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Fissão nuclear

Fissão nuclear é a divisão de um núcleo atômico pesado e instável através do seu


bombardeamento com nêutrons - obtendo dois núcleos menores, nêutrons e a liberação de
uma quantidade enorme de energia.
Em 1934, Enrico Fermi, bombardeando átomos de urânio com nêutrons, observou que os
núcleos bombardeados capturavam os nêutrons, originando um material radioativo. Em 1938,
Hahn e Strassmann, repetindo a mesma experiência, constataram a existência do bário entre
os produtos obtidos. Equacionando:

U235 + 0n1 = 56Ba142 + 36Kr91 + 3 0 n1 + 4,6 . 109kcal

Os nêutrons liberados na reação, irão provocar a fissão de novos núcleos, liberando outros
nêutrons, ocorrendo então uma reação em cadeia:

Essa reação é responsável pelo funcionamento de reatores nucleares e pela desintegração da


bomba atômica.

Fusão nuclear
É a junção de dois ou mais núcleos atômicos produzindo um único núcleo maior, com liberação
de grande quantidade de energia. Nas estrelas como o Sol, ocorre a contínua irradiação de
energia (luz, calor, ultravioleta, etc.)proveniente da reação de fusão nuclear:

41H1 = 2He4 + outras partículas + energia


(Condições de temperatura e pressão: 106 ºC , 104 atm)
Fonte: www.feiradeciencias.com.br

Em 1939 dois cientistas alemães, Otto Hahn e Fritz Strassmann, fizeram uma descoberta
acidental que viria a mudar a face do mundo. Enquanto estavam bombardeando uma amostra
de urânio com neutrons, na espectativa de que o urânio iria absorver os neutrons e assim
formar isótopos mais pesados, eles ficaram atônitos ao perceber que obtinham das
experiências provas químicas objetivas da produção não de algo mais pesado, mas sim de algo
mais leve que o urânio - eles tinham evidência positiva da produção do bário. É claro que eles
ficaram atônitos, e não acreditaram muito no que haviam feito, mas de qualquer forma a sua
descoberta vazou - o tempo era de pré Segunda Grande Guerra - , e de alguma forma não sei
lá se muito explícita, a notícia chegou a duas cientistas, Lise Meitner e Otta Frisch, que haviam
obtido refúgio político (contra o nazismo) na Suissa. Lisa entrou numas que o núcleo de urânio,
ativado pelo bombardeamento de neutrons, teria sido partido ao meio. Assim sendo, em
comparação aos processos biológicos de divizão celular, ela chamou o resultado do
bombardeamento do urânio de "fissão". Estava cunhada uma palavra que iria se tornar
histórica.

A fissão nuclear envolve uma delicado balanço dentro do núcleo do átomo entre a reação
nuclear (um neutron em alta velocidade "ataca" o núcleo de um átomo de urânio) e a repulsão
elétrica entre as cargas existentes no núcleo atômico. Nos núcleos dos átomos não radiativos,
as forças fortes dominam a estabilidade nuclear. No isótopo 235 do urânio (e por consequência
nos isótopos transurânicos), entretanto, essas forças são tênues: se o núcleo é esticado para
além de seu volume, por absorver um novo neutron, as forças elétricas das partículas do
próprio núcleo atômico podem fazê-lo "esticar" ainda mais, até que as forças nucleares não
podem mais segurar o conjunto coeso, e as forças elétricas causam a partição do núcleo
original; isso é fissão nuclear. Numa visão quantum-mecânica, existe aí um efeito de
tunelamento, mas isso é outra história.
Aparentemente, a absorção de um neutron por um núcleo de urânio pode causar tar
alongamento do volume nuclear, e a fissão resultante pode produzir uma quantidade enorme
de núcleos de átomos mais leves. A reação química envolve ainda a evolução de uma
tremenda quantidade de energia, algo como duzentos MILHÕES de eV (uma molécula de
dinamite emite na explosão 30 eV). A massa total dos fragmentos e dos neutrons produzidos
na fissão são menores do que a massa do átomo de urânio inicial, pois que a pequeniníssima
massa que falta se transformou na imenssissíma quantidade de energia, de acordo com a
equação de Einstein, E = MC2. A energia da fissão acontece, na sua forma mais aparente,
como energia cinética dos neutrons e outros produtos de fissão ejetados, e na radiação gama
que acompanha o processo.

É claro que a comunidade científica ficou extasiada com as notícias da possibilidade de se


obter uma fissão nuclear, não só pela enorme quantidade de energia liberada, mas também
pela possibilidade de ser estabelecida, pela primeira vez, uma reação em cadeia: se um núcleo
de um átomo de urânio em processo de fissão libera dois ou três neutrons (tipicamente), cada
neutron livre pode ter energia suficiente para arrebentar outros núcleos de átomos de urânio, e
assim por diante, de formas a que toda uma cadeia de reações de destruição de núcleos
atômicos irá acontecer, de etapa a etapa, de uma forma mais e mais veloz. E a liberação de
energia de cada etapa da reação se torna mais e mais "energética".

Nos depósitos naturais do urânio, o U-235 é encontrado em menos de 1 %. O barato é que os


~ 99 % do U-238 absorve neutrons, mas seu núcleo não é instável a ponto de tal reação
resultar em fissão. Resultado: amostras naturais de urânio são tão impuras, que o isótopo 238
absorve os neutrons do 235 e assim, previne uma reação em cadeia expontânea. De uma certa
forma, essa propriedade do próprio mineral radiativo deu aos cientistas uma dica para a sua
aplicação (para o bem e para o mal - os cientistas sabiam das propriedades, os tecnólogos, das
aplicações do saber científico: quem era esperto e quem era ingênuo? P.S. : existe esperteza
na aplicação da ciência e da tecnologia?).

Veja só o problema envolvido no desenvolvimento da tecnologia: se você tem uma amostra


muito pura de U-235, o número de neutrons que vão escapar pela superfície dela naturalmente
(sem ser absorvidos pelo resto dos átomos de U-235 da sua amostra) vai ser tão grande, que o
número resultante de neutrons que vão ser absorvidos, e assim tentar começar uma reação em
cadeia, serão tão poucos, que a reação em cadeia terá uma duração muito curta, ou então não
ocorrerá de forma nenhuma, por causa da "falta de combustível".

Nesse ponto é muito importante estressar (palavra muito em moda, atualmente) que quanto
mais pequenos os objetos (portanto menor volume tridimensional), quanto mais
desproporcional será a sua área superficial (toda aquela região que envolve toda a superfície o
objeto) em relação ao seu volume. Atente bem: algo grande, área superficial grande. Um
dividido pelo outro, quase nada. Algo menor, com grande área superficial, dá zebra.

Seguindo o raciocínio da área superficial: coloque uma amostra de material fissionável de


formas a que a área superficial da sua amostra seja menor (proporcionalmente) do que o
tamanho da sua amostra: o resultado será uma explosão monumental. Muitos (no caso
neutrons) estarão atingindo átomos do seu material fissionável! Daí que o tamanho mínimo
mínimo do material que vai garantir uma reação em cadeia é chamado de "tamanho crítico", e a
massa de material que irá ter aquele tamanho, de massa crítica. Se a massa for maior do que a
crítica, uma explosão de enorme magnitude pode vir a ocorrer.
Agora considere uma quantidade suficiente de U-235, em duas unidades separadas, cada qual
menor do que a do tamanho crítico. Por causa da relativamente larga área superficial, os
neutrons vão embora, e a reação em cadeia não pode começar. MASSSSS, se os dois
pedaços forem combinados no tempo certo, a área superficial será menor, e a massa será
maior do que a massa crítica. Resultado: uma explosão violenta vai ocorrer. Isso é uma bomba
"atômica".

Fonte: inorgan221.iq.unesp.br

FISSÃO E FUSÃO NUCLEAR

Outra grande forma de energia é a nuclear - energia presa dentro do núcleo de cada átomo.
Uma das leis da natureza é que a energia não pode ser criada nem destruída, mas apenas
mudar a forma. A massa dos corpos pode ser transformada em energia.

O famoso cientista Albert Einstein criou a seguinte fórmula matemática: E=mc2, significa que a
energia (E) é igual á massa (m) vezes a velocidade da luz (c) ao quadrado.

Os cientistas usaram a fórmula de Einstein para descobrir a energia nuclear e construir bombas
atómicas.

Segundo os antepassados gregos a partícula mais da natureza era o átomo. Eles não
chegaram a conhecer a natureza das partículas que constituem o átomo. Tal como
aprendemos no capítulo 2, os átomos são constituídos por um núcleo (que contém neutrões e
protões) cercado de electrões que giram à volta deste tal como a terra gira à volta do sol.
Fusão nuclear

Outra forma de energia nuclear é a fusão. A fusão significa juntar pequenos núcleos de forma a
constituir um núcleo maior. O sol usa a fusão de átomos de hidrogênio para obter outro
composto químico: o hélio. A fusão nuclear liberta luz, calor e radiação. Na figura vêm-se os
dois tipos de átomos do hidrogênio: o deutério e o trítio que em combinação formam o hélio e
um neutro extra.

Os cientistas ao longo dos anos tentam controlar a fusão nuclear de forma a produzir energia
elétrica. No entanto, é muito difícil restringi-la num espaço específico.

O melhor da fusão nuclear é que a radiação nuclear não é tão mortal como a libertada na
separação nuclear.

1. A fissão nuclear consiste em separar o núcleo de um átomo.

2. A separação do núcleo gera energia luminosa e calorífica.

3. Numa central nuclear controla-se a reacção nuclear para produzir calor


e aquecer a água. A água fervida dentro dos tubos transforma-se em
vapor que faz girar a turbina e produzir electricidade.

4. A fusão nuclear significa juntar vários núcleos para formar um só.

5. O sol usa a fusão nuclear do hidrogénio para obter o hélio; neste


processo liberta-se luz e calor.

6. Por todo o mundo, cientistas têm tentado controlar a fusão nuclear de


forma a que esta constitua uma fonte de energia menos dispendiosa

Fonte: www.abcdaenergia.com
O que são aceleradores de partículas e porque são
importantes?
Um acelerador de partículas é um aparelho que produz "feixes" de átomos, elétrons, moléculas
ou algumas partículas mais exóticas, como antiprótons, pósitrons ou mésons, com velocidades
altas, geralmente superiores a 1/1000 da velocidade da luz c. Para que sejam atingidas estas
velocidades, que em alguns casos chegam quase na velocidade da luz, as partículas sofrem a
ação de forças eletromagnéticas, com arranjos que diferem bastante entre os diversos tipos de
aceleradores.

Um "feixe" de partículas ocorre quando as trajetórias dessas partículas são razoavelmente


paralelas e distam menos de 1 centímetro umas das outras. (A palavra "feixe" quer dizer em
geral um conjunto de objetos paralelos colocados perto um do outro, como numa vassoura de
gravetos onde eles são amarrados por uma corda, vindo daí a palavra "faxina".) Um feixe é
caracterizado então pela partícula que o forma, pela sua energia cinética Ec(ou velocidade v) e
pelo número de partículas por unidade de tempo N.

Se a carga das partículas for q, há uma relaçã o simples entre a corrente elétrica total do
feixe, I, e o fluxo N:

I=Nq. Mas porque alguém aceleraria partículas? A primeira razão é que precisamos conhecê-
las melhor e um dos meios de fazer isso é colidí-las em altas velocidades com outras partículas
(átomos, fótons, elétrons, moléculas, etc) ou com sólidos. A segunda razão é que podemos
usar essas colisões para conhecer melhor os "alvos", por exemplo obtendo a composição
química de objetos sólidos.

Há também numerosas aplicações tecnológicas e médicas. A Microeletrônica, por exemplo,


não existiria sem aceleradores, chamados "implantadores" porque colocam átomos, geralmente
de boro e de fósforo, dentro de um cristal de silício.

(Antes de aceleradores começarem a ser empregados nos anos 60 já eram fabricados


válvulas, diodos e transistores - mas sem aceleradores os tamanhos de qualquer circuito
eletrônico seriam milhões de vezes maiores que hoje.) Num outro exemplo, a erroneamente
chamada Medicina Nuclear usa aceleradores para produzir radioisótopos usados em terapias
ou em dignósticos, para produzir raios-X ou para irradiação de tumores com elétrons ultra-
rápidos (energia cinética de 20 MeV, equivale a velocidade 0,9997c). Uma questão preliminar é
a das unidades. Em geral nos referimos às energias cinéticas em eV ou seus múltiplos keV
(1000 eV), MeV (1000 keV), GeV (1000 MeV) ou TeV (1000 GeV).

Um eV é a energia cinética de uma partícula com a carga do elétron que atravessou uma
diferença de potencial elétrico de um Volt e corresponde à energia de 1,6 *10 elevado a (-19)
Joules. Caso a energia cinética de uma partícula seja muito inferior à sua "energia de repouso"
(mc elevado a 2) podemos usar a fórmula usual Ec=(1/2)mv elevado a 2, de outra forma
teremos que usar expressões relativísticas.

Como exemplos, um elétron num tubo de TV tem cerca de 25000 eV antes de bater na tela e
produzir luz, uma molécula de gás tem cerca de 1/40 do eV, os fótons de luz visível tem cerca
de 2 eV, as partículas emitidas pelos núcleo de alguns átomos, chamados radioativos, tem
alguns milhões de eV. Se desejarmos estudar o núcleo as energias são geralmente superiores
a 1 MeV, podendo ir a GeV. Se quizermos estudar as partículas que formam o núcleo as
energias serão maiores ainda, de GeV a Tev.

(Átomos ou núcleos com energia cinética de 1 MeV tem velocidades, dependendo da massa
atômica, indo de 0,003 c, para o urânio,a 0,05 c, para o hidrogê.nio. Não apenas a
complexidade dessas máquinas aumenta com a energia, em cada faixa estudam-se fenômenos
distintos, cuja relevância vai da compreensão de nossa atmosfera até à da origem do universo.
Incidentalmente as máquinas gigantescas que trabalham na região de 1 TeV, o CERN na
Europa e o Fermilab na América do Norte, tem como subprodutos aplicações tecnológicas em
mecânica fina, novos materiais, eletrônica e supercondutividade, sendo isto uma das principais
motivações de seus orçamentos anuais de centenas de milhões de dólares. Não iremos falar
destes aceleradores, concentrando-nos nos que permitem estudar propriedades atômicas e
suas ainda mais generalizadas aplicações, ou seja, as energias disponíveis não serão
suficientes para quebrar ou excitar o núcleo atômico, o que quer dizer velocidades entre cerca
de 1/1000 e 1/10 de c, ou energias indo de 0,001 eV a alguns MeV. É difícil para nós imaginar
que até 200 anos atrás não se soubesse nada sobre átomos ( a Teoria Atômica de Dalton data
do início do século XIX) ou que apenas cem anos atrás tenha sido descoberta a existência do
elétron, pois hoje toda a tecnologia se baseia em átomos e em elétrons.

Inúmeras aplicações de propriedades atômicas na Engenharia, na Química e na Medicina, não


existiam, entre elas quase todas a Eletrônica, a Ciência de Materiais e a Química Analítica (que
estuda a composição química de um objeto ou de uma amostra). Pelo lado da Ciência, nesse
passado tão recente não eram conhecidos os fenômenos básicos da Química, da Biologia, da
Física e da Meteorologia para os quais os átomos (e as moléculas, que são aglomerados de
átomos) são fundamentais.

Hoje, por exemplo discutimos as propriedades dos seres vivos e como alterá-las através da
Genética Molecular, quando o gen é estudado como formado por grupos de átomos;
estudamos a temperatura da Terra e a intensidade de radiação ultravioleta (UV) pelas colisões
entre moléculas na atmosfera e somos capazes de calcular propriedades de compostos
químicos os mais diversos, nas fases gasosa, líquida ou sólida, usando a Mecânica Quântica.
Estamos rodeados de materiais "artificiais", como plásticos, remédios, ligas metálicas e
cerâmicas, desconhecidos por nossos antepassados de 100 ou de 200 anos atrás, ou mesmo
que desconhecíamos durante nossa infância. A descoberta e/ou produção de muitos deles só
foi possível usando propriedades atômicas e moleculares descobertas usando aceleradores.

Foram experiências usando aceleradores que nos permitiram a compreensão que temos dos
átomos e das substâncias que nos rodeiam, fornecendo a base para a Mecânica Quântica no
início deste século, por sua vez permitindo a compreensão teórica dos fenômenos químicos.
Nessas experiências um átomo (em geral ionizado positiva ou negativamente) ou um elétron
(uma partícula que existe dentro dele) é acelerado até uma velocidade "alta" e colide com um
"alvo", que pode ser um outro átomo, uma molécula, um objeto sólido, a superfície de um
líquido, etc. Além de explicar essas propriedades, os aceleradores são usados para fabricar
equipamentos baseados nelas. Por exemplo, os aparelhos eletrônicos funcionam baseados em
componentes (os circuitos integrados ou "chips", que podem conter o equivalente a dezenas de
milhões de transistores) fabricados por implantação de átomos de velocidade alta (obtida
usando aceleradores de ions) em cristais de silício. Alguns destes aparelhos, como
microcomputadores ou simples televisões, são eles próprios aceleradores, acelerando elétrons
até velocidades de 30% da velocidade da luz.

Até 1750, por exemplo, apenas 17 do atuais 105 elementos eram conhecidos e nem era sabido
que todas as substâncias eram formadas por combinações desses cento e pouco elementos.
Na segunda metade do século XVIII uma sucessão de grandes químicos, como Lavoisier
(1743-1794, quando foi morto pelo governo revolucionário da França) e Proust (1754-1826),
não apenas mais do que dobraram o número de elementos conhecidos (passou para 40) como
também verificaram a existência de relações definidas entre as massas das substâncias
envolvidas numa reação química. No início do século XIX Dalton (1766-1844) propôs a Teoria
Atômica e Berzelius (1779-1848) a maneira como se denotam os elementos.

Além desses cientistas numerosos outros descobriam novos elementos, sintetizavam novas
substâncias e descobriam a "composição química" de muitas outras, algumas conhecidas
desde a Antiguidade, como o sal de cozinha, a alumina e a soda. Mas se desconhecia o que
eram os átomos. Para estudar os átomos, os núcleos dos átomos e as partículas dentro desses
núcleos temos que fazer colisões com velocidades crescentes. Em alguns casos a Natureza já
nos fornece átomos (ou ions, que são átomos sem alguns elétrons) com velocidades altas.
Exemplos disto são os átomos cujos núcleos emitem espontaneamente partículas alfa (estas
são formadas por 2 protons e 2 neutrons, tendo carga elétrica positiva +2e e energias cinéticas
da ordem de alguns MeV), sendo uma espécie de "acelerador" que não precisa ser ligado na
tomada.... Em 1911 dois físicos, Geiger e Marsden, fizeram a experiencia que levou outro
físico, Rutherford, a propor no mesmo ano o atual modelo do átomo (e a tornar-se
instantaneamente um químico, ganhando o premio Nobel de Química). Nela um emissor de
"alfas" foi colocado perto de uma folha metálica fina e, medindo as partículas alfa após a
interaçã com a folha verificou-se que embora a maioria sofresse uma deflexão pequena
algumas poucas eram fortemente "espalhadas" para trás.

Rutherford interpretou este fato como a existência de um núcleo pequeno e positivo em torno
do qual orbitavam elétrons.

Havia no entanto numerosos problemas para compatibilizar as teorias da Física vigente com
esse modelo, o que deu um grande impulso à busca de uma nova mecânica, a Quântica, o que
demorou cerca de duas décadas. Outro tipo de partícula rápida que a Natureza nos dá é o raio
cósmico, onde partículas atingem a Terra, eventualmente com energias muito superiores à dos
aceleradores de maior porte atuais.

Uma parte da compreensão atual sobre as partículas usou resultados de medição desses raios
cósmicos, como as medidas feitas pelo físico brasileiro Lattes na Bolívia na década de 50. A
Química hoje seria provavelmente descrita como a ciência que estuda os átomos e as
moléculas: como reagem uns com os outros, como emitem ou absorvem luz, como se ionizam,
perdendo ou ganhando elétrons, etc. Uma "reação química", por exemplo a de combustão
quando uma molécula de açúcar e uma de oxigênio reagem dentro de um ser vivo fornecendo
energia, é uma "colisão", mesmo que nesse caso as velocidades sejam baixas.

Do ponto de vista aplicado diversas técnicas (como o PIXE, o RBS e o Auger) se baseiam na
emissão de elétrons ou de raios-X por átomos que foram alvejados por elétrons ou por ions de
alta velocidade, obtidos em aceleradores. Grande parte das informações que temos sobre os
átomos e sobre as moléculas vem dessas colisões, feitas de forma controlada. Podemos ter um
feixe de luz monocromática atravessando um meio e considerar que as partículas de luz
(fótons) colidem com um "alvo" de átomos ou moléculas.

Podemos ter uma experiência bem similar, onde ao invés de luz temos feixes de elétrons ou de
ions, cada feixe sendo composto por partículas com a mesma energia cinética. Aceleradores
são tambem fundamentais em aplicacões . Os microcircuitos de um computador são fabricados
acelerando ions a dezenas de milhares de eV e jogando-os contra uma pastilha de silicio. Estes
aceleradores são chamados implantadores e sem eles nao haveria nem a elétronica moderna
nem os computadores.

Outras aplicacoes existem na Medicina, onde frequentemente aceleradores de elétrons com 20


milhões de eV são usados para irradiar pacientes com cancer (os elétrons destroem o tecido
canceroso). Na medicina também são usados para fazer a produção de substâncias
radioativas, as quais podem ser usadas para tratar o cancer. Um tubo de raios-X, equipamento
usado rotineiramente no diagnóstico mé:dico desde meados deste século XX, é um acelerador
de elétrons, que atingem algumas dezenas ou centenas de milhares de eV e incidem sobre
uma folha metálica, cujos átomos emitem raios-X.

Mas, como se acelera um elétron, ou um íon ou um átomo?


Essencialmente são forcas elétricas que fazem isso, ou diretamente (como no tubo de TV ou
no de raios-X) ou indiretamente, quando campos magnéticos variaveis no tempo produzem
forcas elétricas (os aceleradores acima de alguns milhoes de eV em geral são desse tipo).

Entre os diferentes tipos de aceleradores temos:

Os "tandems", onde ions negativos são acelerados por um potencial elétrico positivo até um
alvo gasoso ou sólido onde perdem elétrons, virando ions positivos e sendo acelerados
novamente ( Nosso acelerador na UFRJ é desse tipo, se tivermos por exemplo um feixe de H-
e um potencial de 1,7 MV vamos obter um feixe de H+ com 3,4 MeV. No Brasil há outros
similares na UFRGS e na USP); - os Van de Graaff, onde uma esfera é carregada
eletricamente até alguns MV e dentro dela se coloca uma fonte de ions, os quais são
acelerados (No Brasil há um na PUC/RJ.); -os lineares, onde um campo magnético variável
induz um campo elétrico variável na direção do tubo do acelerador, com o campo eletrico
&sendo oscilante, mas com o feixe sendo pulsado, para só percorrer o tubo quando o campo
aponta no sentido desejado (No Brasil há aceleradores deste tipo no CBPF, na USP e em
muitos hospitais.); - o ciclotron, onde o íon descreve semicirculos sob a ação de campo
magnético, entre esses semicirculos é acelerado por um campo elétrico e, como passa
diversas vezes nesse mesma região, um potencial elétrico pequeno resulta numa grande
energia final (No Brasil temos aceleradores destes no IEN e no IPEN, respectivamente nas
cidades do Rio de Janeiro e de São Paulo.) e -os eletrostáticos de baixa voltagem (até algumas
centenas de keV) onde um elétron ou um íon é acelerado por um gerador externo (No Brasil
são empregados para acelerar elétrons, sendo encontrados na UFRJ e na UFSCar. Além
desses aceleradores, obviamente temos todos os tubos de raios-x, todos os aparelhos de TV e
todos os monitores de vídeo de computadores, formalmente aceleradores mas que são
empregados para finalidades outras que não a pesquisa...)

Temos também o sincrotron de radiação onde elétrons são acelerados a energias da ordem de
GeV e, como percorrem trajetórias curvas, emitem fortemente luz polarizada, monocromática e
de alta frequência. Estes aceleradores no entanto não são usados para colidir as partículas
aceleradas com um "alvo" mas sim para fazer interagir essa "luz sincrotron" com alvos. (No
Brasil temos o Laboratório Nacional dfe Luz Sincrotron, em Campinas.).
Fonte: omnis.if.ufrj.br

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2.php

Acessado em 03/05/2010 as 18:53

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