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FILOSOFIA GERAL E DO DIREITO

FILOSOFIA CONTEMPORÂNEA
Laís Ferraz Pessoa

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Olá!
Você está na unidade Filosofia Contemporânea. Conheça aqui o Positivismo, termo adotado por Auguste Comte

para designar uma orientação filosófica caracterizada pelo culto à ciência e ao método científico. Compreenda o

Existencialismo e os seus pontos em comum entre os autores existencialistas. Entenda a dialética marxista e

aprenda sobre a filosofia da linguagem e veja ainda a Escola de Frankfurt e a teoria crítica.

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1 Filosofia contemporânea: Positivismo
O Positivismo surge no contexto do que se costuma chamar de cientificismo, que é a concepção segundo a qual a

ciência seria o único conhecimento possível, e o método das ciências da natureza o único válido, o que justificaria

sua transposição para os demais campos de investigação do conhecimento. O contexto do desenvolvimento das

concepções cientificistas era propício a que isso ocorresse, pois, a Revolução Industrial mostrara, na prática, a

eficácia do tipo de saber inaugurado pela Modernidade, fazendo de ciência e técnica grandes aliadas e reforçando

o poder da classe burguesa (ARANHA; MARTINS, 2007).

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Auguste Comte

O Positivismo foi um termo adotado por Auguste Comte (1798-1857) para designar uma orientação filosófica

caracterizada pelo culto à ciência e ao método científico. A ideia geral do positivismo é a de progresso, técnica,

ciência, confiança nos benefícios advindos dos processos de industrialização, do desenvolvimento do capitalismo

e do entusiasmo da burguesia. Comte, especificamente, pregava uma necessidade de reorganizar a sociedade,

tarefa que atribuiu a si próprio por meio da regeneração das ideias e das ações humanas (COTRIM, 2001).

A análise realizada por Comte sobre a inteligência humana conclui pela existência de uma lei fundamental

segundo a qual o espírito humano passou por três estados históricos: o teológico, o metafísico e o positivismo.

No estado teológico a explicação para os fenômenos é buscada no mundo do sobrenatural


Teológico
e ação de deuses é a origem das coisas.

No metafísico, vemos uma substituição dessas figuras sobrenaturais por uma busca
Metafísico
abstrata pela origem e pelo destino do universo.

No positivo, que seria o terceiro e último estado do espírito humano, o conhecimento


Positivo
científico dos fatos os torna irrefutáveis e as ilusões são superadas.

Conforme Aranha; Martins (2007), no estado positivo, é finalmente possível alcançar leis efetivas.

O positivismo retoma, dessa forma, a orientação daqueles que aproveitaram a crítica feita por Kant à

metafísica, no século XVIII. E leva às últimas consequências o papel reservado à razão para descobrir

as relações constantes e necessárias entre os fenômenos, ou seja, as leis invariáveis que os regem

(ARANHA; MARTINS, 2007, p. 140).

Em seu estudo histórico, Comte classifica as ciências lógica e cronologicamente partindo da mais simples, mais

geral e mais afastada do ser humano, até chegar a mais complexa e concreta: astronomia, física, química,

fisiologia (biologia) e física social (sociologia). O autor reconhece que a matemática já se encontrava em seu

estado positivo desde a Antiguidade, pela simplicidade de seu objeto, e que serve de instrumento a todas as

outras (ARANHA; MARTINS, 2007).

Comumente, Comte é apontado como o fundador da sociologia, por ter lhe dado nome e estatuto de ciência,

embora suas definições iniciais sejam um pouco diferentes dos contornos que a sociologia foi assumindo com o

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passar do tempo. Comte define a sociologia como uma física social e adota parâmetros próprios da biologia para

explicar a sociedade como um grande organismo coletivo que se organiza em torno de núcleos constantes como

propriedade, família, trabalho, pátria, religião e o indivíduo está majoritariamente submetido à consciência

coletiva, sem maiores possibilidades de intervir na ordem da sociedade e nos fatos sociais (ARANHA; MARTINS,

2007:141).

Comte afirma que apenas uma elite teria capacidade de desenvolver a parte frontal do cérebro, sede

da faculdade superior, ou seja, da inteligência e dos sentimentos morais, e conclui pela necessidade

da maioria dos seres humanos - dominados pela afetividade e portanto causadores da

desestabilidade social - serem moldados e dirigidos em nome da harmonia e da ordem social, a fim

de garantir o “progresso dentro da ordem” (ARANHA; MARTINS, 2007, p. 141).

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1.2 Diferenças entre positivismo e empirismo

A grande diferença que encontramos entre o positivismo e o empirismo é não reduzir o conhecimento científico

somente aos fatos observados e repousar o ideal das ciências na elaboração de leis gerais que permitam prever

fenômenos naturais e, consequentemente, a ação humana sobre a realidade. Valendo-se do conhecimento

científico como instrumento de transformação da realidade, o positivismo tem os lemas “ver para prever” e

“ordem e progresso”, já que as transformações da realidade visam ao progresso, que deve estar subordinado à

ordem (COTRIM, 200). Essa expressão aparecer na bandeira do Brasil não é uma coincidência, e sim uma

influência do positivismo na formação da identidade do país.

Figura 1 - Lema nacional brasileiro deriva de frase de Auguste Comte


Fonte: lazyllama, Shutterstock, 2020.

#PraCegoVer: Imagem mostra a bandeira do Brasil. O lema “Ordem e Progresso” foi uma adaptação da frase: “O

Amor por princípio e a Ordem por base. O Progresso por fim”, escrita por Auguste Comte.

Segundo o Comte, em sua obra “Discurso sobre o espírito positivo”, as características fundamentais que

distinguem o positivismo das demais filosofias são:

a realidade, enquanto pesquisa de fatos concretos, acessíveis à inteligência humana;

a utilidade, como busca de conhecimentos que proporcionem o aperfeiçoamento humano coletivo e individual;

a certeza, enquanto obtenção de conhecimentos capazes de estabelecer a harmonia lógica na mente humana;

a precisão, como a busca de conhecimentos que se oponham à vagueza e à ambiguidade;

a organização, como tendência ao método e à sistematicidade;

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a relatividade, como possibilidade de reconhecer que os conhecimentos científicos são relativos, ou não haveria

continuidade nas pesquisas e não haveria a possibilidade de aprofundamento dos conhecimentos humanos ou da

descoberta de novas teses, muitas vezes até opostas às anteriores (COTRIM, 2001).

A tarefa que Comte atribuiu à filosofia positiva foi a de restabelecer a ordem na sociedade capitalista industrial,

pois a Revolução Francesa teria destruído uma série de valores importantes da sociedade tradicional europeia

sem impor novos valores em seu lugar. Por isso seria necessária uma reorganização intelectual, seguida de uma

reorganização moral, e por último uma reorganização política. Comte se alinhava favoravelmente à existência de

classes sociais divididas entre empreendedores capitalistas e proletariado, e julgava legítima a exploração

industrial (COTRIM, 2001).

A última empreitada de Comte foi a criação de uma seita religiosa que denominou de religião da humanidade que

tinha por “santos” figuras como Dante, Shakespeare, Galileu, Adam Smith.

Elaborou também o Catecismo positivista, destinado a difundir os princípios religiosos da nova seita.

Nessa obra, deixou explícitas suas verdadeiras intenções, formulando o que estava impensado ou

oculto em outros trabalhos anteriores. Isto é, suas concepções dogmáticas, autoritárias e

conservadoras (COTRIM, 2001, p.192).

O positivismo e a obra de Comte, de forma geral, deixam abertas as portas para o desenvolvimento da Sociologia

como estudo de como os indivíduos se comportam em grupos e como seu comportamento é moldado por esses

grupos. Embora na Antiguidade existisse o reconhecimento da existência da sociedade civil e da organização

social, a preocupação focal era mais política do que sociológica e não se estudava a sociedade em si, se estudava

como ela deveria ser organizada e governada (sentido político mesmo). Sob influência do Iluminismo e das

mudanças tecnológicas, religiosas e políticas, a sociedade ocidental passou por mudanças muito profundas e, por

isso, os filósofos da época passaram a entender a natureza da Modernidade e seus efeitos sobre a sociedade

como resposta a esta transformação. Aí, então, começa a surgir a Sociologia, dentro da filosofia. Sendo produto

da Era da Razão, é, de certa forma, normal que a Sociologia, inicialmente, empreendesse uma tentativa de ser

aceita como uma disciplina de métodos rigorosamente científicos nos termos das ciências naturais, por meio de

evidências empíricas e análises quantitativas. Apenas a partir da segunda metade do século XX é que a Sociologia

passou a adotar abordagens cada vez mais interpretativas, se valendo de métodos quantitativos e qualitativos.

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2 Filosofia contemporânea: Marxismo
Karl Marx (1818-1883) “foi um pensador que não pode ser classificado estritamente como um filósofo, pois sua

atuou como historiador, cientista político, sociólogo, economista, jornalista, ativista político e revolucionário”

(MARCONDES, 2008, p. 231). Sua obra pode ser dividida em três períodos:

o primeiro deles é o do Jovem Marx, que vai de 1839 a 1850 e tem por principal obra O Manifesto Comunista em

1848;

a fase de Transição, que vai de 1852 a 1856; e

a fase Adulta, que vai de 1857 a 1880, quando escreveu "O capital", em 1867.

Uma de suas críticas a respeito da filosofia feita até seu tempo foi a de que se limitou a interpretar o mundo,

quando o que importa é transformá-lo. Enquanto o início da Modernidade tem por característica um pensamento

crítico, que procurava examinar o processo de conhecimento para escapar ao falso saber e às ilusões das teorias

pseudocientíficas, encontramos em Marx um projeto radicalizado de crítica da Modernidade. Seu pensamento se

alinha com as noções de busca de método filosófico e do combate às ilusões da consciência para libertar o

homem. Mas sua crítica alcança o idealismo hegeliano. Para Marx o exame crítico hegeliano se restringe ao plano

da cultura, do saber, distanciando-se das condições materiais da vida do indivíduo (MARCONDES, 2008).

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2.1 Dialética materialista

Embora o critique, seu pensamento tem forte influência da obra de Hegel, especialmente no tocante à

sistematicidade, à dialética e à ideia de totalidade. Sua dialética, no entanto, é materialista, ou seja, parte de um

uma perspectiva fática para chegar até as ideias. Como tende seu raciocínio para a questão da desigualdade, isso

o faz chegar até a Economia como cerne do problema. As decisões do Estado tendem em última instância a

retratarem os interesses de uma classe privilegiada economicamente: “para Marx, o Estado e o direito foram

apenas construídos para preservar a propriedade privada que se encontra nas mãos dos dominadores, de modo

que a lei não reflete a vontade do povo mas, ao contrário, o interesse de poucos” (SILVA, 2012, p. 98).

A consciência em Hegel que, segundo Marx, é livre e autodeterminada, passa, com a crítica de Marx, a ser

encarada como uma consciência condicionada pelo trabalho. O trabalho é uma chave de leitura da realidade

muito importante em Marx, pois constitui uma relação invariante entre o ser humano e seu ambiente natural,

condicionando nosso conhecimento a respeito da natureza e de um possível controle técnico da natureza.

Contrariamente a Hegel, Marx afirma que a depender das condições da organização social do trabalho, as formas,

segundo a qual a natureza é objetificada, podem variar (e assim não é possível existir o absoluto hegeliano) e que

o processo autoafirmativo do ser humano (o caminhar da Razão) é, na verdade, condicionado e não há essência

humana fixa (MARCONDES, 2008).

Seu materialismo histórico, portanto, pretende ser uma teoria científica da história. Marx analisa

então os diferentes estágios, caracterizados através da noção de “relações de produção”, que levaram

a humanidade, desde a sociedade primitiva, passando pela sociedade escravocrata e pela sociedade

feudal, até a sociedade burguesa de sua época (MARCONDES, 2008, p. 234).

A dialética de Marx busca compreender a história como movimento e em etapas que são transitórias e podem ser

transformadas pela ação humana. Ao contrário de Hegel, a história em Marx não se guia pela razão ou pelo

espírito, mas é feita pelos próprios homens e sua interferência no processo histórico:

nesse contexto, o direito e o Estado são vistos como superestruturas que somente ratificam a

vontade dos dominadores em face dos dominados. A estrutura que dá lastro para o desenvolvimento

da superestrutura é a econômica, que determina a divisão de classes. Trata-se de dizer que

consistem em ideologias novas a serviço de velhas lutas de classes, que servem de continuação, bem

como de fortalecimento aos interesses da classe dominante (BITTAR, 2002, p.190).

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2.2 Modo de produção e luta de classes

Um conceito muito importante em Marx é o de modo de produção, pois é em torno do modo de produção que se

dá a existência das classes (cuja luta é o motor da história) e é também o modo de produção que determina em

qual período da história se está.

Modo de produção é a maneira como se organiza a produção material em um dado estágio de

desenvolvimento social. Essa maneira depende do desenvolvimento das forças produtivas (a

força de trabalho humano e os meios de produção, tais como máquinas, ferramentas etc.) e da forma

das relações de produção (COTRIM, 2001, p. 202). (grifos nossos)

A luta de classes como motor da história traz a ideia de que a história se movimenta em consequência da luta de

classes. Quando mudam os modos de produção, é porque o nível de desenvolvimento das forças produtivas caiu

em contradição com as relações sociais de produção. Na passagem do feudalismo ao capitalismo, a classe

burguesa surgiu, cresceu e se consolidou no poder por meio de revoluções que buscavam implementar seus

interesses. Na leitura de Marx, do mesmo modo, o capitalismo produziu uma classe igualmente revolucionária, e

que fará sua própria revolução: o proletariado (COTRIM, 2001).

O pressuposto da revolução e da luta de classes é o de que só se adquire o direito por meio da luta. Se as

condições materiais determinam a organização da sociedade e a mudança socioeconômica vem das mudanças

nos meios de produção (materialismo histórico), temos, aí, a inevitabilidade da ação política, ou seja, a queda da

burguesia e a vitória do proletariado:

Em resumo, os comunistas apoiam em toda parte qualquer movimento revolucionário contra o

estado de coisas social e político existente. Em todos movimentos, põem em primeiro lugar como

questão fundamental a questão da propriedade, qualquer que seja a forma, mais ou menos

desenvolvida, de que esta deve ser revista.

(...)

Os comunistas não se rebaixam a dissimular suas opiniões e seus fins, proclamam abertamente que

seus objetivos só podem ser alcançados pela derrubada violenta de toda ordem social existente. Que

as classes dominantes tremam à ideia de uma revolução comunista! Os proletários nada têm a

perder nela a não ser suas cadeias. Têm um mundo a ganhar. Proletários de todo os países, uni-vos

(MARX; ENGELS, 1988).

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Marx aponta em termos históricos e econômicos as causas da desigualdade na sociedade moderna (por meio de

análise e observação) e possui uma interpretação própria a respeito das ideias de progresso social e das origens

econômicas da sociedade industrial: história como progressão de circunstâncias materiais e origem da

desigualdade na noção de propriedade privada. Temos, assim, cinco períodos em que o autor classifica a história

humana:
• o começo da história humana, quando não havia classes e existia uma forma de comunismo primitivo;
• o mundo Antigo, em que a sociedade se dividia em escravos e elite social;
• o feudalismo, na Idade Média, em que a sociedade se dividia em elite aristocrática e camponeses;
• o capitalismo, na Idade Moderna, em que a sociedade se dividia em burguesia e proletariado; e
• a última fase da história, o fim da história, pós revolução do proletariado, em que novamente existiria
uma sociedade sem classes e se instalaria o comunismo.

Quadro 1 - História humana, conforme Marx


Fonte: Elaboradp pela autora.

#PraCegoVer: Imagem mostra a cronologia da história humana, conforme Karl Marx.

A crítica de Marx à tradição filosófica racionalista dirige-se, principalmente, a Hegel e aos hegelianos,

desenvolvendo um conceito próprio de ideologia que foi determinante para a filosofia contemporânea e criando

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as bases para uma teoria e um método crítico nas ciências humanas e sociais. Essa crítica fundamenta-se,

basicamente, na noção de que a filosofia produzida em fidelidade aos ideais iluministas se presta, na verdade, a

preservar a estrutura social que, supostamente, pretendem condenar. Assim, a partir de um conceito de

ideologia que deveria ser “fundamento da educação, fornecendo, em última análise, as bases para uma reforma

da sociedade no espírito iluminista”, chega-se a um conceito negativo do termo ideologia, entendido como falsa

consciência (MARCONDES, 2008).

“De acordo com esse sentido crítico, a ideologia é uma visão distorcida, é o massacramento da realidade - de uma

realidade opressora, que faz com que seu caráter negativo seja ocultado -, tornando-se assim mais aceitável ter

vindo a ter uma justificativa aparente” (MARCONDES, 2008, p. 234-235).

Esse conceito de ideologia construído por Marx relaciona-se com a distinção entre aparência e realidade, que

sempre se mostrou fundamental aos grandes sistemas clássicos, sobretudo na tradição racionalista.

Fique de olho
A ideologia é, em Marx, uma forma de dominação da classe dominante por meio de uma falsa
consciência, produzida por meio de mecanismos de objetificação de certas representações
como sendo a realidade. Ao contrário dos iluministas, que afirmaram que o homem
necessitava libertar-se da religião para alcançar a liberdade política, Marx conclui que a
libertação da religião virá com a conquista da liberdade política (MARCONDES, 2008).

É importante, a esta altura, para evitar um mal entendido epistemológico, destacar que “quando falamos de

marxismo, estamos nos referindo a um complexo campo de investigação filosófica, que envolve diversas

tendências e interpretações, por vezes, rivais e contraditórias em muitos aspectos” e não necessariamente dos

contornos políticos e/ou dogmáticos que seu pensamento tomou (COTRIM, 2001, p. 204).

O próprio Marx, ainda em vida, recusou o caráter de dogmas e formulações rígidas e repetitivas que seu

pensamento recebeu, e teria afirmado “quanto a mim, posso dizer que não sou marxista”. As experiências

históricas de socialismo autoritário, em que a filosofia de Marx foi interpretada, modificada e aplicada por

dirigentes políticos como verdade inquestionável, pecam por perderem características essenciais do socialismo

como originalmente concebido por Marx (COTRIM, 2001).


• Eduard Bernstein (1850-1932) foi um alemão que ficou conhecido como revisionista, por ter
conduzido uma revisão da teoria de Marx em que a revolução proletária é substituída por reformas
políticas em direção à democracia. Karl Kautsky (1854-1938), também alemão, contrariamente a
Bernstein, reafirmou a teoria marxista, mas acrescentou a ideia de que a revolução proletária seria uma
evolução natural da história e, portanto, inevitável. Marx, no entanto, entende a revolução socialista como

uma possibilidade que depende de condições formais. O caráter determinista foi concebido por Kautsky.

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uma possibilidade que depende de condições formais. O caráter determinista foi concebido por Kautsky.
Rosa de Luxemburgo (1870-1919) discordou de ambos e via no socialismo uma tendência no interior do
desenvolvimento histórico, que dependeria da ação de um proletariado organizado e consciente para se
concretizar (COTRIM, 2001, p. 204).
• Na União Soviética temos as figuras de Lênin, que na verdade se chamava Vladimir Illitch Ulianov (1870-
1922), Leon Trotsky (1879-1940) e Joséf Stálin (1878-1953), que atuaram nas lideranças do Partido
Comunista. Lênin foi o líder da revolução socialista russa e tinha uma preocupação central na formação
da consciência do proletariado, no sentido de que o partido deveria fornecer orientação teórica e prática
ao proletariado e formar homens que tivessem a ação revolucionária por profissão. Suas intenções
partiam do centralismo democrático e se dariam pela consulta aos sovietes (núcleos de proletários), mas
o partido acabou atolado em burocracia e se distanciou de suas bases. Trotsky foi um líder do exército
durante a revolução de 1917 e na guerra civil, mas não chegou à liderança do partido, que perdeu para
Stálin. Fazia a defesa de que a revolução fosse permanente e de que fosse levada a outros países. Stálin
atuou na tentativa de consolidar o socialismo internamente e fortalecer o marxismo-leninismo como
dogma, mas acabou se mostrando um ditador perverso que aniquilou quem considerou como inimigos do
povo, incluindo o próprio Trotsky (COTRIM, 2001).
• O italiano Antonio Gramsci (1891-1937) desenvolveu seu trabalho no campo da ideologia, refletindo
sobre a necessidade de a classe dominante criar o que chamou de hegemonia para governar com eficácia
e consentimento popular. O espaço para combater o desenvolvimento dessa ideologia de hegemonia seria
o da criação de uma contra-ideologia capaz de desenvolver uma consciência revolucionária na classe
trabalhadora. Esse embate se dá na educação, na religião e na mídia (COTRIM, 2001).

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3 Filosofia contemporânea: Existencialismo
O termo existencialismo abarca uma série de visões filosóficas a respeito da existência humana como objeto de

reflexão, bem como ponto de partida. Poderiam ser agrupadas como filosofias da existência, considerando que

possuem divergências entre si. A reflexão sobre o existir implica em refletir sobre a relação do homem consigo

próprio, com outras pessoas, com a natureza e com as coisas ao seu redor, de forma dinâmica e indeterminada.

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3.1 Pontos em comum entre os existencialistas

O traço comum entre os filósofos existencialistas é a visão dramática em relação ao destino do homem,

caracterizada por uma noção de realidade humana imperfeita, cuja liberdade está condicionada às condições

históricas da existência sem que as noções de querer e poder constituam uma identidade. Além disso, a vida

humana não se constitui como uma linearidade que se dirige ao progresso e ao crescimento, muito pelo

contrário, a vida é marcada por situações de dor e sofrimento, injustiças, fracasso, morte.

As filosofias da existência propriamente ditas aparecem já no século XX, mas foram fortemente influenciadas por

filósofos do período anterior, entre os quais se destacam Schopenhauer, Kierkegaard, Nietzsche e Husserl

(COTRIM, 2001).

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3.2 Schopenhauer

Arthur Schopenhauer (1788-1860) apresenta uma filosofia crítica ao racionalismo iluminista, mas sem filiação a

nenhum movimento ou escola. Suas maiores críticas se dirigiam a Hegel e a Fichte, sem, no entanto, conseguir

escapar à herança de Kant e ao idealismo transcendental. Sua principal obra, “O mundo como vontade e

representação”, afirma que o mundo empírico somente existe para o sujeito como representação, ou seja, a

representação é o resultado da combinação das formas da experiência sensorial no espaço e no tempo, com o

entendimento e a causalidade. Já o acesso à nossa própria subjetividade advém da reflexão e do

autoconhecimento, proporcionando que o sujeito conheça a si próprio como sujeito e não como objeto, de modo

direto e não conceitual, enquanto vontade. A vontade é a essência da subjetividade, do “eu”, que se revela ao

sujeito transcendental. Nessa metafísica da vontade, a existência individual não tem importância, e cada

indivíduo é apenas parte de um todo, lhe sendo indiferente a natureza. Schopenhauer caracteriza, assim, uma

existência finita e limitada, de dor e sofrimento. Esse pessimismo e as limitações da experiência do indivíduo

poderiam ser superadas apenas por meio da arte e da experiência estética, especialmente a música

(MARCONDES, 2008).

3.3. Kierkegarrd

Soren Kierkegarrd (1813-1855) foi um filósofo dinamarquês que é considerado o primeiro existencialista. Sua

vida pessoal atribulada tem influência no seu estilo de publicações, muito pessoais e marcadas por traços

depressivos. O problema central de seu pensamento gira em torno da irracionalidade da experiência do real e da

impossibilidade da ação ética racionalmente escolhida. Por ter um histórico de religiosidade, recorre à fé para

contornar esse problema, no que chama de salto no escuro, ou seja, ter fé apesar da incerteza quanto à salvação

(MARCONDES, 2008).

Seu pensamento é marcado pelo subjetivismo, pela ênfase na experiência pessoal, considerada como

o que dá autenticidade à filosofia e pelo sentimento do trágico. Seu estilo é polêmico, irônico,

sobretudo em seus comentários a Descartes e a Hegel, e poético em sua análise dos mais profundos

sentimentos humanos: o amor, o medo, a angústia, o sem-sentido da existência (MARCONDES, 2008,

p. 247).

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3.4 Nietzsche

Friedrich Nietzsche (1844-1900) teve seu pensamento influenciado pela leitura de “O mundo como vontade e

representação”, de Schopenhauer, e critica em sua obra a tradição da filosofia ocidental depois de Sócrates, que

teria negado a intuição criadora pré-socrática. Seus estudos sobre a genealogia da moral o levaram a concluir

que as concepções morais são produtos da história humana e que não existem noções absolutas de bem e de mal.

Afirmou que as pessoas se submetem acriticamente a uma moral de rebanho, pregada especialmente pelas

religiões e pelos valores burgueses. Sem concepções morais predeterminadas, viver é um desafio a ser

enfrentado de forma solitária e que, segundo Nietzsche, deve ser feito sem conformismo, resignação ou

submissão à massificação, ao conservadorismo cristão e à visão de mundo burguesa. Para ele, a partir do

momento em que o cristianismo deixar de ser uma verdade única e passa a ser apenas uma das possibilidades de

interpretação do mundo, é possível colocar em xeque todos esses valores da civilização ocidental tidos como

absolutos. Se fundamenta aí o seu niilismo, ou seja “não crer em nenhuma verdade moral ou hierarquia de

valores pré-estabelecidos” (COTRIM, 2001, p. 213-214).

3.5 Husserl

Edmund Husserl (1859-1938) é conhecido pela inauguração de um método de investigação filosófica

denominado fenomenologia, que consiste na observação e descrição do fenômeno que se manifesta aos

sentidos ou à consciência. Nas mãos dos filósofos existencialistas esse método proporciona uma reaproximação

do sujeito, ou uma “reabilitação ontológica do sensível”, nas palavras de Merleau-Ponty (COTRIM, 2001, p. 215),

que nada mais seria que uma busca de superação da oposição entre realismo e idealismo, entre sujeito e objeto.

O termo foi empregado originalmente pelo matemático Johann Lambert no século XVIII com o significado de

“ciência das aparências” e empregado também por Hegel na obra “Fenomenologia do Espírito” com o significado

de “ciência da experiência da consciência”, tradição em que Husserl se inspira (MARCONDES, 2008).

A redução fenomenológica leva assim à redução eidética, que nos releva a essência, o horizonte de

potencialidade da coisa considerada, independentemente de sua existência real ou concreta. A

própria subjetividade, a consciência subjetiva, também deve ser submetida a esse processo, que

revela além da consciência empírica do sujeito concreto sua natureza essencial enquanto sujeito

transcendental ou “eu transcendental”, núcleo constitutivo da experiência (MARCONDES, 2008, p.

262).

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3.6 Satre

Jean-Paul Sartre (1905-1980) foi um pensador de grande influência na filosofia, na literatura, no teatro e no

cinema, sobretudo com seu existencialismo, que foi uma das correntes mais importantes de pensamento da

França pós-guerra. Inicialmente um discípulo da fenomenologia, começou a desenvolver sua filosofia existencial

a partir de meados da década de 1940.

Essa filosofia tem origem na própria análise fenomenológica da consciência intenciona, na influência

do pensamento de Heidegger, com o qual Sartre entrou em contato quando estudo na Alemanha no

início dos anos 30, e na tradição filosófica, em autores como Sócrates e Kierkegaard, que se opõem à

filosofia sistemática e especulativa, valorizando uma reflexão a partir da experiência humana

concreta, da discussão de questões morais e atribuindo à filosofia o dever de ter consequências

práticas, i.e., nos ensinar algo sobre nossas próprias vidas (MARCONDES, 2008, p. 263).

O homem de Sartre na obra “O ser e o nada” se define numa consciência em que existir e refletir são a mesma

coisa, ou seja, uma autoconsciência, cujo ideal é atingir a plena identidade consigo mesma. Isso faz com que o

homem não tenha uma essência predeterminada, mas, antes, se faça em sua própria existência. Esse mesmo

homem tem também por características a morte e a finitude, que fazem com que sua busca pela identidade

absoluta seja um fracasso prenunciado: “resta ao homem assumir sua condição, sua liberdade, portanto, e,

considerando-se sempre em situação, construir o sentido de sua existência, de uma existência autêntica”, de

onde se origina sua angústia.

Uma transição do existencialismo para o marxismo se delineia na obra de Sartre a partir de 1960, com a

publicação de Crítica da razão dialética, “uma vez que a questão da inserção do homem na realidade social e da

consciência alienada são temas comuns a ambas as perspectivas”. O autor assumiu-se cada vez mais militante no

marxismo, ao passo que seu prestígio e influência caíram em declínio, perdendo espaço para o estruturalismo e a

discussão sobre a modernidade e o pós-moderno (MARCONDES, 2008).

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4 Filosofia da linguagem
A filosofia da linguagem ou filosofia analítica surge na virada do século XIX para o século XX, no movimento de

uma escola que identificou na linguagem a fonte de mal-entendidos oriundos do uso ambíguo da linguagem e

que procurava esclarecer o sentido das expressões e seu uso no discurso pela análise lógica da linguagem. Os

primeiros grandes nomes da filosofia da linguagem foram Johann Gottlob Frege (1848-1925), Ludwig

Wittgenstein (1899-1951), Bretrand Russel (1872-1970), dentre outros.

“Essa preocupação teve início com o lógico e matemático Frege, que, percebendo que a linguagem comum

contém expressões geradoras de equívocos, propôs a constituição de uma linguagem formal que restringisse os

inconvenientes e imprecisões da linguagem comum” (COTRIM, 2001, p. 220-221).

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4.1 Revisão do conceito de verdade

No fundo, a filosofia da linguagem tenta rever o conceito de verdade (como já ocorrera antes na história da

filosofia) a partir de uma crítica à tentativa tradicional de encontrar a verdade na relação entre sujeito e objeto,

deslocando, dessa vez, seu fundamento para o problema da linguagem.

Dizendo de outra forma, enquanto a filosofia tradicional promove a análise como investigação das

essências ou como descrição de uma dimensão existencial, a filosofia analítica privilegia a apreensão

por conceito, utilizando, no processo analítico, os novos recursos à sua disposição a partir de

diferentes correntes (ARANHA; MARTINS, 2007, p. 152).

Russel foi um filósofo, lógico e matemático que postulou a teoria do atomismo lógico, por meio da qual afirma

que cada proposição simples, ou atômica, constitui um fato simples ou atômico, em que um enunciado simples

indica que determinada coisa tem determinada propriedade ou está em determinada relação, como “a flor é

vermelha” ou “o copo está vazio”. A articulação das proposições simples forma proposições compostas ou

moleculares, como, por exemplo, “a flor é vermelha e está no copo”. Para o autor, muitos (falsos) problemas

filosóficos derivam da ausência de análise da linguagem em seu uso comum, levando-nos a aceitar as

proposições em sua totalidade em vez de analisa-las em suas partes. O motivo disso acontecer é que a lógica

formal não é capaz de captar a riqueza da linguagem comum, além de a linguagem comum introduzir noções que

podem ser confusas, como relações de finalidade ou de causalidade (COTRIM, 2001).

Wittgenstein teve grande influência nas duas principais vertentes da filosofia analítica da linguagem

contemporânea, a semântica formal e a pragmática (embora ele próprio não tenha chegado a empregar essa

terminologia). Seu pensamento se divide mais comumente em duas fases, cada uma caracterizada por uma obra.

O primeiro Wittgenstein é o que publicou o "Tractatus logico-philosophicus", de 1921, e o segundo Wittgenstein

é o que publicou "Investigações filosóficas" (MARCONDES, 2008).

A primeira fase de seu pensamento tem por tarefa fundamentar o conhecimento da realidade na lógica em vez de

na epistemologia, o que deveria ser feito por meio da determinação das categorias mais gerais da linguagem e

das categorias mais gerais do real. O objetivo era fundamentar as ciências formais na lógica:

só assim se conseguiria justificar o caráter objetivo, necessário e universal dessas ciências, afastando-

se assim das propostas de inspiração kantiana de explicar a possibilidade deste tipo de ciência a

partir do sujeito do conhecimento, o que, segundo esses pensadores, jamais permitiria justificar seu

caráter universal e necessário (MARCONDES, 2008, p. 273).

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Assim como em Frege e em Russel, o problema central é a má compreensão da linguagem, que origina problemas

metafísicos tradicionais como a discussão sobre o que é falso ou sobre o ser e o não-ser, porque a forma

gramatical e a forma lógica da linguagem não coincidem. Wittgenstein conclui que as proposições alcançadas

pela filosofia tradicional não dizem nada, não possuem sentido (não dizem nada), mas também não são

proposições que não fazem sentido, sendo, na verdade, pseudoproposições: “violam as regras da sintaxe lógica e

nada dizem sobre o real, nem sequer sobre sua estrutura”. O problema é que para fazer tais afirmações e

explicitar suas conclusões Wittgenstein precisa, também, se valer da linguagem e de suas proposições e cai num

impasse, afirmando que “aquele que me compreende eventualmente as reconhece [as proposições] como sem

sentido, quando as usa como escada para ir além delas. Deve, por assim dizer, jogar fora a escada depois de ter

subido por ela” (MARCONDES, 2008, p. 273-274).

Depois de ter abandonado a filosofia por mais de dez anos, Wittgenstein retoma suas reflexões a partir do

problema anteriormente encontrado e muda radicalmente sua própria concepção de linguagem, o que

justificaria a divisão de seu pensamento em primeiro Wittgenstein e segundo Wittgenstein. Sua tese anterior de

que haveria um isomorfismo entre linguagem e realidade deixa de existir e é substituída pelo que chama de

jogos de linguagem, que se caracterizam por sua pluralidade e diversidade. A linguagem passa a ser algo

dinâmico e derivado da prática social, fazendo com que a análise desloque-se para o exame de seus contextos de

uso, pois os significados são indeterminados e só podem ser compreendidos por meio dos jogos (MARCONDES,

2008).

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4.2 Escola de Frankfurt

Por último, para encerrarmos as considerações acerca da filosofia da linguagem, é indispensável mencionar a

Escola de Frankfurt, nome que recebe o grupo de pesquisadores do Instituto de Pesquisas Sociais de Frankfurt,

datado da década de 1920, cuja produção se enquadra dentro da teoria crítica.

Conforme Cotrim (2001, p. 223), dentre seus principais nomes destacam-se:


• Theodor Adorno (1906-1969);
• Max Horkheimer (1895-1973);
• Walter Benjamim (1892-1940);
• Herbert Marcuse (1898-1979); e
• Jurgen Habermas (1929).
De acordo com Marcondes (2008, p. 268), a Escola de Frankfurt preocupou-se sobretudo “com o contexto social

e cultural do surgimento das teorias, valores e visão de mundo da sociedade industrial avançada, procurando

assim atualizar e desenvolver a teoria marxista enquanto teoria filosófica e sociológica”. A crítica

frequentemente feita à interpretação frankfurtiana do marxismo é de que o aspecto revolucionário do

pensamento de Marx acaba se enfraquecendo.

Os filósofos de Frankfurt criticaram a concepção de ciência originária do positivismo lógico,

postulando a necessidade de uma diferença radical entre a metodologia das ciências naturais e

formais como a física e a matemática e a metodologia das ciências humanas e sociais, e questionando

a adoção da lógica das ciências naturais como paradigma de cientificidade. A concepção da ciência

natural e da técnica, visando ao controle dos processos naturais, levaria ao desenvolvimento de um

saber instrumental em que o controle e a dominação - não só de processos naturais, mas também

sociais - são os objetivos fundamentais, voltando-se para resultados práticos (MARCONDES, 2008, p.

268-269).

Dessa forma, as ciências humanas e sociais teriam um propósito interpretativo, visando à compreensão da

sociedade e da cultura e, com um interesse emancipatório, teriam a possibilidade de libertar o homem da

dominação técnica, que, por sua vez, alcançaria a sua realização enquanto ser social (MARCONDES, 2008).

é isso Aí!
Nesta unidade, você teve a oportunidade de:

• conhecer o positivismo, termo adotado por Auguste Comte para designar uma orientação filosófica

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• conhecer o positivismo, termo adotado por Auguste Comte para designar uma orientação filosófica
caracterizada pelo culto à ciência e ao método científico;
• compreender sobre o existencialismo e os seus pontos em comum entre os autores existencialistas;
• entender a dialética marxista;
• aprender sobre a filosofia da linguagem ou filosofia analítica e a revisão do conceito de verdade;
• estudar sobre a Escola de Frankfurt e a teoria crítica.

Referências
ARANHA, M. L. A.; MARTINS, M. H. P. Filosofando - Introdução à Filosofia. São Paulo: Moderna, 2007.

BITTAR, E.; ALMEIDA G. A. Curso de filosofia do direito. São Paulo: Atlas, 2002.

COTRIM, G. Fundamentos da Filosofia. São Paulo: Saraiva, 2001.

MARCONDES, D. Iniciação à história da filosofia. Rio de Janeiro: Zahar, 2008.

MARX, K.; ENGELS, F. Manifesto do partido comunista. Petrópolis: Vozes, 1988.

SILVA, I. O. Curso moderno de filosofia do direito. São Paulo: Atlas, 2012.

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