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Prática Grupo Turma Data

UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MARINGÁ


Departamento de Engenharia Civil
2542 Laboratório de Ciências do Ambiente 09
Aluno: Prática

D.B.O.

Objetivo

Determinar o consumo de oxigênio necessário para estabilizar a matéria orgânica presente nas amostras de água.

Teorias Abordadas Materiais e Reagentes


▪ Bureta de 50mL ▪ Barra magnética; ▪ Fluoreto de potássio (KF)
▪ Parâmetros químicos de qualidade
▪ Pipeta volumétrica de 100mL ▪ Agitador magnético ▪ Ácido Sulfúrico (H2SO4)
da água
▪ Erlenmeyer de 250mL ▪ Frasco de Winkler ▪ Amido
▪ Normas regulamentadoras do
▪ Pipetador ▪ Sulfato de Manganês (MnSO4) ▪ Tiossulfato de Sódio
padrão de qualidade de águas
▪ Pipeta de 5 mL ▪ Azida Sódica (NaN3) (Na2S2O4)

Determinação da Demanda Bioquímica de Oxigênio


Definições
A estabilização ou decomposição biológica da matéria orgânica lançada ou presente no corpo d’água água envolve o consumo de oxigênio
dissolvido na água, nos processos metabólicos desses organismos biológicos aeróbicos. Em função disso, a redução da taxa de oxigênio
dissolvido em um recurso hídrico pode indicar atividade bacteriana decompondo matéria orgânica. Logo, surge o conceito da demanda de
oxigênio em relação à matéria orgânica, sendo muito utilizada as demandas bioquímicas de oxigênio (DBO) e a química de oxigênio (DQO).
Entende-se por DBO a quantidade de oxigênio necessária à estabilização da matéria orgânica carbonada decomposta aerobicamente por
processo biológica e a DQO a quantidade de oxigênio molecular necessária à estabilização da matéria orgânica por processo químico.
Os processos oxidativos, dentre estes ocupam lugar preponderante os respiratórios, podem causar um grande consumo de oxigênio nas
águas de um manancial. Microrganismo e vegetais heterótrofos, quando em grande número podem reduzir o oxigênio dissolvido (OD) a
nível zero, sendo que a proliferação de tais organismos depende das fontes de alimento, ou seja, matéria orgânica.
A demanda de oxigênio provocada pela introdução de despejos orgânicos em recurso hídrico, é uma demanda respiratória, uma vez que a
oxidação desse material é realizada exclusivamente por via enzimática, logo trata-se de uma demanda bioquímica de oxigênio.
A DBO5 é um teste padrão realizado a uma temperatura constante de 20°C e durante um período de incubação de 5 dias. É medida pela
diferença do OD antes e depois do período de incubação.
Procedimento
MÉTODO A – INCUBAÇÃO SEM DILUIÇÃO Determinação da concentração de OD (Método de Winkler)
1 – Encher 2 frascos de DBO com amostra homogênea até 1. Separar uma bandeja com os frascos de Winkler já com as
transbordar e tampá-lo (Cuidado para não formar bolhas); amostras diluídas;
2 – Após 15 minutos, determinar a concentração de Oxigênio 2. Adicionar 2mL de solução Sulfato de Manganês (MnSO4);
Dissolvido, ODi, de um dos frascos; 3. Adicionar 2mL de solução de Azida Sódica (NaN3);
3 – Incubar o outro frasco por 5 dias a 20° C no escuro; 4. Tampar o frasco, limpar com água destilada e agitar por inversões
4 – Após 5 dias, determinar a concentração, OD5, deste outro frasco. sucessivas até a homogeneização total;
5. Deixar o precipitado decantar.
MÉTODO B – INCUBAÇÃO COM DILUIÇÃO 6. Abrir o frasco e acrescentar 2mL de Fluoreto de Potássio (KF);
1 – Utilizando provetas de 1000mL, acrescentar a cada proveta a 7. Acrescentar 2mL de Ácido Sulfúrico (H2SO4);
quantidade Vn de amostra correspondente e completar os volumes 8. Tampar o frasco, limpar com água destilada e agitá-lo por
até 1000mL com a referida água de diluição; inversões sucessivas até a completa dissolução do precipitado;
2 – Transferir a amostra diluída de cada proveta para 2 frascos de 9. Transferir 100 mL do conteúdo do frasco para um erlenmeyer de
Winkler, enchendo-os até transbordar e tampá-los (Cuidado para 250 mL com o uso de uma pipeta volumétrica;
não formar bolhas); Obtém-se então 2 séries iguais de diluições da 10. Adicionar 1 ml de solução indicadora de amido;
amostra; 11. Colocar a solução de Tiossulfato de Sódio (Na2S2O4) na bureta;
3 – Após 15 minutos, determinar a concentração de oxigênio 12. Aferir a bureta e retirar as bolhas de ar;
dissolvido, ODi de uma das séries de frascos (Método de Winkler); 13. Titular com Tiossulfato de Sódio (Na2S2O4) até que o azul tenha
4 – Incubar a outra série de frascos por 5 dias a 20°C; desaparecido permanentemente, tornando a amostra incolor.
5 – Após 5 dias determinar a concentração de oxigênio dissolvido,
OD5, desta outra série (oxímetro). Resultados
O volume gasto de Tiossulfato de Sódio (Na2S2O4) deverá ser
Método prático de determinação das diluições adequadas aplicado na equação a seguir:
% de amostra na 3a proveta, P3=500/DQO
Volume da amostra na 3a proveta, V3=10.P3 𝑚𝑔 𝑉Na2S2O4 ∙ 𝑁Na2S2O4 ∙ 8.000
( ) =
P1=P3/4 P2=P3/2 P4=2P3 𝐿 𝑉𝑎𝑚
V1=10.P1 V2=10.P2 V4=10.P4 Sendo:
𝑉Na2S2O4 = volume gasto de Tiossulfato de Sódio (Na2S2O4) para
Preparo da água de diluição titular a amostra em mL;
Estocar água destilada a 20°C no escuro e saturar com oxigênio. 𝑁Na2S2O4 = normalidade do Tiossulfato de Sódio (Na2S2O4)
Adicionar 1mL de cada um dos reagentes para cada litro de água empregado;
destilada: solução tampão, sulfato de magnésio, cloreto de cálcio e 𝑉𝑎𝑚 = volume da amostra, em mL.
cloreto férrico.

23.09.2019
Resultados

MÉTODO A – DBO = ODi – OD5 (mg O2/L)

MÉTODO B – DBO = (ODi – OD5) x 100/P (mg O2/L)

Se por acaso houver algum imprevisto na avaliação do OD dentro dos 5 dias, por exemplo, antecipando-se ou atrasando-se a avaliação do
OD, pode-se utilizar a seguinte tabela para correção do cálculo da DBO:

Dias Fator multiplicador da DBO


3 1,360
4 1,133
5 1,000
6 0,907
7 0,850

Discussões
1. Qual a importância da análise da demanda bioquímica de oxigênio como parâmetro de avaliação da qualidade da água em relação
aos .corpos d’ agua.
2. Que tipo de avaliações conseguimos fazer com a análise da DBO?
3. De acordo com a Resolução CONAMA 357/2005, quais os valores limites da DBO de acordo com a classe de qualidade.

Referências
APHA - AMERICAN PUBLIC HEALTH ASSOCIATION, Standard Methods for the Examination for Water and Wastewater. 20. ed. Washington,
D.C.: APHA, 1998.
HELLER, L.; PÁDUA, V.L. (Org). Abastecimento de água para consumo humano, 2. ed., V. 1. Belo Horizonte: UFMG, 2010.
LIBÂNIO, Marcelo. Fundamentos de Qualidade e Tratamento de Água, 3. ed. Campinas: Átomo, 2010.
PIVELI, Roque Passos; KATO, Mário Takayuki. Qualidade das águas e poluição: aspectos físico-químicos. São Paulo: ABES, 2005.

23.09.2019

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