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A TRELIÇA E A VIDEIRA

1. Anotações sobre os capítulos 3 a 5.

Depois de fazer uma abordagem sobre a relação entre organismo/organização/


essência/forma/ pessoas/instituição, aplicando e refletindo sobre o discipulado,
os capítulos 3 a aponta a base bíblica. Collin Marshal começa pelo AT e segue
até o NT fundamentando sua percepção sobre o discipulado bíblico.

Estamos imersos em mundo onde Deus está fazendo novas todas as coisas.
Em Jesus Cristo, vemos o plano da redenção em sua potencialidade
caminhando para o ponto final da história, novos céus e nova terra, Ap.21-22.
Essa história se desenvolveu no AT pela representação de Israel como “uma
videira luxuriante, mas, em última análise, falsa e condenada, Os.10.1,2;14.4-7.
Mesmo em meio ao fracasso de Israel, os profetas anunciaram que Yahweh
manter-se-ia fiel à sua aliança e cumpriria seus desígnios. E esse caminho
seria por meio do “sofrimento e julgamento”, Salmo 80.

E Pedro em sua epístola testemunha disso em 1 Pedro 1.10-12. A mensagem


de Deus pelos profetas foi interpretada por Pedro inspirado pelo Espírito Santo,
que Israel sofreria por causa do pecado, porém glória e restauração os
receberiam do outro lado, afirma Collin Marshal. E o Espírito Santo que operou
nos profetas, também agiu nos apóstolos e na igreja, e no coração dos
ouvintes produzindo resposta.

Então, sobre a pergunta: o que Deus está fazendo agora? “A pregação do


evangelho pelo Espírito que leva à salvação de almas”. Na realidade, Deus
está chamando um povo para si, por meio da obra de Jesus e pelo poder do
Espírito Santo, os levando ao crescimento.

 Dediquemo-nos à causa de Cristo e ao seu Evangelho;


 Cresçamos como discípulos, como pessoa recriada à imagem de Jesus;
 Sejamos dependentes do poder do Espírito Santo

Surge uma pergunta: Como devemos pensar sobre o ministério de todos os


cristãos em contraste com o ministério de pastores, mestres e evangelistas
ordenados? A chamada ao discipulado é a mesma para todos. É servirmos a
Jesus à sua missão, não importando o custo, afirma Collin Marshal. E esse
ministério é dos muitos e não dos poucos. O alvo é servir para edificação do
corpo, Ef.4.15-16; Cl.3.16. Collin Marshal disse: “ apenas por ser um discípulo de
Cristo e cheio do Espírito Santo da nova aliança, todo cristão tem o privilégio, a alegria
e a responsabilidade de estar envolvido na obra que Deus está fazendo em nosso
mundo, a obra do Senhor”.

No dizer de Collin Marshal “o cristão que não tem um coração missionário é


uma anomalia”. Fl.2.7;2Cor.4.5. Essa obra que Deus está fazendo no mundo
pela operação do Espírito Santo na vida de seus discípulos pode produzir em
uns a alegria do envolvimento, mas em outros a tristeza e por consequência a
culpa de não serem frutíferos na igreja.

Como lidar com essa tensão? A proposta é verificar o argumento de Paulo aos
filipenses. Parceiros no evangelho da graça, Fl.1.13-14,21, (koinonia). Paulo
estava preso em Roma pelo testemunho de Cristo, e tem convicção, que os
filipenses aguardavam o dia de Cristo, e a comunhão entre eles era fruto da
graça de Deus, Fl.3.8-10.

Paulo os instrui a “viver como um cidadão” da nova criação, da pátria celestial.


A ideia por trás de “vivei” de maneira digna é essa. Marshal afirma que
“reclamar, murmurar e discordar é completamente impróprio, quando
desenvolvemos essa compreensão da graça de Cristo. Portanto, os filipenses
estavam sendo convocados a despirem-se de todo “motivo egoísta e
rivalidade” para lutarem juntos pela causa do evangelho.