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Desenho e Projeto de tubulação

Industrial

Módulo I
Aula 07
1. NORMAS DE DESENHO TÉCNICO

1.1. IMPORTÂNCIA DO DESENHO

O ensino de desenho nos Cursos de Aprendizagem, não visa formação de desenhistas,


mas sim, de preparar e orientar o aprendiz por meio dele, dando condições de:

Ler e interpretar com segurança, desenhos de peças ou conjuntos;

Saber executar desenhos a mão livre e com instrumentos.

Na Escola ou na Indústria, para a execução de uma peça, as informações poderiam ser


apresentadas de diversas maneiras:

A PALAVRA- dificilmente transmite a idéia da forma de uma peça.

A PEÇA- nem sempre pode servir de modelo.

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A FOTOGRAFIA- não esclarece os detalhes internos da peça

O DESENHO- através dele, é que se pode transmitir todas as idéias de forma e dimensões
de uma peça. Ele ainda nos fornece uma rede de informações, como:

material de que é feita a peça;

acabamento das superfícies;

tolerâncias de suas medidas,etc.

O desenho mecânico é a linguagem universal que fornece todas as


informações necessárias, para formar uma imagem mental de como a
peça é na realidade, ou como deverá ser produzida.
1.2. FORMATOS DE PAPEL

Sempre que for gerar um desenho, deve ser escolhido um formato de papel de acordo
com as normas adotadas pela empresa, a comum é a ABNT NBR-10068, a escolha também
deve ser no menor formato possível, desde que não prejudique a sua clareza do documento.

Tabela de formatos conforme ABNT NBR-10068:


Comprimento x Altura
Formato Serie A
mm
A0 1.189 x 841

A1 841 x 594

A2 594 x 420

A3 420 x 297

A4 210 x 297

O formato básico na norma ABNT NBR-10068, é um retângulo de área igual a 1 m², que é
designado por A0 medindo 841 mm X 1189 mm, deste formato básico são extraídos os
demais formatos: A1, A2, A3, A4 etc.

Cada formato se obtém pela bipartição do formato anterior, segundo uma linha paralela ao
menor lado do retângulo bipartido. Ex.: bipartindo o formato A0 no lado maior ao meio, terá
dois formatos A1.

Os formatos são geometricamente semelhantes entre si.

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Os lados de um formato qualquer guardam entre si a mesma razão que existe entre o lado
de um quadrado e sua diagonal.
1.2.1. MARGENS

Nos desenhos, assim como nos documentos em geral, temos as margens, porem nos
desenhos é representado através de um contorno duplo em toda a folha, um representa o
quadro, onde se executa o desenho, e o outro o limite do papel.

Tabela de margens e espessuras das linhas:


Largura da linha do quadrado
Formato Margem
conforme NBR 8403

Esquerda Direita

A0 25 10 1,4

A1 25 10 1,0

A2 25 7 0,7

A3 25 7 0,5

A4 25 7 0,5

Obs.: As margens superiores e inferiores são iguais da Direita.

1.2.2. FORMATO ESPECIAL

Caso seja necessário o uso de formatos fora dos padrões estabelecidos pela norma,
aconselha-se adaptar o formato de modo que a largura ou o comprimento corresponda ao
múltiplo ou submúltiplo do formato padrão.

Ex.:
A3 A2

1.3. LEGENDA

Todas as folhas de desenho técnico devem ter no canto inferior direito, um quadro
reservado para legenda, para identificação do mesmo, com número de registro, titulo,
revisão, data, responsável, etc.

Para lista de peças, relação de materiais, relação das revisões do documento, notas,
observações em geral, etc. Deve-se preferencialmente ser colocado acima da legenda.

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1.4. DOBRAMENTO DA FOLHA

Sendo necessário o dobramento de folhas, o formato final deve ser o A4 de modo a deixar
visível o quadro destinado á legenda.
O dobramento das formas pode ser efetuado da seguinte maneira:
Efetua-se o dobramento a partir do lado direito da folha “d” em dobras verticais de
185 mm; a parte final a è dobrada ao meio

Em seguida a folha será dobrada segundo a altura, em dobras horizontais de 297


mm.

A fim de facilitar o dobramento, aconselha-se assinalar nas margens, as posições


das dobras.

O canto superior esquerdo pode ser dobrado conforme indicado na figura.


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1.5. TIPOS E ESPESSURAS DE LINHAS

Cada tipo de linha representa um detalhe do desenho. Ex.: a linha continua, representa os
contornos visíveis de uma peça, etc.
As espessuras das linhas devem ser escolhidas, conforme o seu tipo, dimensão, escala e
densidade no desenho, de acordo com os seguintes escalonamentos: 0,13; 0,18; 0,25; 0,35;
0,50; 0,70; 1,00; 1,40 e 2,00mm.

Tabela com os tipos, espessuras e aplicação das linhas


APLICAÇÃO GERAL
LINHA DENOMINAÇÃO
(Ver figuras abaixo)
A
Contínua Larga A1 contornos visíveis
A2 arestas visíveis
B
Contínua Estreita B1 linhas de interseção imaginá-
rias
B2 linhas de cotas
B3 linhas auxiliares
B4 linhas de chamadas
B5 hachuras
B6 contornos de seções rebati-
das na própria vista
B7 linhas de centros curtas
C
Contínua Estreita a mão C1 limites de vistas ou cortes
livre (A) parciais ou interrompidas se
o limite não coincidir com
linhas traço e ponto
D
Contínua estreita em D1 esta linha destina-se a dese-
ziguezague (A) nhos confeccionados por má-
quinas
E
Tracejada larga E1 contornos não visíveis
E2 arestas não visíveis
F
Tracejada estreita F1 contornos não visíveis
F2 arestas não visíveis
G
Traço e ponto estreita G1 linhas de centro
G2 linhas de simetrias
G3 trajetórias

H
Traço e ponto estreita,
H1 planos de cortes
larga nas extremidades e
na mudança de direção.
J
Traço e ponto largo J1 indicação das linhas ou superfí-
cies com indicação especial
K
Traço dois ponto estreita K1 contorno de peças adjacentes
K2 posição limite de peças moveis
K3 linhas de centro de
gravidade
K4 cantos antes da
conformação
K5 detalhes situados antes do
plano de corte

(A)
Se existirem duas alternativas em um mesmo desenho, só deve ser aplicada uma
opção.

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Quando necessário pode ser utilizado outros tipos de linhas
Recorrer à representação de arestas e contornos invisíveis (tracejados) apenas nos casos
de maior clareza do desenho.
Nos cruzamentos de linhas devem ser observadas as seguintes indicações:
1.6. Escala

No Desenho Técnico nem sempre conseguiremos executar com as dimensões reais da


peça.

Em peças grandes teremos que desenhar em tamanho menor, porém sem perder suas
proporções, o que chamamos de Escala de Redução.

Para peças pequenas teremos que desenhar em tamanho maior, porém sem perder suas
proporções , o que chamamos de Escala de Ampliação.

Escala Natural: É aquela em que o desenho foi executado com as medidas reais da peça.
Ex.: para cada 1 cm no desenho é igual a 1 cm da peça (1:1).

Escala de Redução: É aquela em que o desenho foi executado com as dimensões


menores que a dimensão real da peça. Ex.: para cada 1 cm no desenho é igual a 10 cm da
peça (1:10).

Escala de Ampliação: É aquela em que o desenho foi executado com as dimensões


maiores que a dimensão real da peça. Ex.: para cada 10 cm no desenho é igual a 1 cm da
peça (10:1).

A escala do desenho deve, obrigatoriamente, ser indicada na legenda ou em casos que


contém na mesma folha desenhos em escalas diferentes, estas devem ser indicadas junto
aos desenhos correspondentes, além da escala principal na legenda do desenho.

As escalas recomendadas, são:

Redução Natural Ampliação


1:2 1:1 2:1
1:5 5:1
1 : 10 10 : 1
1 : 20 20 : 1
1 : 50 50 : 1
1 : 100 100 : 1
1 : 200 200 : 1
1 : 500 500 : 1
1 : 1000 1000 : 1
1 : 2000 2000 : 1
Exercício
Complete a tabela abaixo:
DIMENSÃO DO DESENHO ESCALA DIMENSÃO DA PEÇA

1:1 25

25 1:2

5:1 10

16 2:1

10 100

60 12

1:20 5
Determine e coloque as cotas nos desenhos: Utilize a régua milimetrada.

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