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UNIVERSIDADE DO ESTADO DE MATO GROSSO –

UNEMAT

DANIEL HENRIQUE E IZAURA CAMARGO

CORTINAS E ESCORAMENTOS

Sinop – MT
Setembro/2020
Sumário
1 DEFINIÇÕES ....................................................................................................... 3
1.1 Cortinas .......................................................................................................... 3
1.2 Escoras ........................................................................................................... 3
2 PRINCIPAIS TIPOS DE CORTINA E ESCORAMENTOS.................................. 3
2.1 Cortina de estaca prancha ................................................................................ 3
2.1.1 Método construtivos ................................................................................. 3
2.1.2 Recomendações de uso ............................................................................. 3
2.1.3 Vantagens e desvantagens ......................................................................... 4
2.2 Cortinas de estacas justapostas ......................................................................... 4
2.2.1 Método construtivo ................................................................................... 4
2.2.2 Recomendações de uso ............................................................................. 5
2.2.3 Vantagens e desvantagens ......................................................................... 5
2.3 Cortinas de estacas secantes ............................................................................. 5
2.3.1 Método construtivo ................................................................................... 5
2.3.2 Recomendações de uso ............................................................................. 6
2.3.3 Vantagens e desvantagens ......................................................................... 6
2.4 Parede diafragma ............................................................................................ 6
2.4.1 Métodos Construtivos ............................................................................... 7
2.4.2 Recomendações de uso ............................................................................. 7
2.4.3 Vantagens e desvantagens ......................................................................... 7
2.5 Cortinas atirantadas......................................................................................... 7
2.5.1 Métodos construtivos ................................................................................ 7
2.5.2 Recomendação de uso............................................................................... 8
2.5.3 Vantagens e desvantagens ......................................................................... 8
2.6 Escoras ........................................................................................................... 8
2.6.1 Escoras Madeira. ...................................................................................... 9
2.6.2 Escoramentos metálicos .......................................................................... 10
2.6.3 Escoramento misto ................................................................................. 11
2.6.4 Escoramento metálico tipo caixa ............................................................. 11
3 Referência Bibliográfica ....................................................................................... 13
1 DEFINIÇÕES
1.1 Cortinas
São elementos estruturais que resistem às pressões laterais devido ao solo e à água.
São flexíveis e tem o preso próprio desprezível em relação as forças atuantes.

1.2 Escoras
São peças estruturais que servem para sustentar e apoiar. Trabalham a compressão.

2 PRINCIPAIS TIPOS DE CORTINA E ESCORAMENTOS


2.1 Cortina de estaca prancha
São cortinas de contenção formadas por perfis justapostos e cravados no solo.
Formando uma superfície de contenção contínua e impermeável e que podem ser aplicadas
de forma provisória ou definitiva. Usado para contenção vertical, em obras de terminais
portuários, passagem de nível em vias e rodovias, contenção em valas de rede de água e
esgoto e para proteção de acessos a túneis. Os materiais mais utilizados para a confecção
de estacas pranchas são: metais, concreto armado e madeira (forma provisória).

2.1.1 Método construtivos


1º Realiza-se primeiramente o reconhecimento das condições geográficas do local
onde será instalada a contenção.
2º Escava-se superficialmente, realizando a regularização do terreno no perímetro
demarcado para a instalação da cortina. São colocadas as guias na cota necessária para a
instalação da cortina de forma nivelada, tanto na vertical quanto na horizontal.
3º Crava-se as estacas-pranchas, levando em consideração aspectos como:
características do solo, restrições da obra e prazos. A cravação pode ser realizada pelos
seguintes métodos: Percussão, vibração, jetting, explosão, furação, penetração estática,
vibro flutuação. A sequência de cravação da estaca-prancha pode ser: Estaca a estaca, por
painéis, alternada, de painéis combinados

2.1.2 Recomendações de uso


Os cuidados na execução são: deve ser mantida a verticalidade no posicionamento
da cortina, deve se observar a ocorrência de nega prematura, deve cuidar para que não
ocorra o desligamento entre as estacas na hora da cravação da cortina.

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Outras recomendações: é recomendado combinar menos peso/m² possível com a
maior largura do perfil para que haja maior produtividade na produção e maior módulo
de elasticidade, a aplicação desse sistema é limitada em solos com rochas duras, blocos de
pedras, que impeçam sua cravação.

2.1.3 Vantagens e desvantagens


Vantagens Desvantagens
• Uso dificultado onde existam
• Custo médio;
interferências;
• Alto reaproveitamento;
• Transporte e içamento dos perfis
• Impermeáveis;
dificultado em áreas urbanas;
• Execução rápida;
• Difícil cravação em solos duros ou
• As contenções podem ser com matacões;
provisórias ou definitivas;
• Cravações causam barulhos e
• Atingem profundidades médias a trepidações;
grandes.
• Flexível.

2.2 Cortinas de estacas justapostas


São cortinas de contenção que são constituídas pela execução no solo antes da
escavação, por estacas de concreto moldas no solo ou pré-moldadas, as quais são
executadas uma ao lado da outra sem encaixes. São utilizadas para fundações de grandes
prédios, como arranha-céus e empreendimentos comerciais.

2.2.1 Método construtivo


Para que as estacas sejam instaladas é necessário que tenha um espaçamento de 30
cm para as estacas escavadas e para a raiz e 40 cm para hélices.
Realiza-se a execução da viga de coroamento para uniformizar os deslocamentos
de contenção. Logo após inicia-se a escavação parcial, sendo necessário, conforme o
avanço dessa etapa é necessário utilizar ancoragens e/ou estrocamentos de metal ou
madeira.
Em seguida é feita a construção de uma viga de ancoragem em metal ou madeira e
realiza-se a concretagem. São feitos furos nos escoramentos que receberão as ancoragens.
Quando a escavação é a céu aberto, as cortinas são feitas com vigas horizontais de
solidarização. Se a ancoragem passiva, é possível o uso de blocos de ancoragem ao invés
de vigas, eles são colocados nos espaçamentos entre as estacas e possuem as ferragens
ancoradas nas estacas.

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Logo em seguida a escavação, tem início a colocação de pilares, fundação, lajes e
vigas. Sendo as lajes responsáveis pelo travamento horizontal da estrutura de contenção.
Para o preenchimento dos vãos, fixasse uma tela metálica nas estacas e utiliza-se a técnica
de concreto projetado.

2.2.2 Recomendações de uso


É necessário instalar um sistema de drenagem, durante a escavação e implantação
do sistema de contenção.
Tem que ser procedida uma inspeção detalhada para a verificação da continuidade
da cortina no trecho escavado. Se for constatada uma separação pronunciada entre estacas,
realiza-se o fechamento com concreto estrutural.
Quando a sua rigidez, as cortinas deste tipo, são consideradas como semiflexíveis.
E são contínuas tanto no trecho do empuxo ativo como no trecho do empuxo passivo.

2.2.3 Vantagens e desvantagens


Vantagens Desvantagens
• Maior versatilidade devido as
menores dimensões de cada
segmento executado; • Execução mais demorada;
• Pode ser utilizada em escavações • Pior qualidade da superfície da
com interferências; parede obtida.
• Uso de equipamentos de menor
porte.

2.3 Cortinas de estacas secantes


As cortinas de estacas secantes são elementos escavados por processos rotativos e
moldados no solo, formando paredes de contenção quando justapostas em sequência. É
indicada, principalmente, para solos arenosos com presença de água, para até 18 metros
de comprimento

2.3.1 Método construtivo


As cortinas de estacas secantes são usadas quando não é possível executar paredes
diafragma. A distância axial entre estacas consecutivas é inferior ao seu diâmetro. As
estacas secantes podem ser divididas em dois grupos: estacas primárias e estacas
secundárias. Sendo as estacas primárias constituídas por concreto ou argamassa. Já as
estacas secundárias são constituídas por concreto armado e executadas entre as estacas

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primárias. As ancoragens são colocadas nas estacas primária, não necessitando de
travamentos.
Os processos de execução são: locação (execução de mureta guia), perfuração,
injeção de concreto e colocação do perfil metálico ou armação. É utilizado a perfuratriz
hidráulica com cabeçote duplo, onde é acoplado um tubo metálico associado a um trado
interno. Sendo que o cabeçote é constituído por um tubo de revestimento que gira no
sentido anti-horário e por um trado helicoidal que gira no sentido horário. Assim enquanto
o tubo de revestimento perfura, o trado helicoidal limpa a parte interna da perfuração.

2.3.2 Recomendações de uso


Controles na execução: Deve fazer a locação das estacas, para não comprometer a
área arquitetônica, observar a verticalidade das estacas durante a perfuração, a argamassa
de preenchimento deve ser resistente à compressão, controle do consumo de material
durante o preenchimento das estacas, observar a colocação da armação ou perfis metálicos.

2.3.3 Vantagens e desvantagens


Vantagens Desvantagens
• Necessita de maquinaria pesada;
• Elevada capacidade de suporte;
• Grande precisão para a execução;
• Dispensam o uso de fluído
• Execução dificultada em terrenos
estabilizante;
íngremes e com presença de
• Mobilizam menos quantidade de
matacões;
equipamentos;
• Limitação de comprimento das
• Permite a execução de trechos em
estacas por causa dos
curvas.
equipamentos disponíveis.

2.4 Parede diafragma


Consiste em realizar no subsolo, um muro vertical de profundidades e espessuras
variáveis, constituídos de painéis elementares alternados ou sucessivos, e capazes de
absorver cargas axiais, empuxos horizontais e momentos fletores.

Sendo uma estrutura de concreto construída em trechos de 2,50 m ou 3,20 m,


chamadas de lamelas, em trincheiras com espessuras que variam de 30 cm a 120 cm. Essas
lamelas são executadas por ferramentas especiais chamadas clam-shells.

As paredes podem ter funções estáticas ou de interceptação hidráulica, podem


ainda ser constituída de concreto simples ou armado, pré-moldada ou de coulis conforme
a função. A execução pode ser in situ ou pré-moldadas.

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2.4.1 Métodos Construtivos
É feita a execução da mureta-guia, em concreto armado, na cota do terreno e acima
do lençol freático. Logo em seguida é feita a escavação o terreno com clam-shell até a cota
estabelecida em projeto, o preenchimento progressivo com lama bentonítica ou lama
polimérica, colocação da armadura em módulos e concretagem submersa, a qual é
realizada de baixo para cima, que é executada através do tubo “tremonha, instalado na
cota de ponta de parede.

2.4.2 Recomendações de uso


Tem que ser procedida uma inspeção detalhada para a verificação da continuidade
da cortina no trecho escavado. Se for constatada uma separação pronunciada entre estacas,
realiza-se o fechamento com concreto estrutural.

2.4.3 Vantagens e desvantagens

Vantagens Desvantagens
• Impermeáveis; • Elevado custo;
• Atingem grandes profundidades; • Uso de equipamentos sofisticados,
• São rígidas, não causam de grande porte e difícil
deformações nos terrenos vizinhos; movimentação em áreas urbanas;
• Exequíveis na maioria dos tipos de • Exige inspeção cuidadosa na
solos; execução;
• Rápida execução • Difícil uso em escavações com
• Sem barulhos ou trepidações. interferências

2.5 Cortinas atirantadas


São cortinas delgadas de concreto armado, pré-moldadas ou não, que são fixadas
ao terreno através de ancoragens protendidas instaladas no terreno. Estes elementos são
introduzidos no terreno em perfurações previamente executadas.

2.5.1 Métodos construtivos


Após a perfurações previamente executadas e a introdução dos tirantes, é realizado
a injeção da calda de cimento ou outro aglutinante na parte inferior destes elementos, para
a formação do bulbo de ancoragem. Este bulbo é ligado a parede estrutural, pelo trecho
não injetado do elemento resistente à tração e pela cabeça do tirante.

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Os elementos resistentes a tração podem ser barras de aço ou cordoalhas para
protenção. Sendo necessário um muro de concreto, devidamente calculado para transmitir
o empuxo gerado pela protenção dos tirantes ao terreno, para efetivar o arrimo.

Taludes naturais podem ser contidos por cortinas atirantadas com a execução de
tirantes protendidos, prevenindo ou corrigindo desmoronamentos que possam tornas os
mesmos instáveis e passíveis a rupturas.

2.5.2 Recomendação de uso


Deve ser escolhida entre as técnicas de melhoria de solos e contenções que mais se
adaptem ao problema apresentado e que permite a contenção de taludes naturais e de corte,
por meio da execução de tirantes e drenagem.

2.5.3 Vantagens e desvantagens


Vantagens Desvantagens
• Exige equipamentos sofisticados
de perfuração;
• Executada independentemente da • Mão de obra especializada;
altura do talude; • Protenção apropriada para cada
• Não requer fundações cravadas na tipo de tirante;
parte baixa do talude. • Custo elevado;
• Depende das características do
solo.

2.6 Escoras
São elementos estruturais destinados a absorver os esforços horizontais da reação
de apoio das cortinas de proteção das escavações. O principal esforço atuante nas escoras
é o esforço de compressão, a peça deve ser verificada fundamentalmente aos esforços de
flambagem.
Durante a execução da escavação, podem ocorrer casos de carregamentos verticais
nas escoras (p.ex.: equipamentos de rebaixamento do nível d’água, passarelas para pessoas
e transportes de materiais, depósito de materiais, etc.), portanto as peças devem ser
verificadas também à flexão composta.
Suas divisões em relação ao material usado:

•Madeira;
•Metálico;
•Misto.
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Suas divisões em relação aos usos são:
• Pontalete (Madeira, Metálico e Misto)
• Descontínuo (Madeira);
• Contínuo (Madeira, Metálico e Misto);
• Hamburguês (Misto).

2.6.1 Escoras Madeira.


Pontaletes
Método Construtivo
Devem ser cravadas pranchas de 4,00 x 20,00 cm ou 4,00 x 30,00 cm, dispostas
verticalmente, espaçadas de no máximo 1,35 m (eixo a eixo), travadas horizontalmente
por estroncas de no mínimo 5,00 x 10,00 cm ou madeira roliça com diâmetro mínimo de
10 cm, ou ainda metálicas espaçadas verticalmente de 1,00 m.

Descontínuo
Método Construtivo
Deve ser executado com madeira de boa qualidade, de forma a obter-se um
conjunto rígido, utilizando-se pranchas de 4 x 20 cm ou 4 x 30 cm. O espaçamento entre
as pranchas deve ser de, no máximo, 0,60 m (eixo a eixo) e devem ser travadas por
longarinas de 7,5 x 10 cm em toda a extensão da vala, espaçadas verticalmente de, no
máximo, 1,50 m e com estroncas de, no mínimo, 5 x 10 cm ou madeira roliça com
diâmetro mínimo de 10 cm, ou ainda metálicas espaçadas de, no máximo, 1,35 m. A
primeira estronca deve ser colocada a 0,40 m da extremidade da longarina.

Contínuo
Método Construtivo
Deve ser executado com madeira de boa qualidade, de forma a obter-se um
conjunto rígido a cobrir inteiramente as paredes da vala. A medida em que a escavação vai
sendo aprofundada, são colocadas pranchas de 4 x 20 cm ou 4 x 30 cm, dispostas
verticalmente, travadas por longarinas de 7,5 x 10 cm em toda a extensão da vala,
espaçadas verticalmente de, no máximo, 1,50 m e com estroncas de, no mínimo, 5 x 10
cm ou madeira roliça com diâmetro mínimo de 10 cm, ou ainda metálicas espaçadas de,
no máximo, 1,35 m. A primeira estronca deve ser colocada a 0,40 m da extremidade da
longarina

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2.6.2 Escoramentos metálicos
Pontaletes Metálicos
Devem ser cravados perfis de aço de 4,75 mm de espessura com 40 cm de largura
desenvolvida, dispostos verticalmente, espaçados de, no máximo, 1,35 m (eixo a eixo),
travados horizontalmente por estroncas de, no mínimo, 5 x 10 cm ou madeira roliça com
diâmetro mínimo de 10 cm, ou ainda metálicas espaçadas verticalmente de 1,00 m.

Continuo com chapa Metálica


Método Construtivo
Deve ser executado com chapas metálicas com dimensões mínimas de 3,00 x 2,00
m ou 2,50 x 2,00 m com espessura de 10 mm, de forma a cobrir integralmente as paredes
da vala, sendo as chapas contíguas transpassadas em 0,30 m. Devem ser utilizadas
estroncas de madeira de no mínimo 5 x 10 cm ou madeira roliça com diâmetro mínimo de
10 cm, distanciadas no máximo, 1,35 m. A primeira estronca deve ser colocada a 0,40 m
da extremidade chapa. O uso deste tipo de escoramento está limitado a valas de até 2,00
m de profundidade.

Continuo com chapa e perfis Metálicos


Método Construtivo
Deve ser executado com chapas metálicas com dimensões de 3,00 x 2,50 m ou 2,50
x 2,00 m com espessura mínima de 20 mm, de forma a obter um conjunto rígido a cobrir
as paredes da vala. À medida que a escavação vai sendo aprofundada, as chapas vão sendo
cravadas verticalmente com auxílio do próprio equipamento de escavação.
Entre as chapas contíguas deve ter uma sobreposição de, no mínimo, 50 cm, onde
é cravado perfil H metálico de 10” ou mais, em ambos os lados da vala, para receberem o
estroncamento que pode ser de perfil metálico de 6” ou mais, ou de madeira (eucalipto)
com diâmetro de, no mínimo, 15 cm, conforme desenho nº. 5A e 5B. O citado perfil deve
ser cravado com uma ficha mínima de 50 cm para garantir que não haja o fechamento do
escoramento; caso se verifique que o solo apresente baixa consistência esta ficha deverá ser
aumentada até se obter resistência suficiente para não ocorrer o fechamento do
escoramento.
Caso a vala tenha profundidade superior a 3,00 m, deve ser efetuada uma
complementação com chapa metálica de maneira a cobrir todas as paredes da vala. Para

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tanto, a chapa complementar deve ser provida de sistema de encaixe, para apoiar sobre a
chapa já instalada, de modo que ao haja escorregamento entre elas.

2.6.3 Escoramento misto


Tipo Hamburguês
Método Construtivo
Deve ser constituído por perfis "H" de aço de 10" cravados, pranchões de madeira
de boa qualidade de 4 cm x 20 cm, longarinas de aço de perfil "H" de 6" e estroncas de
mesma bitola, seguindo os seguintes passos construtivos:
• Abrir uma trincheira de 0,50 m x 0,50 m x 1,00 m para sondagem e
posicionamento de obstáculos subterrâneos;
• Cravar os perfis até a profundidade prevista para a vala, acrescida da ficha,
com espaçamento de 1,50 m a 2,50 m;
• Fixar as longarinas superiores;
• Escavar a vala até a profundidade de 1,50 m, aplicando
concomitantemente os pranchões de madeira;
• Fixar as longarinas intermediárias ou inferiores, conforme o caso;
• Fixar as estroncas nas longarinas com espaçamento de 3,00 m a 5,00 m.

2.6.4 Escoramento metálico tipo caixa


Em função desse tipo de escoramento não pode ser montado no local, como os
demais, apresenta uma série de transtornos às vias públicas, tanto na sua instalação como
na sua movimentação diária. Por tanto, devem ser obedecidos os critérios e limitações a
seguir apresentadas:
O escoramento metálico tipo caixa, é constituído de chapas e perfis metálicos,
criando um espaço dentro da vala que possibilite o desenvolvimento de todos os trabalhos
pertinentes ao assentamento da tubulação, atendendo as normas de segurança.
A largura do escoramento deve ser tal que se adapte às larguras de vala, de modo
que garanta a estabilidade do solo.
Método Construtivo
O comprimento longitudinal da caixa deve ser, no mínimo, igual ao comprimento
da tubulação, acrescido de 1,50 m, de modo a permitir o trabalho de
embasamento/envolvimento e assentamento das tubulações.
A altura máxima admitida para a caixa é de 3,50 metros.
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Como medida complementar de segurança, devem ser utilizadas chapas metálicas
nas extremidades da caixa, de forma a garantir que o aterro já executado não afete os
trabalhos em execução e para proteção do trabalhador que faz os serviços de instalação da
tubulação.
Quando do deslocamento deste sistema de escoramento, devem ser tomados todos
os cuidados para que não se afete a tubulação já assentada.
Este tipo de escoramento destina-se a trabalhos desenvolvidos em áreas não
urbanizadas, como fundos de vales, ao longo das margens de rios e córregos e em áreas
abertas. Não é permitido o seu uso em pistas de rolamento das vias públicas, pavimentadas
ou não.
A profundidade máxima de vala permitida para utilização de escoramento metálico
tipo caixa é de 4,5 metros. Para esta profundidade máxima, tendo em vista que a caixa está
limitada a 3,50 metros de altura, é admitido rampeamento das laterais da vala em talude
de 1:1, sendo que a medição do escoramento considera a profundidade total da vala, não
sendo desta forma medida a escavação adicional e nem o respectivo movimento de terra
referente ao rampeamento.

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3 Referência Bibliográfica

PORTO, Lucia. Estacas-prancha - Revista Infraestrutura. Disponível em


<http://engecia.blogspot.com/2011/05/estacas-prancha-techne.html>. Acesso
em 18 de set 2020.
UFSC. Estaca prancha. Disponível em
<https://portalvirtuhab.paginas.ufsc.br/estaca-prancha/>. Aceso em 18 de set
2020.
ENGENHARIA, Noves. Sistemas de contenção: Estacas Justapostas. Disponível
em <https://www.novesengenharia.com.br/sistemas-de-contencao-estacas-
justapostas/>. Acesso em 18 de set 2020.
NAKAMURA, Juliana. Estacas secantes são opção ágil e limpa para obras de
contenções. Disponível em
<https://www.aecweb.com.br/revista/materias/estacas-secantes-sao-opcao-agil-
e-limpa-para-obras-de-contencoes/19668>. Acesso em 18 de set 2020.
TECNOGEO. Parede diafragma. Disponível em
<http://www.tecnogeo.com.br/parede-diafragma>. Acesso em 18 de set 2020.
BRASFOND Parede diafragma. Disponível em
<http://www.brasfond.com.br/fundacoes/pdiafragma.html>. Acesso em 18 de
set 2020.
BONAFÉ, Gabriel. Cortina atirantada em concreto armado contém empuxos do
solo. Disponível em <https://www.aecweb.com.br/revista/materias/cortina-
atirantada-em-concreto-armado-contem-empuxos-do-solo/14268>. Aceso em 18
de set 2020.
SENEPAR. 4ª edição. Manual de obras de saneamento. Julho 2012.

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