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1° ANO - AVF

(2,0 pontos) Texto para a questão:


A escola deve frear a “informalização” do português?
Se você é pai ou mãe de adolescentes, tem irmãos ou sobrinhos nessa faixa
etária, talvez já tenha flagrado alguns deles ouvindo ou cantando a letra de “Vai
malandra”, de Anitta e MC Zaac. E se observou algumas das conversas deles
via redes sociais e aplicativos de mensagem, já deve ter observado expressões
como vlw flws!, blz, crush, ‘pode pá’, ‘tá serto’, ‘thanx’, OMG, LOL.
É inegável que o processo de “informalização” da língua portuguesa, com a
supressão de construções mais rigorosas e sofisticadas em troca da agilidade,
tem se acelerado. E as mudanças são naturais.
“Temos que partir do princípio que as línguas naturais humanas são um
organismo vivo e em constante movimento, sendo reconstruído pelos próprios
falantes”, explica Angela Mari Gusso, doutora em estudos linguísticos e
professora do curso de Letras da PUC-PR. “A língua não é uma estrutura
estática, pronta”, acrescenta.
Mas será que essa simplificação do vocabulário, acompanhada da evolução
natural da língua, não deve ser vista com preocupação pela escola? Apesar de
menos atrativa para boa parte dos jovens, a variante formal do idioma ainda é
cobrada, de forma geral, na academia e no mundo profissional.
(Disponível em: http://www.gazetadopovo.com.br/educacao/a-escola-deve-
frear-ainformalizacao-do-portugues8uzodi85v6u98stv57nfg11tm. (adaptado))

Qual é a concepção de língua assumida pela pesquisadora Ângela Mari e


como essa visão contrasta com o senso comum?

(Enem-2010) (1,0 ponto)


O Chat e sua linguagem virtual
O significado da palavra chat vem do inglês e quer dizer “conversa”. Essa
conversa acontece em tempo real, e, para isso, é necessário que duas ou mais
pessoas estejam conectadas ao mesmo tempo, o que chamamos de
comunicação síncrona. São muitos os sites que oferecem a opção de bate-
papo na internet, basta escolher a sala que deseja “entrar”, identificar-se e
iniciar a conversa. Geralmente, as salas são divididas por assuntos, como
educação, cinema, esporte, música, sexo, entre outros. Para entrar, é
necessário escolher um nick, uma espécie de apelido que identificará o
participante durante a conversa. Algumas salas restringem a idade, mas não
existe nenhum controle para verificar se a idade informada é realmente a idade
de quem está acessando, facilitando que crianças e adolescentes acessem
salas com conteúdos inadequados para sua faixa etária.
AMARAL, S. F. INTERNET: NOVOS VALORES E NOVOS
COMPORTAMENTOS. IN: SILVA, E.T. (COORD.). A LEITURA NOS
OCEANOS DA INTERNET. SÃO PAULO: CORTEZ, 2003. (ADAPTADO).
Segundo o texto, o chat proporciona a ocorrência de diálogos instantâneos com
linguagem específica, uma vez que nesses ambientes interativos faz-se uso de
protocolos diferenciados de interação. O chat, nessa perspectiva, cria uma
nova forma de comunicação porque:
a) possibilita que ocorra diálogo sem a exposição da identidade real dos
indivíduos, que podem recorrer a apelidos fictícios sem comprometer o fluxo da
comunicação em tempo real.
b) disponibiliza salas de bate-papo sobre diferentes assuntos com pessoas pré
selecionadas por meio de um sistema de busca monitorado e atualizado por
autoridades no assunto.
c) seleciona previamente conteúdos adequados à faixa etária dos usuários que
serão distribuídos nas faixas de idade organizadas pelo site que disponibiliza a
ferramenta.
d) garante a gravação das conversas, o que possibilita que um diálogo
permaneça aberto, independente da disposição de cada participante.
e) limita a quantidade de participantes conectados nas salas de bate-papo, a
fim de garantir a qualidade e eficiência dos diálogos, evitando mal-entendidos.

(Enem-2012) (1,0 ponto)


O internetês na escola
O internetês — expressão grafolinguística criada na internet pelos
adolescentes na última década — foi, durante algum tempo, um bicho de sete
cabeças para gramáticos e estudiosos da língua. Eles temiam que as
abreviações fonéticas (onde “casa” vira ksa; e “aqui” vira aki) comprometessem
o uso da norma culta do português para além das fronteiras cibernéticas. Mas,
ao que tudo indica, o temido internetês não passa de um simpático bichinho de
uma cabecinha só. Ainda que a maioria dos professores e educadores se
preocupe com ele, a ocorrência do internetês nas provas escolares,
vestibulares e em concursos públicos é insignificante. Essa forma de expressão
parece ainda estar restrita a seu hábitat natural. Aliás, aí está a questão: saber
separar bem a hora em que podemos escrever de qq jto, da hora em que não
podemos escrever de “qualquer jeito”. Mas, e para um adolescente que fica
várias horas “teclando” que nem louco nos instant messengers e chats da vida,
é fácil virar a “chavinha” no cérebro do internetês para o português culto? “Essa
dificuldade será proporcional ao contato que o adolescente tenha com textos
na forma culta, como jornais ou obras literárias.
Dependendo deste contato, ele terá mais facilidade para abrir mão do
internetês” — explica Eduardo de Almeida Navarro, professor livre-docente de
língua tupi e literatura colonial da USP.
RAMPAZZO, F. DISPONÍVEL EM: WWW.REVISTALINGUA.COM.BR.
ACESSO EM: 1º MAR. 2012 (ADAPTADO).

Segundo o texto, a interação virtual favoreceu o surgimento da modalidade


linguística conhecida como internetês. Quanto à influência do internetês no uso
da forma culta da língua, infere-se que:
a) a ocorrência de termos do internetês em situações formais de escrita aponta
a necessidade de a língua ser vista como herança cultural que merece ser bem
cuidada.
b) a dificuldade dos adolescentes para produzirem textos mais complexos é
evidente, sendo consequência da expansão do uso indiscriminado da internet
por esse público.
c) a carência de vocabulário culto na fala de jovens tem sido um alerta quanto
ao uso massivo da internet, principalmente no que concerne a mensagens
instantâneas.
d) a criação de neologismos no campo cibernético é inevitável e restringe a
capacidade de compreensão dos internautas quando precisam lidar com leitura
de textos formais.
e) a alternância de variante linguística é uma habilidade dos usuários da língua
e é acionada pelos jovens de acordo com suas necessidades discursivas.

(1,0 ponto) Leia o texto e responda:

“Os amigos F.V.S., 17 anos, M.J.S., 18 anos, e J.S., 20 anos, moradores de


Bom Jesus, cidade paraibana na divisa com o Ceará, trabalham o dia inteiro
nas roças de milho e feijão. “Não ganhamos salário, é ‘de meia’. Metade da
produção fica para o dono da terra e metade para a gente.” (Folha de São
Paulo, 1° jun. 2002)

Os jovens conversam com o repórter sobre sua relação de trabalho.


Utilizam a expressão “é de meia” e, logo em seguida, explicam o que isso
significa. Ao dar a explicação, eles:

a) alteram o sentido da expressão.


b) consideram que o repórter talvez não conheça aquele modo de falar.
c) dificultam a comunicação com o repórter.
d) desrespeitam a formação profissional do repórter.
(1,0 ponto) Leia o texto e responda:
Gerente – Boa tarde. Em que eu posso ajudá-lo?
Cliente – Estou interessado em financiamento para compra de veículo.
Gerente – Nós dispomos de várias modalidades de crédito. O senhor é nosso
cliente?
Cliente – Sou Júlio César Fontoura, também sou funcionário do banco.
Gerente – Julinho, é você, cara? Aqui é a Helena! Cê tá em Brasília? Pensei
que você inda tivesse na agência de Uberlândia! Passa aqui pra gente
conversar com calma.
(BORTONI-RICARDO, S. M. Educação em língua materna. São Paulo:
Parábola, 2004 (adaptado).

Na representação escrita da conversa telefônica entre a gerente do banco


e o cliente, observa-se que a maneira de falar da gerente foi alterada de
repente devido:

a) à adequação de sua fala à conversa com um amigo, caracterizada pela


informalidade.
b) à iniciativa do cliente em se apresentar como funcionário do banco.
c) ao fato de ambos terem nascido em Uberlândia (Minas Gerais).
d) à intimidade forçada pelo cliente ao fornecer seu nome completo.
e) ao seu interesse profissional em financiar o veículo de Júlio.

(2,0 pontos) A respeito dos sentidos e dos aspectos linguísticos na tirinha


abaixo, as expressões “porcarias”, no segundo quadrinho, e “Não tem
jeito”, no último quadrinho, são típicas da modalidade oral, e seu
emprego é adequado ao nível de formalidade do gênero tirinha?
Justifique.
(1,0ponto) - Considerando a relação entre os usos oral e escrito da língua, tratada no texto,
verifica-se que a escrita

a) modifica as ideias e intenções daqueles que tiveram seus textos registrados por outros.
b) permite, com mais facilidade, a propagação e a permanência de ideias ao longo do tempo.

c) figura como um modo comunicativo superior ao da oralidade.

d) leva as pessoas a desacreditarem nos fatos narrados por meio da oralidade.

e) tem seu surgimento concomitante ao da oralidade.

. (Enem 2010) (1,0 ponto) O Chat e sua linguagem virtual


O significado da palavra chat vem do inglês e quer dizer “conversa”. Essa
conversa acontece em tempo real, e, para isso, é necessário que duas ou mais
pessoas estejam conectadas ao mesmo tempo, o que chamamos de
comunicação síncrona. São muitos os sites que oferecem a opção de bate-
papo na internet, basta escolher a sala que deseja “entrar”, identificar-se e
iniciar a conversa.
Geralmente, as salas são divididas por assuntos, como educação, cinema,
esporte, música, sexo, entre outros. Para entrar, é necessário escolher um
nick, uma espécie de apelido que identificará o participante durante a conversa.
Algumas salas restringem a idade, mas não existe nenhum controle para
verificar se a idade informada é realmente a idade de quem está acessando,
facilitando que crianças e adolescentes acessem salas com conteúdo
inadequados para sua faixa etária.
AMARAL, S. F. Internet: novos valores e novos comportamentos. In: SILVA, E.
T. (Coord.). A leitura nos oceanos da internet. São Paulo: Cortez, 2003.
(adaptado).
Segundo o texto, o chat proporciona a ocorrência de diálogos instantâneos com
linguagem específica, uma vez que nesses ambientes interativos faz-se uso de
protocolos diferenciados de interação. O chat, nessa perspectiva, cria uma
nova forma de comunicação porque
a) Possibilita que ocorra dialogo sem a exposição da identidade real dos
indivíduos, que podem recorrer a apelidos fictícios sem comprometer o fluxo da
comunicação em tempo real.
b) Disponibiliza salas de bate-papo sobre diferentes assuntos com pessoas
prelecionadas por meio de um sistema de busca monitorado e atualizado por
autoridades no assunto.
c) Seleciona previamente conteúdos adequados a faixa etária dos usuários que
serão distribuídos nas faixas de idade organizadas pelo site que disponibiliza a
ferramenta.
d) Garante à gravação das conversas, o que possibilita que um diálogo
permaneça aberto, independente da disposição de cada participante.
e) Limita a quantidade de participantes conectados nas salas de bate-papo, a
fim de garantir a qualidade e eficiência dos diálogos, evitando mal-entendidos.