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COLÉGIO MILITAR 2 DE JULHO II – DIOMEDES DA SILVA PEREIRA

SÃO JOSÉ DE RIBAMAR, ______________________________________________

ALUNO (a):_________________________________________________________

ATIVIDADE DE FILOSOFIA

 ORIENTAÇÕES PARA O (A) ALUNO (A):

Fazer a leitura dos textos: O Jeitinho na Vida Cotidiana, A “Ética” do Jeitinho Brasileiro e da
Malandragem e para Refletir: Jeitinho Brasileiro. Após a leitura responder as questões
inerentes aos mesmos.

ASSUNTO: ÉTICA E O JEITINHO BRASILEIRO

TEXTO 1 – O JEITINHO NA VIDA COTIDIANA

Já sabemos que para vivermos bem no mundo atual precisamos ter uma consciência
crítica, isto é, precisamos ter uma consciência moral. Já vimos que quando a ação de uma
pessoa não está de acordo com a norma estabelecida pela sociedade, seu comportamento é
considerado imoral.

Um bom exemplo disso é o chamado “jeitinho brasileiro”. São condutas de


comportamento que, muitas vezes, parecem inocentes ou engraçadas, mas que, na verdade,
demonstram o desrespeito pelo ser humano e pelas normas.

Essas coisas acontecem, por exemplo, quando uma pessoa estaciona em local proibido e
o guarda dá um o “jeitinho” de cancelar a multa. Sem falar daquelas pessoas que se
beneficiam com o dinheiro público e fica por isso mesmo. Na verdade, o “jeitinho brasileiro” é
uma prática imoral que dá lugar ao oportunismo e à impunidade em nossa sociedade. Além de
ser injusto, é um ato que prejudica direta ou indiretamente a todos, não é uma prática
exclusiva do Brasil. Em muitos países práticas semelhantes acontecem.

Sabemos que os nossos atos podem sofrer censura ou punição, mas não devemos fazer as
coisas ou deixar de fazê-las simplesmente porque podemos sofrer as consequências de nossos
atos. Podemos até discordar das normas e tentar mudá-las ou aperfeiçoá-las, mas o que deve
estar por trás de nossas ações é a nossa consciência. É ela, acima de tudo, que deve
determinar se devemos agir dessa ou daquela maneira, sempre entendendo que nossas ações
têm que ser justas e que nós temos os mesmos direitos que os outros e que, portanto, temos
também as mesmas obrigações. Devemos obedecer à nossa consciência independentemente
de estarmos sendo ou não vigiados. Agir de acordo com a consciência é um exercício de
liberdade. Só podemos ser considerados cidadãos éticos quando atingimos esse grau de
consciência. Portanto, ter consciência moral significa agir de forma justa, escolhendo sempre o
bem de forma voluntária e não por imposição externa.

TEXTO 2 – A “ÉTICA” DO JEITINHO BRASILEIRO E DA MALANDRAGEM

A desonestidade não é uma prática exclusiva da sociedade brasileira. Mas não podemos
ignorar que o jeitinho e a malandragem são coisas peculiares ao povo brasileiro. Em nosso
país, dois tipos aparentemente incompatíveis: o honesto e o malandro são bastante exaltados.
Desse modo, os termos “honesto”, “corrupto”, “esperto”, “otário”, “malandro” e mané” se
misturam num confuso caldeirão moral.
TEXTO 3 – PARA REFLETIR: JEITINHO BRASILEIRO

O jeitinho brasileiro gera orgulho em algumas pessoas e, eventualmente também nos faz
ser conhecidos fora do país pela criatividade. Em universidades europeias, estudantes
brasileiros foram reconhecidos em algumas situações pela criatividade e velocidade nas
soluções apresentadas.

O jeitinho é a nossa capacidade de ter jogo de cintura, de não ficarmos amarrados dentro
de uma situação. Aliás, a ideia de jeitinho se aproxima muito mais da expressão francesa
savoir-faire, o saber-fazer, no sentido de molejo de cintura, do que, de fato, da mesma
expressão em inglês, que é know-how. Embora as duas tenham o mesmo sentido, a ideia de
savoir-faire dá certa malemolência, certo modo de driblar. Mas, por outro lado, essa ideia de
“jeitinho” nem sempre é sinal de inteligência. Em muitos momentos, é um atalho arriscado,
porque esse modo de driblar a norma raramente é indicador de flexibilidade.

Também pode ser um sinal de pouca aderência às regras de convivência coletiva. Colar é
um atalho em relação a estudar; furtar é um atalho em relação a ter que trabalhar para obter
o mesmo recurso; fingir, em vez de assumir, é um atalho, mas não é correto.

Então, entendermos jeitinho como flexibilidade vale muito, agora, olhá-lo como uma
forma de driblar aquilo que consiste na convivência, é ruim.

(CORTELLA, Mário Sergio. Pensar bem nos faz bem! – 2: Família, carreira, convivência e ética.
Petrópolis, RJ: Vozes; São Paulo, SP: Ferraz &Cortella, 2013, p.14).

ATIVIDADE

1. De acordo com o texto do filósofo brasileiro Mário Sergio Cortella, o que significa o “jeitinho
brasileiro”?

2. Por que o chamado “jeitinho brasileiro” pode, em alguns casos, significar um atalho
arriscado?

3. Em sua opinião, o “jeitinho brasileiro” é uma coisa positiva ou negativa? Justifique sua
resposta.

4. O que você entende sobre corrupção?

5. Ética e corrupção andam juntas? Comente.