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Sumário

Unidade 1 ............................................................................................................................ 04

Unidade 2 ............................................................................................................................. 12

Unidade 3 ............................................................................................................................. 14

Unidade 4 ............................................................................................................................. 22

Unidade 5 ............................................................................................................................. 25

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Apresentação

Neste segundo módulo você encontrará muitas informações importantes para


fortalecer as famílias que têm crianças no primeiro mês de vida. Os primeiros dez dias
de vida merecem atenção especial, porque é nesta fase que os bebês correm maior
risco de adoecer e de morrer.

As pessoas que fazem parte de uma família têm responsabilidades entre si, de afeto,
proteção e segurança. As famílias precisam de apoio e de informações para
acompanhar o crescimento e desenvolvimento do bebê com amor, cuidado e
proteção.

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Unidade 1: Saúde do bebê e da mãe

O bebê foi vacinado, recebeu sua Certidão de Nascimento e a Caderneta de Saúde da


Criança antes de sair da maternidade?

Os pais têm o dever de registrar o nascimento da criança. Ser registrado no cartório e


receber a Certidão de Nascimento é um dos direitos da criança.

Todas as famílias e suas comunidades devem buscar estabelecer laços de parceria e


de solidariedade com seus amigos e vizinhos e contar com o apoio dos serviços
públicos para fazer valer seus direitos.

Educador, visitar cada família lhe dará oportunidade de conhecer outras formas de
ser, pensar e viver. Você deve ser amigo e acolhedor. É importante ser respeitoso com
as famílias. Confiança e calor humano são qualidades de um bom educador.

Como vamos cuidar da mãe e do bebê?

A família deve acolher mãe e filho num ambiente de amor e respeito, para que se
sintam seguros e protegidos. Se a mãe recebe ajuda nas tarefas da casa, pode cuidar
do bebê e amamentá-lo. No primeiro mês, o bebê precisa de um contato intenso com
a mãe. No início, a mãe pode se sentir insegura para cuidar do bebê e precisa de apoio.
Com a ajuda de outras mulheres que já tiveram filhos, ela se sente mais segura. As
mães sem companheiro precisam de mais apoio familiar. Se a mãe fez cesariana, pode
sentir dor na barriga, dificuldade para andar. Algumas mulheres que tiveram parto
normal e precisaram fazer um corte na entrada da vagina podem sentir o desconforto
dos pontos.
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No contato com a família, verifique se:

Apoio Familiar

Se a mãe tem apoio familiar, caso contrário procure ajuda com os vizinhos e visite
mais vezes essa família.

Local Seguro

Se há um local seguro para o bebê ficar deitado e participar da vida em família.

Ajuda Do Companheiro

Se a mãe tem recebido ajuda do companheiro ou de outras pessoas nas tarefas da


casa.

Amizade

Se a mãe tem com quem conversar sobre o que está sentindo.

Relação Mãe E Bebê

Na maneira da mãe cuidar e se relacionar com o bebê.

O bebê precisa mamar mais vezes, durante o dia e também à noite,


para ganhar peso mais rápido.

Os bebês que nasceram prematuros ou com baixo peso podem


ficar um tempo maior no hospital.

Esses bebês precisam de cuidados especiais, porque têm pouca defesa e podem
pegar infecções; têm pouca gordura no corpo e não conseguem se manter aquecidos;
os pulmões ainda não estão maduros, por isso eles podem ter problemas
respiratórios.

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A melhor maneira de cuidar desse bebê é mantê-lo, o maior tempo possível, junto ao
corpo da mãe. O contato pele a pele dá segurança, aquece e o conforta. Ele pode
mamar mais vezes e, assim, ganhar peso mais rápido.

Manter o bebê mais tempo junto do corpo da mãe ou do pai.


Assim ele fica quentinho, como se ainda estivesse dentro da
barriga.

Importante:

O aleitamento materno é essencial para ajudar o bebê a se


fortalecer e ficar protegido das doenças.

A equipe de saúde deve reforçar o apoio e a motivação na necessidade de


amamentação.

Atenção:

Bebês prematuros muito pequenos podem ter dificuldade para sugar o peito da mãe.
Nesses casos, recomenda-se retirar o leite materno e dar com colher ou copinho.

No primeiro mês, as famílias com bebês prematuros ou de baixo peso devem ser
visitadas com mais frequência pela equipe de saúde.

O papel da família, dos serviços públicos e da comunidade

A tarefa de educar, proteger e cuidar do bebê é especialmente da família. Para isso,


ela precisa contar com serviços de boa qualidade próximos do local onde vive e do
apoio da comunidade.

Os profissionais de Saúde da Família, da Pastoral da Criança, do Centro de Referência


da Assistência Social (CRAS) e de outros serviços públicos ou comunitários apoiam as
famílias com orientações sobre os cuidados com o bebê.

Outros grupos também são parceiros no


fortalecimento da família. Grupos de pais, de
gestantes, de jovens, de igrejas, esportivos e culturais
colaboram no cuidado, na educação e proteção das
crianças.

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Cuidados com a saúde, estado emocional e alimentação da mãe.

A mulher precisa se alimentar bem, tomar bastante líquidos e descansar bem para
recuperar as forças, produzir leite e cuidar do bebê.

Se teve parto normal e levou pontos, a mulher precisa lavar o local com água e sabão
toda vez que urinar e evacuar. Esses pontos caem sozinhos.

Os pontos da cesariana são retirados no serviço de saúde. Depois do parto, é normal


a mulher ter um pequeno sangramento que vai diminuindo e clareando.

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Quando se deve levar o bebê ao serviço de saúde?

Na primeira semana de vida, o bebê precisa ser levado à Unidade Básica de Saúde
para:
 Ser cadastrado para fazer o acompanhamento do crescimento e do
desenvolvimento;
 Receber as vacinas contra hepatite B e contra tuberculose, no caso de não
terem sido feitas na maternidade;
 Fazer o Teste do Pezinho, da Orelhinha e do Olhinho. Esses testes servem para
identificar, precocemente, transtornos que podem prejudicar o crescimento e
o desenvolvimento do bebê. É muito importante que a família vá ao serviço de
saúde buscar o resultado dos testes para, se necessário, o bebê receber o
tratamento. Nesse caso, a equipe de saúde deve encaminhar e orientar a mãe
para o local onde será realizado o tratamento da criança.

O bebê deve ser levado com urgência ao serviço de saúde se tiver:

1. Convulsão.

2. Febre.

3. Temperatura do corpo muito baixa (pele muito fria).

4. Pele muito amarelada (icterícia) atingindo os braços e pernas do bebê.

5. Dificuldade para mamar.

a. Umbigo vermelho ou com pus ou outros problemas de saúde como:


dificuldade para fazer cocô ou xixi;

b. dificuldade de respirar;

c. barriga estufada;

d. lábios, pés e mãos arroxeados.

Outros cuidados com o bebê. O que podemos fazer?

O bebê chora quando tem cólicas, quando está molhado, com frio ou fome, e quando
quer carinho. Ele pode também estar com gases, nariz entupido, soluço. Nesses casos,
existem cuidados simples que a mãe pode aprender com pessoas mais experientes.

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Atenção:

 Após o banho, enxugue-o rapidamente para que ele não sinta frio.

 A presença da cor amarelada na pele do bebê significa icterícia. O bebê deve


ser avaliado no serviço de saúde.

 As fezes dos primeiros dias costumam ser escuras, depois podem ser amarelas,
pastosas e, às vezes, esverdeadas. Se criança está bem, isso não é diarreia.

 Para evitar assaduras, as fraldas devem ser trocadas sempre que estiverem
molhadas ou sujas e o bebê deve ser limpo com água, pano ou algodão úmido.
Não usar talco, pois pode levar à sufocação do bebê.

 É importante que as roupas, os objetos e os brinquedos sejam lavados e bem


enxaguados, evitando-se produtos perfumados.

Algumas orientações para ajudar as mães:

 Quando o bebê está com soluços: agasalhar bem o bebê;

 Choro que não passa: colocar o bebê junto ao peito;

 Cólicas: deitar o bebê de bruços e massagear delicadamente


as suas costas;

 Gases: com o bebê deitado de costas, dobrar suas perninhas até encostar os
joelhos na barriga;

 Golfadas: colocar o bebê em pé no colo, balançar seu corpo suavemente para


os dois lados até que a bolha de ar saia do estômago e ele arrote;

 Nariz entupido: retirar delicadamente o muco seco das narinas com soro
fisiológico.

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Unidade 2: Características, desenvolvimento e ambiente do
bebê

Como é o primeiro mês do bebê?

Nos primeiros dias, o bebê perde um pouco de peso e dorme a maior parte do tempo.
Com 15 dias, se mama bem, já deve ter recuperado o peso do nascimento.

A cabeça é grande e os ossos não estão emendados. Pode ter inchaço no couro
cabeludo, resultado da pressão da cabeça no canal de parto.

Quando ele estiver dormindo, cuide para que a boca e o nariz não fiquem cobertos.

Como o bebê se desenvolve? Por que o bebê precisa ser cuidado pela mãe?

Cada criança aprende e se desenvolve à sua maneira e no seu tempo. Primeiro, o bebê
comanda o olhar, depois sustenta a cabeça, o pescoço e os ombros para, mais tarde,
se sentar, engatinhar e ficar em pé. Em seguida, anda. O bebê não faz isso sozinho,
ele depende das pessoas com quem convive.

Sinais de que o bebê está se desenvolvendo bem:

 Olha para o rosto da mãe enquanto está


mamando;

 Reage com movimentos diante de sons


mais fortes;

 Acompanha com o olhar os movimentos


da mãe;

 Procura o seio da mãe para mamar


quando é colocado no colo.

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Vínculo entre mãe e bebê

Como saber se o vínculo entre mãe e bebê está sendo estabelecido:

 Durante a amamentação, o bebê procura o olhar da mãe e ela


olha para ele;

 Quando o bebê está chorando e a mãe o pega no colo, ele se


acalma;

 Quando a mãe está bem perto do bebê, ele tenta acompanhar, com os olhos,
os movimentos dela.

O bebê começa a conhecer o mundo por meio da sua relação com a mãe.

Qual é o melhor lugar para o bebê ficar?

 A casa deve ser limpa e o local seguro e arejado;

 O bebê precisa de tranquilidade. Evite levá-lo a lugares


onde haja muita gente e barulho;

 Não deixe que fumem dentro de casa. A fumaça faz mal para a criança. Se os
pais fumam, não devem pegar o bebê enquanto fumam ou logo após terem
fumado. E devem lavar bem as mãos após fumar;

 Agasalhe a criança e deixe sempre as janelas abertas para arejar a casa. Evite
usar produtos de limpeza com cheiro forte.

Preste atenção:

 Se há objetos coloridos que o bebê possa olhar;

 Se a família brinca, conversa e pega o bebê no colo, mesmo quando ele não
está chorando. Isso é bom para o desenvolvimento dele.

Para se desenvolver, o bebê precisa das pessoas que convivem com ele. Nessa fase,
ele reconhece e presta atenção à voz da mãe e gosta, também, de ouvir a voz do
pai.

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Unidade 3: Documentos, amamentação e cuidados com o
Bebê

Para que serve a Caderneta de Saúde da Criança?

A Caderneta de Saúde da Criança, fornecida pela maternidade, serve para


acompanhar o crescimento e desenvolvimento da criança do nascimento aos 9 anos.
Nela, estão contidas informações sobre alimentação, agenda de vacinação,
segurança, prevenção de acidentes e desenvolvimento afetivo e emocional da criança.
É importante que a equipe de saúde valorize essas informações, fazendo as avaliações
necessárias, anotando na Caderneta de Saúde da Criança e orientando a família sobre
o seu papel na promoção do crescimento e desenvolvimento.

Esse documento deve ser guardado em lugar seguro.

Deve ser levada ao Serviço de Saúde nas consultas, nos exames e nas campanhas de
vacinação para ser preenchida.

Preste atenção:

 Se a família guarda a Caderneta de Saúde da Criança em lugar adequado;

 Se a família leva a Caderneta de Saúde da Criança a todas as consultas nos


serviços de saúde.

Vacina é Proteção

Para ficar protegida, a criança precisa tomar todas as doses das vacinas nas datas
marcadas na Caderneta de Saúde da Criança.

Mesmo as crianças que já tomaram todas as vacinas devem ser vacinadas nas
campanhas.

 A vacinação básica é gratuita;

 Na maioria das vezes, mesmo que o bebê esteja com febre, gripado ou com
outros sintomas, a vacina pode ser aplicada. Quem pode avaliar é a equipe de
saúde.

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Atenção:

 Se o bebê não foi vacinado no hospital, precisa receber, ainda no primeiro


mês, as vacinas contra tuberculose e contra a hepatite B.

Importante:

 Veja na Caderneta de Saúde da Criança todas as vacinas que precisa tomar


para estar protegida de doenças graves;

 Para vacinar a criança, a família deve procurar a unidade de saúde que cuida
da sua família.

Como organizar a vida do bebê?

É importante que a família estabeleça algumas rotinas para ajudar a organizar e dar
maior tranquilidade à vida do bebê. Na hora do sono, ele não deve dormir junto com
outras pessoas, para evitar risco de sufocação.

Nos primeiros dias, o bebê não tem noção de dia ou noite. Por isso, é comum dormir
o dia inteiro e acordar à noite.

Durante o dia, o bebê pode ficar em lugares mais claros.

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À noite, ele deve ficar em ambiente mais escuro e silencioso.

O banho acalma e ajuda o bebê a dormir. O bebê deve ser colocado para tomar sol
antes das 9 horas da manhã ou depois das 16 horas.

Por que a amamentação é melhor para a mãe e para o bebê?

1. Possui anticorpos que protegem contra diarreia e


pneumonia.

2. É mais limpo e sem risco de contaminação.

3. É a única alimentação necessária ao bebê até os 6 meses


de idade.

4. É de graça, prático e promove o desenvolvimento infantil.

Não é necessário dar chá nem outros líquidos. Se o bebê está ganhando peso, o leite
materno está sendo suficiente. Após os 6 meses, é preciso ingerir outros alimentos e
continuar amamentando. Nessa fase, o bebê dorme muito e, ao sentir fome, acorda
para mamar. Cada bebê tem seu jeito de mamar e de dormir. O bebê dorme tranquilo
se estiver de banho tomado, fralda limpa e bem alimentado. Quando o bebê chora, é
bom oferecer o peito.

Atenção:

O aleitamento materno é melhor para a mãe, porque:

 Aumenta os laços de afeto entre a mãe e o bebê, trazendo tranquilidade e paz


ao bebê;

 Diminui o sangramento da mãe após o parto;

 Faz o útero voltar mais rápido ao tamanho normal;

 Diminui o risco de câncer de mama e de ovário.

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Como saber se a pega está correta?

A mãe deve escolher uma posição bem confortável para


dar de mamar ao bebê, para que ele abocanhe bem o
mamilo e a parte escura do seio. Assim, a amamentação
será prazerosa para os dois.

O bebê deve ficar com a barriga encostada no corpo da


mãe. Com um braço, a mãe apoia o pescoço e o tronco do
bebê, aproximando a barriga dele do seu corpo. Com a
outra mão, aproxima a boca do bebê do bico do peito.

Ao sentir o cheiro da mãe, o bebê abre a boca e abocanha o mamilo e a parte escura
da mama.

Importante:

A mãe deve aproveitar a hora de amamentar para olhar nos olhos do bebê, conversar
com ele e acariciá-lo.

Como saber se a "pega" está adequada:

 A mãe ouve o bebê engolindo o leite;

 O bebê está com a boca bem aberta;

 Os lábios estão virados para fora;

 O queixo está tocando o peito da mãe;

 A língua envolve o bico do peito;

 Quase toda parte escura do peito está dentro da boca;

 As bochechas estão cheias.

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Como resolver os problemas mais frequentes na amamentação?

1. Fissura ou rachadura – ocorre quando a posição do bebê e a pega do mamilo


estão erradas.

Como evitar e tratar:

a. Secar bem o mamilo;

b. Posicionar o bebê corretamente;

c. Esvaziar bem a mama;

2. Ingurgitamento - ocorre quando a mãe produz mais leite do que o bebê


consegue mamar. As mamas ficam endurecidas ou empedradas.

Como evitar e tratar:

a. Colocar o bebê mais vezes para mamar.

b. Retirar o excesso de leite antes de dar de mamar para amolecer a mama


e facilitar a sucção.

3. Mastite - ocorre quando o seio inflama. A mama fica cheia, avermelhada,


quente e muito dolorida. A mãe pode sentir febre e calafrios.

Como evitar e tratar:

a. Retirar manualmente o excesso de leite. Se a mãe não melhorar em 24


horas, deverá ir a uma Unidade Básica de Saúde para ser tratada.

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4. A melhor maneira de evitar e tratar rachadura, ingurgitamento e inflamação da
mama (mastite) é:

a. Dar de mamar mais vezes.


b. Retirar manualmente o excesso de leite.

c. Colocar o bebê na posição correta, abocanhando bem o mamilo e a parte


escura do seio.

d. Procurar a Unidade Básica de Saúde ou o Banco de Leite para


orientações e tratamento.

5. Mamadeira, chuca, bico ou chupeta prejudicam a amamentação e não devem


ser usados. Quanto mais o bebê mama, mais a mãe produz leite. Na maioria
dos problemas da amamentação, a mãe pode continuar amamentando.

Como dar banho no bebê e como fazer o curativo do umbigo

O banho é uma oportunidade de troca de afeto entre mãe e filho. As mãos da mãe
tocam o corpo do bebê, trazendo muito prazer para os dois. A mãe pode aproveitar o
momento do banho para conversar e acalentá-lo.

Contato com água morna e massagem suave são experiências importantes para o
desenvolvimento do bebê.

 Verificar a limpeza e a temperatura da água.

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 Segurar o bebê para que ele não se assuste e não escorregue;

 Começar pelo rosto e cabecinha;

 Usar pouco sabonete para não irritar os olhos e a pele do bebê.

 Secar bem as dobrinhas do pescoço, bumbum, pernas e braços, com pano


limpo e macio, para evitar assaduras;

 Não usar talco, que pode causar alergia e problemas respiratórios no bebê.

O curativo do umbigo

A presença de pus ou de vermelhidão ao redor do umbigo sugere


infecção e deve ser avaliada pelo profissional de saúde.

O curativo do umbigo deve ser feito todos os dias, depois do banho, até que o cordão
do umbigo seque e caia. Isso leva mais ou menos dez dias.

Faixa, umbigueira, esparadrapo, moeda ou qualquer outro objeto não devem ser
usados. Eles dificultam a respiração do bebê e o cordão do umbigo demora mais a
secar e cair.

Como fazer:

 Secar bem o cordão do umbigo com uma gaze ou pano limpo;

 Aplicar álcool a 70% e esperar secar.

Esse tipo de álcool pode ser comprado na farmácia ou fornecido pela Unidade de
Saúde.

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Como manter a limpeza dentro e fora de casa?

Os cuidados com a higiene dentro e fora da casa previnem muitas doenças. Por isso,
a limpeza é importante para toda a família e, principalmente, para a saúde do bebê.

Para manter a higiene da casa e da comunidade, a família precisa ser atendida pelos
serviços básicos de saneamento: abastecimento de água, coleta de lixo e rede de
esgotos.

Cuidados em casa:

 Varrer o chão, seja de terra batida, cimento, cerâmica, madeira;

 Passar pano úmido para retirar a poeira;

 Abrir portas e janelas para arejar;

 Lavar as roupas do bebê separadas das outras roupas;

 Manter os animais do lado de fora da casa;

 Lavar as mãos antes e depois de lidar com o bebê;

 Separar, só para o uso do bebê, roupas, toalhas, lençóis e cobertas.

Cuidados fora de casa:

 Manter o lixo tampado e não jogá-lo na rua, para evitar ratos, baratas e moscas,
que transmitem doenças para pessoas.

A higiene da casa e da comunidade depende das pessoas e também dos serviços


básicos de saneamento, como água e esgoto.

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Unidade 4: Prevenção de acidentes e de doenças
transmitidas por mosquitos

Como evitar acidentes com o bebê?

O lugar onde o bebê dorme precisa ser limpo, distante do chão, para evitar umidade
e insetos; longe do fogão, lamparina, vela e lampião, para evitar queimaduras.

O bebê não deve ser deixado sozinho em cima de qualquer móvel, nem por um
segundo.

Não medicar o bebê sem prescrição médica, nem medicá-lo com outras receitas que
não seja a dele.

A família precisa ficar atenta:

 Crianças maiores - podem derrubar o bebê do colo, da cama ou da rede;

 Medicamentos - muita atenção na dose receitada para evitar intoxicação;

 Banho - segurar bem o bebê para que ele não escorregue;

 Temperatura da água do banho - para evitar queimaduras no bebê.

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Malária, Dengue, Chikungunya e Zika. O que podemos fazer para acabar com essas
doenças?

Transmitidas pela picada de mosquitos, essas doenças são mais perigosas ainda para
os bebês, porque eles não têm defesas no corpo.

Para acabar com os mosquitos que transmitem essas doenças, é preciso eliminar os
locais onde eles põem os ovos:

 Manter tampados caixas d’água e tanques;

 Evitar plantas que acumulam água;

 Retirar do quintal pneus, garrafas, tampinhas, pratos e


outros objetos que acumulam água;

 Manter limpos a casa e o quintal é uma forma de evitar a criação de mosquitos.

Como evitar a picada dos mosquitos:

 Não ficar fora de casa no entardecer e amanhecer;

 Usar mosquiteiros;

 Proteger portas e janelas com tela;

 Não tomar banho no rio ao entardecer.

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Atenção:

A mãe que pega dengue, malária, chikungunya ou zika pode ficar sem condições de
amamentar e cuidar do bebê. O bebê com malária ou dengue corre o risco de morrer.

O bebê faz 1 mês. Vamos comemorar!

A família tem motivos de sobra para comemorar o primeiro


mês de vida do filho.

A dedicação intensa da mãe, o carinho da família, o apoio e o


cuidado do pai foram muito importantes para o bebê crescer
e se desenvolver.

Todo esse amor e esses cuidados continuarão sendo importantes e necessários para
o desenvolvimento da criança.

Agora, mais uma vez, é importante lembrar que é preciso deixar um espaço de pelo
menos dois anos entre o nascimento de um filho e outro para dar tempo da mulher
se recuperar e cuidar melhor da criança que já nasceu.

No Brasil, a maior parte das mortes de crianças com menos de um ano acontece no
primeiro mês.

Criar condições para que essas crianças cresçam saudáveis e felizes é dever de cada
um e de todos.

Na visita domiciliar é importante observar alguns pontos relevantes para saber se o


bebê está sendo bem tratado ou não, como:

 Está sem assaduras?

 Está só mamando?

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 Tomou todas as vacinas?

 O local em que se encontra é limpo?

 É seguro?

Caso alguns desses itens não seja positivo, faz-se necessária uma orientação
adequada para que ambos, criança e família, sintam-se acolhidos e seguros.

Importante:

O elogio para os bons cuidados ajuda a família a sentir-se vitoriosa e ganhar novo
ânimo para continuar a cuidar bem do bebê.

Bem alimentado e cuidado, o bebê cresce e se desenvolve saudável. Parabenize os


pais, os irmãos, os avós, os tios e amigos. Todos são muito importantes para o bebê.

Unidade 5: Síndrome congênita do vírus Zika e outras


deficiências

Síndrome Congênita do vírus Zika (microcefalia e outros sinais e sintomas)

O nascimento de uma criança sempre traz muitas transformações e gera


expectativas em uma família. Quando o bebê nasce com alguma deficiência, o
momento do diagnóstico traz sentimentos, como: medo, dúvidas, angústia e
dificuldades de aceitação. Todos esses sentimentos são normais diante de um fato
novo e não esperado.

Por esse motivo, é importante lembrar que, além da atenção ao bebê, essa família
também precisa receber apoio psicossocial e os profissionais precisam
compreender e aceitar suas dificuldades em lidar com a situação e apoiá-la. Essa
atenção deve incluir:

 Aspectos práticos (encaminhamentos a exames, serviços especializados e


benefícios sociais);

 Apoio psicológico;

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 Ajudar a enfrentar seus medos e preocupações;

 Compreender o seu papel em relação à criança;

 Encorajar a buscar apoio familiar e comunitário;

 Organizar as atividades que precisam ser realizadas com a criança;

 Cuidar de si para que possa estar bem e preparados para cuidar da criança e
do restante da família.

Diante dessas situações, algumas pessoas podem apresentar graves sintomas de


sofrimento psicológico, devendo ser encaminhadas para cuidados especializados.

ATENÇÃO ESPECIALIZADA E APOIO AO NÚCLEO FAMILIAR

As crianças nascidas com síndrome Congênita do vírus zika ou diferentes alterações


no desenvolvimento precisarão de uma atenção especializada, mas todos que
convivem com ela (família, amigos, profissionais da saúde, da educação, assistência
social, igreja, comunidade em geral) podem e devem colaborar com o seu
desenvolvimento.

PROFISSIONAL DE SAÚDE

O apoio do profissional de saúde, incluindo a equipe da Atenção Básica (agente de


saúde, enfermeiros, médicos e outros), assim como o atendimento e as orientações
da equipe de reabilitação são fundamentais para que a criança atinja todo o seu
potencial, podendo vir a participar ativamente da vida da família, do ambiente
escolar e de sua comunidade.

AGENTES COMUNITÁRIOS DE SAÚDE

Os agentes comunitários de saúde, especialmente, podem orientar em suas visitas


domiciliares sobre atitudes do dia a dia da família que podem ajudar essas crianças
a se desenvolverem melhor.

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Síndrome Congênita do vírus Zika (microcefalia e outros sinais e sintomas)

A Síndrome Congênita do vírus Zika é um conjunto de alterações, além da


microcefalia, como calcificações intracranianas, problemas auditivos, oculares e
outras manifestações.

A microcefalia é caracterizada por um perímetro cefálico (circunferência da cabeça)


menor que o esperado para a idade e sexo da criança, e pode ser classificada
conforme o tempo do seu início como congênita ou pós-neonatal.

A maioria dos casos de microcefalia é acompanhada de alterações motoras e


cognitivas que variam de acordo com o grau de acometimento cerebral.

É fundamental que o profissional de saúde faça a aferição correta do perímetro


cefálico na maternidade e continue a acompanhar o crescimento e desenvolvimento
do bebê para que haja uma intervenção precoce por uma equipe interdisciplinar nos
casos necessários.

Atenção à criança com Síndrome Congênita do vírus Zika e outros transtornos do


desenvolvimento

A Caderneta de Saúde da Criança contém orientações importantes a esse respeito,


sendo fundamental que o desenvolvimento da criança seja acompanhado e a família
compreenda o seu papel neste processo, observando a aquisição dos marcos de
desenvolvimento junto à equipe, ficando atenta à possibilidade da criança apresentar
alguma dificuldade para ouvir, enxergar, movimentar-se ou comunicar-se e
conversando com a equipe da saúde, da educação e da assistência social a esse
respeito.

Descrevemos aqui algumas orientações contidas


na “Caderneta de Saúde da Criança”, e no
documento “Diretrizes de Estimulação Precoce para Crianças
de Zero a Três anos com Atraso no Desenvolvimento
Neuropsicomotor Decorrente de Microcefalia
Neuropsicomotor Decorrente de Microcefalia”. Essas
orientações serão extremamente úteis nas orientações aos
familiares de crianças com Síndrome Congênita do vírus Zika
e/ou outras condições ou agravos à saúde que interfiram no desenvolvimento
neuropsicomotor de crianças entre zero e três anos de idade. As orientações foram
adaptadas para que possam ser repassadas diretamente para as famílias e que elas
possam participar ativamente do processo de reabilitação dos seus filhos.

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Em todas as situações de interação e tratamento da criança, o brinquedo e a
brincadeira têm papel fundamental, por ser o brincar a atividade própria da infância.
Deve-se oferecer meios para a criança interagir de forma prazerosa, desenvolvendo
ainda mais sua criatividade e imaginação.

Atenção à criança com Síndrome Congênita do vírus Zika e outros transtornos do


desenvolvimento

Orientações:

O primeiro passo é verificar se a criança fez os exames de triagem neonatal (Teste do


Pezinho, Teste da Orelhinha e Teste do Olhinho). Esses exames são fundamentais
para detectar, precocemente, dificuldades visuais ou auditivas ou alguma outra
alteração que venha a causar deficiências no bebê, como o hipotireoidismo, a
fenilcetonúria e outras.

Se a criança não tiver realizado esses testes ou tiver apresentado alteração em algum
deles, deve ser imediatamente encaminhada para os serviços de referência.

Precisamos, também, ouvir atentamente a família a respeito de como é que a criança


se comporta em casa: quais são os seus brinquedos e brincadeiras prediletos
(sonoros, coloridos, alto contraste, tamanho); em que lugar da casa fica a maior parte
do tempo; como é a rotina da criança e da família; como a criança participa das
atividades da casa; como faz as refeições; como auxilia nas atividades de vida
autônoma, mesmo que com movimentos mínimos; como reage aos sons como
chuveiro, liquidificador; como assiste à televisão e a que distância (se apenas ouve ou
se fica muito próxima ao aparelho); se não gosta de sair no sol, fecha os olhos e
queixa-se de dores oculares. A cada visita da criança à Unidade Básica de Saúde (UBS)
é importante acompanhar o seu desenvolvimento, utilizando a Caderneta da Saúde
da Criança e, também, observando sua movimentação espontânea, a forma como
manuseia objetos, como se comunica, sua capacidade de compreender o que se fala
e como se alimenta.

As crianças com Síndrome Congênita do vírus Zika ou com outros transtornos do


desenvolvimento neuropsicomotor devem ser encaminhadas a um Serviço de
Estimulação Precoce logo que estejam clinicamente estáveis. Esse atendimento
objetiva estimular a criança e ampliar suas competências, abordando os estímulos
que interferem na sua maturação, para favorecer o desenvolvimento motor e
cognitivo. É importante que a família participe das sessões, compreenda as atividades
realizadas com a criança e possa continuar o processo de estimulação em casa. Todas
as crianças precisam ser estimuladas em seu desenvolvimento, inclusive aquelas que

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não têm nenhum problema de saúde. Os trabalhadores que estão na comunidade
devem colaborar com esse atendimento.

Orientações

A criança com deficiência requer uma atenção especial e, muitas


vezes, precisará de ajuda para realizar algumas atividades simples,
mas é importante que a família participe ativamente desse processo
e saiba valorizar cada vitória da criança. O ambiente familiar precisa
ser estimulador. Cada troca de posição, troca de roupa, oferta de
brinquedos, hora do banho, da alimentação deve ser acompanhada
de estímulos verbais e táteis. Sempre que possível, a criança deve estar perto dos pais,
cuidadores, irmãos, enquanto estiverem trabalhando, conversando, brincando ou
alimentando-se. Ela precisa participar da dinâmica da família.

Atenção à criança com Síndrome Congênita do vírus Zika e outros transtornos do


desenvolvimento

Dentre as atividades citadas abaixo, algumas podem ser realizadas com todas as
crianças, outras são direcionadas às dificuldades do seu desenvolvimento. É
importante que a família converse com o profissional de reabilitação, que poderá lhe
indicar quais atividades, dentre as aqui descritas, melhor se aplicam à sua criança.

Estimulação auditiva

 Estimular a localização sonora, fazendo pequenos


barulhos em diversos locais próximos à criança (do lado,
acima, na frente, atrás, mais distante);

 Conversar com a criança e repetir os sons que ela


emite;

 Anunciar a hora de mamar;

 Cantar, falar, conversar, manter contato físico e visual com a criança durante
este momento;

 Informar que é hora de dormir;

 Cantar cantigas ou melodias com a voz gradativamente mais suave;

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 Ler ou contar histórias usando entonações, figuras, expressões faciais, sons.
Atenção à criança com Síndrome Congênita do vírus Zika e outros transtornos do
desenvolvimento

Estimulação visual

 Estimular o comportamento exploratório do ambiente, demonstrando de


forma verbal onde a criança está, com quem está, onde irá, quais objetos estão
no ambiente;

 Utilizar brinquedos e objetos adaptados, de acordo com as necessidades da


criança, por meio das funções sensoriais (auditiva, tátil, proprioceptiva e
vestibular), com brinquedos grandes, na linha média e no campo visual de 20
cm, estimulando verbalmente que a mesma busque com o olhar e a cabeça (se
houver controle de tronco);

 Utilizar objetos de tamanhos e tipos variados, com cores de alto contraste e


coloridos (como amarelo e preto e/ou vermelho e branco) e/ou com brilho e
iluminados, estimulando a visão residual e percepção tátil no campo visual de
20 cm;

 Utilizar brinquedos sonoros (como, por exemplo, chocalhos), dispostos na


frente da linha média da criança, em seu campo visual e/ou horizontalmente,
realizando movimentos com o brinquedo de trás para frente e assim
sucessivamente, de forma lenta para a criança perceber o objeto à sua volta.

1. Estimular aspectos táteis com diferentes formas e texturas, como grãos,


esponjas, algodão, etc. É necessário colocar as mãos da criança na textura e,
com ajuda terapêutica ou da família, auxiliar a criança a se autoestimular,
sempre dando estímulos verbais do que está sendo passado em seu corpo e
qual o tipo de textura, se é: áspero, liso, gelado, entre outros.

2. Evitar a luz direta nos olhos em crianças que apresentem crises convulsivas,
mas se não houver, é importante utilizar lanternas em ambientes escuros,
apontando para determinados pontos do ambiente e para objetos que o
terapeuta ou a família quer que a criança olhe.

3. Frequentemente, observamos que a criança apresenta a cabeça baixa e


necessita de um estímulo visual adequado ou diferente do visual (ou associado)
para elevá-la. O contato com o rosto da mãe, o sopro suave no seu rosto, a fala
mansa e direcionada funcionam como um estímulo agradável.

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4. É importante que, quando a criança localiza o brinquedo e leva as mãos para
tentar alcançá-lo, seja permitido efetivar o alcance e a exploração do brinquedo
através de outros sentidos (tato, olfato, gustação, audição). Entretanto, não são
poucas as crianças que reagem, evitando o contato com texturas, sons, gostos
diversos, necessitando intervenção, também, nesta área.

5. Para uma abordagem mais efetiva, os estímulos sonoros podem estar


combinados a movimentos direcionados ou coativos (mão sobre mão). No
movimento coativo, a mão da criança é posicionada sobre ou sob a mão do
adulto e este direciona o movimento. É importante que a criança participe da
forma mais ativa possível, assim ela pode aprender movimentos de alcance e
exploração, direcionados de uma forma segura e eficaz.

6. Algumas crianças chegam a manter-se com os braços fletidos e elevados na


altura da cabeça (como um castiçal), necessitando de auxílio para iniciar o
brincar e o manipular na linha média. Atitudes simples, como incentivá-la a
segurar a mão da mãe, o peito ou o copinho durante a alimentação e o
direcionamento de movimentos, como descrito anteriormente, podem ser
bastante úteis.

Atenção à criança com Síndrome Congênita do vírus Zika e outros transtornos do


desenvolvimento

Estimulação da Função Motora

Os bebês devem ser estimulados desde cedo a se movimentarem livremente, sendo


colocados em diferentes posições que lhes ajudem a desenvolver todo o seu
potencial. De acordo com o nível de desenvolvimento da criança, podem ser utilizadas
várias formas de estimular o seu desenvolvimento motor.

BEBÊS

Em bebês, de barriga para baixo, pode-se colocar um rolo de tecido ou espuma


embaixo das axilas, com os braços à frente deste e utilizar objetos coloridos,
ruidosos ou luminosos para atrair a atenção do bebê e, através do seguimento
visual, proporcionar a extensão cervical. O rolo deve ser de uma altura que permita
o apoio dos cotovelos.

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PESCOÇO E TRONCO

Se a criança já apresenta controle de pescoço e algum controle de tronco, pode-se


incentivar a postura sentada, utilizando-se de boias infláveis, almofadas, colo ou até
mesmo o cantinho do sofá ou da poltrona.

ENGATINHANDO

Se a criança já engatinha, pode-se colocar um objeto um pouco mais acima da


cabeça incentivando o alcance e, com isso, a extensão do joelho que está à frente e
a transferência para a postura de pé.

OBJETOS E PESSOAS

Estimular que a criança entre em contato com os objetos e as pessoas da família,


possa explorar os móveis da sala, os objetos da casa, engatinhando livremente, até
passando por baixo de mesas e cadeiras. A família deve ficar atenta para evitar
acidentes.

MÃOS

Colocar em uma vasilha de plástico grãos (arroz seco, feijão seco, macarrão) ou
bolas de gude e estimular que a criança explore/brinque, mantendo contato das
mãos com as diferentes texturas, discrimine os estímulos. A família deve ficar atenta
para que a criança não coloque esses grãos na boca, ouvido ou nariz.

ESPAÇO

Colocar objetos em recipientes afastados da criança e estimular a mesma a alcançá-


los.

TINTAS

Usar tinta guache nas mãos – estimular a criança a pintar com as mãos.

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CONSISTÊNCIAS

Ofertar a criança estímulos que combinem diferentes consistências, texturas e


temperaturas: argila, gelatina, sagu, etc. Tocar objetos de seu dia a dia, como pegar
uma maçã, banana descascada, assim ela sentirá a textura, a forma, o tamanho,
associando e memorizando, com mais rapidez, o nome do objeto e sua função.

Algumas crianças apresentam hipertonia (espasticidade) e podem precisar de


adaptações (órteses) para prevenir ou diminuir deformidades. Outras adaptações
precisam ser feitas, algumas vezes, para facilitar o manuseio de objetos, como
talheres, lápis, etc. Nesse caso, o profissional de reabilitação deve ser consultado para
orientar qual tipo de adaptação é mais recomendado para cada caso.

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desenvolvimento

Estimulação das habilidades cognitivas e sociais

É no relacionamento com as outras pessoas, especialmente mãe, pai, irmãos, outros


familiares próximos e outras crianças, que a criança se reconhece como pessoa e
desenvolve suas habilidades de comunicação, aprendizado e interação social.

Ao orientar os pais e/ou outros cuidadores, além das atividades aqui sugeridas, é
necessário lembrar que a qualidade da interação da família com a criança, onde
estejam presentes a atenção, a disponibilidade e a ludicidade são fundamentais para
a evolução da criança. Cada momento de interação com o bebê pode ser aproveitado
para estimular suas habilidades cognitivas e sociais:

No momento da amamentação, a mãe pode anunciar que é hora de


mamar e cantar, falar, conversar, acariciar, enfim manter contato físico e
visual com a criança.

Informar quando for hora de dormir. Cantar cantigas ou melodias com a


voz gradativamente mais suave.

Dizer o nome das diferentes partes do corpo. Tocar e beijar a área


nomeada.

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Fazer caretas engraçadas em frente ao bebê. Repetir gestos para que a
criança tenha oportunidade de imitá-los. Reforçar qualquer resposta.

Lembramos, porém, que cada criança é única e merece atenção individualizada.

O acompanhamento nas consultas de puericultura e o atendimento em Serviços de


Estimulação Precoce são fundamentais para o acompanhamento da saúde e do
desenvolvimento da criança. A presença participativa da família, com envolvimento
no tratamento e o seguimento das orientações dadas pelos profissionais que
atendem a criança certamente serão o melhor caminho para promover uma melhoria
no seu desenvolvimento.

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