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ESTADO DE GOIÁS

SECRETARIA DE EDUCAÇÃO, CULTURA E ESPORTE


COLÉGIO ESTADUAL DA POLÍCIA MILITAR DE GOIÁS
GILVAN SAMPAIO – RUBIATABA

PROFESSORA: Silvâna Fernandes Biângulo


Arte 9º“A”
SEMANA 25/01 /21 - 29/01/21
_ INSTRUÇÕES:
- REGIME ESPECIAL DE AULAS NÃO PRESENCIAIS;
- IMPRIMIR OU COPIAR O TEXTO ABAIXO:
- COPIAR E RESPONDER AS ATIVIDADES A SEGUI (SE IMPRIMIR,RESPONDER NA
PRÓPRIA FOLHA, NÃO ESQUECER DE ESCREVER A DATA.
- LEIA O TEXTO ATENTAMENTE;
- TEMOS O GRUPO DE WHATSAPP PARA RETIRAR DÚVIDAS RELACIONADAS COM O
CONTEÚDO.

- MATERIAL DE AULA .....................> Texto e Atividades

Elementos constitutivos das artes visuais;

Estilos visuais; A Arte e os cinco sentidos

O neoconcretismo foi um movimento artístico brasileiro que buscou novos caminhos para além da
mera construção de objetos: buscou a sensibilidade, expressividade, subjetividade, se
caracterizando também por irem além do meramente visual no campo das artes (muitas das
obras desses artistas mexem com outros sentidos, como o olfativo, sensorial, auditivo). Entre os
principais expoente, podemos destacar Lygia Clark, Lygia Pape e Hélio Oiticica. Além de terem
feito parte dessa importante vanguarda, esses artistas defenderam e produziram uma arte mais
participativa.

A. Faça uma "leitura de cada uma das três obras, ou seja, fale de suas percepções quanto a
cada uma. Descreva-as como se estivesse falando para uma pessoa que não pudesse vê-las.
Que elementos são utilizados/representados (linhas, planos, cores...)

Série Metaesquemas - Hélio Oiticica Livro noite e dia - Lygia Pape Série Bichos - Lygia Clark
B. Embora os artistas apresentados apresentem semelhanças como as formas de pensar a arte,
cada um tinha suas próprias propostas e formas diferentes de apresentá-las ao público
(participante). Procure pelas principais características nas obras de cada um e registre-as.

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C. Entre as obras pesquisadas, selecione aquelas que mais te chamaram a atenção (no mínimo
uma de cada artista) e escreva o que essas obras tem de mais interessante para você.

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D. Os Bichos de Lygia Clark são esculturas articuláveis que propõe a participação do observador,
uma espécie de origami, abstrato e geométrico. Lygia, como seus colegas Hélio Oiticica e Lygia
Clark, tinham em comum propostas de arte interativa, onde quem interage, também cria. Vamos
construir um bicho? A partir do modelo para fazer o seu "Bicho", transfira as medidas para uma
cartolina, papel cartão ou papelão. Você pode seguir as indicações com lugares para dobras e
cortes, mas também pode experimentar e fazer dobras e cortes em outras regiões.

https://youtu.be/HptBKZpDeEM

Fita de Moebius Lygia Clark


"Caminhando"

E. Você sabia que a obra Caminhando, de Lygia Clark foi inspirada pela fita de moebius? Uma fita
ou faixa de Moebios é um espaço topológico obtido pela colagem das duas extremidades de uma
fita, após efetuar meia volta em uma delas. Ela está associada ao símbolo do infinito pois, como
esta, não tem princípio nem fim.

Acesse o YouTube no seguinte endereço: https://www.youtube.com/watch?v=3sP-uT5DQLM

e experimente "caminhadas" pela fita de Moebius conforme foi proposto pela artista. Você só vai
precisar uma tira de papel, cola e tesoura.
Vamos conhecer que foi Lygia Clrk:

Lygia Clark
Lygia Clark (1920-1988) foi uma pintora e escultora brasileira. Abdicou do rótulo de artista,
exigindo ser chamada de “propositora”.

Lygia Clark (1920-1988), pseudônimo de Lygia Pimentel Lins, nasceu em Belo Horizonte, Minas
Gerais, no dia 23 de outubro de 1920. Em 1947, já casada e com três filhos, muda-se para o Rio
de Janeiro e inicia-se na arte da pintura sob a orientação do artista plástico Burle Marx.

Em 1950 Lygia foi morar em Paris, onde permaneceu até 1952. Nessa época, estudou com
Fernand Léger, Arpad Szens e Isaac Dobrinsky, e expôs na Galeria do Institut Endoplastique de
Paris. De volta ao Rio de Janeiro, integrou o Grupo Frente, liderado por Ivan Serpa. Entre 1954 e
1957 desenvolveu uma pintura construtivista, com o uso do branco e do preto, com tinta
industrial. Mudou a natureza e o sentido dos quadros, estendendo a cor até à moldura, anulando-
a ou até mesmo trazendo ela para dentro do quadro. É o que a artista denominou de “Linha
Orgânica”.

Em 1959, com o objetivo de estabelecer uma nova linguagem abstrata na arte brasileira assina o
Manifesto Neoconcreto. Nesse mesmo ano, participou da Primeira Exposição Nacional de Arte
Neoconcreta, no MAM, no Rio de Janeiro, junto com Lygia Pape, Amílcar de Castro, Sérgio
Camargo, Ferreira Gullar, entre outros artistas.

Em 1964, Lygia Clark lecionou no Instituto Nacional dos Cegos. Entre os anos de 1960 e 1964
criou a série “Bicho”: esculturas metálicas geométricas que se articulavam por meio de
dobradiças, onde buscava a participação do público com seu trabalho e a “Obra Mole”, formada
por pedaços de borrachas laminadas entrelaçadas. Fazia uso também de sacos plásticos, pedras,
conchas etc.

Entre seus trabalhos destacam-se: “Nostalgia do Corpo” (1968), que propões ao público sentir
coisas simples, como o sopro da respiração e o contato com uma pedra na palma da mão, “A
Casa É o Corpo: Labirinto” (1968), que simula um útero onde o visitante pode percorrer e
experimentar sensações táteis ao passar pelos diversos compartimentos, e a “Baba
Antropológica” (1973), no qual várias pessoas derramam sobre alguém deitado, fios que saem de
sua boca.

Entre 1970 e 1975 morou em Paris. Nessa época, lecionou no curso de Comunicação gestual na
Faculdade de Artes Plásticas St. Charles, na Sorbonne, quando desenvolveu diversas
experiências terapêuticas com seus alunos, fazendo uso de objetos sensoriais. De volta ao Rio de
Janeiro, se dedicou ao estudo das possibilidades terapêuticas da arte sensorial e dos objetos
relacionados. Passou a dar consultas terapêuticas particulares, entre 1978 e 1985, considerando
seu trabalho definitivamente alheio à arte e próximo à psicanálise. Sua obra ganhou
reconhecimento internacional com retrospectivas em diversas capitais internacionais.

Lygia Clark faleceu no Rio de Janeiro, no dia 25 de abri de 1988.