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Na história já se percebe o ser humano como um ser pensante, ao longo dos anos ele

vem buscando meios e respostas para as suas dúvidas e fatos que expliquem e comprovem a
origem, as causas e transformações do mundo ao seu redor. Mais, porém o comportamento e a
conduta humana são assuntos importantes e fascinantes que estão registrados historicamente
ao longo desses anos. Faz com que a psicologia seja uma das mais antigas e uma das mais
novas disciplinas acadêmicas, criando assim esse paradoxo. Com isso será abordado
acontecimentos importantes da história da Psicologia no Brasil.

De 1500 a 1822, temos o período colonial, neste período as preocupações voltadas aos
fenômenos psicológicos, apresentam-se através das obras de outros saberes, tais como a
Pedagogia, Medicina, Moral, Teologia, Política, e até mesmo nas grandes arquiteturas. Esses
autores são brasileiros, embora alguns tenham nascidos em Portugal, passou a maior parte de
suas vidas no Brasil. Essas preocupações psicológicas, não se tratavam propriamente de uma
Psicologia. E aos poucos no Brasil a Psicologia vai se desenvolvendo.

Em 1808 quando a família real chegou ao Brasil, começou a se construir uma espécie
de vida publica social, cultural, conhecimentos, entra ai a construção e valorização das
bibliotecas. Começaram a investirem no ensino aqui no Brasil, um ensino elitizado
direcionado as pessoas que tinham um grande poder aquisitivo. Com essa nova forma de se
organizar enquanto sociedade, centros urbanos, aglomeração de pessoas, surgem fatores
sociais gritantes.

A Psicologia foi entrando como disciplina em estudos isolados, com isso começou a
ser ensinadas em escolas ditas normais, escolas responsáveis em formar professores para
lecionar no ensino elementar. E uma de suas principais áreas que foram se formando foi a
psicometria, que era responsável pelos testes psicológicos e orientações profissionais, vemos
uma Psicologia bastante ligada à educação.

Já na medicina, a Psicologia começou a tomar corpo através de tese de doutorado,


psicologia experimental em hospícios, hospitais psiquiátricos, veio muito através de uma
influencia Européia, na época o estudo era algo direcionado ao sexo masculino, homens que
estudavam na Europa e voltava para o Brasil. Existia aqui no Brasil uma espécie de
laboratório de estudos, inclusive o eletro choque e outros eram usados naquela época como
meio de estudo. A primeira tese de doutorado com cunho de Psicologia foi escrita pelo
Manoel Ignácio de Figueiredo Jaime em 1936 com o titulo de “As paixões e afetos d’alma”.
No Brasil Republica antes da ditadura militar a Psicologia serviu como meio de
corroborar essas instituições, ela estava tomando dois rumos, a clinica e a educação. Já na
década de XXX com Getulio Vagas que queria industrializar o Brasil a Psicologia se voltou
bastante para a industria, Psicologia do trabalho.

E aos poucos a Psicologia começa a se desvincular da Medicina e da psiquiatria


oferecendo disciplina independentes e outros cursos de graduação. E em 1958 surge um
Projeto de lei PL 3.825 para a regulamentação da profissão, mais só em 1962 assinado por
João Golart com a lei 4.119 que regulamenta a profissão e o termo psicólogo é usado. E como
outras formações a Psicologia na época da ditadura militar teve muitas dificuldades, tanto na
educação de se formar psicólogo como também atuar como psicólogo. E com isso a
Psicologia Social começou a se fortalecer dentro das universidades com pensamento critico
principalmente em relação a profissão. A Psicologia clinica se tornou a principal fonte de
trabalho dos profissionais da Psicologia, a principio ela era elitizada, atendendo a classe
media, alta da época. Para curiosidade, os principais psicólogos da época eram médicos,
brancos, trazendo presente que muitos profissionais da época usaram a psicologia para
corroborar discursos de exclusão social, discursos culpabilizantes de pessoas que estavam
doentes ou não, utilizando de termos psicológicos para aprisionar-las.

A Psicologia do Brasil foi formada através de influencias exteriores, hegemônicas


como o EUA a Europa sendo que muitas delas não condiziam com a realidade Brasileira e
muito menos com uma realidade de ditadura militar, que utilizava muito de um viés de tentar
normalizar o indivíduo ao meio e não tentar entender o individuo e suas questões sociais. É
por isso que muitas outras áreas da Psicologia, como a Psicologia Social, tentaram
transformar um pouco essa realidade, criticavam a atuação da Psicólogo elitizada da época,
inclusive muitos estudantes de psicologia foram resistência durante esse período de ditadura
militar.

Em 1971 o Conselho Federal de Psicologia foi criado, tendo como objetivo, manter a
profissão no país, manter as normas de regulamentação de atuação do profissional, e quatro
anos depois, em 1975 que o CFP ele cria, coloca em pratica o primeiro código de ética
profissional.

Havia uma maior preocupação em duas áreas de saberes, Medicina e da Educação, e


esse processo, se assim podemos chamar, aos poucos vai amadurecendo e aos poucos
contribuindo para o reconhecimento da Psicologia no Brasil, como área de saber.

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