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FACULDADE DE ENGENHARIA

“CONSELHEIRO ALGACYR MUNHOZ MAEDERA”


ARQUITETURA E URBANISMO

SABRINA CHAVES MONTEIRO

PROPOSTA ARQUITETÔNICA PARA VILA DA FRATERNIDADE DE


PRESIDENTE PRUDENTE – SP: UMA NOVA PERSPECTIVA DE VIDA
PARA O IDOSO.

Trabalho de Conclusão, apresentado a


Faculdade de Engenharia, Curso de
Arquitetura e Urbanismo, Universidade do
Oeste Paulista, como parte dos requisitos
para a sua conclusão.
Orientador:
Yeda Ruiz Maria

Presidente Prudente – SP

2020
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5 ANTECEDENTES PROJETUAIS

Com intuito de obter maior embasamento projetual, os próximos


subcapítulos são destinados à análise de três projetos arquitetônicos de habitação
social e moradia para idosos como referenciais, os quais apresentam soluções de
setorização, implantação, conforto luminotécnico e térmico, privacidade, além de
proporcionar espaços de multiuso que possibilitem a vivência em comunidade. As
referências projetuais escolhidas são: Lar de Idosos Peter Rosegger – Áustria e dois
projetos arquitetônicos que participaram do Concurso Público Nacional de Projetos
de Arquitetura para Unidades Habitacionais de Interesse Coletivo promovido pela
CODHAB-DF (Companhia de Desenvolvimento Habitacional do Distrito Federal) em
2017: Casas Pátio e Habitação Unifamiliar Econômica.

5.1 Lar de Idosos Peter Rosegger, Graz – Áustria

Ficha técnica

 Arquitetos: Dietger Wissounig Architekten.


 Ano: 2014.
 Localização: Graz, Áustria.
 Uso: Asilo.
 Fotografias oficiais: Paul Ott.
 Tipo: Projeto particular.

O Lar de Idosos Peter Rosegger, projetado pelo arquiteto Dietger Wissounig


e inaugurado em 2014, está localizado no centro-oeste de Graz, na Áustria em uma
parte da cidade com um ambiente urbano diversificado, onde há diferentes
configurações de implantação e escalas de edificações (Figura 44).
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Figura 44 – Localização - Lar de Idosos Peter Rosegger.

Fonte: Google Maps, 2019. Modificado pela autora, 2019.

Edificado em um antigo pavilhão de Hummelkaserne, é composto de dois


pavimentos, é compacto e possui formato resultante de soma de quadrados e
retângulos, com adições, subtrações, cheios, vazios e cortes assimétricos que
dividem o espaço em oito habitações de comunidades, sendo quatro em cada
pavimento (WISSOUNIG, 2014).
Seus acessos se dão nas quatro fachadas, norte, sul, leste e oeste, sendo a
norte e sul as principais, pois estão ligadas de modo direto com as ruas Maria
Pachleitner Straße e Brauhausstraße (Figura 45).

Figura 45 – Acessos ao Lar de Idosos.

Fonte: Google Maps, 2019. Modificado pela autora, 2019.


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Segundo recurso do Google Maps (2019) que apresenta a intensidade típica


do fluxo de acordo com os dias da semana e horários, o fluxo do trânsito das vias do
entorno é em sua maioria rápido e moderadamente rápido. O dia da semana e
horário com fluxo mais prejudicado é na quarta-feira por volta das 18:00 horas
(Figura 46), isso acontece devido ao horário de pico, quando se encerra o
expediente do comércio e os funcionários estão traçando seu caminho de volta à
casa. Porém, isso afeta diretamente as vias principais, enquanto que as locais são
sofrem esse impacto de modo direto.

Figura 46 – Fluxo do trânsito do entorno.

Fonte: Google Maps, 2019. Modificado pela autora, 2019.

Já no edifício, o fluxo se dá devido ao modo como o espaço é distribuído. No


térreo os blocos residenciais se estendem de leste a oeste e estão agrupados em
torno de um pátio central, onde se localizam os ambientes que dão apoio e
infraestrutura para os usuários, além dos dois jardins que seccionam o edifício
(WISSOUNIG, 2014).
Dessa forma, no pavimento inferior há dois acessos principais, localizados
na fachada norte e sul, já os acessos secundários estão distribuídos nas laterais do
edifício (leste e oeste). No interior os fluxos se dividem em três tipos: o destinado
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aos usuários, o destinado apenas aos funcionários e os destinados para usuários e


também funcionários (Figura 47).

Figura 47 – Fluxo interno do Lar de Idosos – Pavimento Inferior.

Fonte: Dietger Wissounig, 2014. Modificado pela autora, 2019.

O modo como o fluxo é definido dá maior autonomia aos idosos, devido às


múltiplas possibilidades de caminhos para chegar ao destino desejado, além de
proporcionar a sensação de liberdade, ao passo que há diversos acessos que não
necessitam que o usuário passe pelo bloco administrativo.
Para acessar o pavimento superior, há uma escadaria metálica e elevador
localizados no centro do interior, porém, também é possível acessar do lado de fora,
através de quatro escadarias metálicas dispostas em cada uma das fachadas,
novamente possibilitando a autonomia do idoso.
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Do mesmo modo que no pavimento inferior existem três tipos de fluxo, isso
se repete no pavimento superior (Figura 48).

Figura 48 – Fluxo interno do Lar de Idosos – Pavimento Superior.

Fonte: Dietger Wissounig, 2014. Modificado pela autora, 2019.

Dessa forma, entende-se que o fluxo se dá através da setorização (Figura


49 e 50).
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Figura 49 – Setorização do Lar de Idosos – Pavimento Inferior.

Fonte: Dietger Wissounig, 2014. Modificado pela autora, 2019.

Os dormitórios dos idosos se localizam nas extremidades das quatro


fachadas, enquanto que os ambientes de apoio e serviço estão centralizados e as
varandas, átrios e jardins estão distribuídos de forma concêntrica em quatro pontos
da edificação além dos jardins externos nas fachadas leste e oeste.

Figura 50 – Setorização do Lar de Idosos – Pavimento Superior.

Fonte: Dietger Wissounig, 2014. Modificado pela autora, 2019.


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No nível da cobertura (Figura 51) percebe-se a presença dos átrios e pátios


que proporcionam ventilação e iluminação natural em todos os níveis da edificação,
tornando um ambiente salubre, produtivo e agradável, além de ser mais sustentável.

Figura 51 – Implantação e estudo de insolação do Lar de Idosos.

Fonte: Dietger Wissounig, 2014. Modificado pela autora, 2019.

Em cada bloco habitacional há uma composição de dormitórios com sala de


estar e banheiro privativo, cozinha comunitária e uma área de jantar que atende até
13 residentes e um enfermeiro. Essa composição proporciona uma ambientação
gerenciável e familiar, favorecendo o bem-estar dos usuários e criando laços
emocionais entre eles (WISSOUNIG, 2014). Há também varandas e galerias, que
possibilitam a vivência em conjunto e servem como pontos de descanso e
contemplação, além de servir como estímulo para a velhice ativa (Figura 52).

Figura 52 – Varanda do Lar de Idosos.

Fonte: Paul Ott, 2014. Modificado pela autora, 2019.


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Esses espaços de contemplação se estendem para cada quarto, onde há


uma grande janela com um parapeito baixo (Figura 53), que também podem servir
como banco. A experiência de ter contato com o exterior e com a paisagem que
cerca a edificação proporciona bem-estar e certa conexão com o meio construído
facilitando a relação afetiva com a moradia e servindo de terapia.

Figura 53 – Esquadrias dos dormitórios do Lar de Idosos.

Fonte: Paul Ott, 2014. Modificado pela autora, 2019.

O ponto negativo dessas grandes janelas é a insegurança e dificuldade na


acessibilidade, pois ao mesmo tempo em que pode ser libertador o contato maior
com a natureza e com a paisagem externa, elas podem desencadear o medo, pois
não há sinalização dos vidros, além de dificultar a visão quando há alta incidência
solar nos corredores (ALMEIDA, 2016).
Em contrapartida, os corredores, assim como os demais ambientes, são
acessíveis, amplos e possuem corrimãos em toda sua extensão, dando suporte aos
usuários e facilitando a mobilidade (Figura 54).

Figura 54 – Corredor do Lar de Idosos.

Fonte: Paul Ott, 2014. Modificado pela autora, 2019.


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A materialidade do lar se resume em madeira, metal e vidro que garantem


uma ambientação aconchegante. Isso ocorre devido ao uso dos materiais aparentes,
como a madeira in natura, que remete ao design biofílico, proporcionando bem-estar
ao usuário e contato direto com elementos da natureza (WISSOUNIG, 2014). O uso
da madeira aparente está presente na maior parte do edifício, configurando sua
plasticidade, desde a fachada externa até as paredes e pisos do interior (Figura 55).

Figura 55 – Fachada e interior do Lar de Idosos.

Fonte: Paul Ott, 2014. Modificado pela autora, 2019.

A madeira também é utilizada para promover privacidade e proteção em


alguns pontos, como nas escadarias externas e nas janelas (Figura 56). São
dispostos ripados de madeira no perímetro de algumas esquadrias, e na escadaria o
ripado vai do chão ao nível da cobertura, os quais proporcionam ritmo e
permeabilidade visual parcial.

Figura 56 – Proteções em madeira do Lar de Idosos.

Fonte: Paul Ott, 2014. Modificado pela autora, 2019.


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A escolha do material trouxe uma identidade para a edificação, impedindo


que o Lar de Idosos pudesse ser comparado à ambientes hospitalares. Porém,
segundo Almeida (2016) o uso da madeira nas pérgolas e proteções da escada
pode gerar desconforto visual nos idosos, que têm perdas sensoriais e cognitivas
acarretadas pela velhice, que podem não compreender e processar de forma eficaz
o efeito de luz e sombra, causando vertigens e até mesmo acidentes.
As atividades desenvolvidas buscam inserir o idoso nas práticas e
possibilitar a sua independência e autonomia, dentre elas a jardinagem terapêutica,
localizadas nas jardineiras dos átrios e varandas, também nos jardins externos
(Figura 57).

Figura 57 – Jardineiras e jardins do Lar de Idosos.

Fonte: Paul Ott, 2014. Modificado pela autora, 2019.

A participação no preparo das refeições realizadas nas cozinhas


comunitárias (Figura 58), tornando o idoso mais ativo nas tarefas cotidianas.

Figura 58 – Cozinha comunitária do Lar de Idosos.

Fonte: Paul Ott, 2014.


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Há também a disposição de salas de estar com televisão em vários pontos


do edifício, deixando livre o uso (Figura 59) além de atendimento nos postos de
enfermagem, barbearia e a prestação de serviço dos cuidadores.

Figura 59 – Salas de estar do Lar de Idosos.

Fonte: Paul Ott, 2014.

Outra característica que promove a independência e autonomia do idoso,


além de maior contato com a cidade, está na fachada leste, que dá acesso livre à
praça pública do município, podendo ser utilizada a qualquer momento do dia
(Figura 60).

Figura 60 – Acesso à praça pública municipal.

Fonte: Paul Ott, 2014. Modificado pela autora, 2019.


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O efeito psicodinâmico surge através da utilização de cores diferentes em


cada bloco, diferenciando os corredores e portas das paredes de madeira, deixando
mais fácil a identificação dos dormitórios por parte dos idosos (Figura 61).

Figura 61 – Utilização de cores diversas nos corredores e portas.

Fonte: Paul Ott, 2014. Modificado pela autora, 2019.

Já a relação afetiva com o lar, é possibilitada ao ser permitido que os idosos


levem seus itens pessoais para compor o mobiliário dos dormitórios, remetendo às
lembranças do passado e estabelecendo uma conexão com suas raízes, além de
desenvolver o sentimento de pertencimento (Figura 62).

Figura 62 – Dormitório com itens pessoais.

Fonte: Paul Ott, 2014.

De modo geral, o Lar de Idosos Peter Rosegger apresenta propostas que


solucionam com maestria a acessibilidade, setorização, fluxo, qualidade de vida e do
ambiente e conforto, além de promover a relação afetiva do idoso para com a
moradia. Porém, propor grandes esquadrias de vidro e jogo de luz e sombra com
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elementos retilíneos ocasionou em problemática para a segurança dos idosos,


comprometendo sua mobilidade e conforto visual.

5.2 Concurso CODHAB 2017

O concurso público nacional de projeto de arquitetura para habitação de


interesse coletivo foi desenvolvido através da Companhia de Desenvolvimento
Habitacional do Distrito Federal (CODHAB-DF), que é uma empresa vinculada à
Secretaria do Estado e Gestão do Território e Habitação (SEGETH). O objetivo era
de eleger três projetos arquitetônicos elaborados por profissionais da arquitetura e
urbanismo e da engenharia civil devidamente habilitados e capacitados para
habitação de interesse coletivo, divididos em tipologias e grupos distintos, sendo
habitação unifamiliar econômica, casa sobreposta e habitação coletiva econômica
que atendessem as condições estabelecidas em edital, apresentando soluções
inovadoras e compatíveis com a realidade social das comunidades do Distrito
Federal e do Brasil, além de explorar a modulação, flexibilidade espacial,
adaptabilidade e fácil execução (CODHAB-DF, 2017).
Foram escolhidos dois projetos arquitetônicos participantes do concurso
como referencial, o primeiro ganhou o concurso em segundo lugar na eleição e o
outro que recebeu título de menção honrosa. A escolha se justifica na premissa de
ambas as obras solucionarem problemáticas relacionadas ao conforto luminotécnico
e térmico, implantação, privacidade, além de proporcionarem espaços de multiuso
que permitem a vivência em comunidade.
As informações de autoria dos projetos e dados sobre o terreno, localização,
norte, escala não foram informadas, são disponibilizadas apenas a participantes do
concurso por intermédio de solicitação prévia.

5.2.1 Casas Pátio – grupo 1 – segundo lugar

Ficha técnica

 Autor (a): Não divulgado.


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 Ano: 2017.
 Localização: Brasília - Distrito Federal.
 Uso: Residencial.
 Tipo: Concurso público.

O projeto intitulado Casas Pátio destinado ao concurso público nacional de


projeto de arquitetura para habitação de interesse coletivo, foi desenvolvido com
base em cinco conceitos, sendo eles: sustentabilidade urbana, flexibilidade espacial
urbano arquitetônica, racionalidade construtiva, adaptabilidade funcional e
identidade (CASAS..., 2017).
A sustentabilidade foi trabalhada a partir da proposta de uma residência
compacta e da ocupação do solo de forma consciente. Tal ocupação compacta
utiliza da maior densidade, que libera maiores proporções do solo, sendo menos
agressivo à natureza, além de tornar a distribuição de infraestrutura, serviços,
comércios, transporte e equipamentos mais fácil (CASAS..., 2017).
Isso é comprovado na comparação de duas formas de implantação (Figura
63): a urbanização dispersa e a urbanização compacta, onde níveis de captação de
água de chuva, quantidade de espaços públicos, densidade habitacional e
densidade de unidades são melhores aproveitadas e distribuídas se utilizado o
modelo de implantação compacta.

Figura 63 – Estudo de implantações – Casas Pátio.

Fonte: Casas..., 2017. Modificado pela autora, 2019.


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Dessa forma, a implantação (Figura 64) se deu através da disposição das


casas em grandes quadras com pátios internos em cada unidade habitacional, que
liberam o solo e ajudam na ventilação e insolação (CASAS..., 2017). Além disso, foi
criado também um pátio central comunitário, onde há a possibilidade de
centralização de atividades recreativas e de convivência servindo também como
ponto norteador e referencial de todo o projeto.

Figura 64 – Implantação – Casas Pátio.

Fonte: Casas..., 2017. Modificado pela autora, 2019.

Já a flexibilidade espacial urbano arquitetônica foi possível graças aos


arranjos que permitem uma variedade da tipologia e a possibilidade de expansão de
mais um cômodo (CASAS..., 2017).
Como as famílias ao longo dos anos passam por transformações que podem
aumentar ou diminuir a quantidade de integrantes, se faz necessária a possibilidade
de expansão de mais um cômodo (CASAS..., 2017). Dessa forma, o (a) autor (a) do
projeto em questão apresenta opções de tipologias (Figura 65) que permitam a
ampliação posterior, acrescentando mais um cômodo que poderá ser utilizado como
dormitório, abrigando mais integrantes do grupo familiar.
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Figura 65 – Tipologia habitacional flexível – Casas Pátio.

Fonte: Casas..., 2017. Modificado pela autora, 2019.

Essas áreas destinadas à posteriores expansões são os ambientes que irão


compor a proposta do pátio interno, sendo ele um espaço mediador entre os
dormitórios, que poderão ser utilizados como área exterior de estar e lazer
(CASAS..., 2017).
Além disso, há também a proposta de casas sobrepostas (Figura 66), que
permitem que dois grupos familiares habitem no mesmo terreno, porém em
residências distintas, reafirmando o bom aproveitamento do solo (CASAS..., 2017).
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Figura 66 – Casas sobrepostas com expansão – Casas Pátio.

Fonte: Casas..., 2017. Modificado pela autora, 2019.

A configuração das casas foi projetada de modo que o conforto ambiental de


forma passiva e também proporcionam a sustentabilidade de diversos modos.
A relação de cheios e vazios, avanços e recuos permitem que ocorra a
ventilação cruzada (Figura 67), que renova e refresca o ar do ambiente
constantemente, além de diminuir a necessidade de ventilação artificial (CASAS...,
2017).

Figura 67 – Ventilação cruzada – Casas Pátio.

Fonte: Casas..., 2017. Modificado pela autora, 2019.


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Essa ventilação cruzada se torna mais eficiente ao passo que são


distribuídas áreas verdes privativas (Figura 68) ao longo do trajeto do vento,
melhorando a umidade do ar e diminuindo sua temperatura (CASAS..., 2017).

Figura 68 – Áreas verdes – Casas Pátio.

Fonte: Casas..., 2017. Modificado pela autora, 2019.

Uma dessas áreas privativas configura o pátio central, que facilita as trocas
de calores dos ambientes adjacentes (Figura 69), servindo como ponto de escape
do vento quente (CASAS..., 2017).

Figura 69 – Ventilação – Pátio central – Casas Pátio.

Fonte: Casas..., 2017. Modificado pela autora, 2019.

A composição também ajuda na insolação e iluminação natural (Figura 70)


desses espaços e o torna mais saudável, graças ao efeito germicida dos raios
solares (BESTETTI, 2014), além de diminuir a necessidade de iluminação artificial
(CASAS..., 2017).
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Figura 70 – Insolação – Casas Pátio.

Fonte: Casas..., 2017. Modificado pela autora, 2019.

Entende-se então que o conforto ambiental se dá de forma passiva (Figura


71), graças a ventilação e iluminação naturais, não havendo necessidade de ações
artificiais para manter o ambiente termicamente confortável (CASAS..., 2017).

Figura 71 – Esquema de conforto passivo – Casas Pátio.

Fonte: Casas..., 2017. Modificado pela autora, 2019.

Somado a isso, para que a iluminação natural seja melhor utilizada, acima
das portas há janelas de vidro, que permitem que a luz possa permear o ambiente
mesmo fechado (Figura 72).
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Figura 72 – Esquadrias – Casas Pátio.

Fonte: Casas..., 2017. Modificado pela autora, 2019.

Outro fator que torna a edificação sustentável é o sistema de aquecimento e


de captação de água da chuva (Figura 73), que possibilitam o reuso da água para
fins de jardinagem e abastecimento das bacias sanitárias e o aquecimento dos
ambientes de forma sustentável, visto que a luz solar é uma fonte de energia
renovável (CASAS..., 2017).

Figura 73 – Sistema de aquecimento e de captação de água da chuva – Casas


Pátio.

Fonte: Casas..., 2017. Modificado pela autora, 2019.

Além disso, a configuração formal da casa também molda sua setorização e


circulação (Figura 74), de modo que os ambientes íntimos estão localizados à
esquerda do lote, a área social e molhada ao lado direito, e o fluxo é facilitado ao ser
proposto um corredor linear, que se torna um eixo norteador da circulação interna.
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Figura 74 – Setorização e fluxograma – Casas Pátio.

Fonte: Casas..., 2017. Modificado pela autora, 2019.

Essa configuração também viabiliza as instalações hidráulicas, visto que as


áreas molhadas estão localizadas próximas uma da outra, além de estarem na
mesma fachada, sendo uma execução mais barata (CASAS..., 2017).
Do mesmo modo que a racionalidade construtiva acontece também nos
outros ambientes, ao passo que os processos construtivos são de origem industrial,
que além de tornar a construção mais eficiente e ágil, também garante a unidade do
conjunto. Entende-se que ao utilizar os materiais pré-fabricados e in natura o projeto
se torna menos custoso e sua implantação mais rápida (CASAS..., 2017). Junto a
isso, os blocos utilizados são aparentes, assim como a laje e as vigas de concreto,
diminuindo também os custos e proporcionado a tectônica no projeto (Figura 75).

Figura 75 – Vista interna – Casas Pátio.

Fonte: Casas..., 2017. Modificado pela autora, 2019.

Nos cortes e fachada (Figura 76) é possível compreender o sistema


construtivo industrial, onde há treliças metálicas pré-fabricadas para a sustentação
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da cobertura, os blocos estruturais, as vigas e a laje de concreto armado em


tamanhos padronizados que podem ser pré-fabricados.

Figura 76 – Cortes e fachada – Casas Pátio.

Fonte: Casas..., 2017. Modificado pela autora, 2019.

Essas características ajudam a compor a identidade do projeto, junto ao


respeito da escala humana e favorecimento da vida em comunidade (Figura 77), que
proporcionam um ambiente de qualidade alta e baixo impacto econômico (CASAS...,
2017).
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Figura 77 – Fachada frontal – Casas Pátio.

Fonte: Casas..., 2017. Modificado pela autora, 2019.

Além de garantir identidade ao projeto, os elementos construtivos também


colaboram com a autonomia e privacidade do usuário, ao serem usados cobogós de
tijolinho à vista (Figura 78) que possibilitam a permeabilidade visual do morador sem
detrimento da intimidade (CASAS..., 2017).

Figura 78 – Vista externa – Casas Pátio.

Fonte: Casas..., 2017. Modificado pela autora, 2019.

Por sua vez, a adaptabilidade funcional acontece através das distribuições


internas de tamanhos homogêneos, tornando o espaço multifuncional, além de criar
a desierarquização (Figura 79) dos ambientes, onde um não sobrepõe o tamanho e
importância do outro (CASAS..., 2017).

Figura 79 – Desierarquização – Casas Pátio.

Fonte: Casas..., 2017. Modificado pela autora, 2019.


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Conclui-se que o projeto Casas Pátio resolve de forma assertiva questões de


sustentabilidade urbana, flexibilidade espacial, racionalidade construtiva,
adaptabilidade funcional, além de garantir identidade à proposta, servindo como
projeto referencial na resolução das problemáticas encontradas na Vila da
Fraternidade de Presidente Prudente - SP.

5.2.2 Habitação Unifamiliar Econômica – grupo 3 – menção honrosa

Ficha técnica

 Autor (a): Não divulgado.


 Ano: 2017.
 Localização: Brasília - Distrito Federal.
 Uso: Residencial.
 Tipo: Concurso público.

O projeto intitulado Habitação Unifamiliar Econômica destinado ao concurso


público nacional de projeto de arquitetura para habitação de interesse coletivo, cujo
título leva menção honrosa nas eleições, foi desenvolvido com o objetivo de levar
habitação digna e de qualidade funcional e estética aos moradores, além de
estimular sentimentos e experiências enriquecedoras através da associação de
planos e tectônica dos materiais (HABITAÇÃO..., 2017).
A implantação (Figura 80) se dá de forma sinuosa, quebrando a monotonia
que a implantação ortogonal poderia proporcionar, além de induzir o usuário a
circular no complexo habitacional (HABITAÇÃO..., 2017).

Figura 80 – Implantação – Habitação Unifamiliar Econômica.

Fonte: Habitação..., 2017. Modificado pela autora, 2019.


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Porém, o formato sinuoso limita o bom proveito da ocupação do solo,


reduzindo a quantidade de unidades alocadas no terreno, podendo tornar a
implantação do projeto menos econômico.
Todo o processo de concepção (Figura 81) se baseou na flexibilidade,
graças aos espaços intermitentes, que possibilitam usos múltiplos e democráticos,
cujo possiblidades vão desde área de lazer, contemplação ou até mesmo trabalho
(HABITAÇÃO..., 2017).

Figura 81 – Processo de concepção – Habitação Unifamiliar Econômica.

Fonte: Habitação..., 2017. Modificado pela autora, 2019.

A flexibilidade também é trabalhada ao passo que são propostas três


tipologias diferentes (Figura 82), onde a primeira apresenta a opção de sala de estar
como varanda, dando função ao ambiente como espaço de transição do público ao
privado, na segunda opção a sala de estar e a de jantar passam a ser ambientes
integrados, além de permitir o uso múltiplo, por fim, na terceira opção a habitação é
adaptada para receber um residente portador de necessidades especiais (PNE),
cujos ambientes possuem portas mais largas e melhor disposição do mobiliário e
dos espaços de circulação.
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Figura 82 – Opções de tipologia – Habitação Unifamiliar Econômica.

Fonte: Habitação..., 2017. Modificado pela autora, 2019.

A setorização e fluxograma (Figura 83) são propostos de modo a separar as


áreas íntimas, molhadas e sociais.

Figura 83 – Setorização e fluxograma – Habitação Unifamiliar Econômica.

Fonte: Habitação..., 2017. Modificado pela autora, 2019.


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As áreas molhadas são centralizadas, criando um eixo hidráulico horizontal,


porém a distribuição não está alinhada na mesma fachada, tornando seu custo
maior. Já os ambientes íntimos estão distribuídos na fachada posterior e
centralizados, com acessos próximos ao banheiro, facilitando a vivência na
habitação. O espaço social se encontra logo na entrada, na fachada frontal,
reforçando a separação e privacidade dos ambientes íntimos.
O fluxo principal se dá de forma linear, tornando a casa funcional e o seu
uso facilitado, além de servir como eixo norteador da circulação interna e da
distribuição dos ambientes.
A volumetria se dá a partir de formas geométricas puras, sendo incialmente
um retângulo que passou por modificações e modulações até chegar ao formato
final (Figura 84) com cheios e vazios (HABITAÇÃO..., 2017).

Figura 84 – Vista isométrica – Habitação Unifamiliar Econômica.

Fonte: Habitação..., 2017. Modificado pela autora, 2019.

Esses espaços vazios são os mesmos que possibilitam a flexibilidade, além


de propiciar o contato com o ambiente externo (HABITAÇÃO..., 2017). Separa-se o
que é público e privado apenas através da cobertura ou cobogós de tijolinho à vista
(Figura 85).
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Figura 85 – Proposta ambiente flexível – Habitação Unifamiliar Econômica.

Fonte: Habitação..., 2017. Modificado pela autora, 2019.

O uso dos cobogós ao mesmo tempo que proporciona o contato com o


exterior, também preserva a individualidade e privacidade do residente, além de criar
um jogo de luz e sombra, traz ritmo e identidade ao projeto e permite a ventilação e
insolação natural.
A função de facilitador da ventilação natural do cobogó também é explorada
na cobertura (Figura 86), de modo que é usado na casa da caixa d’água, por onde
os ventos entram e passam por baixo das telhas e resfria a laje, tornando o conforto
ambiental passivo e viabilizando economicamente o projeto (HABITAÇÃO..., 2017).

Figura 86 – Cobogós na cobertura – Habitação Unifamiliar Econômica.

Fonte: Habitação..., 2017. Modificado pela autora, 2019.

O fator que caracteriza a identidade do projeto é a tectônica (Figura 87)


possível através do uso dos materiais aparentes, como a laje em vigotas de concreto
pré-moldado, a escada metálica, os tijolinhos à vista, os brises de aço galvanizado e
os blocos cerâmicos (HABITAÇÃO..., 2017).
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Figura 87 – Tectônica – Habitação Unifamiliar Econômica.

Fonte: Habitação..., 2017. Modificado pela autora, 2019.

Além de garantir a plasticidade à obra, essas características também


contribuem para a construção eficiente e econômica, devido ao sistema construtivo
industrial (Figura 88).

Figura 88 – Sistema construtivo – Habitação Unifamiliar Econômica.

Fonte: Habitação..., 2017. Modificado pela autora, 2019.

Dessa forma, conclui-se que o projeto Habitação Unifamiliar Econômica


resolve a necessidade de flexibilidade espacial e usual, explora a racionalidade
construtiva visando melhor economia na obra, além de garantir identidade à
proposta no uso de materiais aparentes, propõe espaços que permitam a relação do
interior com exterior sem detrimento da privacidade do morador, sendo um projeto
referencial de qualidade na resolução das problemáticas encontradas na Vila da
Fraternidade de Presidente Prudente – SP.
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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ABNT - ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 9284:


mobiliário urbano. ABNT. Rio de Janeiro, 1986a.

ABNT - ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 9284:


equipamento urbano. ABNT. Rio de Janeiro, 1986b.

ABNT - ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 12266: Projeto


e execução de valas para assentamento de tubulação de água esgoto ou drenagem
urbana - Procedimento. ABNT. Rio de Janeiro, 1992.

ABNT - ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 15112: Resíduos


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