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Avaliação Fisioterapêutica

Neurológica e Respiratória

Prof. Gizele A. Neves


E-mail: gizele.neves@uni9.pro.br
ANAMNESE

• Aná = trazer de novo + mnesis = memória

Anamnese: trazer de volta à mente todos


os fatos relacionados à doença e ao
paciente
ANAMNESE
• Em essência, a anamnese é uma entrevista.

• Em situações especiais, os dados da anamnese


podem ser coletados por:
❖Gestos
❖Escrita
❖Familiares
ANAMNESE
• Identificação;

• Queixa principal (QP);

• História da moléstia atual (HMA);

• História da moléstia pregressa (HMP)- antecedentes


pessoais e familiares;

• Aspectos psicológicos;

• Hábitos e vícios.
Identificação
• Apresentação entre o fisioterapeuta e o paciente

• Inclui:
❖Nome completo
❖Idade
❖Sexo
❖Etnia
❖Nacionalidade
❖Naturalidade
❖Estado civil
❖Ocupação
❖Endereço atual
Queixa principal (QP)

• Manifestação que faz com que o paciente procure um


serviço de saúde.

• O paciente deve traduzir em linguagem rotineira


aquilo que sente.

• Cuidado ao receber os “diagnósticos” dos


pacientes!!!
História da Moléstia Atual (HMA)

• Descrição dos detalhes de interesse sobre a queixa principal.

• Formular perguntas que sejam bem entendidas pelo paciente, a

fim de se evitar equívocos na obtenção da história.

• Registrar os fatos de forma clara, com uma sequência coerente

e cronológica.
História da moléstia Pregressa (HMP)/
Antecedentes Pessoais
• Leva em consideração dados que não apresentem relação direta ou
indireta com a doença atual, mas que podem impactar na terapia.
❖Doenças prévias, Cirurgias, Traumatismos, Exames laboratoriais
realizados, Uso de medicamentos, Fatores de risco.
• Investigar principalmente doenças que possam ter impacto pulmonar.
❖Infecções pulmonares prévias; Alergias; Doenças auto-imunes
❖Diabetes (aumenta vulnerabilidade a infecções, tuberculose)
❖Uso de medicamentos (corticóides, imunodepressores)
❖Tumores

Antecedentes Familiares

• Levar em consideração antecedentes


relevantes.
Aspectos Psicológicos
• Depressão, medo, ansiedade...
• Podem impactar no estado de debilidade do paciente
• Pode ajudar o terapeuta a lidar com o paciente

Hábitos e Vícios
• Tabagismo
❖Atual ou prévio- ESTIMAR CARGA TABÁGICA ANOS X MAÇOS
❖Considerar como não fumante somente aqueles que tenham deixado
de fumar há mais de 15 anos.
• Etilismo
❖Efeitos deletérios em múltiplos órgãos
❖Aumenta o risco de certas pneumonias
• Psicotrópicos
❖Favorece doença tromboembólica
❖Heroína: provoca edema pulmonar
Egan, fundamentos da terapia respiratória
Egan, fundamentos da terapia respiratória
Egan, fundamentos da terapia respiratória
Egan, fundamentos da terapia respiratória
EXAME FÍSICO

• Deve ser completo

• Explorar todos os sistemas orgânicos


EXAME FÍSICO

• Avaliação Neurológica

• Avaliação Respiratória
Avaliação Neurológica
• Inclui avaliações de pupilas, sensibilidade, tônus,
reflexos e nível de consciência.

• Escalas mais utilizadas na monitorização do nível


de consciência de pacientes:
❖Escala de coma de Glasgow

• Escalas utilizada na monitorização do nível de


sedação:
❖Escalda de Ramsay (pacientes sob sedação)

❖Escala de RASS (pacientes sob sedação)


Escala de Coma de Glasgow

Fonte: https://www.significados.com.br/escala-de-glasgow/
Escala de Rass
Pupilas
Isocóricas = mesmo tamanho

Midriáticas = dilatadas

Mióticas = contraídas

Anisocóricas = tamanhos diferentes

Quando as pupilas reagem à luz (reflexo pupilar) = fotorreagentes


Quando há ausência do reflexo pupilar ao estímulo luminoso = arreagentes à luz
Pupilas
AVALIAÇÃO RESPIRATÓRIA

• Sinais Vitais (Spo2)

• Inspeção estática e dinâmica

• Palpação

• Ausculta pulmonar
Sinais vitais- Saturação de periférica de O2 (SpO2)

Permite monitorização contínua e não


invasiva da saturação parcial de
oxigênio (SpO2)

Os valores normais de SpO2 variam entre 95 e 100%


Inspeção visual do tórax
• Estática

❖Consiste na observação do

tórax, sem levar em

consideração os

movimentos respiratórios.

• Dinâmica

❖Consiste em avaliar os

movimentos do tórax.
Inspeção Estática

❖Alterações tegumentares (pele): cicatriz, edemas, coloração.

❖Alterações musculares: Atrofia muscular, encurtamentos, uso de

musculatura acessória.

❖Alterações osteoarticulares: Diâmetros e formato da caixa torácica.

Classificação do tórax.

❖Alterações de extremidades.

❖Alterações na parede abdominal.

❖Dispositivos externos
Alterações tegumentares: cicatriz, edemas,
coloração

Sinal de Cacifo

Imagem retiradas da internet.


Alterações musculares: Atrofia muscular,
encurtamentos, uso de musculatura acessória

Depressão durante a inspiração (relacionada a sinais de desconforto


respiratório): no espaço intercostal, região supra-esternal e supra-clavicular.
Alterações osteoarticulares: Diâmetros e formato
da caixa torácica. Classificação do tórax.

• Tipos de tórax
Para definir os tipos de tórax, baseia-se de acordo com o ângulo
de Charpy que é formado pelo cruzamento das últimas costelas
inferiores, tendo como vértice a base do apêndice xifóide.

Normolíneo = 90º Longilíneo 90º Brevilíneo 90º


Brevelíneo Normolíneo Longilíneo

Imagem retiradas da internet.


Tipo de tórax (Conformação óssea)

NORMAL TONEL CIFOSE PECTUS PECTUS


Ex: DPOC Ex: EXCAVATUM CARINATUM
osteoporose, Ex: raquitismo, Ex: doenças
artrite. doenças congênitas,
congênitas) - asma, raquitismo
Alterações de extremidades

• Baqueteamento ou hipocratismo digital.

Imagem retiradas da internet.


Alterações na parede abdominal

Imagem retiradas da internet.


Dispositivos externos

Dreno pleural Cateter na veia jugular Intubação orotraqueal (IOT)

Dreno Mediastinal Sonda vesical de demora


Imagem retiradas da internet.
Inspeção Dinâmica

❖Padrão Respiratório.
❖Frequência respiratória.
❖Ritmo Respiratório.
❖Tosse e expectoração.
Padrão Respiratório
• Determinado pelo segmento do tronco que predomina
durante os movimentos respiratórios.

• Respiração abdominal ou diafragmática (Característico em


homens e crianças)

• Respiração torácica ou costal (Característico em mulheres)

• Padrão paradoxal (Ocorre em presença de fadiga muscular,


múltiplas fraturas de arcos costais)
Frequência respiratória

• Valor de normalidade para o adulto: 12 a 20 rpm

• Apneia: parada dos movimentos respiratórios.

• Eupneia: frequência respiratória normal.

• Taquipneia: aumento da FR.

• Bradipneia: redução da FR.

• Taquidispneia: aumento da FR associada a sinais de

desconforto respiratório.
Ritmo Respiratório- patológico

Insuf.
Renal/Profunda
para eliminar CO2

Acidose
metabólica

Lesão
IC, Hipertensão
bulbar/depressão
intracraniana,
respiratória
AVE, TCE
Tosse

( ) Eficaz ( ) Ineficaz

( ) Produtiva
( ) Seca
( ) Irritativa
( ) Deglutição
( ) Expectoração

Secreção: fluída, espessa, rolhosa.

Quantidade: pequena, média, grande.

Cor: amarelada, purulenta, clara


(hialina), sanguinolenta