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CÁLCULO MATRICIAL DE ESTRUTURAS

1 . INTRODUÇÃO

De maneira geral, o cálculo manual com o auxílio de calculadoras é aplicável à


resolução de estruturas simples onde, normalmente, é pequena a quantidade de
operações numéricas ; nas estruturas complexas somos , freqüentemente, obrigados a
efetuar simplificações ( nas hipóteses de cálculo ), em detrimento da precisão, para tornar
possível o seu tratamento manual.

Com o advento do computador digital, que é basicamente , um equipamento


eletrônico que efetua um grande volume de operações ( como por exemplo, cálculos
numéricos ) obedecendo a uma sequência lógica de execução ( programa ), o cálculo de
estruturas pode ser realizado com hipóteses mais rigorosas. Em particular, tornou-se
viável e interessante, a utilização de processos de resolução de estruturas que envolvem
grande volume de cálculos repetitivos ( programas concisos e poderosos ), como é o caso
do processo dos deslocamentos . Para o manuseio dos cálculos e das variáveis é muito
indicada a notação matricial, resultando no chamado Cálculo Matricial de Estruturas.

Neste curso será desenvolvido o cálculo matricial de estruturas de comportamento


elástico linear formadas de barras prismáticas ( estruturas reticuladas ) pelo processo dos
deslocamentos acompanhado dos programas didáticos correspondentes. Estes
programas serão elaborados em linguagem BASIC para microcomputadores.

No capítulo 4 serão abordados, inicialmente, as equações gerais do processo dos


deslocamentos baseadas na resolução de estruturas planas do tipo treliça e, a seguir, o
programa de computador correspondente. Nos quatros capítulos seguintes serão feitas as
adaptações das matrizes envolvidas no para resolução de pórtico plano ( Cap. 5 ) , grelha
plana ( Cap. 6 ) , treliça espacial ( Cap. 7 ) e pórtico espacial ( Cap. 8 ). No capítulo 9
serão desenvolvidas noções sobre o cálculo não-linear de estruturas e , finalmente, o
capítulo 10 será reservado para alguns assuntos complementares.

2. ESTRUTURAS RETICULADAS

As estruturas reticuladas são formadas de barras prismáticas ( de eixo retilíneo e


seção constante ) cujas extremidades constituem os nós ( pontos nodais ) da estrutura.
Alguns desses pontos apresentam vinculação externa, rígida ou flexível, constituindo os
apoios de estrutura; os demais pontos são chamados de nós livres.

O carregamento da estrutura é constituído de cargas nodais ( cargas aplicadas


diretamente aos nós como , por exemplo, forças e momentos), cargas nas barras ( cargas
aplicadas diretamente às barras, como , por exemplo, força concentrada , força
uniformemente distribuída e temperatura) e recalques de apoio.

As estruturas reticuladas são classificadas conforme suas características


específicas.

2.1. VIGAS CONTINUAS

São estruturas reticuladas planas e retilíneas sujeitas a cargas normais ao seu


eixo. A fig. 2.1.a. apresenta uma viga contínua típica e a Fig. 2.1.b. o seu esquema

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estrutural em termos de nós e barras. O sistema de referência ( x, y, z ) é chamado de


Sistema Global de Referência ( SRG ).
(a)

(b)

1 2 3 4 x
1 2 3 4 5

Fig. 2.1

As cargas nodais são contínuas de esforços ( força ) segundo y e esforço


( momento ) segundo z. Sob a ação do carregamento a viga se deforma e os seus nós
livres apresentam deslocamentos ( de componentes vetoriais segundo y – translação – e
segundo z – rotação ),Fig. 2.2.

y Deslocamento (translação) ou esforço (força) segundo y

i
x
Deslocamento (rotação) ou esforço (momento) segundo z
z
Fig. 2.2

Os apoios elásticos podem ser de rotação ( Fig. 2.3.a ) ou de translação (Fig.


2.3.b).
rotação : M = k r . d r translação : R = k t . d t

M R
dr dt

kr kt
(a) (b)

Fig. 2.3

A cada barra componente da viga contínua associamos um sistema de referência


( x,y,z ) chamado de Sistema Local de Referência ( SRL ), fig. 2. 4.
kt
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m x
j k
z

j – extremidade inicial da barra


k – extremidade final da barra
( x, y, z ) – sistema local de referência (SLR)
O plano (x y) coincide com o plano ( x y ) Fig. 2.4

A Fig. 2.5 indica algumas variáveis referentes à seção transversal.

y
dA
yez – eixos centrais de inércia
CG – centro de gravidade
z y Jz – momento de inércia à flexão segundo o eixo z (o plano de ação do
CG momento coincide com o plano x y )
Jz = f.y 2.dA

Fig. 2.5

Os esforços solicitantes são constituídos de momento fletor e força cortante.

O carregamento é constituído de cargas nodais e cargas nas barras.

2.2. TRELIÇA PLANA

É a estrutura plana formada de barras biarticuladas e sujeita a cargas nodais


atuando no seu próprio plano, Fig. 2.6.

2 12 4 13 6 (xy) – SGR
y

5 9 11
6 7 8 10

1 1 2 3 4
3 5 7 8 x

Fig. 2.6

Os pontos nodais apresentam, cada um, duas componentes de deslocamentos:


translação segundo x e translação segundo y. Os apoios elásticos são do tipo translação
segundo y. Os apoios elásticos são do tipo translação: R = K t d t .

As barras são biarticuladas, Fig. 2.7.

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x
y k

( x y ) – SLR

j Fig. 2.7

Da seção transversal interessa apenas a sua área. O esforço solicitante é


constituído apenas de força normal.

O carregamento é constituído de cargas nodais.

2.3. PÓRTICO PLANO

É a estrutura plana sujeita a cargas atuando no seu próprio plano. A Fig. 2.8.
apresenta um pórtico plano típico e a Fig. 2.9. o seu esquema estrutural em termos de
barras e nós.
y

(xy) – SGR

x
Fig. 2.8

10 8 11
7 9

7 8 9
6

4 5 5 6
4

1 2 3

1 2 3
x
Fig. 2.9

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Os pontos nodais apresentam, cada um, três componentes de deslocamentos:


translação segundo x, translação segundo y e rotação segundo z, Fig. 2.10. Os apoios
elásticos são do tipo translação ( segundo x e y ) e rotação ( segundo z ).

Deslocamento (translação) ou esforço (força) segundo o eixo y

i Deslocamento (translação) ou esforço (força) segundo o eixo x

Deslocamento (rotação) ou esforço (momento) segundo o eixo z


Fig. 2.10

A fig. 2.11. apresenta uma barra genérica de pórtico plano com o respectivo SLR
(Sistema Local de Referência ).

k x
m

j
z

O plano ( x y )  plano ( x y )

O eixo z  eixo z Fig. 2.11

As características geométricas da seção transversal relevantes são: a área e o


momento de inércia a flexão, Fig. 2.12.

y
dA
yez – eixos centrais de inércia
CG – centro de gravidade
z y Jz = J – momento de inércia
CG Jz = f.y 2.dA

Fig. 2.12

Os esforços solicitantes na barra são : força normal, força cortante e momento


fletor.

O carregamento é constituído de cargas nodais e cargas nas barras.

2.4. GRELHA PLANA

É a estrutura plana sujeita a cargas atuando normalmente ao seu próprio plano,


Fig. 2.13.

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1
1 7
2 4
2 3 8
9 5
3 7
11 4
10 5 y
6 8
12 6
x 9

Fig. 2.13

Os pontos nodais apresentam, cada um, três componentes de deslocamentos:


rotação segundo x, rotação segundo y e translação segundo z, Fig. 2.14. Os apoios
elásticos são do tipo rotação ( segundo x e y ) e translação ( segundo z ).

Deslocamento (translação) ou esforço (força) segundo o eixo z

i
x y Deslocamento (rotação) ou esforço (momento) segundo o eixo y

Deslocamento (rotação) ou esforço (momento) segundo o eixo x


Fig. 2.14

A figura 2.15 apresenta uma barra genérica de grelha plana com o respectivo SLR.

z ( x y z ) - SLR

O plano ( x y )  plano ( x y )
y
O eixo z  eixo z

k
x
Fig. 2.15

As características geométricas da seção transversal que são relevantes são:


momento de inércia a flexão e momento de inércia a torção. Os esforços solicitantes na
barra são: momento torçor, momento fletor e força cortante.
O carregamento é constituído de cargas nodais e cargas nas barras.

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2.5. Treliça Espacial

É uma estrutura reticulada espacial formada de barras biarticuladas e sujeita a


cargas nodais. Fig.2.16.

z 5

9
7
6 8

1 2

2 5 3

3 4

y
x 4
Fig. 2.16

Os pontos nodais apresentam, cada um, três componentes de deslocamentos que


são as de translação segundo os eixos x, y e z, Fig. 2.17. Os apoios elásticos são do tipo
translação.
Da seção transversal interessa apenas a sua área. O esforço solicitante na barra é
a força normal. O carregamento é constituído de cargas nodais.

Deslocamento (translação) ou esforço (força) segundo o eixo z


z

x y Deslocamento (translação) ou esforço (força) segundo o eixo y

Deslocamento (translação) ou esforço (força) segundo o eixo x


Fig. 2.17

2.6. Pórtico Espacial

Constitui o caso geral de estrutura reticulada, Fig. 2.18.

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5
5
7 7

8 6

6
3
1
8

3 1 2

4
z 2

4
Fig. 2.18 x

Os pontos nodais apresentam, cada um, seis componentes de deslocamentos: três


translações (segundo x, y, e z), três rotações (segundo x, y e z). Os apoios elásticos
podem ser de translação e de rotação.
A Fig. 2.19 apresenta a barra genérica de pórticos espacial e o SLR
correspondente.
z

k
x
Fig. 2.19

Na seção transversal interessam todas as suas características geométricas ( área ,


momentos de inércia segundo y e z e momento de inércia a torção ), Fig. 2.20.

y
dA
A = área
z y Jz = f.y 2.dA
CG
Jy = f.z 2.dA

JFig.
t
2.20
= momento de inércia à torção

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Os esforços solicitantes na barra são : força normal, forças cortantes segundo y e


z, momento torçor e momentos fletores segundo y e z.

3. NOÇÕES SOBRE MATRIZES

Considere-se um sistema de n equações lineares a n incógnitas:

A11 x1 + a12 x2 + ... + a1J xJ + ... + a1n x n = b1


A21 x1 + a22 x2 + ... + a2J xJ + ... + a2n x n = b2
... + ... + ... + ... + ... + ... ...
AI1 x1 + aI2 x2 + ... + aIJ xJ + ... + aIn x n = bI
An1 x1 + an2 x2 + ... + anJ xJ + ... + ann x n = bn

A sua representação matricial é :

a x=b

onde o traço inferior é utilizado para indicar variável do tipo matriz, e

a11 a12 ... a1J ... a1n


a21 a22 ... a2J ... a2n
a= ... ... ... ... ... ... = matriz dos coeficientes
aI1 a12 ... aIJ ... aIn
... ... ... ... ... ...
an1 an2 ... anJ ... ann

x1
x2
x = ... = matriz coluna ( vetor ) das incógnitas
x1
...
xn
b1
b2
b= ... = matriz coluna ( vetor ) das constantes
b1
...
bn

Para o nosso trabalho a matriz é um conjunto ordenado de números dispostos em


m linhas e n colunas. O termo genérico da matriz ( a ) indica-se por aIJ . Alguns tipos
particulares de matrizes são:

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- quadrada : quando m = n
- coluna ou vetor : quando n = 1
- nula : quando todos os termos são nulos. Indica-se por 
- unidade : quando todos os termos são nulos exceto os termos da diagonal
principal ( a11 ) que são iguais a 1. Indica-se por I.
- simétrica : quando aIJ = aJI
- transposta : diz-se que b é a transposta de a quando b IJ = a JI .
- inversa : diz-se que b é a inversa de a quando b a = a b = I onde b a indica o
produto das duas matrizes. Indica-se por b = a –1 .

As operações usuais com matrizes são :

- soma e subtração : c = a  b onde c IJ = a IJ  b IJ


- produto de um escalar por uma matriz : b = c a onde b IJ = c a IJ e c =
escalar
- produto de matrizes: c = a b onde c IJ =  a I K b K J e, para isso, o número de
colunas de a deve ser igual ao número de linhas de b .

Considerem-se as matrizes a ( m x l ) e b ( l x n ). Costuma-se adotar a seguinte


disposição prática:

b11 b12 ... b1n


b21 b22 ... b2n
b= ... ... ... ...
b I 1 b I 2 ... b In
a 11 a12 ... a11 c11 c12 ... c1n
a21 a22 ... a21 c21 c22 ... c2n
a= ... ... ... ... ... ... ... ... = c
am1 am2 ... am1 cm1 cm2 ... cmn

onde:
c11  a11b11  a12b 21  ...  a11b11
c12  a11b12  a12b 22  ...  a11b12
... ... ... ... ... ... ... ...
c1n  a11b1n  a12b 2 n  ...  a11bIn
c 21  a 21b11  a 22b 21  ...  a 21bI 1
c 22  a 21b12  a 22b 22  ...  a 21b12
... ... ... ... ... ... ... ...
c 2 n  a 21b1n  a 22b 2 n  ...  a 21b1n
cm1  am1b11  am 2b 21  ...  am1b11
cm 2  am1b12  am 2b 22  ...  am1b12
... ... ... ... ... ... ... ...
cmn  am1b1n  am 2b 2 n  ...  am1b1n
Observações:

- a b é diferente de b a

- (a b)t=bt at
-

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- I a= a I = a

4. CÁLCULO DE TRELIÇA PLANA PELO PROCESSO DOS DESLOCAMENTOS

Considere-se a treliça plana da Fig. 4.1.

y 10 tf

3
1
4
2
3m E = 2.107 tf/m2
4
A = 2 cm2
1
3 2 x

4m 4m
Fig. 4.1

Temos nesta treliça, 4 nós, numerados de 1 a 4, e 4 barras, também, numerados


seqüencialmente de 1 a 4. O carregamento é constituido pela força de 10 tf aplicado ao
ponto 1 no sentido contrário a y. Os pontos 3 e 4 são os apoios desta treliça.

Sob a ação do carregamento a estrutura se deforma, os nós 1 e 2 apresentam


deslocamentos e as barras sofrem variação de comprimento ficando solicitadas a força
normal ( neste caso o único esforço solicitante presente ). A Fig. 4.2 mostra,
esquematicamente, a treliça deformada pelo carregamento.

y
0,0267

0,1762

0,0703 x

Fig. 4.2
0,0267

Se forem conhecidos os deslocamentos dos nós da treliça, podemos determinar os


alongamentos de cada barra (  ) e, por conseguinte, as forças normais nas barras, pois

N = EA    onde

E = coeficiente de elasticidade do material


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A = área da seção transversal


 = comprimento da barra

Nesta linha de raciocínio o problema que se apresenta é, portanto, a determinação


desses deslocamentos nodais. De maneira geral, o processo de resolução de estruturas,
onde as incógnitas iniciais são constituídas pelos deslocamentos dos seus nós, e
denominado Processo dos Deslocamentos.

Neste capítulo serão desenvolvidos as equações gerais do processo dos deslocamentos,


a marcha de cálculo visando a elaboração de um programa de computador e, o programa
propriamente dito, com base na estrutura do tipo treliça plana.

Vamos iniciar analisando as equações associadas a cada barra, passando a seguir às


equações ligadas à estrutura como um todo e finalizar com a elaboração do programa de
computador.

4.1. A BARRA DE TRELIÇA PLANA

As barras e os nós da estrutura são, normalmente, identificados por números visando


facilitar a programação.

Cada barra da estrutura está associada a dois nós da estrutura: o nó inicial e o nó final.
Costuma-se orientar a barra do nó inicial para o nó final. Por exemplo, a barra 2 da Fig.
4.1. está orientada do nó 4 ( inicial ) para o nó 2 ( final ).

O sistema de referência ( xy ) associado à estrutura ( Fig. 4.1 ) é denominado Sistema


Global de Referência ( SRG ). Definimos para cada barra, um sistema de referência ( x y )
chamado Sistema Local de Referência ( SLR ) onde o eixo x é o próprio eixo da barra
( orientado do nó inicial para o nó final ) e o eixo y é tal que o eixo z coincida com o eixo
z. Assim, por exemplo, tem – se para a barra 2 o esquema da Fig. 4.3.
y

90o
4

2
2

x
Fig. 4.3

Vamos, inicialmente, estudar a barra de treliça no Sistema Local de Referência ( SLR ).

4.1.1. A barra de treliça plana no SLR

k’
Considere-se a barra genérica m da Fig. 4.4 onde
d4 j é o nó inicial e k o nó final.

x
y
j’ d3
m k
Página 12 d2 UNIVERSIDADE SANTA CECÍLIA

d1
j
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Fig. 4.4

O carregamento atuante na treliça provoca o deslocamento dos nós j e k, respectivamente,


para j ’ e k ‘ ; podemos decompor o vetor ( j j ‘ ) em componentes do SLR ( paralelas a x e
y ); sejam d1 e d 2 essas componentes. Da mesma forma, o deslocamento ( k k ‘) pode
ser decomposto em d 3 e d 4 . Dessa forma, d1 , d 2 , d3 , d 4 constituem as componentes dos
deslocamentos das extremidades da barra no SLR. Vamos representá-las pela matriz
coluna ( vetor ) d , ou seja:

d1
d = d2 (4.1)
d3
d4
Normalmente, ocorre uma variação no comprimento da barra, gerando uma força normal
que lhe é proporcional e será designada por p1 e p3 , sendo p3   p1 ( Fig. 4.5 ). As
componentes p2 e p4 ( forças cortantes ) são nulas.
p4

x
y
p3

p2

p1 Fig. 4.5

Assim, p1 , p2 , p3 , p4 constituem as componentes dos esforços ( forças ) atuantes nas


extremidades da barra no SLR. Vamos representá–las pela matriz coluna ( vetor ) p , ou
seja:

p1
p =
p2 ( 4.2 )
p3
p4
Vamos, agora, estabelecer a relação entre d e p . O efeito global de d pode ser obtido
pela superposição dos efeitos individuais de suas componentes.

a. efeito de d1
41 1
k d
A aplicação da componente de deslocamento d1 ( Fig. 4.6 ) vai gerar reações de apoio
x
proporcionais a ela.y
k31d1
k21d1

Página 13 d1  UNIVERSIDADE SANTA CECÍLIA


k11d1

Fig. 4.6
CÁLCULO MATRICIAL DE ESTRUTURAS

Designemos os coeficientes de proporcionalidade por k11 . O primeiro índice i indica a


direção da componente de reação, devida à componente de deslocamento imposto que
constitui o segundo índice ( 1, neste caso ). Por exemplo, k31 é o coeficiente de
proporcionalidade que multiplicado por d1 fornece a componente de reação segundo a

direção 3. Notamos que: k11  EA ; k31   EA ; k 21  k 41  0


 
sendo E o coeficiente de elasticidade do material, A a área da seção transverval e  o
comprimento da barra.
De maneira geral, os coeficientes kij são chamados de coeficientes de rigidez no SLR.

b. efeito de d 2

A aplicação da componente de deslocamento d 2 ( Fig. 4.7 ) vai gerar reações de apoio


proporcionais a ela.
y
k42d2
x
k22d2
k32d2

d2

k12d2 Fig. 4.7

Analogamente, ao caso anterior, designemos os coeficientes de proporcionalidade por


k12 . Neste caso, tem-se:

k12  k22  k32  k42  0

c. efeito de d 3

A aplicação da componente de deslocamento d 3 ( Fig. 4.8 ) vai gerar reações de apoio


proporcionais a ela.
y k43d3
x

k33d3
k23d3
d3

Página 14 UNIVERSIDADE SANTA CECÍLIA

k13d3 Fig. 4.8


CÁLCULO MATRICIAL DE ESTRUTURAS

Analogamente, aos casos anteriores, designemos os coeficientes de proporcionalidade por


k13 . Neste caso, tem-se:

k13   EA ; k33  EA ; k 23  k 43  0
 
d. efeito de d 4

A aplicação da componente de deslocamento d 4 ( Fig. 4.9 ) vai gerar reações de apoio


proporcionais a ela.

y
x
d4
k34d4
k24d4

k44d4

Fig. 4.9
k14d4

Analogamente, aos casos anteriores, designemos os coeficientes de proporcionalidade por


k14 . Neste caso, tem-se:

k14  k24  k34  k44  0

e. efeito total de d

Somando-se os efeitos parciais, podemos escrever:

p1  k11d1  k12 d 2  k13d 3  k14 d 4


p2  k21d1  k 22 d 2  k23d 3  k24 d 4
p3  k31d1  k32 d 2  k33d 3  k34 d 4
p4  k41d1  k 42 d 2  k43d 3  k44 d 4

ou

p1 k11 k12 k13 k14 d1


p2 = k21 k22 k23 k24 d2
p3 k31 k32 k33 k34 d3
p4 k41 k42 k43 k44 d4
Definindo:

Página 15 UNIVERSIDADE SANTA CECÍLIA


CÁLCULO MATRICIAL DE ESTRUTURAS

k11
k = k12 k13 k14
k 21 k 22 k 23 k 24

k 31 k 32 k 33 k 3 4

k 41 k 42 k 43 k 44

(4 . 3)
k = matriz de rigidez da barra de treliça no SLR

Resulta:

p  k .d (4 . 4)

Substituindo-se os valores de kij , tem-se:

E. A - E. A
 0  0
k = 0 0 0 0 (4 . 5)
- E. A 0 E. A 0
 
0 0 0 0

Nota: devido a um corolário do teorema de Maxwell a matriz k é simétrica.


4 . 1 . 2. A barra de treliça plana no sistema global de referência ( SRG )

Conforme se mostra na Fig. 4.10, os deslocamentos dos nós j e k, respectivamente, para j’


e k’, são, agora, decompostos em componentes d 1 , d2 , d3 e d4 segundo o SRG.

k’
d4
// y

j’ d3
m k
d2

j d1 // x Fig. 4.10

Da mesma forma, os esforços que agem nas extremidades da barra podem ser
decompostos nas componentes p1, p2, p3 e p4 ( Fig. 4.11 ).

// y
p4
x
k

p3
p2

j p1 // x Fig. 4.11

Página 16 UNIVERSIDADE SANTA CECÍLIA


CÁLCULO MATRICIAL DE ESTRUTURAS

Vamos representar as componentes de deslocamentos di pela matriz coluna ( vetor ) d e as


componentes de esforços ( forças ), por p .

d1
d= d2 ( 4.6 )
d3
d4
p1
p= p2
( 4.7 )
p3
p4

Para a determinação da relação entre p e d é conveniente definir a transformação que


permite passar do SRG para o SLR e, vice-versa.
k’
// y d4
y
x

j’ d3
d2
k d3
d2

d1
j d1 // x

d2 j’

d2

d1 

j d1 Fig. 4.12

Com base na Fig. 4.12, têm-se as seguintes expressões:

d1  cos .d1  sen  .d 2  0.d 3  0.d 4


d2  sen  .d1  cos .d 2  0.d 3  0.d 4

d3  0.d1  0.d 2  cos .d 3  sen  .d 4
d4  0.d1  0.d 2  sen  .d 3  cos .d 4

e, também:

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d1  cos .d1  sen  .d 2  0.d 3  0.d 4


d2  sen  .d1  cos .d 2  0.d 3  0.d 4
d3  0.d1  0.d 2  cos .d 3  sen  .d 4
d4  0.d1  0.d 2  sen  .d 3  cos .d 4

Na forma matricial tem-se:

d1 cos sen  0 0 d1
d 2   sen  cos 0 0 d2
d3 0 0 cos sen  d3
d4 0 0  sen  cos d4
e
d1 cos  sen  0 0 d1
d 2  sen  cos 0 0 d2
d3 0 0 cos  sen  d3
d4 0 0 sen  cos d4

Definindo a matriz de rotação:

cos sen  0 0
sen  cos 0 0
T = 0 0 cos sen  ( 4.8 )
0 0 sen  cos

Verifica-se, que a matriz quadrada da segunda expressão é a transposta de T , ou seja, T t


e obtemos:

d  T. d
( 4.9 )
e

d  Tt .d

( 4.10 )
Analogamente, têm-se as relações seguintes para as componentes de forças:

p  T. p
( 4.11 )
e

p  T t. p

( 4.12 )

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CÁLCULO MATRICIAL DE ESTRUTURAS

Podemos, agora estabelecer a relação entre p e d do seguinte modo:

 substituindo ( 4.9 ) e ( 4.11 ) em ( 4.4 )

p  k . d  T .p  k .T. d

 multiplicando à esquerda, ambos os membros, por T-1 ( inversa de T ).

T-1 . T . p = T -1
. K . T . d , ou p = T –1. K . T . d

 na ( 4.9 ), se multiplicarmos à esquerda por T –1 tem-se

T –1. d = T –1 . T . d = d que comparada à ( 4.10 ) fornece T –1 = T t

 logo , p = T t . K . T . d

 Definindo k = T t . K . T ( 4.13 )
K = matriz de rigidez da barra no SRG

 tem-se, finalmente, p = k . d ( 4.14 )

A forma explícita de k, obtida pelo duplo produto conforme ( 4.13 ) onde k é dada pela (4.5)
e T pela ( 4.8 ), é:

 h.C 2 h.C.S  h.C 2  h.C.S 


 
 h.C.S h.S 2  h.C.S  h.S 2 
K=   h.C 2  h.C.S h.C 2 h.C.S 
 
  h.C.S  h.S 2 h.C.S h.S 2 

onde: h = EA / 
C = cos
S = sen

Da mesma forma que a matriz k , a k , também é simétrica.

4 . 1 . 3 EXEMPLO

Como exemplo, para a treliça da Fig. 4 . 1, têm-se:

 valores de h, C e S :

barra  h C S h.C2 h.S2 h.C.S


1 4 1000 1,0 0,0 1000 0 0
2 5 800 0,8 -0,6 512 288 -384

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CÁLCULO MATRICIAL DE ESTRUTURAS

3 8 500 1,0 0,0 500 0 0


4 5 800 0,8 0,6 512 288 384

Pois E = 2 x 10 7 t f / m2
A = 0,0002 m2
E.A = 4000 tf

 particularmente , para a barra 2:

 0,8  0,6 0,0 0,0 


0,6 0,8 0,0 0,0 
 
T = 0,0 0,0 0,8  0,6 
 
0,0 0,0 0,6 0,8 

 512  384  512 384 


  384 288 384  288
 
K =   512 384 512  384 
 
 384  288  384 288 

Considerando os deslocamentos da Fig. 4.2, as demais matrizes relativas à barra 2 serão


as seguintes:

Da Fig. 4.10, d 1 = d 2 = 0 , d 3 = – 0,0267 e d 4 = – 0,0703 , donde :


 0,0000 
 0,0000 
 
 0,0267 
 
 0,0703 

d (=4.14 )
conforme a
  13, 22 
 9,99 
 
 13,32 
 
 9,99 

p da
Na convenção = Fig. 4.11 e, conforme a ( 4.11 )
  16,65 
 0,00 




16,6 5 

na convenção da fig. 4.5 .
 0,00 

p
=
Os valores p1 = - 16,65 ( atuando na extremidade inicial ) e p3 = 16,65 ( atuando
na extremidade final ) constituem a força normal de tração na barra 2 .
De maneira geral, a partir dos deslocamentos nodais da estrutura podem ser
calculados os esforços em todas as barras aplicando-se a seqüência de cálculo seguinte :

A – define – se a matriz d ;
B – calcula-se a matriz d ; ( 4 . 16 )
C – calcula-se a matriz p ;

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CÁLCULO MATRICIAL DE ESTRUTURAS

4 . 2 . Equação geral do processo dos deslocamentos

Considere-se a treliça plana da Fig. 4 . 1 . Os pontos 3 e 4 são apoios fixos. O


carregamento geral ( neste caso, constituído de cargas nodais ) pode ser representado.
Pelas 4 componentes P1 , P2 , P3 e P4 definidas em relação ao SRG ( xyz ), conforme se
mostra na Fig. 4. 13 .
y

P1
1
4

P2

3 P3 2 x

P4 Fig. 4.13

Para o carregamento indicado na Fig. 4. 1, tem-se: P 1 = P3 = P4 = 0 e P2 = -10.


Essas componentes P1 podem ser colocadas numa matriz coluna ( vetor ) P :
 P1 
 



P
P
2

3



= cargas nodais ( 4.17 )
 P4 

P =
Sob o efeito desse carregamento aparecem deslocamentos nodais que podem ser
representados pelas componentes D 1, D2, D3 e D4 correspondentes às componentes de
P: D1, na direção e sentido de P1, D2 segundo P2, D3 segundo P3 e D4 segundo P4,
Fig. 4.14.

1’
D2

1 D1
4
2’
D4

2 D3 x
3

Fig. 4.14

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CÁLCULO MATRICIAL DE ESTRUTURAS

Essas componentes D, podem ser agrupadas na matriz coluna ( vetor ) D :

 D1 
 
D = = deslocamentos nodais ( 4.18 )
 D2 
 D3 
 
 D4 

Conforme os valores apresentados na Fig. 4.2 tem-se:

 0,0 267 
 
D =
0,1762
 
 0,0267 
 
 0,0703 

Na realidade, as componentes D1 constituem as incógnitas do processo dos


deslocamentos. Neste caso são 4 incógnitas e, portanto, necessitam-se de 4 equações
para a solução. Essas equações resultam do equilíbrio de cada nó da estrutura segundo
as direções das componentes de deslocamento D 1, ou seja, segundo D1, D2, D3 e D4. A
montagem dessas equações será feita aplicando-se o principio da superposição dos
efeitos na decomposição estrutural mostrada na Fig. 4.15.
Representa-se na ( Fig. 4.15 a ) as componentes gerais das cargas nodais ( vetor P ) e
as componentes gerais dos deslocamentos ( vetor D ); A ( Fig. 4.15 b ) apresenta a
primeira parcela da decomposição apenas com as cargas nodais ( sem deslocamento
nodal, ou, o que é equivalente, com todos os nós impedidos ); a ( Fig. 4.15 c ) apresenta a
Segunda parcela da decomposição só com o efeito da componente de deslocamento D 1 ;
a Fig. 4.15d , só o efeito de D 2; a Fig. 4.15 e, só o efeito de D 3; e , finalmente, a Fig. 4.15 f
apresenta a última parcela da decomposição só com o efeito da componente de
deslocamento D4.
Vamos, agora, escrever as equações de equilíbrio correspondentes a cada componente
de deslocamento.

4 . 2 . 1 . Equação de equilíbrio segundo D1.

Na Fig. 4.16 indicam-se as reações parciais R 10, R11, R12, R13 e R14 corres-
pondentes a cada parcela da decomposição proposta.

 Cálculo de R10 ( Fig. 4.16b )

Tem-se: R10 = - P1 ( 4.19 )

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CÁLCULO MATRICIAL DE ESTRUTURAS

(a) D2 (b)

3 P1 D1 P1

2 D4
4
P2
 P2

1 P3 D3 P3

P4 P4

(c) (d)
D2

+ (a) D2 D1
+ (b)
R10
3 P1 D1 P1

2 D4
4
P2
 P2

1 P3 D3 P3
(e) (f )
P4 P4

+ (c) R11
+ (d)
D2
D4
R12

+ D3 D1
+
Fig. 4.15

(e) (f )
R13 R14

+ + D4

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D3

Fig. 4.16
CÁLCULO MATRICIAL DE ESTRUTURAS

 Cálculo de R11 ( Fig. 4.16c )

Verifica-se, que contribuem para essa reação as barras 3 e 4.


- A contribuição da barra 3 é a reação p 3 devida a d3, conforme se pode ver na Fig. 4.17 (
notar que a inclinação desta barra é  = 0 ).
// y

d2 = 0 d4 = 0

p1 // x

d1 = 0 3 p3 d3 = D1
p2 p4

Fig. 4.17

Da expressão ( 4.14 ) tem-se: p = k d , ou seja:

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CÁLCULO MATRICIAL DE ESTRUTURAS

p1 k11 k12 k13 k14 d1


p2  k 21 k 22 k 23 k 24 d2
p3 k 31 k 32 k 33 k 34 d3
p4 k 41 k 42 k 43 k 44 d4

logo:
p3 = k31.d1 + k32.d2 + k33.d3 + k34.d4
e, como: d1 = d2 = d4 = 0 resulta , p3 = k33.d3 e, sendo d3 = D1, vem :
3 3

p3 = k33.D1
onde o número no círculo será utilizado para indicar a origem desta parcela, que é, no
caso, a barra 3.
A contribuição da barra 4 é, também, a reação p3 devida a d3, conforme se pode ver na Fig.
4.18. d4 = 0
// y

p3 d3 = D1

d2 = 0
4 p4
p1 

d1 = 0 // x Fig. 4.18
2
p
De maneira análoga à barra 3, tem-se:

4 4

p3 = k33 . D1

-O efeito total será, portanto:


3 4
R11 = p33 + p43 = k333 . D1 + k334 . D1 = k33 + k33 . D1

Definindo:
3 4

K11 = K33 + K33

Onde os índices se referem às componentes de deslocamentos nodais D 1, indicando o


primeiro índice a direção em relação à qual se está calculando a reação ( na estrutura ), e o
segundo índice a componente de deslocamento que está causando esta reação, tem-se:

R11 = K11 . D1 ( 4.20 )

 Cálculo de R12 ( Fig. 4.16d )

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CÁLCULO MATRICIAL DE ESTRUTURAS

As barras 3 e 4 contribuem na reação R12 .

A contribuição da barra 3 é a reação p3 devida a d4 ( Fig. 4.19 ), ou seja:


3 3

p3 = k34.d4 = k34 . D2 pois d4 = D2 .

// y

d2 = 0 d4 = D2

p1 // x

d1 = 0 3 p3 d3 = 0

p2 p4

Fig. 4.19

A contribuição da barra 4 é, também, a reação p3 devida a d4 ( Fig. 4.20 ) e vale :

4 4 4
p3 = k34.d4 = k34 . D2

// y
d4 = D2
p3

d3 = 0
d2 = 0 p4
4
p1 

O efeito total será : d1 = 0 // x Fig. 4.20


3 4 p23 4

R12 = p3 + p3 = k34 + k34 . D2

Definindo:
3 4

K12 = k34 + k34

Vem:
d4 = 0
R12 = k12 .D2 ( 4.21 )
// y
p3
 Cálculo de R13 ( Fig. 4.16e )
d3 = 0
Existe a contribuição apenas da barra 4 e, conforme a Fig. 4.21, é igual à reação p 3 devida
p4
d2 = 0
a d1 = D3. 4
p1 

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d1 = D3 // x Fig. 4.21
p2
CÁLCULO MATRICIAL DE ESTRUTURAS

Assim
4 4 4

p3 = k31.d1 = k31.D3
e, definindo:
4

k13 = k31
resulta:
R13 = k13 .D3 ( 4.22 )
 Cálculo de R14 ( Fig. 4.16f )

A barra 4 é a única mobilizada e, conforme a Fig. 4.22, a sua contribuição é dada pela
reação p3 devida a d2 = D4.

d4 = 0
// y
p3

d3 = 0

p4
4
d2 = D4 
p1

d1 = 0 // x Fig. 4.22
p2

Tem-se:
4 4 4

R14 = p3 = k32.d2 = k32.D4


Definindo:
4

K14 = k32
Vem:
R14 = k14 .D4 ( 4.23 )

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CÁLCULO MATRICIAL DE ESTRUTURAS

A Fig. 4.16 mostra que a soma das parcelas de reação, acima calculadas, deve ser nula,
ou seja:
R10 + R11 + R12 + R13 + R14 = 0
Ou
R11 + R12 + R13 + R14 = – R10
Substituindo na equação acima, as expressões ( 4.19 ) a ( 4.23 ), vem:

K11.D1 + K12.D2 + K13.D3 + K14.D4 = P1 ( 4. 24 )

4.2.2. Equilíbrio do ponto 1 segundo y ( Fig 4.23 )

Analogamente ao ítem anterior, tem-se:

R20 = - P2
3 4

R21 = K43 + K43 .D1 = K21 .D1


3 4

R22 = K44 + K44 .D2 = K22 .D2


4

R23 = K41 .D3 = K23 .D3


4

R24 = K42 .D4 = K24 .D4

Como
R10 + R11 + R12 + R13 + R14 = 0
Vem :
K11.D1 + K12.D2 + K13.D3 + K14.D4 = P1 ( 4.25 )

4.2.3. Equilíbrio do ponto 2 segundo x ( Fig. 4.24 )

Tem-se:
R30 = -P3
4

R31 = K13.D1 = k31.D1


4

R32 = K14.D2 = K32.D2


4 2 1

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CÁLCULO MATRICIAL DE ESTRUTURAS

R33 = K11 + K33 + K33 .D3 = K33 .D3


4 2 1

R34 = K12 + K34 + K34 .D4 = K34 .D4


Ou
K31.D1 + K32.D2 + K33.D3 + K34.D4 = P3 ( 4.26 )

R20
(a) D2 (b)

3 P1 D1 P1

2 D4
4
P2
 P2

1 P3 D3 P3

P4 P4

R22

(c) R21 (d)


D2

+ D1
+

(e) R23 (f ) R24

+ + D4

D3

Fig. 4.23
(a) D2 (b)

3 P1 D1 P1

2 D4
4
P2
 P2

Página 29 UNIVERSIDADE SANTA CECÍLIA


1 P3 D3 P3 R30

P4 P4
CÁLCULO MATRICIAL DE ESTRUTURAS

(c) (d)
D2

+ D1
+
R31 R32

(e) (f )

+ + D4

R33 R34
D3

Fig. 4.24

(a) D2 (b)

3 P1 D1 P1


2 R40
D4 P2 P2
4

1 P3 D3 P3

P4 P4

(c) (d)
D2

+ Página 30 R41
D1
+
R42 SANTA CECÍLIA
UNIVERSIDADE
CÁLCULO MATRICIAL DE ESTRUTURAS

(e) (f )

R43
+ + D4

D3 R44

Fig. 4.25

4.2.4 Equilíbrio do ponto 2 segundo y ( Fig. 4.25 )

Tem-se:
R40 = -P4
4

R41 = K23.D1 = K41.D1


4

R42 = K24.D2 = K42. D2


4 2 1

R43 = K21 + K43 + K43 . D3 = K43 .D3


4 2 1

R44 = K22 + K44 + K44 . D4 = K44 .D4


ou
K41.D1 + K42.D2 + K43.D3 + K44.D4 = P4 ( 4.27 )

4.2.5. Equação final

Reunindo as equações ( 4.24 ), ( 4.25 ), ( 4.26 ) e ( 4.27 ) tem-se:

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CÁLCULO MATRICIAL DE ESTRUTURAS

 K11 D1  K12 D2  K13 D3  K14 D4  P1 


K D  K D  K 23 D3  K 24 D4  P2 
 21 1 22 2 
 K 31D1  K 32 D2  K 33 D3  K 34 D4  P3 
 
 K 41D1  K 42 D2  K 43 D3  K 44 D4  P4 

Definindo
 K11 k12 k13 k14 
k k22 k23 k24 
K =  
21
( 4.28 )
 k31 k32 k33 k34 
 
 k41 k42 k43 k44 

K = matriz de rigidez ( reduzida ) da estrutura


Vem: k D = P ( 4.29 )

Que é a equação final procurada. Nesta equação k e P são conhecidos, constituindo D as


Incógnitas. De sua resolução resultam os deslocamentos nodais fechando o ciclo
completo de cálculo de estruturas pelo processo dos deslocamentos.
Notamos que os termos da matriz K ( da estrutura ) são obtidos somando-se, adequa-
damente, os termos das matrizes K ( das barras ) que compõem a estrutura.

Vale lembrar que apesar da equação ( 4.29 ) Ter sido deduzida com base na treliça da Fig.
4.1, ela é totalmente geral, sendo válida para qualquer treliça plana e, também, como
veremos mais adiante, para qualquer estrutura.

4.2.6. Exemplo

Considere-se a treliça da Fig. 4.1. Os dados relativos às barras estão na tabela do ítem
4.1.3.
A matriz de rigidez da barra de treliça, no SRG, é dada pela expressão ( 4.14 ). Os termos
da matriz de rigidez reduzida da estrutura K serão os seguintes:

- do ítem 4.2.1 :
3 4 3 4

k11 = k33 + k33 = h.C2 + h.C2 = 500 + 512 = 1012


3 4 3 4

k12 = k34 + k34 = h.CS + h.CS = 0 + 384 = 384

4 4

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CÁLCULO MATRICIAL DE ESTRUTURAS

k13 = k31 = -h.C2 = -512


4 4
k14 = k32 = -hCS = -384

- do ítem 4.2.2 :

3 4 3 4
k21 = k43 + k43 = h.CS + h.CS = 0 + 384 = 384

3 4 3 4
k22 = k44 + k44 = h.S2 + h.S2 = 0 + 288 = 288

4 4
k23 = k41 = -h.CS = -384

4 4
k24 = k42 = -h.S2 = -288

- do ítem 4.2.3 :
4 4
k31 = k13 = -h.C2 = -512
4 4

k32 = k14 = -h.CS = -384


4 2 1 4 2 1

k33 = k11 + k33 + k33 = h.C2 + h.C2 + h.C2 = 512 + 512 + 1000 = 2024

4 2 1 4 2 1
k34 = k12 .k34 + k34 = h.CS + h.CS + h.CS = 384 + -384 + 0 = 0

- do ítem 4.2.4:
4 4
k41 = k23 = -h.CS = -384

4 4
k42 = k24 = -h.S2 = -288
4 2 1 4 2 1

k43 = k21 + k43 + k43 = h.CS - h.CS + h.CS = 384 + -384 + 0 = 0

4 2 1 4 2 1
k44 = k22 + k44 + k44 = h.S + h.S + h.S2 = 288 + 288 + 0 = 576
2 2

portanto :

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CÁLCULO MATRICIAL DE ESTRUTURAS

 1012 384  512  384 


 384 288  384  288
k =  
  512  384 2024 0 
 
  384  288 0 576 

A matriz das cargas nodais é dada pela equação ( 4. 17 ) ; assim :

 0 
  10
P =  
0 
 
 0 

Resolvendo o sistema de equações k . D = P


Tem-se :
 0,0267 
  0,1762 
D =  
 0,0267
 
  0,0703

4.3 Programa didático para cálculo automático de treliça plana.

Normalmente, a definição geométrica, em computador, de estruturas constituidas de


nós e barras, é feita através das coordenadas dos nós e, da tabela de incidência onde se
indicam os pontos que se ligam a cada uma das barras.

4.3.1. Fluxograma geral

Cada bloco do fluxograma geral constitui uma subrotina do programa que será
escrito em BASIC.

a. Início

b. Leitura das coordenadas dos pontos

c. Leitura da tabela de incidência

d. Cálculo dos comprimentos e inclinações das barras

e. Leitura do módulo de elasticidade do material e, leitura das áreas das seções das barras

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CÁLCULO MATRICIAL DE ESTRUTURAS

f. Montagem da matriz de rigidez reduzida K

g. Leitura das cargas nodais

h. Resolução dos sistema de equações lineares


( cálculo dos deslocamentos )

i. Cálculo dos esforços finais nas barras

j. Fim

Notas:

b. esta subrotina começa na instrução 10000; o número de pontos será indicado por NP
e a cada ponto  corresponderá coordenadas X (  ) e Y (  ) ;
c. esta subrotina começa na instrução 12000; o número de barras será indicado por NB e
D. CÁLCULO DOS COMPRIMENTOS E INCLINAÇÕES DAS BARRAS
a cada barra  serão associados os nós inicial NI (  ) e final NF (  );
d. esta subrotina começa na instrução 14000; serão calculados, para cada barra , o seu
E. LEITURA
comprimento L (  ) eDO MÓDULO
a sua DE ELASTICIDADE
inclinação indicado noDO MATERIAL
programa E, AF (  );
por
LEITURA DAS ÁREAS DAS SEÇÕES DAS BARRAS
e. esta subrotina começa na instrução 16000; o módulo de elasticidade será designado
por E e a área da seção transversal da barra  por A (  );
f. esta subrotinaF .começa naDA
MONTAGEM instrução 20000;
MATRIZ DE RIGIDEZaREDUZIDA
matriz de
K rigidez reduzida será

designada por k;
g. esta subrotina começa na instrução 22000; as componentes de cargas nodais serão
designadas por P (  );
h. esta subrotina começa na instrução 24000; determinan-se aqui as componentes de
deslocamentos nodais que serão designados, também, por P (  ) perdendo-se as
cargas nodais lidas em g. ;
i. esta subrotina começa na instrução 26000; os esforços finais no sistema local em
cada barra serão designados por PB (  ).
A seguir serão detalhadas cada subrotina do fluxograma geral.

4.3. 2. Leitura das coordenadas dos pontos

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CÁLCULO MATRICIAL DE ESTRUTURAS

Início

NP No exemplo da Fig. 4.1 tem-se:

NP = 4
 = 1, NP, 1
ponto x y
1 8 3
X (  ), Y (  ) 2 4 0
3 0 0
4 0 3

RETORNO

4.3.3. Leitura da tabela de incidência

INÍCIO

NB No exemplo da Fig. 4.1 tem-se:

NB = 4
 = 1, NB, 1

Barra NI NF
N (  ), NF (  ) 1 3 2
2 4 2
3 4 1
 4 2 1

RETORNO

4.3.4. Cálculo dos comprimentos e inclinações das barras

INÍCIO

 = 1 , NB , 1

DX = X ( NF (  ) ) - X ( N (  ) )

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CÁLCULO MATRICIAL DE ESTRUTURAS

DY = Y ( NF (  ) ) – Y ( N (  ) )

L (  ) = DX * DX + DY * DY

AF (  ) = ARCTAN ( DY / DX )

RETORNO

// y

NF ( I )

DY
I
AF ( I )
// x
NI ( I )

DX

Fig. 4.26

4.3.5. Montagem da matriz de rigidez k

INÍCIO

DEFINIÇÃO DAS INCÓGNITAS

ZERA K

 = 1, NB, 1

MONTAGEM DA K DA BARRA 

MONTAGEM DA T DA BARRA 

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CÁLCULO MATRICIAL DE ESTRUTURAS

CÁLCULO DE K = Tt, K T

SOMA DE K EM K

RETORNO

a. definição das incógnitas


A cada nó livre de treliça plana estão associadas duas componentes de deslocamentos.
No caso de apoios, a componente de deslocamento correspondente ao vínculo é nula;
Desta forma se o apoio tiver dois vínculos, as duas componentes serão nulas e, no caso de
apoio com um vínculo apenas essa componente será sempre nula.
A identificação dessas componentes será feita associando-se a cada nó dois números que
representarão os índices dessas componentes de deslocamentos; para o vínculo vamos
convencionar o índice zero. Estes índices serão armazenados na matriz retangular
designada por ID onde a linha da matriz indicadará o nó e, a coluna, os dois índices de
deslocamentos correspondentes a esse nó.
Assim , por exemplo, se ao nó 7 associarmos as componentes de deslocamentos 3 e 4,
então : ID ( 7 , 1 ) = 3 e ID ( 7, 2 ) = 4
No exemplo da Fig. 4. 1, tem-se:
ID ( 1 , 1 ) = 1 ; ID ( 1 , 2 ) = 2 ( ponto 1 )
ID ( 2 , 1 ) = 3 ; ID ( 2 , 2 ) = 4 ( ponto 2 )
ID ( 3 , 1 ) = 0 ; ID ( 3 , 2 ) = 0 ( ponto 3 – apoio )
ID ( 4 , 1 ) = 0 ; ID ( 4 , 2 ) = 0 ( ponto 4 – apoio )
Ou
1 2 ponto 1
ID = 3 4 ponto 2
0 0 ponto 3
0 0 ponto 4

componente segundo y
componente segundo x
N = no. de incógnitas deslocamentos
INÍCIO
ND = grau de liberdade de um ponto nodal

N
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CÁLCULO MATRICIAL DE ESTRUTURAS

ND = 2

II = 1 , NP , 1

J = 1 , ND , 1

ID ( II , J )

II

RETORNO

b . zera k
A matriz de rigidez da estrutura será obtida somando – se, adequadamente, as
contribuições de todas as barras através de suas matrizes de rigidez no SGR, K. Desta
forma, é conveniente inicializar a K com zeros.

INÍCIO

II = 1, N, 1

J = 1, N, 1

K ( II, J ) = 0

II

RETORNO

C . Cálculo de K ( da barra i )

INÍCIO

KB ( 1, 1 ) = E * A ( I ) / L ( I )

Página 39 UNIVERSIDADE SANTA CECÍLIA


CÁLCULO MATRICIAL DE ESTRUTURAS

KB ( 1, 3 ) = -E * A ( I ) / L ( I )

KB ( 1, 2 ) = 0; KB ( 1, 4 ) = 0
KB ( 2, 1 ) = 0; KB ( 2, 2 ) = 0
KB ( 2, 3 ) = 0; KB ( 2, 4 ) = 0
KB ( 3, 2 ) = 0

KB ( 3, 1 ) = - E*A ( I ) / L ( I )
KB ( 3, 3 ) = E*A ( I ) / L ( I )

KB ( 3, 4 ) = 0; KB ( 4, 1 ) = 0
KB ( 4, 2 ) = 0; KB ( 4, 3 ) = 0
KB ( 4, 4 ) = 0

RETORNO
NOTA : A matriz K é dada pela expressão ( 4. 5 ) e, representada no programa por KB .

d . Cálculo de T ( da barra i )

INÍCIO

T ( 1, 1 ) = COS ( AF ( I ) )

T ( 1, 2 ) = SIN ( AF ( I ) )

T ( 1, 3 ) = 0
T ( 1, 4 ) = 0

T ( 2, 1 ) = - SIN ( AF ( I ) )

T ( 2, 2 ) = COS ( AF ( I ) )

T ( 2, 3 ) = 0
T ( 2, 4 ) = 0
T ( 3, 1 ) = 0
T ( 3, 2 ) = 0

T ( 3, 3 ) = COS ( AF ( I ) )

T ( 3, 4 ) = SIN ( AF ( I ) )

Página 40 UNIVERSIDADE SANTA CECÍLIA


CÁLCULO MATRICIAL DE ESTRUTURAS

T ( 4, 1 ) = 0
T ( 4, 2 ) = 0

T ( 4, 3 ) = - SIN ( AF ( I ) )

T ( 4, 4 ) = COS ( AF ( I ) )

RETORNO

NOTA : a matriz T é dada pela expressão ( 4. 8 ) .

e . Cálculo de k ( da barra i )

INÍCIO

NL = 2*ND

II = 1, NL, 1

J = 1, NL, 1

S=0

K = 1, NL = 1
ASS = T t K
S = S + T ( K, II ) * KB ( K, J )

ASS ( II, J ) = S

II

II = 1, NL = 1

J = 1, NL = 1

S=0

K = 1, NL , 1
K = T t K T = = ASS T
S = S + ASS ( II, K ) * T ( K, J )

Página 41 UNIVERSIDADE SANTA CECÍLIA


CÁLCULO MATRICIAL DE ESTRUTURAS

KP ( II, J ) = S

II

RETORNO

Notas : a matriz k será designada no programa por KB ;


A matriz K , por KP;
A matriz ASS é uma matriz auxiliar.

f . Soma de k em k
Considere-se a barra genérica I representada na fig. 4.27.

// y d4 = D ( IP (4) )

d3 = D ( IP (3) )
NF ( I )

d2 = D ( IP (2) )
I

// x
d1 = D ( IP (1) ) NI ( I )

Fig. 4.27

Para relacionar d e D, vamos utilizar a matriz auxiliar IP definida como :

IP ( 1 ) = ID ( NI ( I ), 1 )
IP ( 2 ) = ID ( NI ( I ), 2 )
IP ( 3 ) = ID ( NF ( I ), 1 )
IP ( 4 ) = ID ( NF ( I ), 2 )

Desta forma podemos estabelecer a relação entre as componentes de deslocamentos


das extremidades da barra d ( SRG ) e as componentes de deslocamentos nodais da
estrutura D através da matriz I P .

d1 = D ( I P ( 1 ) )
d2 = D ( I P ( 2 ) )
d3 = D ( I P ( 3 ) )
d4 = D ( I P ( 4 ) )

Página 42 UNIVERSIDADE SANTA CECÍLIA


CÁLCULO MATRICIAL DE ESTRUTURAS

Por exemplo, para a barra I = 4 da estrutura da Fig. 4.1 tem-se :


NI ( I ) = NI ( 4 ) = 2
NF ( I ) = NF ( 4 ) = 1
Logo :

I P ( 1 ) = ID ( 2,1 ) = 3 e d1 = D3
I P ( 2 ) = ID ( 2,2 ) = 4 d 2 = D4
I P ( 3 ) = ID ( 1,1 ) = 1 d 3 = D1
I P ( 4 ) = ID ( 1,2 ) = 2 d 4 = D2

Conforme o item a . deste parágrafo.


Podemos agora verificar que a contribuição da rigidez genérica KP ( II, J ) da barra, dar-
se-á em K ( IP ( II ), I P ( J ) na matriz de rigidez da estrutura. Por exemplo, para a barra
4 da Fig. 4.1 o termo K14 – no programa, representado por KP ( 1, 4 ) – será somado a
K32 – representado no programa por K ( 3,2 ); do mesmo modo, o termo k 12 será
somado a k34. A contribuição de todos os coeficientes de rigidez da barra genérica I
( matriz k ) na matriz de rigidez da estrutura k pode ser automatizada conforme o
fluxograma indicado a seguir :

INICIO

II = 1, ND, 1

IP ( II ) = ID ( NI ( I ), II )

IP ( II + ND ) = ID (NF ( I ), II )

II

II = 1, NL, 1

S
IP ( II ) = 0

J = 1, NL, 1

Página 43 UNIVERSIDADE SANTA CECÍLIA


CÁLCULO MATRICIAL DE ESTRUTURAS

S
IP ( J ) = 0

K ( IP ( II ), IP ( J ) ) = K ( IP ( II ), IP ( J ) ) + KP ( II, J )

II

RETORNO

4. 3. 6. Leitura das cargas nodais

INICIO

I = 1, N, 1

P(I)=0

NC

S
NC = 0 RETORNO

J = 1, ND, 1

P ( ID ( NC, J ) )

4. 3. 7. Resolução do sistema de equações

Página 44 UNIVERSIDADE SANTA CECÍLIA


CÁLCULO MATRICIAL DE ESTRUTURAS

Vamos utilizar o método de Gauss para a resolução do sistema de equações lineares


K D = P
Este método envolve duas etapas: a triangularização da matriz K e a retrosubstituição.
Considere-se o sistema de equações dado a seguir :
2 D1 + D2 + D3 = 4
D1 + 2 D2 + D3 = 4
D1 + D2 + 2 D 3 = 4
Combinando, adequadamente, as equações, podemos obter o sistema triangularizado
equivalente:
D1 + (1/2) D2 + ( 1/ 2 ) D3 = 2
D2 + ( 1/3 ) D3 = ( 4/3 )
D3 = 1
Que após a retrosubstituição nos conduz à solução :
D1 = 1
D2 = 1
D3 = 1
O fluxograma seguinte indica as etapas correspondentes a cada uma das fases de
resolução.
TRIANGULARIZAÇÃO

I = 1, N, 1

V = K ( I, I )

J = I, N, I

K( I, J ) = K ( I, J ) / V

P(I)=P(I)/V

I=N RETROSUBSTITUIÇÃO

J = I +1, N, 1

Página 45 UNIVERSIDADE SANTA CECÍLIA


CÁLCULO MATRICIAL DE ESTRUTURAS

V = K ( J, I )

K = I, N, 1

K ( J, K ) = K ( J, K ) – V * K ( I, K )

P(J)=P(J)–V*P(I)

RETROSUBSTITUIÇÃO

I = N – 1, 1, -1

J = I + 1, N

P ( I ) = P ( I ) – K ( I, J ) * P ( J )

RETORNO

4. 3. 8. Esforços finais nas barras

Os esforços finais nas extremidades da barra p serão obtidos conforme a sequência


indicada a seguir:
A partir de D ( indicado no programa por P ) determina-se d ( indicado no
programa por DP ) através da matriz auxiliar IP definida no item 4. 3. 5.f ;
Determina-se d = T d ;
Determina-se, finalmente p ( indicado no programa por PB ):

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CÁLCULO MATRICIAL DE ESTRUTURAS

p  k d .

INÍCIO

I = 1, NB, 1

II = 1, ND, 1

IP ( II ) = ID ( NI ( I ) , II )

IP ( II + ND ) = ID ( NF ( I ), II )

II

II = 1, NL, 1
D d
DP ( II ) = D ( IP ( II ) )

II

CÁLCULO DE T

II = 1, NL, 1

S=0

JJ = 1, NL, 1 d = T d

S = S + T ( II, JJ ) * DP ( JJ )

JJ

DB ( II ) = S

II

CÁLCULO DE k

II = 1, NL, 1

S=0

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CÁLCULO MATRICIAL DE ESTRUTURAS

JJ = 1, NL, 1

S = S + KB ( II, JJ ) * DB ( JJ ) P = k d

JJ

PB ( II ) = S II

II

RETORNO

4. 4. LISTAGEM DE UM PROGRAMA EM LINGUAGEM BASIC

1000 CLS
1010 PRINT"********************************************************************"
1020 PRINT"* *"
1030 PRINT"* CALCULO DE TRELICA PLANA *"
1040 PRINT"* *"
1050 PRINT"* Programa didatico para o curso 'ANALISE MATRICIAL DE ESTRUTURAS' *"
1060 PRINT"* *"
1070 PRINT"* Hideki Ishitani *"
1080 PRINT"* *"
1090 PRINT"********************************************************************"
1100 REM
1110 DIM X(20),Y(20),NI(20),NF(20),A(20),L(20),AF(20)
1120 DIM K(60,60),KB(6,6),T(6,60),KP(6,6),ASS(6,6),ID(20,3),P(60)
1130 DIM IP(6),DP(6),DB(6),PB(6)
1140 REM
1150 GOSUB 10000:REM COORDENADAS DOS PONTOS
1160 GOSUB 12000:REM INCIDENCIA DAS BARRAS
1170 GOSUB 14000:REM CALCULO DOS COMPRIMENTOS E INCLINACOES
1180 GOSUB 16000:REM E e AREAS DAS SECOES TRANSV. DAS BARRAS
1190 GOSUB 20000:REM CALC. DA MATRIZ DE RIGIDEZ DA ESTRUTURA
1200 GOSUB 22000:REM LEITURA DAS CARGAS NODAIS
1210 GOSUB 24000:REM RESOLUCAO DO SISTEMA DE EQUACOES (Deter. de D)
1220 GOSUB 26000:REM CALCULO DOS ESFORCOS FINAIS NAS BARRAS
1230 END

-------------------------------------------------------------------------------

10000 REM COORDENADAS DOS PONTOS


10010 REM
10020 REM
10030 PRINT:PRINT
10040 INPUT "NP (No. de pontos) = ";NP
10050 PRINT
10060 FOR I=1 TO NP STEP 1
10070 PRINT "X(";I;") =";:INPUT X(I)
10080 PRINT "Y(";I;") =";:INPUT Y(I)
10090 PRINT
10100 NEXT I
10110 RETURN

Página 48 UNIVERSIDADE SANTA CECÍLIA


CÁLCULO MATRICIAL DE ESTRUTURAS

-------------------------------------------------------------------------------

12000 REM INCIDENCIAS DAS BARRAS


12010 REM
12020 INPUT "NB (No. de barras) = ";NB
12030 PRINT
12040 FOR I=1 TO NB
12050 PRINT "NI(";I;") =";:INPUT NI(I)
12060 PRINT "NF(";I;") =";:INPUT NF(I)
12070 PRINT
12080 NEXT I
12090 RETURN

-------------------------------------------------------------------------------

14000 REM CALCULO DE COMPRIMENTOS E INCLINACOES


14010 REM
14020 PI=3.14159
14030 FOR I=1 TO NB
14040 DX=X(NF(I))-X(NI(I))
14050 DY=Y(NF(I))-Y(NI(I))
14060 L(I)=SQR(DX*DX+DY*DY)
14070 IF DX=0 THEN 14110
14080 ANG=ATN(DY/DX)
14090 IF DX<0 THEN ANG=ANG+PI
14100 GOTO 14130
14110 IF DY>0 THEN ANG=PI/2
14120 IF DY<0 THEN ANG=-PI/2
14130 AF(I)=ANG
14140 PRINT "barra ";I,L(I),AF(I)*180/PI
14150 NEXT I
14160 PRINT
14170 RETURN

-------------------------------------------------------------------------------

16000 REM E e AREAS DAS SECOES TRANSV. DAS BARRAS


16010 REM
16020 INPUT "E = ";E
16030 PRINT
16040 FOR I=1 TO NB
16050 PRINT "A(";I;") =";:INPUT A(I)
16060 PRINT
16070 NEXT I
16080 RETURN

-------------------------------------------------------------------------------

20000 REM CALCULO DA MATRIZ DE RIGIDEZ DA ESTRUTURA


20010 REM
20020 GOSUB 20180:REM DEFINICAO DAS INCOGNITAS
20030 GOSUB 20300:REM ZERA A MATRIZ K
20040 FOR I=1 TO NB STEP 1
20050 PRINT "barra ";I
20060 PRINT " calculo da KB"
20070 GOSUB 20390:REM CALCULO DA MATRIZ kb DA BARRA I(SLR)
20080 PRINT " calculo da T"
20090 GOSUB 20590:REM CALCULO MA MATRIZ T DA BARRA I
20100 PRINT " calculo da KP"
20110 GOSUB 20790:REM CALCULO DA MATRIZ KP = T(t)*KB*T
20120 PRINT " somando na K"
20130 GOSUB 21020:REM SOMA KB EM K
20140 PRINT

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CÁLCULO MATRICIAL DE ESTRUTURAS

20150 NEXT I
20160 RETURN

-------------------------------------------------------------------------------

20180 REM DEFINICAO DE INCOGNITAS


20190 REM
20200 INPUT "N (No> de incognitas) = ";N
20210 PRINT
20220 ND=2:REM GRAU DE LIBERDADE POR PONTOS STEP 1
20230 FOR II=1 TO NP STEP 1
20240 FOR J=1 TO ND STEP 1
20250 PRINT "ID(";II;",";J;") = ";:INPUT ID(II,J)
20260 NEXT J:PRINT
20270 NEXT II
20280 RETURN

-------------------------------------------------------------------------------

20300 REM ZERA A MATRIZ K


20310 REM
20320 FOR II=1 TO N STEP 1
20330 FOR J=1 TO N STEP 1
20340 K(II,J)=0
20350 NEXT J
20360 NEXT II
20370 RETURN

-------------------------------------------------------------------------------

20390 REM CALCULO DA MATRIZ KB DA BARRA I (SLR)


20400 REM
20410 KB(1,1)=E*A(I)/L(I)
20420 KB(1,2)=0
20430 KB(1,3)=-E*A(I)/L(I)
20440 KB(1,4)=0
20450 KB(2,1)=0
20460 KB(2,2)=0
20470 KB(2,3)=0
20480 KB(2,4)=0
20490 KB(3,1)=-E*A(I)/L(I)
20500 KB(3,2)=0
20510 KB(3,3)=E*A(I)/L(I)
20520 KB(3,4)=0
20530 KB(4,1)=0
20540 KB(4,2)=0
20550 KB(4,3)=0
20560 KB(4,4)=0
20570 RETURN

-------------------------------------------------------------------------------

20590 REM CALCULO DA MATRIZ T DA BARRA I


20600 REM
20610 T(1,1)=COS(AF(I))
20620 T(1,2)=SIN(AF(I))
20630 T(1,3)=0
20640 T(1,4)=0
20650 T(2,1)=-SIN(AF(I))
20660 T(2,2)=COS(AF(I))
20670 T(2,3)=0
20680 T(2,4)=0
20690 T(3,1)=0

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CÁLCULO MATRICIAL DE ESTRUTURAS

20700 T(3,2)=0
20710 T(3,3)=COS(AF(I))
20720 T(3,4)=SIN(AF(I))
20730 T(4,1)=0
20740 T(4,2)=0
20750 T(4,3)=-SIN(AF(I))
20760 T(4,4)=COS(AF(I))
20770 RETURN

-------------------------------------------------------------------------------

20790 REM CALCULO DA MATRIZ KP = T(t) * KB * T (Barra I)


20800 REM
20810 NL=2*ND
20820 FOR II=1 TO NL STEP 1
20830 FOR J=1 TO NL STEP 1
20840 S=0
20850 FOR K=1 TO NL STEP 1
20860 S=S+T(K,II)*KB(K,J)
20870 NEXT K
20880 ASS(II,J)=S
20890 NEXT J
20900 NEXT II
20910 FOR II=1 TO NL STEP 1
20920 FOR J=1 TO NL STEP 1
20930 S=0
20940 FOR K=1 TO NL STEP 1
20950 S=S+ASS(II,K)*T(K,J)
20960 NEXT K
20970 KP(II,J)=S
20980 NEXT J
20990 NEXT II
21000 RETURN

-------------------------------------------------------------------------------

21020 REM SOMA KP EM K


21030 REM
21040 FOR II=1 TO ND STEP 1
21050 IP(II)=ID(NI(I),II)
21060 IP(II+ND)=ID(NF(I),II)
21070 NEXT II
21080 FOR II=1 TO NL STEP 1
21090 IF IP(II)=0 THEN 21140
21100 FOR J=1 TO NL STEP 1
21110 IF IP(J)=0 THEN 21130
21120 K(IP(II),IP(J))=K(IP(II),IP(J))+KP(II,J)
21130 NEXT J
21140 NEXT II
21150 RETURN

-------------------------------------------------------------------------------

22000 REM LEITURA DAS CARGAS NODAIS


22010 REM
22020 FOR I=1 TO N STEP 1
22030 P(I)=0
22040 NEXT I
22050 INPUT "NC (No. do ponto carregado - ZERO p/terminar) ";NC
22060 IF NC=0 THEN RETURN
22070 FOR J=1 TO ND STEP 1
22080 PRINT "P(";J;") =";:INPUT P(ID(NC,J))
22090 NEXT J

Página 51 UNIVERSIDADE SANTA CECÍLIA


CÁLCULO MATRICIAL DE ESTRUTURAS

22100 PRINT
22110 GOTO 22050

-------------------------------------------------------------------------------

24000 REM RESOLUCAO DE SISTEMA DE EQUACOES LINEARES


24010 REM
24020 REM TRIANGULARIZACAO
24030 REM
24040 FOR I=1 TO N STEP 1
24050 V=K(I,I)
24060 FOR J=1 TO N STEP 1
24070 K(I,J)=K(I,J)/V
24080 NEXT J
24090 P(I)=P(I)/V
24100 IF I=N THEN 24190
24110 FOR J=I+1 TO N STEP 1
24120 V=K(J,I)
24130 FOR K=I TO N STEP 1
24140 K(J,K)=K(J,K)-V*K(I,K)
24150 NEXT K
24160 P(J)=P(J)-V*P(I)
24170 NEXT J
24180 NEXT I

-------------------------------------------------------------------------------

24200 REM RETROSUBSTITUICAO


24210 REM
24220 FOR I=N-1 TO 1 STEP -1
24230 FOR J=I+1 TO N
24240 P(I)=P(I)-K(I,J)*P(J)
24250 NEXT J
24260 NEXT I

-------------------------------------------------------------------------------

24270 PRINT
24280 PRINT "DESLOCAMENTOS NODAIS":PRINT
24290 PRINT "PONTO",
24300 FOR J=1 TO ND STEP 1
24310 PRINT "D";J,
24320 NEXT J
24330 PRINT
24340 FOR I=1 TO NP
24350 PRINT I,
24360 FOR J=1 TO ND
24370 PRINT P(ID(I,J)),
24380 NEXT J
24390 PRINT
24400 NEXT I
24410 RETURN

-------------------------------------------------------------------------------

26000 REM CALCULO DOS ESFORCOS FINAIS NAS BARRAS


26010 REM
26020 PRINT:PRINT " barra";
26030 FOR I=1 TO NL
26040 PRINT " esf";I;
26050 NEXT I
26060 PRINT
26070 FOR I=1 TO NB STEP 1

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CÁLCULO MATRICIAL DE ESTRUTURAS

26080 PRINT USING "########";I;


26090 FOR II=1 TO ND STEP 1
26100 IP(II)=ID(NI(I),II)
26110 IP(II+ND)=ID(NF(I),II)
26120 NEXT II
26130 FOR II=1 TO NL STEP 1
26140 DP(II)=P(IP(II))
26150 NEXT II
26160 GOSUB 20590
26170 FOR II=1 TO NL STEP 1
26180 S=0
26190 FOR JJ=1 TO NL STEP 1
26200 S=S+T(II,JJ)*DP(JJ)
26210 NEXT JJ
26220 DB(II)=S
26230 NEXT II
26240 GOSUB 20390
26250 FOR II=1 TO NL STEP 1
26260 S=0
26270 FOR JJ=1 TO NL STEP 1
26280 S=S+KB(II,JJ)*DB(JJ)
26290 NEXT JJ
26300 PB(II)=S
26310 PRINT USING "#####.####";PB(II),
26320 NEXT II:PRINT
26330 NEXT I
26340 RETURN
26350 REM

-------------------------------------------------------------------------------

4. 5. Exemplo. Treliça da Fig. 4. 1

Os dados e resultados para o programa do item 4. 4 são os seguintes :

NP ( No. De pontos ) = ? 4

X(1)=?8
Y(1)=?3

X(2)=?4
Y(2)=?0

X(3)=?0
Y(3)=?0

X(4)=?0
Y(4)=?3

NB ( No. De barras ) = ? 4

NI ( 1 ) = ? 3
NF ( 1 ) = ? 2

NI ( 2 ) = ? 4
NF ( 2 ) = ? 2

Página 53 UNIVERSIDADE SANTA CECÍLIA


CÁLCULO MATRICIAL DE ESTRUTURAS

NI ( 3 ) = ? 4
NF ( 3 ) = ? 1

NI ( 4 ) = ? 2
NF ( 4 ) = ? 1

BARRA COMPRIMENTO ALFA


1 4 0
2 5 –36.8699
3 8 0
4 5 36.8699

E ( mod. De elasticidade ) = ? 2 e 7

Área (1) = ?2e–4


Área (2) = ?2e–4
Área (3) = ?2e–4
Área (4) = ?2e–4

N ( No. De incógnitas ) = ? 4

ID ( 1, 1 ) = ? 1
ID ( 1, 2 ) = ? 2

ID ( 2, 1 ) = ? 3
ID ( 2, 2 ) = ? 4

ID ( 3, 1 ) = ? 0
ID ( 3, 2 ) = ? 0

Barra 1

Calculo da KB
Calculo da T
Calculo da KP
Somando na K

Barra 2

Calculo da KB
Calculo da T
Calculo da KP
Somando na K

Barra 3

Calculo da KB
Calculo da T
Calculo da KP
Somando na K

Página 54 UNIVERSIDADE SANTA CECÍLIA


CÁLCULO MATRICIAL DE ESTRUTURAS

Barra 4

Calculo da KB
Calculo da T
Calculo da KP
Somando na K

NC ( No. Do ponto carregado – ZERO p/ terminar ) ? 1

P(1) = ? 0
P ( 2 ) = ? - 10

NC ( No. Do ponto carregado – ZERO p/ terminar ) ? 0

Deslocamentos Nodais

PONTO D1 D2

1 0.0266667 - 0.176111
2 - 0.0266667 - 0.0702777
3 0 0
4 0 0

barra

1 26.6667 0.0000  26.6667 0.0000


2  16.6667 0.0000 16.6667 0.0000
3  13.3333 0.0000 13.3333 0.0000
4 16.6667 0.0000  16.6667 0.0000

4. 6. TÓPICOS COMPLEMENTARES

4. 6. 1. RECALQUES IMPOSTOS E REAÇÕES DE APOIO


Considere-se a estrutura da Fig. 4. 28.
y 10 tf

3
1
4
2 5
3m 4

1
y
3 2 x
D2
4D
m8 4m
D7 Fig. 4.28
1 D1
4
Trata-se da estrutura esquematizada na Fig. 4.1 complementada pela
presença da nova barra 5. Aos pontos 1 e 2 estão associadas as componentes de

D5
Página 55 UNIVERSIDADE SANTA CECÍLIA
3 2 D3 x
Fig. 4.29
D6 D4
CÁLCULO MATRICIAL DE ESTRUTURAS

deslocamentos D1, D2, D3 e D4 que, como vimos, constituem as incógnitas do


problema, ( Fig. 4. 29 ).

Os pontos 3 e 4 são apoios. Vamos admitir que esses pontos possam receber
deslocamentos impostos ( conhecidos ) indicados na Fig. 4.29 pelas componentes D 5,
D6, D7 e D8 . Podemos escrever as 8 equações de equilíbrio resultando :

 k11 k12 k13 k14 k15 k16 k17 k18   D1   P1 


k k 22 k 23 k 24 k 25 k 26 k 27 k 28   D2   P2 
 21    
k 31 k 32 k 33 k 34 k 35 k 36 k 37 k 38   D3   P3 
    
k 41 k 42 k 43 k 44 k 45 k 46 k 47 k 48   D4   P4 
. 
k 51 k 52 k 53 k 54 k 55 k 56 k 57 k 58   D5   P5 
    
k 61 k 62 k 63 k 64 k 65 k 66 k 67 k 68   D6   P6 
k 71 k 72 k 73 k 74 k 75 k 76 k 77 k 78   D7   P7 
    
 k 81 k82 k 83 k 84 k 85 k 86 k 87 k88   D8   P8 

ou, em forma matricial


K D = P
A matriz K é, agora, dita matriz de rigidez completa ( da estrutura ) e é conhecida.
As primeiras quatro componentes do vetor D constituem os deslocamentos incó-
gnitos e, as quatro últimas, valores conhecidos de deslocamentos impostos (normal-
mente nulos nos apoios fixos usuais).
As primeiras quatro componentes do vetor P ( P1, P2, P3 e P4 ) constituem as cargas
nodais ( dados conhecidos da estrutura ) e, as quatro últimas ( P 5, P6, P7 e P8 ), as
reações de apoio da estrutura.
As matrizes podem ser particionadas como indicados a seguir:

K DD K DR DD PD
K RD K RR DR = PR ( 4.30 )

Página 56 UNIVERSIDADE SANTA CECÍLIA


CÁLCULO MATRICIAL DE ESTRUTURAS

onde

K11 K12 K13 K14


K DD = K21 K22 K23 K24 = Matriz de rigidez
K31 K32 K33 K34 reduzida ( eq. 4. 28 )
K41 K42 K43 K44

K15 K18 K17 K18


K DR = K25 K28 K27 K28
K35 K38 K37 K38
K45 K48 K47 K48

K51 K52 K53 K54


KRD = K81 K82 K83 K84
K71 K72 K73 K74
K81 K82 K83 K84

K55 K58 K57 K58


KRR = K85 K88 K87 K88
K75 K78 K77 K78
K85 K88 K87 K88

D1
DD = D2 = Deslocamentos incógnitos
D3
D4

D5
DR = D8 = Deslocamentos impostos
D7 ( recalques de apoio )
D8

P1
PD = P2 = Cargas nodais
P3
P4

P5
PR = P6 = Reações de apoio
P7
P8

Desenvolvendo a equação ( 4. 30 ) vem :

KDD DD + KDR DR = PD ( 4. 31 )

Página 57 UNIVERSIDADE SANTA CECÍLIA


CÁLCULO MATRICIAL DE ESTRUTURAS

KRD DR + KRR DR = PR ( 4. 32 )

Na equação ( 4. 31 ), DD constituem as incógnitas; portanto, tem – se :

KDD DD = PD - KDR DR ( 4. 33 )

e, portanto:

D = KDD-1 ( PD - KDR DR ) ( 4. 34 )

Substituindo DD na ( 4. 32 ) têm-se as reações de apoio PR .


Desta forma, tem-se um procedimento para considerar na estrutura os efeitos dos
recalques de apoio ( deslocamentos impostos ) e calcular as reações de apoio. A
implementação desta sistemática no programa didático pode ser feita do seguinte
modo :
a . a rotina que se inicia na instrução 22000, corresponde à leitura das cargas nodais
( PD ), será utilizada, também, para receber os valores dos deslocamentos impostos
( recalques de apoio ) ;
b . intercalar a rotina que se inicia na instrução 23000 que corrige as cargas nodais
( PD ) com o efeito dos recalques de apoio ( PR ) conforme a equação ( 4. 33 ) ;

INICIO

I = 1, N, 1

J = N + 1. ND * NP, 1

P ( I ) = P ( I ) – K ( I, J ) * P ( J )

RETORNO

C . acrescentar ao final do fluxograma geral do item 4. 3. 1 a rotina que se inicia na


instrução 28000 para permitir o cálculo das reações de apoio conforme a equação
( 4. 32 ).

INICIO

I = N + 1, ND*NP, 1

S=0

Página 58 UNIVERSIDADE SANTA CECÍLIA


CÁLCULO MATRICIAL DE ESTRUTURAS

J = 1, ND*NP, 1

S = S + K ( I, J )*P ( J )

PRINT I, S

RETORNO
4.6.2. Apoios elásticos

O apoio elástico é caracterizado por uma mola de coeficiente k.

A força P acarreta o deslocamento D e vale a relação

P = k.D

P
P

Os apoios elásticos normais ( aqueles de ação paralela ao SRG ) são


considerados, no processo dos deslocamentos, somando os seus coeficientes k aos
termos da diagonal da matriz de rigidez da estrutura k correspondentes à direção de
ação das molas.
Por exemplo, considere-se a estrutura da Fig. 4. 30, onde o ponto 3 se apoia sobre
molas de coeficientes kx e ky ; aos termos k55 será somado kx e ao termo k88, o valor de
ky. Lembrar que neste caso o n0 de incógnitas N passa a ser 6.
y
D2
D8
D7

4 1 D1

D6
kx 2
3 D3 x
D5
ky
Página 59 UNIVERSIDADE SANTA CECÍLIA
D4
Fig. 4.30
CÁLCULO MATRICIAL DE ESTRUTURAS

As reações nestas molas são obtidas por :

Rx = -Kx D5 e Ry = -Ky D8

A implementação dos apoios elásticos no programa didático pode ser feita como se
indica a seguir :
a . acrescentar a rotina, que se inicia na instrução 23500, para a leitura dos coeficien-
tes de mola e somá-los à matriz K ;

INICIO

SE

I = 1, SE, 1

DE ( I ), KE ( I )

K ( DE ( I ), DE ( I ) ) = K ( DE ( I ), DE ( I ) ) + KE ( I )

RETORNO

NOTAS : - SE = n de molas
- DE (I) = direção do deslocamento
correspondente à mola
- KE (I) = coeficiente de mola

b . acrescentar a rotina que se inicia na instrução 29000 para o cálculo das reações de
apoio nas molas ;

INICIO

I = 1, SE, 1

Página 60 UNIVERSIDADE SANTA CECÍLIA


CÁLCULO MATRICIAL DE ESTRUTURAS

R = - KE ( I )*P( DE( I ))

RETORNO

4.6.3. Apoios inclinados

A Fig. 4.31 apresenta alguns tipos de apoios inclinados.

y
D2

2 4 7 9 D1 y

x
d2 ky
kx
D3 10 
1 3 6 8 d1 x
D5

5 D4 D6

k=

Fig. 4.31

Os apoios 1 e 2 são normais, sendo o ponto 1 fixo, e o ponto 2 livre segundo


y. O ponto 5 constitui apoio inclinado e o ponto 10, apoio elástico genérico formado de
duas molas ortogonais kx e ky com inclinação .

a ) Apoios elásticos inclinados

O deslocamento do apoio 10 pode ser indicado, no sistema local de referên-


cia, pelas componentes d1 e d 2 .

d  d1
d2

Página 61 UNIVERSIDADE SANTA CECÍLIA


CÁLCULO MATRICIAL DE ESTRUTURAS

Essas componentes podem, também, ser expressas no SRG ( no caso pelas compo-
nentes D5 e D8 ).
D5
d=
D8

A passagem do SRG para o SLR pode ser feita através da matriz de rotação nodal
dada por:

t= cos  sen
-sen  cos

Trata-se de submatriz da matriz de rotação T definida na equação ( 4.8 ).

d = t d

A matriz de rigidez no SLR pode ser expressa por :

kx 0
k =
0 ky

logo, no SRG, tem - se :

k = tt k t

e a sua contribuição na estrutura pode ser obtida conforme o procedimento tradicional


utilizado nas barras.
Resolvida a estrutura tem-se os deslocamentos no SRG e, as reações no apoio elásti-
co, podem ser obtidas aplicando-se a sequência de cálculo indica a seguir :
A partir de d tem-se d = t d
Logo,

 p1 
R =   = k . d
 p2 

b ) Apoios inclinados

Um método prático para a consideração de apoios inclinados no processo dos


deslocamentos é aquele que simula o apoio fixo através de mola de rigidez infinita
(nos casos usuais, é suficiente adotar-se um coeficiente de mola da ordem de
1.0E10).Dessa forma, para a consideração de apoios elásticos inclinados, basta
aplicar a formulação apresentada no item a).

Página 62 UNIVERSIDADE SANTA CECÍLIA


CÁLCULO MATRICIAL DE ESTRUTURAS

Assim, na estrutura da Fig. 4. 31, o apoio inclinado 5 pode ser simulado pela mola
esquematizada no destaque.

4. 6. 4. Cargas nas barras

Considere-se a estrutura da Fig. 4.32 que é a estrutura da Fig. 4.1 onde à


barra 4 estão aplicadas as cargas Q ( concentrada ) e q ( distribuída parcial ) .

y 10 tf

3
1
4 Q = 1 tf 4
2
3m 2m

1 q = 0,2 tf/m
3 2 x

4m 4m
Fig. 4.32

As equações de equilíbrio serão afetadas pela presença dessas cargas ; particular-


mente, as parcelas :
R10 ( Fig. 4.16.b ) ;
R20 ( Fig. 4.23.b ) ;
R30 ( Fig. 4.24.b ) ;
R40 ( Fig. 4.25.b ) ;
Vamos sistematizar a consideração das cargas nas barras. Normalmente, essas
cargas são fornecidas no SLR, conforme se mostra na Fig. 4.33, para a barra 4 .

y 
b p04
x
a
p03 1
Q p03

p02 q 4
p01 p04
p01 c x
/2
2 c
/2 b'

p02 a'
Fig. 4.33
Página 63 UNIVERSIDADE SANTA CECÍLIA
CÁLCULO MATRICIAL DE ESTRUTURAS

As reações Rio são devidas às cargas ( agora incluídas as cargas nas barras )
considerando-se todos os nós fixos. Dessa forma a contribuição da barra 4 pode ser
obtida isolando-a e admitindo as suas extremidades totalmente fixas. Vamos exprimir as
reações de apoio no SLR pelo vetor p o .

 p01   0 
p    (Qb  qcb' ) / 1
p0   02  =  
 p03   0 
   
 p04   Q (a  qca' ) / 1

portanto, tem-se no SRG


p0 = T t p0
Assim :
P01 será somada a R30 ;
P02 será somada a R40 ;
P03 será somada a R10 ;
P04 será somada a R20 .
Normalmente, costuma-se colocar a soma das contribuições das barras no vetor P0
de componentes correspondentes ao vetor P . No exemplo :
P01 = p03
P02 = p04
P03 = p01
P04 = p02
Se as barras 1 e 3, também, fossem carregadas teríamos :

P01 = p403 + p03


3

4 3

P02 = p04 + p04


4 1
P03 = p01 + p03
P04 = p02 + p04
4 1
Dessa forma, as contribuições das cargas nodais ( Pi ) e das cargas ( P 0i ) em R0i
são dadas por :

Página 64 UNIVERSIDADE SANTA CECÍLIA


CÁLCULO MATRICIAL DE ESTRUTURAS

Rio = - Pi + Poi
Portanto, a equação fundamental do processo dos deslocamentos passa a ser
escrita como :
K D = P - P0 ( 4.37 )
Onde

 P01 
P 
P0 =   = Esforços nodais equivalentes às cargas nas barras
02

. . .
 
 P0 n 

Resolvendo-se ( 4.37 ) obtém-se

D = K –1 ( P - P0 ).

Lembra-se que a equação ( 4.4 ) deve ser modificada de modo a se considerar as


cargas nas barras, resultando :
p  p0  k d ( 4.38 )

também, a equação ( 4.14 ) será modificada para

p = p0 + k d ( 4.39 )

Programa de cálculo de treliça plana – Programa didático completo

1000 CLS
1010 PRINT "*******************************************************************"
1020 PRINT "* *"
1030 PRINT "* CALCULO DE TRELICA PLANA *"
1040 PRINT "* *"
1050 PRINT "* Programa didatico para o curso 'ANALISE MATRICIAL DE ESTRUTURAS'*"
1060 PRINT "* *"
1070 PRINT "* Hideki Ishitani *"
1080 PRINT "* *"
1090 PRINT "*******************************************************************"
1100 REM
1110 DIM X(20), Y(20), NI(20), NF(20), A(20), L(20), AF(20)
1120 DIM K(60, 60), KB(6, 6), T(6, 60), KP(6, 6), ASS(6, 6), ID(20, 3), P(60)
1130 DIM IP(6), DP(6), DB(6), PB(6)
1132 DIM DE(20), KE(20)
1134 DIM P0(60), PL(6), PG(6), P1(20, 6): REM cargas nas barras
1140 REM
1150 GOSUB 10000: REM COORDENADAS DOS PONTOS
1160 GOSUB 12000: REM INCIDENCIA DAS BARRAS
1170 GOSUB 14000: REM CALCULO DOS COMPRIMENTOS E INCLINACOES
1180 GOSUB 16000: REM E e AREAS DAS SECOES TRANSV. DAS BARRAS
1190 GOSUB 20000: REM CALC. DA MATRIZ DE RIGIDEZ DA ESTRUTURA
1200 GOSUB 22000: REM LEITURA DAS CARGAS NODAIS
1204 GOSUB 23000: REM efeito dos recalques de apoio

Página 65 UNIVERSIDADE SANTA CECÍLIA


CÁLCULO MATRICIAL DE ESTRUTURAS

1206 GOSUB 23500: REM consideracao de apoios elasticos normais


1207 GOSUB 23700: REM cargas nas barras
1210 GOSUB 24000: REM RESOLUCAO DO SISTEMA DE EQUACOES (Deter. de D)
1220 GOSUB 26000: REM CALCULO DOS ESFORCOS FINAIS NAS BARRAS
1224 GOSUB 28000: REM calculo das reacoes de apoio
1226 GOSUB 29000: REM calculo das reacoes nas molas
1230 END
1240 REM
10000 REM COORDENADAS DOS PONTOS
10010 REM
10030 PRINT : PRINT
10040 INPUT "NP (No. de pontos) = "; NP
10050 PRINT
10060 FOR I = 1 TO NP STEP 1
10070 PRINT "X("; I; ") ="; : INPUT X(I)
10080 PRINT "Y("; I; ") ="; : INPUT Y(I)
10090 PRINT
10100 NEXT I
10110 RETURN
10120 REM

--------------------------------------------------------------------------------

12000 REM INCIDENCIAS DAS BARRAS


12010 REM
12020 INPUT "NB (No. de barras) = "; NB
12030 PRINT
12040 FOR I = 1 TO NB
12050 PRINT "NI("; I; ") ="; : INPUT NI(I)
12060 PRINT "NF("; I; ") ="; : INPUT NF(I)
12070 PRINT
12080 NEXT I
12090 RETURN
12100 REM
14000 REM CALCULO DE COMPRIMENTOS E INCLINACOES
14010 REM
14020 PI = 3.14159
14030 FOR I = 1 TO NB
14040 DX = X(NF(I)) - X(NI(I))
14050 DY = Y(NF(I)) - Y(NI(I))
14060 L(I) = SQR(DX * DX + DY * DY)
14070 IF DX = 0 THEN 14110
14080 ANG = ATN(DY / DX)
14090 IF DX < 0 THEN ANG = ANG + PI
14100 GOTO 14130
14110 IF DY > 0 THEN ANG = PI / 2
14120 IF DY < 0 THEN ANG = -PI / 2
14130 AF(I) = ANG
14140 PRINT "barra "; I, L(I), AF(I) * 180 / PI
14150 NEXT I
14160 PRINT
14170 RETURN
14180 END
16000 REM E e AREAS DAS SECOES TRANSV. DAS BARRAS
16010 REM
16020 INPUT "E = "; E
16030 PRINT
16040 FOR I = 1 TO NB
16050 PRINT "A("; I; ") ="; : INPUT A(I)
16060 PRINT
16070 NEXT I
16080 RETURN
16090 END

Página 66 UNIVERSIDADE SANTA CECÍLIA


CÁLCULO MATRICIAL DE ESTRUTURAS

--------------------------------------------------------------------------------

20000 REM CALCULO DA MATRIZ DE RIGIDEZ DA ESTRUTURA


20010 REM
20020 GOSUB 20180: REM DEFINICAO DAS INCOGNITAS
20030 GOSUB 20300: REM ZERA A MATRIZ K
20040 FOR I = 1 TO NB STEP 1
20050 PRINT "barra "; I
20060 PRINT " calculo da KB"
20070 GOSUB 20390: REM CALCULO DA MATRIZ kb DA BARRA I(SLR)
20080 PRINT " calculo da T"
20090 GOSUB 20590: REM CALCULO MA MATRIZ T DA BARRA I
20100 PRINT " calculo da KP"
20110 GOSUB 20790: REM CALCULO DA MATRIZ KP = T(t)*KB*T
20120 PRINT " somando na K"
20130 GOSUB 21020: REM SOMA KB EM K
20140 PRINT
20150 NEXT I
20160 RETURN
20170 END
20180 REM DEFINICAO DE INCOGNITAS
20190 REM
20200 INPUT "N (No> de incognitas) = "; N
20210 PRINT
20220 ND = 2: REM GRAU DE LIBERDADE POR PONTOS STEP 1
20230 FOR II = 1 TO NP STEP 1
20240 FOR J = 1 TO ND STEP 1
20250 PRINT "ID("; II; ","; J; ") = "; : INPUT ID(II, J)
20260 NEXT J: PRINT
20270 NEXT II
20280 RETURN
20290 END
20300 REM ZERA A MATRIZ K
20310 REM
20320 FOR II = 1 TO N STEP 1
20330 FOR J = 1 TO N STEP 1
20340 K(II, J) = 0
20350 NEXT J
20360 NEXT II
20370 RETURN

--------------------------------------------------------------------------------

20380 REM
20390 REM CALCULO DA MATRIZ KB DA BARRA I (SLR)
20400 REM
20410 KB(1, 1) = E * A(I) / L(I)
20420 KB(1, 2) = 0
20430 KB(1, 3) = -E * A(I) / L(I)
20440 KB(1, 4) = 0
20450 KB(2, 1) = 0
20460 KB(2, 2) = 0
20470 KB(2, 3) = 0
20480 KB(2, 4) = 0
20490 KB(3, 1) = -E * A(I) / L(I)
20500 KB(3, 2) = 0
20510 KB(3, 3) = E * A(I) / L(I)
20520 KB(3, 4) = 0
20530 KB(4, 1) = 0
20540 KB(4, 2) = 0
20550 KB(4, 3) = 0
20560 KB(4, 4) = 0

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CÁLCULO MATRICIAL DE ESTRUTURAS

20570 RETURN
20580 REM
20590 REM CALCULO DA MATRIZ T DA BARRA I
20600 REM
20610 T(1, 1) = COS(AF(I))
20620 T(1, 2) = SIN(AF(I))
20630 T(1, 3) = 0
20640 T(1, 4) = 0
20650 T(2, 1) = -SIN(AF(I))
20660 T(2, 2) = COS(AF(I))
20670 T(2, 3) = 0
20680 T(2, 4) = 0
20690 T(3, 1) = 0
20700 T(3, 2) = 0
20710 T(3, 3) = COS(AF(I))
20720 T(3, 4) = SIN(AF(I))
20730 T(4, 1) = 0
20740 T(4, 2) = 0
20750 T(4, 3) = -SIN(AF(I))
20760 T(4, 4) = COS(AF(I))
20770 RETURN

--------------------------------------------------------------------------------

20780 REM
20790 REM CALCULO DA MATRIZ KP = T(t) * KB * T (Barra I)
20800 REM
20810 NL = 2 * ND
20820 FOR II = 1 TO NL STEP 1
20830 FOR J = 1 TO NL STEP 1
20840 S = 0
20850 FOR K = 1 TO NL STEP 1
20860 S = S + T(K, II) * KB(K, J)
20870 NEXT K
20880 ASS(II, J) = S
20890 NEXT J
20900 NEXT II
20910 FOR II = 1 TO NL STEP 1
20920 FOR J = 1 TO NL STEP 1
20930 S = 0
20940 FOR K = 1 TO NL STEP 1
20950 S = S + ASS(II, K) * T(K, J)
20960 NEXT K
20970 KP(II, J) = S
20980 NEXT J
20990 NEXT II
21000 RETURN
21010 END
21020 REM SOMA KP EM K
21030 REM
21040 FOR II = 1 TO ND STEP 1
21050 IP(II) = ID(NI(I), II)
21060 IP(II + ND) = ID(NF(I), II)
21070 NEXT II
21080 FOR II = 1 TO NL STEP 1
21090 IF IP(II) = 0 THEN 21140
21100 FOR J = 1 TO NL STEP 1
21110 IF IP(J) = 0 THEN 21130
21120 K(IP(II), IP(J)) = K(IP(II), IP(J)) + KP(II, J)
21130 NEXT J
21140 NEXT II
21150 RETURN
21160 REM

Página 68 UNIVERSIDADE SANTA CECÍLIA


CÁLCULO MATRICIAL DE ESTRUTURAS

22000 REM LEITURA DAS CARGAS NODAIS


22010 REM
22020 FOR I = 1 TO N STEP 1
22030 P(I) = 0
22040 NEXT I
22050 INPUT "NC (No. do ponto carregado - ZERO p/terminar) "; NC
22060 IF NC = 0 THEN RETURN
22070 FOR J = 1 TO ND STEP 1
22080 PRINT "P("; J; ") ="; : INPUT P(ID(NC, J))
22090 NEXT J
22100 PRINT
22110 GOTO 22050
22120 REM

--------------------------------------------------------------------------------

23000 REM efeito dos recalques de apoio


23010 REM
23020 FOR I = 1 TO N STEP 1
23030 FOR J = N + 1 TO ND * NP STEP 1
23040 P(I) = P(I) - K(I, J) * P(J)
23050 NEXT J
23060 NEXT I
23070 RETURN
23080 REM
23500 REM consideracao de apoios elasticos normais
23510 REM
23520 PRINT : INPUT "forneca o n§ de molas = "; SE
23530 FOR I = 1 TO SE STEP 1
23540 INPUT "direcao, coef. de mola = "; DE(I), KE(I)
23550 K(DE(I), DE(I)) = K(DE(I), DE(I)) + KE(I)
23560 NEXT I
23570 RETURN
23580 REM
23700 REM cargas nas barras
23710 REM
23720 PRINT : PRINT "cargas nas barras"
23730 PRINT : INPUT "barra carregada (zero p/terminar): "; I
23740 IF I = 0 THEN 23990
23742 FOR J = 1 TO NL: PL(J) = 0: NEXT J
23750 PRINT : PRINT "tipo: 1 - carga concentrada"
23760 PRINT " 2 - carga distribuida"
23761 PRINT " 3 - temperatura"
23762 PRINT " 4 - fim"
23770 PRINT : INPUT "escolha a opcao : "; OP
23780 PRINT
23790 ON OP GOSUB 23850, 23900, 23930, 23950
23792 IF OP = 4 THEN 23730
23800 GOTO 23750
23810 REM
23850 REM carga concentrada
23852 REM
23854 PRINT : PRINT "carga concentrada"
23856 INPUT "a = "; A: INPUT "Q = "; P
23858 L = L(I): B = L - A
23864 PL(2) = PL(2) - P * B / L
23866 PL(4) = PL(4) - P * A / L
23870 RETURN
23880 REM
23900 REM carga distribuida
23902 REM
23904 PRINT : PRINT "carga distribuida"
23906 INPUT "a = "; A: INPUT "c = "; C: INPUT "q = "; P

Página 69 UNIVERSIDADE SANTA CECÍLIA


CÁLCULO MATRICIAL DE ESTRUTURAS

23908 L = L(I): AB = A + C / 2: BB = L - AB
23916 PL(2) = PL(2) - P * C * BB / L
23918 PL(4) = PL(4) - P * C * AB / L
23920 RETURN
23922 REM
--------------------------------------------------------------------------------

23930 REM efeito de temperatura


23932 REM
23934 PRINT : PRINT "efeito de temperatura"
23936 INPUT "alfa = "; ALFA
23938 INPUT "delta T = "; DT
23940 PL(1) = PL(1) + E * A(I) * ALFA * DT
23942 PL(3) = PL(3) - E * A(I) * ALFA * DT
23944 RETURN
23946 REM
23950 REM fim
23951 REM
23952 FOR J = 1 TO ND STEP 1
23954 IP(J) = ID(NI(I), J): IP(J + ND) = ID(NF(I), J)
23956 NEXT J
23958 GOSUB 20590: REM calculo de T
23960 FOR J = 1 TO NL: S = 0: FOR K = 1 TO NL: S = S + T(K, J) * PL(K): NEXT K:
PG(J) = S: NEXT J
23970 FOR J = 1 TO NL STEP 1
23972 IF IP(J) = 0 THEN 23978
23974 P0(IP(J)) = P0(IP(J)) + PG(J)
23976 P1(I, J) = PL(J)
23978 NEXT J
23980 RETURN
23990 REM
23992 FOR I = 1 TO N STEP 1
23994 P(I) = P(I) - P0(I)
23996 NEXT I
23997 RETURN
23998 REM

--------------------------------------------------------------------------------

24000 REM RESOLUCAO DE SISTEMA DE EQUACOES LINEARES


24010 REM
24020 REM TRIANGULARIZACAO
24030 REM
24040 FOR I = 1 TO N STEP 1
24050 V = K(I, I)
24060 FOR J = 1 TO N STEP 1
24070 K(I, J) = K(I, J) / V
24080 NEXT J
24090 P(I) = P(I) / V
24100 IF I = N THEN 24190
24110 FOR J = I + 1 TO N STEP 1
24120 V = K(J, I)
24130 FOR K = I TO N STEP 1
24140 K(J, K) = K(J, K) - V * K(I, K)
24150 NEXT K
24160 P(J) = P(J) - V * P(I)
24170 NEXT J
24180 NEXT I
24190 REM
24200 REM RETROSUBSTITUICAO
24210 REM
24220 FOR I = N - 1 TO 1 STEP -1
24230 FOR J = I + 1 TO N

Página 70 UNIVERSIDADE SANTA CECÍLIA


CÁLCULO MATRICIAL DE ESTRUTURAS

24240 P(I) = P(I) - K(I, J) * P(J)


24250 NEXT J
24260 NEXT I
24270 PRINT
24280 PRINT "DESLOCAMENTOS NODAIS": PRINT
24290 PRINT "PONTO",
24300 FOR J = 1 TO ND STEP 1
24310 PRINT "D"; J,
24320 NEXT J
24330 PRINT
24340 FOR I = 1 TO NP
24350 PRINT I,
24360 FOR J = 1 TO ND
24370 PRINT P(ID(I, J)),
24380 NEXT J
24390 PRINT
24400 NEXT I
24402 GOSUB 30000
24410 RETURN

--------------------------------------------------------------------------------

24420 REM
26000 REM CALCULO DOS ESFORCOS FINAIS NAS BARRAS
26010 REM
26020 PRINT : PRINT " barra";
26030 FOR I = 1 TO NL
26040 PRINT " esf"; I;
26050 NEXT I
26060 PRINT
26070 FOR I = 1 TO NB STEP 1
26080 PRINT USING "########"; I;
26090 FOR II = 1 TO ND STEP 1
26100 IP(II) = ID(NI(I), II)
26110 IP(II + ND) = ID(NF(I), II)
26120 NEXT II
26130 FOR II = 1 TO NL STEP 1
26140 DP(II) = P(IP(II))
26150 NEXT II
26160 GOSUB 20590
26170 FOR II = 1 TO NL STEP 1
26180 S = 0
26190 FOR JJ = 1 TO NL STEP 1
26200 S = S + T(II, JJ) * DP(JJ)
26210 NEXT JJ
26220 DB(II) = S
26230 NEXT II
26240 GOSUB 20390
26250 FOR II = 1 TO NL STEP 1
26260 S = P1(I, II)
26270 FOR JJ = 1 TO NL STEP 1
26280 S = S + KB(II, JJ) * DB(JJ)
26290 NEXT JJ
26300 PB(II) = S
26310 PRINT USING "#####.####"; PB(II);
26320 NEXT II: PRINT
26330 NEXT I
26332 GOSUB 30000
26340 RETURN
26350 REM
28000 REM calculo das reacoes de apoio
28010 REM
28020 PRINT : PRINT "reacoes de apoio": PRINT

Página 71 UNIVERSIDADE SANTA CECÍLIA


CÁLCULO MATRICIAL DE ESTRUTURAS

28030 PRINT "dir.", "reacao"


28040 FOR I = N + 1 TO ND * NP STEP 1
28050 S = P0(I)
28060 FOR J = 1 TO ND * NP STEP 1
28070 S = S + K(I, J) * P(J)
28080 NEXT J
28090 PRINT I, S
28100 NEXT I
28110 PRINT
28112 GOSUB 30000
28120 RETURN
28130 REM

--------------------------------------------------------------------------------

29000 REM calculo das reacoes nas molas


29010 REM
29012 IF SE = 0 THEN RETURN
29020 PRINT "reacoes nos apoios elasticos"
29030 PRINT : PRINT "dir.", "reacao"
29040 FOR I = 1 TO SE STEP 1
29050 R = -KE(I) * P(DE(I))
29060 PRINT DE(I), R
29070 NEXT I
29080 PRINT
29082 GOSUB 30000
29090 RETURN
29100 REM
30000 REM rotina para pausa
30010 REM
30020 PRINT : PRINT "digite qquer tecla p/continuar"
30030 A$ = ""
30040 A$ = INKEY$
30050 IF A$ = "" THEN 30040
30060 RETURN

--------------------------------------------------------------------------------

5) Resolução de pórticos planos pelo processo dos deslocamentos

Considere-se o pórtico da Fig. 5.1. constituído do seguinte modo:


y
4m 10 tf
10 tf.m 10 tf 4 tf/m

E = 1000 tf/m2
10 tf 2 2 3 A = 1 m2
5m J = 2 m4
3 10 tf
10 m

1 4

0,5 x
Página 72 10 m 1m UNIVERSIDADE SANTA CECÍLIA

Fig. 5.1
CÁLCULO MATRICIAL DE ESTRUTURAS

- 4 nós, 3 barras ;
- cargas : ponto 2  Fx = 10 ; Fy = 10 ; Mz = 10 ;
recalque em 1  = 0,5 ;
recalque em 4 x = 1 ;
barra 2 – c. concentrada = 10 ;
- c. distribuída = 4 ;
barra 3 – c. concentrada = 10
De maneira geral, o nó de pórtico plano pode apresentar três componentes de
deslocamento. A Fig. 5. 2 apresenta as componentes de deslocamento ( ou de cargas
nodais ) para o pórtico da Fig. 5.1.

2 3 5 6

2
1 3 4

12 7
9 10

1 4
8 11 x

Fig. 5.2

Têm-se 7 incógnitas ( D1 a D7 ) e 5 vínculos de apoio ( D8 a D12 ).

5.1 – Barra de Pórtico plano

5.1.1. – Barra de pórtico plano no SLR

2 3 5 6

NI 1 NF 4 x
 , ( E ,A, J )
Página 73 UNIVERSIDADE SANTA CECÍLIA

Fig. 5.3
CÁLCULO MATRICIAL DE ESTRUTURAS

Na Fig. 5.3 indicam-se a numeração dos 6 componentes de deslocamentos ( ou esfor-


ços ) no SLR.
Têm-se :

 d1 
  Deslocamentos das extremidades da barra
d2
d =   = ( d1 , d 2 , d 3 ) correspondentes ao NI e, d 4 , d5 , d 6
 ... 
  correspondente ao NF .
d 6 

 p1 
p 
=   = esforços finais nas extremidades de barra
2
p
 
 
 p6 

 p01 
p 
=   =
02
p0
  Esforços nas extremidades de barra suposta
  biengastada devido às cargas na barra
 p06 

 k11 k12  k16 


 
k21 k22  k 26 
k =  = matriz de rigidez da barra no SLR
   
 
 k61 k62  k66 

Impondo-se às extremidades, um deslocamento ( individual ) por vez, obtém-se as


colunas sucessivas de k .

a) efeito de d1 ( Fig. 5.4 )


y

k41d1
k11d1 x

k31d1 d1 k61d1
k51d1

k21d1
E. A
k11 = - k41 =

Fig. 5.4
( os demais coeficientes são nulos )

Página 74 UNIVERSIDADE SANTA CECÍLIA


CÁLCULO MATRICIAL DE ESTRUTURAS

b) efeito de d 2 ( Fig. 5.5 )


y

d2 k42d2
k12d2 x

k62d2
k32d2
k22d2 k52d2

Fig. 5.5

12. E . J 6. E . J
k22 = - k52 = 3
; k32 = k62 = 2 (os demais termos são nulos)

c) efeito de d 3 ( Fig. 5.6 )

d3 y

k43d3
k13d3 x

k63d3
k33d3
k23d3 k53d3

Fig. 5.6

k33 = ; k63 = ; k23 = - k53 = ; k13 = k43 = 0

d) efeito de d 4 ( Fig. 5.7 )

y
d4

k44d4
k14d4 x

k64d4
k34d4
k54d4

k24d4
Fig. 5.7

E. A
k44 = - k14 = ( os demais coeficientes são nulos )

e) efeito de d 5 ( Fig. 5.8 )

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CÁLCULO MATRICIAL DE ESTRUTURAS

k45d5 d5
k15d5 x

k65d5
k35d5
k25d5 k55d5

Fig. 5.8

k55 = - k25 = ; k35 = k65 = - (os demais termos são nulos)

f) efeito de d 6 ( Fig. 5.9 )

y d6

k46d6
k16d6 x

k36d6 k66d6
k26d6 k56d6

Fig. 5.9

4.E.J 2.E.J 6.E.J


k63 = ; k36 = ; k26 = - k56 = ; k16 = k46 = 0
  2

Portanto, resulta :

 EA  EA 
 l 0 0 0 0 
l
 12 EJ 6 EJ  12 EJ 6 EJ 
 0 
 l3 l2 l3 l2 
 4 EJ  6 EJ 2 EJ 
0
 l l2 l 
K =  EA  ( 5.1 )
 0 0 
 l 
 12 EJ  6 EJ 
 l3 l2 
 4 EJ 
 ( simétrico ) l 

A expressão ( 4.37 ) aplica-se também, para este caso.

5.1.2. - Barra de pórtico plano no SGR

Página 76 UNIVERSIDADE SANTA CECÍLIA


CÁLCULO MATRICIAL DE ESTRUTURAS

x
y // y 5 5
6
6
4
2 3
2
3 4
1

1 // x
Fig. 5.10

Na Fig. 5.10 indicam-se as 6 componentes no SGR ( 1,2, ... , 6 ) e as 6 componen-


tes no SLR  1 , 2 , ... , 6  .
Notamos que ( 1 e 2 ) relacionam-se com 1 e 2 da mesma forma que na treliça
plana. O mesmo acontece com ( 4,5 ) e  4, 5  .
Também : 3 coincide com 3 e
6 coincide com 6 .
Deste modo têm-se :

 C S 0 0 0 0
S C 0 0 0 0
 
 0 0 1 0 0 0
T =   onde C = Cos e, S = Sen
 0 0 0 C S 0
 0 0 0 S C 0
 
 0 0 0 0 0 1
( 5.2 )
Continuam válidas as equações ( 4.9 ), ( 4.10 ), ( 4.11 ), ( 4.12 ), ( 4.13 ) e ( 4.38 ) .

5.2 – Equação Geral

Aplicam-se, aqui, as equações correspondentes deduzidas para treliças planas.


O programa deverá ser adaptado de modo a redefinir k e T . Lembrar, também que
ND = 3 ( grau de liberdade do nó de pórtico plano ).
5.3 – Listagem de Programa de Pórtico Plano

1000 CLS
1010 PRINT"********************************************************************"
1020 PRINT"* *"

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CÁLCULO MATRICIAL DE ESTRUTURAS

1030 PRINT"* CALCULO DE PORTICO PLANO *"


1040 PRINT"* *"
1050 PRINT"* Programa didatico para o curso 'ANALISE MATRICIAL DE ESTRUTURAS' *"
1060 PRINT"* *"
1070 PRINT"* Hideki Ishitani *"
1080 PRINT"* *"
1090 PRINT"********************************************************************"
1100 REM
1110 DIM X(20),Y(20),NI(20),NF(20),A(20),L(20),AF(20),J(20)
1120 DIM K(60,60),KB(6,6),T(6,60),KP(6,6),AS(6,6),ID(20,3),P(60)
1130 DIM IP(6),DP(6),DB(6),PB(6)
1132 DIM DE(20),KE(20)
1134 DIM P0(60),PL(6),PG(6),P1(20,6):REM cargas nas barras
1140 REM
1150 GOSUB 10000:REM COORDENADAS DOS PONTOS
1160 GOSUB 12000:REM INCIDENCIA DAS BARRAS
1170 GOSUB 14000:REM CALCULO DOS COMPRIMENTOS E INCLINACOES
1180 GOSUB 16000:REM E e AREAS DAS SECOES TRANSV. DAS BARRAS
1190 GOSUB 20000:REM CALC. DA MATRIZ DE RIGIDEZ DA ESTRUTURA
1200 GOSUB 22000:REM LEITURA DAS CARGAS NODAIS
1205 GOSUB 23000:REM Correcao devido aso recalques de apoio
1206 GOSUB 23500:REM leitura dos coef. de mola
1207 GOSUB 23700:REM cargas nas barras
1210 GOSUB 24000:REM RESOLUCAO DO SISTEMA DE EQUACOES (Deter. de D)
1212 GOSUB 2000
1220 GOSUB 26000:REM CALCULO DOS ESFORCOS FINAIS NAS BARRAS
1222 GOSUB 2000
1230 GOSUB 28000:REM calculo das reacoes de apoio
1232 GOSUB 2000
1240 GOSUB 29000:REM calculo das reacoes nas molas
1250 END

--------------------------------------------------------------------------------

10000 REM COORDENADAS DOS PONTOS


10010 REM
10020 REM
10030 PRINT:PRINT
10040 INPUT "NB (No. de pontos) = ";NP
10050 PRINT
10060 FOR I=1 TO NP STEP 1
10070 PRINT "X(";I;") =";:INPUT X(I)
10080 PRINT "Y(";I;") =";:INPUT Y(I)
10090 PRINT
10100 NEXT I
10110 RETURN
10120 REM

--------------------------------------------------------------------------------

12000 REM INCIDENCIAS DAS BARRAS


12010 REM
12020 INPUT "NB (No. de barras) = ";NB
12030 PRINT
12040 FOR I=1 TO NB
12050 PRINT "NI(";I;") =";:INPUT NI(I)
12060 PRINT "NF(";I;") =";:INPUT NF(I)
12070 PRINT
12080 NEXT I
12090 RETURN
12100 REM

--------------------------------------------------------------------------------

Página 78 UNIVERSIDADE SANTA CECÍLIA


CÁLCULO MATRICIAL DE ESTRUTURAS

14000 REM CALCULO DE COMPRIMENTOS E INCLINACOES


14010 REM
14020 PI=3.14159
14030 FOR I=1 TO NB
14040 DX=X(NF(I))-X(NI(I))
14050 DY=Y(NF(I))-Y(NI(I))
14060 L(I)=SQR(DX*DX+DY*DY)
14070 IF DX=0 THEN 14110
14080 ANG=ATN(DY/DX)
14090 IF DX<0 THEN ANG=ANG+PI
14100 GOTO 14130EN ANG=-PI/2
14110 IF DY>0 THEN ANG=PI/2
14120 IF DY<0 THEN ANG=-PI/2
14130 AF(I)=ANG
14140 PRINT "barra ";I,L(I),AF(I)*180/PI
14150 NEXT I
14160 PRINT
14170 RETURN
14180 END

--------------------------------------------------------------------------------

16000 REM E e AREAS DAS SECOES TRANSV. DAS BARRAS


16010 REM
16020 INPUT "E = ";E
16030 PRINT
16040 FOR I=1 TO NB
16050 PRINT "A(";I;") =";:INPUT A(I)
16052 PRINT "J(";I;") =";:INPUT J(I)
16060 PRINT
16070 NEXT I
16080 RETURN
16090 END

--------------------------------------------------------------------------------

20000 REM CALCULO DA MATRIZ DE RIGIDEZ DA ESTRUTURA


20010 REM
20012 ND=3:NL=2*ND:REM grau de liberdade (noh de barra)
20020 GOSUB 20180:REM DEFINICAO DAS INCOGNITAS
20030 GOSUB 20300:REM ZERA A MATRIZ K
20040 FOR I=1 TO NB STEP 1
20050 PRINT "barra ";I
20060 PRINT " calculo da KB"
20070 GOSUB 20390:REM CALCULO DA MATRIZ kb DA BARRA I(SLR)
20080 PRINT " calculo da T"
20090 GOSUB 20590:REM CALCULO MA MATRIZ T DA BARRA I
20100 PRINT " calculo da KP"
20110 GOSUB 20790:REM CALCULO DA MATRIZ KP = T(t)*KB*T
20120 PRINT " somando na K"
20130 GOSUB 21020:REM SOMA KB EM K
20140 PRINT
20150 NEXT I
20160 RETURN
20170 END
--------------------------------------------------------------------------------

20180 REM DEFINICAO DE INCOGNITAS


20190 REM
20200 INPUT "N (No> de incognitas) = ";N
20210 PRINT
20230 FOR II=1 TO NP STEP 1

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CÁLCULO MATRICIAL DE ESTRUTURAS

20240 FOR J=1 TO ND STEP 1


20250 PRINT "ID(";II;",";J;") = ";:INPUT ID(II,J)
20260 NEXT J:PRINT
20270 NEXT II
20280 RETURN
20290 END
20300 REM ZERA A MATRIZ K
20310 REM
20320 FOR II=1 TO N STEP 1
20330 FOR J=1 TO N STEP 1
20340 K(II,J)=0
20350 NEXT J
20360 NEXT II
20370 RETURN
20380 REM
20390 REM CALCULO DA MATRIZ KB DA BARRA I (SLR)
20400 REM
20410 V=E*A(I)/L(I)
20420 KB(1,1)=V:KB(4,4)=V:KB(1,4)=-V:KB(4,1)=-V
20430 V=12*E*J(I)/L(I)^3
20440 KB(2,2)=V:KB(5,5)=V:KB(2,5)=-V:KB(5,2)=-V
20450 V=6*E*J(I)/L(I)^2
20460 KB(2,3)=V:KB(3,2)=V:KB(2,6)=V:KB(6,2)=V:KB(3,5)=-V:KB(5,3)=-V
20470 KB(5,6)=-V:KB(6,5)=-V
20480 V=4*E*J(I)/L(I)
20490 KB(3,3)=V:KB(6,6)=V:KB(3,6)=V/2:KB(6,3)=V/2
20500 RETURN
20580 REM

--------------------------------------------------------------------------------

20590 REM CALCULO DA MATRIZ T DA BARRA I


20600 REM
20610 FOR J=1 TO NL:FOR K=1 TO NL:T(J,K)=0:NEXT K,J
20620 C=COS(AF(I))
20630 S=SIN(AF(I))
20640 T(1,1)=C:T(2,2)=C:T(4,4)=C:T(5,5)=C
20650 T(3,3)=1:T(6,6)=1
20660 T(1,2)=S:T(4,5)=S
20670 T(2,1)=-S:T(5,4)=-S
20770 RETURN
20780 REM

--------------------------------------------------------------------------------

20790 REM CALCULO DA MATRIZ KP = T(t) * KB * T (Barra I)


20800 REM
20820 FOR II=1 TO NL STEP 1
20830 FOR J=1 TO NL STEP 1
20840 S=0
20850 FOR K=1 TO NL STEP 1
20860 S=S+T(K,II)*KB(K,J)
20870 NEXT K
20880 AS(II,J)=S
20890 NEXT J
20900 NEXT II
20910 FOR II=1 TO NL STEP 1
20920 FOR J=1 TO NL STEP 1
20930 S=0
20940 FOR K=1 TO NL STEP 1
20950 S=S+AS(II,K)*T(K,J)
20960 NEXT K
20970 KP(II,J)=S

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CÁLCULO MATRICIAL DE ESTRUTURAS

20980 NEXT J
20990 NEXT II
21000 RETURN
21010 END
21020 REM SOMA KP EM K

--------------------------------------------------------------------------------

21030 REM
21040 FOR II=1 TO ND STEP 1
21050 IP(II)=ID(NI(I),II)
21060 IP(II+ND)=ID(NF(I),II)
21070 NEXT II
21080 FOR II=1 TO NL STEP 1
21090 IF IP(II)=0 THEN 21140
21100 FOR J=1 TO NL STEP 1
21110 IF IP(J)=0 THEN 21130
21120 K(IP(II),IP(J))=K(IP(II),IP(J))+KP(II,J)
21130 NEXT J
21140 NEXT II
21150 RETURN
21160 REM

--------------------------------------------------------------------------------

22000 REM LEITURA DAS CARGAS NODAIS


22010 REM
22020 FOR I=1 TO N STEP 1
22030 P(I)=0
22040 NEXT I
22050 INPUT "NC (No. do ponto carregado/0 para terminar) =";NC
22060 IF NC=0 THEN RETURN
22070 FOR J=1 TO ND STEP 1
22080 PRINT "P(";J;") =";:INPUT P(ID(NC,J))
22090 NEXT J
22100 PRINT
22110 GOTO 22050
22120 REM

--------------------------------------------------------------------------------

23000 REM efeito dos recalques de apoio


23010 REM
23020 FOR I=1 TO N STEP 1
23030 FOR J=N+1 TO ND*NP STEP 1
23040 P(I)=P(I)-K(I,J)*P(J)
23050 NEXT J
23060 NEXT I
23070 RETURN
23080 REM

--------------------------------------------------------------------------------

23500 REM leitura dos coef. de mola


23510 REM
23520 PRINT:INPUT "no. de molas = ";SE:IF SE=0 THEN 23580
23530 FOR I=1 TO SE STEP 1
23540 PRINT "dir(";I;") = ";:INPUT DE(I)
23550 PRINT "c.m(";I;") = ";:INPUT KE(I)
23560 K(DE(I),DE(I))=K(DE(I),DE(I))+KE(I)
23570 NEXT I
23580 RETURN
23590 REM

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CÁLCULO MATRICIAL DE ESTRUTURAS

--------------------------------------------------------------------------------

23700 REM cargas nas barras


23710 REM
23720 PRINT:PRINT "cargas nas barras"
23730 PRINT:INPUT "no. da barra carreg/0 para terminar :";I
23740 IF I=0 THEN 23990
23742 FOR J=1 TO NL:PL(J)=0:NEXT J
23750 PRINT:PRINT "tipo: 1 - carga concentrada"
23760 PRINT " 2 - carga distribuida"
23762 PRINT " 3 - fim"
23770 PRINT:INPUT "escolha a opcao (1,2 ou 3) : ";OP
23780 PRINT
23790 ON OP GOSUB 23850,23900,23950
23792 IF OP=3 THEN 23730
23800 GOTO 23750
23810 REM

--------------------------------------------------------------------------------

23850 REM carga concentrada


23852 REM
23854 PRINT:PRINT "carga concentrada"
23856 INPUT "a = ";A:INPUT "Q = ";P
23858 L=L(I):B=L-A
23860 PA=-P*A*B*B/L/L:PB=P*A*A*B/L/L
23862 PL(3)=PL(3)+PA:PL(6)=PL(6)+PB
23864 PL(2)=PL(2)-P*B/L+(PA+PB)/L
23866 PL(5)=PL(5)-P*A/L-(PA+PB)/L
23870 RETURN
23880 REM

--------------------------------------------------------------------------------

23900 REM carga distribuida


23902 REM
23904 PRINT:PRINT "carga distribuida"
23906 INPUT "a = ";A:INPUT "c = ";C:INPUT "q = ";P
23908 L=L(I):AB=A+C/2:BB=L-AB
23910 PA=-P*L*L/12*C/L*(12*AB/L*BB*BB/L/L-C*C/L/L*(3*BB/L-1))
23912 PB= P*L*L/12*C/L*(12*BB/L*AB*AB/L/L-C*C/L/L*(3*AB/L-1))
23914 PL(3)=PL(3)+PA:PL(6)=PL(6)+PB
23916 PL(2)=PL(2)-P*C*BB/L+(PA+PB)/L
23918 PL(5)=PL(5)-P*C*AB/L-(PA+PB)/L
23920 RETURN
23922 REM
23950 REM fim
23951 REM
23952 FOR J=1 TO ND STEP 1
23954 IP(J)=ID(NI(I),J):IP(J+ND)=ID(NF(I),J)
23956 NEXT J
23958 GOSUB 20590:REM calculo de T
23960 FOR J=1 TO NL:S=0:FOR K=1 TO NL:S=S+T(K,J)*PL(K):NEXT K:PG(J)=S:NEXT J
23970 FOR J=1 TO NL STEP 1
23972 IF IP(J)=0 THEN 23978
23974 P0(IP(J))=P0(IP(J))+PG(J)
23976 P1(I,J)=PL(J)
23978 NEXT J
23980 RETURN
23990 REM
23992 FOR I=1 TO N STEP 1
23994 P(I)=P(I)-P0(I)

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CÁLCULO MATRICIAL DE ESTRUTURAS

23996 NEXT I
23997 RETURN
23998 REM

--------------------------------------------------------------------------------

24000 REM RESOLUCAO DE SISTEMA DE EQUACOES LINEARES


24010 REM
24020 REM TRIANGULARIZACAO
24030 REM
24040 FOR I=1 TO N STEP 1
24050 V=K(I,I)
24060 FOR J=1 TO N STEP 1
24070 K(I,J)=K(I,J)/V
24080 NEXT J
24090 P(I)=P(I)/V
24100 IF I=N THEN 24190
24110 FOR J=I+1 TO N STEP 1
24120 V=K(J,I)
24130 FOR K=I TO N STEP 1
24140 K(J,K)=K(J,K)-V*K(I,K)
24150 NEXT K
24160 P(J)=P(J)-V*P(I)
24170 NEXT J
24180 NEXT I
24190 REM
24200 REM RETROSUBSTITUICAO
24210 REM
24220 FOR I=N-1 TO 1 STEP -1
24230 FOR J=I+1 TO N
24240 P(I)=P(I)-K(I,J)*P(J)
24250 NEXT J
24260 NEXT I
24270 PRINT
24280 PRINT "DESLOCAMENTOS NODAIS":PRINT
24290 PRINT "PONTO"
24300 FOR J=1 TO ND STEP 1
24310 PRINT "D";J,
24320 NEXT J
24330 PRINT
24340 FOR I=1 TO NP
24350 PRINT I,
24360 FOR J=1 TO ND
24370 PRINT P(ID(I,J)),
24380 NEXT J
24390 PRINT
24400 NEXT I
24410 RETURN
24420 REM
26000 REM CALCULO DOS ESFORCOS FINAIS NAS BARRAS
26010 REM
26020 PRINT:PRINT " barra";
26030 FOR I=1 TO NL
26040 PRINT " esf";I;
26050 NEXT I
26060 PRINT
26070 FOR I=1 TO NB STEP 1
26080 PRINT USING "########";I;
26090 FOR II=1 TO ND STEP 1
26100 IP(II)=ID(NI(I),II)
26110 IP(II+ND)=ID(NF(I),II)
26120 NEXT II
26130 FOR II=1 TO NL STEP 1

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CÁLCULO MATRICIAL DE ESTRUTURAS

26140 DP(II)=P(IP(II))
26150 NEXT II
26160 GOSUB 20590
26170 FOR II=1 TO NL STEP 1
26180 S=0
26190 FOR JJ=1 TO NL STEP 1
26200 S=S+T(II,JJ)*DP(JJ)
26210 NEXT JJ
26220 DB(II)=S
26230 NEXT II
26240 GOSUB 20390
26250 FOR II=1 TO NL STEP 1
26260 S=P1(I,II)
26270 FOR JJ=1 TO NL STEP 1
26280 S=S+KB(II,JJ)*DB(JJ)
26290 NEXT JJ
26300 PB(II)=S
26310 PRINT USING "#####.####";PB(II),
26320 NEXT II:PRINT
26330 NEXT I
26340 RETURN
26350 REM

--------------------------------------------------------------------------------

28000 REM calculo das reacoes de apoio


28010 REM
28020 PRINT:PRINT "reacoes de apoio":PRINT
28030 FOR I=N+1 TO ND*NP STEP 1
28040 S=P0(I)
28050 FOR J=1 TO ND*NP STEP 1
28060 S=S+K(I,J)*P(J)
28070 NEXT J
28080 PRINT "dir =";I;" reacao = ";S
28090 NEXT I
28100 PRINT
28110 RETURN
28120 REM

--------------------------------------------------------------------------------

29000 REM calculo das reacoes nas molas


29010 REM
29020 IF SE=0 THEN 29090
29030 PRINT:PRINT "reacoes nas molas":PRINT
29040 FOR I=1 TO SE STEP 1
29050 R=-KE(I)*P(DE(I))
29060 PRINT "dir(";I;") = ";DE(I);" reacao(";I;") = ";R
29070 NEXT I
29080 PRINT
29090 RETURN
29100 REM

--------------------------------------------------------------------------------

5.4 – Exemplo da Fig. 5.1

CÁLCULO DE PÓRTICO PLANO

Programa didático para o curso “ANÁLISE MATRICIAL DE ESTRUTURAS “


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Hideki Ishitani
CÁLCULO MATRICIAL DE ESTRUTURAS

NP ( No de pontos ) = ? 4

X(1) = ? 0
Y(1) = ? 0

X(2) = ? 0
Y ( 2 ) = ? 10

X ( 3 ) = ? 10
Y ( 3 ) = ? 10

X ( 4 ) = ? 10
Y(4) = ? 0

NB ( N0 de barras ) = ? 3

NI ( 1 ) = ? 1
NF ( 1 ) = ? 2

NI ( 2 ) = ? 2
NF ( 2 ) = ? 3

NI ( 3 ) = ? 3
NF ( 3 ) = ? 4

Barra 1 10 90
Barra 2 10 0
Barra 3 10 -90

E = ? 1000

A(1) = ? 1
J (1) = ? 2

A(2) = ? 1
J (2) = ? 2

A(3) = ? 1
J (3) = ? 2

( N0 de incógnitas ) = ? 7

ID ( 1, 1 ) = ? 8
ID ( 1, 2 ) = ? 9
ID ( 1, 3 ) = ? 10

Página 85 UNIVERSIDADE SANTA CECÍLIA


CÁLCULO MATRICIAL DE ESTRUTURAS

ID ( 2, 1 ) = ? 1
ID ( 2, 2 ) = ? 2
ID ( 2, 3 ) = ? 3

ID ( 3, 1 ) = ? 4
ID ( 3, 2 ) = ? 5
ID ( 3, 3 ) = ? 6

ID ( 4, 1 ) = ? 11
ID ( 4, 2 ) = ? 12
ID ( 4, 3 ) = ? 7

Barra 1

Cálculo da KB
Cálculo da T
Cálculo da KP
Somando na k

Barra 2

Cálculo da KB
Cálculo da T
Cálculo da KP
Somando na K

Barra 3

Cálculo da KB
Cálculo da T
Cálculo da KP
Somando na K

NO ( N0 do ponto carregado ) ? 2

P ( 1 ) = ? 10
P ( 1 ) = ? 10
P ( 3 ) = ? 10

NO ( N0 do ponto carregado ) ? 1

P (1) = ? 0
P (2) = ? 0
P ( 3 ) = ? 0.5

NO ( N0 de ponto carregado ) ? 4

P (1) = ? 1
P (2) = ? 0
P (3) = ? 0

Página 86 UNIVERSIDADE SANTA CECÍLIA


CÁLCULO MATRICIAL DE ESTRUTURAS

NO ( N0 de ponto carregado ) ? 0

No. De molas = ? 0
Cargas nas barras
Barra carregada : ? 2
Tipo : 1- carga concentrada
2- carga distribuída
3- fim

escolha a opção ( 1 ou 2 ) : ? 1
carga concentrada
a = ? 4
Q = ? -10

Tipo : 1- carga concentrada


2- carga distribuída
3- fim
escolha a opção ( 1 ou 2 ) : ? 2

carga distribuída
a = ? 0
c = ? 10
q = ? -4

tipo: 1- carga concentrada


2- carga distribuída
3- fim

escolha a opção ( 1 ou 2 ) : ? 3

barra carregada : ? 3

tipo : 1- carga concentrada


2- carga distribuída
3- fim

escolha a opção ( 1 ou 2 ) : ? 1

carga concentrada

a = ? 5
Q = ? 10

tipo : 1- carga concentrada


2- carga distribuída
3- fim
escolha a opção ( 1 ou 2 ) : ? 3
barra carregada : ? 0

Deslocamentos Nodais

Página 87 UNIVERSIDADE SANTA CECÍLIA


CÁLCULO MATRICIAL DE ESTRUTURAS

PONTO D1 D2 D3
1 0 0 .5
2  1.21729  0.236387  0.0938425
3  1.12205  0.163614 0.168054
4 1 0 0.218655

barra esf 1 esf 2 esf 3 esf 4 esf 5 esf 6


1 23.6388 19.5240 216.3890  23.6388  19.5240  21.1483
2  9.5240 33.6389 31.1482 9.5240 16.3611 45.2403
3 16.3611  9,5240  45.2403  16.3611  0.4760  0.0000

reações de apoio

dir. = 8 reação = -19.524


dir. = 9 reação = 23.6389
dir. = 10 reação = 216.389
dir. = 11 reação = -0.475996
dir. = 12 reação = 16.3611

5.5 – Consideração sobre a ligação das barras aos nós do pórtico

Quando a barra se ligar aos nós, através de articulação, a matriz k deverá ser
alterada, conservando-se a T ( rotação ). Para a barra articulada na extremidade inicial
têm-se :
k =
 EA EA 
 0 0  0 0 
l l
2 3 EJ
5
3EJ 3EJ 
 3
3 6
04 0  3 
 l l l2 
 0 0 0 0 
 NI 1 NF EA 
 0 0 
l
 3EJ 3EJ 
  2 
 l3 l 
( simétrico) 3EJ 
 l 

Para a barra articulada na extremidade final têm-se

Página 88 UNIVERSIDADE SANTA CECÍLIA


CÁLCULO MATRICIAL DE ESTRUTURAS

k =
 EA EA 
 0 0  0 0
2l 5 l
 3EJ 
63EJ 4 3EJ
3
 0  0
 l3 l2
l3 
 3EJNF 3EJ
NI 1 0  2 0
 l l 
 EA 
 0 0
 l 
 3EJ
0
 l3 
( simétrico) 0

6) Resolução de Grelhas pelo processo dos deslocamentos

10 tf

10 tf.m y
z
10 tf.m

2
1
2
1 4 tf/m

x
Fig. 6.1

A Fig.6.1 apresenta uma grelha constituída de 4 nós, 3 barras, sujeita a cargas nodais
no ponto 2 e, a carga distribuída na barra 2.
De maneira geral, o nó de grelha pode apresentar três componentes de
deslocamento sendo duas rotações ( segundo x e y ) e uma translação ( segundo z ).
A Fig. 6.2 indica as componentes de deslocamento para a estrutura da Fig.6.1.

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CÁLCULO MATRICIAL DE ESTRUTURAS

z 3 y
2

9 1

8
6
7 5

12
4
11

10

x Fig. 6.2

6.1 – A barra de grelha ( plana )

6.1.1. – A barra de grelha no SLR

// z  z

y
// y

1 NI 5

NF
2 4

3 x

// x
Fig. 6.3

A Fig. 6.3 mostra o SLR em relação ao SGR para uma barra genérica.
As matrizes associadas à barra de grelha são semelhantes às, da barra de pórtico plano
tendo, também, seis componentes. ( item 5.1.1 ). Os termos da matriz de rigidez k são
obtidos a partir dos deslocamentos impostos individualmente de maneira análoga ao que
foi feito no item 5.1.1.

Página 90 UNIVERSIDADE SANTA CECÍLIA


CÁLCULO MATRICIAL DE ESTRUTURAS

a) efeito de d1 (Fig. 6. 4 )

k 31 d 1

d1
k 11 d 1 z

NI
k 21 d 1 y

k 61 d 1

G. J t
k 11  k 41  k 41 d 1
 k 51 d 1 NF

( os demais termos são nulos )


x

Fig. 6.4

b) efeito de d 2 ( Fig. 6.5 )

d2

k 12 d 2
z

NI

k 22 d 2
y
k 62 d 2

k 32 d 2

NF
k 12  k 42  0
k 42 d 2
4 .E . J 2 .E . J k 52 d 2
k 22  ; k 52 
 
6.E.J x
k 32   k 62  
2 Fig. 6.5

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CÁLCULO MATRICIAL DE ESTRUTURAS

c) efeito de d 3 ( Fig. 6.6 )

d3

k 13 d 3
z

NI

k 23 d 3
y
k 63 d 3

k 33 d 3

NF
k 13  k 43  0
k 43 d 3
12.E.J k 53 d 3
k 33   k 63 
3
6 .E . J x
k 23   k 53  
2 Fig. 6.6

d) efeito de d 4

Este efeito é análogo ao de d1 , resultando :

GJ t
k 44   k14 

( os demais termos são nulos )

e) efeito de d 5

Este efeito é análogo ao de d 2 , resultando :

4 EJ 2 EJ
k 55  ; k 25 
 
6 EJ
k 65   k 35 
2
k15  k 45  0

f) efeito de d 6

Este efeito é análogo ao de d 3 , resultando :

Página 92 UNIVERSIDADE SANTA CECÍLIA


CÁLCULO MATRICIAL DE ESTRUTURAS

12 EJ
k 66   k 36 
3
6 EJ
k 26  k 56 
2
k16  k 46  0

portanto, tem-se:

 GJt GJt 
 0 0  0 0 
 
 4 EJ 6 EJ 2 EJ 6 EJ 
  0 
  2  2 
 12EJ 6 EJ 12EJ
K =
 0  2  3 
~ 3  
 GJt 
 0 0 
  
( simétrico) 4 EJ 6 EJ 
  2 
 12 EJ 
 
 3 

( 6.1 )

A expressão ( 4.37 ) continua válida, isto é :

P  PO  K  d

6.1.3 – Barra de grelha no SGR

A figura 6.7 apresenta as seis componentes de deslocamentos e esforços no SGR


( 1, 2, ..., 6 ) e no SLR ( 1 , 2, ... , 6 ). Comparando-se as Fig. 6.7 e 5.10 nota-se que
as matrizes de rotação são idênticas, valendo a definição dada em ( 5.2).

x
y // y 5 5
6
6
4
2 3
2
3 4
1

1 // x Fig. 6.7

Página 93 UNIVERSIDADE SANTA CECÍLIA


CÁLCULO MATRICIAL DE ESTRUTURAS

Continuam válidas as expressões ( 4.9 ), ( 4.10 ), ( 4.11 ), ( 4.12 ), ( 4.13 ) e ( 4.38 ).


6.2 – Equação Geral

Cabem aqui os mesmos comentários do item 5.2.


Em relação ao programa de cálculo de pórtico plano devemos efetuar as seguintes
adaptações :
a) redefinir k conforme a expressão ( 6.1 ) ;
b) redefinir T conforme a expressão ( 5.2 )
c) Adaptar o efeito das cargas nas barras aos novos significados das 6 componentes
de esforços associados à barra de grelha.

7 – Resolução de Treliça Espacial pelo processo dos deslocamentos

Considere-se a treliça espacial da Fig. 7.1. De maneira geral, cada nó pode


apresentar três componentes de deslocamentos ( 3 translações ).

z 5
10 tf

9
7
6 8

1 2

2 5 3

3 4

y
x 4
Fig. 7.1

Paralelas à x, y e z .

7.1 – A barra de Treliça Espacial

7.1.1 – A barra no SLR

Página 94 UNIVERSIDADE SANTA CECÍLIA


CÁLCULO MATRICIAL DE ESTRUTURAS

2 5

1 4 x

(,A)
3 6

z Fig. 7.2

A matriz rigidez k é dada por

 EA EA 
 0 0  0 0
 
 0 0 0 0 0
 
 0 0 0 0
K 
 EA  ( 7.1 )
 0 0
  
 ( simétrico) 0 0
 0

também :

p  k . d

7.1.2 – A barra no SGR

// z

z 6
x
3 4
1

x y 4 5
1 2

// y
// x
Fig. 7.3

Página 95 UNIVERSIDADE SANTA CECÍLIA


CÁLCULO MATRICIAL DE ESTRUTURAS

Podemos escrever :

d 1 = cos x . d1 + cosy . d2 + cosz . d3

d 2 , d 3 , d 5 e d 6 não apresentam interesse

d 4 = cos x . d4 + cosy . d5 + cosz d6

colocando-se :

Cx = cosx
Cy = cosy
Cz = cosz

Tem-se:

d1   cx cy cz 0 0 0  d1 
  T  d 
d 2   21     T26   2
d 3  T31     T36  d3 
  =   .   ( 7.2 )
d 4  0 0 0 cx cy cz  d 4 
d 5  T51     T56  d5 
     
d 6  T61     T61   d 6 

ou

d  T .d

Os termos T2i , T3i, T5i , T 6i , não apresentam interesse e podemos imaginá-los iguais
a zero.
O programa desenvolvido para a resolução de treliças planas pode ser facilmente
adaptado ao cálculo de treliças espaciais. Para isso bastará a redefinição de k eT

conforme as equações ( 7.1 ) e ( 7.2 ). Notar , também,


y’ que ND = 3 ( grau de liberdade
// y
nodal ) . 
y
2 6 x
1 NF

4 8) Resolução de pórtico espacial pelo processo dos deslocamentos .


 y 7 a 12
3 5 ( 7 a 12 )
2 6
A cada nó de
4 pórtico espacial correspondem, de maneira geral, seis componentes
1 x
de deslocamentos
NI ( 3 translações e 3 rotações segundo os eixos x, y e z ) .
z
3
À uma barra de pórtico
5 espacial ficam associadas 12 componentes de desloca-

mentos e esforços. A figura 8.1
z
apresenta essas componentes . // x

// z
Página 96 UNIVERSIDADE SANTA CECÍLIA

Fig. 8.1
CÁLCULO MATRICIAL DE ESTRUTURAS

A matriz de rigidez k é obtida através da expressão ( 5.1 ), relativa a pórtico plano,


considerada nos planos x y e x z .

Página 97 UNIVERSIDADE SANTA CECÍLIA


CÁLCULO MATRICIAL DE ESTRUTURAS

k=
~

 EA EA
 0 0 0 0 0  0 0 0 0
 
 12 EJ z 6 EJ z 12 EJ z 6
 3
0 0 0 2
0  3
0 0 0
   
 12 EJ y 6 EJ y 12 EJ y 6 EJ y
 3
0  2
0 0 0  3
0
    2
 GJt GJt
0 0 0 0 0  0
  
 4 EJ y 6 EJ y 2 EJ y
 0 0 0 2
0
   
 4 EJ z 6 EJ z
0 0 0 0
  2
 EA
 0 0 0 0
 
 12 EJ z
0 0 0 
 3
 12 EJ y 6 EJ y
 ( simétrico) 3
0
  2
 GJt
0
 
 4 EJ y

 


onde: A = área da seção transversal
JY = momento de inércia da seção em relação a y

Jz = momento de inércia da seção em relação a z

Página 98 UNIVERSIDADE SANTA CECÍLIA


CÁLCULO MATRICIAL DE ESTRUTURAS

J t = momento de inércia da seção em relação a torção


 = comprimento da barra
E = mod. Da elasticidade
G = mod. De elasticidade transversal
A matriz de rotação ( T ) é dada por

t 0 0 0
0 t 0 0
T = 0 (12 x 12 ) - - - ( 8.2 )
0 t 0
0 0 0 t
 
Onde,

 
 Cx Cy Cz 
 
 
 
  C .C . cos   C . sen  C x . sen   C y .C z . cos  
 
C x2  C z2 . cos  ( 8.3 )
x y z

 C x2  C z2 C x2  C z2 
 
 
 
t=  C x .C y . sen   C z . cos  C y .C z . sen   C x . cos  
~   C x2  C z2 . sen  
 C x2  C z2 C x2  C z2 

e:
Cx = Cos x
Cy = Cos y
Cz = Cos z
A matriz t será definida a seguir .
~
Considere-se a Fig. 8.2. onde, ( x , y e z ) são o SLR e ( x, y e z ) são o SGR;
 x , y e  z são os ângulos entre x e cada um dos eixos do SGR ;

 é o ângulo definido pela construção geométrica seguinte :

yy // y pelo ponto NF zz ( xx, yy )


y ’ é a interseção do plano ( x , yy ) e z ‘ // zz
com a seção// ytransversal da barra y’ yy

   ( y, y' ) y

NF
x

y z’ z

NI x C
// x
z

zz
Página 99 B A UNIVERSIDADE SANTA CECÍLIA

// z xx
Fig. 8.2
CÁLCULO MATRICIAL DE ESTRUTURAS

Vamos considerar o deslocamento de translação do ponto NF. As suas compo-


nentes no SLR são d 7 , d8 e d 9 e, no SGR, d7, d8 e d9 ( Fig.8.3 ). Devemos Ter :

d7 d7

d8  t d8

d9 ~
d9

y
// y d8
d8

d7 x
NF

d7

d9

NI z d9
// x

// z Fig. 8.3

A determinação de ~t será feita em três etapas :


a) Com base na Fig. 8.2 efetuaremos, inicialmente, a rotação a partir de ( x , y ' , z ' ) para o
SLR ( x , y , z ) . Da Fig. 8.4 obtemos :

y
y’

d8
d’8
z’
d’9

NF Rotação do sistema de referência
z d9 em torno de x ()
Página 100 UNIVERSIDADE SANTA CECÍLIA

Fig. 8.4
CÁLCULO MATRICIAL DE ESTRUTURAS

d 7  d '7


d 8  cos  .d '8  sen  .d ' 9

d   sen  .d '8  cos  .d ' 9
 9

ou

d7 1 0 0 d '7 d '7

d8  0 cos  sen  . d '8  t1 d '8 ( 8.4 )


d9 0  sen  cos  d '9 d '9
~

onde,

1 0 0

t1  0 cos  sen  ( 8.5. )


0  sen  cos 

b) Consideremos agora a notação de ( xx, yy, z ’ ) para ( x , y ' , z ' ) , Fig. 8. 5.

// yy y’

d8’’
d8’ x
d7’

 d7’’
zz NF
1
xx
Fig. 8.5

Resulta:

d 7 '  cos  1 .d 7 ' ' sen  1 .d 8 ' '




d 8 '   sen  1 .d 7 ' ' cos  1 .d 8 ' '

d '  d9 ' '
 9

por outro lado, da Fig. 8.2 tem-se :

Página 101 UNIVERSIDADE SANTA CECÍLIA


CÁLCULO MATRICIAL DE ESTRUTURAS

BA = l cosx = l . Cx = ( NI – C )
( A . NF ) = l cosy = l . Cy
( NI . B ) = l cosz = l . Cz

 ( NI . A ) = l Cx  Cz
2 2

como cos2x + cos2y - cos2z = 1

ou, Cx2 + Cy2 + Cz2 = 1,

Tem-se,

( NI . A) 2 2
cos  1   Cx  Cz
l

e sen  1  1  cos 2  1  Cy

logo,

d7 ' d7 ''

d8 '  t2 . d8 '' ( 8.6 )


d9 ' d9 ''
~
onde,

2
C 2 x  Cz Cy 0

t2   Cy
2
Cx  Cz
2
0 ( 8.7 )

~ 0 0 1

c) Consideremos, finalmente, a rotação de ( x, y, z ) para ( xx, yy, z’), Fig. 8. 6.

// z z’

d9
d9’’ xx
d7’’
. C x2  C z2
A d7
2
NI C // x
 . Cx

Fig. 8.6

Página 102 UNIVERSIDADE SANTA CECÍLIA


CÁLCULO MATRICIAL DE ESTRUTURAS

Podemos escrever :

d7 ' '  cos  2 .d 7  sen  2 .d 9

d8 ' '  d8

d9 ' '   sen 2.d 7  cos  2 .d 9

como,

Cx Cz
cos  2  e sen  2 
2 2 2 2
Cx  Cz Cx  Cz

resulta

d7 '' d7

d8 ' '  t3 d8 ( 8.9 )


d9 '' d9
~
com,

Cx Cz
0
2 2 2 2
Cx  Cz Cx  Cz
t3  0 1 0 ( 8.9 )
~
Cz Cx
 0
2 2 2 2
Cx  Cz Cx  Cz

Das expressões ( 8.8 ), ( 8.6 ) e ( 8.4 ) obtemos :


d7 d7 d7

d8  t1 . t 2 . t 3 d8  t d8

d9 d9 d9 ( 8.10 )
~ ~ ~ ~
isto é : t  t1 . t 2 . t 3

9. Comportamento~não linear em~estruturas


~ ~

De maneira geral, podemos identificar, na resposta não linear das estruturas, duas
parcelas bem distintas:

Página 103 UNIVERSIDADE SANTA CECÍLIA


CÁLCULO MATRICIAL DE ESTRUTURAS

- Não lineares dadas geométricas


Resultam quando levamos em conta os efeitos de 2 a ordem. Neste caso as equações
de equilíbrio não verificadas na configuração dependem de estruturas e deve ser
compactada, em princípio, quando a estrutura é bastante flexível ( ou esbelta ) e as
forças normais nas barras são significativas ;
Na realidade, o que interina são os dados relativos do efeito de uma ordem face ao
total ;
Na Fig. 9.1, tem-se no apoio :
M1 = H . l = momento de 1a ordem
M2 = P . a = momento de 2a ordem
M = M1 + M2 = momento total
A parcela de 2a ordem M2 depende de ( força normal ) e do deslocamento a ( função
de Flexibilidade e da esbeltez da estrutura calculada ) .
a

H y
y
x H .x P . (a – y)

H. P.a

( Diagrama M1 ) ( Diagrama M2 )

x
Fig. 9.1

- Não linearidade física


Quando as equações de comportamento dos materiais ( relação : tensão x deformação )
são de natureza não linear.
Por exemplo, para o aço e para o concreto podemos ter os diagramas ( x  ) esque-
matizado na Fig. 9.2.

s c

Aço Concreto

Página 104 UNIVERSIDADE SANTA CECÍLIA


s c

Fig. 9.2
CÁLCULO MATRICIAL DE ESTRUTURAS

Na realidade, essas reações são não lineares ; ocorre que para os casos usuais de
pequenas deformações, (  ) a relação  /  é praticamente constante (linearidade física),
para uma solicitação simplificada do material devemos considerar o caráter não linear
dessas relações.
O comportamento não linear das estruturas contém em geral o efeito das duas não
linearidades ( geométrica e física ) ; contudo, nos casos usuais pode prevalecer um efeito
sobre o outro em função de peculiaridades próprias . Por exemplo, em estudos de
flambagem, pode-se, em primeira aproximação, despreza a não linearidade física.
9.1. A não linearidade geométrica no cálculo de estruturas

Nos casos usuais onde os deslocamentos da estrutura tem amplitude moderada


pode-se considerar a não linearidade geométrica, de maneira aproximada, através do
efeito da força normal sobre os coeficientes de rigidez das barras.

a) Influência da força normal nos coeficientes de rigidez.

Considere-se a Fig. 9.3. onde a barra está sujeita à força normal de compressão.

y
p5
p6 d6

N
d5
x

Fig. 9.3

O momento fletor na abscissa x é dado por

M  p6  p5 ( f  x )  N (d 5  y ) ( 9.1 )

Página 105 UNIVERSIDADE SANTA CECÍLIA


CÁLCULO MATRICIAL DE ESTRUTURAS

e a equação da linha elástica será :

d2y M
 ( 9.2 )
dx 2 EJ

N
substituindo na expressão ( 9.2 ) a ( 9.1 ) e introduzindo  
2

EJ

obtém-se, após a integração

p6  p5 .l p
y  1 sen 5 x   2 cos 5 x   d 5  5 .x
N N
( 9.3 )
d y p
e, portanto  5 .C1 cos 5 .x  5C2 sen 5 .x  5
dx N

Impondo-se as condições de contorno :


dy
y  0 e  0 para x  0
dx
dy
y  d5 e  d6 para x  
dx
e com   5 .

tem-se
 (sen   n cos ) p5  5 (1  cos ) p6  5 N cosd 5

 ( 9.4 )

(cos   sen   1) p5  5 sen p6  N ( d 6  5 sen d 5 )

Em ( 9.4 ) fazendo d 5  1 e d 6  0 tem-se :


12 EJ 6 EJ
 66  3
.s1 e  65   .s2   56
l l2
onde
 3 sen  2 (1  cos )
s1  e s2 
12c 6c

com c  2   sen   2 cos


Analogamente tem-se :
4 EJ n(sen    cos )
k 66  .s3 com s3 
 4 c

e, também :
2 EJ
k36  .s4  k63
l
 (  sen  )
onde s4 
2c

Página 106 UNIVERSIDADE SANTA CECÍLIA


CÁLCULO MATRICIAL DE ESTRUTURAS

finalmente, desprezando-se o encurtamento das barras devido a flexão, tem-se :

 EA EA 
 0 0  0 0 
 
 c c c c 
 12 EJ z .s1 6 EJ z .s 2 12 EJ z .s1 6 EJ z .s 2 
0 
 3 l2 3 2 
 4 EJ z .s3
c
6 EJ z .s 2
c
2 EJ z .s 4 
c

~  0  
k    2   (9.5)
 EA 
 0 0 

 c c
( simétrica) 12 EJ z .s1 6 EJ z .s 2 

 3 2 
 4 EJ z .s3 
c

 
  
A expressão ( 9.5 ) diferencia-se da ( 5.1 ) pelas funções s 1,s2,s3 e s4 ditas funções de es-
tabilidade .
Quando a barra for tracionada devemos introduzir a força normal com o valor nega-
tivo, isto é :
N N
 t   t.   .  . .  1   . i ( 9.6 )
EJ EJ

onde i   1
Lembrando que
sen t  sen(i )  i senh 

cos t  cos(i )  cosh  ( 9.7 )


resulta

t  2  2 cosh    senh 

t
3
t senh  
s 
1 
12t 
t  (cosh   1) 
2
s2  
6t
 ( 9.8 )
t  ( cosh   senh  ) 
s3 
4t 
t  (senh    ) 
s4  
4t 
A Fig. 9.4 mostra as curvas das funções de estabilidade com N .

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CÁLCULO MATRICIAL DE ESTRUTURAS

  2 .E.J 
 N E  
 2 

Fig. 9.4

b) Cálculo não linear aproximado

Conforme foi visto no item anterior, a matriz de rigidez pode-se posto em função da
força atuante na barra.
Um cálculo aproximado de Segunda ordem pode ser imaginado do seguinte modo :
b.1 ) Determina-se K ( matriz de rigidez da estrutura, com n=0 em todas as barras; com
~
isso resultam os deslocamentos D e as forças normais em todas as barras .
~
b.2) Com as forças normais do item b.1. determina-se K ( agora função das forças
~
normais nas barras ) e também, novos alorg de D e de forças normais .
~
b.3) Repete-se o item b.2 até que, em alterações consecutivas, as respostas aprestem
variações desprezível, quando então teremos a notação não-linear desejada .
Exemplo:

TESTE – NÃO LINEAR – GEOMÉTRICO

N (No. de equações) = 6
E (módulo de elasticidade) = 10000
NELEM (No. de elmentos) = 2

ELEM. 1
L=10 A=1 J=.1 ALFA=90
M1=0 M2=0 M3=0 M4=1 M5=2 M6=3

ELEM. 2
L=10 A=1 J=.1 ALFA=90
M1=1 M2=2 M3=3 M4=4 M5=5 M6=6

INTERAÇÃO = 1

Página 108 UNIVERSIDADE SANTA CECÍLIA


CÁLCULO MATRICIAL DE ESTRUTURAS

NB (No. da barra carregada) = 1


Q01,...Q06 – :
0 0 0 0 0
NB (No. da barra carregada) = 2
Q01,...Q06 – :
0 0 0 0 0
DIR (Dir. carregada) = 1
P (1) = 1
DIR (Dir. carregada) = 2
P (2) = – 3
DIR (Dir. carregada) = 4
P (4) = 1
DIR (Dir. carregada) = 5
P (5) = – 3
DESL (1) = 1.16666
DESL (2) = –5.99999E–03
DESL (3) = –0.19999
DESL (4) = 3.49999
DESL (5) = –8.99999E–03
DESL (6) = –0.24999 5
DESL (1) = 2.66904 3,0 6
DESL (2) = –5.99999E–03
1,0 4
DESL (3) = –0.47318
2
DESL (4) = 8.31739 10,0 3,0 3
DESL (5) = –8.99999E–03
DESL (6) = –0.61136 1,0 1
DESL (1) = 2.66904 10,0
DESL (2) = –5.99999E–03
DESL (3) = –0.47318
DESL (4) = 8.31739
DESL (5) = –8.99999E–03 E = 10000
DESL (6) = –0.61136 A = 1.0
J = 0.1
DESLOCAMENTOS ACUMULADOS

DESL (1) = 2.66904


DESL (2) = –5.99999E–03
DESL (3) = –0.47318
DESL (4) = 8.31739
DESL (5) = –8.99999E–03
DESL (6) = –0.61136

ESFORÇOS ACUMULADOS

BARRA = 1
QAC (1) = 5.99999
QAC (2) = 1.99999
QAC (3) = 62.959
QAC (4) = –5.99999
QAC (5) = –1.99999
QAC (6) =–26.9449

Página 109 UNIVERSIDADE SANTA CECÍLIA


CÁLCULO MATRICIAL DE ESTRUTURAS

BARRA = 2
QAC (1) = 3
QAC (2) = 0.999996
QAC (3) = 26.945
QAC (4) = –3
QAC (5) = –0.999996
QAC (6) = 1.97887E–05

INTERAÇÃO = 2

C) Cálculo de flambagem

O carregamento cúbico correspondente a flambagem no regime elástico pode ser


obtido pela aplicação do timbrio da rigidez total.
Considere-se o pórtico sujeito a um carregamento P ( no caso p1 e p2 ), Fig. 9.5.

P1 P2

1 2

3 4

x
Fig. 9.5
Vamos calcular a rigidez total do pórtico para um deslocamento ( perturbação ) escolhido
( por exemplo , - deslocamento segundo os do nó 2 ). Para isso aplicaremos um esforço
unitário ( f=1 ) segundo a direção e sentido de deslocamento escolhido e determinaremos
o deslocamento correspondente dp ( pg 9.6 )

P1 P2

F=1

F

Fig. 9.6

O inverso de  f é a rigidez total de pórtico ( KT ) na direção escolhida .

F 
1 F K- = 1/F

Página 110 UNIVERSIDADE SANTA CECÍLIA


CÁLCULO MATRICIAL DE ESTRUTURAS

kT 1

Aplicaremos, agora, o carregamento proporcional P; como KT é função das abscissas)


Temos KT (  ). Aumentando-se  poderemos obter a condição KT ( fl ) = 0 , isto é, a
condição de flambagem do pórtico ( F   ).
Nos casos usuais, as funções de estabilidade são aproximadamente lineares ( Fig. 9.4 )
Portanto podemos estimar fl a partir de dois valores K T1 e KT2 correspondentes a 1 e 2.
A fig. 9.7. ilustra este procedimento.
KT
Aproximadamente
KT1 linear

KT2

1 2 fl
Fig. 9.7
TESTE – CARGA DE FLAMBAGEM P/ CRIT. DA G. TOTAL

N (No. de equações) = 6
E (módulo de elasticidade) = 10000
NELEM (No. de elmentos) = 2

ELEM. 1
L=10 A=1 J=.1 ALFA=90
M1=0 M2=0 M3=0 M4=1 M5=2 M6=3

ELEM. 2
L=10 A=1 J=.1 ALFA=90
M1=1 M2=2 M3=3 M4=4 M5=5 M6=6

INTERAÇÃO = 1
NB (No. da barra carregada) = 1
Q01,...Q06 – :
0 0 0 0 0
NB (No. da barra carregada) = 2
Q01,...Q06 – :
0 0 0 0 0
DIR (Dir. carregada) = 5
P (4) = – 1
DIR (Dir. carregada) = 4
P (5) = 1
DESL (1) = 0.833331
DESL (2) = –9.99998E–04 E = 10000
DESL (3) = –0.15 A = 1.0
DESL (4) = 2.66666 (para P = 0) J = 0.1
DESL (5) = –0.002
DESL (6) = –0.2 D5 1,0
DESL (1) = 0.983308 D6
DESL (2) = –9.99998E–04 1,0 1,0
D4
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DESL (3) = –0.178326


DESL (4) = 3.17571 D2
2,66666 3,17571
DESL (5) = –0.002
DESL (6) = –0.2398 D1
DESL (1) = 0.983308 D3
DESL (2) = –9.99998E–04
DESL (3) = –0.178326
DESL (4) = 3.17571 (para P = 1)
DESL (5) = –0.002
DESL (6) = –0.2398
1
 K T  N 0   0,375
DESLOCAMENTOS ACUMULADOS 2,66666

1
DESL (1) = 0.983308  K T  N 1   0,315
3,17571
DESL (2) = –9.99998E–04
DESL (3) = –0.178326
DESL (4) = 3.17571
DESL (5) = –0.002
DESL (6) = –0.2398
TESTE – CARGA DE FLAMBAGEM

N (No. de equações) = 6
E (módulo de elasticidade) = 10000
NELEM (No. de elmentos) = 2

ELEM. 1
L=10 A=1 J=.1 ALFA=90
M1=0 M2=0 M3=0 M4=1 M5=2 M6=3

ELEM. 2
L=10 A=1 J=.1 ALFA=90
M1=1 M2=2 M3=3 M4=4 M5=5 M6=6

INTERAÇÃO = 1
NB (No. da barra carregada) = 1
Q01,...Q06 – :
0 0 0 0 0
NB (No. da barra carregada) = 2
Q01,...Q06 – :
0 0 0 0 0
DIR (Dir. carregada) = 5
P (4) = – 6
DIR (Dir. carregada) = 4
P (5) = 1
DESL (1) = 0.833331
DESL (2) = –5.99999E–03
DESL (3) = –0.15
DESL (4) = 2.66666
DESL (5) = –0.012
DESL (6) = –0.2
6,0
DESL (1) = 27.7559
DESL (2) = –5.99999E–03 1,0

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DESL (3) = –5.25399


DESL (4) = 94.5664 E = 10000
DESL (5) = –0.012 94,5664 A = 1.0
DESL (6) = –7.41642 J = 0.1
DESL (1) = 27.7559
DESL (2) = –5.99999E–03
DESL (3) = –5.25399
DESL (4) = 94.5664
DESL (5) = –0.012
DESL (6) = –7.41642
1
DESLOCAMENTOS ACUMULADOS
 K T  N 6   0,0106
94,5664

DESL (1) = 27.7559


DESL (2) = –5.99999E–03
DESL (3) = –5.25399
DESL (4) = 94.5664
DESL (5) = –0.012
DESL (6) = –7.41642
KT
 2 .E.J  2 .10000.0,1
Pf,teorica    6,17
0,315
0,4
 2. 2  2.20 2
0,3

0,2

0,1

1 2 3 4 5 6 7 8 P

Pfl  6,17
Fig. 9.8

9.2. A não linearidade física no cálculo de estruturas

Considere-se uma seção transversal de concreto sujeita a um momento fletor M,


( Fig. 9.9. ).

 1

M
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1 2

Fig. 9.9
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1 1   2 M d 2 y
Tem-se :   
 h EJ dx 2

Em material elástico linear EJ= constante ( curva tensão x demarcação linear ) .


Para o concreto e o aço as curvas  x  tem-se o impacto indicado na Fig. 9.10. . Desta
forma, desaparece a prioridade linear entre M e , portanto, ( EJ ) forma-se variável com
M.

c s

Concreto Aço

c s

Fig. 9.10

1   2 1
Entretanto, para cada M, podemos, calcular 
h 

M
1 M
Como  tem-se ( EJ ) = 1 , ou seja , tem-se o valor do produto de rigidez para
 ( EJ )

cada M aplicado a seção.


Através da atual ação sucessiva do produto de rigidez ( EJ ) poderemos estimar o
comportamento não linear da estrutura.

9.3. A não linearidade geral

Podemos corrigir as não linearidades ocorridas e fixadas num único problema não linear
Ocorrido num sistema de concreto armado pode ser verificada pelo índice médio seguinte:

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a ) Divisão do polar no momento ( digamos 4 )

4
3
2
1

b) Calculo dos esforços solicitantes de 1a ordem na seção média dos seguimentos

c) Para M e N , obtidos, calculamos cada segmento da sua curvatura e portanto o( EJ ) é


equivalente .

d) Cálculo dos esforços solicitantes considerando-se o efeito das forças normais e os


(EJ), obtidos em C.

e) Repetir as operações ( c ) e ( d ) até se atingir o efeito final pelas forças invariáveis .

Se o resultado não coincidirem para um valor ( final ) o pilar é instável .

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