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2B 11/08/2020 Modificação para movimentação em cesto aéreo KLUZ KLUZ KLUZ

2A 05/08/2020 Inclusão dos itens conforme execução do projeto KLUZ KLUZ KLUZ
1B 30/06/2020 Revisão do documento para trabalho em altura KLUZ KLUZ COPE
L
0A 01/06/2020 EMISSÃO INICIAL KLUZ KLUZ COPE
L
REV DATA: NATUREZA DA REVISÃO ELAB. VERIF APROV.
. .
REVISÕES

Empreendimentos

1º) Implantação da LDAT 138 kV PARANAVAÍ NORTE- PARANAVAÍ 2 (PVN-PVI2) que


abrange o município
de Paranavaí-PR.
2º) Implantação da LDAT 138 kV ROSANA - PARANAVAÍ NORTE (ROS-PVN) que abrange
o município de Paranavaí PR.

Área

DIRETORIA DE ENGENHARIA E OBRAS

REDE DE MÉDIA TENSÃO – 34,5

kV RMT

MANUAL DE MONTAGEM

Nº CPFL Renováveis: Revisão: Folha:

PE-GAM-E-RMT-MA000-2501 2B 1 de 66
PROJETOS E INST ALAÇÕES ELÉTRICAS,
LINHAS DE DISTRIBUIÇÃO E TRANSMISSÃO

CNPJ 78.589.827/0001-70 - INSCR. ESTADUAL 40402636-46

Sumário
1 OBJETIVO....................................................................................................................................................4
2 RESPONSABILIDADES..................................................................................................................................4
2.1 Do engenheiro.....................................................................................................................................4
2.2 Do supervisor da obra:.........................................................................................................................4
2.3 Do encarregado de equipe:.................................................................................................................4
2.4 Do técnico de segurança:.....................................................................................................................5
3 ATIVIDADES A SEREM EXECUTADAS............................................................................................................7
4 MÃO DE OBRA PARA EXECUÇÃO DOS DAS ATIVIDADES..............................................................................8
5 VEÍCULOS E EQUIPAMENTOS PARA EXECUÇÃO DAS ATIVIDADES...............................................................8
6 PROCEDIMENTO PARA A EXECUÇÃO DAS ATIVIDADES.............................................................................10
6.1 Locação de Cavas e Pontos de fincamento / Conferência Topográfica...............................................10
6.2 Transporte / descarga dos Postes......................................................................................................10
6.3 Escavação...........................................................................................................................................11
6.4 Montagem e içamento dos postes.....................................................................................................12
6.5 Sistema de Aterramento....................................................................................................................15
6.6 Reaterro das Cavas e Concretagem...................................................................................................15
6.7 Lançamento / Nivelamento de Cabos................................................................................................16
6.8 Conexões dos cabos...........................................................................................................................17
6.9 Equipotencialização...........................................................................................................................18
6.10 Conexão Aéreo Subterrâneo (Muflas das Vias internas)..................................................................18
6.11 Ligação das torres anemométricas..................................................................................................19
6.12 Interligação entre Aerogeradores e RMT aérea...............................................................................20
6.13 Comissionamento............................................................................................................................20
6.14 PRAD e Desmobilização...................................................................................................................21
6.15 Conexões das caixas de fibra ótica...................................................................................................21
7 INSTRUÇÕES TÉCNICAS DE PROCEDIMENTO PARA TRABALHO EM ALTURA..............................................22
7.1 Objetivo.............................................................................................................................................22
7.2 Campo de Aplicação..........................................................................................................................22
7.3 Glossário............................................................................................................................................22
7.4 Descrição dos equipamentos.............................................................................................................27
7.4.1 Cinto para-quedista....................................................................................................................27
7.4.2 Talabarte de Posicionamento.....................................................................................................27
7.4.3 Talabarte de Progressão tipo Y...................................................................................................28
7.4.4 Talabarte Abdominal..................................................................................................................28
7.4.5 Trava-quedas..............................................................................................................................29

Rua 7 de Setembro, 170 – Pitanga – PR – CEP 85.200-000


Fone: 42 3646 3359 – e-mail: contato@kluz.com.br
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PROJETOS E INST ALAÇÕES ELÉTRICAS,
LINHAS DE DISTRIBUIÇÃO E TRANSMISSÃO

CNPJ 78.589.827/0001-70 - INSCR. ESTADUAL 40402636-46

7.4.6 Mosquetão e malha rápida.........................................................................................................29


7.4.7 Gancho de Ancoragem...............................................................................................................30
7.4.8 Agulhão......................................................................................................................................30
7.4.9 Corda de linha de vida................................................................................................................30
7.4.10 VTT – Vara Telescópica Triangular............................................................................................31
7.5 Procedimentos Preliminares..............................................................................................................31
7.5.1 Análise de riscos na área de trabalho.........................................................................................32
7.6 Procedimentos para utilização do conjunto.......................................................................................33
7.6.1 Métodos de ancoragem da corda de linha de vida.....................................................................35
7.6.2 Transposição de corda da vida....................................................................................................50
7.6.3 Limitação de movimento............................................................................................................58
8 RISCOS E CONTROLE EXISTENTES NAS ATIVIDADES...................................................................................59
9 EQUIPAMENTODE PROTEÇÃO INDIVIDUAL – EPI.......................................................................................61
9.1 Uso obrigatório..................................................................................................................................61
9.2 Uso eventual......................................................................................................................................61
10 EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO COLETIVA – EPC......................................................................................61
11 PROCEDIMENTOS DE SEGURANÇA..........................................................................................................62
12 REQUISITOS DA GESTÃO AMBIENTAL CE GAMELEIRA.............................................................................63

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1 OBJETIVO

Detalhar a metodologia e os procedimentos de segurança que serão aplicados


para realizar as fundações dos postes de concreto, a montagem eletromecânica, os
lançamentos aéreo e subterrâneo assim como o comissionamento da rede média tensão
do parque eólico Gameleira.

2 RESPONSABILIDADES

2.1 Do engenheiro:

 Disponibilizar os meios necessários para que os trabalhos sejam realizados


com qualidade e segurança;

 Cumprir e fazer cumprir a metodologia e procedimentos de segurança aqui


descritos durante a realização dos trabalhos programados.

2.2 Do supervisor da obra:

 Supervisionar os serviços de preparação e execução das fundações dos


postes, supervisionar os serviços de preparação e montagem eletromecânica
incluindo o içamento e lançamento dos cabos fazendo cumprir as instruções
contidas neste plano;

 Apoiar e orientar os encarregados e equipes na realização dos trabalhos


programados.

2.3 Do encarregado de equipe:

 Executar junto com a equipe os serviços, metodologia e procedimentos de


segurança aqui descritos para a realização dos trabalhos programados;

 Estar consciente de todos os riscos possíveis na execução dos trabalhos e


tomar as medidas apropriadas para evitar qualquer acidente.
2.4 Do Técnico de Segurança:

 Orientar e coordenar o sistema de segurança do trabalho, investigando riscos e


causas de acidentes, analisando esquemas de prevenção;
 Inspecionar locais, instalações e equipamentos da empresa e determinar
fatores de riscos de acidentes;
 Propor normas e dispositivos de segurança, sugerindo eventuais modificações
nos equipamentos e instalações e verificando sua observância, para prevenir
acidentes;
 Inspecionar os postos de combate a incêndios, examinando as mangueiras,
hidrantes, extintores e equipamentos de proteção contra incêndios;
 Comunicar os resultados de suas inspeções, elaborando relatórios;
 Investigar acidentes ocorridos, examinando as condições da ocorrência, para
identificar suas causas e propor as providências cabíveis;
 Intermediar junto aos serviços médico e social da instituição, visando facilitar o
atendimento necessário aos acidentados;
 Registrar irregularidades e elaborar estatísticas de acidentes;
 Treinar os funcionários da empresa sobre normas de segurança, combate à
incêndios e demais medidas de prevenção de acidentes;
 Coordenar a publicação de matéria sobre segurança no trabalho, preparando
instruções e orientando a confecção de cartazes e avisos, para divulgar e
desenvolver hábitos de prevenção de acidentes;
 Participar de reuniões sobre segurança no trabalho, fornecendo dados relativos
ao assunto, apresentando sugestões e analisando a viabilidade de medidas de
segurança propostas, para aperfeiçoar o sistema existente;
 Executar tarefas pertinentes à área de atuação, utilizando-se de equipamentos
e programas de informática;
 Executar e apoiar outras tarefas para o desenvolvimento das atividades do
setor, inerentes à sua função;
 APR – Analisar as frentes de serviço e emitir o documento. Entregar uma para
cada frente de trabalho (ver com fiscal se deve emitir diária ou semanalmente);
 PET – Emitir a permissão de trabalho para todas as atividades;
 DDS ou DSS – Fazer DDS (diálogo diário de Segurança) caso fiscal permitir,
pode ser feito DSS (diálogo Semanal de Segurança) onde devem ser
apontados todos os itens de segurança que for pertinente para o momento da
obra;
 Check list – todos os veículos e máquinas devem preencher diariamente o
check list; (nas vistorias dos fiscais, pedem a APR e o check list do veículo a
campo);
 CAT – Em caso de acidente ou incidente, o fiscal deverá ser comunicado na
hora dos primeiros atendimentos, em caso de emissão de CAT a mesma deve
ser enviada juntamente para os fiscais da obra;
 Documentos para análise – Envio de documentos para análise de todo
funcionário fizer parte da obra;
 Resumo semanal de ações – Enviar semanalmente o resumo de ações de
segurança;
 Relatório Estatístico – Enviar mensalmente o relatório estatístico de
segurança da obra;
 Relatórios – Emitir e enviar relatórios em caso de incidentes ou acidentes;
 Relatório de evidência – Emitir e enviar relatórios de evidências de segurança;
 Executar atividades contidas no PAE, PCMAT, PPRA e PCMSO;
 Atenção à sinalização de segurança nas vias e canteiro (extintor de incêndio,
saídas de emergência, ponto de encontro, etc.);
 Encaminhar funcionários para integração junto a contratante;
 Acompanhar diariamente as atividades a campo;
 Garantir a higiene nos banheiros químicos da obra; manter a higiene, limpeza e
organização do canteiro; (separação do lixo, materiais de descarte e
reutilização por baias);
 Acompanhar uso de EPIs, EPCs e aterramento dos caminhões e máquinas;
 Arquivar toda documentação relacionada a segurança, para responder
posterior auditoria;
 Elaborar, enviar relatório final da obra;
3 ATIVIDADES A SEREM EXECUTADAS

 Mobilização inicial dos colaboradores;

 Construção do canteiro de obras, recebimento dos materiais e organização do


almoxarifado;

 Descarga e posicionamento dos postes;

 Locação topográfica;

 Escavação das fundações;

 Instalação das cruzetas, ferragens, chaves, acessórios e cabo de aterramento;

 Instalação do sistema de aterramento;

 Içamento e verticalização dos postes;

 Reaterro ou concretagem das fundações;

 Sinalização das estruturas;

 Lançamento dos cabos condutores e dielétrico;

 Nivelamento e Grampeação dos cabos;

 Instalação do sistema de aterramento para equipotencialização do parque;

 Construção das caixas de passagem subterrâneas e lançamento de cabos xlpe das


vias internas;

 Confecção e conexão das muflas entre travessias subterrâneas internas e rede aérea;

 Lançamento, Fusão e teste da FO;

 Ligação elétrica das torres anemométricas;

 Lançamento de cabos xlpe para ligação dos aerogeradores à rede média tensão
aérea (estrutura de transição);

 Conexão dos cabos no swithgears dos AEGs e instalaçao dos para raios, Teste nos
cabos VLF Hipot;

 Comissionamento das redes aéreas e subterrâneas;

 PRAD e desmobilização.
4 MÃO DE OBRA PARA EXECUÇÃO DOS DAS ATIVIDADES

 01 - Engenheiro residente;

 01 - Auxiliar administrativo;

 01 - Supervisor de obra;

 01 - Técnicos de Segurança do Trabalho;

 01 Técnico de Meio Ambiente;

 03 - Encarregados de equipe;

 04 - Ajudantes;

 03 - Meio oficial;

 10 - Montador;

 01 - Oficial eletricista;

 02 - Motorista;

 02 - Motorista/operador de guindauto;

 01 Operador de retroescavadeira;

 01 -Topógrafo;
Total: 32 funcionários.

5 VEÍCULOS E EQUIPAMENTOS PARA EXECUÇÃO DAS ATIVIDADES

 02 - Alicate y 35 - aplicação de conectores;

 06 - Aterramento temporário - tipo cela;

 02 - Bastão pega tudo;

 01 - Caminhão 3/4 carroceria aberta;

 02 - Caminhão munk equipado com cesto aéreo e demais


acessório..;

 12 - Catraca 1,5 ton;


 60 - Carretilhas para lançamento de cabos;

 03 - Cavaletes 3 ton para lançamento cabos;

 12 - Conjunto estais provisórios;

 02 - Cordas de serviços em polipropileno;

 03 - Cordas de nylon polietileno 18mm;

 03 - Detector de tensão;

 01 - Dinamômetro.

 02 - Escadas extensiva;

 03 - Garras esticamento cabo compatível com bitola do cabo;

 12 - Garras esticamento cabos condutor;

 02 - Kit maçarico - corte de ferragens;

 01 - Luvas isoladas 25 kV;

 03 - Máquinas cintar fita aço;

 02 - Materiais/moveis de escritórios;

 04 - Mobília para refeitório e alojamento;

 01 - Motosserra;

 01 - Multímetro;

 01 - Rádios portáteis;

 01 - Retroescavadeira;

 03 - Tesourão corte de cabos;

 02 - Torquímetros;

 01 - Vara de manobras;

 04 - Veículos leve;
6 PROCEDIMENTO PARA A EXECUÇÃO DAS ATIVIDADES

Na execução dos trabalhos são seguidas as etapas descritas abaixo.

6.1 Locação de Cavas e Pontos de fincamento / Conferência


Topográfica

A atividade a ser executada primariamente na fundação da obra é o estudo


topográfico local com a estação total. Posiciona-se o equipamento no ponto
georreferenciado informando as coordenadas UTM deste ponto e em seguida dá-
se visada ré em outro ponto também georreferenciado informando ao equipamento
as coordenadas UTM deste segundo ponto e a partir daí o equipamento irá
trabalhar com as coordenadas.

Com o equipamento posicionado serão inseridas nele as coordenadas dos


postes e o equipamento indicará a posição exata da coordenada. Através da rede
existente será conferida a posição do novo poste locado.

Figuras 1 e 2: Conferência de Perfil.

6.2 Transporte / descarga dos Postes

As entregas dos postes de concreto no canteiro de obras serão realizadas


por carretas. Quando elas chegarem serão posicionadas em locais estratégicos
próximos e descarregadas com a utilização de caminhão guindauto.
Serão utilizadas cintas de nylon para o descarregamento dos postes. Após
a descarga os mesmos serão transportados até o local próximo de sua locação
para pré-montagem e instalação.

Figura 3: Descarga dos Postes.

6.3 Escavação

As escavações das fundações dos postes serão realizadas utilizando


trado helicoidal acoplado ao motor hidráulico e este, por sua vez, instalado no
sistema hidráulico da retroescavadeira. O trado perfura o solo até a profundidade
desejada.

Figuras 4 e 5: Escavação de tubulão.

Havendo a presença de rocha será utilizado rompedores pneumáticos


e/ou martelete hidráulico adaptado na retroescavadeira.

Obs.: para a realização dos serviços as posições de locação devem ser sinalizadas
e protegidas.
6.4 Montagem e içamento dos postes

Após o descarregamento e transporte dos postes até próximo ao local de


montagem e instalação os mesmos serão equipados ainda em solo, onde serão
instaladas as cruzetas e a escora das cruzetas (mão francesa), os isoladores,
aterramento e a chave seccionadora nos postes de transição. Uma vez equipado
em solo o içamento será feto com o caminhão guindauto.

Após equipar os postes e realizada as escavações das fundações os postes


poderão ser instalados.

A equipe de topografia instalará equipamento topográfico para garantir a


verticalidade do poste e com a utilização de caminhão guindauto e cintas eles
serão içados e instalados nas cavas já abertas. Após a conferência topográfica
garantindo a verticalidade ele será travado na posição utilizando-se peças de
madeira entre o poste e a parede da cava. Para verticalização do poste utiliza-se
um tripé com uma corda para a conferência topográfica do posicionamento
horizontal das estruturas.

Figuras 6 e 7: Montagem em solo / içamento.

Para montagem em altura, utilizaremos três métodos alternativamente,


sendo eles: Escalada com espora, Escadas de trabalho ou caminhão munk com
cesto aéreo acoplado. Assim que os postes já estiverem içados primeiramente é
feita a análise de risco na área para realização do serviço. Os equipamentos
necessários para a execução do serviço são: cinto paraquedista, talabarte, trava-
quedas, mosquetão, escadas extensíveis ou giratórias, caminhão munck, gancho
de ancoragem, agulhão, corda de linha de vida.

Independentemente do método utilizado para ancoragem durante a


escalada, é obrigatório a utilização do talabarte regulável de posicionamento
durante a execução dos trabalhos no plano elevado. Para a escalada utilizando o
trava-quedas, o porte do talabarte regulável de posicionamento é obrigatório. A
fixação do ponto de ancoragem deve ser efetivada sempre com a premissa de que
seja garantida no ponto mais resistente aos esforços mecânicos, a escalagem das
estruturas para a ancoragem da corda de linha de vida será realizada com
esporas do tipo B.

Instalar a corda de linha de vida em um ponto fixo e seguro que suporte o


impacto resultante de uma eventual queda. Na realização dos procedimentos o
colaborador efetuará as instalações e retiradas dos ganchos de ancoragem e
agulhão, e da corda de vida utilizando o laço com um nó oito duplo /
estrangulamento.

No procedimento com escadas a amarração de topo da escada é


executada do solo. A corda de vida é retirada ao término do expediente, deve-se
evitar que a corda tenha contato com terra, areia, galhos, e quaisquer restolhos a
fim de ser evitada a sua contaminação, ao guardar a corda em sua mochila
apropriada, apenas soltar no seu interior, para que no próximo uso ela saia sem
enredos. Os procedimentos acima aplicam-se em escadas de madeira e fibra de
vidro.

Para escadas giratórias é necessário executar uma inspeção previa


na escada conforme plano do usuário, com a escada acomodada no berço do
veículo (posição de descanso), instalar a corda de linha de vida na extremidade do
lance móvel da escada. Após o posicionamento da escada para trabalho, efetuar a
ancoragem da corda de linha de vida entrelaçando os montantes da escada
(laçada idêntica à utilizada em escadas extensíveis ou singelas), elevar escada
conforme necessidades, certificar que as travas de segurança da escada
giratória estejam acionadas. Antes de iniciar a escalada, amarrar a corda de vida
em degrau baixo da escada, acoplar o trava quedas na corda de linha de vida,
verificando sua correta instalação e funcionamento. Em seguida, iniciar a
escalada, posicionar-se na
escada para o trabalho, ancorando o talabarte de forma que fique laçado no
montante e/ou degrau da escada.

Para trabalhos em cesto aéreo é obrigatória a utilização de cinto


paraquedista e dispositivo antiqueda. O dispositivo recomendável é o talabarte
abdominal, mas não há restrições em relação a utilização do talabarte regulável de
posicionamento.

A conexão do sistema antiqueda no cinto pode ser na parte frontal


(engates abdominais destinados ao trava-quedas) ou nas costas (na argola
destinada ao resgate). A escolha da forma de conexão fica a critério do
usuário, devendo ser observado o tipo de trabalho a ser executado, para que o
sistema não venha a interferir na atividade.

Obs.: Jamais utilizar o sistema antiqueda conectado nas argolas metálicas destinadas ao talabarte
regulável de posicionamento (argolas laterais do cinto pára-quedista).

Figuras 8 a 10: Equipagem de poste em altura.

Figuras 11 a 13: Equipagem de poste com munck / escada.


6.5 Sistema de Aterramento

Fazem parte do sistema de aterramento as hastes e o cabo de interligação


das mesmas, o local e as quantidades serão apontados no projeto.

As hastes serão instaladas no solo manualmente, porém, caso o solo


ofereça resistência significativa para a penetração das mesmas, o local de
aplicação será molhado a fim de diminuir esta resistência.

Após o içamento dos postes pré-montados, será ligado o cabo ao sistema


de aterramento.

6.6 Reaterro das Cavas e Concretagem

As cavas das fundações dos postes até 1000 kgf serão reaterradas com o
solo cimento, após o içamento e travamento dos postes na posição vertical. Este
material será compactado através de compactador manual com peso adequado. O
material de reaterramento estará na umidade ideal e serão aplicadas camadas de
até 25cm.

Já para os postes de 1500 a 3000 kgf a fundação será utilizado concreto


estrutural. A utilização do concreto será em duas etapas, sendo que a primeira
etapa de concretagem será após a escavação e o concreto será aplicado no fundo
de cava até o ponto de fixação do poste.

Antes da aplicação do concreto estrutural na primeira etapa será instalada


na cava armação de aço CA-50. O aço será armado no canteiro de obras e
transportado para o local de instalação do poste. No local, a armação é instalada
na cava de maneira manual ou com auxílio de caminhão guindauto. Para evitar
que a armação entre em contato com o solo é utilizado separadores de concreto.
Figura 14: Compactação do solo reaterrado.

Após o içamento do poste é realizada a concretagem 2ª etapa, nesta etapa


o restante da cava é completada com concreto estrutural.

Para a concretagem dessas fundações utilizaremos o concreto usinado 20


mpa. O reaterro será realizado com auxílio de compactador manual e as estruturas
deverão ser devidamente sinalizadas.

6.7 Lançamento / Nivelamento de Cabos

Após equipar, içar e reaterrar ou concretar as fundações dos postes os


cabos poderão ser lançados e conectados nos postes. Nas cruzetas serão
instalados canos na parte superior para o lançamento dos cabos condutores.
Após a instalação dos canos as bobinas dos cabos serão instaladas no
caminhão e este executará a tarefa de transposição dos cabos posicionados no
tramo dos postes onde serão realizados o lançamento. Os cabos serão puxados
e com o auxílio do equipamento e serão içados até a ponta dos postes de
modo a passar pelos dispositivos já instalados na part superior das cruzetas.
Desta maneira os cabos serão lançados por todos os postes que compõem o
tramo de lançamento.

Após o lançamento a equipe de topografia irá nivelar os cabos e estes


serão transferidos das roldanas para os isoladores e nestes fixados.

A implantação dos cabos de comunicação será realizada após o


lançamento dos cabos condutores mesmo será conectado num tramo de postes
até a caixa de emenda da fibra ótica com a reserva técnica que será instalada
juntamente com a cruzeta e com a caixa de emenda no poste, após o
lançamento haverá o nivelamento dos cabos de comunicação. O nivelamento
será inciado pelo cabo
centro (fase B), e os cabos (fases A e C) devem ser tracionados simultaneamente
para evitar torção do poste. A fusão da FO na caixa de emenda será executada
por uma empresa terceirizada conforma ítem 6.15.

As etapas para o lançamento subterrâneo são: lançamento de condutores,


lançamento de fibra optica, lançamento de cabo de equipotencialização por todo o
parque, atividades de conexão das muflas, atividades de conexão do switch gear.
A mufla deverá concertar os cabos isolados a chave seccionadora para a transição
da rede subterrânea para a rede aérea.
A calibragem dos cabos condutores aéreos serão executados com auxílio
do dinamômetro.

Figuras 15 a 19: Nivelamento e Grampeação dos cabos aéreos.

6.8 Conexões dos cabos

Os pontos de conexão subterrâneos serão realizados com uso de solda


esotermica e deverão ser executados com equipamento especifico dos moldes
para soldas isotermicas de acordo com o tipo da conexão e bitola dos cabos,
caboxcabo em moldes 32, cabo haste em molde 90 e se necessario emenda de
hastexhaste em molde 150. Conexão dos cabos de aterramentos no solo; quanto
as conexões dos cabos de aterramento de descida de poste e aterramento de
equipamentos com para raios e chaves, o projeto prevê conectores de parafusos
fendidos.

A conexao dos cabos condutores em aluminio, o projeto prevê conectores


de compressão tipo h que serão executados com equipamento especificos, neste
caso com y-35 com matizes compatível com a bitola dos cabos.

6.9 Equipotencialização

A equipotencialização do parque ocorrerá após a execução do içamento


dos postes com a equipe de civil. Após o término de içamento e equipagem dos
postes a equipe de civil irá escavar uma vala por toda a extensão da rmt aérea e
lançara o cabo de aterramento, conectando o mesmo ao aterramento de
descida dos postes;

Para finalização será recomposto e nivelado o terreno e para a conexão


entre aerogerador e subestação, o aterramento advindo da RMT aérea, será
conectado com os anéis de equipotencialização dos aerogeradores e com a
subestação.

Figuras 20 e 21: Escavação para cabo aterramento.

6.10 Conexão Aéreo Subterrâneo (Muflas das Vias internas)

A construção das passagens subterrâneas das vias internas será realizada


pela empresa contratada pela obra civil de todo o parque, serão instalados os
dutos de kanaflex e passado cabo guia para posterior lançamento de cabos
condutores xlpe. As valetas serão escavadas com auxílio de retroescavadeira
ou pá (entre caixa de passagem e poste de transição) e após a preparação
das caixas de passagem e dos postes de transição já instalados, inicia-se o
processo de lançamento subterrâneo de cabos.

Com o auxílio do cabo guia os cabos xlpe e ópticos serão lançados em


trifólios dentro dos dutos pead, passarão pela caixa de passagem, onde será feita
uma escolta do cabos e posterior subida no poste de transição.
A conexão aéreo subterrâneo será feita por meio de muflas termocontráctil,
essa conexão será realizada após o termino do lançamento dos cabos
subterrâneos;

Figura 22: Reaterro da caixa de passagem.

6.11 Ligação das torres anemométricas

Está etapa independe da construção da rmt aérea, ficando restrita somente


a finalização do aerogerador para energização da mesma.

As ligações elétricas das torres anemométricas serão realizadas


simultaneamente ao lançamento dos cabos condutores pela equipe civil, onde as
valetas serão abertas com auxílio da retroescavadeira e com uso de concha
estreita.

Posteriormente serão lançados os cabos, reaterrado as valetas e realizada


a conexão entre aerogerador e torres anemométricas;

Figura 23: Ligação das torres anemométricas.


6.12 Interligação entre Aerogeradores e RMT aérea

Esta será a última etapa da construção da rede média tensão. Utilizaremos


a mesma dinâmica para lançamento de cabos das passarem subterrâneas
internas (lançamento com cabo guia, conexão das muflas...).

A conexão dos cabos às células dos aerogeradores será realizada


mediante terminações desconectáveis com blindagem aterrada. Irá dispor de
contato rosqueado de cobre para manter uma pressão uniforme com as buchas
da célula e o terminal de conexão ao condutor. Para a transição da rede
subterrânea para a rede aérea serão utilizados muflas que conectarão os
cabos isolados a chave seccionadora.

A ligação do aerogerador será realizada com o terminal desconectável no


switch gear.

6.13 Comissionamento

Após a grampeação dos cabos condutores nos isoladores e do cabo neutro


nos grampos de fixação a rede estará pronta para ser comissionada pela equipe
de operação a CPFL – Renováveis. Uma equipe da Eletro Instaladora K-Luz
acompanhará em tempo integral o comissionamento e havendo alguma pendência
estes colaboradores irão atuar imediato para saná-las.

A equipe de campo da CPFL renováveis irá inspecionar todas as estruturas


e havendo inconformidades gera-se uma lista de pendências, com a lista de
pendências em mãos a equipe da k-luz sanará os problemas apontados;

Por fim a equipe de campo da CPFL renováveis certificará a retirada de


todas as pendências, será emitido um documento pela k-luz à CPFL renováveis
formalizando a entrega do trecho comissionado.
6.14 PRAD e Desmobilização

Nos locais onde houve interferência para a construção dos acessos e


construção da RMT será realizada a recuperação do solo e da vegetação. Nos
acessos abertos que houver acentuada inclinação serão construídos desvios
d’águas para evitar erosões.

Os colaboradores e os equipamentos serão desmobilizados da obra de


acordo com a finalização de suas respectivas atividades.

6.15 Conexões das caixas de fibra ótica

O serviço de conexões das caixas de fibra ótica será terceirizado e seguirão


o procedimento de execução descrito podendo ser adaptado pela metodologia de
aplicação da empresa que realizará a execução do mesmo.

Para a execução desta atividade será necessário realizar a extensão do


cabo de fibra óptica através da canalização na mesma vala dos cabos de
potência ou através da linha aérea de acordo com o projeto. A realização
dos testes de continuidade e/ou atenuação antes e depois dos lançamentos,
já que se deve comprovar que o cabo fica em ótimas condições antes da
execução dos serviços e se durante o lançamento não foi danificado.

Na extensão de cabo de fibra óptica deverão ser tomadas precauções


especiais para não o danificar, dada sua limitada resistência mecânicas. Serão
respeitados os valores máximos de esforços de tração e o raio mínimo de
curvatura tanto em instalação quanto em operação, devendo ser protegidos os
extremos livres do cabo. Será evitado o contato do cabo com bordas ou
elementos que possam danificar a cobertura ou produzir estrangulamentos. Por
isso é importante comprovar que os canais se encontram diáfanos antes de
proceder à extensão.

Para facilitar o lançamento do cabo em trechos longos e em caso de


emendas serão dispostas caixas de passagem. Uma vez lançado o cabo, se
procederá com a vedação das bocas dos tubos em caixas, aerogeradores e na
chegada à subestação.

Para finalização do serviço executado serão apresentados os certificados


de reflectometria óptica e o teste de balanço de potência de cada uma das
fibras ópticas para primeira e segunda janela.

7 INSTRUÇÕES TÉCNICAS DE PROCEDIMENTO PARA TRABALHO EM


ALTURA

7.1 Objetivo

Orientar os empregados que atuam em planos elevados, quanto aos


procedimentos, técnicas de utilização e manuseio dos equipamentos e acessórios
do conjunto de segurança para trabalhos em altura.

7.2 Campo de Aplicação

O conjunto destina-se a proteger o empregado contra quedas, quando nos


trabalhos em plano elevado e ambiente vertical em redes de média tensão,
proporcionando conforto e garantindo um resgate rápido e seguro em caso de
emergências. Para desenvolvimento das atividades, todos os empregados
envolvidos devem estar capacitados e autorizados para o trabalho em altura e
equipados com todos os EPIs e EPCs necessários para a tarefa.

7.3 Glossário

AGULHÃO

Dispositivo para auxílio na instalação da corda de linha de vida em postes


que possuam furação em seu nível superior;

ANÁLISE PRELIMINAR DE RISCO


Avaliação do trabalho a ser realizado identificando os riscos existentes na
realização da atividade;

ASCENSÃO COM TRAVA QUEDAS

Técnica de progressão, não em suspensão, no qual o profissional se apoia


através de escada, estando protegido por um equipamento contra queda. A
ascensão com trava quedas permite ao profissional uma progressão segura;

AUTO-RESGATE

Capacidade do profissional envolvido na atividade, adquirida através de


treinamento, para sair de situações de emergência ou adversa, por conta própria,
sem intervenções externas;

CORDA DE VIDA

Corda flexível conectada pelo menos a uma ancoragem para prover meios
de apoio, restrição ou outra proteção para um profissional usando cinto tipo pára-
quedista em combinação com outros dispositivos de retenção de queda;

CORDA DINÂMICA

Corda que absorve choques de queda através de sua elasticidade. Cordas


dinâmicas alongam até 60% quando submetidas à carga de ruptura. São macias e
de fácil manuseio;

CORDA ESTÁTICA

Corda que suporta uma carga estática sem quedas. Quase sem
elasticidade, possui alongamento de no máximo 20% sob carga de ruptura, o
que torna mais simples o trabalho de ascensão ou descida pela corda. Tem
alta resistência à tração;

CORDA SEMI-ESTÁTICA

Corda especificamente projetada para absorver energia em uma queda por


alongamento, enquanto minimiza a força de impacto;

DESCENSÃO
Método de descida no qual o profissional utiliza um equipamento
bloqueador de queda através da corda de vida;

EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO COLETIVO – EPC

Dispositivo ou produto, de uso coletivo utilizado pelos trabalhadores,


destinados à proteção de riscos suscetíveis de ameaçar a segurança e a saúde do
trabalho;

EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL – EPI

Dispositivo ou produto, de uso individual utilizado pelo trabalhador,


destinado à proteção de riscos suscetíveis de ameaçar a segurança e a saúde do
trabalho;

EXPERIÊNCIA

Conhecimento em conjunto com habilidade, adquirida através da prática


constante de atividades realizadas através de acesso a planos elevados, sob
supervisão de um profissional qualificado;

FATOR DE QUEDA

Indica a relação entre a altura da queda de um profissional e o comprimento


do equipamento que irá detê-lo;

GANCHO DE ANCORAGEM

Equipamento que possibilita a instalação da corda de vida no alto de


estruturas quando de trabalhos em ambientes verticais;

GSST - Gestão de Segurança e Saúde no Trabalho

Programa de padronização de procedimentos que tem por objetivo o


cumprimento das normas de segurança e saúde no trabalho;

MOSQUETÃO

Elemento conector, metálico, com trava de segurança simples ou dupla,


para engate do cinturão de segurança a um dispositivo de posicionamento,
retenção ou limitação de queda;
PONTO DE ANCORAGEM

Ponto destinado a suportar carga de pessoas para a conexão de cordas


flexíveis ou cabos de aço de trabalho, corda flexível de segurança, trava-quedas
retráteis ou talabartes simples, duplos ou de posicionamento podendo ser
definitivo ou temporário;

POSICIONAMENTO DE TRABALHO

Técnica que permite a um profissional trabalhar suspenso ou suportado


mediante equipamentos de proteção individual de forma a impedir sua queda ou
movimentação involuntária, onde existe o risco de queda de determinada altura;

PROCEDIMENTO DE TRABALHO

Documento descrevendo detalhadamente as etapas das atividades


envolvidas para a execução do trabalho;

RESPONSÁVEL PELO TRABALHO

Pessoa responsável por manter vigilância para salvaguardar as áreas


destinadas ao acesso em planos elevados e ambiente vertical e monitorar os
profissionais envolvidos;

RESGATE

Capacidade da equipe de profissionais envolvidos na atividade, adquirida


através de treinamento, para sair de situações de emergência ou adversas por
conta da equipe, sem intervenções externas;

SISTEMA DE ANCORAGEM

Um ou mais pontos de ancoragem das cordas de vida que permitem o


acesso dos profissionais para realizar determinada tarefa;

TALABARTE

Equipamento componente de conexão de um sistema de segurança,


regulável ou não, para sustentar, posicionar e limitar a movimentação do
trabalhador;
TALABARTE ABDOMINAL

Equipamento destinado a atuar em um sistema antiqueda, responsável pela


conexão do cinto pára-quedista à lança do hidroelevador, quando de trabalhos
com utilização de cesto aéreo.

TALABARTE Y

Equipamento destinado a atuar em um sistema antiqueda, provido de dois


ganchos com medidas de abertura de 60 mm, com dispositivo absorvedor de
energia integrado.

TRABALHO COM RESTRIÇÃO DE QUEDA

Técnica por meio do qual um profissional é impedido, a partir de


equipamento de proteção individual, de chegar a zonas onde existe o risco de
queda de determinada altura;

TRAVA DE SEGURANÇA DUPLA

Dispositivo do mosquetão, destinado a impedir sua abertura acidental do


ponto de fixação;

TRAVA DE SEGURANÇA SIMPLES

Dispositivo do mosquetão, destinado a impedir sua abertura do ponto de


fixação;

TRAVA QUEDAS

Equipamento mecânico de ação de bloqueio, que trava sob carga em uma


direção e desliza livremente na direção oposta;

ZONA DE EXCLUSÃO

Zona estabelecida para excluir o público de uma área de risco e do


equipamento de acesso por corda, ou para excluir os profissionais de uma área
perigosa que não seja convenientemente protegida;
7.4 Descrição dos equipamentos

Os equipamentos descritos possuem especificações próprias, que devem


ser consultadas para maiores detalhamentos.

7.4.1 Cinto para-quedista


O cinto de segurança tipo pára-quedista deve ser em peça única,
constituída por cinturão abdominal, porta-coxa e suspensório.

Figura 24: Cinto para-quedista.

7.4.2 Talabarte de Posicionamento


O talabarte de segurança simples, deve ser regulável, com proteção contra
abrasão e comprimento máximo de dois metros.

Figura 25: Talabarte de posicionamento.


7.4.3 Talabarte de Progressão tipo Y
O talabarte deve ser duplo em Y, para utilização em escalada e
deslocamento em árvores, escadas giratórias e como limitador de movimentação
em planos elevados e deve possuir ganchos com medidas de abertura de 60 mm.

NOTA: O talabarte tipo Y não deve ser utilizado para posicionamento.

Figura 26: Talabarte tipo Y.

7.4.4 Talabarte Abdominal


Dispositivo de segurança, cuja finalidade é ancorar o eletricista a cesta
aérea, constituído por uma fita estática, mosquetão de engate rápido e absorvedor
de impacto.

Figura 27: Talabarte abdominal.


7.4.5 Trava-quedas
O trava-quedas com prolongador, deve ter flexibilidade para ser utilizado em
cordas de 12 mm de diâmetro. Deverá apresentar marca indelével no sentido de
uso e dificuldade na montagem caso ocorra erro no sentido da instalação do
equipamento.

Figura 28: Trava-quedas.

7.4.6 Mosquetão e malha rápida


É o equipamento auxiliar necessário para execução de trabalhos em altura,
resgate de acidentado em rede e linhas, destinado para fixação da linha de vida
(corda) na vara telescópica, fixação do talabarte no cinto, fixação do trava-quedas
e utilizado juntamente com os outros equipamentos tais como fita ou anel de
ancoragem e polia. O seu travamento é obrigatório para situações em que o
mesmo esteja sujeito a utilização do esforço para o qual foi dimensionado.

Figura 29: Mosquetão e malha rápida.


7.4.7 Gancho de Ancoragem
Dispositivo utilizado para fixação da linha de vida em estruturas, adaptável
em cabeçote de vara de manobra telescópica, a ser instalado pelo método à
distância, sem que haja necessidade de escalada. Basicamente o dispositivo é
constituído de uma argola para fixação da corda e gatilho com trava mecânica.

Figuras 30 e 31: Gancho de ancoragem.

7.4.8 Agulhão
O Agulhão é uma peça metálica única, com isolamento de 1 kV, utilizado
para fixação da corda de linha de vida em poste duplo “T”.

Figura 32: Agulhão.

7.4.9 Corda de linha de vida


A corda deve ser de fibra sintética, com 30 metros de comprimento e ser
utilizada somente como linha de vida para evitar quedas e/ou resgatar vítimas de
acidentes em estruturas.
Figura 33: Corda de linha de vida.

7.4.10 VTT – Vara Telescópica Triangular


Equipamento auxiliar provido de isolamento, utilizado na operação da rede
de distribuição e necessário para execução de trabalhos em altura, destinado para
fixação da linha de vida na estrutura.

Figura 34: Vara telescópica.

7.5 Procedimentos Preliminares

O empregado deve sinalizar e isolar o local do trabalho com cones e cordas


ou fitas de sinalização, conforme padrões GSST. Em seguida, o empregado
deverá realizar inspeção minuciosa em todo seu conjunto, atentando para
qualquer alteração que possa interferir na confiabilidade de utilização dos
equipamentos. Se detectada alteração, este equipamento deverá ser
encaminhado a sua supervisão imediata, quando deverá ser registrada a
anomalia no sistema informatizado, emitindo relatório e encaminhado a área de
segurança de sua unidade.
7.5.1 Análise de riscos na área de trabalho
O cinto de segurança tipo pára-quedista deve ser em peça única,
constituída por cinturão abdominal, porta-coxa e suspensório.

7.5.1.1 Postes e estais


a) Verificar profundidade e compactação da cava do poste;
b) Verificar sinais de escorregamento no engaste do poste;
c) Verificar trincas ou fissuras;
d) Avaliação de flambamentos e torções;
e) Evidências de descargas atmosféricas;
f) Verificar os postes das estruturas adjacentes;
g) Tracionamento e corrosão dos estais;
h) Sinais de corrosão na cordoalha;
i) Verificar escorregamento de alças de estai;
j) Avaliar existência de tentos rompidos da cordoalha;
k) Dentre outras.

7.5.1.2 Redes aérea e subterrânea


a) Verificar na área de trabalho e vãos adjacentes:
b) Existência de insetos peçonhentos na estrutura;
c) Distância entre os condutores;
d) Tentos rompidos em cabos;
e) Amarrações, laços e alças;
f) Sinais de descargas elétricas e corrosão;
g) Cruzamento com outras redes nos vãos adjacentes;
h) Existência de objetos estranhos;
i) Árvores e galhos.
7.5.1.3 Acessórios
a) Se apresentam trincas ou ruptura;
b) Evidências de descargas atmosféricas;
c) Sinais de mau contato nas conexões de toda estrutura;
d) Condições do aterramento.

7.5.1.4 Estrutura
a) Pontos de fixação na cruzeta e mão francesa;
b) Verificar se as cruzetas de concreto apresentam sinais de ruptura;
c) Avaliar apodrecimento das cruzetas de madeira;
d) Existência de descargas elétricas nas fixações de cruzetas, mão
francesa e equipamentos.

Observações:

1. Na análise preliminar de risco, ao se identificar qualquer irregularidade nas


condições acima citadas que comprometam as garantias de segurança, as
atividades devem ser reprogramadas.
2. Na análise de risco, optar pelo procedimento mais seguro para ancoragem da
corda de vida, podendo ser executada no poste ou na escada.

7.6 Procedimentos para utilização do conjunto

A utilização completa do conjunto é obrigatória para todos os trabalhos em


planos elevados com altura superior a dois metros em relação ao nível do solo.

É dispensada a utilização de dispositivo antiqueda (corda de vida e trava-


quedas) em trabalhos com altura inferior a dois metros (inclusive) em relação ao
nível do solo.
Independentemente do método utilizado para ancoragem durante a
escalada, é obrigatório a utilização do talabarte regulável de posicionamento
durante a execução dos trabalhos no plano elevado.

Para a escalada utilizando o trava-quedas, o porte do talabarte regulável de


posicionamento é obrigatório. Em situações de necessidade de deslocamento, é
recomendável utilizar o talabarte de progressão tipo Y.

A fixação do ponto de ancoragem deve ser efetivada sempre com a


premissa de que seja garantida no ponto mais resistente aos esforços mecânicos.

Deve-se levar em consideração a resistência a esforços que poderão


ocorrer devido à queda.

As ancoragens deverão ser feitas acima do ponto de trabalho.

NOTAS:

1. No procedimento de escalada (subida) o trava-quedas pode ser utilizado


na posição travado ou destravado;
2. Na posição de trabalho o trava-quedas deve obrigatoriamente estar na
posição travado;
3. Na posição de trabalho o profissional deve permanecer no máximo em
nível 1 de queda;
4. Não é permitido o toque no dispositivo trava-quedas (partes metálicas)
por parte do profissional nas situações em que o talabarte não esteja
instalado. Nas situações em que o trava-quedas travar na corda (nos
casos de descida, principalmente), é permitido a movimentação do
trava- quedas utilizando a corda prolongadora (corda localizada entre o
trava- quedas e o ponto de ancoragem no cinto);
5. Somente é permitido estar preso ao cinto: a bolsa de luvas isolantes, a
corda de serviço, fita de ancoragem (se houver) e mosquetão extra (se
houver), utilizando as alças apropriadas do cinto (alças de serviço).
7.6.1 Métodos de ancoragem da corda de linha de vida
7.6.1.1 Em postes
Instalar a corda de linha de vida em um ponto fixo e seguro que
suporte o impacto resultante de uma eventual queda.

Na instalação, independente do dispositivo utilizado, observar as


distâncias de segurança em relação à tensão de operação da rede de
transmissão. Não é permitida a invasão, por parte da corda e/ou
dispositivos de ancoragem, da área contaminada.

Quando uma estrutura desprovida de aterramento temporário estiver


localizada em um trecho que se encontra desenergizado, somente com
execução do teste de ausência de tensão, a instalação da corda de linha de
vida em área contaminada é permitida (método do laço de topo). A
instalação da corda de vida, neste caso, deverá ser executada com o
profissional munido de luvas isolantes para média tensão.

NOTA 1: O emprego da técnica acima, não desobriga o profissional


da utilização do conjunto de aterramento temporário.

NOTA 2: O gancho pode ser instalado em acessórios da estrutura


(cintas, por exemplo), desde que seja possível identificar através de
inspeção visual do solo as condições da fixação. A verificação destas
condições e necessária devido aos acessórios da estrutura estarem sujeitos
a danos devido a descargas atmosféricas. Portanto, não e permitido a
instalação em acessórios que possuam dispositivos de fixação internos
(parafusos de mão francesa, por exemplo).

7.6.1.1.1 Utilização do gancho de ancoragem

Instalação:

a) Instalar a corda de vida no gancho utilizando um nó oito duplo;


b) Acoplar o gancho no cabeçote da vara telescópica utilizando um
mosquetão para sustentar a corda;
c) Instalar o gancho em ponto fixo e seguro da estrutura;
d) Soltar e travar o gancho;
e) Testar a corda de vida em relação à fixação;
f) Recolher a vara telescópica;
g) Retirar o mosquetão do cabeçote da vara telescópica;
h) Amarrar a parte inferior da corda de vida na mochila ou escada.

Figuras 35 a 42: Utilização gancho de ancoragem.


Retirada:

a) Desamarrar a parte inferior da corda de vida da mochila ou escada;


b) Instalar o mosquetão e a corda de vida no cabeçote da vara telescópica;
c) Estender a vara telescópica e destravar o gancho;
d) Acoplar o gancho na vara telescópica;
e) Retirar o gancho do ponto de ancoragem;
f) Recolher a vara telescópica;
g) Retirar o gancho e o mosquetão da vara telescópica;

Figuras 43 e 44: Retirada gancho de ancoragem.

7.6.1.1.2 Utilização do agulhão

Instalação:

a. Instalar a corda de vida no agulhão utilizando um nó oito duplo;


b. Acoplar o agulhão no cabeçote da vara telescópica utilizando um
mosquetão para sustentar a corda de vida;
c. Instalar o agulhão em sua totalidade em um furo da estrutura;
d. Laçar com a corda de vida a ponta e a base do agulhão;
e. Testar a corda de vida em relação à fixação;
f. Recolher a vara telescópica;
g. Retirar o mosquetão do cabeçote da vara telescópica;
h. Amarrar a corda de vida na mochila ou na escada.

Figuras 45 a 51: Utilização do agulhão.

Retirada:

a) Desamarrar a parte inferior da corda de vida da mochila ou escada;


b) Instalar o mosquetão e a corda de vida no cabeçote da vara
telescópica;
c) Estender a vara telescópica e desfazer a laçada da corda de vida do
agulhão;
d) Retirar o agulhão do furo da estrutura, de preferência utilizando o
olhal do agulhão;
e) Recolher a vara telescópica;
f) Retirar o agulhão e o mosquetão da vara telescópica;

Figuras 52 a 56: Retirada do agulhão.

NOTAS:

Quando da utilização do agulhão ou do gancho, é permitida a


utilização de mosquetão adicional, caso o executor entenda que sua
atividade será facilitada.
Figuras 57 a 59: Utilização do mosquetão adicional.

7.6.1.1.3 Utilização do laço

Instalação:

a) Preparar o laço utilizando um nó oito duplo;


b) Instalar a corda no cabeçote da vara telescópica com auxílio de um
mosquetão;
c) Instalar o laço no topo do poste;
d) Testar a corda de vida em relação à fixação;
e) Recolher a vara telescópica;
f) Retirar o mosquetão do cabeçote da vara telescópica;
g) Amarrar a corda de vida na mochila ou escada.
Figuras 60 a 64: Utilização do laço.

Retirada:

a) Desamarrar a parte inferior da corda de vida da mochila ou escada;


b) Instalar o mosquetão e a corda de vida no cabeçote da vara
telescópica;
c) Estender a vara telescópica e retirar o laço do topo do poste;
d) Recolher a vara telescópica;
e) Retirar o mosquetão e o laço da vara telescópica;
f) Guardar a corda de vida na mochila.
Figuras 65 a 67: Retirada do laço.

7.6.1.1.4 Utilização do laço com estrangulamento

Instalação:

a) Preparar o laço, envolvendo o poste, utilizando um nó oito duplo;


b) Instalar a corda no cabeçote da vara telescópica com auxílio de um
mosquetão e preparar nó para fixação no alto do poste;
c) Instalar o laço no topo do poste e executar o travamento
(estrangulamento);
d) Testar a corda de vida em relação ao estrangulamento;
e) Recolher a vara telescópica;
f) Retirar o mosquetão do cabeçote da vara telescópica;
g) Amarrar a corda de vida na mochila ou na escada.
Figuras 68 a 81: Utilização do laço com estrangulamento.

Notas:

1. É obrigatória a utilização da sacola (em suspensão) ou outro dispositivo


(peso) ancorando a parte inferior da corda de vida, de modo que a corda
em sua parte superior, permaneça estrangulando o poste durante o
processo de escalada, trabalho e descida;
2. Para este método de ancoragem é proibida a transposição da corda de
vida.

Retirada:

a) Desamarrar a parte inferior da corda de vida da mochila ou


escada;
b) Estender a vara telescópica e soltar o laço do poste;
c) Recolher a vara telescópica;
Figuras 82 a 84: Retirada do laço com estrangulamento.

7.6.1.2 Em escadas singelas ou extensíveis


A corda de vida pode ser acoplada na escada, é obrigatório que a
amarração de topo da escada seja executada do solo;

NOTAS:

1. Retirar a corda de vida ao término do expediente;


2. Deve-se evitar que a corda tenha contato com terra, areia, galhos,
etc. fim de ser evitada a sua contaminação;
3. Ao guardar a corda em sua mochila apropriada, apenas soltar no seu
interior, para que no próximo uso ela saia sem enredos;
4. Os procedimentos acima aplicam-se em escadas de madeira e fibra
de vidro;
5. Em operação de chaves em redes de distribuição, recomenda-se que
seja utilizada escada extensível, com amarração de topo sendo executada do
solo, ancorada em sua parte superior logo abaixo da área poluída e amarrada.
Caso as condições da estrutura permitam, a execução dos trabalhos poderá
ser utilizada escada singela.

Figuras 85 e 86: Utilização da escada.

7.6.1.3 Em cesto aéreo


Para trabalhos em cesto aéreo é obrigatória a utilização de cinto tipo

paraquedista pelo colaborador montador, que deverá estar com a NR-35


atualizada e fazer utilização de dispositivo antiqueda, o dispositivo
recomendável é o talabarte abdominal, mas não há restrições em relação a
utilização do talabarte regulável de posicionamento, na utilização do cesto
deverá também ser respeitada a capacidade máxima de carga do
equipamento.

A conexão do sistema antiqueda no cinto pode ser na parte frontal


(engates abdominais destinados ao trava-quedas) ou nas costas (na argola
destinada ao resgate). A escolha da forma de conexão fica a critério do
usuário, devendo ser observado o tipo de trabalho a ser executado, para
que o sistema não venha a interferir na atividade.

Obs.: Jamais utilizar o sistema antiqueda conectado nas argolas


metálicas destinadas ao talabarte regulável de posicionamento (argolas
laterais do cinto pára-quedista).

A utilização do cesto é recomendada para a realização de atividades


de montagens tais como nivelamento de cabos, encabeçamentos de rede,
movimentação de materiais, montagem e desmontagem das linhas de vida,
realização de ajustes em altura, manutenção dos acessórios, equipamentos
dos postes e cabos de rede, instalação e retirada de espaçadores,
instalação e retirada de cruzetas, tensionamento de cabos, travessia de
cabos sobre ruas e rodovias, instalação de chaves e para-raios,
instalação de muflas e demais atividades pertinentes a rede aérea de modo
a otimizar a realização dos serviços.

Para realização dos serviços, os colaboradores poderão utilizar o


cesto aéreo para realizar sua movimentação vertical ou horizontal de modo
a dispensar, neste caso, a escalada com as esporas ou outros métodos de
subida. Ao serem elevados, quando se fizer necessária a transposição do
colaborador do cesto para o poste, deverá ser seguido o seguinte passo a
passo:

O colaborador deverá fazer uso do talabarte tipo Y ao adentrar no


cesto fixando-o em um ponto seguro, em seguida, após sua elevação
deverá reposicionar uma unidade por vez do talabarte em Y, ficando
ligado a estrutura do cesto e estrutura fixa no poste em pontos seguros
distintos. A travessia só será executada após os dois pontos de
ancoragem estarem fixados tanto na estrutura do cesto quanto no poste,
após isso, o colaborador deverá posicionar e utilizar os parafusos de
apoio para auxiliar sua passagem do cesto ao poste, após sua
transposição deverá fixar a outra extremidade do talabarte Y em outro
ponto seguro do poste ficando desconectado do cesto. A depender da
atividade a ser executada o colaborador poderá retirar o trava quedas da
linha de vida, mantendo fixado o talabarte Y em dois pontos seguros
distintos da estrutura fixa do poste, e após seu reposicionamento na
estrutura recolocar imediatamente o trava quedas. Para a descida do
poste ou retorno ao cesto o colaborador deverá fazer uso da manobra
reversa, fixando o talabarte Y novamente na estrutura do cesto, mantendo
a utilização da outra ponta do talabarte Y fixada na estrutura do poste,
estando assim suportado por dois pontos seguros distintos. Somente após
isso, poderá liberar o trava quedas da linha de vida e realizar o retorno ao
cesto aéreo, fixando após a travessia a outra extremidade do talabarte na
estrutura do cesto. O colaborador poderá utilizar também outros métodos
aprovados neste procedimento para realizar a descida.
Figuras 87 e 88: Utilização de talabarte abdominal.

Figuras 89 e 90: Utilização de talabarte regulável de posicionamento.

O sistema antiqueda deve ser conectado no ponto disponível


próximo ao cesto aéreo (normalmente na lança) antes do acesso ao cesto,
devendo permanecer conectado durante os trabalhos e ser desconectado
somente após a saída do profissional do cesto.

Figuras 91 e 94: Antes do acesso ao cesto.


Figura 95: Durante a execução dos trabalhos.

Figuras 96 e 97: Após a saída do cesto.

7.6.1.3 Uso de esporas


Para escalada nos postes duplo tipo T, serão seguidos os passos a seguir:
a) Inspecionar a espora
 Segurar firmemente o equipamento
 Inspecionar trincas na ferragem e estado de conservação das partes de couro.
b) Instalar a corda de linha de vida
c) Calçar a espora, regulando e ajustando as mesmas firmemente nos pés
d) Conectar o trava-quedas na corda de linha de vida;
e) Escalada no poste:
 Enlaçar-se ao poste com o talabarte;
 Subir, cadenciadamente, ritmando mãos e pés alternadamente.
f) Executar a tarefa específica determinada;
g) Descer do poste, cadenciadamente, ritmando mãos e pés alternadamente;
h) Retirar o talabarte envolto no poste;
i) Retirar o trava-quedas da corda de linha de vida
j) Retirar a corda de linha de vida;
k) Retirar a espora:
 Segurar firmemente o equipamento e retirá-lo;
 Inspecionar a espora.
l) Acondicionar as esporas adequadamente, limpando-as e colocando proteção nas mesmas;
m) Recolher os equipamentos, ferramentas e materiais utilizados, em seus devidos locais,
promovendo assim a limpeza do local de trabalho;
n) Retirar e acondicionar adequadamente EPI e EPC;
o) Retirar a sinalização e isolamento da área de trabalho.

Figuras 98 a 100: Escalada com espora.

7.6.2 Transposição de corda da vida


Nos trabalhos em planos elevados em que seja necessário o deslocamento
do profissional, tanto na vertical como na horizontal, é permitida a transposição do
ponto de ancoragem da corda de vida.

Para a transposição é obrigatório que o profissional esteja utilizando o


talabarte de posicionamento.
As transposições que envolvam no trajeto a rede de baixa tensão, o tipo de
estrutura define os procedimentos a seguir:

Nos casos em que a transposição seja do mesmo lado da rede, em relação


ao poste (estrutura S1), é obrigatório que a mesma esteja desligada, testada e
aterrada;

Para as situações em que a transposição não seja do mesmo lado da rede


(inclusive as estruturas S3 e S4), não há necessidade de desligamento da BT,
mas é obrigatória a utilização de lençóis isolantes nos condutores fases e neutro.

NOTAS:

- Para transposição envolvendo a rede de baixa tensão energizada,


somente é permitida a alteração do ponto de ancoragem da corda de
vida, do nível inferior para o superior. O profissional utilizará este
método somente para os casos em que ele necessite permanecer no
máximo ao mesmo nível da rede de baixa tensão, não sendo
permitido para estes casos, a passagem para o nível superior.
- Durante o processo de transposição, o trava-quedas deve permanecer
fixado na corda de linha de vida e o ponto original de fixação da corda
de linha de vida não deve ser alterado.
- Dispositivos alternativos para ancoragem da transposição podem ser
utilizados (fitas, parafusos passantes, porca olhal, etc.), desde que os
pontos de fixação atendam aos requisitos estabelecidos neste
documento em relação ao esforço resultante de uma queda.
- Tanto na montagem quanto na desmontagem da transposição, o
executor pode momentaneamente permanecer em nível de queda 2 e com o
trava- quedas na posição destravado, sendo necessário o retorno para o nível
1 (no mínimo) e o travamento do trava- quedas logo após o final de cada
procedimento.

Independente da metodologia adotada para a transposição, os passos


abaixo devem ser seguidos durante o processo:
a) Montagem da transposição:
PROJETOS E INST ALAÇÕES ELÉTRICAS,
LINHAS DE DISTRIBUIÇÃO E TRANSMISSÃO

CNPJ 78.589.827/0001-70 - INSCR. ESTADUAL 40402636-46

- Se movimentar com o trava-quedas até o limitador da corda de vida


(nó);
- Instalar o talabarte de posicionamento;
- Definir o ponto de ancoragem da transposição;
- Montar a ancoragem da transposição;
- Destravar o trava-quedas;
- Deslocar a corda de vida, da parte superior do trava-quedas até o
ponto de ancoragem da transposição;
- Ancorar a corda de vida no novo ponto de ancoragem;
- Retirar o talabarte de posicionamento;
- Se movimentar até o ponto de trabalho, de modo que permaneça no
máximo em nível 1 de queda em relação ao ponto de ancoragem da
transposição;
- Instalar o talabarte de posicionamento;
- Destravar posição do dispositivo do trava-quedas.

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b) Desmontagem da transposição:

- Se movimentar com o trava-quedas até o limitador da corda de vida


futuro (ponto fixo original);
- Instalar o talabarte de posicionamento;
- Desmontar o ponto de ancoragem da transposição;
- Destravar o trava-quedas;
- Deslocar a corda de vida, da parte superior do trava-quedas até o
ponto de ancoragem original;
- Reposicionar o trava-quedas;
- Retirar o talabarte de posicionamento;
- Se movimentar até o ponto de trabalho, de modo que permaneça no
máximo em nível 1 de queda em relação ao ponto de ancoragem;
- Instalar o talabarte de posicionamento;
- Destravar posição do dispositivo do trava-quedas.
7.6.2.1 Transposição da corda de vida com estropo
(rede de BT aterrada):

Figuras 101 a 105: Fazendo transposição da corda de vida.


7.6.2.2 Desfazendo a transposição da corda de
vida com estropo (rede de BT aterrada):

Figuras 106 a 110: Desfazendo transposição da corda de vida.

Nota: A transposição ilustrada acima, com a baixa tensão


desligada e aterrada, poderia ser executada com a mesma energizada,
com utilização de lençóis isolantes em ambos os lados da estrutura. É
obrigatório o desligamento e aterramento da BT para as estruturas S1,
em que o profissional esteja escalando do mesmo lado da rede.
7.6.2.3 Transposição horizontal da corda de
vida:

Figuras 111 a 114: Transposição horizontal da corda de vida.

7.6.3 Limitação de movimento


Nos trabalhos em planos elevados em que seja necessário o
deslocamento do profissional, e que não seja possível a utilização do
método de transposição de corda de vida, é permitida a utilização de
dispositivos limitadores de deslocamento.

Os dispositivos podem ser pontos fixos da estrutura, do


equipamento ou localizados no próprio plano elevado, que conectados
ao talabarte regulável ou de progressão tipo “Y” evitam a aproximação
do profissional do ponto de queda. Também podem ser artificiais,
confeccionados com corda ou outro acessório seguro, instalado do solo
ou mesmo do alto da estrutura, desde que o executor esteja utilizando o
dispositivo antiqueda.

O limitador é permitido em locais em que o eletricista necessite de


se deslocar em plano elevado, como por exemplo, em marquises,
plataformas, dentre outros.

Figuras 115 a 118: Limitação de movimento com utilização do nó borboleta.

8 RISCOS E CONTROLE EXISTENTES NAS ATIVIDADES

- Risco: cortes e ferimentos.

- Controle: usar os EPI’s adequados (capacete, luvas de vaqueta, óculos,


calçado adequado) e seguir as orientações do encarregado e técnico de
segurança.

- Risco: ataque de animais peçonhentos.

- Controle: estar atento ao cumprimento do PAE, evitar picadas de animais


peçonhentos, utilizar perneiras de couro, luvas de vaquetas e botas.

- Risco: quedas de pessoas em mesmo ou com diferença de nível.


- Controle: manter o ambiente de trabalho limpo, manter atenção nas
escavações, cercar a área das escavações com arame liso e cerquite
sinalização e uso de cinto de posição

- Risco: desmoronamento de terra com soterramento.

- Controle: realizar as escoras adequadas nas cavas, não transitar com veículos
nas encostas das cavas, utilizar uso de cinto de segurança paraquedista com
corda de vida para trabalhos no fundo das cavas com encostas superiores a
1,25 metros, deixar uma escada para saída das cavas e seguir as
orientações do encarregado e técnico de segurança, taludar escavações acima
de 1,20 metros se necessário e depositar material com mínimo de 1 metro da
borda da cava.

- Risco: esmagamento ou prensagem de membros.

- Controle: utilizar os EPI’s adequados e seguir as recomendações do


encarregado e técnico de segurança.

- Risco: fadiga dos trabalhadores e equipamentos.

- Controle: Inspeção do técnico de segurança e descanso para os trabalhadores


fadigados.

- Risco: execução de serviços em condições atmosféricas adversas


desfavoráveis. Controle: suspender os trabalhos.

- Risco: uso incorreto ou recusa no uso de EPI’s necessários.

- Controle: acompanhamento, orientação do encarregado e técnico de


segurança. No caso de não uso, advertência.

- Risco: falha de comunicação.

- Controle: utilização dos rádios de comunicação somente para pessoas


autorizadas, mensagens claras e sucintas, não utilizar os rádios para outros fins
senão para a comunicação sobre a tarefa sendo executada.

- Risco: colisões com veículos.

- Controle: respeitar o limite de velocidade, utilização dos veículos somente por


pessoas autorizadas, respeitar as sinalizações das vias, seguir as orientações
do técnico de segurança.

- Risco: Tombamento.
- Controle: melhorar o acesso, manter distância de veículos pesados, não
transitar próximo das encostas das cavas.

9 EQUIPAMENTODE PROTEÇÃO INDIVIDUAL – EPI

9.1 Uso obrigatório

 Capacete de segurança provido de alça jugular;

 Calçado de segurança sem componente metálico;

 Luvas de proteção em couro: raspa ou vaqueta;

 Cinto de segurança de posição;

 Trava-quedas;

 Linhas de vida em corda;

 Óculos de Segurança;

 Uniforme padrão da empresa;

 Luvas anti-vibração.

9.2 Uso eventual

 Capa de chuva (somente para se deslocar sob chuva);

 Perneira de couro (no deslocamento a pé em locais com risco


de ataque de animais venenosos rastejantes. Exemplo: cobras);

 Colete refletivo para trabalhos próximos a locais com fluxo de


veículos.

10 EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO COLETIVA – EPC

 Equipamentos de sinalização (placas, cones e bandeirolas);


 Equipamentos de isolamento de áreas de risco (telas plásticas, fitas
zebradas ou florescentes, cavaletes, cercas e correntes plásticas);

 Sistema de comunicação rápido e eficiente através de rádios


transmissores de mensagens.

 Telefones Celulares.

11 PROCEDIMENTOS DE SEGURANÇA

 Antes do início dos trabalhos os encarregados e o técnico de segurança do


trabalho realizarão o DDS dirigido a todos os envolvidos a fim de orientar o
pessoal em geral, quanto aos riscos a que estarão expostos;

 Realização da análise preliminar dos riscos (APR) antes do início das


atividades;

 Somente trabalharão nas atividades funcionários submetidos a


treinamentos específicos de segurança, dando ênfase ao uso correto dos EPI’s
necessários a esta atividade, bem como aos riscos existentes e todas as
recomendações preventivas propostas;

 Todos os trabalhadores envolvidos deverão estar familiarizados com as


atividades a serem executadas;

 Todos os trabalhadores deverão estar com seus exames médicos de saúde


ocupacional atualizados e aptos para o trabalho;

 Serão fornecidos todos os Equipamentos de Proteção Individual – EPI’s,


adequados às atividades a serem executadas;

 Serão fornecidos todos Equipamentos de Proteção Coletiva – EPC’s


necessários à realização dos trabalhos;

 Estando as condições atmosféricas desfavoráveis (fortes ventanias,


relâmpagos, chuvas, tempestades, etc.), os serviços serão interrompidos até o
retorno das condições favoráveis;

 As máquinas, equipamentos e veículos, somente serão operados por


trabalhadores devidamente habilitados;
 Cuidados adicionais serão tomados para que não seja permitida a presença
de trabalhadores que tenham ingerido bebidas alcoólicas ou feito uso de drogas
momentos antes e/ou apresentarem estado de embriagues ou sobre o efeito de
drogas no local de trabalho;

 Para execução de trabalhos em altura superior a dois metros, os


funcionários estarão equipados e fazendo uso de equipamentos de escalada
composto por: Cinto de segurança modelo paraquedista com corda de vida,
além de capacetes, botas de segurança com solado de borracha
antiderrapante e sem pregos, luvas de raspa ou em vaqueta de couro e
uniformes padrão.

 As equipes envolvidas com os trabalhos estarão interconectadas através de


sistema de comunicação por rádios;

 Manter sempre nas frentes de trabalho kit de primeiros socorros.

12 REQUISITOS DA GESTÃO AMBIENTAL CE GAMELEIRA

Documentação a ser apresentada antes da mobilização:

 PGRS - Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos e Efluentes


Sanitários;

 PAEA - Programa de Atendimento a Emergências Ambientais;

 PRAD – Programa de Recuperação de Áreas Degradadas;

 Planilha de Aspectos e Impactos das atividades;

 Licenças a anuências ambientais de todas as subcontratadas e


fornecedores de produtos e insumos (combustível, brita, areia, gelo, saibro,
cimento, madeira, água para consumo humano e industrial, etc.);

 Layout do canteiro de obras com a localização da área de armazenamento


de resíduos e equipamentos de controle de poluição como fossas sépticas,
CSAO, caixas decantadoras, etc;

 Licenças e anuências dos fornecedores de serviços ambientais de coleta,


transporte e tratamento de resíduos;
 Licenças e anuências dos fornecedores de serviços de manutenção de
máquinas e equipamentos;

 Projetos e memorial de dimensionamento e operação de ETEs/fossas


sépticas, caixas separadora de água e óleo – CSAO e decantadores de
efluentes industriais, lavador de máquinas e equipamentos.

Procedimentos e requisitos específicos dos programas ambientais:

Programa de Gerenciamento de Resíduos Sólidos e Efluentes


Sanitários

 Todos os resíduos devem ser encaminhados para


tratamento/destinação acompanhados de Manifesto de Transporte de
Resíduos (MTR), em 04 vias, devidamente assinados e devem retornar à
unidade geradora, acompanhados dos tickets de pesagem;

 Formulários FO 215 - Monitoramento de Geração de Resíduos e 216


- Gerenciamento de Resíduos devem ser preenchidos mensalmente e
constar no relatório mensal de meio ambiente;

 Os resíduos devem ser acondicionados corretamente nas frentes de


trabalho e canteiro de obras, por meio de coletores identificados;

 No caso de banheiros químicos, deve-se apresentar as licenças


ambientais dos transportadores e unidades tratadoras dos efluentes
sanitários;

 A limpeza dos banheiros químicos deve ser regular e deve ser


disponibilizada em cada uma das unidades, a ficha de controle de
limpeza;

 No caso de fossas sépticas, preencher e enviar mensalmente o FO


239 - Inspeção e Limpeza de Fossa Séptica.

Programa de monitoramento da qualidade das águas

 Apresentar licenças ambientais dos fornecedores de águas para


consumo humano - galões de água mineral;
 Apresentar regularmente laudo de potabilidade das águas destinadas
ao consumo humano seja ela de galões (envase) ou poços tubulares
(águas subterrâneas, cisternas).

Programa de emissões atmosféricas e ruídos

 Realizar o monitoramento de fumaça preta - geradores e frota diesel


por meio de escala de Ringelmann e preenchimento mensal do FO - 235
- Controle de Emissão de Fumaça.

Programa de Controle de Supressão de Vegetação

 Contratação de empresa especializada na atividade de supressão


com apresentação de documentos que comprovem competência técnica
para tal atividade;

 Apresentação semanal de romaneio com dados detalhados dos


volumes suprimidos;

 Contratação de equipe de supressão (operadores de motosserras e


auxiliares de campo) compatível com o número de frentes de trabalho de
acordo com a metodologia apresentada no inventário florestal;

 Apresentação dos documentos: CTF IBAMA para porte e uso de


motosserra (válido), Licença para Porte e Uso de Motosserra (LPU) de
cada equipamento, notas fiscais de compra dos equipamentos,
certificado de qualificação técnica dos operadores de motosserra.

Programa de monitoramento de obras

 O canteiro de obras deve passar por dedetização e desratização de


modo a se evitar presença de vetores (ratos, baratas, moscas, etc.);

 A integração de funcionários (meio ambiente) deve conter pauta


mínima: aspectos e impactos ambientais da atividade; legislação
ambiental; conduta do colaborador; CEC – Centro de Comunicação;
resíduos sólidos e efluentes sanitários; produtos químicos; atendimento à
emergência ambiental; educação ambiental; incidentes com animais
peçonhentos;

 O canteiro deve dispor de placas educativas com temas ambientais;

 No caso de refeitório, deve-se providenciar/apresentar o alvará


sanitário junto ao município, tanto do local de alimentação quanto dos
fornecedores de alimentos preparados;

 Os produtos químicos devem estar armazenados de forma correta,


em local apropriado, com bacia de contenção, identificação e as
FISPQ’s - Fichas de informações de segurança de produtos químicos
devem estar disponíveis no local;

 Nas áreas de movimentação de máquinas e equipamentos e


armazenamento de produtos químicos/resíduos, devem estar disponíveis
kits de mitigação contendo minimamente material absorvente como turfa
hidrofóbica ou serragem, pá plástica anti-faísca, bacia de contenção
plástica de 20 Litros, sacos plásticos e EPI’s.

OBS.: Além desses requisitos, deve se atentar também aos requisitos que constam no
documento “Check List de Sustentabilidade” (anexo) para indicação da aplicabilidade e
tomada de ações.