. Architecture, City Planning, Urban Design. Zurich, Les STETSON, Conn; BYRON, Fairchild. 1989. The Framework of Hemispheric Defense, pp. 249-59.
ZARCH No.1 | 2013 Editions D’Architecture Washington, Center of Military History United Sates Army
Paisajes Landscapes
Brazilian Government Trade Bureau. “Motor City Rising Near Rio. Plans Call for Farm and Housing VIOLICH, Francis. 1944. Cities of Latin America. Housing and planning to the South. New York,
CAROLA BARRIOS Development of Entire Region”, Brazilian Bulletin 3, 70 (New York, Nov. 1946), pp. 1-3 Reinhold Publishing Corporation
Can Patios Make Cities?
Urban Traces of TPA in Brazil and Venezuela FAIRLESS, Benjamin. 1956. “The Most Dramatic Years in the Story of Steel. Part II”, Life Magazine WIENER, Paul Lester; SERT, José Luis. 1946. “Brazil Builds a New City: Cidade dos Motores”,
(22 October), pp. 163-176 Progressive Architecture, vol. 27, n. 9 (Sept.), pp. 52-75

FERREIRA MARTINS, Carlos A. 2008. Sert en Brasil. La ciudad de los motores. In Actas _____. 1947. “Plan for Cidade dos Motores”, L’Architecture d’Aujourd’hui 1 (Sept.), pp. 98-120

Preliminares: Miradas cruzadas, intercambios entre Latinoamérica y España en la Arquitectura _____. 1953. “Can Patios Make Cities?”, Architectural Forum 99, n. 2, (August), pp. 124-131
española del siglo XX, pp. 59-68. Pamplona: Escuela Técnica Superior de Arquitectura de la
_____. 1953. “Five Civic Centers in South America”, Architectural Record 114 (Aug.), pp. 121-36
Universidad de Navarra
_____. 1957. “The Work of TPA in Latin America 1945-1956”, Architectural Design, 27, 6 (June),
FULLER, Buckminster. 1965. Utopia and Oblivion. Copy of original manuscript of the lecture given
pp. 190-213
at Somerset, England, (June 7). In José Luis Collection, Frances Loeb Library, Harvard School of
Design [File D121] WOODBRIDGE, J.S. War Department. Pan American Airport Development Program Consolidated
Contract. In PAA Records, WWII Contract 1941, Collection 341, Series I, Box 15, Folder 17
GOODWIN, Philip L. 1943. Brazil Builds. Architecture new and old 1652-1942. New York, Museum
of Modern Art

HUXTABLE, Ada Louise. 1947. “Two Cities: Planning in North and South America”, Bulletin of the
Museum of Modern Art, vol. XIV, n. 3 (New York, June)

MUMFORD, Eric. 1997. CIAM and Latin America. In Sert, arquitecto en Nueva York, eds. Xavier
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Tras las huellas de la descontextualización de
la arquitectura y el paisaje urbano
Following the footsteps of the contextualization of architecture
and urban landscape

amparo bernal

Resumen / Abstract

Nos acercamos al estudio de la evolución del paisaje urbano en España durante los años sesenta, a través de las huellas que quedaron
impresas en las revistas de arquitectura; los textos e imágenes que acompañaron al debate intelectual contemporáneo sobre la arquitec-
tura construida en los suburbios de Madrid y Barcelona. Cincuenta años después, esta etapa del urbanismo ha sido superada, incluso la
arquitectura y los espacios vacíos que surgieron descontextualizados de la tradición y del lugar, en la periferia de las grandes ciudades,
han quedado integrados en el paisaje urbano, gracias a la dimensión sociológica del urbanismo y a la necesidad inherente al ser humano
de identificarse y asumir el medio natural que lo rodea. Este relato se construye a partir del testimonio de los arquitectos que tuvieron la
responsabilidad directa de intervenir en la resolución del problema del urbanismo y la vivienda en esa década en España, con un discurso
que se revelaba y encontraba su mejor guión narrativo, a través de las fotografías publicadas en las revistas de arquitectura.

This text intends to approach the study of the evolution of urban landscape in Spain during the sixties, following the footprints of architectural journals: texts [Fig. 1] Paco Gómez. Ciudad Lineal, Madrid,
and illustrations that accompanied the contemporary intellectual debate on the architecture built in the suburbs of Madrid and Barcelona. Fifty years later, 1959a.
this stage of the city planning has been overcome. Even the architecture and the empty spaces that emerged in the outskirts of the large cities, unconnected Fuente: ©Paco Gómez/Fundación Foto Colec-
tania.
to a particular tradition or a specific place, have been integrated in the urban landscape, thanks to the sociological dimension of the urbanism and to the
basic human need to identify and accept the natural environment. This story is constructed on the basis of the testimony of those architects who had a direct
responsibility in resolving the problem of urban planning and dwelling in that decade in Spain. Their approach found his best narrative screenplay through
Las huellas impresas en las revistas
photographs published in architecture reviews.

Las sucesivas aproximaciones históricas a la arquitectura y a las intervenciones


Palabras clave / Keywords en el paisaje urbano nos ofrecen una interpretación subjetiva del historiador, de su
Arquitectura, urbanismo, fotografía. disciplina y del momento desde el que se analizan. Se han superado los condicio-
Architecture, urbanism, photography. nantes históricos en los que se justificaban las actuaciones urbanísticas realizadas
durante los años sesenta, en los barrios de la periferia de las principales ciudades
españolas; Madrid y Barcelona. La arquitectura y los espacios urbanos, que sur-
gieron descontextualizados, han quedado integrados en el paisaje de la ciudad,
gracias a la dimensión sociológica del urbanismo. No podemos desprendernos de
la subjetividad de nuestra mirada hacia esta experiencia histórica pero para com-
prenderla, construimos un relato fundado en las huellas impresas, los textos e imá-
genes, que se publicaron en las revistas de arquitectura contemporáneas [Fig. 1].

A principios de los años sesenta, las revistas de arquitectura con mayor difusión
entre los arquitectos españoles eran Arquitectura y Cuadernos de Arquitectura,
pertenecientes a los Colegios de Arquitectos de Madrid y Cataluña y Baleares
1 Federico Correa, 1965, “La enseñanza de la
arquitectura en España”, Zodiac 15, p. 183. En el respectivamente1. En ellas se publicaban las principales obras de arquitectura y
artículo se reproducían unas encuestas realiza- urbanismo construidas por todo el país y se dinamizaba el debate crítico con-
das a alumnos de las Escuelas de Arquitectura
temporáneo. El conjunto de sus artículos, cuya información se complementaba
de Madrid y Barcelona. En cuanto a las revistas
de arquitectura más leídas, tan solo figuraban en cuanto al ámbito geográfico y a los contenidos, nos permiten reconstruir el
las revistas españolas Arquitectura y Cuader- panorama de la arquitectura española en este periodo de nuestra historia. A través
nos de Arquitectura, en una relación que incluía
además: Architectural Review, Architecture
de sus páginas se difundieron las críticas que la planificación de los suburbios de
d’Aujourd’hui, Casabella, Domus, Edilizia Moderna las grandes ciudades suscitaba entre los arquitectos que directa o indirectamente
Amparo Bernal López-Sanvicente (Burgos 1968). Arquitecto por Universidad de Navarra (1993), doctorado en la Universidad de Valladolid (2011). y L’Architettura. eran responsables de su diseño y gestión. Sus artículos alzaron la voz de alarma
Profesora de Expresión Gráfica Arquitectónica en la Universidad de Valladolid (1993) y en la Escuela Politécnica de la Universidad de Burgos desde
1995. Su trabajo de investigación sobre la arquitectura española de los años sesenta y su difusión a través de las publicaciones periódicas le ha
2 Amparo Bernal, “Las revistas Arquitectura y contra la descontextualización de la arquitectura y el paisaje urbano e impulsaron
Cuadernos de Arquitectura: 1960-1970” (tesis de
llevado la especializarse en la fotografía de arquitectura. Ha publicado en RA: revista de arquitectura 14(2012), EGA: Expresión Gráfica Arquitectó- el análisis hacia la búsqueda de soluciones2.
licenciatura, Departamento de Urbanismo y Re-
nica 22 (2013) y en varias obras colectivas entre las cuales destacan: Concursos de Arquitectura (2012) y Elogio della teoría. Identità delle discipline presentación de la Arquitectura, Escuela Técnica
del disegno e del rilievo (2012). De su trayectoria profesional destacan la adjudicación por concurso de méritos para la redacción del Plan Especial Superior de Arquitectura de Valladolid, 2011), p.
Sus ejemplares tenían un contenido eminentemente gráfico. La información de los
del Casco Histórico de Covarrubias (2009) y la colaboración en la redacción del Plan Especial del Casco Histórico de Lerma (1997). 475-97. proyectos se completaba con imágenes de los edificios terminados y en ocasio-
84
ZARCH No.1 | 2013
Paisajes Landscapes

AMPARO BERNAL LÓPEZ-SANVICENTE


Tras las huellas de la descontextualización
de la arquitectura y el paisaje urbano
[Fig. 2] Maspons+Ubiña. Vista aérea del polí-
gono de la Verneda, San Adrián de Besós.
Fuente: Cuadernos de Arquitectura 60, 1965:
p. 4.

[Fig. 3] Louis Kahn. Proyecto para el nuevo


centro de Filadelfia. 1956.
Fuente: Arquitectura 62, 1964: p. 64.

urbanismo de Arquitectura durante los quince años que duró su colaboración pro-
5 Paco Gómez (Pamplona 1918- Madrid 1998). fesional con el fotógrafo5. En Cuadernos de Arquitectura, aunque fueron varios los
Fotógrafo español perteneciente a la generación
fotógrafos que colaboraron con la revista en esta etapa, se han escogido las imá-
renovadora de la Escuela de Madrid, miembro del
grupo La Palangana y AFAL. Fotógrafo aficionado, genes de Maspons y Ubiña que ilustraron el artículo dedicado a la documentación
de formación autodidacta, colaboró con la revista del Barrio de la Trinidad Nueva en Barcelona6. Sus imágenes han permanecido
Arquitectura desde 1959 hasta 1974. Cfr. Amparo
Bernal, “Paco Gómez, fotógrafo de la revista Ar-
como una huella imborrable de la descontextualización de la arquitectura y el es-
quitectura”, RA: revista de arquitectura 14 (2012), pacio urbano de los suburbios. Sin el testimonio de éstas y otras muchas imáge-
pp. 81-88.
nes de fotógrafos contemporáneos no podríamos reconstruir aquellos primeros
6 Cuadernos de Arquitectura generalmente no asentamientos construidos como consecuencia de la implantación de soluciones
identificaba el pie de cada fotografía con su autor.
Los fotógrafos colaboradores en los ejemplares 60
urbanísticas descontextualizadas, que para su diseño, prescindieron de las deter-
y 61 publicados en 1965 dedicados al urbanismo minaciones ambientales del lugar y, coartaron con ello, la evolución del urbanismo
de los suburbios fueron: Catalá Roca, Maspons autóctono.
y Ubiña, Roca Junyent, Martí y Miserachs. Oriol
Maspons (Barcelona, 1924-2013). Fotógrafo
catalán, perteneciente a la Agrupación Fotográfica El desarrollismo urbanístico
de Cataluña y miembro del consejo de redac-
ción de la revista AFAL desde 1956. Julio Ubiña
En 1959, con la aprobación del Plan de Estabilización Económica del gobierno de
(Santander, 1921-Barcelona, 1988). Fotógrafo
español afincado en Barcelona. Desde 1957, España se iniciaba lo que ha pasado coloquialmente a la historia como la década
3 Entre ellas destacaba la revista AC del GATEPAC. Maspons+Ubiña trabajaron en equipo para las del desarrollismo. Como consecuencia del crecimiento económico, la demanda
Cfr. Juan Miguel Sánchez Vigil, “II. De la restaura- principales revistas y publicaciones de la época.
ción a la guerra civil” en colección Summa Artis,
urbanización y edificación se desbordaba en dos frentes muy diferentes: en las
7 El objetivo del Plan de vivienda 1961-1976,
tomo XLVII. Madrid, Espasa Calpe, 2001, p. 256. grandes ciudades debido a la necesidad de vivienda provocada por los movimien-
era cubrir el déficit de viviendas estimado en
4 La revista Arquitectura nació como órgano de 3.713.900. La primera intención era planificar la tos migratorios, y por toda la costa debido al auge del turismo [Fig. 2].
difusión del Colegio Oficial de Arquitectos de construcción de viviendas durante 15 años segui-
Madrid en 1918, siendo editada hasta 1936. Tras dos, pero sufrirá multitud de cambios a lo largo Para resolver el problema en las grandes ciudades, se puso en marcha el Plan
el paréntesis ocasionado por la guerra civil espa- del periodo de vigencia. A efectos de presupuesto Nacional de la Vivienda de 1961, cuya memoria establecía la programación por
ñola, la Dirección General de Arquitectura la editó se divide en etapas de cuatro años, de dos años
bajo el título Revista Nacional de Arquitectura,
nes, los reportajes incluían también fotografías de la maqueta del proyecto, o del cada uno. A partir de 1964 se integrará dentro de
etapas para la urbanización de suelo y la construcción de viviendas, disponiendo
desde 1941 hasta 1958. La Revista Nacional de entorno en el cual se ubicaba el solar. Al igual que había sucedido en los años an- cada uno de los planes de desarrollo económico los recursos necesarios para su desarrollo y las bases para su financiación7. La
Arquitectura publicó en sus portadas dibujos de y social y pasará a formar parte de sus objetivos.
teriores a la guerra, cuando las revistas de arte ejercieron un papel muy importante Ley del Suelo recientemente aprobada, en 1956, había definido los instrumentos
arquitectos y también de importantes artistas con- La inversión constante del Plan ascendía al 22,5%
temporáneos como los pintores Carlos Pascual de en la difusión de la fotografía de vanguardia3, Arquitectura y Cuadernos de Arqui- de la Inversión Bruta Nacional. Cfr. Dirección de planeamiento necesarios y la documentación que debían contener para llevar
Lara, Gregorio Prieto y el publicista Federico Ribas tectura, siguiendo la referencia de la calidad alcanzada por estas publicaciones en General de Arquitectura y Vivienda, Plan Nacional a cabo la ordenación urbana, pero no existían experiencias previas, ni formación
Montenegro. Colaboró con el fotógrafo Joaquín de la Vivienda 1961-1976 (Madrid, Ministerio de la
etapas anteriores, cuidaron especialmente su composición gráfica y fotográfica4. suficiente entre los profesionales para afrontar esta planificación.
del Palacio, Kindel, hasta 1959 y durante casi un Vivienda, 1962)
año, el escultor Amadeo Gabino se ocupó de la
composición de sus páginas (dic.1953-nov.1954).
En los años sesenta, Arquitectura y Cuadernos de Arquitectura publicaron en sus 8 La promulgación de la primera Ley de Suelo en El urbanismo en España, hasta los años sesenta, existía solamente en el mundo
1956 promovió la revisión del plan de estudios
En 1959, Arquitectura comenzó una nueva etapa, ejemplares obras de la generación de fotógrafos españoles que durante esta eta- teórico y filosófico de la arquitectura. Los arquitectos tenían una formación exce-
vigente en las Escuelas de Arquitectura, que hasta
en la que recuperaba el nombre de la publicación
pa, renovaron el panorama de la fotografía contemporánea española hacia una entonces contenía una única asignatura denomi- sivamente dogmática, que carecía de los conocimientos necesarios para poner
inicial y mantenía una cierta continuidad con la
edición anterior gracias a Carlos de Miguel, que se mayor depuración conceptual. La mayoría de ellos encontraron una vía de expre- nada urbanología en el último curso. El Plan de en práctica la complejidad del proyecto de urbanismo8. El ideario del urbanismo
Estudios de Arquitecto de 1957, incorporaba tres
ocupó de la dirección de la revista desde 1948 a sión de la realidad económica y social del país, en la documentación de la vida y el utópico, que como debate intelectual tenía una cierta presencia en las revistas de
años de la asignatura de urbanística y un año final
1973. La revista Cuadernos de Arquitectura inicia
paisaje del medio rural y de los suburbios de las grandes ciudades. La publicación de especialización en Urbanismo. arquitectura contemporáneas, era un urbanismo de imposible resolución, y al igual
su publicación en 1944. En la primera etapa hasta
1949 mantendrá una línea historicista. A partir de de fotografías en las revistas de arquitectura tenía un ineludible objetivo de docu- 9 Son varios los artículos que durante esta etapa que la técnica urbanística estaba disociado de las posibilidades reales económicas
1950, la revista renueva su grafismo y compo- mentación periodística, sin embargo, aquellas imágenes sirvieron también como la revista Arquitectura dedicó a la utopía del y sociales del lugar en el que debía actuar9 [Fig. 3].
sición y se convierte en una revista mucho más urbanismo, entre ellos: Juan Ramírez de Lucas, “A
argumento visual al debate arquitectónico difundido a través de sus ejemplares.
moderna. La revista se convertiría en esta etapa la busca de la ciudad perfecta”, Arquitectura 62 “Podría distinguirse entre un urbanismo de ideas y un urbanismo de realizaciones.
en el principal medio de difusión del grupo R. Cfr. (febrero 1964), pp. 58-64 y Miguel Fisac, “Una po-
Amparo Bernal, “Las revistas Arquitectura y Cua- Para el relato de esta revisión histórica de la arquitectura urbana se han selec- sible solución urbanística”, Arquitectura 74 (febrero
(...) Pensando en una progresiva decantación de los principios del planeamiento
dernos de Arquitectura: 1960-1970”, pp. 51-78. cionado algunas de las imágenes de Paco Gómez publicadas en los artículos de 1965), pp. 46-48. urbano, será el choque con la realidad donde se concreten, se aquilaten y se per-
[Fig. 4] Maspons+Ubiña. Barrio de la Trinidad filen las ideas. Y será también de este choque y confrontación de donde saldrán [Fig. 6] Maspons+Ubiña. Entrada a la calle “Los grupos de viviendas surgen sin orden ni concierto ni una aparente urbaniza-
Nueva, calle Tamariu. Tamariu.
definidas y recortadas las verdaderas posibilidades de realización”10. ción preconcebida (...). Primero surgen así los barrios, y la urbanización viene, si
Fuente: Cuadernos de Arquitectura 60, 1965: Fuente: Cuadernos de Arquitectura 60, 1965:
viene, después”16.
p. 7. La dimensión social del urbanismo implicaba a muchos otros profesionales, soció- p. 8.

logos, geógrafos y economistas entre otros, que en aquel momento permanecían Los espacios libres entre bloques quedaban sin pavimentación, sin definición ni
[Fig. 5] Maspons+Ubiña. Escuela municipal [Figs. 7-8] Paco Gómez. S/t, Madrid ca. 1973.
al margen de su planificación. Los arquitectos asumieron en solitario esta disciplina posibilidad de incorporarse a la trama urbana. Tampoco tenían dimensión sufi-
San Jorge.
Fuente: ©Paco Gómez/Fundación Foto Colec-
cuyas competencias les atribuían la responsabilidad de su diseño y gestión, y para ciente para adquirir una cierta autonomía paisajista. Maspons-Ubiña utilizó las
Fuente: Cuadernos de Arquitectura 60, 1965: tania.
p. 8. la cual sin embargo, no habían adquirido en su formación las herramientas que les imágenes de la vida cotidiana del barrio, para expresar cómo la arquitectura iba
capacitaran para el desarrollo de una técnica urbanística autóctona11. materializando un paisaje edificado, que no quedaba integrado en la ciudad. En
10 F
 ernando de Terán, “Los Planes de Ordenación sus fotografías, los niños juegan junto a los bloques de viviendas, ajenos a la pre-
Las teorías sobre el planeamiento urbano, el crecimiento de la ciudad, la circula-
urbana y la Ley del Suelo”, Arquitectura 59 (no- caria realidad suburbial de aquel espacio indeterminado. Los campos de juego se
viembre 1963), pp. 38-40. ción y la ordenación de la zona habitable, debían enfrentarse a la realidad y con-
asemejan a los arrabales del pueblo que habían abandonado sus padres buscan-
11 E
 n un editorial escrito para Arquitectura, Fran-
cretarse en ordenaciones sujetas a la Ley del Suelo, manteniendo su ideario de
do una mejor calidad de vida en la ciudad. Aquellos espacios no tenían cualidad
cisco de Inza apelaba a hacer un juicio justo al proyecto urbano en la resolución de los problemas administrativos12.
trabajo ejecutado por los arquitectos españoles, urbana, pero tampoco se diferenciaban tanto del entorno hostil que habían dejado
que en el caso del urbanismo, se habían enfren- La escasez de suelo urbanizado y la premura en la ejecución de urbanizaciones, atrás. Su condición de borde y frontera con la ciudad los asimilaba al entorno na-
tado a problemas que superaban con mucho a
para poder cumplir con las necesidades de urbanización que requería la progra- tural del medio rural. En estas fotografías era difícil prever el desenlace urbanístico
las enseñanzas recibidas en la Escuela. Otras
disciplinas como la economía, la sociología y las mación del Plan Nacional, planteó a la Gerencia de Urbanización del Ministerio de de aquellas zonas en las que no se habían resuelto los problemas primarios de las
comunicaciones también incidían directamente la Vivienda desde el momento de su creación en 1960, la necesidad de intervenir infraestructuras y cuyas vías de comunicación con la ciudad iban siendo labradas
en esta disciplina, sin que los profesionales de
con una actuación a gran escala, cuando el urbanismo español estaba aún lejos día a día por sus propios habitantes [Figs. 5-6].
esas materias acometiesen de lleno la colabo-
ración con los arquitectos en la planificación de adquirir la madurez necesaria para su planificación13. Bajo la supervisión de la
urbanística. Francisco de Inza, “Editorial”, Arqui- dirección técnica de Julio Cano Lasso, jefe de la División de Planeamiento de dicho Las imágenes de Paco Gómez para Arquitectura complementan este relato de
tectura 64 (abril 1964), p. 2. Maspons y Ubiña con una visión más metafórica. Su mirada aislaba a los protago-
organismo, y en colaboración con una serie de equipos de arquitectos e ingenie-
12 E
 l urbanismo es una ciencia joven y sus teorías
ros, se llevaron a cabo la redacción de Planes Ordenación por todo el país14. nistas de los barrios para ofrecernos una lectura más dramática de la hostilidad del
carecen del reposo necesario que lo impregne
paisaje urbano. La revista escogió para una de sus portadas una fotografía cuya
de un pensamiento superado y evolucionado.
Cfr: Antoni de Moragas y Gallisá, “Revisión de secuencia de planos en perspectiva nos explicaba el proceso de urbanización: las
valores”, Arquitectura 15 (marzo 1960), p. 17.
La ruptura con la tradición del urbanismo autóctono y el paisaje urbano
dos generaciones de inmigrantes del barrio; aquellos que abandonaron su medio
13 P
 edro Bidagor, Director General de Urbanismo del A falta de experiencia y de modelos de planeamiento autóctono que hubiesen natural y los nacidos allí; la transformación del lugar que encontraron y en el paisaje
Ministerio de la Vivienda entre 1957 y 1969, escri-
evolucionado desde el urbanismo tradicional de nuestros pueblos y ciudades, se de fondo los nuevos barrios de la ciudad en construcción [Fig. 7].
bió un artículo en Arquitectura con un claro objetivo
doctrinal en el que a partir de una recopilación copiaron las soluciones urbanísticas de los países europeos, que social y econó-
de sus propios textos y conferencias exponía la Para expresar las dificultades que encontraban los inmigrantes para integrarse en
micamente estaban por delante de España. Las urbanizaciones promovidas por el
situación general del urbanismo en España. Cfr. la vida de la ciudad, Paco Gómez escogió en otra de sus fotografías el encuadre
Pedro Bidagor Lasarte “Urbanismo en España”,
Ministerio de la Vivienda adoptaron las soluciones del urbanismo nórdico o inglés,
simétrico de un personaje recorriendo el camino hacia su barrio. La distancia de su
Arquitectura, 15, (marzo 1960), pp. 2-12. Este que desarrollaban esquemas enraizados en su propia cultura, basados en una
escrito se anunciaba como una introducción 14 Entre 1961 y 1965 Julio Cano Lasso, fue el trayecto se acentúa con la perspectiva del trazado de los viales, y el equilibrio en
baja densidad de viviendas, magníficos paisajes naturales y un clima adecuado.
a los posteriores estudios doctrinales, que sin responsable de la División de Planeamiento de la composición se rompe con la imagen de los vehículos que circulan en sentido
embargo no volverían a publicarse hasta cuatro la gerencia de urbanización del Ministerio de la
Las fotografías de Maspons-Ubiña del Barrio de la Trinidad Nueva publicadas en Vivienda y a través de sus artículos en la revista contrario y que le confieren ese valor épico a la actitud del protagonista [Fig. 8].
años después, en 1964. El segundo artículo
de Pedro Bidagor había perdido ya parte de su Cuadernos de Arquitectura expresan la errónea interpretación realizada del mo- Arquitectura, conocemos la valoración que él
interés didáctico, por publicarse cronológica- delo paisajista en la ordenación de este barrio. Para compensar el elevado precio mismo hace de la labor llevada a cabo por la
mente desubicado, puesto que el momento de gerencia. La crítica contemporánea y revisión de modelos
su aparición, lo que se promovía desde la revista
del suelo, debido a la especulación y la repercusión de la urbanización sobre las
15 Jaime Nualart, “Concepto de ciudad”, Cuader-
era la documentación y crítica de los polígonos viviendas, se construía con aprovechamientos exhaustivos, que incrementaban El desafío ante el cual se habían enfrentado nuestros arquitectos durante la primera
nos de Arquitectura 60 (2º trimestre 1965), p. 13.
y ordenaciones realizados. Cfr. Pedro Bidagor la densidad de viviendas al doble o al triple. El resultado son las urbanizaciones etapa de desarrollo del Plan había sido la urgencia de resolver las necesidades de
Lasarte “Situación general del Urbanismo en 16 Francisco Candel, “Dimensión humana del
España (1939-1964)”, Arquitectura, 62, (febrero
de bloques aislados ubicados en los suburbios de las ciudades, donde no existía problema. El amazacotamiento”, Cuadernos de vivienda en los suburbios de las ciudades. Además, el deslumbramiento producido
1964), pp. 2-31. paisaje, ni era posible crearlo por razones de economía15 [Fig. 4]. Arquitectura 60 (2º trimestre 1965), pp. 5-8. por el fin del aislamiento internacional y el afán por conseguir un brillo de moder-
88 nidad acorde al desarrollo económico del país había derivado en la pérdida de la
ZARCH No.1 | 2013 arquitectura de los conjuntos urbanos y de la escala humana de los espacios públi-
Paisajes Landscapes
cos tradicionales. Sin embargo, a pesar de la precipitación y la falta de experiencia
AMPARO BERNAL LÓPEZ-SANVICENTE con que se acometieron las urbanizaciones de los nuevos barrios, los arquitectos
Tras las huellas de la descontextualización responsables de su diseño y gestión, fueron capaces de expresar la crítica a sus
de la arquitectura y el paisaje urbano
actuaciones a través de las revistas de arquitectura colegiales y generar debate en
la búsqueda de soluciones17.

En 1964, cuando se había terminado la primera fase del Plan, Julio Cano Lasso
publicó en la revista Arquitectura, una valoración retrospectiva al urbanismo ejecu-
tado durante los cuatro años de existencia de la Gerencia de Urbanización. En el [Fig. 9] Fotografía aérea de La Carolina.
texto analizaba los criterios de diseño aplicados reconociendo que, a pesar de los Fuente: Arquitectura 53, 1963: p. 26.
muchos esfuerzos realizados, los resultados distaban mucho de sus ilusiones y,
17 L
 uis Moya escribía en Arquitectura un artículo atribuyendo este error, al fracaso de la copia de modelos urbanos sin referencia al
con la primera llamada de atención sobre los
lugar y a la tradición del país.
abusos que se estaban cometiendo en el plan-
teamiento del crecimiento de nuestras ciudades.
“La mayor dificultad del urbanismo estriba en ser, en mayor o en menor grado, una
Sus dibujos comparaban las urbanizaciones de
Hendaya, Bayona o Biarritz, donde la evolución técnica propia de cada país que debe desarrollarse siguiendo un proceso en el
del urbanismo había respetado los condicionan- que no es posible suprimir etapas ni importar patentes”.
tes del lugar integrando la arquitectura autócto-
na, con las urbanizaciones modernas en el lado
(...) Entre tanto, la actuación de la Gerencia no puede detenerse, el Plan de la Vi-
español de la frontera derivadas de la especu-
lación económica donde se hacía evidente el vienda exige cada año miles de hectáreas urbanizadas que es preciso preparar”18.
poco respeto a nuestra tradición urbana. Cfr. Luis [Fig. 10] Paco Gómez. La Guardia, Toledo,
Moya, “Urbanizaciones comparadas”, Arquitectu- Sus reflexiones dejaban abierto el debate y esbozaban el camino que debía seguir 1962.
ra 20 (agosto 1960), pp. 0-1. el urbanismo. La búsqueda de soluciones a las necesidades de la vida moderna Fuente: ©Paco Gómez/Fundación Foto Colec-
18 J ulio Cano Lasso, “La gerencia de urbanización debería dar respuesta a los dos grandes condicionantes inherentes al planeamien- tania.
del Ministerio de la Vivienda”, Arquitectura 62,
to urbano que son la base del urbanismo autóctono: el hombre y el medio geográ-
(febrero 1964), p. 33.
fico. Las actuaciones urbanísticas fundadas en realidades económicas, sociales,
19 P
 ara Carvajal, la mejor lección que nos da la una planificación previa. La gran mayoría de nuestros pueblos tuvieron una forma-
lectura de la arquitectura y urbanismo tradicio- culturales o climatológicas diferentes a las nuestras, solo podían justificarse desde
ción lenta en la cual se había ido acumulando la experiencia de generaciones y el
nal es que en ellos hay arquitectura esencial, la urgencia de dar respuesta las necesidades de vivienda en el país.
no fórmulas o formalismos. En la arquitectura
crecimiento se había producido siempre desde dentro hacia fuera, asimilándose al
tradicional es conceptual la respuesta al medio crecimiento vegetativo de un organismo vivo.
físico, el tipo de vida comunitario y los materiales Las constantes del urbanismo tradicional
empleados, lo cual deriva en una ausencia de A través de la revista Arquitectura, se tomaron como ejemplos paradigmáticos los
variedad característica de la arquitectura anóni- La revisión crítica al modelo de urbanización de los suburbios y la búsqueda de municipios de La Carolina y La Guardia como guión argumental en el debate para
ma, que formalmente es humilde. Cfr. Francisco
Javier Carvajal, “La Guardia, pueblo Manchego”,
soluciones alternativas para el desarrollo de un urbanismo enraizado en nuestra la interpretación de las claves del urbanismo tradicional. El estudio del municipio de
cultura tuvieron diferente interpretación entre los arquitectos de Madrid y Barce- la zona y los colonos, lo cual le llevaba a Cano
Arquitectura 53, (mayo 1963), p. 8.
Lasso extrapolar esta situación a los polígonos
La Carolina en Jaén formaba parte de la valoración comparativa que Cano Lasso
20 L
 a Carolina tiene una superficie de 70 hectáreas lona. Una expresión más de la bipolaridad entre las dos Escuelas, que quedaba realizados por la Gerencia, de los cuales quizás hacía del diseño urbanístico desarrollado por el Ministerio de la Vivienda respecto
aproximadamente, y llegó a tener una población también reflejada en las publicaciones de los respectivos colegios de arquitectos. posteriormente la historia realice a una lectura al urbanismo culto tradicional. La Carolina, tenía una población y superficie simila-
de 18.666 en 1920. La densidad ha oscilado positiva. “Lo que hoy nos parece un planeamien-
alrededor de 250 habitantes por hectárea, cifra res a los polígonos que se estaban realizando desde la Gerencia de Urbanización y
El conjunto de arquitectos agrupados en torno a la Escuela de Madrid y la revista to brillante, tuvo un origen triste y desalentador.
que se corresponde con lo que en la Gerencia de Esto es en cierto modo un consuelo para los que paradójicamente, su ordenación urbanística, que en los años sesenta se reconocía
Urbanización se denominaba la unidad de barro.
Arquitectura apostaban por la búsqueda de las constantes del urbanismo autóc- hoy sufrimos viendo lo lejos que quedan nuestras
como un ejemplo brillante, había sido muy cuestionada en su origen20 [Fig. 9].
La Carolina, surgió como centro de capitalidad tono para trasladar su modelo a la ordenación de los nuevos barrios. El objetivo realizaciones de nuestras ilusiones”. Cfr. Julio
de una extensa zona de colonización en Sierra Cano Lasso, “La Carolina, un polígono del siglo
de su debate no se limitaba al enunciado de unas invariables urbanísticas para Al mismo tiempo, con el propósito de analizar el urbanismo espontáneo, la revis-
Morena durante el siglo XVIII, y actualmente es XVIII”, Arquitectura 53, (mayo 1963), pp. 26-29.
un pueblo adaptado al carácter y forma de vida intentar reproducirlas a otra escala, sino a buscar una interpretación acorde a las ta Arquitectura publicó un reportaje fotográfico realizado por Paco Gómez en el
21 Las Sesiones de Crítica de Arquitectura impul-
de la región andaluza. En la disposición general necesidades modernas para remodelar la sensibilidad del conjunto de la sociedad municipio de manchego de La Guardia. Sus imágenes ilustraban los comentarios
sadas por Carlos de Miguel reunían a los arqui-
de retícula, se diferencia el ancho de las calles de
hacia lo conceptualmente auténtico que reside en las soluciones tradicionales de tectos madrileños más importantes para debatir que Javier Carvajal, Carlos de Miguel y Luis Moya entre otros, realizaron durante
acuerdo con su función, destacando las vías de
la arquitectura y el urbanismo19. Una postura fomentada por la admiración que ar- sobre arquitectura. Su contenido se reflejaba
circulación principal de las de distribución y acce- una Sesión de Crítica de Arquitectura convocada con este propósito21. La cuali-
en la revista en forma de artículos o mediante la
so a las viviendas. Se mantiene la jerarquía de los quitectos como Antonio Fernández Alba, Carlos de Miguel, Curro Inza o Luis Moya transcripción directa de las intervenciones de los dad artística de las fotografías de Gómez provocaba, entre los asistentes a dicha
ejes como en las ciudades romanas Norte-Sur y
Este-Oeste, que se cruzan formando la plaza del
profesaban a la arquitectura popular. Posiblemente, aunque no formara parte de participantes. El reportaje fotográfico publicado sesión, dos posturas contrapuestas que resultaban igualmente ineficaces para el
este debate expresamente, entre ellos estaba presente el modelo arquitectónico contiene 24 fotografías de Paco Gómez y en el
Ayuntamiento. El núcleo inicial se fue ampliando
artículo se recogen las intervenciones de Javier
objetivo de analizar y sintetizar algunas claves que puedan trasladarse al proyecto
siguiendo el mismo criterio planteado en su orde- de los poblados de colonización. Carvajal, Juan Gómez y García de la Buelga, de urbanismo: la admiración esteticista o el desprecio22 [Fig. 10].
nación inicial. El urbanismo tiene una agradable
Carlos de Miguel, Luis Moya, Alfonso López
escala humana de pequeñas manzanas con
Los artículos postulaban que, en lugar de importar y aplicar modelos del urbanis- Quintás y Juan Ramírez de Lucas, “La Guardia, Utilizando este relato visual como argumento, los asistentes a la reunión, llegarían
patios interiores, edificaciones de tres plantas
como máximo y la regularidad del trazado es mo internacional, bastaría con documentar nuestro urbanismo que atendiendo a pueblo manchego”, Arquitectura 53 (mayo 1963),
al consenso de que algunas de las constantes inherentes a nuestro urbanismo de-
pp. 2-21.
suficientemente variada para no resultar monó- su diferente génesis, podría clasificarse diferenciando entre el urbanismo espontá- rivaban del concepto latino de ciudad. Las imágenes de Paco Gómez en La Guar-
tona. Lo que actualmente nos parece un brillante 22 Francisco Javier Carvajal, “La Guardia, pueblo
neo, cuya belleza reside en la falta de pretensiones con las que ha sabido resolver dia nos muestran que el espacio urbano en nuestras ciudades queda limitado y
ejemplo urbanístico, tuvo un origen de discordias Manchego”, p. 8.
y enfrentamientos entre la población natural de los problemas concretos, y el urbanismo culto cuya ordenación es el resultado de definido por una edificación muy compacta y de baja densidad, con volúmenes de
90
ZARCH No.1 | 2013
Paisajes Landscapes

AMPARO BERNAL LÓPEZ-SANVICENTE


Tras las huellas de la descontextualización
de la arquitectura y el paisaje urbano

[Fig. 12] Paco Gómez. Barrio de la Concep-


ción, Madrid, ca. 1966.
Fuente: ©Paco Gómez/Fundación Foto Colec-
tania.

higas quien defendía en sus escritos contemporáneos, que el diseño debería ser
la verdadera herramienta del arquitecto para resolver los problemas sociales y ur-
banísticos de los nuevos barrios de la periferia de las ciudades. Para esta abordar
esta línea de trabajo era necesario documentar los diseños urbanos realizados,
analizarlos y sintetizar los errores urbanísticos para poder resolverlos.

Oriol Bohigas, en un artículo publicado en la revista Arquitectura en 1964, fue el


primero en diferenciar los dos conceptos que debía englobar el urbanismo: el Plan-
ning y el Town Design. De esta doble orientación de la disciplina, él atribuía a los
arquitectos tan solo la capacidad y la responsabilidad de asumir el diseño urbano;
el Town Design e implicaba en el Planning a los demás profesionales relacionados
con el estudio las ciencias sociales24.
[Fig. 11] Maspons+Ubiña. Acceso al polígono
de la Trinidad Nueva. Las publicaciones de Cuadernos de Arquitectura, aunque de forma no expresa, si-
Fuente: Cuadernos de Arquitectura 60, 1965: guieron las directrices apuntadas por Bohigas en ese artículo. Los ejemplares mo-
p. 12.
nográficos publicados en 1965, dedicados a la construcción de los Barrios Altos
de la periferia de Barcelona, mantuvieron un criterio de objetividad periodística en
una o dos plantas. Los trazados de las calles son tortuosos, con recintos sorpresa la documentación de las ordenaciones ejecutadas. Los textos e imágenes abor-
y huecos pequeños en las edificaciones. Los espacios verdes están rodeando a la daban la problemática del planeamiento de los suburbios exclusivamente desde el
ciudad y no forman parte de su trazado. Casi la totalidad del suelo está pavimen- punto de vista del diseño urbano para facilitar su análisis.
tado, algo que expresaba Carlos de Miguel con la frase “en los pueblos latinos, no
hay árboles, hay arquitectura”23. “(...) Es frecuente atribuir todos los defectos del suburbio a las estructuras político-
económicas de un país, como si el diseño no fuese suficiente para garantizar -en
Posiblemente en esta condición de frontera de los espacios verdes que rodeaban cualesquiera condiciones político-económicas- la libertad de conducta humana
a la ciudad estaba el nexo de unión entre la arquitectura de los suburbios y nuestra que dé las máximas posibilidades de relación de cada individuo con el mundo
tradición urbana. Algo que supieron expresar Maspons+Ubiña y Paco Gómez en exterior (...)”25.
las fotografías de los campos sin urbanizar situados en el borde de los barrios, que
se asimilaban al paisaje de la naturaleza que rodeaba los pueblos. La ausencia de La consecuencia de la falta de implicación social que enunciaba el editorial de
pavimentación y tratamiento, los dejaba sin cualificar como espacios urbanos. Los Cuadernos de Arquitectura había favorecido la segregación social en los subur-
descampados de los bordes de los suburbios reproducían el relieve, la vegetación bios, cuando el objetivo final del urbanismo debería ser la integración de los in-
y las dimensiones del medio natural y conformaban el límite físico de aislamiento migrantes en la ciudad. Los nuevos barrios que se habían proyectado para los
social del barrio como si se tratara de un municipio autónomo [Figs. 11-12]. inmigrantes quedaban aislados y diferenciados de la ciudad. Los ejemplos del
24 Oriol Bohigas, “Cuestionario”, Arquitectura 64
urbanismo tradicional nos transmitían que sociológicamente la solución perfecta
(abril 1964), p. 57.
contra la marginación era la mezcla de gentes. Por ello, para eliminar la disconti-
El diseño urbano como herramienta 25 La redacción, “Editorial”, Cuadernos de Arquitec-
tura 60 (2º trimestre 1965), p. 2. nuidad del espacio urbano, el diseño de planeamiento debía tomar el ejemplo del
23 C
 arlos de Miguel, “La Guardia, pueblo manche-
La búsqueda de soluciones en las constantes del urbanismo autóctono, para su 26 Francisco Javier Carvajal, “La Guardia, pueblo
crecimiento orgánico, realizado desde dentro hacia fuera, y que se asimilaba al
go”, p. 8. aplicación en la planificación urbana, complementaba las propuestas de Oriol Bo- manchego”, 1 p. 6. desarrollo espontáneo de nuestros pueblos26.
92 Contra la descontextualización de la arquitectura y el espacio urbano CANDEL, Francesc. 1965. “Dimensión humana del problema. El amazacotamiento”. Cuadernos
ZARCH No.1 | 2013 de Arquitectura 60 (2º trimestre), pp. 5-8
Paisajes Landscapes Después del impacto mediático suscitado por las publicaciones dedicadas a los
CANO LASSO, Julio. 1963. La Carolina, un polígono del siglo XVIII. Arquitectura 53 (mayo), pp.
suburbios entre 1963 y 1965, se había tomado conciencia de la dimensión social
AMPARO BERNAL LÓPEZ-SANVICENTE 26-29
que alcanzaban los problemas derivados de la planificación urbanística. A me-
Tras las huellas de la descontextualización
de la arquitectura y el paisaje urbano diados de los años sesenta, el urbanismo empezará a desarrollarse en equipos CANO LASSO, Julio. 1964. La gerencia de urbanización del Ministerio de la Vivienda. Arquitectura
multidisciplinares integrando a economistas, sociólogos y geógrafos, en los cuales 62 (febrero), pp. 32-35
se empezará a reivindicar el papel del arquitecto tan solo en el diseño27.
_____. 1966. La densidad y el tráfico en las ciudades. Arquitectura 92 (agosto), pp. 71-75
“La ordenación de las ciudades se ha encomendado al urbanismo; pero el fracaso CARVAJAL, Francisco Javier; GÓMEZ Y GARCÍA DE LA BUELGA, Juan; LÓPEZ QUINTÁS, Al-
del urbanismo no puede cargarse al urbanista. La urbanización es lenta y en ella fonso; MIGUEL, Carlos de; MOYA, Luis; RAMÍREZ DE LUCAS, Juan. 1963. La Guardia, pueblo
intervienen tantos factores, que si no se hallan debidamente encadenados, difícil- manchego. Arquitectura 53 (mayo), pp. 2-21
mente se consiguen buenos resultados”28.
CORREA, Federico. 1965. La enseñanza de la arquitectura en España. Zodiac 15, pp. 179-84
El Barrio de la Concepción en Madrid fue el primer ejemplo publicado en Arquitec-
Dirección General de Arquitectura y Urbanismo (DGAU). 1956. Ley sobre Régimen del Suelo y
tura de esta nueva forma de abordar un modelo de crecimiento de la ciudad desde
Ordenación Urbana. Madrid, Ministerio de la Gobernación
el planeamiento. La documentación urbanística del barrio iba precedida de una foto-
grafía de Paco Gómez en la portada del ejemplar. La mirada del fotógrafo expresaba Dirección General de Arquitectura y Vivienda. 1961. Plan Nacional de la Vivienda: 1961-1976.

la integración del barrio y la ciudad a través del equilibrio entre la edificación y la Madrid, Ministerio de la Vivienda
[Fig. 13] Paco Gómez. Barrio de la Concep-
ción, Madrid, ca. 1966. urbanización. El barrio se había proyectado en la periferia de Madrid, y las medidas Dirección General de Enseñanzas Técnicas. 1962. Plan de Estudios de Arquitectura de 1957.
Fuente: ©Paco Gómez/Fundación Foto Colec- adoptadas en cuanto a la densidad y las comunicaciones habían favorecido la re- Madrid, Ministerio de Educación Nacional
tania. constitución de la vida urbana clásica con una organización social de barrio multi-
FISAC, Miguel. 1965. Una posible solución urbanística. Arquitectura 74 (febrero), pp. 46-48
clase29. El barrio tenía una densidad de viviendas similar a la existente en la ciudad,
con ocupación de locales comerciales en las plantas bajas, y su trazado quedaba GAVIRIA, Mario. 1966. La ampliación del Barrio de la Concepción. Arquitectura 92 (agosto): p. 2
unido a la ciudad a través de una vía de circulación rápida e intensa que, tal y como
INZA, Francisco de. 1964. Editorial. Arquitectura 64 (abril), p. 2
se definía en aquel momento, “dividía y animaba el barrio al mismo tiempo”30. Paco
Gómez escogió para este mensaje un encuadre en el que dialogaban la arquitectura MORAGAS GALLISÁ, Antoni de. 1960. Revisión de valores. Arquitectura 15 (marzo), pp. 17-19

y la vida urbana situadas en diagonales opuestas de la fotografía. La arquitectura se MOYA, Luis. 1960. Urbanizaciones comparadas. Arquitectura 20 (agosto), pp. 0-1
nos muestra como el paisaje que ordena y define un espacio público en el que los
NUALART, Jaime. 1965. Concepto de ciudad. Cuadernos de Arquitectura 60 (2º trimestre), pp.
niños juegan y donde cada uno parece ocupar el lugar que le corresponde [Fig. 13].
12-16
A esta publicación le sucederían muchas otras de nuevos barrios y polígonos en PUJOL, Jordi. 1965. Integración y urbanismo. Cuadernos de Arquitectura 60 (2º trimestre), pp. 9-10
unas y otras publicaciones, ya que el diseño y el planeamiento urbano se habían
RAMÍREZ DE LUCAS, Juan. 1964. A la busca de la ciudad perfecta. Arquitectura 62 (febrero), pp.
convertido en el principal tema de debate de esta década a través de las revistas31.
58-64
Pero afortunadamente, se había iniciado una nueva etapa y desde el aprendizaje
27 A
 los artículos publicados en las revistas de
arquitectura hay que añadir los libros de Oriol de las experiencias previas se avanzaba hacia una técnica urbanística propia. Redacción, La. 1965. Editorial. Cuadernos de Arquitectura 60 (2º trimestre), p. 2
Bohigas, Barcelona entre el Pla Cerdà i el
barraquisme. Barcelona, Edicions 62, 1963 y
SÁNCHEZ VIGIL, Juan Miguel (coord.) 2001. La fotografía en España. De los orígenes al siglo XXI.
Francesc Candel, Els Altres catalans. Barcelona, II. De la restauración a la guerra civil. En colección Summa Artis, tomo XLVII. Madrid, Espasa Calpe
Edicions 62, 1963.
BIBLIOGRAFÍA
TERÁN, Fernando de. 1963. Los Planes de Ordenación urbana y la Ley del Suelo. Arquitectura 59
28 J aime Nualart, “Concepto de ciudad”, Cuader- BERNAL, Amparo. 2011. Las revistas Arquitectura y Cuadernos de Arquitectura: 1960-1970. Te-
nos de Arquitectura 60 (2º trimestre 1965), p. 13. (noviembre), pp. 38-40
sis de licenciatura. Departamento de Urbanismo y Representación de la Arquitectura. Escuela
29 Mario Gaviria, “La ampliación del Barrio de la
Técnica Superior de Arquitectura de Valladolid
Concepción”, Arquitectura 92 (agosto 1966), p. 2.

30 J ulio Cano Lasso, “La densidad y el tráfico en BERNAL, Amparo. 2012. Paco Gómez, fotógrafo de la revista Arquitectura. RA: revista de arqui-
las ciudades”, Arquitectura 92, (agosto 1966), p. tectura 14, pp. 81-88
71-75.
_____. 2013. Evolución del espacio público. Conferencia presentada en las V Jornadas sobre
31 H
 asta 1965 la revista Cuadernos de Arquitectura
se había mantenido al margen de las publicacio- género, urbanismo y participación, Ayuntamiento de Burgos, Universidad de Burgos, 21 de mayo
nes de urbanismo. A partir de 1965, se generará de 2013
una corriente de diálogo entre la revista catalana
y Arquitectura, que se materializará en las publi- BOHIGAS, Oriol. 1963. Barcelona entre el Pla Cerdà i el barraquisme. Barcelona, Edicions 62
caciones sobre los suburbios y las urbanizacio-
nes de la costa. Un debate que se complemen- BOHIGAS, Oriol. 1964. Cuestionario. Arquitectura 64 (abril), p. 57
taba con el intercambio de experiencias en los
Pequeños Congresos y en la Sesiones de crítica BIDAGOR LASARTE, Pedro. 1960. Urbanismo en España. Arquitectura 15 (marzo), pp. 2-12
de Arquitectura, que durante los años sesenta
tuvieron como contenido principal, el urbanismo. BIDAGOR LASARTE, Pedro. 1964. Situación general del Urbanismo en España (1939-1964).
Cfr. Amparo Bernal, “Las revistas Arquitectura Arquitectura 62 (febrero), pp. 2-31
y Cuadernos de Arquitectura: 1960-1970”, pp.
475-518. CANDEL, Francesc. 1964. Els altres catalans. Barcelona, Edicions, p. 62
Mirar el lugar, construir el paisaje: estrategias Descubrimiento del lugar como paisaje. Lugar vs paisaje1

Hablamos de paisaje y no de lugar porque como Hegel indica: un lugar es un


proyectuales en el paisaje español del siglo XX paisaje en un momento determinado2. Depende de la huella del habitar y de las
condiciones que se van trazando, de reconocer el territorio a partir de su poten-
Look into a Place, Build a Landscape: Design Strategies in the XX-C cialidad virtual, de su capacidad para construirse a través de la arquitectura. Estas
condiciones varían, y con ellas la forma en la que nos relacionamos con nuestro
Spanish Landscape hábitat. De manera que, como símbolo y como realidad física, el paisaje está en
constantemente cambio mientras que el lugar puede permanecer invariable.
María Antón Barco
[Fig. 1] Sergio Sebastián. Miradores estrella de El territorio es el marco en el que la vida y las prácticas sociales se desarrollan y
Cimballa. el medio en el que éstas se producen. Es una realidad física y, a su vez, la repre-
Fuente: cortesía de Sergio Sebastían, arquitecto. sentación que culturalmente nos hacemos de ella; la fisonomía externa y visible de
Resumen / Abstract
una determinada porción de tierra y la percepción individual y social que genera;
Hablamos del paisaje como percepción de un lugar, más concretamente de nuestro entorno, de nuestro hábitat. La mirada al lugar no sólo un tangible geográfico (el lugar) y su interpretación intangible (el paisaje). Con su
reconoce el mundo tal como es, sino que es también, de alguna manera, una construcción de este medio en la forma de un paisaje. Habitar morfología, la de su geografía, lo entendemos como testimonio de un proceso de
un lugar, elegir un punto como observatorio en el que vivir y transformarlo o amoldarse a él, no es otra cosa que construir un paisaje. A
cambio, como la representación o formalización de un orden social y cultural.
través de la arquitectura, que actúa como señal y referencia, somos capaces de recrear el mundo que nos rodea y de establecer nuestra
posición en él. Por ello, las diferentes estrategias de proyecto utilizadas para abordar el lugar y sus trazas no son otra cosa que formas de En otras palabras: un paisaje es cualquier lugar, cualquier realidad física –un valle,
mirar, maneras de construir, no solo un objeto arquitectónico, sino también un paisaje. Lo que en este artículo se intentará demostrar es
pero también la plaza de una ciudad– sobre la que se detenga la mirada. Tanto es
que, en el caso de España, estas estrategias son fruto de las dos formas de ver que la Generación del 98 dejó en herencia al siglo XX. Los
miembros de este grupo construyeron paisajes sobre los lugares a través de una mirada lírica que convertía el lugar en un paisaje fenome-
así, que el Convenio Europeo del Paisaje lo define como: “cualquier parte del terri-
nológico y a través de una mirada simbólica, que construía paisajes metafóricos. torio tal como la percibe la población, cuyo carácter sea el resultado de la acción y
la interacción de factores naturales y/o humanos”3.
This article addresses landscape as the way we perceive a place, more specifically as the way we perceive our environment, our habitat. When looking into
a place one not only recognizes the world in its true form, but also transforms this environment into landscapes. Selecting a location to observe from, to La percepción del lugar depende de factores culturales y sociales. De modo que,
experience in its totality, adapt and transform according to our perception, that in itself is building a landscape. Through architecture, and using that as a llegado este punto, se hace necesaria una breve explicación acerca del origen
basis, we are able to recreate the world that surrounds us and to mark our position in it. Thus, the collection of design strategies that are used to address del término paisaje, bajo la consideración de que lo interesante no son tanto las
the relationship with a place and its traces are nothing more than ways of seeing, ways of building, not only an architectural object but also a landscape.
condiciones históricas de su nacimiento, sino su genealogía etimológica y lógica
This article aims to demonstrate that in Spain, these strategies result from the ideology of the so-called Generation of ’98. The members of this group
sensible que reflejan la manera en la que vemos y habitamos un lugar convirtién-
built landscapes over places through a lyrical gaze that transformed places into phenomenological landscapes and through a symbolic gaze that built
metaphorical landscapes. dolo en un paisaje.

El descubrimiento del lugar como paisaje es un fenómeno tardío de la civilización


Palabras clave / Keywords
que surge en la China del siglo V fruto de las actitudes contemplativas orientales,
Lugar, mirada, arquitectura, s. XX, paisaje fenomenológico, paisaje metafórico. que propiciaron una visión estética de la naturaleza4. En Europa no será hasta el
Place, gaze, architecture, XX-C, phenomenological landscape, metaphorical landscape. siglo XVI –momento en el que la creciente urbanización de determinados sectores
de la sociedad provocó grandes cambios en la relación de la población y su hábi-
tat– cuando aparezca un vocablo similar que designará dos realidades. La primera
pertenecerá a las artes plásticas holandesas y se usará para nombrar un cierto
tipo de pinturas que reflejaban la porción de tierra que la vista cubría. La popula-
ridad de estas escenas de la naturaleza y del espacio urbano se convirtió en una
marca de cultura de las clases medias. La segunda, propia de las lenguas latinas y
germanas, refleja las conexiones sustanciales entre un colectivo humano y sus de-
rechos públicos o de usufructo sobre los recursos naturales de un área delimitada
1 Esta investigación ha sido financiada por el MINE- (Land)5 y la relación de poder que privilegia al espectador sobre lo visto, -scape
CO, HAR2011-28023. puede traducirse como visión y -schaffen como creación. Frente a la visión lírica
2 Citado en Josep. Muntañola, La arquitectura oriental, en Europa las visiones económica, científica y estética van de la mano.
como lugar (Barcelona, Editorial Gustavo Gili,
1974), p. 23. Estas definiciones europeas –que son las más cercanas a la imagen del paisaje
3 Consejo de Europa, Convenio Europeo del Paisaje existente en el imaginario colectivo– se basan en la delimitación de un lugar, de un
(Florencia, 20.X.2000) art. 1a.
observatorio, que separa al espectador del espacio geográfico contemplado. Esta
4 Mathieu Kessler, El paisaje y su sombra (Barcelo-
“es también una forma de relacionar la tradición pragmatista –de raíz técnica– con
na, Idea Books, 2000), pp. 9-17, 74.
la tradición pintoresca –de raíz plástica–, ambas subyacentes en la corriente prin-
María Antón Barco. Arquitecto por la Universidad CEU San Pablo desde 2008 desarrolla su tesis doctoral en esa misma universidad con una beca 5 Denis Crosgrove, “Observando la naturaleza. El
FPI, labor que compagina con colaboraciones docentes en la USPCEU y en el Politecnico di Milano. Su tesis doctoral, que aplica la metodología de paisaje y el sentido europeo de la vista”, en Boletín
cipal del movimiento moderno positivista”6 que predomina en el siglo XX [Fig. 1].
Aby Warburg al estudio de la arquitectura española del siglo XX, se ha llevado a cabo con estancias de investigación en el departamento de Theory, de la Asociación de Geógrafos Españoles (I, num.
Criticism and History of Architecture del Massachusetts Institute of Technology, en los Archivos de la GSD de Harvard University y en el Warburg 34, 2002), pp. 63-89. Es precisamente de la mano de la sensibilidad pintoresquista cuando el paisaje
Institute de Londres. En paralelo con el ejercicio libre de la profesión participa en varios proyectos de investigación nacionales e internacionales entre 6 Iñaki Ábalos, Atlas pintoresco Vol. 1: el observato-
comenzó a relacionarse con la historia, el carácter y, por tanto, con cuestiones
los que destaca su colaboración con el equipo de la SML House de la Universidad CEU Cardenal Herrera en SOLAR DECATHLON EUROPE 2010. rio (Barcelona, Gustavo Gili, 2005), p. 85. nacionalistas y de identidad. En otras palabras: se convirtió en parte de la memoria
96 colectiva, en tradición. Además, como mito (pseudo) histórico, el discurso del pai- Habitar la piel de toro
ZARCH No.1 | 2013 saje se hizo crucial a partir de finales del siglo XIX para la inclusión de la naturaleza
Paisajes Landscapes Los procesos descritos hasta ahora se han dado prácticamente en todos los
y de lo natural en la modernidad. Los parques nacionales ofrecen un claro ejemplo
estados-nación europeos. La arquitectura y las ciudades españolas no han sido
MARÍA ANTÓN BARCO de este fenómeno: articulan la relación entre una nación y un territorio a través de
ajenas a ellos, a pesar de las particularidades sociales, políticas y económicas de
Mirar el lugar, construir el paisaje: estrategias las expresiones materiales de los paisajes icónicos.
proyectuales en el paisaje español del siglo XX nuestro siglo XX. Cada nación, o incluso cada grupo social, ha intentado definir un
Sin embargo, este proceso no está únicamente ligado a cuestiones nacionalistas; paisaje nacional al que aferrarse. Pero ¿cuál? El hecho de hablar del mismo paisaje
el peso que han adquirido, desde mediados del siglo XX, los llamados valores pai- presupone la habilidad de producir una imagen visual objetiva y desinteresada
sajísticos y el boom de la sostenibilidad como nuevo paradigma, denotan la pre- de un lugar, cosa difícil, ya que la propia definición reconoce la imposibilidad de
ocupación –más estética que medioambiental– de una población mayoritariamente establecer una visión unívoca, al no poder ignorar las respuestas conductuales ni
urbanizada que en verano llena los pueblos que sus padres abandonaron al emigrar las complejas asociaciones culturales y políticas entre el lugar y sus habitantes.
a la ciudad7. El mismo término landscape ecology fue usado por primera vez a fi- Es por eso que lo interesante al aproximarse a este fenómeno, no son los paisajes
nales de la década de 1930 por el geógrafo Carl Troll para referirse a las relaciones genéricos o específicos imaginados por estas comunidades, sino el proceso de
[Fig. 2] Vegaviana. Fotografía de Joaquín del
que se forman entre una comunidad de seres vivos y un lugar. Si se es fiel a su uso formación, la forma de mirar inherente a cada grupo cultural.
Palacio (Kindel).
original puede reconocerse el carácter burgués del ecologismo actual, al entender
Fuente: Miguel Centellas. Los pueblos de coloni-
que es este grupo el que establece las relaciones más trascendentales con su zación de Fernández del Amo, Arte, arquitectura
En el caso de España la mirada al lugar comienza a ser una constante en el mundo
medio. O dicho de otro modo: la sociedad burguesa, valiéndose de la autoridad y urbanismo. Colección Arquitesis. Fundación cultural desde finales del siglo XIX. Giner de los Ríos dirige su mirada a Castilla,
Caja de arquitectos.
que la ecología tienen como disciplina científica, ha impuesto su visión del entorno. y la Generación del 98 le sigue, dejándonos en herencia una visión del paisaje
todavía vigente15. Miran para identificarse culturalmente con un lugar y para crear
Por otro lado, aunque construir un objeto arquitectónico no es condición esencial un modelo propio de belleza artística, un paisaje. Su literatura conforma una serie
para la construcción de un paisaje; “habitar es construir, definir unos límites, sepa- de paisajes imaginados sobre lugares reales, en el que el paradigma cultural lla-
rar el mundo de los otros del propio”8. Podría decirse que un lugar solo se desvela, mado Castilla –una geografía imaginada que prestaba poca atención a sus límites
solo se convierte en paisaje, cuando existe una construcción que actúa como geográficos– es el elemento que ofrece el menor interés. Por el contrario, sí resulta
señal, como referencia, que supone una visión del mundo, su recreación9. significativo que su elección fuese más allá del tradicional vergel o de la exótica
visión que los extranjeros tenían de España.
No es que nos hayan acostumbrado a pensar la arquitectura en función del lugar;
entendiendo que en él podríamos encontrar las claves con las que abordar el pro- La pluralidad de los miembros de este grupo hace imposible definir de un paisaje,
yecto, como dicen Ábalos y Herreros; es que la arquitectura y el lugar se ligan a tra- o el paisaje castellano. Lo que les une es la manera de mirar, y esto es lo que he-
vés del paisaje. Un proyecto pertenece a un lugar y construye un paisaje, también redaremos. Mientras que Machado o Azorín se centran en los paisajes naturales
cuando decide ignorar esta condición local. Todo objeto, por abstracto que sea, en la obra de Unamuno, hay frecuentes descripciones y evocaciones de conjuntos
reconoce de alguna manera en su organización interna cierta localización y cuan- urbanos. De este modo, incluso la dualidad ciudad-naturaleza que marcará un
do no lo hace es porque metafóricamente está construyendo una nueva10. Incluso futuro debate arquitectónico, queda reflejada en su obra.
cuando la tecnología se convierte en un proceso autónomo, y aparentemente se
7K
 essler, El paisaje y su sombra, pp. 9-17.
elude la confrontación con el territorio11, la condición de artificialidad inherente a En todo caso, tampoco interesan las imágenes simbólicas creadas, asociadas a
8M
 anuel Gallego, “Consideraciones sobre el uso y estos paisajes imaginados. Lo llamativo no son tanto las colinas plateadas testigos
cualquier paisaje12 hace que el elemento arquitectónico funcione como un paisaje
el lugar”, en Anotaciones al margen (Barcelona,
Editorial Gustavo Gili, 2007), pp. 11-15. autónomo. El reconocimiento de esta artificialidad ofrece una respuesta al proble- de glorias pasadas16, sino cómo estas fueron creadas. Lo realmente fascinante es
ma de la técnica enunciado por Juan Miguel Hernández de León e Iñaki Ábalos la forma en la que las imágenes del paisaje se construyeron sobre los lugares de
9M
 artín Heidegger, “Construir, habitar, pensar” en
Conferencias y Artículos. (Barcelona, Ediciones y refleja “la incorporación de las nuevas formas de comprensión de la naturaleza una manera similar a como los arquitectos construyen arquitectura.
del Serbal, 2001), pp. 127-142.
como un elemento técnico”13.
En todos los miembros del grupo hay una doble mirada. La primera corresponde a
10 P
 eter Eisenmann, Giuseppe Terragni: transfor-
mations decompositions critiques (New York, En el siglo XIX, la arquitectura inició procesos, todavía hoy difusos, en los que la la estética, a lo que podríamos denominar una visión lírica u objetiva del paisaje. El
Monacelli Press, 2003). campo castellano será contemplado de una manera objetiva, describiendo su du-
definición tradicional se pierde, en los que hay un interés creciente por incorporar
11 Juan Miguel Hernández de León, “La resonan- una cierta condición naturalista tanto en los aspectos geométricos y compositivos, reza y su aridez y resaltando su pobreza, construyendo así un paisaje fenomenoló-
cia del lugar. Arquitectura contemporánea y
contexto”, en Arquitectura y ciudad. La tradición como en los constructivos. Existe una sensibilidad medio(ambiental) que busca a gico. La segunda, simbólica, es paradójicamente la que mejor refleja la sensibilidad
moderna entre la continuidad y la ruptura, AA.VV. través de la complejidad formal o constructiva la respuesta a los nuevos valores y pintoresquista que convierte el lugar en metáfora del pasado histórico de Castilla o
(Madrid, Círculo de Bellas Artes, 2007), pp.
problemas planteados por la sociedad. de realidades más íntimas que se hacen presentes a través del lenguaje figurado,
11-47.
las denominadas geografías emocionales [Fig. 2].
12 Iñaki Bergara, “Nuevos paisajes, nuevas mira- Ya no solo interesan las relaciones entre arquitectura y lugar entendidas como la
das”, en Proyectos integrados de arquitectura,
manera en que esta se coloca en un determinado espacio. Interesa entender la Como se intentará demostrar, estas dos miradas –que construyen y abarcan todas
paisaje y urbanismo (UNIZAR, 2011). http://ifc.
dpz.es/recursos/publicaciones/31/76/_ebook.pdf materialización de las distintas etapas y mecanismos del proceso de transforma- las acepciones de paisaje– estarán presentes en la arquitectura española durante
(consultado el 10/02/2013). ción del territorio en espacio, del lugar en paisaje. Esta relación viene definida en 15 Eduardo Martínez de Pisón. “Imágenes del el siglo XX. No es el propósito de este artículo realizar un catálogo de tipos, sino
paisaje en la Generación del 98” en Treballs de
13 Ábalos, Atlas pintoresco Vol. 1. la mayor parte de los casos por un contextualismo tradicional y de esta convicción la Societat Catalana de Geografia, num. 46, vol.
entender a través de unos pocos ejemplos, que las estrategias proyectuales en el
14 Iñaki Ábalos y Juan Herreros, “Una nueva na- nacen muchas de las formas de anclaje al lugar, desarrolladas en las últimas dé- XIII, pp. 197-217. lugar español pueden enmarcarse en la construcción de un paisaje fenomenoló-
turalidad (7 micromanifiestros)” en Otra Mirada. cadas: desde las de raíz fenomenológica hasta actitudes que parten de la escuela gico o de un paisaje simbólico17. Estas son dos categorías integradoras que dan
16 Antonio Machado, Campos de Castilla (1912).
Posiciones contra crónicas, Manuel Gausa y
Ricardo Devesa (Eds) (Barcelona, Gustavo Gili, de Fráncfort, pasando por la influencia de Bergson a la estructuralista del genius 17 Hernández de León, La resonancia del lugar, cabida a multitud de operaciones de transformación del medio que en ocasiones
2010), pp. 252-257. loci14. Sin embargo, como se verá, la relación con el sitio va mucho más allá. pp. 11-47. pueden enmarcarse en las fronteras y solapes existentes entre ambas miradas.
La mirada lírica

La emocionada captación de la belleza del paisaje castellano, la mirada lírica o [Fig. 5] Iñaki Ábalos, Juan Herreros, Ángel
estética, fruto de aquel amor a la naturaleza, está implícita en la génesis del térmi- Jaramillo. Planta de tratamiento de residuos
urbanos en Valdemingómez.
no paisaje. Estética tiene en este contexto dos sentidos: la acepción neutral, en el
Fuente: El Croquis. Madrid, El Croquis Editorial,
sentido de impresión sensorial, de un ojo que registra las cualidades formales de
2001, num. 106-107, pp. 268-285.
una superficie y una acepción evaluativa de la belleza18. En palabras de Adorno: “la
belleza natural es la alegoría del más allá de la sociedad burguesa, de su trabajo [Fig. 6] Torres Elías, Martínez Lapeña. Interven-
y de sus mercancías”19. Esta mirada sublime, si quiere decirse así, está presente ciones en el castillo de Ibiza.
en el Cementerio de Finisterre de Cesar Portela, donde los volúmenes en los que Fuente: Intervenciones en el Castillo de Ibiza.
Nueva escalera de acceso y sala de exposición.
[Fig. 3] Cesar Portela, Cementerio de Finiste- se agrupan los nichos rompen el habitual esquema cerrado de las necrópolis para Elías Torres and Martinez Lapeña 1988-1993 / El
rre, 2002. disolverse en el lugar, donde su presencia continua se lleva más allá. En palabras Croquis 61, pp. 82-93.
Fuente: DPA: Documents de Projectes d’Arquitectu- del propio Portela: “la ilimitada extensión del mar y el cielo constituyen el escenario
ra, 2002, núm. 18, pp. 28-31.
en el que se sitúa y se compone este proyecto de cementerio. El cementerio, el
Bajo esta estrategia podríamos enmarcar los proyectos que desaparecen en el
mundo de los muertos, entendido así, es una red de caminos que se extienden
[Fig. 4] Sixte Illescas, Casa Vilaró. lugar, que tienen una vocación de mímesis, ya sea por su relación con el terreno o
por el acantilado. El terreno no se mueve, el territorio no se modifica, el paisaje se
Fuente: Sixte Illescas Arquitecto (1903-1986) por el uso de los materiales; proyectos cuyo proceder es similar a aquel que Joan
De la Vanguardia al olvido. Barcelona, Col-egi transforma”20 [Fig. 3].
d’Arquitectes de Catalunya.
Miró expuso cuando le preguntaron el porqué de la transparencia de los individuos
Sin llegar a estos extremos, esta mirada es una constante de las clases medias. de sus cuadros y respondió: “¡Pues bien! Porque aquí empecé por el fondo”21.
El aprecio estético de la naturaleza es una experiencia, un lujo de aquellos que no
Un ejemplo claro de esa voluntad de invisibilidad se aprecia en los primeros foto-
la viven como su cotidianidad, es decir, de los urbanitas que no están atados a las
montajes de la Planta de tratamiento de residuos de Valdemingómez de Ábalos y
servidumbres del trabajo del campo. Esta no es la mirada de la vivienda tradicional
Herreros (2000). El edificio se mimetiza con su lugar –que en su condición margi-
rural, que más que enmarcar un lugar, una vista, intenta construir un núcleo de
nal podría no tener valor como paisaje– a través de una cubierta vegetal. En este
población que mira a la calle o al patio. La vivienda de las clases medias se con-
proyecto, la cubierta actúa como un plano que duplica la realidad del lugar que
figura para enmarcar una vista de recreo, un jardín. Esta mirada burguesa es una
lo rodea. Lo hace además a lo largo del tiempo, ya que es capaz de cambiar, de
constante y está presente en la arquitectura residencial incluso en los momentos
volverse verde en primavera y ocre en verano, para adaptarse a los cambios que
en los que la arquitectura ignora el lugar. Podemos verla en la Casa Vilaró de Sixte
lo convierten en paisaje.
Illescas (1929),en la Casa Hugalde de Coderch (1951-53), en Sota y su urbanización
en la Alcudia (1984), en la Casa de Blas de Alberto Campo (2000) o en la Casa Un plano mimético también –pero en este caso estático– es el Proyecto de renova-
Horizonte de Jesús Aparicio (1998-2006). La lista sería interminable aunque quizás, ción del castillo de Ibiza de José Antonio Martínez Lapeña y Elías Torres (1991). La
los proyectos que mejor reflejan esta postura sean la Petite Maison (1922-24) que entrada a las escaleras aparece como una rasgadura –como en un cuadro de Lucio
Le Corbusier construyó en el lago Lemán, y que con su ventana en el muro define Fontana– en un muro de piedra del marés que se funde con el paisaje del castillo.
a la perfección esa cualidad de observatorio y la Casa Malaparte (1937) en la que
El racionalismo discreto, en el que podrían enmarcarse estos dos proyectos, ha
la ventana que mira al mar está rodeada por un marco de madera que contrasta
demostrado su sensibilidad hacia el lugar y su materialidad, la luz y la sombra. Am-
con el blanco de las paredes y el mobiliario [Fig. 4].
bos entienden la relación existente entre un territorio –la ciudad de Ibiza y el solar
18 C
 rosgrove, Observando la naturaleza, p. 72.
Como se ha visto al realizar la génesis del término, desde los años 60 del siglo pa- del vertedero– que el hombre ya ha sometido al orden racional y sus arquitecturas,
19 T
 heodor Adorno, Teoría estética (Madrid, Taurus,
sado, y de la mano de la ecología, esta mirada lírica burguesa ha llevado al máximo 21 Joan Miró, “Entrevista con Yvon Taillandier XXe que atentas a su exterior, a la artificialidad que las rodea, se sensibilizan, se diluyen
1971), pp. 24-96.
los argumentos estéticos de preservación del paisaje, que se convierte así en un siècle, 1974” en Escritos y Conversaciones, y se aproximan a ese orden. Es en esos territorios, en esas fronteras complejas,
20 C
 ésar Portela, “Cementerio de Finisterre” en (Valencia/Murcia, ICVAM/Colegio Oficial de Apa-
DPA: Documents de Projectes d’Arquitectura
modelo formal. Desde esta óptica, la arquitectura ya no solo mira al paisaje, tiende rejadores y Arquitectos técnicos de la Región de
unas veces sutiles, otras tensas, donde se configura la construcción del paisaje y
(2002, núm. 18), pp. 28-31. a desaparecer en él para reconocer su belleza. Murcia, 2002), p. 373. donde es más fácil reconocer esta mirada [Figs. 5-6].
100 Quizás este racionalismo –por lo razonable como diría Luis Lacasa22– haya sido uno
ZARCH No.1 | 2013 de los puntos que ha definido la arquitectura española del siglo XX frente a la comu-
Paisajes Landscapes
nidad internacional. En nuestro país hay numerosos proyectos que ejemplifican el
MARÍA ANTÓN BARCO deseo de anclarse en la realidad física y en la memoria de un lugar, así como de la
Mirar el lugar, construir el paisaje: estrategias búsqueda de la materialidad, de cualidades táctiles. Esta arquitectura discreta, ape-
proyectuales en el paisaje español del siglo XX
gada al contexto, a la tradición y a la tipología, tiene su origen en una mirada lírica y
adusta, que reconoce las oportunidades de un lugar para transformarse en paisaje.

Esta mímesis también está relacionada con proyectos en los que la imagen del
paisaje y su materialidad superan lo iconográfico como motivo figurativo esteticista,
histórico o ecológico para dar paso a una utilización programática de la imagen de
los materiales. La experiencia sensible de la arquitectura, la aproximación fenome-
nológica de los materiales, construye un paisaje matérico frente a la abstracta defi-
nición intelectual de la mirada simbólica. Esta mirada construye un paisaje fenome-
nológico, un concepto del habitar ligado a la localización, a la dimensión cultural, y
que tiene ciertas connotaciones tradicionalistas o conservadoras. El hueco, la piel
o el alero, si se abstraen, sirven para hablar de un interior y un exterior, de una se-
paración, de un umbral, de un velo, de un límite o piel, de un muro que nos protege. [Fig. 9] Jose Antonio Corrales, Ramón Vázquez
Molezún. Pabellón de España en la Exposición
[Fig. 7] Alejandro de la Sota. Vivienda en la
Por ello, “nos preguntamos acerca de los materiales que trascienden su propia Universal de Bruselas de 1958.
calle del Doctor Arce. Madrid, 1955.
atribución constructiva para asumir un papel determinante de la esencia de una Fuente: Andres Cánovas (Ed.) Pabellón de Bru-
Fuente: Archivo de la Fundación Alejandro de la
obra […] materias que por su condición intrínseca o por la subversión de la misma selas’ 58. Corrales y Molezún. Madrid: Ministerio
Sota, (http://archivo.alejandrodelasota.org/es/
de Vivienda - Departamento de Proyectos de la
original/project/131). misión que se le encomienda, dotan a la arquitectura de claves que por sí misma ETSAM.
explican su lógica puramente corpórea. Materias cuya literalidad es más que evi-
dente”23. Este uso de los materiales, tan español, estuvo en algunos momentos que nos acercan a África y que tienen reflejo en una arquitectura que siempre mira
impuesto por las especificidades políticas y económicas: la posguerra afectó a la al clima, que busca la sombra, que se esconde tras celosías de las viviendas en la
forma de construir ya que la carestía de materiales obligó a usar lo que estaba a Barceloneta de Coderch (1951) o en los cuadros de Sorolla, que muestra el pudor
mano, proceso que además se tiñó de ideología al plantarse como una reivindica- de esas mujeres que no llevan velo, pero que van a misa con mantilla.
ción de lo vernáculo. El hecho de que esta fenomenología del material continuara,
y hoy se considere tradición, ha de ligarse de nuevo a la mirada lírica, más que a la También está presente el elemento introspectivo en el que el lugar se transforma
componente simbólica que se asocia a los materiales. en paisaje al teñirse con nuestros sentimientos. Entonces, esta proyección personal
hacia el exterior se mezcla con la invasión del exterior hacia nuestra intimidad. Las
Los muros de ladrillo, de piedra, de hormigón, son capaces de acercarnos a un opiniones sobre el lugar que nos rodea ya no versan sobre sus cualidades estéticas,
lugar. Las ondulantes geometrías de la arquitectura española nos recuerdan a las sino sobre su percepción global, sobre su experiencia, sobre la relación entre el inte-
colinas plateadas de las que Machado nos habla. La fachada para la vivienda en rior y el exterior cuando la arquitectura no es solo un marco. En todos estos procesos,
la calle del Doctor Arce de Alejandro de la Sota (1953-64) es muy similar al paisaje que en muchas ocasiones se resumen en la relación interior-exterior, la epidermis de
sobre el que cae muerto el miliciano que fotografía Robert Cappa; ambas presen- la arquitectura juega un papel fundamental. Sin embargo el material tiene aquí menos
tan una superficie descarnada, del color de la tierra, con una textura rugosa y una importancia ya que todas las transiciones se realizan, en la mayor parte de los casos,
geometría ondulante. De manera parecida, las columnas del Pabellón de Bruselas a través de una fachada que adelgaza o engorda, se abre o cierra, se rasga.
de Corralez y Molezún (1958) van más allá de una simple metáfora del elemento
vegetal que funciona como soporte, son capaces de aunar técnica, material y me- Como apunta Juan Miguel Hernández de León este paisaje metafórico no es solo
táfora para crear un ambiente que respondía a las necesidades del momento, sin un intento de desvelar o de entender la virtualidad de un lugar mediante la arquitec-
olvidar la memoria [Figs. 7-8-9]. tura, sino una auténtica reinterpretación de los significados mediante la activación
[Fig. 8] Robert Capa. Muerte de un soldado
miliciano. de los conflictos virtuales de su asentamiento. Es un intento de convertir en metá-
Fuente: Vu número 447, 1936. fora la dimensión formal de la arquitectura, que ya no es una adaptación al proce-
La mirada simbólica
so constructivo, como en el sistema clásico, sino una liberación de su dimensión
Desde la memoria el lugar se convierte en un símbolo y puede actuar como un expresiva para construir nuevas metáforas que entren en resonancia con el sitio
medio de expansión cultural en el sentido más amplio del género; ya no es solo concreto24. En ocasiones los arquitectos no encuentran el paisaje que buscan en
una cuestión de color, textura, terreno o material, sino que depende también de la ese lugar, y la arquitectura niega ese territorio y se cierra a él para crear un paisaje
huella del habitar y de las condiciones que se van trazando. distinto, ajeno a la memoria, en el que librarse de la historia para dar rienda suelta
22 L
 uis Lacasa “Encuesta sobre la profesión a una nueva experiencia.
realizada por la Gaceta Literaria” en Arquitectura Para la Generación del 98 el carácter simbólico del lugar no consistió únicamente
española contemporánea: documentos, escritos,
en la búsqueda de un pasado glorioso en los elementos del territorio. Fue una Un ejemplo poco o nada conocido es el proyecto de Saénz de Oíza, Improvisación
testimonios inéditos. Ángel Urrutia coord. (Ma-
drid, Universidad Autónoma de Madrid, 2002). herramienta que permitió reflexionar, entre otras muchas cosas, sobre el carácter para una casa entre pinos (1995), formado por un volumen cilíndrico elipsoidal de
23 F
 ernando Espuelas, Madre materia (Madrid, europeo o africano del país. El “África empieza en los Pirineos” no habla únicamen- 24 Hernández de León, La resonancia del lugar, dos plantas revestido de mármol blanco. Un camino frontal se dirige a la puerta a
Lampreave, 2009). te del aislamiento y retraso español, sino de los aspectos climáticos y culturales p. 30. través del eje de simetría de la vivienda; franqueando este recorrido tenemos un
102 murete bajo, a modo de asiento; y custodiando lo puerta de entrada, un cilindro a GALLEGO, Manuel. 2007. Anotaciones al margen. Barcelona, Editorial Gustavo Gili, 2007
ZARCH No.1 | 2013 modo de columna –de hito paisajístico– que parece anunciarnos el comienzo de HEIDEGGER, Martin. 2001. “Construir, habitar, pensar” en Conferencias y Artículos, pp. 127-142.
Paisajes Landscapes
un paisaje interior muy diferente en el que se desarrollará la vida doméstica. El vo- Barcelona, Ediciones del Serbal
MARÍA ANTÓN BARCO lumen de la vivienda es hermético, apenas hay huecos y los que aparecen tímida-
HERNÁNDEZ DE LEÓN, Juan Miguel. 2007. “La resonancia del lugar. Arquitectura contemporá-
Mirar el lugar, construir el paisaje: estrategias mente dibujados en la maqueta no sabemos si llegaran a existir. La única relación
proyectuales en el paisaje español del siglo XX nea y contexto”. En AA.VV.: Arquitectura y ciudad. La tradición moderna entre la continuidad y la
con el exterior viene a través de la luz, que tamizada por los pinos, se cuela por los
ruptura, pp. 11-47. Madrid, Círculo de Bellas Artes
patios interiores. Es el paisaje interior donde se desarrollaría la vida doméstica. Su
relación con el lugar se fundamenta en su oposición a este [Fig. 10]. KESSLER, Mathieu, 2000. El paisaje y su sombra. Barcelona, Idea Books

En otras ocasiones algunos elementos del edificio son un mundo en sí mismo, su MARTÍNEZ DE PISÓN, Eduardo. “Imágenes del paisaje en la Generación del 98” En Treballs de la

propio paisaje. El proyecto arquitectónico queda validado, en tanto que propon- Societat Catalana de Geografia, núm. 46, vol. XIII, pp. 197-217

ga una redescripción del lugar; que construya un paisaje. La fachada de la Casa MACHADO, Antonio. Campos de Castilla. 1912
Meridiana de Oriol Bohigas (1965) es uno de estos ejemplos. Crea una topografía
MUNTAÑOLA, Josep: La arquitectura como lugar. Barcelona, Editorial Gustavo Gili, 1974
particular, que sirve de fondo al transeúnte y que actúa como referente en su pe-
regrinar por la ciudad [Fig. 11]. MIRÓ, Joan. 2002. “Entrevista con Yvon Taillandier XXe siècle1974” En Escritos y Conversaciones,
Valencia, Murcia, ICVAM, Colegio Oficial de Aparejadores y Arquitectos técnicos de la Región de
Desde el punto de vista simbólico, el lugar ha dejado de ser ese fondo neutro sobre
Murcia
el que destacan objetos artificiales arquitectónicos, más o menos vocacionalmente
escultóricos, para pasar a ser objeto de interés primario, foco de la atención del ar- MONEO, Rafael. 2004. “El croquis. 1967-2004 Antología de urgencia = Imperative Anthology”.
[Fig. 10] Francisco Javier Saénz de Oiza. Im- Madrid, El croquis
provisación para una casa entre pinos, 1995.
quitecto. Así, modificado el punto de vista, el lugar pierde su inercia y se convierte
en un paisaje que puede proyectarse, lo que lo convierte en un ente artificial. PORTELA, César. 2002. “Cementerio de Finisterre”. En DPA: Documents de Projectes d’Arquitectura,
Fuente: Federico Climent Guimerá. F. J. Sáenz de
Oíza, Mallorca, 1960-2000: proyectos y obras. 2002, núm. 18, pp. 28-31
Palma de Mallorca: Govern Balear, Direcció Concluyendo, podríamos decir que la construcción de un paisaje supone operaciones
General d’Arquitectura i Habitatge, 2001. selectivas de transformación de un lugar para adecuarlo al uso, a la experiencia esté- QUETGLAS, Josep, 2004. Artículos de Ocasión. Barcelona, Gustavo Gili
tica humana y a los valores, memoria y sensibilidades de la sociedad que lo habita.
SOLÀ MORALES, Ignasi. “Paisajes”. En Annals d’arquitectura, Escola Tècnica Superior d’Arquitectura

En el último siglo hemos pasado de “el paisaje es el aire que respiramos” de Ale- de Barcelona 2001, núm. 7. http://hdl.handle.net/2099/2199 (consultado el 03/02/2013)

jandro de la Sota, a la “arquitectura es el aire que respiramos” de Rafael Moneo25. SOSTRES, José María. 1983. Opiniones sobre arquitectura. Valencia: Colegio Oficial de Apareja-
Esta disolución de la oposición natural-artificial, conlleva un programa de trabajo dores y Arquitectos Técnicos
que no es otro que el de (re)describir, construir, a través de la arquitectura, la posi-
SOTA, Alejandro de la. 2002. “Algo sobre paisajes y jardines” En Escritos, conversaciones confe-
ción del hombre contemporáneo frente al mundo”26. Esta construcción se realiza a
rencias. Barcelona: Gustavo Gili/Fundación Alejandro de la Sota
través de miradas líricas y simbólicas que se materializan en la arquitectura, mos-
trando la pertinencia del trabajo del arquitecto. TESSER OBREGÓN, C. 2000. “Algunas reflexiones sobre el significado del paisaje para la geogra-
fía”. En Revista de Geografía. Norte Grande, núm. 27, pp. 19-26

URRUTIA, Ángel (coord.). 2002. Arquitectura española contemporánea: documentos, escritos,

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[Fig. 11] Oriol Bohigas. Edificio de viviendas
en la Avenida Meridiana. Fotografía de Josep WHISTON SPIRN, A. 2000. “Ian McHarg, Landscape Architeclure, and Environmentalism”. En
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25 A
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26 Á
 balos y Herreros, Una nueva naturalidad, pp.
252-257. FORMAN, R.T.T.; GODRON, M. 1986. Landscape ecology. New York, John Wiley & Sons
Oteiza y la construcción del Paisaje: Jorge Oteiza ha sido y es uno de los artistas que más se ha relacionado, de di-
versos modos y con diferentes grados de intensidad, con el mundo arquitectónico

intervenciones desde la arquitectura español de la segunda mitad del siglo XX. En los años cincuenta esta interacción
con lo arquitectónico es clave para entender la evolución de su pensamiento, coin-

en los años 50 cidiendo con el periodo creativo más prolífico e intenso de su carrera. La síntesis
y la colaboración entre arte y arquitectura fue una cuestión que se respiraba en el
ambiente cultural español de esa década. El trabajo común de la arquitectura y las
Oteiza and the construction of the Landscape: interventions artes fue una de las causas fundamentales para el rápido avance cultural que se
through architecture during the 50’s produjo, puesto que ambas disciplinas lograron desligarse de estilos eclécticos o
clásicos justificados desde la tradición, avanzando en el camino hacia la abstrac-
ción y retomando el desarrollo del lenguaje moderno interrumpido por la Guerra
Emma López-Bahut Civil y congelado en la postguerra de los cuarenta.

Entre 1948 y 1960 Oteiza desarrolló sus investigaciones más importantes en torno
Resumen / Abstract al espacio, obteniendo resultados conclusivos fundamentales. Sus trabajos co-
menzaron en inicial primitivismo, herencia de su estancia en Latinoamérica, hasta
Se analizan los proyectos arquitectónicos relacionados con el paisaje natural en los que Jorge Oteiza participó, junto a distintos arquitec-
alcanzar, en apenas diez años, una abstracción basada en el espacio al cual dota
tos, a lo largo de los años cincuenta. El punto de partida es el estudio que realiza sobre el paisaje en su libro Interpretación estética de la
estatuaria megalítica americana (1952), estableciendo relación con el Monumento al prisionero político desconocido. A continuación, desde de unas propiedades metafísicas. Durante estos años se produce un intenso de-
el material conservado en su archivo personal, estudiamos su intervención en la basílica de Aránzazu y en el proyecto para una capilla del sarrollo de su escultura y pensamiento. Existe un punto de inflexión en 1957, tras
Camino de Santiago, confrontándose las diferentes reflexiones de Oteiza sobre el lugar de estos proyectos arquitectónicos, que se co- recibir el premio como mejor escultor en la IV Bienal de São Paulo. A partir de ese
nectan con la lectura del libro Saber ver la arquitectura de Bruno Zevi. Su trabajo en los montes de Aguiña (Navarra), con el arquitecto Luis momento, su investigación comienza a concluir, llegando a anunciar en 1960 su
Vallet, es la clave para entender su evolución escultórica y arquitectónica. Establece una nueva relación con el paisaje en el que se plantea abandono de la escultura. Al mismo tiempo mantiene una intensa colaboración
el proyecto, produciéndose un avance en sus ideas espaciales, que se reflejaron en sus esculturas, escritos y proyectos arquitectónicos
con el campo de la arquitectura. Es un hecho que Oteiza estaba inmerso en el
posteriores. Oteiza se sirve de experiencias y cuestiones arquitectónicas para definir la relación con el paisaje natural en el que trabaja.
Además, se establecen relaciones con obras de land art, como por ejemplo de Richard Serra, entendiendo alguno de estos proyectos
ambiente arquitectónico de la década de los años cincuenta y no solo como mero
como precedentes. observador desde su obra escultórica, sino como activo creador.

The architectural projects related to the natural landscape in which Jorge Oteiza worked with several architects during the 50’s are being analysed.
La arquitectura modifica y, al mismo tiempo, construye el lugar. Y en ese proceso,
The starting point is the study of landscape that Oteiza developed in the book Interpretación estética de la estatuaria megalítica Americana [Aesthetic al enfrentarse con un contexto previo y cambiarlo, también las personas que ejecu-
Interpretation of the American Megalithic Statuary] (1952), where he established a connection with the Monument to the Unknown Political Prisoner. tan esa acción se ven afectadas y sus pensamientos influidos. Y Oteiza no es ajeno
Then, Oteiza’s intervention in the Basilica of Aránzazu and the project of a chapel in the Camino de Santiago are studied on the basis of material held in a esta influencia. Repasando los proyectos arquitectónicos en los que participó en
his personal archives, and by doing this, Oteiza’s reflections on the location of these architectural projects are compared and also linked with the reading esa década, comprobamos que mantuvo diferentes estrategias respecto al lugar
of Bruno Zevi’s book Architecture as Space. How to look at Architecture. His work with the architect Luis Vallet in the hill of Aguiña (Navarra) is the key
en el que iban a situarse, especialmente si se trataba de un entorno natural de
to understand Oteiza’s sculptural and architectural evolution. It established a new relationship with the landscape where the project is located, and as a
potentes características paisajísticas.
result, his spatial ideas evolved, having an effect in his following sculptures, writings and architectural projects. Oteiza made use of own experiences and
architectonic issues to redefine the relation with the natural landscape he works with. Moreover, relations are made with land art projects, such as Richard
Por ello, planteo un análisis de cuatro proyectos relacionados directamente con
Serra works, understanding some of these as precedents.
el paisaje, a modo de recorrido, de evolución explicada desde sus palabras: “Hay
idas y regresos en el paisaje... el paisaje es un estado del alma. En verdad que es
Resumen / Summary
un estado desolado del alma el que obliga al hombre a su ingreso en el paisaje.
Oteiza, paisaje, arquitectura, escultura, espacio, land art. Y otro estado del alma el del hombre que regresa victorioso del paisaje”1. Analizo
Jorge Oteiza, landscape, architecture, sculpture, space, land art. los cuatro trabajos en emplazamientos naturales, cuatro idas en el paisaje, de las
cuales solamente en la intervención en el paisaje de Aguiña (Navarra), junto con el
arquitecto Luis Vallet, la considero “victoriosa” pues Oteiza fue capaz de extraer del
proceso de intervención en el lugar conceptos fundamentales para concluir su in-
vestigación, tanto escultórica, las cajas vacías y metafísicas, como arquitectónica,
el monumento a José Batlle en Montevideo.

Ecos del paisaje lejano de San Agustín: el Monumento al prisionero


político desconocido

En 1952 Oteiza publica el libro Interpretación estética de la estatuaria megalítica


1 Jorge Oteiza, Interpretación estética de la esta- americana, en el que recoge su experiencia y reflexiones sobre su viaje a los Andes
tuaria megalítica americana (Madrid, Ediciones de
Emma López Bahut. Doctora arquitecta por la Universidade da Coruña (2013) con la Tesis Doctoral: Jorge Oteiza y lo arquitectónico. De la colombianos en 1944. Recorrió la zona ubicada entre los nacimientos de los ríos
Cultura Hispánica, 1952), p. 30. En edición crítica
estatua-masa al espacio urbano. 1948-1960. Máster en Diseño Arquitectónico (Unav, 2004). Arquitecta (ETSAM, 2002). Actualmente profesora
Interpretación estética de la estatuaria megalítica Cauca y Magdalena, en donde se encuentran dos yacimientos arqueológicos: al
ayudante de Proyectos en el Departamento de Proyectos Arquitectónicos y Urbanismo en la Escuela de Arquitectura Técnica Superior de A Coruña
americana. Carta a los artistas de América sobre sur, el de San Agustín, un territorio ocupado con estatuas de piedra; y al norte, el
(UDC). Autora de dos libros: en colaboración con Francisco Calvo Serraller la edición crítica del libro de Jorge Oteiza Ejercicios Espirituales en un el arte nuevo en la postguerra, Mª Teresa Muñoz,
túnel. En busca y encuentro de nuestra identidad perdida (Pamplona, 2011), y De la escultura a la ciudad. Monumento a Batlle en Montevideo. coord.; Joaquín Lizasoain y Antonio Rubio, col.
de San Andrés, con restos de enterramientos decorados con formas geométricas.
Oteiza y Puig, 1958-60 (Pamplona, 2007). (Alzuza, Fundación Museo Jorge Oteiza, 2007). Oteiza analiza estos lugares no desde una perspectiva arqueológica o etnográfica,
106
ZARCH No.1 | 2013
Paisajes Landscapes

EMMA LÓPEZ-BAHUT
Oteiza y la construcción del Paisaje: intervenciones
desde la arquitectura en los años 50

[Fig. 2] Oteiza, Monumento al prisionero polí-


tico desconocido, 1952. En la fotografía tiene
igual importancia lo formal (masa de la estatua
y su sombra) como el vacío que define.
[Fig. 1] Oteiza en el yacimiento arqueológico Fuente: Archivo Fundación Museo Jorge Oteiza
de San Andrés, Colombia, 1944. ID: 20131.

Fuente: Archivo Fundación Museo Jorge Oteiza


ID: 5687. [Fig. 3] Oteiza, bocetos para el Monumento al
prisionero político desconocido, 1952.
Fuente: Archivo Fundación Jorge Oteiza
sino realizando un estudio estético de los restos de la cultura indígena. En el libro ID: DI00072b y DI00151.
describe su viaje y lo documenta con láminas y fotografías de las estatuas que se
encuentran en estos lugares [Fig. 1], intentando dar una respuesta, desde la estéti- [Fig. 4] Lámina 3 de Interpretación estética de
la estatuaria megalítica americana.
ca, a la cultura que modificó el paisaje con esas piedras talladas. Este viaje es clave
Fuente: Jorge Oteiza, Interpretación estética de Se añade un tercer elemento horizontal en cuyo extremo se ubica una figura con
para la construcción de su pensamiento2. Oteiza se encuentra frente a un territorio,
la estatuaria megalítica americana (Madrid, Edi-
ciertos rasgos antropomórficos en referencia al mito griego de la liberación de
un paisaje que es definido por estatuas. ciones de Cultura Hispánica, 1952), lámina 3.
Prometeo. Se intenta establecer una relación con el espectador que queda fuera
2 “Las esculturas descubiertas en San Agustín En el capítulo “El paisaje y el hombre”, apartado que tomaremos como referencia del monumento, buscando trasmitirle sentido espiritual y político. La sustancia de
fueron para Oteiza un paradigma de producción para esta investigación, Oteiza define que “El Paisaje es como un cuerpo múltiple y la propuesta es un vacío definido por las relaciones entre unos mínimos elemen-
artística. Estas obras también tenían un contenido
social y político, además de metafísico, pues repre- sensible, cargado de misteriosas energías y que rueda fatalmente sobre nosotros tos formales, postura contraria a la de la estatua generada desde la extracción y
sentaban las creencias colectivas de una sociedad. con la clave de nuestro propio destino. A formas distintas de hombre corresponden el agujereado de la masa. Tal como Oteiza dibuja [Fig. 3], la activación del vacío6
A través de esta encarnación en mitos, las escul-
distintas interpretaciones del paisaje. Nuevas formas culturales son nuevas formas se produce con mayor intensidad en el espacio interior que en el lugar en el que
turas revelaban su relación con el mundo en una
época y un lugar determinados”. Margit Rowell, del paisaje, diferentes concepciones del mundo, diferentes estilos de arte, distintos se ubicase la pieza, que la propuesta parece ignorar puesto que en las bases del
“Sentido del sitio/sentido del espacio: la escultura recursos y formas de salvación”3. Establece que el paisaje se conforma con tres concurso no se establecía dónde iba a ser emplazada el trabajo ganador.
de Jorge Oteiza” en Oteiza: mitoa eta moderno-
categorías4: la primera, la estabilidad del soporte natural (la montaña, el río, el árbol),
tasuna = mito y modernidad. (Bilbao, Fundación Existen referencias formales entre la propuesta para el Monumento al prisionero
Museo Guggenheim Bilbao, 2004), p. 31. aquello que es percibido como invariable por los habitantes; la segunda abarca
político desconocido y algunas de la imágenes recogidas en Interpretación estéti-
3O
 teiza, Interpretación estética, p. 25. todo aquello que cambia, que hace a la persona ser consciente del transcurrir del
ca de la estatuaria megalítica americana. En la lámina 3 [Fig. 4] hay dos fotografías
4A
 unque este tema queda fuera de esta investiga-
tiempo, del crecimiento y de la muerte; la tercera se refiere al aporte del habitante,
de la iglesia de la plaza de San Andrés, en las que se aprecia que las columnas del
ción señalar que esta caracterización del paisaje que es capaz de superar tanto a lo natural como al tiempo, aquello que perdura
la relaciono directamente con la Ecuación del Ser pórtico se han modelado, quizá por el paso del tiempo o por la mano humana. Su
incluso después de su muerte. Como las estatuas de San Agustín que, de un
Estético, concepto clave en su pensamiento, que forma recuerda a sus unidades livianas, puestas en interacción en el monumento.
define en el capítulo IV de Oteiza, Interpretación modo estético, definen el paisaje y hacen que sus creadores ya desaparecidos,
En esa misma lámina se recogen dos grandes monolitos verticales, las estelas del
estética, pp. 49-63. sobrevivan a su muerte, venzan a la naturaleza y al tiempo y trasmitan su cultura.
Marne, que también recuerdan a los elementos verticales de la propuesta del mo-
5E
 l concurso fue convocado por Institute of
Contemporary Arts (Londres). Oteiza llegó a la Al mismo tiempo que publicaba este libro, Oteiza estaba realizando una propuesta numento. Las fotografías ejemplifican cómo el paisaje lejano queda enmarcado por
fase final, junto con otras 139 propuestas que para el concurso internacional para un Monumento al prisionero político descono- las estatuas o por elementos arquitectónicos, las columnas del pórtico.
se expusieron en la Tate Gallery antes del fallo
cido5 [Fig. 2]. En él desarrolla su investigación de una estatua planteada desde el
del jurado. Reg Burler fue el ganador y fueron El Monumento al prisionero político desconocido no se llegó a materializar, pero
premiados, entre otros artistas, Naum Gabo, Max hiperboloide que surge como consecuencia de su estatua Unidad triple y liviana 6 La activación del vacío, concepto empleado por
años más tarde, en 1965, Oteiza llega a realizarlo parcialmente en el jardín de una
Bill o Barbara Hepworth. Se apostaba claramente (1950) en una línea abstracta, comparada con la estatuaria de Aránzazu que Oteiza Oteiza, se genera cuando este es el protagonista
por la opción abstracta, con propuestas ligadas de la escultura, de la pintura o de la arquitectura; vivienda construida por José Antonio Corrales y Ramón Vázquez Molezún, plan-
estaba desarrollando en paralelo.
a conceptos arquitectónicos (materiales, formas cuando se hace presente el vacío, que es tan teando solo los elementos verticales con una altura aproximada de 7 metros. Ade-
y escala), moviéndose entre la similitud con las importante como la forma. Se trasforma la relación
torres de rascacielos y la creación de un espacio
El monumento conforma un vacío definido por dos elementos formales que bus- entre el vacío-lleno igualando ambos términos, lo
más, otra versión se elaboró en el año 2000, titulada Homenaje al espíritu, ubicada
habitable cerrado. can la máxima liviandad, un sumatorio de hiperboloides que interactúan entre sí. no visible y lo visible, el espacio y la forma. en la plaza de Félix Huarte en Pamplona, en el tercer ensanche de la ciudad, en
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Oteiza y la construcción del Paisaje: intervenciones
desde la arquitectura en los años 50

[Fig. 5] Richard Serra, Afangar, 1990.


Fuente: (jesse garrison, 2010).

el borde de una vía rápida. Tampoco se trata de la propuesta completa de 1952, [Fig. 6] Dibujos de Oteiza sobre la basílica de que se producen desde la escultura, la arquitectura y el paisaje natural que rodea
Aránzazu, 1951.
quedando limitada a dos piezas verticales con una altura de 5,15m realizadas en a la basílica. Podemos entender que Oteiza busca representar, mediante estas
Fuente: Jorge Oteiza, “Idea de la escultura de
bronce y separadas 5 metros. Ninguno de los ejemplos anteriores transmite el sen- relaciones, el equilibrio de tensiones entre todos los elementos, marcando por la
la Nueva Basílica de Aránzazu”, mecanoscrito
tido del monumento original y su relación con el posible lugar en el que se ubicaría. y dibujos. 20 de julio de 1951. Reproducido forma hiperboloide que presenta la escultura del muro, la activación de ese vacío
en Intrusos en la Casa. Arte Moderno, espacio
sagrado. Arantzazu, Assy, Audincourt, Rothko
generado que, junto a la tensión horizontal del friso de los apóstoles, compensan
Encuentro que Afangar (1990) del escultor estadounidense Richard Serra tiene
Chapel, Vence, 1950-1971, Jon Echeverria y las fuerza verticales del paisaje y de la arquitectura. Oteiza está interviniendo des-
mayor relación con los planteamientos de Oteiza que las versiones incompletas Friedhelm Mennekes, (Alzuza, Fundación Museo
Jorge Oteiza, 2007), p. 216. de la estatuaria no solo en la arquitectura, sino directamente en el paisaje.
posteriores del monumento. En la isla de Videy (Islandia) colocó nueve pares de
pilares de basalto negro, de 3 y 4 metros de altura, distribuidos estratégicamente. Dos años después, esta relación con el paisaje se mantiene en sus palabras en
[Fig. 7] Apóstoles para el friso tirados en la
El conjunto trasmite la idea de colonización del territorio y de recorrido (espacio “La escultura en el Exterior”9, un informe justificativo de sus esculturas ante la Co-
cuneta de la carretera de acceso a Aránzazu.
y tiempo), como sucede en muchas de sus piezas. Sin embargo, los elementos misión de Arte sacro de la Diócesis de San Sebastián, exigido por la paralización
Fuente: Jon Echeverría y Friedhelm Mennekes,
verticales se agrupan de dos en dos, como en el monumento propuesto por Otei- Intrusos en la Casa. Arte Moderno, espacio de las obras artísticas de la basílica. De este texto se desprende que los Apóstoles
za, señalando determinados lugares [Fig. 5]. Estos pares de columnas definen un sagrado. Arantzazu, Assy, Audincourt, Rothko
Chapel, Vence, 1950-1971 (Alzuza, Fundación se encontraban ya bastantes definidos y que se estaba centrando en los relieves
espacio, un vacío que es activado y posee su energía en la relación de estos dos Museo Jorge Oteiza, 2011), p. 120. del muro. Las palabras que emplea Oteiza siempre tienen un peso y un significado
elementos formales que enmarcan el paisaje natural, como las columnas en el específico y por ello me parece necesario remarcar que en este informe utiliza ma-
pórtico de la iglesia de San Andrés. En Afangar, Serra establece un puente, otro yúsculas, en la mayoría de ocasiones, cuando se refiere al plano mural que ocupan
más, con la ideas de Oteiza, que, al descubrirlo en 1983, definió como el escultor los relieves y al entorno natural: “Cada imagen desemboca con la inmediata y se
más importante de la primera mitad del siglo XX. cumple en la totalidad del Friso, éste se completa con el Muro, justificándose con
la arquitectura y el Paisaje, orgánicamente. (...) El proceso de trabajo resulta así
Un paisaje vasco: la basílica de Aránzazu bastante complicado y difícil y solamente al final se define todo orgánicamente”.

La basílica de Aránzazu, un lugar sagrado de peregrinación, se ubica en Oñate, en ¿Por qué Oteiza emplea “orgánicamente” para referirse a las relaciones entre ar-
el corazón del País Vasco, entre montañas escarpadas y profundos acantilados. quitectura, escultura y paisaje? No es casual, pues en ese momento estaba traba-
Aunque Oteiza no colabora con los arquitectos Francisco Javier Sáenz de Oíza y jando en el espacio orgánico de la Cámara de Comercio de Córdoba, obra de José
Luís Laorga en la elaboración del proyecto inicial, ganador del concurso para la María García de Paredes y Rafael de La-Hoz, basado en una nueva visión de la
remodelación de la basílica (1950), una vez incorporado al equipo, participa en arquitectura expuesta por Bruno Zevi en Saber ver la Arquitectura. Oteiza lee este
alguna de las decisiones sobre la arquitectura. Se incorpora mediante un supuesto libro10 tras haber trabajado en Córdoba, empapándose de la nueva valoración del
concurso para la escultura del templo, al que presenta su propuesta aportando 9 J orge Oteiza, “La escultura en el Exterior”,
mecanoscrito, diciembre de 1953. Reproducido
espacio como la cualidad fundamental de la arquitectura, y realizando anotaciones
un texto, “Idea de la escultura de la Nueva Basílica de Aránzazu”7, y dos bocetos en Intrusos en la Casa. Arte Moderno, espacio con las que pone en relación sus apóstoles, la activación del vacío y con el lugar
7 Jorge Oteiza, “Idea de la escultura de la Nueva escultóricos que no se conservan. Además de explicar su escultura, reflexiona sagrado. Arantzazu, Assy, Audincourt, Rothko
en el que actúan: el paisaje. Lo orgánico como un nuevo modo de establecer rela-
Basílica de Aránzazu”, mecanoscrito y dibujos. 20 Chapel, Vence, 1950-1971, Jon Echeverría y
sobre el carácter de la arquitectura señalando que los arquitectos han empleado
de julio de 1951. Reproducido en Intrusos en la Friedhelm Mennekes, (Alzuza, Fundación Museo ciones en la arquitectura y, como había comprobado en Córdoba y leído en Zevi,
la sección áurea y que, por ello, en sus esculturas él también se basará en esa
Casa. Arte Moderno, espacio sagrado. Arantzazu, Jorge Oteiza, 2007), pp. 287-8. también en el arte.
Assy, Audincourt, Rothko Chapel, Vence, 1950- proporción, aunque anteriormente había rechazado este sistema de proporcio- 10 Bruno Zevi, Saber ver la arquitectura: ensayo
1971, Jon Echeverría y Friedhelm Mennekes,
nes8. En los dibujos que acompañan al informe [Fig. 6] se refleja su estudio de las sobre la interpretación espacial de la arquitec- Sin embargo, la fachada de la basílica queda sin concluir hasta que Oteiza la reto-
(Alzuza, Fundación Museo Jorge Oteiza, 2007),
proporciones áureas de la basílica aplicadas a la escultura de la fachada principal. tura (Buenos Aires, Poseidon, 1951). Ejemplar ma en 1968. Mientras, sus apóstoles quedan depositados en la carretera de ac-
pp. 215-8.
firmado por Oteiza y fechado, conservado en el
8 Jorge Oteiza, “Del escultor español Jorge de Otei- Pero, además, utiliza otro tipo de relaciones en las que se incluye el paisaje, utili- Archivo de la Fundación Museo Jorge Oteiza ID:
ceso al templo [Fig. 7], modificando de esta manera el paisaje, como aquellas es-
za. Por él mismo”, Cabalgata 26 (julio 1948), p. 7. zando la “Función del Paisaje (Líneas de fuerza)” para establecer las conexiones 4693. tatuas de piedra que visitó años antes en los yacimientos arqueológicos andinos.
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Oteiza y la construcción del Paisaje: intervenciones
desde la arquitectura en los años 50

[Fig. 9] Panel presentado al concurso de la


capilla del Camino de Santiago.
Fuente: Francisco Javier Sáenz de Oíza, “Una
capilla en el camino de Santiago”, Revista Nacio-
nal de Arquitectura 161 (mayo 1955), p. 17.

[Fig. 8] Perspectiva de la capilla para el Cami-


no de Santiago. Esta es la imagen más difun- [Fig. 10] Manuscrito con ideas sobre la capilla
dida del proyecto, en la que, sin embargo, no del Camino de Santiago.
se representa la cubierta plegada.
Fuente: Jorge Oteiza, “Arte y religión”, manus-
Fuente: Revista Nacional de Arquitectura 161 crito, sin fecha. Archivo Fundación Museo Jorge
(mayo 1955), portada. Oteiza ID: 19041.

Un paisaje castellano: una capilla en el Camino de Santiago símbolos, una nueva cosmovisión, el viejo corazón del hombre. Estructura espa-
ciales, postes de transmisión eléctrica, el camino, el cielo...”12.
En este proyecto participaron Francisco Javier Sáenz de Oíza, José Luís Romaní y
Oteiza, obteniendo el Premio Nacional de Arquitectura de 1954. La propuesta se
Regreso triunfante del paisaje: el Memorial al padre Donostia
ubica en una suave colina, en unos campos de trigo típicamente castellanos, con
un horizonte azul inmenso y profundo. La propuesta se inserta en un paisaje ima- Oteiza trabaja con el arquitecto Luis Vallet en el Memorial al padre Donostia13. Al
ginado, prototípico de Castilla [Fig. 8]. En ese paisaje emerge y destaca la capilla mismo tiempo, desarrolla sus estatuas en términos espaciales con las que gana el
como un elemento brillante debido a su estructura metálica, tomando la referencia premio de la IV Bienal de São Paulo (1957). De forma paralela, arquitecto y escultor,
de los postes de alta tensión que Sáenz de Oíza observaba al atravesar la meseta junto con el artista Néstor Basterrechea, están desarrollando unas viviendas en Irún.
en sus viajes hacia Aránzazu.
El proyecto del memorial se inicia en noviembre de 1956 y se define durante el año
Bajo la estructura espacial y la cubierta se alojan tres muros que organizan el es- siguiente, inaugurándose el 20 de junio de 1959. El lugar elegido es uno de los
pacio y que son propuestos por Oteiza11. Son relevantes por su geometría, no por montes cercanos a Lesaka (Navarra), muy cerca de Irún. El encargo se produce
los relieves en sus superficies, puesto que no suponen ningún aporte escultórico desde el Grupo Aranzadi, proponiendo tanto el emplazamiento como los autores.
novedoso. Su forma se relaciona con la espiral logarítmica del crecimiento del ca- Se compone de una pequeña capilla y de una estela, que se sitúan en un paisaje
racol, que se representa en el panel de la planta [Fig. 9]. Oteiza no habla de varios espectacular. En el lugar existen varios crómlechs neolíticos que participan de la
muros, sino de un muro continuo de 110 metros de longitud, que forma una espiral composición del conjunto.
que se abre para acoger al peregrino. El muro genera una estructura abierta, en
El primer acierto de este proyecto es el lugar elegido, uno de los altos que hay entre el
expansión y dinámica. Ese muro es capaz de activar ese vacío y, de ese modo, ha-
monte Aguiña y el de San Antón. Es un punto elevado, despejado de vegetación, más
cer al espectador partícipe de él. Ideas de crecimiento abierto las encontramos en 12 Jorge Oteiza, “Proyecto de friso para Capilla en
o menos plano, desde el que se observa, por encima de los árboles que lo rodean a
varios manuscritos con bocetos de Oteiza [Fig. 10] en los que trabaja los concep- el Camino de Santiago”, mecanoscrito, sin fecha.
Archivo Fundación Museo Jorge Oteiza ID: 6678. una cota más baja, el paisaje lejano que parece extenderse en todas direcciones.
tos de caracol, de espiral, con dibujos de la capilla y su estructura, relacionándolos
con cuestiones biológicas y químicas. 13 José Gonzalo Zulaika (1886-1956), fraile capu-
El emplazamiento pertenece a la estación megalítica Aguiña-Lesaka, un conjunto
chino, compositor y musicólogo vasco.
arqueológico que comprende cuatro cumbres marcadas por un dolmen, varios
En la capilla se refleja la definición de Paisaje que Oteiza hace en Interpretación 14 El estudio más completo sobre las construccio-
nes prehistóricas de la estación Aguiña-Lesaka
crómlechs y un túmulo. Por tanto, se trata de un territorio significado por estas
estética de la estatuaria megalítica americana. La capilla condensa múltiples ener-
ha sido el realizado por Luis del Barrio “Catálogo construcciones prehistóricas, tal como sucedía en San Agustín con las estatuas
11 S
 áenz de Oíza afirmó que: “La apertura en
gías, tanto del paisaje como de la propuesta arquitectónica, con la intención de y cartografía de las estaciones megalíticas de megalíticas. En el lugar del memorial existen cuatro crómlechs, uno de ellos de
espiral que tiene la capilla es una propuesta de sustituir la masa por la energía. Se aprovecha para romper la pesadez y rigidez con Goizueta, Artikutza, Aranaz y Aguiña-Lesaka
Oteiza... La capilla tiene una planta abierta que (Navarra)”, Munibe Antropologia-Arkeologia 41 gran tamaño. Para la mayoría de los investigadores, los crómlechs neolíticos vas-
la que se proyectó la basílica de Aránzazu, que estaban finalizando, y para propo-
se expresa en los dibujos con la fotografía de (1989), pp. 131-132. En él se catalogan, descri- cos son lugares o marcas funerarias, solamente un círculo de piedras sin ningún
una caracola y una galaxia. Es decir, no hay que ner, desde la idea de un hombre nuevo, un espacio religioso que rompe con los ben y dibujan todos los elementos de la estación
tipo de enterramiento, aunque Oteiza les otorga otro significado. Se ha confirmado
hacer una puerta, está abierta la Capilla. Eso es prototipos establecidos. Y, además, establece una nueva relación con el lugar en el arqueológica. Pone en duda la autenticidad
fruto de las divagaciones entre los tres artistas del crómlech de mayor tamaño del memorial. la autenticidad de tres de ellos, con un diámetro de entre 2,5 y 4,5 metros, pero el
que la propuesta se inserta, un cambio en el modo de entender el espacio religioso
reunidos, pero aquí está eso sólo por Oteiza”. Además, en la colocación de las piedras de ese cuarto crómlech, el mayor en diámetro, no es considerado como una construcción
En Alberto Rosales, “Oteiza y la arquitectura: y su habitante: “En medio del paisaje tradicional y cristiano de nuestra fe cuelga crómlech existen diferencias entre el levanta-
neolítica, ya que parece realizado posteriormente para resaltar el memorial14.
entrevista a F.J. Sáenz de Oíza”, en Jorge Oteiza: del cielo la estructura de la capilla, como un transformado de energía religiosa que miento realizado por Barrio en 1989 y el recogido
creador integral, Alberto Rosales, coord. (Alzuza, en Guillermo Zuaznabar, Piedra en el paisaje,
Fundación Museo Jorge Oteiza; Universidad
recibe del cielo testimonio renovado de nuestra fe. El muro se abre recibiendo al (Alzuza, Fundación Museo Jorge Oteiza, 2006),
La estela consiste en un paralelepípedo de 2,5 metros de lado, de piedra de Mar-
Pública de Navarra, 1999), p. 185. peregrino y reingresándole en el camino de la noche... Renovación de los viejos p. 130. quina, en el que se realiza una perforación no completa de un círculo y no paralela
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Oteiza y la construcción del Paisaje: intervenciones
desde la arquitectura en los años 50

[Fig. 13] Fotografía de uno de los crómlech


tomada desde la cubierta de la capilla.
Fuente: Archivo Fundación Museo Jorge Oteiza
ID: 3026.

[Fig. 11] El memorial en el paisaje lejano. a las caras del prisma. Se apoya en una piedra blanca, y se emplaza en una base una altura máxima de 2,80m. La orientación del cuerpo de la estela sigue la misma
Fuente: Archivo Fundación Museo Jorge Oteiza cuadrada también negra que, al estar pulida, brilla. La estela recibe al visitante dirección que el eje longitudinal de la capilla, marcado por la línea este-oeste. La
ID: I983.
frontalmente, vigila su acceso. Su base parece pertenecer a otro sistema, ligado al capilla se abre al oeste, al monte lejano, conectándose visualmente con él. Del
suelo, a las piedras de los crómlechs. Pero solo se aprecia cuando ya estás dentro mismo modo, aparece otra cumbre lejana justo al este quedando entre la capilla y
[Fig. 12] Acceso desde el camino al Memorial
del padre Donostia. del ámbito del memorial, accediendo no se percibe. la estela. La capilla se ubica entre dos de los crómlechs, invadiendo en su extremo
Fuente: elaboración propia, 2005.
norte uno de ellos [Fig. 13], y frente al más pequeño, que queda entre la capilla y
La composición del círculo y del cuadrado en la estela los relacionamos con la obra
la estela. El falso crómlech rodea la estela y esboza, de manera nada casual, no
Círculo Negro (1923) de K. Malevich, apareciendo de nuevo este artista como un
un círculo sino una espiral que cierra la pieza de Oteiza. La estela aparece girada
claro referente en la obra de Oteiza. El círculo es un reflejo de los crómlechs que
respecto a la capilla y cada uno de sus elementos (base, piedra blanca y piedra
hay en el suelo y de sus piezas de la serie de la desocupación de la esfera. Oteiza
negra) vuelven a estarlo respecto a los otros.
describe así la estela: “Es una piedra negra, flotante del suelo de crómlechs. Con
una cara hendida por un círculo perforado, la queda frente a la entrada de la Ca- En el memorial, Vallet y Oteiza establecen relaciones sutiles con el paisaje, incluso
pilla orientada a Poniente. El círculo vacío ligeramente descentrado... Esta piedra con el sonoro, afirmando que mediante la forma paraboloide de la capilla tratan de
debe producir una impresión de gravedad, de soledad, también de una presen- “... condensar y reunir todos los sonidos y música de la naturaleza vasca, como lo
cia distante, irremisible, como las de las piedras que desde nuestra prehistoria la hiciera el gran musicólogo que aquí recordamos”16.
acompañan, mucho más, ciertamente que nosotros. El simbolismo geométrico del
A diferencia de los anteriores trabajos en el paisaje, el proyecto del Memorial al
círculo y el cuadrado, levemente desviado en ese señalado lugar, como un ancla
padre Donostia supone para Oteiza un punto de inflexión fundamental porque des-
de rotación incesante del paisaje, se quisiera que lo desocupe todo, que nos ig-
cubre, en esos crómlechs que articulan el lugar, un concepto conclusivo para su
norase con la indiferencia de todo lo que es Bueno y Eterno, que nos haga rezar
investigación escultórica. Así describía uno de los presentes ese momento: “El ar-
y sentir lo poco que somos”15. Habla de la estela con la metáfora de un ancla en
quitecto Vallet, con una estatuilla marcó el emplazamiento del futuro monumento...
relación con el paisaje abierto en todas direcciones, sin cubrir por la vegetación, un 16 Oteiza y Vallet, Memorial en honor al padre Do- Oteiza se arrodilló con los brazos en cruz, diciendo que deseaba recibir las ema-
paisaje en rotación en el que el memorial surge y marca su punto de fijación. En lo nosti, capuchino y musicólogo, p. 190.
naciones telúricas. Parecía un niño. Vallet le ayudó a levantarse... Oteiza derramó
alto de Aguiña, el paisaje te rodea [Fig. 11]. 17 José de Arteche, Camino y horizonte (Pamplona,
sobre el paisaje una mirada ansiosa...”17.
Gómez, 1960), p. 180.
La capilla es una lámina de hormigón que cubre un sencillo altar, con forma para-
18 Jorge Oteiza, “Ciegos en plenilunio: entendimien- El trabajo en Aguiña supuso para Oteiza la relectura del crómlech, una interpreta-
boloide y abierta hacia la estela. Como templo cristiano, se orienta en la línea este a to de la geometría para la comprensión religiosa
ción propia y personal ligada a su desarrollo escultórico. En primer lugar, le permite
oeste. El único símbolo religioso es una cruz que se eleva en la parte más baja, por del arte”, La voz de España, 25 de junio de 1959.
tomar conciencia de la habitabilidad del espacio, que es definido con las mínimas
lo que su presencia desaparece para el que asiste a la liturgia. El interior se ilumina 19 Hasta el descubrimiento del crómlech, sus obras
son pensadas para generar un espacio, con un formas –las piedras no son lo importante, lo importante es el espacio que confi-
a través de pequeños huecos con formas geométricas realizados en el ábside.
espectador que como observador participa de guran– del mismo modo que sucede en sus esculturas que está desarrollando. Y
ellas pero siempre de una manera exterior, ajena.
La estela y la capilla reciben desde lo alto a la persona que llega desde el camino, segundo, identifica en el crómlech una función metafísica o espiritual, que traslada
En esta etapa final el espectador se convierte
no apreciándose los crómlechs hasta que te encuentras en el memorial [Fig. 12]. La en el centro de la perspectiva, lo habita. Oteiza a su serie escultórica de cajas vacías y metafísicas: “Coincidía con el propósito es-
disposición e interacción de los elementos que conforman el conjunto (crómlechs, consigue el vacío en la estatua, pero da un paso piritual del escultor prehistórico de estos crómlechs. Era exactamente mi escultura
más. La persona es el centro de ese vacío, la
capilla y estela) y el lugar parece casual, quizás aleatoria. Sin embargo, se estable- que lo vive, la que le da sentido. El espectador
metafísica de mi conclusión experimental reciente. Las piedras no estaban colo-
cen relaciones no visibles a primera vista que articulan el conjunto y lo relacionan ya no está situado fuera, se encuentra dentro de cadas desde la realidad, sino en contra de ella, desde una conciencia metafísica
con el paisaje. La capilla queda a una cota más baja que la estela, que ocupa una la estatua. Esta es un vacío que se activa por el definida en el espacio”18. Esto le lleva a emplear el concepto de espacio recepti-
15 J orge Oteiza y Luis Vallet, “Memorial en honor al hombre, se convierte en un espacio receptivo
padre Donosti, capuchino y musicólogo”, Munibe
posición dominante, más alta, pero sin situarse en el punto más alto de la loma. para el espectador. No es un espacio fenomeno-
vo19, que desarrollará en los dos años siguientes a todas las escalas, desde sus
3 (1957), pp. 189-90. De este modo se iguala la altura de la estela, con 2,10m, con la de la capilla, con lógico, sino existencial, como refugio. esculturas a la ciudad, con una nueva idea de monumentalidad.
114 En todo este análisis puedo concluir que Oteiza se sirve de experiencias y cues- en las diferentes relaciones del hombre con el paisaje hay instantes culturales en
ZARCH No.1 | 2013 tiones arquitectónicas para definir la relación con el paisaje natural, empleando que se alcanza una ecuación mágica expresada con resultados artísticos perdura-
Paisajes Landscapes
diferentes fórmulas relacionadas directamente con el estado de su investigación bles”23. Al igual que las piedras de los crómlechs neolíticos vascos o las estatuas
EMMA LÓPEZ-BAHUT escultórica desarrollada en paralelo. megalíticas de San Agustín, tanto Aguiña como la Spiral Jetty hacen que el artista
Oteiza y la construcción del Paisaje: intervenciones perdure en el tiempo, que sobreviva a la muerte, que forme parte del paisaje.
desde la arquitectura en los años 50 El punto de partida lo establezco en sus reflexiones recogidas en “El paisaje y el
hombre”, capítulo de Interpretación de la estatuaria megalítica americana, sobre su
experiencia frente a un entorno natural que es definido por estatuas de antiguas BIBLIOGRAFÍA
civilizaciones. Oteiza observa, analiza y reinterpreta el paisaje desde un punto de
ÁLVAREZ, Soledad. 2003. Jorge Oteiza: pasión y razón. Alzuza, Fundación Museo Jorge Oteiza
vista estético. Además de su aporte teórico, en este libro encuentro referencias de
escultura y arquitectura relacionadas con el primer caso que he estudiado, el Mo- ARTECHE, José de. 1960. Camino y horizonte. Pamplona, Gómez
numento al prisionero político desconocido, y que no se materializan en versiones
BARRIO, Luis de. 1989. Catálogo y cartografía de las estaciones megalíticas de Goizueta, Artikut-
posteriores del propio escultor, sino en la intervención land art de Richard Serra,
za, Aranaz y Aguiña-Lesaka (Navarra). Munibe Antropologia-Arkeologia 41, pp. 101-32
Afangar (1990).
LÓPEZ-BAHUT, Emma. 2013. Oteiza y lo arquitectónico. De la estatua-masa al espacio urbano
En los siguientes casos estudiados trabaja con estatuarias ligadas a una arquitec- (1948-1960). Tesis doctoral. Departamento de Proyectos Arquitectónicos y Urbanismo. Escuela
tura. En la basílica de Aránzazu se plantea, por primera vez, una estatuaria sobre Técnica Superior de Arquitectura, Universidade da Coruña
un muro-plano que mediante líneas de fuerza o tensiones se relaciona con el edi-
OTEIZA, Jorge. 1948. Del escultor español Jorge de Oteiza. Por él mismo. Cabalgata 26 (julio),pp.
[Fig. 14] Comparación del modo de fotogra- ficio y con el paisaje. Tras su lectura de Saber ver la arquitectura y su participación
fiarse los artistas ante las piedras que con- 6-7
en la Cámara de Comercio de Córdoba, define esas relaciones como orgánicas
forman el paisaje de sus obras: Jorge Oteiza
ante un crómlech vasco (arriba) y Robert conectando la fachada con el paisaje, a través del vacío de sus esculturas. En la _____. 1951. Idea de la escultura de la Nueva Basílica de Aránzazu. Mecanoscrito y dibujos, 20
Smithson en su obra Spiral Jetty (abajo). capilla del Camino de Santiago la relación con el paisaje no se produce desde la de junio. Reproducido en Intrusos en la Casa. Arte Moderno, espacio sagrado. Arantzazu, Assy,
Fuente: Luis Vallet, Archivo Fundación Museo Jor- estatua, que queda en un segundo plano a diferencia de Aránzazu, sino desde la Audincourt, Rothko Chapel, Vence, 1950-1971, Echeverría, Jon y Mennekes, Friedhelm, pp. 215-
ge Oteiza ID: 2576. Gianfranco Gorgoni, 1970.
propuesta de un elemento arquitectónico: el muro continúo en forma de espiral 8. Alzuza, Fundación Museo Jorge Oteiza, 2011
abierta que se abre infinitamente al paisaje castellano. En el Memorial al padre Do-
_____. 1952. Interpretación estética de la estatuaria megalítica americana. Madrid: Ediciones de
nostia se superponen sutiles relaciones mediante vectores, ejes, visuales, posición
Cultura Hispánica. En edición crítica Interpretación estética de la estatuaria megalítica americana.
y geometrías entre los elementos proyectados, capilla y estela, y los preexistentes,
Carta a los artistas de América sobre el arte nuevo en la postguerra, coord. Mª Teresa Muñoz; col.
los elementos geográficos, arqueológicos, naturales, etc.
Joaquín Lizasoain y Antonio Rubio, pp. 69-258. Alzuza, Fundación Museo Jorge Oteiza, 2007

Basándome en los dos momentos que Oteiza identifica en la relación entre el hom- _____. 1953. La escultura en el Exterior. Mecanoscrito, diciembre. Reproducido en Intrusos en
bre y el paisaje, la ida y el regreso victorioso20, establezco en estos cuatro trabajos la Casa. Arte Moderno, espacio sagrado. Arantzazu, Assy, Audincourt, Rothko Chapel, Vence,
dos categorías. En los tres primeros establece diferentes relaciones con el lugar 1950-1971, Echeverría, Jon y Mennekes, Friedhelm, pp. 287-8. Alzuza, Fundación Museo Jorge
mediante diferentes estrategias espaciales, evolucionando según avanza en sus Oteiza, 2011
esculturas. Sin embargo, en el memorial sucede algo distinto porque, además de
_____. 1959. Ciegos en plenilunio: entendimiento de la geometría para la comprensión religiosa del
actuar en el paisaje, es capaz de reinterpretarlo y de extraer de los elementos que
arte. La voz de España, 25 de junio
lo construyen conceptos que le permiten avanzar en su investigación escultórica: el
espacio receptivo y la función espiritual de la obra de arte. Redescubre los crómle- _____. Sin fecha. Arte y religión. Manuscrito y dibujos. Archivo Fundación Museo Jorge Oteiza ID:
chs que, como estrato del paisaje y como trazas del lugar, reflejan a aquellos que 19041
lo habitaron, del mismo modo que sucede en San Agustín con sus estatuas prehis- _____. Sin fecha. Proyecto de friso para Capilla en el Camino de Santiago. Mecanoscrito. Archivo
tóricas. Por ello no es solo una ida, un ingreso, un trabajo sobre un lugar, como los Fundación Museo Jorge Oteiza ID: 6678
tres primeros proyectos. En Aguiña, la capilla y la estela están funcionando como los
OTEIZA, Jorge; VALLET, Luis. 1957. Memorial en honor al padre Donosti, capuchino y musicólo-
crómlechs neolíticos vascos o como la estatuaria megalítica andina, incorporándose
go. Munibe 3, pp. 186-93
y construyendo el paisaje, permaneciendo en el tiempo y trasmitiendo su momento
cultural. Es un triunfo de Oteiza sobre la muerte, porque considera que solo hay dos ROSALES, Alberto. 1999. Oteiza y la arquitectura: entrevista a F. J. Sáenz de Oíza. En Jorge Otei-

20 “ Ida y regreso del hombre en el paisaje” es el


soluciones: “o se cree en la otra vida (solución religiosa tradicional) o la solución esté- za: creador integral, coord. Alberto Rosales, pp. 173-95. Alzuza, Fundación Museo Jorge Oteiza
título de un apartado del capítulo “El Paisaje y el tica: ante el dolor de desaparecer, una determinación suprema y difícil de quedar”21. y Universidad Pública de Navarra
Hombre” en el que Oteiza afirma que “Hay idas
y regresos en el paisaje... Así va imaginando El memorial es una obra, al mismo tiempo, de arte y de arquitectura que establece ROWELL, Margit. 2004. Sentido del sitio/sentido del espacio: la escultura de Jorge Oteiza. En
el artista el sitio entre sus manos y efectúa sus Oteiza: mitoa eta modernotasuna = mito y modernidad, pp. 24-49. Bilbao, Fundación Museo
un diálogo a diferentes niveles con el paisaje. Por ello, ha sido considerada22 como
descubrimientos y construye esa morada eterna:
el ser estético... En verdad que es un estado una anticipación del land art, años antes de que este movimiento fuera considera- Guggenheim Bilbao
desolado del alma el que obliga al hombre en su do como tal. Las obras de land art al ser destinadas a un entorno natural, fuera de SÁENZ DE OÍZA, Francisco Javier. 1955. Una capilla en el camino de Santiago. Revista Nacional
ingreso en el paisaje. Y otro estado del alma el
del hombre que regresa victorioso del paisaje”.
la galería y el museo, son trasmitidas a través de fotografías, videos, dibujos, etc., de Arquitectura 161 (mayo), pp. 13-26
Oteiza, Interpretación estética, p. 30. especialmente en autores como Robert Smithson. Es significativo el parecido entre
ZEVI, Bruno. 1951. Saber ver la arquitectura: ensayo sobre la interpretación espacial de la arqui-
21 O
 teiza, Interpretación estética, p. 29. cómo se fotografía Oteiza ante las piedras de un crómlech vasco y cómo lo hace
tectura. Buenos Aires, Poseidon
22 S
 oledad Álvarez, Jorge Oteiza: pasión y razón
Smithson en su obra de 1970 Spiral Jetty [Fig. 14]. Ambas intervenciones están
(Alzuza, Fundación Museo Jorge Oteiza) p. 194. conectadas y, tal como afirmaba el escultor vasco: “Debemos considerar cómo 23 Oteiza, Interpretación estética, p. 25. ZUAZNABAR, Guillermo. 2006. Piedra en el paisaje. Alzuza, Fundación Museo Jorge Oteiza.
La Plaza del Tenis: un lugar autobiográfico
La Plaza del Tenis: an autobiographical place

Mario Sangalli UGGERI

Resumen / Abstract

El artículo analiza la Plaza del Tenis, el espacio público creado en San Sebastián por el arquitecto Luis Peña Ganchegui como antesala del
grupo escultórico El Peine del Viento, de Eduardo Chillida, en el ecuador de la década de los setenta. Se contempla una relación autobio-
gráfica entre Luis Peña y su producción en la que, a partir de la lectura de la que el autor considera su obra maestra, se ilustran los meca-
nismos que empleó, de forma recurrente, para definir su particular manera de concebir el lugar, a lo largo de toda su carrera profesional.

The article reviews La Plaza del Tenis, the public space created in San Sebastián in the mid-seventies by the architect Luis Peña Ganchegui as a prelude to
the sculptural group El Peine del Viento, by Eduardo Chillida. This article envisages an autobiographical relationship between Luis Peña and his oeuvre in
which, from the reading of the work the architect considers his masterpiece, we illustrate the mechanisms he used repeatedly, in order to define his unique
way of thinking the place throughout his career.

Palabras clave / Keywords

Luis Peña Ganchegui, Plaza del Tenis, Peine del Viento.

[Fig. 1] Luis Peña Ganchegui, Plaza del Tenis “La gran complejidad del concepto de lugar radica, precisamente, en que no es ni genérico ni universal,
(Donostia, 1975). sino que su esencia está en el aprendizaje, en la experiencia, en el proceso de aclimatación al contex-
Fuente: Archivo Luis Peña Ganchegui. to”.1
Josep María Montaner

Del mismo modo que las obras de arte nos remiten a una producción artística
anterior, y algunas son capaces de resumir en sí mismas una época, un estilo,
o toda una línea de investigación, los lugares creados por el hombre nos hablan
de la historia de su construcción, y los hay que reúnen en su configuración toda
la trayectoria de su autor. Es en esta última categoría en la que cabe encuadrar
el espacio público construido por Luis Peña Ganchegui en el extremo oeste de la
bahía donostiarra [Fig. 1].

Celebrado como uno de los mejores ejemplos de simbiosis paisajística entre natu-
raleza y artificio, la Plaza del Tenis, construida en 1976, contiene en sus trazas todo
el recorrido profesional y existencial del arquitecto que la creó, cuyo nacimiento,
medio siglo antes en Oñate (desubicado respecto a Motrico, el pueblo de su fa-
milia, del que siempre se consideró oriundo) marca el inicio de un itinerario que se
desarrolla de forma paralela a la génesis urbana de su obra maestra.

Mario Sangalli Uggeri. Arquitecto por la ETSA de Barcelona en 1990, y Doctor Arquitecto por la ETSA de San Sebastián en 2013, con la tesis
Antecedentes
Luis Peña Ganchegui: El Arquitecto como Lugar. Colaborador de Luis Peña Ganchegui desde 1988, funda con el propio Luis Peña y con su hija
Rocío el estudio “Peña Ganchegui y Asociados” en 1991. Profesor de Proyectos en la ETSA de San Sebastián desde 1997, ha sido miembro del
1 Josep María Montaner, “La experiencia del lugar. La historia de este lugar se inicia precisamente en 1926, año de nacimiento de Luis
Consejo de Departamento y de las comisiones de Plan de Estudios y de Calidad, y desempeñado los cargos de Responsable de Informática,
Ernesto Nathan Rogers, Enrico Tedeschi, José Peña, como consecuencia de la construcción del colector del barrio del Antiguo.
Representante del Área de Proyectos y Coordinador de la Titulación. Miembro fundador de la asociación cultural Kolektibolektibo y del Archivo Antonio Coderch y Lina Bo Bardi”, Cuadernos
Luis Peña Ganchegui, ha publicado en colaboración con Rocío Peña las monografías Luis Peña Ganchegui. Arquitecturas 1958-1994 (ETSASS, de Proyectos Arquitectónicos | DPA | ETSAM Realizado con motivo del Proyecto de ordenación de los Jardines y la Playa de
1994), Luis Peña Ganchegui. Arquitecto (Premio Munibe, 1997) y Luis Peña Ganchegui. Arquitecto (Museo del Cemento, San Sebastián, 2001). (septiembre 2011). Ondarreta, el emisario fue protegido mediante un muro de costa, y cubierto confor-
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Paisajes Landscapes

MARIO SANGALLI UGGERI


La Plaza del Tenis: un lugar autobiográfico

[Fig. 2] Donostia. La playa de Ondarreta en los


años 20.
Fuente: Gregorio G. Galarza, San Sebastián:
monte Igueldo y playa de Ondarreta (tarjeta
postal), Biblioteca del Koldo Mitxelena Kulturunea
(http://www.guregipuzkoa.net/photo/ 1080203).

mando el firme que dio origen al paseo que, con el tiempo, permitiría el desarrollo
del Club de Tenis, del que adoptó su nombre [Fig. 2].

Aquella ordenación fue llevada a cabo por Juan Machimbarrena, Ingeniero Mu- [Fig. 3] Eduardo Chillida, Proyecto Peine del
nicipal en el Ayuntamiento donostiarra entre 1921 y 1945, con cuyo hijo Alberto Viento II (1968).
coincidirá años después Luis Peña estudiando el bachiller en los Marianistas de Fuente: Archivo Eduardo Chillida (http://www.
San Sebastián (colegio en el que prolongó, al finalizar la guerra civil, los estudios peinedelviento.info/).

iniciados dos años antes en Vitoria). Precisamente en aquellos primeros años de la


década de los cuarenta, testigos del nacimiento de la profunda y duradera amistad articulado, definido). Una evolución que fue recorrida por Peña en primera persona,
que unió a Luis Peña y Alberto Machimbarrena, sitúa Eduardo Chillida su interés desde su formación académica hasta la formulación de un estilo propio, identifica-
por el final del Paseo del Tenis. Interés que será clave, unos años después, en el do con su tierra y sus orígenes.
devenir de aquel finisterre donostiarra, cuando el escultor decida, contemplando la
acción combinada del aire y el mar desde aquel límite urbano, que el viento debería Tras su exilio madrileño, Luis Peña regresa a San Sebastián con una misión: revertir
entrar peinado a una ciudad coqueta y recatada como San Sebastián. en su país la formación recibida, recompensando con ello a los que con tanta ilu-
sión se sacrificaron por él. Así lo expresa en una carta escrita durante sus primeros
La amistad de Alberto Machimbarrena tendrá una gran influencia en la formación años de ejercicio profesional, dirigida a su compañero y amigo Fernando Higueras.
cultural de Luis Peña cuando ambos se trasladen a Madrid, en 1944, a cursar sus Esa misión se va a convertir, con el tiempo, en la necesidad de aunar los dictados
estudios universitarios. Allí le abrirá la puerta a su círculo de amigos (intelectuales de la modernidad con las enseñanzas de la tradición, atendiendo a unas raíces
de la talla de Juan Benet y Luis Martín Santos, entre otros), y le introducirá en la cuya personal lectura propiciará que aflore una nueva manera de hacer arquitec-
tertulia de Pío Baroja, del que quedará prendado, al punto de reinterpretar, a través tura en el País Vasco. Esa búsqueda presidirá toda su producción, que podemos
de la lectura de sus novelas, toda su esencia vasca. La impresión que causa el contemplar como una suma de episodios de una misma investigación, en la que
escritor donostiarra en el joven Peña se reflejará con el tiempo en su personalidad y cada nuevo proyecto refleja aspectos importados de los anteriores.
su actitud frente a la vida, asumiendo una actitud de compromiso respecto al País
Vasco, que marcará su futura línea profesional.
El Peine del Viento
El ingreso de Peña Ganchegui en la Escuela de Arquitectura no se producirá hasta
Años atrás, precisamente en 1956, mientras Peña completaba el primer curso de
una década más tarde, en 1955, lo que además de permitirle ampliar su formación
su formación como arquitecto, había tenido lugar la primera referencia escrita de
intelectual, al simultanear la preparación del examen de ingreso con la asistencia
la intención de Eduardo Chillida de instalar una escultura en el final del Paseo del
a tertulias, exposiciones y conciertos a los que no habría tenido acceso en San
Tenis, con motivo de la primera exposición individual del escultor en París, en la
Sebastián (y mucho menos en Oñate o Motrico), propicia que su paso por la ET-
Galería Maeght. En el catálogo publicado con ocasión de la exposición, describe
SAM coincida con la incorporación de jóvenes profesores (Francisco Javier Sáenz
Gaston Bachelard la idea del escultor: “En el pueblo de la costa vasca donde vive,
de Oiza, Alejandro de la de la Sota, Ramón Vázquez Molezún, ...) que introdujeron,
va a edificar sobre un peñasco frente al mar una antena de hierro que debe vibrar
entre otras aportaciones, el interés por la arquitectura nórdica y por el organicismo.
a todos los movimientos del viento. A ese árbol de hierro que hará crecer del pe-
Esta contribución resultará fundamental en la producción de Peña, en sintonía con
3 Gaston Bachelard, “Le cosmos du fer”, Catálogo ñasco lo llama El peine del viento”3 [Fig. 3].
la influencia que ejerció el proceso revisionista del Movimiento Moderno liderado de la exposición de Chillida en la Galerie Maeght,
por los integrantes del Team X que, como señala Ignasi de Solá Morales2, impulsó París 1956 (Traducción tomada de El derecho a La primera ocasión de llevar adelante su proyecto se le presenta al escultor en
2 Ignasi de Solá-Morales, “Arquitectura y existen- soñar, recopilación de textos de Bachelard publi-
cialismo: una crisis de la arquitectura moderna”, la evolución desde el espacio abstracto moderno (visual, ideal, teórico, genérico, cada en francés en 1970 y traducida al español
1968, como consecuencia de la iniciativa promovida el año anterior por un grupo
Annals d’arquitectura 5 (Barcelona, ETSAB, 1991). indefinido) hacia el lugar existencialista del organicismo (táctil, concreto, empírico, en 1985). de fuerzas vivas de la ciudad, que en principio pretendía homenajear al “insigne hijo
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MARIO SANGALLI UGGERI


La Plaza del Tenis: un lugar autobiográfico

[Fig. 5] Luis Peña Ganchegui, Variantes del


tipo cuadrado, a cuatro aguas: 2 viviendas
Aristizabal (Oiartzun, 1963), 6 viviendas
Arrigain (Oiartzun, 1964), 6 viviendas Sagarna
[Fig. 4] Luis Peña Ganchegui, Plaza de la (Oiartzun, 1966), 4 viviendas Arbelaitz (Oiart-
Trinidad (Donostia, 1963). zun, 1967).

Fuente: Archivo Luis Peña Ganchegui. Fuente: Archivo Luis Peña Ganchegui.

de la villa y laureado artista de proyección internacional” con una muestra de su Un diseño apoyado en invariantes
obra, pero acogió de buen grado la propuesta del propio Chillida de sustituirla por
La idea de emplear un mismo repertorio de soluciones en proyectos diversos,
la instalación permanente de una escultura [Fig. 3], en aquella roca que emergía del
presente a lo largo de la trayectoria de Luis Peña, tiene conexión con la conocida
mar en vertical, junto al muro de costa. Sin embargo, llegado el momento, algo de-
frase “Teme al hombre de un solo libro”, que mencionaba con frecuencia el arqui-
bió desanimarle (tal vez dificultades burocráticas o técnicas), llevándole a plantear
tecto vasco. Atribuida a Santo Tomás de Aquino, la cita suele utilizarse para alertar
la instalación de la escultura en el propio paseo, tal como se deduce del Proyecto
sobre los peligros del fanatismo y la cerrazón, pero Peña la empleaba para referirse
de Pavimentación del Final del Paseo del Tenis, redactado en Junio de 1968 con
a la ventaja que supone limitarse; reducir tanto el campo de investigación como el
objeto de “ambientar adecuadamente la obra escultórica que se trata de colocar
repertorio de recursos empleado para su desarrollo, que podemos considerar una
en el centro de la plazoleta final del citado paseo”4, desarrollado por el Ingeniero
de las señas de identidad de su trabajo.
Jefe de Obras Municipales del Ayuntamiento de San Sebastián. La propuesta, de-
finida (según menciona la memoria del proyecto) siguiendo la idea expresada por Son muchos los aspectos de la obra de Peña Ganchegui que ilustran esta actitud,
el propio escultor, consistía en una simple repavimentación de la acera (con losas que podemos resumir en la búsqueda de la unidad a través del reduccionismo, li-
irregulares de piedra de Jaizquíbel) y la calzada (con hormigón asfáltico). mitando el repertorio de elementos (los cuales asumen, en muchos casos, más de
una función) y el número de materiales (que en ocasiones llega a ser único). Pero
Por suerte para la ciudad, aquel proyecto no fue llevado a cabo, quedando la inicia-
también está presente en el planteamiento que le lleva a utilizar, en cada nuevo pro-
tiva en suspenso hasta 1973, en que se retoma la idea de instalar la escultura en el
yecto, recursos y mecanismos ensayados en trabajos anteriores, abriendo líneas
singular peñasco. Para acondicionar el espacio previo, el Ayuntamiento encarga en
de investigación que se extienden en múltiples proyectos a lo largo de su carrera,
esta ocasión el proyecto a Peña Ganchegui, por recomendación de Chillida, al que
que algunas veces se refieren únicamente a una parte (la organización de la planta,
había impresionado favorablemente la intervención llevada a cabo por el arquitecto
el tratamiento volumétrico, un detalle concreto...) y en otras abarca la formulación
diez años antes en el corazón del casco antiguo donostiarra, al pie del Monte Urgull.
de un edificio completo, definiendo un modelo arquetípico.
Realizada en 1963 para conmemorar el centenario del derribo de las murallas (que
Sirva de ejemplo el caso de la Casa Arrigain, que establece un modelo para el tipo
permitió en 1863 la expansión de la ciudad, siguiendo el trazado de ensanche
de planta cuadrada y cubierta a cuatro aguas y lucernario de remate, separado del
diseñado por Cortázar), la Plaza de la Trinidad [Fig. 4], diseñada por Peña durante
terreno por un espacio diáfano, enmarcado por un muro perimetral de piedra sobre
su fugaz cargo de arquitecto municipal, que con el tiempo se convertiría en repre-
el que se apoya el volumen volado (que alberga las viviendas), cuya imagen queda
sentativa de una manera de construir el espacio público, pionera en España en la
determinada por la jaula que conforman la combinación de terrazas perimetrales
conformación de una plaza a partir de restos, fue un banco de pruebas imprescin-
y perfiles verticales conectados con la cubierta. Retomado en múltiples ocasiones
dible en el posterior desarrollo de la Plaza del Tenis.
en proyectos posteriores, introduciendo en cada caso variaciones que implican al
Concebida a medida del sitio que la acoge, en lo que sería una visión aristotéli- número de plantas (de 2 a 4), al de viviendas por planta (de 1 a 4), a la extensión de
ca del espacio, frente al carácter platónico de las Plazas Mayores, la Plaza de la las terrazas (limitada en algunos casos a la última planta, o a alguno de los frentes),
Trinidad supone la transformación de un espacio periférico preexistente en el en- a la forma del lucernario e incluso al número de aguas (llegando a resolverse a dos
cuentro entre la ciudad y la naturaleza, condiciones de partida que comparte con aguas en uno de ellos), el tipo introducido en Aristizabal y perfeccionado en Arri-
la actuación que llevará a cabo Peña en el extremo opuesto de la herradura de La gain representa la más clara respuesta de Peña a la tipología del Caserío, con su
Concha. En ella se verán reflejados mecanismos importados de aquel proyecto masa cúbica, afilada en su entrega con el cielo, asentada de forma muraria sobre
con el que se inició Peña en el diseño de espacios públicos, combinados con otros la loma, separando la vivienda del contacto con el suelo, interponiendo un espacio
4 Memoria del Proyecto de Pavimentación del final
del Paseo del Tenis, San Sebastián, Junio de heredados de proyectos de viviendas, igualmente precursores de la magistral obra comunitario de trabajo, almacén y transición que la articula con el entorno y la pro-
1968. que nos ocupa. tege de los peligros que encierra el medio natural [Fig. 5].
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MARIO SANGALLI UGGERI


La Plaza del Tenis: un lugar autobiográfico

[Fig. 6] Plaza del Tenis (Donostia, 1975). Plan-


ta del proyecto visado en enero de 1975.
Fuente: Archivo Luis Peña Ganchegui.

La deliberada reducción de la paleta de recursos empleada por Peña puede ser


rastreada en la Plaza del Tenis, en la que a pesar de afrontar una solución a medida
del sitio que la acoge, podemos reconocer la presencia de soluciones formuladas
en trabajos anteriores.
[Fig. 9] Luis Peña Ganchegui, Casa Imanolena
(Mutriku, 1964).
Un preámbulo a medida de las esculturas Fuente: Archivo Luis Peña Ganchegui.

Peña reveló en más de una ocasión el elemento clave de su intervención en el final


del Paseo del Tenis: construir “un preámbulo a las esculturas en un lugar que es después en las cubiertas de las 24 viviendas Aizetzu (Mutriku, 1964), las 24 Casas
principio y fin de la ciudad... como un símbolo de la unión de la ciudad con la natu- Rosas (Mutriku, 1966), el Colegio María y José (Zumaia, 1966), o las 28 viviendas
raleza. De una ciudad que termina en un absoluto que es el mar”5. Lo que no solía Elu (Mutriku, 1969), convertidas en auténticas cordilleras artificiales.
explicar era que cuando él entregó su propuesta, en enero de 1975, las esculturas
no estaban aún definidas6; Chillida seguía pensando aún en la instalación de una La topografía artificial adopta en el Tenis la forma de un graderío, invariante que
[Fig. 7] Plaza del Tenis (Donostia, 1975). Vista formula por primera vez una década antes, en la Plaza de la Trinidad (Donostia,
general de la topografía que oculta el grupo
única escultura, sin forma ni escala definitivas. Resultaba, sin embargo, evidente
escultórico. para Peña que la diferencia de escala entre el entorno natural y cualquier objeto 1963), vuelve a utilizar en la Casa Imanolena (Mutriku, 1964) [Fig. 9] para definir
Fuente: Archivo Luis Peña Ganchegui. que allí se depositara haría que éste resultara ridículo en sus dimensiones, diluyén- el basamento sobre el que descansa la cubierta, y más tarde en la Iglesia de
dose su presencia en el conjunto; de ahí la necesidad de definir el preámbulo, un San Francisco (Vitoria, 1968), tanto perimetralmente como en el coro, así como
ámbito de escala más reducida, acorde a la de la intervención escultórica [Fig. 6]. en los proyectos no construidos de la Plaza Auditorium (Irún, 1969), albergando
al público y resolviendo el desnivel, y en el Plan Silvestre Pérez (Mutriku, 1974),
Pero, para garantizar la adecuada contemplación de la obra de Chillida, tan impor- con el mismo motivo. Recurso que trasladará, después de la Plaza del Tenis, a la
tante como reducir la escala del ámbito era hacer desaparecer la propia interven- Plaza de los Fueros (Vitoria, 1979), para crear un ámbito propio al definir un nuevo
ción; evitar que su presencia interfiriera en la lectura de la escultura, compitiendo límite del espacio público; la de Sant Joan (Lleida, 1982), adecuando el plano de
con ella. Premisa que consigue haciendo que la actuación se muestre indisolu- la plaza al desnivel existente y dando acceso a los elementos dispuestos en ella;
blemente unida a la naturaleza, como si se tratara de una preexistencia; como si y el Parque de la España Industrial (Barcelona, 1983), ataluzando el enorme salto
siempre hubiera estado allí. Introduce para ello un cambio de cota, una meseta de cota presente entre la estación de Sants y la explanada en la que se extiende el
elevada que oculte, desde el paseo, la presencia de la intervención escultórica, parque, que delimita en dos de sus lados, definiendo junto a la lámina de agua un
enmarcando en el encuentro con las rocas una plazoleta de menor dimensión. borde de litoral que permite albergar en sus recodos estancias, fuentes, esculturas
Establece de este modo una escala más íntima, sin emplear más recurso que la y elementos de iluminación.
[Fig. 10] Mutriku, Aurresku en la Plaza Chu-
definición de una topografía artificial construida con un único material [Fig. 7]. rruca.
[Fig. 8] Oleo pintado en Madrid por Luis Peña Aunque la geometría de los graderíos de sus plazas remita a la arquitectura de
Fuente: Archivo General de Guipúzcoa. Dipu-
Ganchegui, durante su etapa universitaria.
tación General de Guipúzcoa (Foto: Indalecio Alvar Aalto, que Eduardo Mangada, amigo y compañero de formación de Luis, con
Fuente: Archivo Luis Peña Ganchegui. El recurso a la topografía artificial Ojanguren, 1962).
el que compartió despacho durante los años 60, no duda en situar como el gran
La utilización de perfiles que recrean relieves orográficos es uno de los mecanis- referente de su generación “porque era el hombre procedente del Movimiento Mo-
mos recurrentes en la obra de Peña, referido tanto al tratamiento de la rasante derno pero que no se había sometido al dogmatismo del Movimiento Moderno”7,
como a la volumetría que remata algunos de sus edificios. Una idea que estaba ya el mecanismo del graderío como recurso para definir un espacio público, delimi-
5 Jesús Bazal y otros, Haze Orrazia. El peine del presente en sus cuadros de juventud, en los que el caserío de Motrico, filtrado a 7 Conversación personal con Eduardo Mangada
tándolo y dándole continuidad al mismo tiempo, generando un ámbito desde el
viento. Eduardo Chillida. Luis Peña Ganchegui
través de una descomposición geométrica que enlaza unos elementos con otros (Madrid, 26 de marzo de 2011), incluida en: Mario que ver y ser visto, había sido conocido por Peña de niño en la Plaza Churruca de
(Pamplona, Q Editions, 1986).
en un gran mosaico de formas poligonales, une de forma premonitoria arquitectura Sangalli, Luis Peña Ganchegui: El Arquitecto como Motrico, en la que la enorme escalinata que da acceso a la iglesia proyectada por
6 Resulta elocuente en este sentido el hecho de que Lugar (tesis doctoral, Departamento de Arquitec-
las esculturas no aparezcan representadas en el y naturaleza en un todo continuo, en el que la silueta de las cubiertas se confunde tura, Escuela Técnica Superior de Arquitectura de Silvestre Pérez en 1798, era ocasionalmente utilizado como graderío desde el que
proyecto. con los montes que lo rodean [Fig. 8]. Una conexión que volvemos a encontrar San Sebastián, 2013). contemplar los espectáculos que tenían lugar en los días de fiesta [Fig. 10].
124 a la de una embarcación, que nos recibe en la popa y nos conduce por la cubierta
ZARCH No.1 | 2013 de estribor hasta la cubierta de proa [Fig. 11].
Paisajes Landscapes
En esta última, razón de ser del conjunto, el espacio se define mediante un diálogo
MARIO SANGALLI UGGERI
entre la intervención y las preexistencias; tanto las próximas (los estratos contra
La Plaza del Tenis: un lugar autobiográfico
los que se entrega, las rocas que salpican la costa, las esculturas que las habitan,
las olas que en ellas estallan) como las lejanas (la isla de Santa Clara, la bahía que
la alberga, la ciudad que en ella se asoma), definiendo una secuencia de ámbitos
concéntricos, de límites fragmentados, que ayudan a quien los habita a establecer
una conexión con el universo que le rodea. Algo parecido había logrado en la Plaza
de la Trinidad, al incorporar el complejo y heterogéneo espacio que rodea al vacío
mediante la libre disposición de los elementos de forma fragmentada, como objetos
[Fig. 11] Plaza del Tenis (Donostia, 1975). El autónomos cuyo trazado, escala y disposición los hace entrar en resonancia, defi-
paseo como filtro entre la ciudad y el ámbito
de las esculturas. niendo un límite orgánico y abierto, de profundidad variable y definición heterogénea.
Fuente: Archivo Luis Peña Ganchegui.
Elaborada definición de la envolvente espacial

La enseñanza de la Plaza Churruca El límite orgánico que define la Plaza de la Trinidad responde a otro de los aspectos
recurrentes en la obra de Peña: la envolvente estratificada, que puede ser aprecia-
La Plaza de la iglesia de Motrico ocupa un lugar destacado en la biografía de
da también en muchos de sus edificios, en los que el cerramiento se complejiza,
Peña, al producirse en ella el primer contacto con su futura profesión, ya que fue a
adoptando diversas configuraciones. Las dos principales aparecían ya sugeridas
través de la preocupación que mostraba su padre por el remate de la iglesia, que
en su primera obra, la Torre de Vista Alegre (Zarautz, 1958), realizada antes de titu-
encontraba pobre, y las referencias a su autor, Silvestre Pérez, como tuvo cono-
larse (en colaboración con Juan Manuel Encío), en la que el cerramiento se pliega,
cimiento por primera vez de la existencia de un oficio que se ocupaba del diseño
adoptando una greca en sección que en otros proyectos se reflejará en la planta,
de los edificios. Y fue precisamente junto a la Plaza Churruca donde proyectaría,
como en la Capilla Funeraria que hizo en 1959 como Proyecto de Fin de Carrera,
en 1961, su primera obra importante como arquitecto autónomo: las viviendas
la Fábrica de Conservas Peña (Araia, 1964) o la Iglesia de San Francisco (Vitoria,
Churruca-Iparraguirre, construidas en los terrenos de la huerta de la casa de la
1968). Además de plasmarse en el recurso al muro grecado, la envolvente estra-
familia paterna (situada junto a la mole neoclásica), por cuya segunda fase sería
tificada se manifiesta en otros casos en la presencia de una celosía distanciada
reconocido, en 1965, con el Primer Premio Aizpurua.
de la fachada como una segunda piel, que en Vista Alegre representaba en cierta
Es inevitable imaginar que la estampa que ofrecía aquel vacío urbano que era la medida la estructura exterior, y es lograda de forma más sutil en obras posteriores,
Plaza de la Trinidad antes de la intervención de Peña Ganchegui, resultado del con la combinación de terrazas corridas y perfiles verticales seriados definiendo
derribo de antiguas edificaciones, utilizado como improvisado frontón y bolatoki galerías, en una formulación que arranca en 1961 con el proyecto no construido
ocasional, con los espectadores distribuidos por las ruinas, propició que Luis Peña de Vivienda unifamiliar en Yanci, lo construye como elemento fragmentado en la Vi-
reviviera aquellas escenas de su juventud en la Plaza Churruca, cuyo recuerdo le viendas Churruca-Iparraguirre (Mutriku, 1961) [Fig. 12], adquiere continuidad en las
proporcionó el graderío con el que distribuir a los espectadores alrededor del pro- 12 viviendas Urresti (Mutriku, 1964), se desarrolla en Arrigain (Oiartzun, 1964) como
baleku, cosiendo los fragmentos que se daban cita en aquel patio trasero, incluido imagen unitaria del volumen que alberga las viviendas, y se perfecciona en Zubi-
el monte que prolonga, articulándolo con la ciudad. Ondo (Oiartzun, 1965) con reminiscencias medievales, como elemento que enfati-
za el remate. Este mecanismo le permite además disimular el alero, estableciendo,
Concatenación de espacios articulados aunque sea virtualmente, una continuidad entre la fachada y la cubierta, dando
respuesta a la ecuación de integrar el arquetipo del caserío, con su abundante
La articulación es otro mecanismo recurrente en la obra de Peña, que se manifies- cubierta a dos aguas y el marcado vuelo de sus aleros, con las composiciones
ta tanto en el diseño compositivo como en la configuración espacial, adoptando en abstractas de la imaginería moderna; dicho en otras palabras, hacer compatibles
este caso la forma de filtro entre el ámbito público, que representa la ciudad, y el los dictados de la modernidad con las circunstancias climatológicas y culturales
ámbito íntimo, que en la Trinidad representa el probaleku (el espacio central), en el locales.
Tenis la plazoleta final (que presiden las esculturas), y en los edificios residenciales,
los espacios de vivienda. En estos últimos, el filtro lo aporta el itinerario a través de
Continuidad entre fachada y cubierta
las zonas comunes, que incluyen porches, calles y patios interiores, dando lugar a
algunas formulaciones de una gran riqueza espacial, como las que ofrece el patio La galería virtual fue una de las dos principales soluciones que empleó Peña para
de las 24 viviendas Aizetzu (Mutriku, 1964), la secuencia exterior-interior de las incorporar la cubierta inclinada evitando la presencia del tradicional alero. La otra
33 Casas Rosas (Mutriku, 1965) y las pasarelas de las 28 viviendas Elu (Mutriku, surge a raíz de la Vivienda bifamiliar Olazabal (Mutriku, 1963), facilitada por el uso
1969), convertidas en calles interiores en los grupos de 46 viviendas Iparraguirre y de la pizarra (que Peña toma prestada, de acuerdo con la memoria del proyecto,
20 viviendas Arbide, que realizará en 1972 en Motrico y Oyarzun, respectivamente. de dos palacetes vecinos), y consiste en suprimir directamente el alero, prolon-
Transición público-íntimo que en la Trinidad se produce a través de la anteplaza [Fig. 12] Luis Peña Ganchegui, Viviendas gando la cubierta en la fachada, gracias a la posibilidad de disposición vertical
conformada por el callejón que la conecta con la calle 31 de agosto, y en el Tenis Churruca-Iparraguirre (Mutriku, 1961). de la pizarra. La solución formulada en Olazabal, que permite cubrir plantas de
se define con la configuración espacial de la urbanización, que podemos asimilar Fuente: Archivo Luis Peña Ganchegui. perímetro quebrado con cubiertas de volumetría simple, sin comprometer con ello
126
ZARCH No.1 | 2013
Paisajes Landscapes

MARIO SANGALLI UGGERI


La Plaza del Tenis: un lugar autobiográfico

[Fig. 13] Luis Peña Ganchegui, Iglesia San [Fig. 15] Plaza del Tenis (Donostia, 1975).
Francisco (Vitoria, 1968). Planta de la obra realizada.
Fuente: Archivo Luis Peña Ganchegui. Fuente: Archivo Luis Peña Ganchegui.

a la fachada, será clave en la resolución de casos como las 24 viviendas Aizet- la fractura natural, le otorga la textura adecuada para ofrecerse como intermediario
zu (Mutriku, 1964), el grupo Donosti-Zarra (Donostia, 1968) o las 28 viviendas Elu entre el espacio domesticado de la ciudad y la grandeza indomable de la naturale-
(Mutriku, 1969). Pero nos habla también de la importancia que tiene en la obra de za, manifestada en este ámbito en todo su esplendor [Fig. 14].
Peña la elección del material, atendiendo a un sabio respeto de sus reglas, que le
permite formular soluciones de una gran coherencia. Es el caso de la pizarra, que La estética del alma vasca
se convertirá en un aliado imprescindible para poder llevar a cabo obras como
el Levante de Reyes Católicos (Donostia, 1963) cuya última planta albergará su La sobriedad y radicalidad del lenguaje empleado por Peña Ganchegui, además
estudio a partir de 1968, la Iglesia de San Francisco (Vitoria, 1964) reducida a una de aportar su condición vernácula (presente, a través de la tradición artesanal,
gran cubierta sobre la plaza pública que representa el lugar del culto [Fig. 13], y las en la piedra), refleja connotaciones formales con la expresión de su pueblo, al
Viviendas Cortázar (Vitoria, 1974); del mismo modo que el pavés será el material conectarse con el estilo vasco que propugnaba Oteiza en su investigación sobre
determinante en los almacenes realizados para la Unión Farmacéutica Guipuzcoa- la especificidad cultural e histórica del pueblo vasco8, presente en la producción
na de Eibar y San Sebastián (en 1971 y 1973, respectivamente), y el granito será artística de los integrantes de la Euskal Eskola, a la que perteneció el propio Luis
decisivo en la Plaza del Tenis (Donostia, 1975) y, más tarde, en la Plaza de Los Peña, liderando la vertiente arquitectónica. En su abstracción orgánica, el trazado
Fueros (Vitoria, 1979). geométrico de la topografía artificial, al igual que el de las piedras que enmarcan
las siete perforaciones practicadas en la arqueta del colector, ya obsoleto (que
Unidad material convierten las embestidas del mar en surtidores verticales, reciclando el elemento
bastardo para convertirlo en protagonista), o las que resuelven el encuentro de las
En este sentido, la Plaza del Tenis sigue la enseñanza de la Plaza de la Trinidad, en cintas de piedra que despiezan el nivel inferior de la topografía (dividiendo, a modo
la que la construcción del graderío le vino facilitada por la existencia de adoquines de cumbrera y limatesas, las aguas de las cubiertas que representan el paseo y los
procedentes del asfaltado de las calles en el almacén municipal, logrando una uni- dos ensanchamientos extremos), muestra claras connotaciones con los recursos
dad de material que le ayuda a dotar de identidad a la intervención, y empastarla formales de la producción de Chillida. Como describe acertadamente Mª Soledad
al mismo tiempo con el contexto. Doce años después, para construir la meseta Álvarez Martínez, se observa en ella “un extremo interés por la forma, cuya gesta-
escalonada que sirve de asiento al Monte Igueldo, cuya presencia se insinúa previa ción y desarrollo se producen en estrecha dependencia de la materia y en íntima
a la de los estratos que lo conforman, Peña recurre de nuevo a una pieza modular relación con el espacio en el que se instaura. Se trata de formas dinámicas, po-
como material único. Al no disponer ya de adoquines de caliza de desecho, pero tentes y constructivas, en las que el rigor geométrico (...) es vencido por una suerte
obligado también por un emplazamiento más expuesto a las inclemencias, y ne- de organicidad, que parte del núcleo mismo de la materia, y por la fuerza vital que
cesitado de dotar a la intervención de una presencia que le permitiera situarse de imprime la acción moduladora del gesto”9. Una coincidencia de coordenadas que
8 J orge Oteiza, Quosque Tendem...! Ensayo de
tú a tú con los estratos y las rocas que conformaban el sitio, la Plaza del Tenis se interpretación estética del alma vasca, (Zarautz, contribuye, sin duda, a la feliz simbiosis que representa la Plaza del Tenis [Fig. 15].
[Fig. 14] Plaza del Tenis (Donostia, 1975).
construye con granito Rosa Porriño, sin labrar, en piezas de sección cuadrada de Colección Azkue, 1963).
Fuente: Archivo Luis Peña Ganchegui. Feliz relación entre arquitectura y escultura que extiende su conexión implicando
20 cm de lado y longitudes variables, procedentes de los postes que se producían 9M
 ª Soledad Álvarez Martínez, “Oteiza y Chillida:
en las canteras gallegas, a partir de los sobrantes del despiece de los grandes blo- La escultura vasca entre el proyecto moderno a la naturaleza, estableciendo un diálogo que no habría sido posible sin la concu-
y la impronta del pasado”, Revista Internacional
ques, destinados tanto a definir los límites de las parcelas agrícolas como a elevar rrencia de una actitud que ha sido frecuentemente señalada10: la mirada propia del
de los Estudios Vascos, volumen 42.1, Donostia,
las viñas. Como en el caso de la pizarra o el pavés en los proyectos comentados, 1997. espíritu romántico, cuya percepción del paisaje permite ver la naturaleza en toda
el material empleado dicta con sus parámetros las condiciones que debe seguir el 10 Entre ellos el propio Luis Peña, que lo cita cada su grandeza y misterio, capaz de alcanzar la categoría de lo sublime, contemplán-
diseño, y proporciona el carácter de la actuación, definiendo una topografía artifi- vez que menciona a Novalis para explicar la rela- dola como algo que debe ser comprendido e interpretado, en lugar de meramente
ción de la intervención respecto a la naturaleza,
cial aterrazada en tres niveles, conectados de forma continua mediante gradas de explotado. Actitud, en definitiva, imprescindible para descubrir al genius loci, el
y más recientemente Iñaki Abalos, en el artículo
60x40 cm, puntualmente rebajados para formalizar los peldaños de 30x20 cm que “Genius Materiae”, publicado el 14 de Julio de espíritu que todo sitio precisa para convertirse en lugar. Un lugar que era concebi-
permiten circular entre ellas. El granito escogido ofrece el color que buscaba Peña 2007 en el diario El País, como adelanto del libro do por Peña como una extensión de la sociedad y de sí mismo; como un puente
editado con motivo de la entrega de la Medalla
para que su intervención rimase con el muro que delimita el Paseo de la Concha, de Oro de la Arquitectura Española a Peña Gan-
que conectaba al individuo con el universo y, en su caso concreto (a través de sus
construido con piedra de color rosado, mientras que el acabado rugoso, propio de chegui en 2004. raíces vernáculas) con la tierra de sus ancestros.
El análisis de la traza mediante Space Syntax. Introducción

El estudio que ha servido para la elaboración de este artículo se sitúa en el contex-


Evolución de la accesibilidad configuracional to de una investigación más amplia que se interroga acerca del papel de los con-
juntos históricos en las grandes áreas metropolitanas. Preguntándonos acerca de
de las ciudades históricas de Toledo las capacidades de los conjuntos históricos y de sus ciudades para atraer activida-

y Alcalá de Henares
des metropolitanas direccionales o acoger una diversidad suficiente de actividades
económicas y grupos sociales; en qué medida es posible alcanzar un equilibrio
entre protección patrimonial y uso; o qué políticas son apropiadas o se han utiliza-
Spatial network analysis based on Space Syntax Methodologies. do en los núcleos que se integran en procesos metropolitanos (solís et al., 2013).

The evolution of integration in the historic cities of Toledo Para ello, consideramos necesario entender los conjuntos históricos no sólo en sí
mismos, sino en relación con todos los tejidos urbanos posteriores. Es decir, pri-
and Alcalá de Henares mero, estudiar su relación con el resto de la ciudad –la ciudad histórica dentro de
la ciudad total (álvarez, 2000)– y, también, con el área metropolitana extendida en la
Mayte ARNAIZ, Borja RUIZ-APILáNEZ y José Mª De UREÑA que se encuentren inmersos. Creemos que las relaciones que pueden surgir entre
estos tres niveles de agregación –centro histórico, ciudad total y área metropolita-
na– pueden ser importantes en el devenir de todos ellos.
Resumen / Abstract Al concebir la ciudad en su conjunto, podemos explicar más fácilmente algunas
El presente artículo pone de manifiesto la decisiva influencia que el crecimiento de la ciudad tiene sobre la accesibilidad configuracional dinámicas específicas de la ciudad histórica. Podemos entender que la construc-
de la ciudad preexistente y en particular sobre la ciudad histórica. De acuerdo con la teoría de Space Syntax y empleando la aplicación ción de nuevos centros comerciales en las periferias recientes contribuye a des-
informática Depthmap, se han estudiado los niveles de integración de cada calle de las ciudades de Toledo y Alcalá de Henares en cuatro mantelar los tejidos comerciales históricos. O que la oferta masiva de viviendas
etapas diferentes de su desarrollo –años 1950, 1970, 1990 y 2010– prestando especial atención a la evolución de sus cascos histórico. El
más accesibles y con aparcamiento propio ayuda a vaciar los tejidos residenciales
análisis es pionero en el empleo de las teorías y herramientas de Space Syntax desde una aproximación Conzeniana –en cuanto evolutiva–
más antiguos, a los que el acceso con automóvil es cada vez más complicado y su
al estudio de la morfología urbana. Muestra cómo el sistema de accesibilidad evoluciona al tiempo que la ciudad crece y cómo esto puede
hacer que los niveles de integración de los elementos se mantengan o se modifiquen. aparcamiento es en muchas ocasiones imposible.

Pero más allá del cambio de uso y el desplazamiento de actividades motivados por
This paper shows the decisive influence of urban growth on accessibility (Space Syntax integration) of the pre-existing city and the historical centre in
una nueva oferta, aquí nos preguntamos acerca de la influencia de la expansión de
particular. Using Space Syntax theories and tools, this paper focuses in the study of integration of each spatial element (mainly streets) of the cities of Toledo
and Alcalá de Henares in four different stages–1950s, 1970s, 1990s and 2010s–and pays special attention to the particular evolution of their historic city. la ciudad sobre una de las características morfológicas de la ciudad histórica: la
In this respect, such morphological analysis becomes a pioneer attempt to combine both Space Syntax methodologies and a Conzenian approach –as it accesibilidad configuracional1. Es decir, la accesibilidad entendida exclusivamente
is evolutionary–. It shows how the accessibility pattern of urban spatial networks evolve through time as city grows, and how this can increase or decrease en función de la propia configuración del sistema de calles.
the accessibility of each particular element.
¿Pueden los sucesivos desarrollos urbanos de la ciudad modificar la accesibilidad
de los tejidos preexistentes? ¿Cómo afecta la incorporación de nuevas calles a un
Palabras clave / Keywords
sistema de calles anterior? ¿Es posible que esta pueda llegar a reducir la accesibi-
Ciudad histórica, morfología, traza, accesibilidad configuracional, integración, Space Syntax, Toledo, Alcalá de Henares, área metropolitana. lidad de calles preexistentes?
Historic city, morphology, configuration, accessibility, integration, Space Syntax, Toledo, Alcalá de Henares, metropolitan area.
Planteados estos interrogantes, el objetivo de este artículo es evaluar la incidencia
de la expansión del conjunto de la ciudad –la ciudad total– sobre la accesibilidad
configuracional de la ciudad histórica y, por tanto, sobre las posibilidades de uso
ligadas a la propia configuración de la traza urbana. Es una aproximación a la mor-
fología desde la traza de sus calles, en el que analizamos la evolución del sistema
de calles de Toledo y Alcalá de Henares en cuatro momentos de su historia recien-
te –correspondientes con las décadas de 1950, 1970, 1990 y 2010–.

Mayte Arnaiz. Investigadora y Máster por la UCLM. Arquitecta por la UPM. En la actualidad realiza una estancia doctoral en UCL (Reino Unido). Entre las diversas ciudades analizadas, hemos elegido Toledo y Alcalá de Henares
Sus trabajos se centran en el estudio de la morfología urbana. Ha publicado varios artículos en revistas nacionales. para la elaboración de este artículo. Estas son las ciudades declaradas Patrimonio
Borja Ruiz-Apilánez. Profesor de Urbanismo y Ordenación del Territorio y Doctor por la UCLM. Arquitecto por la UPM, Ingeniero de caminos de la Humanidad más próximas a la ciudad de Madrid. Alcalá podemos conside-
por la UC y Máster por la UN. Ha trabajado en estudios de arquitectura reconocidos internacionalmente y ha investigado e impartido docencia en rarla completamente integrada en el área metropolitana madrileña, mientras que
diversas universidades nacionales y extranjeras. Ha publicado artículos en diversas revistas nacionales. Forma parte de grupos de investigación
Toledo forma parte del área metropolitana extendida o de la región urbana de la
financiados con fondos nacionales y regionales.
capital (solís, ureña y ruiz-apilánez, 2012). Analizadas desde el punto de vista de la
José Mª de Ureña. Catedrático de Urbanismo y Ordenación del Territorio, UCLM. Ha enseñado e investigado en diversas universidades: Poli-
evolución morfológica de su traza, veremos que suponen dos extremos prototípi-
técnica de Madrid y de Catalunya, Cantabria, Edimburgo, California-Berkeley, Paris-Pantheon-Sorbonne y Lille-1. Fue Rector de la Universidad
de Cantabria, Presidente del Santander Group of European Universities y Fundador de la Escuela de Caminos de la UCLM. Investiga con fondos cos en nuestra investigación.
europeos y españoles sobre las implicaciones territoriales de la Alta Velocidad Ferroviaria, la evolución de las estructures metropolitanas, el redi-
seño de calles y las ciudades históricas. Publicaciones en revistas: Urban Studies, Cities, Planning and Administration, EURE, European Urban and La ciudad histórica entendida como parte de la ciudad total
1 En este artículo emplearemos la traducción al cas-
Regional Studies, Journal of Urban History, Revista de Obras Públicas, Ciudad y Territorio Estudios Territoriales, Scripta Nova, BAGE, Landscape tellano ‘accesibilidad configuracional’ propuesto
Research, Urban, Transports Urbains, Revue d’Histoire des Chemins de Fer, Journal of Infrastructure Systems, European Planning Studies, Applied por Lamíquiz (2011) del concepto ‘spatial accesi-
La preocupación por el deterioro o la destrucción de la ciudad histórica y su valo-
Mathematical Modelling, Journal of Transport Geography, etc. bility’ introducido por Bill Hillier y Hanson (1984). ración patrimonial surgieron en Europa con la llegada de la revolución industrial y
130 la urbanización que emergió entonces transformando los tejidos históricos (campos de la misma. Sin embargo aunque fue una propuesta ciertamente innovadora,
ZARCH No.1 | 2013 venuti, 1981). Desde entonces hasta la actualidad se han sucedido diferentes visio- sus resultados prácticos han sido bastante modestos, tal y como sugiere Sainz-
Paisajes Landscapes
nes o ciclos en los que los procesos de transformación de los centros históricos Gutiérrez (2006).
MAYTE ARNAIZ, BORJA RUIZ-APILÁNEZ han modelado la imagen de la ciudad histórica hasta nuestros días (troitiño, 1992).
y JOSÉ Mª DE UREÑA
La ciudad histórica se enfrenta en la actualidad a patologías urbanas generales
El análisis de la traza mediante Space Syntax. La ciudad preindustrial se presentaba como una estructura compleja con bordes propias de la ciudad en su conjunto –contaminación, tráfico, especulación– y a
Evolución de la accesibilidad configuracional marcados, generalmente delimitada por murallas que la rodeaban. Ante el gran otras más específicas y locales –turismo de masas, envejecimiento y pérdida de
de las ciudades históricas de Toledo y Alcalá de Henares
crecimiento demográfico industrial, los planes reguladores se convirtieron en las población, problemas de accesibilidad, envejecimiento de las infraestructuras,
herramientas urbanísticas para permitir realizar dos tipos de transformaciones: la gentrificación–. Sin embargo el tratamiento de la ciudad histórica –su conserva-
remodelación o reforma de la ciudad existente, que dota de infraestructuras mo- ción y/o rehabilitación– se ha realizado demasiadas veces como una actividad en
dernas a la urbe, y la ampliación o ensanche, es decir la creación de una nueva sí misma y no como una actividad de ordenación y/o intervención sobre todo el
expansión urbana extramuros, tras la demolición de la muralla tradicional. espacio urbano actual. La singularidad que implica el Plan Especial en términos
urbanísticos ha fomentado tratar la ciudad histórica como un fragmento local de la
Los ensanches, mediante una cuadrícula extensiva, reflejan una nítida fractura
ciudad total que no requiere necesariamente, relaciones concretas con esta última
morfológica entre la ciudad precedente y el nuevo crecimiento trazado bajo los
para proceder a su conservación y recuperación. En este sentido se ha preservado
preceptos de la higiene y la circulación. El efecto de estos proyectos sobre la ciu-
su valor como reserva cultural, ajena a lo que se estaba planteando fuera de ella
dad histórica es considerable, sufriendo generalmente un proceso de marginación
(álvarez, 2000).
y degradación.
De acuerdo con esta línea de pensamiento, los instrumentos de planeamiento,
Las operaciones de reforma de la ciudad preexistente se materializaron en grandes
como los Planes Especiales de los Centros Históricos, deberían no limitarse al pe-
operaciones de reestructuración radical, derribando manzanas de los viejos tejidos
rímetro de lo considerado histórico, sino a trabajar más sobre la relación entre los
y abriendo paso a nuevas calles y avenidas en los barrios históricos, con la volun-
tejidos con mayor contenido histórico y los más recientes. Es la ciudad total, como
tad de adaptar la ciudad a las nuevas necesidades de salubridad y comunicación.
la ciudad comarca de Toledo con sus distintas partes bien diferenciadas (ureña et
Pero mientras se desgarraba y derribaba el viejo entramado histórico –en España
al., 2012), la que debe ser viable. Sin separar el tejido que pretendemos conservar
muchas veces medieval– aparecía la nueva disciplina de la restauración monu-
del que se genera en la actualidad o se generó recientemente.
mental que entendía el valor patrimonial histórico de algunos edificios que pasaban
a adquirir el estatus de monumento. Mientras se restauraban las catedrales de Este artículo evidencia la necesidad de abordar el estudio de la ciudad en su tota-
París o Milán, la ciudad y la arquitectura menor que la conformaba eran destruidas lidad, también y específicamente desde un punto de vista morfológico, para com-
en nombre del progreso. prender lo que acontece y planear la intervención sobre ciudad histórica.

La pérdida de identidad histórica de numerosas ciudades consecuencia de estos


Morfología urbana y análisis a través de la traza
procesos fue denunciada. Las protestas partieron de la afirmación de que la cali-
dad ambiental de la ciudad moderna era muy inferior a la de la pintoresca ciudad Tal y como señala Gauthiez (2004), resulta difícil situar los orígenes del estudio de
tradicional. En la transición entre los siglos XVIII y XIX, son clave los trabajos de la forma de la ciudad. Sin embargo, de acuerdo con el International Seminar on
Sitte (1889), reaccionando contra las tendencias urbanísticas de su tiempo, y de Urban Form2 y como explica Moudon (1994), existen tres escuelas fundamentales
Giovannoni (1913), proponiendo una nueva metodología para la intervención en de morfología urbana que inician el estudio contemporáneo –científico o acadé-
los tejidos históricos y condenando las operaciones de cirugía violenta. Esta niega mico–, ubicadas en Italia, Inglaterra y Francia. La primera fundada con el trabajo
la práctica del aislamiento de monumentos e introduce el concepto de ambiente seminal de Muratori (1960), la segunda por los de Conzen (1960) y la tercera con
urbano donde el monumento y su entorno forman un conjunto. Pero la urgencia los de Castex, Depaule, y Panerai (1977). Estos últimos, con claros antecedentes
de la reconstrucción tras la Segunda Guerra Mundial y la necesidad acuciante de italianos, según Darin (1998). Estas escuelas se denominan tipo-morfológicas, ya
vivienda aplazan la discusión y los nuevos crecimientos adoptan las pautas del que describen la morfología de la ciudad a través de la clasificación de edificios y
Movimiento Moderno, donde la utopía urbana se aleja del modelo urbano materia- espacios libres en tipos.
lizado en los centros históricos.
Hoy en día, las tres comparten, en esencia, el método de análisis morfológico evo-
Durante los años 50, se reabre en Italia el debate y en 1960 se redacta la Carta de lutivo introducido por Conzen (1960). El que fue bautizado como town-plan analy-
Gubbio, sentando la base de los principios actuales de protección e intervención, sis, se limita al estudio del plano de la ciudad y distingue tres tipos de elementos:
según González-Varas (1999). Los planes especiales son los instrumentos que pro- (i) las calles y el sistema de calles, (ii) las parcelas y su agregación en manzanas y
tegen y posibilitan la intervención en la ciudad histórica, dotada de valor unitario, (iii) los edificios. Sin embargo, tradicionalmente, la morfología urbana ha prestado
estableciendo un nuevo método fundado en una profunda y preliminar valoración mayor atención a los edificios, las parcelas y sus diversas configuraciones y agre-
de carácter histórico y en donde el mantenimiento de la estructura socioeconómi- gaciones. Los estudios de los sistemas de calles en sí –de los trazados a los que
ca se considera fundamental. se refería Solá-Morales (1987) en La segunda historia del proyecto urbano– son
más difíciles de encontrar.
A lo largo de las últimas décadas se han producido intervenciones en tejidos histó-
ricos dentro de este planteamiento más integrador. La propuesta seminal y ya clá- Una par de excepciones notables son las contribuciones estadounidenses de Jacobs
sica de rehabilitación sobre el centro de Bolonia (cervellati y scannavini, 1976) estu- (1993) y Southworth y Ben-Joseph (2003). El primero, tras décadas de estudio diri-
diaba las características tipológicas, la estructura material y los valores culturales, 2 Para más información, consultar www.urbanform. gido a la búsqueda de las características físicas que caracterizaban a las grandes
sociales y económicos de la ciudad histórica proponiendo una nueva regeneración org calles –como lugares de relación social–, señala la importancia de la propia con-
figuración formal del sistema de calles, casi como condicionante a priori, más allá
de las características físicas particulares que pueda tener cada calle en particular.

A partir de una colección de 50 tejidos urbanos de distintas ciudades del mundo


[Fig. 1] –los planos de una milla cuadrada a escala 1:12.000– establece numerosas
comparaciones fundamentalmente descriptivas entre las formas de los diversos
trazados. Sin embargo, en un intento por caracterizar cada sistema de calles de
un modo numérico y objetivo, Jacobs (íd.) proporciona una tabla con el número de
intersecciones y manzanas, así como la distancia entre intersecciones contiguas
–proporcionando la media y la mediana de este último parámetro–.

Jacobs (íd.) afirma que cada cruce de calles supone una oportunidad adicional
para el espacio urbano en la que los ciudadanos tienen la posibilidad de elegir
entre distintas opciones, y concluye que una manera de valorar la calidad poten-
cial de un trazado como soporte de la vida urbana es a partir de la densidad de
intersecciones.

Southworth y Ben-Joseph (2003) realizan un estudio exhaustivo de las repercu- La suma de todas las profundidades de un elemento origen con respecto a todos
siones ambientales y sociales que han tenido las distintas normativas de diseño los elementos del sistema se denomina profundidad total. Desafortunadamente, la
de calles y los distintos trazados a lo largo de la historia. En este también realizan profundidad total no puede utilizarse para comparar el estatus de diferentes calles
un análisis comparativo de distintos tipos de trama en el que, para una misma su- [Fig. 2] 1. Ciudad de G en la región de Var. en diferentes ciudades ya que esta se ve afectada por el número de elementos
2. Estructura del espacio libre de G. del sistema. Por otro lado, según los estudios de Hillier, el movimiento se produce
perficie, miden la longitud total de las calles existentes y la cantidad de manzanas, 3. Mapa axial de G.
puntos de acceso, calles en bucle y fondo de saco y, también, intersecciones. con mayor facilidad en los itinerarios con menores giros o ángulos. De manera que
Fuente: Hillier y Hanson (1984).
los valores de la profundidad deben ser modificados o corregidos en función de
El estudio de las conexiones entre calles y su relación con las oportunidades que cómo se producen cada uno de los cambios de dirección. Por ello, se define una
[Fig. 3] Conteo de peatones en tres zonas de
ofrece el espacio como soporte de las actividades sociales de sus ciudadanos es magnitud normalizada o relativa, base de la teoría de Space Syntax, que combina
Londres de 12 am a 2 pm. La elevada corre-
la base de la ha sido teoría de Space Syntax, en la que se fundamenta el análisis lación entre los conteos de peatones y el nivel las magnitudes anteriores denominada integration, y a la que nosotros nos referire-
que presentamos en este artículo. de integración de cada eje axial confirmaron la mos como nivel de integración o, simplemente, integración. Debatida por primera
teoría del movimiento natural.
vez por Steadman (1983), sus fundamentos teóricos fueron detallados por Hillier y
Fuente: Hillier et al. (1993).
La teoría de Space Syntax y la accesibilidad configuracional Hanson (1984). A lo largo de los años la fórmula de cálculo de la misma se ha mo-
dificado y se han realizado variaciones sucesivas basadas en razones empíricas
Space Syntax es una teoría arquitectónica no discursiva creada por Hillier y Han- (hillier, 2007).
son a finales de la década de 1970 y desde entonces ha seguido desarrollándose
por el Space Group del University College of London y por otros investigadores La integración calcula cómo de cerca está cada elemento del resto de compo-
formados mayoritariamente en este laboratorio. The social logic of space (hillier y nentes del sistema, mide cómo de accesible es cada segmento con respecto al
hanson, 1984) es la obra de referencia con la que la teoría se presentó definitivamen- resto y cuánto potencial tiene como destino de movimiento. Un elemento está más
te en la comunidad científica. integrado en el sistema cuanto menores sean los cambios de dirección para alcan-
zar al resto de elementos. Es decir, cuanto menor sea su profundidad. A su vez el
Esta teoría sostiene que el medio físico influye en el desarrollo de las actividades ángulo en que se producen cada uno de estos cambios de dirección modifica los
humanas aunque no de una manera determinista. Es, sin embargo, una teoría pro- valores. Las conexiones con menor ángulo de giro (conexión más lineal) mejoran
babilística y posibilista a la hora comprender la relación entre el medio construido y o potencian la accesibilidad. La accesibilidad configuracional de un segmento au-
la actividad social que en él puede desarrollarse. El grupo ha desarrollado una serie mentará cuanto mayor sea su nivel de integración. La integración puede calcularse
de herramientas para analizar configuraciones morfológicas edilicias y urbanas. de manera global, en relación a todo el sistema, o de manera local, considerando
Varias de las medidas que pueden realizarse a partir de los modelos generados sólo las conexiones hasta cierta distancia (en un determinado radio de influencia).
para representar las distintas configuraciones han demostrado estar correlaciona- Esto permite el estudio de la accesibilidad a diferentes escalas.
das con diversos aspectos sociales.
Varios estudios demuestran que la integración se ajusta al movimiento peatonal
[Fig. 1] El poder configurador de los trazados El primer paso para analizar cualquier sistema espacial –en el caso de entornos
y su influencia sobre las actividades sociales real observado o movimiento natural (hillier et al., 1993). Las calles de mayor nivel
se intuye al comparar distintos sistemas de urbanos, fundamentalmente el conjunto de calles y plazas– consiste en modelarlo de integración –con mayor accesibilidad configuracional– son las más transitadas
calles. Planos de 1 milla cuadrada de las según una serie de elementos discretos unidimensionales, denominados líneas y utilizadas por los habitantes [Fig. 3].
ciudades de Ahmedabad, Irvine, Barcelona y
axiales. El mapa axial [Fig. 2] está formado por el menor conjunto de ejes rectos
Bolonia.
que atraviesan cada espacio haciendo todas las conexiones posibles del sistema
Fuente: Jacobs (1993). Análisis evolutivo de la accesibilidad configuracional de Toledo y Al-
(hillier y hanson, 1984). Los mapas axiales permiten analizar de qué manera se
calá de Henares
producen las conexiones entre ejes y cuantificar el grado de accesibilidad con-
figuracional de la trama. Este proceso está basado en la magnitud denominada Tras realizar un estudio previo del desarrollo urbano de ambas ciudades a través
profundidad o distancia axial, que se define como el mínimo número de cambios de diversas fuentes bibliográficas (vallhonrat y rascón, 2011; álvarez, 2004; gonzález,
de dirección para alcanzar un elemento de una red espacial desde otro. 1975) y cartográficas –de Alcalá de Henares (IGN, 1877;1952; 1968; 1991; 2010a) y Toledo
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ZARCH No.1 | 2013
Paisajes Landsc